Antonio Meneses – Suítes brasileiras

SuitesBrasileirasEste é o terceiro CD de Meneses que ora está sendo postado e talvez o mais importante de todos os que o violoncelista recifense gravou pois concretiza um projeto e sem precedentes no país: o de estímulo à produção de um repertório específico para um instrumento.

Diz o release de divulgação do disco:

“Há alguns anos, Antonio Meneses encomendou a compositores brasileiros obras que servissem como uma espécie de preâmbulo para cada uma das seis suítes para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach. O objetivo era realizar um prolongamento, guardadas as proporções, da homenagem que Villa-Lobos fizera a Bach nas Bachianas Brasileiras.”

Daí que cada uma das seis primeiras obras – totalmente diferentes entre si na estética – parafraseia uma suíte bachiana. Na segunda metade do álbum, há uma suíte inteira em cinco movimentos, que Meneses pediu especialmente ao conterrâneo pernambucano Clóvis Pereira.

Clóvis, depois de Marlos Nobre, é o maior compositor erudito pernambucano vivo. Embora sua produção não seja muito extensa e seja quase desconhecida fora de seu estado natal, dificilmente decepciona, deixando-se claro que ela segue em maior ou menor grau as linhas do Movimento Armorial.

A parceria Meneses-Clóvis nasceu uma obra antes, com o Concertino para violoncelo e orquestra (2005) – o qual vai ser lançado por Meneses em disco este ano junto com os dois concertos de Haydn -, e deu tão certo que já está sendo escrita uma sonata pra cello e piano, a ter estreia em 2011.

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Antonio Meneses – Suítes brasileiras

1. Etius Melos, de Ronaldo Miranda
2. Cantoria 1 para violoncelo solo, de Marlos Nobre
3. Preambulum, de Almeida Prado
4. Pequena seresta de Bach, de Edino Krieger
5. Preludiando, de Marisa Resende
6. Invocatio nº 1, de Marco Padilha

Suíte macambira, de Clóvis Pereira
7. Overture
8. O canto do cego
9. Dança característica
10. Coco embolado
11. Frevo canzonado

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Antonio Meneses: indiscutível, bom pra caralho

Antonio Meneses: indiscutivelmente, bom pra caralho

CVL

Lobo de Mesquita (1746 – 1805): Te Deum: Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Nova: Maestro José Siqueira (Acervo PQPBach)

Te Deum de Lobo de Mesquita

Quis o destino benfazejo que este LP de 1978 fosse resgatado de uma prateleira empoeirada, cheia de LPs velhos, no fundo de um sebo! É um LP privado, não foi comercializado, e foi patrocinado pelo Banco do Brasil. Nada mais se sabe sobre ele, a não ser:


* é a principal obra (Te Deum) de um dos mais brilhantes compositores brasileiros (Lobo de Mesquita) interpretada por uma das mais importantes orquestras brasileiras (Orquestra de Câmara do Brasil) e acompanhada por um dos mais lapidados corais brasileiros (Coro Ars Barroca), regidos por um dos mais completos maestros brasileiros (José Siqueira). Em resumo: uma obra-prima jogada às traças !!  IM-PER-DÍ-VEL !!

Como podemos cobrar das novas gerações a falta de sentimento de cidadania, de amor e orgulho pela pátria, se nem os nossos heróis cultivamos? Nossos filhos vão se orgulhar do que? de quem?

Quem já ouviu falar no Maestro José Siqueira levanta a mão!

Esta repostagem é dedicada ao nosso amigo Bisnaga, que ressuscitou, reviveu neste site, a vida e a obra do maestro José Siqueira após esta postagem !!!!!! Não tem preço.

Te Deum

O Te Deum, também chamado às vezes o ambrosiano, devido à sua associação com Santo Ambrósio, é um hino tradicional de alegria e ação de graças. Primeiramente atribuído aos Santos Ambrósio e Agostinho, ou Hilary, agora está creditado para Nicetas, bispo de Remesiana (século 4). Ele é usado na conclusão do Ofício das Leituras da Liturgia das Horas aos domingos fora da Quaresma, diariamente durante os Oitavas de Natal e Páscoa, e nas solenidades e festas.

Maestro José de Lima Siqueira

Maestro, compositor e acadêmico brasileiro nascido em 1907 em Conceição, no Vale do Piancó, alto sertão do Estado da Paraíba, regente e compositor reconhecido em nível internacional, de suma importância como educador pelo papel de liderança que exerceu no meio musical de sua época e pela participação na criação de várias entidades de classe e culturais, tornando-se uma das grandes figuras da música brasileira no século XX.

Filho de um mestre da banda Cordão Encarnado, em sua cidade natal, que lhe ensinou a tocar diversos instrumentos como saxofone e trompete. Durante sua juventude, atuou em bandas de música de várias cidades do interior da Paraíba. Foi para o Rio de Janeiro (1927), então capital da República, como integrante das tropas que tinham sido recrutadas para combater a Coluna Prestes e logo ingressou na Banda Sinfônica da Escola Militar, como trompetista. Estudou (1928-1930) composição com Francisco Braga e Walter Burle-Marx, no antigo Instituto Nacional de Música, e formou-se em Composição e Regência (1933) e iniciou sua brilhante carreira de compositor e regente no Brasil e no exterior, em grandes orquestras dos Estados Unidos, Canadá, França, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica e Rússia, entre outros países.

Regeu nos Estados Unidos grandes orquestras como a Sinfônica de Filadélfia, Detroit, Rochester. Na França regeu a Orchestre Radio-Symphonique, de Paris, e em Roma, a Sinfônica de Roma, entre outras. Foi professor da Escola de Música da Universidade do Brasil, hoje da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundou a Orquestra Sinfônica Brasileira (1940) e formou-se em Direito (1943). Viajou pelos EUA e Canadá e fundou a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro (1949), fechada 2 anos depois. Quando esteve em Paris (1953) freqüentou o curso de musicologia da Sorbonne. Oficializou junto ao prefeito Miguel Arraes, a Orquestra Sinfônica do Recife, a mais antiga do país.

Idealizou e criou a Ordem dos Músicos do Brasil, assumindo a sua Presidência (1960). Fundou a Orquestra Sinfônica Nacional (1961) e a Orquestra de Câmara do Brasil (1967). Figura incomparável do mundo cultural brasileiro, foi aposentado (1969) pela ditadura militar devido à sua pregação democrática. Proibido de lecionar, gravar e reger, encontrou abrigo na extinta União Soviética, onde regeu a Orquestra Filarmônica de Moscou e participou como jurado de grandes concursos de música internacionais. Também foi em Moscou que boa parte de sua obra foi editorada e preservada enquanto que no Brasil o estúpido governo militar cuidava de alijá-lo da história.

(A esse respeito, conta-nos Carlos Pereira: Em 1964, no golpe militar, foi submetido a interrogatório e protagonizou com um coronel, um diálogo que ficou famoso. O milico lhe perguntou se já tinha ido à Rússia e ele não só confirmou, como disse que gostava de lá voltar de vez em quando para… reger a Sinfônica de Moscou. Resultado: foi fichado como comunista e proibido, por alguns anos, de reger a Orquestra Sinfônica Brasileira. http://www.carlospereira.net.br/index.php/component/content/article/34-cronicas/323)

Deve-se a ele ainda a criação da Orquestra de Câmara do Brasil, da Sociedade Artística Internacional, do Clube do Disco e da Ordem dos Músicos do Brasil. Também publicou vários livros didáticos tais como Canto Dado em XIV Lições, Música para a Juventude, em quatro volumes, Sistema Trimodal Brasileiro, Curso de Instrumentação, entre outros.

