Missa de Requiem (1816) – Pe. José Maurício Nunes Garcia – Associação de Canto Coral – 1958

Missa de Requiem (1816) – Pe. José Maurício Nunes Garcia

Gravação ao vivo do memorável concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 8 de novembro de 1958, pela Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência do Maestro Edoardo de Guarnieri e pela Associação de Canto Coral sob a direção da Maestrina Cleofe Person de Mattos.

Foram utilizados 3 LPs para a digitalização desta postagem, sendo que o mais importante deles, por ser o original do selo Festa, foi-nos presenteado pelo ouvinte Antonio Alves da Silva. (Capa superior). Não tem preço !!!

Não sejam muito exigentes com relação à qualidade desta digitalização, que serve também para registrar o trabalho espetacular da saudosa maestrina, musicóloga e professora Cleofe Person de Mattos. Essa postagem é para sua alma e não para seus ouvidos afinados!

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Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Missa de Requiem – 1-Requiem aeternam
Missa de Requiem – 2-Kyrie
Missa de Requiem – 3-Graduale (Requiem aeternam)
Missa de Requiem – 4-Dies irae
Missa de Requiem – 5-Ingemisco
Missa de Requiem – 6-Inter oves
Missa de Requiem – 7-Offertorium
Missa de Requiem – 8-Sanctus
Missa de Requiem – 9-Benedictus
Missa de Requiem – 10-Agnus Dei
Missa de Requiem – 11-Communio

Palhinha: ouçam Missa de Requiem – 5-Ingemisco

José Maurício Nunes Garcia – Missa de Requiem – 1958
Associação de Canto Coral, direção de Cleofe Person de Mattos
Orquestra Sinfônica Brasileira, regente Edoardo de Guarnieri
Margarida Martins Maia, soprano
Carmen Pimentel, contralto
Isauro Camino, tenor
Jorge Bailly, baixo

Caros amigos! Antes de baixar, por gentileza considere deixar um comentário nesta postagem. Sua opinião é altamente apreciada.

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Boa audição.

Avicenna

Camille Saint-Säens (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

Achei que ia ser um saco ouvir estes concertos — afinal, eles estão normalmente ausentes do repertório sinfônico das grandes orquestras! –, mas me enganei totalmente. Na verdade, adorei ouvi-los. Na verdade, me entusiasmei e achei SENSACIONAL ouvi-los. Os movimentos lentos são belíssimos; os rápidos são atléticos e exatos; a gravação do trio Rogé – Dutoit – LSO é esplendorosa.

E não dá para falar mal do altamente erudito e grande viajante tiozão que CS-S foi. Imaginem que ele tinha impulsos súbitos de viajar e viajava para os lugares mais malucos de um dia para outro, isso numa época em que fazê-lo era complicado. Ele conheceu o Sri Lanka, a Indochina, o Egito e lugares tão exóticos e bisonhos quanto Rio de Janeiro e São Paulo! E isso em 1899! Pior, vocês não acreditar, mas ele foi aos Estados Unidos! Morreu em Argel numa dessas viagens.

Camille Saint-Säens (1841-1904): Integral dos Concertos para Piano

1. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 1. Andante – Allegro assai 12:25
2. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 2. Andante sostenuto quasi adagio 10:27
3. Saint-Saëns: Piano Concerto No.1 in D, Op.17 – 3. Allegro con fuoco 5:36

4. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 1. Andante sostenuto 11:26
5. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 2. Allegro scherzando 5:51
6. Saint-Saëns: Piano Concerto No.2 in G minor, Op.22 – 3. Presto 6:50

7. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 1. Moderato assai – piu mosso (Allegro maestoso) 14:27
8. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 2. Andante 8:01
9. Saint-Saëns: Piano Concerto No.3 in E flat major, Op.29 – 3. Allegro non troppo 7:39

10. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 1. Allegro moderato – Andante 12:37
11. Saint-Saëns: Piano Concerto No.4 in C minor, Op.44 – 2. Allegro vivace – Andante – Allegro 13:40

12. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 1. Allegro animato 11:25
13. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 2. Andante 11:48
14. Saint-Saëns: Piano Concerto No.5 in F, Op.103 “Egyptian” – 3. Molto allegro 5:44

Pascal Rogé, piano
London Philharmonic Orquestra
Charles Dutoit

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Vais viajar, Camille?

Vais viajar, Camille?

PQP

Maurice Ravel: Daphnes et Chloe, Bolero, Rapsodie Espagnole – Charles Munch, Boston Symphony

ThumbRavel em dose dupla e com um de seus principais intérpretes, Charles Munch. Já fazia tempo que eu queria renovar o link do “Daphnes et Chloe”, mas sempre acontecia alguma coisa que impedia. Vamos ver se agora sai. Por algum motivo, a gravação de Munch para o “Bolero” e para as “Images for Orchestra”, de Debussy, também ainda não tinham sido postadas. Que pena. Sou suspeito para falar da relação desse excepcional regente com a obra de seus conterrâneos franceses. Parecia ter um toque de midas.
Charles Munch gravou “Daphnes et Chloe” de Ravel com a Boston Symphony e até hoje ninguém conseguiu superá-lo. Para se ouvir de joelhos, e agradecer aos céus eternamente por nos ter proporcionado momento tão especial na Terra. Imperdível é pouco. Uma das maiores gravações da história da indústria fonográfica, com certeza. Definitivamente, IM-PER-DÍ-VEL !!!
ThumbAté conhece-la, eu me satisfazia com a gravação que o Abbado fez nos anos 70 com a Sinfônica de Londres, ou a gravação do Dutoit com a Orquestra de Montreal. Ambas são excelentes. Mas a delicadeza com que Munch explora as sutilezas da obra é o grande diferencial. Comparem a primeira faixa, “Invocation to the Nymphs” desta versão com a versão mais light do Dutoit. Munch não joga leve não, mas por incrível que possa parecer, em momento algum sua mão é pesada. A suavidade das passagens que precisam ser suaves, as nuances das cordas, o empenho dos sopros, não há como não se transportar no tempo e se imaginar nos campos gregos, vendo os faunos e as ninfas descansando ao sol, na beira de rios, o soprar de uma leve brisa… insuperável, em minha opinião.
Nosso colega Carlinus, dando um tempo aqui no blog, por questões pessoais, postou este mesmo CD no seu blog, O Ser da Música. A sinopse abaixo foi retirada então de seu blog, e por sua vez, ele a pesquisou na Wikipedia:

“Daphnis et Chloé é um balé, em um ato, com música de Maurice Ravel e baseado em um romance pastoral do século II. Em 1909 foi encomendado a Ravel por Sergei Diaguilev para os seus “Ballets Russes”. Com coreografia de Mikhail Fokine, levou três anos para ser criado. É definida por Ravel como uma “Sinfonia Coreográfica”. É uma obra da corrente musical impressionista.
Índice

A criação

Durante a primeira temporada dos Ballets Russes em Paris, no ano de 1909, o seu diretor, Sergei Diaguilev, tomou conhecimento de algumas músicas de Maurice Ravel. Impressionado com o seu talento, encomendou a partitura de um balé, “Daphnis et Chloé”, baseado em um romance pastoral do poeta grego Longus, que viveu no século II. Recomendou a Ravel que trabalhasse junto a Mikhail Fokine que seria o responsável pela coreografia do bailado. Ravel com seu estilo de trabalho meticuloso e bem cuidado, levou três anos para concluir a obra. Durante este tempo, algumas desavenças entre ele e Fokine aconteceram, principalmente no que dizia respeito ao cenário. Porém, conseguiram entrar em um acordo e os ensaios iniciaram. Nos ensaios também aconteceram alguns problemas, já que a partitura foi considerada difícil de ser dançada pelo corpo de baile.

A estréia

A estréia se deu em Paris, no Théâtre du Châtelet, no dia 8 de junho de 1912, com Nijinsky e Karsavina nos papéis principais (Daphnis e Chloé, respectivamente). O Regente foi Pierre Monteux. O cenografia e os costumes ficaram a cargo de Léon Baskt. A corografia era de Mikhail Fokine.

A sinopse do balé

A primeira cena é passada em um bosque sagrado, dedicado ao deus Pan. Vê-se a figura de Pan e as suas ninfas alojadas em suas cavernas. Daphinis e Chloé, juntos com donzelas e pastores, entram em cena para fazer a oferta das oferendas às ninfas. Uma dança geral é iniciada e os rapazes e as moças ficam separados. Daphnis é cercado pelas moças, enquanto Chloé é cercada pelos rapazes. Um deles, o jovem Dorcon, tenta beijar Chloé. Irado, Daphnis tenta expulsá-lo, mas é contido. Uma disputa então é proposta: quem dentre os dois melhor dançar fará jus a um beijo de Chloé. O primeiro a dançar é Dorcon. Sua dança é grotesca e primitiva. Em seguida, é a vez de Daphnis. Com movimentos e gestos graciosos, ele é o preferido da multidão. Ele é declarado vencedor e recebe o seu prêmio: um beijo da sua amada. Chloé sai de cena, deixando Daphnis em êxtase. Uma jovem de nome Lyceion então se aproveita para atrair Daphnis com sua dança. De repente, sons de combate são ouvidos. Um bando de piratas entra em cena, perseguindo as donzelas. Chloé é raptada e Daphnis sem poder fazer alguma coisa cai, sem sentidos. As ninfas de Pan surgem e tentam reanimá-lo, sem sucesso. Então, recorrem ao deus Pan. Surge outro cenário, retratando o esconderijo dos piratas. Chloé é levada a presença do chefe dos piratas, Bryaxis. Ela é forçada a dançar para ele. Sem ter como fugir, ela se prepara para iniciar a dança, quando o cenário se enche de luzes misteriosas. Sátiros surgem de todas as partes e cercam os piratas. Surge, então, a figura assustadora do deus Pan, fazendo com que os piratas fujam de pavor. Retorna-se ao primeiro cenário. Daphnis e Chloé estão juntos novamente. Em comemoração ao momento vivido, eles encenam uma mímica em que são evocados Pan e Syrinx. Em seguida, todos juntos executam uma grande dança em comemoração às núpcias, encerrando a peça.

A obra

A peça possui um só ato, dividido em três partes. Cada parte é relativa a um cenário. O tempo de duração da encenação é de uma hora. Uma grande orquestra é requerida, com um coro, que canta sem texto. Para a execução sem bailado, Ravel criou uma suíte orquestral dividida em duas partes, sendo a segunda a mais popular e sempre executada nas salas de concertos ao redor do mundo.”

Eu já falei que esta gravação é espetacular?

Maurice Ravel (1875-1937) – Daphnis Et Chloe (complete)

01 – Invocation To The Nymphs
02 – Entrance Of Daphnis And Chloe
03 – Dance Of The Young Girls Around Daphnis
04 – Dorcon’s Advance To Chloe
05 – Daphnis Reasserts His Love For Chloe
06 – Dorcon’s Grotesque Dance
07 – The Gracious Dance Of Daphnis
08 – The Triumph Of Daphnis And The Ecstatic Union With Chloe
09 – Entrance Of The Tempress Lyceion And Dance Of Veils
10 – The Invasion Of The Pirates
11 – Invocation To Pan By The Nymphs And The Prayer Of Daphnis
12 – Interlude
13 – The Orgiastic Dance Of The Pirates
14 – Bryaxis Orders Chloe To Be Brought Forward And To Dance
15 – Chloe’s Dance Of Supplication
16 – Creatures Of Pan Appear And Frighten The Pirates
17 – Sunrise, Daphins Prostrate At The Grotto Of The Nymphs
18 – Daphnis And Chloe Are Reunited
19 – Lammon Tells How Pan Saved Chloe
20 – Pan (Daphnis) Fashions A Flute From Some Reeds
21 – Abandoning Their Roles
22 – Girls Dressed As Bacchantes Enter With Tambourines
23 – Young Men Invade The Scene

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch, regente

01 – Ravel-Bolero
02 – Ravel-La Valse
03 – Ravel-Rapsodie Espagnole-1-Prelude A La Nuit
04 – Ravel-Rapsodie Espagnole-2-Malaguena
05 – Ravel-Rapsodie Espagnole-3-Habanera
06 – Ravel-Rapsodie Espagnole-4-Feria
07 – Debussy-Images For Orchestra-1-Gigues
08 – Debussy-Images For Orchestra-2A-Iberia-Par Les Rues Et Par Les Chemins
09 – Debussy-Images For Orchestra-2B-Iberia-Les Parfums De La Nuit
10 – Debussy-Images For Orchestra-2C-Iberia-Le Matin D’un Jour De Fete
11 – Debussy-Images For Orchestra-3-Rondes Du Printemps

Boston Symphony Orchestra
Charles Munch – Conductor

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Leonard Bernstein (1918-1990): West Side Story (gravação 1984)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Já haviam me pedido pra postar West Side Story há mais de um ano (vi sem querer nos comentários de um post perdido). Como “a justiça tarda mas não falha” (frase original minha, que bolei agora), aí vai. Não é a versão original, mas o revival de 1984 com Carreras, Te Kanawa e Lenny regendo (procurem no YouTube um vídeo em que rola um estresse entre o tenor e o compositor nos ensaios de Maria). Prefiro a versão 1959, com os cantores pop do filme e tudo o mais (meu back up com ela está guardado não sei onde), porém nesta os cantores de ópera merecem um crédito por terem minimizado o quanto puderam as impostações chatas do bel canto.

