W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

E aqui temos outro exemplar de grande CD dedicado aos Concertos para Piano de Mozart. A portuguesa Maria João Pires já meteu Clara Haskil e até Uchida no bolso neste quesito. Sua dicção mozartiana é impecável, limpa e cheia de surpreendentes nuances. Para melhorar, utiliza as mais belas cadenzas já escritas para estes dois belos concertos. Abbado, que já gravou este mesmo repertório com Pollini, está muito à vontade em torno da Maria João. É notável e maravilhosa a forma como as gravações que antes julgávamos insuperáveis vão caindo uma após outra. Ouçam bem esta aqui e comprovem a forma como este dois grandes artistas demonstram empatia para com a serena ousadia de Mozart. E é simplesmente estarrecedor que estas composições da maturidade do compositor — que alcançava expressão mais livre e pessoal — , contrariassem o público e os críticos de Viena e fossem, de forma inequívoca, o princípio de seu fim.

Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 17 & 21

1. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – Cadenzas: W. A. Mozart – 1. Allegro (Cadenza: K.624/22) 12:06
2. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – Cadenzas: W. A. Mozart – 2. Andante (Cadenza: K.624/24) 9:53
3. Piano Concerto No.17 in G, K.453 – 3. Allegretto 7:25

4. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – Cadenza: Rudolf Serkin – 1. Allegro – Cadenza: Rudolf Serkin 14:11
5. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – 2. Andante 6:10
6. Piano Concerto No.21 in C, K.467 – Cadenza: Rudolf Serkin – 3. Allegro vivace assai – Cadenza: Rudolf Serkin 6:42

Maria João Pires
The Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado

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Maria João, a mulher ideal para Mozart
Maria João, a mulher ideal para Mozart

PQP

A Quieta Arte das Tangentes – Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Secret Bach – Christopher Hogwood

51dMqS6BIkL._SS280Nossa microssérie da semana será dedicada ao clavicórdio, instrumento de teclado cujas cordas são percutidas por tangentes (daí o título), produzindo um som tão delicado quanto quase inaudível (sim, o título).

Essa delicadeza e, talvez, tibiez do timbre do clavicórdio inviabilizam sua integração a qualquer conjunto instrumental. Por outro lado, a percussão por tangentes diretamente ligadas às teclas e, por extensão, aos dedos do executante permite que este tenha controle sobre a dinâmica (algo impensável num teclado de cravo, por exemplo) e, mais ainda, lhe permite imprimir um discreto vibrato às notas. Essas peculiaridades tornam seu som muito atraente, ainda que tenhamos que nos resignar a escutá-lo em recitais e álbuns solo e, frequentemente, colocar no máximo o volume dos alto-falantes.

Instrumento de custo relativamente baixo, de fácil manutenção e muito portátil, o clavicórdio gozou de imensa popularidade nos séculos XVII e XVII, em especial para a prática privada de música, entre músicos itinerantes (como era o caso de Händel, que encontrarão amanhã) e onde quer que houvesse pouco espaço disponível.

Nossa série começa com o álbum “The Secret Bach”, em que o versátil Christopher Hogwood interpreta obras do Demiurgo no mais quieto dos instrumentos do teclado. Para nós outros, acostumados com o timbre brilhante do cravo ou mesmo com o som volumoso de um piano de tensas cordas de aço, escutá-las tocadas com tangentes pode requerer alguma “aclimatação” – além, é claro, do já referido ajuste do volume dos alto-falantes. Os pontos altos, para mim, são as peças de abertura (uma versão preliminar da Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor) e de encerramento (um arranjo para teclado da Partita no. 2 para violino solo – sim, aquela encerrada pela monumental Chacona). O que vem entre elas são peças curtas que, se comparadas àquelas que mencionamos, empalidecem bastante.

THE SECRET BACH – CHRISTOPHER HOGWOOD

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Fantasia Cromática e Fuga em Ré menor, BWV 903a (versão preliminar, do manuscrito Rust)
01 – Fantasia
02 – Fuga

03 – Adágio em Sol maior, BWV 968
04 – Fuga em Sol menor, BWV 1000
05 – Allemande em Sol menor
06 – Minueto no. 1, BWV 841
07 – Minueto no. 3, BWV 843
08-16 – Partite diverse sopra il Corale ‘O Gott, du frommer Gott”, BWV 767

Partita em Lá menor, baseada na Partita no. 2 em Ré menor para violino solo, BWV 1004
17 – Allemanda
18 – Corrente
19 – Sarabanda
20 – Giga
21 – Ciacoona

Christopher Hogwood, clavicórdio

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Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)
Maestro, compositor, musicólogo, cravista, pianista, organista, clavicordista: o multiúso Christopher Hogwood (1941-2014)

Vassily Genrikhovich

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Schubert foi, certamente, o maior inventor de melodias. O homem devia pensar só nelas. Li em algum lugar que ele dormia de óculos. Acontece que Schubert acordava muitas vezes com uma música na cabeça e, se fosse ainda procurar os óculos, esta corria o risco de volatilizar-se. Nasceu 27 anos depois de Beethoven, já fora do classicismo, mergulhado no romantismo e, olha, que melodias! Viveu apenas 31 anos e sabe-se lá onde chegaria com esse talento todo para juntar notas, criando beleza. E não tem nada mela-cueca, as coisas eram sublimes.

Aqui o show é de uma especialista no classicismo e romantismo, a notável pianista portuguesa Maria João Pires.  Nada a criticar, ela parece ter nascido com Schubert nas mãos. Esqueça as bobas reflexões pianísticas bem-intencionadas, concentre-se em sua performance absorvente e tranquila. Há uma qualidade instintiva e improvisadora na produção musical de Pires que surge por ter digerido e internalizado essas obras. Ela não tangencia a superfície lírica de Schubert, ela dentro dela como seu habitat. Aproveite!

Franz Schubert (1797-1828): Impromptus (Le Voyage Magnifique)

Impromptus D 899 (1827)
1-1 No. 1 In C Minor: Allegro Molto Moderato 11:05
1-2 No. 2 In E Flat Major: Allegro 4:46
1-3 No. 3 In G Flat Major: Andante 5:50
1.-4 No. 4 In A Flat Major: Allegretto – Trio 7:49

Allegretto D 915 (1827)
1-5 Allegretto D 915 In C Minor 5:41

Impromptus D 935 (1827)
2-1 No. 1 In F Minor: Allegro Moderato 12:25
2-2 No. 2 In A Flat Major: Allegretto – Trio 7:58
2-3 No. 3 In B Flat Major: Thema. Andante – Var. I-V 13:04
2-4 No. 4 In F Minor: Allegro Scherzando 6:35

Drei Klavierstücke / Drei Impromptus Aus Dem Nachlass D 946
2-5 Allegro Assai – Andante – Tempo I 14:48
2-6 Allegretto 12:29
2-7 Allegro 5:29

Maria João Pires, piano

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Saibam, eu amo Maria João Pires

PQP

Musica Antiqua Bohemica – Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Sonatas dos Mistérios (ou do Rosário) – Gabriela Demeterová

51V1yFiGA1LEmbora tido por muitos como austríaco, Biber nasceu na cidadezinha boêmia de (cuidado a língua!) Stráž pod Ralskem, ou Wartenberg, o que o torna elegível para inclusão nesta série, ainda que não encontremos qualquer registro da forma tcheca de seu nome, que seria (a língua, cuidado com ela!) Jindřich Ignác František Biber.

Provavelmente o maior violinista de seu tempo, Biber trabalhou em Graz e na simpática sopa de diacríticos que é Kroměříž antes de chegar à corte de Salzburg, onde consolidou sua fama e fortuna. Foi um compositor muito inventivo para diversos conjuntos instrumentais, e suas obras para violino eram tidas como o suprassumo do virtuosismo em sua época.

Como se isso tudo não bastasse, ainda lhe sobrava estilo
Como se isso tudo não bastasse, o cara ainda esbanjava estilo

A reputação dessas Sonatas dos Mistérios (ou do Rosário) só fez crescer desde sua publicação em 1905, mais de duzentos anos após a morte do compositor. Cada uma das quinze sonatas para violino e órgão refere-se a um dos Mistérios do rosário católico (cinco gozosos, cinco dolorosos e cinco gloriosos), com um programa mais sugerido do que puramente descrito musicalmente (em vivo contraste com sua “Sonata Representativa”, que também postaremos aqui). Além de raspar o fundo do tacho da técnica violinística disponível na época, Biber usou e abusou do recurso da scordatura, que consiste na alteração da afinação do violino de maneira a obter efeitos colorísticos e ressonâncias indisponíveis na afinação padrão.

Notação das indicações de scordatura para cada uma das Sonatas dos Mistérios de Biber. Apenas a primeira e última peça (a Sonata I e a Passacaglia) utilizam a afinação normal (Sol-Ré-Lá-Mi)
Notação das indicações de scordatura para cada uma das Sonatas dos Mistérios de Biber. Notem que apenas a primeira e última peça (a Sonata I e a Passacaglia) utilizam a afinação padrão (Sol-Ré-Lá-Mi)

A série é concluída por uma solene passacaglia, uma das mais antigas obras para violino solo. Ela foi muito difundida, em cópias manuscritas, ainda durante a vida do compositor, e considerada o pináculo de toda literatura violinística até que Sebastian Bach e sua monumental Chacona acenassem para Biber lá bem do alto. A solista Gabriela Demeterová – que, ao vivo, tem aparência bem mais amistosa que a garota de olhar dardejante que aparece nas fotos de divulgação – faz a perigosa travessia violinística com muita competência e sem qualquer incidente, acompanhada pelo versátil Jaroslav Tůma, que, verão vocês em publicações futuras, toca todos os teclados imagináveis.

