Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 – Mullova, Oistrakh

Enquanto o mano PQP goza de suas merecidas férias, e os outros membros do blog também parecem estar desfrutando deste período de festas, trago mais duas versões do Concerto para Violino de Beethoven.


A primeira é a gravação, de 2002, que Viktoria Mullova fez com o John Elliot Gardiner e a Orchestre Revolutionnaire et Romantique, cujos músicos tocam com instrumentos e orientações de época.  Gardiner é um grande especialista neste estilo de interpretação, mas por algum motivo, que não consegui identificar, não conseguiu convencer alguns clientes da Amazon, que em média, deram “apenas” quatro estrelas para esta gravação.  Mas claro que aqui a estrela é Mullova, sempre perfeita, e totalmente à vontade. Um assombro essa menina.


A outra gravação é considerada “A” gravação do século XX desse concerto, com um David Oistrakh no apogeu e auge da carreira, final dos anos 50. E Oistrakh? Para que falar? O homem é, em minha modesta opinião, o maior violinista do século XX. E ponto final. Quem tiver interesse, e tempo, existe uma série de 17 cds postadas no avaxhome chamada “David Oistrakh – The Complete Recordings”. Pode até mesmo comprar, pois está custando apenas 54 dólares no site da amazon. A famosa barbada. Mas vamos ao que interessa. E antes que me esqueça, um excelente 2010 para todos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto, op. 61

01. Violin Concerto in D major Op.61 – I. Allegro ma non troppo (Cadenza; Kreisler)
02. Violin Concerto in D major Op.61 – II. Larghetto
03. Violin Concerto in D major Op.61 – III. Rondo; Allegro (Cadenza; Kreisler)

David Oistrakh – Violin
Orchestre National Radiodiffusion Française
Andre Cluytens – Conductor

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Viktoria Mullova – Violino
Orchestre Revolutionnaire et Romantique
John Elliot Gardiner – Conductor

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Preferimos Mullova a Oistrakh

No âmbito das fotos, preferimos Mullova a Oistrakh

FDPBach

Carl Orff (1895-1982) – Carmina Burana – Shirley-Quirk, Norma Burrowes, Louis Devos, RPO, Dorati, et at..

71sk0dJICRL._SL1500_Uma das obras mais enigmáticas e importantes do Século XX, Carmina Burana continua incrivelmente atual em pleno século XXI.
Tive a sorte de conhecer a obra antes de assistir ao terrível filme de Pier Paolo Pasolini, “Saló, ou os 120 Dias de Sodoma”, que me impressionou fortemente, aliás, creio que impressionou a todos que o assistiram naquelas sessões disputadíssimas na sala de Cinema do Centro Integrado de Cultura de Florianópolis, lá nos idos de 1988 ou 1989, não tenho certeza. Uma curiosidade sobre essas sessões: elas começavam lotadas, com gente sentada nas escadas, já que a sala de projeção não era muito grande, e no final, nunca tinham mais de 10 espectadores, tão impactante o filme era.
Não vem ao caso discutir se o filme foi produto de uma mente genial ou doentia, mas sim a utilização que Pasolini fez da música de Orff. Passados vinte e cinco anos, até hoje, quando ouço “Veris Leta Facies” não consigo tirar a cena da cabeça do jovem tendo de comer seus próprios excrementos no chão daquele escuro e sombrio castelo. Repugnante, cena que fez metade dos espectadores levantarem-se e irem embora.
Mas como falei antes, eu felizmente já conhecia a obra de Orff antes de assistir ao filme. E felizmente, continuei amando a obra, mesmo depois de tão terrível experiência. Pois as letras das músicas nada tem a ver com o filme.
Existem muitas análises feitas sobre essa obra. Basta clicar no google e procurar.
Esta gravação que ora vos trago é uma das melhores que já ouvi, tendo Antal Dorati à frente da Royal Philharmonic Orchestra, e o excelente baixo inglês John-Shirley Quirk liderando o naipe de solistas.

Para se deliciar numa tarde de primavera, de preferência em alto e bom som…

P.S. Para aqueles que usam o Windows Media Player para ouvir suas músicas, por algum motivo esse cd aparece como sendo uma gravação da Naxos, mas lhes garanto que é do Dorati, pela DECCA, em gravação realizada em 1976, pois eu mesmo ripei o cd para disponibilizá-lo.

01 Fortuna Imperatrix Mundi, No 1- O Fortuna
02 Fortuna Imperatrix Mundi – No 2 Fortune Plango Vulnera
03 Primo Vere, No 3- Veris Leta Facies
04 Primo Vere, No 4- Omnia Sol Temperat
05 Primo Vere, No 5- Ecce Gratum
06 Uf Dem Anger, No 6- Tanz
07 Uf Dem Anger, No 7- Floret-Silva
08 Uf Dem Anger, No 8- Chramer, Gip Die Varwe Mir
09 Uf Dem Anger, No 9- Reie-Swaz Hie Gat Umbe-Chume, Chum Geselle Mi
10 Uf Dem Anger, No 10- Were Diu Werlt Alle Min
11 In Taberna, No 11- Estuans Interius
12 In Taberna, No 12- Olim Lacus Colueram
13 In Taberna, No 13- Ego Sum Abbas
14 In Taberna, No 14- In Taberna Quando Sumus
15 Cour D’Amours, No 15 – Amor Volat Undique
16 Cour D’Amours, No 16- Dies, Nox et Omnia
17 Cour D’Amours, No 17- Stetit Puella
18 Cour D’Amours, No 18- Circa Mea Pectora
19 Cour D’Amours, No 19- Si Puer cum Puellula
20 Cour D’Amours, No 20- Veni, Venim, Venias
21 Cour D’Amours, No 21- In Trutina
22 Cour D’Amours, No 22- Tempus est Iocundum
23 Cour D’Amours, No 23 Dulcissime
24 Blanziflor et Helena, No 24- Ave Formosissima
25 No 25- O Fortuna

Norma Burrowes – Soprano
Louis Devos – Tenor
John-Shirley Quirk – Bass
Royal Philharmonic Orchestra
Brighton Festival Chorus
Antal Dorati – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 — Jansen, Perlman

Eis uma falha do blog que nunca deverá ser perdoada. Um leitor alertou que não encontrou nenhuma gravação do Concerto para Violino de Beethoven, o famoso op. 61. Em minha cabeça, eu tinha certeza de que havia postado alguma versão, ainda no início do blog, mas para minha surpresa, nem com Heifetz, nem com o Stern, nem com o Oistrakh, enfim,nenhuma. Nem da parte de meus colegas, talvez Clara Schumann tenha postado alguma versão, mas não lembro, e quando ela se retirou do blog, apagou todas as suas postagens.

Para compensar esta tremenda falha, estarei nos próximos dias estarei postando as minhas versões favoritas, desde as mais antigas, até as mais atuais.

Para começar, trago duas versões. Uma é a recentemente lançada pela Janine Jansen, uma jovem holandesa, que já nos deixou embevecidos com sua beleza graças a uma postagem do mano PQP, em sua redenção à obra de Tchaikovsky.

A outra gravação que trago aqui agora é a celebrada versão de Itzhak Perlmann com o Giulini, creio que gravada em 1980.

