Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas – CD 3 de 9 – Maurizio Pollini

FOLDERMais um CD desta bela coleção, para alegrar o coração de PQPBach, que neste momento está curtindo suas merecidas férias, em alguma praia neste imenso litoral brasileiro. Mas ele nos confidenciou que estará conectado o tempo todo, acompanhando o que está acontecendo por aqui.
Então, neste terceiro CD temos as três sonatas de op. 10, e uma de minhas obras favoritas do repertório, não apenas beethovenniano, mas também pianístico, a Sonata “Patética” , uma verdadeira montanha russa de emoções. Com certeza, uma das grandes realizações do ser humano. Estes registros foram realizados em 2002.
AH, podem apreciar sem moderação. Vossos corações agradecem.

1 Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1I. Allegro molto e con brio
2 Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1II. Adagio molto
3 Piano Sonata No.5 in C minor, Op.10 No.1III. Finale. Prestissimo
4 Maurizio Pollini – Piano Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2I. Allegro
5 Piano Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2II. Allegretto
6 Piano Sonata No.6 in F major, Op.10 No.2III. Presto
7 Piano Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3I. Presto
8 Piano Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3II. Largo e mesto
9 Piano Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3III. Menuetto. Allegro
10 Piano Sonata No.7 in D major, Op.10 No.3IV. Rondo. Allegro
11 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13“Pathetique”I. Grave–Allegro di molto e con brio
12 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13“Pathetique”II. Adagio cantabile
13 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13“Pathetique”III. Rondo. Allegro

Maurizio Pollini – Piano

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Alma Latina: The Jesuit Operas by Kapsberger & Zipoli – Ensemble Abendmusik

The Jesuit Operas
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Apotheosis of Saints Ignatius Loyola and Francis Xavier
by Johannes Hieronymus Kapsberger
(Italy, 1580-1651)

San Ignacio de Loyola
by Domenico Zipoli
(Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)

As canonizações dos Santos Inácio de Loyola e Francisco Xavier, em Roma, em 12 de março de 1622, foram comemorados com cerimônias e música extremamente elaboradas. Um marco na curta história da Companhia de Jesus (que tinha sido fundada em 1540), as canonizações também deram origem à alegria do público em um nível universal, sendo observada sempre que uma província jesuíta era estabelecida, consequentemente, em todos os continentes, exceto a Austrália habitável.

Até que movimentos começaram a desmantelar a Companhia em meados do século 18, resultando na expulsão dos jesuítas de muitos territórios, porém seus membros continuaram a exaltar as virtudes de Loyola e Xavier, tanto na música como nas artes plásticas.

As óperas jesuítas: óperas de Kapsberger & Zipoli são bem diferenciadas em suas composições, tanto em ordem cronológica como geograficamente. A Apoteose sive consecractio SS. Ignatii et Francisci Xaverii por Kapsberger estreou em Roma em 1622, e a ópera San Ignacio de Loyola foi produzida nas missões jesuíticas da Bolívia em meados do século 18. Juntos, elas são, em qualquer caso, uma homenagem às contribuições feitas pela ordem jesuíta por todo o mundo, nas artes e nas ciências. A sua revitalização é um desenvolvimento interessante no estudo do globalismo da música no início do período moderno.

Esta produção foi realizada em Boston pelo Ensemble Abendmusik sob James David Christie durante a primeira conferência dos Jesuítas em culturas, ciências e artes em 1998, e, posteriormente, registrada por Dorian. Parece notável, no entanto, que a Apoteose em cinco atos por Kapsberger, uma das produções mais importantes em Roma antes das óperas Barberini da década de 1630, não foi editada nem executada até os anos 1990. A edição desta realização foi feita por Frank T. Kennedy, SJ, de um manuscrito da Bibliothèque Nationale em Paris, e a gravação comentada aqui é a única disponível da Apoteose, enquanto San Ignacio de Loyola, editado e reconstruído por Bernardo Illari , já foi gravado pelo Ensemble Elyma sob Gabriel Garrido.

Uma fascinante mistura de referências pagãs, alegorias orientais e virtudes cristãs, a Apoteose fica a meio caminho entre teatro e ópera jesuítas. Embora o prólogo é inteiramente falado, os cinco atos consistem em recitativo, coros e música instrumental. Os únicos personagens que não são alegorias nacionais são Metagenes e Pythis, junto com uma série de gladiadores que fazem muito breves entradas para o final da obra.

O primeiro ato situa Roma como o locus da celebração, enquanto os personagens alegóricos da Espanha e Portugal (esses países estavam unidos sob uma única coroa no momento da composição) honravam os santos e suas origens. Índia e Palestina estão acopladas no segundo ato: Índia e sua comitiva como personagens exóticos e maravilhosos, e a Palestina representada como uma nação abatida que, no entanto, comemora Inácio, com todos os protagonistas orando para ajudar seu povo.

Nos Atos 3 e 4 surgem os engates ocidental-oriental da França, do Japão, daItália e da China, os quais fazem oferendas, realizando jogos e invocando os novos santos. Este Orientalismo binário do sexo masculino e feminino Occident Orient, aliás, antecipa em um século as origens do final do século 18, citados por Edward W. Said, como discutido por Victor Coelho em “apoteose” da Kapsberger de Francis Xavier (1622) e a conquista of India “, na obra de uma ópera: gênero, nacionalidade e diferença sexual, eds. R.Dellamora e D.Fischlin (1997).

Finalmente, o Ato 5 envolve Roma sendo responsável por reunir todas as nações em um único conjunto para executar os atos finais da consagração, das comemorações que incluem jogos e lutas de gladiadores. Apesar da concentração do enredo nas civilizações orientais procuradas por Xavier em sua vida e nas suas viagens (Japão, China e Índia), deve-se notar que em nenhum momento há qualquer menção de expansão colonial nas Américas e nas Filipinas, que forneceram à ordem dos jesuítas meios materiais de acesso para todo o mundo.

A ópera San Ignacio de Loyola, perdida na região amazônica, foi encontrada há alguns anos nas Missões Jesuíticas de Chiquitos boliviano. Como no filme Missão, a história da ópera retrata a incrível história do trabalho realizado pelos Missionários e os povos da Amazônia.

A ópera mostra o clássico combate entre o bem e o mal no meio de anjos, demônios e jesuítas. A parte mais incrível de tudo isso é que é provável que a maior parte da ópera e algumas músicas extras registradas neste CD tinham sido compostas e executadas pelos índios Chiquitanos e Moxos após a expulsão dos jesuítas das Américas em 1767. Incrivelmente, a papelada que continha milhares de obras musicais foram copiadas durante 200 anos pelos bolivianos, a quem pertence agora este tesouro. (textos acima obtidos na internet e livremente traduzidos por Avicenna)

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The Jesuit Operas
Apotheosis of Saints Ignatius Loyola and Francis Xavier
Johannes Hieronymus Kapsberger (Italy,1622)
Performer: Ellen Hargis (Soprano), Roberta Anderson (Soprano), Donald Wilkinson (Bass),
Ryan Turner (Tenor), Steven Rickards (Countertenor), Randall K Wong (Countertenor),
Terrance Barber (Countertenor), Anne Harley (Soprano), John Elwes (Tenor),
Mark McSweeney (Baritone), Michael Collver (Countertenor)
Conductor: James David Christie
Orchestra/Ensemble: Ensemble Abendmusik
Period: Renaissance
Written: 1622; Rome, Italy
Date of Recording: 1998-99
Venue: Campion Center, Boston, Massachusetts
Length: 88 Minutes 14 Secs.
Language: Latin
Disc 1 = Act I, II, III, IV
Disc 2 = Act V


