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Arcangelo Corelli (1653-1713) – Sonatas para Violino Op.5

Sim, amigos. Já postamos estas obras com Eduard Melkus, lembram? Porém, aqui, mostramos um subconjunto do Op. 5 numa gravação mais, mais, digamos, menos sanguínea do que a do conjunto vienense, mas talvez mais agradável aos xiítas da música por instrumentos originais. Antes que alguém me pergunte sobre minha opinião, respondo que, neste caso, sou tucano e muito antes pelo contrário. Aproveito para mudar de assunto dizendo que Sigiswald Kuijken é excelente violinista e regente. F.D.P. Bach inclusive já publicou várias sinfonias de Haydn sob sua compreensiva leitura e amanhã teremos a super-gravação da Missa em Si Menor com o insuperável Gustav Leonhardt!!!

(Ufa, mudei de assunto!)

Arcangelo Corelli – Sonate a Violino e Violone o Cimbalo Op.5

1-5 – Sonata Op. 5: no 3 in C major
6-10 – Sonata Op. 5: no 1 in D major
11 – Sonata Op. 5: no 12 in D minor “La Follia”
12-16 – Sonata Op. 5: no 6 in A major
17-21 – Sonata Op. 5: no 11 in E major
22 – EXTRA (Presente de P.Q.P. Bach) – O “La Follia” de Vivaldi

Wieland Kuijken (Cello)
Robert Kohnen (Harpsichord)
Sigiswald Kuijken (Violin)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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.: interlúdio :.

Bons fluidos de ano novo, parte 2: o swing. Mais uma constelação: Ella Fitzgerald e Louis Armstrong interpretando as canções dos irmãos Gershowitz, ou melhor, Gershwin.

“I never knew how good our songs were till I heard Ella sing them” – I. Gershwin

Além de ser uma excelente trilha para celebrar, Louis deve sua história, de certo modo, a um reveillon. O de 1912 – em que festejou com tiros de pistola para cima. Um policial estava por perto e o recolheu; ele passaria os dois anos seguintes num reformatório, onde ganharia instrução musical, e acabaria se tornando líder daquela banda aos 13. Poucos anos depois, diria ao mundo que o ragtime era agora o jazz, e com seu trompete espalharia o sorriso que sempre trazia no rosto. Ella, apaixonante, é retratada aqui num período de excelência vocal – e se o leitor não conhece este disco, prepare-se para ter um novo referencial absoluto em canções como “They Can’t Take That Away from Me”, “A Foggy Day” e “Summertime”.

Our Love Is Here To Stay: Ella & Louis Sing Gershwin (192)
Composto por Ira & George Gershwin
Produzido por Norman Granz para a Verve

1956, 16/08 – 4, 9
1957, 23/07 – 5, 8, 12
1957, 14/10 – 10, 15
1957, 07/10 – 16
1957 – 1, 3, 11, 13
1959 – 2, 6, 7, 14

download – 91MB
01 I Got Plenty O’ Nuttin – 3’54
02 He Loves And She Loves – 2’48
03 A Woman Is A Sometine Thing – 4’49
04 They Can’t Take That Away From Me – 4’41
05 Let’s Call The Whole Thing Off – 4’13
06 Strike Up The Band – 2’36
07 Things Are Looking Up – 3’05
08 They All Laughed – 3’48
09 A Foggy Day – 4’33
10 How Long Has This Been Going On? – 6’01
11 Summertime – 5’01
12 Love Is Here To Stay – 3’59
13 There’s A Boat Dat’s Leavn’ Soon For New York – 4’55
14 ‘S Wonderful – 3’31
15 I Was Doing All Right – 3’24
16 Oh, Lady Be Good! – 3’59

Boa audição!

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.: interlúdio :.

Com o natal para trás, é hora de pensar na trilha da passagem de ano.

Bons fluidos? Parte um, o bebop. Veloz, agitado, alegre, vivo. E o foi como nunca, talvez, naquele 15 de maio de 1953, em que o Massey Hall de Toronto recebeu um grupo que faria uma única apresentação, sob o nome de “The Quintet”. Parker, Gillespie, Mingus, Powell, Roach. Falem agora sobre supergrupos!

A qualidade da gravação não é das melhores, infelizmente. Mingus, que ficou com as fitas da noite em troca do cachê dos músicos – o Massey Hall não chegou a encher pela metade -, teve que regravar os improvisos de baixo em estúdio, já que a gravação era direta dos alto-falantes do clube. Lançou o disco pelo seu próprio selo (com Powell de sócio) e fez excelente dinheiro – mesmo creditado como “Charlie Chan”, para evitar problemas com a Verve, sua gravadora (que recusou a pedida de 100 mil dólares que Mingus fez pelas fitas). Por outro lado, não há registro que se pareça com a reunião daquela noite; um show que foi uma espécie de cair das cortinas para o bebop. Ases do jazz, que jamais haviam tocado juntos nessa formação, improvisando com prazer e divertindo a si mesmos e a platéia (como na fantástica leitura de “Salt Peanuts”, com Mingus e Gillespie implicando um com o outro na frase-tema).

São muitas as edições deste disco – freqüentemente citado como o maior concerto de jazz de todos os tempos. A apresentada aqui traz outras seis faixas que foram executadas naquela noite, por um time reduzido – Powell com Roach e Mingus. Peguem uma mesa no Massey Hall, entrem no climae ouçam com reverência.

The Quintet – Jazz at Massey Hall (VBR)
Dizzy Gillespie: trumpet
Charles Mingus: bass*
Charlie Parker: alto sax
Bud Powell: piano*
Max Roach: drums*
Produzido por Charles Mingus para a Debut

download – 89MB
01 Perdido (Tizol, Lengfelder, Drake) – 7’53
02 Salt Peanuts (Gillespie, Clarke) – 7’51
03 All the Things You Are (Hamerstein, Kern) – 8’10
04 Wee (Best) – 6’55
05 Hot House (Dameron) – 9’29
06 A Night in Tunisia (Gillespie, Paparelli) – 7’52

07 *Embraceable You (Gershwin, Gershwin) – 4’21
08 *Sure Thing (I. Gershwin, Kern) – 2’09
09 *Cherokee (Noble) – 4’51
10 *Jubilee (Gillespie) – 3’54
11 *Lulaby Of Birdland (Weiss, Shearing) – 2’33
12 *Bass-Ically Speaking (Gillespie) – 4’01

Boa audição!

