W. A. Mozart (1756-1791) – Grande Missa em Dó Menor K.427

51XddEDboAL AA280 Nada como terminar a semana com uma grande obra-prima numa clássica interpretação que já recebeu três capas diferentes da EMI. Pensei até que fosse outra gravação, pois tenho o CD desde 1989 e não achava minha edição… (A capa que mostramos é a mais recente.) Quem não se arrepiar no Kyrie inicial ou não gosta de música ou acabou de deixar de gostar.

CD obrigatório com Leppard em perfeita forma e Kiri nem se fala. Esta nasceu para cantar Mozart.

Missa em Dó Menor K. 427 de Wolfgang Amadeus Mozart

01.Mass In C Minor, K.427: I Kyrie (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 08:09
02.Mass In C Minor, K.427: Gloria In Excelsis (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:52
03.Mass In C Minor, K.427: Laudamus Te (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:53
04.Mass In C Minor, K.427: Gratias Agimus Tibi (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 01:30
05.Mass In C Minor, K.427: Domine Deus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:52
06.Mass In C Minor, K.427: Qui Tollis Peccata Mundi (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 06:27
07.Mass In C Minor, K.427: Quoniam Tu Solus Sanctus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:17
08.Mass In C Minor, K.427: Jesu Christe (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 00:46
09.Mass In C Minor, K.427: Cum Sancto Spiritu (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 04:12
10.Mass In C Minor, K.427: Credo In Unum Deum (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 03:58
11.Mass In C Minor, K.427: Et Incarnatus Est (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 08:28
12.Mass In C Minor, K.427: IV Sanctus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:03
13.Mass In C Minor, K.427: Osanna (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 02:16
14.Mass In C Minor, K.427: V Benedictus (Raymond Leppard/New Philharmonia Orchestra/Dame Kiri Te Kanawa) 06:30

Kiri te Kanawa
Ilena Cotrubas
Werner Krenn
Hans Sotin
John Aldis Choir
New Philharmonia Orchestra
Raymond Leppard (Dirigent)

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PQP Bach

Franz Peter Schubert (1787-1828) – Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759, Symphonie nº 9, in C, D. 944

Essa gravação das sinfonias realizadas pelo Karajan nos anos 60 tem uma caracterítica muito interessante: a própria DG acha estranho a velocidade com que a obra é interpretada, mas respeita a opção, afinal se tratava de Herr Karajan, seu maior vendedor de discos. Cómentários irônicos diziam que possivelmente o maestro teria algum compromisso inadiável no dia da gravação da Sinfonia nº9, por isso acelerou o tempo dos movimentos, para acabar o quanto antes e não chegar atrasado ao compromisso.
Ironias á parte, o proprio Karajan confessava que se sentia perdido quando interpretava essa obra, pois as indicações deixadas por Schubert na partitura eram muito tênues,e mesmo assim, sujeitas a diversas interpretações. De qualquer forma, trata-se aqui da visão de um dos maiores regentes do século XX, e isso deve ser levado em conta.
Para contrapor essa opção um tanto quanto “acelerada”, estarei mais à frente disponibilizando também as versões de Claudio Abbado, à frente da Chamber Orchestra of Europe, e Harnoncourt, à frente desta mesma orquestra, se não me engano.

Mas vamos ao que interessa.

Franz Peter Schubert (1787-1828) – Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759, Symphonie nº 9 in C, D. 944

Symphonie nº 8 in B Minor, D. 759
1 – Allegro moderato
2 – Andante com moto

Symphony nº 9 in C, D. 944

4 – Andante – Allegro ma non troppo
5 – Andante com moto
6 – Scherzo (Allegro vivace)
7 – Allegro vivace

Berliner Philarmoniker
Herbert von Karajan

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Cantates Profanes e Pièces en Concert

41EB99R3KXL AA240 Um belo CD. Principalmente na parte exclusivamente instrumental. Um show. Mas não apressemos as coisas.