BIBER – MYSTERY SONATAS

Heinrich Ignaz Franz von BIBER (1644-1704)

Sonatas para a Glorificação dos Quinze Mistérios da Vida de Maria e de Cristo

DISCO 1

Sonata I: Anunciação do Nascimento de Cristo pelo Arcanjo Gabriel (modo dórico)
01 – Praeludium
02 – Variatio. Aria: Allegro
03 – Finale

Sonata II: Visitação de Maria por Isabel (Lá maior)
04 – Sonata
05 – Allemande
06 – Presto

Sonata III: Nascimento de Cristo, Adoração dos Pastores (Si menor)
07 – Sonata
08 – Courante
09 – Double
10 – Courante (da capo)
11 – Adagio

Sonata IV: Apresentação de Cristo no Templo (modo dórico)
12 – Ciaccona

Sonata V: Jesus aos Doze Anos no Templo (Lá maior)
13 – Praeludium
14 – Allemande
15 – Gigue
16 – Sarabande
17 – Double
18 – Sarabande (da capo)

Sonata VI: O Sofrimento de Cristo no Monte das Oliveiras (Dó menor)
19 – Lamento
20 – Adagio

Sonata VII: A Flagelação de Cristo (Fá maior)
21 – Allemande
22 – Variation
23 – Sarabande

24 – Passacaglia para violino solo

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DISCO 2

Sonata VIII: A Coroação com Espinhos (Si menor)
01 – Sonata
02 – Presto
03 – Gigue
04 – Double I
05 – Gigue (da capo)
06 – Double II
07 – Gigue (da capo)

Sonata IX: Jesus carrega a Cruz (Lá menor)
08 – Grave
09 – Corrente
10 – Double I
11 – Double II
12 – Finale

Sonata X: A Crucificação (Sol menor)
13 – Praeludium
14 – Aria con variazioni

Sonata XI: A Ressurreição (Sol maior)
15 – Sonata
16 – Adagio
17 – Andante

Sonata XII: A Ascensão de Cristo (Dó maior)
18 – Intrada
19 – Aria
20 – Allemanda
21 – Courante
22 – Double
23 – Courante (da capo)

Sonata XIII: A Descida do Espírito Santo (Ré menor)
24 – Sonata
25 – Gavotte
26 – Gigue
27 – Sarabande

Sonata XIV: A Assunção de Maria (Ré maior)
28 – Allegro maestoso
29 – Aria (Ciaccona)
30 – Gigue

Sonata XV: A Coroação de Maria (Dó maior)
31 – Sonata
32 – Aria con variazioni
33 – Canzone
34 – Sarabande
35 – Variation

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Gabriela Demeterová, violino
Jaroslav Tůma, órgão

Gabriela Demeterová, antes e depois do dardo tranquilizante
Gabriela Demeterová, antes e depois do dardo tranquilizante

Vassily Genrikhovich

Coleção de Peças Francesas para Piano – Arthur Rubinstein

Coleção de Peças Francesas para Piano – Arthur Rubinstein

 

Música Francesa para Piano

Arthur Rubinstein

 

 

O que você faz, depois que vai para casa?

The CD is on the table!

Eu sempre penso nisto quando imagino os grandes artistas em seus momentos, digamos assim, mais mundanos. É claro, a pergunta aplica-se a outras gentes e é possível que os hábitos domésticos, os interesses além daqueles estritamente profissionais, revelem mais sobre as pessoas do que aquilo que é público, aquilo que todos sabem sobre elas.

Pois fico imaginando como teria sido Arthur Rubinstein chegando em casa após um cansativo dia de gravações com uma enorme orquestra, um regente cheio de ideias diferentes das suas sobre o concerto que estão gravando. O produtor Max Wilcox atarefado com as faixas selecionadas para audição, o orçamento já em vias de estourar.

Então, chegar em casa, passar dos sapatos para os chinelos, um golinho de xerez, talvez, um lanchinho leve, por certo. Nada interessante na TV. Pronto, agora a noite já caiu de vez e a porta que dá para a sacada está aberta e deixa entrar uma brisa que além de balançar as cortinas esvoaçantes, traz um aroma das flores que só recendem à noite, assim como um restinho de luar. Pois não é que o clima se mostra então propício à música. O piano ali pertinho, sobre o velho tapete vermelho, sorri convidativamente com suas amareladas e amigas teclas. Música então, pensa nosso hipotético Arthur. O que tocaria para si próprio ou pequena e íntima companhia? Chopin? Nãh… muito pedido por todos. Beethoven, Schubert, Mozart? Não de novo, muito germânicos para a noite quase latina. E como era boa a convivência com os amigos franceses, colegas pianistas e queridos compositores. Jantares nas casas de uns, passeios nos arredores de Paris com adoráveis piqueniques. Assim, nosso pianista resolve tocar umas peças francesas, cheias de charme, de alegria e de muita elegância.

As Valses nobles et sentimentales do Maurice são mais conhecidas na versão para orquestra e merecidamente. Mas na falta da orquestra, Arthur vai de piano mesmo, que ele é capaz de recriar com seu instrumento a riqueza da partitura de Ravel. Mas as valsas foram originalmente escritas para piano e inspiradas pelas Valses sentimentales e as Valses nobles de Schubert. No entanto, diferentes das peças de Schubert, as de Ravel formam uma coleção de oito valsas que se emendam umas nas outras, fluindo num todo, passando por seções tempestuosas, langorosas, até a peça final onde as anteriores são recapituladas. A coleção teve sua estreia em um concerto da Sociedade Musical Independente, interpretadas por Louis Aubert, amigo de Ravel dos dias do conservatório. O concerto foi arranjado de forma que as pessoas não sabiam os nomes dos compositores das peças e eram estimuladas a adivinharem os autores. As tentativas muito divertiram Ravel. Entre elas surgiram nomes como Kodály, Satie, Chopin ou mesmo Mozart.

Poulenc ainda muito jovem e servindo durante a guerra, arranjou tempo para compor essas Mouvements perpétuels e conseguiu as enviar para Ricardo Viñes estreá-las em um concerto de fevereiro de 1919. Estes concertos misturavam diferentes artes, com poesia e exposições de pinturas além de música. Essas peças foram um sucesso imediato e mesmo muitos anos depois, sempre as ouvindo, quando perguntado como ele se sentia sobre elas, Poulenc respondeu que “ainda podia tolerá-las”.

O Intermezzo foi uma das poucas peças que Poulenc compôs em 1934 e a dedicou a uma querida amiga, a Condessa Marie-Blanche de Polignac, uma música amadora muito aplicada. Rubinstein também era amigo da Condessa e ganhou de Poulenc uma cópia do Intermezzo, com a inscrição “Para Arthur, um retrato de nossa querida Marie-Blanche”.

Ravel recuperava-se das agruras da guerra na casa de campo de Madame Fernand Dreyfus quando encontrou inspiração para compor uma suíte para piano, Le Tombeau de Couperin. Fazia assim simultaneamente um tributo à música francesa antiga e a vários amigos que perdera na guerra. Desta suíte ouvimos aqui a Forlane, lindíssima. A outra peça de Ravel no disco, La Vallée des cloches pertence a outra suíte, Miroirs.

Mais duas lindas peças seguem, um famoso noturno de Gabriel Fauré e outro intermezzo de Poulenc, este composto em 1943.

O disco termina com uma peça “pitoresca”, Scherzo-Valse, de Chabrier, o mais barulhento e histriônico dos compositores (quase amador) francês. Certamente a peça prenuncia sua famosa España. E assim também termina a nossa noite imaginada e transformada em um belíssimo disco, mais um da dupla Rubinstein – Wilcox, o artista e o artístico produtor.

 

Maurice Ravel (1875-1937)

  1. Valses nobles et sentimentales

Francis Poulenc (1899-1963)

  1. Mouvements perpétuels
  2. Intermezzo em lá bemol maior

Maurice Ravel (1875-1937)

  1. Forlane (da Suíte ‘Le Tombeau de Couperin’)
  2. La Vallée des cloches (da Suíte ‘Miroirs’)

Gabriel Fauré (1845-1924)

  1. Noturno em lá bemol maior, Op. 33, 3

Francis Poulenc (1899-1963)

  1. Intermezzo No. 2 em ré bemol maior

Emmanuel Chabrier (1841-1924)

  1. Scherzo-Valse

Arthur Rubinstein, piano

Produção: Max Wilcox

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FLAC | 160 MB

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MP3 | 320 KBPS | 108 MB

Ravel colocou uma citação de Henri de Regnier no auto das Valses nobles et sentimentales: “… le plaisir delicieux et toujours nouveau d’une occupation inutile…” (… o prazer delicioso e sempre novo de uma ocupação inútil…)

Jurássico, perpétuo! Grande CD! Aproveite!

