John Adams (1947): Short Ride in a Fast Machine / The Wound-Dresser / Berceuse elegiaque (Busoni) / Shaker Loops (version for string orchestra)

John Adams nasceu em Massachusetts e estudou composição em Harvard. Quando jovem procurava distanciar-se de uma formação musical europeia. A, na minha opinião, sensacional Shaker Loops, escrita no auge do minimalismo norte-americano, ajudou a dar-lhe um lugar como um dos mais importantes compositores vivos americanos. Ele utiliza a técnica de fragmentos da melodia em looping do primeiro Steve Reich. É, de longe, sua obra mais gravada e interpretada. Também estão neste disco Short Ride in a Fast Machine, quatro minutos de pura adrenalina e The Wound-Dresser, uma adaptação do poema de Walt Whitman sobre sua experiência como enfermeiro durante a guerra civil. A adpatação da obra de Busoni, acomodou-se muito bem em meu estômago. Marin Alsop é o regente titular Orquestra Sinfônica de Bournemouth desde 2002. Em 2003, ela recebeu o prêmio da revista Gramophone como regente do ano e o Prêmio do Royal Philharmonic Society de condução. Já gravou Weill e Bartók, bem como o completo ciclo das sinfonias de Brahms.

Adams: Short Ride in a Fast Machine / The Wound-Dresser / Berceuse elegiaque / Shaker Loops (version for string orchestra)

1. Short Ride in a Fast Machine 4:14

2. The Wound-Dresser 19:11

3. Berceuse elegiaque, Op. 42 (arr. J. Adams): Berceuse elegiaque (arr. J. Adams) 9:30
* Obra de Ferruccio Busoni (1866-1924) *

4. Shaker Loops (version for string orchestra): Shaking and Trembling 8:27
5. Shaker Loops (version for string orchestra): Hymning Slews 5:31
6. Shaker Loops (version for string orchestra): Loops and Verses 7:13
7. Shaker Loops (version for string orchestra): A Final Shaking 4:09

Nathan Gunn, baritone
Bournemouth Symphony Orchestra
Marin Alsop

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John Adams

John Adams: guri minimalista dos bons

PQP

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova


A garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira. E não é proibido que ela dê sua interpretação para aquilo que gosta. Só que a garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, não consegue alcançar nosso sotaque, nem nossas formas de improviso e acaba dando um pequeno vexame, mas um vexame que talvez apenas os brasileiros possam identificar. É uma lição cultural ouvi-la em dificuldades, pensando que está no Brasil, sob o sol, com as favelas em torno. Só que a grande e genial violinista Viktoria Mullova, mesmo sob o sol e com as favelas em torno, quando toca MPB, é apenas uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, que gosta de música brasileira, não uma menina do Rio.

Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

1. Toada 2:32
2. Linda Flor 5:14
3. Segue teu destino 4:21
4. Vilarejo 4:25
5. Luz do sol 3:09
6. Brasileirinho 2:20
7. Dindi 5:33
8. Chovendo na roseira 4:14
9. Balada de um Louco 4:29
10. Tico-Tico-no-Fubá 4:03
11. Falando de amor 3:05
12. Rosa 2:40
13. Por toda minha vida 2:14

Viktoria Mullova
Matthew Barley
Paul Clarvis
Luis Guello
Carioca Freitas

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Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Árias

Mozart compôs ao todo 22 óperas. Todas são trabalhos fenomenais. Não sou ligado à ópera, mas as óperas de Mozart eu costumo ouvir – principalmente, sete delas. Essas óperas possuem árias que se imortalizaram na história da música. Como, por exemplo, ‘Voi che sapete che è amor”, da ópera “As bodas de Fígaro”, que aparece no registro que ora posto. Este CD consagra as árias das óperas mozartianas na voz da bela Magdalena Kozena. No último domingo, 28, PQP postou um CD da moça celebrando a poesia de Handel com as  valorosas “Cantatas Italianas”. Há quem a tenha comparado à italiana Bartoli. Claro, cada uma possui sua singularidade.  O fato é que aqui temos um trabalho belíssimo. Kozena é casada com Simon Rattle, atual diretor da Filarmônica de Berlim. São atualmente dois importantes nomes do cenário da música erudita. Por mais que muitos não simpatizem com Rattle, o maestro inglês tem a sua competência. Boa apreciação dessas belíssimas árias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Árias

01. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 4 – Giunse alfin il momento…Deh, vieni, non tardar…
02. Le nozze di Figaro, K.492 – with embellishments by Domenico Corri / Act 2 – Voi che sapete
03. Ch’io mi scordi di te… Non temer, amato bene, K.505
04. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 1 – “In uomini, in soldati”
05. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “Ei parte…Per pietà”
06. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “E amore un ladroncello”
07. La clemenza di Tito, K.621 / Act 2 – “Non più di fiori”
08. Idomeneo, re di Creta, K.366 / Act 1 – “Quando avran fine omai” – “Padre, germani, addio!”
09. Vado, ma dove? oh Dei!, K.583
10. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 1 – “Non so più cosa son, cosa faccio”
11. Alma grande e nobil core, K.578
12. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 3 – “Giunse alfin…” _ “Al desio di chi t’adora” (K.577)

Orchestra of the Age of Enlightenment
Sir Simon Rattle, regente
Jos van Immerseel, pianoforte
Magdalena Kozena, mezzo-soprano

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Ah, vocês pensavam que eu ia colocar iuma imagem de Mozart aqui? Essa não!

