J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

Duas Cantatas de Bach. Ambas bem famosas. A BWV 140 por ser muito bonita e a 147 em razão do Coral “Jesus, Alegria dos Homens”. A competência de Gardiner e sua turma é notável.

Uma de minhas Cantatas preferidas, Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 140, foi estreada em 25 de novembro de 1731 na Thomaskirche em Leipzig. Escrita para trompa, 2 oboés, taille (um instrumento semelhante ao oboé da caccia, hoje muitas vezes substituído por um corne inglês), violino piccolo, violino, viola, baixo contínuo, e coro com soprano, tenor e baixo solistas. Esta cantata é baseada no coral do mesmo nome de Philipp Nicolai. Este hino luterano continua popular hoje, tanto em seu original alemão como em uma variedade de traduções. O texto se baseia na parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13), é uma leitura programada no hinário luterano para o 27º domingo após a Trindade, como este domingo ocorre somente no ano da igreja, quando a Páscoa é muito cedo, a cantata é executada raramente. A raridade da ocasião para a qual foi composta faz dela uma das poucas cantatas cuja data de composição e primeira execução é conhecida.

Herz und Mund und Tat und Leben, em alemão), BWV 147, foi composta por ocasião da festa da Visitação da Virgem Maria em Leipzig, em 2 de julho de 1723, embora já existisse numa versão anterior, ligeiramente diferente, de 1716. Apesar de ter a numeração BWV 147 no catálogo completo de suas obras, foi, na verdade, a 32ª cantata composta por Bach — entre as que sobreviveram. Bach escreveu um total de 200 cantatas durante sua estada em Leipzig, principalmente para atender à demanda das igrejas locais, que era de quase 60 cantatas diferentes por ano. Esta cantata é uma das mais célebres de Bach, em especial, o décimo movimento (repetição do sexto, com outro texto), conhecido como Jesus bleibet meine Freude (“Jesus, alegria dos homens”).

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 140 & BWV 147

Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme (Cantata For The 27th Sunday After Trinity), BWV 140
1 Chorale: Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme 6:17
2 Recitative: Er Kommt, Er Kommt, Der Bräut’gam Kommt! 0:52
3 Aria Duet: Wann Kommst Du, Mein Heil? (Adagio) 5:32
4 Chorale: Zion Hört Die Wächter Singen 3:49
5 Recitative: So Geh Herein Zu Mir 1:27
6 Aria Duet: Mein Freund Ist Mein 5:03
7 Chorale: Gloria Sei Dir Gesungen 1:35

Herz Und Mund Und Tat Und Leben (For The Feast Of The Visitation Of The Virgin Part One), BWV 147
8 Chorus: Herz Und Mund Und Tat Und Leben 4:00
9 Recitative: Gebenedeiter Mund! 1:45
10 Aria: Schäme Dich, O Seele, Nicht 3:14
11 Recitative: Verstockung Kann Gewaltige Verblenden 1:35
12 Aria: Bereite Dir, Jesu, Noch Itzo Die Bahn 4:30
13 Chorale: Wohl Mir, Dass Ich Jesum Habe 2:28

Herz Und Mund Und Tat Und Leben (For The Feast Of The Visitation Of The Virgin Part Two), BWV 147
14 Aria: Hilf, Jesu, Hilf, Dass Ich Auch Dich Bekenne 3:18
15 Recitative: Der Höchsten Allmacht Wunderhand 2:15
16 Aria: Ich Will Von Jesu Wunder Singen 2:33
17 Chorale: Jesus Bleibet Meine Freude 2:27

Soprano: Ruth Holton
Counter-tenor: Michael Chance
Tenor: Anthony Rolfe-Johnson
Bass: Stephen Varcoe
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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Gardiner: um dos maiores mensageiros de Bach em nosso mundo

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Max Bruch (1838-1920) – Violin Concerto nº 2, Scottish Fantasy – Itzhak Perlman, Lópes-Cobos, New Philharmonia Orchestra

Esta bela coleção intitulada ‘EMI Perlman Edition’ mostra uma parte da produção fonográfica do violinista, que não é pequena. Ele já circulou pelas principais gravadoras, sempre com grande qualidade e competência.

Já nos primeiros compassos deste Segundo Concerto para Violino de Max Bruch sentimos que o músico está se jogando de corpo e alma em sua execução. Pungente, dolorido, sofrido, estas são as primeiras sensações que temos quando ouvimos esta obra. Estamos  tão acostumados com o Primeiro Concerto que esquecemos o quão belo é o Segundo Concerto.

E o que dizer da ‘Scottish Fantasy’, imortalizada por David Oistrakh? Lembro que estas gravações foram realizadas lá nos anos 70, e Perlman já era um dos grandes nomes do violino, e este registro só veio confirmar o que todos já sabiam.

Mas estou fazendo uma pequena incursão no meu acervo pessoal de gravações deste gigante do violino chamado Itzhak Perlman. Já trouxe dia destes o Concerto de Brahms, e hoje vamos de Bruch, quem sabe daqui há alguns dias trago alguma outra gravação dele. Quem viver, verá.

01 – Violin Concerto No. 2 In D Minor Op. 44 – 1. Adagio Ma Non Troppo
02 – Violin Concerto No. 2 In D Minor Op. 44 – 2. Recitative (Allegro Moderato)
03 – Violin Concerto No. 2 In D Minor Op. 44 – 3. Finale (Allegro Molto)
04 – Scottish Fantasy Op. 46 – Einleitung (Grave)
05 – Scottish Fantasy Op. 46 – 1. Adagio Cantabile
06 – Scottish Fantasy Op. 46 – 2. Allegro
07 – Scottish Fantasy Op. 46 – 3. Andante Sostenuto
08 – Scottish Fantasy Op. 46 – 4. Finale (Allegro Guerriero)

Itzhak Perlman – Violin
New Philharmonia Orchestra
Jesus Lópes-Cobos – Conductor

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.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

.: interlúdio :. Charlie Mingus: Mingus Ah Um

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD é um clássico que completa 60 anos em maio deste ano. Houve edição especial e shows da Mingus Big Band e outros. Charlie Mingus (1922-1979) pode ser definido como um compositor erudito que gosta de jazz. Por incrível que pareça, li esta definição numa dessas comunidades de jazz do Orkut. Ela é exata. Este CD abre com a pauleira de Better Git It In Your Soul e a calma Goodbye Pork Pie Hat (homenagem a Lester Young) e depois temos a ironia de Fables of Faubus — dedicada ao governador racista do Arkansas –, Open Letter To Duke, mais uma das dezenas de homenagens que Mingus fez a Duke Ellington, Bird Calls (para Charlie Parker), etc., mas o que interessa é a qualidade de todas as composições e a incrível forma da banda de Mingus. Este é, certamente, um dos dez discos mais importantes da história do jazz. E tenho dito!

Charlie Mingus – Mingus Ah Um – 320 kbps

1. Better Git It In Your Soul 7:20
2. Goodbye Pork Pie Hat 5:42
3. Boogie Stop Shuffle 4:59
4. Self-Portrait In Three Colors 3:07
5. Open Letter To Duke 5:49
6. Bird Calls 6:17
7. Fables Of Faubus 8:12
8. Pussy Cat Dues 9:12
9. Jelly Roll 6:15
10. Pedal Point Blues 6:28
11. GG Train 4:37
12. Girl Of My Dreams 4:07

Charles Mingus — bass, piano (with Parlan on 10)
John Handy — alto sax (1, 6–7, 9–12), clarinet (8), tenor sax (2)
Booker Ervin — tenor sax
Shafi Hadi — tenor sax (1–4, 7–8, 10), alto sax (5–6, 9, 12)
Willie Dennis — trombone (3–5, 12)
Jimmy Knepper — trombone (1, 7–10)
Horace Parlan — piano
Dannie Richmond — drums

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Clássico
Clássico

PQP

Richard Wagner (1833- 1883) – Die Feen – Kurt Moll, Linda Esther Gray, June Anderson, etc., BRSO, Sawalish

Se vivo fosse, Richar Wagner estaria completando hoje, dia 22 de maio, 206 anos. Por isso, estamos começando mais uma epopéia operística.

Mais uma vez eu, FDPBach, e Ammiratore estamos embarcando em uma longa jornada, e trazendo para os senhores três obras que nunca apareceram por aqui, são três óperas wagnerianas pouco conhecidas e encenadas: “Die Feen”, “Das Liebesverbot” e “Rienzi”.

O responsável pela execução é Wolfgang Sawalish, um dos grandes nomes da regência do século XX. E estes registros foram todos realizados ao vivo, em 1983, no Bayerischer Rundfunk  Nationaltheater München, com a orquestra e coro locais, e grandes solistas, experientes no repertório wagneriano.

Vamos começar com ‘Die Feen’, traduzindo, ‘As Fadas’. Mais do que apenas experimentos e devaneios juvenis, duzentos anos após o nascimento de Richard Wagner (1813-1883), seus primeiros três trabalhos para o palco ainda não encontraram um lugar fixo no repertório dos grandes teatros. Contudo, ter este fato em comum não podemos desmerecer o enredo de Die Feen, Das Liebesverbot e Rienzi. Para aqueles que gostam de histórias do início da carreira dos grande mestres pode, sim, ser agradável a audição destas primeiras óperas. Elas trazem a coerência inicial que todo grande gênio tem: inicia a carreira com os padrões existentes, experimenta novas fórmulas, apanha da crítica “especializada”, e acaba por desenvolver a sua própria linguagem.

Em vida Wagner nunca viu uma performance completa de “Die Feen” (1833). Ela só foi representada por completo cinco anos após a morte do compositor, em Munique no Königliches Hof-und Nationaltheater no dia 29 de Junho de 1888, e hoje em dia ela é representada geralmente em festivais dentro da Alemanha. Martin Kettle, escrevendo no The Guardian, disse que “nunca será uma obra de repertório, mas é um trabalho unificado com uma faísca de música poderosa e talentosa”. Nada mais romântico, trabalho da juventude, mas é um trabalho pessoal a música desta obra. Muitas passagens já trazem a marca do gênio, são curtos clarões fulgurantes que atravessam a banalidade da partitura e projetam raios que irão iluminar o futuro do jovem Wagner.

O libreto é do próprio Wagner, então um garoto de vinte anos, e tem como base a fabula do veneziano Carlo Gozzi (1720-1806) (La donna serpente). Na década de 1830 na Alemanha havia inúmeras dificuldades para compositores de ópera, a principal era a falta de libretistas de qualidade, provavelmente um dos motivos para que Wagner escrevesse o libreto por conta própria.

A primeira ópera de Wagner segue a tradição da ópera de contos de fadas, em moda no início da primeira metade do século XIX na Alemanha. Ada, metade fada, metade mortal, casa-se com Arindal, rei de Tramond, a quem é dito que não pergunte seu nome. Ele pergunta, no entanto, e seu reino mágico desaparece. Para se juntar a ele, ela deve julgá-lo em uma série de testes em que ele não tem sucesso, deixando-a transformada em pedra por cem anos. Como Orfeu, ele a traz à vida do submundo pelo poder da música e vive com ela depois no país das fadas. Wagner teria dito em suas memórias: “Meu texto para ópera Die Feen foi escrito após uma leitura do trabalho de Gozzi. Então o estilo operístico em voga era precisamente a ópera romântica de Weber. Este fato me estimulou para a imitação do estilo. O que eu escrevi não foi nada mais e nada menos do que eu queria: o texto para uma ópera, com toda a influência no aspecto musical de Beethoven, Weber e Marschner ( que foi injustamente rotulado como sendo apenas um imitador de Weber). No entanto, para mim a história de Gozzi não me seduziu apenas por ser um texto muito adequado para uma ópera, mas porque a idéia principal me atraiu tremendamente. Uma ondina que renuncia a imortalidade por amor de um homem….. Na história de Gozzi a ondina se torna uma serpente; o amante arrependido irá recuperá-la em forma de uma mulher, beijando a serpente. Eu preferi mudar esse final para uma fada transformada em pedra. A minha música se harmonizou no conjunto do trabalho, agora eu vejo claramente que aqui foi plantada uma semente importante de toda a minha evolução. ” Podemos dizer que este é o primeiro sinal de gênio, graças ao poder da música: os temas em que um herói traz sua amada petrificada de volta à vida, motivos de redenção por amor são caro nas óperas de Wagner.

