Christoph Willibald Gluck (1714 – 1787) – Italian Arias com Cecilia Bartoli

Gosto muito de Cecilia Bartoli. Ela está alguns degraus acima da inteligência comum das divas e muitos degraus abaixo de considerar-se uma deusa intocável. É cheia de auto-ironia e revela incomum amor à música num âmbito onde os egos não dão espaço a outros amores que não a si mesmos. Com bom senso, sempre convida as melhores orquestras para acompanhá-la e, neste trabalho, aparece com a esplêndida Akademie für Alte Musik de Berlim. O resultado é indiscutivelmente notável. Outro fato que a distingue é que sempre costuma escolher árias desconhecidas de seus compositores prediletos. As críticas de seus discos costumam vir acompanhadas da expressão “unknown”. Aqui, por exemplo, ela se foca no “unknown ‘Italian’ Gluck”. Usando e abusando da coloratura, Bartoli cacareja como nunca. As árias escolhidas são belíssimas e vale a pena ouvir. Minhas preferidas são as faixas 2, 4, 6 e 8 — a metade par! –, mas as outras não estão muito atrás.

Imperdível.

Gluck – Árias Italianas com Cecilia Bartoli

1. La Clemenza di Tito – Tremo fra dubbi miei 7:34
2. Il Parnaso confuso – Di questa cetra in seno 5:21
3. Ezio – Misera, dove son…Ah! non son io 7:47
4. La Semiramide riconosciuta – Ciascun siegua il suo stile…Maggior follia non v’e 7:54
5. La Corona – Quel chiaro rio 10:18
6. La Clemenza di Tito – Ah! taci barbaro…Come potesti, oh Dio 7:26
7. La Clemenza di Tito – Se mai senti spirarti sul volto 11:27
8. Antigono – Performing Edition based on the manuscript by Claudio Osele – Berenice che fai

Cecilia Bartoli

Bernhard Forck
Akademie für Alte Musik Berlin

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PQP

G. F. Handel (1685-1759) – Riccardo Primo

Uma obra-prima. O pessoal estava pedindo óperas barrocas e aí está a segunda na mesma semana. Ainda virá mais uma, pois quero que as pessoas saibam que tenho um coração tão grande quando o de FDP Bach… Há um erro qualquer na lista das faixas abaixo que copiei da Amazon, pois o primeiro CD tem 16 faixas; o segundo, 30 e o terceiro, 27. Acho que no original há junções de recitativos com árias, só pode.

Porém o que interessa é a notável qualidade musical da ópera, formada toda de temas originais. Explico: é que Handel às vezes roubava coisas de outras obras suas, fazendo discretas colagens. Em Riccardo Primo ou Ricardo I ou Ricardo Coração de Leão não há nada disso.

Segundo a Wikipedia: Ricardo I (8 de Setembro, 1157 – 6 de Abril, 1199) foi Duque da Aquitânia (1168-1199), Conde de Anjou, Duque da Normandia e Rei de Inglaterra (1189-1199). Ricardo é também conhecido por vários cognomes, entre eles Coração de Leão (Coeur de Lion, Lionheart), Oc et No (sim e não em provençal) e Melek-Ric (Rei-Ric[ardo]) pelos muçulmanos do Oriente Médio, que usavam a sua figura para ameaçar as crianças que se portavam mal. Ricardo foi um dos líderes da Terceira Cruzada e foi na sua época considerado como um herói.

Imperdível.

Obs.: os três CDs estão postados juntos.

Handel (1685-1759) – Riccardo Primo

Disc: 1
1. Act 1. Ouverture
2. Act 1. Scene 1. Accompagnato. Lascia, Berardo, lasciami!
3. Act 1. Scene 1. Aria. Se perì, l’amato bene
4. Act 1. Scene 2. Recitativo. Se la vergin regale
5. Act 1. Scene 2. Aria. Vado per obbedirti
6. Act 1. Scene 2. Recitativo. Tarresta, Oronte, ascolta
7. Act 1. Scene 2. Aria. V’adoro, o luci belle
8. Act 1. Scene 3. Recitativo. Torni la gioia al nostro cor
9. Act 1. Scene 3. Aria. Cessata è la procella
10. Act 1. Scene 4. Recitativo. Cortese a noi si mostra
11. Act 1. Scene 4. Aria. Bella, teco non ho
12. Act 1. Scene 5. Recitativo. Oronte. … Sire
13. Act 1. Scene 6. Recitativo. Sire, a te britannico monarca
14. Act 1. Scene 6. Aria. Lascia la pace all’alma
15. Act 1. Scene 7. Recitativo. Isacio, il cui gran merto
16. Act 1. Scene 7. Aria. Agitato da fiere tempeste

Disc: 2
1. Act 2. Scene 1. Arioso. Se m’è contrario il Cielo
2. Act 2. Scene 1. Recitativo. Seco Isacio mi volle
3. Act 2. Scene 1. Aria. Dell’empia frode il velo
4. Act 2. Scene 2. Recitativo. Riccardo sospirato
5. Act 2. Scene 2. Aria. Di notte il pellegrino
6. Act 2. Scene 2. Recitativo. Quanto saresti insano
7. Act 2. Scene 3. Recitativo. All’affetto di padre
8. Act 2. Scene 3. Aria. Ti vedrò regnar sul trono
9. Act 2. Scene 3. Accompagnato. Ah, padre! ah, Cielo!
10. Act 2. Scene 3. Aria. Quel gelsomino
11. Act 2. Scene 4. Recitativo. Prencipe, ognor compagna
12. Act 2. Scene 4. Aria. Caro, vieni a me
13. Act 2. Scene 5. Arioso. Quanto tarda il caro bene
14. Act 2. Scene 5. Recitativo. Ma, vedo corteggiata
15. Act 2. Scene 5. Arioso. Si, già vedo il mio bel sole
16. Act 2. Scene 5. Recitativo. Vieni, bell’idolo mio…
17. Act 2. Scene 6. Recitativo. Al fin da cento spade
18. Act 2. Scene 6. Aria. Ai guardi tuoi
19. Act 2. Scene 6. Recitativo. Si sforzi alla ragion
20. Act 2. Scene 6. Aria. O vendicarmi
21. Act 2. Scene 6. Recitativo. Che mai pensa tentar
22. Act 2. Scene 6. Aria. Dell’onor di giuste imprese
23. Act 2. Scene 7. Recitativo. Ah! Scampò dagli aguati
24. Act 2. Scene 7. Recitativo. Mira, e da saggio
25. Act 2. Scene 8. Aria. Nube che il sole adombra
26. Act 2. Scene 9. Arioso. Si, m’è contrario il Cielo
27. Act 2. Scene 9. Recitativo. Mesta e pensosa
28. Act 2. Scene 9. Aria. L’aquila altera
29. Act 2. Scene 9. Recitativo. Tutt’i passati affanni
30. Act 2. Scene 9. Duetto. T’amo sì
31. Act 2. Scene 6. Recitativo. Al fin da cento spade
32. Act 2. Scene 6. Aria. Ai guardi tuoi
33. Act 2. Scene 6. Recitativo. Si sforzi alla ragion
34. Act 2. Scene 6. Aria. O vendicarmi
35. Act 2. Scene 6. Recitativo. Che mai pensa tentar
36. Act 2. Scene 6. Aria. Dell’onor di giuste imprese
37. Act 2. Scene 7. Recitativo. Mira, e da saggio
38. Act 2. Scene 8. Aria. Nube che il sole adombra
39. Act 2. Scene 9. Arioso. Si, m’è contrario il Cielo
40. Act 2. Scene 9. Recitativo. Mesta e pensosa
41. Act 2. Scene 9. Aria. L’aquila altera
42. Act 2. Scene 9. Recitativo. Tutt’i passati affanni
43. Act 2. Scene 9. Duetto. T’amo sì

