"Versos Brasileiros": suítes para coro e/ou cordas de Henrique de Curitiba, Ernst Mahle, Ronaldo Miranda, Edmundo Villani-Côrtes e Edino Krieger – Camerata Antiqua de Curitiba / Wagner Politschuk (2007)

Publicado originalmente em 18.06.2011

Faz 6 meses que venho adiando a postagem deste CD por razões mil: primeiro, esperei que a Fundação Cultural de Curitiba respondesse minha consulta sobre como adquirir o CD (já que não tem na Amazon).

Já entendi que essa resposta não vem, mas aí fiquei achando uma maldade postar a música sem as informações do gordo livreto, e cadê tempo de escanear? Recentemente arranjei algum e escaneei só o que me pareceu mais indispensável. Ficaram de fora – pena – as biografias dos compositores e intérpretes principais, etc. etc.

Aí tinha que achei muito bonito o conceito do CD, e de modo geral também a execução – mas os dois também me suscitaram interrogações e pensamentos que pensava em compartilhar aqui… só que me deu uma BAITA preguiça de esmiuçar e sistematizar!

Então, pra não ficar paralisado, pensei assim: vou postar sem maiores comentários; os leitores que ouçam, e se quiserem apresentem nos comentários sua apreciação ou não, questionamentos e opiniões – e aí, se sentir que é o caso, eu trago ao baile também os meus. Que tal?

Só não quero deixar de contar que o Monge Ranulfus participou como coralista na estréia das “Cantigas do Bem Querer” em 1977, com regência de Samuel Kerr – e não esquece de um detalhe engraçado: o Henrique de Curitiba havia aberto um volume ao acaso numa livraria e gostou dos versos que leu: achou que, mesmo ingênuos, tinham uma certa poesia que lhe inspirava canções. Não tinha a menor idéia de que Cassandra Rios era um nome escandaloso na época, tida como autora erótica que as pessoas liam escondido… e aí houve donzelas participantes do coro que arregalaram os olhos quando viram o nome “Cassandra Rios” na partitura, e cobraram explicações do maestro… hehehe. (E agora me veio a pergunta: será que hoje isso ainda poderia acontecer?)

Bom, agora é com vocês!

“VERSOS BRASILEIROS” (2007)
Coro e orquestra da Camerata Antiqua de Curitiba

Regência: Wagner Politschuk
Soprano solo: Edna D’Oliveira
Piano: Paulo Braga

Henrique de Curitiba (1934-2008)
CANTIGAS DO BEM-QUERER
para coro, cordas, piano e soprano solo
(original: 1977; esta versão, especial para a Camerata: 2003)
Versos de Cassandra Rios

01 I. Chove
02 II. No mar nasceu a cor do teu olhar
03 III. Se me disseres
04 IV. Intermezzo I
05 V. Feche os olhos meu bem
06 VI. Eu te vi (ária soprano)
07 VII. Intermezzo II
08 VIII. Final: Poeta e cancioneiro

Ernst Mahle (*1929)
SUÍTE NORDESTINA (1976) para cordas

09 I. Allegro moderato
10 II. Andantino
11 III. Vivo

Ronaldo Miranda (*1948)
SUÍTE NORDESTINA (1982) para coro a capella

12 I. Morena bonita
13 II. Dendê trapiá
14 III. Bumba chora
15 IV. Eu vou, eu vou

Edmundo Villani-Côrtes (*1930)
CINCO MINIATURAS BRASILEIRAS (1978) para cordas

16 I. Prelúdio
17 II. Toada
18 III. Choro
19 IV. Cantiga de ninar
20 V. Baião

Edino Krieger (*1928)
Duas peças para coro a capella
Versos de Vinicius de Moraes

21 PASSACALHA (1968)
22 FUGA E ANTI-FUGA (1967)

Edmundo Villani-Côrtes (*1930)
Seis peças para coro, cordas e piano

Sobre versos de Mário de Andrade
23 O PASSARINHO DA PRAÇA DA MATRIZ (1994)
24 VALSINHA DE RODA (1979)
25 RUA AURORA (1993)

Sobre versos de Júlio Bellodi
26 PAPAGAIO AZUL (1999)
27 FREVO FUGATO (1987)
28 SINA DE CANTADOR (1998)

. . . . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

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Dream Of The Orient (ou A Chegada dos Turcos à Europa)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindo CD cheio de obras desconhecidas! Depois de 1683, quando as tropas polonesas salvaram Viena da invasão turca, esta, a Turquia, já não era uma ameaça para a Europa Ocidental e se tornou um símbolo do Oriente misterioso. Para os músicos europeus, no entanto, a Turquia era menos nebulosa. Alguns instrumentos turcos (incluindo tambores, pratos e triângulos) entraram nas orquestras europeias, com compositores emulando o som das bandas militares turcos. A introdução deste orientalismo musical na Europa é mostrada neste sensacional álbum com excelentes performances do Concerto Köln e da Sarband, um conjunto tradicional turco.

Dream Of The Orient, peças de compositores ou inspiradas pelo Oriente

1 –Concerto Köln & Sarband Introduction 1:18
2 –Concerto Köln & Sarband Overture To “Die Entführung Aus Dem Serail” 4:39
Composed By – Wolfgang Amadeus Mozart

3 –Sarband Introduction 1:22
4 –Concerto Köln & Sarband Concerto Turco Nominate “Izia Semaisi” 4:16
5 –Sarband Son Yürük Sema’i 0:55
Composed By – Traditional

6 –Concerto Köln & Sarband Overture To “La Rencontre Imprévue”
Composed By – C. W. Gluck*
2:28
7 –Sarband Introduction 0:59
8 –Sarband Uşşak Peşrevi
Composed By – Zurnazen Ibrahim Ağa 2:31

9 –Sarband & Concerto Köln Mahur Peşrevi 3:02
Composed By – Tatar Han Gazi Giray*

10 –Concerto Köln & Sarband Ballet From “Soliman II, Eller De Tre Sultaninnorna” – Allegro 3:40
Composed By – Joseph Martin Kraus

11 –Sarband Introduction 2:16
12 –Sarband Hünkar Peşrevi 2:31
Composed By – Anon.*

– Ballet From “Soliman II”
Composed By – Joseph Martin Kraus
13 –Concerto Köln & Sarband Marcia Del Sultano 0:58
14 –Concerto Köln Marcia Degli Schiavi 1:32
15 –Concerto Köln & Sarband Danza Di Elmira 1:07
16 –Concerto Köln & Sarband Marcia Dei Giannizzari 1:25
17 –Sarband Neva Ilahi – Improvisation – Neva Ilahi 5:58
Composed By – Traditional

18 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – Marcia Di Roxelana 1:09
Composed By – Joseph Martin Kraus

19 –Sarband Introduction 1:15
20 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – La Coronazione 1:34
Composed By – Joseph Martin Kraus

21 –Sarband Hüseyni Ilahi 1:34
Composed By – Traditional

22 –Concerto Köln Ballet from “Soliman II” – Marcia Dei Dervisci 1:12
Composed By – Joseph Martin Kraus

“Sinfonia Turchesca” In C Major
Composed By – Franz Xaver Süssmayr
23 –Concerto Köln & Sarband 1. Allegro 6:58
24 –Concerto Köln & Sarband 2. Adagio 4:08
25 –Concerto Köln & Sarband 3. [Minuetto] – Trio 3:12
26 –Concerto Köln & Sarband 4. Finale 3:51

Concerto Köln & Sarband
Vladimir Ivanoff, Werner Ehrhardt – direção

Maiores detalhes aqui.

