Michael Praetorius (1571-1621): Dances from Terpsichore (1612)

Michael Praetorius (provavelmente 15 de fevereiro de 1571 – 15 de fevereiro de 1621) foi um compositor alemão, organista e ensaísta musical. Foi um dos mais versáteis compositores de sua época, sendo particularmente importante no desenvolvimento de formas musicais baseadas nos hinos protestantes.

Ao nascer, foi registrado como Michael Schultze, o caçula de um pastor luterano, em Creuzburg, na Alemanha. Após freqüentar a escola em Torgau e Zerbst, estudou divindade na Universidade de Frankfurt. Praetorius serviu como organista na Marienkirche em Frankfurt antes de trabalhar na corte em Wolfenbütte como organista e (desde 1604) como mestre-de-capela. De 1613 a 1616, trabalhou na corte da Saxônia, em Dresden, onde teve contato com a música italiana mais atual, inclusive as obras policorais da Escola Veneziana. Seu desenvolvimento subseqüente da forma do “concerto coral”, especialmente a variedade policoral, resultou diretamente de sua familiaridade com a música de venezianos como Giovanni Gabrieli. Michael Praetorius foi sepultado numa cripta sob o órgão da Igreja de Santa Maria em Wolfenbütten, Alemanha.

Seu nome de família aparece de formas variadas, tais como Schultze, Schulte, Schultheiss, Schulz and Schulteis. Praetorius é a forma latinizada do nome de família.

Praetorius foi um compositor tremendamente prolífero, tendo suas obras mostrado influência dos contemporâneos Samuel Scheidt and Heinrich Schütz, bem como dos italianos. Suas obras incluem a Musae sioniae (1605-10), de 9 volumes, uma coleção de cerca de 1000 corais e arranjos de canções; muitas outras obras para a igreja luterana; eTerpsichore (1612), um compêndio de cerca de 300 danças instrumentais, que é sua obra mais conhecida, bem como a única obra secular sobrevivente. Seu tratado de 3 volumes Syntagma Musicum I e o Syntagma Musicum de Organographia II (1614-20) são textos detalhados de práticas musicais contemporâneas e instrumentos musicais, e são documentos importantes para a musicologia, organologia e o estudo de performances de época.

(Fonte: Wikipedia, com alterações)

Este é um excelente CD, mas, tal como os comentaristas da Amazon, senti enorme falta das trompas, etc. Sobram violinos em obras que não são apenas para eles. Mesmo assim, trata-se de um CD de indiscutível qualidade. Sim, eu sei que o grupo de Peter Holman é de cordas, mas isso não muda muita coisa, certo?

Michael Praetorius (1571-1621): Dances from Terpsichore (1612)

1. Passameze, for 5 part instrumental ensemble (283)
2. Gaillarde, for 5 part instrumental ensemble (284)
3. Gaillarde, for 5 part instrumental ensemble (285)
4. Bransles, for 5 part instrumental ensemble (1)
5. Est ce Mars, for 4 lutes
6. Courante de Mars, for 4 lutes
7. Ballet, for four lutes
8. Ballet, for four lutes
9. Un jour de la semaine, for 4 lutes
10. Allons aux noces, for 4 lutes
11. Gaillarde, for 4 lutes
12. Pavane de Spaigne, for 4 part instrumental ensemble (Terpsichore, 30)
13. Spagnoletta (Terpischore, 27)
14. La Sarabande, for ensemble (Terpischore, 34)
15. La Canarie (Terpischore, 31)
16. Branse Simple, for 5 part instrumental ensemble (4)
17. Ballet, for 4 part instrumental ensemble (268)
18. Ballet du Roy pour sonner apres (Terpischore, 269)
19. Ballo del Gran Duca (from Novus Partus)
20. Une jeune fillette (from Novus partus)
21. Bransles de Villages
22. Bransles de Villages, for 5 part instrumental ensemble (Terpsichore, 14)
23. Courante (Wilson’s Wild), for violin, 2 violas, bass violin & 4 lutes (Terpsichore, 151)
24. Courante (Light of Love), for violin, 2 violas, bass violin & lutes (Terpsichore, 152)
25. Courante (Grimstock), for violin, 2 violas, bass violin & 4 lutes (Terpsichore, 154)
26. Mrs Winters Jump, fo lute, P 55
27. Packington’s Pound, courante
28. I Care Not for These Ladies for voice, lute & bass viol
29. Ballet des Baccanales (278)
30. Terpsichore Dances: Ballet des Feus (279) / Ballet des Matelotz (280) / Ballet des Coqs (254)
31. Courante (Battaglia), for 4 and 5-part violin band, 4 lutes, 4 guitars & drum (283)

The Parley of Instruments
Renaissance Violin Band
Peter Holman

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This is the man

This is the man

PQP

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Verklärte Nacht, Pelleas und Melisande

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Verklärte Nacht (Noite Transfigurada), escrita em 1899 para um sexteto de cordas, foi um dos raríssimos sucessos que Schoenberg teve em vida. Já velho, quando vivia nos Estados Unidos, ficou surpreso e felicíssimo em perceber que um taxista ouvia sua música no rádio. Ao contrário de suas obras do período atonal, Noite transfigurada é apaixonante logo na primeira audição. O tema da obra é curioso: um casal se encontra numa noite de lua cheia, e no meio do pega-pega a moça revela, arrependida, que está grávida de outro homem. “Não importa” diz o rapaz, “vou cuidar da criança como se fosse minha e viveremos para sempre felizes”. A presente versão que vamos ouvir é uma transcrição feita pelo próprio compositor em 1917 para orquestra de cordas e revista em 1943. Devo confessar que Schoenberg fez certo, pois a orquestra dá mais dramaticidade à obra. Como a composição foi influenciada por Wagner e Brahms, eu diria que a versão para orquestra está para Wagner, assim como o sexteto está para Brahms. E como Karajan foi um perfeito condutor de Wagner, esta gravação é obrigatória. Até os maiores detratores de Schoenberg caem de amor por esta obra.

Pelleas und Melisande, Op. 5, escrita três anos depois, não teve o mesmo sucesso. A obra é tonal, mas tão intrincada, complexa e densa que praticamente sufoca o ouvinte. A peça é um poema sinfônico de Richard Strauss elevado a 10. Dizem alguns especialistas que Schoenberg “exagerou” no empenho de criar algo novo, mas como é recompensador. Em certos momentos eu chego a pular da cadeira: “Isso”. O problema é que o “isso” não é tão freqüente. Novamente, não há melhor defensor da obra que o general Karajan e sua filarmônica de Berlim.

Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Verklärte Nacht, Pelleas und Melisande

1. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 1. Grave
2. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 2. Molto rallentando
3. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 3. Pesante
4. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 4. Adagio
5. Verklärte Nacht, Op.4 – Arr. String Orch. (second vers. 1943) – 5. Adagio
6. Pelleas und Melisande op.5 – Die Achtel ein wenig bewegt
7. Pelleas und Melisande op.5 – Heftig
8. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 9: Lebhaft
9. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 16: Sehr rasch
10. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 33: Ein wenig bewegt
11. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 36: Langsam
12. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 43: Ein wenig bewegter
13. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 50: Sehr langsam
14. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 55: Etwas bewegt
15. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 59: In gehender Bewegung
16. Pelleas und Melisande op.5 – Ciff. 62: Breit

Berlin Philharmonic Orchestra
Conducted by Herbert von Karajan

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“Vou cuidar da criança como se fosse minha e viveremos para sempre felizes”. É isso aí, tem que assumir!