René Denon

Ainda mais Cordas: o Sarod e o Sitar (Ravi Shankar e Ali Akbar Khan – Ragas)

712cGonq0FL._SL1092_Encerramos esta série sobre as cordas com dois dos maiores músicos do século XX.

O sitarista Ravi Shankar (1920-2012) dispensa apresentações, até porque já foi devidamente apresentado aqui no PQP Bach e fará (a julgar pelo grande número de downloads) muitas outras aparições por aqui. Ali Akbar Khan foi o maior mestre moderno do sarod -espécie de alaúde indiano, que tem as mesmas 18 ou 19 cordas do oud persa (e como vocês são espertos, já tiveram o clique: oudal-oud – alaúde), embora tanto Khan quanto Shankar modestamente atribuíssem esta distinção, e também a de maior músico que jamais existiu, ao legendário Allauddin Khan (1862-1972), pai do primeiro e guru do segundo. A doçura solene do sarod e o timbre lisérgico do sitar garantem, a despeito da qualidade subótima de gravação, um dos mais eletrizantes álbuns de toda a música.

RAGAS – RAVI SHANKAR – ALI AKBAR KHAN

01 – Raga Palas Kafi
02 – Raga Bilashkani Todi

Ali Akbar Khan, sarod
Ravi Shankar, sitar
Kanall Dutta, tabla
Nodu Mullick e Ashish Kumar
, tamboura

03 – Raga Ramdas Malhar
04 – Raga Malika

Ali Akbar Khan,
sarod
Tabla e tamboura
– músicos não-creditados

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Shankar e Ali Akbar sob o olhar suserano do guru Allauddin Khan
Shankar e Ali Akbar sob o olhar suserano (e aparentemente vivo) do guru Allauddin Khan

Vassily Genrikhovich

 

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco maravilhoso! É magnificamente interpretado pelo Quarteto de Cordas Dinamarquês e tem repertório coerentemente interligado. O primeiro disco do projeto Prism foi indicado ao Grammy de melhor disco erudito. Ele ligava fugas de Bach, quartetos de Beethoven e obras de mestres modernos. Neste volume dois da série, temos uma linda versão da Fuga de Bach em Si bemol menor do Cravo Bem Temperado (no arranjo do compositor Emanuel Aloys Förster), o extrordionário Quarteto Nº 3 de Alfred Schnittke (1983), e — tchan! — mais o INCONTORNÁVEL Quarteto de Cordas Op. 130 de Beethoven e a Grande Fuga. Como o quarteto explica: “Um feixe de música é dividido através do prisma de Beethoven. O importante para nós é que essas conexões sejam amplamente experimentadas. Esperamos que o ouvinte se junte a nós na maravilha de ver os feixes de música que viajam de Bach e Beethoven até nossos dias. Gravado na histórica Reitstadel Neumarkt e produzido por Manfred Eicher, o álbum é de 2019, lançado enquanto o Quarteto de Cordas Dinamarquês embarca em uma turnê com recitais em ambos os lados do Atlântico, mas não no Brasil, claro…

Beethoven / Schnittke / Bach: Prism II

1 FUGUE IN Bb MINOR BWV 869
(Johann Sebastian Bach)
06:48

ALFRED SCHNITTKE – STRING QUARTET NO.3
2 Andante 06:11
3 Agitato 07:49
4 Pesante 08:36

LUDWIG VAN BEETHOVEN – STRING QUARTET OP.130 / OP.133
5 Adagio ma non troppo 09:52
6 Presto 02:00
7 Poco scherzoso. Andante con moto ma non troppo 07:05
8 Alla danza tedesca. Allegro assai 03:22
9 Cavatina. Adagio molo espressivo 07:49
10 Ouverture. Allegro – Fuga (Große Fuge) 16:44

Danish String Quartet:
Rune Tonsgaard Sørensen, Violin
Frederik Øland, Violin
Asbjørn Nørgaard, Viola
Fredrik Schøyen Sjölin, Violoncello

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Hum… A luz do lado esquerdo é Bach, Beethoven ou ambos?

PQP

Musica Antiqua Bohemica – František Brixi (1732-1771): Concertos para órgão e orquestra – Věra Heřmanová

su3741-2Já ouviram falar de Brixi? Eu não tinha, até ouvir dois destes concertos tocados pela mesma Věra Heřmanová e uma competente orquestra de estudantes na maravilhosa Igreja de São Nicolau (Svatý Mikuláš), joia barroca na margem direita do Vltava em Praga. Após o concerto, a simpática organista vendeu-me este CD e autografou-o com uma dedicatória em tcheco que ainda não decifrei. Mesmo afogado na sopa de letrinhas, gostei muito da gravação. O organista Brixi, foi mestre de capela da Catedral de São Vito (aquela que ainda hoje reina imponente no alto do Castelo de Praga) sabia escrever com brilho para seu instrumento e tirar bom proveito dos necessariamente pequenos conjuntos que acompanhavam o solista (que não poderiam, ademais, ser muito grandes, dada a acústica altamente ressonante das igrejas tchecas). O estilo de Brixi, mezzo clássico, mezzo barroco, é bem típico do período em que viveu.

BRIXI – ORGAN CONCERTOS

František Xaver BRIXI (1732-1771)

Concerto em Fá maior para órgão, duas trompas, cordas e baixo contínuo
01 – Allegro moderato
02 – Adagio
03 – Allegro assai

Concerto em Dó maior para órgão, dois clarins, cordas e baixo contínuo
04 – Allegro moderato
05 – Adagio
06 – Alla breve

Concerto em Sol maior para órgão, duas trompas, cordas e baixo contínuo
07 – Allegro moderato
08 – Adagio
09 – Allegro molto

Concerto em Ré maior para órgão, dois clarins, cordas e baixo contínuo
10 – Allegro moderato
11 – Andante molto
12 – Allegro

Věra Heřmanová, órgão
Capella Regia Musicalis, com instrumentos originais
Robert Hugo, regência

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A simpática Věra Heřmanová: ótima ao tocar, críptica ao escrever.
Věra Heřmanová: ótima ao tocar, críptica ao escrever

Vassily Genrikhovich

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

Vários: Dances – Peças para Piano – Benjamin Grosvenor

 

Danças?

 

Após muitos (muitos!) anos de experiência com música e discos, alguma coisa acaba-se aprendendo. Eu consigo farejar um bom disco a milhas de distância. E este álbum, eu sabia, é excelente. Se bem que gosto, não se deve discutir.

A rabugice e o conservadorismo são traços que afloram a medida em que a idade avança, é inexorável. Rabugento ainda não sou, mas tenho tido episódios. Conservador é claro que não sou, mas essas novidades de discos conceituais dão-me rugas na testa e um ligeiro movimento de pé atrás. Cheira-me a marketing. Mas neste caso, rendo-me absolutamente! Disco maravilhoso, de primeira à última faixa.

Dança é o tema do álbum cuja concepção foi inspirada em uma carta de Ferruccio Busoni para um de seus alunos, Egon Petri, propondo um programa dançante para um recital. Que ideia mais simples, mas maravilhosa…

Pois dança é o assunto do álbum que vai das antigas danças, como a sarabande da Partita do Bach até o Boogie Woogie, no estudo do Morton Gould. Entre elas, valsas, muitas maravilhosas valsas. Ah, polonaises também, pois há Chopin, e algumas mazurkinhas do Scriabin.

Não poderia faltar o Azul Danúbio e tango também.

E como não falar umas palavras sobre o Benjamin Grosvenor, este excelente pianista? Ele despontou para o mundo da música em 2004 ganhando o BBC Young Music Competition com 11 anos (bota Young nisso). Foi convidado a se apresentar na Primeira Noite do 2011 BBC Proms, com apenas 19 anos.

Em 2012, quando ganhou um importante prêmio – o Critics Choice, do Classic Brits, deixou a todos comovidos por dedicar o prêmio a seu irmão dois anos mais velho, portador de síndrome de Down. Benjamin explicou (candidamente):  Eu dedico este prêmio ao meu irmão Jonathan. Isto é por ter me aturado praticando horas seguidas por anos e anos e por ter ido a tantos dos meus concertos contra sua própria vontade. Afinal, para que servem irmãos?

Benjamin Grosvenor

Johann Sebastian Bach
Partita No. 4, BWV828
1 I. Overture
2 II. Allemande
3 III. Courante
4 IV. Aria
5 V. Sarabande
6 VI. Menuet
7 VII. Gigue

Frédéric Chopin
Andante spianato et grande polonaise brillante in E-flat major, Op. 22
8 I. Andante spianato in G major
9 II. Grande polonaise brillante in E-flat major
10 Polonaise no.5 in F sharp Minor Op. 44

Alexander Scriabin
Ten Mazurkas Op. 3
11 No. 6
12 No.4
13 No.9
14 Valse in Ab major Op. 38

Enrique Granados
Valses Poeticos
15 Preludio: Vivace molto
16 I. Melodioso
17 II.Tempo de Vals noble
18 III. Tempo de Vals lento
19 IV. Allegro humoristico
20 V. Allegretto (elegante)
21 VI. Quasi ad libitum (sentimental)
22 VII. Vivo
23 VIII. Presto

Adolf Schulz-Evler
24 Concert Arabesques on themes by Johann Strauss, “By The Beautiful Blue Danube”

Isaac Albeniz (arr. Leopold Godowsky)
25 Tango, Op.165, No.2

Morton Gould
26 Boogie Woogie Etude

Franz Liszt
27 2 Etudes de Concert S. 145, 2 – Gnomenreigen

Johann Sebastian Bach (arr. Wilhelm Kempff)
28. Sonata for Flute and Harpsichord, BWV 1031 – Siciliano

Benjamin Grosvenor, piano

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FLAC | 1,15 GB

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MP3 | 320 KBPS | 210 MB

Vejam as opiniões de alguns críticos:

“performance after performance of surpassing brilliance and character”

– Gramophone

“‘Jeu perlé’ to die for, ever changing colours and an innate sense of articulation and rubato”

– Diapason

“A revelation”

– American Record Guide

The CD is on the table!