Não quero fazer comparações, apenas demonstrar de que forma esta obra vem sendo interpretada no correr dos anos. Não posso comparar gigantes em seu apogeu, como Oistrakh ou Heifetz com a própria Jansen, ou Hahn, jovens que tem uma vida inteira pela frente.

Enfim, vamos ao que interessa.

Ludwig van Beethoven – Violin Concerto, op. 61

1 Allegro ma non troppo
2 Larghetto
3 Rondo – Allegro

Itzhak Perlman – Violin
Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini

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Ludwig van Beethoven – Violin Concerto, op. 61

1 Allegro ma non troppo
2 Larghetto
3 Rondo – Allegro

Janine Jansen – Violin
London Symphony Orchestra
Paavo Järvi

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No âmbito das fotos, preferimos Jansen a Perlman

No âmbito das fotos, preferimos Jansen a Perlman

FDP Bach

Johannes Brahms (1833-1897) – The Piano Concertos, 4 Ballads, op. 10, Waltz, op. 39, Piano Pieces, opp. 116-119 – CD 2 de 5 Kovacevich, Davis, LSO,

Scan01Se Stephen Kovacevich tivesse realizado apenas essa gravação do Concerto nº 2 para Piano e Orquestra de Brahms, junto com Colin Davis e a Sinfônica de Londres, lá nos idos dos anos 70, já poderia ser colocado no Hall of Fame dos grandes pianistas do século XX. Já comentei anteriormente que tenho uma relação muito pessoal com essa gravação, desde que a comprei, lá em 1987 ou 88. Brahms para mim ainda era um compositor um tanto quanto obscuro. Sua obra ainda era uma incógnita para mim. Ainda era o tempo do LP. Lembro que comprei em uma promoção, dois pelo preço de um, junto dele veio um LP com as Danças Eslavas de Dvorák, na versão de Antal Dorati, outro primor da indústria fonográfica. Bendita a hora em que o gerente daquela loja de discos no centro de Florianópolis resolveu dar uma geral no setor de clássicos, e tirar aqueles álbuns encalhados, que não vendiam.

Já colocamos em discussão por aqui diversas vezes, e não canso de afirmar que considero este Concerto nº 2 para Piano e Orquestra de Brahms o melhor Concerto já escrito pelo ser humano, uma obra que faz parte do cânone cultural ocidental. Um diamante lapidado com cuidado e esmero por este gigante alemão, Johannes Brahms.
E o californiano Stephan Kovacevich, filho de pai croata e mãe norte-americana, junto com Colin Davis e a Sinfônica de Londres, naqueles inspiradores anos 70, conseguiram extrair a essência da obra, aquilo que ela tem de mais profundo. Impossível ouvir essa gravação e ficar imune à sua beleza.

Deliciem-se, então, mortais.

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 1. Allegro non troppo
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 2. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 3. Andante – Piu adagio
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ Allegretto grazioso – Un poco p
05 – Klavierstucke, Op. 76_ 1. Capriccio in F sharp minor
06 – Klavierstucke, Op. 76_ 2. Capriccio in B minor
07 – Klavierstucke, Op. 76_ 3. Intermezzo in A flat major
08 – Klavierstucke, Op. 76_ 4. Intermezzo in B flat major
09 – Klavierstucke, Op. 76_ 5. Capriccio in C sharp minor
10 – Klavierstucke, Op. 76_ 6. Intermezzo in A major
11 – Klavierstucke, Op. 76_ 7. Intermezzo in A minor
12 – Klavierstucke, Op. 76_ 8. Capriccio in C major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis

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FDP

.: interlúdio – Indigo Jam Unit + Quasimode :.


Apesar de algumas carrancas, fiquei especialmente feliz com o resultado do último interlúdio — o jazz supraenergético do Soil & “Pimp” Sessions. Que uma parte do público deste blog é deveras conservador, já se sabia; o que eu seguidamente me pergunto, ao preparar as postagens para cá, é quão inovadores, permeáveis e, principalmente curiosos outros grupos de leitores podem ser. E ao abraçar o Japão com o groundbreaking jazz do S&PS, as respostas que chegaram pelos comentários foram gratificantes. Como, por exemplo, tangenciou o Juan Carlos Bosco: é preciso louvar as novas iniciativas em torno do jazz. Não se trata exatamente de falar em “renovação” — palavrinha que traz um ranço indesejado, de que o antigo não presta mais —, mas de re-interesse, re-despertar. Mais do que fazer jazz de uma forma leve, arejada, os novos combos que lotam pubs de Nagoya, Tokyo e Osaka estão formando novas gerações de ouvintes de jazz; e estão mostrando que o estilo não serve apenas para ouvir em casa, ou em lounge bars de personalidade molenga.

Não sei o que vocês acham, mas este cão fica sorrindo ao imaginar que, em “botecos” japoneses, tem gente que sai para dançar jazz ao invés de dance music. Curtir ativamente um estilo que parece renegado ao easy listening, pano de fundo, ao menos em nosso país.

Nada mais justo, portanto, que continuar nosso passeio pelo Japão. O post de hoje traz outros dois sensacionais combos — que, ao contrário do S&PS, são menos “barulhentos” e caminham mais próximos ao jazz tradicional, embora sem perder as doses generosas de groove, e os toques de latinidade, que marcam este particular DNA. Aliás, que não fique dúvida: tanto o Indigo Jam Unit quanto o Quasimode tem uma formação básica que inclui bateria e percussão fixas, além de double bass e piano.

O Indigo Jam Unit não precisa de mais nada; suas faixas são calcadas principalmente no baixo, que divide a maior parte da atenção com os belos riffs de piano. Apesar de um toque de nu-jazz, sua base é bop, e com muito a dever ao jazz modal, principalmente o dos anos 60. E boas composições: além de repletas de swing, são faixas que permanecem nos ouvidos e na memória (ouça Rumble, com um solo de piano de tirar o fôlego, e Time, com sua percussão marcante, e concorde comigo). Não só isso; é um álbum bastante cinemático, com muito movimento, e uma trilha sonora grandiosa pra quem se aventura com mp3 portáteis nas ruas da cidade.


Já o Quasimode, apesar de ter a mesma formação de base, utiliza convidados nos metais; no disco presente, um par de trumpetes e um sax alto, se identifiquei bem (impossível achar a listagem completa do cd na internet. Estamos tratando de grupos ainda pouco conhecidos fora do país de origem). Havia dito que o Indigo Jam Unit tem um feeling sessentista? Pois este disco do Quasimode não é apenas o feeling, mas também homenagem. A banda, que neste ano ganhou a chancela Blue Note de qualidade, resolve fazer uma releitura de clássicos daquela década, tocando standards de artistas do catálogo de sua nova gravadora. O resultado é um disco bastante coeso de jazz contemporâneo: das três bandas japonesas apresentadas, esta é a que tem raízes mais expostas — embora as faixas puxadas no soul e nos bongôs e ton-tons deixem claro de que não se trata de um disco antigo.