***

Leonard Bernstein Conducts West Side Story [Soundtrack]

A lista com as faixas está no link da Amazon — cliquem na imagem acima –, mas confiram com as faixas ora postadas porque estas compõem um álbum simples enquanto as do link são de um álbum duplo. Houve um remanejamento entre as duas edições, ambas completas.

Leonard Bernstein (Artist), Kiri Te Kanawa (Artist), José Carreras (Artist), Tatiana Troyanos (Artist), Kurt Ollmann (Artist), Marilyn Horne (Artist), Stephen Sondheim (Artist), Israel Philharmonic Orchestra (Artist)

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Não pensem que não deu briga durante a gravação...

Não pensem que não deu briga durante a gravação…

CVL

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Helène Grimaud

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LINK REVALIDADO !!!!

Pelas barbas do profeta, PQP …!!! A gatinha Hélène Grimaud tocando Gershwin e Ravel… aqueles viciados em Martha Argerich, Pollini, ou sei lá em qual outro intérprete para estes concertos, prestem atenção nestas gravações.. e não é que a francesinha dá conta do recado como gente grande (as aparências enganam, ela já tem 40 anos de idade)? E não se deixem enganar por este lindo rosto e nem por este sorriso cativante, atrás deles se esconde uma intérprete focada e segura, e que encara estes dois excepcionais concertos com um sorriso no rosto.
as vamos ao que importa.

George Gershwin – Piano Concerto in F Major, Maurice Ravel – Piano Concerto in G Major – Hélène Grimaud

01 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ I. Allegro
02 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ II. Adagio – Andante con moto
03 – Gershwin_ Piano Concerto in F major_ III. Allegro agitato
04 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ I. Allegramente
05 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ II. Allegro assai
06 – Ravel_ Piano Concerto in G major_ III. Presto

Baltimore Symphony Orchestra
David Zinman – Conductor

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FDPBach

Hélène (suspiro) Grimaud

Hélène (suspiro) Grimaud

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Ai, os discos de Karajan…! Grandes gravações, grandes fracassos, o cara não se contentava com nada comum! Mediocridade não era com ele. A primeira vez que vi a Inextinguível à venda foi num lançamento da DG sob a batuta do HvK. A capa era tão espetacular, com um sol vermelho no horizonte, mais arco-íris e silhueta de montanhas e aquele enorme Inextinguishable de lado a lado com o nome do regente em letras um pouco menores, que era impossível não comprar. Mas que bosta de disco! Como ele teve a coragem de gravar aquilo? Mas tudo muda nesta gravação da Chandos.

Não é a minha sinfonia preferida de Nielsen. Esta 4ª, escrita em 1916, me parece dotada de um senso de estilo um tanto vacilante, apesar de vários bons momentos. De indiscutível mesmo, há o quarto movimento, absolutamente arrebatador nesta gravação e mesmo com Karajan. É obra desigual, em minha opinião.

Já a 6ª Sinfonia, “Simples”, escrita às portas da morte, é sensacional. Cheia de sarcasmo, antecipa em poucos anos o que faria Dmitri Shostakovich em seus momentos de humor mais dantesco. A intenção de Nielsen, em muitos momentos, parece ser a de chocar. Ele anuncia que fará, a gente fica meio na dúvida, mas ele faz até mais do que se espera. Sempre dou risadas quando volto a ouvi-la após algum tempo. O tema de abertura não pode ser mais Shosta e Nielsen não estava brincando quando chamou o segundo movimento de Humoreske. A propósito, há nele uma citação do Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando do Concerto para Orquestra de Béla Bartók. Mais: Nielsen devia estar dando barrigadas de riso quando criou o Thema med Variationer, que acaba com um fagote meio incerto, sei lá. Há casos assim: o sujeito está doente, sabe que vai morrer e solta a franga. Novamente, o trabalho da orquestra escocesa faz jus tanto a gritos de Bravo! quanto aos melhores uísques.

Baita CD!

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Symphony No. 4, ‘Det Uundslukkelige’, ‘The inextinguishable’, Op. 29 (FS 76)
1. I Allegro
2. II Poco allegretto
3. III Poco adagio quasi andante
4. IV Allegro – glorioso – Tempo giusto

Symphony No. 6, ‘Sinfonia semplice’ Op. 116 (FS 116)
5. I Tempo giusto – Allegro passionato – Lento, ma non troppo – Tempo 1 (giusto)
6. II Humoreske. Allegretto
7. III Proposta Seria. Adagio
8. IV Thema med Variationer. Allegro – Tema: Allegretto un poco – Variations I-IX – Fanfare

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Bach Arias – Ophélie Gaillard, Sandrine Piau, Christophe Dumaux, Emiliano Gonzales Toro, Pulcinella

GaillardAproveitando esta verdadeira overdose de Bach que nosso querido mentor PQPBach está nos trazendo com a integral da obra de nosso Pai musical, trago uma jóia de CD de Ophélie Gaillard. É daqueles cds para serem apreciados aos poucos, pois ele traz tantas belas passagens, que fica até difícil conseguir absorver tudo de uma vez.
A violoncelista francesa é acompanhada pelo conjunto “Pulcinella” e por um trio excepcional de cantores. São árias de cantatas de Bach, interpretadas em um instrumento chamado violoncello piccolo, que tem 3/4 do tamanho do violoncelo barroco tradicional. Consegui informações adicionais sobre esse instrumento no site de Josephine van Lier . 