Die Feen costuma ser definida como uma obra de um Richard Wagner imaturo, distante daquele que comporia a Tetralogia do Anel. Tendemos a discordar, mesmo que o rótulo de imaturidade tenha sido assumido pelo próprio compositor, manifestado pelo desleixo que posteriormente dedicou à sua obra. Os elementos seminais dos seus maiores trabalhos já se manifestam na singela partitura de As Fadas, principalmente no tangente à influência que este buscara no escritor e dramaturgo veneziano Carlo Gozzi, que lhe inspirou não apenas no libreto, mas em toda estética dramática e na forte inclinação para a relação entre Mito e Contos de Fadas entrelaçados em um enredo característico da Literatura Fantástica. Depois, há a questão da técnica do leitmotif que Wagner está desenvolvendo lentamente. Existem tendências nessa direção, como na ideia melódica que aparece pela primeira vez na abertura para Die Feen e que então domina a rápida e conclusiva seção de Ada na ária no segundo ato. É natural que artistas sintam reservas em relação às suas primeiras obras, contudo, parece existir outro motivo da aversão de Wagner à sua primeira ópera composta. Se, para tirarmos um instantâneo de Wagner aos 20 anos, olharmos bem detidamente o argumento de seu libreto, explorado até o fim, veremos em Die Feen uma ópera cujo herói não se constrange em abandonar sua pátria para seguir seu amor, e, então, estupefatos esbarramos com o grande paradoxo que posteriormente se formara na mente de um Wagner zeloso de seu nacionalismo. Como poderia ele escrever sobre um herói germânico que larga seu reino para viver em terras estrangeiras? Talvez por isso o mestre tenha ignorado em vida esta obra.

Wolfgang Sawallisch iniciou o trabalho de gravação desta ópera que compartilhamos com os amigos do blog em 1983, quando ele era o maestro e diretor da Ópera Estatal  da Baviera, e queria produzir todos os treze trabalhos de Wagner. O que interessou mais Sawallisch foi o equilíbrio dos primeiros trabalhos de Wagner. Porque tornou-se um desafio transmitir para uma audiência no século 20 o gênero da ópera de contos de fadas. O maestro tomou as liberdade de fazer cortes nos recitativos ou em textos falados, onde no contexto da história nada de relevante é contado, querendo dar maior dinâmica à música. Quanto aos papéis centrais da soprano: Linda Esther Gray, ela no papel de Ada, foi realmente bem sucedida. June Anderson estava no começo de uma longa carreira internacional e como Lora demonstrou soberbamente como ela era perfeitamente adequada para papéis de soprano lírico com coloratura. Cheryl Studer (Drolla) também cantou na Opera do Estado da Baviera por várias décadas. O papel de Arindal, John Alexander, já tinha cantado o papel na Ópera de Nova York e foi bom interprete neste papel. Kurt Moll com sua bonita voz da vida ao Rei das Fadas.
Vamos então a uma pequena sinopse do primeiro dos três “pecados da juventude”, de Wagner.

Die Feen
Sinopse
Eventos anteriores: Arindal, rei de Tramond, encontra uma bonita corça enquanto caça e a segue a noite. Finalmente, junto com seu criado Gernot, entra no misterioso reino das fadas onde, em vez de achar a corça, encontra a linda fada Ada. Os dois se apaixonam instantaneamente. Arindal se casa com Ada sob a condição de que, por oito anos, ele não pergunte quem ela é. Passam os anos e nascem dois filhos. Pouco antes do vencimento do período estipulado para não fazer perguntas, Arindal não resiste e faz a pergunta proibida: ele é instantaneamente separado de Ada e, junto com seu servo Gernot, é removido do reino das fadas e são jogados em uma área desolada e rochosa. Ada , no entanto, não está preparada para renunciar ao amor de Arindal; por sua causa, ela pretende deixar o reino das fadas e tornar-se uma mortal. O rei das fadas, no entanto, atribui novas provas para que Arindal cumpra e mostre ser digno e merecedor do sacrifício de Ada.

CD1
Obertura
Primeiro ato
Farzana e Zemina invocam os espíritos e fadas do reino para tentar separar Ada de Arindal e mantê-la no reino das fadas. Servo de Arindal, Gernot, se encontra com Gunther e Morald na corte de Tramond. Eles partem a procura de Arindal depois que seu pai morreu de tristeza por acreditar que seu filho estivesse para sempre perdido. Seu arqui-inimigo, Harald, trouxe guerra contra a terra e quer casar com Lora, a irmã de Arindal e noiva de Morald. Arindal vagueia à procura de sua amada Ada. Para convencer  ele a retornar a Tramond, Gernot conta uma história da bruxa malvada Dilnovaz a fim de apontar para Arindal que Ada não é outra senão uma bruxa malvada e que a separação dela deve consequentemente, ser visto como boa sorte. Quando Morald relata o que aconteceu em Tramond desde o desaparecimento de Arindal, ele irremediavelmente se prepara para voltar a Tramond com seus companheiros. No entanto, antes deles voltarem, Arindal é mais uma vez levado ao reino das fadas. Ada aparece para o deleite de Arindal. Ela exige que ele jure não amaldiçoar o próximo dia, aconteça o que acontecer. Arindal jura.

CD2
Segundo ato

Lora, pressionada pelos inimigos de Tramond, aguarda o retorno de Morald. A felicidade parece perfeita quando Morald finalmente chega com Arindal. Gernot e sua amada Drolla, serva de Lora, celebram o encontro depois de oito anos de separação. Ada, entre o reino das fadas e o mundo humano, fiel ao seu amor, escolhe o caminho para Arindal; ela corre o risco de ser transformada em pedra por cem anos, caso Arindal quebrar seu juramento. De acordo com as condições impostas pelo rei das fadas, Ada agora aparece a Arindal como uma mãe brutal que de repente empurra seus filhos para um abismo ardente, e como uma traidora e inimiga do povo e da terra de Arindal, iniciando em uma guerra devastadora. Arindal, assim provocado, amaldiçoa Ada. Imediatamente, as ações de Ada revelam-se a terem sido uma ilusão, uma prova de fidelidade a palavra dada, porém a magia a transforma em pedra, Arindal fica desesperado.

CD3
Terceiro ato

Morald e Lora governam Tramond desde que Arindal se foi e vagueia inquieto. O mago Groma, um amigo antigo dos governantes de Tramond, pede a Arindal que liberte Ada. Farzana e Zemina apoiam-no na crença de que a tentativa de Arindal de libertar Ada será o seu fim. A voz de Groma, que deu a Arindal um escudo, espada e lira, lidera sua luta contra os espíritos da terra e os homens desonestos. Finalmente, Ada está livre da petrificação pelo som da lira. Ada e Arindal vivem felizes para sempre; no entanto, o reino das fadas não renuncia a Ada, mas eleva Arindal à imortalidade.

CD 1
01. Ouverture
02. Feengarten Introduktion (Chor der Feen)
03. Rezitativ (Farzana, Zemina) – Chor der Geister und Feen
04. Wilde Ein.de mit Felsen Szene und Rezitativ (Gunther, Morald, Gernot) – Gerno
05. Arie (Arindal)
06. Rezitativ (Gernot, Arindal)
07. Romanze (Gernot)
08. Quartet (Arindal, Gunther, Gernot, Morald) Finale I
09. Rezitativ (Arindal)
10. Feengarten mit gl.nzendem Palast Cavatina (Ada)
11. Rezitativ und Duet (Ada, Arindal)
12. Szene (Ensemble und Chor)

CD 2

01. Introduktion (Chor der Krieger und des Volkes, Lora)
02. Arie (Lora) – Szene (Bote, Lora, Chor)
03. Chor und Terzett (Lora, Arindal, Morald)
04. Rezitativ (Gernot, Gunther) – Duett (Drolla, Gernot)
05. Rezitativ (Ada, Farzana, Zemina)
06. Szene und Arie (Ada)
07. Finale II (Chor des Volkes und der Krieger, Lora, Drolla, Arindal, Gunther)

CD 3

01. Introduktion (Chor, Morald, Lora, Drolla, Gunther, Gernot)
02. Szene und Arie (Arindal)
03. Szene (Stimmen Adas und Gromas; Farzana, Zemina)
04. Terzett (Arindal, Farzana, Zemina)
05. Szene (Chor der Erdgeister, Arindal, Farzana, Zemina, Gromas Stimme, Chor von
06. Schlussszene (Feenk.nig, Arinda, Chor der Feen und Geister)

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Personagens e intérpretes

Rei das fadas – Kurt Moll
Ada, uma fada – Linda Esther Gray
Farzana (fada) – Kari Lovaas
Zemina (fada) – Krisztina Laki
Arindal, rei de Tramond – John Alexander
Lora, sua irmã – June Anderson
Morald, seu amante e amigo de Arindal – Roland Hermann
Gernot, caçador e amigo de Arindal – Jan-Hendrik
Drolla, serva de Lora – Cheryl Studer
Gunther, cortesão – Norbert Orth
Harald, comandante de Arindal – Karl Helm
Um mensageiro – Fried Lenz rico
A voz do mago Groma – Roland Bracht

Coro do Bayerischer Rundfunk
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Regente: Wolfgang Sawallisch

Olá Senhora Fada, sou o Richard à sua disposição !

FDPBach e Ammiratore

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 4 de 5

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 4 de 5
The Miles Kendig Post 4

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a quarta de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Quando precisa dirigir, mesmo que em estradas sinuosas dos Alpes, ou nos arredores de Londres, Miles Kiling não deixa de levar seus cassettes com concertos para piano de Mozart. Ingrid Haebler e Géza Anda são alguns de seus intérpretes preferidos.

Hopscotch – O universo de Miles Kendig
Jenö Jandó

Jenö Jandó, nosso guia por esta jornada aos Concertos para piano de Mozart é ótimo pianista húngaro. Versatilíssimo, ajudou a construir boa parte do catálogo da gravadora Naxos. O homem produziu a Integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos e sempre com competência e sensibilidade.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. As gravações do Jenö Jandó, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

A partir de 1781, quando Mozart se mudou para Viena, os concertos para piano ganharam um papel de destaque (ao lado das óperas) entre as suas composições. O concerto para piano era o veículo ideal para que ele se apresentasse como solista e compositor.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

Os Concertos Nos. 11, 12 e 13 fazem parte de um conjunto de três e foram os primeiros produzidos em Viena. O Concerto No. 13, em dó maior, K. 415 aproxima-se bastante das sinfonias escritas em dó maior, num estilo pomposos e formal, com ritmos militares e passagens de virtuosismo. São estes os concertos sobre os quais Mozart dizia nas cartas a seu pai serem uma média acertada entre o excessivamente fácil e o excessivamente difícil.

Os Concertos No 15, em si bemol maior, K. 450 e No. 16, em ré maior, K. 451 foram escritos em 1784 para apresentações do próprio Mozart. Em carta de 26 de maio, para seu pai, ele fala desses dois concertos que fazem suar. No concerto No. 15 os sopros rebem um tratamento mais elaborado.  O Concerto No. 16, em ré maior, K. 451, escrito em uma tonalidade tradicionalmente brilhante, tem a orquestra acrescida de trompetes e tímpanos.

No início de 1875 Mozart compôs dois concertos para piano – os Concertos Nos. 20 e 21 não poderiam ser mais diferentes. O Concerto No. 20, em ré menor, K. 466 é o primeiro concerto a ser escrito em tonalidade menor e só haveria mais um, também escrito em tonalidade menor, o Concerto No. 24, em dó menor, K. 491. O Concerto No. 20, em ré menor, tem os mesmos ares da ópera Don Giovanni, e também do Réquiem. Ele começa com um tema sombrio nas cordas, estabelecendo um ar fatídico (dämonisch, dizem os alemães) que ajudou a tornar este um dos concertos de Mozart preferido pelos jovens românticos (mesmo os que não sabiam serem românticos). Beethoven o mantinha em seu repertório. Nesta gravação, Jenö Jandó usa as cadenzas de Beethoven.

