Karlheinz Stockhausen (1928-2007) – Elektronische Musik 1952-1960 – LINK REVALIDADO

Eu gosto de Stockhausen, morto dias atrás, mais exatamente em 5 de dezembro. Sua música sempre me fascinou e posso passar horas ouvindo Stock, mesmo sem absolutamente compreendê-lo.

Karlheinz Stockhausen foi certamente um dos mais talentosos e influentes compositores alemães do pós-guerra. Suas obras são de um abstracionismo talvez só possível em música, essa arte intangível, puro ar sonoro, como nos ensinou Busoni. São complexas e desarmônicas, mas por um motivo que não sei explicar, caem em meu ouvido com naturalidade. Quando dizem que tratava-se de um grande gênio, concordo. Era mesmo. Suas peças diferenciam-se claramente das de seus pares menos talentosos.

Stockhausen nasceu a 22 de agosto de 1928 em Mödrath, perto de Colônia, Alemanha. De 1947 a 1951, estudou na Escola Superior de Música de Colônia (piano e pedagogia musical) e na Universidade desta mesma cidade (germanística, filosofia e musicologia). Em 1952, realizou em Paris um curso de rítmica e estética musical com Oliver Messiaen, personagem fundamental em sua formação.

Durante tal curso, Stockhausen foi colega de estudos de outro grande pensador da música, Pierre Boulez. Nesse mesmo ano participou, também em Paris, das investigações com sons concretos realizadas por Pierre Schaeffer na Radio Française; em 1952 cria, nos estúdios da Rádio de Colônia, a primeira síntese de espectros sonoros sinusoidais produzidos eletronicamente e que fazem parte de nossa postagem. Foi, desde maio deste mesmo ano, diretor do Estúdio de música eletrônica desta rádio e, até 1977, seu diretor artístico.

Stockhausen compôs entre 1954 e a década de 60 uma percentagem substancial das obras que lhe renderam fama mundial, entre as quais o fenomenal “Klavierstücke”, peça para piano seguindo o princípio da música aleatória. Nesses anos, compôs também, entre outras, “Gesang der juenglinge”, “Kontakte”, “Momente” ou”Microphonie”, paradigmas de um compositor único.

Gostava de polêmica, escreveu “Helikopter-Streichquartett”, peça para quarteto de cordas e quatro helicópteros, onde a pauta de cada músico tinha apenas a cor que lhe correspondia. Os integrantes do quarteto subiam separados nos quatro helicópteros que ficavam parados, no ar, sobre a audiência. De lá, tocavam… Obviamente, só se ouviam os helicópteros, mas era bonito de ver. Vi na TV. Era engraçado, curioso e chegava a parecer mesmo uma obra de arte do gênero “instalação”. Podia ser lida de muitas formas, podia parecer um protesto risonho, por que não? Os helicópteros foram alugados pelo próprio Stock. Considerou o 11 de setembro de Nova Iorque outra obra de arte e teve defensores, muitos defensores. Não se manifestou sobre o 11 de setembro de Santiago do Chile.

Durante mais de 25 anos, Stockhausen escreveu a ópera monumental “Licht”, que dura 29 horas.

Este genial maestro, intérprete, pianista e criador tinha autenticamente uma visão peculiar do mundo, o que nem sempre foi bem acolhido pelo senso comum. Mas os leitores-ouvintes do PQP Bach são desprovidos de senso comum e gostarão da postagem, creio.