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A gente não ganha porra nenhuma fazendo o PQP

A gente não ganha porra nenhuma fazendo o PQP

PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Preludes & Ballet Suite


Um CD curioso. Shostakovich recebendo arranjos de um excelente oboísta russo, certamente desesperado para aumentar seu repertório. O disco não é nenhuma obra-prima, mas mostra a força do repertório leve de Shosta, pois, além das grandes e pesadas sinfonias, quartetos, concertos, etc., o compositor possui vários ballets e peças de circunstância de alto nível. Tudo coisa para ser deglutida sem maiores problemas. Eu curti moderadamente.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Preludes & Ballet Suite

1 Elegy in F Sharp Minor (transcription for oboe and strings) [04:06]

Ten Preludes, op. 34 (arranged for oboe and strings)
2 Prelude №1 in C Major [01:33]
3 Prelude №16 in B Flat Minor [01:05]
4 Prelude №3 in G Major [02:07]
5 Prelude №8 in F Sharp Minor [01:03]
6 Prelude №11 in B Major [00:51]
7 Prelude №17 in A Flat Major [02:04]
8 Prelude №18 in F Minor [01:06]
9 Prelude №19 in E Flat Major [01:44]
10 Prelude №21 in B Flat Major [09:54]
11 Prelude №22 in G Minor [02:45]

Prelude and Fugue in C Minor, op. 87 (arranged for oboe, cello and piano)
12 Prelude [03:56]
13 Fugue [05:32]

Prelude and Fugue in B Major, op. 87 (arranged for oboe, cello and piano)
14 Prelude [01:26]
15 Fugue [02:32]

Ballet Suite for Flute, Oboe, Strings and Percussion.
Compiled and arranged by Mikhail Utkin from the ballets The Limpid Stream [Svetly ruchey], The Bolt [Bolt], The Golden Age [Zolotoy vek]
16 Andante (Dance of The Negro) [00:51]
17 Allegro (Soviet Dance) [02:20]
18 Pantomima (Kozelkov’s Scene) [03:12]
19 Variation (Dance of The Drayman) [01:59]
20 Polka (Bureaucrat) [02:28]
21 Intermezzo (Saboteurs) [03:36]
22 Duet (Jealous Zina) [01:51]
23 Russian Dance (Lubok) [01:45]
24 Adagio (Zina and Pyotr) [06:18]
25 Pizzicato (Ballerina’s Variation) [01:02]
26 Waltz (Dance of The Ballerina) [03:06]
27 Galop (Coda) [01:56]
28 Adagio [05:05]

Alexei Utkin solo oboe (1 – 24; 26 – 28)
Mikhail Utkin solo cello (12 – 15); cello (24)
Maria Chepurina solo flute (17 – 24; 26 – 27)

All arrangements are by Mikhail Utkin.

HERMITAGE CHAMBER ORCHESTRA

Pyotr Nikiforov 1st violin (1 – 11; 16 – 28)
Ilya Norshtein 1st violin (1 – 11; 16 – 28)
Maria Trishina 1st violin (1 – 11; 16 – 28)
Anna Poletaeva 2nd violin (1 – 11; 16 – 28)
Nadezhda Sergiyenko 2nd violin (1 – 11; 16 – 28)
Andrei Barzov 2nd violin (1; 16 – 28)
Eugeny Sorkin 2nd violin (2 – 11)
Fyodor Belugin viola (1 – 11; 16 – 28)
Zoya Nevolina viola (1 – 11; 16 – 28)
Ekaterina Dossina solo cello (24); cello (1 – 11; 16 – 28)
Olga Kazantseva cello (1 – 11; 16 – 28)
Mikhail Khokhlov double bass (1 – 11)
Gleb Chernobrovkin double bass (16 – 28)
Darja Alyoshina piano (12 – 15)
Andrei Vinnitsky percussion (17; 19 – 21)

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A turma de solistas do CD: os dois Utkin e a Chepurina

PQP

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Felix Mendelssohn: Piano Trios Nos.1 & 2 / Robert Schumann: Piano Trio No.2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é o CD Nº 36 desta tremenda coleção de 60 CDs da Philips. É que PQP está apaixonado pelos Trios de Mendelssohn, fazer o quê? O maior dos trios de todos os tempos, o Beaux Arts, interpreta notavelmente um repertório inteiramente dentro de sua especialidade. O que fazem Menahem Pressler (piano, fundador do Beaux Arts em 1955 e que até hoje mantém o grupo), Isidore Cohen (violino, entrou na segunda geração), Bernard Greenhouse (violoncelo, fundador) não é normal. E nem é uma questão de virtuosismo, mas dos caras serem realmente um trio. Para completar, são fantasticamente dirigidos por Pressler. Vamos combinar uma coisa? Jamais deixe de ouvir um CD do Beaux Arts, tá?

Mendelssohn: Piano Trio In D Minor, Op. 49
1 Allegro Molto Ed Agitato 8:45
2.Andante Con Moto Tranquillo 6:15
3 Scherzo (Leggiero E Vivace) 3:19
4 Finale (Allegro Assai Appassionato) 8:20

Mendelssohn: Piano Trio In C Minor, Op. 66
5 Allegro Energico E Con Fuoco 10:21
6 Andante Espressivo 6:26
7 Scherzo (Molto Allegro Quasi Presto) 3:15
8 Finale (Allegro Appassionato) 7:07

Schumann: Piano Trio No.2 in F, Op.80
9 Sehr lebhaft 7:19
10 Mit innigem Ausdruck 7:40
11 In mässiger Bewegung 5:45
12 Nicht zu rasch 5:40

Beaux Arts Trio

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Das várias formações do Beaux Arts, está foi a mais duradoura e clássica. O super Menahem Pressler ainda está tocando (muito) por aí

Das várias formações do Beaux Arts, esta foi a mais duradoura e clássica. Importante: o super Menahem Pressler ainda está tocando (e muito) por aí

PQP

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Wendy Carlos (1939): música para The Clockwork Orange (versão completa)

Wendy Carlos's Clockwork Orange - vinil coverDizem que a primeira engenhoca eletrônica produtora de sons para fins musicais a usar o nome “sintetizador” foi a criada pela RCA em 1957 – mas foi Robert Moog, em 1964, quem criou o primeiro sintetizador utilizável de modo relativamente prático. E a primeira pessoa a gravar um disco de sucesso executado inteiramente com o Moog foi Wendy Carlos, com seu Switched-on Bach, em 1968.

Foi um trabalho de estúdio exaustivo: embora sintetizasse timbres nunca antes imaginados, o aparelho o fazia para uma nota de cada vez. Quer dizer: Wendy gravou voz por voz, separadamente, suas espantosas interpretações de Bach.

O outro pioneiro no uso do Moog foi o tecladista Keith Emerson, que se foi agora em 2016: em 1970 a banda Emerson, Lake and Palmer começou a levar o Moog para o palco, e em 1973 estrearia o Moog polifônico em Brain Salad Surgery.

Ao mesmo tempo (1970), Wendy propunha a Stanley Kubrick o uso de sua composição original Timesteps na trilha do filme A Laranja Mecânica, e saía feliz da vida com a encomenda de produzir toda a trilha do filme, inclusive recriações eletrônicas de Beethoven, Rossini e Purcell.

Não foi pequena, então, a decepção de Wendy em 1971: Kubrick havia usado no filme apenas fragmentos do seu trabalho, junto com versões orquestrais convencionais das obras de Beethoven e Rossini – e o LP oficial da trilha também continha só esses fragmentos.

P da vida – se me permitem -, em 1972 Wendy lançou outro disco, com a íntegra da sua produção destinada ao filme – ou quase a íntegra: as faixas 08 e 09 que vocês ouvirão só foram lançadas em 2000, na versão em CD.