Ah, vocês pensavam que eu ia colocar iuma imagem de Mozart aqui? Essa não!

Carlinus

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Conheci Madeleine Peyroux há mais de dez anos. Ela  se achegou com uma bela voz de Billie Holiday, perfeita afinação e os enlouquecedores pés descalços da foto abaixo, que era a capa do CD que eu comprara. Não sou exatamente um podólatra, mas achei-a linda. A coisa ainda melhorava quando colocávamos o CD para rodar. Pois agora o álbum duplo ao lado vem passar uma régua na carreira da cantora. São sete discos desde 1996. Então, como este álbum é duplo, ele contém quase 30% do que ela gravou. Vale a pena ouvir, como não? Eu gosto muito e tenho certeza de que ela fará sucesso entre os pequepianos.

Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

01. Don’t Wait Too Long (3:11)
02. You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (3:27)
03. (Getting Some) Fun Out Of Life (3:14)
04. Between The Bars (3:46)
05. I’m All Right (3:30)
06. La Vie En Rose (3:22)
07. Half The Perfect World (4:23)
08. Dance Me To The End Of Love (3:58)
09. Smile (4:01)
10. Once In A While (4:02)
11. The Summer Wind (3:58)
12. Careless Love (3:53)
13. Guilty (3:55)
14. Desperadoes Under The Eaves (Extended Version) (5:21)
15. Changing All Those Changes (3:11)
16. J’Ai Deux Amours (2:57)
17. River Of Tears (5:22)
18. The Things I’ve Seen Today (3:44)
19. Damn The Circumstances (4:39)
20. La Javanaise (4:12)
21. The Kind You Can’t Afford (4:00)
22. Bye Bye Love (3:29)
23. Walkin’ After Midnight (4:50)
24. Standing On The Rooftop (5:47)
25. Instead (5:14)
26. Keep Me In Your Heart (3:35)
27. This Is Heaven To Me (3:11)

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Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

PQP

Vários compositores: Venezia Stravagantissima – Dances, Canzonas, and Madrigals, 1550-1630

Um bom disco de música antiga, gênero ao qual o blog não tem se dedicado com muita frequência. É uma bela reunião de compositores da cidade em obras compostas entre 1550 e 1630, quando PQP Bach não tinha ainda nascido. É um belo retrato do que faziam os contemporâneos de Monteverdi. Recomendo o CD sem nenhuma hesitação. O grupo de Sempe é uma perfeição só, mas mesmo assim dá saudades de David Munrow!

Vários compositores: Venezia Stravagantissima – Dances, Canzonas, and Madrigals, 1550-1630

Incerto, Antonio
1 The Funerals- 00:04:29
2 Il primo libro de balli: Pass’e mezzo Moderno- 00:04:18

Guami, Gioseffo
3 Canzon No. 24 a 8- 00:02:50

Vecchi, Orazio
4 Mostrav’ in ciel- 00:01:57

Mainerio, Giorgio — Il primo libro de balli (excerpts)- 00:09:09
5 Tedesca e Saltarello 00:02:43
6 Pass’e mezzo Antico 00:04:09
7 Pass’e mezzo della Paganina e Saltarello 00:02:17

Picchi, Giovanni
8 Intavolatura di balli: Ballo alla Polacha- 00:01:50

Canale, Floriano
9 Canzoni da sonare, Book I: Canzona, “La Balzana a 8″- 00:03:20

Vecchi, Orazio
10 Gioite tutti in suoni- 00:02:48

Mainerio, Giorgio
11 Il primo libro de balli: Ballo Anglese e Saltarello- 00:03:21

Lappi, Pietro
12 Canzona, “La Negrona”- 00:02:53

Zanetti, Gasparo
13 Intrada del Marchese di Caravazzo- 00:02:00

Gabrieli, Giovanni
14 Canzon II- 00:02:35

Picchi, Giovanni
15 Intavolatura di balli: Ballo Ongaro- 00:02:04

Vecchi, Orazio
16 So ben mi ch’ha bon tempo- 00:09:52

Guillemette Laurens
Capriccio Stravagante
Skip Sempe

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Veneza em 1500, pintura de Gentile Bellini

Veneza em 1500, pintura de Gentile Bellini

PQP

Estamos trabalhando para recolocar o PQPShare no ar

Sim, deu um problema, nossa Base de Dados foi pelos ares e estamos trabalhando para remontá-la. Dá trabalho ter seu próprio servidor de arquivos. Hoje ainda, amanhã, depois ou em qualquer dia, voltaremos a nossa programação normal.