Para além de um jazz muito bem feito, tenho um particular carinho ao saber que ouço música ao mesmo tempo tradicional e inovadora, gravada do outro lado do mundo, e nos dias de hoje. (Estas duas bandas, inclusive, lançaram novos álbuns no começo deste mês.) Espero que vocês sigam comigo nessa jornada!

Indigo Jam Unit – Pirates /2008 (V2)
download – 65MB

樽栄嘉哉: keyboards
笹井克彦: double bass
和佐野功: percussion
清水勇博: drums

01 Pirates
02 Rumble
03 Giant Baby
04 Arctic Circle
05 Himawari
06 Time
07 Nostalgia
08 Trailer
09 Raindrop

Quasimode – Mode of Blue /2008 [V2]
download – 86MB

Yusuke Hirado: keyboards
Takahiro Matsuoka: percussion
Sohnosuke Imaizumi: drums
Kazuhiro Sunaga: bass

01 mode of blue(新曲/ブルーノート・トリビュート曲)
02 On Children (Jack Wilson)
03 Afrodisia (Kenny Dorham)
04 Little B’s Poem feat. Valerie Etienne (Bobby Hutcherson)
05 The Loner (Donald Byrd)
06 No Room For Squares (Hank Mobley)
07 Congalegre (Horace Parlan)
08 Ghana (Donald Byrd)
09 Sayonara Blues (Horace Silver)
10 African Village (McCoy Tyner)
11 Night Dreamer (Wayne Shorer)

Boa audição!

Os japas do Quasimode

Os japas do Quasimode

Blue Dog

Cesar Franck (1822-1890) – Piano Trios, Violin Sonata – The Bekova Sisters

FrontCesar Franck aparece muito raramente por aqui. Não sei o porque, lembro que nosso querido e retirado Monge Ranulfus postou alguns cds da obra organística do francês, mas depois disso creio que o compositor sumiu daqui.

Vou tentar cobrir essa falha trazendo dois belos cds com uma pequena amostra de sua música de câmara, interpretado por um trio de irmãs nascidas no Cazaquistão, mas que estudaram em Moscou. Bela música tocada com muita competência.

Front

CD 1

01 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – I. Andante con moto
02 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – II. Allegro molto
03 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – III. Finale- Allegro maestoso
04 – Violin Sonata – I. Allegretto ben moderato
05 – Violin Sonata – II. Allegro
06 – Violin Sonata – III. Recitativo-fantasia- Ben moderato -
07 – Violin Sonata – IV. Allegretto poco mosso

CD 2

01 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Allegro moderato
02 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Andantino
03 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Minuetto
04 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Finale Allegro molto
05 Trio 4 Op 2 B minor
06 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Allegro
07 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo
08 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piú lento

Bekova Sisters:

Elvira Bekova – Violin
Alfia Bekova – Cello
Eleonora Bekova – Piano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

elvira-bekova-0

Bekova Sisters

Johannes Brahms (1833-1897) – The Piano Concertos, 4 Ballads, op. 10, Waltz, op. 39, Piano Pieces, opp. 116-119 – CD 1 de 5 Kovacevich, Davis, LSO,

Scan01A obra pianística de Brahms apareceu com pouca frequência aqui no PQPBach. Lembro de um cd de Kristian Zimerman, cujo link já desapareceu há muito tempo, e só. Claro que falo das obras para piano solo, não de seus monumentais concertos para piano.
Resolvi então trazer esta caixa com cinco cds da Phillips, com meu pianista favorito para esse repertório, Stephen Kovacevich, gravações estas realizadas entre o final dos anos 60 e início dos anos 80.
Tenho uma relação muito particular com este pianista, foi ele quem me apresentou o Concerto nº2, e sua leitura me cativou imediatamente, e desde então cultivo um carinho muito especial por esta gravação. Infelizmente Kovacevich meio que sumiu dos palcos durante alguns anos, se não me engano por problemas de saúde, mas pelas últimas notícias que li, ele está novamente ativo, realizando performances pelos palcos do mundo inteiro.
O primeiro cd dessa caixa traz o monumental Concerto nº1, em uma versão mais “light”, eu diria, não tão soturna, mais romântica do que e as que estamos acostumados a ouvir. É deslumbrante acompanhar o embate entre piano e orquestra, em um duelo sem vencedores.
Stephen Kovacevich, Colin Davis e a Sinfônica de Londres estão impecáveis, no auge de suas carreiras.

01. 01 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 1. Maestoso – Poco piu moderato
02. 02 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 2. Adagio
03. 03 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 3. Rondo. Allegro non troppo
04. Scherzo in E flat minor, Op. 4
05. 4 Ballades, Op. 10_ No. 1 in D minor
06. 4 Ballades, Op. 10_ No. 2 in D major
07. 4 Ballades, Op. 10_ No. 3 in B minor
08. 4 Ballades, Op. 10_ No. 4 in B major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Stephen-Kovacevich_wide

O californiano Stephen Kovacevich é um dos maiores intérpretes da obra de Brahms de sua geração, disso não tenho dúvidas

 

 

.: interlúdio :. Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait

Link revalidado por PQP.

Este cão, que já não andava lá muito inspirado nem com muito tempo pra participar, ficou até injuriado depois de ler os comentários sobre o post de Cage, feito por CDF Bach.

Intolerância, inclusive musical, é algo que me deixa espumando. E daí, e eu com isso?, o leitor pode dizer. E daí que nada; na internet, todo mundo fala o que quer, do jeito que quer (embora isso possa mudar, cuidado). Só que a postura, se replicada e exacerbada, coloca em xeque toda tentativa de disseminação da música, cultura, arte. Elimina a possibilidade da arte existir e ser criada entre nós. Evoca Adorno e seu ódio ao jazz; cheira a castração e limpeza étnica. Ou tudo o que não deveria permear a comunidade de um blog dedicado a disseminar uma parcela riquíssima da história mundial da música.

Arre! Aos que separaram 4’33 de sua vida para refletir, e tentaram criar um debate nos comentários daquele post, muito obrigado. E aos radicais, obrigado por continuar tentando fazer do mundo um lugar onde tudo precisa ter sentido lógico, função e rótulo para não ser defenestrado. É mais divertido quando se enxerga o inimigo a ser combatido.

Latidos à parte, trago aqui uma coletânea de gravações do quarteto sem piano de Gerry Mulligan com Chet Baker no trompete. As faixas datam de 1952 e 1953. Leitores obtusos não devem preocupar-se – nenhuma delas tem silêncio, desafia a compreensão ou ofende a – oh! – ARTE. Já os amigos melhor intencionados poderão notar o auge da técnica de Mulligan, como suas composições mais brilhantes tomando forma, e a maneira como seus arranjos dispensam o uso tradicional do piano. Obrigado.

Grunf.

Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait (WMA 128)

Gerry Mulligan: baritone sax, arranger
Chet Baker: trumpet
Carson Smith: bass (1-15)
Bobby Whitlock: bass (16-24)
Chico Hamilton: drums (1-5; 16-24)
Larry Bunker: drums (6 to 15)

01 My Funny Valentine – 2’55
02 Bark for Barksdale – 3’163
03 Moonlight in Vermont – 4’06
04 The lady is a Tramp – 3’11
05 Turnstile – 2’57
06 Makin’ Whoopee – 3’27
07 Cherry – 2’57
08 Love Me or Leave Me – 2’41
09 Swing House – 2’56
10 Jeru – 2’29
11 The Nearness of You – 2’50
12 I May Be Wrong – 2’57
13 I’m Beginning to See the Light – 3’06
14 Tea for Two – 2’49
15 Five Brothers – 3’01
16 Bernie’s Tune – 2’54
17 Lullaby of the Leaves – 3’12
18 Walking Shoes – 3’12
19 Freeway – 2’45
20 Frenesi – 3’09
21 Nights at the Turntable – 2’53
22 Aren’t You Glad You’re You – 2’52
23 Line for Lyons – 2’31
24 Carioca – 2’23

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Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?

Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?

Blue Dog

.: interlúdio – 3x Coltrane :.


Podem acusar este cão de pouco original. Mas lá vou eu me debater outra vez com uma sensação frequente ao ouvir Coltrane: a de que não posso ouvir outro disco de jazz até escutar, com toda a atenção do mundo, tudo o que ele gravou. Acontece só com ele. Outros artistas (mesmo Miles ou Mingus) são mais generosos e permitem idas e vindas, misturas entre sessões, são até mesmo respiros em playlists. Coltrane, ao contrário, tem um magnetismo que abraça e encerra o ouvinte. Talvez porque, ao contrário de Miles ou Mingus, Trane pareça limitado. Ainda que tenha andado por muitos caminhos em sua carreira, nele há mais unidade. É um universo que soa menor, e disso alcança vastidão tão grande como aqueles com quem o comparo.


Ou ainda, esse texto mostra bem como me sinto escutando alguns de seus solos: girando fascinado à procura de um sentido que parece superior, e que só pode ser compreendido com mais e mais audições, e atenções, e dedicação. Junto com os saxofonistas tenores Coleman Hawkins, Lester Young e Sonny Rollins, Coltrane mudou as perspectivas de seu instrumento. Coltrane recebeu uma citação especial do Prêmio Pulitzer em 2007, por sua “improvisação, musicalidade suprema e por ser um dos ícones centrais na história do jazz.”


(Além disso, não temos a discografia completa de Coltrane no PQP. Adiciono três capítulos, em 320kbps. Se for pegar um só, escolha Crescent. Claro que Giant Steps é ícone do jazz modal e tudo o mais, porém o encanto de Crescent está exatamente no inverso disso. São quatro baladas e um blues, de encantos simples e arrebatadores.)

 


John Coltrane – Giant Steps (1960; 1974 edition)
download – 138MB

John Coltrane: tenor saxophone, band leader
Paul Chambers: double bass
Art Taylor: drums
Tommy Flanagan: piano
Jimmy Cobb: drums (track 6)
Wynton Kelly: piano (track 6)
Lex Humphries: drums (tracks 8/9)
Cedar Walton: piano (tracks 8/9)
Produzido por Nesuhi Ertegun para a Atlantic

01 Giant Steps 4’43
02 Cousin Mary 5’45
03 Countdown 2’21
04 Spiral 5’56
05 Syeeda’s Song Flute 7′
06 Naima 4’21
07 Mr. P.C. 6’57
08 Giant Steps [alt take] 3’40
09 Naima [alt take] 4’27
10.Cousin Mary [alt take] 5’54
11.Countdown [alt take] 4’33
12 Syeeda’s Song Flute [alt take] 7’02

John Coltrane – Coltrane’s Sound (gravado em 1960; lançado em 1964)
download – 114MB

John Coltrane: sax soprano, sax tenor
Steve Davis: Bass
Elvin Jones: Drums
McCoy Tyner: Piano
Produzido por Nesuhi Ertegun para a Atlantic

01 The Night Has a Thousand Eyes 6’42
02 Central Park West 4’12
03 Liberia 6’49
04 Body and Soul 5’35
05 Equinox 8’33
06 Satellite 5’49
07 26-2 6’12
08 Body and Soul [alt take] 5’57

John Coltrane – Crescent (1964)
download – 84MB

John Coltrane: tenor saxophone
Jimmy Garrison: double bass
Elvin Jones: drums
McCoy Tyner: piano
Produzido por Bob Thiele para a Impulse!

01 Crescent 8’41
02 Wise One 9’00
03 Bessie’s Blues 3’22
04 Lonnie’s Lament 11’45
05 The Drum Thing 7’22

PS: O vídeo abaixo vai como brinde, para quem já conhece Giant Steps (a faixa) e quer tocar junto em casa. Guitar Hero é uma ova.

Boa audição!

1000x Coltrane

1000x Coltrane

Blue Dog

Béla Bartók (1881-1945) – Konzerte für Klavier und Orchester – Géza Anda, Fricsay, RSOB

61I-E4Y5nxL._SL1500_Este cd já apareceu por aqui há alguns anos atrás, mas acho que mano PQPBach não vai reclamar por estar repostando essa verdadeira jóia da história da indústria fonográfica. Tudo aqui funciona tão perfeitamente que você fica meio que sem direção, não acreditando que tal álbum possa ter sido produzido.
O pianista húngaro Géza Anda juntou-se ao regente húngaro Ferenc Fricsay para tocarem um conterrâneo deles, Béla Bártok. E juntos conseguiram gravar uma das melhores gravações já realizadas destes concertos para piano. Vejam as opiniões de alguns clientes da amazon:

“The Benchmark Bartok Concerto Set”
“Just terrific”
“After half a century, still unsurpassed”

Aquilo que faltava na versão recente de Bavouzet recentemente postada, ou seja, o sangue, a alma, a intensidade, está tudo aqui presente. Desde os primeiros acordes do Primeiro Concerto já entendemos que não vai sobrar pedra sobre pedra. Géza Anda e Ferenc Fricsay exploram todas as possibilidades não temendo o resultado. Detalhe: estas gravações foram realizadas entre 1959 e 1960, ou seja, há mais de cinquenta anos.
E também não é por caso que ela inaugura o projeto “The Originals” da Deutsche Grammophon, que reúne as mais importantes gravações realizadas pela gravadora do selo amarelo.

01 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ I  Allegro moderato-Allegro
02 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ II Andante
03 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ III  Allegro molto
04 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ I Allegro
05 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ II  Adagio-Presto-Adagio
06 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ III  Allegro molto
07 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ I  Allegretto
08 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ II  Adagio religioso
09 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ III  Allegro vivace

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Haydn (1732-1809): As Seis Grandes Missas (CD 3 de 3)

As Missas que fecham a coleção de Gardiner são esplêndidas. a Missa de Teresa e a Missa em Tempo de Guerra são obras-primas. Se a segunda é reflexiva, a primeira é cheia de melodias arrebatadoras e inesquecíveis, tanto que este que vos escreve não ouvia a Teresa há vinte anos e começou a cantá-la como se a tivesse ouvido ontem. Aqui, novamente, não se nota muita distinção entre religioso e profano. As Missas de Haydn são carregadas de elementos profanos e nelas se sente a sombra do sinfonista, que se revela no contraste entre os solistas e o coro e no estilo concertante. São sinfonias corais. Belíssimas sinfonias corais.