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Anton Bruckner (1824-1896) – Integral das Sinfonias – Sinfonia Nro. 7

Espero que vocês gostem da primeira das três jóias da coroa de Bruckner, conforme diz o texto abaixo. A sétima é dedicada mais a Wagner do que a Deus… O que me deixa mais tranqüilo, na verdade. Apresentamos a capa da nova gravação que Haitink fez com a Orquestra de Chicago e não a capa do CD gravado com a Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, que ora postamos. O motivo é o de que você não a consegue nem entre os usados da Amazon. Quem o tem não o larga. É uma obra-prima. Os dois primeiros movimentos são arrasadores. A seguir coloco para vocês um bom texto encontrado faz algum tempo na rede:
Anton Bruckner nasceu em 4 de setembro de 1824, no vilarejo de Ansfeld, norte da Áustria. Seus pais eram professores primários e ele mesmo teve educação formal para o magistério, mas levou adiante seus estudos de música (notadamente órgão) e, aos 13 anos, entrou para o famoso coro do monastério de Sankt Florian.

Foi lá que abraçou definitivamente sua vocação religiosa e musical. Em 1845, tornou-se professor e organista adjunto, e começou a compor. Bruckner permaneceu nas funções até 1856, quando foi nomeado organista da catedral de Linz e saiu do monastério. Este período foi marcado por estudos de contraponto e orquestração e constantes viagens a Viena. Em uma dessas viagens, Bruckner conheceu a obra de Wagner, e ficou completamente fascinado por ela. Foi nesta época, quando tinha aproximadamente 40 anos, que sua produção como compositor toma fôlego, com as primeiras sinfonias.

Em 1868, obteve o posto de professor do Conservatório de Viena, e para lá fixou residência; veio a lecionar na Universidade de Viena oito anos depois. Na capital do Império Austro-Húngaro, Bruckner, uma pessoa tímida, sem muito manejo social e com baixíssima autoestima, sofria com os ataques da ala brahmsiana, principalmente de Eduard Hanslick, o mais influente dos críticos vienenses. Porém, como organista, era aclamado e disputado.

O reconhecimento público como compositor só veio com a apresentação da Sétima Sinfonia, em 1884. A Oitava Sinfonia estreou em 1892 e foi outro grande sucesso (inquestionável até por Brahms e Hanslick), mas teve gestação complicada. O compositor havia enviado esboços da obra a seu amigo, o maestro Hermann Levi, que a reprovou. Bruckner entrou em profunda depressão – até pensou no suicídio – e tratou de revisar completamente a sinfonia. Mas o resultado final valeu muito a pena, já que a Oitava é sua maior obra e uma das maiores sinfonias de todos os tempos.

O esforço na revisão da Oitava acabou por comprometer a Nona, que foi deixada inacabada: Bruckner morreu em 11 de outubro de 1896, aos 72 anos, trabalhando no Finale. Seus restos mortais foram depositados sob o órgão do mosteiro de Sankt Florian.

SUA OBRA

Podemos fazer uma divisão da obra bruckneriana em dois períodos: o período sacro, que abrange das primeiras obras até a Terceira Sinfonia (1873); e o período das grandes sinfonias, de 73 até sua morte.

Apesar de toda a fama de Bruckner como compositor religioso, sua obra sacra não é tão grande como pode parecer (mais intrigante, porém, dado que era um organista de grande renome, é o número muito reduzido de obras para órgão). Ele compôs seis missas – destaque para a segunda e para a terceira, a Grande – e um réquiem, muitos motetos, o famoso Te Deum e o Salmo CL, os dois últimos já no final da vida.

Mais importantes, para Bruckner, são suas sinfonias. Foram compostas onze delas, sendo que as duas primeiras foram rejeitadas e depois editadas como as de números 00 e 0. Da Zero à Terceira forma-se um grupo relativamente homogêneo de sinfonias. Todas são em tom menor, trágicas e pesadas. A mais grandiosa delas é justamente a de número três, dedicada a Wagner. Nenhuma sinfonia dessa fase, mesmo as rejeitadas, é menos do que interessante.

As três sinfonias seguintes, 4, 5 e 6, formam o segundo grupo. São sinfonias mais positivas, em tom maior. A mais conhecida é a Quarta, a Romântica, uma sinfonia perfeita, de grande beleza e humanidade. A Quinta é mais ampla e tem maiores pretensões arquitetônicas, especialmente no grandioso final em fuga. Data do período em que ingressou na Universidade de Viena, talvez daí o rigor técnico.

As três últimas, 7, 8 e 9, são as verdadeiras jóias da coroa de Bruckner. A Sétima é uma sinfonia belíssima, com destaque para o sublime Adagio, composto em memória a Wagner, que tinha acabado de falecer.

A Oitava é talvez a maior obra-prima de Bruckner e uma das maiores sinfonias já compostas em todos os tempos. Gigantesca (mais de 80 minutos de duração), com orquestração grandiosa e concepção monumental, ela impressiona a todos por sua profundidade e majestosidade. O Scherzo, de mais de 15 minutos, é um dos maiores da história e seu maravilhoso trio, um dos pontos altos de sua produção sinfônica.

Da Nona, infelizmente, conhecemos apenas os três primeiros movimentos. É a mais mística das sinfonias brucknerianas, de concepção tão grandiosa quanto a Oitava e de inspiração religiosa – foi dedicada “ao Bom Deus”. Muitas vezes, a orquestra soa como um imenso órgão. É de suas obras mais potentes.

AS VERSÕES

Bruckner era uma pessoa tremendamente insegura e, por causa das críticas – muitas delas injustas – que recebia, revisava constantemente suas obras. Isso acabou gerando um problema para a posteridade. Muitas vezes suas sinfonias têm três versões para o intérprete escolher, e a escolha sempre é difícil. Afinal, qual é a mais fiel às intenções originais de Bruckner?

Duas edições completas das sinfonias foram lançadas, a de Robert Haas e a de Leopold Nowak. Cada uma delas recupera cores feitos em algumas versões, ou os aceita, ou acrescenta partes. A edição Nowak tende a manter os cortes e a Haas, a restaurar os trechos perdidos. Nenhuma versão é perfeita e cada um tem a sua predileta. Em geral, aceita-se que a melhor Terceira é a Haas e que a melhor Quarta é a Nowak (apesar do prato “errado” do Finale), mas não chegou-se a um consenso quanto à versão da Oitava. Uma opinião? Nowak.