Karlheinz Stockhausen – Elektronische Musik 1952-1960

01 – Etude (1952)
02 – Studie I (1953)
03 – Studie II (1954)
04 – Gesang der Juenglinge (1955-56)
05 – Kontakte (1959-60) – Struktur I
06 – Kontakte (1959-60) – Struktur II
07 – Kontakte (1959-60) – Struktur III
08 – Kontakte (1959-60) – Struktur IV
09 – Kontakte (1959-60) – Struktur V
10 – Kontakte (1959-60) – Struktur VI
11 – Kontakte (1959-60) – Struktur VII
12 – Kontakte (1959-60) – Struktur VIII
13 – Kontakte (1959-60) – Struktur IX
14 – Kontakte (1959-60) – Struktur X
15 – Kontakte (1959-60) – Struktur XI
16 – Kontakte (1959-60) – Struktur XII
17 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII A
18 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII B
19 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII C
20 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII D
21 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII E
22 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIII F
23 – Kontakte (1959-60) – Struktur XIV
24 – Kontakte (1959-60) – Struktur XV
25 – Kontakte (1959-60) – Struktur XVI A
26 – Kontakte (1959-60) – Struktur XVI B
27 – Kontakte (1959-60) – Struktur XVI C
28 – Kontakte (1959-60) – Struktur XVI D
29 – Kontakte (1959-60) – Struktur XVI E

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Telemann (1681-1767) e D`Anglebert (1635-1691) – Trauer-Kantate e Pièces de Clavecin – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 15 de 29 – LINK REVALIDADO

CD excepcional da HM! A cantata de Telemann é obrigatória e a a estréia de D`Anglebert auspiciosa. É incompreensível que esta cantata de Telemann não seja mais divulgada, mesmo que sua obra vocal fique tão abaixo da produção de seus brothers Bach e Handel. Grande e rara música vem deste D`Anglebert que nunca vi mais gordo. A diversidade e confusão destes CDs da HM, apesar da suas qualidades, deixam o comentarista zonzo. Afinal, Telemann voltará no CD 17, acompanhado de uma obra que adoro: Barca di Venetia per Padova, de Bachieri. O que tem a ver Telemann com Bachieri ou com D`Anglebert? Nada! O único fato que os liga é o de terem recebido gravações antológicas da Harmonia Mundi. Enfim, sigamos.

CD 15

Trauer-Kantate “Du aber, Daniel, gehe hin” – Georg Philipp Telemann – 25’56
1. Sonata & Coro – Cantus Colln
2. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
3. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
4. Rezitativo – Cantus Colln
5. Adagio – Cantus Colln
Cantus Cölln
Konrad Junghänel

Pièces de clavecin (1689) – Jean-Henry D’Anglebert – 53’49
Suíte em ré menor
6. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
7. Allemande – Kenneth Gilbert
8. Courante – Kenneth Gilbert
9. Sarabande Grave – Kenneth Gilbert
10. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em sol maior
11. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
12. Allemande – Kenneth Gilbert
13. Courante – Kenneth Gilbert
14. Sarabande – Kenneth Gilbert
15. Gigue – Kenneth Gilbert
16. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert

Suíte em sol menor
17. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
18. Allemande – Kenneth Gilbert
19. Courante – Kenneth Gilbert
20. Sarabande – Kenneth Gilbert
21. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em ré maior
22. Tombeau De M. De Chambonnieres – Kenneth Gilbert
23. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert
Kenneth Gilbert

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Antonin Dvorák (1841-1904) – The Symphonies – Sinfonias 3 e 4

Mais duas sinfonias de Dvorák, na prestigiosa interpretação da Sinfônica de Londres sob a batuta de Istvan Kertész.

Estou achando muito baixo o número de downloads das duas primeiras sinfonias, elas não estão tendo a recepção que eu esperava. Lamentável. Por isso, estarei disponibilizando estas duas outras, de nº3 e a de nº4, e depois darei um tempo. Outra hora volto com a continuação.

Sinfonia nº 3
01 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – I. Allegro moderato
02 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – II. Adagio molto
03 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – III. Finale_ Allegro vivace

Sinfonia nº 4
01-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – I. Allegro
02-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – II. Andante sostenuto e molto cantabile
03-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – III. Allegro feroce
04-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – IV. Allegro con brio

London Symphony Orchestra
Istvan Kertész

SINFONIA Nº 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

SINFONIA Nº 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

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Alexander Scriabin (1872 – 1915): The Complete Piano Sonatas

Não há experiência mais interessante e encantadora que perceber o desenvolvimento de Beethoven nas suas 32 sonatas para piano. Elas descrevem praticamente todas as fases técnicas e pessoais na carreira do compositor. Algo que chega próximo disso é a audição das 10 sonatas para piano do compositor russo Alexander Scriabin. Ouça a sonata n.1 e depois a n.10, dois compositores completamente distintos.