Uma observação técnica: as duas últimas faixas desta postagem não fazem parte do disco oficial. Realmente, o disco deveria acabar no estudo do Morton Gould, um tremendo tour de force! Mas, as duas peças que seguem, o Gnomenreigen e o Siciliano de Liszt e Bach (Kempff) são tão bonitinhas que estão aí, como dois encores… Aproveitem!!

René Denon

Ainda mais Cordas: a Kora e a Harpa (Clychau Dibon – Seckou Keita e Catrin Finch)

917pB7tJJPL._SL1500_Da kora, a harpa mandê, já falamos aqui, , e acolá – e o senegalês Seckou Keita é um dos seus maiores virtuoses. Da galesa Catrin Finch, talvez a melhor harpista da atualidade, já tivemos uma gravação maravilhosa da versão harpística das Variações Goldberg que, segundo contou-me um passarinho, voltará em breve ao PQP Bach. Falando em passarinho, “dibon” é o nome de uma ave da África Ocidental cujo canto é tão famoso que deu nome a uma das 21 cordas da kora. Somem-se a elas as 47 cordas da harpa da galesa (“clychau” significa “sinos” em galês – e se acham esse nome difícil é porque vocês ainda nada viram) e, a partir de tradições aparentemente muito distintas (que o excelente encarte do disco trata de mostrar quão próximas são), o que se obtém é uma gravação sensacional, muito estimulante, e de verve surpreendente para um duo de instrumentos com tanta reputação de quase quietude.

CLYCHAU DIBON – CATRIN FINCH & SECKOU KEITA

01 – Genedigaeth koring-bato
02 – Future Strings
03 – Bamba
04 – Les Bras de Mer
05 – Robert Ap Huw meets Nialing Sonko
06 – Ceffylau
07 – Llongau térou-bi

Seckou Keita, kora
Catrin Finch, harpa

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Senegal e Gales, galesa e senegalês.
Senegal e Gales, galesa e senegalês.

Vassily Genrikhovich

Beethoven (1770-1827): Concertos para Piano No 3 & No 2 – Martha Argerich – Mahler CO – Claudio Abbado

Beethoven (1770-1827): Concertos para Piano No 3 & No 2 – Martha Argerich – Mahler CO – Claudio Abbado

 

 

Dream Team!

 

 

 

Quem é o protagonista na execução de um concerto para piano? É claro, imediatamente consideramos o solista, mas não devemos descuidar do regente, afinal ele (ou ela) fará a mediação entre a orquestra e o solista. Aliás, muito bem lembrado, a orquestra também tem papel relevante no processo.

O equilíbrio entre estas forças é determinante para o sucesso da apresentação ou gravação. Não é raro casos nos quais resultados apenas sofríveis seguem do encontro de grandes nomes. No outro lado da moeda, é possível fazer uma longa lista de excelentes resultados da colaboração de músicos menos famosos.

Ao compor o Concerto No. 2 ele era jovem

Pois bem, nesta postagem temos o melhor destas possibilidades: solista, regente e selo ou gravadora mais renomados – impossível! E a orquestra formada pelo seu regente é excelente! E para completar esse time de sonhos, o repertório: dois maravilhosos concertos de Beethoven!

A primeira gravação que Martha Argerich e Claudio Abbado fizeram juntos foi em 1967. Desde então esses dois artistas se encontraram algumas vezes para produzir gravações memoráveis. Para este disco a colaboração se deu em dois concertos gravados ao vivo, um em 2000 e o outro em 2004, no Teatro Comunale de Ferrara.

O livreto que acompanha o CD descreve a expectativa que antecedeu o concerto de 2004. Enquanto Martha ensaiava a parte do solista, Abbado preparava uma apresentação de Così fan tutte e havia um nervosismo até um pouco antes do concerto. Nada disso é, nem de sobra, sugerido pelo maravilhoso resultado que temos o privilégio de poder ouvir.

O Concerto No. 2 é o primeiro concerto composto por Beethoven, iniciado quando ele ainda morava em Bonn, mas revisto e finalmente publicado em Viena. Tanto este concerto quanto o de No. 3 mostram influência dos trabalhos de Mozart. Mas em se tratando de um compositor com personalidade tão forte, essa influência não esconde a individualidade do genial Ludovico.

O que dizer das interpretações, se você poderá constatar assim que baixar os arquivos? Não deixe de notar como a orquestra de câmara permite ouvir as texturas sonoras ainda mais claras, que há uma sensação de urgência e intensidade, mas com tempo suficiente para que música se desdobre sem atropelamentos. Note a maravilha das cadências e como os movimentos lentos são intensos e profundos. Enfim, guarde algum fôlego para os rondós arrebatadores.

Em uma das muitas elogiosas críticas que este álbum recebeu na ocasião de seu lançamento, lemos: Ouça o disco – ele é o antídoto para as gravações conservadoras. Em um universo ideal, as gravações de Beethoven seriam tão chocantemente refrescantes como esta.

Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Concerto para piano e orquestra No. 3 em dó menor, Op. 37

  1. Allegro com brio (Cadência: Beethoven)
  2. Lento
  3. Allegro

Concerto para piano e orquestra No. 2 em si bemol maior, Op. 19

  1. Allegro con brio (Cadência: Beethoven)
  2. Adagio
  3. Molto alegro

Martha Argerich, piano

Mahler Chamber Orchestra

Claudio Abbado

Gravação: Teatro Comunale de Ferrara (2000, Op. 19; 2004, Op. 37)

Produção: Christopher Alder

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FLAC | 259 MB

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MP3 | 320 KBPS | 147 MB

Com uma pianista desta, quem não fica feliz?

E ainda outro crítico: Com uma ótima gravação e a audiência só se fazendo ouvir no fim, este é um álbum que mostra como faz sentido gravar mais uma vez este repertório. Este é um Beethoven do século XXI que ainda será ouvido pelo século XXII afora. Até agora, a premunição está se cumprindo!

Aproveite, não espere até o século XXII!

René Denon

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Complete Cantatas – Vol 7 de 22 – Ton Koopman, Amsterdan Baroque Orchestra, etc.

Hoje trago mais um volume da série do Ton Koopman das integrais das Cantatas de Bach. Aos pouquinhos, estamos conseguindo postar, mesmo que aos trancos e barrancos. Não vou alegar a falta de tempo, pois até isso já cansou. Então vamos ao que viemos, OK?

Como sempre, o booklet é super explicativo, tem todas as informações lá, com a letra das cantatas, contexto histórico das mesmas, etc.. Divirtam-se,

COMPACT DISC 1

“Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe” BWV 25
For the 14th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Es ist nichts Gesundes an meinem Leibe”
2 Recitative (Tenor): “Die ganze Welt ist nur ein Hospital”
3 Aria (Bass): “Ach, wo hol ich Armer Rat?”
4 Recitative (Soprano): “Jesu, lieber Meister”
5 Aria (Soprano): “Öffne meinen schlechten Liedern”
6 Chorale: “Ich, will alle meine Tage”

“Christus, der ist mein Leben” BWV 95
For the 16th Sunday after Trinity

07 Chorus and recitative (Tenor): “Christus, der ist mein Leben”
08 Recitative (Soprano): “Nun, falsche Welt!”
09 Chorale: “Valet will ich dir geben”
10 Recitative (Tenor): “Ach, könnte mir doch bald so wohl gescheh’n”
11 Aria (Tenor): “Ach, schlage doch bald, selge Stunde”
12 Recitative (Bass): “Denn ich weiß dies”
13 Chorale: “Weil du vom Tod erstanden bist”

“Nimm, was dein ist, und gehe hin” BWV 144
For Septuagesima Sunday

14 Chorus: “Nimm, was dein ist, und gehe hin”
15 Aria (Alto): “Murre nicht lieber Christ”
16 Chorale: “Was Gott tut, das ist wohlgetan”
17 Recitative (Tenor): “Wo die Genügsamkeit regiert”
18 Aria (Soprano): “Genügsamkeit”
19 Chorale: “Was mein Gott will, das g’scheh’ allzeit”

“Halt im Gedächtnis Jesum Christ” BWV 67
For Low Sunday

20 Chorus: “Halt im Gedächtnis Jesum Christ”
21 Aria (Tenor): “Mein Jesus ist erstanden”
22 Recitative (Alto): “Mein Jesu, heißest du des Todes Gift”
23 Chorale: “Erschienen ist der herrlich’ Tag”
24 Recitotive (Alto): “Doch scheinet fast”
25 Aria (Bass): “Friede sei mit euch!”
26 Chorale: “Du Friedefürst, Herr Jesu Christ”