Faleceu aos 78 anos, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 22 de abril de 1985, deixando uma vastíssima obra composta de óperas, cantatas, concertos, oratórios, sinfonias e até a música de câmara, para instrumentos solos e para voz. A cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Música, fundada (1945) por Heitor Villa-Lobos, nos moldes da Academia Francesa, foi alocada para ele como co-fundador, depois que o efetivo da Academia se reduziu de 50 para 40 cadeiras. Seu nome foi dado à Grande Sala da Cidade da Música por decreto do então Prefeito Cesar Maia, publicado no Diário Oficial do Município (2008). Uma justa homenagem a essa figura reconhecida internacionalmente, defensor da cultura musical brasileira e responsável por iniciativas como a criação da Orquestra Sinfônica Brasileira da cidade do Rio de Janeiro, da Academia Brasileira de Música, da Ordem dos Músicos do Brasil e dos Concertos Para a Juventude.
(http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JoseLSiq.html)

Palhinha: ouça a integral do Te Deum, enquanto observa fotos de Serro, MG (antiga Vila do Príncipe), onde Lobo de Mesquita nasceu.

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José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Te Deum
01. Te Dominum confitemur
02. Tibi omnes Angeli; tibi cæli et universæ Potestates
03. Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth
04. Te gloriosus Apostolorum chorus
05. Te Martyrum candidatus laudat exercitus
06. Patrem immensæ maiestatis
07. Sanctum quoque Paraclitum Spiritum
08. Tu Patris sempiternus es Filius
09. Tu, devicto mortis aculeo, aperuisti credentibus regna cælorum
10. Judex crederis, esse venturus. Te ergo quæsumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti
11. Salvum fac populum tuum Domine, et benedict hereditati tuæ
12. Per singulos dies, benedicimus te
13. Dignare Domine die isto sine peccato nos custo dire
14. Fiat misericordia tua Domine super nos, quem admodum speravimus in te
15. Non confundar in aeternum

Barroco Mineiro – 1978
Orquestra de Câmara do Brasil & Coro Ars Barroca
Maestro José de Lima Siqueira

LP de 1978 digitalizado por Avicenna


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Boa audição.

Avicenna

As modinhas do Brasil (Acervo PQPBach)

As modinhas do Brasil

Eliane Aquino, soprano
Keila de Moraes, mezzo-soprano
Kenny Simões, espineta
Edilson de Lima, violão.

 

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Segundo Silvio Romero, a modinha teria surgido …
Um outro grupo de escritores, dentre eles Tomaz Borba …
Já o escritor Ernesto Vieira,em seu …
O historiador português Pinto de Carvalho …
José Ramos Tinhorão, por sua vez …

Esse é o início dos 5 primeiros parágrafos do livro “As modinhas do Brasil”, de Edilson de Lima, publicado pela Edusp em 2001, 280 páginas, que apresenta a letra e a partitura de cada modinha abaixo, interpretadas por Eliane Aquino, soprano; Keila de Moraes, mezzo-soprano; Kenny Simões, espineta e Edilson de Lima, violão.

Compositor: Anônimo, séc. XIX/XVIII
01. Você Se Esquiva De Mim
02. Quem Me Vir Aflito E Triste
03.Pelo Amor De Deus
04. Tristemente A Vida Passa
05. Os Me Deixas Que Tu Dás
06. Eu Nasci Sem Coração
07. Ganinha, Minha Ganinha
08. Quem Ama Para Agravar
09. Sinto-Me Aflita
10. Vidinha Adeus
11. Por Desabafar Saudades
12. Choro, Padeço, Suspiro
13. Os Desprezos De Meu Bem
14. A Minha Nerina Gosta Dos Meus Ais
15. Se Fores Ao Fim Do Mundo
16. A Saudade Que No Peito
17. Ninguém Morra De Ciúme
18. Eu Estando Bem Juntinho
19. É Delicia Ter Amor
20. Quem Achou O Q’eu Achei
21. Da Minha Constante Fé
22. Eu Não Sei Minha Constância
23. Meu Amor, Minha Sinhá
24. Minha Mana Estou Gostando
25. Menina Você Vai Hoje
26. Homens Errados E Loucos
27. Cupido Tirano
28. Estas Lágrimas Sentidas
29. Ausente, Saudoso E Triste
30. Não Pode A Longa Distância

Se você quiser concorrer a ganhar o livro original “As Modinhas do Brasil”, com o respectivo CD que ora é postado, responda para avicenna@uol.com.br as seguintes perguntas:

01 – Você segue o Museu da Música de Mariana no Facebook?
02 – O que significa ANPPOM?
03 – O que é o Projeto Arte Educação Através da Música?
04 – Mas afinal, o que é exatamente um Responsório Fúnebre?
05 – Quando se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico?
06 – O que é uma Ladainha?
07 – Toda música sacra, na Igreja Católica, era feita para Missas?
08 – Por que Vila Rica era vila e Mariana era cidade?
09 – O que é um ripanço?
10 – Para onde vão os arquivos musicais depois do falecimento dos seus proprietários?

O primeiro a responder as perguntas acima, até 27.08.14, com maior quantidade de acertos, receberá o livro via Sedex.


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Boa audição.

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Stefano Pando: Peças para alaúde

Stefano Pando é um alaudista contemporâneo que faz música como se estivesse no século XVI. É uma postura curiosa. É como se um autor atual tentasse escrever um livro como o Quixote, sei lá. Quando jovem, não gostava nem do neoclássico de Stravinsky e de vários compositores de seu grupo — andavam de avião e escreviam Concerti Grossi — , mas hoje sou bem menos xiíta. O CD de Pando é agradável e bastante bom, levando em conta a Idade Média…

Wellington Mendes escreveu: Belíssimo, a liberdade do alaudista traz ótimas novidades a velhíssimas peças, afinal, não sabemos como tocavam os antigos e muito possivelmente também iam muito mais longe do podemos imaginar.

Stefano Pando: Peças para alaúde

1. Galliard Et Sauterelle 2:02
2. Robin 2:26
3. Pavane Dellestarpe 1:54
4. Stanes Morris Dance 1:29
5. Ricercar 12 1:56
6. The Wind That Shakes the Barley 0:56
7. A Toy 0:59
8. My Lady Carey’s Dompe 1:46
9. Mache Anglaise 1:19
10. Eislein Liebstes 0:43
11. The Earl of Crawford 1:02
12. Earl of Oxford’s March 1:01
13. Almande Nonnette 1:00
14. Robin Hood 1:48
15. Branle Des Chevaux 2:15
16. Ricercar 9 1:45
17. Pavane Au Revoir Ma Douce Flame 2:24
18. Galliard Au Retour 0:44
19. Jouissance Vous Donneray 1:16
20. Basse Dance Sur Jouissance 1:53
21. Pavane La Sombre 3:25
22. Paduana 1:22
23. Ricercar 3 1:04
24. Untitled Passamezzo Antico 1:18
25. The Scolding Woman 1:00
26. Tombeau 3:20
27. Ein Welscher Tanz Wascha Nesa 1:23
28. Jaymeray Mieu Dormir 0:58
29. Pass E Mezzo 3:32
30. Tourdion 1:31

Stefano Pando, alaúde

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Stefano Pando: living in the past, como diria Ian Anderson

Stefano Pando: living in the past, como diria Ian Anderson

PQP

Anton Bruckner – Symphony nº9 – Giulini, Wiener Philharmoniker

71ArGl1IV1L._SL1107_Essa postagem fenomenal inaugura minha adesão ao novo servidor contratado, o pqpshare. Espero que dê tudo certo, os testes que meus colegas fizeram foram mais que aprovados. Devido a alguns probleminhas de ordem técnica, até então eu não tinha conseguido me entender com o dito cujo.
Mas vamos ao que interessa, que é a música. Essa gravação do Giulini conclui aquele pequeno ciclo que me propus trazer, que são as gravações das três últimas sinfonias de Bruckner que o grande maestro italiano realizou já no final da vida com a Filarmônica de Viena.
Como diria nosso querido PQPBach, o que preciso comentar quando temos Giulini com a Filarmônica de Viena tocando a Nona de Bruckner? Comentar o que, cara pálida?