Nas primeiras três sonatas sentimos uma forte influência de Chopin, mas não o Chopin delicado das valsas e noturnos, e sim dos estudos e das duas últimas sonatas, o Chopin revolucionário. Eu já considero a primeira sonata para piano op.6 uma obra-prima. Ela tem quatro movimentos e é a mais longa de suas sonatas. O primeiro movimento (allegro con fuoco) já arrebata a atenção do ouvinte. O quarto movimento, uma marcha fúnebre em homenagem a Chopin, é uma das coisas mais lindas já escritas.

A sonata n.2 op.19 é chamada de sonata-fantasia, pois tem dois movimentos (lento-rápido) praticamente ligados. Um início melancólico com um movimento final arrebatador. Essa obra foi meu primeiro contato com a música de Scriabin, e ainda guardo na memória a época e lugar que ouvi.

A sonata n.3 op.23 talvez seja a obra, entre as demais, cujos temas são mais memoráveis. O movimento andante é sublime. Na sonata n.4 op.40 descobrimos uma sonoridade quase jazzística (Bill Evans?). Poderia ser tocada em qualquer bar “blue note” de esquina e seria muito bem recebida pela tribo do Jazz.

A partir da sonata n.5 op.53 já ouviremos um compositor que, independentemente da escola de Schoenberg, também estava explorando, no mesmo período, os limites do tonalismo. As sonatas também começam a ter apenas um só movimento.

Nesse período (pós-1903) a vida do compositor estava mudando completamente. Scriabin abandonou a mulher e quatro filhos. Partiu com a amante para Paris. Além disso, estava obcecado com as delirantes idéias teosóficas. Suas sonatas também são um reflexo dessas atividades metafísicas. A sonata n.7 op.64 chamada de White Mass é uma experiência mística. Harmonia dificílima, praticamente música atonal. A três últimas sonatas também atingem um ponto que nenhum outro compositor depois dele superou. Nem mesmo as sonatas de Prokofiev …

Devo confessar que apesar da extraordinária interpretação do pianista Marc-André Hamelin, ainda acho os registros feitos por Horowitz insuperáveis (infelizmente ele nunca gravou a integral) .

CDF

obs: Pode aparecer o nome do pianista Murray Mclachlan no seu player, mas acredite, a gravação é do Marc-André Hamelin.

CD1:

1-4. Piano Sonata n.1, op.6
5-6. Piano Sonata n.2 (sonata-fantasy), op.19
7-10. Piano Sonata n.3, op.23
11. Fantasie op.28
12-13. Piano Sonata n.4, op.30

BAIXE AQUI (Disco 1) – DOWNLOAD HERE

CD2:

1. Piano Sonata n.5, op.53
2. Piano Sonata n.6, op.62
3. Piano Sonata n.7, op.64
4. Piano Sonata n.8, op.66
5. Piano Sonata n.9, op.68
6. Piano Sonata n.10, op.70
7. Sonata-Fantaise (1886)

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Performed by Marc-André Hamelin

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Muro das Lamentações Nº 1

Comente abaixo aquele link quebrado que tanta falta lhe faz. Já anotei dois:

– P.Q.P, estava procurando a obra completa dos concerto Grossi de Corelli, mas o link esta quebrado, vc poderia postar a obra novamente?

Por favor, seja legal e indique direitinho o endereço do post, OK? A gente gosta de tudo mastigadinho. Fazer o blog já dá um trabalhão. Sei que o segundo CD é meu. Vou procurar repostá-lo no fim-de-semana. O primeiro… Ai, que preguiça!… Qual é o link mesmo?

Não daremos prazo para o restabelecimento dos links, nem garantimos que isto ocorrerá. Não somos um repositório de música, estamos mais para supositório (desculpem o trocadilho de mau gosto, foi mais forte do que eu). Porém, para acelerar, aceitamos propina em espécie, bombons, carinho — prefiro mulheres –, quindins, HDs externos de 250 GB para cima e uploads de vocês.