CDF

Benjamin Britten (1913 – 1976): Orchestral Works


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“Britten foi o maior compositor inglês depois de Purcell”, essa frase ouvida inúmeras vezes, é bastante justa. Não quero dizer com isso que estou desmerecendo os inúmeros compositores ingleses do século XX, mas a audição de Elgar, Vaugham Williams, Tippet, Bax… considerados gênios pelos ingleses, requer uma boa vontade por parte do ouvinte, e em certos momentos, é bem verdade que somos recompensados por isso (por exemplo: pedaços da sinfonia n.1 e o concerto para violino de Elgar, a sinfonia n.4 de Willians,…). Com Britten, não precisamos ser complacentes. Talentosíssimo compositor de óperas, entre as melhores produzidas na segunda metade do século XX, Britten não fez parte do “progresso” na música, aliás, detestava Schoenberg e Cia. Adorava Shostakovich, com quem nutriu uma amizade duradoura. Fez inúmeras visitas ao amigo na Rússia. E assim como o russo, resolveu explorar as possibilidades no mundo tonal. Mas tolice dizer, que por esse motivo, a originalidade lhe faltava. Bastam duas notas e já sabemos que foi escrito por Britten. Não canso de recomendar o compositor inglês para aqueles ouvintes pouco adaptáveis as manobras do modernismo. E o primeiro disco que recomendo é este que agora vos trago. Apesar de não ser perfeito nas interpretações, ele traz um pequeno retrato do mundo de Britten.

No primeiro disco encontramos Four Sea Interludes, que são as principais passagens orquestrais da sua mais importante ópera Peter Grimes (para quem deseja ouvir toda peça, recomendo o registro com Vickers e Colin Davis da Philips). Música tão envolvente que sentimos o cheiro da marisia. A suíte de sua ópera Death in Veneza (a última ópera do compositor) é uma peça difícil para o iniciante em Britten. No segundo disco só encontramos pérolas inestimáveis desse grande compositor. Variations on a Theme by Frank Bridge é um dos orgulhos da Inglaterra, assim como a Simple symphony, que é um clássico inquestionável (a versão para quarteto de cordas é minha preferida).

Benjamin Britten (1913 – 1976): Orchestral Works

Disco 1:
1 – 4. Sea Interludes (4) from Peter Grimes, for orchestra, Op. 33a
5. Passacaglia, for orchestra, Op. 33b (from “Peter Grimes”)
6. Young Apollo, for piano, string quartet & strings, Op. 16 (withdrawn by composer)
7. Death in Venice, opera, Op. 88 Suite

Disco 2:
1 – 11.Variations on a Theme by Frank Bridge, for strings, Op. 10
12 – 22. Lachrymae, reflections on a song of Dowland, for viola & string orchestra, Op. 48a
23 – 26. Simple Symphony, for string orchestra, Op. 4

Performed by I Musici de Montreal
Conducted by Yuli Turovsky

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Briiten (esq.) e seu companheiro de toda a vida Peter Pears. A união era tão reconhecida que a Rainha mandou telegrama de condolências a Pears quando da morte de Benjamin.

Britten (esq.) e seu companheiro de toda a vida Peter Pears. A união era tão reconhecida que a Rainha mandou telegrama de condolências a Pears quando da morte de Benjamin.

CDF

Florence Foster Jenkins – The Glory (???) of Human Voice

Hoje vou postar uma pérola da indústria fonográfica do século XX, que de vez em quando deixa escapar suas máculas de maneira muito divertida. Esta é o que podemos chamar de raridade humorística da música.

Florence Foster Jenkis foi uma moça da alta sociedade americana, nascida ainda no final do séc.XIX, casada durante pouco tempo com um médico, e depois com um ator que virou seu empresário. Ao que parece sua família era muito rica e lhe permitiu manter-se de forma extravagante mesmo depois de uma separação. Consta que ela sempre quis ser cantora, mas nem seus pais nem seu marido deram bola, então ela resolveu seguir por conta própria. O resultado é que ela se auto-promoveu e começou a organizar apresentações de canto às próprias custas.

Chamou a atenção dos críticos porque era totalmente desprovida de qualquer musicalidade mínima: não entendia a pulsação rítmica, era incapaz de manter-se no ritmo; não conseguia afinar-se minimamente e tinha uma pronúncia de língua estrangeira que beirava o ridículo. Não obstante, suas apresentações se tornaram “cult”, e, mesmo sabendo que o público ia assisti-la para o escárnio, dizia que os risos eram “inveja profissional”.

Pouco antes de morrer, em 1944, conseguiu apresentar-se no Carnegie Hall e gravou seu único disco de 78 rotações (aos 70 anos de idade!), que é a pérola que aqui vos apresento. O mérito do pianista acompanhador é grande, um verdadeiro malabarista que consegue, com maestria, seguir um motorista bêbado. O CD ainda tem umas faixas bônus com uma sátira ao Fausto de Gounod, cantado de forma invertida, e muito propriamente, chamado “A Faust Travesty”. Agradeço à minha amiga Ana Lucia pela introdução desta Diva na minha discografia

Abraços

FLORENCE FOSTER JENKINS – THE GLORY (???) OF HUMAN VOICE / A FAUST TRAVESTY

 

01 Mozart: Die Zauberflöte, K 620 – Queen Of The Night Aria
02 Lyadov: Die Musikdose, Op. 32
03 Cosme McMoon: Like A Bird
04 Delibes: Lakme – Ou Va La Jeune Hindoue_
05 Cosme McMoon: Serenata Mexicano
06 David: La Perle Du Bresil – Charmant Oiseau
07 Bach,J.S. / Pavlov:  Biassy
08 Strauss, Jr.: Die Fledermaus – La Chauve-Souris_ Adele’s Laughing Son – Air D’adele – ‘mein Herr Marquis’
09 Gounod: A Faust Travesty: Valentine’s Aria (Ere I Leave My Native Land)
10 Gounod: A Faust Travesty: Jewel Song (O Heavenly Jewels)
11 Gounod: A Faust Travesty: Salut, Demeure Chaste Et Pure (Emotions Strange)
12 Gounod: A Faust Travesty: Final Trio (My Heart Is Overcome With Terror)

Florence Foster Jenkins, Soprano
Cosme McMoon, pianist
Jenny Williams – Thomas Burns, singing the Faust parody

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Chucruten

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

IM-PERDÍ-VEL !!!

Fazia muito tempo que o PQP Bach não postava algo tão divertido como este Il Fasolo? Houve um tempo em que a EMI lançava a coleção REFLEXE, que tenho em discos de vinil. A REFLEXE consistia em uma sucessão de obras-primas — sublimes ou divertidas. Com o tempo, o pessoal da música antiga foi ficando mais sisudo, obscuro e impopular. Parece que a academia, com seu sem-gracismo, tinha tomado conta do campinho. Agora, a maravilhosa gravadora Alpha tem aparecido com uma série de discos que resgatam a alegria e a espontaneidade das ruas. Este Il Fasolo? é uma espetacular surpresa. Ouçam e comprovem.

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

1. La Barchetta passaggiera, bergamasca
2. Lamento di Madama Lucia, con la riposta di Cola
3. Chi non sà come amor, for voice & continuo
4. Son ruinato, appassionato
5. Sguardo lusinghiero, canzonetta
6. O dolorosa sorte, madrigal
7. Aria alla napolitana, jacarà
8. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
9. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Madonna Gola
10. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Baccho
11. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
12. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Choro: Mentre per bizzaria
13. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Ballo di trè Zoppi
14. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Sguazzata di Colasone
15. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Non pensar Clori crudel
16. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Morescha de Schiavi
17. Acceso mio core, ciaccona

Le Poeme Harmonique
Vincent Dumestre

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Olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça...