Disc: 3
1. Act 3. Scene 1. Accompagnato. Perfido Isacio!
2. Act 3. Scene 1. Aria. Per mia vendetta ancor
3. Act 3. Scene 1. Accompagnato. O voi, che meco del Tamigi in riva
4. Act 3. Scene 1. Aria. All’oror delle procelle
5. Act 3. Scene 2. Aria. Morte, vieni
6. Act 3. Scene 2. Recitativo. A me nel mio rossore
7. Act 3. Scene 2. Aria. Quell’innocente afflito core
8. Act 3. Scene 2. Accompagnato. Alto immenso Poter
9. Act 3. Scene 3. Recitativo. Ingiustizia e furore
10. Act 3. Scene 4. Recitativo. Dall’alta rocca
11. Act 3. Scene 4. Aria. Nel mondo e nell’abisso
12. Act 3. Scene 4. Recitativo. Pulcheria vuol
13. Act 3. Scene 4. Aria. Bacia per me la mano
14. Act 3. Scene 5. Aria. Atterato il muro cada
15. Act 3. Scene 6. Recitativo. Arrestati, Riccardo
16. Act 3. Scene 7. Recitativo. Empio, perisci tu
17. Act 3. Scene 7. Coro e Sinfonia. Alla vittoria!
18. Act 3. Scene 8. Recitativo. Dal passato spavento
19. Act 3. Scene 8. Aria. Il volo così fido
20. Act 3. Scene 8. Recitativo. Pietoso Ciel
21. Act 3. Scene 9. Recitativo. Liete nuove, idol mio
22. Act 3. Scene 9. Aria. Tutta brillanti rai
23. Act 3. Scene 10. Marche
24. Act 3. Scene 10. Recitativo. Generosa Pulcheria
25. Act 3. Scene 10. Aria. Volgete ogni desir
26. Act 3. Scene 10. Recitativo. Spargansi pur d’oblio
27. Act 3. Scene 10. Coro. La memoria dei tormenti
28. Act 3. Scene 1. Aria. All’oror delle procelle
29. Act 3. Scene 2. Aria. Morte, vieni
30. Act 3. Scene 2. Recitativo. A me nel mio rossore
31. Act 3. Scene 2. Aria. Quell’innocente afflito core
32. Act 3. Scene 2. Accompagnato. Alto immenso Poter
33. Act 3. Scene 3. Recitativo. Ingiustizia e furore
34. Act 3. Scene 4. Recitativo. Dall’alta rocca
35. Act 3. Scene 4. Aria. Nel mondo e nell’abisso
36. Act 3. Scene 4. Recitativo. Pulcheria vuol
37. Act 3. Scene 5. Aria. Atterato il muro cada
38. Act 3. Scene 6. Recitativo. Arrestati, Riccardo
39. Act 3. Scene 7. Recitativo. Empio, perisci tu
40. Act 3. Scene 7. Coro e Sinfonia. Alla vittoria!
41. Act 3. Scene 8. Recitativo. Dal passato spavento
42. Act 3. Scene 8. Aria. Il volo così fido
43. Act 3. Scene 8. Recitativo. Pietoso Ciel
44. Act 3. Scene 9. Recitativo. Liete nuove, idol mio
45. Act 3. Scene 9. Aria. Tutta brillanti rai
46. Act 3. Scene 10. Recitativo. Generosa Pulcheria
47. Act 3. Scene 10. Aria. Volgete ogni desir
48. Act 3. Scene 10. Recitativo. Spargansi pur d’oblio
49. Act 3. Scene 10. Coro. La memoria dei tormenti

Timothy Mead (counter tenor),
Lawrence Zazzo (counter tenor),
Núria Rial (soprano),
Geraldine McGreevy (soprano),
David Wilson-Johnson (baritone),
Curtis Streetman (bass)

Kammerorchester Basel
Paul Goodwin (conductor)

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BAIXE AQUI A PARTE 2 – DOWNLOAD PART 2 HERE

.:interlúdio:. Gary Burton & Makoto Ozone – Virtuosi

Outra preciosidade encontrada em meu velho porta cds, dos tempos em que ainda baixava mp3 via Soulseek. Um belo dia digitei Gary Burton, e no meio de um monte de coisas, também excelentes, encontrei essa jóia da coroa de meus cds de Jazz.

O nome dado ao CD, “Virtuosi”, define bem a proposta: o encontro de dois virtuoses em seus respectivos instrumentos. Gary Burton com seu vibrafone, e o até então desconhecido para mim, Makoto Ozone, pianista. Algus poderão torcer o nariz e comentar com desdém “mais um disco do tão famigerado encontro OcidentexOriente”. Mas lamento informar senhores de nariz torcido, de que não se trata de nada disso. O que se ouve aqui neste cd é música ocidental, com arranjos de obras de Ravel até Brahms. E tocadas com uma precisão e correção que beira as raias do absurdo. Ainda com relação a esta mesma precisão, dá-se a impressão de que eles tocam juntos há incontáveis décadas, mas existe aí uma diferença de gerações, porém o jovem Makoto Ozone não se deixa intimidar frente ao gigante Gary Burton, que traz junto de si toda a tradição de outros mestres do instrumento no jazz, como Lionel Hampton ou Milt Jacskon.

Apesar de poder soar estranho num primeiro momento, garanto-lhes que o que os senhores irão ouvir é da mais pura beleza. Como comentei acima, existe uma cumplicidade tremenda entre os músicos, dando a nítida impressão de eles tocam juntos há muito tempo.

Boa audição.

Gary Burton & Makoto Ozone – Virtuosi

1 – Le tombeau de Couperin, for piano – Prelude – Composed by Maurice Ravel
2 – Excursions (4), for piano, Op. 20 No. 1 – Composed by Samuel Barber
3 – Prelude for piano No.19 in A minor, Op. 32/8 – Composed by Sergey Rachmaninov
4 – Milonga, for guitar – Composed by Jorge Cardoso
5 – Preludes (3) for piano II – Composed by George Gershwin
6 – Sonata for keyboard in E major, K. 20 (L. 375) “Capriccio” – Composed by Domenico Scarlatti
7 – Three Little Oddities, suite for piano Impromptu – Composed by Zez Confrey
8 – Concerto in F, for piano & orchestra Movement III –  Composed by George Gershwin
9 – Lakmé, opera Medley: Berceuse / Duettino – Composed by Leo Delibes
10 – Capriccio for piano in B minor, Op. 76/2 – Composed by Johannes Brahms
11 – Something Borrowed, Something Blue – Composed by Makoto Ozone

Gary Burton – Vibrafone
Makoto Ozone – Piano

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FDP Bach

Ralph Vaughan Williams (1872-1958) – Sinfonia n° 5 e Missa em sol menor

Atendendo a pedidos, mesmo não sendo de minha seara: Vaughan Williams, o mais querido sinfonista inglês – embora quase nada saibamos dele aqui por essas bandas. Tanto que não vou copiar nada da Wikipédia ou de onde for; decidi escanear o encarte (que está em inglês) após ter postado as faixas. E espero que algum fã de VW fale-nos mais sobre ele nos comentários.

Este CD é anexo da edição de junho passado da revista Gramophone, que comprei quando caminhava em Dublin (ou será que foi em Londres?), atrás de algo sobre música folclórica irlandesa, escocesa e inglesa.

E, por favor, não se acostumem mal: este post caritativo foi uma exceção. Se vocês capricharem nos downloads e nos comentários dos meus CDs, aí posso mudar de pensamento.

***

BBC Music – Vol. 16 n° 11

Ralph Vaughan Williams (1872-1958)

Sinfonia n°5 em ré maior
1. Prelúdio: Moderato – Allegro – Tempo I
2. Scherzo: Presto misterioso
3. Romanza: Lento
4. Passacaglia: Moderato – Allegro – Tempo I – Tempo del Preludio

Orq. Sinf. da BBC, regida por Sir Andrew Davis

Missa em sol menor
5. Kyrie
6. Gloria
7. Credo
8. Sanctus
9. Benedictus
10. Agnus Dei

BBC Singers, regidos por Andrew Carwood

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CVL

.:Interlúdio:. Egberto Gismonti Trio – Zigzag

Peço licença para entrar na área de dois colaboradores do blog, bluedog e o caro Ciço. Andei fuçando uma velha estante de cds, e encontrei esta obra prima do Gismonti, e quase que imediatamente decidi postar.  Na verdade, serão duas postagens fora de minha “área”… este e o Gary Burton que virá nesta quinta feira. Aliás, creio que nada tenha sido postado do Gismonti aqui no pqp, estou certo caro pqp?

Mas este Zigzag é uma maravilha de cd. Com o tradicional cuidado das gravações da ECM, Egberto Gismonti está à vontade e muito bem acompanhado, ao lado de Nando Carneiro e Zeca Assumpção. Só gostaria de saber de que planeta esses caras sairam para conseguirem um resultado tão fantástico assim. Posso até estar exagerando, mas o CD tem momentos realmente brilhantes, o violão e o piano de Gismonti são únicos, com sua mistura de elementos rítmicos da música brasileira, e mesmo em momentos de puro virtuosismo a beleza de seu dedilhado está presente. Destaques? Sugiro uma audição mais apurada de “Mestiço & Caboclo”, e o piano de “Forrobodó”. O texto abaixo foi tirado do site da ECM:

“ZigZag” is the 14th Gismonti recording to be issued by ECM and features his touring band of Nando Carneiro, who doubles on guitar and synthesizer, and bassist Zeca Assumpacao (sic). The trio members have been friends since the 1970’s and collaborated on many projects and tours both in South America and Europe. More than 20 years after his ECM debut, “Dança das Cabeças”, Gismonti remains a category unto himself. Born in the small Brazilian town of Carmo to a Lebanese father and a Sicilian mother, he grew up in an “international” environment . Beginning classical piano at the age of 5, his earliest yearnings were to play and compose music in the European tradition. At the age of 20 he went to Paris to study initially with composer Jean Barraqué and later with Nadia Boulanger. Whereas Barraqué passed on his enthusiasm for Debussy, Ravel and Stravinsky to the young Egberto, Boulanger sent the aspiring composer home to reacquaint himself with his Brazilian roots. Upon his return to Brazil, Egberto immersed himself in his country’s rich musical resources using the samba, choro, jazz, bossa and baiao in creating his own new music. He also turned his attention to the guitar, an instrument at the musical center of his homeland. Attracted originally by the Brazilian choro form which he negotiated on classical acoustic guitar, he switched to an 8-stringed instrument in 1973, and gradually worked his way up to his present 10 and 14-string guitars.

