Camerata Antiqua de Curitiba: Do Barroco ao Contemporâneo – 2000

Camerata Antiqua de Curitiba
Te Deum
Luis Álvares Pinto

Gravação do ano 2000

Nestes seus 31 anos de existência, a Camerata Antiqua de Curitiba representa não apenas um grupo de prestígio nacional, mas também uma verdadeira escola. Muitos de seus integrantes hoje desenvolvem carreira solo e são ganhadores de prêmios realizados dentro e fora do país.

Fundada em 1974, a Camerata, formada por Coro e Orquestra, teve como primeiro maestro Roberto de Regina, seu fundador, ao lado da cravista Ingrid Seraphim. Inicialmente a proposta do grupo se baseava na interpretação e pesquisa de música antiga, a exemplo de outros existentes na Europa e EUA. O coro contou com a orientação técnica do maestro Gerard Galloway e, paralelamente, a Orquestra teve a orientação do violinista Paulo Bosísio.

Após vários anos de dedicação exclusiva à música do barroco e da renascença, a Camerata passou a dedicar-se também ao repertório de compositores contemporâneos. São oito elepês, seis CDs gravados e mais de mil apresentações no Brasil e exterior, revelando sua versatilidade na interpretação da música antiga e contemporânea.

Nos anos de 1987 e 1988, teve como regente titular Lutero Rodrigues. Hoje, com 16 instrumentistas e 16 cantores, tem como maestro emérito Roberto de Regina.

A Camerata teve ilustres visitantes, entre outros, os maestros Roberto Schnorrenberg, Norton Morosowicz, Ernani Aguiar, Ronaldo Bologna, Geoffrey Mitchell, Osvaldo Colarusso, Mônica Vasquez, Christian Höppner, Graham Griffiths, Ricardo Kanji, Cristina Banegas, Dario Sotelo, Abel Rocha, Flávio Florence, Iara Fricke Matte, Nicolau de Figueiredo, Luís Alves da Silva, Horst-Hans Bäcker, Helma Haller, Homero de Magalhães Filho, Roberto Tibiriçá e Aylton Escobar.

Dentre as obras mais expressivas executadas e algumas registradas em gravações, destacam-se:
- Johann Sebastian Bach: Ciclo Integral dos Motetos, diversas Cantatas, Oratório de Natal, Paixão Segundo São Mateus, Paixão Segundo São João e Missa em Si Menor;
- Georg Friedrich Händel: Dixit Dominus, Messiah, Coronation Anthems, Israel in Egypt;
- Henry Purcell: Dido e Aeneas
- Luís Álvares Pinto: Te Deum;
- J.J.E. Lobo de Mesquita: Missa em Fá;
- Camargo Guarnieri: Missa Dilígite entre outras.

Maestro Emérito – Roberto de Regina
Coro – Ensaiador: Cornelis Kool, Orientadora Vocal : Neyde Thomas
Orquestra – Ensaiador: Marco Damm

Abril de 2005. (http://www.multimusica.net.br/?q=node/3969)

Melhores comentários deixo a cargo do Ranulfus, pelo seu especial carinho pela Camerata Antiqua de Curitiba.

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum – 1. Te Dominum
02. Te Deum – 2. Tibi omnes
03. Te Deum – 3. Sanctus
04. Te Deum – 4. Te Gloriosus
05. Te Deum – 5. Te Martirum
06. Te Deum – 6. Patrem Immensae
07. Te Deum – 7. Sanctum Quoque
08. Te Deum – 8. Tu Patris
09. Te Deum – 9. Tu Devicto
10. Te Deum – 10. Judex Crederis
11. Te Deum – 11. Salvum Fac
12. Te Deum – 12. Per Singulos Dies
13. Te Deum – 13. Dignare Domine
14. Te Deum – 14. Fiat Misericordia
15. Te Deum – 15. In Te Domine

Anônimo (Séc. XVIII)
16. Te Deum – 1. Te Deum (Allegro)
17. Te Deum – 2. Te Ergo Quesumus (Largo)
18. Te Deum – 3. Non Confundar in Aeternum (Fuga)

Camargo Mozart Guarnieri (1907-1993)
19. Missa Dilígite – 1. Kyrie (Andante)
20. Missa Dilígite – 2. Gloria (Sostenuto)
21. Missa Dilígite – 3. Sanctus (Maestoso)
22. Missa Dilígite – 4. Agnus Dei (Andantino)

Do Barroco ao Contemporâneo – 2000
Camerata Antiqua de Curitiba
Maestro Roberto de Regina

Fonogramas gentilmente cedidos pelo maestro Harry Crowl. Não tem preço!

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MP3 116,3 MB – 51,2 min
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Boa audição.

Avicenna

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Les plaisirs de la table (Vol.1)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é o começo de uma caixa de sete CDs. Não tenho certeza se tenho os outros, mas o primeiro é tão, mas tão bom, que vale a postagem. A Tafelmusik (Música de mesa), de Telemann, é composta por uma série de obras-primas do prolífico compositor barroco alemão. E, neste primeiro volume, há várias delas. O Concerto para Flauta Doce e Flauta Transversa é extraordinário — ouçam o que é aquele Presto final! — e a famosa Abertura (Suíte) para Flauta e Orquestra merece ser a obra mais divulgada de Telemann. Um baita CD barroco.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Les plaisirs de la table (Vol. 1)

1 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: I. Grave 3:36
2 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: II. Allegro 4:02
3 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: III. Dolce 3:08
4 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: IV. Allegro 3:43

5 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: I. Largo 4:20
6 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: II. Allegro 5:11
7 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: III. Grave 4:28
8 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: IV. Allegro 3:53

9 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: I. Largo 3:38
10 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: II. Allegro 4:10
11 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: III. Largo 3:16
12 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: IV. Presto 2:38

13 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: I. Overture 6:58
14 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: II. Les plaisirs 2:48
15 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: III. Air a l’Italienne 7:02
16 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: IV. Menuet I-II 3:12
17 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: V. Rejouissance 2:13
18 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: VI. Passepied I-II 1:56
19 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: VII. Polonaise 3:27

Ricercar Consort

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É bom comer.

É bom comer.

PQP

Carl Orff – De temporum fine comœdia – Karajan, KRSO, Tomowa-Sintow

51FgS7FSPlLNo dia de hoje FDPBach completa 50 anos de idade, e quem recebe o presente são os fiéis leitores-ouvintes do PQPBach, que pacientemente tem nos acompanhado nestes oito anos no ar, com dedicação, carinho e alguma tensão de vez em quando, necessária, na verdade, pois nem tudo são flores.
E para comemorar a data estou trazendo para os senhores uma gravação histórica, daquelas que são obrigatórias em qualquer cdteca de respeito. Além de histórica, por se tratar da estréia da ópera de Orff, faço questão também de destacar que foi a única gravação que Herbert von Karajan realizou de alguma obra de Carl Orff.
Para não me alongar muito, indicarei dois links para os senhores poderem tirar maiores informações sobre a obra, gravada em 1973, com Herbert von Karajan regendo a Kölner Rundfunk-Sinfonie Orchester e grande coral, com uma imensa orquestração:

http://parzifal.pblogs.gr/2012/09/carl-orff-de-temporum-fine-comoedia-limpreto.html