Disc 3:

Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Theresienmesse”), H. 22/12
1. Kyrie – Kyrie 5:03
2. Gloria – Gloria 2:35
3. Gratias – Gratias 6:56
4. Quoniam – Quoniam 2:51
5. Credo – Credo 1:51
6. Et incarnatus – Et incarnatus 3:44
7. Et resurrexit – Et resurrexit 4:03
8. Sanctus – Sanctus 2:16
9. Benedictus – Benedictus 6:17
10. Agnus Dei – Agnus Dei 2:30
11. Dona nobis pacem – Dona nobis pacem 3:58

Missa in Tempore belli, for soloists, chorus, organ & orchestra in C major (“Paukenmesse”), H. 22/9
12. Kyrie – Kyrie 4:45
13. Gloria: Gloria in excelsis Deo – Gloria: Gloria in excelsis Deo 2:40
14. Gloria: Qui tollis peccata mundi – Gloria: Qui tollis peccata mundi 4:39
15. Gloria: Quoniam tu solus sanctus – Gloria: Quoniam tu solus sanctus 2:23
16. Credo: Credo in unum Deum – Credo: Credo in unum Deum 1:10
17. Credo: Et incarnatus est – Credo: Et incarnatus est 3:57
18. Credo: Et resurrexit tertia die – Credo: Et resurrexit tertia die 4:16
19. Sanctus – Sanctus 2:21
20. Benedictus – Benedictus 5:47
21. Agnus Dei – Agnus Dei 2:58
22. Dona Nobis – Dona Nobis 2:53

Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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Gardiner

Gardiner: uma Teresa impecável.

PQP

Haydn (1732-1809): As Seis Grandes Missas (CD 2 de 3)

A Missa Nelson ou Missa in Angustiis é o destaque deste segundo CD. Como estamos atrasados, pediremos auxílio ao grande maestro Emanuel Martinez.

Quando Josef Haydn assumiu pela segunda vez o posto de mestre-capela do castelo Esterhazy, em Viena, ele tinha por incumbência compor a cada ano uma missa para festejar o dia onomástico da princesa Maria Josefa Emernegilda . A “Missa Nelson”, composta em 1798 por um Haydn aos 66 anos de idade e dono de uma muito fértil inspiração musical, é a terceira de uma série de seis grandes missas assim compostas.

A designação “Nelson” é com certeza um dado posterior à composição, como ocorre aliás com muitas outras obras suas, sobretudo com as sinfônias , denominadas a partir de um fato significativo das circunstâncias da estréia (ex. sinfonia da despedida) ou a partir de um elemento temático saliente (ex sinfonia do relógio).

“Missa in angustiis” (missa nos tempos de aflição) é seu primeiro nome, pois ela estava sendo composta em tempos muito difíceis, quando as ameaças das guerras napeleônicas afligiam a todos. E é num contexto napoleônico que seuge o nome Nelson, o almirante britânico que me 1 de agosto de 1798, exatamente quando Haydn compunha sua “Missa in angustiis”, abateu a frota de Napoleão na batalha de Abicur no Nilo. Dois anos mais tarde, num visita do mesmo almirante Nelson ao castelo do príncipe Estechazy onde Haydn era o mestre da música fez-se ouvir a “Missa in angustiis”. Esta poderia ter sido uma razão suficiente para que a missa passasse a se chamar “Missa de Nelson”.

A Orquestração usada por Haydn nesta obra destoa da riqueza orquestral diferenciada de suas últimas sinfonias. É que o compositor dispunha na ocasião apenas de uma orquestra reduzida, pois o príncipe Estehazy tinha demitido na época os instrumentistas de sopro, sobretudo as madeiras. Assim o coro e os solistas tem como acompanhamento a orquestra de cordas e a fanfarra às vezes militar, às vezes festiva dos trompetes e tímpanos.

Disc 2:

Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in D minor (“Missa in Angustiis”, “Lord Nelson”, “Missa Nelson”), H. 22/11
1. Kyrie – Kyrie 4:39
2. Gloria: Gloria in excelsis Deo – Gloria: Gloria in excelsis Deo 3:30
3. Gloria: Qui tollis – Gloria: Qui tollis 4:27
4. Gloria: Quoniam – Gloria: Quoniam 2:45
5. Credo: Credo in unum Deum – Credo: Credo in unum Deum 1:41
6. Credo: Et incarnatus est – Credo: Et incarnatus est 4:05
7. Credo: Et resurrexit – Credo: Et resurrexit 3:36
8. Sanctus – Sanctus 2:26
9. Benedictus – Benedictus 6:12
10. Agnus Dei: Agnus Dei qui tollis – Agnus Dei: Agnus Dei qui tollis 2:48
11. Agnus Dei: Dona nobis pacem – Agnus Dei: Dona nobis pacem 2:29

Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Schöpfungsmesse”), H. 22/13
12. Kyrie – Kyrie 6:29
13. Gloria – Gloria 7:11
14. Quoniam – Quoniam 0:37
15. In gloria Dei patris – In gloria Dei patris 2:37
16. Credo – Credo 1:57
17. Et incarnatus est – Et incarnatus est 2:47
18. Et resurrexit – Et resurrexit 2:35
19. Et vitam venturi saeculi – Et vitam venturi saeculi 1:21
20. Sanctus – Sanctus 3:13
21. Benedictus – Benedictus 5:35
22. Agnus Dei – Agnus Dei 3:10
23. Dona nobis – Dona nobis 3:25

Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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John Eliot Gardiner: uma rara foto de regente coçando a cabeça

John Eliot Gardiner: uma rara foto de regente coçando a cabeça

PQP

Haydn (1732-1809): As Seis Grandes Missas (CD 1 de 3)

As Missas de Haydn são um capítulo à parte da História da Música. São belíssimas e criticadíssimas. Em primeiro lugar, seriam alegres, felizes demais para o serviço religioso. Em segundo lugar, cada uma delas teria (e tem!) tal unidade que seriam inúteis para a igreja — onde normalmente as Missas são interrompidas pelas preces. Mas, gente, são tão lindas que as salas de concerto as abraçaram como se fossem filhas queridas que tivessem sofrido sequestros por parte de um comando de padres.

A Harmoniemesse que abre esta coleção é exuberante e feliz e a Heiligmesse não fica muito atrás. Agora, uma alerta: não se engane, estas 6 Missas compostas no final da década de 1790 para o patrão Esterházy são as melhores obras vocais de Haydn. Deixe as insinceras A Criação e As Estações de lado. Aqui está o verdadeiro tesouro. Gardiner não me deixa mentir.