The Jesuit Operas
San Ignacio de Loyola
Domenico Zipoli/Martin Schmidt/Anonymous Indigenous Composers (Bolívia, ca. 1755)
Performer: Steven Rickards (Countertenor), Pamela Murray (Soprano), Randall K Wong (Countertenor),
John Elwes (Tenor)
Conductor: James David Christie
Orchestra/Ensemble: Ensemble Abendmusik
Period: Baroque
Written: ca. 1755: Chiquitos, Bolívia
Date of Recording: 1998-99
Venue: Campion Center, Boston, Massachusetts
Length: 41 Minutes 34 Secs.
Notes: Arranged: Bernardo Illari (1997)
This selection is performed in Spanish and Chiquitano.
Disc 2 = Act I, II

The Jesuit Operas – 1999
Ensemble Abendmusik
Director: James David Christie

DISCO 1
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DISCO 2
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MP3 320 kbps – 158,4 + 14,7 MB – 1 h 02 min
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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

 

 

 

 

 

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Avicenna

Anton Arensky (1861-1906): Trio Nº 1, Op. 32

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Como sou uma pessoa original, gosto dos argentinos, principalmente quando o assunto não é futebol. Mas em 2008 certo blog hermano resolveu postar apenas o Trio Nº 1 de Arensky. O segundo não interessa. OK, interessa muito pouco, mas… Qual é a deles? Postar um CD pela metade!?!?

Pois em verdade vos digo que o Trio Nº 1 de Arensky é uma obra-prima como poucas. Ele é daqueles compositores de apenas uma obra, mas QUE OBRA, senhores. FDP BACH IRÁ ADORAR a elegância do romantismo impecável deste russo que morreu jovem sob os efeitos da bebida, deixando credores em todas as mesas de jogos de São Petersburgo, Moscou e Helsinki. Francamente, Anton!

A interpretação do Beaux Arts é um capítulo à parte, sendo este tão perfeito que nem ouso falar a respeito.

Arensky: Trio No. 1 In D, Op. 32

1. Allegro Moderato – Adagio 12:41
2. Scherzo, Allegro Molto 6:05
3. Elegia, Adagio 6:47
4. Finale. Allegro Non Troppo – Adagio – Allegro Molto 6:05

Beaux Arts Trio, Menahem Pressler, Piano

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Bebum: Anton Arensky por volta de 1904

Bebum: Anton Arensky por volta de 1904

PQP

Maura Moreira: O Canto da Terra – Ernani Braga (1888-1948), Luciano Gallet (1893-1931), Jayme Ovalle (1894-1955), Waldemar Henrique (1905-1995), João Baptista Siqueira (1906-1992) e Aloysio de Alencar Pinto (1912-2007) [Acervo PQPBach]

MUITO BOM !!!

(postado originalmente em 6 de dezembro de 2012. Repostado agora com arquivo em FLAC)

A postagem de hoje atrasou, mas saiu. Vamos com mais um pouco de música erudita brasileira, brasileiríssima!

Aliás, você conhece ou, pelo menos, já ouviu falar de Maura Moreira? Ah, precisamos conhecê-la!

Maura foi (é) uma contralto brasileira excepcional de sólida carreira no exterior. Mineira de Belo Horizonte, começou seus estudos musicais no Conservatório Mineiro de Música. Após vencer um concurso de canto, deu prosseguimento aos estudos em Viena, onde teve aula com grandes nomes da música erudita. Estreou profissionalmente 1958, no teatro da cidade de Ulm, na Alemanha, interpretando Santuzza, na Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni. No ano seguinte fixou residência naquele país. Ao longo da carreira, acumulou outros papéis importantes, em óperas como Aida, Don Carlo e Madame Butterfly. Integrou, a partir de 1962, a tradicional Casa de Ópera de Colônia.

Por ser brasileira e negra, sempre se dedicou à música do Brasil e à música raiz e folclórica. Em meio Às suas gravações, sempre abriu um espaço para compositores como Villa-Lobos, Jayme Ovalle e Waldemar Henrique, para cantos de nossa terra…

Aqui ela se obrigou a levar sua técnica ao máximo: há uma variedade tão grande de ritmos, cadências, evoluções e síncopas da mesma maneira como grande é este país e diversificada a sua cultura. Há cantos indígenas amazônicos, pontos de orixás, cantos de trabalho, modinhas e canções de vários tipos, que fazem com que Maura Moreira mostre toda a sua versatilidade (e seu belo timbre) com O Canto da Terra. Coisa linda!

Em duas dimensões, no tempo e no espaço, este é um recital abrangente onde temos, pela voz privilegiada de Maura Moreira, um panorama do canto popular na terra brasileira. Popular em seu sentido mais fundamentado, porque profundamente ligado à terra e às suas tradições e acima dos modismos. São cantos de confluências raciais, de heranças espirituais que se somam, buscando pela complexidade da convivência evitar a perplexidade dos desencontros. (Zito Batista Filho, extraído do encarte)

Show de bola! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Fonogramas espetaculosamente cedidos pelo paraense Raphael Soares! Inestimável!

Maura Moreira (1933-)
O Canto da Terra

Waldemar Henrique (Belém, PA, 1905-1995)
01. Lendas Amazônicas - Cobra grande
02. Lendas Amazônicas - Tamba-tajá
03. Lendas Amazônicas - Uirapuru
Aloysio de Alencar Pinto (Fortaleza, CE, 1912 – Rio de Janeiro, RJ, 2007) (arr.)
04. Cantos indígenas - Tagnani-tangrê (canto religioso dos índios Nhambiquaras)
05. Cantos indígenas - Canções dos índios botocudos: Céu grande, Macaco barbado na árvore, Minha mulher é boa de verdade
Jayme Ovalle (Belém, PA, 1894 – Rio de Janeiro, RJ, 1955) (arr.)
06. Três pontos de Santo - Chariô
07. Três pontos de Santo - Aruanda
08. Três pontos de Santo - Estrela do mar
Aloysio de Alencar Pinto (Fortaleza, CE, 1912 – Rio de Janeiro, RJ, 2007) (arr.)
09. Três cantos afro-brasileiros - O Fuli-lorerê ê (Canto de Oxalá)
10. Três cantos afro-brasileiros - Yemanjá (Toada à Mãe-d’Água)
11. Três cantos afro-brasileiros - Abá Iogum (Louvação a Ogum)
João Baptista Siqueira (Princesa, PB, 1906 – Rio de Janeiro, RJ, 1992) (arr.)
12. Se meus suspiros pudessem (Modinha do séc. XVIII)
13. Hei de amar-te até morrer (Melodia do séc. XX)
Ernani Costa Braga (Rio de Janeiro, RJ, 1888 – 1948) (arr.)
14. Casinha pequenina (Modinha do séc. XX)
Luciano Gallet (Rio de Janeiro, RJ, 1893 – 1931) (arr.)
15. Morena, morena (Modinha recolhida no Paraná)
Mário Raul de Morais Andrade (São Paulo, SP, 1893 – 1945) (letra)
16. Viola quebrada (Toada de caipira)
Aloysio de Alencar Pinto (Fortaleza, CE, 1912 – Rio de Janeiro, RJ, 2007) (arr.)
17. Sodade (Cantiga de roda de Minas Gerais)
Luciano Gallet (Rio de Janeiro, RJ, 1893 – 1931) (arr.)
18. Tayêras (Chula de mulatas do Norte)
Ubiratan (arr.)
19. Prenda minha (Folclore gaúcho)
Ernani Costa Braga (Rio de Janeiro, RJ, 1888 – 1948) (arr.)
20. Capim di pranta (Folclore gaúcho), (Canto de trabalho de negros escravos)

Maura Moreira, contralto
Sonia Maria Vieira, piano
Rio de Janeiro, 1979


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AH, E POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO…

Bisnaga

Aleksandr Borodin (1833 -1887): Quartetos de Cordas Nos. 1 e 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um dos discos que eu levaria para a ilha deserta. Como viver sem ele? Borodin foi filho ilegítimo do príncipe georgiano Luka Gedevanishvili (ou Gedianov, em russo) e teve sua paternidade atribuída a um servo do nobre, Porfiry Borodin. Apesar de ter recebido lições de piano quando criança, sua educação foi direcionada às ciências. Formado em medicina, interessado em química, aperfeiçoou-se em Heidelberg, Alemanha (1859-1862). Em toda sua vida, dedicou-se quase inteiramente à química, escrevendo muitos tratados científicos e fazendo muitas descobertas, notadamente no campo do benzol e aldeídos. Também foi professor de química orgânica na Academia Militar de São Petersburgo (1864-1887). Considerava-se apenas “um compositor aos domingos”.