Compact Disc 2

“Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz” BWV 136
For the 8th Sunday after Trinity

1 Chorus: “Erforsche mich, Gott, und erfahre mein Herz”
2 Recitative (Tenor): “Ach, daß der Fluch”
3 Aria (Alto): “Es kommt ein Tag”
4 Recitative (Bass): “Die Himmel selber sind nicht rein”
5 (Tenor, Bass): “Uns treffen zwar der Sünden Flecken”
6 Chorale: “Dein Blut, der edle Saft”

Erwünschtes Freudenlicht” BWV 184
For Whit Tuesday

07 Recitative (Tenor): “Erwünschtes Freudenlicht”
08 Ario (Soprano, Alto): “Gesegnete Christen”
09 Recitative (Tenor): “So freuet euch”
10 Aria (Tenor): “Glück und Segen sind bereit”
11 Chorale: “Herr, ich hoff’ je”
12 horus: “Guter Hirte, Trost der Deinen”

“Herr, gehe nicht ins Gericht” BWV 105
For the 9th Sunday after Trinity

13 Chorus: “Herr, gehe nicht ins Gericht mit deinem Knecht”
14 Recitative (Alto): “Mein Gott, verwirf mich nicht”
15 Aria (Soprano): “Wie zittern und wanken”
16 Recitative (Bass): “Wohl aber dem, der seinen Bürgen weiß”
17 Aria (Tenor): “Kann ich nur Jesum mir zum Freunde machen”
18 Chorale: “Nun, ich weiß, du wirst mir stillen”

“Bringet dem Herrn Ehre seines Namens” BWV 148
For the 17th Sunday after Trinity

19 Chorus: “Bringet dem Herrn Ehre seines Namens”
20 Aria (Tenor): Ich eile, die Lehren”
21 Recitative (Alto): “So wie der Hirsch nach frischem Wasser schreit”
22 Aria (Alto): “Mund und Herze steht dir offen”
23 Recitative (Tenor): “Bleib auch, mein Gott, in mir”
24 Chorale: “Amen zu aller Stund”

Compact Disc 3

“Herz und Mund und Tat und Leben” BWV 147
For the Feast of the Visitation of the Blessed Virgin Mary

Erster Teil

01 Chorus: “Herz und Mund und Tat und Leben”
02 Recitative (Tenor): “Gebenedeiter Mund!”
03 Aria (Alto): “Schäme dich, o Seele, nicht”
04 Recitative (Bass): “Verstockung kann Gewaltige verblenden”
05 Aria (Soprano): “Bereite dir, Jesu, noch itzo die Bahn”
06 Chorale: “Wohl mir, daß ich Jesum habe” 3’13

Zweiter Teil

07 Aria (Tenor): “Hilf, Jesu, hilf, daß ich auch dich bekenne”
08 Recitative (Alto): “Der höchsten Allmacht Wunderhand”
09 Aria (Boss): “Ich woll von Jesu Wundern singen”
10 Chorale: “Jesus bleibet meine Freude”

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
Sexagesima Sunday

11 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
12 Recitative (Alto): “O unglückselger Stand verkehrter Seelen”
13 Aria (Tenor): “Der schädlichen Dornen unendliche Zahl”
14 Recitative (Soprano): “Von diesen wird die Kraft erstickt”
15 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

Alternative versions of tracks 11 and 15 at tracks 22 and 23

“Erhöhtes Fleisch und Blut” BWV 173
For Whit Monday

16 Recitative (Tenor): “Erhöhtes Fleisch und Blut”
17 Aria (Tenor): “Ein geheiligtes Gemüte”
18 Aria (Alto): “Gott will, o ihr Menschenkinder”
19 Aria (Soprano, Bass): “So hat Gott die Welt geliebt”
20 Recitative (Soprano, Tenor): “Unendlichster, den man doch Vater nennt”
21 Chorus: “Rühre, Höchster, unsern Geist” 2’39

“Leichtgesinnte Flattergeister” BWV 181
For Sexagesima Sunday

22 Aria (Bass): “Leichtgesinnte Flattergeister”
23 Chorus: “Laß, Höchster, uns zu allen Zeiten”

LISA LARSSON soprano
BOGNA BARTOSZ (BWV 24, 136, 144, 147, 148)
ELISABETH VON MAGNUS (BWV 67, 105, 173, 181, 184) alto
GERD TÜRK tenor
KLAUS MERTENS bass
THE AMSTERDAM BAROQUE ORCHESTRA & CHOIR TON KOOPMAN

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BOOKLET

Ainda mais Cordas: o Alaúde (Johann Sebastian Bach – Obra completa para alaúde – Konrad Junghänel)

51ZJVGAJMTLCalma, calma: prometo que esta série não passa dessa semana! Teria dezenas de outros instrumentos para apresentar (o sarod, o bouzouki e o erhu, por exemplo!), mas já há clamores e protestos por uma série sobre a família dos sopros, ou pela volta de pianos e das orquestras tonitruantes.

Antes disso, o alaúde – talvez meu instrumento favorito entre os de cordas dedilhadas. Tenho várias gravações com Julian Bream, que não só é meu violonista preferido como também um dos melhores alaudistas que existem. No entanto, poucos álbuns de alaúde agradam-me tanto quanto este duplo de Konrad Junghänel, que já apareceu aqui no PQP tocando obras de Sylvius Leopold Weiss, o contemporâneo de Johann Sebastian que tanto o inspirou na sua própria lavra para o instrumento. E, se há inúmeras outras transcrições de obras bachianas para o alaúde – a integral das quais está na admirável série que Hopkinson Smith gravou, e que publicarei oportunamente -, o que vocês ouvem aqui é aquilo que o próprio gênio escreveu ou transcreveu, pouco a pouco, entre uma cantata e outra, enquanto fazia crescer sua prole.

JOHANN SEBASTIAN BACH – COMPLETE LUTE WORKS
KONRAD JUNGHÄNEL

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Disco 1

Suíte em Sol menor, BWV 995
01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Gavotte I & II en rondeau
06 – Gigue

Suíte em Dó menor, BWV 999
07 – Prélude
08 – Fuga
09 – Sarabande
10 – Gigue – Double

11 – Prelúdio em Dó menor, BWV 999

12 – Fuga em Sol menor, BWV 1000

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Disco 2

01 – Prelúdio, Fuga e Allegro em Mi bemol maior, BWV 998

Suíte em Mi menor, BWV 996
02 – Praeludium (Passaggio – Presto)
03 – Allemande
04 – Courante
05 – Sarabande
06 – Bourrée
07 – Gigue

Suíte em Mi maior, BWV 1006a
08 – Prelúdio
09 – Loure
10 – Gavotte en rondeau
11 – Sarabande
12 – Bourrée I & II
13 – Gigue

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Konrad Junghänel, alaúde

Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto - e um magnífico Chanel!
Konrad Junghänel: além do talento, um bigodinho maroto – e um magnífico Chanel!

Vassily Genrikhovich

.:interlúdio:. Andrew Lloyd Webber (1948): VARIATIONS (1978)

.:interlúdio:. Andrew Lloyd Webber (1948): VARIATIONS (1978)

Se eu dissesse “Andrew Lloyd Webber é um dos principais compositores ingleses do fim do século 20”, não duvido que alguém dissesse: “ah, mas ele é um compositor de musicais, não de música séria”.

Bom, a palavra “compositor” significa apenas que o sujeito compõe, não contém em si nenhuma obrigação de que o objeto composto seja isto ou aquilo, e não dá pra negar que esse sujeito vem compondo uma quantidade enorme de música desde 1965 – e música que não me parece pior que a de um monte de compositores admitidos no cânone convencional do “sério”. E confesso que gosto bastante deste divertimento puramente instrumental que ele compôs em 1977 – uma exceção numa obra onde a palavra e a voz são praticamente onipresentes.

Vocês sabem de quem eu estou falando, né? Do sujeito que em 1970 estourou com Jesus Christ Superstar, que pretendia ser a “primeira ópera rock” — mas a Tommy da banda The Who acabou saindo antes (além de ser, talvez, mais legitimamente rock). De um modo ou de outro, JC Superstar ficou dez anos contínuos em cartaz em Londres; nesse meio tempo virou filme (1973), logo depois do que o Andrew atacou de Evita (1976), Cats (1981), e mais tarde The Phantom of the Opera, Sunset Boulevard etc. etc.

No meio disso tudo, esta peça puramente instrumental teria sido composta para… pagar uma aposta de futebol perdida para o seu irmão Julian Lloyd Webber, cellista clássico.

A prenda exigida por Julian foi justamente que Andrew compusesse uma peça para cello e banda de rock… mas é bom não esquecer que isso foi em tempos em que a palavra “rock” estava significando sobretudo a experimentação de emprego dos primeiros sintetizadores (Moog, Arp etc.) por grupos como Pink Floyd ou com pretensões classicizantes como Emerson Lake & Palmer.