Disc 1:

Mass for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Harmoniemesse”. “Missa para Banda de Sopros”), H. 22/14
1. Kyrie – Kyrie 8:03
2. Gloria – Gloria 2:04
3. Gratias – Gratias 5:46
4. Quoniam – Quoniam 3:10
5. Credo – Credo 2:43
6. Et incarnatus – Et incarnatus 3:44
7. Et resurrexit – Et resurrexit 2:38
8. Et vivam venturi saeculi – Et vivam venturi saeculi 1:38
9. Sanctus – Sanctus 3:05
10. Benedictus – Benedictus 3:55
11. Agnus Dei – Agnus Dei 2:54
12. Dona nobis – Dona nobis 2:53

Missa Sancti Bernardi von Offida, for soloists, chorus, organ & orchestra in B flat major (“Heiligmesse”), H. 22/10
13. Kyrie – Kyrie 4:22
14. Gloria in excelsis Deo – Gloria in excelsis Deo 2:03
15. Gratias agimus tibi – Gratias agimus tibi 3:39
16. Quoniam tu solus Sanctus – Quoniam tu solus Sanctus 2:35
17. Credo in unum Deum – Credo in unum Deum 1:16
18. Et incarnatus est – Et incarnatus est 3:55
19. Et resurrexit – Et resurrexit 3:46
20. Sanctus – Sanctus 1:43
21. Benedictus – Benedictus 4:56
22. Agnus Dei – Agnus Dei 3:11
23. Dona nobis pacem – Dona nobis pacem 2:41

Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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O genial Haydn em 1792: feliz demais e "inadequado para as igrejas", com a graça de Deus.

O genial Haydn em 1792: feliz demais e “inadequado para as igrejas”, com a graça de Deus.

PQP

Sergei Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto nº3, in D Minor – Sergei Prokofiev (1891-1953) – Piano Concerto nº2, in G Minor – Yuja Wang, Dudamel, SBSOV

81lBzn7c8OL._SL1500_Confesso que aguardei um tanto quanto ansioso por este  CD. Um encontro da nova geração, Dudamel e Wang, encarando dois petardos do repertório pianístico do século XX, os dois Sergei, Rach e Prokofiev juntos, o terceiro de Rach e o segundo de Prokofiev.
Sei que PQPBach torcerá o nariz para o Rach, mas se renderá ao incendiário Prokofiev, ainda mais agora que ele tem em seus ouvidos a versão de Bavouzet, que ele recém postou. Como sou um romântico inveterado, não posso deixar de destacar o terceiro Rach, um primor de execução, Wang faz parte daquele grupo de músicos que fazem questão de tornar o difícil fácil, ao menos para ouvir. A menina é um fenômeno.
Dudamel e Yuja Wang formam uma dupla incrível, com certeza. E tenho certeza de que os senhores irão gostar muito desse CD.

01. Rachmaninov Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30 – 1. Allegro ma non tanto
02. Rachmaninov Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30 – 2. Intermezzo. Adagio
03. Rachmaninov Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30 – 3. Finale. Alla breve
04. Prokofiev Piano Concerto No.2 in G minor, Op.16 – 1. Andantino
05. Prokofiev Piano Concerto No.2 in G minor, Op.16 – 2. Scherzo. Vivace
06. Prokofiev Piano Concerto No.2 in G minor, Op.16 – 3. Intermezzo. Allegro moderato
07. Prokofiev Piano Concerto No.2 in G minor, Op.16 – 4. Finale. Allegro tempestoso

Yuja Wang – Piano
Simón Bolivar Symphony Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel – Conductor

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Yuja Wang em ação !!

 

 

.: interlúdio: Julian e John Leslie :.

Link revalidado por PQP

Não apenas por todas as razões musicais imagináveis, o jazz me fascina também pelas histórias, lendas, imaginário, esquinas. O componente humano desgarradamente exposto, a atmosfera dos clubs de jazz de meio século atrás; é possível ouvir ignorando o contexto, mas sem dúvida a experiência fica muito mais prazerosa e completa quando se descobrem pedacinhos dessa grande narrativa. Estes aspectos dão uma sensação de infinitude que a instituição Jazz me proporciona: não é apenas um universo, são diversos deles — e lembro de como me parecia impossível conhecer o jazz, abarcá-lo e dar sentido, quando fui provocado, há tantos anos, por um bop furioso numa (vejam só) rádio FM local. Desde então venho lentamente conhecendo-o melhor, como se cortejavam moças nos namoros antigos. Talvez esteja começando a enxergar a cerca da casa dela.

Digressão à parte, aproveitava eu o recesso de fim de ano para dar uma pesquisada sobre Wes Montgomery, que tanto admiro, quando dou de cara com uma gema completamente inesperada. Como se Toquinho tivesse feito um show acústico com Ozzy Osbourne ou Bruno largasse Marrone para fazer dupla com Madonna, descubro uma colaboração entre Wes e Cannonball Adderley!

Pequena pausa para assentar minha surpresa.


O jazz é tão generoso que me dá vários herois; fico em estado de fã com frequencia. Respeito longamente Montgomery pelo que produziu com sua guitarra, por tê-la colocado tão unica e apropriadamente no jazz, e para sempre. E Cannonball me conquistou com seu carisma inigualável — primeiro tocando, e depois ao ouvi-lo conversando com a plateia, certificando-me do grande bonachão que já transparecia ao sax. Sabia que fora Cannonball quem proporcionou uma carreira a Wes, indicando-o após um show para (o lendário produtor) Orrin Keepnews, da Riverside, mas não havia imaginado-os tocando juntos; Wes sempre havia preferido pequenas formações, e como band leader (razão que fê-lo recusar um posto na banda de Coltrane no começo dos ’60). Apesar das colaborações — Milt Jackson, Jimmy Smith, Wynton Kelly Trio — sempre esteve um pouco à parte do mundo do bebop movido a sopro.

Donde descobrir Cannonball Adderley and the Poll-Winners, de 1960, me deixou feliz como criança que ganhou gibi novo.

Os “Poll-Winners” do título referem-se às votações para melhores músicos de jazz das revistas da época — Down Beat, Metronome, Playboy. Ray Brown vencia quase sempre; além da classe, tinha uma respeitada carreira de já quinze anos, desde a banda de Dizzy Gillespie. Cannonball havia arrematado o prêmio de melhor sax alto com Somethin’ Else, e Wes fora a revelação/promessa de 1959. Apesar disso, foi um encontro quase fortuito entre os três em San Francisco, na primavera de 1960, que motivou Cannonball a reuní-los para duas sessões de gravações, 21/05 e 05/06 daquele ano.

For in view of the emphasis to be placed on guitar and bass, Adderley had felt that instrument would most suitably round out the unusual musical coloration. Then Vic sat down at the piano to run through a new tune of his, The Chant – and all of us were immediately aware that a whole lot of hip people on the West Coast had apparently been asleep for the past couple of years. Certainly there had been no words of warning to lead any of us to expect what we were hearing : a genuinely soulful (in the very best sense of that hard-worked word), and immensely swinging, playing and composing talent. Orrin Keepnews/liner notes

O disco é brilhante, como se pode imaginar — mas vou poupar adjetivos, já que minha evidente comoção pode atrapalhar uma leitura mais técnica (que absolutamente não me interessa neste caso). Basta dizer o que lhe saltará aos ouvidos: os solos de vibrafone em “Lolita”, de sax em “Azule Serape” e “The Chant”, de guitarra em “Never Will I Marry” e “Au Privave”, e todos em “Yours is My Heart Alone”. Além disso, o trabalho gentil que Wes executa ao fundo, como base quieta ao lado do piano ou contrapondo o vibrafone, é um deleite (que se presta muito bem aos fones e à atenção, inclusive). Fico imaginando a química entre Cannonball e Wes no estúdio; ambos com histórias parecidas, de grandes esforços para chegar até ali, provindos de famílias de músicos. Evidentemente fui atrás de mais informações e, para minha felicidade completa, descobri que “The Poll-Winners” foi a segunda, e última, colaboração entre eles. A segunda!