Mas meu deus, ele devia ser um gênio. Ouçam estas obras do compositor de domingos, principalmente a obra-prima representada pelo Quarteto Nº 2. No vídeo abaixo, numa interpretação ao vivo do velho Quarteto Borodin, vocês podem ouvir o Noturno de chorar aos 12min30. Aos 20min50, no início do quarto e folclórico movimento, o quarteto imita o som de um bayán (espécie de acordeão russo, mais complicado que o nosso). Logo depois, vem um som de uma grande balalaica. Ouçam e babem!

Aleksandr Borodin (1833 -1887): Quartetos de Cordas Nos. 1 e 2

String Quartet No. 1 in A major
I. Moderato – Allegro 13:15
II. Andante con moto 7:50
III. Scherzo: Prestissimo 6:00
IV. Allegro risoluto 10:44

String Quartet No. 2 in D major
I. Allegro moderato 8:09
II. Scherzo: Allegro 4:47
III. Notturno: Andante 8:26
IV. Finale: Andante – Vivace 7:11

Budapest Haydn Quartet

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Borodin: sem dúvida, um gênio

Borodin: sem dúvida, um gênio

PQP

Arthur Moreira Lima interpreta Waldemar Henrique – Waldemar Henrique (1905-1995), Tynnôko Costa, Luiz Pardal e Sergei Firsanov (1982) [Acervo PQPBach]

SHOW DE BOLA !

(postado originalmente em 22 de novembro de 2012)

Ah, que orgulho! Hoje o P.Q.P.Bach tem a honra de disponibilizar a vocês as interpretações do fodástico pianista conterrâneo Arthur Moreira Lima sobre as obras do grande compositor paraense Waldemar Henrique! Moreira Lima, assim como um grupo considerável de colegas seus brasileiros, figura no rol dos melhores pianistas do planeta.

O CD é bipartido: a primeira parte contém nove canções ao piano com Moreira Lima e solistas de alta categoria: Adriane Queiroz, Maria Monarcha, Augusto Ó de Almeida e José Maria Cardoso. A segunda parte nos traz três brilhantes fantasias sobre temas henriquianos compostas para piano e orquestra por autores que, para grande parte de nós, são desconhecidos: Luiz Pardal cria a Suíte Waldemar, o russo Sergei Firsanov elabora uma Rapsódia sobre a obra de Henrique e Tynnôko Costa reelabora a canção Tajá-Panema. Um começo mais intimista e um final monumental. Show!

Muito, muito bom! Ouça, ouça!

Arthur Moreira Lima interpreta Waldemar Henrique 
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Waldemar Henrique (Belém, PA, 1905-1995)
01. Uirapuru
02. Tambatajá
03. Matintaperera
04. Abaluaiê
05. Foi o Boto, Sinhá
06. Boi-Bumbá
07. Minha Terra
08. Senhora Dona Sancha
09. Essa Nêga Fulô
Luiz Pereira de Moraes Filho (Luiz Pardal)
10. Suíte Valdemar, para piano e Orquestra, 1. Uirapuru
11. Suíte Valdemar, para piano e Orquestra, 3. Valsa
12. Suíte Valdemar, para piano e Orquestra, 3. Rolinha
Sergei Firsanov (Moscou, Rússia, 1982)
13. Rapsódia para Piano e Orquestra
Tynnôko Costa (Antonio Carlos Vieira Costa – Belém, PA, 19??)
14. Tajá-Panema, suíte para piano e orquestra

Arthur Moreira Lima, piano (faixas 1-14)
Adriane Queiroz, soprano (faixas 1, 2, 5 e 6)
Maria Monarcha, soprano (faixa 9)
Augusto Ó de Almeida, tenor (faixas 7 e 8)
José Maria Cardoso, baixo (faixas 3 e 4)
Orquestra Sinf do Theatro da Paz (faixas 10-14)
Barry Ford, regente (faixas 10-14)

Belém, Pará, 2005


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Bisnaga

W. A. Mozart (1756-1791): Réquiens, K. 626, em duas versões inteiramente diferentes

Como diversão, aqui vão duas gravações do justamente célebre Réquiem de Mozart. O portento vem em duas versões totalmente diferentes: uma com instrumentos modernos, outra com instrumentos originais. Para meu gosto, apesar de respeitar o grande regente que foi Karl Böhm, a transparência e delicadeza torna a gravação de Koopman muito melhor do que o pesado registro lá dos anos 70. Acho que esta é uma batalha ganha pelos modernos admiradores das coisas antigas. Meu argumento é simples: admito que os contemporâneos possam dar sua interpretação contemporânea à música antiga, mas é forçoso admitir que o compositor escreveu as obras para os instrumentos de época, desconhecendo o que ocorreria no futuro. Se nossas salas de concertos já são museus sonoros, nada mais natural que os timbres originais sejam respeitados, penso.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Réquiem, K. 626 (2 versões)

01 – Requiem – Kyrie
02 – Dies Irae
03 – Tuba Mirum
04 – Rex Tremendae
05 – Recordare
06 – Confutatis
07 – Lacrimosa
08 – Domine Jesu
09 – Hostias
10 – Sanctus
11 – Benedictus
12 – Agnus Dei – Lux Aeterna

Wiener Staatsopernchor
Norbert Balatsch, dir.

Edith Mathis, soprano
Julia Hamari, contralto
Wieslaw Ochman, tenor
Hans Haselbock, órgão
Karl Ridderbusch, baixo

Wiener Philharmoniker
Karl Böhm, regente

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01 – Requiem – Kyrie
02 – Dies Irae
03 – Tuba mirum
04 – Rex tremendae
05 – Recordare
06 – Confutatis
07 – Lacrimosa
08 – Domine Jesu
09 – Hostias
10 – Sanctus
11 – Benedictus
12 – Agnus Dei – Lux aeterna

Barbara Schlick, sopran
Carolyn Watkinson, alt
Christoph Prégardien, tenor
Harry van der Kamp, bass

Amsterdam Baroque Orchestra
Koor van de Nederlandse Bachvereniging
Ton Koopman

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A dúvida: instrumentos originais -- utilizar ou não?

Os instrumentos originais custam caro, né, seu PQP?

PQP

Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Giuseppe Verdi (1813-1901), Charles Gounod (1818-1893) e Giacomo Puccini (1858-1924) [Acervo PQPQBach]

ES-TU-PEN-DO !!!

(postado originalmente em 15 de novembro de 2012)

P.Q.P.Bach, SEIS anos, com Carlos Gomes na pauta. Acredito que vocês, nossos ilustríssimos usuários/ouvintes, apreciarão.