Enfim, não sei por quê, Andrew resolveu repetir a seu modo um argumento (digamos assim) de Rachmaninoff: compor um conjunto de 24 variações sobre o tema do Capricho para violino nº 24 de Paganini. No caso de Rachmaninoff saiu a Rapsódia sobre um Tema de Paganini op.43 (1934), para piano e orquestra. Andrew também fez uma introdução, apresentou o tema, mas acrescentou só 23 variações… entremeadas com algumas variações de suas próprias variações.

Que rótulo caberia nessa música? Sei lá, o que menos me interessa são rótulos… O fato é que as tais variações correram mundo — tanto que mesmo se nunca tiver ouvido falar delas com certeza reconhecerá trechos.

Além disso, em 1990 gravou-se uma versão para cello e orquestra, novamente com Julian no solo, e com Lorin Maazel, nada menos, regendo a London Philharmonic Orchestra — num disco que inclui ainda uma peça do pai de Andrew, o também compositor William Lloyd Webber. Mas esse disco eu nunca ouvi, não posso dizer nada a não ser que existe…

A propósito, já falei demais, né? Vamos logo à música:

Andrew Lloyd Webber: VARIATIONS (1978)
para cello solo e banda de rock

Introduction
Theme (Paganini Caprice in A minor No. 24) and Variations 1-4
Variations 5 and 6
Variation 7
Variation 8
Variation 9
Variation 10
Variations 11-15 (including the Tributes)
Variation 16
Variations 13-14 Varied (listed as 14-15)
Variation 17
Variation 18
Variations 19, 20 and 5 Varied (listed as 6)
Variations 21 and 22
Variation 23

Julian Lloyd Webber – cello
Don Airey – Grand Piano, ARP Odyssey, Minimoog, Solina String Ensemble,
Fender Rhodes Piano
Rod Argent – Grand Piano, Minimog, Roland RS-202, Yamaha CS-80
Gary Moore – Gibson Les Paul, Rickenbacker electric 12 string Guitar,
Guild acoustic, Fender Stratocaster
Barbara Thompson – Flute, Alto Flute, Alto & Tenor Saxophone
Jon Hiseman – Arbiter Auto-Tune drums, Paiste cymbals & gongs, Percussion
John Mole – Fender Precision Bass, Hayman fretless bass guitar
Additional performers: Dave Caddick, Phil Collins, Herbie Flowers,
Bill Le Sage, Andrew Lloyd Webber

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Andrew Lloyd Webber: heavy metal, pero no mucho

Ranulfus

Trinta Anos sem o Muro da Vergonha (Ode to Freedom – Bernstein in Berlin – Ludwig van Beethoven (1770-1824) – Sinfonia no. 9, op. 125, “Coral”)

Trinta Anos sem o Muro da Vergonha (Ode to Freedom – Bernstein in Berlin – Ludwig van Beethoven (1770-1824) – Sinfonia no. 9, op. 125, “Coral”)

Celebramos hoje os trinta anos da derrubada do infame Muro de Berlim, naquele incrível novembro de 1989 que viu a Alemanha encaminhar sua reunificação após uma até então inimaginável cadeia de eventos. Logo no mês seguinte, Leonard Bernstein dirigiria as forças combinadas de orquestras e coros das duas Alemanhas e das antigas potências da ocupação em performances muito emotivas da Sinfonia “Coral” de Beethoven, notáveis pela substituição da palavra Freude (“alegria”) por Freiheit (“liberdade”) no texto da “Ode à Alegria” de Schiller, que serve de base para o movimento final. A iniciativa de Bernstein, sugerida por uma história apócrifa que atribuía a substituição ao próprio Schiller, numa versão alternativa da “Ode”, foi uma licença poética que, segundo o regente, certamente teria a aprovação de Beethoven. Nesses moldes, a Sinfonia Coral foi apresentada dos dois lados da cidade outrora dividida, com extraordinária repercussão, e esta gravação, feita ao vivo no dia do Natal de 1989, registra a última dessas performances. Realizada na Schauspielhaus da antiga Berlim Oriental (hoje conhecida como Konzerthaus Berlin) e transmitida ao vivo para dezenas de países, ela tem toda a riqueza e eventuais idiossincrasias que permeiam os últimos anos da carreira de Bernstein e faz parte do canto do cisne deste multitalentoso artista, que deporia a batuta em outubro do ano seguinte para falecer meros cinco dias depois.

ODE TO FREEDOM – BERNSTEIN IN BERLIN

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)
Sinfonia no. 9 em Ré menor, Op. 125, “Coral”
1 – Allegro ma non troppo, un poco maestoso
2 – Molto vivace
3 – Adagio molto e cantabile
4 – Presto – Allegro assai

June Anderson, soprano
Sarah Walker, mezzo-soprano
Klaus König, tenor
Jan-Hendrik Rootering, baixo
Coro da Rádio Bávara
Membros do Coro da Rádio de Berlim
Coro Infantil da Orquestra Filarmônica de Dresden
Orquestra Sinfônica da Rádio Bávara
com integrantes da Orquestra Estatal (Staatskapelle) de Dresden, Orquestra do Teatro Kirov (Leningrado), Filarmônica de Nova York, Orquestra Sinfônica de Londres e Orquestra de Paris
Leonard Bernstein, regência

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Bônus: o vídeo do concerto, gravado na Schauspielhaus de Berlim em 25/12/1989 (AVI, 900 MB):
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Bernstein e seu cigarro derrubando um ‘cadinho do Muro da Vergonha.

Vassily

 

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ontem e anteontem, apresentamos as versões de Mutter e Mullova para este extraordinário repertório. Pois Ibragimova crava sua bandeira no Olimpo dos bons registros modernos destas Sonatas. Aqui, ela é mais do que consistente. Mas ainda fico com Mutter… A delicadeza e a quietude de Alina Ibragimova é talvez a característica mais marcante dessas performances. Escute o centro lírico do final da Op 78, que coisa! Na primeira audição, fiquei desapontado por Ibragimova ser tão contida; na segunda, já achei que sua aparente reticência fazia todo sentido. Há grandes momentos — movimentos inteiros –, neste CD muito bem gravado. O final do Op. 100 transmite calor através de cores sutis, frases flexíveis e uma linda narrativa. A delicadeza do terceiro movimento do Op 108 é arrebatadora, graças em grande parte ao leve toque de Tiberghien. A inclusão de Clara Schumann é um bonito bonus track.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Ibragimova)

Johannes Brahms Violin Sonata No 1 In G Major (Op 78) (27:22)
1 – Vivace Ma Non Troppo 10:40
2 – Adagio – Pìu Andante – Adagio Come I 8:06
3 – Allegro Molto Moderato – Pìu Moderato 8:35

Johannes Brahms Violin Sonata No 2 In A Major (Op 100) (18:56)
4 – Allegro Amabile 8:08
5 – Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Pìu – Andante – Vivace 5:35
6 – Allegretto Grazioso, Quasi Andante 5:12

Johannes Brahms Violin Sonata No 3 In D Minor (Op 108) (21:15)
7 – Allegro 8:29
8 – Adagio 4:13
9 – Un Poco Presto E Con Sentimento 2:58
10 – Presto Agitato 5:33

11 Clara Schumann Andante Molto (No 1 Of Three Romances, Op 22)

Piano [Steinway & Sons] – Cédric Tiberghien
Violin – Alina Ibragimova

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Alina e Cédric, né?

PQP

Frédéric Chopin – Noturnos – Nikita Magaloff

Ah, os Noturnos … nosso incrível Vassilly recém nos brindou com uma série de postagens dedicadas a este gênero … nem sei o que poderia acrescentar àquela aula que tivemos. Talvez possa apenas pedir para os senhores fecharem os olhos para melhor degustar essas peças. Não são de fácil digestão, elas ficam martelando em nossa cabeça.  É necessária uma concentração muito grande. De preferência, sem ruídos externos. Estas pequenas, porém altamente complexas peças, devem ser, ao lado da ‘Marcia Funebre’ da Terceira Sinfonia de Beethoven, a música mais introspectiva que já foi composta.
Quando ouço o Noturno nº 2 tenho a impressão de estar ao lado de um regato tranquilo, a água fluindo, sem perturbações, os pássaros cantando, as borboletas ao redor das flores, sei lá, tenho esta sensação. Minha mãe sempre conta que tem esta mesma sensação quando ouve o ‘Clair de Lune’, de Debussy. Pode ser. Li em algum lugar que o próprio compositor se inspirou em um ambiente destes para compor essa obra. Não sei o que passava na cabeça de Chopin, só sei dizer que ele estava muito inspirado quando compôs todo este ciclo de Noturnos.

CD 1

01. Nocturne No. 1 in B flat minor, Op 9, No 1
02. Nocturne No. 2 in E flat, Op 9, No 2
03. Nocturne No. 3 in B, Op 9, No 3
04. Nocturne No. 4 in F, Op 15, No 1
05. Nocturne No. 5 in F Sharp, Op 15, No 3
06. Nocturne No. 6 in G minor, Op 15, No 3
07. Nocturne No. 7 in C Sharp minor, Op 27, No 1
08. Nocturne No. 8 in D flat, Op 27, No 2
09. Nocturne No. 9 in B, Op 32, No 1
10. Nocturne No. 10 in A flat, Op 32, No 2
11. Nocturne No. 11 in G minor, Op 37, No 1

CD 2

01. Nocturnes No. 12
02. Nocturnes No. 13
03. Nocturnes No. 14
04. Nocturnes No. 15
05. Nocturnes No. 16
06. Nocturnes No. 17
07. Nocturnes No. 18
08. Nocturnes No. 19
09. Nocturnes No. 20 in C sharp minor, op. posth
10. Nocturnes No. 21 in C minor, op. posth

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para Violoncelo Solo – Dimos Goudaroulis

05483Nossa cornucópia dessas maravilhosas Suítes traz agora sua primeira gravação brasileira em violoncelo barroco, feita por Dimos Goudaroulis.