01 – Bruckner – Symphony No.9 In D Minor – 1. Feierlich, Misterioso
02 – 2. Scherzo. Bewegt, lebhaft – Trio. Schnell
03 – 3. Adagio. Langsam, feierlich

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FDPBach

J. S. Bach (1685-1750): Concertos e Obras Orquestrais com o Café Zimmermann — 6 CDs miraculosos, irresistíveis e indispensáveis

Maravilhosa

O Café Zimmermann: maravilhosa orquestra

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu já tinha postado os quatro primeiros CDs desta fantástica coleção, mas agora ela está completa. O Café Zimmermann, liderado pelo violinista argentino Pablo Valetti e que tem sua base na França, é um dos melhores grupos da nova geração de conjuntos barrocos a oferecer interpretações rarefeitas e enérgicas em instrumentos históricos. O nome do grupo refere-se a um café de Leipzig, onde o grupo de Bach, o Collegium Musicum, apresentava-se no século XVIII. A Cantata do Café é uma homenagem ao Zimmermann. Há indícios de quem nem Bach teria sido tão econômico em número de músicos quanto o pequeno efetivo de Valetti. Meu pai teria solicitado uma orquestra de 24 instrumentistas ao Conselho de Leipzig para executar a Suíte Nº 3, por exemplo. Mas, OK, esqueçam. O alto nível de musicalidade e a leitura franca e arejada de Valetti compensam de longe.

Nos CDs abaixo estão todos os Brandemburgo, todas as Suítes orquestrais e mais alguns concertos. Neste momento, não consigo pensar em nada melhor.

O Café Zimmermann recebeu o Diapason d’Or por esta integral dos “Concerts avec plusieurs instruments de Jean-Sébastien Bach vol I-VI “.

Bach Concertos com o Café Zimmermann

Disc 1:
1. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: I. Allegro 7:26
2. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: II. Adagio 6:13
3. Concerto pour clavecin en Ré Mineur, BWV 1052: III. Allegro 7:28

4. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: I. Allegro 4:13
5. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: II. Larghetto 4:28
6. Concerto pour hautbois d’amour en La Majeur, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto 4:01

7. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: I. Allegro 7:20
8. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: II. Adagio 5:29
9. Concerto pour violon en Mi Majeur, BWV 1042: III. Allegro Assai 2:41

10. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: I. Allegro 9:42
11. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: II. Affettuoso 5:01
12. Concert Brandebourgeois No. 5 en Ré Majeur, BWV 1050: III. Allegro 5:14

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Disc 2:
1. Concert Brandebourgeois No. 3 en Sol Majeur, BWV 1048: I. Allegro – Adagio 5:18
2. Concert Brandebourgeois No. 3 en Sol Majeur, BWV 1048: II. Allegro 4:18

3. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: I. Vivace 3:25
4. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: II. Largo ma non tanto 5:57
5. Concerto pour deux violons & cordes en Ré Mineur, BWV 1043: III. Allegro 4:10

6. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: I. Ouverture 9:02
7. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: II. Courante 2:04
8. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: III. Gavottes I & II 2:38
9. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: IV. Forlane 1:07
10. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: V. Menuets I & II 2:53
11. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: VI. Bourrées I & II 2:21
12. Suite en Ut Majeur, BWV 1066: VII. Passepieds I & II 3:09

13. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: I. Allegro 4:18
14. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: II. Adagio 4:32
15. Concerto pour hautbois & violon en Ut Mineur, BWV 1060: III. Allegro 3:08

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Disc 3:
1. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: I. Allegro 6:09
2. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: II. Andante 3:50
3. Concert Brandebourgeois No. 4 en Sol Majeur, BWV 1049: III. Presto 4:21

4. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: I. 7:05
5. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: II. Siciliano 4:46
6. Concerto pour hautbois d’amour en Ré Majeur, transcription du concerto pour clavecin en Mi Majeur, BWV 1053: III. Allegro 6:06

7. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: I. 5:40
8. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: II. Adagio 5:17
9. Concerto pour trois clavecins en Do Majeur, BWV 1064: III. Allegro 4:28

10. Suite en Si Mineur, BWV 1067: I. Ouverture 10:05
11. Suite en Si Mineur, BWV 1067: II. Rondeau 1:28
12. Suite en Si Mineur, BWV 1067: III. Sarabande 3:15
13. Suite en Si Mineur, BWV 1067: IV. Bourrée I & II 2:04
14. Suite en Si Mineur, BWV 1067: V. Polonaise & Double 3:44
15. Suite en Si Mineur, BWV 1067: VI. Menuet 0:54
16. Suite en Si Mineur, BWV 1067: VII. Badinerie 1:23

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Disc 4:
1. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: I. 3:29
2. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: II. Andante 6:45
3. Concerto pour violon en La Mineur, BWV 1041: III. Allegro assai 3:31

4. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: I. 6:46
5. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: II. Adagio 4:43
6. Concerto pour 2 clavecins en Ut Majeur, BWV 1061: III. Vivace 5:25

7. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: I. Allegro 7:56
8. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: II. Adagio ma non tanto e dolce 4:55
9. Concerto pour flûte, violon & clavecin en La Mineur, BWV 1044: III. Tempo di Allabreve 6:14

10. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: I. 4:51
11. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: II. Andante 3:36
12. Concert Brandebourgeois No. 2 en Fa Majeur, BWV 1047: III. Allegro assai 2:49

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Disc 5:
1. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: I. Ouverture 9:33
2. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: II. Air 3:32
3. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: III. Gavottes I et II 3:54
4. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: IV. Bourrée 1:06
5. Ouverture No. 3 en Ré Majeur, BWV 1068: V. Gigue 2:38

6. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: I. Allegro 3:06
7. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: II. Adagio 2:43
8. Concerto pour clavecin en Fa Mineur, BWV 1056: III. Presto 3:17

9. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: I. 5:27
10. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: II. Adagio ma non tanto 4:38
11. Concerto Brandebourgeois No. 6 en Si Bémol Majeur, BWV 1051: III. Allegro 5:45

12. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: I. 4:36
13. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: II. Alla siciliana 3:39
14. Concerto pour trois clavecins en Ré Mineur, BWV 1063: III. Allegro 4:29

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Disc 6:
1. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: I. Ouverture 11:11
2. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: II. Bourrées I & II 2:55
3. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: III. Gavotte 1:45
4. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: IV. Menuets I & II 3:20
5. Ouverture No. 4 en Ré Majeur, BWV 1069: V. Réjouissance 2:36

6. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: I. Allegro 4:02
7. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: II. Larghetto 3:48
8. Concerto pour clavecin en La Majeur, BWV 1055: III. Allegro ma non tanto 3:48

9. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: I. 3:52
10. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: II. Adagio 3:34
11. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: III. Allegro 4:02
12. Concert Brandebourgeois No. 1 en Fa Majeur, BWV 1046: IV. Menuet & Polonaise 5:47

13. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: I. Allegro 3:25
14. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: II. Adagio 2:08
15. Concerto pour quatre clavecins en Ré Mineur, BWV 1065: III. Allegro 3:07

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Cafe Zimmermann
Pablo Valetti, Violon & Konzertmeister

O Café Zimmerman

O Café Zimmermann ensaiando

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Os Seis Quartetos de Cordas

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Digamos que eu seja conhecido aqui no blog por algumas declarações bombásticas. Pois, desta vez, não creio que vá ser muito discutida a afirmativa de que os Quartetos de Béla Bártok sejam a mais importante obra do século XX, até porque esta frase é meio consenso, meio convenção. Ora próximo ao Stravisnky da “fase russa”, ora próximo ao Beethoven dos últimos quartetos de Beethoven, Bartók casualmente distribuiu a composição dos mesmos de forma a traduzir as etapas de sua evolução artística — 1908, 1917, 1927, 1928, 1934 e 1939. O calhamaço História da Música Ocidental, de Jean e Brigitte Massin (1255 páginas), propõe que se ouça os último quartetos de Beethoven, emendando-os imediatamente com os de Bartók. A mesma força, a mesma nobreza, o mesmo espírito no tratamento das massas sonoras. Não que Bartók tenha imitado o mestre — ao contrário, Bartók não apenas tinha voz própria como bebeu nas mais diversas fontes: música folclórica, Debussy, Brahms, russos, Bach, etc.

Curiosa mistura de profunda erudição e absoluto “visceralismo”, os quartetos me chamaram a atenção durante a adolescência, por serem citados por todos os grandes escritores que gostavam de música: Erico Verissimo fala no Nº 3 e vários romancistas do pós-guerra citam o Nº 5 como uma obra inigualável, produzida pelo ódio ao nazismo que o fez exilar-se em 1940 nos EUA, já minado pela leucemia.

Não há como falar dos quartetos de Bartók de forma não apaixonada. É a maior música de nossa época e este é talvez o segundo ou terceiro CD que posto e que estão naquela categoria dos “dez mais” de minha discoteca / cedeteca.

Béla Bartók (1881-1945): Os Seis Quartetos de Cordas

CD1
1 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Lento 9:22
2 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Allegretto 10:29
3 String Quartet No 1 in A minor, op. 7 – Introduzione (Allegro) – Allegro vivace 10:21

4 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Moderato 9:39
5 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Allegro molto carpriccioso 7:39
6 String Quartet No 2 in A minor, op. 17 – Lento 7:52

7 String Quartet No 4 in C Major – Allegro 5:59
8 String Quartet No 4 in C Major – Prestissimo, con sordino 2:51
9 String Quartet No 4 in C Major – Non troppo lento 5:21
10 String Quartet No 4 in C Major – Allegretto pizzicato 2:54
11 String Quartet No 4 in C Major – Allegro molto 5:34

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CD2
1 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Prima parte: Moderato 4:35
2 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Seconda parte: Allegro 5:34
3 String Quartet No.3 in C sharp minor Sz93 – Ricapitolazione della prima parte… 5:03

4 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Allegro 7:39
5 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Adagio molto 5:33
6 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Scherzo (Alla bulgarese) & Trio 4:49
7 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Andante 4:45
8 String Quartet No.5 in B flat major Sz110 – Finale (Allegro vivace) 6:58

9 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Vivace 7:33
10 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Marcia 7:36
11 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto – Burletta (Moderato) 7:12
12 String Quartet No.6 in D major Sz110 – Mesto 6:33

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Alban Berg Quartet

Tocando desse jeito, só podem estar felizes, né?

Tocando desse jeito, só podem ser felizes, né?

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para violino Nº 1-3 / Trio para Piano Nº 1 / Concerto para Violino

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um espanto este álbum com obras de Brahms interpretadas pela genial violinista russa Viktoria Mullova. O álbum duplo foi “montado” pegando os melhores registros que estavam espalhados em três discos lançados em separado anteriormente. Então, temos uma das melhores integrais das Sonatas para Violino e Piano, o ESPLÊNDIDO Piano Trio Nº 1 e uma grandes versões de um dos mais belos Concertos para Violino jamais escritos. Nas gravações, ela é acompanhada apenas por Piotr Anderszewski nas Sonatas, por Andre Previn e Heinrich Schiff no Trio e por Abbado e a Filarmônica de Berlim no Concerto. Não dá para pedir mais, né?

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Sonatas 1-3 / Piano Trio 1 / Violin Concerto

1. Son No. 1 in G, Op. 78: Vivace Ma Non Troppo
2. Son No. 1 in G, Op. 78: Adagio
3. Son No. 1 in G, Op. 78: Allegro Molto Moderato

4. Son No. 2 in A, Op.100: Allegro Amabile
5. Son No. 2 in A, Op.100: Andante Tranquillo – Vivace – Andante – Vivace Di Piu – Andante – Vivace
6. Son No. 2 in A, Op.100: Allegretto Grazioso (Quasi Andante)

7. Son No. 3 in d, Op.108: Allegro
8. Son No. 3 in d, Op.108: Adagio
9. Son No. 3 in d, Op.108: Un Poco Presto E Con Sentimento
10. Son No. 3 in d, Op.108: Presto Agitato

Viktoria Mullova
Piotr Anderszewski

1. Pno Trio in B, Op.8: 1. Allegro con brio
2. Pno Trio in B, Op.8: 2. Scherzo. Allegro molto
3. Pno Trio in B, Op.8: 3. Adagio
4. Pno Trio in B, Op.8: 4. Allegro

Viktoria Mullova
Andre Previn
Heinrich Schiff

1. Vn Con In D, Op.77: No.1 Allegro non troppo
2. Vn Con In D, Op.77: No.2 Adagio
3. Vn Con In D, Op.77: No.2 Allegro giocoso, ma non troppo vivace-Poco piu presto

Viktoria Mullova
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Mullova

(suspiro)

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas Nos. 13, 14, 17, 21 para Piano (novamente com Deus)

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A maior de todas as Waldstein? Ah, certamente! O estilo cerebral, articulado, controlado e furioso e rápido e sanguíneo de Pollini quase me fez bater o carro, pois o terceiro movimento da Wald fez com que aparecessem algumas lágrimas furtivas em meus olhos cansados, tal é a delicadeza e compreensão polliniana naquele trecho. Como fez um dos comentaristas da Amazon, fui ouvir depois Alfred Brendel. Nossa, foi um massacre da Azzurra! Ninguém, nada, nunca, nenhum fato ou argumento (nem Saer) poderá convencer-nos — a mim e Lais — de que Pollini é cerebral, frio, técnico, matemático e desalmado. O que ele faz é alojar-se em nosso ventrículo esquerdo e nos falar dali — como alguns de vocês sabem, o ventrículo esquerdo é o local onde o coração bate mais forte –, enquanto outros ficam dando voltinhas inúteis, às vezes errando de veia e perdendo-se, como diria Chico Buarque.

A Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini perdoa desde já àqueles comentaristas que virão com Schnabel, Kempff, Gilels e outros rapazes vivos e mortos que lutam pelo segundo lugar. Eu não concordo com Nelson Piquet, que declarou que o segundo lugar é o primeiro dos últimos; acho o segundo lugar muito digno! Eu não concordo com Machado de Assis (ou Quincas Borba) quando ele diz “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

Um brinde a todos segundos lugares, pois eles são nossas referências mais queridas!!!

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Beethoven: Sonatas Nos. 13, 14, 17, 21 para Piano

Piano Sonata No. 13 in E Flat Major Op. 27 by Ludwig van Beethoven
1. Andante – Allegro – Tempo I – attacca: 5:00
2. Allegro molto e vivace – attaca: 1:54
3. Adagio con espressione – attacca: 2:54
4. Allegro vivace 5:19

Piano Sonata No. 14 in C sharp minor Op. 27 “Moonlight” by Ludwig van Beethoven
5. Adagio sostenuto – attaca: 6:22
6. Allegretto – attaca: 2:16
7. Presto agitato 7:11

Piano Sonata No. 17 in D minor Op. 31 No. 2 “Tempest” by Ludwig van Beethoven
8. Largo – Allegro 8:39
9. Adagio 7:52
10. Allegretto 6:04

Piano Sonata No. 21 in C op. 53 “Waldstein” by Ludwig van Beethoven
11. Allegro con brio 9:59
12. Introduzione. Adagio molto – attaca: 3:54
13. Rondo. Allegretto moderato – Prestissimo 9:50

Maurizio Pollini, piano

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PQP

.: interlúdio :. Charles Mingus: Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus (Five Mingus)

Hoje, cinco discos fantásticos para comemorar o aniversário pessoal de PQP Bach, nascido em 19 de agosto de 1727.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD absolutamente impressionante foi gravado no ano de 1963 e mostra o compositor e baixista Charles Mingus no auge. Na verdade, ele parecia padecer de um surto de criatividade desde 1956, mas em 63 ele não só deu centenas de concertos como até gravou um álbum solo tocando piano… Mingus pode ser definido como um autor erudito que gostava de jazz. Este disco é mais solto do que a maioria, mas dá para notar claramente seu amor às alterações de ritmo e outras complicações que servem à música, e não apenas para torturar seu grupo. Grupo, aliás, sensacional com Mingus, Dolphy, Byard , Richmond… Bem, ouçam aí.

Charlie Mingus: Mingus Mingus Mingus Mingus Mingus

1. II B.S. (Charles Mingus)
2. I X Love (Charles Mingus)
3. Celia (Charles Mingus)
4. Mood Indigo (Duke Ellington-Irving Mills-Albany Bigard)
5. Better Get Hit in Yo’ Soul (Charles Mingus)
6. Theme for Lester Young (Charles Mingus)
7. Hora Decubitus (Charles Mingus)

Personnel: (2, 3, 5)
Rolf Ericson, Richard Williams (tp)
Britt Woodman (tb)
Don Butterfield (tu)
Jerome Richardson (fl, ss, bars)
Dick Hafer (fl, ts)
Charlie Mariano (as)
Jaki Byard (p)
Jay Barliner (g)
Charles Mingus (b, p)
Dannie Richmond (ds)
NYC, January 20, 1963

(1 ,4, 6, 7)
Eddie Preston, Richard Williams (tp)
Quentin Jackson (tb)
Don Butterfield (tu)
Jerome Richardson (fl, ss, bars)
Dick Hafer (fl, cl, ts)
Eric Dolphy (as, fl)
Booker Ervin (ts)
Jaki Byard (p)
Jay Barliner (g)
Charles Mingus (b, nar)
Walter Perkins (ds)
NYC, September 20, 1963

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Charles Mingus: super talento como compositor, band leader e baixista

Charles Mingus: super talento como compositor, band leader e baixista

PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett e Charlie Haden: Jasmine

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ambos estão há mais de 40 anos no jazz e há mais de 30 na mesma gravadora, mas nunca tinham desenvolvido nada juntos. Olha, que pena, pois este Jasmine é uma coisa maravilhosa, cheia de charme e musicalidade. São mais de 60 minutos de interpretações sublimes e maduras. Para alguma coisa a idade serve, né? São grandes canções do repertório norte-americano que recebem tratamento luxuoso. Ouçam porque vale a pena.

Keith Jarrett escreveu na contracapa:

Call your wife or husband or lover in late at night and sit down and listen. These are great love songs played by players who are trying, mostly, to keep the message intact. I hope you can hear it the way we did.

Exatamente! É uma maravilha, música pura tocada entre amigos, no piano velho do home studio de Keith Jarrett.

Keith Jarrett e Charlie Haden: Jasmine

1. For All We Know 9:46
2. Where Can I Go Without You 9:20
3. No Moon At All  4:40
4. One Day I’ll Fly Away  4:15
5. I’m Gonna Laugh You Right Out Of My Life  12:09
6. Body And Soul  11:09
7. Goodbye  8:01
8. Don’t Ever Leave Me 3:11

Keith Jarrett, piano
Charlie Haden, baixo

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Essa dupla...

Essa dupla…

PQP

Fiesta Andina: órganos barrocos de Andahuaylillas [Alma Latina] + (link extra com encarte/booklet)

Uma preciosidade!

Tem na Amazon: aqui.

Sabe raridade? Então, você está diante de uma daquelas! inestimável.

Trata-se do louco e feliz encontro de dois organistas franceses de peso, Francis Chapelet e Uriel Valedeau (e de um grupo de musicistas que os acompanhou) com a música folclórica do Coro de los Niños y La Danza Cápac Qolla, na estupenda e delirante capela de Andahuaylillas, no Peru, que possui não um, mas DOIS órgãos!

Eu gostaria de escrever uma batelada de coisas aqui, pra que vocês entendessem melhor que supimpa é esse álbum, mas já são 3:25h e o sono me abate terrrivelmente. Quem sabe com uma palhinha (aí abaixo), vocês se animam a baixar.

Tesourinho lá do Peru! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Amostra: A Hanaq Pachap (faixa 13):

Ah, não aguentei e acrescentei a Toccata de Zipoli, pois o cara não brincava em serviço!

Fiesta Andina
Órganos Históricos de Andahualillas

Anônimo
01. Villancico Tradicional
02. Dança Ritual Qollas
03. Improvisação Órgão da Epístola *
04. Improvisação Órgão do Evangelho **
Francisco Correa de Arauxo (Sevilha, Espanha, 1584 –  Segóvia, Espanha, 1654)
05. Cantochão da Imaculada Conceição ***
06. Tento de meio registro de quarto tom [Ev.] *
07. Tento cheio de sexto tom [Ep.] **
Pietro Philippi (c. 1560 – 1628)
08. Fantasia [Ev.] *
Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
09. Toccata [Ev.] **
Jan Pieterszoon Sweelinck (Deventer, Holanda, 1562 – 1621)
10. Variaciones de ‘Von der Fortuna werd’ich getrieben’ [Ep.] *
11. Variaciones de ‘Ach Gott Von Himmel sieh darein’ [Ep.] *
Ruggiero Trofeo (Mântua, Itália, 1550 – Turim, Itália, 1614)
12. Cancion XIX a 8 ***
Anônimo
13. Hanaq Pachap Kusikuinin ***
14. Reportagem realizada pela Rádio Francesa

Juan Capistrano Pecca, regente
Francis Chapelet, órgão (*)
Uriel Valedeau, órgão (**)
Francis Chapelet, Uriel Valedeau, em ambos os órgãos (***)
El Coro de los Niños y La Danza Cápac Qolla de Andahuaylillas
Les Jeues Musiciens Baroques
Andahuaylillas, Peru, 2007-2008

[Ep.] órgão da epístola
[Ev.] órgão do evangelho

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Mediafire 122Mb
ENCARTES – BOOKLET – Mediafire 56Mb (52p., Español, Français, English)

Comenta, pessoal! É tão legal pra gente…

A Igreja de Andahuaylillas, não à toa chamada de “Capela sistina dos Andes”

O órgão do lado da epístola

Sobre os órgãos, tem mais informações (em francês) aqui.