P.Q.P. Bach estava preocupadíssmo com a situação da música francesa por aqui. Estava dormindo mal, até. A história deste blog demonstra que as observações desconfiadas de PQP sobre a música francesa foram recebidas, certa vez, com a hostilidade de alguns europeus. Pois agora, paradoxalmente, é ele quem levanta bem alto (Raise high the roof beam, carpenters) a bandeira da França de tão belas mulheres e de música tão desigual.

Mas nem sempre foi assim: houve Rameau e outros. E há este grande CD que mistura a música instrumental (extraordinária, meus amigos) do compositor com sua música vocal.

Jean-Philippe Rameau nasceu em Dijon e faleceu em Paris. Filho do organista da catedral Notre-Dame de Dijon, distinguiu-se, desde cedo, como um organista de especial talento para a composição musical. Também tinha grande talento para a matemática embora não tenha contribuído para ela.

Foi enquanto organista em Clermont-Ferrand que ele escreveu seu famoso tratado de harmonia. Era também muito conhecido como professor de cravo, bastante em moda na Paris de sua época. A técnica da dedilhação dos instrumentos de teclado deve muito a Rameau e só foi modificada por meu pai, Johann Sebastian Bach, seu contemporâneo, com o uso mais efetivo do polegar. No final de sua vida, tornou-se “compositor do rei” e, ao falecer, teve todas as honras da nobreza e funeral público com grande pompa e circunstância.

Teórico eminente e amigo de Voltaire, protegido de poderosos representantes da nova burguesia, era bem o homem novo, que os progressistas de então tiveram a loucura de não reconhecer. As suas óperas (especialmente as suas obras-primas criadas entre 1733 e 1745) representam, no campo musical, um renascimento da ópera clássica francesa, apesar dos temas e encenações convencionais que ligam às “pompas de Versalles”. Aí, notam-se, especialmente, algumas aquisições italianas (ária da capo, grandes melodias do bel canto, importância da orquestra): arte muito mais audaciosa do que a de Lully, tanto do ponto de vista melódico como harmônico. As peças descritivas, especialmente notáveis, têm origem numa arte totalmente nova (o tremor de terra das Indes galantes, por exemplo).

A música religiosa, pelo contrário, adotou, de forma bastante convencional, o grande estilo italiano: parece que, ao contrário dos seus antecessores, Rameau considerou a composição para igreja uma obrigação fastidiosa. A música religiosa é ótima, prezado Jean-Philippe, mas a igreja é, com efeito, fastidiosa.

(O texto acima é meu, mas também é da Wiki e daqui.)

P.Q.P. Bach.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Cantates Profanes e Pièces en Concert

1. Pièce En Concert N.1 : La Coulicam
2. Pièce En Concert N.1 : La Livri
3. Pièce En Concert N.1 : La Vezinet
4. L’ Impatience : Récit : Ces Lieux Brillent …
5. L’ Impatience : Air Gai : Ce N’est Plus …
6. L’ Impatience : Récit : Les Oiseaux …
7. L’ Impatience : Air Tendre : Pourquoi Leur Envier …
8. L’ Impatience : Récit : Mais Corine Parait
9. L’ Impatience : Air Léger : Tu Te Plais …
10. Pièce En Concert N.3 : La Poplinière
11. Pièce En Concert N.3 : La Timide
12. Pièce En Concert N.3 : 1er Et 2e Tambourin
13. Thétis : Prélude
14. Thétis : Récit : Muses, Dans Vos Divin Concerts
15. Thétis : Air : Volez Tirans Des Airs
16. Thétis : Récit : Neptune En Ce Moment
17. Thétis : Air : Parlez, Volez …
18. Thétis : Récit : Quel Aveugle …
19. Thétis : Air Gracieux : Beauté …
20. Pièce En Concert N.5 : La Forqueray
21. Pièce En Concert N.5 : La Cupis
22. Pièce En Concert N.5 : La Marais

Christophe Coin (Violoncelliste, Gambiste),
Bernard Deletre (Basse),
Willem Jansen (Clavecin),
Sandrine Piau (Soprano),
Irene Troi (Violon)

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.: interlúdio :.