http://en.wikipedia.org/wiki/De_Temporum_Fine_Comoedia

Carl Orff – De temporum fine comœdia –  Karajan, KRSO, Tomowa-Sintow

01 – Heis theos estin anarchos, hypermegethaes, agenaetos
02 – Opse theu g’aleusi myloi
03 – Pasin homu nyx estin isae tois pluton echusin kai ptochois
04 – Choneuso gar hapanta kai eis katharon dialexo
05 – Vae! Ibunt impii in Gehennam ignis eterni
06 – Upote, maepote, maepu, maedepote…ignis eterni immensa tormenta
07 – Unus solus Deus ab aeterno in aeternum
08 – Nicht Satanas…nicht Lucifer…damnatus nunquam condemnatus in aeternum
09 – Mundus terrenus volvitur
10 – Wann endet die Zeit-
11 – Gott, schenk uns Wahrsagung, Weissagung, Hellsicht im Traum. Gott, schenk uns d
12 – Wo irren wir hin, verloren, verlassen
13 – Kyrie! Serva nos, salva nos, eripe nos!
14 – Angor, timor, horror, terror ac pavor invadit omnes
15 – Omne genus daemoniorum caecorum, claudorum sive confusorum, attendite iussum me
16 – Vae, Portae Inferi oculus aspicit nos tenebrarius tenebris
17 – Pater peccavi
18 – Con sublima spiritualita

Ana Tomowa-Sintow – Soprano
Kölner Rundfunk-Sinfonie Orchester
Herbert von Karajan – Conductor

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Mestres da Música Colonial Mineira – Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG (Acervo PQPBach)

Mestres da Música Colonial Mineira
Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova
UFMG

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Em junho de 2001 resolví descansar uns dias em uma tranquila pousada em Tiradentes, MG, e não é que acordei, no domingo pela manhã, com anjos, arcanjos, querubins e serafins cantando para mim?

Por instantes acreditei ter morrido, pois ouvia aqueles anjinhos gordinhos, de cabelos loiros encaracolados, cantando por entre as nuvens. Só faltavam as trombetas celestiais!

- Pelo menos fui despachado para o Céu … … … meno male!, pensei eu.

Abrí os olhos, firmei o olhar na janela aberta e descobri que o som maravilhoso vinha da Igreja Matriz. Do alto da torre. Tudo salvo … eu continuava vivinho da silva.

Compartilho com nossos amigos ouvintes aquele som que veio dos céus!

Manoel Dias de Oliveira foi regente, copista e organista, dedicou-se à música desde 1769 em irmandades religiosas. Uma lenda fala de seu talento precoce. Certa ocasião o padre Francisco da Piedade ouviu-o, ainda menino, a cantar trechos de uma obra de Josquin des Prez enquanto estava a brincar com formigas. Impressionado, o padre o convidou a participar do coro da catedral de Santo Antônio, onde estudou teoria musical, contraponto e órgão. Foi membro da Ordem Terceira de São Francisco, e recebeu o título de Capitão da Cavalaria a Pé da Rainha Dona Maria I, o mais alto título que alguém de pele escura podia receber. Suas obras são executadas em uma tradição ininterrupta nas igrejas da região de Tiradentes. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_Dias_de_Oliveira)

Marcos Coelho Neto foi membro da Irmandade de S. José dos Homens Pardos e da de N. Sra. das Mercês de Cima, foi trompetista dos conjuntos musicais que serviam às duas confrarias. Foi também timbaleiro na Cavalaria Auxiliar de Vila Rica. Em 1799, ingressou na Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de S. Francisco de Paula, de mulatos, e na Irmandade de Santo Antônio, constituída por brancos, sendo uma exceção honrosa ao preconceito racial da época. (http://www.movimento.com)

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita foi para Arraial do Tijuco (1776), hoje Diamantina, onde desenvolveu sua carreira como organista e compositor, até que entrou para a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo (1789). Alferes do Terço de Infantaria dos Pardos, foi o encarregado de um oratório para a Semana Santa (1792). Regeu a música para o tríduo do período (1798-1799), na matriz de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto. A partir daí até sua morte, tocou nas missas da igreja da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro, cidade onde morreu. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_de_Mesquita)

A Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG, apresenta um trabalho sério, vigoroso, de excepcional sonoridade, fruto da enorme capacidade, experiência e dedicação do Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, a cuja memória dedicamos esta postagem. Pena que não gravaram muito mais. Perde o Brasil e o mundo!

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
1. Magnificat
2. Visitação Dos Passos
3. Motetos dos Passos -1: Pater mi
4. Motetos dos Passos -2: Bajulans
5. Motetos dos Passos -3: Exeamus
6. Motetos dos Passos -4: Angariaverunt
7. Motetos dos Passos -5: Filiae Jerusalem
8. Motetos dos Passos -6: Popule meus
9. Motetos dos Passos -7: O vos omnes

Marcos Coelho Neto, (Vila Rica [Ouro Preto], 1740-1806)
10. Himno a Quatro – Maria Mater Gratiae
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
11. Gradual o para Domingo da Ressurreição
12. Tercis (1783) – 1: Difusa est Gratia
13. Tercis (1783) – 2: Padre Nosso
14. Tercis (1783) – 3: Ave Maria
15. Tercis (1783) – 4: Gloria Patri
16. Antiphona De Nossa Senhora – Salve Regina

Mestres da Música Colonial Mineira
Orquestra Sinfônica e Coral Ars Nova, da UFMG
Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)
Gravado no auditório da CEMIG, Belo Horizonte, MG, Brasil, em setembro de 1996.

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MP3 320 kbps – 110,7 MB – 52,1 min
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XLD RIP | FLAC 228,6 MB

 

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Avicenna

W. A. Mozart (1756-1791): Uma piada musical, K.522 / Divertimento K. 136

Front_800Esta gravação foi encontrada por aí; não lembro onde. Trata-se de uma conversão de LP para MP3 tal quais muitas do Avicenna. E trata-se também de um tesouro. O divertido K. 522 é tão famoso quanto raro e a interpretação do grande Rudolf Barshai com a Orquestra de Câmara de Moscou vale o resgate. OK, o som não é tudo aquilo, mas e daí? O Divertimento K. 136 é bem mais gravado e é a melhor companhia para a genial brincadeira de Mozart. Uma joia para os pequepianos. Barshai foi um enorme regente. Confiram!

W.A.Mozart – Musical Joke K522, Divertimento No.1 in D K136

LP Conversion | MP3-320kbps

Contents:
W.A.Mozart (1756-1791)

Side 1
Musical Joke ‘The village musicians sextet’ (Village Symphony) in F major K.522
- 1. Allegro
- 2. Menuetto (Maestoso) – Trio
- 3. Adagio cantabile
- 4. Presto

Side 2
Divertimento No.1 for the string orchestra in D major K.136
- 1. Allegro
- 2. Andante
- 3. Presto
Melodija 1980

