Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque / Berg: Sonata / Webern: Piano Variations / Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um excelente disco de música moderna. A grande estrela do CD é o norte-americano George Tsontakis (1951) que esmerilha duas peças extraordinárias, abrindo e fechando os trabalhos. É impossível não se apaixonar pelo longo oratório para piano e orquestra representado por Man of Sorrows, assim como pela Waldstein-like Sarabesque. Dentre as outras obras, o destaque fica para a Sonata de Berg, o mais deglutível — e, quem sabe, o mais talentoso compositor — da Segunda Escola de Viena.

Tsontakis: Man of Sorrows & Sarabesque,
Berg: Sonata, Webern: Piano Variations,
Schoenberg: Sechs Kleine Klavierstucke

Tsontakis: Man of Sorrows
1. Ecce Homo 2:12
2. Es Muss Sein 9:32
3. Lacrymosa 2:55
4. Gethsemane 9:35
5. Jesu Joy 8:20
6. Vir Dolorum 6:12

Schönberg :
6. kleine Klavierstücke op.19
7. Leicht 1:06
8. Langsam 0:55
9. Sehr Langsam 1:04
10. Rasch Aber Leicht 0:30
11. Etwas Rasch 0:36
12. Sehr Langsam 2 1:11

Berg : Sonate pour piano op.1
13. Piano Sonata

Webern : Variations pour piano op.27
14. Massig 1:54
15. Schnell 0:44
16. Fliessend 3:59

Tsontakis: Sarabesque
17. Sarabesque 5:47

Stephen Hough, piano
Dallas Symphony Orchestra
Andrew Litton

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George Tsontakis: nada rotineiro

George Tsontakis: nada rotineiro

PQP

Anton Bruckner – Symphony nº 8 – WPO, Giulini

51YnJKC32rL._SY300_A mais wagneriana das sinfonias de Bruckner, foi escrita em homenagem ao compositor Richard Wagner, que havia morrido um pouco antes, em 1883.
Já comentei em postagem anterior que não tenho muita afinidade e nem muita intimidade com a obra de Bruckner, mas esta sinfonia e também sua quarta sinfonia me comovem muito. Mostra um compositor maduro, que conhece muito bem os meandros da estrutura sinfônica, e que sabe explorar como poucos exatamente as potencialidades de uma orquestra.
Giulini e a Filarmônica de Viena foram parceiros por décadas, e realizaram algumas gravações memoráveis, entre elas estão estas três últimas sinfonias de Bruckner que estou postando. No caso específico desta oitava sinfonia, os clientes da amazon foram categóricos em lhe dar cinco estrelas.
Como sempre recomendo nestes casos, trata-se de obra para meditar, para pensar, não é música para simples entretenimento. Sugiro então, como sempre, que os senhores sentem-se em suas melhores poltronas, e, aproveitando este clima propício, degustem um bom vinho, enquanto apreciam este cd que classifico facilmente como “IM-PER-DÍ-VEL !!!

01 – Bruckner – Symphony No.8 in C minor – 1. Allegro moderato
02 – 2. Scherzo Allegro moderato – Trio Langsam
03 – Bruckner – Symphony No.8 in C minor – 3. Adagio Feierlich langsam
04 – 4. Finale Feierlich, nicht schnell

Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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FDPBach

 

Anton Bruckner – Sinfonia Nº 7 – Wiener Philharmoniker, Giulini

71uI-NjqBfL._SL1417_Não posso me considerar um bruckneriano. Temos outros dois colegas aqui no PQPBach com maior conhecimento de causa, que são o nosso mentor, é claro, PQPBach, e nosso esporádico colega Carlinus. Sou, digamos, um ouvinte esporádico de suas obras. Tenho algumas integrais, inclusive já postei algumas gravações. Acho que na verdade ainda temo a grandiosidade de sua obra, de seu gigantismo, de suas verdadeiras “catedrais” sonoras, como várias vezes li em algumas críticas.
Nestas postagens não pretendo me redimir diante desse fato. Não, apenas pretendo lhes mostrar três versões de primeira linha, em minha modesta opinião, das últimas três sinfonias, nas mãos bem seguras de Carlo Maria Giulini, um maestro que pouco aparece por aqui, o que é de se lamentar. Giulini gravou estas sinfonias diversas vezes, com outros grupos orquestrais, conhecia profundamente a obra de Bruckner, e atingiu o ápice de sua performance ao dirigir as sinfonias de número 7, 8 e 9 com a Filarmônca de Viena.
Vamos começar pelo começo, então, trazendo a Sétima Sinfonia, gravação esta inexplicavelmente fora do catálogo da DG. Ou então eu não soube procurar.

01 – Bruckner – Symphony No.7 in E major – 1. Allegro moderato
02 – 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
03 – 3. Scherzo Sehr schnell
04 – 4. Finale Bewegt doch nicht schnell

Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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Um gênio que dedicou sua vida a música

Anton Bruckner – Um gênio que dedicou sua vida a música

 

Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão

Um disco leve e divertido. Aqui, a super virtuose Petri dá um banho de competência ao lado de seu parceiro habitual Lars Hannibal — que não é Lecter. O que Petri faz é impressionante. Jamais imaginei que fossem possíveis tantos efeitos quanto os obtidos na obra de Kupkovič, por exemplo. Mas Petri não é só hábil. Ela sabe fazer música para lá de sua demoníaca forma de tocar. Um belo CD para você esquecer seu (sua) chefe e se alegrar após um dia de trabalho daqueles.

Telemann (1681-1767). J.S. Bach (1685-1750), Koppel (1944), Krähmer (1795-1837), Vivaldi (1678-1741), Ibert (1890-1962), Kupkovič (1928), Jacob (1895-1984): Souvenir – Musica para Flauta Doce e Alaúde / Violão

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767): Sonata in D Minor / d-moll / ré mineur for Alto Recorder and Continuo
1 Affetuoso 1:52
2 Presto 3:34
3 Grave 0:54
4 Allegro 3:09

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750): Partita in C Minor / c-moll / ut mineur, BWV 1013, or Alto Recorder (Flute)
5 Allemande 2:31
6 Corrente 2:25
7 Sarabande 4:13
8 Bourrée anglaise 2:34

Thomas Koppel (b.1944): Nele’s Dances for Recorder and Lute
9 I Know You Are Crossing the Borders Somewhere 2:09
10 And I Know You Are Remembering, You Distant Boy 2:51
11 And I’m Still Feeling You in My Arms 1:47
12 In Front of the Castle With No Doors 1:45
13 Where the Living Dead Are Dancing 1:54
14 There I Dance My Dance on Black Feet 3:38
15 And Later On, In the Place That No One Knows 2:09
16 I Give Birth to the Warm Fruit of Our Love 0:58
17 And the Wild Foals Leave the Folds 0:35
18 In a Symphony of Galloping Hooves 0:54

19 Ernest Krähmer (1795 – 1837): Introduction, Theme, and Variations, Op, 32, for Soprano Recorder and Guitar 10:46

Antonio Vivaldi (1678 – 1741): Sonata in G Major / G-dur / sol majeur, RV 59, for Soprano Recorder and Continuo
20 Preludio – Largo 1:44
21 Allegro ma non presto 2:53
22 Pastorale 3:22
23 Allegro 1:45

24 Jacques Ibert (1890 – 1962): Entr’acte for Sopranino Recorder (Flute) and Guitar 3:00

25 Ladislav Kupkovič (b.1928) / arr. Petri: Souvenir for Sopranino Recorder (Violin) and Guitar (Piano) 4:06

26 Gordon Jacob (1895 – 1984): An Encore for Michala for Alto Recorder and Guitar 2:19

Michala Petri, flauta doce
Lars Hannibal, alaúde / violão

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Petri & Hannibal: ele ainda não a mordeu

Petri & Hannibal: ele ainda não a mordeu

PQP

Franz Schubert (1797-1828) – Complete Symphonies – Cd 4 de 4 – Minkowski, Les Musiciens du Louvre Grenoble

box1Então chegamos ao último cd desta bela coleção das Sinfonias de Schubert na surpreendente interpretação de Mark Minkowski e seu excelente conjunto “Les Musicien du Louvre Grenoble”. Surpreendente pelo fato de que até então eu não tinha tido acesso a esta “faceta” de Minkowski e seu conjunto, afinal em minha cdteca eu tinha apenas suas gravações de óperas barrocas, e nesse repertório ele é referência. Haendel e Vivaldi em suas mãos é uma coisa de louco.
Mas neste quarto cd temos a grandiosa Grande Sinfonia em Dó Maior, para alguns musicólogos, sua Nona Sinfonia, para outros sua Oitava Sinfonia, mas não quero me estender nesta discussão, ela é longa, complexa e não chega a lugar nenhum.
Novamente, comparando com a versão de Günther Wand que PQPBach postou dias atrás, volto a repetir o que escrevi sobre o terceiro CD desta coleção.A orquestração de Minkowski é mais leve, solta, ele se utiliza de um menor número de músicos, e isso torna a obra mais delicada aos ouvidos, não é tão compacta, densa.
Então, fiquem em paz consigo mesmos, e apreciem o belo. Como sempre, nestes dias frios, sugiro um bom vinho e sua melhor poltrona para melhor poderem apreciar esta sinfonia. Schubert foi um gênio, pena que viveu tão pouco.