Ellington Trane

Sim, mais um interlúdio, mais momento de jazz nesse blog que preza antes de tudo a boa música.
Blue Dog veio de Miles, PQP veio de Gary Peacock/Ralph Towner, então FDP resolveu também jogar pesado, e vir com outro clássico, desta vez juntando dois gênios, dois dos maiores músicos da história do jazz, quiçá da história da música no século XX: Duke Ellington e John Coltrane.
Existem certos temores quando dois músicos deste nível se reunem, mas analisemos o seguinte: Ellington nessa época, 1962, já era o grande gênio da música americana, e Coltrane estava se estabelecendo em definitivo como o gênio que era. Verdade seja dita: quem se destaca no cd é o próprio Coltrane, seu sax soprano, e em alguns momentos, tenor, comanda, seus solos são altamente elaborados e detalhistas, porém extremamente controlado, e só a versão de “In the Sentimental Mood” já vale o disco. A formação é a seguinte:
Duke Ellington – Piano
John Coltrane – Saxophones
Jimmy Garrison – Bass
Elvin Jones – Drums
Sam Woodyard – Drums

Ou seja, o base clássica de Coltrane, adicionando simplesmente Ellington no piano e Sam Woodward, que era músico de Ellington. Não há como não concordar com o resenhista da amazon.com :
“Duke Ellington and John Coltrane are, individually, two tremendously influential and vital figures in the world of jazz who could do no wrong as far as I’m concerned. But when you combine their talents on record, then you have a recording that’s not only music, it’s also a piece of history.”

Enjoy it…

Duke Ellington & John Coltrane

1. In A Sentimental Mood
2. Take The Coltrane
3. Big Nick
4. Stevie
5. My Little Brown Book
6. Angelica
7. The Feeling Of Jazz

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.: interlúdio :.

Este interlúdio caprichado deveria ter sido postado na sexta, para acompanhá-los no fim de semana glorioso que chegava – porém não pude escrever e ainda pouco posso. Mas que isso não os impeça mais de ter contato com um grande registro.

Discos de jazz gravados ao vivo no Village Vanguard – 178 7th Av South, NYC – são uma “franquia” renomada. Qual o primeiro (de mais de uma centena) gravado no clube, aberto em 1935? Este, de Sonny Rollins, que hoje faz pouco mais de 50 anos – traduz o dia 3 de novembro de 1957, em duas sessões; uma matinê e outra noturna. De Rollins, digo o básico que deveria se saber: embora jamais tenha tido o reconhecimento que Davis e Trane tiveram, Sonny foi um instrumentista – e não compositor, por isso o degrau abaixo – fantástico, o melhor do sax tenor. Antes dos 20 já tocava com Monk. Após o período usual de recupeção de heroína (no início dos 50), estabeleceu-se como uma das maiores expressões do jazz. E, hoje, tendo nascido em 1930, é umas das poucas figuras ainda vivas – e ativas – daquele tempo.

Atentem para o strolling, estilo corajoso perpetrado por Rollins que dispensa o uso de piano na banda. Notem a felicidade de um músico de 27 anos, no auge de seu talento. Trago aqui a edição de 1999 que leva o selo do produtor, Rudy Van Gelder, e traz a sessão completa de gravações. Os arquivos estão compactados separadamente – ou seja, se você não tem uma conta paga do Rapidshare, pode curtir a primeira parte enquanto espera o limite de tempo para baixar a segunda.

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Sonny Rollins – A Night at the Village Vanguard (256)

Sonny Rollins: tenor saxophone
Donald Bailey: double bass [afternoon]
Pete LaRoca: drums [afternoon]
Wilbur Ware: double bass [evening]
Elvin Jones: drums [evening]