Já vos aviso que este CD é um de meus prediletos! Guardei-o para uma ocasião especial e, como posto às quintas e o aniversário do P.Q.P.Bach foi cair justo nesse dia da semana, ei-lo aqui.

Para começar, o que mais um violista (mesmo que frustrado, como eu), amante das cordas e das óperas, poderia achar de um CD de compositores operísticos que se arriscaram nas peças de câmara? É simplesmente maravilhoso!

E aqui temos os corajosos e belíssimos trabalhos para grupos de cordas compostos pelo nosso conterrâneo Carlos Gomes e contemporâneos seus: Verdi, Gounod e Puccini, que se aventuraram nessa área, com a qual não tinham muita experiência, e se saíram muito, mas muito bem.

O Quarteto em Mi Menor, de Verdi, é passional, romântico, como não poderia deixar de sê-lo vindo de um compositor italiano: uma joia. O Quarteto em Lá Menor, de Gounod é tenso, visceral, problemático: parece que ele quer resolver algo e não consegue, resultando em uma música instigante e que prende inevitavelmente nossa atenção e nosso interesse. Já a Crisantemi, de Puccini, é obra mais sencilha, melancólica e sofrida, há muito sentimento em suas notas bem escritas. Cativante.

O ponto alto, não querendo ser bairrista, mas inexoravelmente o sendo, é a Sonata em Ré, a conhecida Burrico de Pau, de Carlos Gomes (quem é da região de Campinas vira e mexe ouve seu primeiro movimento quando aparece a propaganda do “Concertos EPTV”: repare). Essa é uma obra de gênio, sinceramente: jovial, vibrante (e Carlos Gomes já estava doente) e, pelo que percebo, a de mais difícil execução de todo o álbum. Pizzicatos, estacatos, pulos da primeira para a quarta corda, percussão das costas dos arcos nas cordas… Muito difícil e, pra melhorar, muito bonita. O último movimento, que dá nome à sonata, foi composto quando Carlos Gomes viu a sobrinha brincando com um cavalinho de madeira. Ele estava em seu auge composístico, com as obras mais melódicas e mais refinadas de sua carreira.

Para melhorar ainda mais, esse conjunto de peças inspiradas é executado pelo Quarteto Bessler-Reis, nome por demais importante no cenário camerístico nacional. Os que possuem um ouvido mais apurado perceberão um errinho, uma pequena escorregadela aqui ou lá, mas não se poderá negar que a execução do Besser-Reis tem o que é mais essencial à música: paixão. A execução é vibrante, carregada: eles tocam com vontade, mesmo, não são meros executores; há muito sentimento e as músicas saem com as cores mais vivas que a paleta musical as poderia pintar.

Um baaaaita CD! Digno da comemoração dos SEIS anos de existência deste blog. Ouça, ouça! Faça seu dia, sua semana melhor!

Palhinha: o Quarteto Vox Brasiliensis (não achei vídeo com o Bessler-Reis) tocando o Burrico de Pau:

Quarteto Bessler-Reis
Carlos Gomes e seus Contemporâneos

Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
01. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, I. Allegro animato
02. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, II. Allegro Scherzoso
03. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, III. Adagio lento e calmo
04. Sonata em Ré “O Burrico de Pau”, IV. (Vivace) O Burrico de Pau
Giuseppe Verdi (Roncole, Itália 1813 — Milão, Itália, 1901)
05. Quarteto em Mi menor, I. Allegro
06. Quarteto em Mi menor, II. Andantino
07. Quarteto em Mi menor, III. Prestissimo
08. Quarteto em Mi menor, IV. Scherzo-fuga (allegro assi; mosso)
Charles Gounod (Paris, França, 1818 – Saint-Cloud, França, 1893)
09. Quarteto nº3 em Lá menor, I. Allegro
10. Quarteto nº3 em Lá menor, II. Allegreto quasi moderato
11. Quarteto nº3 em Lá menor, III. Scherzo
12. Quarteto nº3 em Lá menor, IV. Final. Allegreto
Giacomo Puccini (Lucca, Itália, 1858 – Bruxelas, Bélgica, 1924)
13. Crisantemi

Quarteto Bessler-Reis
Rio de Janeiro, 1999


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…Mas comente… Não me responda apenas com o vazio do silêncio…

Bisnaga

Beethoven: Variações sobre um tema de Diabelli / Bach: Partita Nº 4

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Duas obras-primas em mãos competentes. Não poderia dar errado e não deu mesmo. As luminosas 33 Variações sobre uma Valda de Diabelli, de Beethoven, e a Partita Nº 4, de Bach, recebem o banho de talento de um dos pianistas preferidos de meu irmão FDP Bach. Não há reparos a fazer, resta apenas deliciar-se ouvindo este filho de um croata e de uma californiana. Ele tem bom gosto, tanto que foi o terceiro marido de Martha Argerich. Espero que os pequepianos não imaginem o que ambos faziam com os dedos, mas informo que eles têm uma filha fotógrafa, Stéphanie.

Beethoven – 33 Variations in C on a Waltz by Anton Diabelli, op.120 (51min24)

01 Tema: Vivace  0.45
02 I AlIa marcia maestoso 1.24
03 II Poco allegro  0.40
04 III L’istesso tempo 1.19
05 IV Un poco più vivace 0.52
06 V Allegro vivace 0.53
07 VI Allegro ma non troppo e serioso 1.48
08 VII Un poco più allegro 1.02
09 VIII Poco vivace 1.34
10 IX Allegro pesante e risoluto 1.41
11 X Presto 0.36
12 XI Allegretto 1.03
13 XII Un poco più moto 0.52
14 XIII Vivace 0.58
15 XIV Grave e maestoso 4.13
16 XV Presto scherzando 0.31
17 XVI Allegro 0.57
18 XVII Allegro 1.03
19 XVIII Poco moderato 1.26
20 XIX Presto 0.50
21 XX Andante 2.18
22 XXI Allegro con brio – Meno allegro 1.03
23 XXII Allegro molto  0.38
24 XXIII Allegro assai 0.54
25 XXIV Fughetta: Andante 3.11
26 XXV Allegro 0.43
27 XXVI Piacevole 1.14
28 XXVII Vivace 0.56
29 XXVIII Allegro 0.52
30 XXIX Adagio ma non troppo 1.19
31 XXX Andante, sempre cantabile 1.59
32 XXXI Largo, molto espressivo  4.56
33 XXXII Fuga: Allegro  2.55
34 XXXIII Tempo di menuetto moderato 4.04

Bach Partita No. 4 in D Major BWV 828  (26min07)

35 I Ouverture 5.54
36 II Allemande 7.36
37 III Courante 2.24
38 IV Aria 1.32
39 V Sarabande 3.55
40 VI Menuet 1.27
41 VII Gigue 2.44

Total timing: 77min32

Stephen Kovacevich, piano

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Stephen Kovacevich: que belo registro de duas obras-primas!

Stephen Kovacevich: que belo registro de duas obras-primas!

PQP

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) – Obra sacra integral [Acervo PQPBach]

Lindo!!!

(Postado originalmente em 19 de abril de 2013, agora repostado com opção em formato FLAC)

Eu já estava com problemas internos por haver passado um tempo sem postar nada de música brasileira. Hoje sarei! E volto com um peso-pesado: Camargo Guarnieri. O cara é foda!