1 – Symphony No.8(9) in C major ‘Great C major’, D944 – I. Andante – Allegro ma non troppo
2 – Symphony No.8(9) in C major ‘Great C major’, D944 – II. Andante con moto
3 – Symphony No.8(9) in C major ‘Great C major’, D944 – III. Scherzo. Allegro vivace
4 – Symphony No.8(9) in C major ‘Great C major’, D944 – IV. Finale. Allegro vivace

Les Musicien du Louvre Grenoble
Mark Minkowski – Conductor

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J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Completando o dia de comemoração iniciado por FDP Bach…

Eu sei que Trevor Pinnock tem grandes trabalhos como regente — seu Messiah é difícil de bater — , mas foi aqui, com as Partitas para teclado de Bach, que ele foi imbatível. A música é extraordinária, da lavra do melhor e mais inspirado Bach, e a resposta de Pinnock foi na mesma altura. E não ignoro que há adversários imensos como Leonhardt e Gould. Este é um CD que todos deveriam ter. Ah, o álbum duplo original tem as Partitas em outra ordem. Aqui, eu as coloquei na ordem de 1 a 6. Fica melhor, né?

Ninguém vai se arrepender de ouvir.

J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830

1. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : I. Prelude 2:08
2. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : II. Allemande 4:06
3. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : III. Corrente 2:59
4. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : IV. Sarabande 5:28
5. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : V. Menuet 1 and 2 2:40
6. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 : VI. Gigue 2:26

7. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : I. Sinfonia 4:49
8. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : II. Allemande 5:06
9. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : III. Courante 2:09
10. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : IV. Sarabande 3:37
11. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : V. Rondo 1:32
12. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 : VI. Capriccio 3:48

1. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : I. Fantasia 2:14
2. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : II. Allemande 3:24
3. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : III. Corrente 2:53
4. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : IV. Sarabande 4:28
5. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : V. Burlesca 2:05
6. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : VI. Scherzo 1:15
7. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 : VII. Gigue 3:43

8. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : I. Overture 6:36
9. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : II. Allemande 10:14
10. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : III. Courante 3:28
11. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : IV. Aria 2:18
12. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : V. Sarabande 5:57
13. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : VI. Menuet 1:25
14. Partita No. 4 in D major, BWV 828 : VII. Gigue 4:05

15. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : I. Prelude 2:50
16. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : II. Allemande 5:26
17. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : III. Corrente 1:57
18. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : IV. Sarabande 5:24
19. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : V. Tempo di Minuetta 1:51
20. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : VI. Passepied 1:34
21. Partita No. 5 in G major, BWV 829 : VII. Gigue 4:13

13. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : I. Toccata 7:20
14. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : II. Allemande 3:44
15. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : III. Corrente 4:28
16. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : IV. Air 1:40
17. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : V. Sarabande 5:48
18. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : VI. Tempo di Gavotta 2:08
19. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 : VII. Gigue 6:23

Trevor Pinnock, cravo

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Trevor Pinnock: o maior trabalho de sua vida

Trevor Pinnock: o maior trabalho de sua vida

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Kantaten – Vol. 1 – Adventen und Weihnachten

61ZHHJRZ05LHá uns anos atrás mano PQPBach se propôs a postar as setenta e cinco cantatas que Karl Richter gravou. Cinco caixas, totalizando vinte e seis cds. Iniciou exatamente no dia 28 de julho de 2012, data de morte de Bach, e curiosamente também de Vivaldi. Porém, devido aos seus inúmeros compromissos profissionais, a agenda do cara não é brincadeira, enfim, ele postou apenas uma das caixas, deixando todos os fãs destas gravações na mão. Cadê as outras caixas, perguntavam desesperados os fãs de Richter. Para piorar, os links do falecido rapidshare já sumiram no espaço virtual.
Descobri essa lacuna, e imediatamente pedi-lhe autorização para encarar o desafio. Já é fato sabido que gosto de encarar estas grandes coleções. Trata-se de uma postagem épica, não apenas devido ao seu tamanho, mas principalmente pela importância de tais gravações.
Enfim, esta primeira caixa é dedicada às Cantatas do Advento e de Natal. Os solistas são os principais solistas de sua época. Nomes como Edith Mathis, Dietrich Fischer-Dieskau, Peter Schreier serão comuns por aqui.

J. S. Bach (1685-1750): Bach Kantaten  - Vol. 1 – Adventen und Weihnachten

CD1

1 BWV 61 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ I. Coro ‘Nun komm, der Heiden Heiland’
2 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ II. Recitativo (Tenore) ‘Der Heiland ist gekommen’
3 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ III. Aria (Tenore) ‘Komm, Jesu, komm zu deiner Kirche’
4 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ IV. Recitative (Basso) ‘Siehe, ich stehe vor der Tür’
5 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ V. Aria (Soprano) ‘Öffne dich, mein ganzes Herze’
6 ‘Nun komm, der Heiden Heiland’ VI. Choral ‘Amen’
7 Kantate, BWV 132 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ I. Aria (Soprano) ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’
8 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ II. Recitativo (Tenore) ‘Willst du dich Gottes Kind und Christi Bruder nennen’
9 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ III. Aria (Basso) ‘Wer bist du frage dein Gewissen’
10 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ IV. Recitativo (Alto) ‘Ich will, mein Gott, dir frei heraus bekennen’
11 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ V. Aria (Alto) ‘Christi Glieder, ach bedenket’
12 ‘Bereitet die Wege, bereitet die Bahn’ VI. Chorale ‘Ertöt uns durch dein Güte’
13 Kantate, BWV 63 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ I. Coro ‘Christen, ätzet diesen Tag’
14 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ II. Recitativo (Alto) ‘O selger Tag! o ungemeines Heute’
15 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ III. Aria (Duetto Soprano, Basso) ‘Gott, du hast es wohl gefüget’
16 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ IV. Recitativo (Tenore) ‘So kehret sich nun heut das bange Leid’
17 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ V. Aria (Duetto Alto, Tenore) ‘Ruft und fleht den Himmel an’
18 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ VI. Recitativo (Basso) ‘Verdoppelt euch demnach, ihr heißen Andachtsflammen’
19 ‘Christen, ätzet diesen Tag’ VII. Coro ‘Höchster, schau in Gnaden an diese Glut gebückter Seelen!’

CD 2

01. BWV 121 – 1. Chor
02. BWV 121 – 2. Arie (Tenor)
03. BWV 121 – 3. Rezitativ (Alt)
04. BWV 121 – 4. Arie (Bass)
05. BWV 121 – 5. Rezitativ (Sopran)
06. BWV 121 – 6. Choral
07. BWV 64 – 1. Chor
08. BWV 64 – 2. Choral
09. BWV 64 – 3. Rezitativ (Alt)
10. BWV 64 – 4. Choral
11. BWV 64 – 5. Arie (Sopran)
12. BWV 64 – 6. Rezitativ (Bass)
13. BWV 64 – 7. Arie (Alt)
14. BWV 64 – 8. Choral
15. BWV 28 – 1. Arie (Sopran)
16. BWV 28 – 2. Chor
17. BWV 28 – 3. Rezitativ und Arioso (Bass)
18. BWV 28 – 4. Rezitativ (Tenor))
19. BWV 28 – 5. Duett (Tenor, Bass)
20. BWV 28 – 6. Choral)
21. BWV 171 – 1. Chor
22. BWV 171 – 2. Arie (Tenor)
23. BWV 171 – 3. Rezitativ (Alt)
24. BWV 171 – 4. Arie (Sopran)
25. BWV 171 – 5. Rezitativ (Bass)
26. BWV 171 – 6. Choral

CD 3

01. BWV 58 – 1. Duett Choral (Sopran) mit Arie (Bass)
02. BWV 58 – 2. Rezitativ (Bass)
03. BWV 58 – 3. Arie (Sopran)
04. BWV 58 – 4. Rezitativ (Sopran)
05. BWV 58 – 5. Duett Choral (Sopran) mit Arie (Bass)
06. BWV 65 – 1. Chor
07. BWV 65 – 2. Choral
08. BWV 65 – 3. Rezitativ (Bass)
09. BWV 65 – 4. Arie (Bass)
10. BWV 65 – 5. Rezitativ (Tenor)
11. BWV 65 – 6. Arie (Tenor)
12. BWV 65 – 7. Choral
13. BWV 124 – 1. Chor
14. BWV 124 – 2. Rezitativ (Tenor)
15. BWV 124 – 3. Arie (Tenor)
16. BWV 124 – 4. Rezitativ (Bass)
17. BWV 124 – 5. Duett (Soprano, Alt)
18. BWV 124 – 6. Choral
19. BWV 13 – 1. Arie (Tenor)
20. BWV 13 – 2. Rezitativ (Alt)
21. BWV 13 – 3. Choral
22. BWV 13 – 4. Rezitativ (Sopran)
23. BWV 13 – 5. Arie (Bass)
24. BWV 13 – 6. Choral

CD 4

01. BWV 111 – 1. Chor
02. BWV 111 – 2. Arie (Bass)
03. BWV 111 – 3. Rezitativ (Alt)
04. BWV 111 – 4. Duett (Alt, Tenor)
05. BWV 111 – 5. Rezitativ (Sopran)
06. BWV 111 – 6. Choral
07. BWV 81 – 1. Arie (Alt)
08. BWV 81 – 2. Rezitativ (Tenor)
09. BWV 81 – 3. Arie (Tenor)
10. BWV 81 – 4. Arioso (Bass)
11. BWV 81 – 5. Arie (Bass)
12. BWV 81 – 6. Rezitativ (Alt)
13. BWV 81 – 7. Choral
14. BWV 82 – 1. Arie (Bass)
15. BWV 82 – 2. Rezitativ (Bass)
16. BWV 82 – 3. Arie (Bass)
17. BWV 82 – 4. Rezitativ (Bass)
18. BWV 82 – 5. Arie (Bass)

Edith Mathis – Soprano
Anna Reynolds – Contralto
Peter Schreier – Tenor
Dietrich Fischer-Dieskau – Bass
Münchener Bach Choir
Münchener Bach-Orchester
Karl Richter – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 7 de 8

OK, caro leitor, IM-PER-DÍ-VEL !!!

Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog. A coleção fodástica chega próxima do final.

Estamos quase concluíndo a série. Eis o sétimo cd da coleção “Boulez Conducts Bartók”.

Este CD traz a “Cantata Profana”, composta para Tenor, Barítono, Coro Duplo e Orquestra. Trata-se de uma obra pouco gravada, devido talvez à complexidade de sua composição e talvez também ao grande número de músicos necessários para a sua execução. Foi escrita em 1930 e sua primeira execução se deu apenas em 1934.

Eis a descrição da obra, retirada da Wikipedia:

Cantata Profana (subtitled A kilenc csodaszarvas; English: The Nine Splendid Stags;German: Die Zauberhirsche) Sz. 94, is a choral work for tenor, baritone, choir and orchestra by the Hungarian composer Béla Bartók. It was written in 1930 and first performed on BBC Radio on 25 May 1934 by the BBC Symphony Orchestra conducted by Aylmer Buesst.
The Hungarian text is based on a Romanian colinda (a type of Christmas carol) about a father who teaches his nine sons the art of hunting. One day they cross a haunted bridge deep in the forest and are turned into nine stags. Their father arrives and aims his bow at them but when he learns that they are in fact his sons he begs them to return home. The stags reply that this is no longer possible since their antlers would not fit through the door; their new life is in the forest. “

Esta gravação de Boulez foi realizada em 1992, e traz o excelente barítono wagneriano John Tomlinson e o tenor John Aler, acompanhados do excelente Chicago Symphony Chorus.

A outra peça presente no CD é o conhecido Ballet “The Wooden Prince”, que estreou em 1917, e também necessita uma grande orquestra para sua interpretação, incluindo saxofones. Eis uma pequena sinopse da peça, encontrada na Wikipedia:
“A prince falls in love with a princess, but is stopped from reaching her by a fairy who makes a forest and a stream rise against him. To attract the princess’ attention, the prince hangs his cloak on a staff and fixes a crown and locks of his hair to it. The princess catches sight of this “wooden prince” and comes to dance with it. The fairy brings the wooden prince to life and the princess goes away with that instead of the real prince, who falls into despair. The fairy takes pity on him as he sleeps, dresses him in finery and reduces the wooden prince to lifelessness again. The princess returns and is finally united with the human prince.”

Boulez novamente está à frente de sua querida Chicago Symphony, e faz um trabalho memorável, demonstrando sua versatilidade e seu profundo conhecimento da obra de Bartók. Todos os comentários da amazon lhe deram cinco estrelas.
Espero que os senhores apreciem.

Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók (CD 7 de 8) Cantata Profana Sz 94, The Wooden Prince, Sz 60 – Aler, Tomlinson, Boulez, CSO

01 – Cantata Profana I. there was once an old man
02 – II. but their father grew impatient
03 – III. Volt egy oreg apo
04 – The Wooden Prince – Introduction
05 – First Dance
06 – Second Dance
07 – Third Dance
08 – Fourth Dance
09 – Fifth Dance
10 – Sixth Dance
11 – Seventh Dance

John Aler – Tenor
John Tomlinson – Barítono
Chicago Symphony Chorus
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez

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O imortal Béla Bartók

O imortal Béla Bartók

FDP Bach

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas (CD 2 de 2)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O texto abaixo é de Milton Ribeiro.

O romance Doutor Fausto de Thomas Mann, além de ser uma indiscutível obra-prima, possui capítulos que tornaram-se famosos por si só e que são citados separadamente do restante da obra. É célebre o capítulo em que Adrian Leverkühn dialoga com o demônio e também o oitavo, onde o imaginário professor Kretzschmar dá uma extraordinária aula sobre o tema “Por que Ludwig van Beethoven não escreveu o terceiro movimento da Sonata Op. 111?”.

Houve um certo músico de sobrenome Schindler que perguntou a Beethoven sobre razão da inexistência do terceiro movimento. A resposta do compositor foi típica de seu habitual mau humor: ora, não tive tempo de escrever um! Mann explorou a história da inexistência do terceiro movimento ao máximo, e só quem leu o Fausto de Mann sabe do ritmo frenético da aula de Kretzschmar e a profunda impressão causada pelo lição em nós, leitores, e em Adrian Leverkühn, personagem principal do livro.

Pois o incrível é que descobri casualmente que há um esboço de terceiro movimento para esta sonata, mas Beethoven parece tê-lo destruído. Inclusive no manuscrito onde está o primeiro movimento há uma anotação: segundo movimento – Arietta; terceiro movimento – Presto. Não encontrei referências de que a Arietta (segundo movimento) fosse algum tipo de adeus, conforme disse o professor de Thomas Mann. Creio que isto seja apenas uma liberdade poética do ultra-entusiasmado Kretzschmar. Está bem, foi a última sonata para piano de Beethoven, porém ao Op. 111 seguiram-se obras até o Op. 137 e dentre estas há todos os últimos quartetos, a Nona Sinfonia (Op. 125), as Variações Diabelli (Op.120) , as Bagatelas (Op. 126), a Missa Solemnis (Op. 123), etc. Ou seja, quando Beethoven escreveu o Op. 111, era um compositor em plena atividade e com vários projetos diferentes por desenvolver, não obstante a doença.

Acho que o que mais interessa é tentar dizer porque esta obra é tão inquietante, porque ela provoca tanto e a tantas pessoas. Isto é o mais difícil. O fato é que a linguagem inacreditavelmente abstrata que Beethoven alcançou em suas últimas obras nos perturba profundamente, tanto aqui como nos últimos quartetos. A imaginação de quem criou a Arietta é inconcebível. O professor Kretzschmar tem toda a razão ao proclamar que tudo aquilo vem de um simples dim-da-da, ou seja, de três notas que não despertariam a atenção de nenhum artista comum, e é sobre este quase nada que Beethoven cria uma catedral imensa, onde há lugar para a delicadeza, para o religioso, para o sublime e até para a explosão de uma desenfreada dança semelhante ao jazz que os negros inventariam 100 anos depois. Ele sempre foi dado à utilização de temas curtos e afirmativos, mas convenhamos, aquele dim-da-da curtíssimo está mais para um balbucio de criança… Não seria isto o que nos surpreende tanto? A Arietta inicia-se como um balbucio, depois deixa-se crescer quase que por livre associação e retorna lenta e quase silenciosa ao início. Será esta a despedida a que Kretzschmar se refere? Nascimento, vida e morte? Ou, simplesmente, após um movimento lento tão profundo e expressivo, Beethoven concluíra que o mesmo prescindiria de seu contraponto rápido?

Ora, não há verdades absolutas sobre algo tão genial e aberto. Se somarmos a isto o volátil de toda música, que consiste numa série de símbolos que é interpretada por um músico, que a passa para o piano obedecendo a sua habilidade e experiências, e que nos chega através dos ouvidos, onde baterá contra outras experiências e que, de concreto, no caso do segundo movimento do Op. 111, só possui a instrução Arietta: Adagio Molto Semplice e Cantabile…

Se tivesse que classificar o Op. 111, o colocaria entre as músicas que não são somente belas e perfeitas, mas que, além disto, são demonstrativas de grande inteligência e engenhosidade. Outras do mesmo gênero seriam os quartetos de Béla Bártok, alguns dos últimos quartetos de Beethoven (principalmente o Op. 132), as Variações Goldberg, a Oferenda Musical de J.S. Bach e outras raríssimas. Não sei se me faço entender, mas acredito que o espírito mozartiano – que amo tanto – não poderia entrar aqui. São músicas por demais cerebrais. Há uma tremenda e implacável lógica interna nelas, há intenções que parecem escapar a nós, pobres e limitados ouvintes.