Trecho de texto anônimo retirado daqui. O endereço parece estar desativado atualmente…

Anton Bruckner – Sinfonia Nº 7

Symphony No. 7: I. Allegro moderato
Symphony No. 7: II. Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam
Symphony No. 7: III. Scherzo: Sehr schnell
Symphony No. 7: IV. Finale: Bewegt, doch nicht schnell

Bernard Haitink
Royal Concertgebouw Orchestra, Amsterdam

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Piotr Illich Tchaikowsky (1840-1893) – Symphony nº 5, n E minor, op. 64, e Symphony nº 6, in B Minor, op. 74, “Pathetique”

Capa2FDP Bach resolveu postar estas duas sinfonias juntas por dois motivos principais: um deles, mais óbvio, por serem suas duas últimas, e também para adiantar as suas postagens. Tudo bem, esse motivo não é tão nobre assim..

Enfim, duas obras primas do repertório sinfônico, dois monumentos da história da música ocidental. Deixo os detalhes referentes às suas causas, motivações, inspirações e demais detalhes que levaram à composição à cargo do booklet que acompanha a caixa, onde cada sinfonia é analisada em profundidade, dentro de seu contexto histórico-biográfico específico.

Mariss Jansons e sua Oslo Philarmonic Orchestra foram uma grata surpresa para mim. A afinidade entre o regente e a orquestra, sua noção de equilíbrio, e principalmente sua sensibilidade musical, na qual deixa transparecer elementos que não apareciam em outras gravações, como as de Karajan, tudo isso me fez ouvir Tchaikovsky sob outro ângulo, e a esse fato lhes sou grato. Antes que perguntem, não, não tenho as famosas gravações de Mvransky, sei que são referência mas nunca tive oportunidade nem acesso à elas. A torrente de paixões, o fluxo ininterrupto de emoções, como numa montanha russa, a que somos jogados quando ouvimos essas sinfonias, em Jansons tornam-se mais patentes, porém não tão violentas. Por exemplo, o segundo movimento da 6ª sinfonia, um “allegro com grazia”, nos dá vontade de sairmos dançando, num embalar lento e contínuo. Lembra os balés mais famosos do compositor.

Tchaikovsky dessa forma se consolida como um de meus compositores favoritos, apesar de seus excessos, e confesso que o que me atrai neles são exatamente esses excessos.  Sua alma atormentada, seus conflitos internos, sua homossexualidade sempre oculta, tudo isso o levou a compor obras tão admiráveis que, apesar das críticas severas da época, se tornaram eternas, e até hoje, em pleno século XXI, nos emocionam…

P.S. – Infelizmente não será possível postar a Sinfonia “Manfred”. O arquivo desse cd veio corrompido,  teria de baixar novamente no emule, e confesso que esperar novamente três meses, como esperei da primeira vez não me anima nem um pouco. Assim que possível, a postarei.

Piotr Illich Tchaikowsky (1840-1893) – Symphony nº 5, n E minor, op. 64, e Symphony nº 6, in B Minor, op. 74, “Pathetique” 

CD 4 – Symphony nº 5, n E minor, op. 64

1 -I. Andante – Allegro con anima
02 II. Andante cantabile, con alcuna licenza
03 III. Allegro moderato
04 IV. Andante maestoso – Allegro vivace

CD 5 – Symphony nº 6, in B Minor, op. 74, “Pathetique” 

01 – Adagio – Allegro non troppo
02 – Allegro con grazzia
03 – Allegro molto vivace
04 – Finale – Adagio lamentoso

Oslo Philarmonic Orchestra
Mariss Jansons – Director

SINFONIA Nº 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

SINFONIA Nº 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BOOKLET – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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J. S. Bach (1685-1750) – Variações Goldberg (Versão para metais)

11647363Parece gozação, mas não é. O quinteto de metais Canadian Brass interpreta as Variações Goldberg de nosso pai. É um registro respeitoso que dá nova sonoridade a uma obra de tal forma polifônica que não pensaríamos numa versão deste tipo. Mas notem: no passado, o Canadian já tinha dado um banho de bola em A Arte da Fuga, que só possuo em vinil.

Não obstante, não posso deixar de rir ante o esforço que os canadenses fazem para vencerem alguns temas mais longos e com tantas notas que um instrumento tem de ser substituído por outro no meio da maior pauleira. É bonito de ver, ou melhor, de ouvir.

Ia fazer um grande texto sobre as Goldberg, sobre o adolescente de enormes mãos e o Conde Keyserling, mas deixo este trabalho para a melhor versão desta obra: a de Pierre Hantaï. Sim, sei que “a melhor” tem de ser a de Gould, mas não é! Ou talvez seja a melhor que utilize o piano, sei lá. Porém, não pensem que não gosto de Gould – tenho a primeira e segunda versões, ouço-as bastante, assim como o DVD da segunda e os guardo no meu Panteão -, só que o temperamental Hantaï o vence.

Tudo são opiniões e, como eu sempre digo, as minhas não têm maior validade fora do espaço ocupado por meu pobre e limitado cérebro. Com vocês,

Bach: Goldberg Variations, BWV 988 (Aria With Variations, From Clavier – Ubung, Part lV) transcribed for Brass Quintet, Canadian Brass
Release Date: 2000
MP3 320 kbps – 117 MB

01. Aria
02. Variation 1
03. Variation 2
04. Variation 3: Canon At The Unison
05. Variation 4
06. Variation 5
07. Variation 6: Canon At The Second
08. Variation 7
09. Variation 8
10. Variation 9: Canon At The Third
11. Variation 10
12. Variation 11
13. Variation 12: Canon At The Fourth
14. Variation 13
15. Variation 14
16. Variation 15: Canon At The Fifth
17. Variation 16: Overture
18. Variation 17
19. Variation 18: Canon At The Sixth
20. Variation 19
21. Variation 20
22. Variation 21: Canon At The Seventh
23. Variation 22
24. Variation 23
25. Variation 24: Canon At The Octave
26. Variation 25
27. Variation 26
28. Variation 27: Canon At The Ninth
29. Variation 28
30. Variation 29
31. Variation 30: Quodlibet
32. Aria

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PART 1

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PART 2

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.: interlúdio :.