Enquanto isso, seguimos acreditando na necessidade da arte, como mostra este belo filme russo — só de imagens e música. Aliás, a música é de Alfred Schnittke. Vejam o filme enquanto aguardam. Vocês jamais o esquecerão.

Afinal, a gente quer seguir recebendo comentários assim:

Passo aqui só para deixar meu depoimento espiritual para a possível conversão dos amargurados: graças ao PQP Bach_ mais uma vez_ tive intensos momentos de recolhimento artístico esta semana. Estando só em casa, segunda e terça, me dei ao luxo de não fazer nada, suspender meus projetos e trabalhos, para ouvir o Kronos Quartet. Vi esse quarteto no PQPBach, e logo fui atrás do restante da obra do grupo. Que deslumbre colocar os cds da caixa de comemoração de seus 25 anos, regalado no sofá, à meia luz aprazível e confortável, ao mesmo tempo que lia os dois primeiros capítulos da autobiografia do Nabokov, “Fala, memória”. Foram duas tardes de terapia que me desintoxicaram e me prepararam de peito aberto para mais uma boa dose de futuro.

Palavras da salvação.

PQP

Louis Marchand (1669-1732), Jacques Duphly (1715-1789), Armand-Louis Couperin (1727-1789), Claude-Bénigne Balbastre (1727-1799), Michel Corrette (1709-1795), Joseph Nicolas Pancrace Royer (1705-1755): A French Collection

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Eu recomendo fortemente este grande CD de Skip Sempé. É complicado pedir coesão numa coletânea, a gente apenas pede que as músicas sejam boas e que combinem entre si, sem chocar, por exemplo, meus ouvidos que hoje foram apresentados a Lady Gaga e que por isso estão em estado de choque. O inesperado aqui é a notável qualidade das peças. Sempre uso de indulgência para com os franceses, mas na época barroca esta não é necessária. Caramba, os caras faziam grande música! Como todo bom recital, Sempé — o espetacular Sempé — finaliza o disco com uma obra capaz de fazer o mais sonolento dos ouvintes acordar e, ao final, saltar da cadeira como se tivesse uma mola na bunda para aplaudir em pé.

Skip Sempé: A French Collection

1. Louis Marchand : Prélude 2:37
2. Jacques Duphly : La de Belombre (Vivement) 2:33
3. Jacques Duphly : Les Grâces (Tendrement) 5:05
4. Jacques Duphly : La Félix (Noblement) 3:06
5. Jacques Duphly : Rondeau (Tendre) 2:31
6. Louis Marchand : Chaconne 3:53
7. Armand-Louis Couperin : L’Intrépide, Rondeau (Marqué) 2:17
8. Jacques Duphly : La Forqueray, Rondeau 5:15
9. Claude-Bénigne Balbastre : La Lugéac, Giga (Allegro) 1:54
10. Jacques Duphly : Chaconne 6:26
11. Michel Corrette : Les Etoiles (Légèrement et Modérément) 2:24
12. Claude-Bénigne Balbastre : La Suzanne (Noblement et Animé / Gracieusement) 3:37
13. Joseph Nicolas Pancrace Royer : Allemande 3:37
14. Claude-Bénigne Balbastre : La d’Héricourt (Noblement, sans lenteur) 3:01
15. Claude-Bénigne Balbastre : La de Caze, Ouverture (Fièrement et Marqué) 3:26
16. Jacques Duphly : La Pothoüin, Rondeau (Modérément) 4:44
17. Joseph Nicolas Pancrace Royer : La Marche des Scythes (Fièrement) 5:37

Skip Sempé, cravo
(after 18th century French models by Bruce Kennedy [1985])

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Skip Sempé preparando-se para estudar

Skip Sempé preparando-se para estudar.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 4, 5 e 6 de 21)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

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J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 4, 5 e 6 de 21)

CD 4: Johann Sebastian Bach

Goldberg Variations (Aria with Diverse Variations), BWV 988
01. I Aria
02. II Variation 1
03. III Variation 2
04. IV Variation 3 (Canone All’ Unisono)
05. V Variation 4
06. VI Variation 5
07. VII Variation 6 (Canone Alla Seconda)
08. VIII Variation 7 (Al tempo Di Giga)
09. IX Variation 8
10. X Variation 9 (Canone Alla Terza)
11. XI Variation 10 (Fughetta)
12. XII Variation 11
13. XIII Variation 12 (Canone Alla Quarta)
14. XIV Variation 13
15. XV Variation 14
16. XVI Variation 15 (Canone Alla Quinta)
17. XVII Variation 16 (Ouverture)
18. XVIII Variation 17
19. XIX Variation 18 (Canone Alla Sesta)
20. XX Variation 19
21. XXI Variation 20
22. XXII Variation 21 Ccanone Alla Settima)
23. XXIII Variation 22 (Alla Breve)
24. XXIV Variation 23
25. XXV Variation 24 (Canone All’ Ottava)
26. XXVI Variation 25 (Adagio)
27. XXVII Variation 26
28. XXVIII Variation 27 (Canone Alla Nona)
29. XXIX Variation 28
30. XXX Variation 29
31. XXXI Variation 30 (Quodlibet)
32. XXXII Aria Da Capo

Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 5: Johann Sebastian Bach

Chromatic Fantasia & Fugue In D Minor, BWV 903
01. I Fantasia
02. II Recitativo
03. III Fuga

Sonata In D Minor, BWV 964
04. I Adagio
05. II Fuga: Allegro
06. III Andante
07. Allegro

Toccata In G Major, BWV 916
08. I [Presto]
09. II Adagio
10. III Allegro

Suite In E Minor, BWV 996
11. I Praeludio: Passagio- Presto
12. II Allemande
13. III Courante
14. IV Sarabande
15. V Bourree
16. VI Gigue

Sonata In G Major
17. I Adagio, BWV 968
18. II Fuga: Alla Breve
19. III Largo
20. IV Allegro Assai

(II-IV Reconstructed By Leonhardt After Sonata For Violin, BWV 1005)
Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 6: Johann Sebastian Bach

Violin Sonata No. 1 In B Minor, BWV 1014
01. I Adagio
02. II Allegro
03. III Andante
04. IV Allegro

Violin Sonata No. 2 In A Major, BWV 1015
05. I [Dolce]
06. II Allegro Assai
07. III Andante Un Poco
08. IV Presto

Violin Sonata No. 3 In E Major, BWV 1016
09. I Adagio
10. II Allegro
11. III Adagio Ma Non Tanto
12. IV Allegro

Lars Fryden, violin
Gustav Leonhardt, harpsichord

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Se você ama Brahms, já deve ter visto algum CD ou vinil com este repertório. Eles costumam andar juntos. Esta não é a gravação que eu levaria para a ilha deserta — alguns andamentos do Horn Trio estão muito lentos para meu gosto –, mas é de respeito. Este Op. 40 é uma elegia dedicada à memória da mãe de Brahms — que também recebeu a dedicatória de Um Réquiem Alemão — e reúne uma combinação incomum de piano, violino e trompa. É de calma beleza. O Trio para clarinete , violoncelo e piano, Op. 114, foi uma das quatro notáveis obras de câmara para clarinete compostas de enfiada por Johannes Brahms já no final de sua vida. É uma música onde parece que todos os instrumentos e toda a humanidade está apaixonada. A obra, assim como todas as que compôs para clarinete na época, foi dedicada ao clarinetista Richard Mühlfeld. Em novembro de 1891, Mühlfeld estreou a peça com Robert Hausmann ao violoncelo e o próprio Brahms ao piano.

Johannes Brahms (1833-1897): Horn Trio / Clarinet Trio

1. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: I. Andante – Poco piu animato 9:09
2. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: II. Scherzo: Allegro – Molto meno allegro – Allegro 8:13
3. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: III. Adagio mesto 8:27
4. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: IV. Finale: Allegro con brio 6:47

5. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 8:48
6. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 8:22
7. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 5:08
8. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:55

The Borodin Trio:
Luba Edlina, piano
Rostilav Dubinsky, violino
Yuli Turovsky, cello
Michael Thompson, horn
James Campbell, clarinete

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O Trio Borodin

O Trio Borodin

PQP

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre – Tilson Thomas, BSO

511BFmMux3L._SL500_AA280_Michael Tilson Thomas anda em alta aqui no PQPBach, suas leituras de Mahler que o nosso mentor vem postando nos últimos dias está deixando o pessoal bem satisfeito.
Por este motivo resolvi trazer esse CD com a assinatura “The Originals” da DG onde o norte americano realiza um belíssimo trabalho com a Boston Symphony Orchestra. Sua leitura da primeira sinfonia de Tchaikovsky é um primor. Apaixonada, emocionada, nada deixa a dever a outras leituras de maior sucesso.

Curiosa foi a segunda opção da gravadora, ou de seu produtor, ao escolher a outra obra para completar o CD. Mas as “Images” debussynianas são a cereja do bolo, o toque de refinamento necessário para tornar esse cd perfeito. Ah, importante salientar que essas gravações foram realizadas em 1971, quando Tilson Thomas tinha apenas 27 anos de idade. Um assombro, portanto, conseguir um resultado destes com essa idade.

Não posso deixar de citar que conheci Michael Tilson Thomas quando, frente a Sinfônica de Londres, gravou um disco fundamental na minha discoteca (lembrando dos LPs), e que abriu ainda mais minhas percepções musicais, o “Apocalipse” da Mahavishnu Orchestra, que tinha a frente o genial guitarrista inglês John McLaughin.