Moscow Chamber Orchestra
Rudolf Barshai

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Rudolf Barshai

Rudolf Barshai

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PQP

.: interlúdio :. Chick Corea – Three Quartets

1Que mais eu poderia acrescentar sobre essa obra prima do jazz? Que os quatro músicos envolvidos são geniais ? Isso é desnecessário. São quatro músicos únicos, cada qual dentro de suas peculiaridades, digamos assim, e liderados por  Chick Corea, um dos maiores pianistas da história, um cara que fez parte de uma das muitas revoluções que aconteceram na história do jazz, ou seja, a eletrificação desse estilo musical tão único e ao mesmo tempo tão diversificado.
E talento disponível para alternar entre o piano acústico tradicional e os teclados cheios de recursos eletrônicos. E para de repente, sentar-se a frente de uma orquestra e gravar algum concerto para piano de Mozart. Esse é uma daquelas figuras que eu chamaria facilmente de inquieta.
Enfim, não quero me alongar. Dia destes, o nosso mentor PQPBach me perguntou se eu tinha o “Three Quartets” do Chico Correa, como carinhosamente o apelidou nosso albino genial, Hermeto Pascoal. Pensei com meus botões, tenho sim esse cd. Mas onde ele estaria no meio da minha bagunça? Durante dois dias encarei o desafio de procurar no meio de cases, porta-cds, armários, enfim, até que o achei. E agora o estou ouvindo, depois de muito tempo, não duvido que tenham passado uns dez anos desde a última vez, e como comentou um cliente da amazon, ele continua muito atual, fresquinho e ah, que saudades que me deu do Michael Brecker, e que falta que ele faz no cenário atual do jazz… como foi precoce sua morte …Eddie Gomez, com o seu indefectível bigode, mostra toda a sua versatilidade, a mesma que demonstrou tocando durante muito tempo tocando com Bill Evans, e Steve Gadd é outro cara que admiro muito.

01. Quartet No. 1
02. Quartet No. 3
03. Quartet No. 2 – Part 1 (Dedicated to Duke Ellington)
04. Quartet No. 2 – Part 2 (Dedicated to John Coltrane)
05. Folk Song
06. Hairy Canary
07. Slippery when Wet
08. Confirmation


Chick Corea – Piano
Michael Brecker – Saxophones
Eddie Gomez – Bass
Steve Gadd – Drums

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Chick Corea

Chick Corea – Esse definitivamente é o Cara !!!

 

Missa de Nossa Senhora da Conceição: Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)

Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)
Missa de Nossa Senhora da Conceição (1854)

Dia desses recebo um discreto email, mais ou menos assim: “Avicenna, tenho umas músicas que acho você gostaria de ouvir.”
Sim, pode enviar, respondí.
Ô meu !! eram as Missas de Carlos Gomes !!!
Então procurei na internet algumas críticas, avaliações dessas obras, para me situar melhor…
Não tem !! Não tem !! Não tem !! Não tem !! Não tem !!
Ainda abobalhado, consultei meus botões.
O Tico falou: ” – Não seja impetuoso em escrever algo!”
O Teco falou: ” – Pede para ele escrever o texto, pede!”

Prezadas senhoras, prezados senhores, estimado público: o PQPBach tem a honra em apresentar, numa avant-prèmiere mundial blogosférica, a espetacular, gloriosa, orgasmoplástica, a IM-PER-DÍ-VEL Missa de Nossa Senhora da Conceição, composta por Antonio Carlos Gomes, com o excelente texto abaixo escrito pelo nosso hoje companheiro Bisnaga, inspirado pelos generosos ventos do oriente.

Antônio Carlos Gomes (1836-1896) teve a mesma infelicidade ou dádiva dos filhos de J. S. Bach: tinha um pai compositor e regente e mais 25 irmãos (quatro a mais que Carl Philipp e Johann Christian). Seu pai, Manoel José Gomes, mestre de capela e maestro da banda de Campinas, era importante copista de partituras, registrando e executando a música que se produzia em São Paulo e Rio de Janeiro naqueles tempos de início do Império. Além de autores italianos e portugueses, os brasileiros André da Silva Gomes, Padre José Maurício Nunes Garcia, Frei Jesuíno do Monte Carmelo e Francisco Manoel da Silva foram alguns dos compositores a cujas obras Carlos Gomes teve acesso ainda na infância.

O menino já se mostrava inclinado para a música desde cedo: tocava desde pequeno na banda e aos 11 anos apresentou suas primeiras composições. Era, aliás, com seu irmão José Pedro de Sant’Anna, uma das atrações da banda do pai, que os colocava para reger de vez em quando.

O fato de ser filho do mestre de capela também influenciou a produção Carlos Gomes. Em 1854, aos 18 anos, compôs sua primeira missa, a de São Sebastião, e aos 23, esta obra que vos é apresentada hoje: a Missa de Nossa Senhora da Conceição. Executada, provavelmente, em 08 de dezembro de 1859, dia da padroeira de Campinas, na Matriz Nova (atual catedral metropolitana, 1807-1884), uma igreja imensa ainda em obras (à época, a maior do país), cujos entalhes do interior nem haviam sido executados. Campinas, assim como a matriz, estava em constantes obras, fervilhava com a riqueza do café e já emparelhava em população com a capital, São Paulo. A cidade já se via como grande, assim como já se poderia supor do futuro do jovem Tonico, filho do Maneco Músico. Da mesma forma, a missa da padroeira deveria ser portentosa, como a fez Carlos Gomes. É bastante provável que a obra tenha sido composta na bipartição tradicional de seu tempo, em Missa (Kyrie e Gloria) e Credo (Credo, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei), mas chegou até nós apenas a primeira parte, que não deixa de ser obra interessante que enriquece nossos ouvidos.

A Missa mostra um Carlos Gomes jovem que ainda não fincou os pés definitivamente no romantismo. Traços do classicismo podem ser percebidos nas peças mais delicadas para coro como o Kyrie, o Qui tollis e o Cum Sanctu Spiritu e não seria de assustar perceberem-se semelhanças com músicas de Nunes Garcia, grande mestre do período. Já os trechos inicial e final do Gloria, marchas com características até militarescas, deixam clara a influência da música de banda em Carlos Gomes, influência essa que será perceptível inclusive posteriormente, em suas óperas, diluindo-se ao longo do tempo. As peças com solos (Laudamus, Domine Deus e Qui Sedes) e o coro de Suscipe já mostram traços operísticos, seja nas belas melodias, quase modinhas e canções tão ao gosto do seu tempo, seja nos trechos de alternância entre orquestra e solista e entre solista e coro, bastante impactantes e dramáticos.

A Missa de Nossa Senhora da Conceição mostra um compositor complexo, em transição, que já se mostrava diferenciado, apontando para o Antônio Carlos Gomes que seria futuramente considerado o maior compositor operístico brasileiro. Seu talento, aqui, já desponta. Vale muito conhecer a obra.

A Música e o Pará – 1996 (parte)
Antonio Carlos Gomes (Campinas, 1836-Belém, 1896)
Missa de Nossa Senhora da Conceição 1. Kyrie
Missa de Nossa Senhora da Conceição 2. Gloria
Missa de Nossa Senhora da Conceição 3. Gloria – Laudamus te
Missa de Nossa Senhora da Conceição 4. Gloria – Domine Deus
Missa de Nossa Senhora da Conceição 5. Gloria – Qui tollis peccata mundi
Missa de Nossa Senhora da Conceição 6. Gloria – Suscipe
Missa de Nossa Senhora da Conceição 7. Gloria – Qui sedes ad dexteram Patris
Missa de Nossa Senhora da Conceição 8. Gloria – Cum sancto Spiritu
Missa de Nossa Senhora da Conceição 9. Gloria

Leila Guimarães, soprano
Alpha de Oliveira, soprano
Jean-Paul Franceschi, tenor
Piero Marin, barítono
Orquestra do Festival do Centenário de Carlos Gomes
Andi Pereira, regente
Teatro da Paz, Belém, 1996.

Fonogramas espetaculosamente cedidos pelo nosso companheiro Bisnaga. Não tem preço !

