Hector Berlioz (1803-1869): Nuits d’été / Manuel de Falla (1876-1946) – El Amor brujo / – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 25 de 29

Hector Berlioz é um daqueles raros compositores que ignoro. Nunca ouvi nada que me chamasse a atenção. Ele fica no limbo, sem meu desprezo e sem nenhuma admiração. Ouvi friamente essas com Nuits d’été. Nada. O mesmo não pode ser dito de Manuel de Falla, admirável compositor nacionalista espanhol, inventor de esplêndidas melodias e cujas obras sempre me agradam. Além disso, ERA um ser humano: de Falla tentou em vão impedir o assassinato de seu amigo Frederico García Lorca em 1936. Após a vitória de Franco na Guerra Civil Espanhola, de Falla emigrou para Argentina, onde viria a morrer. Então, mais um CD bem maluco desta coleção. Porém, para nosso consolo os volumes de 26 a 29 serão indiscutíveis.

CD 25

Berlioz: Nuits d’été / Manuel de Falla: El Amor brujo

Nuits d’été, op.7 – Hector Berlioz 30’11
1. Villanelle – Brigitte Balleys
2. Le Spectre De La Rose – Brigitte Balleys
3. Sur Les Lagunes – Brigitte Balleys
4. Absence – Brigitte Balleys
5. Au Cimetiere – Brigitte Balleys
6. L’ile Inconnue – Brigitte Balleys

Brigitte Balleys, soprano;
Orchestre Des Champs-Elysees;
Philippe Herreweghe, conductor

El Amor brujo / L’Amour sorcier / Love the Magician – Manuel de Falla 37’07
7. Introduction Y Escena – Ginesa Ortega
8. Cancion Del Amor Dolido – Ginesa Ortega
9. Sortilegio – Ginesa Ortega
10. Danza Del Fin Del Dia – Ginesa Ortega
11. Escena – Ginesa Ortega
12. Romance Del Pescador – Ginesa Ortega
13. Intermezzo – Ginesa Ortega
14. Introduccion – Ginesa Ortega
15. Escena – Ginesa Ortega
16. Danza Del Fuego Fatuo – Ginesa Ortega
17. Interludio – Ginesa Ortega
18. Cancion Del Fuego Fatuo – Ginesa Ortega
19. Confuro Para Reconquistar El Amor Perdido – Ginesa Ortega
20. Escena – Ginesa Ortega
21. Danza Y Cancion De La Bruja Fingida – Ginesa Ortega
22. Final – Ginesa Ortega

Ginesa Ortega, “cantaora”;
Orchestra de Cambra Teatre Lliure;
Josep Pons, conductor

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PQP

11 comments / Add your comment below

  1. Engraçado, PQP, eu também não achava nada demais na música de Berlioz, mesmo em sua Sinfonia Fantástica, até ouvir a ópera Les Troyens regida por Dutoit: não tem nada que Berlioz tenha composto que se compare com isso! Mesmo assim, as Nuits d”eté tem seu charme, e esta gravação é excelente, assim como a De Falla. Bravo!

  2. Olá caros amigos.
    Todas as intervenções foram bem sucedidas.
    A criança querida recupera-se bem.
    O alívio voltou a nossos corações que sofreram bastante…
    Agradecemos aos que nos ajudaram com pensamentos positivos…
    Desculpem…
    Mas… …bem… …vamos a Berlioz já que Manuel de Falla parece ser unanimidade.
    Berlioz!
    Grande gênio!
    Grande?
    Não!
    Fantástico!!
    Berlioz!
    Mais fantástico do que sua Sinfonia Fantástica.
    Qual dos sinfonistas do romantismo é capaz de lhe fazer sombra?
    Sinfonia Fantástica!
    Sinfonia Fantástica… …Te Deum… …A Danação de Fausto… …Os Toianos… Missa dos Mortos… …Romeu e Julieta… …Sinfonia Fúnebre e Tiunfal… …a Infância de Cristo etc. etc…
    Gente!
    São obras de um Músicista Superior.
    São obras de um dos mais autênticos gênios do Romantismo.
    Daquele Romantismo que não tinha por ideal “Substituir a Orquestra pelo Piano Fazendo-o Soar Em Toda a Extensão do Teclado”.
    Obras típicas de um romantismo que não parou em Liszt, Brahms e Schumann mas que os ultrapassou influenciando Richard Wagner, Richard Strauss, Modesto Mussorgsky e até mesmo Rimsky Korsakov.
    Um Romantismo Orquestral-Vocal incrivelmente bem estruturado que, apesar de dantesco pela grandiosidade, é de um equilíbrio musical e estético que apenas poucos gênios conseguem estabelecer. (São necessários, também, Regentes excepcionais, Orquestras e Grupos Corais superiores e Solistas Vocais insuperáveis)
    Seu “Grand Traité d’Intrumentation et d’Orquestration Modernes” (livro de cabeceira de Mussorgsky) não é uma obra que cataloga montes de receitas sonoras. É, sobretudo, um tratado de Estética Musical voltado para a Música Orquestral na qual ele envolve a Voz Humana como um instrumento de riqueza inesgotável.
    Hoje foram postadas aqui as “Noites de Verão”.
    Berlioz, sem desfazer-se de seus ideais grandiozos, nos apresenta Belas Noites para Oquestra e uma Voz de Soprano (não tenho certeza se ouvi também alguns sons de orgão… …ainda me encontro meio cansado…)
    Noites de Verão… …tão diferentes dos maravilhosos lieder dos românticos (colocando Schubert entre os mesmos)e tão mais próximos dos que os sucederam…
    …são uma preciosidade…
    …uma raridade…
    Berlioz.
    Sempre ligado a Grandes Orquestras e a Grupos Corais gigantescos!
    …nessas Noites de Verão…
    …pequenas e expressivas noites para Orquestra e Voz de Soprano…
    …lindas noites…