Importante: o Muro das Lamentações funcionará apenas para links quebrados. Para pedidos procure nosso SAC: ele abre das 3h15 às 3h17 da madrugada e você terá que descobrir o telefone do atendente. Eu mesmo não o tenho. Boa sorte.

PQP

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Antonin Dvorák (1841-1904) – The Symphonies – István Kertész – LSO

Estou iniciando outra integral e, para desespero do mano PQPBach, desta vez com as sinfonias de Dvorák, na elogiada versão de István Kertész frente a Sinfônica de Londres. Vou tentar postar duas de cada vez até a oitava, e a nona fica sozinha, certo? Mas por favor, não me apressem. Na atual conjuntura, estou impossibilitado de postar com muita frequência. É para serem degustadas aos pouquinhos.

Eis o comentário do editorialista da amazon a respeito desta coleção:

For decades, there were only three complete collections of Dvorák’s symphonies: this one; Rowicki’s with the same orchestra; and Kubelik’s with the Berlin Philharmonic. Kertész offers the most rustic, gutsy interpretations of all. Famous for his dislike of rehearsals, he allows the London Symphony to make a much rougher sound than his colleagues tolerate, and though not the last word in polish, the results have a spontaneous charm that’s pretty hard to resist. More to the point, Dvorák’s early symphonies (Nos. 1 to 5) remain sadly neglected, and each one of them is full of gorgeous tunes cloaked in mellifluous orchestration. At budget price, this set now costs less than it did on LP in the 1960s. How can you do better than that? –David Hurwitz

Desconheço as integrais acima citadas, possuo apenas uma oitava sinfonia com o Kubelik (ou seria Giulini?). Tentarei obtê-la, para as devidas comparações.

Antonin Dvorák – The Symphonies – Sinfonias nº 1 e nº2  – London Symphonic Orchestra – István Kertész

Sinfonia nº 1
 
01-Symphony No.1 in C minor_ I. Allegro
02-Symphony No.1 in C minor_ II. Adagio molto
03-Symphony No.1 in C minor_ III. Allegretto
04-Symphony No.1 in C minor_ IV. Finale_ Allegro animato

Sinfonia nº2

05-Symphony No.2 in B flat major_ I. Allegro molto
02-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – II. Poco adagio
03-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – III. Scherzo_ Allegro con brio
04-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – IV. Finale_ Allegro con fuoco

London Symphony Orchestra
Istvan Kertész – Conductor

SINFONIA Nº 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
SINFONIA Nº 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

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Tchaikovski, Prokofiev, Shostakovich: Miniatures For Young Pianists

Duvido que algum de vocês encontre este belo CD na rede. E nem adianta revisar as faixas pela Amazon, pois estão incorretas. Trata-se de um álbum de miniaturas para jovens pianistas. Uma jóia delicada e simples, onde se vêm claramente a evolução da música russa do século XIX em direção ao XX. A intenção dos compositores não é apenas pedagógica — elas deveriam servir de entrenimento e de música para as crianças tocarem em festas e aniversários. A idéia de Tchaikovski foi inteiramente adotada por Prokofiev e Shostakovich e a coleção ficou como devia: bonitinha e agradável. A confessada inspiração de Tchai para criar tais peças foi Robert Schumann, o primeiro a compor peças simples dedicadas à infância e aos jovens pianistas.

É um CD bastante raro de se encontrar por aí. Desta forma, vocês devem ficar comportados durante o download; depois, peguem suas bonecas e divirtam-se. Ah, e não gritem enquanto papai posta.

Tchaikovski
Children’s Album: 24 Easy Pieces, for piano, Op. 39
1. Morning prayer
2. Winter Morning
3. Jouons à dada!
4. Mama
5. March of the Wooden Soldiers
6. The Sick Doll
7. The Doll’s Funeral
8. Waltz
9. The New Doll
10. Mazurka
11. Russian Song
12. The Accordion Player
13. Kamarinskaya
14. Polka
15. Italian Song
16. Old French Song
17. German Song
18. Neapolitan Song
19. Nanny’s Story
20. Baba-Yaga
21. Sweet Dreams
22. Lark Song
23. Chanson du joueur d`orgue de Barbarie
24. In Church

