.: interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Cds 5 e 6 de 6 – Keith Jarrett

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Vamos então fechar essa coleção maravilhosa do genial Keith Jarrett em sua excursão japonesa em 1976. O sexto cd é mais curtinho, são os “encores” ou seja, os “BIS”.
Fiquei muito contente com a recepção que esses cds tiveram. Em alguns momentos não são de fácil compreensão para ouvidos não treinados, mas temos de lembrar que são improvisos, e nesse campo, Keith Jarrett é o mestre supremo. São experimentações sonoras, testando todas as possibilidades do instrumento.
Mais frente, trarei outras pérolas desse gigante do piano.

CD 5

1. Sapporo, November 18, 1976 (Part 1)
2. Sapporo, November 18, 1976 (Part 2)

CD 6

01 – Encore From Sapporo
02 – Encore From Tokyo
03 – Encore From Nagoya

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 5 de 8

UM DOS MELHORES CDs DESTA SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.

O quinto cd da coleção “Boulez Conducts Bartók” traz o genial segundo concerto para violino, um de meus favoritos. E o solista Gil Shaham, para variar, dá um show, esbanjando virtuosismo. Eis um cd muito bom para ser apreciado num final de tarde chuvoso e abafado como o de hoje aqui em minha cidade, lendo um bom livro. Ou apenas apreciando a qualidade da música e da sua interpretação. Já ouvi diversos intérpretes deste concerto, e Shaham consegue se destacar, com certeza. Um detalhe: infelizmente tenho de concordar com alguns comentaristas da amazon: o problema desta gravação é o Boulez. Não sei explicar que acontece. Em alguns momentos aparenta um desânimo desconcertante.. será que é impressão minha e não consigo, ou não consegui captar o que o francês desejava? A Chicago Symphony é uma excepcional orquestra, e supre estes “lapsos” com certo desasossego, eu diria, parece que os músicos estão meio incomodados. Como consigo captar isso? Sei lá… às vezes, quando o violino entra pulsante, cheio de vida, a resposta da orquestra no começo é meio tímida, mas depois meio que pega no tranco.

Por favor, gostaria de saber a opinião dos senhores. Será que esta impressão é só minha?

As duas rapsódias para violino e orquestra novamente destacam a paixão de Bartók pelo folclore de seu país. E o violino está sempre em primeiro plano, flanando, livre, sem preocupações, virtuosístico sempre, afinal de contas temos aqui música húngara. E nenhum instrumento expressa melhor a cultura húngara do que o violino.

Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók (Cd 5 de 8) Concerto for Violin and Orchestra,  Rhapsody for Violin and Orchestra no 1 and Rhapsody for Violin and Orchestra no.2

01 – Concerto for Violin and Orchestra no.2 Sz112 – 1. Allegro non troppo
02 – 2. Andante tranquillo
03 – 3. Allegro molto
04 – Rhapsody for Violin and Orchestra – 1. Lassú. Moderato
05 – 2. Friss. Allegretto moderato
06 – Rhapsody for Violin and Orchestra no.2 Sz90 – 1. Lassú. Moderato
07 – 2. Friss. Allegro moderato

Gil Shaham – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

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Bela Bartók

Bela Bartók

FDP Bach

Daníel Bjarnason (1979): Processions

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um novo compositor estreia hoje no PQP Bach. Daníel Bjarnason é um islandês, compositor e maestro, nascido em Reykjavík. É uma figura conhecida: já regeu a Los Angeles Philharmonic, The Ulster Orchestra, Winnipeg Symphony Orchestra, Britten Sinfonia, Adelaide Symphony Orchestra e sua música foi interpretada por gente como Gustavo Dudamel, James Conlon, Ilan Volkov, etc. Em seu país pertence ao selo-comunidade de compositores chamado Bedroom Community.

Os elogios recebidos por este álbum não são por acaso. O disco inicia por Bow to String, uma peça para infinitos violoncelos gravados pelo mesmo instrumentista, de nome Sæunn Þorsteinsdóttir — pronuncie você meu amigo, desejo-lhe em dobro. É uma esplêndida peça que você deverá conhecer. Processions é um belo Concerto para Piano cheio de personalidade e com final cinematográfico. O CD fecha suas cortinas com Skelja, uma tranquila composição para harpa e percussão.

O mundo gira e as novidades e os novos talentos vão aparecendo. Vida longa e criativa para Daníel Bjarnason!

Daníel Bjarnason (1979): Processions

1. Bow to String I. “Sorrow conquers happiness” 05:20
2. Bow to String II. Blood To Bones 05:08
3. Bow to String III. Air to Breath 04:11

4. Processions I. In Medias Res 10:24
5. Processions II. Spindrift 12:33
6. Processions III. Red–handed 05:34

7. Skelja 06:21

Instrumentistas:
Bow to String
Sæunn Þorsteinsdóttir: Cello (or ‘an infinite number of cellos’)
Valgeir Sigurðsson: Programming on 1st movement, Sorrow conquers happiness

Processions
Iceland Symphony Orchestra
Víkingur Heiðar Ólafsson: Piano
Daníel Bjarnason: Conductor

Skelja
Katie Buckley: Harp
Frank Aarnink: Percussion

Iceland Symphony Orchestra: 1st Violin: Sigrún Eðvaldsdóttir, Zbigniew Dubik, Martin Frewer, Bryndís Pálsdóttir, Júlíana Elín Kjartansdóttir, Gunnhildur Daðadóttir, Mark Reedman, Sigríður Hrafnkelsdóttir, Pálína Árnadóttir, Hildigunnur Halldórsdóttir, Rósa Guðmundsdóttir, Magdalena Dubik 2nd Violin: Ari Þór Vilhjálmsson, Margrét Þorsteinsdóttir, Þórdís Stross, Christian Diethard, Roland Hartwell, Ólöf Þorvarðsdóttir, María Weiss, Ingrid Karlsdóttir, Kristján Matthíasson, Joanna Koziura Viola: Þórunn Ósk Marinósdóttir, Sarah Buckley, Guðrún Þórarinsdóttir, Kathryn Harrison, Eyjólfur Alfreðsson, Sesselja Halldórsdóttir, Herdís Anna Jónsdóttir, Þórarinn Már Baldursson Cello: Sigurgeir Agnarsson, Hrafnkell Orri Egilsson, Margrét Árnadóttir, Lovísa Fjeldsted, Bryndís Björgvinsdóttir, Ólöf Sesselja Óskarsdóttir, Auður Ingvadóttir Doublebass Hávarður Tryggvason, Dean Ferrell, Jóhannes Georgsson, Þórir Jóhannsson, Gunnlaugur Torfi Stefánsson Flute: Áshildur Haraldsdóttir, Melkorka Ólafsdóttir Oboe: Daði Kolbeinsson, Peter Tompkins Clarinet: Rúnar Óskarsson, Sigurður I. Snorrason Bassoon:Rúnar Vilbergsson, Brjánn Ingason Horn: Joseph Ognibene, Emil Friðfinnsson, Stefán Jón Bernharðsson, Lilja Valdimarsdóttir Trumpet: Ásgeir Steingrímsson, Einar Jónsson, Eiríkur Örn Pálsson Trombone: Sigurður Þorbergsson, Jón Halldór Finnsson, David Bobroff Tuba: Finnbogi Óskarsson Harp: Elísabet Waage Timpani: Eggert Pálsson Percussion: Steef van Oosterhout, Frank Aarnink, Kjartan Guðnason

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Daníel Bjarnason

Daníel Bjarnason, um gato que deixamos para as pequepianas que nos prestigiam diariamente.

PQP

Peter Lieberson (1946): Neruda songs


Foi uma surpresa pra mim encontrar em pleno século XXI canções compostas com o mesmo brilhantismo das Canções da Auvérnia de Canteloube ou das Quatro últimas canções de Richard Strauss.

As Canções de Neruda, escritas entre 2003 e 2004 sob encomenda conjunta da Filarmônica de Los Angeles e da Sinfônica de Boston, estrearam em 2005 e foram gravadas no ano seguinte, pouco antes do falecimento de Lorraine Hunt Lieberson, segunda esposa de Peter.

Lorraine, meio-soprano de extremo domínio técnico e excepcional tessitura, ganhou o Grammy póstumo de melhor performance vocal feminina em 2007 por conta deste CD. Ela lutou durante os últimos anos contra um câncer de garganta, que fortunadamente não lhe afetou a voz durante a estreia mundial e a gravação das Canções de Neruda – inspiradas pela paixão comum que o casal tinha pelo poeta chileno.

Ambos chegaram a passar um tempo em Abadiânia, Goiás, quando do início da composição das canções. Atualmente, é Peter que se encontra recolhido por conta de um linfoma.