Mais uma vez pioneira, o que Wendy introduziu desta vez foi o vocorder – simulador eletrônico de sons vocais – e o fez em nada menos que diversos solos e trechos corais da Nona de Beethoven (faixa 02), além de citações do hino gregoriano Dies Irae e de Singin’ in the Rain em sua própria composição Country Lane (faixa 10 – minha preferida).

Nos anos 70 este disco esteve entre os mais queridos do monge Ranulfus – mas só hoje, em 2016, graças ao trabalho de garimpagem de seu amigo Daniel the Prophet, o monge veio a ouvir as faixas 08 e 09. Notou sem surpresa que a última (Biblical Daydreams) parece construída a partir de hinos protestantes estadunidenses, mas na anterior (Orange Minuet) teve uma surpresa curiosa: o monge tem certeza de ter ouvido na obra do brasileiro Elomar Figueira de Melo a melodia usada na parte central do tal minueto! Terá Wendy ouvido Elomar, ou terão os dois se baseado em alguma fonte anterior, quer no próprio Nordeste brasileiro, quer no campo ibérico-provençal?

Termino confessando que muitas vezes pensei que o trabalho de Wendy Carlos ficaria pra trás como uma curiosidade datada – mas passado quase meio século a impressão se inverte: começo a pensar que a criatividade, sensibilidade e ousadia dessa mulher poderão ficar na história como emblemáticas do último terço do século XX – na história tanto da música quanto geral, pela ousadia, paralela à musical, de ter-se assumido como a mulher que desde a primeira infância sentia ser, mesmo pondo em risco a fama mundial já conquistada sob o nome masculino com que havia sido registrada ao nascer.

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WENDY CARLOS’S CLOCKWORK ORANGE (1972)
Gravações de estúdio de Wendy Carlos com o sintetizador Moog (1972)
Versão em CD lançada em 2000

  • 01 Timesteps – 13:47 (W.Carlos – na integra)
  • 02 March from A Clockwork Orange
    (Beethoven: Nona Sinfonia: Quarto Movimento, condensado) – 7:02
  • 03 Title Music from A Clockwork Orange
    (da Music for the Funeral of Queen Mary, de Purcell) – 2:23
  • 04 La Gazza Ladra ouverture (Rossini, condensado) – 6:00
  • 05 Theme from A Clockwork Orange
    (‘Beethoviana’, variação sobre 03) – 1:48
  • 06 Nona Sinfonia: Segundo Movimento: Scherzo (Beethoven) – 4:52
  • 07 William Tell ouverture (Rossini, condensado) – 1:18
  • 08 Orange Minuet (W.Carlos) – 2:35
  • 09 Biblical Daydreams (W.Carlos) – 2:06
  • 10 Country Lane (W.Carlos – versão aperfeiçoada) – 4:56
    (citações: Dies Irae; Singing in the Rain)

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Ranulfus (com a colaboração de Daniel the Prophet)

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J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nosso amigo FDP Bach me enviou um belo presente. Um pen drive. Dentro dele, apenas maravilhas. Está é a primeira delas. Nossa!, tenho especialíssima predileção pelas Toccatas de Bach e aqui as temos notavelmente interpretadas por Angela Hewitt, agora não mais em registro pirata mas em gloriosa gravação da Hyperion. Hewitt regravou tudo o que tinha feito de Bach. Antes utilizara um Steinway e agora usa um Fazioli. Muito melhor, segundo ela. Não discutiria depois de ouvir isto.

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

1. Toccata for keyboard in C minor, BWV 911 (BC L142) (12:12)
2. Toccata for keyboard in G major, BWV 916 (BC L147) (7:27)
3. Toccata for keyboard in F sharp minor, BWV 910 (BC L146) (10:22)
4. Toccata for keyboard in E minor, BWV 914 (BC L145, 163) (6:49)
5. Toccata for keyboard in D minor, BWV 913 (BC L144) (11:41)
6. Toccata for keyboard in G minor, BWV 915 (BC L148) (9:00)
7. Toccata for keyboard in D major, BWV 912 (BC L143) (11:22)

Angela Hewitt, piano

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Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli

Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions; Chromatic Fantasia & Fugue

Pois é, mais um desta série que irá longe. Não sou um apaixonado pelas curtas Invenções em duas e três partes para teclado, mas a Fantasia que abre o CD e a Fantasia e Fuga Cromática que o fecha são absolutamente matadoras, de absurda beleza. Vocês podem pensar que somos doidos varridos, mas eu e minha mulher dançamos a Fantasia BWV 906 aqui na sala de casa. Nada nos impedia e não havia ninguém nos filmando para depois colocar no YouTube… Então, tudo bem! Vocês podem tentar, afinal o domingo é um bom dia para loucuras.

J. S. Bach (1685-1750):
Fantasia in C minor; Two-Part Inventions; Three-Part Inventions;
Chromatic Fantasia & Fugue

1. Fantasia In C Minor, BWV906
2. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 1 In C Major
3. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 2 In C Minor
4. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 3 In D Major
5. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 4 In D Minor
6. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 5 In E Flat Major
7. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 6 In E Major
8. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 7 In E Minor
9. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 8 In F Major
10. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 9 In F Minor
11. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 10 In G Major
12. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 11 In G Minor
13. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 12 In A Major
14. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 13 In A Minor
15. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 14 In B Flat Major
16. Fifteen Two-Part Inventions, BWV772-786: Invention 15 In B Minor
17. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 1 In C Major
18. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 2 In C Minor
19. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 3 In D Major
20. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 4 In D Minor
21. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 5 In E Flat Major
22. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 6 In E Major
23. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 7 In E Minor
24. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 8 In F Major
25. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 9 In F Minor
26. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 10 In G Major
27. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 11 In G Minor
28. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 12 In A Major
29. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 13 In A Minor
30. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 14 In B Flat Major
31. Fifteen Three-Part Sinfonias (Inventions), BWV787-801: Sinfonia 15 In B Minor
32. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fantasia
33. Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor, BWV903: Fugue

Angela Hewitt, piano

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Um super show, Angie.

Um super show, Angie.

PQP

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Vasily Kalinnikov (1866-1901): Sinfonias Nº 1 e 2

O argentino El Cuervo López foi um grande amigo que fiz nos blogs. Trocamos poucos mas importantes e-mails. Ele era de notável gentileza e dotado de um finíssimo humor que sempre me surpreendia. Havia um texto bem simples apresentação do blog que demonstrava toda a classe e inteligência do Cuervo e que poderia aproveitar aqui no PQP Bach:

Sé tolerante y no tan exigente con lo que obtienes de este Blog. Recuerda que todo lo que se te ofrece es GRATIS. Comenta, opina y agradece los aportes de quienes ceden generosamente su tiempo para hacer más llevadero el tuyo.

No ano passado, El Cuervo me informou em poucas palavras que estava doente. Pensei que fosse um achaque rotineiro, mas logo soube que ele havia morrido. Fiquei muito, muito triste. Seus amigos montaram um blog sensacional, o Oído Fino, que nasceu de uma espécie de homenagem ao querido amigo Gabriel El Cuervo López. El Cuervo foi o maior mahleriano que conheci. Ele sabia absolutamente tudo a respeito do compositor e de cada sinfonia. O Oído Fino mantém o viés mahleriano adotado por Gabriel. Foi El Cuervo quem me apresentou as Sinfonias de Kalinnikov e mais: foi a partir delas e daquilo que considerei um exagero — já lerão — que nos conhecemos.

Então não posso deixar falar nele hoje, quando ouvi as sinfonias de Kalinnikov e voltei a sentir falta do amigo argentino que sempre tinha boas palavras para me escrever.