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre

1. Tchaikovsky – Symphony No. 1 in G Minor, op. 13 – Daydreams on a Wintry Road
2. O land of gloom, O land of mist!
3 Scherzo
4. Finale
5. Debussy – 1,Images pour orchestre -  I. Gigues
6. II. Iberia – 1. Par les rues et par les chemins
7. 2. Les parfums de la nuit
8. 3. Le matin d’un jour de fete
9. III. Rondes de printemps

Boston Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor

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FDPBach

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 1 (Tilson Thomas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ah, quer os outros posts desta série? Fácil, clica aqui, meu! 

Enfim, mais uma coleção fica finalizada! E esta é das boas! Como somos um bando de revoltados de meia-idade, terminamos pelo primeiro CD da série, uma sensacional versão da Titã (1884-1888).  A primeira sinfonia de Mahler já trazia todo um mundo. O próprio Mahler, numa carta de 26 de Março de 1896: Gostaria que ficasse enfatizado ser a sinfonia maior do que o caso de amor que se baseia, ou melhor, que a precedeu, no que se refere à vida emocional do criador. O caso real tornou-se razão para a obra, mas não em absoluto, o significado real da mesma. (…) Assim como considero uma vulgaridade inventar música para se ajustar a um programa, também acho estéril dar um programa para uma obra completa. O fato de a inspiração ou base de uma composição ser uma experiência de seu autor não altera as coisas.

Um bom final de domingo!

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 1 (Tilson Thomas)

1. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 1. Langsam. Schleppend [Slow. Dragging]
2. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 2. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell [With powerful movement, but not too fast]
3. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen [Solemn and measured, without dragging]
4. Symphony No. 1 in D major (‘Titan’): 4. Stürmisch bewegt [With violent movement]

San Francisco Symphony
Michael Tilson Thomas

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A Primeira: o início da viagem

A Primeira: o início da viagem

PQP

Kronos Quartet plays Sigur Rós

Este é um daqueles CDs que você é obrigado a ouvir mais de uma vez. Poucos grupos têm tanto sucesso, fazendo a ponte entre popular e erudito, quanto o Kronos Quartet. Quem quiser se aprofundar, vai verificar que o Kronos possui em seu repertório rock, jazz, world music e etc. Originalmente formado por David Harrington no primeiro violino, John Sherba no segundo violino, Hank Dutt na viola, e Joan Jeanrenaud no violoncelo, o Kronos Quartet foi formado em San Francisco em 1973. Embora todos os quatro membros sejam profundos conhecedores da música dita erudita, eles rapidamente dispensaram as formalidades rígidas de seu ofício, fazendo uma música de câmara com toda a energia apaixonada comumente associado com o rock. É que pode se verificar nesse lacônico registro. A primeira faixa é de uma beleza comovente que faz bem aos sentidos. A segunda faixa presentifica o Woodstock. Jimmy Hendrix, o anjo negro da guitarra, ganha vida. As distorções são como gritos, pedidos de liberdade, orgia dionísiaca ao meio dia. Boa apreciação!

Kronos Quartet plays Sigur Rós

01. Flugufrelsarinn (Kronos version) [8:24]
02. Star-Spangled Banner (Kronos version, inspired by Jimi Hendrix) [3:42]

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Kronos_ros

Carlinus

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 9 (Tilson Thomas)

Ah, quer os outros posts desta série? Fácil, clica aqui, meu! 

Eu não sou a pessoa mais adequada para escrever a respeito de uma sinfonia que só pode ser boa mas da qual não gosto. OK, é uma limitação pessoal. Fazer o quê? Esta coleção é tão boa que não posso deixar incompleta, né? Aos que discordam de mim, pedras nos comentários e só lá, está bem?

Gustav Mahler: Symphony No. 9

Disc 1:
1. Symphony No. 9 in D Major: I. Andante comodo 30:31
2. Symphony No. 9 in D Major: II. Im Tempo eines gemächlichen Ländlers 17:04

Disc 2:
1. Symphony No. 9 in D Major: III. Rondo burleske 13:58
2. Symphony No. 9 in D Major: IV. Adagio 27:49

San Francisco Symphony
Michael Tilson Thomas

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Mahler: tentando se achar no meio da 9ª

Mahler: tentando se achar no meio da 9ª

PQP

J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 1, 2 e 3 de 21)


IM-PER-DÍ-VEL !!!