Primeiro, o aviso: alguns amigos tiveram problemas com os arquivos ogg deste disco do Pat Metheny e do John Scofield. Não mais temam: eis, neste link, o disco em formato mp3, 192k.

Mas já que vim atualizar o arquivo, aproveitei para trazer o homem por trás do disco de Scofield e Metheny – e de todos os outros guitarristas de jazz pós-1940: Lester Polfuss.

Cover

Les Paul tem um nome associado à produção do rock (por seu pioneirismo como inventor e luthier), mas foi um exímio, se não o maior, guitarrista de jazz. Tão bem-sucedido que começou, tocando nas rádios de Chicago, que quando lançou um disco de hillbilly, preferiu usar um pseudônimo.

Como pessoa, Les Paul é (sim, ainda está vivo aos 92, e toca toda segunda-feira) um gênio inquieto – refez a guitarra, criou o reverb e a gravação multipista, montou uma rádio pirata em NY, 1940. Como músico, foi apadrinhado por Bing Crosby e seu estilo pavimentou as estradas do guitar jazz. O disco trazido aqui é uma coletânea – o estilo veloz e de extremo virtuosismo de Paul passa pelo swing, segue firme com um bop de velocidade e técnica, lembra em momentos o blues rural e ainda flerta com regionalismos como o havaiano e o latinoamericano. Estas gravações foram feitas para a Decca e são anteriores ao período em que fez sucesso com sua esposa, Mary Ford – entre 1946 e 51. A compilação é de 1971.

The Guitar Artistry of Les Paul (320)

download – 60MB

01 Begin The Beguine (Porter) – 3’03
02 Sweet Leilani (Owens) – 3’03
03 Dark Eyes (Traditional) – 2’41
04 My Isle Of Golden Dreams (Kahn, Blaufuss) – 2’45
05 Guitar Boogie (Smith) – 2’33
06 Blue Skies (Berlin) – 2’39
07 To You Swetheart Aloha (Owens) – 2’50
08 Dream Dust (Marcus, Wood, Seiler) – 2’54
09 Hawaiian Paradise (Owens) – 3’06
10 Steel Guitar Rag (Travis, McAuliffe, Stone) – 2’51

Boa audição!

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Piotr Ilych Tchaikovsky (1840-1893) – Sinfonia nº 4, in F minor, op. 36, Capriccio Italien, op. 45

Eis que passado o período natalino, FDP Bach volta à sua exploração da alma russa. Desta vez, trago mais uma sinfonia de Tchaikovsky, a de nº 4, e o famoso Capriccio Italiano, possivelmente a primeira obra que ouvi desse compositor, quando ainda era criança.

A interpretação sempre está a cargo de Mariss Jansons, à frente da Orquestra Filarmônica de Oslo. que optou por uma versão mais equilibrada.

Tchaikovsky compôs essa sinfonia com uma dedicatória à sua mecenas, Nadezhda von Meck. Maiores informações e uma análise mais apurada da sinfonia pode ser encontrada aqui.

Mas vamos ao que interessa.

Piotr Ilych Tchaikovsky (1840-1893) – Sinfonia nº 4, in F minor, op. 36, Capriccio Italien, op. 45

01 I – Andante sostenuto – Moderato con anima

02 II – Andantino in modo di canzona

03 III – Scherzo- Pizzicato ostinato

04 IV – Finale- Allegro con fuoco

05 Capriccio Italien Op.45

Oslo Philarmonic Orchestra

Mariss Jansons – Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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.: interlúdio :.

Talvez em cima da hora – talvez algum leitor presenteado com um iPhone testando a conexão com seu blog favorito -, mas também lembrando de quem festeja com um almoço no dia 25, corro pra deixar aqui um dos mais populares discos de jazz de todos os tempos, The Charlie Brown Christmas. Falava em discos comerciais no post anterior? E o que dizer desse, que foi gravado sob encomenda para o especial da CBS, em 1965? Tanto que é uma das trilhas de tevê, e um dos álbuns temáticos de natal, mais vendidos de todos os tempos. Função à parte, o revezamento de trios que Vince Guaraldi propõe é excelente e funciona com perfeição, podendo inclusive ser servido à mesa.

Music Album Record A Charlie Brown Christmas

Vince Guaraldi Trio – A Charlie Brown Christmas (192)
Vince Guaraldi: piano, arrangement
Fred Marshall/Monty Budwig: double bass
Jerry Granelli/Colin Bailey: drums

download – 57MB

01 O Tannenbaum – 5’08
02 What Child Is This? – 2’25
03 My Little Drum – 3’12
04 Linus and Lucy – 3’06
05 Christmas Time Is Here [Instrumental] – 6’05
06 Christmas Time Is Here [Vocal Version] – 2’47
07 Skating – 2’27
08 Hark! The Herald Angels Sing – 1’55
09 Christmas Is Coming – 3’25
10 Für Elise – 1’06
11 The Christmas Song – 3’17
12 Greensleeves – 5’26

Boa audição, e bom natal!

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Béla Bartók (1881-1945) – The Bartók Album, pelo Muzsikás

Muzsikas The Bartok AlbumEste espetacular CD – uma grande idéia do Muzsikás e verdadeiro presente de Natal -, que recebe prêmios e cinco estrelas aonde vai, pode ser chamado de “conceitual”, adjetivo gasto e quase sempre mal utilizado.

Talvez não haja nenhum compositor mais envolvido com a música folclórica de seu país do que Béla Bártok. Suas viagens com Kodály pelo interior da Hungria e Romênia no início do século XX serviram para preservar uma herança musical que talvez fosse perdida. É claro que ele estava interessado em encontrar motivos e inspiração para a sua música radicalmente nova, porém suas gravações serviram para que surgissem uma nova ciência, a etnomusicologia, e novos grupos folclóricos. Este The Bartók Álbum é um tributo ao trabalho de Bartók e Kodály. O grupo Muzsikás e a cantora Márta Sebestyén tocam e cantam as canções descobertas por Bartók. Em meio a estas, apresentam algumas gravações originais realizadas pelo próprio Bartók, fazendo a conexão das mesmas com algumas peças do compositor. Tais peças – alguns duos para violino – são interpretadas pelo principal violinista do Muzsikás, Mihaly Sipos, e pelo violinista clássico romeno Alexander Balanescu. Este CD e as gravações de Bartók dão nova dimensão ao trabalho de um dos maiores compositores do século XX.