Não tenho o costume de dar notas aos álbuns, mas esse [para os fãs de lieder] é dez.

***

Lorraine Hunt Lieberson sings Peter Lieberson ‘Neruda Songs’

1. Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna…
2. Amor, amor, las nubes a la torre del cielo
3. No estes lejos de mi un solo dia
4. Ya eres mia. Reposa con tu sueno en mi sueno
5. Amor mio, si muero y tu no mueres

Performer: Lorraine Hunt Lieberson
Orchestra: Boston Symphony Orchestra
Conductor: James Levine

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Peter Lieberson

Peter Lieberson, lieder de primeira linha

CVL (link revalidado por PQP)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet


Como a arte da fuga não tem instrumentação definida, não é pecado eu dizer que eu acho essa a melhor gravação de A Arte da Fuga. Ainda gosto muito da versão para dois Pianos… Não sei dizer, qual das duas eu gosto mais. Eu sei que esta gravação é do cacete. Os caras são muito bons. Não deixam margem de erro nenhuma. Executam tudo ao pé da letra. Como Bach escreveu. O que mais me impressionou foi que o grupo não tentou puxar para o Jazz. Fizeram tudo Classudo como deve ser.

Essa gravação me lembrou a época que eu estava começando a tocar clarineta, pois tinha um exercício muito paracido com o Contrapunctus 12. Ainda assim o som do Saxofone tocando Bach me cativa. Sinto-me outra pessoa ouvindo isso. É isso aí. Uma boa Audição.

J. S. Bach – A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

1. Contrapunctus 1
2. Contrapunctus 2
3. Contrapunctus 3
4. Contrapunctus 4
5. Contrapunctus 5
6. Contrapunctus 13. Canon all Duodecima in Contrapunto alla Quinta
7. Contrapunctus 14. Canon all Decima. Contrapunto alla Terza
8. Contrapunctus 7
9. Contrapunctus 8
10. Contrapunctus 10
11. Contrapunctus 6
12. Contrapunctus 9
13. Contrapunctus 11
14. Contrapunctus 15. Canon per Augmentationem in Contrario Motu
15. Contrapunctus 12. Canon alla Ottava
16. Contrapunctus 16. Rectus
17. Contrapunctus 16. Inversus
18. Contrapunctus 19. Unfinished
19. Choral. Wenn wir in höchsten Nöthen sein

Performer: Michael Stephenson, soprano saxophone
Christopher Hemingway, alto saxophone
Stephen Pollock, tenor saxophone
Brad Hubbard, baritone saxophone

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Saxy Bach: porque eu toco de tudo, sem preconceitos

Saxy Bach: porque ele não teria preconceitos. Esta gravação é sensacional.

Gabriel Clarinet (revalidado por PQP)

Amaral Vieira (1952): Fausto

Aqui vai o segundo CD com obras pianísticas de Amaral Vieira interpretadas por Paulo Gazzaneo, culminando com Variações Fausto, sobre um tema da sinfonia homônima de Franz Liszt – compositor do qual Amaral Vieira é um dos maiores intérpretes vivos.

***

Amaral Vieira – Fausto

1-5. Cinco Bagatelas, op.178 (1983)
1.Ostinato – 2.Diálogo – 3.Minueto Sarcástico – 4.Recitativo – 5.Moto Perpétuo

6-8. Prólogo, Fuga e Final, op.194 (1984)

9. F.L.- Bayreuth, op.163 (1982)

10. Divertimento Giocoso, op.242 (1989)

11-20. Danças Antigas, op.101 (1977)
1.Sarabanda – 2.Gagliarda – 3.Basse Dance – 4.Saltarello – 5.Matassin – 6.Pavana – 7.Ritornello – 8.Passamezzo – 9.Pastorello – 10.Rigaudon

21-23. Novas Fábulas, op.205 (1985)
1.Largamente – 2.Con delicatezza – 3.Enérgico

24. Cenas Rupestres, op.173 (1983)

25-31. Sete peças para piano,op.169 (1982)
1.Tempo di Marcia – 2.Lento – 3.Sarcástico – 4.Con somma passione – 5.Un poco agitato – 6.Sostenuto – 7.Enérgico

32. Variações Fausto, op.199 (1985)

Piano: Paulo Gazzaneo

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O jovem Amaral Vieira

O jovem Amaral Vieira

CVL

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 2 e Nº 3 (CDs 2, 3 e 4 de 16)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estas duas sinfonias de Mahler, colocadas nesta coleção na ordem inversa — primeiro a terceira e depois e segunda — são o que mais gosto em sua obra, logo após A Canção da Terra. São sinfonias com programas que depois foram rejeitados por Mahler, mas suas audições não enganam: dando razão à Adorno, são músicas que funcionam como romances. E bem longos. A terceira sinfonia abre com o maior movimento de todas as sinfonias. É um portento de 34 minutos e com uma estrutura onde cabe tudo: música de câmara, sinfônica, bandas militares, melodias sublimes e intencionalmente vulgares. É ciclotímica, a cada cinco minutos muda de comportamento. Parece um pot-pourri cuja comunicação é muito tênue. É uma verdadeira revolução que é mantida pelas duas sinfonias, mas que é mais clara aqui. O terceiro movimento da sinfonia nº 2 é aquele mesmo utilizado por inteiro na Sinfonia de Berio, talvez a maior homenagem que um compositor tenha feito a outro em todos os tempos. Como escreveu Marc Vignal no calhamaço “História da Música Ocidental” de Jean e Brigitte Massin, nestas sinfonias Mahler não hesita em momento nenhum de se fazer cúmplice do caos. Não parece haver nenhuma autocensura nestas obras mastodônticas e que provocaram o futuro de forma que ele não pôde nunca mais ser o mesmo.

A seguir, textos retirados da Wikipedia sobre estas sinfonias.

Sinfonia Nº 2

A Sinfonia no 2, em Dó Menor (termina em Mi Bemol Maior) por Gustav Mahler foi escrita entre 1888 e 1894. Ela foi publicada em 1897 (Leipzig, Hofmeistere) e passou por uma revisão em 1910. Ela também é conhecida como Sinfonia da Ressurreição porque faz referências à citada crença cristã.

Histórico

Mahler compôs o primeiro movimento em 10 de setembro de 1888. Em 1893 completou o Andante e o Scherzo.

Em fevereiro de 1894, durante os funerais do pianista e regente Hans von Büllow, Mahler ouviu um coro de meninos cantarem o hino Auferstehen (Ressurreição), da autoria de Friedrich Klopstock. O hino impressionou tanto Mahler que ele resolveu incorporá-lo ao Finale da sinfonia que estava em preparação. Ao mesmo tempo decidiu que a Ressurreição seria o tema principal da obra.

Características

A Segunda Sinfonia é a primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana. Ela aparece na última parte da obra, no clímax, tal qual a Sinfonia no 9 de Beethoven. Além da influência de Beethoven, percebe-se traços de Bruckner e Wagner na composição.

Apesar da origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A Segunda Sinfonia propõe responder à pergunta: “Por que se vive?”. Simbolicamente ela narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano, após este ter passado por uma período de incertezas e agrúrias.

A Sinfonia no 2 foi escrita para uma orquestra com as seguintes composição: 4 flautas (todas alternando com 4 piccolos), 4 oboés (2 alternando com corne-inglês), 3 clarinetes (Sib, La, Do – um alternando com clarone), 2 clarinetes em Mib, 3 fagotes, 1 contrafagote, 10 trompas em fá (4 usadas fora do palco, menos no final), 8-10 trompetes em fá e dó (4 a 6 usados fora do palco, menos no final), 4 trombones, 1 tuba contrabaixo, 7 tímpanos (um fora do palco), 2 pares de pratos (um fora do palco), 2 triângulos (um fora do palco), Caixa clara, Glockenspiel, 3 sinos (Glocken, sem afinação), 2 bombos (um fora do palco), 2 tam-tams (alto e baixo), 2 harpas, órgão,quinteto de Cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda Dó grave). Há ainda: Soprano Solo, Contralto Solo e um Coro Misto.

Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 80 minutos, é formada por cinco movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. ‘Totenfeier’: Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck (~23 minutos)
2. Andante moderato. Sehr gemächlich. Nicht eilen (~10 minutos)
3. In ruhig fliessender Bewegung (~10 minutos)
4. ‘Urlicht’ . Sehr feierlich, aber schlicht (~5 minutos)
5. Im Tempo des Scherzos. Wild herausfahrend (’Aufersteh’n’) (~35 minutos)

A sinfonia narra a queda e morte do herói sinfônico, as suas dúvidas, fé e ressurreição no Dia do Juízo Final.