Le Poeme Harmonique: olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça…

PQP

Antonio Vivaldi – As Quatro Estações – Larry Coryell, Kazuhito Yamashita

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OK! LINK CORRIGIDO !!! APROVEITEM !!!

E quando vocês achavam que já tinham ouvido de tudo, eis que vos trago este cd incrível, com dois violonistas extremamente virtuoses, tocando simplesmente a obra imortal de Vivaldi em uma versão para dois violões. É no mínimo curioso como os dois conseguem resolver algumas dificuldades técnicas inerentes à obra. Claro que fica a sensação de que fala algo. Mas dois músicos deste nível não se importam em se arriscar. Coryell é um especialista nestas loucuras. Ele já fez transcrições incríveis de Stravinsky, Ravel, entre outros, para o violão. Tive oportunidade de vê-lo tocando ao vivo há alguns anos atrás, e se já era fã do cara na época, aquela apresentação serviu para ver que o cara realmente é um músico excepcional.

01 – ‘Spring’ I Allegro
02 – ‘Spring’ II Largo
03 – ‘Spring’ III Allegro
04 – ‘Summer’ I Allegro non molto – Allegro
05 – ‘Summer’ II Adagio – Presto – Adagio
06 – ‘Summer’ III Presto
07 – ‘Autumn’ I Allegro
08 – ‘Autumn’ II Adagio molto
09 – ‘Autumn’ III Allegro
10 – ‘Winter’ I Allegro non molto
11 – ‘Winter’ II Largo
12 – ‘Winter’ III Allegro – Lento – Allegro

Larry Coryell & Kazuhito Yamashita – Violões

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FDPBach

Anna Bon (1739 ou 40-depois de 1767): Seis Sonatas para Flauta Transversa e Baixo Contínuo

Anna Bon di Venezia

Anna Bon di Venezia

Quando falei em apenas quatro compositoras antes do século XX (neste post), um comentarista lembrou de mais uma: Anna Bon. Então lembrei que minha mulher tinha adquirido um CD de Bon em Vicenza. O disco é excelente e é ele que vos posto neste primeiro sábado de 2013. Boa música, sem dúvida.

Anna Bon (di Venezia) teria nascido na Rússia por volta de 1740. Pouco se sabe dela. Seus pais Ruvinetti Girolamo e Rosa Bon eram ligados ao mundo da música, ele por ser libretista e ela cantora.

De volta à península, muito pequena, com quatro anos, foi para o Ospedale della Pietà em Veneza, logo após Vivaldi ter deixado sua marca na instituição.

Mais tarde, ela se mudou com seus pais para a Alemanha, mais exatamente para o futuro santuário de Wagner, Bayreuth. De lá, eles foram para a casa Esterházy, onde com toda a probabilidade trabalharam com Haydn.

Casada com um cantor, Mongeri, Anna Bon foi morar na Hildburghausen, onde seu rastro é perdido. É sabido que, em 1767, estava viva. Como dizem os espanhóis, “mulher casada, perna quebrada”. E seu talento foi-se pelo ralo.

Anna Bon (1739 ou 40-depois de 1767):
Seis Sonatas para Flauta Transversa e Baixo Contínuo

1. Sonata Prima: I. Adagio 5:36
2. Sonata Prima: II. Allegro 3:39
3. Sonata Prima: III. Presto 2:05

4. Sonata Seconda: I. Largo 4:44
5. Sonata Seconda: II. Allegro 3:16
6. Sonata Seconda: III. Allegro 3:10

7. Sonata Terza: I. Andantino 4:32
8. Sonata Terza: II. Allegro 3:32
9. Sonata Terza: III. Minuetto 2:27

10. Sonata Quarta: I. Allegro moderato 5:06
11. Sonata Quarta: II. Andante 2:28
12. Sonata Quarta: Allegro assai 3:03

13. Sonata Quinta: I. Allegretto 3:15
14. Sonata Quinta: II. Andante Staccato 2:45
15. Sonata Quinta: III. Allegro 2:59

16. Sonata Sesta: I. Adagio 6:22
17. Sonata Sesta: II. Allegro 3:32
18. Sonata Sesta: III. Minuetto con Varizioni 7:23

Giovanni Battista Columbro, flauta transversa
Nereo Dani, viola da gamba
Marco Vincenzi, cravo

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PQP

The British Music Colection: Holst (Decca)

Estreando no PQP, escolhi dar início com a elegância (mas não a pontualidade) britânica, com um compositor que eu gosto muito e que é genericamente injustiçado.

O inglês Gustav Holst é um dos curiosos casos da música que, a exemplo de Pachelbel, Dukas e Ponchielli (entre outros), vivem de uma obra só. Se já tentaram achar gravação de outra ópera de ponchielli que não a gioconda ou outra obra de Dukas que não o l´apprenti sorcier, sabem do que estou falando. Apesar de Pachelbel ser mais fácil, seu Canon é tão famoso acaba deixando todas as suas outras obras pra trás (thanx PQP por postar um Pachelbel diferente).

Holst sofre da mesma síndrome, e seus Planetas acabam por ofuscar suas outras obras. Venhamos e convenhamos, não é sem razão: a suite intergaláctica é a melhor coisa que ele escreveu, mas seu legado não se encerra nisso e ele tem outras obras muito interessantes: a deliciosa suite para cordas St.Paul, o rítmico e bombástico ballet The Perfect Fool, experiências neo-barrocas como o Fugal Concerto, e, claro, suas obras místicas, como Hymn to Jesus, Seven Part Songs, Choral Hymns From The Rig Veda e a curta one-act-opera Saavitri (essas duas, bastante intimistas, inspiradas pela milenar cultura hindu).

Descontando as extravagâncias, Holst é um compositor muito honesto em seus propósitos, dono de um estilo extremamente pessoal, que, apesar de não muito carismático, é direto e objetivo, sendo meu candidato a imediato sucessor do trono de Elgar como melhor compositor inglês. Ademais, orquestrador refinado e talentoso, sabia tratar com o mesmo padrão de qualidade formações de câmara intimistas e grandes orquestrações.

Este é um dos poucos compêndios de sua obra que não apresenta os Planetas como carro chefe, e merece ser ouvido com o mesmo entusiasmo.