Ouçam, por exemplo, a faixa 10, gravação realizada por Bartók, a 11, peça escrita por ele para duo de violinos e depois e 12, Muszikás. Depois, ouçam a faixa 13 (a partir de 2 min 50) e a comparem com a quarta faixa deste extraordinário CD. Bom, se você não se arrepiar… OK, questão de gosto, façamos de conta…

Em 1901, fascinados pela música do também húngaro Liszt, Bartók e Kodály tomaram consciência das relações de seu predecessor com a cultura popular da Europa Oriental. Ambos jovens compositores, resolveram estudar a música dos camponeses da região. Em 1905, Bartók pleiteou uma bolsa que lhes facultou recursos para recolher essas canções “em sua própria fonte” e partiu para anotá-las e gravá-las em companhia de Kodály. Então souberam que seus conhecimentos sobre tal assunto – e os de outros compositores – eram desfigurados, quase paródias da realidade. Na verdade, o que habitualmente se chamava de música cigana (tzigane) e danças húngaras não passavam de garatujas desengonçadas, distantes da caligrafia original.

A partir de publicação das Canções Populares Húngaras, eles inauguram uma nova disciplina científica – a etnomusicologia. Nos anos posteriores, ampliaram seus progressivamente o horizonte geográfico de seus trabalhos: primeiro a Romênia, depois a Ucrânia, a Bulgária, até a África do Norte (Argélia e Egito) e a Anatólia (Turquia). Com o tempo, tornaram-se alvo da galhofa de certos críticos que não compreendiam a necessidade dos dois de alimentarem suas linguagens musicais com matéria viva. Estes críticos, ridicularizavam especiamente (e incompreensivamente) o último movimento da Música para Cordas, Percussão e Celesta, de Bartók, que hoje é uma das peças fundamentais do repertório erudito do século XX.

O resultado, para a arte de Bartók e Kodály, foi um estilo originalíssimo. Em seus trabalhos, eles utilizavam elementos alheios à música da Europa Ocidental. Depois, conseguiram uma gloriosa união de seus estilos com o da grande tradição européia, sobretudo com Bach (caso de Bartók). Kodály foi um enorme compositor, porém – como os dramaturgos elisabetanos que tiveram o “azar” de serem contemporâneos de Shakespeare – foi sufocado pela genialidade do amigo Bartók. Bartók tornou-se subitamente célebre em 1911, quando da publicação da curtíssima peça para piano Allegro Barbaro. A música do povo era mais interessante, selvagem e intrincada do que qualquer scholar da época imaginava. O espírito científico de ambos não deve ser comparado ao dos compositores ditos “nacionalistas”, que se contentavam em tomar de empréstimo à música popular seus trejeitos para que suas obras ganhassem um colorido folclórico.

Eles assimilaram o espírito da música camponesa, aplicando, ao criar, estruturas forjadas no conhecimento aprofundado dos esquemas populares. Descobriram, por exemplo, que a improvisação melódica se realizava por um processo que é o mesmo em todas as músicas populares: partindo de uma curta fórmula de base – que pode ser de apenas duas notas – os músicos vão ampliando progressivamente esta fórmula, e a elas retornam periodicamente no decorrer de uma peça, como se o fizessem para ganhar, a cada vez, um novo impulso. Este fato – que pode parecer uma simples definição do jazz – era desconhecido há 100 anos atrás. É inegável o mérito de Bartók de observar a realidade, depreendendo dela as leis internas de seu funcionamento para, então, empregá-las em suas obras. 

Bartók sentiu-se atingido quando o ministro da Educação Popular e Propaganda Nazista Goebbels, em 1936, organizou uma exposição de “Música degenerada” incluindo os nomes de Stravinsky, Schönberg e Milhaud. Escreveu ao ministro para que este inscrevesse seu nome e sua música nesse grupo. Depois, em 1938, chegou mesmo a declarar que pretendia converter-se à religião judaica como forma de ficar ao lado dos perseguidos. Expôs-se de tal maneira, que foi obrigado a aceitar os insistentes pedidos dos amigos – entre eles o de Benny Goodman – para que emigrasse, o que fez apenas em 1940. Foi para os Estados Unidos, onde morreu em 1945. Kodály viveu na Hungria até 1967. Além de compositor, era professor universitário e presidente da International Society for Music Education, da Hungarian Academy of Sciences e da International Folk Music Council.

Fontes: História da Música Ocidental de Jean e Brigitte Massin, um calhamaço de quase 1300 páginas, da Nova Fronteira, 1997; Música da Modernidade de J. Jota de Moraes, Ed. Brasiliense, 1983; e algo de mim mesmo, com o providencial auxílio da memória de livros e discos.

Muzsikás – The Bartók Album

1. Dunantuli Friss Csardasok
2. Jocul Barbatesc
3. Violin Duo No.32, ‘Dance Of Maramaros’
4. Maramaros Dances
5. On The River Bank
6. Swineherds’ Dance
7. Dunantuli Ugrosok
8. Shepherd’s Flute Song
9. Forgacskuit Lads’ Dance
10. My Horse’s Shoe
11. Violin Duo No.28, ‘Sorrow’
12. Bonchida: Slow Lads’ Dance
13. Magyarbecei Oreges Csardasok
14. Pe Loc
15. Bota Dance
16. Torontal Dances
17. Ardeleana
18. Vioiln Duo No.44, ‘Transylvanian Dance’
19. Fuzes: Lads’ Dance
20. The Churchyard Gate
21. Kalotaszeg Dances
22. I Left My Homeland

On this CD:
1. Dunántúli friss csárdások (Transdanubian fast csardas)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

2. Jocul barbatesc
Composed by Romanian Traditional
with Muzsikas

3. Duos (44) for 2 violins, Volumes 1-4, Sz. 98, BB 104 No. 32, Hegedüduó, “Máramarosi tánc,”
Composed by Bela Bartok
with Muzsikas, Alexander Balanescu

4. Máramoarosi táncok
Composed by Romanian Traditional
with Muzsikas, Marta Sebastyen, Zoltan Farkas

5. Porondos víz martján (On the river bank)
Composed by Moldavian Traditional
with Muzsikas, Marta Sebastyen

6. Kanásztáncok két hegedün (Swineherd’s dance)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

7. Dunántúli ugrósok (Transdanubian dance)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Janos Kovacs

8. Pásztornóták hosszúfurulyán (Shepherd’s flute song)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Zoltan Juhasz

9. Forgácskúti legényes
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Ignac Veres

10. Pejparipám rézpatkója
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Alexander Balanescu

11. Bonchidai lassú magyar (Slow lad’s dance from Bonchida)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Zoltan Porteleki