O CD duplo de Maurizio Pollini Die Späten Klaviersonaten ou The Late Piano Sonatas é uma das várias formas que a fugidia felicidade pode tomar. Se vocês passarem perto desta caixa de CDs, agarrem-na e não soltem.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas (CD 2 de 2)

Piano Sonata No. 30 in E major, Op. 109
1. Sonate No. 30 E-dur op.109: Vivace, ma non troppo
2. Sonate No. 30 E-dur op.109: Prestíssimo
3. Sonate No. 30 E-dur op.109: Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo)

Piano Sonata No. 31 in A flat major, Op. 110
4. Sonate No. 31 As-dur op.110: 1. Moderato cantabile molto espressivo
5. Sonate No. 31 As-dur op.110: 2. Allegro molto
6. Sonate No. 31 As-dur op.110: 3. Adagio ma non troppo – fuga, ma non troppo

Piano Sonata No. 32 in C minor, Op. 111
7. Sonate No. 32 c-mol op.111: 1. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato
8. Sonate No. 32 c-mol op.111: 2. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile

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Maurizio Pollini: o maior dos pianistas do século XX.

Maurizio Pollini: o maior dos pianistas do século XX.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas (CD 1 de 2)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Às vezes, há a obra e seu intérprete perfeito. Tudo bem, alguns malucos preferirão Brendel, Arrau, Schnabel, Uchida, Brautigam, Goode ou mesmo Kempff, assim como outros esquecem Ulisses em pleno 16 de junho e declaram que a literatura argentina é inferior à brasileira… Problema deles!

Quando adolescente e jovem, ia todo o sábado pela manhã a uma loja de discos freqüentada por alguns conhecedores de música erudita. Conhecedores mesmo, parece que hoje não se faz mais daquele tipo, perdeu-se a fôrma, sei lá. A figura central era o Dr. Herbert Caro e o assunto principal, sua coluna publicada sempre aos sábados, no Correio do Povo. Então, eu lia a coluna cedinho enquanto tomava café e depois seguia para a loja. Era um ouvinte daquelas discussões, não me metia muito, mas ganhava alguns discos, pois tratavam de me atrair para suas teses… Aprendi muito.

Vi muitas brigas. Brigas em discussões duríssimas que acabavam com sorrisos muitas vezes contrafeitos. Uma delas era o debate sobre o melhor pianista para as Sonatas de Beethoven. Porém, num dia de 1977, apareceu a gravação de Pollini para as cinco últimas. A discussão cessou. Um deles disse que ouvira a gravação imbatível, algo surpreendente por sua qualidade e novidade. Todos nós a ouvimos durante aquela semana. Eu não consegui ultrapassar a Hammerklavier para chegar ao segundo disco, devo ter escutado aquela sonata umas 20 vezes naquele período. Era uma revelação, estava apaixonado. No sábado seguinte, alguém disse que achara bom, muito bom, mas sem emoção. Foi vaiado, quase apanhou dos restantes. Outro falou que havia muitas formas de se alcançar o pico do Everest, mas, antes de ser ridicularizado, completou dizendo que Pollini chegara ao pico real, desconhecido até então. Resultado: Pollini acabara com a discussão sobre sonatas, ao menos a discussão das cinco últimas…

Ainda hoje, 30 anos após conhecer a interpretação de Pollini, fico paralisado pelo último movimento do Op. 111, pela fuga do Op. 110 e pelo estarrecedor Hammerklavier. O que dizer dele? Como ele conseguiu todas aquelas nuances?

São estes dois CDs, no dizer da própria Deutsche Grammophon, que mereceriam o topo da sua coleção “The Originals”. Vou publicá-los aqui, um hoje, outro amanhã.

Mas vamos às sonatas. A certidão de nascimento da última fase de Beethoven foi passado quando da conclusão em 1818, da Sonata Op. 101 e principalmente, da monumental Sonata Op. 106, Hammerklavier, uma sinfonia para piano solo. “Eis uma obra que dará trabalho aos pianistas”, escreveu o mestre. Sua opção estava definida: não criava mais para seus contemporâneos, mas para a humanidade futura. Era incrível a certeza que tinha de sua imortalidade. Estava certo. E recusava a acomodar-se. Durante a última fase, compôs, além dos quartetos de cordas e outras obras como a Nona Sinfonia, as três últimas Sonatas para Piano Op. 109, 110 e 111 (1820-1822), concebidas como uma trilogia autobiográfica, as Variações Diabelli (1823) e a desconhecida obra-prima das seis Bagatellen Op. 126 (1824).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Últimas Sonatas (CD 1 de 2)

Piano Sonata No. 28 in A major, Op. 101
1. Sonate No. 28 A-dur, op. 101: Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung. Allegretto, ma non troppo
2. Sonate No. 28 A-dur, op. 101: Lebhaft, marschmässig. Vivace alla Marcia
3. Sonate No. 28 A-dur, op. 101: Langsam und sehnsuchtsvoll. Adagio, ma non troppo, con affetto – attacca
4. Sonate No. 28 A-dur, op. 101: Geschwinde, doch nicht zu sehr und mit Entschlossenheit. Allegro

Piano Sonata No. 29 in B flat major (“Hammerklavier”), Op. 106
5. Sonate No. 29 B-dur, op. 106 – Grosse Sonate Fur Das Hammerklavier: 1. Allegro
6. Sonate No. 29 B-dur, op. 106 – Grosse Sonate Fur Das Hammerklavier: 2. Scherzo. Assai vivace
7. Sonate No. 29 B-dur, op. 106 – Grosse Sonate Fur Das Hammerklavier: 3. Adagio sostenuto. Appassionato e con molto sentimento
8. Sonate No. 29 B-dur, op. 106 – Grosse Sonate Fur Das Hammerklavier: 4. Largo – Allegro risoluto

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Viram isso, porto-alegrenses? É amanhã.

Viram isso, porto-alegrenses? É amanhã. Sim, Hammerklavier no Salão Mourisco.

PQP

Franz Schubert (1797-1828) – Complete Symphonies – Cd 3 de 4 – Minkowski, Les Musiciens du Louvre Grenoble

box1Pensaram então que eu tinha esquecido do Schubert do MInkowski? Mas na verdade esperei a postagem do PQPBach, que trazia o genial velhinho Günther Wand regendo essas mesmas sinfonias que viria a postar. A versão de Wand é definitiva, e serve de parâmetro para outras.

Mas não creio que sirva de parâmetro para Minkowski, principalmente devido ao tamanho da orquestra. Wand tinha à sua disposição todo o corpo orquestral da Filarmônica de Berlim, e além disso não se interessava por versões ditas originais ou históricas. E os senhores já irão entender o que digo quando começarem a tocar as cordas dos “Les Musiciens du Louvre Grenoble”.

Outro detalhe interessante é que Minkowski ignora a partir dessa “Inacabada” a numeração das sinfonias. Ignora o fato de que Schubert nunca compôs uma Sétima Sinfonia, e simplesmente pulou da “Sexta” para “Oitava”. Renomeia então a mundialmente conhecida “Oitava Sinfonia” como “Sétima”. Existem motivos para tanto, e os senhores poderão entender melhor quando lerem o booklet que virá anexo ao último cd. Ou então os senhores poderão ler na Wikipedia. Para resumir, a questão e muito complexa, e os musicólogos nunca chegaram a alguma conclusão a respeito do assunto.

Independentemente de numeração, o que temos aqui é um profundo respeito por um marco da sinfonia ocidental. Talvez não tenha a solenidade de Wand, ou até mesmo de Karajan, que realizou uma leitura maravilhosa destas obras. Mas aquele lado introspectivo, tipicamente schubertiano, está presente.

Não tão denso, pesado, pessimista, eu diria, ao contrário, a impressão que dá é que podemos visualizar uma esperança no final do túnel. É a arte superando a escuridão e as trevas e nos proporcionando belas paisagens e um futuro promissor.

Ah, sim, a outra sinfonia deste cd é a Sexta Sinfonia. Apenas. E sempre lembro que Schubert viveu apenas trinta e um anos. Um espanto, tendo como parâmetro o tamanho e a qualidade de sua obra.

1 – Symphony No.7(8) in B minor ‘Unfinished’, D759 – I. Allegro moderato
2 - Symphony No.7(8) in B minor ‘Unfinished’, D759 – II. Andante con moto
3 – Symphony No.6 in C major ‘Little C major’, D589 – I. Adagio – Allegro
4 – Symphony No.6 in C major ‘Little C major’, D589 – II. Andante
5 – Symphony No.6 in C major ‘Little C major’, D589 – III. Scherzo. Presto
6 – Symphony No.6 in C major ‘Little C major’, D589 – IV. Allegro Moderato

Les Musicien du Louvre Grenoble
Mark Minkowski – Conductor

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Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 6 de 8

Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.

O mano PQP já postou este cd há algum tempo atrás, então não vou me estender muito em maiores explicações. A história desta ópera em um só ato de Bartók é bem conhecida, inclusive deu origem a um excelente filme de terror, estrelado pelo grande ator inglês Vincent Price. Quem for da minha geração (estou quase completando 46 anos) deve lembrar da Sessão “Casa do Terror”, com filmes deste estilo que a Globo exibia na madrugada das segundas feiras, se não me engano. Foi ali que vi pela primeira vez “O Castelo do Barba Azul”. A trama da ópera foi baseada em um conto do folclorista francês Charles Perrault. Maiores detalhes a respeito dessa obra podem ser encontrados na Wikipedia.