O tieteense Mozart Camargo Guarnieri tinha um pai fissurado em óperas: seus outros dois irmãos se chamavam Verdi e Rossini Camargo Guarnieri. Seu pai era barbeiro, mas ganhava a vida também como flautista, tocava em bailes e cinemas da pequena Tietê. Sua mãe era pianista. É de se esperar que, numa família como essas, as crianças saíssem inclinadas à música. E foi o que aconteceu: todos os filhos do casal tiveram iniciação musical com os pais desde muito pequenos. Talvez os pais de Mozart nunca imaginassem o quão longe o filho iria com a música, tornando-se um dos principais maestros e compositores do país.

Depois do primeiro e indiscutível lugar pertencente a Villa-Lobos no panteão dos compositores brasileiros do século XX , é bastante comum que coloquem Camargo Guarnieri logo ali do ladinho. O cara é muito bom e faz jus ao prenome de Mozart (ainda que não seja classicista). Suas obras, especialmente as sinfônicas e pianísticas, são de grande complexibilidade e denotam a mente brilhante do filho do barbeiro-flautista de Tietê.

Hoje postamos aqui a obra sacra integral de Camargo Guarnieri. Não é uma maravilha de CD, pois o coral tem alguns problemas (o timbre do conjunto não está muito bem limpo há momentos em que se percebe as sopranos exagerando nos vibratos). No entanto, vale muito baixar o álbum, pois algumas peças são as únicas gravações que conheço: mal de música erudita brasileira: por ser pouco gravada, muitas vezes não temos muita opção.

Mais pra frente postaremos mais desse gênio que foi Camargo Guarnieri.

Apesar de qualquer senão, ouça, ouça! A obra de Guarnieri é belíssima! Deleite-se!

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
Obra Sacra Integral

01. Salmo 23 (O Senhor é meu pastor)
02. Ave Maria – 1980
03. Ave Maria – 1937
04. Em Memória de meu Pai – Versículo do livro de Hebreus 13:6
05. Louvação ao Senhor (Salmo 150)
Missa Dilígite, “Amai-vos uns aos outros”
06. I. Kirie
07. II. Gloria
08. III. Sanctus e Benedictus
09. IV. Agnus Dei
Canto de Amor aos meus irmãos do mundo
10. I. Lento
11. II. Contemplativo
12. III. Confiante

Coral Camargo Guarnieri
Orquestra organizada para esta gravação
Flávio Santos, regente
2004

 

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PQPShare – FLAC (223Mb) encartes a 5.0 Mpixel
PQPShare – MP3 (109Mb) encartes a 5.0 Mpixel

Partituras e outros que tais? Clique aqui

 

O grande Camargo Guarnieri.

Bisnaga

.: interlúdio :. Mariano Otero: Desarreglos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente disco do jovem baixista, compositor, arranjador e bandleader argentino Mariano Otero e seu noneto. Neste disco, presta homenagem a seu professor Walter Malosetti, com composições originais do aluno Otero e de seu professor. O resultado é brilhante, o noneto mostra-se talentosíssimo ao fazer coexistir o moderno e o tradicional. Normalmente, os tributos são lugares confortáveis o suficiente para não se dizer nada de novo. Abundam homenagens inúteis a todos. Mas um tributo pode ser também uma operação de releitura, de compromisso com o homenageado e, acima de tudo, uma forma de dar primeiro plano a algumas músicas raras. Um achado!

Mariano Otero: Desarreglos

1 El maestro 04:42
2 Ale Blues 06:24
3 Mini 07:52
4 Grama 05:27
5 Walter´s Rithm 05:22
6 Avellaneda 02:45
7 Madrid 04:41
8 Pappo´s blues 05:15
9 Espíritu 05:53
10 Blues for Pepi 05:25
11 Adiós Lala 05:58
12 Clifford 05:18

Músicos:
Mariano Otero Noneto:
Mariano Otero contrabajo
Juan Cruz De Urquiza trompeta, flugelhorn
Rodrigo Dominguez saxo tenor
Ramiro Flores saxos alto y tenor
Carlos Michelini saxos alto y tenor
Martín Pantyrer saxo barítono
Juan Canosa trombón
Francisco Lovuolo piano
Pepi Taveira batería

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Mariano Otero

Mariano Otero

PQP

Alma Latina: Música sacra en La Habana colonial – Conjunto de Música Antiqua Ars Longa

Música sacra en La Habana colonial
Obras de los siglos XVIII y XIX para la Catedral de La Habana y la Iglesia de la Merced

Premio Cubadisco 2000
Premio de Musicología Casa de las Américas, 1997

Producido por la Oficina del Historiador de la Ciudad de La Habana y la Universidad de Valladolid, España, en 1999, el presente disco del Conjunto de Música Antigua Ars Longa y músicos invitados, dirigidos por Teresa Paz, presenta una selección de obras hasta entonces inéditas de compositores vinculados a la Catedral de La Habana y la capitalina iglesia de Nuestra Señora de la Merced, de los siglos XVIII y XIX (hasta entonces inédita) que toma como punto de partida las investigaciones de la musicóloga Miriam Escudero resumidas en su libro El archivo de música de la iglesia habanera de la Merced.

Cayetano Pagueras (Barcelona, 1778 – La Habana, 1814)
Misa de Requiem (1801)
1. Introito y Kyrie
2. Gradual y Sequentia
3. Ofertorio
4. Sanctus
5. Benedictus
6. Agnus Dei
7. Communio

Francisco de Asís Martínez (España, s. XIX-Cuba?, s. XIX)
Responsos para la procesión de ánimas el dia de la conmemoración de los Fieles Difunctos (1871)

1. Credo
2. Qui Lazarum
3. Domine quando veneris
4. Memento mei
5. Libera Me

José Rosario Pacheco (Cuba, s. XIX)
Salve Regina (1870)
Stabat Mater (1871)

Cayetano Pagueras (Barcelona, 1778 – La Habana, 1814)
Responsorios para los Maitines de Resurrección (1798)

1. Angelus Domini
2. Cum transisset

Música sacra en La Habana colonial – 1999
Conjunto de Música Antiqua Ars Longa
Conductor Teresa Paz

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XLD RIP | FLAC 192,5 MB | HQ Scans 10,4 MB |

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MP3 320 kbps – 95,8 + 10,4 MB – 36,2 min
powered by iTunes 12.0.1

Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Valeu !!!

Boa audição.

 

 

 

 

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Avicenna

Kaija Saariaho (1952): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta

saariahoFala Saariaho:

Seis Jardins Japoneses é uma coleção de impressões sobre os jardins que vi em Kyoto durante a minha estadia no Japão, no verão de 1993 e minhas reflexões sobre o ritmo naquela época.

Como o título indica, a peça é dividida em seis partes. Cada uma destas partes tem a aparência de um material específico rítmico, a partir da primeira parte simples, em que a instrumentação principal é introduzida, usando figuras polirrítmicos em ostinato ou complexas, com alternância de material rítmico e colorístico.

A seleção dos instrumentos tocados pelo percussionista é voluntariamente reduzido para dar espaço para a percepção das evoluções rítmicas. Além disso, as cores reduzidas são estendidas com a adição de uma parte eletrônica, em que ouvimos os sons da natureza, canto ritual, e instrumentos de percussão gravados no Colégio Kuntachi de Música. As seções já misturadas são acionados pelo percussionista durante a peça, a partir de um computador Macintosh.

Todo o trabalho para o processamento e mistura do material pré-gravado foi feito com um computador Macintosh no meu home studio. Algumas transformações são feitas com os filtros ressonantes no programa CANTO, e com o SVP Phaser Vocoder. Este trabalho foi feito com Jean-Baptiste Barrière. A mistura final foi feita com o programa Protools com o auxílio de Hanspeter Stubbe Teglbjaerg.

A peça é encomendada pela Academia Kunitachi de Música e dedicada a Shinti Ueno.