O primeiro movimento é sobre a morte, no segundo a vida é relembrada e o terceiro apresenta as dúvidas quanto à existência e ao destino. No quarto movimento o herói readquire a sua fé e a esperança. No quinto e último movimento ocorre a Ressurreição, na forma imaginada por Mahler.

FDP Bach escreveu acerca da Sinfonia Nº 2:

“The earth quakes, the graves burst open, the dead arise and stream on in endless procession….. The trumpets of the apocalypse ring out… And behold, it is no judgement…. There is no punishment and no reward. An overwhelming love illuminates our being. We know and are.” (From Mahler’s 1894 description of the symphony.)”

Era assim que o próprio Mahler definia sua Sinfonia nº 2. Gosto muito dela, principalmente de seus dois primeiros movimentos. É uma obra de fôlego, pesada, que realmente nos esgota. Não recomendaria como uma primeira audição mahleriana. Mas, uma vez passado o temor, nunca cansamos de ouví-la.

Li alguns comentários muito interessantes na postagem da “Titã”, com os quais me identifiquei. Principalmente aqueles que falavam da dificuldade de se assimilar uma obra tão complexa. Confesso que demorei a ouvir Mahler, e ainda o temo, mesmo passados alguns anos do primeiro contato com a sua obra. E o meu primeiro contato foi, como para muitos, com a Sinfonia nº5, o a do famoso adagieto, utilizado com maestria no filme do Visconti. Mas trata-se de uma questão de educação dos ouvidos. Uma vez assimilada a forma com que a sinfonia se estrutura fica mais fácil sua compreensão. E isso vale para qualquer música. Será um pouco difícil gostar em uma primeira audição, mas com o tempo, se acostuma. Se não se acostumar, bem, que podemos fazer?

Bernstein, como sempre, está a vontade regendo Mahler. E se os senhores tiverem oportunidade, sugiro a aquisição da série de DVDs que o trazem regendo estas sinfonias. Ver Bernstein regendo é um espetáculo à parte. Ele se joga com tal ímpeto na condução da obra que, no final, está totalmente esgotado. Os DVDs foram lançados pela Deutsche Grammophon, e são dirigidos pelo grande Humphrey Burton, que faz uma edição primorosa da apresentação.

E como sempre, a gravação é recheada de estrelas de primeira grandeza: a maravilhosa contralto wagneriana Christa Ludwig, e a então jovem soprano americana, Barbara Hendricks.

Creio que será uma bela forma de se passar a tarde de sábado, pois a obra tem mais de 80 minutos de duração.

Jorge de Sena, em 1967, escreveu o seguinte poema sobre esta música:

MAHLER: SINFONIA DA RESSURREIÇÃO

Ante este ímpeto de sons e silêncio,
ante tais gritos de furiosa paz,
ante o furor tamanho de existir-se eterno,
há Portas no Infinito que resistam?

Há infinito que resista a não ter portas
para serem forçadas? Há um paraíso
que não deseje ser verdade? E que Paraíso
pode sonhar-se a si mesmo mais real que este?

Sinfonia Nº 3, copiado da Wikipedia

A sinfonia Nº3 em ré menor, de Gustav Mahler foi composta entre 1893 e 1896. É uma obra bastante longa (a maior sinfonia de Mahler), a mais longa do reportório romântico, aproximadamente cem minutos de música.

Estrutura

A sinfonia está dividida em seis andamentos:

1. Kräftig entschieden (forte e decisivo) (36 minutos)
2. Tempo di Menuetto (Tempo de minueto) (10 minutos)
3. Comodo (Scherzando) (confortável, como um scherzo) (18 minutos)
4. Sehr langsam–Misterioso (muito lento, misteriosamente) (10 minutos)
5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck (Alegre em tempo e atrevido em expressão) (4 minutos)
6. Langsam–Ruhevoll–Empfunden (lento, tranquilo, profundo) (26 minutos)

Em cada uma das primeiras quatro sinfonias de Gustav Mahler, o próprio criou uma explicação da narrativa destas sinfonias. Na terceira, a explicação de cada andamento, é a seguinte:

1. “Chega o Verão”
2. “O que me dizem as flores do campo”
3. “O que me dizem os animais da floresta”
4. “O que me dizem os homens”
5. “O que me dizem os homens”
6. “O que me diz o amor”

Todos estes títulos foram publicados em 1898.

Originalmente a Sinfonia possuía um sétimo andamento, “O que me dizem as crianças”, porém este foi colocado na Sinfonia No.4, no último andamento.

Análise

Esta obra está composta em seis andamentos, divididos em duas partes: A primeira compreende o primeiro andamento, muito longo. A segunda agrupa os restantes andamentos. No quarto andamento a parte do contralto é um texto de “Assim falou Zaratustra” do Friedrich Nietzsche. No andamento seguinte, o coro das crianças canta um tema de “Das Knaben Wunderhorn” (A trompa mágica do rapaz). O andamento final é um hino ao amor, que conclui a sinfonia com um adagio que faz meditar.

Kräftig entschieden

O monumental primeiro andamento da terceira sinfonia, um dos mais longos escritos por Mahler (entre 30 a 35 minutos de música), importa-nos imediatamente para um universo mineral, uma ruptura completa com o quotidiano da vida. O andamento, todo ele muito bem estruturado quase parece uma sinfonia de Mozart, tendo um carácter monumental. O desenvolvimento temático, descritivo e filosófico, dá uma grande possibilidade de interpretação ao ouvinte, possibilidade essa com que Mahler descreve na explicação do andamento: “Chega o Verão”.

FDP Bach escreveu acerca da Sinfonia Nº 3:

Chegamos à Sinfonia nº 3. E que sinfonia… e que orquestra (FIlarmônica de Nova York)… e que coral… e que solista…(novamente A divina Christa Ludwig), e Bernstein em seu domínio…
A seguir, uma análise mais apurada, tirada da Wikipedia.

“The symphony, though atypical due to the extensive number of movements and their marked differences in character and construction, is a unique work. The opening movement, grotesque in its conception (much like the symphony itself), roughly takes the shape of sonata form, insofar as there is an alternating presentation of two theme groups; however, the themes are varied and developed with each presentation, and the typical harmonic logic of the sonata form movement–particularly the tonic statement of second theme group material in the recapitulation–is replaced here by something new. The slow opening can seem to evoke the primordial sleep of nature, slowly gathering itself into a rousing orchestral march. A solo tenor trombone passage states a bold melody that is developed and transformed in its recurrences. Innovation is present everywhere in this movement, including its apparent length. At the apparent conclusion of the development, several solo snare drums “in a high gallery” play a rhythmic passage lasting about thirty seconds and the opening passage by eight horns is repeated almost exactly.

The third movement quotes extensively from Mahler’s early song “Ablösung im Sommer”(Relief in Summer). The fourth is a setting of Friedrich Nietzsche’s “Midnight Song” from Also sprach Zarathustra, while the fifth, “Es sungen drei Engel”, is one of Mahler’s Des Knaben Wunderhorn songs.

It is in the finale, however, that Mahler reveals his true genius for stirring the soul. The construction of it is masterful, and the interplay of a developing chromatic harmony and sonorous string melody, developed and re-orchestrated with perfect grace and poise builds to a conclusion that, though seemingly overblown when heard in isolation, is, in the wider context of the symphony, both musically justified and emotionally overwhelming. The symphony ends with repeated D major chords and timpani statements before one final long chord.”

Mahler – Sinfonias Nº 2 e Nº 3

CD2
Gustav Mahler – Leonard Bernstein – Symphonie no. 3

Sinfonia Nº 3
01. Symphony #3 – Kraftig. Entschieden
02. Symphony #3 – Tempo di Menuetto. Sehr massig
03. Symphony #3 – Comodo. Scherzando. Ohne Hast

New York Philarmonic
Leonard Bernstein

CD3
Gustav Mahler – Leonard Bernstein – Symphonie no. 3 & 2

01. Symphony #3 – Sehr langsam. Misterioso. Durchaus ppp
02. Symphony #3 – Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
03. Symphony #3 – Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Christa Ludwig : mezzo-soprano
New York Choral Artists
Brooklyn Boys Chorus
New York Philarmonic
Leonard Bernstein

Sinfonia Nº 2

04. Symphony #2 – 1. Allegro maestoso (Totenfeier)

New York Philarmonic
Leonard Bernstein

CD4
Gustav Mahler – Mahler The Complete Symphonies & Orchestral Songs

01. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 2. Andante moderato
02. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 3. [Scherzo], In ruhig fliessenttaca
03. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 4. Ulrich, Sehr feierlich, aber
04. Symphony No.2 in C minor Resurrection – 5. Im Tempo Des Scherzo, Wild H

Barbara Hendricks : soprano
Christa Ludwig : mezzo-soprano
Westminster Choir
New York Philarmonic
Leonard Bernstein

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Em chamas -- Leonard Bernstein dirigiendo 'Resurrección', de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS

Em chamas — Leonard Bernstein dirigiendo ‘Resurrección’, de Mahler, interpretada por la Boston Symphony en Tanglewood (Massachusetts) en 1970. / FOTO: BETTMANN / CORBIS

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 4 de 8

Link revalidado por PQP, o qual simplesmente não admite que estas gravações fiquem fora de nosso blog.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Voltei a trabalhar depois de 15 dias de férias, e confesso que ainda estou me adaptando. O corpo da gente se recusa a fazer certas coisas depois de tantos dias de ócio. E o interessante é que os planos que eu tinha feito para as férias, como terminar de ler alguns livros, parados sobre a estante, ouvir alguns cds ainda não ouvidos, começar a fazer a catalogação de meu acervo de mp3, nada disso consegui fazer. Na verdade, até terminei de ler um dos livros, e avancei bastante em outro, mas os cds ainda estão aguardando. Ah, consegui recuperar o HD que havia “perdido”, e está tudo lá, sem perda nenhuma. Comecei bem o ano.