12. Magyarbecei öreges csárdások (Magyarbece csardas)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Marta Sebastyen

13. Pe Loc
Composed by Romanian Traditional
with Muzsikas

14. Botos tanc (Bota dance)
Composed by Romanian Traditional
with Muzsikas

15. Torontáli táncock
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

16. Ardeleana
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

17. Duos (44) for 2 violins, Volumes 1-4, Sz. 98, BB 104 No. 44, Hegedüduó “Erdélyi tánc,”
Composed by Bela Bartok
with Muzsikas, Alexander Balanescu

18. Füzesi ritka magyar
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

19. A temetö kapu (The churchyard gate)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Marta Sebastyen

20. Mérai lassúcsárdás és szapora (Kalotsaszeg dances)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas, Marta Sebastyen

21. Elindultam a hazámból (I left my homeland)
Composed by Hungarian Traditional
with Muzsikas

22. Duos (44) for 2 violins, Volumes 1-4, Sz. 98, BB 104 No. 28, Hegedüduó, Bánkódás
Composed by Bela Bartok

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.: interlúdio :.

Álbums de canções natalinas, quando não são piegas, são extremamente comerciais. Entre as exceções está o Silent Night de Chet Baker, gravado em 7 de janeiro de 1986. Um disco belo, técnico e honesto, para ser escutado poucas vezes ao ano. Aproveitem!

Chet Baker W Silent Nights Front Orig

Chet Baker & Christopher Mason Quartet – Silent Night (128)
Chet Baker: trumpet
Christopher Mason: sax alto
Mike Pellara: piano
Jim Singleton: bass
Johnny Vidacovich: drums

download – 34MB

01 Silent Night Pt.1 – 2’54
02 The First Noel – 2’06
03 We Three Kings – 2’28
04 Hark, the Herald Angels Sing – 2’01
05 Nobody Knows the Trouble I’ve Seen – 3’57
06 Amazing Grace – 3’38
07 Come All Ye Faithful – 4’28
08 Joy to the World – 2’41
09 Amen – 1’41
10 It Came Upon A Midnight Clear – 1’57
11 Swing Low, Sweet Chariot – 3’24
12 Silent Night Pt.2 – 4’01

Boa audição!

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Charles Tessier (1550-1604) – Carnets de Voyages

1Um CD belíssimo o deste Charles Tessier que desconhecia uma semana atrás. É melodioso, engraçado e muito bem interpretado pelo Le Poème Harmonique. Só depois de ouvi-lo – e de me surpreender – é que soube que o CD comemorava o 100º da extraordinária gravadora Alpha. Como diz este blog português aqui:  

“A Alpha acaba de fazer 100 discos. Assinala o feito um colorido “caderno de viagens” de Charles Tessier (séc. XVI, contemporâneo de John Dowland e alaudista como este), com navegação a cargo do agrupamento mais emblemático da editora: Le Poème Harmonique, dirigido por Vincent Dumestre. Porque é Dumestre, volta a ser de mestre. E difícil seria igualmente conceber melhor súmula daquilo que constitui o perfil musical que a Alpha baralha aqui para nos dar por muitos mais discos.”

Já estava na hora de falar na Alpha, não? É uma gravadora tão boa quando as duas Harmonia Mundi. Que nos dê muitos CDs!

Na espetacular execução do Le Poème, um compositor na passagem do século XVI para o XVII – Charles Tessier, compositor da corte francesa de Henrique IV e que, fora da França, conheceu apenas a Alemanha e Londres – transforma em música suas viagens reais ou imaginárias: França, Inglaterra, Itália, Espanha, Império Otomano, Arábia. É curiosa a variação de ritmos, formas e instrumentação utilizada. Destaque especial para as faixas 2 e 3.

Imperdível!

Charles Tessier (1550-1604) – Carnets de Voyages

Performer: Le Poème Harmonique

1. Chansons turcquesques : Hel vel Aqueur & Tal lissi man
2. Air espagnol : No ay en la tierra
3. Chanson suisseee : Mattone mie care
4. Bransle de village (manuskrit Philidor)
5. Bransle de Lorraine (manuskrit Philidor)
6. Junckfraw deine schöne gstalt erfreüt mich sehr ( Leo Hassler)
7. Pavana del Sgr. Guilhelmo Keudelio (Maurice de Hesse)
8. Villanelle italienne : Madonna di Coucagna
9. Villanelle italienne : Vita di voria dar
10. Air de court : Me voilà hors du naufrage
11. The earle of Essex galiard (John Dowland)
12. Burth foth my tears (John Dowland)
13. Les Gascons (manuskrit Philidor)
14. Chanson : Je suis par trop longtemps pucelle
15. Air de court : Quand le flambeau du monde…

Playing time: 59′

Enregistrement du 28 octobre au 1er novembre 2005 à la chapelle Notre-Dame de Bon-Secours, Paris.

Le Poème Harmonique:
Claire Lefilliâtre, soprano
Bruno le Levreur, haute-contre
Jan van Elsacker, ténor
Arnaud Marzorati, basse

Catharina Andres, Johanne Maitre, bombarde, flûte
Franck Poitrineau, sacqueboute
Stéphane Tamby, Mélanie Flahaut, flûte et dulciane
William Dongois, cornet
Kaori Uemura, dessus de viole
Sylvia Abramowicz, Isabelle Saint-Yves, basse de viole
Françoise Enock, violone
Michèle Claude, percussions
Vincent Dumestre, guitare, théorbe & direction

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 1 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – Parte 2

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Georg Philip Telemann (1681-1767) – Concertos

Telemann Conc Mus Ant KolnExistem muitos CDs com coletâneas de concertos de Telemann, muitos mesmo. Mas, sabe?, o melhor de Telemann talvez seja aquela Suíte para Flauta e Orquestra – FDP postou-o aqui com o Rampal – e o incrível Concerto para Flauta Doce, Flauta Transversa, Cordas e Contínuo que fecha mais este belo CD do Musica Antiqua de Köln.

Aviso aos navegantes que forem adquirir o CD: ele não saiu pela subsidiária Archiv e sim pela mamãe DG. Não façam como eu que, anos atrás, botei no Google “Musica Antiqua Koln Telemann Archiv” e passei horas procurando o tal CD… Sem resultados. Não sejam trouxas como eu.