Kaija Saariaho (1952): Six Japanese Gardens / Trois Rivières Delta

Six Japanese Gardens (1993) 16m03s
1 Tenju-an Garden of Nanzen-ji Temple 3m12s
2 Kinkaku-ki (Golden Pavillon) 1m20s
3 Tenryu-ji (Dry Mountain Stream) 3m03s
4 Ryoan-ji (Sand Garden) 2m20s
5 Saiho-ji (Moss Garden) 2m48s
6 Daisen-in (Stone Bridges) 3m10s

7 Trois rivières Delta (1993) 14m14s
7 1 3m45s
8 2 6m36s
9 3 3m53s

Thierry Miroglio, percussion

Total duration: 30m17s

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Saariaho: belezas orientais

Saariaho: belezas orientais

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Obras para Cravo-Alaúde, com Gergely Sárközy

Estas obras, que costumam ser interpretadas ao alaúde ou transcritas para o violão, aqui as ouvimos no curioso e quase esquecido instrumento Lautenclavicymbel, ou Lauteklavier, ou ainda Lute-Harpsichord: o Cravo-Alaúde. Para nós e nossos tempos um exótico instrumento, semelhante a uma grande tartaruga emborcada e dotada de teclado; as cordas de tripa e sonoridade de um alaúde com maior projeção sonora e timbre particular. Embora o mestre Johann Sebastian tivesse em seu círculo de amigos o grande alaudista e compositor Silvius Leopold Weiss e que tenha composto para o seu encantador instrumento, sabe-se também que Bach possuía um Cravo-Alaúde e por ele tinha particular apreço. Embora não tenhamos registros precisos sobre a destinação das suas peças hoje interpretadas ao alaúde, muito possivelmente algumas poderiam ter sido pensadas para aquele originalíssimo cordofone; o que a presente gravação só vem a reforçar, pelo caráter de algumas das obras, a exemplo da Suíte em Dó Menor BWV 997, cujo impetuoso Prelúdio e a extraordinária e rara Fuga Da Capo nos apontariam uma possível concepção para o teclado. Ressaltemos também a impressionante Sarabande desta Suíte, pois sua melodia é similar à do coral que conclui a Paixão Segundo São Mateus, só que uma terça menor abaixo.

Das poucas tentativas de se reconstruir e gravar num Alaúde-Cravo, um dos mais bem sucedidos resultados (para mim o melhor resultado) é o instrumento construído pelo musicista húngaro Gergely Sárközy, baseado em antigas cartas de lutenaria. Seu instrumento produz uma sonoridade bela, rica, encorpada e ao mesmo tempo suave. Quem for purista e tiver conhecido estas obras ao alaúde ou violão em interpretações ‘bem comportadas’, talvez venha a desdenhar, pois Sárközy interpreta com acentuada expressão e improvisa onde encontra espaço. Mas improvisa muito bem e logra convencer (o que nem todo intérprete de música barroca que improvisa consegue, soando às vezes engessado). Sárközy tem bom gosto e sua interpretação emociona. Pelo menos a mim vem emocionando há muito, que conheci a presente gravação do selo Hungaroton nos tempos do vinil (e sob estas pautas muitas garrafas passaram).

Preciso agora dizer que esta é a primeira postagem que faço no PQP Bach, um oasis de cultura e beleza nesses tempos do cólera. Fico enaltecido e grato pelo convite dos amigos integrantes dessa Távola Musical. Espero partilhar muito mais, retribuindo as felicidades que têm nos trazido com tanta generosidade e amor à música. Sendo assim uma primeira postagem, escolhi o nosso bom Pai João Sebastião para começar com sua bêncão.

Bach – Suites for Lute-Harpsichord – Gergely Sarkozy

1 Suite in E minor BWV 996 Praeludio. Passagio – Presto
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Bourree
6 Gigue

7 Choral Preludes from the Kirnberg Collection BWV 690 (b)
8 BWV 691
9 BWV 690

10 Suite in C minor BWV 997
11 Fuga
12 Sarabande
13 Gigue
14 Double

Gergely Sárközy, cravo-alaúde

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Gergely Sarkozy: um disco absolutamente matador

Gergely Sarkozy: um disco absolutamente matador

WELLBACH

Arcangelo Corelli (1653-1713): The Complete Concerto Grossi Op.6

Este é o tipo de gravação histórica que faz a alegria de F.D.P. Bach. Este registro do I Musici data de 1966. Os 12 Concerti Grossi, op.6, são uma coleção concertos escritos por Arcangelo Corelli, organizados para publicação em 1708. Aqui estão alguns dos melhores exemplos do estilo barroco. Os Concerti Grossi são Concertos para um grupo concertino de dois violinos e violoncelo e um grupo ripieno de 2 violinos, violoncelo e contínuo. Os primeiros oito são da chiesa enquanto que os quatro últimos são da camera.

Corelli: The Complete Concerto Grossi Op.6

01. No.1 in D – Largo – Allegro (2:51)
02. No.1 in D – Largo Allegro (3:33)
03. No.1 in D – Largo (3:44)
04. No.1 in D – Allegro (1:51)
05. No.1 in D – Allegro (2:17)
06. No.2 in F – Vivace – Allegro – Adagio – Vivace – Allegro – Largo andante (4:31)
07. No.2 in F – Allegro (1:54)
08. No.2 in F – Grave – Andante largo (1:58)
09. No.2 in F – Allegro (2:20)
10. No.3 in C minor – Largo (2:16)
11. No.3 in C minor – Allegro (2:25)
12. No.3 in C minor – Grave (2:07)
13. No.3 in C minor – Vivace (2:25)
14. No.3 in C minor – Allegro (2:43)
15. No.4 in D – Adagio – Allegro (3:35)
16. No.4 in D – Adagio (2:11)
17. No.4 in D – Vivace (1:09)
18. No.4 in D – Allegro (2:44)
19. No.4 in D – Allegro (0:49)
20. No.5 in B flat – Adagio – Allegro (3:32)
21. No.5 in B flat – Adagio (2:05)
22. No.5 in B flat – Allegro (2:09)
23. No.5 in B flat – Largo (1:08)
24. No.5 in B flat – Allegro (2:36)
25. No.6 in F – Adagio (1:59)
26. No.6 in F – Allegro (2:04)
27. No.6 in F – Largo (4:24)
28. No.6 in F – Vivace (2:19)
29. No.6 in F – Allegro (3:23)

01. No.7 in D – Vivace – Allegro – Adagio (2:52)
02. No.7 in D – Allegro (2:01)
03. No.7 in D – Andante largo (3:22)
04. No.7 in D – Allegro (1:15)
05. No.7 in D – Vivace (1:23)
06. No.8 in G minor – Vivace – Grave (1:58)
07. No.8 in G minor – Allegro (2:35)
08. No.8 in G minor – Adagio – Allegro – Adagio (3:35)
09. No.8 in G minor – Vivace (1:21)
10. No.8 in G minor – Allegro (2:31)
11. No.8 in G minor – Pastorale – Largo (4:32)
12. No.9 in F – Preludio. Largo (1:41)
13. No.9 in F – Allemanda. Allegro (2:57)
14. No.9 in F – Corrente. Vivace (1:53)
15. No.9 in F – Gavotta. Allegro (1:05)
16. No.9 in F – Adagio (1:04)
17. No.9 in F – Minuetto. Vivace (2:03)
18. No.10 in C – Preludio. Andante largo (2:37)
19. No.10 in C – Allemanda. Allegro (3:00)
20. No.10 in C – Adagio (1:16)
21. No.10 in C – Corrente. Vivace (2:54)
22. No.10 in C – Allegro (3:08)
23. No.10 in C – Minuetto. Vivace (1:55)
24. No.11 in B flat – Preludio. Andante largo (2:37)
25. No.11 in B flat – Allemanda. Allegro (2:54)
26. No.11 in B flat – Adagio – Andante largo (2:22)
27. No.11 in B flat – Sarabanda. Largo (1:35)
28. No.11 in B flat – Giga. Vivace (1:27)
29. No.12 in F – Preludio. Adagio (2:31)
30. No.12 in F – Allegro (2:40)
31. No.12 in F – Adagio (2:25)
32. No.12 in F – Sarabanda. Vivace (1:09)
33. No.12 in F – Giga. Allegro (3:08)