Mais um discaço da série da DG “Boulez conducts Bartók” . O fantástico Concerto para Dois pianos, percussão e Orquestra com certeza é o grande momento desse CD. Trata-se de uma obra extremamente original, e que tem dois grandes solistas ao piano, Tamara Stefanovich e o eterno fiel escudeiro de Boulez, Pierre-Laurent Aimard.
Tenho certeza de que os senhores irão apreciar.

Bela Bartók – Boulez Conducts Bartók – CD 4-8 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra, Concerto for violin and Orchestra 1, Concerto for viola and Orchestra

01 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 1 Assai Lento
02 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 2 Lento Ma Non Troppo
03 – Concerto for two pianos, Percussion and Orchestra – 3 Allegro Ma Non Troppo
04 – Concerto for violin and Orchestra 1 – 1 Andante Sostenuto
05 – Concerto for violin and Orchestra 1 – 2 Allegro giocoso
06 – Concerto for viola and Orchestra – 1 Moderato
07 – Concerto for viola and Orchestra – 2 Adagio Religioso
08 – Concerto for viola and Orchestra – 3 Allegro vivace

Tamara Stefanovich – Piano I
Pierre-Laurent Aimard – Piano II
Nigel Thomas – Percussion I
Neil Percy – Percussion II
London Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

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Béla Bartók

Béla Bartók

FDPBach

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Orquestra Filarmônica de Berlim tem uma curiosa história recente. Com Herbert von Karajan tinha glamour e resultados artísticos quase sempre de segunda ou terceira linhas. Melhorou muito com Abbado e Rattle, mas perdeu a fama, em boa parte ancorada pelas copiosas gravações de HvK para a DG. Mas é ainda melhor quando se apresenta com regentes convidados, destes que chegam para cumprir alguns concertos e vão embora, sem ter tempo de enfrentar os egos dos músicos. E, quando pegam um gênio como Günter Wand, rendem como ninguém. ESta é uma gravação ao vivo que comprova o fato.

As duas sinfonias finais de Schubert estão translúcidas, claras, cantantes como nunca. O velhinho Wand deu um jeito de iluminar as partituras como raramente se vê. Coisa de louco.

Franz Schubert (1797-1828): Sinfonias Nº 8 “Inacabada” e 9 “A Grande”

Disc: 1
1. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Allegro moderato
2. Sinfonie Nr. 8 h-moll Symphony No.8 B Minor ‘Unvollendete – Unfinished’ D 759: Andante con moto

Disc: 2
1. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante – Allegro ma non troppo
2. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Andante con moto
3. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Scherzo: Allegro vivace
4. Symphony No. 9 C Major ‘The Great’ D 944: Finale: Allegro vivace

Berlin Philharmonic Orchestra
Günter Wand

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Wand: um gênio

Wand: um gênio

PQP

Amaral Vieira (1952): Fábulas, para piano solo

Vocês querem mais Amaral Vieira? Então aí vai. Só peças para piano solo…

***

Fábulas, para piano solo, e outras obras

1 Fábulas: Deciso
2 Fábulas: Moderato
3 Fábulas: Mosso
4 Fábulas: Dramático
5 Fábulas: Andante
6 Fábulas: Selvagem
7 Fábulas: Appassionato
8 Fábulas: Allegro
9 Fábulas: Risoluto
10 Fábulas: Enérgico e Festivo
11 Sonata piccola: Allegro
12 Sonata piccola: Andantino
13 Con Sonata piccola: Con Spirito
14 Allegro de Concerto, Opus 225
15 Quatro miniaturas: Arabesque I, Opus 82 Arabesque I, Opus 82
16 Quatro miniaturas: Arebesque II, Opus 91 Arebesque II, Opus 91
17 Reminiscência, Opus 83 Reminiscência, Opus 83
18 Burlesca, Opus 95 Burlesca, Opus 95
19 Movimento de Concerto, Opus 192 Movimento de Concerto, Opus 192
20 Trilogia: Elegia
21 Trilogia: Noturno Noturno
22 Trilogia: Toccata
23 O Alvorecer do Século da Humanidade, Opus 256

Piano: Paulo Gazzaneo

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Amaral esqueceu de fazer a barba hoje.

O grande Amaral Vieira esqueceu de fazer a barba para sair bem na foto.

CVL

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante (CD 1 de 16)

Como meu coração é mesmo grande, nele cabem muitos compositores que adoro com igual paixão. Mahler é um deles e já estava na hora de voltar a ele. FDP Bach já postou anteriormente a integral de suas sinfonias, mas vou refazê-la por um simples motivo: tenho a integral das sinfonias em 320 Kbps e sabemos: Mahler tem de ser ouvido em detalhes, com os pianissimi quase inaudíveis e os fortissimi de fazer as janelas gemerem, senão perde a graça. Mais: seus principais ciclos de canções — including A Canção da Terra — estão nesta coleção de 16 CDs da DG. O regente escolhido é o mesmo que FDP escolheu. Por que mudaria se concordo com ele?

A Sinfonia Nº 1 era originalmente um poema sinfônico baseado na péssima novela “Titan”, de Jean Paul. Depois, tornou-se Sinfonia Titan. O primeiro movimento é pura expectativa e energia. Bernstein o trata de modo estranho, cheio de maneirismos pouco comuns em outros regentes. Após este início, a coisa entra nos eixos. E como! O terceiro movimento é curiosamente uma variação em tom menor da canção Frère Jacques e descreve o enterro de um caçador, promovido pelos animais que ele costumava matar. Abaixo, deixo para vocês o texto da Wikipedia a respeito:

Histórico

A estréia da sinfonia ocorreu no dia 20 de Novembro de 1889, em Budapeste, sob a regência do próprio Mahler. Na ocasião, a sinfonia não foi bem recebida pelo público.

A Sinfonia 1 em Ré Maior é escrita para uma orquestra composta pelos seguintes instrumentos: 4 flautas (2 piccolos), 4 oboés (um corne inglês), 4 clarinetes, 3 fagotes (um contrafagote), 7 trompas, 4 trompetes, 3 trombones, 1 tuba, 4 tímpanos, pratos, triângulo, tam-tam, bombo, 1 harpa, 1 quinteto de cordas formado por: violinos, violas, cellos e baixos.

Um caso de amor do compositor durante sua juventude provavelmente serviu de inspiração para a criação da sinfonia. Contudo, ela é mais do que isso conforme explica o próprio Mahler numa carta para Max Marschalk, em 26 de Março de 1896: Gostaria que ficasse enfatizado ser a sinfonia maior do que o caso de amor que se baseia, ou melhor, que a precedeu, no que se refere à vida emocional do criador. O caso real tornou-se razão para a obra, mas não em absoluto, o significado real da mesma. (…) Assim como considero uma vulgaridade inventar música para se ajustar a um programa, também acho estéril dar um program para uma obra completa. O fato de a inspiração ou base de uma composição ser uma experiência de seu autor não altera as coisas.

Originalmente ela foi concebida para ser um grande poema sinfônico.

Mahler escreveu um programa para a sinfonia, após as primeiras apresentações, embora dissesse em várias ocasiões que acreditava que a música deveria falar por si mesma, sem a necessidade do apoio de um texto explicativo.

Características

Como costumava fazer com outras obras suas, Mahler revisou a Sinfonia 1, entre os anos de 1893 e 1896. A mudança mais significativa foi retirada de um movimento andante chamado “Blumine”, sobra de uma música incidental que Mahler tinha escrito para Der Trompeter von Säkkingen (1884). Em 1894, depois de três apresentações, Mahler descartou o movimento e só permaneceram as referências a ele no segundo motivo do finale.