O incansável artista grego, que já deu o ar de sua graça por aqui com um bonito álbum duplo de violoncello piccolo, devota recitais inteiros a essas obras seminais.

Tive o privilégio de assistir a dois deles. O primeiro, num teatro pequenino, com iluminação muito econômica e ambiente intimista, em meio a só um punhado de pessoas, deu-me a nítida sensação de estar com os ouvidos encostados na caixa de ressonância, tamanha a proximidade com o instrumentista.  No segundo, as Suítes – por definição, sequências de danças estilizadas – serviram de base para seis coreógrafos suarem suas malhas em torno de um impávido Goudaroulis.

Ismael Ivo e Goudaroulis numa "Pietà" coreográfico-violoncelística
Ismael Ivo e Goudaroulis numa “Pietà” coreográfico-violoncelística

Esta gravação reproduz com bastante fidelidade o que escutei nos recitais: prelúdios tocados com liberdade quase improvisatória, danças pulsantes, e uma proximidade que nos traz aos ouvidos a respiração do músico e, eventualmente, aquilo que o PQP Bach chama de “ruídos de marcenaria”. Goudaroulis executa a Suíte no. 6 num instrumento de cinco cordas, conforme instruções da partitura – o mesmo violoncello piccolo que, num lance de serendipidade, encontrou esquecido no ateliê de um luthier. No primeiro disco há uma faixa-bônus, com a transcrição da allemande da Partita BWV 1004, originalmente para violino solo.

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

SEIS SUÍTES PARA VIOLONCELO SOLO, BWV 1007-1012

CD 01

SUÍTE NO. 1 EM SOL MAIOR, BWV 1007

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1008

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courrante
10 – Sarabande
11 – Menuet I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO. 3 EM DÓ MAIOR, BWV 1009

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Bourrée I & II
18 – Gigue

PARTITA NO. 2 EM RÉ MENOR, BWV 1004 (transcrita para violoncelo solo)

19 – Allemande

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CD 02

SUÍTE NO. 4 EM MI BEMOL MAIOR, BWV 1010

01 – Prélude
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Bourrée I & II
06 – Gigue

SUÍTE NO. 5 EM DÓ MENOR, BWV 1011

07 – Prélude
08 – Allemande
09 – Courante
10 – Sarabande
11 – Gavotte I & II
12 – Gigue

SUÍTE NO.6 EM RÉ MAIOR, BWV 1012*

13 – Prélude
14 – Allemande
15 – Courante
16 – Sarabande
17 – Gavotte I & II
18 – Gigue

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DIMOS GOUDAROULIS, violoncelo e *violoncello piccolo

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Vassily Genrikhovich

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Lembram do post de ontem, destas mesmas Sonatas com Mullova? Pois bem, disse que achava esta gravação ainda melhor e justifico a opinião pelo sotaque absolutamente germânico de tudo o que ouvimos aqui. É claro que Mutter É GERMÂNICA e faz com que o fator local seja decisivo na peleja. Mas também — e aí temos que esquecer os alemães — o trabalho do pianista norte-americano Lambert Orkis parece fazer uma diferença decisiva a favor de Mutter. A parceria Mutter-Orkis, de tantas gravações — remember a tremenda e enorme integral das Sonatas de Beethoven — parece notavelmente coesa e convincente. Mas é apenas minha opinião. Amanhã, teremos Ibragimova com estas mesmas Sonatas.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mutter)

01 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 1 Allegro amabile
02 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 2 Andante tranquillo
03 Sonata for Violin and Piano No 2 in A Op 100 3 Allegretto grazioso – Quasi andante

04 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 1 Vivace ma non troppo
05 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 2 Adagio
06 Sonata for Violin and Piano No 1 in G Op 78 3 Allegro molto moderato

07 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 1 Allegro
08 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 2 Adagio
09 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 3 Un poco presto e con sentimento
10 Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor Op108 4 Presto agitato

Anne-Sophie Mutter – Violin
Lambert Orkis – Piano

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Mutter, né?

PQP

Johannes Brahms (1833-1896) – Sonatas para Violoncelo e Piano, Robert Schumann (1810-1856) – Fünf Stünke in Volkston, op. 102 – Anner Bylsma, Lambert Orkis

Este CD reúne dois excepcionais músicos, o violoncelista Anner Bylsma e o pianista Lambert Orkis, dois experientes músicos, que gravaram juntos nos anos 90, até Orkis ser ‘cooptado’ pela divina Anne-Sophie Mutter, para ser seu fiel escudeiro, e assim tem sido nos último 25 anos.  Aqui eles interpretam duas das mais importantes e belas obras do Romantismo, as Sonatas para Violoncelo de Brahms. Isso aqui é tão bom, mas tão bom que só a primeira sonata já ouvi três vezes seguidas.
A intensidade que a dupla impõe às obras é única. Trata-se de um CD emocionante, antes de tudo. O som do violoncelo de Anner Bylsma quase chora em um lamento angustiante, dolorido. Poucas vezes tive a oportunidade de ouvir uma interpretação tão apaixonada e intensa quanto esta. Só os grandes músicos conseguem este resultado, depois de muito tempo de dedicação. A comparação inevitável é Rostropovich – Serkin, e ouso dizer que Bylsma / Orkis ganharia por uma diferença de meio corpo.

01. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) I. Allegro non troppo
02. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) II. Allegretto quas
03. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 1 in E minor (op. 38) III. Allegro
04. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) I. ‘Vanitas vanitatum’. Mi
05. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) II. Lansgam
06. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) III. Nicht schnell, mit vi
07. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) IV. Nicht zu rasch
08. Schumann Robert – 5 Stuecke im volkston (op. 102) V. Stark und markiert
09. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) I. Allegro vivace
10. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) II. Adagio affetuoso
11. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) III. Allegro passionato (
12. Brahms Johannes – Cello Sonata No. 2 in F (op. 99) IV. Allegro molto

Anner Bylsma – Violoncelo
Lambert Orkis – Piano

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O Tenor Perdido – Dimos Goudaroulis – Nicolau de Figueiredo

O Tenor Perdido – Dimos Goudaroulis – Nicolau de Figueiredo

3249306O violoncelista grego Dimos Goudaroulis foi professor da Unicamp e entusiástico divulgador de seu instrumento no país que o acolheu. Responsável pela primeira gravação brasileira das Suítes de J. S. Bach em violoncelo barroco, apresentou com sucesso essas grandes obras como programa único em vários e, até então, impensáveis recitais.

Neste “O Tenor Perdido”, Goudaroulis explora o repertório do violoncello piccolo, que seria (daí o título) o tenor em oblívio da família das cordas. No rico encarte que acompanha a gravação, o violoncelista descreve seu encontro com o raro instrumento, num caso feliz de serendipidade: um violoncelo “de criança”, que encontrou empoeirado num atelier de luteria, cujo som muito “pequeno” era insatisfatório com o encordoamento tradicional, até que lhe ocorreu a ideia de retirar-lhe a corda Dó grave e colocar-lhe uma corda Mi aguda, “como um violino grande” e – voilà! – o pequeno violoncelo, agora com o som “três vezes maior”, assim começar a “cantar no agudo”.

Acompanhado do ótimo cravista Nicolau de Figueiredo, Goudaroulis interpreta o que se considera ser repertório original para violoncello piccolo, muito embora, como explica no encarte [já lhes falei que o encarte é ótimo? Comprem o CD e confiram!], nem sempre as partituras o indicassem como tal. O bonito timbre do “tenor perdido” brilha nas obras dos pouco conhecidos Valentini, Caporalli e Babell, nesta caprichada gravação de 2010.

[meus agradecimentos aos leitores-ouvintes Rameau e Nicholas, que gentilmente corrigiram a minha afirmação de que Goudaroulis fizera a primeira gravação brasileira das Suítes de Bach, e que imperdoavalmente não levou em conta precedentes ilustres como os de Aldo Parisot e de Antonio Meneses, e ao leitor-ouvinte Lucas, que me informou que Goudaroulis não é mais professor da Unicamp]

O TENOR PERDIDO
DIMOS GOUDAROULIS – NICOLAU DE FIGUEIREDO

CD1

Giuseppe VALENTINI (ca. 1680 – 1752)

Allettamenti para violoncello piccolo e baixo contínuo, Op. 8

Allettamento I em Ré menor

01 – Andante affetuoso
02 – Allegro
03 – Amoroso
04 – Presto
05 – Allegro

Allettamento II em Si menor

06 – Largo
07 – Allegro
08 – Adagio
09 – Allegro
10 – Vivace

Allettamento VI em Fá sustenido menor

11 – Largo
12 – Allegro
13 – Amoroso andante
14 – Presto
15 – Vivace

Allettamento VII em Lá maior

16 – Andante
17 – Allegro
18 – Largo andante
19 – Vivace affetuoso
20 – Vivave

Allettamento XII em Ré menor

21 – Adagio
22 – Presto
23 – Largo
24 – Allegro
25 – Presto

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CD 2

Andrea CAPORALE (? – 1757?)