    Um grande! Sim!
    Um Fantástico Músico…
    Mas… …muito difícil de ser apresentado…
    Vejam!
    Até mesmo essas singelas Noites de Verão?
    Qual o Regente que interromperá seu Programa de Sucessos Orquestrais para apresentá-las, assim, tão cheias de complexa simplicidade musical?
    No outro extremo: qual o Regente capaz de reunir duas ou três Orquestra e igual número de Corais e de Solistas Vocais para apresentar ao público suas grandes obras?

    … …bem… …os Russos o fizeram…
    …suas tournées pelo leste europeu foram consagradoras!

    Liszt também o fez.

    Organizou, por duas vezes, em Weimar(1852 e 55)as “Semanas Berlioz” as quais foram verdadeiras apoteoses musicais.
    Bem… …não deve ter sido difícil para Liszt reunir tantos músicos em Weimar, pois, desde 1847 ele era Mestre de Capela da Corte… …aliás, comprovando a generosidade de Lizt, foi justamente nesta época que ele interrompeu todas as suas apresentações como regente e virtuose em benfício próprio, passando a dedicá-las a finalidades totalmente filantrópicas tanto para ajudar populações carentes ou vítimas de tragédias quanto para fazer brilharem músicos de alta qualificação ainda não reconhecida.
    Liszt… …Schumann…
    A marca de Berlioz, a encontramos por toda parte.
    Boa noite com essas lindas Noites de Verão.
    Felicidade a todos.
    Obrigado.
    Edson

    1. Edson,

      fico feliz pela recuperação. Imagino o sofrimento, o cansaço e finalmente o alívio. Que bom.

      Sobre Berlioz. Seria louco se negasse sua importância para o desenvolvimento da música, só que… realmente não me atrai. Nem o ouço ou, quando o faço, não consigo prestar atenção, me distraio. Parece não haver pontos de contato. Apaixono-me e interesso-me por Brahms e outros compositores em 15 segundos. Berlioz, nada.

      Um caso para a psiquiatria, talvez…

      Abraço.

  3. Olá 21º!
    È! Deve ser um caso meio parecido com o meu com realação a Liszt.
    Vejo suas qualidades pessoais, admiro suas atitudes e convicções. Vejo suas qualidades de músico da mais alta estirpe, vejo o quanto ele fez para o desenvolvimento da Arte Musical, mas… …de livre e espotânea vontade não tenho qualquer interesse maior em ouvir suas obras… …não sei… …parodiando Beethoven ao recusar compor um “Allegro di Bravura”:

    “Essas coisas têm mecanismo demais. Efetivemente, têm excesso de mecanismo. Pelo menos as que eu conheço”.

    Bem… …porque me falta “empatia” (sempre necessária) eu não sei exatamente.
    Mas falta mesmo.
    Talvez seja, também, outro caso para a psiquiatria.
    Obrigado pelo interesse e pelo apoio.
    Um grande abraço.
    Felicidade.
    Edson

  4. olá, parabéns pelo ótimmo blog. me interresso muito por berlioz, por isso gostaria de informar que o link desse post foi removido no rapidshare. seria de meu interrese baixa-lo, então peço que se possível, o reponham no megaupload, que atualmente esta mais coonfiavel que o rapidshare. grato!

  5. Tentei baixar o ‘Amor Brujo’ mas o link fornecido não é mais válido. Sabe onde posso achar esta gravação? É possível postar novamente o conteúdo no rapidshare? Ih, agora que vi o comment acima, do João. Como já tem mais de seis meses, acho que não rola, né?

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