O movimento “Blumine” só foi redescoberto em 1966, por Donald Mitchell. Benjamin Britten conduziu a primeira apresentação da Sinfonia 1 com o movimento “Blumine”, desde que ele tinha sido executado pela última vez por Mahler em Aldeburgh. As maiorias das apresentações modernas da sinfonia não incluem o “Blumine”, ainda que seja possível não raramente se deparar com execuções do movimento em separado. De forma análoga, poucas gravações da sinfonia 1 incluem o movimento.

A obra inclui vários temas de um ciclo de canções composto por Mahler entre 1883 e final de 1884 chamado: Lieder Eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viajante). Existem influências também de Das klagend Lied (A Canção da Lamentação), completada por Mahler em 1 de Novembro de 1880 para participar de um concurso de 1881 conhecido como Prêmio Beethoven.

A Sinfonia 1 de Mahler é uma sinfonia primaveril, semelhante em alguns aspectos com a Sinfonia 1 de Robert Schumman. Ela não é contudo uma simples descrição visual da natureza. Ela reflete uma natureza sob os inocentes olhos de uma criança, que ao mesmo tempo toma consciência da fragilidade e da morbidez inerentes à condição humana.

Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 55 minutos, é formada por quatro movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. Langsam, schleppend – Devagar, arrastando (~ 16 minutos)
2. Scherzo, Kraeftig bewegt – Poderosamente agitado (~ 8 minutos)
3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen – Solene e moderado, sem se arrastar (~ 11 minutos)
4. Stuermisch bewegt – Agitado (~ 20 minutos)

A sinfonia inicia de forma misteriosa no primeiro movimento. Sons do cuco e de outros pássaros, representados musicalmente, anunciam o despertar da natureza e dão fim à tensão e às dúvidas. Um tema lírico segue.

O segundo movimento é um Landler-scherzo, parecido com os landlers de Anton Bruckner e de Haydn.

O terceiro movimento causou uma certa polêmica na época devido a sua aparente bizarrice. Adaptada como marcha fúnebre, é usada de forma paródica uma melodia infantil bastante conhecida, chamada em alguns países de Frère Jacques e em outros de Bruder Martin. A seu respeito Mahler escreveu no programa para os concertos em 1893 e 1894:

A idéia dessa peça veio ao autor por intermédio de uma gravura paródica conhecida por qualquer criança da Alemanha do Sul e intitulada “Os funerais do caçador”. Os animais da floresta acompanham o caixão do caçador morto; lebres empunham uma bandeira; à frente uma trupe de músicos boêmios acompanhados por instrumentistas gatos, corujas e corvos… Cervos, corças e outros habitantes da floresta, de pêlo ou pena, seguem o cortejo com fisionomias afetadas. A peça, com uma atmosfera ora ironicamente alegre, ora inquientante, é seguida de imediato pelo último movimento “d’all Inferno al Paradiso”, expressão súbita de um coração ferido no mais profundo de si…

O silêncio do terceiro movimento é abruptamente interrompido, de forma histérica, pela orquestra no quarto movimento. Conta-se que durante uma das primeiras apresentações da Sinfonia 1, uma senhora espantou-se e derrubou todos os objetos que carregava na mão.

Após alguns minutos a fúria inicial do último movimento é contida e cede lugar a uma melodia lírica. Os temas dos movimentos anteriores são lembrados. Perto do final, ocorre uma nova tempestade sonora, porém, ao contrário do início, que lembrava uma “luta”, agora o sentimento é de “triunfo”. Nesta parte Mahler pede para que os trompetistas da orquestra toquem de pé.

Na primeira postagem que fizemos da Sinfonia Nº 1, FDP Bach escreveu:

As opções de gravações das sinfonias de Mahler são inúmeras. Regentes como Bernstein chegaram a gravá-la duas vezes, enquanto outros não encaravam a totalidade, preferiam se concentrar em apenas algumas das sinfonias. Portanto, sei que muitos irão dizer que a “Titan” do Bernstein é superior à do Chailly, ou que a versão do Haitink é insuperável, ou que o atual menino de ouro da Filarmónica de Berlim, Simon Rattle é o cara, , ou que até mesmo a 9ª do Karajan, postada aqui há apenas alguns dias atrás é imbatível. Acatarei todas as opiniões, mas a versão que prevalecerá até o final é a do Bernstein, da DG. Os motivos que me levaram a escolhê-la são pessoais, mas baseados em diversas críticas altamente favoráveis, lidas nas mais variadas fontes. Até me dei ao trabalho de procurar uma biografia de Mahler entre as publicações brasileiras, mas infelizmente está tudo esgotado, até mesmo a autobiografia da Alma Mahler, publicada pela editora Martins Fontes nos anos 80, ou até mesmo a do Michael Kennedy, publicada pela Jorge Zahar Editor, também na mesma época. Em inglês as opções são múltiplas, basta fazer uma pesquisa no site da Livraria Cultura.

Esta introdução é necessária para alertá-los do tamanho da brincadeira a que estou me dedicando. Terei de conciliá-la com os estudos para um Concurso Público, para o qual estou me dedicando com total empenho. Portanto, se forem demorados os intervalos entre as postagens, peço para que considerem a situação a que os deixei cientes aí acima.

As gravadoras são pão-duras. Nas chamadas integrais destas sinfonias, as mesmas são divididas entre os cds. Exemplo: na versão do Chailly lançada pela DECCA, no final do cd em que se tem a primeira sinfonia, o espaço restante do cd é aproveitado para se colocar o primeiro movimento da 2ª, e assim por diante. Imagine como são os casos das sinfonias mais longas, como a 3ª, 6, 7, ou a 8ª… É uma confusão tremenda. E isso também acontece na gravação do Bernstein que irei postar.. Mas estou me dando ao trabalho de dividi-las devidamente (e viva o Sony Sound Forge). ´Seria sacanagem deixá-los esperando pela continuação num próximo cd. mas vamos ao que interessa.

CD1

Gustav Mahler – Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante

Symphonie no. 1
01. Symphonie no. 1 – Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut – Im Anfang sehr gemächlich
02. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio. Recht gemächlich
03. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. Stürmisch bewegt

Concertgebouw Orchestra
Leonard Bernstein

Lieder eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viandante)
05. Wenn mein Schatz Hochzeit macht
06. Ging heut morgen übers Feld
07. Ich hab ein glühend Messer
08. Die zwei blauen Augen

Thomas Hampson: baritone
Wiener Philarmoniker
Leonard Bernstein

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Viram como eu sou bom pra caraglio?

Viram como eu sou bom pra caraglio?

PQP

Antonín Dvořák (1841-1904): Danças eslavas

Faço um post fora dos meus domínios.

Dvořák é um dos meus compositores românticos favoritos – une a solidez e o cerebralismo de um Brahms ao sentimentalismo de Tchaikovsky, sem cair nos excessos de um e de outro.

Aqui vai a versão orquestral das célebres Danças eslavas, a mais palatável introdução ao compositor tcheco, que vez ou outra é requisitado aqui no blog.

Dedicado ao mano PQP (risos).

***

Slavonic Dances

Opus 46

* No. 1 in C major (Furiant)
* No. 2 in E minor (Dumka)
* No. 3 in A-flat major (Polka)
* No. 4 in F major (Sousedská)
* No. 5 in A major (Skočná)
* No. 6 in D major (Mazurka)
* No. 7 in C minor (Skočná)
* No. 8 in G minor (Furiant).

Opus 72

* No. 1 (9) in B major (Odzemek)
* No. 2 (10) in E minor (Starodávny)
* No. 3 (11) in F major (Skočná)
* No. 4 (12) in D-flat major (Dumka)
* No. 5 (13) in B-flat minor (Špacírka)
* No. 6 (14) in B-flat major (Starodávný (“Ancient”))
* No. 7 (15) in C major (Kolo)
* No. 8 (16) in A-flat major (Sousedská)

Com a Philharmonia Slavonica, regida por Henry Adolph

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Quem seria senão Dvorak, né?

Quem seria senão Dvorak, né?