Boa audição.

Egberto Gismonti Trio – ZigZag


1. ZigZag
2. Mestiço & Caboclo
3. Orixás
4. Carta De Amor
5. Um Anjo
6. Forrobodó

Egberto Gismonti –  10 & 14-string guitars, piano
Nando Carneiro – guitar, synthesizer
Zeca Assumpção – double-bass

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FDP Bach

Celina Szrvinsk & Miguel Rosselini – Piano a 4 mãos

Acabei de chegar no Recife, vindo de Buenos Aires. Como fiz escalas em São Paulo e BH ouvindo a língua dos hermanos o tempo todo e agüentando uma inhaca triste de um casal conterrâneo de Zidane, me lembrei de um excelente CD para piano a quatro mãos, que reúne justamente duas peças de compositores franceses, duas de espanhóis, duas de mineiros e duas de paulistas.

A pianista goiana Celina Szrvinsk (diz-se “Chervínsqui”) e o pianista [acho que paulista] Miguel Rosselini, radicados em Belo Horizonte, formam o duo pianístico mais conhecido do Brasil na atualidade. Neste disco – que tem um homônimo, cujo repertório inclui Schumann e Edino Krieger, mas que não o possuo – Fauré, Ravel (e sua top-minded suíte para quatro mãos Mamãe ganso), Albéniz e de Falla antecedem os paulistas Ronaldo Miranda e Aylton Escobar e os totalmente desconhecidos mineiros Calimerio Soares e Oiliam Lanna (Oiliam deve ser William em dialeto jacu).

A peça de Miranda é a bela Variações Sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros, que se vale do mesmo Rasga o coração que o Villa utilizou no Choros n° 10, e tem uma versão para quinteto de sopros que um dia será postada aqui no blog.

Mais informações sobre o CD, aqui.

***

Celina Szrvinsk & Miguel Rosselini – Piano a 4 mãos

1-6. Suíte Dolly, op. 56, Gabriel Fauré
7-11. Ma mère l’oye, Maurice Ravel
12. Pavana-Capricho, op. 12, Isaac Albéniz
13-14. Duas danças espanholas, de A vida breve, Manuel de Falla
15. Seresta “opus um”, Aylton Escobar
16. Batuccata, Calimerio Soares
17. Reflexos de bruma e luzes, Oiliam Lanna
18. Variações sérias sobre um tema de Anacleto de Medeiros, Ronaldo Miranda

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CVL

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Motets, BWVs 225-230

Por algum motivo até agora inexplicável, os Motetos de papai ainda não foram postados. Não sei o porque, talvez mano PQP esteja guardando algum trunfo na manga, mas resolvi atender a alguns pedidos insistentes, feitos no correr dos últimos meses, aproveitando uma pequena folga que terei nesta semana.

Obras corais extremamente complexas, inexplicavelmente pouco gravadas (talvez mesmo pela sua dificuldade de interpretação), estes motetos são verdadeiras obras primas de papai. Introspectivas, meditativas, elas exigem do ouvinte concentração absoluta, de preferência sem barulhos externos que atrapalhem suas peculiaridades.

Herreweghe, bem, Herreweghe é um dos maiores regentes da obra de papai. Até agora não li nenhum comentário negativo de suas gravações. A Chapelle Royale e o Collegium Vocale Gent são seus eternos  companheiros, e graças a eles e seus solistas, temos tido acesso a interpretações magníficas, não apenas das obras de papai, mas também de diversos outros compositores barrocos. Creio que os senhores irão apreciar.5 de 5 clientes da amazon deram 5 estrelas para esta interpretação.

No já tradicional site http://www.bach-cantatas.com poderão ser encontradas as traduções dos textos para o português.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Motets, BWVs 226-230

01 – BWV 226 Der Geist hilft unsrer Schwachheit auf

02 – BWV 228 Fürchte dich nicht

03 – BWV 227 Jesu meine Freude

04 – BWV 229 Komm, Jesu, Komm

05 – BWV 230 Lobet den Herrn, alle Heiden

06 – BWV 225 Singet dem Herrn ein neues Lied

La Chappele Royalle

Collegium Vocale, Gent

Phillipe Herreweghe – Condutor

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FDP Bach

G. F. Handel (1685-1759) – Saeviat tellus inter rigores / Laudate Pueri Dominum / Salve Regina / Dixit Dominus

Eu não gostaria de ter a ousadia de criticar meu amado Handel, mas confesso que não gostei muito deste repertório. Fiz apenas duas audições. Devo estar enganado, vocês não acham? A única peça que me tirou da leitura para ir conferir o que estava ouvindo foi o início do Dixit Dominus. Vocês podem me espinafrar livremente nos comentários. Hoje pode! Na segunda audição, deu para notar claramente em quão perfeita forma está a mulher de Simon Rattle — a checa Magdalena Kozená.

Saeviat tellus inter rigores, motet
for soprano, 2 oboes, strings & continuo in D major, HWV 240

1. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – Saeviat tellus Annick Massis 5:43
2. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – Carmelitarum ut confirmet Annick Massis 0:38
3. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – O nox dulcis Annick Massis 6:03
4. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – Stellae fidae Annick Massis 2:53
5. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – Sub tantae Virginis tutela Annick Massis 0:21
6. Saeviat tellus inter rigores HWV 240 Motetto per la Madonna Santissima del Carmine – Alleluia Annick Massis 1:50

Laudate Pueri Dominum, psalm
for soprano, chorus & orchestra in D, HWV 237

7. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Laudate pueri Magdalena Kozená 3:15
8. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Sit nomen Domini Magdalena Kozená 1:56
9. Laudate pueri Dominum HWV 237 – A solis ortu Magdalena Kozená 1:19
10. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Excelsus super omnes Magdalena Kozená 1:54
11. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Quis sicut Dominus Yann Miriel 1:42
12. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Suscitans a terra inopem Magdalena Kozená 2:15
13. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Qui habitare facit Magdalena Kozená 1:30
14. Laudate pueri Dominum HWV 237 – Gloria Patri Magdalena Kozená 3:03

Salve Regina, antiphon
for soprano, strings, organ & continuo in G minor, HWV 241

15. Salve Regina HWV 241 – Salve Regina Magdalena Kozená 3:08
16. Salve Regina HWV 241 – Ad te clamamus Magdalena Kozená 3:48
17. Salve Regina HWV 241 – Eia ergo, advocata nostro Magdalena Kozená 3:41
18. Salve Regina HWV 241 – O clemens, o pia Magdalena Kozená 2:04

Dixit Dominus
for soloists, hymn for chorus & orchestra in G Minor, HWV 232

19. Dixit Dominus, HWV 232 – 1. Dixit Dominus Les Musiciens du Louvre 5:20
20. Dixit Dominus, HWV 232 – 2. Virgam virtutis tuae Sara Fulgoni 2:44
21. Dixit Dominus, HWV 232 – 3. Tecum principium in die virtutis Annick Massis 2:28
22. Dixit Dominus, HWV 232 – 4. Juravit Dominus Les Musiciens du Louvre 2:16
23. Dixit Dominus, HWV 232 – 5. Tu es sacerdos in aeternum Les Musiciens du Louvre 1:30
24. Dixit Dominus, HWV 232 – 6. Dominus a dextris tuis Annick Massis 6:13
25. Dixit Dominus, HWV 232 – 7. De torrente in via bibet Annick Massis 4:10
26. Dixit Dominus, HWV 232 – 8. Gloria Patri, et Filio Les Musiciens du Louvre 6:09

Annick Massis, soprano
Magdalena Kozena, mezzo-soprano, soprano
Sara Fulgoni, alto
Patrick Henckens, tenor
Kevin McLean-Mair, tenor
Marcos Pujol, bass

Les Musiciens du Louvre
Choeur des Musiciens du Louvre
dir. Marc Minkovski

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PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Naïs (Opéra pour la Paix)

É raro a gente encontrar uma ópera completa de Rameau. O que se ouve normalmente são as aberturas e danças orquestrais de cada ópera, como no CD maravilhoso de Christophe Rousset que postei aqui há poucos dias. Pois o colorido e a imaginação destes “melhores lances” amplia-se nesta ópera Naïs, muito bem gravada por Nicholas McGegan e o English Bach Festival Baroque Orchestra, coro e solistas (primeira edição em vinil de 1982, tendo sido após relançada em CD duplo pela Erato). Rameau tem uma trajetória absurda. Grande músico e teórico, foi combatido por seu “italianismo” e depois por seu racionalismo e ainda depois pelos enciclopedistas, que preferiam os compositores italianos (?). Suas óperas são pouco montadas. Uma obra prima como “Les Boréades”, foi estreada, com estrondoso sucesso, somente em 1982… Claro que montar uma ópera é um empreendimento caro, claro que os temas de suas óperas são muito antiquados, mas creio que, pela qualidade da música de Rameau, vale a pena avançar além das aberturas. Velho, como na época em que escreveu Naïs (1749), Rameau escreveu:

Dia a dia adquiro mais bom gosto, mas não tenho mais gênio. A imaginação está gasta em minha velha cabeça e não se é sábio quando se quer trabalhar, nesta idade, nas artes que são inteiramente imaginação.