THE BRITISH MUSIC COLECTION: GUSTAV HOLST

CD1

1.Choral Hymns From The Rig Veda, Group #3, Op. 26, H 99 – Hymn To The Dawn

2.Choral Hymns From The Rig Veda, Group #3, Op. 26, H 99 – Hymn To The Waters

3.Choral Hymns From The Rig Veda, Group #3, Op. 26, H 99 – Hymn To Vena

4.Choral Hymns From The Rig Veda, Group #3, Op. 26, H 99 – Hymn Of The Travellers

5.Savitri (Opera in One Act) – Savitri! Savitri! I Am Death

6.Savitri (Opera in One Act) – Like A Spectre Of The Forest

7.Savitri (Opera in One Act) – I Am With Thee (Savitri’s Aria)

8.Savitri (Opera in One Act) – Then Enter, Lord; Dwell With Me

9.Savitri (Opera in One Act) – Loneliness & Pain Are Ended

10.Seven Part Songs – Say Who Is This

11.Seven Part Songs – O Love, I Complain

12.Seven Part Songs – Angel Spirits Of Sleep

13.Seven Part Songs – When First We Met

14.Seven Part Songs – Sorrow & Joy

15.Seven Part Songs – Love On My Heart From Heaven Fell

16.Seven Part Songs – Assemble All Ye Maidens

17.The Evening Watch, Op. 43/1

18.A Fugal Concerto For Flute & Oboe, Op. 40/2 – 1. Moderato

19.A Fugal Concerto For Flute & Oboe, Op. 40/2 – 2. Adagio

20.A Fugal Concerto For Flute & Oboe, Op. 40/2 – 3. Allegro

CD2

1.St. Paul’s Suite, Op.29 No. 2, H118 – I. Jig_ Vivace

2.St. Paul’s Suite, Op.29 No. 2, H118 – II. Ostinato_ Presto

3.St. Paul’s Suite, Op.29 No. 2, H118 – III. Intermezzo_ Andante Con Moto

4.St. Paul’s Suite, Op.29 No. 2, H118 – IV. Finale (The Dargason)_ Allegro

5.The Perfect Fool – Ballet Music, Op. 39, H150 – I. Introduction – Dance Of Spirits Of Earth

6.The Perfect Fool – Ballet Music, Op. 39, H150 – II. Dance Of Spirits Of Water

7.The Perfect Fool – Ballet Music, Op. 39, H150 – III. Dance Of Spirits Of Fire

8.Egdon Heath, Op. 47

9.The Hymn Of Jesus, Op. 37

10.A Moorside Suite

Purcell Singers
Janet Baker, Robert Tear, Etc.;
Imogen Holst – English Chamber Orchestra
Christopher Hogwood – The St.Paul Chamber Orchestra
Sir Adrian Boult – London Philharmonic Orchestra / BBC Symphony Orchestra & Chorus
Elgar Howarth: Grimethorpe Colliery Band

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Das Chucruten

 

D. Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10

Se a sétima é misteriosa; a oitava é poderosa; a nona, jocosa; a décima, nervosa. Shosta foi um grande amigo de Mravinsky, que estreou a maioria de suas sinfonias até cagar-se de medo e ser substituído por Kondrashin da 13ª até o final. A décima foi a primeira sinfonia pós-Stalin e possuiria uma “homenagem” ao ditador. O Allegro seria uma descrição da personalidade do todo-poderoso recém falecido e o Allegretto insiste na sequência de notas D-S-C-H (o nome do compositor em alemão, com Sch, claro), uma presumível afirmação da permanência de Shostakovich.

Obra-prima total !!!

Mravinsky conducts the Leningrad Philharmonic Orchestra in
Shostakovitch’s Symphony No. 10.
Mono recording from 1976.

Symphony No. 10, in E minor, Op.93
1. Moderato (22.24)
2. Allegro (4.08)
3. Allegretto (11.10)
4. Andante – Allegro (11.17)

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky

Total playing time: 48:58

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Duas raras fotos de Shostakovich feliz:

Duas raras fotos de Shostakovich feliz: …

... ambas em jogos de futebol.

… ambas em jogos de futebol.

PQP

Aaron Copland (1900-1990): The Complete Music for Solo Piano

Este post ficou sem minha inútil introdução por culpa da NET. Mas agora ela finalmente voltou e vocês vão ter que me engolir! Copland não é somente aquele compositor de obras representativas dos States, o compositor também tem boa produção para piano, produto principalmente de seus anos jovens de estudo com Nadia Boulanger, em Paris. Há peças realmente obscuras — complicadíssimas — que revelam que Schoenberg não era estranho a ele. Há outras espaçosas, alegres e estimulantes como suas obras mais famosas para orquestra. E há coisas lindíssimas, como a genial e curtinha Midday Thoughts, escrita quando Copland tinha 82 anos e já estava às portas do Alzheimer. O pianista Smit é um velho amigo e colaborador do compositor. Ninguém melhor do que ele para interpretar esta integral.

Aaron Copland (1900-1990): The Complete Music for Solo Piano

Disc 1
1 Scherzo Humoristique: The Cat and the Mouse (1920)
2 Piano Variations (1930)
3 In Evening Air (1966)
4 Passacaglia (1922)
Piano Sonata (1939-41)
5 I. Molto moderato
6 II. Vivace
7 III. Andante sostenuto
Two Piano Pieces (1982)
8 Midday Thoughts
9 Proclamation
Three Moods (1920-1921)
10 embittered
11 wistful
12 jazzy

Disc 2
1 Petite Portrait (1921)
2 Sentimental Melody (1926)
3 Piano Fantasy (1955-57)
Four Piano Blues (1926-48)
4 Freely Poetic (for Leo Smit)
5 Soft and Languid (for Andor Foldes)
6 Muted and Sensuous (for William Kapell)
7 With Bounce (for John Kirkpatrick)
8 Midsummer Nocturne (1947)
9 The Young Pioneers (1936)
10 Sunday Afternoon Music (1936)
11 Down A Country Lane (1962)
12 Night Thoughts (Homage to Ives) (1972)

Leo Smit, piano

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Copland deveria ser mais conhecido, né?

Copland deveria ser mais conhecido, né?

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): As Seis Suítes para Violoncelo (transcritas para o violão)

CD postado por FDP que vale a revalidação do link. E como!
PQP.

Muito interessante este CD. O violonista alemão Andreas von Wangenheim é um cabra macho: são dele mesmo as transcrições para violão das Suítes para Violoncelo de papai. E o resultado é muito bom. O editorialista da amazon diz o seguinte: Bach’s famous suites for cello solo from a different perspective: in order to emphasize the polyphonic structure of this marvelous music, Andreas von Wangenheim has transcribed them for guitar. The Six Suites for Violoncello Solo put the instrument through its paces in the same way as the Six Sonatas and Partitas for Violin Solo. A closer look at these works reveals a fascinating element of Bach’s compositional art: the polyphony that is concealed in almost all of his solo lines. Andreas von Wangenheim is considered one of the finest guitarists of the younger generation. He won the 1987 Bach Prize at the International Guitar Competition for Students in Europe.

A comparação com Segovia é inevitável, afinal, o mestre espanhol também transcreveu obras de papai para o violão. Mas Wangenheim é ainda jovem, apesar de já ter uma carreira consolidada como solista e professor.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Johann Sebastian Bach – Six Cello Suites (transcribed for Guitar) – Andreas von Wangenheim

Disc: 1
1. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Prélude
2. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Allemande
3. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Courante
4. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Sarabande
5. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Bourrée
6. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Gigue

7. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Prélude
8. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Allemande
9. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Courante
10. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Sarabande
11. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Menuet 1 & 2
12. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Gigue

13. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Prélude
14. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Allemande
15. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Courante
16. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Sarabande
17. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Bourrée 1 & 2
18. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Gigue

CD 2
1. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Prélude
2. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Allemande
3. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Courante
4. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Sarabande
5. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Menuet 1 & 2
6. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Gigue

7. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Prélude
8. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Allemande
9. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Courante
10. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Sarabande
11. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Gavotte 1 & 2
12. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Gigue

13. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Prélude
14. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Allemande
15. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Courante
16. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Sarabande
17. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Gavotte 1 & 2
18. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Gigue

Andreas von Wangenheim – Guitar

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Belo trabalho, Andreas!

Belo trabalho, Andreas!