Os Concertos Nos. 20 e 21 dão um passo avante em relação aos anteriores (só Mozart para melhorar a perfeição). Antes o solista e o tutti dividiam o mesmo material temático. Aqui temos uma nova relação estabelecida entre o solista e a orquestra.  O movimento final, um Rondo allegro assai, é lançado por uma figura chamada o foguete de Mannheim.  Para as pessoas de nossa época a palavra foguete está associada a artefatos espaciais e coisas assim, mas aqui estamos mais para fogos de artifício. Mas essa figura é bastante presente em peças desta época, com o início do quarto movimento da Sinfonia No. 40 ou o primeiro movimento da Sonata para piano, No. 1, Op. 2, 1, de Beethoven.

O Concerto No. 25, em dó maior, K 503 é contemporâneo da Sinfonia No. 38, Praga, K. 504. O Concerto inicia em tons marciais, como o Concerto No. 5, de Beethoven. O primeiro movimento tem proporções bem sinfônicas e seus ritmos de marcha lembram a Marseillaise, que ainda não havia sido composta. Johann Nepomuk Hummel, do lindíssimo Concerto para trompete, tinha esse concerto em alta conta. A gravação deste concerto feita por Stephen Kovacevich e Colin Davis é um primor e em momento oportuno poderá surgir por aqui.

Complete Piano Concertos – Volume 1

Concerto No. 20 em ré menor, K. 466

  1. Allegro
  2. Romance
  3. Allegro assai

Concerto No. 13 em dó maior, K. 415

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondeau: Allegro

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & András Ligeti

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FLAC | 200 MB

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MP3 | 320 KBPS | 128 MB

 

Complete Piano Concetos – Volume 7

Concerto No. 25 em dó maior, K. 503

  1. Allegro maestoso
  2. Andante
  3. Allegretto

Concerto No. 16 em ré maior, K. 451

  1. Allegro assai
  2. Andante
  3. Allegro di molto
  4. Rondo em lá maior, K. 386

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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FLAC | 234 MB

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

Abbado Pollini – The Complete Recordings – Johannes Brahms – Piano Concertos – CDs 4, 5 e 6 de 8

Seguindo com a postagem desta super caixa da Deutsche Grammophon encontramos agora as gravações que a dupla Abbado / Pollini realizou dos Concertos para Piano de Brahms. São três CDs pois o sexto CD traz a gravação lá de 1977.  Como a proposta da caixa é reunir todas as gravações que a dupla realizou juntos, nada mais justo que trazer aquela reunião. Só muda a orquestra, a recente nos tempos de Abbado a frente da Filarmônica de Berlim, a velha, frente a Filarmônica de Viena.

Nem preciso falar da qualidade. Temos aqui dois dos maiores músicos do novo e do velho século. A diferença entre as gravações obviamente é a idade e a maturidade que os músicos adquiriram no decorrer daqueles vinte anos. Como diria nosso querido e saudoso Carlinus, espero que tenham uma boa apreciação.

CD 4

01 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 I. Maestoso
02 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 II. Adagio
03 – Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15 III. Rondo Allegro non tropo

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CD 5

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 I. Allegro non troppo (1995)
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 II. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 III. Andante
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 IV. Allegretto grazioso

Maurizio Pollini – Piano
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

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CD 6

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 I. Allegro non troppo (1977)
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 II. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 III. Andante
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat, Op. 83 IV. Allegretto grazioso

Maurizio Pollini – Piano
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

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Francis Poulenc / Darius Milhaud / Robert Casadesus: Concertos para 2 Pianos e Orquestra

Francis Poulenc / Darius Milhaud / Robert Casadesus: Concertos para 2 Pianos e Orquestra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um belo disco de concertos alegres tocados pelos 20 dedos do Duo Genova e Dimitrov. Os compositores deste disco, cheios de um espírito audaciosamente inventivo em suas peças, fazem-nas transbordar de melodias cativantes e vividamente orquestradas. As obras são veículos notáveis ​​que todo duo de virtuoses de piano deveria explorar e Aglika Genova e Liuben Dimitrov fazem-no com todo o brilhantismo. O Concerto de Poulenc para dois pianos e orquestra é o mais conhecido dos três, um tour de force neoclássico que brilha com humor parisiense, mas evoca Mozart em muitas passagens, mais abertamente no Larghetto. O Concerto de Milhaud para dois pianos e orquestra é mais esquisito, com numerosas referências aos salões parisienses e às procissões de rua. Suas abundantes dissonâncias fazem dele a peça mais picante do disco. O Concerto para dois pianos e orquestra de Robert Casadesus é, sem surpresa, profundamente influenciado por Ravel em sua orquestração efervescente, mas a parte de piano solo tem algumas das mesmas inflexões populares encontradas em Milhaud. O SWR Rundfunkorchester Kaiserslautern, dirigido por Alun Francis, oferece um acompanhamento esplêndido. Genova e Dimitrov são excepcionalmente coordenados e expressivos. A CPO, como sempre, oferece excelente qualidade sonora.

Francis Poulenc / Darius Milhaud / Robert Casadesus: Concertos para 2 Pianos e Orquestra

Concerto For Two Pianos & Orchestra In D Minor
Composed By – Francis Poulenc
(17:14)
1 Allegro Ma Non Troppo 7:03
2 Larghetto 5:07
3 Finale 5:17

Concerto For Two Pianos & Orchestra
Composed By – Darius Milhaud
(17:03)
4 Animé 5:04
5 Funèbre 7:45
6 Vif Et Précis 4:25

Concerto For Two Pianos & Orchestra Op. 17
Composed By – Robert Casadesus
(19:25)
7 Allegro Giocoso 8:06
8 Allegretto – Intermezzo 4:59
9 Vivo Non Troppo 6:24

Piano Duo Genova & Dimitrov
SWR-Rundfunk-Orchester Kaiserslautern
Alun Francis

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O alegre duo Genova & Dimitrov.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Violin Concerto, Hungarian Dances – Perlman, Baremboim, Ashkenazy, BPO

O maior e mais belo Concerto para Violino está em muito boas mãos aqui, com Itzhak Perlman perfeito na sua execução, inclusive a considero esta gravação superior àquela realizada lá nos anos 70 com Giulini (trata-se de uma opinião pessoal, é claro, mas há quem concorde comigo). Claro que entrou nessa fórmula a maturidade profissional e musical deste incrível músico adquirida no correr dos anos. O violino de Perlman flui com uma incrível naturalidade, sem maiores problemas ou obstáculos. Outra escolha interessante de Perlman é a da cadenza, aqui escrita pelo famoso violinista Joseph Joachim, amigo pessoal do compositor e primeiro intérprete da obra.
Daniel Baremboim faz sua parte com a competência de sempre, desta vez tendo a poderosa Filarmônica de Berlim sob seu controle.
Além de mostrar todo o seu virtuosismo e técnica no Concerto, Perlman nos brinda com a execução de algumas Danças Húngaras, acompanhado por outro grande nome, Vladimir Ashkenazy, bem conhecido daqui do PQPBach.
Só tem gente grande aqui, queridos. Espero que apreciem. Eu gostei muito desta gravação.

01 – Violin Concerto in D Op. 77 – I. Allegro Non Troppo
02 – Violin Concerto in D Op. 77 – II. Adagio
03 – Violin Concerto in D Op. 77 – III. Allegro Giocoso, Ma Non Troppo Vivace

Itzhak Perlman – Violin
Berliner Philharmoniker
Daniel Baremboim – Conductor

04 – Sonatensatz In C Minor – Scherzo
05 – Hungarian Dances – No. 1 In G Minor
06 – Hungarian Dances – No. 2 In D Minor
07 – Hungarian Dances – No. 7 In A Major
08 – Hungarian Dances – No. 9 In E Minor

Itzhak Perlman – Violin
Vladimir Ashkenazy

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Walton / Bloch / Ligeti / Britten: Peças para Violoncelo e Orq. de Câmara e Violoncelo Solo

Walton / Bloch / Ligeti / Britten: Peças para Violoncelo e Orq. de Câmara e Violoncelo Solo

O concerto de Walton foi encomendado pelo violoncelista russo Gregor Piatigorsky, cuja reputação como intérprete foi tal que a ele foram dedicadas obras de ninguém menos do que Stravinsky, Prokofiev e Hindemith. Embora o concerto não tenha sido muito bem recebido pelos críticos após a sua primeira apresentação, é o resultado da singular sensibilidade estética de Walton — um romantismo antiquado no período do pós-guerra. O desempenho de Wispelwey desloca-se sem esforço através das fortes passagens rítmicas e dos momentos de serenidade exigidos pela composição. O CD também inclui três composições para violoncelo solo: a Suíte Nº 1 de Bloch, a Sonata de Ligeti para violoncelo solo e a Passacaglia de Walton. A função se encerra com a Ciaccona de Britten, que deixa claro porque Wispelwey é considerado um dos principais intérpretes de Britten.

Walton / Bloch / Ligeti / Britten: Works for Cello

WALTON Cello Concerto
1 I Moderato 8.59
2 II Allegro appassionato 6.38
3 III Tema ed improvvisazioni 15.29

Sydney Symphony
Jeffrey Tate
Pieter Wispelwey toca um cello de 1760 de Giovanni Battista Guadagnini

BLOCH Suite no.1 for solo cello
4 Prelude 3.31
5 Allegro 2.27
6 Canzona 3.43
7 Allegro 2.21

LIGETI Sonata for solo cello
8 I Dialogo. Adagio, rubato, cantabile 4.30
9 II Capriccio. Presto con slancio 3.47

10 WALTON 10 Passacaglia for solo cello 6.59

11 BRITTEN Ciaconna from Cello Suite no.2 7.02
Cello 1698 Antonio Stradivarius ‘Magg’

Pieter Wispelwey, violoncelo

Total timing: 66.22

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Wispelwey ficou assustado ao ver o tamanho do acervo do PQP Bach

PQP

Pollini / Abbado – The Complete Recordings – CDs 1 a 3 de 8

E finalmente a Deutsche Grammophon reuniu em uma caixa todas as gravações da dupla Maurizio Pollini / Claudio Abbado e Martha Argerich / Claudio Abbado. Assim não ficamos com tantos CDs dispersos. Está tudo ali juntinho, bonitinho. Quer ouvir Beethoven? Está ali, quer ouvir Brahms? CDs tais e tais … uma belezura, não acham? A amizade destes três é de décadas. E esta amizade se refletia em suas interpretações. Incrível a sincronia e entendimento entre eles.

Mas vamos começar com o Pollini. Serão oito CDs. Os três primeiros CDs trazem os Concertos de Beethoven, quando a dupla retorna a estas obras, vinte anos depois da primeira vez, ainda nos anos 70, postagem esta lá dos primórdios do PQPBach.

CD 1

01 – Piano Concerto No. 1 I. Allegro con brio
02 – Piano Concerto No. 1 II. Largo
03 – Piano Concerto No. 1 III. Rondo, Allegro
04 – Piano Concerto No. 2 I. Allegro con brio
05 – Piano Concerto No. 2 II. Adagio
06 – Piano Concerto No. 2 III. Rondo, Molto Allegro

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CD 2

01 – Piano Concerto No. 3 I. Allegro con brio
02 – Piano Concerto No. 3 II. Largo
03 – Piano Concerto No. 3 III. Rondo, Allegro
04 – Piano Concerto No. 4 I. Allegro moderato
05 – Piano Concerto No. 4 II. Andante con moto
06 – Piano Concerto No. 4 III. Rondo, Vivace

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CD 3

01 – Piano Concerto No. 5 in Eb, Op. 73 1. Allegro
02 – Piano Concerto No. 5 in Eb, Op. 73 2. Adagio un poco moto – attacca
03 – Piano Concerto No. 5 in Eb, Op. 73 3. Rondo. Allegro

Maurizio Pollini – Piano
Claudio Abbado – Conductor
Berliner Philharmoniker

04 – Choral Fantasy, Op. 80 1. Adagio
05 – Choral Fantasy, Op. 80 2. Finale. Allegro
06 – Choral Fantasy, Op. 80 3. Adagio, ma non troppo
07 – Choral Fantasy, Op. 80 4. Marcia, assai vivace
08 – Choral Fantasy, Op. 80 5. Allegretto, ma non troppo
09 – Choral Fantasy, Op. 80 6. Presto

Gabriele Lechner
Gretchen Eder –
Elisabeth Mach
Jorge Pita
Andreas Esders
Gerhard Eder
Maurizio Pollini
Wiener Philharmoniker
Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor
Claudio Abbado

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FDP

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Há compositores que possuem uma linguagem singular e que nos toca profundamente. Certamente, Brahms é um desses. É um dos meus compositores favoritos. Gosto incondicionalmente de sua música, de sua sensibilidade. Achei que era um dever postar este CD. Achei-o recentemente. Pensei em não postá-lo. 160 kbps é uma quantia, para mim, pouco apetecível. Gosto de mp3s a partir de 224 kbps. Mas como se trata de uma CD com um conteúdo tão espetacular, decidi postar. Já fazia um certo tempo que eu não postava o bom e velho Brahms. E aqui ele aparece interpretado por Serkin e Rostropovich. Verdadeiramente imperdível! Um bom deleite!