01 Mein glaubiges Herze, BWV 68
02 Choral Schubler, BWV 645 No. 1
03 Woferne du den edlen Frieden, BWV 41
04 Ich, dein betrubtes Kind, BWV 199
05 Jesus ist ein guter Hirt, BWV 85
06 Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ, BWV 649
07 Ich bin herrlich, ich bin schon, BWV 49
08 Es dunket mich, ich seh dich kommen, BWV 175
09 Choral Schubler, BWV 650 No. 6
10 Bete aber auch dabei, BWV 115
11 Ich furchte nicht des Todes Schrecken, BWV 183
12 Es ist vollbracht, BWV 159
13 Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
14 Schalge doch, gewunschte Stunde, BWV 53

Sandrine Piau – Soprano
Christophe Dumaux – Alto
Emiliano Gonzales Toro – Tenor
Pulcinella
Ophélie Gaillard – Violoncelle piccolo e Direction Musicale

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Ophélie Gaillard – Lembrem desse nome, queridos. Vou trazer outras gravações dela.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

 IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Mais 10 anos e, em 1911, apareceu a “Espansiva”. Meu conhecimento de Nielsen deu-se através das muitas emissões que a rádio da UFRGS fazia desta extraordinária obra. Hoje, talvez eu não dissesse que é a melhor de todas, diria que é a mais alegre, espetacular e contrastante. O movimento inicial é arrebatador com seus momentos de valsa e otimismo. É exuberante e contrasta fortemente com o idílico segundo movimento, onde os cantores parecem desejar o paraíso. A “Espansiva” finaliza com um belíssimo Allegro de tema majestoso e grudante.

A 5ª Sinfonia pertence a outro mundo. Escrita entre 1921 e 1922 mostra o mundo e a linguagem musical desintegrando-se. Homem de seu tempo, Nielsen provocou irritação, principalmente pelo trecho onde indica que a percussão deve fazer barulho sem especificar de que tipo… Ou melhor, Nielsen instrui literalmente a percussão a tentar parar a progressão da música a qualquer custo, sem ter explicado o que deviam fazer… Os bagunceiros escoceses da orquestra de Thomson, acostumados às brigas de rua e ao quebra-quebra de bêbados, fazem grandes esforços. O originalíssimo primeiro movimento divide-se em 2 partes e 3 planos tonais; o ritmo é monótono, militaresco e torna-se aterrorizante, ainda mais quando os percussionistas decidem acabar com a música (há algo mais óbvio para 1922?); há um Andante que possui duas fugas, uma lenta e outra rápida; o primeiro movimento retorna menos agressivo ao final, mas ameaçador. Vale a pena conhecer esta obra curiosíssima e ultra-clara em sua determinação de mostrar o ambiente político que se criava. Destaque para os percussionistas da orquestra: era para eles darem um show e eles não se fizeram de salames.

Duas esplêndidas obras num só CD.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

Symphony No. 3, Op 27/FS 60 “Sinfonia espansiva”
1. I Allegro espansivo
2. II Andante pastorale
3. III Allegretto un poco
4. IV Finale. Allegro

Catherine Bott, soprano
Stephen Roberts, baixo
Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

Symphony No. 5, Op 50/FS 97
5. I Tempo giusto
6. I Tempo giusto – Adagio non troppo
7. II Allegro
8. II Allegro – Presto
9. II Allegro – Andante un poco tranquillo
10. II Allegro – Allegro

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Carl Nielsen vale muito

Carl Nielsen vale muito

PQP

Jean Sibelius – Symphonies, Orchestral Works – CD 2 de 5 – Hallé Orchestra, Barbirolli

frontA música de Sibelius, principalmente suas sinfonias, nunca foram minha praia, por assim dizer. E sou obrigado a reconhecer que faltava alguém para me mostrar as qualidades efetivas destas obras. E o maestro inglês Sir John Barbirolli, já adiantado em idade, e um pouco antes de sua morte, realizou essas incríveis leituras destas obras e mostrou efetivamente a beleza de suas melodias e a riqueza de suas orquestrações.

A partir deste segundo CD temos as sinfonias, e começamos muito bem, com Sir John Barbirolli arrebatador com a Hallé Orchestra. Música de gente grande tocada por quem sabe o que está fazendo. Vale cada minuto de sua audição.

01. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 I. Andante
02. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 II. Andante
03. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 III. Scherzo
04. Symphony No. 1 in E Minor, Op. 39 IV. Finale
05. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 I. Tempo molto moderato
06. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 II. Allegro
07. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 III. Tempo largo
08. Symphony No. 4 in A Minor, Op. 63 IV. Allegro

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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Barbirolli

Sir John Barbirolli (1899-1970)

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

2015 — 150 anos de Carl Nielsen

Já que nos fizeram um monte de pedidos nas últimas semanas, pincei cuidadosamente algo que ninguém pedira, mas que é esplêndido. O quase desconhecido — ao menos sob minha perspectiva — Bryden Thomson opera um verdadeiro milagre nestas suas notáveis interpretações das sinfonias de Nielsen para a Chandos. Meus amigos, que discos! Comprei-os há 22 anos. No álbum triplo — existe a versão em 3 CDs avulsos –, está escrito meu nome acompanhado do ano: 1993.

Gosto muito da Sinfonia Nº 1 e ainda mais das outras. Esta sinfonia foi escrita entre os anos de 1890 e 1892 e já mostra um compositor pronto. Não é obra de ensaio. Perguntei a um professor do Instituto de Música (Belas Artes) da UFRGS sobre o que ele achava das sinfonias de Nielsen, sobre sua evolução compositor, a qualidade musical das peças, essas coisas, e ele me replicou mui doutamente: “Olha, PQP, todas são do caralho”. Então tá, quem sou eu para contestar uma autoridade com doutorado na Alemanha? Gosto muito do primeiro movimento. Tenho uma certa resistência ao Andante, mas o resto é mesmo duca.