FDP Bach

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 2 “Resurrection”

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Minha vida com Mahler foi inaugurada por esta sinfonia, a qual cheguei da forma mais estranha. Fui atrás da música que havia sob o segundo movimento da Sinfonia de Luciano Berio e este era o belíssimo terceiro movimento da Ressurreição. De resto, foi amor à primeira ouvida. É obra grandiosa: 10 trompas, 8 contrabaixos, 8 trompetes, 6 trombones, 4 percussionistas, cantores solistas, coral, etc. Um primeiro movimento enorme, seguido pela comovente cantilena do segundo e o eufórico terceiro. Depois, os últimos movimentos propõem-se a fazer uma representação exterior (se bem que, como Mahler dizia, tudo era representação interior…) do Dia do Juízo Final e da Ressurreição dos mortos. O compositor manda alguns instrumentistas (trompetes, trompas, percussão) para fora do palco. É de lá, dos bastidores, que eles iniciarão um conflito fantasmagórico com a orquestra que está no palco. Quando a orquestra do palco executar o suave tema da redenção, dos bastidores virá o som das trompas e da percussão executando o que Mahler disse representar “as vozes daqueles que clamam inutilmente no deserto”. Obra-prima!

O registro de Kaplan com a Filarmônica de Viena faz inteira justiça a esta grande música. Vale muito a pena ouvir.

P.S. — O disco da DG dividiu os movimentos em infinitas pecinhas, como para mostrar que Mahler amava os contrastes ou mudava de humor com muita facilidade…

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 2 “Resurrection”

1. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Allegro Maestoso 2:31
2. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Im Tempo Nachgeben 1:03
3. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Wie Zu Anfang 2:42
4. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Sehr Mässig Und Zurückhaltend 0:48
5. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – (English Horn) 1:19
6. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Ausdrucksvoll (English Horn & Bass Clarinet) 2:18
7. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Etwas Drängend 1:15
8. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Schnell 0:34
9. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Sehr Langsam Beginnend 0:28
10. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Sehr Getragen (Trumpet & Trombone) 2:32
11. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Molto Pesante 0:23
12. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Tempo I 1:40
13. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Zurückhalten 2:20
14. 1st Movement – Allegro Maestoso (Totenfeier) – Tempo Sostenuto 3:23

1. 2nd Movement – Andante Moderato – Andante Moderato 1:24
2. 2nd Movement – Andante Moderato – Nicht Eilen. Sehr Gemächlich 1:36
3. 2nd Movement – Andante Moderato – In Tempo I Zurückkehren 1:47
4. 2nd Movement – Andante Moderato – Tempo I. Energisch Bewegt 2:42
5. 2nd Movement – Andante Moderato – 3 Bars Before Wieder Ins Tempo Zurückgehen. Tempo I 3:39

6. 3rd Movement – (Scherzo) – In Ruhig Fliessender Bewegung 1:47
7. 3rd Movement – (Scherzo) – (Bassoon & Violas) 0:49
8. 3rd Movement – (Scherzo) – (Piccolo) 0:40
9. 3rd Movement – (Scherzo) – (Cellos & Basses) 0:24
10. 3rd Movement – (Scherzo) – Vorwärts 1:01
11. 3rd Movement – (Scherzo) – Sehr Getragen Und Gesangvoll 1:13
12. 3rd Movement – (Scherzo) – Zum Tempo I. Zurückkehren 2:08
13. 3rd Movement – (Scherzo) – (Trumpets & Trombones) 1:26
14. 3rd Movement – (Scherzo) – (Violas, Cellos & Basses) 1:20

15. 4th Movement – ”Urlicht” – Sehr Feierlich, Aber Schlicht (Choralmässig) Nadja Michael 5:29

16. 5th Movement – Im Tempo Des Scherzos. Wild Herausfahrend 1:38
17. 5th Movement – Langsam 1:20
18. 5th Movement – Langsam 0:24
19. 5th Movement – (Trombone) 1:41
20. 5th Movement – Im Anfang Sehr Zurückgehalten 1:10
21. 5th Movement – Wieder Sehr Breit 3:04
22. 5th Movement – Ritenuto 4:36
23. 5th Movement – Wieder Zurückhaltend 3:43
24. 5th Movement – Sehr Langsam Und Gedehnt (”Der Grosse Appell”) 2:27
25. 5th Movement – Langsam. Misterioso (Chorus: ”Aufersteh’n”) 6:42
26. 5th Movement – Etwas Bewegter (Solo: ”O Glaube”) 3:24
27. 5th Movement – Mit Aufschwung, Aber Nicht Eilen (Duet: ”O Schmerz”) 2:25
28. 5th Movement – Pesante 2:23

Nadja Michael
Latonia Moore
Vienna Philharmonic Orchestra
Gilbert Kaplan

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Kaplan: excelente trabalho com Mahler.

Kaplan: excelente trabalho com Mahler.

PQP

Franz Joseph Haydn (1732-1809): Symphonies Nº 92 “Oxford” & 91

Repostado com as faixas separadas. Gentileza de nosso leitor Barto Lima.

FDP traz nessa postagem as sinfonias de Nº 91 e de Nº 92, de Joseph Haydn. A interpretação estará a cargo da Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, regida por Sir Colin Davis. Trata-se aqui de uma grande orquestra, com grande massa sonora, ao contrário de outras gravações que até agora postei, sempre com orquestras menores. A leitura de Colin Davis é como sempre correta, e essa Orquestra possui uma sonoridade maravilhosa e que sempre atraiu a todos os grande regentes.

Franz Joseph Haydn – Symphony nº 92 “Oxford” in G Major e nº 91, em F Flat

1 – Symphony nº 92 “Oxford” – Adagio – Allegro spirituoso
2 – Symphony nº 92 “Oxford” – Adagio
3 – Symphony nº 92 “Oxford” – Menuet (Allegretto)
4 – Symphony nº 92 “Oxford” – Presto

5 – Symphonie nº 91 – Largo – Allegro assai
6 – Symphonie nº 91 – Andante
7 – Symphonie nº 91 – Menuet (un poco allegretto)
8 – Symphonie nº 91 – Finale (Vivace)

Concertgebow Orchestra, Amsterdam
Sir Colin Davis – Conductor

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FDP Bach

Alma Latina: Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia

Missa Brevis de la Catedral de La Plata (Sucre)
Letanía al Sagrado Corazón de Jesús de las Misiones de Moxos

Coro Ars Viva de la Universidad Mayor de San Simón & Camerata Concertante

Com instrumentos de época. On period instruments

Era julio de 1997 cuando el maestro Giovanni Silva, fundador y director del coro universitario de San Simón “Ars-Viva”, me pidió que lo supliera en sus funciones durante dos años en los cuales estaría ausente. Acepté con agrado, más aún al comprobar que se trataba de un simpático grupo en el cual reinaba lo amisitad, el afecto, y sobre todo un ávido deseo de superación, cualidades que acompañadas de disciplina y dedicación le había permitido alcanzar, ya para entonces, prestigio y renombre en lodo el país.

Poco tiempo después “Ars-Viva” rompe fronteras realizando el estreno mundial – paro nuestra época – de la Letanía al Sagrado Corazón de Jesús y la Missa Brevis, en el 8º Festival de Música Antigua y Barroca, en Juiz de Fora – Brasil. Ambas obras fueron perfeccionados con algunos cambios que permitieron alcanzar aún más el carácter interpretativo de la época en que fueron escritas y nuevamente presentados en el 2º Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” en Santa Cruz, con la Camerata Concertante (1998), ocasión en que recibimos orientación del musicólogo Dr. Piotr Nawrot, con mejoras aún más significativas. Ambas obras están presentes en este disco.