Era, fora de dúvida, exageradamente modesto.

Rameau – Naïs (Opéra pour la Paix)

101 – Ouverture.mp3
102 – Prologue – Scène 1 – Choeur ‘Attaquons les cieux’.mp3
103 – Prologue – Scène 2 – Pluton ‘Arrêtez, monstres, arrêtez’.mp3
104 – Prologue – Scène 3 – Jupiter ‘Au fond des gouffres éternels’.mp3
105 – Prologue – Scène 4 – Symphonie.mp3
106 – Prologue – Scène 5 – Sarabande – Flore ‘Ah ! Que la paix nous promet de douceurs’.mp3
107 – Prologue – Scène 5 – Ballet figuré – Gavotte vive – Flore ‘Brillez de mille traites nouveaux..
108 – Prologue – Scène 5 – Rigaudons I & II – Jupiter ‘Dans une heureuse intelligence’.mp3
109 – Acte I – Scène 1 – Neptune ‘Que ces paisibles bords’.mp3
110 – Acte I – Scène 2 – Neptune ‘Palémon, l’Amour est vengé’.mp3
111 – Acte I – Scène 3 – Naïs ‘Accourez à ma voix’.mp3
112 – Acte I – Scène 4 – Neptune ‘Peut-on l’entendre’.mp3
113 – Acte I – Scène 5 – Naïs ‘Tendres oiseaux, éveillez-vous’.mp3
114 – Acte I – Scène 6 – Télénus ‘Avant que le soleil sorte’.mp3
115 – Acte I – Scène 6 – Symphonie.mp3
116 – Acte I – Scène 7 – Astérion ‘Que ce jour consacré’.mp3
117 – Acte I – Scène 7 – Ballet figuré en Chaconne.mp3
118 – Acte I – Scène 8 – Ballet figuré – Choeur ‘Chantons Naïs’.mp3
119 – Acte I – Scène 8 – Menuets I & II.mp3
120 – Acte I – Scène 9 – Tambourin – Choeur ‘Règne, triomphe Dieu des mers’.mp3
201 – Acte II – Scène 1 – Naïs ‘Ah ! Ne me suivez point’.mp3
202 – Acte II – Scène 2 – Naïs ‘Dois-je le croire -‘.mp3
203 – Acte II – Scène 3 – Télénus ‘Ma jalouse tendresse’.mp3
204 – Acte II – Scène 4 – Télénus ‘Elle rit du trait’.mp3
205 – Acte II – Scène 5 – Astérion ‘les ennuis de l’incertitude’.mp3
206 – Acte II – Scène 6 – Tirésie ‘La voix des plaisirs m’appelle’.mp3
207 – Acte II – Scène 6 – Gavottes I & II.mp3
208 – Acte II – Scène 6 – Sarabande.mp3
209 – Acte II – Scène 6 – Ballet figuré – Musette tendre.mp3
210 – Acte II – Scène 6 – Ballet figuré – Gavottes I & II.mp3
211 – Acte II – Scène 7 – Choeur ‘Quel oracle’.mp3
212 – Acte II – Scène 8 – Astérion ‘De coupables concerts’.mp3
213 – Acte III – Scène 1 – Neptune ‘La jeune Nimphe que j’adore’.mp3
214 – Acte III – Scène 2 – Neptune ‘O Ciel’.mp3
215 – Acte III – Scène 3 – Télénus, Astérion, choeur ‘Allumez-vous rapides feux’.mp3
216 – Acte III – Scène 4 – Neptune ‘Les flots les ont punis’.mp3
217 – Acte III – Scène 5 – Choeur ‘Coulez ondes, mêlez votre plus doux murmure’.mp3
218 – Acte III – Scène 5 – Tambourins I & II.mp3
219 – Acte III – Scène 5 – Contredanse générale.mp3

Linda Russell
Ian Caley
Ian Caddy
John Tomlinson
Richard Jacksin
Brian Parsons
Antony Ransome
Ann Mackay
Jennifer Smith

English Bach Festival Chorus
English Bach Festival Baroque Orchestra
dir. Nicholas McGegan

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PQP

Jean-Philippe Rameau (1682-1764) e Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Suite em Sol e Sinfonia Nº 3 em transcrição para piano – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 24 de 29

Mais um disco estranho da grande coleção da Harmonia Mundi: Rameau interpretado ao piano junto com a Eroica de Beethoven… também tocada ao piano em transcrição de Franz Liszt. Se separadas podem ser interessantes, juntas no mesmo CD ficam para lá de estranhas. Se o Rameau fica bem no piano, já o Beethoven requer algum preparo do ouvinte. Falta som, a gente estranha, mas o trabalho de Liszt foi bem feito e vale a pena conhecer a versão para piano da Eroica.

Jean-Philippe Rameau
Suite en Sol [“Nouvelles Suites de Pièces de clavecin”, 1728]
26’54
1. Les Tricotets. Rondeau
2. L’Indifferente
3. Menuet – Deuxieme Menuet
4. La Poule
5. Les Triolets
6. Les Sauvages
7. L’Enharmonique
8. L’Egyptienne
Alexandre Tharaud, piano

Ludwig van Beethoven
Symphony No. 3, “Eroica” (transcribed for piano by Liszt)
51’19
9. Allegro Con Brio
10. Marcia Funebre
11. Scherzo
12. Finale
Georges Pludermacher, piano

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PQP

G. F. Handel (1685-1759) – Ode ao Dia de Santa Cecília

Um CD curto, de mais ou menos 40 minutos, com música de absurda beleza. Trevor Pinnock coloca-se à altura de uma das melhores obras vocais de Handel. A interpretação de Felicity Lott para a principal ária de Ode, What passion cannot Music raise and quell, é inesquecível dentro de um trabalho onde não há pontos baixos.

Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.

Imperdível.

Handel – Ode for Saint Cecilia’s Day

1. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – Overture The English Concert 5:09
2. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – Recitative:”From harmony.. / When nature underneath..” Anthony Rolfe Johnson 3:25
3. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – Chorus: From Harmony, from heav’nly Harmony The English Concert 3:32
4. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – What passion cannot Music raise and quell Felicity Lott 8:18
5. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – The trumpet’s loud clangour Anthony Rolfe Johnson 3:33
6. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – March The English Concert 2:11
7. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – The soft complaining flute Felicity Lott 5:02
8. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – Sharp violins proclaim Anthony Rolfe Johnson 3:56
9. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – But oh! What Art can teach Felicity Lott 4:39
10. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – Orpheus could lead the savage race Felicity Lott 1:42
11. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – But bright Cecilia Felicity Lott 0:44
12. Ode for Saint Cecilia’s Day (HWV76) – As from pow’r of sacred lays

Lisa Beznosiuk
Felicity Lott
Anthony Rolfe Johnson
Crispian Steele-Perkins
Michael Laird

Trevor Pinnock
The English Concert

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PQP

Ludwig van Beethoven CD 8 – Sonatas Opp. 81a, 90, 109 & 110, cd9 – Sonatas Opp. 101 & 106 – Gilels

Muito bem, para encerrar mais esta saga, eis os dois últimos cds da série de Sonatas de Beethoven gravadas pelo grande pianista russo Emil Gilels. Sei que várias outras versões foram postadas, mas sempre partimos do seguinte princípio: qualidade, ao invés de quantidade. E não quero crer que alguém não goste desta variedade saudável.

Tenho estado ocupado nos últimos tempos, sem poder me dedicar muito ao blog, mas sei que ele está em boas mãos. A variedade que está sendo oferecida me deixa feliz, assim como os comentários. E claro, os números… média de 2000 acessos diários.. isso sim é um sucesso… o mano pqp soube escolher muito bem os colaboradores, e cada vez mais me surpreendo com a qualidade das postagens, e os textos que as apresentam.