Felix Ayo & Arnaldo apostoli: violins
Enzo Altobelli: violoncello
Maria Teresa Garatti: harsipchord
I Musici

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Corelli: super-talento barroco

Corelli: super-talento barroco

PQP

Grandes Aberturas Francesas

Este é um cd importado cujo encarte não possui simplesmente nenhuma informação além da lista de músicas e compositores, a orquestra e o regente, ou seja, não se trata de uma grande produção, mas muito interessante para quem gosta de música clássica ligeira.

Na gravação a seguir temos oitos aberturas francesas com sete compositores românticos, com destaque para Louis Herold, Daniel Auber, Adolphe Adam, Luigi Cherubini e Etienne Mehul, esse último já postado aqui no blog . Talvez a mais popular dessas aberturas seja Zampa de Herold. Lembro-me de ter ouvido trechinhos de Zampa em alguns desenhos animados como Pica-Pau com o Andy Panda e um antigo da Turma do Mickey Mouse.

Bon appétit, mes amis!

.oOo.

Grandes Aberturas Francesas

1. Louis Herold – Zampa
2. Daniel Auber – La Muette De Portici
3. Adolphe Adam – La Poupee De Nuremberg
4. Adolphe Adam – Si J’Etais Roi
5. Etienne-Nicolas Mehul – La Chasse Du Jeune Henri
6. Francois Boieldieu – Le Calife De Bagdad
7. Luigi Cherubini – Medea
8. Andre Gretry – La Magnifique

Münchener Rundfunkorchester
Kurt Redel

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Segundo o Google Images, Abertura Francesa é isso aí acima.

Segundo o Google Images, Abertura Francesa é isso aí acima.

Marcelo Stravinsky

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Piano Concerto nº 2 – Kissin, Ashkenazy, PO, Gutierrez, Tennstedt, BPO

71oZxLJ2oWL._SL1417_É difícil dizer qual é o meu concerto favorito para piano de Prokofiev. Fico sempre pendendo entre o segundo e o terceiro. Ambos tem momentos absolutamente brilhantes, passagens de um nível técnico altíssimo. Talvez eu penda minha balança para o Concerto de nº 2 de Prokofiev, mas com certeza ambos estão entre os meus Top 10, entre os meus concertos para piano compostos para este instrumento. E facilmente o coloco ao lado de outros monumentos da literatura pianística, como o “Imperador” de Beethoven ou o Segundo Concerto de Brahms.
5144VsDqZsLHoje vou propor uma brincadeirinha com os senhores. Duas gravações bem diferentes do mesmo concerto de nº 2 de Prokofiev, tocados por dois pianistas oriundos de escolas bem diferentes. Um de sangue latino, quente, que faz derreter as teclas do seu piano, outro de sangue russo, mais contido e técnico, cerebral. Um embate clássico entre a razão x emoção. E curiosamente, duas gravações realizadas ao vivo, frente a uma platéia, ou seja, errou, errou, não tem como consertar. Não se trata de saber qual a melhor, e sim identificar as diferenças entre as interpretações. Claro que inconscientemente faremos nossas escolhas. Ah, em um caso, temos uma orquestra inglesa com um regente russo, em outro caso a orquestra e o regente são alemães.

Façam as suas escolhas.

01 – Klavier Konzert Nr. 2 in G minor – I. Andantino – Allegretto
02 – II. Scherzo – Vivace
03 – III. Intermezzo – Allegro Moderato
04 – IV. Finale – Allegro tempestoso

Evgeny Kissin – Piano
Philarmonia Orchestra
Wladimir Ashkenazy – Conductor

04 Klavier Konzert Nr. 2 in G minor – I. Andantino – Allegretto
05 – II. Scherzo – Vivace
06 – III. Intermezzo – Allegro Moderato
07 – IV. Finale – Allegro tempestoso

Horacio Gutierrez – Piano
Berliner Philharmoniker
Klaus Tennstedt – Conductor

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FDPBach

.: interlúdio :. Oregon – Winter Light (1974)


Winter Light é um belíssimo disco da fase inicial deste velho e duradouro grupo de jazz, formado por músicos que se tornaram estrelas também individualmente. O Oregon é um grupo que oscila entre o vanguardismo e as melodias acessíveis, como faz um de seus membros em seus discos “singles”: Ralph Towner. Mas é jazz, sem nenhuma dúvida, e do bom. E, como o quarteto é formado de muitiinstrumentistas,a coisa fica sempre colorida e interessante.

Há inesperados solos de piano de Ralph Towner… Há um pulso delicado e pré-minimalista em algumas músicas e muita, mas muita improvisação. Ah, como na época ainda não tínhamos nos livrado da infuência indiana, Colin Walcott nos tortura moderadamente com algumas tablas.

Importante: este trabalho recebeu avaliação máxima de nove ouvintes na Amazon. Prova de que não só eu gosto dele.

Oregon – Winter Light

1. Tide Pool
2. Witchi-Tai-To
3. Ghost Beads
4. Deer Path
5. Fond Libre
6. Street Dance
7. Rainmaker
8. Poesia
9. Margueritte

Paul McCandless Clarinet (Bass), Horn (English), Oboe
Ralph Towner Guitar, Percussion, Clay Drums, Hands, Guitar (Classical), Piano, Guitar (12 String), French Horn, Flugelhorn
Collin Walcott Dulcimer, Clarinet, Percussion, Cover Photo, Pakawaj, Tabla, Sitar, Conga
Glen Moore Bass, Piano, Violin, Guitar (Bass), Bass (Electric), Flute

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É o que sempre digo: todos nós já fomos jovens

É o que sempre digo: todos nós já fomos jovens

PQP

Duo Quanta: Música Brasileira para Piano e Violoncelo – Henrique Oswald (1852-1931), José Siqueira (1907-1985), Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993), Osvaldo Lacerda (1927-2011), José Carlos Amaral Vieira (1952) e João Linhares (1963) [Acervo PQPBach]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Postado originalmente em 28 de março de 2013. Repostado com direito a FLAC

Pessoal, que baita CD!

Eu confesso aqui que sou meio grandiloquente e que geralmente me interessam mais obras compostas para orquestras completas. Conjuntos pequenos, especialmente duetos, algumas vezes acabam por me cansar pela monotonia que eventualmente causam. Mas monotonia não é nem de longe o que esses dois caras fenomenais – repito: FE-NO-ME-NAIS – fazem aqui.

O Duo Quanta, com  o paulista Paulo Gazzaneo no piano e o paraibano Raïff Dantas Barreto no violoncelo, é imenso, amplo, generoso na interpretação das músicas. E eu, vergonhosamente, os desconhecia até há bem pouco tempo e, portanto, o encarte falará melhor que eu sobre a dupla:

Formado por artistas de sólida reputação no mercado artístico nacional, o Duo Quanta vem preencher uma lacuna ainda pouco abordada pelos músicos brasileiros: o repertório de nosso país para piano e violoncelo.