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J. S. Bach (1685-1750): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 1, 2 e 3 de 21)

CD 1: Johann Sebastian Bach

Concerto For Flute, Violin & Harpsichord In A Minor, BWV 1044
01. I Allegro
02. II Adagio Ma Non Tanto E Dolce
03. III Alla Breve

Concerto For Harpsichord In E Major, BWV 1053
04. I [Allegro]
05. II Ciciliano
06. III Allegro

Concerto For Harpsichord In D Major, BWV 1054
07. I [Allegro]
08. II Adagio E Sempre
09. III Allegro

Concerto For Harpsichord In A Major, BWV 1055
10. I Allegro
11. II Larghetto
12. III Allegro Ma Non Tanto

Frans Brueggen, flute – Marie Leonhardt, violin (BWV 1044)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 2: Johann Sebastian Bach

Concerto For Harpsichord In F Minor, BWV 1056
01. I [Allegro]
02. II Largo
03. III Presto

Concerto For Harpsichord & Two Recorders In F Major, BWV 1057
04. I [Allegro]
05. II Andante
06. III Allegro Assai

Concerto For Harpsichord In G Minor, BWV 1058
07. I [Allegro]
08. II Andante
09. III Allegro Assai

Concerto For Harpsichord & Oboe In D Minor, BWV 1059
10. I [Allegro]
11. II [Adagio]
12. III [Presto]

Concerto For Two Harpsichords In C Minor, BWV 1060
13. I Allegro
14. II Largo Ovvero Adagio
15. III Allegro

Eduard Mueller, harpsichord (BWV 1060)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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CD 3: Johann Sebastian Bach

Concerto For Two Harpsichords In C Major, BWV 1061
01. I [Allegro]
02. II Adagio Ovvero Largo (Quartetto Tacet)
03. III Fuga Vivace

Concerto For Two Harpsichords In C Minor, BWV 1062
04. I [Allegro]
05. II Andante E Piano
06. III Allegro Assai

Concerto For Three Harpsichords In D Minor, BWV 1063
07. I [Allegro]
08. II Alla Siciliana
09. III Allegro

Concerto For Three Harpsichords In C Major, BWV 1064
10. I Allegro
11. II Adagio
12. III Allegro

Concerto For Four Harpsichords In A Minor, BWV 1065
13. I [Allegro]
14. II Largo
15. III Allegro

Eduard Mueller, harpsichord (BWV 1060, 1062, 1065)
Anneke Uittenbosch, harpsichord (BWV 1061, 1063, 1064, 1065)
Alan Curtis, harpsichord (BWV 1063, 1064)
Janny Van Wering, harpsichord (BWV 1065)
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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Esse tocava!

Esse tocava!

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PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Symphony No. 10 / Symphony No. 8 (Tilson Thomas)

Ah, quer os outros posts desta série? Fácil, clica aqui, meu! 

Já disse isso: quando olho minha discoteca e decido por Mahler, jamais pego a oitava ou a nova para ouvir. Não são as minhas preferidas. Mas aqui neste CD tem a primeiro movimento da décima, que ficou infelizmente incompleta em razão da morte do compositor. Então, ao invés de irritar os admiradores da oitava sinfonia, direi que acho que esta série de gravações de Michael Tilson Thomas vai ocupar lugar de destaque na discografia mahleriana. E tenho dito!

Gustav Mahler (1860-1911)
Symphony No. 10
Symphony No. 8

Disc 1:

1. Symphony No. 10: I. Adagio 27:56

2. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – I. Veni Creator Spiritus 7:28
3. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – II. Accende lumen sensibus 4:29
4. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – III. Infunde amorem cordibus 8:55
5. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part I – IV. Gloria Patri Domino 2:40

Disc 2:

1. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – I. Poco Adagio 11:12 Album Only
2. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – II. Waldung sie schwankt heran 4:57
3. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – III. Ewiger Wonnebrand Quinn Kelsey 1:15
4. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – IV. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen 4:36
5. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – V. Gerettet ist das edle Glied 5:40
6. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – VI. Hier ist die Aussicht frei 4:19
7. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – VII. Dir der Unberührbaren 5:02
8. Symphony No. 8 In E-Flat Major: Part II – VIII. Du Schwebst Zu Höhen 1:19
9. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – IX. Bei dem Bronn zu dem schon weiland 7:59
10. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – X. Komm! Hebe dich zu höhern Sphären! 1:16
11. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – XI. Blicket auf 6:32
12. Symphony No. 8 in E-Flat Major: Part II – XII. Alles Vergängliche 6:15

Erin Wall, soprano
Enza van den Heever, soprano
Laura Claycomb, soprano
Katarina Karnéus, mezzo-soprano
Yvonne Naef, mezzo-soprano
Anthony Dean Griffey, tenor
Quinn Kelsey, baritone
James Morris, bass-baritone

San Francisco Symphony Chorus. Ragnar Bohlin, director
Pacific Boychoir. Kevin Fox, director
San Francisco Girls Chorus. Susan McMane, director

San Francisco Symphony
Michael Tilson Thomas

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Mahler e seu anjo, se  entendem a referência a Berg