A Sinfonia Nº 2 tem cada movimento representando um dos 4 temperamentos (colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo). Sim, foi uma boa ideia esta de transformar os 4 movimentos clássicos da sinfonia em características das personalidades humanos. O resultado é excelente. Foi escrita nos anos de 1901 e 1902, 10 anos após a primeira, portanto. O primeiro movimento é colérico, mas há espaço para se ouvir oboés, clarinetes, fagotes e outros instrumentos ruins de berro. É sensacional. Oxalá todas as cóleras fossem assim. O fleugmático é perfeito não tanto por sua exatidão programática, mas pela qualidade musical: é belíssimo. O melancólico me parece mais dramático ou desesperado do que propriamente melancólico, mas valeu pela tentativa. E o sanguíneo último movimento é um consistente e bom rondó.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

Symphony No. 1 in G minor, Op 7/FS 16
1. Allegro orgoglioso
2. Andante
3. Allegro comodo
4. Finale: Allegro con fuoco

Symphony No. 2 (“The Four Temperaments”), Op. 16 (FS29)
5. Allegro collerico
6. Allegro comodo e flemmatico
7. Andante malincolico
8. Allegro sanguineo – Marziale

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Gênio

Gênio

PQP

Rubinstein Plays Chopin – Cd 2 de 10 – Arthur Rubinstein

FrontAs “Baladas” de Chopin estão entre as peças para piano favoritas de muita gente, inclusive deste que vos escreve. Cada compasso, cada nota traz uma explosão de cores, sentimentos e por que não dizer, dores. Chopin conseguiu extrair de seu piano uma torrente de emoções como poucas vezes se viu, ou ouviu, na história da música.
Beethoven escreveu uma Sonata que intitulou “Patética”, Tchaikovsky escreveu uma sinfonia que também levava essa alcunha, eu diria que diversas obras de Chopin poderiam ser enquadradas neste adjetivo, se seguirmos à risca o conceito deste termo no Dicionário Aurélio:

“Adj. Que comove a alma, despertando um sentimento de piedade ou tristeza, que revela forte emoção.”

Aí reside outro ponto que discuti dia destes quando levantei a questão do gênio. Um gênio como o de Chopin conseguiu extrair: “altíssimo grau de capacidade mental criadora.” E quando um gênio do porte de Arthur Rubinstein senta-se ao piano, sua genialidade, aliada à genialidade chopiniana, consegue como poucos elevar essa capacidade mental criadora à enésima potência. Coisa de louco.

Não, não esqueci dos “Scherzos”. Como esquecer do nº 2, talvez a primeira peça de Chopin que eu tenha ouvido na minha vida, em um velho LP com a maravilhosa Bella Davidovitch estraçalhando seu piano? A sensação de soco no estômago, ou como dizia um amigo, de secura na boca do estômago, deixa-nos prostados diante de tal enormidade de sensações que a obra transmite.
Chega de papo furado e vamos ao que interessa.

01 – Ballade No. 1, Opus 23. Largo – Moderato in G minor
02 – Ballade No. 2, Opus 38. Andantino in F major
03 – Ballade No. 3, Opus 47. Allegretto in A-flat major
04 – Ballade No. 4, Opus 52. Andante con moto in F minor
05 – Scherzo No. 1, Opus 20. Presto con fuoco in B minor
06 – Scherzo No. 2, Opus 31. Presto in B-flat minor
07 – Scherzo No. 3, Opus 39. Presto con fuoco in C-sharp minor
08 – Scherzo No. 4, Opus 54. Presto in E major
09 – Tarantelle, Opus 43. Presto in A-flat major

Arthur Rubinstein – Piano

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J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 2, CDs 4 e 5

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 4
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BWV0061 Cantata 1 Ouverture (coro) “Nun komm,der Heiden Heiland”
BWV0061 Cantata 2 Recitativo (tenor) “Der Heiland ist gekommen”
BWV0061 Cantata 3 Aria (tenor) “Komm,Jesu,komm zu deiner Kirche”
BWV0061 Cantata 4 Recitativo (bass) “Siehe,ich stehe vor der Tür”
BWV0061 Cantata 5 Aria (soprano) “Öffne dich,mein ganzes Herze”
BWV0061 Cantata 6 Choral (coro) “Amen- Amen- komm du schöne Freudenkrone”

BWV0062 Cantata 1 Coro “Nun komm,der Heiden Heiland”
BWV0062 Cantata 2 Aria (tenor) “Bewundert,o Menschen,dies große Geheimnis”
BWV0062 Cantata 3 Recitativo (bass) “So geht aus Gottes Herrlichkeit”
BWV0062 Cantata 4 Aria (bass) “Streite,siege,starker Held”
BWV0062 Cantata 5 Recitativo (soprano,alto) “Wir ehren diese Herrlichkeit”
BWV0062 Cantata 6 Choral (coro) “Lob sei Gott,dem Vater,ton”

BWV0063 Cantata 1 Coro “Christen,ätzet diesen Tag”
BWV0063 Cantata 2 Recitativo (alto) “O selger Tag- o ungemeines Heute”
BWV0063 Cantata 3 Duetto (soprano,bass) “Gott,du hast es wohl gefüget”
BWV0063 Cantata 4 Recitativo (tenor) “So kehret sich nun heut das bange Leid”
BWV0063 Cantata 5 Duetto (alto,tenor) “Ruft und fleht den Himmel an”
BWV0063 Cantata 6 Recitativo (bass) “Verdoppelt euch demnach”
BWV0063 Cantata 7 Coro “Höchster,schau in Gnaden an”

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 5
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BWV0064 Cantata 1 Coro “Sehet,welch eine Liebe hat uns der Vater erzeiget”
BWV0064 Cantata 2 Choral (coro) “Das hat er alles uns getan”
BWV0064 Cantata 3 Recitativo (alto) “Geh,Welt- behalte nur das Deine”
BWV0064 Cantata 4 Choral (coro) “Was frag ich nach der Welt”
BWV0064 Cantata 5 Aria (soprano) “Was die Welt in sich hält”
BWV0064 Cantata 6 Recitativo (bass) “Der Himmel bleibet mir gewiß”
BWV0064 Cantata 7 Aria (alto) “Von der Welt verlang ich nichts”
BWV0064 Cantata 8 Choral (coro) “Gute Nacht,o Wesen”

BWV0065 Cantata 1 Coro “Sie werden aus Saba alle kommen”
BWV0065 Cantata 2 Choral (coro) “Die Kön’ge aus Saba kamen dar”
BWV0065 Cantata 3 Recitativo (bass) “Was dort Jesaias vorhergesehn”
BWV0065 Cantata 4 Aria (bass) “Gold aus Ophir ist zu schlecht”
BWV0065 Cantata 5 Recitativo (tenor) “Verschmähe nicht,du,meiner Seelen Licht”
BWV0065 Cantata 6 Aria (tenor) “Nimm mich dir zu eigen hin”
BWV0065 Cantata 7 Choral (coro) “Ei nun,mein Gott,so fall ich dir”

BWV0066 Cantata 1 Coro “Erfreut euch,ihr Herzen”
BWV0066 Cantata 2 Recitativo (bass) “Es bricht das Grab und damit unsre Not”
BWV0066 Cantata 3 Aria (bass) “Lasset dem Höchsten ein Danklied erschallen”
BWV0066 Cantata 4 Recitativo (dialogus) (alto,tenor) “Bei Jesu Leben freudig sein”
BWV0066 Cantata 5 Duetto (alto,tenor) “Ich furchte zwar (nicht) des Grabes Finsternissen”
BWV0066 Cantata 6 Choral (coro) “Alleluja- Alleluja- Alleluja”

Os dois CDs estão no arquivo abaixo:

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O que tem de busto desse homem na Alemanha!