Enfim, agora temos 6 peso pesados do repertório pianístico, entre elas a sensível “Les Adieux”, op. 81a, e a poderosa “Hammerklavier”, de op. 106, todas conhecidas dos senhores, por isso nem preciso entrar em maiores detalhes.

Musical and wise Beethoven, Exceptional recording, são alguns dos adjetivos aplicados pelos clientes da amazon para estas gravações de Gilels. Aliás, o adjetivo inteligente é muito bem aplicado, pois a técnica de Gilels permite identificar a genialidade beethoviniana por trás de cada nota, ainda mais quando se trata destes últimos opus. Como salientou nossa querida Clara Schumann, antes de tudo, o que temos aqui é um pianista preocupado com a clareza de seu fraseado. E creio que ela saiba do que está falando, afinal de contas, já foi considerada uma das grandes pianistas de seu tempo, e seu marido era outro mestre do instrumento.

Em outra ocasião postarei a versão de Wilhelm Kempff, outro monstro neste repertório,  para as devidas “comparações”, já que este é um dos objetivos do blog.

Pois então, conituemos com esta “overdose” pianística.

Ludwig van Beethoven – Sonatas Opp. 81a, 90, 109 & 110, Sonatas Opp. 101 & 106

CD 8 – Sonatas Opp. 81a, 90, 109 & 110 – Gilels

01 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 1. Das Lebewohl Adagio – Allegro
02 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 2. Abwesenheit Andante espressivo
03 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 3. Das Wiedersehen Vivacissimamente
04 – Sonate No.27 e-moll op.90 – 1. Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung
05 – Sonate No.27 e-moll op.90 – 2. Nicht zu geschwind und sehr singbar vorzutragen
06 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 1. Vivace ma non troppo – Adagio espressivo
07 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 2. Prestissimo
08 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung
09 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 4. Variation I molto espressivo
10 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 5. Variation II Leggiermente
11 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 6. Variation III Allegro vivace
12 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 7. Variation IV Etwas langsamer als das Thema
13 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 8. Variation V Allegro, ma non troppo
14 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 9. Variation VI Tempo I del tema
15 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 1. Moderato cantabile molto espressivo
16 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 2. Allegro molto
17 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 3. Adagio ma non troppo – Fuga

CD 9 –  Sonatas Opp. 101 & 106

01 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 1. Allegretto ma non troppo
02 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 2. Vivace alla Marcia
03 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 3. Adagio ma non troppo, con affetto
04 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 4. Allegro
05 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 1. Allegro
06 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 2. Scherzo. Assai vivace
07 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 3. Adagio sostenuto
08 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 4. Largo – Allegro risoluto

Emil Gilels – Piano

CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 9 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Compositores estadunidenses

Este é um daqueles CDs comerciais de coletâneas, no caso destinado ao mercado norte-americano, mas nele estão as melhores gravações que possuo do Adágio de Barber, da Abertura de Candide e das peças de Copland em questão.

A Primavera apalache está na versão original, para 13 instrumentos; o Hoe-down teve uma sessão intermediária inteira suprimida (não sei por quê); o pianista na Rapsódia in Blue é o próprio Gershwin, cuja orquestra gravou a posteriori sobre o rolo com o registro do compositor (não ficou legal); e a Dança do sabre consta só pra preencher o tempo do CD.

Ao passar por NY, visite o Café do Rato Preto no Madison Square Garden.

1. Fanfarra para o homem comum – Copland
2. Abertura de Candide – Bernstein
3. Primavera apalache – Copland
4. Hoe-down, de Rodeo – Copland
5. Rapsódia in blue – Gershwin
6. Adágio para cordas – Barber
7. Dança do Sabre, do balé Gayané – Khatchaturian

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CVL

.:interlúdio:. John Surman: The Amazing Adventures Of Simon Simon

Mais um CD com as esquisitices e originalidades de John Surman. Desta vez, o inglês ataca em dupla com Jack DeJohnette ou em trio, se considerarmos os sintetizadores criadores de ostinati simples e sonhadores. Gosto muito de Nestor`s Saga e de The Pilgrim’s Way. É um trabalho de qualidade média se considerarmos o espetacular Upon Reflexion trabalho solo de Surman, acompanhado apenas de sintetizadores. Vale a audição.

John Surman: The Amazing Adventures Of Simon Simon

1. Nestor’s Saga 10:48
2. The Buccaneers 3:58
3. Kentish Hunting (trad. arr. Surman) 2:56
4. The Pilgrim’s Way (Surman/DeJohnette) 5:45
5. Within The Halls Of Neptune 3:58
6. Phoenix And The Fire (Surman/DeJohnette) 6:14
7. Fide Et Amore (Surman/DeJohnette) 4:43
8. Merry Pranks 2:50
9. A Fitting Epitaph 3:23

composed by Surman except as noted

recorded January 1981, Talent Studio, Oslo

John Surman, baritone and soprano saxophones, bass clarinet, synthesizers;
Jack DeJohnette, drums, congas, electric piano on track 7

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PQP

Interlúdio – Edson Cordeiro

Baixou o espírito de Bluedog em mim: “Edson Cordeiro?! Qual foi, Ciço?!”. Acho que peguei raiva musical.

***

Os comentários sobre o CD deixo por conta de vocês. Se forem em boa quantidade, vou postando mais discos fortuitamente.

Levantei vôo de Buenos Aires e estou indo para o Recife.

***

As Edson Cordeiro is a familiar name in Brazil, I speak some lines about him to foreign habitués of this blog as we have many music lovers worldwide who join us.

Edson is perhaps the most popular countertenor we have because he is an ecletical pop singer that sings success from many music genres, like classical music, jazz, Brazilian Popular Music from early 20th Century and Spanish music.

The CD posted here, released in 1991, is Edson’s first one – and is the best of all. It revealed all his versatility: from Janis Joplin to Bizet, including a so genial mix of Mozart’s Queen of the night aria with Rolling Stones’ Satisfaction, sung with the Brazilian died rock singer Cássia Eller. In that moment, he was a sopranist; only some years later he trained the countertenor register and recorded another CD specifically to show his “new” voice.

The lyrics of some musics in this CD are here, beside some others.

***

Edson Cordeiro

1. Creole Love Call
2. La seguidille
3. Baioque – Baião
4. Naturträne
5. Sometimes I Feel Like a Motherless Child
6. A Rainha da Noite – (I Can´t Get No) Satisfaction
7. Kiss
8. A Lua é um Balão – Moon is Made of Gold
9. Mercedes Benz
10. Down em Mim
11. Voz de Mulher – Fascinação

Participação especial: Cássia Eller

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CVL

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 3 Sonatas op. 31, 2 Sonatas Op. 49, Opp. 53, 57 & 79

Dando prosseguimento à saga Gilels/Beethoven, venho com dose dupla. As sonatas op. 31, e as 2 Sonatas Op. 49, além das de Opp. 53, 57 & 79. Isso mesmo, dois cds de uma só vez.

Destaques? Tanto a “Waldstein” quanto a “Apassionata” deixarão os senhores satisfeitos. Mas no conjunto, são dois cds excepcionais, sem dúvida alguma. Gilels sabe exatamente o que está fazendo, e conhece muito bem do assunto.

Deixarei programada para a sexta feira a postagem dos últimos dois cds da série, pois estarei ocupado na sala de aula.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 3 Sonatas op. 31, 2 Sonatas Op. 49, Opp. 53, 57 & 79

CD 6

01 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 1. Allegro vivace
02 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 2. Adagio grazioso
03 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 3. Rondo (Allegretto)
04 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 1. Largo – Allegro
05 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 2. Adagio
06 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 3. Allegretto
07 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 1. Allegro
08 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 2. Scherzo (Allegretto vivace)
09 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 3. Menuetto (Moderato e grazioso) & Trio
10 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 4. Presto con fuoco

CD 7

01 – Sonate No.19 g-moll op.49 No.1 – 1. Andante
02 – Sonate No.19 g-moll op.49 No.1 – 2. Rondo (Allegro)
03 – Sonate No.19 G-dur op.49 No.2 – 1. Allegro ma non troppo
04 – Sonate No.19 G-dur op.49 No.2 – 2. Tempo di Menuetto
05 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 1. Allegro con brio
06 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 2. Introduzione (Adagio molto)
07 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 3. Rondo-Allegretto moderato
08 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 1. Allegro assai
09 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 2. Andante con moto
10 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 3. Allo. ma non troppo – Presto
11 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 1. Presto alla tedesca
12 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 2. Andante
13 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 3. Vivace

Emil Gilels – Piano

CD 6 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 7 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Erik Satie: Furniture Music

E eis que este insolente cão irrompe numa madrugada de terça-feira para meter-se numa seara para si desconhecida, onde nada sabe. Ainda mais, fica no quintal de CDF Bach – e mexe com uma paixão de Clara Schumann. Mas, como se sabe, no PQP postamos o que estamos ouvindo, e como eu estava ouvindo, ora, vim postar. Desde já vou deixando o espaço em aberto, para que o próprio CDF, ou Clara, o adicionem com mais pertinência, ou ao efeito de links e novidades vindos dos comentários.