Johannes Brahms (1833-1897): As Sonatas para Violoncelo e Piano

Sonata for Cello and Piano No. 1 in E minor, Op. 38
01. 1. Allegro non troppo
02. 2. Allegretto quasi Menuetto
03. 3. Allegro

Sonata for Cello and Piano No. 2 in F major, Op. 99

04. 1. Allegro vivace
05. 2. Adagio affettuoso
06. 3. Allegro passionato
07. 4. Allegro molto

Mstislav Rostropovich, cello
Rudolf Serkin, piano

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Rostropovich decididamente não sabia se comportar à mesa, mas como tocada um cello! (E piano também!)

Carlinus

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 3 de 5

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 3 de 5
The Miles Kendig Post 3

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a terceira de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Amante da música de Mozart, Miles Kendig tem em sua musa e eterna namorada, Isobel von Schonenberg, uma companhia constante nos programas culturais. Após assistirem diversas vezes ao filme Elvira Madigan, instalou-se um debate sobre o trágico final. Inevitabilidade. Mas, há rumores que Miles queria mesmo ouvir a trilha sonora.

O universo de Miles Kendig
Jenö Jandó

Jenö Jandó, nosso guia por esta jornada aos Concertos para piano de Mozart é ótimo pianista húngaro. Versatilíssimo, ajudou a construir boa parte do catálogo da gravadora Naxos. O homem produziu a Integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos e sempre com competência e sensibilidade.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. As gravações do Jenö Jandó, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

A partir de 1781, quando Mozart se mudou para Viena, os concertos para piano ganharam um papel de destaque (ao lado das óperas) entre as suas composições. O concerto para piano era o veículo ideal para que ele se apresentasse como solista e compositor. Veja o que diz Stanley Sadie, no seu livro sobre Mozart: Os concertos para piano que Mozart compôs em Viena podem ser considerados como a sua maior realização na música instrumental. Eles representam um conjunto musical de qualidade e originalidade excepcionais, muito além dos concertos de seus predecessores ou de seus contemporâneos no que diz respeito à sua dimensão, riqueza temática e a relação sutil e altamente desenvolvida entre o solista e a orquestra.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

J. C. Bach, por T. Gainsborough

Os Concertos No. 11, em fá maior, K. 413 e No. 12, em lá maior, K. 414 fazem parte de um conjunto de três, que inclui o Concerto No. 13, em dó maior, K. 415. O Concerto de No. 11 é o mais simples deles e o Concerto No. 12 o mais gracioso. Possivelmente este concerto foi composto enquanto Mozart soube da morte de Johann Christian Bach. No seu movimento lento, um Andante, Mozart usa um tema da abertura de uma ópera de Johann Christian.  São estes os concertos sobre os quais Mozart dizia nas cartas a seu pai serem uma média acertada entre o excessivamente fácil e o excessivamente difícil.

O Concerto No. 14, em mi bemol maior, K. 449 já faz parte de um segundo conjunto, agora de seis, e foi composto para uma aluna, Barbara Ployel. Apesar de sua orquestração ainda mais elaborada do que a dos anteriores, todos estes concertos também podiam ser interpretados com piano e quarteto de cordas. Essa possibilidade permitia maior divulgação das peças.

Desenho de B. Ployer

No início de 1875 Mozart compôs dois concertos para piano – os Concertos Nos. 20, em ré menor, K. 466 e No. 21, em dó maior, K. 467 não poderiam ser mais diferentes. O Concerto No. 21 ganhou o apelido Elvira Madigan por ter seu divino Andante como trilha sonora do filme cult de 1967 com este nome. Nesta gravação, Jenö Jandó usa cadenzas de Robert Casadesus.

No fim do ano 1785 Mozart ainda compôs o Concerto No. 22, em mi bemol maior, K. 482 na mesma época em que compunha As Bodas de Figaro. Este é o primeiro concerto a incluir clarinete na orquestração e o papel dos sopros na apresentação dos materiais temáticos é ainda mais importante. Nesta gravação, Jenö Jandó usa cadenzas de Johann Nepomuk Hummel. O concerto tem um ar despreocupado e expansivo com um andante na forma de variações e um finale com a típica música de caça. Lembre-se do primeiro movimento do Quarteto em K. 458, Quarteto da Caça.

Complete Piano Concertos – Volume 6

Concerto No. 22 em mi bemol maior, K. 482

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro – Andantino cantabile – Allegro

Concerto No. 11 em fá maior, K. 413

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Tempo di menuetto

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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FLAC | 203 MB

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MP3 | 320 KBPS | 123 MB

Complete Piano Concertos – Volume 2

Concerto para piano No. 21 em dó maior, K. 467 – ‘Elvira Madigan’

  1. Allegro maestoso
  2. Andante
  3. Allegro vivace assai

Concerto No. 12 em lá maior, K. 414

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegretto

Concerto No. 14 em mi bemol maior, K. 449

  1. Allegro vivace
  2. Andantino/Andante
  3. Allegro ma non troppo

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & András Ligeti

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FLAC | 264 MB

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MP3 | 320 KBPS | 162 MB

Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

.: interlúdio :. Horace Silver: Song For My Father

.: interlúdio :. Horace Silver: Song For My Father

Song for My Father é um álbum de 1965 do Horace Silver Quintet, lançado no selo Blue Note no mesmo ano. O álbum foi inspirado em uma viagem que Silver fez ao Brasil. A arte da capa apresenta uma fotografia do pai de Silver, John Tavares Silver, a quem a música-título foi dedicada. “Minha mãe era descendente de irlandeses e negros, meu pai de origem portuguesa”, recorda Silver, em suas notas: “Nasceu na ilha do Maio, uma das ilhas de Cabo Verde”. A composição Song for My Father é provavelmente a mais conhecida de Horace Silver (1928-2014). Como descrito nas notas, este álbum apresenta o quinteto em transição, uma vez que apresenta uma mistura de faixas com seu antigo grupo e sua nova formação após a saída de Blue Mitchell. Song for My Father é o auge de uma discografia já repleta de clássicos.

Horace Silver: Song For My Father

1 Song For My Father 7:14
2 The Natives Are Restless Tonight 6:07
3 Calcutta Cutie 8:26
4 Que Pasa? 7:44
5 The Kicker 5:23
Composed By – Joe Henderson
6 Lonely Woman 7:00
7 Sanctimonious Sam 3:51
Composed By – Musa Kaleem
8 Que Pasa? (Trio Version) 5:34
9 Sighin’ And Cryin’ 5:22
10 Silver Treads Among My Soul 3:51

Bass – Gene Taylor, Teddy Smith
Drums – Roger Humphries, Roy Brooks
Piano – Horace Silver
Tenor Saxophone – Joe Henderson, Junior Cook
Trumpet – Blue Mitchell (tracks: 3, 6 to 10), Carmell Jones

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Silver em 1977.

PQP

Amaral Vieira (1952): Fausto

Amaral Vieira (1952): Fausto

Aqui vai o segundo CD com obras pianísticas de Amaral Vieira interpretadas por Paulo Gazzaneo, culminando com Variações Fausto, sobre um tema da sinfonia homônima de Franz Liszt – compositor do qual Amaral Vieira é um dos maiores intérpretes vivos.

***

Amaral Vieira – Fausto

1-5. Cinco Bagatelas, op.178 (1983)
1.Ostinato – 2.Diálogo – 3.Minueto Sarcástico – 4.Recitativo –

5.Moto Perpétuo

6-8. Prólogo, Fuga e Final, op.194 (1984)

9. F.L.- Bayreuth, op.163 (1982)

10. Divertimento Giocoso, op.242 (1989)

11-20. Danças Antigas, op.101 (1977)
1.Sarabanda – 2.Gagliarda – 3.Basse Dance – 4.Saltarello – 5.Matassin – 6.Pavana – 7.Ritornello – 8.Passamezzo – 9.Pastorello – 10.Rigaudon

21-23. Novas Fábulas, op.205 (1985)
1.Largamente – 2.Con delicatezza – 3.Enérgico

24. Cenas Rupestres, op.173 (1983)

25-31. Sete peças para piano,op.169 (1982)
1.Tempo di Marcia – 2.Lento – 3.Sarcástico – 4.Con somma passione – 5.Un poco agitato – 6.Sostenuto – 7.Enérgico

32. Variações Fausto, op.199 (1985)

Piano: Paulo Gazzaneo

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O jovem Amaral Vieira
O jovem Amaral Vieira

CVL

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) / Johann Georg Pisendel (1687-1755): Concertos

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) / Johann Georg Pisendel (1687-1755): Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os conhecedores de música barroca são, normalmente, apaixonados por Zelenka. Sua obra concertística, assim como a sacra, são de primeira linha. Aqui, neste esplêndido CD da Deutsche Harmonia Mundi, ele vem acompanhado de Pisendel, um ótimo escudeiro. Aliás, todas as gravações da Orquestra Barroca de Freiburg devem ser adquiridas, nem que fosse para exclusiva fruição timbrística. Os caras têm um som inigualável. Confira!

Jan Dismas Zelenka (Louňovice pod Blaníkem, atual República Checa, 16 de outubro de 1679 – Dresda, 22 de dezembro de 1745) foi um compositor barroco boêmio. Ainda não se conhece muito a respeito de sua infância e juventude. Provavelmente foi seu pai, professor e organista desta cidade, quem o introduziu no mundo da música. Pensa-se que pode ter recebido uma educação musical em um colégio jesuíta de Praga, o famoso chamado Clementinum. Em 1709 foi contrabaixista da capela do Conde J. L. von Hartig em Praga em em 1710 da Capela Real Saxônica de Dresden. De 1715 a 1719 estudou com Johann Joseph Fux em Viena e com Antonio Lotti e Alessandro Scarlatti na Itália. Em 1719 fixou residência definitiva em Dresden, onde foi nomeado em 1721 vice-mestre de capela na corte de Augusto II da Polônia, convertendo-se em auxiliar do compositor Johann David Heinichen. Em 1729 recebe o cargo de diretor de música da igreja. Permaneceu nesta cidade até sua morte, em 1745. Jamais casou-se e nem teve filhos.

Johann Georg Pisendel (5 de janeiro de 1688 – 25 de novembro de 1755) foi um músico, violinista e compositor barroco alemão que, por muitos anos, liderou a Orquestra da Corte em Dresden, então o melhor conjunto instrumental da Europa. Pisendel nasceu em Cadolzburg, uma pequena cidade perto de Nuremberg, onde seu pai Simon Pisendel era o cantor e organista. Aos nove anos, tornou-se menino de coro na capela da corte de Ansbach. O diretor musical foi o virtuoso cantor Francesco Antonio Pistocchi e o mestre de concertos foi o célebre violinista e compositor Giuseppe Torelli. Pensa-se que Pisendel estudou o violino com Torelli. Depois que sua voz mudou, Pisendel passou a tocar violino na Orquestra da Corte, mas, em 1709, deixou Dresden para Leipzig para continuar seus estudos musicais.

Desta forma, o que os liga é Dresden.