(Fico pensando que ouvinte eu seria sem a internet.)


Encontrar a primeira foi até mais fácil, e em melhor qualidade. Foi em 1959, num álbum fronteado por um nome que não conhecia: Jon Hendricks. Logo depois fiquei sabendo que foi precursor do scat singing, recebeu a alcunha de “Poet Laureate of Jazz” e a Time chamou-o de “James Joyce of Jive” — porque foi também um pioneiro do vocalese (a substituição de um instrumento solo pela voz, mas com letras “verdadeiras”, não apenas as sílabas do scat). O time que Hendricks reuniu para seu primeiro disco solo era uma grande festa de família: Monk, Buddy e John Leslie “Wes” Montgomery, Nat e Julian “Cannonball” Adderley; além de Pony Poindexter (saxofonista com grande folha de serviços prestados, incluindo Bird e Lionel Hampton, e depois Eric Dolphy) e outros músicos.

Sem saber bem o que esperar, fui ao disco sem expectativas; a princípio não gosto de voz no jazz (embora sempre haja Louis, Ella, Billie, Sarah. Ainda bem!). A descrição de Hendricks no parágrafo acima dá bem o serviço: por cima de faixas velozes, muito animadas e abraçadas ao swing, Jon canta — seja à crooner mesmo, ou solando em scat. E como canta! E ainda escreve bem! Impossível não sorrir com as letras de “Feed Me” ou “Social Call”. E para além da performance de Hendricks, ouve-se muito bem Wes e Buddy; Cannonball, além de dobrar firmemente algumas linhas com Nat, tem seu momento na faixa-título, improvisada na hora da gravação. (Apesar de não ganhar crédito, à época; afinal já tinha contrato com a Riverside. Foi para as liner notes como “Blockbuster and his Brother”. Ou como escreveu o próprio Hendricks: “…And we got two more brothers who toil in other vineyards and who cannot be accurately mentioned, but they are “Blockbuster” and his brother and your ears will tell you who they are. They sure did warm up the studio with their alto and cornet. (You don’t know yet?)”)

Dois discos que vão além deles mesmos; são cacos das infindáveis histórias do jazz. Como poucos outros, estou ouvindo-os babando. (Querem o quê de um cachorro?)


Cannonball Adderley and the Poll-Winners /1960 (192)
download – 60MB

Cannonball Adderley, alto sax; Wes Montgomery, guitar; Victor Feldman, piano/vibes; Ray Brown, bass; Louis Hayes, drums. Produzido por Orrin Keepnews para a Riverside

01 The Chant (Feldman)
02 Lolita (Harris)
03 Azule Serape (Feldman)
04 Au Privave (Parker)
05 Yours Is My Heart Alone (Lehar)
06 Never Will I Marry (Loesser)
07 Au Privave [alt take]


John Hendricks – A Good Git-Together /1959 (V0)
download – 55MB

Jon Hendricks, vocals; Norwood “Pony” Poindexter, alto sax; Guildo Mahones, piano; Wes Montgomery, guitar; Monk Montgomery, electric bass; Buddy Montgomery, vibes; Ike Issac, bass; Walter Bolden, drums; Jimmy Wormsworth, drums; Cannonball Adderley (credited as “Blockbuster”), alto sax; Nat Adderley, cornet. Produzido por Richard Bock para a Pacific Jazz

01 Everything Started on the House of the Lord (Hendricks)
02 Music in the Air (Gryce)
03 Feed Me (Hendricks)
04 I’ll Die Happy (Hendricks)
05 Pretty Strange (Weston)
06 The Shouter (Mahones)
07 Minor Catastrophe (Hendricks)
08 Social Call (Gryce)
09 Out Of the Past (Golson)
10 A Good Git-Together (Hendricks)
11 I’m Gonna Shout (Everything Started on the House of the Lord) (Hendricks)

cannonballBoa audição!
Blue Dog

Benjamin Britten (1913-1976): String Quartets Nos. 1, 3 & Alla marcia

Um excelente disco dedicado a um repertório meio raro de se encontrar. Britten dá um banho de talento nestes brilhantes e estranhos quartetos de cordas. O homem de Aldeburgh era profundamente literário e isto fica claro nestes belíssimos trabalhos de uma forma que… não sei explicar. Ouçam o terceiro quarteto, por exemplo: ele parece terminar com uma pergunta. É inquietante e não resolvido. Foi escrito durante a última visita de Britten a Veneza. Ele é assombrado pelo espírito, personagens e algumas citações musicais de sua última ópera, Morte em Veneza. Como apreender a emoção do romance de Thoman Mann? Olha, Britten tinha a chave para fazê-lo.

Benjamin Britten (1913-1976): String Quartets Nos. 1, 3 & Alla marcia

1 String Quartet No. 1 in D Major, Op. 25: I. Andante sostenuto – Allegro vivo 8:36
2 String Quartet No. 1 in D Major, Op. 25: II. Allegretto con slancio 3:01
3 String Quartet No. 1 in D Major, Op. 25: III. Andante calmo 10:17
4 String Quartet No. 1 in D Major, Op. 25: IV. Molto vivace 4:01

5 Alla marcia 3:26

6 String Quartet No. 3, Op. 94: I. Duets: With moderate movement 5:25
7 String Quartet No. 3, Op. 94: II. Ostinato: Very fast 3:08
8 String Quartet No. 3, Op. 94: III. Solo: Very calm – Lively 5:37
9 String Quartet No. 3, Op. 94: IV. Burlesque: Fast 2:17
10 String Quartet No. 3, Op. 94: V. Recitative and passacaglia (La serenissima): Slow 9:48

Emperor Quartet

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Britten: o inglês raro

Britten: o inglês raro

PQP

Stefan Niculescu (1927-2008) / Myriam Marbé (1931-1997) / Anatol Vieru (1926-1998): The Romanian Saxophone

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este álbum foi um marco para mim. Já andava um pouco cansado do tom escuro, áspero, da música contemporânea, o que me levava a colocar todo tipo de compositor de vanguarda no mesmo balaio, e igualmente decepcionado com a sensação de que compositores que buscavam abandonar ou suavizar o experimentalismo com uma linguagem mais comunicativa acabavam fazendo concessões desnecessárias e diluindo a força da música, como se comunicabilidade só fosse possível com um passo para trás. Neste momento me deparei com este álbum de música romena, da qual já havia ouvido falar algo bem por cima, mas que conhecia mal (basicamente Enescu e Doina Rotaru, uma compositora que, aliás, pretendo postar aqui mais tarde). De repente me deparo com o apaixonante lirismo da Sinfonia nº3 de Ştefan Niculescu, um lirismo extremo — não aquele lirismo extremamente contido num Mi-Parti do Lutoslawski, por exemplo, mas um lirismo escancarado e desavergonhado — e nada convencional, que parecia reposicionar várias técnicas contemporâneas que associava a escuridão numa expressão totalmente outra. Era, como no caso Matisse, como se o preto deixasse de significar coisas sombrias para ser só mais uma cor. Buscando mais informações sobre Niculescu, descobri a variedade expressiva de suas obras e mesmo comentários como o de Ligeti, que dizia ser Niculescu um dos grandes mestres de nosso tempo. Pena que comentários assim não possam garantir divulgação!