O fato é que não apenas o jazz me interessa; me interessam muitas outras coisas mais, e no terreno da música, uma delas é o ambient. E em pesquisas fui descobrir que bem antes de Brian Eno criar o “Music for Airports” em 1978, quem primeiro concebeu a idéia de uma música feita para lugares, ao invés de pessoas, foi Erik Satie.

Isso em 1920.

Satie, nome nada estranho aos freqüentadores deste blog com certeza, criou a furniture music. A música do local e dos objetos que nos cercam. De curta duração e produção, resumiu-se a cinco peças – que vem a diferenciar-se, conceitualmente, do ambient atual pelo fato de que não apresentam variação. Ou seja, são curtos temas clássicos, repetidos muitas e muitas vezes, destinados primariamente a ser pano de fundo dos intervalos no teatro francês. Apesar da intenção, um entr’act de Satie não foi bem sucedido:

Allegedly, the public did not obey Satie’s intention: they kept silently in their places and listened, trained by a habit of incidental music, much to the frustration of the avant-garde musicians, who tried to save their idea by inciting the public to get up, talk, and walk around. wikipedia

No pacote lincado logo abaixo, estão três gravações das peças da furniture music, encontradas nesta página. Além delas, há também anexada a única – que eu saiba – referência direta a este trabalho: a peça Furniture Music Etcetera, uma variação livre (de quase 21 minutos) composta por John Cage, em 1980, para Curtain of a Voting Booth.

Nestas faixas ouço uma concretude que se descortina genial pela proposta, e pelo efeito que consegue.

Se eu estiver muito maluco, me mandem vacinar.

download aqui – 26MB
Furniture Music, Part 1: Curtain of a Voting Booth 5’56
Furniture Music, Part 2: Tapestry of Wrought Iron: for the arrival of the guests – grand reception – to be played in an entrance hall 3’00
Furniture Music, Part 3: Phonic Tiles – may be performed at a luncheon 2’25
Ars Nova Ensemble
Marius Constant: director
Michel Dalberto: piano
Pierre Thibaudm Bernard Jeannoutot: trumpets
Erato Records 4700W

Furniture Music Etcetera 20’43
Steffen Scheleiemacher: piano
John Cage: Complete Piano Music Vol. 10
diz um reviewer da amazon: “This work is barely more than a sketch for realisation by the performer: it consists of instructions on when to play fragments of Satie and when to play fragments of Cage. Schleiermacher’s reconstruction, thus, is necessarily speculative, but it entertains for its 20 minute duration.”

Boa audição!
Blue Dog

Franz Liszt (1811-1886)- Faust Symphony, Les Préludes, Tasso, Psalm XIII – Thomas Beecham – RSO

Trago mais um Liszt, porém desta vez, obras sinfônicas e corais. Baixei este cd dia destes do avaxhome, e me encantei com a qualidade da gravação e interpretação. Já há algum tempo eu procurava uma gravação destas obras, assim como das Rapsódias Húngaras. Liszt em sua obra sinfônica sempre me fascinou. A mistura de elementos do folclore húngaro, intercalados com elementos românticos,  o crescendo da orquestra, a força do seu final sempre me fascinaram, desde que ouvi as Rapsódias Húngaras pela primeira vez.Novamente repito que sei que alguns leitores torcem o nariz quando se fala do sogro de Wagner, mas o problema é única e exclusivamente deles.

Sir Thomas Beecham e sua Royal Philharmonic Orchestra estão magníficos, assim como o para mim até então desconhecido Constantin Silvestri à frente da Philharmonia Orchestra, assim como os solistas e corais.

Franz Liszt (1811-1886)- Faust Symphony, Les Préludes, Tasso, Psalm XIII – Thomas Beecham – Royal Philarmonic Orchestra

CD 1- Faust Symphonie

01 I – Faust
02 – II-  Gretchen
03. III- Mephistopheles and Final Chorus

Alexander Young – Tenor
Beecham Choral Society
Royal Philharmonic Orchestra
Sir Thomas Beecham – Conductor

CD 2

01. Les Prelude
02. Tasso

Philarmonia Orchestra
Constantin Silvestri

03. Orpheus
04. Psalm XIII – Lord, how long (Andante maestoso)
05- Look on me (andante mosso)
06- But I have trusted (Alegro moderato, ma non troppo
07- I will to God (Alegro energico)

Walter Midgley – Tenor
Beecham Choral Society
Royal Philharmonic Orchestra
Sir Thomas Beecham – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Rossini (1792-1868), Schumann (1818-1856), Brahms (1833-1897), Wolf (1860-1903) – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 23 de 29

Mais um dos 29 álbuns comemorativos dos 50 anos da Harmonia Mundi e nova confusão de alto nível. Claro que numa caixa dessas a intenção é mostrar o melhor do melhor dos 50 anos de uma super-gravadora e os CDs não têm grande unidade, mas como valem a pena conhecer! Destaque para… tudo! Nunca tinha ouvido essas músicas em interpretações tão boas.

A Sonata de Rossini mostra o que o compositor tem de melhor: o melodismo fácil e sedutor. Destaque para o estilo galante do irresistível Allegretto.

O belíssimo ciclo Amor e Vida de uma Mulher, de Schumann, a partir de poemas de Adelbert von Chamisso, o criador do imortal Peter Schlemihl — o homem que vende sua sombra ao diabo (NÃO DEIXEM DE LER) — é um dos ápices do romantismo. A interpretação de Bernarda Fink funciona maravilhosamente, ficando longe das loucuras escabeladas de algumas cantoras de que meu pai gostava e das quais não sei o nome — ainda bem! Fink valoriza as canções na medida certa, longe da apelação.

Ao lado das canções de Schumann, a sonata para clarinete e piano de Brahms é o ponto alto do CD, com destaque para o sonhador Andante um poco adagio magnificamente levado por Michel Portal.

Já os Goethe-Lieder de Wolf contrastam tanto com o restante do CD que não consigo escrever nenhuma frase a respeito. Loucuras desta coleção…

Gioacchino Rossini – Sonate a quattro en Si bémol majeur 14’55
1. Allegro Vivace
2. Andante
3. Allegretto
Ensemble Explorations

Robert Schumann – Frauenliebe und leben op.42 (Amor e Vida de uma Mulher) 20’20
4. Seit Ich Ihn Gesehen
5. Er, Der Herrlichste Von Allen
6. Ich Kann’s Nicht Fassen
7. Du Ring An Meinem Finger
8. Helft Mir, Ihr Schwestern
9. Susser Freund
10. An Meinem Herzen
11. Sun Hast Du Mir Den Ersten Schmerz Getan
Bernarda Fink, mezzo soprano
Roger Vignoles, piano

Johannes Brahms – Sonate pour clarinette et piano op.120 n°1 24’44
12. Allegro Appassionato
13. Andante Un Poco Adagio
14. Allegretto Grazioso
15. Vivace
Michel Portal, clarinet
Georges Pludermacher, piano

Hugo Wolf – Goethe-Lieder avec orchestre 19’19
16. Mignon
17. Der Rattenfanger
18. Harfenspieler I
19. Harfenspieler II
20. Harfenspieler III
21. Anakreons Grab
Juliane Banse, soprano
Dietrich Henschel, baritone
Rundfunkchor Berlin, dir.Simon Halsey
German Symphony Orchestra Berlin
Kent Nagano, conductor

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PQP

Domenico Scarlatti (1685 – 1757) – Sonatas para Cravo

Vocês sabem como é, o amante de Maria Bárbara de Bragança era insaciável: não parava de compor sonatas para cravo. Compôs mais de quinhentas e, se a morte não o tivesse interrompido, estaria compondo até agora. Este antigo registro de Gustav Leonhardt, feito ainda para a RCA Victor, é uma jóia que você deveria baixar. Scarlatti foi um grande compositor e, como era muito esperto, vendeu de forma superfaturada a José Saramago os direitos da história de sua aventurosa vida. O resultado foi o romance Memorial do Convento. Saramago só recuperou-se financeiramente ao ganhar o Nobel. Sorte de comunista.