Jan Dismas Zelenka (1679-1745) e Johann Georg Pisendel (1687-1755): Concertos

1. Zelenka: Hipocondrie A 7 Concertanti/A Major, Zwv 187 – Allegro

2. Pisendel: Concerto In D Major – Vivace
3. Pisendel: Concerto In D Major – Andante
4. Pisendel: Concerto In D Major – Allegro

5. Zelenka: Concerto For Oboe And Strings In G Major Zwv 186 – Allegro
6. Zelenka: Concerto For Oboe And Strings In G Major, Zwv 186 – Allegro
7. Zelenka: Concerto For Oboe And Strings In G Major – Allegro

8. Pisendel: Sonata For Oboe And Strings In C Minor – Largo
9. Pisendel: Sonata For Oboe And Strings In C Minor – Allegro

10. Zelenka: Concerto For Oboe, Basson & Strings, Zwv 189 – Movement 1
11. Zelenka: Concerto For Oboe, Basson & Strins Zwv 189 – Andante
12. Zelenka: Concerto For Oboe, Basson & Strins Zwv 189 – Capriccio
13. Zelenka: Concerto For Oboe, Basson & Strins Zwv 189 – Aria De Capriccio
14. Zelenka: Concerto For Oboe, Basson & Strins Zwv 189 – Minuet I & Ii

Freiburger Barockorchester
dir. Gottfried von der Goltz

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Freiburger Barockorchester com Gottfried von der Goltz: sabem quem é ele?

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações – Roberto Michelucci & I Musici / Giuliano Carmignola & Sonatori de la Gioiosa Marca

Antonio Vivaldi (1678-1741): As Quatro Estações – Roberto Michelucci & I Musici / Giuliano Carmignola & Sonatori de la Gioiosa Marca

Vivaldi

As Quatro Estações

Roberto Michelucci  –  I Musici

Aqui é assim: se um dos nossos dezessete leitores pede alguma coisa, paramos tudo, desde a pesquisa sobre música folclórica do Azerbaijão até a audição das trinta e sete diferentes gravações dos quartetos de Beethoven, só para atendê-los! E quando o pedido envolve o nome de uma instituição italiana monumentalíssima como o I Musici, a presteza é redobrada.

Pessoal do I Musici visitando um parque em Ashkelon. Ótimos músico, fotografos nem tanto…

I Musici foi fundado em 1951 e é ativo até hoje. Doze jovens artistas formados pela Accademia di Santa Cecilia, de Roma, que se reuniram para formar uma orquestra de câmera sem maestro. E que nome escolheram para o grupo: Os Músicos! Rapidamente chamaram a atenção de todos pelas suas interpretações de música barroca, especialmente Vivaldi, mas também Albinoni e outros.

Até o advento do movimento de música com instrumentos de época, que varreu o cenário musical desde os anos oitenta, I Musici era uma das principais referências para música barroca. Mesmo depois, o grupo manteve um público fiel.

Com esse background, pode-se esperar que eles tenham gravado As Quatro Estações, de Vivaldi, diversas vezes. Posso mencionar pelo menos três delas: uma com o Felix Ayo, outra com Roberto Michelucci e uma ainda com a Pina Carmirelli. Aqui temos a gravação com Roberto Michelucci, feita na Suiça, em 1969.

As Estações de Vivaldi dispensam apresentações, mas é bom lembrar duas coisas: apesar de serem vistos como um grupo de quatro concertos, eles fazem parte de uma publicação de 12 concertos. São os quatro primeiros concertos da obra Il cimento dell’armonia e dell’inventione, Op. 8. A união da harmonia com a invenção! Os concertos evocam as estações do ano, sendo assim o que se chama música programática. Há quatro poemas, um sobre cada um dos concertos, que possivelmente foram escritos pelo próprio Vivaldi.

Completam o disco do I Musici dois lindos concertos de Vivaldi: Concerto em si bemol maior, Op. 8, No. 10, La caccia, e Concerto em lá maior, Per ecco in lontano. O concerto em si bemol maior foi gravado em Roma, em 1961, com solo de Felix Ayo, e o concerto em lá maior, em La Chaux-de-Fonds, Neuchâtel, Suiça, no ano de 1965, tendo como solistas Walter Gallozzi e Franco Tamponi.

Vivaldi

As Quatro Estações

Sonatori de la Gioiosa Marca

Giuliano Carmignola

Com o intuito de tornar a postagem atraente a pelo menos mais alguns dos outros dezesseis leitores, resolvi fazer uma postagem dupla e trazer também uma outra gravação das estações vivaldianas. Escolhi, para fazer contraponto ao I Musici, uma gravação feita por um grupo que toca com instrumentos de época, mas também italiano. O nome de Giuliano Carmignola é consenso como um dos melhores violinistas barroco em atividade e isso é muito justo. Nesta gravação feita para a DIVOX Antiqua, em 1994, ele está acompanhado pelo Sonatori de la Gioiosa Marca e eles soam maravilhosos aos meus ouvidos. Este grupo é de Treviso, uma cidade que está na fronteira (marca) da Sereníssima República de Veneza. Portanto, assim fica o nome do grupo: Músicos da Festiva Fronteira. Só para lembrar do I Musici!!

Carmignola e o Sonatori de la Gioiosa Marca

Aqui completam o disco também dois concertos.

Vivaldi

Concerto No. 1, em mi maior, RV 269, La primavera

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro (Danza Pastorale)

Concerto No. 2 em sol maior, RV 315, L’estate

  1. Allegro non molto – Allegro
  2. Adagio – Presto – Adagio
  3. Presto (Tempo impetuoso d’estate)

Concerto No. 3, em fá maior, RV 293, L’autunno

  1. Allegro (Ballo e canto de villanelli)
  2. Adagio molto (Ubriachi dormienti)
  3. Allegro (La caccia)

Concerto No. 4, em fá maior, RV 297, L’inverno

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Concerto No. 10, em si bemol maior, RV 362, La caccia

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto em lá maior, RV 552, Per ecco in lontano

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Roberto Michelucci, violino (1-12)

Felix Ayo, violino (13-15)

Walter Gallozzi e Franco Tamponi, violinos (16-18)

I Musici

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FLAC | 338 MB

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MP3 | 320 KBPS | 158 MB

Giuliano Carmignola

 

Concerto No. 1, em mi maior, RV 269, La primavera

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Allegro (Danza Pastorale)

Concerto No. 2 em sol maior, RV 315, L’estate

  1. Allegro non molto – Allegro
  2. Adagio – Presto – Adagio
  3. Presto (Tempo impetuoso d’estate)

Concerto No. 3, em fá maior, RV 293, L’autunno

  1. Allegro (Ballo e canto de villanelli)
  2. Adagio molto (Ubriachi dormienti)
  3. Allegro (La caccia)

Concerto No. 4, em fá maior, RV 297, L’inverno

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Concerto para três violinos, viola e baixo contínuo, em fá maior, RV 551

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Concerto em ré menor, RV 128

  1. Allegro non molto
  2. Largo
  3. Allegro

Giuliano Carmignola, violino

Sonatori de La Gioiosa Marca

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MP3 | 320 KBPS | 121 MB

Treviso, cidade do Sonatori de la Gioiosa Marca

Assim, espero que todos possam desfrutar desta meravigliosa música vivaldiana!!

René Denon

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 2 de 5

W. A. Mozart (1756 – 1791): Integral Concertos para Piano – Jenö Jandó – Post 2 de 5
The Miles Kendig Post 2

Wolfgang Amadeus Mozart Integral dos Concertos para Piano

Jenö Jandó

Esta postagem, a segunda de uma série de cinco, é dedicada à lembrança de Miles Kendig.

Em uma de suas intensas discussões com Yaskov, seu principal oponente enquanto esteve na ativa, Miles Kendig teria feito comentários desabonadores sobre os intérpretes russos da música de Mozart. É bem provável que tudo fazia parte de alguma grande trama para encobrir outras coisas. Pena que os registros sonoros desta elevada conversação não tenham sido claramente captados pela equipe de áudio da contraespionagem escalada para a ocasião. Afinal os dois se encontraram em uma praça só para dificultar o trabalho do pessoal. Por outro lado, os resultados do grupo de captação de imagens levam a crer que ambos concordam que Emil Gilels é um dos melhores intérpretes do Concerto No. 27 em si bemol maior, K 595.

Hopscotch – o universo de Miles Kendig
Jenö Jandó

Jenö Jandó, nosso guia por esta jornada aos Concertos para piano de Mozart é ótimo pianista húngaro. Versatilíssimo, ajudou a construir boa parte do catálogo da gravadora Naxos. O homem produziu a Integral das Sonatas para piano de Beethoven, de Haydn, de Schubert. O que Wilhelm Kempff fez para a Deutsche Grammophon, ele fez para a Naxos e sempre com competência e sensibilidade.

Acredito ainda que, deste período de construção do catálogo da Naxos, sua contribuição maior, mais duradoura, tem sido essa série de Concertos para Piano de Mozart. As gravações do Jenö Jandó, acompanhado pela Concentus Hungaricus, regida por Mátyás Antal ou András Ligeti, vale a nota e a divulgação. Todas as gravações foram feitas no Instituo Italiano de Budapeste, entre 1989 e 1991, com a produção de Ibolya Tóth.

Alguma informação sobre os concertos desta postagem:

O Concerto No. 7, em fá maior, K. 242 foi escrito para três pianos em 1776, comissionado pela Condessa Antonia Lodron, que seria a solista em companhia de suas duas filhas, Aloysia e Giuseppa. A parte destinada a filha mais nova é relativamente simples e em 1780 Mozart arranjou o concerto para dois pianos, a versão que temos aqui. Assim como no caso do Concerto No. 8, chamado Lützow, foi dedicado a pessoas de famílias nobres com importante posição social em Salzburgo. Estes concertos de Nos. 6, 7 e 8 são peças feitas para agradar ao público, obras típicas do estilo galante. Não deixe de notar o lindo diálogo entre os solistas no movimento lento e deleitar-se com essas lindas peças musicais. Há uma bonita gravação deste concerto feita com os solistas Leon Fleisher e sua mulher Katherine Jacobson Fleisher.

O Concerto No. 10, em mi bemol maior, K. 365 é para dois pianos e deve ter sido composto em 1779, pouco antes da mudança para Viena. O concerto é uma obra de vivacidade e charme, com muitos diálogos engenhosos. Ele deve ter sido interpretado por Mozart e sua irmã, Nannerl e também foi interpretado com Josephine von Auernhammer, sua primeira aluna em Viena. Há uma linda gravação feita por Emil Gilels e sua filha Elena Gilels que vale futura investigação.

O Concerto No. 9, em mi bemol maior, K. 271 destaca-se como um dos melhores desta fase inicial, mesmo se contarmos os primeiros concertos que Mozart compôs quando se mudou para Viena. Foi descrito por Charles Rosen (autor de o livro The Classical Style) como perhaps the first unequivocal masterpiece of the classical style. Masterpiece você sabe o que é… Apesar do apelido Jeunehomme, pois pensava-se que havia sido escrito para um jovem pianista frances que estaria visitando Salzburgo, o concerto foi escrito para Victorie Jenany. Ela era filha de Jean-Georges Noverre, dançarino francês, amigo de Mozart. Ele os conheceu em 1773, em uma visita a Viena. A moça deve ter sido uma pianista e tanto. O Andantino é um movimento sombrio em dó menor, particularmente notável. O concerto foi escrito por Mozart aos vinte e um anos e mostra sua maturidade artística.

Os Concertos No 15, em si bemol maior, K. 450 e No. 16, em ré maior, K. 451 foram escritos em 1784 para apresentações do próprio Mozart. Em carta de 26 de maio, para seu pai, ele fala desses dois concertos que fazem suar. No concerto No. 15 os sopros rebem um tratamento mais elaborado.  O Concerto No. 16 é em ré maior, uma tonalidade tradicionalmente brilhante, tem a orquestra acrescida de trompetes e tímpanos.

Palais Auersperg

Datado de 5 de janeiro de 1790, o Concerto No. 27, em si bemol maior, K. 595 deve ter sido estreado por Mozart em 4 de março de 1791, num concerto dado por ele e pelo clarinetista Joseph Beer. Se foi esse o caso, esta deve ter sido a última apresentação pública de Mozart. A outra possibilidade é de que o concerto tenha sido estreado por Barbar Ployer, aluna de Mozart, em janeiro de 1791 em um concerto no Palais Auersperg, um lindo palácio barroco que fica em Viena. Após este concerto, a única composição orquestral de Mozart seria o Concerto para Clarinete.