Nesta versão Boulez acompanha a imensa (em todos os termos) Jessie Norman, que  é o destaque, carregando o personagem com toda a dramaticidade que a história requer. O barítono húngaro László Polgár também nos proporciona um Barba Azul impecável.

DISCAÇO !!!

O Castelo do Barba Azul

01 – Prologue – ‘The Tale Is Old’ – ‘Here We Are Now’
02 – Judith – ‘Is This Really Bluebeard’s Castle’
03 – Judith – ‘Ah, I See Seven Great Shut Doorways’
04 – First Door – Judith – ‘Woe!’ – ‘What Seest Thou’
05 – Second Door – Bluebeard – ‘What Seest Thou’
06 – Third Door – Judith – ‘Mountains Of Gold!’
07 – Fourth Door – Judith – ‘Ah! Lovely Flowers’
08 – Fifth Door – Bluebeard – Look, My Castle Gleams And Brightens’
09 – Sixth Door – Judith – ‘I Can See A Sheet Of Water’
10 – Bluebeard ‘The Last Of My Doors Must Stay Shut’
11 – Judith – ‘Now I Know It All, O Bluebeard’
12 – Bluebeard – ‘Hearts That I Have Loved And Cherished’

Jessye Norman – Judith
Lásló Polgár – Bluebeard
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

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Quem seria, né?

Quem seria, né?

FDP Bach

J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandemburgo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou-lhes contar uma coisa: na minha opinião, esta é a melhor versão dos Concertos de Brandenburgo que já ouvi. Mas tenho de lhes contar outra coisa: este foi, em 1972, o primeiro disco de música erudita que comprei. Tinha 15 anos. É claro que os fatos devem estar ligados. Quando comprei aquele belíssimo álbum duplo importado de uma tal Deutsche Harmonia Mundi que me custara os olhos da cara, jamais imaginaria que ele me acompanharia por tanto tempo. E é realmente uma gravação extraordinária. Liderado pelo violinista Franzjosef Maier e tendo a seu serviço o cravista Gustav Leonhardt, o Collegium Aureum e a Harmonia Mundi alemã me mostravam um mundo de sonoridade diferente daquela que meu pai (ou padrasto, sei lá, pois não sou filho de Bach?) ouvia em casa. O segredo estava escrito na capa em letras amarelas: auf Originalinstrumenten, com instrumentos originais. Ainda hoje ouço esta gravação e a tenho como a melhor. Já a submeti a vários músicos, que ficaram entre a surpresa e o encanto. Se estou no mesmo caso da propaganda do primeiro sutiã? (A primeira vez a gente nunca esquece…) Talvez, mas ouçam antes. O registro é de 1969.

Uma curiosidade: Franzjosef Maier foi professor e o principal mentor de Reinhard Goebel, o fundador e líder do Musica Antiqua de Köln.

Recomendo fortemente!!! Para ouvir e comprar!!!

J.S. Bach – Os Concertos de Brandenburgo

CD1:

1. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Allegro
2. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Adagio
3. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Allegro
4. Brandenburg Concertos: Concerto No. I In F Major: Menuetto

5. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Allegro
6. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Andante
7. Brandenburg Concertos: Concerto No. II In F Major: Allegro Assai

8. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Allegro
9. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Adagio
10. Brandenburg Concertos: Concerto No. III In G Major: Allegro

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CD2:

11. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Allegro
12. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Andante
13. Brandenburg Concertos: Concerto No. IV In G Major: Presto

14. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Allegro
15. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Affettuoso
16. Brandenburg Concertos: Concerto No. V In D Major: Allegro

17. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Allegro
18. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Adagio ma non tanto
19. Brandenburg Concertos: Concerto No. VI In B Major: Allegro

Collegium Aureum
Franzjosef Maier (Violino e regência)
Gustav Leonhardt (Solista no Concerto Nº 5 e baixo contínuo nos outros)

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O violinista e Franzjosef Maier

O violinista e Konzertmeister Franzjosef Maier

PQP

Alma Latina 01/13 – Música para la catequesis indígena

Serie de 13 programas semanales idealizados y presentados por Paulo Castagna los martes de 11:00 a 12:00 de la mañana, del 6 de marzo al 29 de mayo de 2012, por la Radio Cultura FM de Sao Paulo (103,3 MHz), como parte del proyecto Ideas Musicales. Programas disponibles para audición online y download, en la página http://paulocastagna.com/alma-latina/

Traducción: Félix Eid

Programa 01/13 – Música para la catequesis indígena
(presentado el 6 de marzo de 2012)

¡Hola! Soy Paulo Castagna y, en esta serie, escucharemos música producida en las Américas durante la etapa de dominio europeo, desde el descubrimiento hasta los inicios del siglo XIX.

Sobre ese tema, normalmente tenemos muchas preguntas: ¿Existieron compositores americanos en la época de Palestrina, Vivaldi o Mozart? ¿Cómo fue la relación entre la música indígena o africana y la música europea? ¿Es realmente cierto que músicos indígenas cantaron, tocaron y hasta compusieron música sacra al estilo europeo? ¿Y es verdad que usaron instrumentos construidos por ellos mismos, en pleno siglo XVIII?

 En los 13 programas de esta serie intentaremos responder algunas de esas preguntas y formular otras, que talvez nos estimulen a conocer un poco más de nuestro interesante pasado musical.

 En el programa de hoy: Música para la catequesis indígena.

Escuchamos Dú nhãre, un canto de los Indios Xavante, que son una de las dos mil naciones indígenas que existían solamente en Brasil antes del “descubrimiento”.

 Cuando españoles y portugueses iniciaron la exploración de las Américas, tuvieron que convertir a los pueblos indígenas en el proyecto europeo y luego notaron que la preservación de su cultura no los ayudaría mucho en esa tarea, iniciando, así, la transmisión y la enseñanza de la cultura europea a los nativos de América. Buena parte de ese trabajo fue realizada por los misionarios religiosos, principalmente aquellos de la Compañía de Jesús. También llamados jesuitas, esos misionarios criaron aldeas y misiones para la catequesis y conversión de los indígenas al cristianismo.

 Durante el proceso de catequesis, fue común que los propios jesuitas escribieran música al estilo europeo para la transmisión de los valores religiosos básicos, y así substituir la música indígena tradicional por la música sacra cristiana. Un detalle importante: la mayor parte de las canciones destinadas a la catequesis era compuesta a la manera europea, pero en la lengua de los propios indígenas. Vamos a escuchar tres ejemplos de autoría anónima, compuestos para la catequesis de los indios Guaraní de América del Sur, entre fines del siglo XVII e inicios del siglo XVIII, con el Ensemble Louis Berger, bajo la dirección de Ricardo Massun. Los ejemplos, cantados en guaraní, son Tupãsy Maria, Tatá guassú y Hára Vale Háva.

Escuchamos Tupãsy Maria, Tatá guassú y Hára Vale Háva, tres cantos de autoría anónima en Guaraní, con el Ensemble Louis Berger, bajo la dirección de Ricardo Massun.

 La música para catequesis tenía como primera finalidad la atracción de los indios hacia la cultura europea, especialmente el cristianismo. En ese repertorio se evitaba la dificultad técnica y se privilegiaba el canto colectivo, especialmente de niños, que aprendían más fácilmente que los adultos los nuevos valores religiosos.

 Ejemplo interesante es el de las canciones compuestas en el siglo XVIII para los indios araucanos de donde es actualmente Chile, por el jesuita Bernhard Von Havestadt. Escucharemos tres de esas canciones en lengua araucana, con el Sintagma Musicum de la Universidad de Santiago de Chile y el Coro infantil de la Comunidad Huilliche de Chiloé. Los ejemplos son: Yesús Cad, Dios Ñi VotmQuiñe Dios.

Escuchamos Yesús Cad, Dios Ñi VotmQuiñe Dios, tres composiciones del siglo XVIII en lengua araucana, por el jesuita Bernhard Von Havestadt, con el Sintagma Musicum de la Universidad de Santiago de Chile y el Coro infantil de la Comunidad Huilliche de Chiloé.

 Aunque predomine la melodía acompañada en el repertorio catequético, también son conocidos algunos ejemplos polifónicos. El más antiguo de ellos, de autoría anónima, fue impreso en Cuzco, en Perú, en 1631, como ejemplo musical de un libro intitulado Ritual Formulario, de Juan Pérez Bocanegra. Se trata de Hanaq Patchap cussicuinin, en lengua quechua, que escucharemos con los Madrigalistas de la Universidad de Playa Ancha de Chile, bajo la dirección de Alberto Teichelmann.

Escuchamos Hanaq Patchap cussicuinin, composición en lengua quechua, de autoría anónima del siglo XVII, con los Madrigalistas de la Universidad de Playa Ancha de Chile, bajo la dirección de Alberto Teichelmann.