Hace muchos años, cuando asistí a una función de la Filarmónica de Buenos Aires, en el Teatro Colón, mientras me preparaba para la próxima ejecución de la Sinfonía N° 1 de Kalinnikov, me preguntaba, mientras leía el programa, quien sería este ignoto compositor ruso tan alejado de los circuitos de fama que caminaban desde hace décadas apellidos tan ilustres como Tchaikovsky, Rachmaninov, Rimsky-Korsakov o Balakirev, por citar algunos.

Se lo comentaba a un señor mayor de quizá 70 años, que me sonrió con indulgencia y me dijo:

— Hijo, preparárese para escuchar, gozar y deleitarse con la sinfonía más bella que usted haya escuchado y escuchará en toda su vida.

Nunca olvidé esas palabras.

Y al terminar la ejecución de esta increíble obra, sentí deseos de llorar de emoción. Ya he presentado una semblanza de este notable compositor, muerto prematuramente de tuberculosis y de hambre. Sí. De hambre y miseria. No llegó a los 40 años, fue asistido con cuidados por Rachmaninov y Tchaikovsky, quienes admiraban el talento suyo.

Pero la Rusia del Zar no era generosa con sus artistas. Con fortuna póstuma, su viuda e hijos gozaron de un bienestar económico superlativo merced al triunfo post mortem que tuvieron las obras de Kalinnikov.

Esta Sinfonía es maravillosa.

El tema que desarrolla apenas iniciado el movimiento primero, es guía de toda la obra, y los dos minutos del movimiento final son de un romanticismo sublime.

Vanguardistas, abstenerse. Esto es música. La Sinfonía más bella jamás creada.

Si ven este disco, cómprenlo de inmediato. Es, al menos para mí, la mejor grabación, incluso que la de Svetlanov: Neeme Järvi con la Royal Scottish National Orchestra.

La Sinfonía N° 2 de Kalinnikov recoge la temática de su predecesora y ahonda más en ritmos bien rusos y orientales. Se percibe una fuerte influencia de Rimsky-Korsakov y Balakirev. Atenti el último movimiento. Poné los parlantes a todo trapo.

Acho que é uma música belíssima, mas não é a maior das sinfonias e nem sei como ele pode deixar Mahler de lado nesta avaliação. Mas que saudades de El Cuervo López!

Vasily Kalinnikov: Sinfonias Nº 1 e 2

1. Symphony No. 1 in G minor: I. Allegro moderato 14:12
2. Symphony No. 1 in G minor: II. Andante commodamente 7:15
3. Symphony No. 1 in G minor: III. Scherzo: Allegro non troppo – Moderato assai 7:40
4. Symphony No. 1 in G minor: IV. Finale: Allegro moderato 8:40

5. Symphony No. 2 in A major: I. Moderato – Allegro non troppo 10:17
6. Symphony No. 2 in A major: II. Andante cantabile 8:08
7. Symphony No. 2 in A major: III. Allegro scherzando 8:09
8. Symphony No. 2 in A major: IV. Andante cantabile – Allegro vivo

Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi

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Kalinnikov: só a cara é de sonso

Kalinnikov: só a cara é de sonso

PQP

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.: Interlúdio :. Medieval Chamber

FrontDepois da música erudita, o hip-hop é meu gênero musical favorito. A forma como a música é construída de forma poética para expressar política não se iguala, até onde eu sei, em nenhum outro gênero, e por isso eu gosto tanto. Mas o exemplo de hip-hop que os trago hoje não é tão político, mas muito mais livremente musical. A dupla de rappers Black Knights do Wu-Tang Clan (grupo de hip-hop nova iorquino que congrega vários rappers da costa leste) junto com o ex guitarrista John Frusciante produziram aquele que pra mim foi o melhor álbum que ouvi em 2014.

A primeira faixa do álbum já é um “baque”. Ouvimos um solo de violino com samples de armas de fogo, “typewriters”, entre outras coisas, até que um grave em crescendo tome conte da situação e dê espaço para o ritmo e a poesia da dupla de rappers.

Claro que podemos (e devemos) atribuir boa parte da qualidade da obra a John Frusciante (o produtor do álbum), que soube construir uma música que fuja dos clichês tão comuns no meio do hip-hop. Pra quem já ouviu muita música atonal, ficar ouvindo um refrão 5 vezes é extremamente entediante, mas neste álbum são poucos os momentos entediantes, para não dizer que não há nenhum. Toda a construção do “beat” feito por John que dá base ao rap da dupla consegue dialogar com eles, e combina tudo muito perfeitamente. Desde uma fala de algo que parece um filme estadunidense imbricado no meio de uma música entre um rap e outro, até um “sample” do começo da quarta sinfonia da Brahms misturado com sons de vitrola. É uma “brisa” maluca que dá deliciosamente certo.

Black Knights: Medieval Chamber

01 Drawbridge

02 The Joust

03 Medieval Times

04 Trickfingers Playhouse

05 Sword In Stone

06 Knighthood

07 Deja Vu

08 Roundtable

09 Keys To The Chastity Belt

10 Camelot

Black Knights are:
Crisis Tha Sharpshooter
Rugged Monk

Produced by John Frusciante

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Eis os homens: Black Knights.

Eis os homens: Black Knights.

Luke

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante (CD 1 de 16)

Como meu coração é mesmo grande, nele cabem muitos compositores que adoro com igual paixão. Mahler é um deles e já estava na hora de voltar a ele. FDP Bach já postou anteriormente a integral de suas sinfonias, mas vou refazê-la por um simples motivo: tenho a integral das sinfonias em 320 Kbps e sabemos: Mahler tem de ser ouvido em detalhes, com os pianissimi quase inaudíveis e os fortissimi de fazer as janelas gemerem, senão perde a graça. Mais: seus principais ciclos de canções — including A Canção da Terra — estão nesta coleção de 16 CDs da DG. O regente escolhido é o mesmo que FDP escolheu. Por que mudaria se concordo com ele?

A Sinfonia Nº 1 era originalmente um poema sinfônico baseado na péssima novela “Titan”, de Jean Paul. Depois, tornou-se Sinfonia Titan. O primeiro movimento é pura expectativa e energia. Bernstein o trata de modo estranho, cheio de maneirismos pouco comuns em outros regentes. Após este início, a coisa entra nos eixos. E como! O terceiro movimento é curiosamente uma variação em tom menor da canção Frère Jacques e descreve o enterro de um caçador, promovido pelos animais que ele costumava matar. Abaixo, deixo para vocês o texto da Wikipedia a respeito:

Histórico

A estréia da sinfonia ocorreu no dia 20 de Novembro de 1889, em Budapeste, sob a regência do próprio Mahler. Na ocasião, a sinfonia não foi bem recebida pelo público.

A Sinfonia 1 em Ré Maior é escrita para uma orquestra composta pelos seguintes instrumentos: 4 flautas (2 piccolos), 4 oboés (um corne inglês), 4 clarinetes, 3 fagotes (um contrafagote), 7 trompas, 4 trompetes, 3 trombones, 1 tuba, 4 tímpanos, pratos, triângulo, tam-tam, bombo, 1 harpa, 1 quinteto de cordas formado por: violinos, violas, cellos e baixos.

Um caso de amor do compositor durante sua juventude provavelmente serviu de inspiração para a criação da sinfonia. Contudo, ela é mais do que isso conforme explica o próprio Mahler numa carta para Max Marschalk, em 26 de Março de 1896: Gostaria que ficasse enfatizado ser a sinfonia maior do que o caso de amor que se baseia, ou melhor, que a precedeu, no que se refere à vida emocional do criador. O caso real tornou-se razão para a obra, mas não em absoluto, o significado real da mesma. (…) Assim como considero uma vulgaridade inventar música para se ajustar a um programa, também acho estéril dar um program para uma obra completa. O fato de a inspiração ou base de uma composição ser uma experiência de seu autor não altera as coisas.