CVL

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Goldberg Variations, BWV 988 – Ralph Kirkpatrick

79065Meu primeiro contato com a música de Bach se deu através de um LP da Archiv que continha as Variações Goldberg, e o executante era Ralph Kirpatrick. Este velho LP ainda faz parte de minha coleção, é um daqueles que tem valor sentimental, desde que me conheço por gente ele estava guardado em algum lugar. Não imagino como ele foi parar lá em casa, talvez meu irmão, que morava no Rio de Janeiro, o tenha trazido em alguma de suas visitas.
De qualquer forma, foi este velho LP que me mostrou a música de Bach, as suas inúmeras possibilidades, me mostrou como através de um tema se poderiam criar diversos outros temas.
Fiquei muito feliz quando dia destes consegui esse cd com o mesmo Kirkpatrick tocando as mesmas Goldberg. Dizem que a primeira impressão é a que fica, e concordo com isso. Ouvi muito esse LP na minha infância e adolescência. Ele me marcou profundamente.
Ralph Kirkpatrick foi também um importante musicólogo, biógrafo de Scarlatti, e foi o cara que organizou o catálogo da obras do mesmo Scarlatti.
Ah, de “brinde” os senhores ainda levam uma faixa com uma Fantasia Cromática e Fuga, além do Concerto Italiano BWV 971 E Quatro Duetos.
Excelente CD. E com certeza, ao menos para mim, IM-PER-DÍ-VEL!

1-32 Goldberg Variations, BWV 988
33-34 Chromatic Fantasy and Fugue, BWV 903
35-38 – Four Duets
39-41 – Italian Concerto, BWV 971

Ralph Kirkpatrick – Cembalo

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Kirkpatrick-Ralph-02

Ralph Kirkpatrick (1911-1984)

Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 3 de 8

IM-PER-DÍ-VEL PLUS !!! 

Link revalidado por PQP, que rerepete: não admito que esta extraordinária, notável, imbatível caixa esteja indisponível em nosso blog.

Neste terceiro CD da coleção Boulez Conducts Bartók temos três grandes nomes do piano da nova geração, apesar de que Zimerman não é tão novinho assim. Já ouvi estes concertos com outros solistas, e reconheço que estas não são as melhores gravações, mas serve de parâmetro exatamente para as gravações de gente grande do porte de Gèza Anda, o favorito do mano PQP, e o meu favorito, que postei aqui nos primórdios do blog, Zoltan Kòcsys.

Estes concertos são obras fundamentais do repertório pianístico do século XX. O último a ouvir estas obras primas será a mulher do padre. E tenho dito.
Espero que apreciem.

Bela Bartók – Piano Concertos 1-3

01 – Piano Concerto No.1 in E minor, Sz.83 (1926) – 1. Allegro moderato – Allegro
02 – 2. Andante – Allegro – attacca-
03 – 3. Allegro molto

Krystian Zimerman – Piano
Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

04 – Piano Concerto No.2 in G major, Sz.95 (1930-1) – 1. Allegro
05 – 2. Adagio – Presto – Adagio
06 – 3. Allegro molto – Presto

Leif Ove Andsnes – Piano
Berliner Philharmoniker
Pierre Boulez – Conductor

07 – Piano Concerto No.3 in E major, Sz.119 (1945, Tibor Serly) – 1. Allegretto
08 – 2. Adagio religioso
09 – 3. Allegro vivace

Hélène Grimaud – Piano
London Symphony Orchestra

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Bartók: sempre bom pra cacete

Bartók: sempre bom pra cacete

FDPBach

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical, BWV 1079


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se alguém perguntar ao PQP quais são as dez obras musicais que ele mais ama, ele apontará vários autores, mas dentre as escolhas estarão certamente duas obras: A Oferenda Musical e as Variações Goldberg. São composições  de estrutura semelhante que para mim são muito caras e consoladoras. Jordi Savall tem sempre algo de bom a acrescentar e ele novamente faz isso nesta gravação impecável e mais à flor da pele que a maioria. Eu, se fosse você, prestaria muita atenção à Oferenda; talvez até me fizesse acompanhar de um bom vinho. Vale a pena, ô se vale.

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical, BWV 1079

1. Thema Regium – Traverso Solo (Bach) 0:30
2. Ricercar A 3 – Clavecin (Bach) 6:25
3. Canon Perpetuus Super Thema Regium (7) (Bach) 2:28
4. Canon 1 A 2 (Cancrizans) – Clavecin (Bach) 1:55
5. Canon 2 A 2 Violini In Unisono (Bach) 1:34
6. Canon 3 A 2 Per Motum Contrarium (Bach) 2:06
7. Canon 4 (A) Per Augmentationem, Contrario Motu (Bach) 2:36
8. Ricercar A 6 – Clavecin (Bach) 8:48
9. Sonata Sopr’ll Soggetto Reale: Largo (Bach) 6:30
10. Sonata Sopr’ll Soggetto Reale: Allegro (Bach) 5:30
11. Sonata Sopr’ll Soggetto Reale: Andante (Bach) 3:21
12. Sonata Sopr’ll Soggetto Reale: Allegro (Bach) 2:53
13. Canon A 2 Quarendo Invenietis (9A) – Clavecin (Bach) 1:41
14. Canon A 2 Quarendo Invenietis (9B) – Clavecin (Bach) 1:08
15. Canon 5 A 2 Per Tonos “Ascendenteque Modulatione Ascendat Gloria Regis” (Bach) 3:30
16. Fuga Canonica In Epidiapente (6) (Bach) 2:20
17. Canon4 (B) Per Augmentationem, Contrario Motu (Bach) 3:07
18. Canon Perpetuus (Per Justi Intervali) (8) (Bach) 3:28
19. Canon A 4 (10) (Bach) 4:41
20. Ricercar A 6 – Ensemble (Bach) 7:15

Le Concert Des Nations
Jordi Savall

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Saval e seu Le Concert de Nations: talento assombroso

Savall e seu Le Concert de Nations: talento assombroso

PQP

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vir trabalho caminhando pelas ruas de Porto Alegre com Henry Purcell nos ouvidos nesta manhã, foi muito emocionante. Quase chorei. E olha que costumo ter coração duro. Como Scholl compreendeu bem estas maravilhosas canções! Que pessoa culta deve ser, que grande respeito e conhecimento de arte, que senso de estilo!

Esta é a primeira gravação de Scholl da música de Purcell. Sua voz é perfeita para as melodias do compositor Inglês. O álbum inclui peças escritas para o palco, a igreja e para saraus, algumas das quais Andreas Scholl têm cantado por muitos anos em recitais. Como grandíssimas árias, destaco Strike The Viol, Touch The LuteWhat Power Art Thou?, o célebre lamento de Dido,  When I Am Laid In EarthHere The Deities ApproveMusic For A While.

Colaboradora de longa data de Andreas Scholl, a Accademia Bizantina contribui com peças orquestrais.

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

1. If Music Be The Food Of Love 2:15
2. Come Ye Sons Of Art – Sound The Trumpet 3:00
3. Come, Ye Sons Of Art, Away (1694) Ode For The Birthday Of Queen Mary II – Strike The Viol, Touch The Lute 4:18
4. Purcell: Chacony, Z628 3:37
5. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 5 – Fairest Isle 4:55
6. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 3 – What Power Art Thou? 3:09
7. Chacony In G Minor Z730 4:07
8. Purcell: The Fairy Queen / Act 2 – One Charming Night 2:24
9. Pausanius, The Betrayer Of His Country. (1695), Z585 – Original Version – Sweeter Than Roses 3:17
10. Dido And Aeneas / Act 3 – When I Am Laid In Earth – Dido’s Lament) 4:05
11. Purcell: The Gordian Knot Untied – Music For The Gordian Knot Unty’d 10:47
12. Ode For St. Cecilia’s Day, ”Welcome To All The Pleasures”, Z339 – Original Version – Here The Deities Approve 4:36
13. Purcell: Oedipus – Music For A While, Z583 4:14
14. O Dive Custos Auriacae Domus, Z504 6:59
15. O Solitude, My Sweetest Choice, Z406 5:32
16. Pavan In G Minor, Z752 4:49
17. An Evening Hymn, Z193 4:34

Andreas Scholl, contratenor
Accademia Bizantina
Stefano Montanari

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Céus, esses canta demais!

Céus, esse canta demais!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonaten und Partiten für Violine Solo – Nathan Milstein

51FAX13jLRLEste cd faz parte da coleção “The Originals”, da Deutsche Grammophon, o que por si só já é uma grande apresentação. Mas além disso, é um dos grandes momentos da história da indústria fonográfica. Um marco, sem dúvida.
Pegue um dos grandes nomes do violino do século XX, Nathan Milstein. Uma lenda a serviço da música. E o coloque em um estúdio para regravar as obras mais emblemáticas já compostas para o seu instrumento. Digamos que ele teria a difícil missão de ao menos realizar um feito tão notável quando o que realizara vinte anos antes, quando também encarara estes petardos, realizando uma das melhores gravações já realizadas destas obras. Para alguns, ele se superou, para outros, elas se equivalem. Não sei. Sinceramente, não consigo chegar a alguma conclusão.
Neste primeiro momento, trago então a versão de 1975, mais à frente trarei a versão de 1954.
Então, para seu deleite, Nathan Milstein estraçalhando as partitas e sonatas de Bach.