Bisnaga

J. S. Bach (1685-1750): Great Organ Works

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A música para órgão é cada vez menos tocada. É óbvio: considerando-se as grandes proporções do instrumento e o fato de poucas salas de concerto ostentarem um desses monstros, tornam-se cada vez mais raros os concertos. Se a coisa vai melhor na Europa, nosso continente vai de mal a pior.

Por outro lado, uma das partes mais importantes do repertório bachiano foi escrita justamente para o órgão. Bach passava boa parte de suas horas noturnas improvisando (e compondo) ao instrumento. A liberdade que ele tinha nesta área pode ser espreitada ouvindo-se a Passacaglia BWV 582 e o Prelúdio e Fuga BWV 552, presentes nesta coletânea, para não falar na Tocata e Fuga em Ré Menor BWV 565. O homem era um maluco ao órgão. Peter Hurford — que gravou toda a obra de Bach para órgão em 17 CDs — faz uma arrebatadora seleção do melhor nestes dois CDs da Decca.

Se fosse você, não daria as costas para a riquíssima música para órgão. De Bach e de outros compositores

Se fosse você, não daria as costas para a riquíssima música para órgão. De Bach e de outros compositores. Já ouviram a música de Messiaen e Franck para o instrumento? Na foto, Peter Hurford em casa.

J. S. Bach (1685-1750): Great Organ Works

CD1:

1. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 565 9:17
2. J.S. Bach: Herzlich tut mich verlangen, BWV 727 2:19
3. J.S. Bach: Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 (‘Sleepers, awake’) 5:11
4. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in G minor, BWV 542 – “Great” 12:00
5. J.S. Bach: Liebster Jesu, wir sind hier, BWV 730 1:54
6. J.S. Bach: Passacaglia in C minor, BWV 582 12:53
7. J.S. Bach: Prelude and Fugue in E flat, BWV 552 15:48
8. J.S. Bach: Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659 5:00
9. J.S. Bach: Prelude (Fantasy) and Fugue in C minor, BWV 537 8:24

CD2:
1. J.S. Bach: Toccata, Adagio and Fugue in C, BWV 564 15:45
2. J.S. Bach: “In dulci jubilo”, BWV 729 2:36
3. J.S. Bach: Prelude and Fugue in A minor, BWV 543 10:30
4. J.S. Bach: Fantasia in G, BWV 572 7:50
5. J.S. Bach: Prelude and Fugue in D major, BWV 532 11:30
6. J.S. Bach: Nun freut euch, liebe Christen g’mein, BWV 734 2:00
7. J.S. Bach: Wo soll ich fliehen hin, BWV 694 3:02
8. J.S. Bach: Fantasia in C minor, BWV 562 5:59
9. J.S. Bach: Toccata and Fugue in D minor, BWV 538 “Dorian” 13:49

Peter Hurford, órgão

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jhjhjh

Peter Hurford num sarauzinho intimista em sua sala

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

IM-PER-DÍVEL !!!

Sei, há Beethoven, Mozart, Bruckner, Mahler e Shostakovich, mas, em minha humilde opinião, esta sinfonia é a melhor que conheço. Brahms era visto como o sucessor de Beethoven e estava muito preocupado em ser digno da tradição sinfônica do mestre. Tão preocupado estava que preparou sua primeira sinfonia ao longo de mais de 20 anos. Sua composição iniciou-se em 1854 e sua finalização só ocorreu em 1876.

O maestro Hans von Bülow apelidou-a de “A Décima de Beethoven”, o que é apenas uma frase de efeito. Não pretendo desconsiderar que há uma citação da Nona de Beethoven no último movimento, porém os fatos obrigam-me a encarar isto como uma demonstração de gratidão a seu antecessor, ao qual tanto devia – ou, corrigindo, ao qual tanto devemos… Depois de anos e anos como ouvinte, afirmo tranquilamente que, até mais do Beethoven, o que há aqui é Schumann, principalmente na forma inteligente como foram desenvolvidos os elos entre os movimentos que parecem brotar logicamente um do outro. No mais, a Primeira de Brahms é uma derivação autêntica, exclusiva e original do estilo empregado por Brahms em sua música de câmara. Ademais, Brahms – que estreou sua sinfonia quarenta e nove anos após a morte de Beethoven – aborda o gênero de forma diversa, dando, por exemplo, extremo cuidado à orquestração e chegando a verdadeiros achados no segundo movimento e na introdução ao tema do último tema: aquele esplêndido solo de trompa, seguido da flauta e do arrepiante trio de trombones. Tais cuidados orquestrais evidentemente não revelam um compositor maior que Beethoven, apenas revelam que o tempo tinha passado, que Brahms já tivera contato com as orquestrações de Rimsky-Korsakov, Berlioz, Wagner, Liszt (os dois últimos eram seus inimigos), que Mahler tinha 16 anos de idade e que a Sinfonia Titã estaria pronta dali a 12 anos…

Seria idiotice dizer que tenho certeza de que tudo o que ouço nesta sinfonia está realmente lá? É que em minha opinião, Brahms resolveu apresentar nela todas as suas armas como compositor. A solidez da intrincada estrutura do primeiro movimento (Un poco sostenuto – Allegro) vem diretamente de alguns outros notáveis “primeiros movimentos” de sua música de câmara. Sua complicada estrutura rítmica e aparente rispidez causa certo desconforto a ouvintes mais acostumados a gentilezas. Sua estrutura não é nada beethoveniana, os temas são mostrados logo de cara, sem as lentas introduções de nosso homem de Bonn e nada de motivos curtos e afirmativos. Afinal, estamos ouvindo nosso homem de Hamburgo! Se o primeiro movimento demonstra toda a maestria do compositor ao lidar com diversas vozes e linhas rítmicas, o próximo é um arrebatador andante (Andante sostenuto) que parece pretender mostrar “vejam bem: além daquilo que ouviram, eu também faço melodias sublimes”. A melodia levada pelo primeiro violino ao final do andante é belíssima e inesquecível. O terceiro movimento (Un poco Allegretto e grazioso) nos diz que “além daquilo que ouviram, eu também faço scherzi divertidíssimos, viram?”. Claro que não chegamos à alegria demonstrada nos scherzi de Bruckner, porém, para um sujeito contido como foi Brahms, a terceira parte da sinfonia chega a ser uma galinhagem.