Originalmente ela foi concebida para ser um grande poema sinfônico.

Mahler escreveu um programa para a sinfonia, após as primeiras apresentações, embora dissesse em várias ocasiões que acreditava que a música deveria falar por si mesma, sem a necessidade do apoio de um texto explicativo.

Características

Como costumava fazer com outras obras suas, Mahler revisou a Sinfonia 1, entre os anos de 1893 e 1896. A mudança mais significativa foi retirada de um movimento andante chamado “Blumine”, sobra de uma música incidental que Mahler tinha escrito para Der Trompeter von Säkkingen (1884). Em 1894, depois de três apresentações, Mahler descartou o movimento e só permaneceram as referências a ele no segundo motivo do finale.

O movimento “Blumine” só foi redescoberto em 1966, por Donald Mitchell. Benjamin Britten conduziu a primeira apresentação da Sinfonia 1 com o movimento “Blumine”, desde que ele tinha sido executado pela última vez por Mahler em Aldeburgh. As maiorias das apresentações modernas da sinfonia não incluem o “Blumine”, ainda que seja possível não raramente se deparar com execuções do movimento em separado. De forma análoga, poucas gravações da sinfonia 1 incluem o movimento.

A obra inclui vários temas de um ciclo de canções composto por Mahler entre 1883 e final de 1884 chamado: Lieder Eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viajante). Existem influências também de Das klagend Lied (A Canção da Lamentação), completada por Mahler em 1 de Novembro de 1880 para participar de um concurso de 1881 conhecido como Prêmio Beethoven.

A Sinfonia 1 de Mahler é uma sinfonia primaveril, semelhante em alguns aspectos com a Sinfonia 1 de Robert Schumman. Ela não é contudo uma simples descrição visual da natureza. Ela reflete uma natureza sob os inocentes olhos de uma criança, que ao mesmo tempo toma consciência da fragilidade e da morbidez inerentes à condição humana.

Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 55 minutos, é formada por quatro movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. Langsam, schleppend – Devagar, arrastando (~ 16 minutos)
2. Scherzo, Kraeftig bewegt – Poderosamente agitado (~ 8 minutos)
3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen – Solene e moderado, sem se arrastar (~ 11 minutos)
4. Stuermisch bewegt – Agitado (~ 20 minutos)

A sinfonia inicia de forma misteriosa no primeiro movimento. Sons do cuco e de outros pássaros, representados musicalmente, anunciam o despertar da natureza e dão fim à tensão e às dúvidas. Um tema lírico segue.

O segundo movimento é um Landler-scherzo, parecido com os landlers de Anton Bruckner e de Haydn.

O terceiro movimento causou uma certa polêmica na época devido a sua aparente bizarrice. Adaptada como marcha fúnebre, é usada de forma paródica uma melodia infantil bastante conhecida, chamada em alguns países de Frère Jacques e em outros de Bruder Martin. A seu respeito Mahler escreveu no programa para os concertos em 1893 e 1894:

A idéia dessa peça veio ao autor por intermédio de uma gravura paródica conhecida por qualquer criança da Alemanha do Sul e intitulada “Os funerais do caçador”. Os animais da floresta acompanham o caixão do caçador morto; lebres empunham uma bandeira; à frente uma trupe de músicos boêmios acompanhados por instrumentistas gatos, corujas e corvos… Cervos, corças e outros habitantes da floresta, de pêlo ou pena, seguem o cortejo com fisionomias afetadas. A peça, com uma atmosfera ora ironicamente alegre, ora inquientante, é seguida de imediato pelo último movimento “d’all Inferno al Paradiso”, expressão súbita de um coração ferido no mais profundo de si…

O silêncio do terceiro movimento é abruptamente interrompido, de forma histérica, pela orquestra no quarto movimento. Conta-se que durante uma das primeiras apresentações da Sinfonia 1, uma senhora espantou-se e derrubou todos os objetos que carregava na mão.

Após alguns minutos a fúria inicial do último movimento é contida e cede lugar a uma melodia lírica. Os temas dos movimentos anteriores são lembrados. Perto do final, ocorre uma nova tempestade sonora, porém, ao contrário do início, que lembrava uma “luta”, agora o sentimento é de “triunfo”. Nesta parte Mahler pede para que os trompetistas da orquestra toquem de pé.

Na primeira postagem que fizemos da Sinfonia Nº 1, FDP Bach escreveu:

As opções de gravações das sinfonias de Mahler são inúmeras. Regentes como Bernstein chegaram a gravá-la duas vezes, enquanto outros não encaravam a totalidade, preferiam se concentrar em apenas algumas das sinfonias. Portanto, sei que muitos irão dizer que a “Titan” do Bernstein é superior à do Chailly, ou que a versão do Haitink é insuperável, ou que o atual menino de ouro da Filarmónica de Berlim, Simon Rattle é o cara, , ou que até mesmo a 9ª do Karajan, postada aqui há apenas alguns dias atrás é imbatível. Acatarei todas as opiniões, mas a versão que prevalecerá até o final é a do Bernstein, da DG. Os motivos que me levaram a escolhê-la são pessoais, mas baseados em diversas críticas altamente favoráveis, lidas nas mais variadas fontes. Até me dei ao trabalho de procurar uma biografia de Mahler entre as publicações brasileiras, mas infelizmente está tudo esgotado, até mesmo a autobiografia da Alma Mahler, publicada pela editora Martins Fontes nos anos 80, ou até mesmo a do Michael Kennedy, publicada pela Jorge Zahar Editor, também na mesma época. Em inglês as opções são múltiplas, basta fazer uma pesquisa no site da Livraria Cultura.

Esta introdução é necessária para alertá-los do tamanho da brincadeira a que estou me dedicando. Terei de conciliá-la com os estudos para um Concurso Público, para o qual estou me dedicando com total empenho. Portanto, se forem demorados os intervalos entre as postagens, peço para que considerem a situação a que os deixei cientes aí acima.

As gravadoras são pão-duras. Nas chamadas integrais destas sinfonias, as mesmas são divididas entre os cds. Exemplo: na versão do Chailly lançada pela DECCA, no final do cd em que se tem a primeira sinfonia, o espaço restante do cd é aproveitado para se colocar o primeiro movimento da 2ª, e assim por diante. Imagine como são os casos das sinfonias mais longas, como a 3ª, 6, 7, ou a 8ª… É uma confusão tremenda. E isso também acontece na gravação do Bernstein que irei postar.. Mas estou me dando ao trabalho de dividi-las devidamente (e viva o Sony Sound Forge). ´Seria sacanagem deixá-los esperando pela continuação num próximo cd. mas vamos ao que interessa.

CD1

Gustav Mahler – Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante

Symphonie no. 1
01. Symphonie no. 1 – Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut – Im Anfang sehr gemächlich
02. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio. Recht gemächlich
03. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. Stürmisch bewegt

Concertgebouw Orchestra
Leonard Bernstein

Lieder eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viandante)
05. Wenn mein Schatz Hochzeit macht
06. Ging heut morgen übers Feld
07. Ich hab ein glühend Messer
08. Die zwei blauen Augen

Thomas Hampson: baritone
Wiener Philarmoniker
Leonard Bernstein

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Viram como eu sou bom pra caraglio?

Viram como eu sou bom pra caraglio?

PQP

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Alfred Schnittke (1934-1998): Psalms of Repentance

Alfred Schnittke é um dos grandes nomes da música russa (quiçá mundial) nos últimos 50 anos. O presente post traz os Salmos de arrependimento“. Esses pedaços de coral, com base em poemas do século 15, para comemorar mil anos de cristianismo na Rússia, revelam em muito as características sarcásticas ou a ironia presente nas obras de Schnittke. Os salmos em questão são uma música do coração, de expressão emocional direta. O trabalho assume uma pungência especial. São dramáticos, por isso, belos. Propícios à nossa época natalina. Boa apreciação!