Produzido por Rudy Van Gelder para a Blue Note

download AQUI – parte 1 (86 mB) parte 2 (MB)
01 A Night In Tunisia [afternoon] – 8’16
02 I’ve Got You Under My Skin [afternoon] – 10’03
03 A Night in Tunisia [evening] – 9’03
04 Softly As In A Morning Sunrise [evening] – 6’43
05 Four [evening]- 8’26
06 Introduction [evening] – 0’20
07 Woody ‘n’ You [evening] – 8’29
08 Introduction #2 [evening] – 0’29
09 Old Devil Moon [evening] – 8’21
10 What Is This Thing Called Love? [evening]- 14’03
11 Softly As In A Morning Sunrise – 8’03
12 Sonnymoon for Two [evening] (Rollins) – 8’46
13 I Can’t Get Started – 4’54
14 I’ll Remember April [evening] – 9’20
15 Get Happy [evening] – 9’08
16 Striver’s Row (Rollins) [evening] – 5’59
17 All The Things You Are [evening] – 6’46
18 Get Happy – 4’40

Boa audição, e boa semana!

Blue Dog

J. S. Bach (1685-1750) – Missa em Si Menor, BWV 232 – Versão de Andrew Parrott

Estupenda gravação regida por Andrew Parrott. Em minha opinião, só perde – e por muito pouco – para o registro de Gustav Leonhardt. Fique com os dois. Lançada em 1985 pela coleção Reflexe da EMI, esta gravação, hoje no tesouro da Virgin Veritas, é absolutamente necessária a qualquer cedeteca que se preze.

Quando a ouvi pela primeira vez, comecei a desconfiar que haveria certos excessos em Karl Richter e passei a ler desesperadamente a respeito. Sim, havia, e a “música autêntica” já era algo até antigo… Richter foi um precursor e grande mensageiro de meu pai, mas é realmente surpreendente como o pessoal da “música autêntica” passou o rodo em sua música vocal barroca. Não obstante, ainda o guardo em meu ventrículo esquerdo, que onde o coração bate mais forte.

Os cantores, capitaneados pela divina Emma Kirkby e reforçados por dois contraltos meninos, dão um banho de competência e de compreensão do que está sendo interpretado. Chega a ser espantoso.

Sem sombra de dúvida, um Bach arrepiante. O papagaio quase chegou lá.

Ajoelhai, humanos!!! Temos aqui Meu Pai em toda sua magnificência. Humilhem-se, vamos!!!

P.Q.P. Bach.

CD 1:

1. Missa : Kyrie : Kyrie Eleison
2. Missa : Kyrie : Christe Eleison
3. Missa : Kyrie : Kyrie Eleison
4. Missa : Gloria : Gloria In Excelsis Deo
5. Missa : Gloria : Et In Terra Pax
6. Missa : Gloria : Laudamus Te
7. Missa : Gloria : Gratias Agimus Tibi
8. Missa : Gloria : Domine Deus
9. Missa : Gloria : Peccata Mundi
10. Missa : Gloria : Qui Sedes Ad Dextram
11. Missa : Gloria : Quoniam Tu Solus Sanctus
12. Missa : Gloria : Sancto Spiritu

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CD 2:

1. Symbolum Nicenum : In Unum Deum
2. Symbolum Nicenum : Patrem Omnipotentem
3. Symbolum Nicenum : Et In Unum Dominum
4. Symbolum Nicenum : Et Incarnatus Est
5. Symbolum Nicenum : Crucifixus
6. Symbolum Nicenum : Et Resurrexit
7. Symbolum Nicenum : Et In Spiritum Sanctum
8. Symbolum Nicenum : Confiteor
9. Symbolum Nicenum :et Expecto
10. Sanctus : Sanctus
11. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Osanna In Excelsis
12. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Benedictus
13. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Osanna In Excelsis
14. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Agnus Dei
15. Osanna, Benedictus, Agnus Dei & Dona Nobis Pacem : Dona Nobis Pacem

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Mass in B minor, BWV 232
Composer Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Conductor Andrew Parrott

Emma Kirkby (Soprano)
Emily van Evera (Soprano)
Panito Iconomou (Alto)
Rogers Covey-Crump (Tenor)
David Thomas (Bass)
Christian Immler (Alto*)
Micheal Kilian (Alto*)

Alto* – Solistas do Tölzer Knabenchor, ou seja, são meninos.

Taverner Consort & Taverner Players