Como todo grupo artístico éste tiene su propia historia y también sus rasgos particulares, “Ars-Viva” nació en junio de 1993 como parte del programa de Extensión Cultural de la Universidad Mayor de San Simón. Desde su inicio y hasta la fecha se caracteriza por su gran versatilidad. Interpreta madrigales, motetes renacentistas, piezas corales del barroco, asi como jazz y también música folklórica latinoamericana o nacional. De este modo es posible investigar primero, y luego transmitir la música coral de distintos períodos de la cultura universal.

Mientras se realizaba la investigación sobre la música antigua y barroca, simultáneamente se preparaba y ejecutaba obras como el “Gloria’ de Francis Poulenc, en concierto aniversario, o la Cantata Escénica ‘Carmina Burana’ de Carl Orff en el 2º Festival Internacional COFES, así coma la presentación con el grupo “Ars Antigua” de México. El estreno del disco “Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia” se constituye en un gran logro paro “Ars-Viva” cuya proyección sigue rumbo hacia la realización de sus más caros anhelos, basados en el trabajo, la dedicación, la madurez y el talento de sus integrantes.

El trabajo investigativo en el campo de la música es muy amplio y se complementa en todas sus formas de expresión. Simultáneamente a la investigación realizada para la interpretación de las obras Letanía al Sagrado Corazón de ]esús y Missa Brevis, se organizó un grupo de jóvenes instrumentistas dispuestos o complementar dicho estudio, que a su vez vió la necesidad de crear una camerata que pudiese dedicar su arte a la interpretación de la música seria y de manera especial, a la ejecución auténtica de la música antigua y barroca, poco difundida en nuestro medio. Es así que en 1998 nace la Comerás Concertante.

Los componentes tocan instrumentos de la época tales como: Viola da gamba, una familia completa de flautas de pico, clavecín, entre otras, con la perspectiva de ampliar la gama.

En su corta existencia logró renombre con su participación en el 2º festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” junto a “Ars-Viva” y en la actuación realizada con el grupo mexicano “Ars Antiqua”.

A partir de enero de 1999 la Camerata Concertante, subvencionada por la Fundación Arnoldo Schwimmer, se convierte formalmente en orquesta estable.

Tiene como meta principal seguir la investigación constante en este campo, y dar a conocer el tipo de música con el cual trabaja mediante presentaciones en plazas, barrios, parques, escuelas, zonas periurbanas, pueblas y sales de música en Bolivia, a fin de llegar al público más diverso.

En este disco, “Ars-Viva” y Camerata Concertante unen sus artes y se complementan brindando un disco que expresa el resultado de un largo proceso de trabajo, muy gratificante por los resultados obtenidos.

(Maestro Augústo Guzmán Alvarado, extraído do encarte).

Letanía al Sagrado Corazón de Jesús de las Misiones de Moxos
Anónimo. Archivo Musical de Moxos y Chiquitos
01. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: Kyrie Eleison
02. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 01. Cor Iesu in Eucharistia
03. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 02. Cor Iesu Incomprehensible
04. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 03. Cor Iesu Fidelium
05. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 04. Cor Iesu Animarum
06. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 05. Cor Iesu liiber, vita
07. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 06. Cor Iesu Afflictissimus
08. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 07. Cor Iesu Beatissima
09. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 08. Cor Iesu Schola Sanctitatis
10. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 09. Cor Iesu Salus
11. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 10. Cor Iesu Pignus
12. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 11. Cor Iesu Cultorum
13. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 12. Cor Iesu Delicia
Missa Brevis de la Catedral de La Plata (Sucre)
Anónimo. Archivo Nacional de Bolivia, Música 409
14. Missa Brevis: 01. Kyrie 1. Kyrie
15. Missa Brevis: 02. Kyrie 2. Christie
16. Missa Brevis: 03. Gloria in excelsis Deo 1. Et in terra pax
17. Missa Brevis: 04. Gloria in excelsis Deo 2. Laudamus te
18. Missa Brevis: 05. Gloria in excelsis Deo 3. Gratias
19. Missa Brevis: 06. Gloria in excelsis Deo 4. Domine
20. Missa Brevis: 07. Gloria in excelsis Deo 5. Domine Deus …. Adnus Dei
21. Missa Brevis: 08. Gloria in excelsis Deo 6. Quoniam
22. Missa Brevis: 09. Gloria in excelsis Deo 7. Iesu Christie
23. Missa Brevis: 10. Gloria in excelsis Deo 8. Cum Sancto Spiritu
24. Missa Brevis: 11. Credo 1. Patrem
25. Missa Brevis: 12. Credo 2. Et ex Patre
26. Missa Brevis: 13. Credo 3. Qui propter (Descendit)
27. Missa Brevis: 14. Credo 4. Et incarnatus
28. Missa Brevis: 15. Credo 5. Crucifixus
29. Missa Brevis: 16. Credo 6. Et resurrexit
30. Missa Brevis: 17. Credo 7. Et ascendit
31. Missa Brevis: 18. Credo 8. Qui cum Patre
32. Missa Brevis: 19. Credo 9. Et expecto
33. Missa Brevis: 20. Credo 10. Et vitam
34. Missa Brevis: 21. Sanctus

Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia – 1999
Coro Ars Viva de la Universidad Mayor de San Simón & Camerata Concertante.
Maestro Augusto Guzmán

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XLD RIP | FLAC 212,0 MB | HQ Scans 6,8 MB |

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MP3 320 kbps – 103,6 + 6,8 MB – 40,6 min
powered by iTunes 11.0.2

CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Boa audição.

Avicenna

Coral Cidade dos Profetas no Teatro Bradesco (BH) em 31/05/13 – Única apresentação!

O Coral Cidade dos Profetas, atendendo a pedidos, está de volta. Fará uma apresentação especial, dia 31/05, às 20h, no Teatro Bradesco. Trata-se de um dos mais modernos teatros do Brasil, que acaba de ser inaugurado em Belo Horizonte, na sede do Minas Tênis Clube. O Coral foi convidado a se apresentar no local devido ao grande sucesso dos recitais de lançamento do CD em homenagem a Lobo de Mesquita. O repertório será executado novamente pelo coro, além de solistas e orquestra. A oportunidade é única de conferir este belo e elogiado trabalho. Atenção: os ingressos estão sendo vendidos a preços populares no local e as vagas são limitadas.

Contamos com a colaboração de todos na divulgação.

O Teatro Bradesco fica na Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, Belo Horizonte.

Horário: às 20h.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada).
Duração: 60 minutos.
Classificação: livre.
Informações: (31) 3516-1027 e 3516-1360

Avicenna recebeu ontem o email acima!

.: interlúdio :. 4 Generations of Miles: Live Tribute

Esse CD me foi enviado por FDP Bach. A ideia é sensacional. São quatro ex-colaboradores de Miles Davis que se reúnem para tocar… Miles Davis. Há grandes momentos, outros nem tanto. FDP toca guitarra e imagino que ele tenha babado com Mike Stern. O cara é sensacional. Mas fico comovido ao saber que Jimmy Cobb participou desde show ao vivo com oitenta anos, vinte e quatro a mais do que o guri do grupo, o citado Stern. Os outros são George Coleman e Ron Carter. Preciso apresentar? Claro que não, vão ler sobre suas muito produtivas vidas enquanto ouvem o disco!