 De las misiones jesuíticas de la actual Bolivia, escucharemos ahora una composición de autoría anónima intitulada Zoipaqui, escrita a mediados del siglo XVIII en la lengua de los indios Chiquitos. La refinada elaboración del acompañamiento de esta melodía, cuya forma es la de las Arias de las cantatas europeas, puede haber sido otro de los atractivos destinados a cautivar la atención de los indígenas a la cultura cristiana. La interpretación de Zoipaqui estará a cargo del Ensemble Elyma, bajo la dirección de Gabriel Garrido. Interesante observar que el autor mantuvo, en el texto chiquitano, el nombre latino “Santa María”.

Escuchamos Zoipaqui, aria en chiquitano de autoría anónima, con el Ensemble Elyma, bajo la dirección de Gabriel Garrido.

 Además de las canciones en lenguas nativas para la catequesis cristiana, fueron compuestas piezas más elaboradas, para un envolvimiento indígena cada vez mayor con el ritual Cristiano, lo que también incluía el uso del latín y de la polifonía vocal. En algunos casos hubo mezcla del latín con idiomas indígenas, como ocurre en un Oficio para la Bendición del Santísimo Sacramento escrito a fines del siglo XVII o inicios del siglo XVIII para los indios Abenaki de la Nueva Francia, que corresponde al actual Quebec. De este Oficio, cantado en latín y Abenaki, escucharemos cuatro composiciones con el Studio de Musique Anciènne de Montreal, bajo la dirección de Christopher Jackson: O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata.

Escuchamos O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata, en latín y Abenaki, de autoría anónima, con el Studio de Musique Anciènne de Montreal, bajo la dirección de Christopher Jackson.

Además de la música para la catequesis en idiomas indígenas, los jesuitas entrenaron a los nativos americanos para el canto de música litúrgica en misas y oficios divinos, destinada, por lo tanto, a la celebración de las ceremonias cristianas. La documentación conocida demuestra que eso ya era hecho en el siglo XVI, pero los ejemplos más antiguos preservados son del final del siglo XVII. Es el caso de este Salmo 112 para Vísperas Laudate pueri Dominum, de autoría anónima, escrito en latín y probablemente cantado y tocado por los indios Guaraní de las misiones del actual Paraguay. Escucharemos esta composición con el Ensemble Elyma, bajo la dirección de Gabriel Garrido.

Escuchamos, de autoría anónima, el Salmo 112 Laudate pueri Dominum, cantado en las misiones jesuíticas probablemente del actual Paraguay a fines del siglo XVII, aquí interpretado por el Ensemble Elyma, bajo la dirección de Gabriel Garrido.

Ante los ejemplos escuchados, queda claro que la música usada por los misionarios buscaba la transmisión de la cultura musical europea y no la creación de un estilo americano propio. En una Encíclica de 1749, el entonces papa Benedicto XIV declaró: “el uso del canto armónico y de los instrumentos musicales, sea en las Misas, Vísperas y otras funciones eclesiásticas, fue tan lejos que llegó hasta la región del Paraguay”. Y más adelante afirma que “no existe cualquier diferencia en relación al canto y al sonido, en las Misas y Vísperas celebradas en nuestras regiones y en aquellas”.

Sobrevivieron pocas de las naciones indígenas que recibieron la catequesis. Una de ellas es la nación Guaraní, cuya música actual posee nítidas marcas de la música europea, que éstos asimilaron desde la época de la catequesis. Interesante, en la música guaraní, es que tales marcas son predominantemente originarias de la música antigua europea y no de la música más reciente. Como ejemplo, escucharemos Nhanerámoti karai poty, cantado por indios Guaraní del litoral del Estado de Sao Paulo y de Rio de Janeiro y acompañado por guitarra y rabeca guaraní.

Escuchamos Nhanerámoti karai poty, cantado por indios Guaraní del litoral del Estado de Sao Paulo y de Rio de Janeiro, ejemplo que demuestra la inclusión de elementos de la música antigua europea en la música tradicional Guaraní.

Ese fenómeno también ocurre en otras culturas indígenas americanas, como es el caso de los Guarayo de la actual Bolivia, región que también recibió catequesis cristiana. Como ejemplo, escucharemos Yeyú, canto de los indios Guarayo, que éstos acompañan con violines hechos de tacuaras.

Escuchamos Yeyú, canto de los Indios Guarayo de Bolivia, con acompañamiento de violines de tacuaras.

La exploración de las Américas transformó profundamente el mundo y ayudó a Europa a convertirse en el centro económico y cultural de la humanidad durante varios siglos. Pero ese proceso no favoreció mucho a las naciones indígenas americanas, cuya población disminuyó a cerca del 20% solamente en el final del primer siglo de dominio europeo. Actualmente, los pueblos indígenas constituyen apenas 5% de la población de las Américas. En el caso brasilero, se estima, en estos 500 años, una reducción de la población indígena de cerca de 4 millones, a menos de 300 mil personas.

Por otro lado, conocer mejor esa historia puede ayudarnos a cambiar nuestra relación con el pasado y construir un futuro diferente. Es lo que haremos en los próximos programas, escuchando un poco más de música de las Américas bajo dominio europeo.

En el programa siguiente: La sofisticación musical de las misiones jesuíticas.

Yo soy Paulo Castagna y vuelvo la próxima semana con otro Alma Latina, programa de la serie Ideas Musicales. Este programa tuvo la producción de Ralf Schwarz y trabajos técnicos de Almir Amador. Buena semana y hasta entonces.

CD Alma Latina 01/13 – Música para la catequesis indígena
1. Dú nhãre
2. Tupãsy Maria, Tatá guassú e Hára Vale Háva
3. Yesús Cad, Dios Ñi Votm e Quiñe Dios
4. Hanaq Patchap cussicuinin
5. Zoipaqui
6. O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata
7. Laudate pueri Dominum
8. Nhanerámoti karai poty
9. Yeyú

CD Alma Latina 1/13: DESCARGAR AQUI – DOWNLOAD HERE
FLAC 178,0 MB – 45.0 min

CD Alma Latina 1/13: DESCARGAR AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps – 104,2 MB – 45,0 min
powered by iTunes 11.3

Vídeo completo: DESCARGAR AQUI – DOWNLOAD HERE
MP4 – 379,6 MB – 59,0 min

Áudio completo do vídeo: DESCARGAR AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 KBPS – 105,6 MB – 59,0 min

Texto completo do vídeo: DESCARGAR AQUI – DOWNLOAD HERE
PDF – 0,8 MB – Português & Español

Boa audição!

Avicenna

 

 

Alma Latina 01/13 – Música para a catequese indígena

Série de 13 programas semanais idealizados e apresentados por Paulo Castagna às terças-feiras das 11:00 às 12:00 da manhã, de 6 de março a 29 de maio de 2012, pela Rádio Cultura FM de São Paulo (103,3 MHz), como parte do projeto Idéias Musicais. Programas disponíveis para audição online e download, na página http://paulocastagna.com/alma-latina/

Programa 01/13 – Música para a catequese indígena
(apresentado em 6 de março de 2012)

Olá! Sou Paulo Castagna e, nesta série, ouviremos música produzida nas Américas durante a fase de domínio europeu, do descobrimento até inícios do século XIX.

Sobre esse tema, normalmente temos muitas perguntas: Existiram compositores americanos na época de Palestrina, Vivaldi ou Mozart? Como foi a relação entre a música indígena ou africana e a música européia? É mesmo verdade que músicos indígenas cantaram, tocaram e até compuseram música sacra ao estilo europeu? E é verdade que usaram instrumentos construídos por eles próprios, em pleno século XVIII?

Nos 13 programas desta série tentaremos responder algumas dessas perguntas e formular outras, que talvez nos estimulem a conhecer um pouco mais do nosso interessante passado musical.

No programa de hoje: Música para a catequese indígena.

Ouvimos Dú nhãre, um canto dos Índios Xavante, que são uma das duas mil nações indígenas que existiam somente no Brasil antes do descobrimento.

Quando espanhóis e portugueses iniciaram a exploração das Américas, precisaram converter os povos indígenas ao projeto europeu e logo perceberam que a preservação de sua cultura não os ajudaria muito nessa tarefa, iniciando, assim, a transmissão e o ensino da cultura européia aos nativos da América. Boa parte desse trabalho foi realizada pelos missionários religiosos, principalmente aqueles da Companhia de Jesus. Também chamados de jesuítas, esses missionários criaram aldeias e missões, para a catequese e conversão dos indígenas ao cristianismo.

Durante o processo de catequese, foi comum os próprios jesuítas escreverem música em estilo europeu para a transmissão dos valores religiosos básicos, e assim substituir a música indígena tradicional pela música sacra cristã. Um detalhe importante: a maior parte das canções destinadas à catequese era composta à maneira européia, porém na língua dos próprios indígenas. Vamos ouvir três exemplos de autoria anônima, compostos para a catequese dos índios Guarani da América do Sul, entre o final do século XVII e o início do século XVIII, com o Ensemble Louis Berger, sob a direção de Ricardo Massun. Os exemplos, cantados em guarani, são Tupãsy Maria, Tatá guassú e Hára Vale Háva.