CD 1

01. J.S. Bach – Sonata No. 1 in G minor 1. Adagio
02. J.S. Bach – Sonata No. 1 in G minor 2. Fuga. Allegro
03. J.S. Bach – Sonata No. 1 in G minor 3. Siciliana
04. J.S. Bach – Sonata No. 1 in G minor 4. Presto
05. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 1. Allemanda
06. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 2. Double
07. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 3. Corrente
08. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 4. Double. Presto
09. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 5. Sarabande
10. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 6. Double
11. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 7. Tempo di Borea
12. J.S. Bach – Partita No. 1 in B minor 8. Double
13. J.S. Bach – Sonata No. 2 in A minor 1. Grave
14. J.S. Bach – Sonata No. 2 in A minor 2. Fuga
15. J.S. Bach – Sonata No. 2 in A minor 3. Andante
16. J.S. Bach – Sonata No. 2 in A minor 4. Allegro

CD 2

01. J.S. Bach – Partita No. 2 in D minor 1. Allemanda
02. J.S. Bach – Partita No. 2 in D minor 2. Corrente
03. J.S. Bach – Partita No. 2 in D minor 3. Sarabanda
04. J.S. Bach – Partita No. 2 in D minor 4. Giga
06. J.S. Bach – Sonata No. 3 in C major 1. Adagio
07. J.S. Bach – Sonata No. 3 in C major 2. Fuga
08. J.S. Bach – Sonata No. 3 in C major 3. Largo
09. J.S. Bach – Sonata No. 3 in C major 4. Allegro assai
10. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 1. Preludio
11. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 2. Loure
12. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 3. Gavotte en Rondeau
13. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 4. Menuet I
14. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 5. Menuet II – Menuet I da capo
15. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 6. Bourree
16. J.S. Bach – Partita No. 3 in E major 7. Gigue

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo São João – Gardiner


Esta postagem foi uma solicitação de um bom amigo do blog, Gilberto Agostinho, que nos acompanha praticamente desde o começo. Ele comentou com o próprio PQP que tinha ouvido a abertura desta obra nesta versão do Gardiner e ficou embasbacado e impressionado. E realmente é uma das melhores que já ouvi.

Como sou fã do Gardiner e de seu English Baroque Soloists e do espetacular Monteverdi Choir sempre estou atrás das gravações deles. Já tenho esse St John´s Passion há algum tempo, e ontem, por acaso, arrumando alguns cds, ele me passou pelas mãos. No dia seguinte, o PQP pergunta se alguém tinha. Coincidência ou destino?

Bem, Gilberto, ai tens a Paixão Segundo João do Gardiner, para poderes curtir no final de semana. Não sei onde moras, mas aqui no sul o tempo virou novamente e há previsão de neve no interior do meu estado. Um vento muito forte está batendo, em alguns locais está até sendo classificado como tempestade tropical devido a violência, próximo dos 150 km/h. Coisa de louco. Ou seja, no meu caso, nada como ficar em casa, embaixo das cobertas, com um bom livro, um bom vinho, e claro, Bach para esquentar.

PQPBach viajou, está em São Paulo, onde a estas horas deve estar trocando idéias com os colegas Ranulfus e Avicenna e discutindo o destino do blog.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – St John Passion – Gardiner

1. No.1 Chorus: “Herr, unser Herrscher”
2. No. 2 Evangelista, Jesus, Chorus: “Jesus ging mit seinen Juengern ..” – “Jesum von Nazareth” – “Jesus spricht zu ihnen” – “Jesum von Nazareth” – “Jesus antwortete”
3. No.3 Choral: “O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße”
4. No.4 Evangelist, Jesus: “Auf daß das Wort erfüllet würde”
5. No.5 Choral: “Dein Will gescheh, Herr Gott zugleich”
6. No. 6 Evangelist:” Die Schar aber”
7. No.7 Aria (Alt): “Von den Stricken meiner Sünden”
8. No.8 Evangelist: “Simon Petrus aber folgete Jesu nach”
9. No.9 Aria(Sopran): Ich folge dir gleichfalls”
10.No.10 Evangelist, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus: “Derselbige Jünger war dem Hohenpriester bekannt”
11.No.11 Choral: “Wer hat dich so geschlagen”
12.No.12 Evangelist, Chorus, Evangelist, Petrus, Servus: ” Und Hannas sandte ihn gebunden ”
13.No.13 Aria (Tenor): “Ach mein Sinn”
14.No.14 Choral: “Petrus, der nicht denkt zurück”

Part Two

15.No.15 Choral: “Christus, der uns selig macht”
16.No.16 Evangelist, Pilatus, Chorus: ” Da führeten sie Jesum ”
17.No.17 Choral: “Ach großer König, groß zu allen Zeiten”
18.No.18 Evangelist, Pilatus, Jesus, Chorus, Evangelist: “Da sprach Pilatus zu ihnen”
19.No.19 Arioso (Baß): “Betrachte, meine Seele”
20.No.20 Aria (Tenor): ” Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken”

CD 2

1.No.21 Evangelist, Pilatus, Jesus, Chorus: ” Und die Kriegsknechte flochten ”
2.No.22 Choral: “Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn”
3.No.23 Evangelist, Pilatus, Chorus: ” Die Juden aber schrieen und sprachen ”
4.No.24 Aria (Baß) – Chor: “Eilt ihr angefochtnen Seelen”
5.No.25 Evangelist, Chorus, Pilatus: ” Allda kreuzigten sie ihn ”
6.No.26 Choral: “In meines Herzens Grunde”
7.No.27 Evangelist, Chorus, Evangelist: ” Die Kriegsknechte aber ”
8.No.28 Choral: ” Er nahm alles wohl in acht”
9.No.29 Evangelist, Jesus: ” Und von Stund an ”
10.No.30 Aria (Alt): ” Es ist vollbracht ”
11.No.31 Evangelist: ” Und neigte das Haupt und verschied ”
12.No.32 Aria (baß) – Chorus: ” Mein teurer Heiland ”
13.No.33 Evangelist: ” Und siehe da ”
14.No.34 Arioso (Tenor): ” Mein Herz, indem die ganze Welt ”
15.No.35 Aria (soprano): ” Zerfließe, mein Herz ”
16.No.36 Evangelist: “Die Juden aber”
17.No.37 Choral:” O hilf, Christe, Gottes Sohn”
18.No.38 Evangelist: “Darnach bat Pilatum”
19.No.39 Chorus: “Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine”
20.No.40 Choral: “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”

Antony Rolfe Johnson – Evangelist – Tenor
Stephen Varcoe – Jesus – Bass
Cornelius Hauptman – Pilates and bass arias
Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
John Elliot Gardiner – Director

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gardiner: Enormes registros e grandes doses de compreensão de Bach

Gardiner: enormes registros e grandes doses de compreensão de Bach

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G. F. Handel (1685-1759): Alcina


Excelente ópera de Handel. Passei o dia de ontem ouvindo e valeu a pena.

Da Wikipedia:

Alcina (HWV 34) é um ópera em três atos de autoria do compositor alemão naturalizado britânico Georg Friedrich Händel (1785-1759). Sua estreia se deu no Royal Opera House de Covent Garden em 16 de abril de 1735, tendo sido uma das últimas óperas de sucesso do compositor. Um libreto de Antonio Marchi denominado Alcina delusa da Ruggiero foi musicado por Tomaso Albinoni em Veneza em 1725. A ópera foi revivida em 1732 sob o nome de Gli evenimenti di Ruggiero. No entanto, salvo por conta do argumento, não há relação entre esse texto e aquele utilizado por Händel. Winton Dean sustenta que o mais provável é que Händel tenha trabalhado sozinho adaptando o libreto da ópera de Ricardo Broschi L’Isola d’Alcina. Assim como outras óperas de Händel como Orlando e Ariodante, o enredo de Alcina tem por base a obra de Ludovico Ariosto Orlando Furioso, poema épico ambientado no tempo das guerras de Carlos Magno contra o Islã. A ópera contém várias sequências musicais para dança, compostas para a dançarina Marie Sallé e para o corpo de baile do Covent Garden.