Alfred Schnittke (1934-1998) – Psalms of Repentance

01. I (2:55)
02. II (5:06)
03. III (4:00)
04. IV (2:37)
05. V (3:18)
06. VI (2:10)
07. VII (6:23)
08. VIII (2:02)
09. IX (8:14)
10. X (3:42)
11. XI (4:07)
12. XII (8:26)

Swedish Radio Choir
Tonu Kaljuste, diretor

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O grande Alfred Schnittke

O grande Alfred Schnittke

Carlinus

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Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vir trabalho caminhando pelas ruas de Porto Alegre com Henry Purcell nos ouvidos nesta manhã, foi muito emocionante. Quase chorei. E olha que costumo ter coração duro. Como Scholl compreendeu bem estas maravilhosas canções! Que pessoa culta deve ser, que grande respeito e conhecimento de arte, que senso de estilo!

Esta é a primeira gravação de Scholl da música de Purcell. Sua voz é perfeita para as melodias do compositor Inglês. O álbum inclui peças escritas para o palco, a igreja e para saraus, algumas das quais Andreas Scholl têm cantado por muitos anos em recitais. Como grandíssimas árias, destaco Strike The Viol, Touch The LuteWhat Power Art Thou?, o célebre lamento de Dido,  When I Am Laid In EarthHere The Deities ApproveMusic For A While.

Colaboradora de longa data de Andreas Scholl, a Accademia Bizantina contribui com peças orquestrais.

Henry Purcell (1659-1695): O Solitude (árias e canções)

1. If Music Be The Food Of Love 2:15
2. Come Ye Sons Of Art – Sound The Trumpet 3:00
3. Come, Ye Sons Of Art, Away (1694) Ode For The Birthday Of Queen Mary II – Strike The Viol, Touch The Lute 4:18
4. Purcell: Chacony, Z628 3:37
5. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 5 – Fairest Isle 4:55
6. King Arthur, Or The British Worthy (1691) / Act 3 – What Power Art Thou? 3:09
7. Chacony In G Minor Z730 4:07
8. Purcell: The Fairy Queen / Act 2 – One Charming Night 2:24
9. Pausanius, The Betrayer Of His Country. (1695), Z585 – Original Version – Sweeter Than Roses 3:17
10. Dido And Aeneas / Act 3 – When I Am Laid In Earth – Dido’s Lament) 4:05
11. Purcell: The Gordian Knot Untied – Music For The Gordian Knot Unty’d 10:47
12. Ode For St. Cecilia’s Day, ”Welcome To All The Pleasures”, Z339 – Original Version – Here The Deities Approve 4:36
13. Purcell: Oedipus – Music For A While, Z583 4:14
14. O Dive Custos Auriacae Domus, Z504 6:59
15. O Solitude, My Sweetest Choice, Z406 5:32
16. Pavan In G Minor, Z752 4:49
17. An Evening Hymn, Z193 4:34

Andreas Scholl, contratenor
Accademia Bizantina
Stefano Montanari

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Céus, esses canta demais!

Céus, esse canta demais!

PQP

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Jean-Marie Leclair (1697–1764): Concertos para Violino

coverEste é um belíssimo disco de vinil que foi digitalizado para nosso gáudio. Leclair foi um grande violinista e compositor, e suas obras não são divulgadas como deveriam. O cara é bom pacas. É considerado o fundador da escola de violino francesa. Leclair estudou dança e violino em Turim. Em 1716, casou com Marie-Rose Casthanie, uma dançarina, que morreu em 1728. Em 1730, Leclair casou pela segunda vez. Sua nova esposa era a gravadora Louise Roussel, que preparou a impressão de todas as suas obras a partir do Opus 2. Leclair foi esfaqueado em 1764. Apesar do homicídio permanecer um mistério, existe a possibilidade de que sua ex-mulher possa ter sido a instigadora… Imaginem só!

Jaap Schröder e sua turma dão um banho de virtuosismo e competência barrocas neste lindo trabalho jamais reeditado em CD.

Jean-Marie Leclair “l’aîné” (1697-1764)

Konzert fur Violin a-moll, op.X, n.6
I. Allegro ma poco
II. Andante, Aria grazioso
III. Allegro

Konzert fur Violin g-moll, op.VII, n.3
I. Allegro ma poco
II. Adagio
III. Allegro assai

Konzert fur Violin a-moll, op.VII, n.5
I. Vivace
II. Largo
III. Allegro assai

Jaap Schröder – Violine und Konzertmeister
Concerto Amsterdam

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Contracapa do LP que deu origem ao arquivo

Contracapa do LP que deu origem ao arquivo

PQP

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Alfred Schnittke (1934-1998): Symphony Nos. 3 & 7 — The Ten Symphonies

coverOuvimos um poderoso grave constante que é como o nada, ao mesmo tempo em que é tudo. Aos poucos ouvimos crescer uma massa disforme de sons que parece nascer desse grave absoluto; dessa massa podemos identificar estilos, timbres, cores e sabores diferentes. Num crescendo envolvente protagonizado por um metal, é como se desprendesse a primeira das “forças elementais” dessa obra. Outras duas “forças” se desprendem, e assim começa a sinfonia.

A terceira sinfonia é quase uma gênese, ou um “Big Bang”. É certamente o exemplo mais completo do poliestilismo de Schnittke que ouvi até agora. Não há absolutamente nenhuma citação direta à obra outros compositores, mesmo assim podemos perceber a mescla de estilos, desde o barroco (ou mesmo antes, pois notei alguma coisa de medieval em algum momento que não me lembro) até o serialismo. A obra é inteiramente instrumental.

Já a sétima sinfonia sinfonia começa com o lirismo de um belo solo de viola que ao fim dá espaço para o tão característico aspecto sombrio da música de Schnittke. No terceiro e último movimento dessa sinfonia, um tema que tem algo de clássico e de barroco vai surgindo e ao mesmo tempo desmorona o otimismo do tema em um leve mas certeiro pessimismo, o que é exatamente o que devemos sempre esperar de Schnittke.

Schnittke: The Ten Symphonies

CD 3

Alfred Schnittke (1934-1998):

Symphony No. 3
01 I. Einleitung
02 II. Sonatensatz. Allegro
03 III. Scherzo. Allegretto
04 IV. Finale. Adagio

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Eri Klas, conductor

Symphony No. 7
05 I. Andante
06 II. Largo
07 III. Allegro

BBC National Orchestra of Wales
Tadaaki Otaka, conductor

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Rolezinho de leve.

Rolezinho de leve.

Luke

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.: interlúdio: billie, ella, sarah, dinah :.

Link revalidado por PQP numa segunda-feira…

Eis uma postagem bastante sabatina: sem nenhum esforço. Essa caixinha com 4 cds — lançada somente aqui no Brasil — traz coletâneas, e embora saibamos que todo “best of” é um abcesso, em certos casos podem ter algum valor de iniciação, descoberta, ou mesmo pela preguiça. É só carregá-los na playlist (rip da casa, altíssima qualidade), apertar o botão de “shuffle” e abrir o vinho.

Ah: e aumentar bastante o volume. (A não ser que o domingo seja enamorado. As divas compreendem.)