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MP3 128 kbps VBR – 50,9 MB – 40,2 min
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Avicenna

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 2, CDs 6 e 7

Clique aqui para todo o Bach 2000.

Bach 2000 – Caixa 2, CD 6

BWV0067 Cantata 1 Coro “Halt im Gedächtnis Jesum Christ”
BWV0067 Cantata 2 Aria (tenor) “Mein Jesus ist erstanden”
BWV0067 Cantata 3 Recitativo (alto) “Mein Jesu,heißest du des Todes Gift”
BWV0067 Cantata 4 Choral (coro) “Erschienen ist der herrlich Tag”
BWV0067 Cantata 5 Recitativo (alto) “Doch scheinet fast,daß mich der Feinde Rest”
BWV0067 Cantata 6 Aria (bass,coro) “Friede sei mit euch”
BWV0067 Cantata 7 Choral (coro) “Du Friedefürst,Herr Jesu Christ”

BWV0068 Cantata 1 Choral (coro) “Also hat Gott die Welt geliebt”
BWV0068 Cantata 2 Aria (soprano) “Mein gläubiges Herze”
BWV0068 Cantata 3 Recitativo (bass) “Ich bin mit Petro nicht vermessen”
BWV0068 Cantata 4 Aria (bass) “Du bist geboren mir zugute”
BWV0068 Cantata 5 Coro “Wer an ihn gläubet”

BWV0069 Cantata 1 Recitativo (soprano) “Wie groß ist Gottes Güte doch”
BWV0069 Cantata 2 Aria (alto) “Mein Seele,auf,erzähle”
BWV0069 Cantata 3 Recitativo (tenor) “Der Herr hat große Ding an uns getan”
BWV0069 Cantata 4 Choral (coro) “Es danke,Gott,und lobe dich”

BWV0069a Cantata 1 Coro “Lobe den Herrn,meine Seele”
BWV0069a Cantata 2 Recitativo (soprano) “Ach,daß ich tausend Zungen hätte”
BWV0069a Cantata 3 Aria (tenor) “Meine Seele,auf,erzähle”
BWV0069a Cantata 4 Recitativo (tenor) “Gedenk ich nur zurück”
BWV0069a Cantata 5 Aria (bass) “Mein Erlöser und Erhalter”
BWV0069a Cantata 6 Choral (coro) “Was Gott tut,das ist wohlgetan”

Bach 2000 – Caixa 2, CD 7

BWV0070 Cantata 01 part 1 Coro “Wachet- betet- betet- wachet”
BWV0070 Cantata 02 part 1 Recitativo (bass) “Erschrecket,ihr verstockten Sünder”
BWV0070 Cantata 03 part 1 Aria (alto) “Wenn kömmt der Tag”
BWV0070 Cantata 04 part 1 Recitativo (tenor) “Auch bei dem himmlischen Verlangen”
BWV0070 Cantata 05 part 1 Aria (soprano) “Laßt der Spötter Zungen schmähen”
BWV0070 Cantata 06 part 1 Recitativo (tenor) “Jedoch bei dem unartigen Geschlechte”
BWV0070 Cantata 07 part 1 Choral (coro) “Freu dich sehr,o meine Seele”
BWV0070 Cantata 08 part 2 Aria (tenor) “Hebt euer Haupt empor”
BWV0070 Cantata 09 part 2 Recitativo (bass) “Ach,soll nicht dieser große Tag”
BWV0070 Cantata 10 part 2 Aria (bass) “Seligster Erquickungstag”
BWV0070 Cantata 11 part 2 Choral (coro) “Nicht nach Welt,nach Himmel nicht”

BWV0071 Cantata 1 Coro “Gott ist mein König”
BWV0071 Cantata 2 Aria (soprano,tenor) “Ich bin nun achtzig Jahr-Soll ich auf dieser Welt”
BWV0071 Cantata 3 Coro (a 4 voci) “Dein Alter sei wie deine Jugend”
BWV0071 Cantata 4 Arioso (bass) “Tag und Nacht ist dein”
BWV0071 Cantata 5 Aria (alto) “Durch mächtige Kraft”
BWV0071 Cantata 6 Coro “Du wollest dem Feinde nicht geben”
BWV0071 Cantata 7 Coro (soli,coro) “Das neue Regiment”

BWV0072 Cantata 1 Coro “Alles nur nach Gottes Willen”
BWV0072 Cantata 2 Recitativo (alto) “O selger Christ”
BWV0072 Cantata 3 Aria (alto) “Mit allem,was ich hab und bin”
BWV0072 Cantata 4 Recitativo (bass) “So glaube nun”
BWV0072 Cantata 5 Aria (soprano) “Mein Jesus will es tun”
BWV0072 Cantata 6 Choral (coro) “Was mein Gott will,das gescheh allzeit”

BWV0073 Cantata 1 Coro-Recitativo (soprano,tenor,bass) “Herr,wie du willt,so schicks mit mir”
BWV0073 Cantata 2 Aria (tenor) “Ach,senke doch den Geist der Freuden”
BWV0073 Cantata 3 Recitativo (bass) “Ach,unser Wille bleibt verkehrt”
BWV0073 Cantata 4 Aria (bass) “Herr,so du willt”
BWV0073 Cantata 5 Choral (coro) “Das ist des Vaters Wille”

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Bach fazendo-se de bad boy

Bach fazendo-se de bad boy

PQP

Missa de Requiem (1816) – Pe. José Maurício Nunes Garcia – Associação de Canto Coral – 1958

Missa de Requiem (1816) – Pe. José Maurício Nunes Garcia

Gravação ao vivo do memorável concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 8 de novembro de 1958, pela Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência do Maestro Edoardo de Guarnieri e pela Associação de Canto Coral sob a direção da Maestrina Cleofe Person de Mattos.

Foram utilizados 3 LPs para a digitalização desta postagem, sendo que o mais importante deles, por ser o original do selo Festa, foi-nos presenteado pelo ouvinte Antonio Alves da Silva. (Capa superior). Não tem preço !!!

Não sejam muito exigentes com relação à qualidade desta digitalização, que serve também para registrar o trabalho espetacular da saudosa maestrina, musicóloga e professora Cleofe Person de Mattos. Essa postagem é para sua alma e não para seus ouvidos afinados!

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Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Missa de Requiem – 1-Requiem aeternam
Missa de Requiem – 2-Kyrie
Missa de Requiem – 3-Graduale (Requiem aeternam)
Missa de Requiem – 4-Dies irae
Missa de Requiem – 5-Ingemisco
Missa de Requiem – 6-Inter oves
Missa de Requiem – 7-Offertorium
Missa de Requiem – 8-Sanctus
Missa de Requiem – 9-Benedictus
Missa de Requiem – 10-Agnus Dei
Missa de Requiem – 11-Communio

Palhinha: ouçam Missa de Requiem – 5-Ingemisco

José Maurício Nunes Garcia – Missa de Requiem – 1958
Associação de Canto Coral, direção de Cleofe Person de Mattos
Orquestra Sinfônica Brasileira, regente Edoardo de Guarnieri
Margarida Martins Maia, soprano
Carmen Pimentel, contralto
Isauro Camino, tenor
Jorge Bailly, baixo

Caros amigos! Antes de baixar, por gentileza considere deixar um comentário nesta postagem. Sua opinião é altamente apreciada.

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Boa audição.