No PQP, a categoria ópera foi apenas recentemente criada pelo Bisnaga. Não confie totalmente nela. Há mais óperas escondidas por aí…

G. F. Handel (1685-1759): Alcina

Disc: 1
1. Alcina: Sinfonia
2. Alcina: Minuet
3. Alcina: Musette
4. Alcina: Atto 1, Scena I: Recitativo – Oh Dei! quivi non scorgo alcun sentiero! (Bradamante)
5. Alcina: Atto 1, Scena I: Aria – O s’apre al riso (Morgana)
6. Alcina: Atto 1, Scena II: Coro – Questo e il cielo de’ contenti
7. Alcina: Atto 1, Scena II: Recitativo – Ecco l’infido (Bradamante)
8. Alcina: Atto 1, Scena II: Aira – Di’, cor mio, quanto t’amai (Alcina)
9. Alcina: Atto 1, Scena III: Recitativo – Generosi guerrier (Oberto)
10. Alcina: Atto 1, Scena III: Aria – Chi m’insegna iil caro padre? (Oberto)
11. Alcina: Atto 1, Scena IV: Recitativo – Mi ravvisi (Bradamante)
12. Alcina: Atto 1, Scena IV: Aria – Di te mi rido (Ruggiero)
13. Alcina: Atto 1, Scena V: Recitativo – Qua dunque ne veniste (Oronte)
14. Alcina: Atto 1, Scena VI: Aria – E gelosia (Bradamante)
15. Alcina: Atto 1, Scena VII: Recitativo – lo dunque (Orante)
16. Alcina: Atto 1, Scena VIII: Recitativo – La cerco in vano (Ruggiero) – Aria – Semplicetto! (Oronte)
17. Alcina: Atto 1, Scena IX: Recitativo – Ah, infedele, infedel! (Ruggiero)
18. Alcina: Atto 1, Scena X: Aria – Si, con quella! (Alcina)
19. Alcina: Atto 1, Scena XI: Recitativo – Se nemico mi fossi (Bradamante)
20. Alcina: Atto 1, Scena XII: Recitativo – Bradamante favella? (Ruggiero) – Aria – La bocca vaga (Ruggiero)
21. Alcina: Atto 1, Scena XIII: Recitativo – Fuggi cor mio (Morgana)
22. Alcina: Atto 1, Scena XIV: Aria – Tornami a vagheggiar (Morgana)

Disc: 2
1. Alcina: Atto II, Scena I: Arioso – Col celarvi a chi v’ama (Ruggiero)
2. Alcina: Atto II, Scena I: Recitativo – Taci, taci, codardo (Melissa) – Arioso – Qual portento mi richiama (Ruggiero)
3. Alcina: Atto II, Scena I: Recitativo – Ah, Bradamante! (Ruggiero)
4. Alcina: Atto II, Scena I: Aria – Pensa a chi geme d’amor (Melissa)
5. Alcina: Atto II, Scena II: Recitativo – Qual adio ingiusto contro me? (Bradamante)
6. Alcina: Atto II, Scena II: Aria – Vorrei vendicarmi (Bradamante)
7. Alcina: Atto II, Scena III: Recitativo – Chi scopre al mio pensiero (Ruggiero)
8. Alcina: Atto II, Scena III: Aria – Mi lusinga il dolce affetto (Ruggiero)
9. Alcina: Atto II, Scena IV: Recitativo – S’acquieti il rio sospetto (Alcina)
10. Alcina: Atto II, Scena V: Recitativo – E la tua pace (Morgana)
11. Alcina: Atto II, Scena VI: Recitativo – Non scorgo nel tuo viso (Alcina) – Aria – Ama, sospira (Morgana)
12. Alcina: Atto II, Scena VI: Aria – Mio bel tesoro (Ruggiero)
13. Alcina: Atto II, Scena VII: Recitativo – Regina, io cerco in vano (Oberto)
14. Alcina: Atto II, Scena VII: Aria – Tra speme e timore (Oberto)
15. Alcina: Atto II, Scena VIII: Recitativo – Regina, sei tradita (Oronte)
16. Alcina: Atto II, Scena VIII: Aria – Ah! mio cor! (Alcina)
17. Alcina: Atto II, Scena IX: Recitativo – Or, che dici, Morgana? (Oronte)
18. Alcina: Atto II, Scena X: Aria – E un folle (Oronte)
19. Alcina: Atto II, Scena XI: Recitativo – Eccomi a’ piedi tuoi (Ruggiero)
20. Alcina: Atto II, Scena XI: Aria – Verdi prati (Ruggiero)
21. Alcina: Atto II, Scena XII: Recitativo accompagnato – Ah! Ruggiero crude! (Alcina)
22. Alcina: Atto II, Scena XII: Aria – Ombre pallide (Alcina)

Disc: 3
1. Sinfonia
2. Atto III, Scena I: Recitativo – Voglio amar e disamar (Oronte)
3. Atto III, Scena I: Aria – Credete el mio dolore (Morgana)
4. Atto III, Scena I: Recitativo – M’inganna, me n’avveggo (Oronte)
5. Atto III, Scena I: Aria – Un momento di contento (Oronte)
6. Atto III, Scena II: Recitativo – Molestissimo incontro! (Ruggiero)
7. Atto III, Scena II: Aria – Ma quando tornerai (Alcina)
8. Atto III, Scena III: Recitativo – Tutta d’armate squadre (Melisso)
9. Atto III, Scena III: Aria – Sta nell’lrcana (Ruggiero)
10. Atto III, Scena IV: Recitativo – Vanne tu seco ancora (Melisso)
11. Atto III, Scena IV: Aria – All’alma fedel (Bradamante)
12. Atto III, Scena V: Recitativo – Niuna forza lo arresta (Oronte)
13. Atto III, Scena V: Aria – Mi restano le lagrime (Alcina)
14. Atto III, Scena VI: Recitativo – Gia vicino e il momento (Oberto)
15. Atto III, Scena VI: Aria – Barbara! (Oberto)
16. Atto III, Scena VII: Recitativo – Le lusinghe (Bradamante)
17. Atto III, Scena VII: Terzetto – Non e amor, ne gelosia (Ruggiero, Alcina, Bradamante)
18. Atto III, Scena VIII: Recitativo – Ah mio Ruggier, che tenti? (Alcina)
19. Atto III, Scena IX: Recitativo – Misera, ah, no! (Alcina), Scena ultima: Recitativo – A che tardi? (Melisso), Scena ultima: Coro – Dall’orror di notte cieca
20. Scena ultima: Entree
21. Scena ultima: Tamburino
22. Scena ultima: Coro – Dopo tante amare pene

Renee Fleming
Susan Graham
Natalie Dessay
Kathleen Kuhlmann
Timothy Robinson
Laurent Naouri
Juanita Lascarro

Les Arts Florissants
William Christie

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

William Christie

William Christie

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Pierre Boulez conducts Bartók – CD 2 de 8

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Link revalidado por PQP, que repete: não admito que esta extraordinária, notável, imbatível caixa esteja indisponível em nosso blog.

Estive viajando nos últimos dias, e quando cheguei em casa, descobri um de meus HDs simplesmente deixou de funcionar, com aproximadamente 140 gb de música, sendo 80% disso meu acervo de barroco. Toda a minha coleção de Bachs, Vivaldis, óperas de Handel, Telemann, etc, se perdeu. Ainda não tive tempo de ir ao técnico para verificar a possibilidade de recuperação desse material. Cruzem os dedos, pois são alguns anos de downloads perdidos.

Continuo com a coleção do Bartók regido pelo Pierre Boulez. Minhas férias estão acabando, segunda feira volta ao batente, portanto, tentarei dar uma apurada, na medida do possível.

Fiquei muito feliz com as reações à postagem desta coleção. É bom saber que compartilhamos o gosto com tanta gente, e principalmente, abrimos caminho para aqueles que sempre temeram a obra do genial húngaro. E este cd que ora posto é interessante para se conhecer uma outra faceta do compositor. O que temos aqui são danças baseadas no riquíssimo folclore de seu país, sempre lembrando que Béla foi antes de tudo, um pesquisador da música popular folclórica da Hungria. Viajou por todo o interior coletando e gravando, claro que os recursos da época, estas músicas. O mano PQP postou recentemente duos para violino que seguem também esta característica.
Mas vamos ao que interessa. Boa audição.

Bèla Bartók (1881-1945) – Tanz Suite Sz77, 07 – Two Pictures op10 Sz746, Hungarian Sketches Sz97, Divertimento Sz113

01 – Tanz Suite Sz77 – 1. Moderato
02 – 2. Allegro molto
03 – 3. Allegro vivace
04 – 4. Molto tranquillo
05 – 5. Comodo
06 – 6. Finale- Allegro
07 – Two Pictures op10 Sz746 – 1. In voller Bluete
08 – 2. Dorftanz
09 – Hungarian Sketches Sz97 – 1. Ein Abend auf dem Lande – Lento rubato – Allegro
10 – 2. Barentanz – Allegro vivace
11 – 3. Melodie – Andante
12 – 4.Etwas angeheitert – Leggermente ubriaco
13 – 5. Ueroeger Schweinehirtentanz – Allegro molto
14 – Divertimento Sz113 – 1. Allegro non troppo
15 – 2. Molto adagio
16 – 3. Allegro assai

Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Bartók em 1907: adoro!

Bartók em 1907: adoro!

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