Mahler e seu anjo, se entendem a referência ao concerto de Berg

PQP

Arnold Schoenberg (1874-1951): Choral Works

Link revalidado por PQP

Ouvir é um ato que requer humildade. É imprescindível acreditar. Infelizmente nossa natureza não é assim, o que alguns chamam de senso crítico, eu chamo de idealização ou característica estética preferida. E isso, na maioria das vezes, leva a um impedimento da expressão do outro. A grande maioria de vocês sabem da dificuldade de ouvir o novo (não estou falando de um período específico da história). Aquela linguagem que é totalmente alheia ao nosso mundo tem que “forçosamente” criar uma memória musical. Pois a apreciação quase sempre vem da lembrança. Não foi a toa que boa parte das grandes obras-primas tiveram uma rejeição inicial. No meu caso, devo confessar que tenho enorme dificuldade com a música medieval e renacentista, isso porque meus ouvidos estão acostumados a uma certa dinâmica que é muito difícil abandonar. Ou talvez a sonoridade, tão próxima da arquitetura das igrejas, seja muito sacrificada numa gravação. Vou citar um exemplo bem geral: estou lendo uma biografia fantástica sobre Handel (Handel – Paul Henry Lang; Dover). Esta biografia foi lançada no início dos anos 1960, época na qual a música barroca, instrumental ou operística, era pouco executada (com exceção de Bach). Há um capítulo fantástico e quase profético sobre a estética das óperas barrocas, praticamente impossível de ser apreciada pelo século XIX e início do século XX. Pois o público valorizava um certo realismo ou tipo de ação no palco, que era inexistente e desinteressante para o ouvinte do período barroco. Tanto Handel como Rameau, por exemplo, deveriam enfatizar apenas as características psicológicas dos personagens, já que a ação (temas bíblicos, romanos ou gregos, em geral) era amplamente conhecida pelo público na época. Muitas vezes o mesmo libreto era usado por vários compositores. O que realmente importava era como o compositor arrancava lirismo e verdade daquilo. Hoje, passado algumas décadas depois do livro, o público é bem menos ortodoxo e muito mais interessado nesse período genial da música, um período além de Bach.

“E o que isso a ver com Schoenberg?” Bem, esse disco com obras corais, praticamente todos a cappela, me lembram um pouco a dificuldade que tenho com a música medieval. É difícil essa empreitada neste momento da minha vida (quanto mais cedo acostumar o ouvido, melhor), mas não vejo a música de Schoenberg mais difícil que a música de Guillaume de Machaut, por exemplo. São mundos tão distantes no tempo, mas tem tanto em comum. Pelo menos, não falta humildade nas minhas audições.

Arnold Schoenberg (1874 – 1951) – Choral Works

1. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Am Scheideweg (At the Crossroads)

2. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Vielseitigkeit (Versatility)
3. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Der neue Klassizismus (The New Classicism)
4. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Unentrinnbar (Inescapable)
5. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Du sollst nicht, du mußt (Thou Shall Not, Thou Must)
6. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Mond und Menschen (Moon and Mankind)
7. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Der Wunsch des Liebhabers (The Lover’s Wish)
8. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Hemmung (Restraint)
9. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Gesetz (The Law)
10. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Ausdrucksweise (Means of Expression)
11. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Glück (Happiness)
12. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Landsknechte (Yeomen)
13. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Verbundenheit (Obligation)
14. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Es gingen zwei Gespielen gut
15. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Der Mai tritt ein mit Freuden
16. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Mein Herz in steten Treuen
17. Peace on Earth (Friede auf Erden), for chorus & instruments ad lib, Op. 13
18. Dreimal tausend Jahre, for chorus, Op. 50a
19. De Profundis, for chorus, Op. 50b

Performed by Südfunk-Chor Stuttgart
Rupert Hubert

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Schoenberg em seu exílio californiano

Schoenberg em seu exílio californiano

CDF

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Uma excelente amostragem da obra da estoniana Helena Tulve. Aqui, nota-se claramente que ela estudou como poucos o canto gregoriano e que foi aluna de György Ligeti. As obras de Tulve dão uma ideia justa da riqueza de sua vasta experiência cultural: a escola francesa, Saariaho, música oriental, canto gregoriano, etc. A música de Tulve é refinadíssima, sofisticada e requer um pouco de trabalho do ouvinte. É como se precisássemos cavar sob a superfície beleza os fascinantes timbres desta música finamente trabalhada. Tulve tem uma voz distinta e vale muito a exploração de seu mundo. Recomendo a audição. Gravação da ECM.

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

1. Reyah hadas ‘ala (2005)
2. silences/larmes (2006)
3. L’Équinoxe de l’âme (2008)
4. Arboles lloran por lluvia (2006)
5. Extinction des choses vues (2007)

Arianne Savall, soprano e harpa
Charles Barbier e Taniel Krirkal, contratenores

Estonian National Symphony Orchestra
Olari Elts

Ensemble Vox Clamantis
Jaan-Eik Tulve

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Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

PQP

Paul Hindemith (1895-1963): Konzertmusik, Mathis der Maler e Symphonic Metamorphosis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sensacional álbum que contém as obras mais populares de Hindemith para orquestra, incluindo as Metamorfoses Sinfônicas coreografadas por Balanchine e a Sinfonia “Matias, o Pintor”, interpretadas com precisão lapidar e grande empatia pela Orquestra Escocesa da BBC sob a batuta de Martyn Brabbins, intérpretes consumados deste compositor que só faz crescer na discografia erudita. Cresce porque é bom demais. Hindemith escreve para sopros como ninguém. Não confirmando sua velha reputação de um compositor por demais complexo, este Hindemith genuinamente agradável, ao mesmo tempo inteligível e intelectual, tão divertido quanto finamente trabalhado.