Complete Piano Concertos – Volume 10

Concerto No. 15 em si bemol maior, K. 450

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Allegro

Concerto para dois pianos No. 7 em fá maior, K. 242 – ‘Londron’

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Rondeau: Tempo di Menuetto

Concerto para dois pianos No. 10 em mi bemol maior, K. 365

  1. Allegro
  2. Andante
  3. Rondeau: Allegro

Jenö Jandó, piano

Dénes Várjon, piano

Concentus Hungaricus & Mátyás Antal

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MP3 | 320 KBPS | 168 MB

Complete Piano Concertos – Volume 3

Concerto No. 9 em mi bemol maior, K. 271 – ‘Jeunehomme’

  1. Allegro
  2. Andantino
  3. Rondeau: Presto

Concerto No. 27 em si bemol maior, K. 595

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro

Jenö Jandó, piano

Concentus Hungaricus & András Ligeti

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FLAC | 209 MB

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MP3 | 320 KBPS | 133 MB

Espero que esta série de postagens lhe aproxime do legado maravilhoso que é a obra de Mozart, em particular de seus concertos para piano. Faça como Miles Kendig, ouça Mozart!

René Denon

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Der Messiah – Julia Doyle, Lawrence Zazzo, etc – B’Rock – Belgian Baroque Orchestra Ghent

Esse belo registro do monumental Oratório ‘Messiah’, de Haendel foi realizado em Munique, em 2014, bem recente, portanto. Temos aqui toda uma nova geração de cantores e um jovem maestro, cumprindo muito bem a função de tocar esta obra única, a principal composição deste gênio chamado Haendel.
A destacar o contratenor Lawrence Zazzo, acho que é a primeira vez que ouço esta obra com um Contratenor no papel principal.
Em anexo aos arquivos de áudio segue o booklet, bem completo e explicativo.

CD 1

GEORGE FRIDERIC HANDEL (1685-1759) – Der Messiah

Part One
01 No. 1 Symphony. Grave
02 No. 2 Comfort ye, my people (Accompagnato – tenor / Tenor)
03 No. 3 Ev‘ry valley shall be exalted (Aria – tenor / Tenor)
04 No. 4 And the glory of the Lord (chorus / Chor)
No. 5 Thus saith the Lord (Accompagnato – bass baritone / Bassbariton)
06 No. 6 But who may abide the day of his coming (Aria – countertenor / Countertenor)
07 No. 7 And he shall purify the sons of Levi (chorus / Chor)
08 No. 8 Behold, a virgin shall conceive (Recitative – countertenor / Countertenor)
09 No. 9 O thou that tellest good tidings to Zion (Aria – countertenor – chorus / Countertenor – Chor)
10 No. 10 For behold, darkness shall cover the earth (Accompagnato – bass baritone / Bassbariton)
11 No. 11 The people that walked in darkness have seen a great light (Aria – bass baritone / Bassbariton)
12 No. 12 For unto us a child is born (chorus / Chor)
13 No. 13 Pifa. Larghetto (Pastoral Symphony / Hirtenmusik)
14 No. 14a There were shepherds abiding in the field (Recitative – soprano / Sopran)
15 No. 14b And lo, the angel of the Lord came upon them (Accompagnato – soprano / Sopran)
16 No. 15 And the angel said unto them (Recitative – soprano / Sopran)
17 No. 16 And suddenly there was with the angel (Accompagnato – soprano / Sopran)
18 No. 17 Glory to God in the highest (chorus / Chor)
19 No. 18 Rejoice greatly, o daughter of Zion (Aria – soprano / Sopran)
20 No. 19 Then shall the eyes of the blind be open`d (Recitative – countertenor / Countertenor)
21 No. 20 He shall feed his flock (Aria – countertenor – soprano / Countertenor – Sopran)

Parte Two

22 No. 21 His yoke is easy (chorus / Chor)
23 No. 22 Behold the Lamb of God (chorus / Chor)
24 No. 23 He was despised and rejected of men (Aria – countertenor / Countertenor)
25 No. 24 Surely, he hath borne our griefs and carried our sorrows (chorus / Chor)
26 No. 25 And with his stripes we are healed (chorus / Chor)
27 No. 26 All we like sheep (chorus / Chor)

CD 2

01 No. 27 All they that see him (Accompagnato – tenor / Tenor)
02 No. 28 He trusted in God (chorus / Chor)
03 No. 29 Thy rebuke hath broken his heart(Accompagnato – tenor / Tenor)
04 No. 30 Behold, and see if there be any sorrow (Arioso – tenor / Tenor)
05 No. 31 He was cut off (Accompagnato – tenor / Tenor)
06 No. 32 But thou didst not leave his soul in hell (Aria – tenor / Tenor)
07 No. 33 Lift up your heads (chorus / Chor)
08 No. 34 Unto which of the angels said he at any time (Recitative – tenor / Tenor)
09 No. 35 Let all the angels of God worship him (chorus / Chor)
10 No. 36 Thou art gone up on high (Aria – countertenor / Countertenor)
11 No. 37 The Lord gave the word (chorus / Chor)
12 No. 38 How beautiful are the feet (Aria – soprano / Sopran)
13 No. 39 Their sound is gone out into all lands (chorus / Chor)
14 No. 40 Why do the nations so furiously rage together (Aria – bass baritone / Bassbariton)
15 No. 41 Let us break their bonds asunder (chorus / Chor)
16 No. 42 He that dwelleth in heaven (Recitative – tenor / Tenor)
17 No. 43 Thou shalt break them with a rod of iron (Aria – tenor / Tenor)
18 No. 44 Hallelujah! (chorus / Chor)

Part Three
19 No. 45 I know that my Redeemer liveth (Aria – soprano / Sopran)
20 No. 46 Since by man came death (chorus / Chor)
21 No. 47 Behold, I tell you a mystery (Accompagnato – bass baritone / Bassbariton)
22 No. 48 The trumpet shall sound (Aria – bass baritone / Bassbariton)
23 No. 49 Then shall be brought to pass (Recitative – countertenor / Countertenor)
24 No. 50 O death, where is thy sting? (Duet – countertenor – tenor / Countertenor – Tenor)
25 No. 51 But thanks be to God (chorus / Chor)
26 No. 52 If God be for us (Aria – soprano / Sopran)
27 No. 53 Worthy is the Lamb that was slain (chorus / Chor)
28 No. 54 Amen (chorus / Chor)

Julia Doyle – Soprano
Lawrence Zazzo – Countertenor
Steve Davislim – Tenor
Neal Davies – Bass Baritone
Chor des Bayerischen Rundfunks
B’Rock – Belgian Baroque Orchestra Ghent
Peter Dijkstra – Conductor

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

 

Carmina Burana – I Madrigalisti di Genova – Leopoldo Gamberini

Carmina Burana – I Madrigalisti di Genova – Leopoldo Gamberini

Esta coletânea de obras medievais estudas e conduzidas pelo maestro Leopoldo Gamberini (1922-2012) e executadas pela magnífica “I Madrigalisti di Genova” nesta gravação de 1988 que ora compartilho com os amigos do blog foi o meu primeiro CD lá nos idos de 1989, meninão, deslumbrado com a sonoridade da nova tecnologia, resolvi comprar um CD mesmo sem ter onde reproduzir; obra de estréia: “Carmina Burana”. Fui à caça, e na Casa Bevilaqua no centro de São Paulo a encontrei, paguei muito caro e esperei uns 2 meses até poder ouvir. Quando coloquei no toca-CD esperando o fortíssimo do coro inicial ….putz… não era o Carl Orff, era música medieval…. passado o desapontamento achei a gravação “interessante”, hoje acho histórica, muito boa mesmo. Vou tentar fazer um resumo do encarte: os estudiosos aceitam como a primeira escrita do chamado “Carmina Burana” a dois bispos da Stíria (estado da Áustria centro oriental), o bispo Karl com manuscritos que datam de 1218-1231 e o bispo Heinrich e seus manuscritos de 1232-1243. O nome para o conjunto de cantos medievais foi nominado “Carmina Burana” e foi dada pelo bibliotecário G.A. Smeller na primeira edição, depois do primeiro manuscrito ter vindo do convento de Benediktbeuren, em 1803 para a biblioteca Central da Baviera. Os manuscritos continham inúmeros poemas vindos de diversas partes da Europa, estavam escritos em latim, alemão e francês dos séculos XI a XIII. São conhecidos como “Cantos dos estudantes” porque eram cantados pelos jovens da época.
Eram músicas feitas na sua maioria por jovens que haviam deixado os estudos religiosos. Assim a influência dos cantos gregorianos é marcante, os poemas foram adaptados e foram incluídas palavras profanas. Esse fenômeno aconteceu na música do IX ao XIII século. Nos cantos de “Carmina Burana” há um espírito popular, irreverente. Assim, as interpretações destas canções “gregorianas” em textos profanos torna-se um grande desafio. Um verso pode ser feito devagar ou pianíssimo, enquanto o outro rápido forte e vice-versa, a intensidade expressiva resultante da tradição eclesiástica. Mais uma vez vemos como eram transmitidas oralmente as melodias originais de país em país, de região para região, de século em século. Para exemplo o canto “Alte Clamat Epiricus (faixa 5) é uma paródia em um primitivo alemão do canto dos cruzados de “Walter der Vogelweide (1170-1230). Além disso, é de ressaltar que a interpretação deve sugerir uma dicção e uma ação cênica. Então você ouve nessas músicas uma ênfase espetacular, altamente recitativa. Muitas das canções da “Carrnina Burana” são escritas no campo aberto (sem pentagrama).

Neste CD é apresentado o texto original, mas o Maestro L. Gamberini tentou reconstruir a melodia com muita pesquisa a fidelidade das interpretações como teriam sido no original, na verdade muitas soluções são possíveis numa escrita sem pentagrama e tudo é válido. Algumas canções deste CD são canções de gananciosos, de pessoas que buscam prazer, encontramos nas músicas: “In Taberna” (faixa 1), “Bacche bene venies” (faixa 3), “Alte clamat Epicums “, a força expressiva com a troca de palavras de religioso para profano, é um fenômeno cultural único, típico de toda a Idade Média do IX ao século XIII. É conhecido como “contra factum”. Os instrumentos foram muito além, muitos originários do Oriente Médio como alaúde, saltério, pífano, tímpano. Temos neste trabalho do Leopoldo Gamberini uma liberdade interpretativa, estes cantos adquirem, com base na canção religiosa e com palavras profanas, uma força criativa surpreendente. O encarte está junto com as faixas.

Bom divertimento !

CARMINA BURANA – I Madrigalisti di Genova (1988)
1-IN TABERNA QUANDO SUMUS
2-VITE PERDITE
3-BACCHE BENE VENIES
4-PROCURANS ODIUM (instrumental)
5-ALTE CLAMAT EPIRICUS
6-MICHI CONFER VINDITOR
7-NOMEN A SOLLEMPNIBUS
8-CRUCIFIGAT OMNES
9-SIC MEA FATA CANENDO
10-TEMPUS TRANSIT GELIDUM
11-LICET EGER
12-FAS ET NEFAS AMBULANT

I Madrigalisti di Genova (1988)
Direção: Leopoldo Gamberini

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Leopoldo Gamberini

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias 5, 8 & 9 e Suíte de Hamlet, Op.32a

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias 5, 8 & 9 e Suíte de Hamlet, Op.32a

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um discaço que abrange um período fundamental do sinfonismo de Shostakovich. Quando a oitava foi estreada, Stálin afirmou que era mais uma imensa realização soviética e que a nona seria de uma grandiosidade tamanha que rivalizaria com as outras Nonas, principalmente a de Beethoven. Porém Shostakovich foi arisco e escreveu a mais despreocupada e jocosa das sinfonias. Tirou um sarro de Stálin, o que lhe causou enormes problemas. Já a 5ª é a clássica sinfonia escrita durante um período de lua de mel com o regime.