Avicenna

Camille Saint-Säens (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

Achei que ia ser um saco ouvir estes concertos — afinal, eles estão normalmente ausentes do repertório sinfônico das grandes orquestras! –, mas me enganei totalmente. Na verdade, adorei ouvi-los. Na verdade, me entusiasmei e achei SENSACIONAL ouvi-los. Os movimentos lentos são belíssimos; os rápidos são atléticos e exatos; a gravação do trio Rogé – Dutoit – LSO é esplendorosa.

E não dá para falar mal do altamente erudito e grande viajante tiozão que CS-S foi. Imaginem que ele tinha impulsos súbitos de viajar e viajava para os lugares mais malucos de um dia para outro, isso numa época em que fazê-lo era complicado. Ele conheceu o Sri Lanka, a Indochina, o Egito e lugares tão exóticos e bisonhos quanto Rio de Janeiro e São Paulo! E isso em 1899! Pior, vocês não acreditar, mas ele foi aos Estados Unidos! Morreu em Argel numa dessas viagens.

Camille Saint-Säens (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

1. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 1. Andante – Allegro assai 12:25
2. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 2. Andante sostenuto quasi adagio 10:27
3. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 3. Allegro con fuoco 5:36

4. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 1. Andante sostenuto 11:26
5. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 2. Allegro scherzando 5:51
6. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 3. Presto 6:50

7. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 1. Moderato assai – piu mosso (Allegro maestoso) 14:27
8. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 2. Andante 8:01
9. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 3. Allegro non troppo 7:39

10. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 1. Allegro moderato – Andante 12:37
11. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 2. Allegro vivace – Andante – Allegro 13:40

12. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 1. Allegro animato 11:25
13. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 2. Andante 11:48
14. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 3. Molto allegro 5:44

Pascal Rogé, piano
London Philharmonic Orquestra
Charles Dutoit

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Vais viajar, Camille?

Vais viajar, Camille?

PQP

Maurice Ravel: Daphnes et Chloe, Bolero, Rapsodie Espagnole – Charles Munch, Boston Symphony

ThumbRavel em dose dupla e com um de seus principais intérpretes, Charles Munch. Já fazia tempo que eu queria renovar o link do “Daphnes et Chloe”, mas sempre acontecia alguma coisa que impedia. Vamos ver se agora sai. Por algum motivo, a gravação de Munch para o “Bolero” e para as “Images for Orchestra”, de Debussy, também ainda não tinham sido postadas. Que pena. Sou suspeito para falar da relação desse excepcional regente com a obra de seus conterrâneos franceses. Parecia ter um toque de midas.
Charles Munch gravou “Daphnes et Chloe” de Ravel com a Boston Symphony e até hoje ninguém conseguiu superá-lo. Para se ouvir de joelhos, e agradecer aos céus eternamente por nos ter proporcionado momento tão especial na Terra. Imperdível é pouco. Uma das maiores gravações da história da indústria fonográfica, com certeza. Definitivamente, IM-PER-DÍ-VEL !!!
ThumbAté conhece-la, eu me satisfazia com a gravação que o Abbado fez nos anos 70 com a Sinfônica de Londres, ou a gravação do Dutoit com a Orquestra de Montreal. Ambas são excelentes. Mas a delicadeza com que Munch explora as sutilezas da obra é o grande diferencial. Comparem a primeira faixa, “Invocation to the Nymphs” desta versão com a versão mais light do Dutoit. Munch não joga leve não, mas por incrível que possa parecer, em momento algum sua mão é pesada. A suavidade das passagens que precisam ser suaves, as nuances das cordas, o empenho dos sopros, não há como não se transportar no tempo e se imaginar nos campos gregos, vendo os faunos e as ninfas descansando ao sol, na beira de rios, o soprar de uma leve brisa… insuperável, em minha opinião.
Nosso colega Carlinus, dando um tempo aqui no blog, por questões pessoais, postou este mesmo CD no seu blog, O Ser da Música. A sinopse abaixo foi retirada então de seu blog, e por sua vez, ele a pesquisou na Wikipedia:

“Daphnis et Chloé é um balé, em um ato, com música de Maurice Ravel e baseado em um romance pastoral do século II. Em 1909 foi encomendado a Ravel por Sergei Diaguilev para os seus “Ballets Russes”. Com coreografia de Mikhail Fokine, levou três anos para ser criado. É definida por Ravel como uma “Sinfonia Coreográfica”. É uma obra da corrente musical impressionista.
Índice

A criação

Durante a primeira temporada dos Ballets Russes em Paris, no ano de 1909, o seu diretor, Sergei Diaguilev, tomou conhecimento de algumas músicas de Maurice Ravel. Impressionado com o seu talento, encomendou a partitura de um balé, “Daphnis et Chloé”, baseado em um romance pastoral do poeta grego Longus, que viveu no século II. Recomendou a Ravel que trabalhasse junto a Mikhail Fokine que seria o responsável pela coreografia do bailado. Ravel com seu estilo de trabalho meticuloso e bem cuidado, levou três anos para concluir a obra. Durante este tempo, algumas desavenças entre ele e Fokine aconteceram, principalmente no que dizia respeito ao cenário. Porém, conseguiram entrar em um acordo e os ensaios iniciaram. Nos ensaios também aconteceram alguns problemas, já que a partitura foi considerada difícil de ser dançada pelo corpo de baile.

A estréia

A estréia se deu em Paris, no Théâtre du Châtelet, no dia 8 de junho de 1912, com Nijinsky e Karsavina nos papéis principais (Daphnis e Chloé, respectivamente). O Regente foi Pierre Monteux. O cenografia e os costumes ficaram a cargo de Léon Baskt. A corografia era de Mikhail Fokine.

A sinopse do balé

A primeira cena é passada em um bosque sagrado, dedicado ao deus Pan. Vê-se a figura de Pan e as suas ninfas alojadas em suas cavernas. Daphinis e Chloé, juntos com donzelas e pastores, entram em cena para fazer a oferta das oferendas às ninfas. Uma dança geral é iniciada e os rapazes e as moças ficam separados. Daphnis é cercado pelas moças, enquanto Chloé é cercada pelos rapazes. Um deles, o jovem Dorcon, tenta beijar Chloé. Irado, Daphnis tenta expulsá-lo, mas é contido. Uma disputa então é proposta: quem dentre os dois melhor dançar fará jus a um beijo de Chloé. O primeiro a dançar é Dorcon. Sua dança é grotesca e primitiva. Em seguida, é a vez de Daphnis. Com movimentos e gestos graciosos, ele é o preferido da multidão. Ele é declarado vencedor e recebe o seu prêmio: um beijo da sua amada. Chloé sai de cena, deixando Daphnis em êxtase. Uma jovem de nome Lyceion então se aproveita para atrair Daphnis com sua dança. De repente, sons de combate são ouvidos. Um bando de piratas entra em cena, perseguindo as donzelas. Chloé é raptada e Daphnis sem poder fazer alguma coisa cai, sem sentidos. As ninfas de Pan surgem e tentam reanimá-lo, sem sucesso. Então, recorrem ao deus Pan. Surge outro cenário, retratando o esconderijo dos piratas. Chloé é levada a presença do chefe dos piratas, Bryaxis. Ela é forçada a dançar para ele. Sem ter como fugir, ela se prepara para iniciar a dança, quando o cenário se enche de luzes misteriosas. Sátiros surgem de todas as partes e cercam os piratas. Surge, então, a figura assustadora do deus Pan, fazendo com que os piratas fujam de pavor. Retorna-se ao primeiro cenário. Daphnis e Chloé estão juntos novamente. Em comemoração ao momento vivido, eles encenam uma mímica em que são evocados Pan e Syrinx. Em seguida, todos juntos executam uma grande dança em comemoração às núpcias, encerrando a peça.