O que tem de busto desse homem na Alemanha!

PQP

.:interlúdio:. Hiromi Uehara – Solo Live at Blue Note New York

FrontÉ um assombro o que essa japonesinha faz quando senta na frente de um piano. Vira uma gigante, o piano fica pequeno para ela.
Essas faixas que vos trago foram extraidas de um DVD gravado ao vivo em um templo sagrado do jazz em New York, a Blue Note.  São quase cem minutos de puro virtuosismo, técnica, emoção, feeling, enfim, o que mais os senhores conseguirem captar desta performance. Suas influências estão bem claras, a menina ouviu muito Keith Jarrett, Chick Corea, entre outros tantos gigantes do piano no jazz.  Impossível ficar indiferente.
Novamente gostaria de agradecer ao PQPBach por me ter apresentado essa moça.

01 – BQE
02 – Sicilian Blue
03 – Choux A La Cremea
04 – Green Tea Farm
05 – Capecod Chips
06 – Old Castle, By the River, In the Middle of a Forest
07 – Pachelbel’s Canon
08 – Show City, Show Girl
09 – Daytime in Las Vegas
10 – The Gambler
11 – Place to Be

Hiromi Uehara – Piano

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Hiromi_7_Photo_By_Muga_Muyahara_5x7[1]

Não se deixe enganar com este rostinho angelical. Hiromi Uehara se transforma em um leão quando senta no piano.

J. S. Bach (1685-1750): Bach 2000 – Caixa 2, CDs 2 e 3

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 2
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BWV0052 Cantata 1 Sinfonia
BWV0052 Cantata 2 Recitativo (soprano) “Falsche Welt,dir trau ich nicht”
BWV0052 Cantata 3 Aria (soprano) “Immerhin,immerhin,wenn ich gleich verstoßen bin”
BWV0052 Cantata 4 Recitativo (soprano) “Gott ist getreu”
BWV0052 Cantata 5 Aria (soprano) “Ich halt es mit dem lieben Gott”
BWV0052 Cantata 6 Choral (coro) “In dich hab ich gehoffet,Herr”

BWV0054 Cantata 1 Aria (alto) “Widerstehe doch der Sünde”
BWV0054 Cantata 2 Recitativo (alto) “Die Art verruchter Sünden”
BWV0054 Cantata 3 Aria (alto) “Wer Sünde tut,der ist vom Teufel”

BWV0055 Cantata 1 Aria (tenor) “Ich armer Mensch,ich Sündenknecht”
BWV0055 Cantata 2 Recitativo (tenor) “Ich habe wider Gott gehandelt”
BWV0055 Cantata 3 Aria (tenor) “Erbarme dich,laß die Tränen dich erweichen”
BWV0055 Cantata 4 Recitativo (tenor) “Erbarme dich- Jedoch nun”
BWV0055 Cantata 5 Choral (coro) “Bin ich gleich von dir gewichen”

BWV0056 Cantata 1 Aria (bass) “Ich will den Kreuzstab gerne tragen”
BWV0056 Cantata 2 Recitativo (bass) “Meine Wandel auf der Welt”
BWV0056 Cantata 3 Aria (bass) “Endlich,endlich wird mein Joch”
BWV0056 Cantata 4 Recitativo (bass) “Ich stehe fertig und bereit”
BWV0056 Cantata 5 Choral (coro) “Komm,o Tod,du Schlafes Bruder”

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Bach 2000 – Caixa 2, CD 3
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BWV0057 Cantata 1 Aria (bass) “Selig ist der Mann”
BWV0057 Cantata 2 Recitativo (soprano) “Ach- dieser süße Trost”
BWV0057 Cantata 3 Aria (soprano) “Ich wünschte mir den Tod”
BWV0057 Cantata 4 Recitativo (soprano,bass) “Ich reiche dir die Hand”
BWV0057 Cantata 5 Aria (bass) “Ja,ja,ich kann die Feinde schlagen”
BWV0057 Cantata 6 Recitativo (soprano,bass) “In meiner Schoß liegt Ruh und Leben”
BWV0057 Cantata 7 Aria (soprano) “Ich ende behende mein irdisches Leben”
BWV0057 Cantata 8 Choral (coro) “Richte dich,Liebste,nach meinem Gefallen”

BWV0058 Cantata 1 Choral-Aria (soprano,bass) “Ach Gott,wie manches Herzeleid”
BWV0058 Cantata 2 Recitativo (bass) “Verfolgt dich gleich die arge Welt”
BWV0058 Cantata 3 Aria (soprano) “Ich bin vergnügt in meinem Leiden”
BWV0058 Cantata 4 Recitativo (soprano) “Kann es die Welt nicht lassen”
BWV0058 Cantata 5 Aria (soprano,bass) “Ich hab für mir ein schwere Reis”

BWV0059 Cantata 1 Duetto (soprano,bass) “Wer mich liebet”
BWV0059 Cantata 2 Recitativo (soprano) “O,was sind das vor Ehren”
BWV0059 Cantata 3 Choral (coro) “Komm,heiliger Geist,Herre Gott”
BWV0059 Cantata 4 Aria (bass) “Die Welt mit allen Königreichen”
BWV0059 Cantata 5 Choral (coro) “Du heilige Brunst”