Sinfonia Nº 5, Op. 47 (1937)

Esta é a obra mais popular de Dmitri Shostakovich. Recebeu incontáveis gravações e não é para menos. O público costuma torcer o nariz para obras mais modernas e aqui o compositor retorna no tempo para compor uma grande sinfonia ao estilo do século XIX. Sim, é em ré menor e possui quatro movimentos, tendo bem no meio, um scherzo composto por um Haydn mais parrudo. Mesmo para os aficionados, é uma obra apetitosa, por transformar a linguagem do compositor em algo mais sonhador do que o habitual. Foi a primeira sinfonia de Shostakovich que ouvi. Meu pai, um romântico, apresentou-me a sinfonia dizendo que muito melhor que as de Prokofiev, exceção feita à Nº 1, Clássica, que ele amava. Alguns consideram esta obra uma grande paródia; eu a vejo como uma homenagem ao glorioso passado sinfônico do século anterior. A abertura e a coda do último movimento (Allegro non troppo) costuma aparecer, com boa frequência, em programas de rádio que se querem sérios e influentes… Apesar de não ser típica, é absoluta e totalmente a sintaxe, o discurso e o sotaque do compositor. É a música ideal para o primeiro contato com Shostakovich.

Sinfonia Nº 8, Op. 65 (1943)

Muito admirada, ultra dramática e belíssima, perderá em beleza e importância artística para a décima, escrita em estilo quase análogo. Gosto muito da beleza austera do quarto movimento em 12 variações – uma passacaglia — e também dos dois primeiros, o primeiro uma canção da morte e o segundo com destaque para o divertido diálogo entre o piccolo, o clarinete e o fagote. O terceiro movimento é sensacional e heroico.  E o que dizer do finale inesperado, triste e vivo ao mesmo tempo? Grande música!

Sinfonia Nº 9, Op. 70 (1945)

Desde Schubert, com sua Sinfonia Nº 9 “A Grande”, passando pela Nona de Beethoven e pelas nonas de Bruckner e Mahler, que espera-se muito das sinfonias Nº 9. Há até uma maldição que fala que o compositor morre após a nona, o que, casualmente ou não, ocorreu com todos os citados menos Shostakovitch. Esta sinfonia — por ser a “Nona” — foi muito aguardada e, bem, digamos que não seria Shostakovitch se ele não tivesse feito algo inesperado. Stálin ficou muito decepcionado com ela.

Leonard Bernstein lia esta partitura dando gargalhadas desta piada musical, cujas muitas citações formam um todo no mínimo sarcástico. O compositor declarou que faria uma música que expressaria “a luta contra a barbárie e grandeza dos combatentes soviéticos”, mas os severos críticos soviéticos, adeptos do realismo socialista, foram mais exatos e apontaram que a obra seria debochada, irônica e de influência stravinskiana. Bingo! Na verdade é uma das composições mais agradáveis que conheço. O material temático pode ser bizarro e bem humorado (primeiro e terceiro movimentos), mas é também terno e melancólico (segundo e largo introdutório do quarto), terminando por explodir numa engraçadíssima coda.

Apesar dos cinco movimentos, é uma sinfonia curta, muito parecida em espírito com a primeira sinfonia “Clássica” de Prokofiev e com a Sinfonia “Renana” de Schumann, também em cinco movimentos.

Deixando de lado a geopolítica soviética e detendo-se na obra, podemos dizer que esta Nona é uma consciente destilação de experiências e, talvez uma reação, muito cuidadosamente considerada, contra as enormidades musicais oriundas da guerra das duas sinfonias anteriores e das que vieram depois, não todas.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonias 5, 8 & 9 e Suíte de Hamlet, Op.32a

CD 1
Symphony No.9 In E Flat, Op.70
01. 1. Allegro
02. 2. Moderato
03. 3. Presto
04. 4. Largo
05. 5. Allegretto

Symphony No.5 In D Minor, Op.47
06. 1. Moderato
07. 2. Allegretto
08. 3. Largo
09. 4. Allegro non troppo

CD 2
Suite From Hamlet, Op.32a
01. 1. Introduction And Night Patrol
02. 2. Funeral March
03. 3. Flourish And Dance Music
04. 4. The Hunt
05. 5. Ophelia’s Song
06. 6. Cradle Song 07.
07. 7. 11. Requiem

Symphony No.8 In C Minor, Op.65
08. 1. Adagio
09. 2. Allegretto
10. 3. Allegro non troppo
11. 4. Largo
12. 5. Allegretto

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons, regente

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Shostakovich jogando cartas com seus filhos

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Cello Suites – Rachel Podger

Com a palavra, Mrs. Rachel Podger:

“Tive a sorte de crescer com a música de Bach ao meu redor e, assim, as Suítes para Violoncelo tornaram-se parte de minha dieta habitual de ouvinte como as “outras” peças solo de Bach “não escritas para o violino”. Eu secretamente cobicei essas obras bem cedo, até porque eu encontrei muitas performances de violoncelo já estabelecidas – que no entanto celebraram os músicos – a serem executadas em um estilo e ritmo que reduziam o caráter de dança a algo quase incidental. Então, mais tarde, na faculdade de música, ouvi uma suíte tocado em um violoncelo barroco e a música de repente fez sentido para mim, e veio à vida com a ajuda da leveza e do balanço do arco barroco tocando nas cordas do intestino. Foi realmente uma revelação. Desde então, passei um bom tempo treinando violoncelistas, tanto modernos como barrocos, e me vi tocando para demonstrar vários pontos. Aos poucos, pude sentir essas peças unindo as partitas e as sonatas do violino como outro tipo de “pão diário”; Eu comecei a me pegar tocando alguns dos movimentos que eu particularmente amava enquanto me aquecia, e percebendo que era realmente possível tocá-los no violino, e encontrar um vocabulário expressivo especial no tom mais alto. Como alguém poderia justificá-lo, especialmente com trabalhos que encheram o catálogo de gravações com algumas das mais icônicas e adoradas performances de cordas de todos os tempos, os Casals, Fourniers, Torteliers ou Starkers? Mas o que eu estava fazendo também parecia muito de acordo com o hábito de Bach de reciclar suas próprias composições para diferentes instrumentos e diferentes usos. Os exemplos são infinitos, mas penso imediatamente nos concertos que aparecem como sinfonias em cantatas, ou concertos para violinos transformados em concertos de cravo. Quanto mais eu reflito, menos eu sinto a necessidade de ser defensiva porque Bach fez coisas muito mais escandalosas! Pense no Prelúdio da Partita E maior para violino transformado em um movimento de uma Cantata Orquestral completa com trompetes e tambores …
Tocar essas seis suítes no violino é, obviamente, uma proposta bem diferente. Com seu corpo ressonante menor, o violino fala mais rapidamente e o imediatismo do som permite que ele seja mais flexível, volúvel e ágil do que o violoncelo mais circunspecto e gravitacional. As danças, portanto, são especialmente idiomáticas para o violino, quando tocadas um pouco mais rápido do que você pode estar acostumado no violoncelo. No início, senti falta da ressonância nos movimentos mais lentos – por exemplo, nos Sarabandes – mas depois comecei a apreciar a investida nas cordas do intestino para captar a maior ressonância possível com os acordes dessas danças lentas. Descobrir os prelúdios do violino talvez fosse a mais pura das alegrias. Parecia um luxo ter a chance de reconstituí-los para o violino. O primeiro prelúdio tem a mesma reconhecibilidade do primeiro prelúdio do Cravo Bem Temperado (Livro Um), com um fluxo irresistivelmente acessível; o segundo é mais misterioso com sua narração cromática; o terceiro começa brilhante e arejado e se torna complexo e complicado em arpejos estendidos antes que um final de retórica nos faça chegar a um destino esperado; o quarto é virtuoso e atlético; a quinta com sua afinação scordatura é escura e pungente, até mesmo chocante. Finalmente, o sexto é a consumação e afirmação da crença: totalmente radiante e benéfico para a vida. Eu toco as primeiras cinco suítes em um quinto e uma oitava acima do tom original. A Sexta Suite é um caso completamente diferente, como está escrito para violoncelo de 5 cordas, sendo a corda de cima uma E. Uma tentativa de tocá-la em uma viola de corda ou violino terminou com a decisão de retornar ao meu próprio violino, com a ajuda de uma viola C string para as poucas frases baixas na peça. O resto foi deixado para minha equipe inteligente de produção e edição!”

Falou a principal violinista barroca da atualidade (perdão, Amandine Beyer). Uma pequena aula, não acharam? Didática, sem se utilizar de um linguajar por demais técnico, coisa de quem é professor. Confesso que estranhei no início, mas a fluidez de seu violino é tão correta e perfeita, as notas se encaixam tão bem, que realmente parece que estas obras foram realmente escritas originalmente para violino.

Está tudo aí, em arquivo único, sem divisão de CDs. cm direito a booklet com maiores informações e detalhes.

CD 1

CELLO SUITE

NO.1 IN G MAJOR, BWV1007
trans. R.Podger (D major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Menuet 1 & 2
6 Gigue

CELLO SUITE NO.2 IN D MINOR, BWV1008
Trans. R.Podger (A minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Menuet 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.3 IN C MAJOR, BWV1009
trans. R.Podger (G major)

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Bourrée
18 Gigue

CD 2 CELLO SUITE NO.4 IN E FLAT MAJOR, BWV1010
trans. R.Podger (B flat major)

1 Prelude
2 Allemande
3 Courante
4 Sarabande
5 Bourrée
6 Gigue

CELLO SUITE NO.5 IN C MINOR, BWV1011
trans. R.Podger (G minor)

7 Prelude
8 Allemande
9 Courante
10 Sarabande
11 Gavotte 1 & 2
12 Gigue

CELLO SUITE NO.6 IN D MAJOR, BWV1012

13 Prelude
14 Allemande
15 Courante
16 Sarabande
17 Gavotte 1 & 2 3
18 Gigue

Rachel Podger – Violin

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é o sexto CD desta série. Um trabalho maravilhoso. Como já escrevi, Sigiswald Kuijken não quis gravar cada Cantata sacra de J.S. Bach. Esse projeto teria consumido anos de sua vida — e na melhor das hipóteses apenas igualaria as conquistas de outros Amundsen anteriores. Ao escolher gravar apenas Cantatas suficientes para abranger um único ano litúrgico de domingos mais os dias santos principais. Kuijken restringiu o número de discos a 20, reduziu o número de artistas e acentuou exponencialmente a intensidade musical. Este volume 6 traz as Cantatas BWV 18, 23 e 1. O Bach de Kuijken é muito livre e mínimo. E é excelente. Fuja dele se você é desatualizado e está acostumado a grandes coros e conjuntos. Aqui, o efeito é íntimo e envolvente. La Petite Bande é sensacional. O estilo de cantar é ainda um pouco operístico para o meu gosto, mas não exagerado. O que realmente diferencia esta gravação para mim é a qualidade de som que é melhor do que qualquer outra gravação de Cantatas que já ouvi antes. O som é muito quente, analógico e transparente com uma sensação espacial agradável. Confira!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas BWV 18 – 23 – 1

Sexagesima
„Gleichwie Der Regen Und Schnee Vom Himmel Fällt” BWV 18
1 Sinfonia
2 Recitative: „Gleichwie Der Regen …”
3 Recitative: „Mein Gott, Hier Wird Mein Herze Sein”
4 Aria: „Mein Seelenschatz Ist Gottes Wort”
5 Choral: „Ich Bitt, O Herr, Aus Herzensgrund”

Estomihi
„Du Wahrer Gott Und Davids Sohn BWV 23”
6 Aria: „Du Wahrer Gott …”
7 Recitative: „Ach! Gehe Nicht Vorüber”
8 Chorus: „Aller Augen Warten, Herr”
9 Choral, Adagio – Andante: „Christe, Du Lamm …”

Annuntiato
„Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern” BWV 1
10 Chorus: „Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern”
11 Recitative: „Du Wahrer Gottes…”
12 Aria: „Erfüllet, Ihr Himmlischen…”
13 Recitative: „Ein Irdscher Glanz, Ein …”
14 Aria: „Unser Mund Und Ton Der Saiten”
15 Choral: „Wie Bin Ich Doch So Herzlich Froh”

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Bass Vocals – Jan van der Crabben
Directed By – Sigiswald Kuijken
Ensemble – La Petite Bande
Soprano Vocals – Siri Thornhill*
Tenor Vocals – Marcus Ullmann

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Sigiswald faz uma pose especial em visita à sede gaúcha do PQP Bach

PQP

Frederic Chopin – Waltzes – Claudio Arrau

Faço esta postagem meio que a toque de caixa, a pedido de nosso querido Ammiratore, que me perguntou hoje de tarde se eu tinha este CD. Sim, meu caro, o tenho. Ei-lo aí.