A obra

A peça possui um só ato, dividido em três partes. Cada parte é relativa a um cenário. O tempo de duração da encenação é de uma hora. Uma grande orquestra é requerida, com um coro, que canta sem texto. Para a execução sem bailado, Ravel criou uma suíte orquestral dividida em duas partes, sendo a segunda a mais popular e sempre executada nas salas de concertos ao redor do mundo.”

Eu já falei que esta gravação é espetacular?

Maurice Ravel (1875-1937) – Daphnis Et Chloe (complete)

01 – Invocation To The Nymphs
02 – Entrance Of Daphnis And Chloe
03 – Dance Of The Young Girls Around Daphnis
04 – Dorcon’s Advance To Chloe
05 – Daphnis Reasserts His Love For Chloe
06 – Dorcon’s Grotesque Dance
07 – The Gracious Dance Of Daphnis
08 – The Triumph Of Daphnis And The Ecstatic Union With Chloe
09 – Entrance Of The Tempress Lyceion And Dance Of Veils
10 – The Invasion Of The Pirates
11 – Invocation To Pan By The Nymphs And The Prayer Of Daphnis
12 – Interlude
13 – The Orgiastic Dance Of The Pirates
14 – Bryaxis Orders Chloe To Be Brought Forward And To Dance
15 – Chloe’s Dance Of Supplication
16 – Creatures Of Pan Appear And Frighten The Pirates
17 – Sunrise, Daphins Prostrate At The Grotto Of The Nymphs
18 – Daphnis And Chloe Are Reunited
19 – Lammon Tells How Pan Saved Chloe
20 – Pan (Daphnis) Fashions A Flute From Some Reeds
21 – Abandoning Their Roles
22 – Girls Dressed As Bacchantes Enter With Tambourines
23 – Young Men Invade The Scene

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

01 – Ravel-Bolero
02 – Ravel-La Valse
03 – Ravel-Rapsodie Espagnole-1-Prelude A La Nuit
04 – Ravel-Rapsodie Espagnole-2-Malaguena
05 – Ravel-Rapsodie Espagnole-3-Habanera
06 – Ravel-Rapsodie Espagnole-4-Feria
07 – Debussy-Images For Orchestra-1-Gigues
08 – Debussy-Images For Orchestra-2A-Iberia-Par Les Rues Et Par Les Chemins
09 – Debussy-Images For Orchestra-2B-Iberia-Les Parfums De La Nuit
10 – Debussy-Images For Orchestra-2C-Iberia-Le Matin D’un Jour De Fete
11 – Debussy-Images For Orchestra-3-Rondes Du Printemps

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch – Conductor

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Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (gravação 1984)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Já haviam me pedido pra postar West Side Story há mais de um ano (vi sem querer nos comentários de um post perdido). Como “a justiça tarda mas não falha” (frase original minha, que bolei agora), aí vai. Não é a versão original, mas o revival de 1984 com Carreras, Te Kanawa e Lenny regendo (procurem no YouTube um vídeo em que rola um estresse entre o tenor e o compositor nos ensaios de Maria). Prefiro a versão 1959, com os cantores pop do filme e tudo o mais (meu back up com ela está guardado não sei onde), porém nesta os cantores de ópera merecem um crédito por terem minimizado o quanto puderam as impostações chatas do bel canto.

***

Leonard Bernstein Conducts West Side Story [Soundtrack]

A lista com as faixas está no link da Amazon — cliquem na imagem acima –, mas confiram com as faixas ora postadas porque estas compõem um álbum simples enquanto as do link são de um álbum duplo. Houve um remanejamento entre as duas edições, ambas completas.

Leonard Bernstein (Artist), Kiri Te Kanawa (Artist), José Carreras (Artist), Tatiana Troyanos (Artist), Kurt Ollmann (Artist), Marilyn Horne (Artist), Stephen Sondheim (Artist), Israel Philharmonic Orchestra (Artist)

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Não pensem que não deu briga durante a gravação...

Não pensem que não deu briga durante a gravação…

CVL

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Helène Grimaud

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LINK REVALIDADO !!!!

Pelas barbas do profeta, PQP …!!! A gatinha Hélène Grimaud tocando Gershwin e Ravel… aqueles viciados em Martha Argerich, Pollini, ou sei lá em qual outro intérprete para estes concertos, prestem atenção nestas gravações.. e não é que a francesinha dá conta do recado como gente grande (as aparências enganam, ela já tem 40 anos de idade)? E não se deixem enganar por este lindo rosto e nem por este sorriso cativante, atrás deles se esconde uma intérprete focada e segura, e que encara estes dois excepcionais concertos com um sorriso no rosto.
as vamos ao que importa.

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Hélène Grimaud

01 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ I. Allegro
02 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ II. Adagio – Andante con moto
03 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ III. Allegro agitato
04 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ I. Allegramente
05 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ II. Allegro assai
06 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ III. Presto

Baltimore Symphony Orchestra
David Zinman – Conductor

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FDPBach

Hélène (suspiro) Grimaud

Hélène (suspiro) Grimaud

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Ai, os discos de Karajan…! Grandes gravações, grandes fracassos, o cara não se contentava com nada comum! Mediocridade não era com ele. A primeira vez que vi a Inextinguível à venda foi num lançamento da DG sob a batuta do HvK. A capa era tão espetacular, com um sol vermelho no horizonte, mais arco-íris e silhueta de montanhas e aquele enorme Inextinguishable de lado a lado com o nome do regente em letras um pouco menores, que era impossível não comprar. Mas que bosta de disco! Como ele teve a coragem de gravar aquilo? Mas tudo muda nesta gravação da Chandos.

Não é a minha sinfonia preferida de Nielsen. Esta 4ª, escrita em 1916, me parece dotada de um senso de estilo um tanto vacilante, apesar de vários bons momentos. De indiscutível mesmo, há o quarto movimento, absolutamente arrebatador nesta gravação e mesmo com Karajan. É obra desigual, em minha opinião.

Já a 6ª Sinfonia, “Simples”, escrita às portas da morte, é sensacional. Cheia de sarcasmo, antecipa em poucos anos o que faria Dmitri Shostakovich em seus momentos de humor mais dantesco. A intenção de Nielsen, em muitos momentos, parece ser a de chocar. Ele anuncia que fará, a gente fica meio na dúvida, mas ele faz até mais do que se espera. Sempre dou risadas quando volto a ouvi-la após algum tempo. O tema de abertura não pode ser mais Shosta e Nielsen não estava brincando quando chamou o segundo movimento de Humoreske. A propósito, há nele uma citação do Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando do Concerto para Orquestra de Béla Bartók. Mais: Nielsen devia estar dando barrigadas de riso quando criou o Thema med Variationer, que acaba com um fagote meio incerto, sei lá. Há casos assim: o sujeito está doente, sabe que vai morrer e solta a franga. Novamente, o trabalho da orquestra escocesa faz jus tanto a gritos de Bravo! quanto aos melhores uísques.

Baita CD!