BWV0060 Cantata 1 Aria (Duetto) (alto,tenor) “O Weigkeit,du Donnerwort”
BWV0060 Cantata 2 Recitativo (alto,tenor) “O schwerer Gang zum letzten Kampf”
BWV0060 Cantata 3 Aria (Duetto) (alto,tenor) “Mein letztes Lager will mich schrecken”
BWV0060 Cantata 4 Recitativo (alto,bass) “Der Tod bleibt doch der menschlichen Natur verhaßt”
BWV0060 Cantata 5 Choral (coro) “Es ist genung- Herr,wenn es dir gefällt”

Os dois CDs estão no arquivo abaixo:

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Seffner: Busto de Bach (1895)

Seffner: Busto de Bach (1895)

PQP

Jean Sibelius – The Sibelius Edition – CD 1 de 7 – Finlandia – Symphonic Poema, op. 26, Karelia Suite – op. 11, Pohjola´s Daughter – Symphonic Fantasia op. 49, Valse Triste (from Kuolema – Incidental Music op. 44, Lemminkainnen´s Suite

frontDia destes recebi um email de nosso mentor, PQPBach, comentando que neste ano de 2015 comemora-se o aniversário de 150 anos de Jean Sibelius e de Carl Nielsen. Nos pediu então para postarmos obras do dito cujo, pouco presente aqui no blog, diga-se de passagem. Não tenho muita intimidade com sua obra, mas sou apaixonado por seu Concerto para Violino, uma verdadeira obra prima e talvez sua obra mais conhecida. Fui então fuçar meu acervo e encontrei essa integral das sinfonias, além de algumas outras obras orquestrais. O regente é Sir John Barbirolli, um dos maiores regentes ingleses do século XX, à frente da excelente Hallé Orchestra. Como a data de aniversário de Sibelius é dia 8 de dezembro, aos poucos vou trazendo um volume desta bela integral, além de outros cds que possuo com obras do finlandês. Neste primeiro cd temos o famoso poema sinfônico “Finlandia” e a também bem conhecida “Karelia Suite”. Belíssimas obras, que mostram um compositor centrado em sua terra natal, evocando com sua música as paisagens finlandesas e temas folclóricos locais.

1 Finlandia – Symphonic Poema, op. 26
2 Karelia Suite – op. 11 1. Intermezzo
3 2. Ballade
4 3. Alla Marcia
5 Pohjola´s Daughter – Symphonic Fantasia op. 49
6 Valse Triste (from Kuolema – Incidental Music op. 44
7 Lemminkainnen´s Suite – 2. The Swan of Tuonela
8 4 Lemminkainnen´s Return

Hallé Orchestra
Sir John Barbirolli – Conductor

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.: interlúdio :. The No Smoking Orchestra / Time of the Gypsies 2007 (Punk Opera)


Gosto muito da música popular dos Bálcãs. Conheço pouco, como vocês logo saberão. Tudo começou enquanto via os filmes do grande Emir Kusturica — Tempo de Ciganos, Underground, Quando papai saiu em viagem de negócios, Black cat white cat, A vida é um milagre e outros. Ali, conheci o excelente Goran Bregovic, músico, band leader e compositor responsável pelas trilhas. Depois, Bregovic e Kusturica brigaram e o próprio Kusturica fundou a No Smoking Orchestra, parceira habitual da Garbage Serbian Philharmonia.

Na verdade, conheço apenas esses dois, mas já gostei de quase todos os outros. Ah, pois é, apaixono-me facilmente. A música dos Bálcãs é informada — pois é muito bem escrita e tocada — e é UMA FESTA SÓ. Este Time of the Gypsies é das coisas mais tranquilas que tenho ouvido, mas há os bons músicos e cantores, além da alegria, mesmo que mezzo contida. Já a ironia e o deboche são o subtexto desta música.

Ah, importante: nunca percam um show desses caras. Vi a No Smoking na Inglaterra e Bregovic com sua Wedding and Funeral Band em Porto Alegre. Suas músicas e festas são um arraso.

Ouça porque vale a pena! Um pouco de álcool no sangue não fará nada mal para acompanhar as canções.

The No Smoking Orchestra / Time of the Gypsies 2007 (Punk Opera)

1. Efta Purane Ikone (Seven Old Icons)
2. Djilaben Promalen (Sing People Sing)
3. San Francisco (San Francisco)
4. O Chaveja (Oh, My Children)
5. Hederlezi (St. George Day)
6. Cik Cik Pogodi (Guess Guess Who Is Coming)
7. Crazy About Money (Crazy About Money)
8. Del Dija (Lord Gave Us)
9. Kana O del Baravel (When Lord Gives)
10. Evropa (Europe)
11. Pharimasa Va Inzares (The Beggars)
12. Perhan Sovel (Perhan Is Dreaming)
13. Lorenzzo (Lorenzzo)
14. Sas Jekh Len (There Was a River Once)

Music by Emir Kusturica, Dejan Sparavalo, Nenad Jankovic and Stribor.
With the participation of the No Smoking Orchestra and of the Garbage Serbian Philharmonia.

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Emir Kusturica e a No Smoking Orchestra

Emir Kusturica e a No Smoking Orchestra: eles são assim

PQP

Luddwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº 5 in E Flat major, op. 73 – Emperor

71p4KBXsj5L._SX425_Recém postei o mesmo Concerto “Imperador” de Beethoven com outro Arthur, só que o Rubinstein. E agora o italiano Arturo Benedetti Michelangeli mostra a que veio ao mundo, e nos traz uma versão quase que imbatível do mesmo concerto, completando o ciclo das gravações dos concertos de Beethoven que realizou com o Giulini:

Here three Titian’s- Arturo Benedetti Michelangeli, Carlo Maria Giulini, and the Vienna Symphony Orchestra unite in one of the greatest performances of Beethoven’s Emperor Concerto available. Michelangeli’s unparalleled precision aided by Giulini and the Vienna forces lush support particularly in the outer movements is particularly astounding. Deutsche Grammophon’s sound slightly favors the soloist though otherwise fully captures this extraordinary event famously.

Ludwig would be proud”
An “Emperor” that ennobles the listener
“Aristocratic pianism!”

O primeiro comentário acima é dos editorialistas da amazon, que colocam esta gravação como uma das maiores gravações de todos os tempos deste concerto. Os outros três comentários são de clientes da mesma amazon. E lhes garanto que neste caso aqui a unanimidade não é burra, como apregoava Nelson Rodrigues. Ah, esta gravação foi realizada ao vivo, com direito a palmas e tudo. Preparem seus corações, seu cálice e seu vinho favoritos e sentem-se em suas poltronas favoritas para melhor poderem apreciar, e claro, para serem transportados ao Éden, ao Valhala, ou sei lá qual paraíso que escolherem.