Ouvimos Tupãsy Maria, Tatá guassú e Hára Vale Háva, três cantos de autoria anônima em Guarani, com o Ensemble Louis Berger, sob a direção de Ricardo Massun.

A música para catequese tinha como primeira finalidade a atração dos índios para a cultura européia, especialmente o cristianismo. Nesse repertório evitava-se a dificuldade técnica e privilegiava-se o canto coletivo, especialmente de crianças, que aprendiam mais facilmente que os adultos os novos valores religiosos.

Exemplo interessante é o das canções compostas no século XVIII para os índios araucanos do atual Chile, pelo jesuíta Bernhard Von Havestadt. Ouviremos três dessas canções em língua araucana, com o Sintagma Musicum da Universidade de Santiago do Chile e o Coro infantil da Comunidade Huilliche de Chiloé. Os exemplos são: Yesús Cad, Dios Ñi VotmQuiñe Dios.

Ouvimos Yesús Cad, Dios Ñi VotmQuiñe Dios, três composições do século XVIII em língua araucana, pelo jesuíta Bernhard Von Havestadt, com o Sintagma Musicum da Universidade de Santiago do Chile e o Coro infantil da Comunidade Huilliche de Chiloé.

Embora predomine a melodia acompanhada no repertório catequético, também são conhecidos alguns exemplos polifônicos. O mais antigo deles, de autoria anônima, foi impresso em Cuzco, no Peru, em 1631, como exemplo musical de um livro intitulado Ritual Formulário, de Juan Pérez Bocanegra. Trata-se de Hanaq Patchap cussicuinin, em língua quétchua, que ouviremos com os Madrigalistas da Universidade de Playa Ancha do Chile, sob a direção de Alberto Teichelmann.

Ouvimos Hanaq Patchap cussicuinin, composição em língua quétchua, de autoria anônima do século XVII, com os Madrigalistas da Universidade de Playa Ancha do Chile, sob a direção de Alberto Teichelmann.

Das missões jesuíticas da atual Bolívia, ouviremos agora uma composição de autoria anônima intitulada Zoipaqui, escrita em meados do século XVIII na língua dos índios Chiquitos. A refinada elaboração do acompanhamento desta melodia, cuja forma é a das árias das cantatas européias, pode ter sido mais um dos atrativos destinados a cativar a atenção dos indígenas para a cultura cristã. A interpretação de Zoipaqui estará a cargo do Ensemble Elyma, sob a direção de Gabriel Garrido. Interessante observar que o autor manteve, no texto chiquitano, o nome latino “Santa Maria”.

Ouvimos Zoipaqui, ária em chiquitano de autoria anônima, com o Ensemble Elyma, sob a direção de Gabriel Garrido.

Além das canções em línguas nativas para a catequese cristã, foram compostas peças mais elaboradas, para um envolvimento indígena cada vez maior com o ritual cristão, o que também incluía o uso do latim e da polifonia vocal. Em alguns casos houve mistura do latim com idiomas indígenas, como ocorre em um Ofício para a Bênção do Santíssimo Sacramento escrito em fins do século XVII ou inícios do século XVIII para os índios Abenaki da Nova França, que corresponde ao atual Quebec. Deste Ofício, cantado em latim e Abenaki, ouviremos quatro composições com o Studio de Musique Anciènne de Montreal, sob a direção de Christopher Jackson: O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata.

Ouvimos O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata, em latim e Abenaki, de autoria anônima, com o Studio de Musique Anciènne de Montreal, sob a direção de Christopher Jackson.

Além da música para a catequese em idiomas indígenas, os jesuítas treinaram os nativos americanos para o canto de música litúrgica em missas e ofícios divinos, destinada, portanto, à celebração das cerimônias cristãs. A documentação conhecida demonstra que isso já era feito no século XVI, porém os exemplos mais antigos preservados são do final do século XVII. É o caso deste Salmo 112 para Vésperas Laudate pueri Dominum, de autoria anônima, escrito em latim e provavelmente cantado e tocado pelos índios Guarani das missões do atual Paraguai. Ouviremos esta composição com o Ensemble Elyma, sob a direção de Gabriel Garrido.

Ouvimos, de autoria anônima, o Salmo 112 Laudate pueri Dominum, cantado nas missões jesuíticas provavelmente do atual Paraguai no final do século XVII, aqui interpretado pelo Ensemble Elyma, sob a direção de Gabriel Garrido.

Diante dos exemplos ouvidos, fica claro que a música usada pelos missionários visava a transmissão da cultura musical européia e não a criação de um estilo americano próprio. Em uma Encíclica de 1749, o então papa Bento XIV declarou: “o uso do canto harmônico e dos instrumentos musicais, seja nas Missas, Vésperas e outras funções eclesiásticas, foi tão longe que chegou até a região do Paraguai”. E mais adiante afirma que “não existe qualquer diferença em relação ao canto e ao som, nas Missas e Vésperas celebradas em nossas regiões e naquelas”.

Sobreviveram poucas dentre as nações indígenas que receberam a catequese. Uma delas é a nação Guarani, cuja música atual possui nítidas marcas da música européia, que estes assimilaram desde a fase de catequese. Interessante, na música Guarani, é que tais marcas são predominantemente originárias da música antiga européia e não da música mais recente. Como exemplo, ouviremos Nhanerámoti karai poty, cantado por índios Guarani do litoral do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro e acompanhado por violão e rabeca guarani.

Ouvimos Nhanerámoti karai poty, cantado por índios Guarani do litoral do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, exemplo que demonstra a inclusão de elementos da música antiga européia na música tradicional Guarani

Esse fenômeno também ocorre em outras culturas indígenas americanas, como é o caso dos Guarayo da atual Bolívia, região que também recebeu catequese cristã. Como exemplo, ouviremos Yeyú, canto dos índios Guarayo, que estes acompanham com violinos feitos de taquaras.

Ouvimos Yeyú, canto dos Índios Guarayo da Bolívia, com acompanhamento de violinos de taquaras.

O exploração das Américas transformou profundamente o mundo e ajudou a Europa a se tornar o centro econômico e cultural da humanidade durante vários séculos. Mas esse processo não favoreceu muito as nações indígenas americanas, cuja população diminuiu para cerca de 20% somente ao final do primeiro século de domínio europeu. Atualmente, os povos indígenas constituem apenas 5% da população das Américas. No caso brasileiro, estima-se, nesses 500 anos, uma redução da população indígena de cerca de 4 milhões, para menos de 300 mil pessoas.

Por outro lado, conhecer melhor essa história pode nos ajudar a mudar nossa relação com o passado e a construir um futuro diferente. É o que faremos nos próximos programas, ouvindo um pouco mais de música das Américas sob domínio europeu.

No programa seguinte: A sofisticação musical das missões jesuíticas.

Eu sou Paulo Castagna e volto na próxima semana com mais um Alma Latina, programa da série Idéias Musicais. Este programa teve a produção de Ralf Schwarz e trabalhos técnicos de Almir Amador. Boa semana e até lá.

 CD Alma Latina 01/13 – Música para a catequese indígena
1. Dú nhãre
2. Tupãsy Maria, Tatá guassú e Hára Vale Háva
3. Yesús Cad, Dios Ñi Votm e Quiñe Dios
4. Hanaq Patchap cussicuinin
5. Zoipaqui
6. O Jesu mi dulcis, Ave Maria, Hæc dies, e Inviolata
7. Laudate pueri Dominum
8. Nhanerámoti karai poty
9. Yeyú

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FLAC 178,0 MB – 45.0 min

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MP3 320 kbps – 104,2 MB – 45,0 min
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PDF – 0,8 MB – Português & Español

Boa audição!

 

 

 

 

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Avicenna

 

 

Alfred Schnittke (1934-1998): Psalms of Repentance

Alfred Schnittke é um dos grandes nomes da música russa (quiçá mundial) nos últimos 50 anos. O presente post traz os Salmos de arrependimento“. Esses pedaços de coral, com base em poemas do século 15, para comemorar mil anos de cristianismo na Rússia, revelam em muito as características sarcásticas ou a ironia presente nas obras de Schnittke. Os salmos em questão são uma música do coração, de expressão emocional direta. O trabalho assume uma pungência especial. São dramáticos, por isso, belos. Propícios à nossa época natalina. Boa apreciação!

Alfred Schnittke (1934-1998) – Psalms of Repentance

01. I (2:55)
02. II (5:06)
03. III (4:00)
04. IV (2:37)
05. V (3:18)
06. VI (2:10)
07. VII (6:23)
08. VIII (2:02)
09. IX (8:14)
10. X (3:42)
11. XI (4:07)
12. XII (8:26)

Swedish Radio Choir
Tonu Kaljuste, diretor

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O grande Alfred Schnittke

O grande Alfred Schnittke

Carlinus

.: interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Cds 5 e 6 de 6 – Keith Jarrett

folder

Vamos então fechar essa coleção maravilhosa do genial Keith Jarrett em sua excursão japonesa em 1976. O sexto cd é mais curtinho, são os “encores” ou seja, os “BIS”.
Fiquei muito contente com a recepção que esses cds tiveram. Em alguns momentos não são de fácil compreensão para ouvidos não treinados, mas temos de lembrar que são improvisos, e nesse campo, Keith Jarrett é o mestre supremo. São experimentações sonoras, testando todas as possibilidades do instrumento.
Mais frente, trarei outras pérolas desse gigante do piano.