O último movimento é um capítulo à parte. É a música perfeita. Há a já citada introdução de trompas e trombones, mas há principalmente um dos mais belos temas já compostos. Meus livros estão dentro de caixas esperando por uma mudança e não posso conferir o que direi a seguir: no livro Doutor Fausto, de Thomas Mann, o personagem principal Adrian Leverkühn vende sua alma ao demônio em troca da glória e da imortalidade como compositor. Feito o negócio – no mais belo capítulo já escrito: o diálogo entre Adrian e o Demônio, que deverá estar figurando como papel de parede no lavabo de minha nova casa -, Adrian vai compor e… bem, ele acaba escrevendo uma peça muito parecida com o tema a que me refiro e a abandona. Seria este um sinal de Mann, indicando que seu personagem partiria do ponto mais alto existente para a construção de uma obra estupefaciente? Creio que sim, creio que sim. Mas, sabem?, não vou gastar meu latim descrevendo o tema que aparece aos 5 minutos do último movimento da sinfonia para ser transformado e retorcido até seu final.

Afinal, ele está aqui. A sinfonia completa está. Há versões melhores do que esta, mas o registro de Haitink é ótimo. Abbado — com uma abordagem de rispidez muito mais prussiana do que Karajan, em minha opinião por demais respeitoso – , Bernstein — que a aborda com o mais desbragado romantismo — são os campeões, em minha opinião. Os registros de Böhm e de, surpresa!, Riccardo Muti também não são nada desprezíveis.

Não é música para diletantes leigos como eu. Como a ouço há anos, posso avaliar como deve ser difícil equilibrar a rigidez formal e a imaginação melódica de uma sinfonia de orquestração complexa e que – inteiramente dentro da tradição de contrastes das sinfonias – parece pretender abarcar o mundo, mostrando-se ora imponente, ora delicada; ora jocosa, ora séria.

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica

1. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: I. Un poco sostenuto – Allegro 13:42
2. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: II. Andante sostenuto 8:38
3. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: III. Un poco allegretto e grazioso 4:43
4. Symphony No. 1 in C minor, Op. 68: IV. Adagio – Allegro non troppo ma con brio 17:17

5. Tragic Overture in D minor, Op. 81 15:11

(Gravação ao vivo)

London Symphony Orchestra
Bernard Haitink

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PQP, é bom esse Haitink!

PQP, é bom esse Haitink!

PQP

John Dowland and his contemporaries: Crystal Tears

Sempre tive receio de discos com Dowland, Byrd e seus contemporâneos. Mas sou obrigado a retirar quaisquer restrições a este CD de Andreas Scholl e Concerto di Viole. Em primeiro lugar porque Scholl é espetacular, inigualável; seu cantar de contratenor realmente pertence a outro mundo. Em segundo lugar pelo extraordinário repertório escolhido. Disco perfeito para iniciar o domingo em beleza e paz.

Obs.: o CD original possui 21 faixas de canções escolhidas. Mas só obtive as 11 primeiras. Se alguém encontrar o CD completo em mp3, favor deixar o link nos comentários. Mesmo assim, vale a pena ouvir as 11 primeiras faixas deste tremendo trabalho.

John Dowland and his contemporaries: Crystal Tears

1. John Dowland: Go crystal tears 6:29
2. John Ward: Fantasia No. 4 3:30
3. John Dowland: Now, O now, I needs must part 4:32
4. John Dowland: Go nightly cares 4:02
5. John Ward: Fantasia No. 3 2:55
6. John Dowland: Sorrow, come! 3:59
7. John Dowland: Semper Dowland, semper dolens 3:31
8. John Dowland: The Lady Rich her galliard 2:04
9. Robert Johnson: Have you seen the bright lily grow? 2:51
10. William Byrd: Though Amaryllis dance in green 3:43
11. John Bennet: Venus’ birds whose mournful tunes 3:35

Andreas Scholl
Concerto di Viole
Julian Behr

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Scholl de musicalidade

Scholl de musicalidade

PQP

Fréderic Chopin (1810-1849): 4 Ballades – Barcarolle – Fantaisie – Berceuse

Chopin: Ballades Nos. 1, 2, 3, 4; Barcarolle, Berceuse(NÃO HÁ IMAGEM DO CD NA AMAZON)

Vamos a mais uma postagem com conteúdo chopiniano. Selecionei alguns CDs para postar. Entre eles destaco uma box com treze CDs com a música de Chopin, sendo interpretada por Vladimir Ashkenazy. Fiquei a pensar se deveria postar Arrau (box com 7 CDs) ou Biret (box com 17 CDs).  Optei por Ashkenazy, que é um bom pianista. Por isso, esperem uma bombardeio com material do músico polaco. Há ainda um material com compositores avulsos. Vamos a um deles: ficamos agora com o pianista russo Alexei Borisovich Lubimov, que tem uma forte ligação com a música ocidental. Nos tempos da União Soviética chegou até a ser repreendido por causa desse fato. É um extraordinário CD. Não deixe de ouvir o trabalho de Lubimov. Boa degustação!

Fréderic Chopin (1810-1849) – 4 Ballades – Barcarolle – Fantaisie – Berceuse

01. Ballade #1 in g-min, op.23
02. Ballade #2 in F-maj, op.38
03. Ballade #3 in A-flat-maj, op.47
04. Ballade #4 in f-min, op.52
05. Barcarolle in F#-maj, op.60
06. Fantasie in f-min, op.49
07. Berceuse in D-flat-maj, op.57

Alexei Lubimov, piano

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Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

Lubimov: já postamos homens mais belos

Lubimov: já postamos homens mais atraentes

Carlinus

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Flauta

Um bom disco. Um daqueles concertos reconstruídos, o quinto de Brandemburgo e a Abertura Nº 2, com sua Badinerie de todos os celulares. O cravista inventa bastante na cadenza do 5º brandemburguês… É um pouco decepcionante para quem ama aquele solo, mas OK, estamos no fim-de-semana, não vamos nos exaltar. É engraçado como ficou bonito e atlético — à exceção de sublime Andante — o concerto reconstruído a partir de três Cantatas. Vale a pena baixar, sim.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Flauta

1 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): I. [Allegro] (after Non sa che sia dolore, BWV 209: Sinfonia) 5:52
2 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): II. [Andante] (after Durchlauchtster Leopold, BWV 173a: Aria: Guldner Sonnen frohe Stunden) 9:03
3 Flute Concerto in B Minor (reconstructed by F. Zimei): III. [Allegro] (after Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten, BWV207: Aria: Augustus’ Namenstages Schimmer) 3:34

4 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: I. Allegro 7:33
5 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: II. Adagio 1:28
6 Concerto in D Major, BWV 1050a, “Brandenburg Concerto No. 5, early version”: III. Allegro 5:07

7 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: I. Ouverture 10:16
8 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: II. Rondeau 1:46
9 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: III. Sarabande 3:00
10 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: IV. Bourree I-II 2:09
11 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: V. Polonaise – Double 3:53
12 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: VI. Menuet 1:18
13 Overture (Suite) No. 2 in B Minor, BWV 1067: VII. Badinerie 1:27

Ensemble Aurora
Enrico Gatti, maestro di concerto

Marcello Gatti, traverso

Enrico Gatti, violin
Rossella Croce, violin
Joanna Huszcza, viola
Judith-Maria Olofsson, cello
Riccardo Coelati, violone
Michele Barchi, harpsichord

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Ô, Marcello, dá uma chamada neste cravista, aê.

Ô, Marcello, dá uma chamada nesse cravista, aê.

PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 8 (Edição especial em comemoração aos 120 anos da RCO)

Anton Bruckner: o genial e acanhado foi o único compositor presente na grande festa

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco, pelo que pude apurar, não teve venda comercial. Foi uma edição especial de 2008, comemorativa aos 120 anos da Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam. É uma esplêndida e gravação ao vivo — realizada em 2005 e transmitida pelo rádio (sim há rádios cultas de verdade na Holanda) — com, obviamente, o imortal Bernard Haitink na regência. Ouvi disco agora e, olha, só de pensar já fico arrepiado. É música de gente grande, tocada por uns sujeitos enormes. Haitink gravou a Oitava de Bruckner só várias vezes. Vejamos quantas  foram:

  • Concertgebouw Orchestra (1969) Philips
  • Concertgebouw Orchestra (1970) World Music Express
  • Concertgebouw Orchestra (1979) SunJay Classics
  • Concertgebouw Orchestra (1981) Philips
  • European Youth Orchestra (1989) Digital Co.
  • Bayerische Rundfunk Sinfoniorchester (1993) SunJay Classics
  • Wiener Philharmoniker (1995) Philips
  • Boston Symphony Orchestra (1998) Karna Musik
  • Staatskapelle Dresden (2002) Hänssler
  • Royal Concertgebouw Orchestra (feb. 2005) RCO <—- o CD que ora postamos
  • Royal Concertgebouw Orchestra (may. 2005) Karna Musik

E olha, ele aprendeu DIREITINHO!

Bruckner – Sinfonía Nº 8 – Haitink (RCO 120 años)

1. Symphony No. 8: I. Allegro moderato 16:40
2. Symphony No. 8: II. Scherzo: Allegro moderato 16:11
3. Symphony No. 8 III. Adagio: Feierlich langsam; doch nicht schleppend 28:03
4. Symphony No. 8: Finale : Feierlich, nicht schnell 24:34

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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PQP

George Gershwin (1898-1937) – Rhapsody in Blue, An American in Paris, Piano Concerto in F major – Previn, Pittsburgh Symphony Orchestra

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NOVO LINK !!! AGORA NO PQPSHARE !!!

André Previn gravou duas vezes estas obras de Gershwin pelo selo Philips. E as duas mereceram muito elogios. E com justiça. Tratam-se das obras mais importantes da música norte americana do século XX. E merecem ser bem tratadas. Vamos ao que interessa.
André Previn, que apesar do nome meio afrancesado é alemão de nascença (Berlim, 1929) Sua família de origem judia teve de emigrar para os Estados Unidos em 1939 com a ascensão do nazismo, E foi assim, que se envolveu com o jazz. Fez uma carreira de respeito como pianista de jazz, até assumir a batuta e tornar-se um dos maestros mais celebrados do final do século XX.  E com certeza este é o diferencial de sua interpretação. O swing dos anos 30, vividos intensamente por George Gershwin está mais que presente na sua leitura. Previn definitivamente sabe o que esta fazendo. Um pianista com formação clássica, sem ter tido a oportunidade, ou experiência de tocar em bares enfumaçados de jazz, de viver a intensidade destes locais, não consegue tirar destas obras o que elas tem de mais profundo, que é exatamente o cheiro de cigarro, de bebidas e de sexo que permeavam os bordéis, cabarés e clubes de jazz da Nova York da década de 30. Previn, graças a essa sua carreira jazzística, conseguiu transpor este ambiente para o estúdio de gravação. E com muitos méritos. Sem dúvida, uma das melhores gravações já realizadas destas obras.

01. Andre Previn – Rhapsody in Blue
02. Andre Previn – An American in Paris – 1 – Allegretto grazioso
03. Andre Previn – An American in Paris – 2 – Andante ma con ritmo deciso
04. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 1 – Allegro
05. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 2 – Adagio
06. Andre Previn – Piano Concerto in F major – 3 – Allegro agitato

André Previn – Piano & Conductor
Pittsburgh Symphony Orchestra

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André Previn (1929) – Seria ele o grande intérprete de Gershwin ?

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George Gershwin (1897-1937) – O maior compositor norte americano do século XX

Revisitação dos Santos Reis – Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (Acervo PQPBach)

Revisitação dos Santos Reis

Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte

Esta postagem é um agradecimento à acolhida que tive do povo de Natal, RN, na semana de abril de 2010. Depois de saborear todos os camarões e lagostas a que tinha direito, nada mais me resta senão confraternizar com os amigos potiguares que tão amavelmente me receberam.

Pois não é que visitando o Museu do Artezanato Potiguar, instalado numa edificação que serviu de presídio até os anos 70, encontrei este CD maravilhoso e contundente, discretamente disposto no setor da Galeria de Arte? Imediatamente comprei-o e até agora não canso de agradecer aos Ventos do Oriente por me terem orientado nessa aquisição.

Antônio José Madureira passou a integrar o Movimento Armorial em 1970, que incluía diversas linguagens artísticas, cerâmica, tapeçaria, pintura, poesia, música e teatro, entre outras. Passou a liderar então o Quinteto Armorial.

Em 1974, no primeiro LP do grupo adaptou o romance pernambucano, provelmente do século XIX, “Romance de Minervina”. Em 1976 compôs “Aralume” que deu nome ao segundo disco do Quinteto armorial. No ano seguinte criou o Quarteto Romançal, com um violino, um violoncelo, um violão e flautas, do qual é regente. No mesmo ano gravou em Oslo na Nuruega o LP “Romançal”.

Tem participação como solista, compositor, arranjador e regente em mais de 40 músicas. Em 1980 fez a direção de produção do LP do “V Congresso Nacional de violeiros” – Disco 1 – “Violas e repentes”. Em 1986 lançou um LP de forma independente, que trazia entre outras a composição “Batucada”. Em 1992 lançou o disco “Brasília: o romance da Nau Catarineta” e no ano seguinte, “Opereta do Recife”. Neste último, interpretou, entre outras, “Índios do Nordeste”, com letra de autor desconhecido e “Poema de Natal”, “Chope”, “Ciranda”, “Dádivas do amante” e “Bairro do Recife”, sobre versos do poeta pernambucano Carlos Penna Filho.

Em 1999 lançou pela Copacabana/EMI o CD “Do romance ao galope nordestino sete flexas”. No mesmo ano fez os arranjos e as composições para o CD “Revisitação dos Santos Reis”, interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte como parte das comemorações dos 400 anos da cidade de Natal. Tem diversas produções musicais para o cinema, teatro e dança. Tem músicas gravadas em diversos países e obras editadas pela Guitar Solo Publication da Califórnia, Estados Unidos. Teve músicas gravadas pelo Quinteto Armorial, por seu irmão, Antúlio Madureira e Cussy de Almeida, entre outros. (Dicionário Cravo Albin)

Revisitação dos Santos Reis
Antônio José Madureira (Macau, RN, 1949)
01. Loa do Potiguara
02. Canto do Mangue
03. Loa do Congolês
04. Procissão dos Navegantes
05. Loa do Mareante
06. Fortaleza dos Reis Magos

 

 

 

 

 

 

Revisitação dos Santos Reis -1999
Composição e arranjos: Antônio José Madureira
Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte
Coordenação artística e Regência: Maestro Osvaldo D’Amore


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XLD RIP | FLAC 89,3 MB | HQ Scans 4,1 MB |

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MP3 320 kbps – 41,5 + 4,1 MB – 17,0 min
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Boa audição.

Avicenna