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Symphony No. 4, ‘Det Uundslukkelige’, ‘The inextinguishable’, Op. 29 (FS 76)
1. I Allegro
2. II Poco allegretto
3. III Poco adagio quasi andante
4. IV Allegro – glorioso – Tempo giusto

Symphony No. 6, ‘Sinfonia semplice’ Op. 116 (FS 116)
5. I Tempo giusto – Allegro passionato – Lento, ma non troppo – Tempo 1 (giusto)
6. II Humoreske. Allegretto
7. III Proposta Seria. Adagio
8. IV Thema med Variationer. Allegro – Tema: Allegretto un poco – Variations I-IX – Fanfare

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Bach Arias – Ophélie Gaillard, Sandrine Piau, Christophe Dumaux, Emiliano Gonzales Toro, Pulcinella

GaillardAproveitando esta verdadeira overdose de Bach que nosso querido mentor PQPBach está nos trazendo com a integral da obra de nosso Pai musical, trago uma jóia de CD de Ophélie Gaillard. É daqueles cds para serem apreciados aos poucos, pois ele traz tantas belas passagens, que fica até difícil conseguir absorver tudo de uma vez.
A violoncelista francesa é acompanhada pelo conjunto “Pulcinella” e por um trio excepcional de cantores. São árias de cantatas de Bach, interpretadas em um instrumento chamado violoncello piccolo, que tem 3/4 do tamanho do violoncelo barroco tradicional. Consegui informações adicionais sobre esse instrumento no site de Josephine van Lier . 

01 Mein glaubiges Herze, BWV 68
02 Choral Schubler, BWV 645 No. 1
03 Woferne du den edlen Frieden, BWV 41
04 Ich, dein betrubtes Kind, BWV 199
05 Jesus ist ein guter Hirt, BWV 85
06 Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ, BWV 649
07 Ich bin herrlich, ich bin schon, BWV 49
08 Es dunket mich, ich seh dich kommen, BWV 175
09 Choral Schubler, BWV 650 No. 6
10 Bete aber auch dabei, BWV 115
11 Ich furchte nicht des Todes Schrecken, BWV 183
12 Es ist vollbracht, BWV 159
13 Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
14 Schalge doch, gewunschte Stunde, BWV 53

Sandrine Piau – Soprano
Christophe Dumaux – Alto
Emiliano Gonzales Toro – Tenor
Pulcinella
Ophélie Gaillard – Violoncelle piccolo e Direction Musicale

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Ophélie Gaillard – Lembrem desse nome, queridos. Vou trazer outras gravações dela.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

 IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Mais 10 anos e, em 1911, apareceu a “Espansiva”. Meu conhecimento de Nielsen deu-se através das muitas emissões que a rádio da UFRGS fazia desta extraordinária obra. Hoje, talvez eu não dissesse que é a melhor de todas, diria que é a mais alegre, espetacular e contrastante. O movimento inicial é arrebatador com seus momentos de valsa e otimismo. É exuberante e contrasta fortemente com o idílico segundo movimento, onde os cantores parecem desejar o paraíso. A “Espansiva” finaliza com um belíssimo Allegro de tema majestoso e grudante.

A 5ª Sinfonia pertence a outro mundo. Escrita entre 1921 e 1922 mostra o mundo e a linguagem musical desintegrando-se. Homem de seu tempo, Nielsen provocou irritação, principalmente pelo trecho onde indica que a percussão deve fazer barulho sem especificar de que tipo… Ou melhor, Nielsen instrui literalmente a percussão a tentar parar a progressão da música a qualquer custo, sem ter explicado o que deviam fazer… Os bagunceiros escoceses da orquestra de Thomson, acostumados às brigas de rua e ao quebra-quebra de bêbados, fazem grandes esforços. O originalíssimo primeiro movimento divide-se em 2 partes e 3 planos tonais; o ritmo é monótono, militaresco e torna-se aterrorizante, ainda mais quando os percussionistas decidem acabar com a música (há algo mais óbvio para 1922?); há um Andante que possui duas fugas, uma lenta e outra rápida; o primeiro movimento retorna menos agressivo ao final, mas ameaçador. Vale a pena conhecer esta obra curiosíssima e ultra-clara em sua determinação de mostrar o ambiente político que se criava. Destaque para os percussionistas da orquestra: era para eles darem um show e eles não se fizeram de salames.

Duas esplêndidas obras num só CD.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

Symphony No. 3, Op 27/FS 60 “Sinfonia espansiva”
1. I Allegro espansivo
2. II Andante pastorale
3. III Allegretto un poco
4. IV Finale. Allegro

Catherine Bott, soprano
Stephen Roberts, baixo
Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

Symphony No. 5, Op 50/FS 97
5. I Tempo giusto
6. I Tempo giusto – Adagio non troppo
7. II Allegro
8. II Allegro – Presto
9. II Allegro – Andante un poco tranquillo
10. II Allegro – Allegro

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Carl Nielsen vale muito

Carl Nielsen vale muito

PQP

Jean Sibelius – Symphonies, Orchestral Works – CD 2 de 5 – Hallé Orchestra, Barbirolli

frontA música de Sibelius, principalmente suas sinfonias, nunca foram minha praia, por assim dizer. E sou obrigado a reconhecer que faltava alguém para me mostrar as qualidades efetivas destas obras. E o maestro inglês Sir John Barbirolli, já adiantado em idade, e um pouco antes de sua morte, realizou essas incríveis leituras destas obras e mostrou efetivamente a beleza de suas melodias e a riqueza de suas orquestrações.

A partir deste segundo CD temos as sinfonias, e começamos muito bem, com Sir John Barbirolli arrebatador com a Hallé Orchestra. Música de gente grande tocada por quem sabe o que está fazendo. Vale cada minuto de sua audição.

01. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 I. Andante
02. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 II. Andante
03. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 III. Scherzo
04. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 IV. Finale
05. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 I. Tempo molto moderato
06. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 II. Allegro
07. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 III. Tempo largo
08. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 IV. Allegro

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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Barbirolli

Sir John Barbirolli (1899-1970)

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Já que nos fizeram um monte de pedidos nas últimas semanas, pincei cuidadosamente algo que ninguém pedira, mas que é esplêndido. O quase desconhecido — ao menos sob minha perspectiva — Bryden Thomson opera um verdadeiro milagre nestas suas notáveis interpretações das sinfonias de Nielsen para a Chandos. Meus amigos, que discos! Comprei-os há 22 anos. No álbum triplo — existe a versão em 3 CDs avulsos –, está escrito meu nome acompanhado do ano: 1993.

Gosto muito da Sinfonia Nº 1 e ainda mais das outras. Esta sinfonia foi escrita entre os anos de 1890 e 1892 e já mostra um compositor pronto. Não é obra de ensaio. Perguntei a um professor do Instituto de Música (Belas Artes) da UFRGS sobre o que ele achava das sinfonias de Nielsen, sobre sua evolução compositor, a qualidade musical das peças, essas coisas, e ele me replicou mui doutamente: “Olha, PQP, todas são do caralho”. Então tá, quem sou eu para contestar uma autoridade com doutorado na Alemanha? Gosto muito do primeiro movimento. Tenho uma certa resistência ao Andante, mas o resto é mesmo duca.