Telemann – Concertos

Konzert A-dur fur zwei skordierte Violinen und Continuo
1 Affettuoso
2 Vivace
3 Aria
4 Bourée

Konzert D-dur fur vier Violinen ohne Continuo
5 Adagio
6 Allegro
7 Grave
8 Allegro
 
Konzert a-moll fur Blockflote, Viola da gamba, Streicher und Continuo
9 Sem indicação de tempo
10 Allegro
11 Dolce
12 Allegro
 
Konzert g-moll fur Blockflote, Violinen und Continuo
13 Allegro
14 Siciliana
15 Bourée
16 Menuett
 
Konzert C-dur fur vier Violinen ohne Continuo
17 Grave
18 Allegro
19 Largo e staccato
20 Allegro
 
Konzert e-moll fur Blockflote, Traversflote, Streicher und Continuo
21 Largo
22 Allegro
23 Largo
24 Presto

Musica Antiqua Koln, Reinhard Goebel

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Modest Petrovich Mussorgsky (1839-1881), Alexander Porfiryevich Borodin (1833-1887), Nikolai Andreyevich Rimsky-Korsakov (1844-1908)

Capa Ausente por alguns dias do blog, devido a compromissos pessoais, FDP Bach está prestes a entrar em férias, mas antes estará disponibilizado mais algumas pérolas da música, escolhidas a dedo.
Esta minha postagem é uma espécie de contraposição à anterior feita pela minha colega Clara Schumann. Enquanto ela se dedica de corpo e alma à causa francesa, FDP continua envolvido com a alma russa. E esse cd que estou postando hoje é, como o de Clara, uma espécie de coletânea também, só que de música russa. Três grandes compositores que souberam captar a alma russa e transmiti-la para sua música. E os três pertencentes ao famoso “Grupo dos Cinco”, grupo de compositores russos nacionalistas, que procuravam produzir uma música especificamente russa.
Sou fã ardoroso de Mussorgsky, principalmente de seus “Quadros de uma Exposição”, já postada aqui em versão para piano, se não me engano. Pois nessa coletânea teremos “Uma Noite no Monte Calvo” (com o perdão da tradução tosca, mas foi a que me pareceu mais adequada). Quem não se lembra do clima sombrio capturado por Walt Disney em seu “Fantasia” ? Eu era um garoto quando assisti pela primeira vez à este clássico da animação, e confesso que fiquei com um certo temor, pela atmosfera conseguida pela interpretação de Stokowsky e as imagens de Disney: uma combinação genial.
Borodin comparece duas vezes, e Rimsky-Korsakov 3 vezes, com sua magnífica “Russian Easter Overture”, obra da qual PQP Bach já se declarou fã, a prova de fogo para qualquer instrumentista, “Flying of the Bumble Bee”, e claro, o indefectível “Capriccio Espanol”, sempre presente nessas coletâneas de música “ligeira”.
André Cluytens é um regente experiente, e consegue capturar e transmitir essa alma russa a que me referi no começo da postagem.
Enjoy it.

Alexander Borodin, Modest Mussorgsky, Rimsky Korsakov – Musique Russe

1 – Modest Mussorgsky: Night on the Bald Mountain
2 – Alexander Borodin: In the Steppes of Central Asia
3 – Nikolai Rimsky-Korsakov: Capriccio Espagnol

Philharmonia Orchestra, André Cluytens (Rec. 1960)

4 – Nikolai Rimsky-Korsakov: Russian Easter, Festival Overture
5 – Nikolai Rimsky-Korsakov: The Flight of the Bumble-Bee
6 – Alexander Borodin: Polovtsian Dances from ‘Prince Igor’
Société des Concerts du Conservatoire

Andre Cuytens – Director
Philharmonia Orchestra, André Cluytens
Société des Concerts du Conservatoire

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.: interlúdio :.

Passei tanto tempo pesquisando e montando as datas e line-ups das gravações que o dia virou. Então deixemos as delongas de lado e passemos a uma compilação magnífica de uma das maiores entre todas – em seu apogeu, formando estilo, fazendo escola, arrepiando até a espinha do ouvinte.

Billie Holiday From The Original Decca Masters

 

Billie Holiday – Original Decca Masters (192)

[1] 17/08/49, Buster Harding and his Orchestra
[2] 19/10/49, Gordon Jenkins and his Orchestra
[3] 08/09/49, Sy Oliver and his Orchestra
[4] 08/03/50, Holiday and her Orchestra
[5] 22/01/46, Billie Holiday accompanied by Bill Stegmeyer Orchestra
[6] 29/08/49, Sy Oliver and his Orchestra
[7] 04/10/44, Billie Holiday with Toots Camarata Orchestra
[8] 30/09/49, Louis Armstrong and Sy Oliver Orchestra
[9] 13/02/47, Billie Holiday accompanied by Bob Haggart Orchestra

download AQUI – 67MB

01 Ain’t Nobody’s Business If I Do (Grangier) [1] – 3’23
02 Baby Get Lost (Feather) [1] – 3’17
03 Them There Eyes (Tauber) [6] – 2’51
04 Keeps on Rainin’ (Williams) [6] – 3’16
05 God Bless the Child [4] – 3’10
06 Do Your Duty (Sox Wilson) [3] – 3’17
07 You’re My Thrill (Clare) [2] – 3’24
08 Gimmie a Pigfoot (And a Bottle of Beer) (Sox Wilson) [3] – 2’46
09 Crazy He Calls Me (Sigman) [2] – 3’05
10 Now or Never (Lewis) [8] – 3’18
11 Please Tell Me How (Pope) [2] – 3’15
12 Lover Man (Where Can He Be) (Sherman) [7] – 3’23
13 Good Morning Heartache (Fisher) [5] – 3’09
14 Solitude (DeLange) [9] – 3’11
15 This Is Heaven to Me (Reardon) [4] – 2’52

Boa audição!

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Effetti e Stravaganze (pero no mucho) – Affect and Effect in 17th-Century Instrumental Music

Effetti E Stravaganze FrontNem tantos efeitos ou extravagâncias. Esperava um CD tão escandaloso e alegre ou bizarro quanto a capa e o título sugeriam, mas nada disso. É interessante sem cumprir o que promete; ou seja, seu conteúdo não é all that ludus. O Concerto Palatino é um bom grupo e deixo em aberto a avaliação da qualidade do CD. É que a desproporção entre capa e conteúdo me deixou realmente desconcertado.