Domenico Scarlatti – Sonatas para Cravo

1. Sonata in A minor, K 3 (Instrumental) 3:03
2. Sonata in F minor, K 185/184 (Instrumental) 7:36
3. Sonata in B minor, K 227 (Instrumental) 3:42
4. Sonata in F minor, K 238/239 (Instrumental) 7:02
5. Sonata in D minor, K 52 (Instrumental) 4:24
6. Sonata in E-flat Major, K 192/193 (Instrumental) 7:27
7. Sonata in A Major, K 208/209 (Instrumental) 6:23
8. Sonata in E-flat Major, K 252/253 (Instrumental) 6:31
9. Sonata in D minor, K 191 (Instrumental) 2:23

Gustav Leonhardt, cravo

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PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD5 – Beethoven – 2 Sonatas Op. 27, Op. 28 – Gilels

A falta de tempo, aliada a clássica preguiça, além de um péssimo serviço prestado nas últimas semanas pelo rapidshare, são os atuais responsáveis pela minha falta de postagens. Ah também não posso esquecer de mencionar a chuva que cai insistentemente nos últimos dias. E estes dias úmidos nos deixam deprimidos. Não podemos fazer nada. O que realmente importa nesta altura do campeonato é que tenho ainda pouco menos de 20 dias de ano letivo.. depois disso, as tão esperadas e sonhadas férias.

Mais três obras primas do repertório pianístico nas mãos de Gilels… sem dúvida, uma excelente companhia para este final de semana chuvoso e sem graça que está fazendo.O destaque é a magnífica “Sonata ao Luar”. Conheci poucas versões tão inspiradas quanto esta. Gilels em seu apogeu.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD5 – Beethoven – 2 Sonatas Op. 27, Op. 28 – Gilels

01 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 1. Andante – Allegro – Tempo I
02 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 2. Allegro molto e vivace
03 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 3. Adagio con espressione
04 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 4. Allegro vivace – Presto
05 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 1. Adagio sostenuto
06 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 2. Allegretto
07 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 3. Presto agitato
08 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 1. Allegro
09 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 2. Andante
10 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 3. Scherzo. Allegro vivace
11 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 4. Rondo. Allegro ma non troppo

Emil Gilels – Piano

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César Guerra-Peixe (1914-1993) – Principais obras sinfônicas [link atualizado 2017

Aqui um superpost “pague um e leve quatro”, para vocês aproveitarem o weekend inteiro e eu pegar mais umas duas ou três semanas de auto-licença.

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Guerra Peixe, que assinava o nome com um hífen que não havia em seus documentos oficiais, foi um violinista filho de portugueses nascido em Petrópolis que passou os primeiro anos de carreira tocando em orquestras de rádio e de bailes e fazendo arranjos para elas, no Rio de Janeiro.

Participou do Grupo Música Viva, surgido na década de 40 em torno de [Hans-Joachim] Koellreuter (pra quem ainda não ouviu falar do alemão, trata-se do introdutor do dodecafonismo no Brasil), ao lado de Cláudio Santoro, Edino Krieger e Eunice Catunda, mas – assim como Santoro e Krieger – deu tchau pro papo alienante do alemão e se deixa tomar pela leitura de Mário de Andrade.

Tanto é verdade, que Guerra-Peixe destruiu algumas obras dodecafônicas e catalogou as outras à parte, como um index.

O Guerra (alcunha para os amigos) recusou convites de Copland para morar nos EUA e de Hermann Scherchen para rumar para a Suíça, preferindo reger a orquestra da Rádio Jornal do Commércio de Pernambuco. Neste Estado iniciou suas informais pesquisas de campo a fim de se aprofundar na música folclórica, continuadas no litoral paulista na década de 50.

Sua estadia no Recife, de 1949 a 1952, reforçou sua inclinação nacionalista musical e o fez desferir ironias corrosivas a Koellreuter, antes e depois da tumultuosa querela com Camargo Guarnieri, pela Carta Aberta de 1950.

Em Pernambuco, Guerra-Peixe formou um círculo de aplicados alunos que iria render frutos anos mais tarde: Jarbas Maciel e Clóvis Pereira, expoentes da composição armorial (vide futuro post sobre a música armorial) e os únicos vivos do grupo, Sivuca (se o nome do sanfoneiro paraibano causar espanto, pois bem: ele sabia teoria musical muito bem) e Capiba, o maior compositor de frevos de Pernambuco.

Na década de 60, passa para sua fase universalista – ainda de orientação realista-comunista, mas menos marcada pelos ritmos nacionais, e com pontuais recaídas atonais – sempre ganhando a vida com arranjos para filmes e para músicos populares; é dele o famoso arranjo daquela marchinha futebolística “Noventa milhões em ação…”. Nas décadas seguintes, deu aulas de composição na Escola Villa-Lobos, no Rio, bem como para alunos particulares e na Universidade Federal de Minas Gerais (anos 80).

Como este resumo sobre Guerra-Peixe está mais para enciclopédia estudantil, procure por further information na Wikipédia.

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Aqui seguem as cinco principais obras sinfônicas do compositor, quatro das quais, de caráter programático e ligadas a símbolos da história e das artes brasileiras.

Museu da Inconfidência é a melhor, mais gravada e mais popular de todas elas – principalmente pelo segundo movimento, Cadeira de arruar – e a qual vocês devem ouvir primeiro, para ter uma boa impressão do Guerra. No próprio ano de estréia da suíte, 1972, ela foi gravada pela Sinfônica Brasileira, sob a batuta de Karabtchevsky, num vinil da Philips, junto com o Choros n° 6 do Villa e Mosaico, de Marlos Nobre.

O curto e solene movimento de abertura, que um compositor amigo meu e ex-aluno do Guerra me disse ser totalmente Paul Hindemith, reaparece no final do último movimento, um rondó que reveza um tema heróico, referente aos tempos de glória dos reinos africanos de onde saíram os escravos brasileiros, e um lamentoso jongo (ritmo precursor do samba) cantado pelo fagote, emulando um canção para distrair o trabalho e para amenizar a saudade que o escravo sentia de sua terra.

O segundo movimento resgata a atmosfera zombeteira dos escravos que caçoavam do senhor deles, sem este saber, enquanto levavam-no na cadeira de arruar (de andar pela rua) para ver as festividades profanas. O terceiro movimento, misterioso e triste, evoca o luto pelos que morreram nas manifestações de 1792, o qual se sente ao se quedar ante o panteão do museu ouropretano.

A retirada da Laguna (1971), a obra mais extensa do Guerra, foi baseada no livro de Visconde de Taunay (escritor, militar, historiador, político e também compositor, tendo apreço por Leopoldo Miguez e Carlos Gomes, e a quem meus colegas do tempo de escola chamavam de Visconde do Tonel), que por sua vez relata um dos episódios mais desastrados [e desastrosos] das tropas brasileiras na Guerra do Paraguai.

Este registro tem valor por trazer o próprio compositor como regente. Pertence a uma série lançada pela Funarte, primeiro em vinil depois em CD, na qual os autores regiam suas obras. Apesar de bem orquestrada e de bom apelo cinematográfico, a suíte é meio naïf, como a Sinfonia Brasília. É uma obra que valeria uma nova gravação, com uma grande orquestra e um bom maestro, para fazê-la render melhor.

Tributo a Portinari (1991) foi a última grande criação de Guerra-Peixe, escrita enquanto ele usufruía de uma bolsa da Fundação Vitae. A orquestração belipisciana continua pragmática e indefectível, disposta à la Beethoven mas tratada à la Copland, vinte anos depois da Retirada, do Museu e do Concertino. Podem observar que, independente da linha estética seguida, seus alunos – como Ernani Aguiar e Guilherme Bauer – a adotaram, devido sobretudo à economia (facilita a contratação de músicos).

Cordas sem divisi, madeiras aos pares, nunca com clarone ou contrafagote, sem recorrer ao piano e à harpa, raramente solicitando a celesta, usando dois ou três trompetes, quatro trompas e dois ou três trombones, dispensando por vezes à tuba, utilizando no máximo três percussionistas e reservando ostinati únicos aos tímpanos. E nunca repetindo uma seção anterior da peça sem modificá-la minimamente: A voltará como A’ (A linha), não como A.

Quatro quadros do mais célebre pintor que tivemos no Brasil serviram de base para a obra: Família de Emigrantes (na verdade, Retirantes), Espantalho, Enterro na rede e Bumba-meu-boi. Acontece que não existe somente uma tela que equivalha à cada título – pode fazer o teste no site da Fundação Portinari. E sobre cada movimento desse “Quadros de uma exposição” brasileiro (se bem que pela ausência de um tema ao estilo do Promenade, tal título cabe melhor ao “Museu”, pela sua “Entrada”) teria não sei quantas linhas a dizer; vamos adiante, que é melhor.