A Sinfonia Nº 2 tem cada movimento representando um dos 4 temperamentos (colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo). Sim, foi uma boa ideia esta de transformar os 4 movimentos clássicos da sinfonia em características das personalidades humanos. O resultado é excelente. Foi escrita nos anos de 1901 e 1902, 10 anos após a primeira, portanto. O primeiro movimento é colérico, mas há espaço para se ouvir oboés, clarinetes, fagotes e outros instrumentos ruins de berro. É sensacional. Oxalá todas as cóleras fossem assim. O fleugmático é perfeito não tanto por sua exatidão programática, mas pela qualidade musical: é belíssimo. O melancólico me parece mais dramático ou desesperado do que propriamente melancólico, mas valeu pela tentativa. E o sanguíneo último movimento é um consistente e bom rondó.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

Symphony No. 1 in G minor, Op 7/FS 16
1. Allegro orgoglioso
2. Andante
3. Allegro comodo
4. Finale: Allegro con fuoco

Symphony No. 2 (“The Four Temperaments”), Op. 16 (FS29)
5. Allegro collerico
6. Allegro comodo e flemmatico
7. Andante malincolico
8. Allegro sanguineo – Marziale

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Gênio

Gênio

PQP

Rubinstein Plays Chopin – Cd 2 de 10 – Arthur Rubinstein

FrontAs “Baladas” de Chopin estão entre as peças para piano favoritas de muita gente, inclusive deste que vos escreve. Cada compasso, cada nota traz uma explosão de cores, sentimentos e por que não dizer, dores. Chopin conseguiu extrair de seu piano uma torrente de emoções como poucas vezes se viu, ou ouviu, na história da música.
Beethoven escreveu uma Sonata que intitulou “Patética”, Tchaikovsky escreveu uma sinfonia que também levava essa alcunha, eu diria que diversas obras de Chopin poderiam ser enquadradas neste adjetivo, se seguirmos à risca o conceito deste termo no Dicionário Aurélio:

“Adj. Que comove a alma, despertando um sentimento de piedade ou tristeza, que revela forte emoção.”

Aí reside outro ponto que discuti dia destes quando levantei a questão do gênio. Um gênio como o de Chopin conseguiu extrair: “altíssimo grau de capacidade mental criadora.” E quando um gênio do porte de Arthur Rubinstein senta-se ao piano, sua genialidade, aliada à genialidade chopiniana, consegue como poucos elevar essa capacidade mental criadora à enésima potência. Coisa de louco.

Não, não esqueci dos “Scherzos”. Como esquecer do nº 2, talvez a primeira peça de Chopin que eu tenha ouvido na minha vida, em um velho LP com a maravilhosa Bella Davidovitch estraçalhando seu piano? A sensação de soco no estômago, ou como dizia um amigo, de secura na boca do estômago, deixa-nos prostados diante de tal enormidade de sensações que a obra transmite.
Chega de papo furado e vamos ao que interessa.

01 – Ballade No. 1, Opus 23. Largo – Moderato in G minor
02 – Ballade No. 2, Opus 38. Andantino in F major
03 – Ballade No. 3, Opus 47. Allegretto in A-flat major
04 – Ballade No. 4, Opus 52. Andante con moto in F minor
05 – Scherzo No. 1, Opus 20. Presto con fuoco in B minor
06 – Scherzo No. 2, Opus 31. Presto in B-flat minor
07 – Scherzo No. 3, Opus 39. Presto con fuoco in C-sharp minor
08 – Scherzo No. 4, Opus 54. Presto in E major
09 – Tarantelle, Opus 43. Presto in A-flat major

Arthur Rubinstein – Piano

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J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 2, CDs 4 e 5

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 4
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BWV0061 Cantata 1 Ouverture (coro) “Nun komm,der Heiden Heiland”
BWV0061 Cantata 2 Recitativo (tenor) “Der Heiland ist gekommen”
BWV0061 Cantata 3 Aria (tenor) “Komm,Jesu,komm zu deiner Kirche”
BWV0061 Cantata 4 Recitativo (bass) “Siehe,ich stehe vor der Tür”
BWV0061 Cantata 5 Aria (soprano) “Öffne dich,mein ganzes Herze”
BWV0061 Cantata 6 Choral (coro) “Amen- Amen- komm du schöne Freudenkrone”

BWV0062 Cantata 1 Coro “Nun komm,der Heiden Heiland”
BWV0062 Cantata 2 Aria (tenor) “Bewundert,o Menschen,dies große Geheimnis”
BWV0062 Cantata 3 Recitativo (bass) “So geht aus Gottes Herrlichkeit”
BWV0062 Cantata 4 Aria (bass) “Streite,siege,starker Held”
BWV0062 Cantata 5 Recitativo (soprano,alto) “Wir ehren diese Herrlichkeit”
BWV0062 Cantata 6 Choral (coro) “Lob sei Gott,dem Vater,ton”

BWV0063 Cantata 1 Coro “Christen,ätzet diesen Tag”
BWV0063 Cantata 2 Recitativo (alto) “O selger Tag- o ungemeines Heute”
BWV0063 Cantata 3 Duetto (soprano,bass) “Gott,du hast es wohl gefüget”
BWV0063 Cantata 4 Recitativo (tenor) “So kehret sich nun heut das bange Leid”
BWV0063 Cantata 5 Duetto (alto,tenor) “Ruft und fleht den Himmel an”
BWV0063 Cantata 6 Recitativo (bass) “Verdoppelt euch demnach”
BWV0063 Cantata 7 Coro “Höchster,schau in Gnaden an”

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 5
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BWV0064 Cantata 1 Coro “Sehet,welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget”
BWV0064 Cantata 2 Choral (coro) “Das hat er alles uns getan”
BWV0064 Cantata 3 Recitativo (alto) “Geh,Welt- behalte nur das Deine”
BWV0064 Cantata 4 Choral (coro) “Was frag ich nach der Welt”
BWV0064 Cantata 5 Aria (soprano) “Was die Welt in sich hält”
BWV0064 Cantata 6 Recitativo (bass) “Der Himmel bleibet mir gewiß”
BWV0064 Cantata 7 Aria (alto) “Von der Welt verlang ich nichts”
BWV0064 Cantata 8 Choral (coro) “Gute Nacht,o Wesen”

BWV0065 Cantata 1 Coro “Sie werden aus Saba alle kommen”
BWV0065 Cantata 2 Choral (coro) “Die Kön’ge aus Saba kamen dar”
BWV0065 Cantata 3 Recitativo (bass) “Was dort Jesaias vorhergesehn”
BWV0065 Cantata 4 Aria (bass) “Gold aus Ophir ist zu schlecht”
BWV0065 Cantata 5 Recitativo (tenor) “Verschmähe nicht,du,meiner Seelen Licht”
BWV0065 Cantata 6 Aria (tenor) “Nimm mich dir zu eigen hin”
BWV0065 Cantata 7 Choral (coro) “Ei nun,mein Gott,so fall ich dir”

BWV0066 Cantata 1 Coro “Erfreut euch,ihr Herzen”
BWV0066 Cantata 2 Recitativo (bass) “Es bricht das Grab und damit unsre Not”
BWV0066 Cantata 3 Aria (bass) “Lasset dem Höchsten ein Danklied erschallen”
BWV0066 Cantata 4 Recitativo (dialogus) (alto,tenor) “Bei Jesu Leben freudig sein”
BWV0066 Cantata 5 Duetto (alto,tenor) “Ich furchte zwar (nicht) des Grabes Finsternissen”
BWV0066 Cantata 6 Choral (coro) “Alleluja- Alleluja- Alleluja”

Os dois CDs estão no arquivo abaixo:

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O que tem de busto desse homem na Alemanha!

O que tem de busto desse homem na Alemanha!

PQP