CD 5

1. Sapporo, November 18, 1976 (Part 1)
2. Sapporo, November 18, 1976 (Part 2)

CD 6

01 – Encore From Sapporo
02 – Encore From Tokyo
03 – Encore From Nagoya

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 5 de 8

UM DOS MELHORES CDs DESTA SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.

O quinto cd da coleção “Boulez Conducts Bartók” traz o genial segundo concerto para violino, um de meus favoritos. E o solista Gil Shaham, para variar, dá um show, esbanjando virtuosismo. Eis um cd muito bom para ser apreciado num final de tarde chuvoso e abafado como o de hoje aqui em minha cidade, lendo um bom livro. Ou apenas apreciando a qualidade da música e da sua interpretação. Já ouvi diversos intérpretes deste concerto, e Shaham consegue se destacar, com certeza. Um detalhe: infelizmente tenho de concordar com alguns comentaristas da amazon: o problema desta gravação é o Boulez. Não sei explicar que acontece. Em alguns momentos aparenta um desânimo desconcertante.. será que é impressão minha e não consigo, ou não consegui captar o que o francês desejava? A Chicago Symphony é uma excepcional orquestra, e supre estes “lapsos” com certo desasossego, eu diria, parece que os músicos estão meio incomodados. Como consigo captar isso? Sei lá… às vezes, quando o violino entra pulsante, cheio de vida, a resposta da orquestra no começo é meio tímida, mas depois meio que pega no tranco.

Por favor, gostaria de saber a opinião dos senhores. Será que esta impressão é só minha?

As duas rapsódias para violino e orquestra novamente destacam a paixão de Bartók pelo folclore de seu país. E o violino está sempre em primeiro plano, flanando, livre, sem preocupações, virtuosístico sempre, afinal de contas temos aqui música húngara. E nenhum instrumento expressa melhor a cultura húngara do que o violino.

Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók (Cd 5 de 8) Concerto for Violin and Orchestra,  Rhapsody for Violin and Orchestra no 1 and Rhapsody for Violin and Orchestra no.2

01 – Concerto for Violin and Orchestra no.2 Sz112 – 1. Allegro non troppo
02 – 2. Andante tranquillo
03 – 3. Allegro molto
04 – Rhapsody for Violin and Orchestra – 1. Lassú. Moderato
05 – 2. Friss. Allegretto moderato
06 – Rhapsody for Violin and Orchestra no.2 Sz90 – 1. Lassú. Moderato
07 – 2. Friss. Allegro moderato

Gil Shaham – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

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Bela Bartók

Bela Bartók

FDP Bach

Daníel Bjarnason (1979): Processions

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um novo compositor estreia hoje no PQP Bach. Daníel Bjarnason é um islandês, compositor e maestro, nascido em Reykjavík. É uma figura conhecida: já regeu a Los Angeles Philharmonic, The Ulster Orchestra, Winnipeg Symphony Orchestra, Britten Sinfonia, Adelaide Symphony Orchestra e sua música foi interpretada por gente como Gustavo Dudamel, James Conlon, Ilan Volkov, etc. Em seu país pertence ao selo-comunidade de compositores chamado Bedroom Community.

Os elogios recebidos por este álbum não são por acaso. O disco inicia por Bow to String, uma peça para infinitos violoncelos gravados pelo mesmo instrumentista, de nome Sæunn Þorsteinsdóttir — pronuncie você meu amigo, desejo-lhe em dobro. É uma esplêndida peça que você deverá conhecer. Processions é um belo Concerto para Piano cheio de personalidade e com final cinematográfico. O CD fecha suas cortinas com Skelja, uma tranquila composição para harpa e percussão.

O mundo gira e as novidades e os novos talentos vão aparecendo. Vida longa e criativa para Daníel Bjarnason!

Daníel Bjarnason (1979): Processions

1. Bow to String I. “Sorrow conquers happiness” 05:20
2. Bow to String II. Blood To Bones 05:08
3. Bow to String III. Air to Breath 04:11

4. Processions I. In Medias Res 10:24
5. Processions II. Spindrift 12:33
6. Processions III. Red–handed 05:34

7. Skelja 06:21

Instrumentistas:
Bow to String
Sæunn Þorsteinsdóttir: Cello (or ‘an infinite number of cellos’)
Valgeir Sigurðsson: Programming on 1st movement, Sorrow conquers happiness

Processions
Iceland Symphony Orchestra
Víkingur Heiðar Ólafsson: Piano
Daníel Bjarnason: Conductor

Skelja
Katie Buckley: Harp
Frank Aarnink: Percussion

Iceland Symphony Orchestra: 1st Violin: Sigrún Eðvaldsdóttir, Zbigniew Dubik, Martin Frewer, Bryndís Pálsdóttir, Júlíana Elín Kjartansdóttir, Gunnhildur Daðadóttir, Mark Reedman, Sigríður Hrafnkelsdóttir, Pálína Árnadóttir, Hildigunnur Halldórsdóttir, Rósa Guðmundsdóttir, Magdalena Dubik 2nd Violin: Ari Þór Vilhjálmsson, Margrét Þorsteinsdóttir, Þórdís Stross, Christian Diethard, Roland Hartwell, Ólöf Þorvarðsdóttir, María Weiss, Ingrid Karlsdóttir, Kristján Matthíasson, Joanna Koziura Viola: Þórunn Ósk Marinósdóttir, Sarah Buckley, Guðrún Þórarinsdóttir, Kathryn Harrison, Eyjólfur Alfreðsson, Sesselja Halldórsdóttir, Herdís Anna Jónsdóttir, Þórarinn Már Baldursson Cello: Sigurgeir Agnarsson, Hrafnkell Orri Egilsson, Margrét Árnadóttir, Lovísa Fjeldsted, Bryndís Björgvinsdóttir, Ólöf Sesselja Óskarsdóttir, Auður Ingvadóttir Doublebass Hávarður Tryggvason, Dean Ferrell, Jóhannes Georgsson, Þórir Jóhannsson, Gunnlaugur Torfi Stefánsson Flute: Áshildur Haraldsdóttir, Melkorka Ólafsdóttir Oboe: Daði Kolbeinsson, Peter Tompkins Clarinet: Rúnar Óskarsson, Sigurður I. Snorrason Bassoon:Rúnar Vilbergsson, Brjánn Ingason Horn: Joseph Ognibene, Emil Friðfinnsson, Stefán Jón Bernharðsson, Lilja Valdimarsdóttir Trumpet: Ásgeir Steingrímsson, Einar Jónsson, Eiríkur Örn Pálsson Trombone: Sigurður Þorbergsson, Jón Halldór Finnsson, David Bobroff Tuba: Finnbogi Óskarsson Harp: Elísabet Waage Timpani: Eggert Pálsson Percussion: Steef van Oosterhout, Frank Aarnink, Kjartan Guðnason

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Daníel Bjarnason

Daníel Bjarnason, um gato que deixamos para as pequepianas que nos prestigiam diariamente.

PQP

Peter Lieberson (1946): Neruda songs


Foi uma surpresa pra mim encontrar em pleno século XXI canções compostas com o mesmo brilhantismo das Canções da Auvérnia de Canteloube ou das Quatro últimas canções de Richard Strauss.

As Canções de Neruda, escritas entre 2003 e 2004 sob encomenda conjunta da Filarmônica de Los Angeles e da Sinfônica de Boston, estrearam em 2005 e foram gravadas no ano seguinte, pouco antes do falecimento de Lorraine Hunt Lieberson, segunda esposa de Peter.

Lorraine, meio-soprano de extremo domínio técnico e excepcional tessitura, ganhou o Grammy póstumo de melhor performance vocal feminina em 2007 por conta deste CD. Ela lutou durante os últimos anos contra um câncer de garganta, que fortunadamente não lhe afetou a voz durante a estreia mundial e a gravação das Canções de Neruda – inspiradas pela paixão comum que o casal tinha pelo poeta chileno.

Ambos chegaram a passar um tempo em Abadiânia, Goiás, quando do início da composição das canções. Atualmente, é Peter que se encontra recolhido por conta de um linfoma.

Não tenho o costume de dar notas aos álbuns, mas esse [para os fãs de lieder] é dez.

***

Lorraine Hunt Lieberson sings Peter Lieberson ‘Neruda Songs’

1. Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna…
2. Amor, amor, las nubes a la torre del cielo
3. No estes lejos de mi un solo dia
4. Ya eres mia. Reposa con tu sueno en mi sueno
5. Amor mio, si muero y tu no mueres

Performer: Lorraine Hunt Lieberson
Orchestra: Boston Symphony Orchestra
Conductor: James Levine

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Peter Lieberson

Peter Lieberson, lieder de primeira linha

CVL (link revalidado por PQP)