O presente CD, com obras de compositores de São Paulo, Rio de Janeiro e da Paraíba, marca a estreia do duo formado por Raïff Dantas Barreto e Paulo Gazzaneo no cenário artístico nacional. com a premissa principal de resgatar as obras brasileiras para esta formação. Em defesa da brasilidade de seu trabalho, o duo escolheu para este registro fonográfico o uso de instrumentos de fabricação nacional, evidenciando e pondo em prova a qualidade sonora de nosso acervo instrumental. Nas cordas do violoncelo de Saulo Dantas Barreto e na primazia dos harmônicos produzidos pelo piano Fritz Dobbert os artistas foram muito bem sucedidos no emprego da máxima capacidade sonora dos instrumentos utilizados, mostrando-nos que já dispomos de conhecimento para produzir instrumentos com a mesma propriedade dos grandes que a história da música já presenciou (extraído do encarte).

São 13 faixas que contemplam compositores brasileiros desde o romantismo, como o melodioso Henrique Oswald (seu Berceuse e sua Elegia são de grande inspiração), até os contemporâneos como João Linhares, cujo Côco é simplesmente genial, o difícil Osvaldo Lacerda, com uma Elegia e uma Cançoneta, e Amaral Vieira, com as intrigantes Elegia e Burlesca. Aparecem também, brilhantemente, os modernos: Ponteio e Dansa (escrita assim, à antiga) são as vibrantes obras de Camargo Guarnieri apresentadas neste álbum. Já seu colega José Siqueira, sempre complexo, sincopado e genial, completa o álbum com a espetacular Suíte Sertaneja, digna deste grande compositor que a concebeu.

Obras muito boas, escolhidas a dedo. Um baita repertório rico, com todas as síncopas, contratempos e outros tempos quebrados que são característicos de nossa música e tão nossos, intercalados com momentos de extremo lirismo, de melodias enlevantes.

Ouça, ouça! Deleite-se sem a menor moderação!

Palhinha: o Côco, de João Linhares (faixa 2):

Duo Quanta
Música Brasileira para Piano e Violoncelo

Henrique Oswald (1852-1931)
01. Berceuse
João Linhares (1963)
02. Coco
Osvaldo Lacerda (1927-2011)
03. Elegia
Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993)
04. Ponteio
05. Dansa
Osvaldo Lacerda (1927-2011)
06. Aria
Amaral Vieira (1952)
07. Elegia
08. Burlesca
Henrique Oswald (1852-1931)
09. Elegia
Osvaldo Lacerda (1927-2011)
10. Canconeta
José Siqueira (1907-1985)
11. Suite Sertaneja – Baião
12. Suite Sertaneja – Aboio
13. Suite Sertaneja – Coco de Engenho

Duo Quanta
Raïff Dantas Barreto, violoncelo
Paulo Gazzaneo, piano


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PQPShare – MP3  (128Mb)
PQPShare – FLAC  (304Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui


Bisnaga

Alma Latina: Manuel de Sumaya & Ignacio de Jerusalem – Mexican Baroque

Texto do Prof. Paulo Castagna retirado da página do Facebook do Museu da Música de Mariana

14 de janeiro de 1680: batismo de Manuel de Sumaya, um dos mais sofisticados compositores latino-americanos do século XVIII!

Mesmo para quem está acostumado à música antiga brasileira, o patrimônio histórico-musical mexicano é estonteante, a começar pelos números: se no Brasil temos em torno de 15 órgãos da fase colonial, no México existem mais de mil… As obras mais antigas aqui encontradas são de meados do século XVIII – e assim mesmo bem raras – enquanto no México há um grande acervo de obras musicais lá compostas durante o século XVI, incluindo compositores nascidos no México e lá atuantes, já no início do século XVII… E a quantidade de obras disponíveis nos acervos musicais mexicanos nos deixa boquiabertos…

De fato, o México foi a região da mais intensa e sofisticada produção musical do continente americano, até meados do século XIX, somente nessa época começando a ser alcançado pelo Brasil. E a divulgação desse imenso patrimônio musical tem ocorrido também por conta de um enorme e bem preparado time de musicólogos, apoiados por instituições de renome e atuação internacional, como o CENIDIM – Centro Nacional de Investigación, Documentación e Información Musical “Carlos Chávez” e a UNAM – Universidad Nacional Autónoma de México.

Manuel de Sumaya nasceu em data incerta em fins de 1679, sabendo-se apenas a data de seu batismo (14 de janeiro de 1680), portanto há exatos 335 anos. Contemporâneo de Bach e Vivaldi, Sumaya é o mais prolífico compositor americano da fase colonial e autor da primeira ópera mexicana (e segunda na América), “La Parténope”, de 1711, com o mesmo libreto utilizado em 1730 por Händel. Dentre suas funções profissionais, destacam-se os cargos de mestre da capela da Catedral do México entre 1715-1738 e, entre 1738-1750, da Catedral de Oaxaca, que aqui vemos pintada em 1887 por José María Velasco (1840-1912).

Com seu catálogo de obras publicado por Aurélio Tello, e com um extraordinário time de musicólogos, Manuel de Sumaya tem sido estudado, editado e gravado, circulando em todo o mundo, apesar de ainda pouquíssimo conhecido no Brasil. Apenas para dar uma palinha, deixamos aqui a gravação norteamericana de seu vilancico “Celebren, publiquen”, com o Chanticleer Sinfonia, sob a direção de Joseph Jennings:

Grande trabalho, colegas do México!
Paulo Castagna

Ignacio de Jerusalem (itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
01. Responsorio Segundo De S. S. José
02. Dixit Dominus – 1. Dixit Dominus Domino Meo
03. Dixit Dominus – 2. Virgam Virtutis Tuae
04. Dixit Dominus – 3. Judicabit In Nationibus
05. Dixit Dominus – 4. De Torrente In Via Bibet
06. Dixit Dominus – 5. Gloria Patri, Et Filio
07. Dixit Dominus – 6. Amen
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1679-1755)
08. Sol-Fa De Pedro
Ignacio de Jerusalem (itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
09. Mass In D – 1. Kyrie
10. Mass In D – 2. Gloria: Gloria In Excelsis Deo
11. Mass In D – 3. Gloria: Gratias Agimus Tibi
12. Mass In D – 4. Gloria: Qui Tollis Peccata Mundi
13. Mass In D – 5. Gloria: Quoniam Tu Solus
14. Mass In D – 6. Gloria: Cum Sancto Spiritu
15. Mass In D – 7. Gloria: Amen
16. Mass In D – 8. Credo: Credo In Unum Deum
17. Mass In D – 9. Credo: Et Incarnatus Est
18. Mass In D – 10. Credo: Crucifixus Etiam Pro Nobis
19. Mass In D – 11. Credo: Et Resurrexit Tertia Die
20. Mass In D – 12. Sanctus
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1679-1755)
21. Hieremiae Prophetae Lamentationes
22. Celebren, Publiquen

Mexican Baroque – 1994
Chanticleer Sinfonia.
Maestro Joseph Jennings

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Curiosidade: O ‘libretto’ é uma palavra italiana para o que hoje chamamos de roteiro ou script, ou seja, a versão do texto a ser efetivamente musicada, que geralmente era produzida por escritores profissionais a partir de um livro maior, história, lenda ou mito, e desde o século XVIII começou a ser produzido por escritores (como Metastasio) já em formato destinado à partituração. Essa Partenope foi um desses textos que começou a circular dessa forma e alguns compositores o ‘pegaram’ para compor óperas, entre eles o Sumaya e o Handel. (Prof. Paulo Castagna)

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

 

 

 

 

 

 

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Avicenna