Para aqueles que não o conhecem, Claudio Arrau foi um extraordinário pianista chileno, que gravou muito, sua discografia é imensa, o selo DECCA recém lançou a integral de suas gravações e o número é incrível: 80 CDs. Como seus contemporâneos Horowitz e Rubinstein, Arrau também teve uma vida longeva, 88 anos. Atravessou o século, por assim dizer. E sempre tocando e gravando nos palcos de todo o mundo, uma vida toda dedicada a música. Dedicou-se bastante ao repertório romântico, e Chopin era realmente sua grande paixão. Esta gravação das Valsas que ora vos trago é uma das melhores já realizadas. Vale cada minuto de sua audição.  Detalhe: esta gravação do antigo selo Philips foi realizada em 1979, quando o músico já estava com 76 anos de idade.

Espero que apreciem, gosto muito desta versão.

1. Waltz No.1 in E flat, Op.18 -“Grande valse brillante”
2. Waltz No.2 in A flat, Op.34 No.1 – “Valse brillante”
3. Waltz No.3 in A minor, Op.34 No.2 6:26
4. Waltz No.4 In F Major, Op.34 No.3 “Grande Valse Brilliante”
5. Waltz No.5 in A flat, Op.42 – “Grande valse”
6. Waltz No.6 in D flat, Op.64 No.1 -“Minute”
7. Waltz No.7 in C sharp minor, Op.64 No.2
8. Waltz No.8 in A flat, Op.64 No.3
9. Waltz No.9 in A flat, Op.69 No.1 -“Farewell”
10. Waltz No.10 in B minor, Op.69 No.2
11. Waltz No.11 in G flat, Op.70 No.1
12. Waltz No.12 in F minor/A flat, Op.70 No.2
13. Waltz No.13 in D flat, Op.70 No.3
14. Waltz No.14 in E minor, Op.posth.
15. Waltz No.16 in A flat, Op.posth.
16. Waltz No.15 in E, Op.posth.
17. Waltz No.19 in A minor, Op.posth.
18. Waltz No.18 in E flat, Op.posth.
19. Waltz No.17 in E flat, Op.posth.

Claudio Arrau – Piano

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Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 64 (Completos)

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 64 (Completos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Isto é o resultado da mais pura fineza, bom humor, inteligência e sensibilidade. Ouvi duas vezes esse CD duplo e o resultado é o mais absoluto encantamento. O Doric é sensacional, o quarteto compreende Haydn de verdade. Os quartetos de cordas de Haydn, Op. 64, é um conjunto de seis quartetos de cordas compostos em 1790. Juntamente com os Op. 54  e 55, eles são conhecidos como quartetos Tost, pois foi o violinista húngaro e depois comerciante Johann Tost quem ajudou Haydn a encontrar um editor para os trabalhos. Ao contrário dos quartetos anteriores, Haydn realmente dedicou o Op. 64 pronto para Tost em gratidão por seus esforços. Não há desculpa para não conhecer este Opus 64, escrito num momento decisivo da vida de Haydn, quando sua servidão estava chegando ao fim e a metrópole o chamava. É tudo lindo!

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas Op. 64 (Completos)

Quartet, Op. 64 No. 1 (Hob. III: 65) (25:52)
1-1 Allegro Moderato 10:20
1-2 Menuett. Allegretto Ma Non Troppo – Trio – Menuet Da Capo 4:29
1-3 Allegretto Scherzando 6:13
1-4 Finale. Presto 4:50

Quartet, Op. 64 No. 2 (Hob. III: 68) (21:07)
1-5 Allegro Spiritoso 8:17
1-6 Adagio Ma Non Troppo 5:40
1-7 Menuet. Allegretto – Trio – Menuet Da Capo 3:00
1-8 Finale. Presto 4:09

Quartet, Op. 64 No. 3 (Hob. III: 67) (27:35)
1-9 Vivace Assai 8:55
1-10 Adagio 6:02
1-11 Menuet. Allegretto – Trio – Menuet Da Capo 4:34
1-12 Finale. Allegro Con Spirito

Quartet, Op. 64 No. 4 (Hob. III: 66) (23:52)
2-1 Allegro Con Brio 8:06
2-2 Menuet. Allegretto – Trio – Menuet Da Capo 3:37
2-3 Adagio. Cantabile E Sostenuto 6:13
2-4 Finale. Presto 5:55

Quartet, Op. 64 No. 5 ‘Die Lerche’ (Hob. III: 63) (21:28)
2-5 Allegro Moderato 9:17
2-6 Adagio Cantabile 6:32
2-7 Menuet. Allegretto – Trio – Menuet Da Capo 3:21
2-8 Finale. Vivace 2:18

Quartet, Op. 64 No. 6 (Hob. III: 64) (21:12)
2-9 Allegro 8:26
2-10 Andante 4:32
2-11 Menuet. Allegretto – Trio – Menuet Da Capo – Trio, Per La Seconda Volta, Caso Mai Se Piacesse Replicarlo – Menuet Da Capo 4:48
2-12 Finale. Presto 3:23

Cello [Doric String Quartet] – John Myerscough
Viola [Doric String Quartet] – Hélène Clément
Violin [Doric String Quartet] – Alex Redington, Jonathan Stone

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Todo mundo ouvindo o primeiro violinista

PQP

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S – Piano Transcriptions

V O L O D O S

Piano Transcriptions

Este disco é um ultraje! TRANSCRIÇÕES – TRAIÇÕES? – TRADIÇÕES!!

É um disco para quem ama o som do piano, do grande, enorme instrumento que se tornou o piano.

Os principais personagens deste disco são Arcadi Volodos e Thomas Frost. O nome do primeiro está na capa e o do segundo, na contracapa.

Volodos, retrato do artista quando jovem!

Arcadi Volodos gravou este disco em 1996, o primeiro resultado de seu (exclusivo) contrato com a Sony Classical. Thomas Frost é um veterano produtor de discos que trabalhou com artistas como Horowitz, Eugene Ormandy, George Szell e Rudolf Serkin e produziu este disco.

Por que o disco é um ultraje? Ora, um disco que tem faixas como O Voo do Besouro e A Marcha Turca (de Mozart) tem uma grande chance de fazer torcer os narizes e de fazer franzir os cenhos de ouvintes mais puristas (digamos). Mas acreditem, esse disco vai além disso.

Transcrições soam como violações das sacrossantas vontades dos compositores e expressões hifenadas como Bach-Busoni, Bach-Siloti, Schubert-Liszt geram em certos setores grandes desconfianças. Mas as transcrições estão há muito enraizadas na cultura musical. Basta lembrar que Bach transcreveu música de Vivaldi, de Alessandro Marcelo, de Albinoni e até dele mesmo. Mozart arranjou umas fugas de Bach para trio de cordas, transcreveu sonatas de Johann Christian Bach para piano e orquestra. Mozart até reorquestrou o Messias de Handel.

Mas o que está mais próximo do que temos neste disco são as transcrições e arranjos feitos pelos virtuoses de piano e de violino para suas próprias apresentações. Liszt foi um precursor. Peças de Bach originalmente para órgão, Lieder de Schubert, óperas da época – tudo para piano. Inclusive as Sinfonias de Beethoven! Fritz Kreisler, compositor e violinista chegou a escrever música original, peças de encore, que atribuiu a outros compositores como se fossem transcrições, verdadeiros pastiches.

Assim, prepare-se para um programa repleto de excelente música, bastante diversificado, maravilhosamente executado e gravado! IM-PRE-NA-BLE! Um MUST!

A primeira peça, Carmen Variations, é um arranjo de Horowitz sobre o tema da ópera de Bizet. Conta o livreto que Volodos teve que tirar de ouvido a peça gravado em 1968 por Volodya.

A quarta faixa também tem a assinatura de Horowitz, que tinha a sua própria versão da Rapsódia Húngara No. 2, de Liszt.

Rachmaninov em ação!

Rachmaninov escreveu algumas canções e ele mesmo transcreveu duas delas para piano solo: Lilacs e Daisies. As faixas 2 e 3 são transcrições feitas para piano solo de outras duas canções de Rachmaninov – Utro (Manhã) e Melodiya (Melodia) – pelo próprio Volodos, tomando as transcrições já existentes como modelos. Rachmaninov, que além de compositor ganhava a vida como pianista, fez várias transcrições. Dia destes postaremos um lindo disco com algumas delas.

Nas faixas de 5 a 7 temos três transcrições feitas por Liszt de canções de Schubert: Litanei, Aufenthalt e Liebesbotschaft. O desafio é tocar não só o acompanhamento da canção original para piano, mas também a parte do cantor.

Chegamos na faixa 8, talvez a peça mais transcrita de todas: The Flight of the Bumblebee – O Vôo do Besouro. A peça original escrita por Rimsky-Korsakoff para orquestra (o cara era um bamba em orquestração, foi professor de Stravinsky…) teve versões para piano e violino, guitarra, flauta e acho que até para ukulele. A transcrição deste disco foi feita por um pianista húngaro, aluno de aluno de Liszt, que  demanda maior investigação, George Cziffra.

As faixas 9, 10 e 11 são transcrições autênticas. Prokofiev arranjou para piano música de seus balés e de peças orquestrais. Fez muito sucesso dez dos números de Romeu e Julieta transcritas para piano e ele repetiu a dose com música do balé Cinderela. Aqui temos uma Gavota, uma Dança Oriental e uma Valsa. Qualquer dia destes, postaremos um lindo disco com essas peças do  balé Romeu e Julieta.

Feinberg pensando: Quando esses caras do PQP vão postar uns disquinhos meus?

Samuel Feinberg foi um grande virtuose de piano que viveu atrás da chamada Cortina de Ferro e temos poucas gravações suas. Mas podemos avaliar seu calibre pelas transcrições que deixou, por exemplo, das Sinfonias Nos. 4, 5 e 6 de Tchaikovsky. A faixa 12 deste disco traz o Scherzo, o terceiro movimento da Sinfonia No. 6, a Patética. A interpretação do Volodos faz justiça tanto a Tchaikovsky quanto a Feinberg. Esta faixa é a minha escolha de cereja do bolo!

Uma outra transcrição de Feinberg, agora do Largo da Triosonata No. 5, BWV 529, de Bach, dá um tom reflexivo ao disco.

A última faixa é mais uma transcrição de Volodos, agora da Marcha Turca, o último movimento da Sonata para piano No. 11, em lá maior, K. 331. A sonata é uma das mais bonitas de Mozart. O primeiro movimento é um lindíssimo tema com variações, o segundo movimento é um Menuetto. O terceiro movimento, no entanto, é irresistível, uma marcha turca. Viena tinha uma queda pela chamada música turca e  O Rapto do Serralho vai nessa onda. Até Beethoven tem uma Marcha Turca. Bom, aqui temos para fechar o disco uma Marcha Turca de Mozart-Volodos. Faz sucesso. Já ouvi essa peça interpretada por outra virtuose do piano.

Piano Transcriptions

Georges Bizet (1838 – 1875) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Carmen Variations

Sergei Rachmaninov (1873 – 1943) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Utro (Morning)
  2. Melodyia (Melodia)

Franz Liszt (1811 – 1886) – Vladimir Horowitz (1903 – 1989)

  1. Hungarian Rhapsody No. 2

Franz Schubert (1797 – 1828) – Franz Liszt (1811 – 1886)

  1. Litanei
  2. Aufenthalt
  3. Liebesbotschaft

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908)  –  György Cziffra (1921 – 1994)

  1. Flight of the Bumblebee

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)

  1. Gavotte
  2. Orientale
  3. Valse

Piotr Tchaikovsky (1840 – 1893)  – Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Scherzo (Symphony No. 6)

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)  –  Samuel Feinberg (1890 – 1962)

  1. Largo (Triosonata No. 5, BWV 529)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) – Arcadi Volodos (1972  –       )

  1. Turkish March

Arcadi Volodos, piano

Gravação: Snape Maltings Concert Hall, Snape, Suffolk, England & American Academy of Arts & Letters, New York, 1996

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FLAC | 187 MB

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MP3 | 320 KBPS | 140 MB

Volodya achando tudo um grande barato!

Assim é o universo deste ótimo disco: exibição de virtuosismo que torna o piano em um emulador de outras combinações de instrumentos e vozes, até mesmo da orquestra. Aproveite!!

René Denon