Quando da inauguração de Brasília, abriu-se um concurso para premiar uma sinfonia que tivesse a cidade como tema. Camargo Guarnieri tava escrevendo a dele, mas foi chamado para integrar o júri e arquivou a idéia até estrear sua Sinfonia n° 4 (1963). JK tinha encomendado a Tom e Vinícius tal sinfonia programática, mas por contratempos diversos a Sinfonia da Alvorada (1960) só foi ouvida em 1966 (e pela segunda vez vinte anos depois), uma verdadeira porcaria que vai ficar aqui mofando na minha discoteca.

Por não sei que cargas d’água, não se concedeu o primeiro lugar no referido concurso e o segundo foi dividido entre Guerra-Peixe, com a Sinfonia n° 2 (1960), Cláudio Santoro e José Guerra Vicente. É a obra mais ampla da fase nacionalista do Guerra, já adentrando na universalista; não vejo muita coisa de especial nela, exceto pelas palavras de JK no último movimento, no mais parafraseador estilo “Um retrato de Lincoln”, de Copland.

Por fim, o Concertino para violino e orquestra de câmara (1972), atendeu a um pedido de Cussy de Almeida, violinista e então maestro da Orquestra Armorial. No entanto, Cussy nunca executou a obra porque Guerra-Peixe confiou a première a Stanislaw Smilgin. O Concertino nem é a cara da Orquestra Armorial; se ele fosse escrito na fase nacionalista do Guerra, aí sim – mas o Movimento Armorial nasceu em 1970.

A presente gravação estava nos meus arquivos em mp3 que baixei da net. O LP de onde saiu o Concertino contém três peças breves para piano – as peças para violão e Espaços sonoros, o dono do disco juntou ao criar um CD caseiro. Decidi não excluir essas partituras não sinfônicas pela raridade delas.

Excelente semana.

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I. Museu da Inconfidência (Impressões de uma visitação em 1966)
1. Entrada (Andante)
2. Cadeira de arruar (Allegro moderato)
3. Panteão dos inconfidentes (Larghetto)
4. Restos de um reinado negro (Vivace)
Orquestra do 18° Festival de Música de Londrina, regida por Norton Morozowicz

 

II. A retirada da Laguna
1. Partida para os campos
2. Pantanais
3. Alegria em Nioaque
4. Laguna
5. Uma noite calma
6. Incêndio – depois, o temporal
7. Esperança no Campo das Cruzes
8. A morte do Guia Lopes
9. Regresso pacífico
10. Canção à fraternidade universal
Orquestra Sinfônica da Rádio MEC, regida por Guerra-Peixe

 

IIIa. Tributo a Portinari
1 – Família de Emigrantes
2 – Espantalho
3 – Enterro na Rede
4 – Bumba-Meu-Boi
IIIb. Sinfonia n° 2 – Brasília
5 – Allegro ma non troppo: O candango em sua terra – A caminho do Planalto – Recordações que o acompanham – Chegada alegre
5 – Presto: Trabalho
7 – Andante: Elegia para o ausente
8 – Allegretto con moto: Manhã de Domingo – Allegretto: Tarde infantil – Andante: Desce a noite – Presto: Volta ao trabalho – Moderato: Inauguração da cidade – Allegro ma non troppo: Apoteose
Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Coral da OSPA, regidos por Ernani Aguiar, Narrador: João Antonio Lopes Garcia
Texto: Juscelino Kubitschek, trecho do discurso da inauguração de Brasília

Concertino para violino e orquestra de câmara
1. I. Allegro comodo
2. II. Andantino
3. III. Allegro un poco vivo
Orquestra não identificada, Regência: Guerra-Peixe, Violino: Stanislaw Smilgin

Peça p’ra dois minutos
4. Peça p’ra dois minutos
Suíte n° 2 – Nordestina
5. I. Violeiros
6. II. Caboclinhos
7. III. Pedinte
8. IV. Polca
9. V. Frevo
Miniaturas n° 4
10. Miniaturas n° 4 – Allegretto – Adágio – Presto
Sônia Maria Vieira, piano

Lúdicas
11. Lúdicas n° 5
12. Lúdicas n° 10
13. Prelúdio n° 1
14. Prelúdio n° 2
15. Prelúdio n° 5
16. Peixinhos da Guiné
Sebastião Tapajós, violão

Espaços sonoros
17. Estático
18. Dinâmico
Trompa: Francisco de Assis Silva, Piano: Sarah Higino

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CVL
Repostado por Bisnaga

.: interlúdio :.

Não que vá tornar-se um hábito – mas trago outra postagem dupla. Fazendo algumas indicações para um amigo, ontem, encontrei dois álbuns seguidamente pedidos por aqui, e que ainda não haviam achado sua brecha. Pago a dívida e falo pouco. Afinal, são dois clássicos brilhantes e populares. Aproveitem.

Bill Evans Trio – Sunday at the Village Vanguard (128)

“Had Bud Powell and Bill Evans not existed, Jazz would have had to invent them.”
C. M. Bailey
• Gravado ao vivo no Village Vanguard, NY, 25/06/1961.
• Um dos melhores discos de jazz feitos ao vivo, de acordo com qualquer prancheta crítica.
• LaFaro é considerado um “pai” para os baixistas de jazz, por seu estilo libertário, improvisador. Morreu num acidente de carro dez dias depois desta gravação, aos 25 anos.

Bill Evans: piano
Scott LaFaro: bass
Paul Motian: drums
Produzido por Orrin Keepnews para a Riverside

download – 77MB
01 Gloria’s Step [take 2] (LaFaro) 6’09
02 My Man’s Gone Now (Gershwin) 6’21
03 Solar (Davis) 8’52
04 Alice in Wonderland [take 2] (Fain) 8’34
05 All of You [take 2] (Porter) 8’17
06 Jade Visions [take 2] (LaFaro) 3’44
_bonus tracks
07 Gloria’s Step [take 3] 6’54
08 Alice in Wonderland [take 1] 6’59
09 All of You [take 3] 8’08
10 Jade Visions [take 1] 4’16

The Dave Brubeck Quartet – Time Out (vbr)

“It doesn’t just sound sophisticated – it really is sophisticated music, which lends itself to cerebral appreciation, yet never stops swinging.”Steve Huey

• Gravado em três sessões, entre junho e agosto de 1959.
• O título do álbum se refere aos andamentos inusitados para o jazz, que Dave tanto gostava e que fizeram seu nome. Blue Rondo começa em 9/8, Take Five é em 5/4, as duas últimas em 6/4. No entanto, Paul Desmond tende a levar seus solos para o 4/4 – o que, na verdade, é a explicação ‘matemática’ para a citação logo acima.
• Foi espinafrado pela crítica em seu lançamento. (Engraçado como a crítica norte-americana detestava qualquer mudança em seu feijão-com-bop.) Grandes coisas: vendeu como água. “Time Out” foi número 2 da parada Billboard, e Take Five talvez seja o tema de jazz mais conhecido em todo mundo.

Dave Brubeck: piano
Paul Desmond: alto saxophone
Eugene Wright: double bass
Joe Morello: drums
Produzido por Teo Macero para a Columbia

download – 56MB
01 Blue Rondo a la Turk (Brubeck) 6’44
02 Strange Meadow Lark (Brubeck) 7’22
03 Take Five (Desmond) 5’24
04 Three to Get Ready (Brubeck) 5’24
05 Kathy’s Waltz (Brubeck) 4’48
06 Everybody’s Jumpin’ (Brubeck) 4’23
07 Pick up Sticks (Brubeck) 4’16

Boa audição!
Blue Dog

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas nºs 11, op.22, nº 12, op.26, 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Emil Gilels – CD 4

Trago mais um cd da “integral” incompleta de Beethoven na interpretação de Emil Gilels.

Com esta overdose pianística, pretendo apenas colocar a disposição de nossos leitores / ouvintes, principalmente àqueles que estão começando agora a “penetrar” neste mundo maravilhoso da música chamada clássica, interpretações de qualidade, com músicos de altíssimo nível, sempre ressaltando que minha preocupação antes de tudo é com a qualidade, e não a quantidade.

Gilels interpreta aqui as sonatas No.11 B-dur op.22, No.12 As-dur op.26, e as 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’, e como sempre, com competência de sempre.

Enjoy it.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas nºs 11, op.22, nº 12, op.26, 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’

01 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 1. Allegro con brio

02 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 2. Adagio con molta espressione

03 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 3. Memuetto

04 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 4. Rondo. Allegretto

05 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 1. Andante con Variazioni

06 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 2. Scherzo. Allegro molto

07 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 3. Marcia funebre

08 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 4. Allegro

09 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Introduzione

10 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Tema

11 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation I

12 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation II

13 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation III

14 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation IV

15 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation V

16 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VI

17 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VII

18 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VIII

19 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation IX

20 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation X

21 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XI

22 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XII

23 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XIII

24 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XIV

25 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XV

26 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Coda

27 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Finale alla Fuga

Emil Gilels – Piano

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