Embora um pouco menos (dada a epifania causada pela sinfonia de Niculescu), os outros dois compositores presentes neste álbum, Myriam Marbé e Anatol Vieru, também me chamaram a atenção e me instigaram a correr atrás de mais música romena, pesquisa que acabou sendo de mais e mais descobertas.

Finalmente, note-se que as três obras foram dedicadas ao grande saxofonista romeno Daniel Kientzy, raro nome a tocar (bem) a família toda de saxofones e que aqui sola em todas as peças. Além dessas três, muitos outros compositores (sobretudo romenos) a ele dedicaram obras, com um resultado empolgante para o repertório de sax (que aos poucos espero postar aqui).

****

Daniel Kientzy – The Romanian Saxophone: Obras de Niculescu, Marbé e Vieru

Ştefan Niculescu (1927-2008)
01 Concertante Symphony nº3 “Cantos”, para saxofone e orquestra

Daniel Kientzy, saxofone
Romanian Radio Symphony Orchestra
Iosif Conta, regente

Myriam Marbé (1931-1997)
02 Concerto for Daniel Kientzy and Saxophones

Daniel Kientzy, saxofone
Ploiesti Philharmonic Orchestra
Horia Andreescu, regente

Anatol Vieru (1926-1998)
03 Narration II, para saxofone e orquestra

Daniel Kientzy, saxofone
Timisoara Philharmonic Orchestra
Remus Georgescu

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Stefan Niculescu: brilhante representante de um repertório quase desconhecido

Stefan Niculescu: brilhante representante de um repertório quase desconhecido

itadakimasu

Maurice Ravel (1875-1937) – Bolero, et. all – Baremboim, Orchestre de Paris

51HaNoX1BRLPosso estar um tanto quanto enganado, mas creio que esta foi a minha primeira gravação do indefectível “Bolero”, neste LP da DG, gravado em 1982. Ali também tinha a maravilhosa “Pavane pour une infante défunte”, “La Valse” e terminava com três peças da segunda suíte de “Daphnes et Chloé”. Baremboim fez um tipo de “Best of” raveliano, em um ótimo disco, com excelente performance da Orchestre de Paris. Aliás, esse LP vendeu muito na época em que foi lançado.
Ouvi muito esse LP, que infelizmente não tenho mais, sumiu nas areias do tempo. Mas aí está o CD, devidamente bem guardado, e relançado na coleção “111 Collector´s Edition” da mesma Deutsche Grammophon.

01 – Boléro
02 – Pavane pour une infante défunte
03 – La Valse
04 – Daphnis et Chloé, Suite No.2 – 1. Lever du jour
05 – Daphnis et Chloé, Suite No.2 – 2. Pantomime
06 – Daphnis et Chloé, Suite No.2 – 3. Danse générale

Orchestre de Paris
Daniel Baremboim – Conductor

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.: interlúdio :. Meredith Monk: Piano Songs

Não chega a ser uma maravilha. Aqui, Meredith Monk aparece com obras que parecem a música de Erik Satie para dois pianos. A nova-iorquina Monk é compositora, performer, diretora, vocalista, cineasta e coreógrafa. Desde os anos sessenta, Monk tem criado trabalhos multidisciplinares que combinam música, teatro e dança, gravando sempre para a ECM. Este disco dá uma boa ideia de seu trabalho, mas nada se compara ao vinil Dolmen Music (1979). Ela é minimalista, mas aqui exagerou no mínimo.

Meredith Monk: Piano Songs

1 Monk: Obsolete Objects 1:59
2 Monk: Ellis Island 3:02
3 Monk: Folkdance 4:03
4 Monk: Urban March (Shadow) 3:08
5 Monk: Tower 1:37
6 Monk: Paris 3:11
7 Monk: Railroad (Travel Song) 2:15
8 Monk: Parlour Games 7:37
9 Monk: St. Petersburg Waltz 7:04
10 Monk: Window In 7′s 2:46
11 Monk: Totentanz 3:07
12 Monk: Phantom Waltz 7:14

Ursula Oppens e Bruce Brubaker, pianos.

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Meredith Monk e suas famosas tranças.

Meredith Monk e suas famosas tranças.

PQP

Songs of Brahms, Sibelius, Stenhammar…


Estou trabalhando muito para disponibilizar uma série dedicada à música dos nossos dias. Compositores relativamente jovens (50 anos, o limite) serão trazidos aqui para que possamos ter um panorama bem geral da música contemporânea. Mas não se enganem, não são compositores de beira de esquina tentando um lugar ao sol. Falo daqueles que já são relativamente reverenciados pela imprensa especializada, mas que são completamente desconhecidos nesse nosso país de bananas. Enfim, em breve veremos eles por aqui…

Hoje trago um disco que é muito importante para mim, e motivado também pelo desafio de um dos nossos ouvintes. Um disco com canções de Brahms, Sibelius e Stenhammar. Não vou escrever uma linha, pois é completamente desnecessário.

Gravação em 320 Kbps.

Faixas:

Brahms
1. Funf Lieder, Op.105: Like Melodies it Moves
2. Funf Lieder, Op.105: Ever Lighter Grows my Slumber
3. Funf Lieder, Op.105: Lament
4. Funf Lieder, Op.105: In The Churchyard
5. Funf Lieder, Op.105: Betrayal

Sibelius
6. The Dream, Op.13 No.5
7. Until the Evening, Op.17 No.6
8. Splinters on the Water, Op.17 No.7
9. Black Roses, Op.36 No.1
10. Rushes, Whisper! Op.36 No.4
11. Diamond on the March Snow, Op.36 No.6
12. The First Kiss, Op.37 No.1
13. Was it a Dream? Op.37 No.4

Stenhammar
14. Prince Aladdin of the Lamp, Op.26 No.10
15. Adagio, Op.20 No.5
16. Starry Eye, Op.20 No.1
17. Florez och Blanzeflor, Op.3

Brahms
18. Four Serious Songs, Op.121: Prediger Salomo, Cap.3; For it Goes with Men as with Beasts
19. Four Serious Songs, Op.121: Prediger Salomo, Cap.3; So I Returned, & Considered All
20. Four Serious Songs, Op.121: Jesus Sirach, Cap.41; O Death, How Bitter Thou art
21. Four Serious Songs, Op.121: S. Pauli and die Corinther I, Cap.13; Though I Speak with the Tongues…

Håkan Hagegård (baritone)
Warren Jones (piano)

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Você pensa que não conhece Håkan Hagegård mas conhece sim. Ele esteve na fantástica montagem de Ingmar Bergman para "A Flauta Mágica" de Mozart.

Você pensa que não conhece Håkan Hagegård mas conhece sim. Ele esteve na fantástica montagem de Ingmar Bergman para “A Flauta Mágica” de Mozart.

CDF