Ludwig van Beethoven (1770 – 1827 ) – Sinfonias nº 2 em D Maior, op. 36 e nº 5, in C Menor, op. 67

O tempo está curto hoje, portanto, vou ser breve. Mais duas sinfonias de Beethoven, nas mãos de Harnoncourt e da excelente The Chamber Orchestra of Europe. Vibrante, pungente, dinâmica, estas sinfonias marcam dois momentos importantes da vida de Beethoven. Mas não entrarei em maiores detalhes biográficos. Sugiro a leitura da excelente biografia, “Beethoven”, de Maynard Solomon. E é dali que tiro os seguintes comentários:
” Completada em 1802, durante um período turbulento na vida de Beethoven, a Segunda Sinfonia em ré maior, op. 36, já é obra de um mestre maduro que está liquidando contas – ou fazendo a paz – com a tradição sinfônica clássica antes de embarcar numa viagem musical sem precedentes. É uma obra que tem características retrospectivas e prospectivas: está firmemente enraizada nas últimas sinfonias de Mozart e Haydn, ao mesmo tempo que prenuncia os desenvolvimentos subseqüentes de Beethoven por seus contrastes dinâmicos, modulações inesperadas e movimento propulsivo, tudo controlado por um confiante e fluente classicismo.” Solomon, Maynard. Beethoven. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.

A 5ª Sinfonia, bem, que podemos falar dela que já não tenha sido falado ou comentado? Cito novamente Solomon, que soube sintetizar e enquadrá-la naquele momento:
“Após alguma resistência inicial à sua insólita concentração rítmica, economia de material temático, surpreendentes inovações – a pequena cadenza do oboé no primeiro movimento, a adição do piccolo e contrafagote aos instrumentos de sopro, os efeitors ‘espectrais’ dos contrabaixos no scherzo e trio, os trombones no finale, o retorno do scherzo no finale – a Quinta Sinfonia acabou sendo considerada a a sinfonia quintessencial de Beethoven, revelando novas camadas de significado a cada geração sucessiva. (…) e Berlioz assinalou argutamente que o efeito de transação do scherzo para o Allegro é tão espantoso que seria impossível suplantá-lo no que se segue. (…)críticos do século XX são propensos a ver a Quinta Sinfonia como ‘o exemplo consumado de lógica sinfônica’, como a expressão final da racionalidade clássica, recusando-se a ceder aos tremores violentos do Romantismo iminente.” SOLOMON, op. cit., p. 276-277).

Chega de falar e vamos ao que interessa.

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827 ) – Sinfonias nº 2 em D Maior, op. 36 e nº 5, in C Menor, op. 67

1 Symphonie N°2 – Adagio Molto – Allegro com brio
2 Symphonie N°2 – Larghetto
3 Symphonie N°2 – Scherzo – allegro
4 Symphonie nº 2 – Allegro molto
5 Symphonie N°5 – Allegro com brio
6 Symphonie N°5 – Andante com moto
7 Symphonie Nº 5 – Allegro
8 Symphonie N°5 – Allegro

The Chamber Orchestra of Europe
Nikolaus Harnoncourt

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5 comments / Add your comment below

  1. Pois é, PQP…e eu estou de acordo com os «críticos do séc XX». Mas algo se perdeu depois da Quinta até à Nona. Parece-me… mas confesso-me pouco habilitado a tais avanços. Um abraço!

  2. Talvez a quinta seja a mais bela das sinfonias de Beethoven, agora que eu já conheço as 9 graças à vocês. Muito obrigado.

    Esse segundo movimento é viciante!

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