Sonata no. 1 em Lá maior para violoncello piccolo e baixo contínuo

01 – Adagio
02 – Spiritoso
03 – Vivace

William BABELL (1689/90 – 1723)

Transcrições da ópera “Rinaldo” de Georg Friedrich Händel

“First set” em Fá maior, para cravo solo

04 – Preludio – Presto
05 – The Ouverture of Rinaldo: Vivace/Allegro/Adagio?giga, Presto
06 – ‘Sovra balze’ (Aria di Godofredo) – Vivace
07 – ‘Lascia ch’io pianga” (Aria d’Almirena) – Adagio
08 – ‘Sulla ruota di fortuna” (Aria d’Eustazio) – Presto

“Fourth Set” em Sol maior, para cravo solo (excerto)

09 – “Vò far guerra” (Aria d’Armida) – Allegro

Andrea CAPORALE 

Seis Solos para Violoncelo do Senhor Caporale

Sonata III em Ré maior, para violoncello piccolo e baixo contínuo

10 – Adagio
11 – Allegro
12 – Cantabile

Sonata II em Si bemol maior, para violoncello piccolo e baixo contínuo

13 – Adagio
14 – Allegro
15 – Vivace moderato

Sonata em Ré menor para violoncello piccolo e baixo contínuo

16 – Adagio
17 – Allegro
18 – Allegro – tempo di minuetto

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Dimos Goudaroulis, violoncello piccolo de quatro cordas (Alemanha, final do século XVII)
Nicolau de Figueiredo, cravo (William Takahashi, cópia de um instrumento francês do século XVIII de Pascal Taskin)

Dimos

Vassily Genrikhovich

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

Havia um velho post de FDP Bach onde ele perguntava aos pequepianos: quem toca melhor estas Sonatas, Mullova ou Mutter? E disponibilizava ambas as gravações. Eu sei lá onde foi parar este post, mas eu, que não sou bobo, fiquei com os arquivos cá comigo. Na minha opinião, Mutter vence a disputa, apesar da absoluta correção de Mullova. Acho que o trabalho de Mutter é mágico, brilhante, e Mullova ficaria, em minha DESCONSIDERÁVEL opinião. Só que estamos falando do Olimpo das interpretações. Você ouve a que quiser. Amanhã teremos Mutter. E, depois de amanhã, vou meter Ibragimova na disputa. Aguardem.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino e Piano (Mullova)

01. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 1. Vivace ma non troppo
02. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 2. Adagio
03. Brahms Sonata No.1 in G, Op.78 – 3. Allegro molto moderato

04. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 1. Allegro amabile
05. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 2. Andante tranquillo – Vivace – Andante –
06. Brahms Sonata No.2 in A, Op.100 – 3. Allegretto grazioso (quasi Andante)

07. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 1. Allegro
08. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 2. Adagio
09. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 3. Un poco presto e con sentimento
10. Brahms Sonata No.3 in D minor, Op.108 – 4. Presto agitato

Viktoria Mullova – Violin
Piotr Anderszewsky – Piano

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Mullova, né?

PQP

Frederic Chopin – Ballades, Impromptus – Nikita Magaloff

Não sei com relação aos senhores, mas minha vida seria um tédio se não fosse a música. É ela que me alimenta, espiritualmente falando, que me dá forças para encarar as agruras do dia a dia. Preciso dela como se fosse um remédio para curar as mazelas da vida. Não quero parecer pessimista, nem de mal com a vida. Ao contrário. Digamos que cheguei a uma fase de minha vida em que não adianta mais ficar chorando pelo leite derramado, ele nunca vai voltar para o copo. É preciso ir em frente, encarar as adversidades, e para isso preciso desse alimento para a alma, que chamam de música.
E por algum motivo, alguns compositores tem esta incrível capacidade de nos fazer pensar, os senhores também não tem esta sensação? Ouçam o Scherzo nº 2, magistralmente interpretado pelo Nikita Magaloff no segundo CD desta série, que foi disponibilizado dia destes para os senhores. .. não parece um questionamento que o compositor nos faz logo no início, nos perguntando ‘E aí, como vão as coisas?’
Já neste terceiro CD, bem, aqui a coisa é ainda mais séria: temos as magníficas 4 Baladas, já tão gravadas, dissecadas pelos principais pianistas do século XX e deste início de Século XXI. A música de Chopin tem esta incrível capacidade de nos fazer refletir. Volto a pedir sua atenção para este terceiro CD. Temos um intérprete maduro, em sua total capacidade técnica e no apogeu de maturidade artística nos brindando e nos convidando a esta reflexão. Digamos que ele está nos fornecendo a trilha sonora para esta reflexão.

01. Ballade No. 1 (1974)
02. Ballade No. 2
03. Ballade No. 3
04. Ballade No. 4
05. Impromptu No. 1
06. Impromptu No. 2
07. Impromptu No. 3
08. Impromptu No. 4

Nikita Magaloff – Piano

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A Família das Cordas: Violoncello Piccolo – Anner Bylsma

61NLGHcQ7ML._SY355_Encerramos a série d’A Família das Cordas e voltamos à nossa programação normal?

Nah-nah: temos que postar alguma coisa do violoncello piccolo, que não será estranho àqueles que escutaram o bonito O Tenor Perdido, álbum duplo de Dimos Goudaroulis e Nicolau de Figueiredo.

Quem entre vós outros se dá o trabalho, entre os cliques frenéticos nos links de download, de prestar um pouquinho de atenção nos textos que escrevemos, vai lembrar que já contamos algo da história desse instrumento na postagem d’O Tenor Perdido. Como supomos, no entanto, que vocês sejam poucos, tamanho o disparate entre o número de downloads e o de comentários que recebemos, vou repetir. Aliás, eu não: deixo o próprio Goudaroulis repetir (até porque o Estadão não me deixa colar aqui seu interessante texto).

O ótimo Anner Bylsma lança mão deste tenor de bonito timbre e irrisório repertório para tocar transcrições de obras de Johann Sebastian Bach para flauta e violino solo. Bylsma usaria o mesmo instrumento para fazer, junto com o cravista Bob van Asperen, uma maravilhosa gravação das Sonatas BWV 1027 a 1029, originalmente para a viola da gamba, que algum dia será polinizada por este muito acessado, mas pouco comentado blogue.

ANNER BYLSMA – VIOLONCELLO PICCOLO – JOHANN SEBASTIAN BACH

Johann Sebastian BACH (1685-1750)

Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006

01 – Prelude
02 – Loure
03 – Gavotte en rondeau
04 – Gavotte I-II
05 – Bourrée
06 – Gigue

Partita em Lá menor para flauta solo, BWV 1013 (transposta para Sol menor)

07 – Allemande
08 – Courante
09 – Sarabande
10 – Bourrée anglaise

Sonata no. 2 em Lá menor para violino solo, BWV 1003

11 – Grave
12 – Fuga
13 – Andante
14 – Allegro

Anner Bylsma, violoncello piccolo e transcrições

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Algumas pessoas que conhecem Bylsma só pelo nome acham que ele seja uma mulher. O rapaz que me vendeu este CD também achava o mesmo e, imaginando uma neerlandesa pernuda, ficou um pouco chateado com a revelação. Bylsma, pelo jeito, também ficou.
Algumas pessoas que conhecem Bylsma só pelo nome acham que ele seja uma mulher. O rapaz que me vendeu este CD também achava o mesmo e, imaginando uma neerlandesa pernuda, ficou um pouco chateado com a revelação.
Bylsma, pelo jeito, também ficou bicudo.

Vassily Genrikhovich

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Gosto muito da música de Gabriel Fauré. Ela soa como um Brahms francês, um Brahms menos denso, mas cheio de elegância e belas melodias. Fico feliz ao ouvi-lo. A música de Fauré também tem sido descrita como uma ligação entre o romantismo e o modernismo, no primeiro quarto do século XX. Quando nasceu, Chopin ainda compunha e, quando morreu, começava-se a ouvir o jazz e a música atonal da Segunda Escola de Viena. O Grove Dictionary of Music and Musicians, que o descreve como o compositor mais avançado da sua geração em França, salienta que as suas inovações harmônicas e melódicas influenciaram a música de muitas gerações. Estes quartetos são belíssimos e a interpretação do Wanderer é digna deles.

Gabriel Fauré: Quartetos para Piano Nros 1 e 2

Piano Quartet No.1 Op.15
1 Allegro Molto Moderato 9:30
2 Scherzo. Allegro Vivo 5:26
3 Adagio 7:10
4 Finale. Allegro Molto 7:43

Piano Quartet No.2 Op.55 In G Minor
5 Allegro Molto Moderato 11:05
6 Scherzo. Allegro Molto 3:29
7 Adagio Non Troppo 9:50
8 Finale. Allegro Molto 8:07

Trio Wanderer:
Cello – Raphaël Pidoux
Piano – Vincent Coq
Violin – Jean-Marc Phillips-Varjabédian
+ Viola – Antoine Tamestit

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Georges Seurat (1859-1891): Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte (estudo)

PQP