Konzertmusik for brass and strings Op 50 [17'45]
1 Mässig schnell, mit Kraft – Sehr breit, aber stets fliessend [8'59]
2 Lebhaft – Langsam – In ersten Zeitmass [8'46]

Symphony ‘Mathis der Maler’ [26'55]
3 Engelkonzert [9'06]
4 Grablegung [4'11]
5 Versuchung des heiligen Antonius [13'38]

Symphonic Metamorphosis after themes by Carl Maria von Weber [21'18]
6 Allegro [4'17]
7 Scherzo: Turandot [7'53]
8 Andantino [4'19]
9 Marsch [4'49]

BBC Scottish Symphony Orchestra
Martyn Brabbins

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Hindemith: vá ser contrapontístico assim na pqp!

Hindemith: vá ser contrapontístico assim na pqp!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Ragna Schirmer tenta uma gravação  mais poética das Goldberg neste CD duplo. E ela obtém momentos sublimes, totalmente diferentes do habitual. Esquecida de Gould, a pianista devaneia placidamente sobre a obra de variações que PQP Bach mais aprecia. Está longe de ser a melhor versão das Goldberg, mas é um registro profundo, reflexivo, pessoal e bonito. Foi muito bom vir ao trabalho com esta gravação nos ouvidos hoje pela manhã. Impossível caminhar rapidamente, tudo para não perturbar a moça.

As Goldberg consistem de uma belíssima ária, sucedida de trinta variações, seguidas pela repetição da ária. As Variações foram escritas, provavelmente, por volta de 1741 para o Conde Hermann Karl von Keyserling. Sua finalidade era a de curar a insônia do Conde e tal intenção já está clara na encomenda feita a Bach. Elas foram interpretadas para o conde por seu jovem e talentoso cravista Johann Gottlieb Goldberg, a quem elas foram dedicadas.

As Variações Goldberg eram tidas no passado como um exercício técnico árido e aborrecido. Hoje, entretanto, o conteúdo e a abrangência emocional da obra tem sido reconhecido e se tornou a peça favorita de muitos ouvintes de música erudita. As variações são largamente executadas e gravadas e têm sido objeto de muitos artigos, livros e estudos analíticos.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

1. Goldberg Vars, BWV988: Aria
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 1
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 2
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 3
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 4
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 5
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 6
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 7
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 8
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 9
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 10
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 11
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 12
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 13
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 14
16. Goldberg Vars, BWV988: Var 15
Disc: 2
1. Goldberg Vars, BWV988: Var 16
2. Goldberg Vars, BWV988: Var 17
3. Goldberg Vars, BWV988: Var 18
4. Goldberg Vars, BWV988: Var 19
5. Goldberg Vars, BWV988: Var 20
6. Goldberg Vars, BWV988: Var 21
7. Goldberg Vars, BWV988: Var 22
8. Goldberg Vars, BWV988: Var 23
9. Goldberg Vars, BWV988: Var 24
10. Goldberg Vars, BWV988: Var 25
11. Goldberg Vars, BWV988: Var 26
12. Goldberg Vars, BWV988: Var 27
13. Goldberg Vars, BWV988: Var 28
14. Goldberg Vars, BWV988: Var 29
15. Goldberg Vars, BWV988: Var 30
16. Goldberg Vars, BWV988: Aria Da Capo

Ragna Schirmer, piano

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Ragna Schirmer em seus anos jovens, época desta gravação

Ragna Schirmer em seus anos jovens, época desta gravação

PQP

.:interlúdio:. Lol Coxhill, Steve Lacy & Evan Parker – Three Blokes

Sim, jazz de vanguarda. Quem não gosta, que fuja. Este álbum documenta três noites de improviso em duetos ou em trio de três saxofonistas, todos com sax soprano. Não há outros instrumentos e, na verdade, só há um trio: a curtíssima Three Blokes.

O disco é uma fascinante integração entre 3 grandes instrumentistas que se revesam em duplas. Um levando o tema e o outro, digamos, correndo atrás. Gostei muito, mas sei que é para poucos.

Lol Coxhill, Steve Lacy, Evan Parker – Three Blokes

1. The Crawl (Parker-Lacy)
2. Backlash (Parker-Lacy)
3. Glanced (Coxhill-Lacy)
4. Broad Brush (Parker-Coxhill)
5. Three Blokes (Lacy)

All tracks recorded live in Berlin, 25-27/09/1992
Released in 1994 by FMP.

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Os três loucos.

Os três loucos.

PQP