Billie Holiday – download (131MB)
01 Summertime 02 What A Little Moonlight Can Do 03 Easy To Love 04 Billies Blues 05 Georgia On My Mind 06 I Cover The Waterfront 07 These Foolish Things 08 Pennies From Heaven 09 Nice Work If You Can Get It 10 Night And Day 11 They Can’t Take That Away From Me 12 The Way You Look Tonight 13 Easy Living 14 God Bless The Child 15 I Must Have That Man 16 You Showed Me The Way 17 My Man 18 I Can’t Believe That You’re In Love With Me 19 All Of Me 20 Body And Soul

Dinah Washington – download (133MB)
01 I Concentrate On You 02 I Won’t Cry Anymore 03 Mad About The Boy 04 Manhattan 05 September in The Rain 06 What Diference A Day Makes 07 All Or Nothing 08 When A Woman Loves a Man 09 Blow Top Blues 10. Embraceable You 11 Evil Gal Blues 12 Homeward Bound 13 I Can’t Get Started 14 Postman Blues 15 Rich Man Blues 16 Wise Woman Blues 17 Mellow Mama Blues 18 I Know How To Do It 19 Salty Papa Blues 20 No Voot, No Boot

Ella Fitzgerald – download (124MB)
01 Undecided 02 Petootie Pie 03 Chew Chew Chew Your Bubble Gum 04 I’m Beginning To See The Light 05 Stone Cold Dead In The Market 06 Into Each Life Some Rain Must Fall 07 Taint What You Do I’ts The Way Do It 08 Five O’ Clock Whistle 09 It’s Only A Paper Moon 10 Cow Cow Boogie 11 Imagination 12 All Or Nothing At All 13 A Tisket, A Tasket 14 Cryin’ Mood 15 How Hogh The Moon 16 If Yoou Should Ever Leave Me 17 Rock It For Me 18 Shine 19 Sing Song Swing 20 Mr. Paganini

Sarah Vaughan – download (92MB)
01 If You Could See Me Now 02 Sweet Affection 03 Are You Certain 04 That Old Black Magic 05 What’s So Bad About It 06 Separate Ways 07 Broken Hearted Melody 08 Friendly Enemies 09 I’ve Got The World On A String 10 Misty 11 Mary Contrary 12 Careless 13 What More Can A Woman Do 14 Perdido 15 The Nearness Of You

Sarah Vaughan manda um beijo pro pessoal do PQP Bach.

Sarah Vaughan manda um beijo pro pessoal do PQP Bach.

Bom sábado!

Blue Dog

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra (reg. Celibidache)

celibidacheIM-PER-DÍ-VEL !!!

Quem acompanha o blog sabe: meus 3 compositores prediletos são Bach, Beethoven, Brahms e Bartók. Vamos ao último da lista.

Um CD extraordinário! O Concerto para Orquestra de Béla Bartók por Sergiu Celibidache e ainda com trechos de ensaios ao final. Os ensaios são muito interessantes. Infelizmente, não encontrei esta joia na Amazon.

Abaixo, coloco a primeira parte de uma notícia biográfica do compositor. Copiada daqui.

Nascido em 25 de março de 1881, na pequena cidade de Nagyszentnmiklós, na Transilvânia, então território húngaro, o compositor afirmava que o momento mais extraordinário de sua vida ocorreu em 1904. Ele se encontrava na hospedaria de Gerlice Puszta, quando ao cair da noite escutou a jovem Lidi Dósa entoar uma canção de ninar para seu filho. A melodia surpreendeu Bartók pelo seu som primitivo, cromatismo e ritmo singular. Ao perguntar para a moça onde ela havia aprendido a melodia, ela respondeu que fora com sua avó. A canção se chamava Piros Alma (maçã vermelha) e foi a responsável pela fascinação de Bartók, para com a música folclórica.
A partir daquele momento, o músico percebeu que os habitantes das zonas rurais da Hungria e regiões adjacentes eram o repositório de um legado de música folclórica riquíssima. Bartók desprezava o estilo das melodias Ciganas e Húngaras de Liszt e Brahms, considerando-as uma corruptela do verdadeiro folclore magyar.

Béla Bartók tornou-se um compositor nacionalista, assim como o foram Bedrich Smetana e Antonin Dvořák na Boêmia, Modest Mussorgski na Rússia e Sibelius na Finlândia. Órfão de pai aos sete anos e com a saúde debilitada por bronquite crônica e frequentes ataques de pneumonia, Bartók buscou refúgio nas aulas de piano ministradas por sua mãe. A partir de 1899, passou a estudar na Real Academia de Música de Budapeste, onde se graduou em composição.
Sua primeira grande influência foi a música de Richard Strauss, com destaque para Also Spracht Zarathustra (Assim falou Zarathustra). Utilizando o estilo do compositor alemão, Bartók escreveu o poema sinfônico Kossuth, uma homenagem à revolução de Lajos Kossuth contra os austríacos, em 1848. Esta foi a primeira contribuição do compositor ao movimento nacionalista de seu país, em constante batalha contra o domínio do Império Austro-Húngaro. A obra foi bem recebida pelas plateias de Budapest, quando de sua estreia, em 1903. O músico fez questão de receber os aplausos do público, vestindo os trajes tradicionais dos camponeses húngaros.

Após a experiência na hospedaria de Gerlice, Béla Bartók e seu amigo Zoltán Kodály passaram alguns anos no interior do país, coletando junto aos camponeses, as principais canções magiares. As pesquisas os levaram a estudar o folclore musical da România, Transilvânia, Sérvia, Croácia, Bulgária e Turquia. Portando primitivos equipamentos de gravação, eles registraram músicas centenárias que jamais haviam sido transpostas para o papel. Esse maior trabalho jamais executado na história da etnomusicologia ocupa doze volumes de livros, com milhares de canções coletadas entre as diversas etnias da Europa central, do norte da África e da Ásia menor.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra (reg. Celibidache)

1. Aplausos

2. Concerto for Orchestra, Sz.116/Introduzione: Andante non troppo; Allegro vivace
3. Concerto for Orchestra, Sz.116/Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando
4. Concerto for Orchestra, Sz.116/Elegia: Andante non troppo
5. Concerto for Orchestra, Sz.116/Intermezzo interroto: Allegretto
6. Concerto for Orchestra, Sz.116/Finale: Pesante; Presto

7. Aplausos

8. Trecho de ensaio: 1º movimento
9. Trecho de ensaio: 1º movimento
10. Trecho de ensaio: 3º movimento
11. Trecho de ensaio: 3º movimento
12. Trecho de ensaio: 3º movimento
13. Trecho de ensaio: 4º movimento

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache, conductor

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A Baroque Christmas

É Natal! Jesus nasceu e todos estão felizes fazendo compras como se o mundo fosse acabar. E aqui temos um excelente CD. SÉRIO!

Bem, sei, melhor me acalmar. Um CD delicadíssimo e de alto nível artístico este da Nonesuch Records. Não é aquele barroco cheio de vigor, é tranquilo e autenticamente camarístico. As melhores obras do CD são as de Charpentier, o que não deixa de ser uma surpresa; afinal, Marc-Antoine é francês… Os americanos que o interpretam também são muito bons… Melhor rever meus conceitos (e preconceitos). Música sacra da melhor qualidade!

Feliz Natal!