01. Konzert für Klavier und Orchester Nr. 5 Es-Dur, op. 73 I. Allegro
02. Konzert für Klavier und Orchester Nr. 5 Es-Dur, op. 73 II. Adagio un poco mosso -
03. Konzert für Klavier und Orchester Nr. 5 Es-Dur, op. 73 III. Rondo. Allegro

Arturo Benedetti Michelangeli – Piano
Wiener Symphoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

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Michelangeli-Arturo-Benedetti-02

Então, Carlo, vamos botar pra quebrar de novo?

Thomas Arne (1710-1778): Eight Overtures


Este é aquele CD que chamo de consistente. Ele cumpre sua função. São 8 boas aberturas barrocas, bem alegres e brilhantes. A interpretação é estupenda. Mas não passa disso. Aqui, Arne não “magica”, não é original, torna-se tão previsível quanto as críticas de Veja à quaisquer esquerdas, mesmo a mais débil. Faz mais ou menos uma semana, ouvi o disco com prazer. Passadas duas horas, já tinha esquecido dele. Entenderam?

Thomas Arne (1710-1778): Eight Overtures

1. Overture No.3 in G 5:07
2. Overture No.1 in E minor 8:06
3. Overture No.2 in A major 6:19
4. Overture No.4 in F major 7:11
5. Overture No.5 in D major 7:08
6. Overture No.6 in B flat major 6:25
7. Overture No.7 in D major 6:13
8. Overture No.8 in G minor 9:05

Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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Thomas Arne: já vi homens mais bonitos

Thomas Arne: já vi homens mais bonitos

PQP

.: interlúdio :. Larry Coryell with Paul Wertico & Marc Egan – Tricycles

FrontCerta vez tive a raríssima oportunidade de assistir a um show de Larry Coryell. Raríssima oportunidade pelo simples fato de ele ter ido tocar em Florianópolis, isso ainda no meio dos anos 90. Foi uma experiência única ter tido a oportunidade de ver ao vivo um de meus guitarristas de jazz favoritos. Desfilou um repertório eclético, indo do fusion ao clássico sem maiores preocupações ou dificuldades. Na época tocava direto em uma determinada rádio FM da cidade sua leitura para o “Bolero” de Ravel. E claro que alguém na platéia solicitou e ele, educadíssimo, acatou a sugestão, nos proporcionando a possibilidade de ouvir uma versão única em violão acústico, sem acompanhamento. E claro que a sua leitura naquele momento era totalmente diferente da versão da rádio, pois era tudo improviso. Foi aplaudido exaustivamente, e lembro de estar em uma das primeiras filas, e ver seu olhar fascinado e intrigado e muito satisfeito, como quem diz, de onde diabos esses caras me conhecem e sabem que gravei o “Bolero” ? Era acompanhado por um trio de jazz baiano, sim, sim, baiano, músicos altamente tarimbados e competentes, mas cientes de que estavam acompanhando uma lenda viva do jazz. Outro momento emocionante foi sua versão, também sem acompanhamento, do clássico “Round´ Midnight” de Thelonius Monk, em sua indefectível guitarra Ibanez semi-acústica.

Esse cd que ora vos trago é bem interessante e curioso pela formação. Paul Wertico e Marc Egan tocaram muito tempo com Pat Metheny, ou seja, são músicos muito experientes.  Ele desfile releituras de obras próprias, como “Dragon Gate” e “Space Revisited”, de sua época eletrificada, e novamente nos brinda com uma leitura absolutamente estonteante e surpreendente de “Round´Midnight”, desta vez contando com a cumplicidade de Egan e Wertico. Ah, e concluem o cd com Beatles. Versátil o rapaz, não acham?

Em outras palavras, um CD “IM-PER-DÍ-VEL !!!” para os fãs do guitarrista e da boa música. Papa finíssima, diria um amigo meu.

01 – Immer Geradeaus
02 – Dragon Gate
03 – Good Citizen Swallow
04 – Tricycles
05 – Stable Fantasy
06 – Spaces Revisited
07 – Round Midnight
08 – Three Way Split
09 – Well You Needn’t
10 – She’s Leaving Home


Larry Coryell – Guitar
Marc Egan – Bass
Paul Wertico – Drums

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Larry Coryell

 

 

Paul Hindemith (1895-1963): Quartetos de Cordas Nros 2 e 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, Paul Hindemith é uma espécie de rei de um gênero raro — o música de câmara moderna contrapontística. Guardadas as proporções, é um barroco no século XX. Adoro suas composições, cada vez mais gravadas e presentes no repertório da música erudita do hemisfério norte. Ele escreveu sete Quartetos de Cordas, os quais refletem a experiência e a segurança prática de um grande violinista e, mais tarde, violista. Coisa ainda mais rara, ele encarou a viola não como um castigo. O Quarteto No 2 foi escrito em 1918, enquanto ele era um soldado na ativa. Sim, participou da 1ª Guerra Mundial. É uma música dinâmica e enérgica, com uma engenhosa série de variações que parodiam os excessos românticos. Claro, tem um final virtuosístico. O Quarteto No 3 é de 1920 e foi muito bem sucedido quando de seu lançamento. É um exemplo emocionante da imaginação concisa de Hindemith. Este quarteto apaixonado, com seu riquíssimo material, é uma das suas obras-primas de sua música de câmara.

Paul Hindemith (1895-1963): Quartetos de Cordas Nros 2 e 3

String Quartet No. 2 in F Minor, Op. 10
1. I. Sehr lebhaft, straff im Rhythmus 00:06:15
2. II. Thema mit Variationen: Gemachlich 00:10:32
3. III. Finale: Sehr lebhaft 00:16:26

String Quartet No. 3 in C Major, Op. 16
4. I. Lebhaft und sehr energisch 00:10:28
5. II. Sehr langsam – Ausserst ruhige Viertel 00:13:09
6. III. Finale: Ausserst lebhaft 00:07:49

Amar Quartet

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Outra raridade: uma foto de Hindemith com cabelo, em 1923, aos 28 anos.

Outra raridade: uma foto de Hindemith com cabelo, em 1923, aos 28 anos.

PQP