4 Generations of Miles: Live Tribute

1. There is No Greater Love 9:02
2. All Blues 7:03
3. On Green Dolphin Street 7:20
4. Blue in Green 7:28
5. 81 6:30
6. Freddie Freeloader 6:34
7. My Funny Valentine 10:01
8. If I Were A Bell 8:02
9. Oleo 5:02

George Coleman, sax tenor
Mike Stern, guitar
Ron Carter, bass
Jimmy Cobb, drums

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Esse tocava alguma coisa.

Esse tocava alguma coisa.

PQP

Antonio Carlos Gomes (1836-1896): O Piano Brazileiro de Carlos Gomes (Acervo PQPBach)

Um Disco Antológico !

Presente de dia das Mães!

Fonogramas fornecidos pelo musicólogo Prof. Dr. Paulo Castagna (CD) e por Alisson Roberto Ferreira de Freitas (LP).

Em 1980, Fernando Lopes gravou a obra integral para piano de Carlos Gomes. É disco de cabeceira! É obra que devemos conhecer. Aqui temos o Carlos Gomes que foi além das óperas, que mostrou-se influenciado por outros compositores contemporâneos e que introduziu inovações em seu tempo. Aqui o vemos mais por completo: Carlos Gomes é muito, mas muito mais do que o compositor d’O Guarani!

O título já é bastante significativo: o Piano Brazileiro de Carlos Gomes, e brasileiro com “Z”, quer deixar bem claro que trata-se de música do século XIX, quando a grafia mais utilizada do nome deste país era assim: Brazil, e que as obras aí contidas, por maiores que fossem as preocupações nacionalistas de Carlos Gomes, não conseguem perder a influência europeia (e italiana) que o compositor sofreu.

E Carlos Gomes mostra que era um compositor acima da média, sim! Suas obras para piano são de grande qualidade e de rara beleza melódica. É inegável: o compositor campineiro era um melodista de primeira. No entanto, como eu já afirmei em postagem anterior, tais obras nunca tiveram uma preocupação didática e muito menos de exploração e desenvolvimento da técnica pianística: não vamos encontrar um Chopin nem um Rachmaninov aqui. Essas músicas eram danças de salão, peças para recitais. Nessa visão, encontramos um belo panorama da música do século XIX nas obras gomianas. Há modinhas, tão caras ao gosto brasileiro, valsas, e, como não poderia faltar à verve nacionalista de Nhô Tonico, mulato, quadrilhas e danças de negros, com destaque para A Cayumba, uma dança de negros composta no longínquo ano de 1857, 32 anos antes da Abolição! Carlos Gomes procurava, ainda que com dificuldade de se desvencilhar dos padrões preestabelecidos da música europeia, fazer uma leitura dos ritmos brasileiros.

No encarte do LP/CD, Brunio Kiefer, fala mais sobre essa e outras obras:
Num primeiro contato com a quadrilha Quilombo, o ouvinte pode ficar intrigado por duas razões: uma delas decorre da presença da dança A Cayumba. O artigo definido sugere que Carlos Gomes tenha composto uma só dança com esse nome, o que estaria de acordo com os registros que temos. Mas, e a dança de mesmo nome na face oposta [do disco, aqui faixa 12]? A nosso ver, A Cayumba, que integra a referida quadrilha, deriva da que inicia esta gravação. O autor simplificou, encurtou e modificou aí aspectos rítmicos.  Razões de pressa, de extensão? Não temos base para responder. Além disso, a dança original está um pouco mais próxima de uma possível dança de negros. Infelizmente não conhecemos a data da composição da quadrilha. A Cayumba (Dança de Negros) original foi composta em 1857 e ocupa um lugar histórico em nossa música. A outra razão decorre da presença do titulo Bamboula, que corresponde a uma dança negra das Antilhas. Somos levados a pensar, imediatamente, em Gottschalk, famoso pianista-compositor americano que esteve entre nós em 1869 e exerceu notável influência tanto como pianista como pelas composições. Entre estas figurava uma Bamboula (gravada na série Música na Corte Brasileira nº 4 [na faixa 07, o álbum foi postado aqui no PQP], por iniciativa da Rádio MEC). Se ouvirmos ambas, tornar-se-á patente que Carlos Gomes tirou seu material temático da peça de Gottschalk, sem a menor preocupação de disfarçar a origem! A peça do compositor brasileiro, no entanto, é mas curta. Na décima faixa encontramos, baseado em material impresso, cinco peças designadas por Quadriglia: Caxoeira (sic), Santa Maria, Morro Alto, Saltinho e Mogy-Guassú. Segundo registro de Juvenal Fernandes (Carlos Gomes – do Sonho à Realidade), as mencionadas peças integram o Ramalhete de Quadrilhas (sic. no plural). Na faixa n 11, está registrado Mormorio (Improviso), de belo efeito. De um modo geral, as peças desta gravação não apresentam uma fisionomia definida. São, no entanto, bem-construídas, fluentes e agradáveis. Música de salão de século passado! E européia, antes de mais nada! Nem tudo se encontra em impresso. A execução de Anemia, por exemplo, foi baseada em manuscrito. E por falar em execução: a desta gravação merece destaque. (Bruno Kiefer – extraído do encarte)

É lindo! Ouça, ouça! Deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
O Piano Brazileiro de Carlos Gomes

01. A Cayumba (Dança dos negros)
02. Niny (Polca Salon)
03. Anemia (Preludietto)
04. Grande valsa de bravura
05. Uma paixão amorosa
06. Caxoeira (Quadriglia)
07. Santa Maria (Ouadriglia)
08. Morro alto (Quadriglia)
09. Saltinho (Quadriglia)
10. Mogy-Guassu (Ouadriglia)
11. Murmúrio (Improviso)
     Quilombo
(quadrilha brasileira, sobre os motivos dos negros de Ramalhete de Quadriglias nº 22)
12. I. A Cayumba
13. II. Bananeira
14. III. Quimgombô
15. IV. Bamboula
16. V. Final

Fernando Lopes, piano
Gravado na Sala Cecília Meireles, Rio de Janeiro, 1980
Coordenação: Edino Krieger
Remasterizado em 1997


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Carlos Gomes = Brasil!

Bisnaga

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 7, Op.60, “Leningrado”

Tremenda gravação!

Eram outros tempos, muito diferentes. Dias antes, em Leningrado, foram planejados ataques aos alemães a fim de que eles não incomodassem durante a execução da obra através de um ajuntamento de músicos famintos e estropiados. E, assim, a Sinfonia Nº 7 de Shostakovich foi estreada em Leningrado no dia 27 de dezembro de 1941, tornando-se instantaneamente popular na URSS e no Ocidente como um símbolo da resistência ao totalitarismo e militarismo nazista.

No dia 19 de julho de 1942, a NBC transmitiu a Sétima para todos os Estados Unidos na mais espetacular iniciativa da era do rádio até então — anunciada inclusive na capa da revista Time, que ostentava (abaixo) a figura do compositor como bombeiro, uma de suas atribuições na cidade sitiada há meses.

Capa de revista Time. O mundo curvou-se ante a Sétima Sinfonia de Shostakovich.

Capa de revista Time. O mundo curvou-se ante a Sétima Sinfonia de Shostakovich.