A Baroque Christmas

1. A minuit fut fait un réveil / Anonymous (France), 17th century
2-6. Noëls pour les instruments/ Marc-Antoine Charpentier (1634-1704)
7. Hodie christus natus est/ Gregorian
8. Nun jauchzet mit hellem Ton / Johannes Schein (1586-1630)
9. Laudate dominum/ Claudio Monteverdi (1547-1643)
10. Non recedet laus tuus/ Gregorian
11. Salve Regina/ Claudio Monteverdi
12. The Blessed virgin’s expostulation/ Henry Purcell (1659-1695)
13-18. Messe de minuit sur des airs de Noël/ Marc-Antoine Charpentier

THE BOSTON CAMERATA
Anne Azéma, soprano
Elizabeth Weigle, soprano
Richard Duguay, tenor
Dan McCabe, baritone
Arizeder Urreiztieta, bass
Robert Mealy (concertmaster), baroque violin
Katherine Sutherland, baroque violin
Harold Lieberman, baroque viola
Carol Lewis, viola da gamba
Jesse Lepkoff, flute, recorder
Kathie Roth, flute
Owen Watkins, recorder
Michael Dolbow, violone
Olav Chris Henriksen, theorbo, baroque guitar
Frances Conover Fitch, organ

assisted by THE SCHOLA CANTORUM OF BOSTON
Frederick Jodry, director

Alice Dampman, Sandra Stuart, sopranos
Rob Dobson, Frederick Jodry, altos
John Delorey, Arthur Rawding, tenors
John Holyoke, bariton
Gregory Mancusi-Ungaro, bass

Joel Cohen, Director

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deadsantaPQP

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Dmitry Shostakovich (1906-1975) — Alfred Schnittke (1934-1998): Piano Trios — Kempf Trio

frontNeste álbum fica bem fácil identificar a influência de Shotakovich sobre a obra de Schnittke. Primeiro, estamos falando de dois russos. Segundo, de dois russos do século XX. Terceiro, de dois russos do século XX que aderem à uma “escola” mais progressista na música. Schnittke, claro, mais que Shostakovich, mas ambos igualmente modernos aos nossos ouvidos, deliciosamente modernos.

Recomendo também ouvir a orquestração desse trio de Schnittke… ou, se você só ouviu a orquestração, ouça agora em um arranjo para trio de piano, violino e cello.

Li opiniões contraditórias sobre as interpretações do Kempf Trio. Pessoalmente adorei a interpretação do Piano Trio No. 2 de Shosta, talvez até mais que uma que o PQP postou não faz tanto tempo.

Dmitry Shostakovich (1906-1975):

Piano Trio No. 2 in E minor Op.67
01 I. Andante – Moderato – Poco più mosso
02 II. Allegro non tropo
03 III. Largo
04 IV. Allegretto

05 Piano Trio No.1 in C minor Op. 8

Alfred Schnittke (1934-1998):

Piano trio (1992)´[Arrangement from his String Trio]
06 I. Moderato
07 II. Adagio

Kempf Trio:
Freddy Kempf, piano
Pierre Bensaid, violin
Alexander Chaushian, cello

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shosta-quintet

Luke

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Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart: Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ferenc Fricsay (1914-1963) foi um maestro genial, grande intérprete de Beethoven e Mozart, assim como dos húngaros Bartók e Kodály. Mas tudo o que tocava virava ouro. Estudou piano, violino, clarinete, trombone, percussão, composição e regência. Viveu pouquíssimo, 48 anos para ser exato. Estudou música com Béla Bartók, Zoltán Kodály, Ernst von Dohnányi e Leo Weiner. Fricsay fez sua primeira aparição como maestro aos quinze anos de idade. Ele se tornou diretor musical da recém formada Orquestra Sinfônica RIAS na Alemanha em 1949. Também foi maestro titular da Orquestra Sinfônica de Houston em 1954. De 1956 até 1958 ele ocupou o mesmo cargo na Ópera do Estado Bávaro, da Ópera Alemã de Berlim e na Filarmônica de Berlim. Do início da década de 1950 até sua morte ele fez inúmeras gravações com a Deutsche Grammophon. Seu último concerto aconteceu no dia 7 de Dezembro de 1961 em Londres, onde conduziu a Filarmônica de Londres da Sinfonia Nº 7 de Beethoven. Faleceu de um vulgar câncer no estômago.

Estas são gravações ao vivo. O som é bom, mas não é aquela coisa translúcida. Já a interpretação, a concepção que Fricsay tinha da música… Isto está completinho.

Dukas / Kodály / Shostakovich / Hindemith / Johann Strauss / Beethoven / Mozart:
Obras regidas pelo grande Ferenc Fricsay

CD 1:

01. Dukas- The Sorcerer’s Apprentice

02. Kodaly- Dances of Galanta

03. Shostakovich- Symphony No 9- I. Allegro
04. Shostakovich- Symphony No 9- II. Moderato
05. Shostakovich- Symphony No 9- III. Presto
06. Shostakovich- Symphony No 9- IV. Largo
07. Shostakovich- Symphony No 9- V. Allegretto

08. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- I. Allegro
09. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- II. Moderato
10. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- III. Andantino
11. Hindemith- Symphonic Metamorphosis- IV. Marsch

12. Strauss, Johann- Kunstlerleben

CD 2:

01. Beethoven- Leonore Overture No 3

02. Beethoven- Symphony No 3- I. Allegro con brio
03. Beethoven- Symphony No 3- II. Marcia funebre. Allegro assai
04. Beethoven- Symphony No 3- III. Scherzo. Allegro vivace
05. Beethoven- Symphony No 3- IV. Finale. Allegro molto
06. Mozart- Overture to Cosi fan tuttte

RIAS-Symphonie-Orchester
Berlin Radio-Symphonie-Orchester
Berlin Wiener Philharmoniker
Ferenc Fricsay

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Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral

Ferenc Fricsay, gênio absoluto da direção orquestral

PQP

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Johannes Brahms: Complete Trios

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação clássica do Beaux Arts Trio e agregados, que deve ser apresentada aos pequepianos. Trata-se de um repertório sem pontos baixos interpretados notavelmente por especialistas no formato de trio e no gênero romântico. Das várias formações do grupo de Menahem Pressler, a deste CD, com Isidore Cohen e Bernard Greenhouse, foi a mais habitual.

Esses trios são uma excelente introdução a Brahms, uma vez que eles são de todas as fases da carreira do compositor. O Beaux Arts oferece a prova definitiva de que é melhor ouvir um conjunto estabelecido do que as colaborações entre superstars das quais algumas gravadoras tanto gostam. Há um diálogo contínuo e instintivo longamente estabelecido entre os três veteranos. A sua abordagem é descontraída, sem os excessos dramáticos que caracterizam muitas interpretações camarísticas de Brahms. Uma joia!

Johannes Brahms: Complete Trios

Disc 1

1 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 1. Allegro con brio 10:15
2 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 2. Scherzo (Allegro molto) 4:58
3 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 3. Adagio 8:10
4 Brahms: Piano Trio No.1 in B, Op.8 – 4. Allegro 6:17

Beaux Arts Trio

5 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 1. Andante – Poco più animato 7:25
6 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 2. Scherzo (Allegro) 7:32
7 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 3. Adagio mesto 7:03
8 Brahms: Horn Trio in E flat, Op.40 – 4. Finale (Allegro con brio) 6:24

Arthur Grumiaux and Francis Orval and György Sebök

Disc 2

1 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 1. Allegro 8:50
2 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 2. Andante con moto 7:23
3 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 3. Scherzo (Presto) 4:13
4 Brahms: Piano Trio No.2 in C, Op.87 – 4. Finale (Allegro giocoso) 5:27

Beaux Arts Trio

5 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 1. Allegro energico 6:43
6 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 2. Presto non assai 3:12
7 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 3. Andante grazioso 4:32
8 Brahms: Piano Trio No.3 in C minor, Op.101 – 4. Allegro molto 4:54

Beaux Arts Trio

9 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 1. Allegro 7:44
10 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 2. Adagio 8:17
11 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 3. Andante grazioso 5:12
12 Brahms: Clarinet Trio in A minor, Op.114 – 4. Allegro 4:16

Bernard Greenhouse and George Pieterson and Menahem Pressler

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A formação, digamos, mais duradoura do Beaux Arts. O único membro que sempre se manteve foi o pianista Menahen Pressler.

A formação, digamos, mais duradoura do Beaux Arts. O único membro que sempre se manteve foi o pianista Menahen Pressler.

PQP

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