A Accent já foi mais séria, principalmente na época em que tinha René Jacobs entre seus contratados. Ou não entendi nada.

Lista das faixas:

1 Giovanni Picchi: Canzon undecima à 4

Le bizzarrie:
2 Nicolò Corradini: Canzon à 4 La Sincopata (Venice, 1624)
3 Alessandro Piccinini (1566-1638): Toccata cromatica (Bologna, 1623)
4 Biagio Marini: Sonata decima terza senza cadenza (Venice, 1626)
5 Antonio Troilo (fl.1606): Canzon à 4 (Venice, 1606)

Due stravaganze a due voci:
6 Bartolomeo de Selma y Salaverde (1585-1638): Canzon à 2 tenori (Venice, 1638)
7 Giovanni Battista Fontana: Sonata 11 à 2 canti
8 Marco Uccellini: Sonata XI à 2 violini e 2 bassi (Venice, 1639)

I canti degl’uccelli:
9 Tarquinio Merula: Canzon La Gallina à 2 (Venice, 1637)
10 Marco Uccellini: Aria nona à 3 L’Emenfrodito: Maritati insieme la Gallina e il Cucco fanno un bel concerto (Venice, 1642)

Echi e risposte
11 Lodovico da Viadana: Canzon francese in risposta
12 Corradini: Suonata in risposta La Golferamma (Venice, 1624)
13 Nicolas a Kempis (c.1600-1676): Sinfonia 1. à 4 (Antwerp, 1647)
14 Benedetto Ré: Canzon à 4 in risposta (Milan, 1609)
15 Giovanni Battista Riccio (fl.c.1615) Canzon La Moceniga in ecco (Venice, 1620)

Concerto Palatino:
Bruce Dickey (cornet)
Doron Sherwin (cornet)
Charles Toet (sackbut)
Wim Becu (sackbut)
Stephen Stubbs (chitarrone)
Klaus Eichhorn (organ)

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Problemas em Casa – A Rádio da Universidade

Obs.: Notei o apagão de nossa rádio e, hoje, recebi o e-mail que transcrevo abaixo.

PROBLEMAS COM A RÁDIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Meus amigos.

Nós gaúchos sempre nos orgulhamos da nossa pioneira das Rádios Universitárias no país e que já completou meio século de extraordinário e reconhecido trabalho na divulgação da música erudita.

Nos últimos dias, contudo, a Rádio saiu do ar por várias horas sendo que, neste fim de semana, ficou muda por 48 horas e o motivo, os senhores verão, está a evidenciar que sérios problemas estão ocorrendo na emissora.

Pasmem! Apenas DOIS funcionários são responsáveis pelo funcionamento das torres de transmissão (em Guaíba). Um entrou em licença-saúde e o outro…estava de folga.

Solução: TIRA-SE A RÁDIO DO AR! É o cúmulo! Como vamos chamar isso: negligência? Desleixo? Imprevidência?

Em defesa ao atual Diretor, jornalista ANDRÉ PRYTOLUK, seus reiterados pedidos de complementação de pessoal, pois a Rádio perdeu mais de dez funcionários nos últimos três anos, a maioria por aposentadoria.

Solicitamos, então, à Secretária de Comunicações da UFRGS, professora SANDRA DE DEUS, que providencie, em caráter de urgência, soluções que impeçam a repetição do inusitado “apagão”. Ao Reitor JOSÉ CARLOS HENNEMANN, damos ciência dos fatos e da mesma forma solicitamos providências.

Aury Hilario, da Agenda Lírica de Porto Alegre

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Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) – Symphony No. 3 In D Major Op. 29

FDP Bach volta às sinfonias de Tchaikowsky.
Desta vez, segue a Sinfonia nº3, bela, melancólica, em outros momentos pungente, mas angustiante, é um retrato de um artista angustiado, atormentado, melancólico, eternamente em luta contra seus demônios interiores, mas que ao mesmo tempo produziu uma obra belíssima, com melodias inesquecíveis.

A regência de Jansons como sempre é segura e vibrante.

P.S. Uma correção: na postagem anterior informei que Jansons era lituano. Me equivoquei, e graças à um leitor atento nosso, fui corrigido: Na verdade ele nasceu em Riga, na Letônia, portanto é letão.

1- Symphony No. 3 In D Major Op. 29: I – Moderato assai (Tempo di marcia funebre) – Allegro brillante – P.I. Tchaikovsky
2. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: II – Alla tedesca: Allegro moderato e semplice
3. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: III – Andante elegiaco
4. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: IV – Scherzo: Allegro vivo
5. Symphony No. 3 In D Major Op. 29: V – Finale: Allegro con fuoco – Tempo di polacca

Oslo Philarmonic Orchestra
Mariss Jansons – Director

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Arcangelo Corelli (1653-1713) – Sonatas para Violino Op.5 (completas)

S2669368O mais importante opus de Corelli recebe aqui tratamento de luxo nesta gravação de 1972, diversas vezes reeditada pela Archiv. Um pouco mais nervosa que os registros mais modernos, Melkus dá uma demonstração de competência e virtuosismo ao lado da Capella Academica de Viena, um dos conjuntos precursores da música com instrumentos “autênticos” (de época). No meu vinil, está escrita a data em que o comprei pela primeira vez: 10/10/1979. Desde então os sons do Grave-Allegro da Sonata Nro. 1 que abre o CD1 e o Adagio inicial da Sonata Nro. 3 passaram a fazer, de certa forma, parte de mim. Um CD imperdível. Atenção para a Follia final.

Arcangelo Corelli – 12 Violin Sonatas Op. 5

CD1:
1-5 Sonata I in D major
6-10 Sonata II in B flat major
11-15 Sonata III in C major
16-20 Sonata IV in D minor
21-25 Sonata V in E minor
26-30 Sonata VI in A Major

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CD2:
1-4 Sonata VII in F major
5-8 Sonata VIII in G minor
9-12 Sonata IX in A major
13-17 Sonata X in F Major
18-22 Sonata XI in E Major
23 Sonata XII in D minor (“Follia”)

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Capella Academica Wien

Eduard Melkus (violin)
Huguette Dreyfus (harpsichord, organ)
Garo Atmagayan (violoncello)
Karl Scheit (lute)

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