A maioria dos compositores de peso estavam nos EUA — Schoenberg, Bartók, Stravinsky, Eisler, Hindemith, Rachmaninov — e grudaram no rádio. E tiveram como reação o que pareceu um enorme ataque de inveja e ressentimento. A mais popular das sinfonias era horrível. Schoenberg e Hindemith esbravejaram publicamente. Bartók ficou pasmo diante da ruindade do primeiro movimento, mas confidenciou apenas a amigos. O grande problema era, obviamente, o primeiro movimento. Após uma introdução pastoral que descreve as maravilhas do tempo pré-guerra com Stalin, há o tema da invasão, claramente inspirado no Bolero de Ravel.

Concordo que é tudo muito simples e anormal para Shostakovich, mas, anos depois, terminada a guerra e acalmados os ânimos, os críticos começaram a ver o que sempre esteve sob seus tolos narizes. A descrição musical da URSS trabalhadora, feliz, tranquila e pastoral durante o regime de Stalin é um evidente e claríssimo sarcasmo. Fato conhecido de todos — inclusive dos envolvidos — é que Shosta detestava Stalin e jamais daria uma chance a ele. Além do mais, era um homem talentoso, inteligente, complexo e muito, mas muito corajoso. Ora, a ironia forma-se no ato de dizer-se as coisas exatamente ao contrário e com certo exagero. Como é que ninguém deu-se conta de que aquele açúcar todo tinha o endereço de Stalin? Já o restante da música é extremamente dramático e bom.

A gravação de Mariss Jansons e da RCO é uma coisa de louco.

Dmitri Shostakovich (1906-1975)
Symphony No. 7 in C major, op. 60 “Leningrad”

1. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Allegretto 27:22
2. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Moderato (poco allegretto 11:17
3. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Adagio 18:37
4. Shostakovich – Symphony 7 in C major, op. 60 – Leningrad: Allegro non troppo 17:11

Royal Concertgebouw Orchestra
Mariss Jansons

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Quem é míope vira bombeiro, né?

Quem é míope vira bombeiro, né?

PQP

Édouard Lalo (1823-1892): Symphony espagnole, op. 21 / Camile Saint-Säens (1835-1921): Violin Concerto n°3, op 61 / Maurice Ravel (1875-1937): Tzigane, rapsodie de concert

frontChamaria este CD de temático, se fosse o caso, afinal são três obras primas do repertório violinístico compostos por franceses, mas não sei se caberia o rótulo. Trata-se de um CD que beira a perfeição, eu diria, sem medo de errar. Maxim Vengerov vem da tradição russa dos grandes violinistas, como Oistrakh, Kogan, Szering, entre diversos outros, e com certeza deixaria orgulhoso aqueles grandes mestres do passado.
Adoro essa Symphony espagnole, ainda mais que os concertos para violino que Lalo compôs. A criatividade da obra se encontra exatamente na exploração de temas que tem origem na música espanhola, é claro e óbvio, mas Lalo dá-lhe uma roupagem diferente, sem perder o sangue francês. Até conhecer essa gravação, para mim Itzah Perlman reinava absoluto na interpretação dessa obra, mas Vengerov balançou os alicerces de minhas crenças. Igualmente genial, sem medo de errar, e com um tremendo senso de responsabilidade e de certeza de estar fazendo história quando realizava a gravação.
Ah, para completar esse excelente CD, temos ainda “apenas” o Concerto n°3 de Saint-Säens e a “Tzigane” de Ravel, para fechar com chave de ouro esse cd com certeza IM-PER-DÍ-VEL !!!”

01. Lalo – Symphonie espagnole, Op.21 – I. Allegro non troppo
02. Symphonie espagnole, Op.21 – II. Scherzando Allegro molto
03. Symphonie espagnole, Op.21 – III. Intermezzo Allegretto non troppo
04. Symphonie espagnole, Op.21 – IV. Andante
05. Symphonie espagnole, Op.21 – V. Rondo Allegro – Poco più lento – Tempo 1
06. Saint-Saens – Violin Concerto No.3, Op.61 – I. Allegro non troppo
07. Violin Concerto No.3, Op.61 – II. Andantino, quasi allegretto
08. Violin Concerto No.3, Op.61 – III. Molto moderato – Allegro non troppo
09. Ravel – Tzigane, rapsodie de concert

Maxim Vengerov – Violin
Philharmonia Orchestra
Antonio Pappano – Conductor

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FDPBach

Bohuslav Martinu (1890-1959): Música de Câmara (La Revue de Cuisine; Noneto; 3 Madrigais)

Repertório raro e interessante. Martinu lembra muito Hindemith com sua música altamente contrapontística e bem humorada. Gostei muito, ainda mais depois de saber que ele foi expulso do Conservatório de Praga por sua “incorrigível negligência”. Ele foi violinista, mas os muitos amantes da viola que nos frequentam podem deliciar-se com seus Três Madrigais para Violino e Viola. Atenção também para as outras duas peças que colocamos aí em cima, no título. Baita disco!

Ah, e La Revue de Cuisine (Jornal de Cozinha, não?) é música felicíssima e GENIAL. Confira!

Bohuslav Martinu (1890-1959): Música de Câmara (La Revue de Cuisine; Noneto; 3 Madrigais)

Disc: 1
1. FIVE MADRIGAL STANZAS FOR VIOLIN AND PIANO: Moderato
2. FIVE MADRIGAL STANZAS FOR VIOLIN AND PIANO: Poco allegretto
3. FIVE MADRIGAL STANZAS FOR VIOLIN AND PIANO: Andante moderato
4. FIVE MADRIGAL STANZAS FOR VIOLIN AND PIANO: Scherzando, poco allegro
5. FIVE MADRIGAL STANZAS FOR VIOLIN AND PIANO: Poco allegro

6. Four Madrigals For Oboe, Clarinet And Bassoon: Allegro moderato
7. Four Madrigals For Oboe, Clarinet And Bassoon: Lento
8. Four Madrigals For Oboe, Clarinet And Bassoon: Allegro
9. Four Madrigals For Oboe, Clarinet And Bassoon: Poco allegro

10. THREE MADRIGALS FOR VIOLIN AND VIOLA: Poco allegro
11. THREE MADRIGALS FOR VIOLIN AND VIOLA: Poco andante
12. THREE MADRIGALS FOR VIOLIN AND VIOLA: Allegro

13. MADRIGAL SONATA FOR FLUTE, VIOLIN AND PIANO: Poco allegro

14. Moderato – Allegro – Tempo I – Allegro

Disc: 2
1. Nonet: Poco Allegro
2. Nonet: Andante
3. Nonet: Allegretto

4. TRIO IN F FOR FLUTE, CELLO AND PIANO: Poco Allegretto
5. TRIO IN F FOR FLUTE, CELLO AND PIANO: Adagio
6. TRIO IN F FOR FLUTE, CELLO AND PIANO: Andante – Allegretto Scherzando

7. SONATINA FOR TWO VIOLINS AND PIANO: Allegro
8. SONATINA FOR TWO VIOLINS AND PIANO: Andante
9. SONATINA FOR TWO VIOLINS AND PIANO: Allegretto
10. SONATINA FOR TWO VIOLINS AND PIANO: Poco Allegro

11. LA REVUE DE CUISINE: Prologue: Allegretto (Marche)
12. LA REVUE DE CUISINE: Tango (Lento)
13. LA REVUE DE CUISINE: Charleston (Poco A Poco Allegro)
14. LA REVUE DE CUISINE: Finale: Tempo Di Marcia

The Dartington Ensemble

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Martinu feliz.

É assim que o talentoso Martinu aparece em várias fotos. De bem com a vida, né?

PQP