Prokofiev
Music for Children, easy pieces (12) for piano, Op. 65
25. No. 1, Morning
26. No. 2, Walk
27. No. 3, Fairy Tale
28. No. 4, Tarantella
29. No. 5, Repentence (Regrets)
30. No. 6, Waltz
31. No. 7, Grasshoppers’ Parade
32. No. 8, Rain and Rainbow
33. No. 9, Playing Tag
34. No. 10, March
35. No. 11, Evening
36. No. 12, The moon sails o’er the meadows

Shostakovich
37. Berceuse
38. Danse
39. Contredanse
40. Danse espagnole
41.Nocturne

A Child’s Exercise Book (Children’s Tetrad), for piano, Op. 69
42. No. 1, March
43. No. 2, Valse
44. No. 5, The Bear
45. No. 4, Merry Tale
46. No. 3, Sad Tale
47. No. 6, Clockwork Doll
48. No. 7, Birthday

Rimma Bobritskaia, piano

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PQP

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Leoš Janáček (1854-1928): Taras Bulba (rapsódia)

Este gravação me foi enviada por alguém — não lembro quem — e não possou nenhuma referência sobre os intérpretes. Mas é boa música sobre a obra de Gógol.

Leoš Janáček: Taras Bulba (rapsódia)

1. The Death of Andrei
2. The Death of Ostap
3. The Prophecy and Death of Taras Bulba

???

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Max Bruch (1838–1920) / Felix Mendelssohn (1809-1847): Violin Concertos

A capa é gueizona — desconheço e não me interessa a opção sexual de Maxim Vengerov –, os Concertos são magníficos, o violinista é fantástico, a orquestra idem, mas parece que só o Concerto de Bruch funciona, o de Mendelssohn ficou devendo. É importante notar que esta gravação é de 1993: Vengerov tinha 19 anos, era magro e queria demonstrar que tinha os dedos mais rápidos do oriente. Isto funciona bem para Bruch, mas Mendelssohn requer uma abordagem mais cuidadosa, mais sensível, não é música para meninos.

Vale pelo Concerto de Bruch!

MAX BRUCH

Violin Concerto No. 1 in G minor, Op. 26
I Vorspiel. Allegro moderato 08:10
II Adagio 08:11
III Finale. Allegro energico 07:40

FELIX MENDELSSOHN

Violin Concerto in E minor, Op. 64
I Allegro molto appassionato 12:57
II Andante 07:57
III Allegretto non troppo – Allegro molto vivace 06:34

Maxim Vengerov (violin)
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur (conductor)

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Benjamin Britten (1913-1976): War Requiem

Uma obra-prima, sem sombra de dúvidas, o War Requiem, Op. 66, é uma peça não-litúrgica do réquiem composta por Benjamin Britten em 1962 para soprano, tenor e barítono solistas, coro, órgão, e duas orquestras (uma orquestra completa e uma orquestra de câmara) sobre poemas de Wilfred Owen. Britten, ao aceitar o convite para escrever um Réquiem decidiu unir ao tradicional texto latino da Missa de Mortos uma série de nove textos de Wilfred Owen, poeta que tinha morrido no decorrer da I Guerra. É uma obra de enorme poder poético, que emprega grandes efetivos, e na qual o compositor não foi imune ao que a história da música tinha realizado antes de si, neste âmbito. Foi o próprio Britten a reconhecer a influência que sobre ele exerceram obras como o Requiem de Verdi, por exemplo.

O War Requiem de Britten foi composto para a reinauguração da Catedral de Coventry após as obras de recuperação da mesma, a 30 de Maio de 1962. Esta catedral do século XIV tinha sido parcialmente destruída durante o bombardeamento alemão feito durante a II Grande Guerra Mundial, na noite de 14 de Novembro de 1940. A consagração da igreja reconstruída tornou-se um símbolo do pós-guerra e serviu de mote para um verdadeiro festival onde, para além do Réquiem, foi estreada a ópera de Michael Tippett, O Rei Príamo, precisamente na noite anterior à estreia do War Requiem.

Como pacifista que era, Britten sentiu-se bastante empolgado com a encomenda, encontrando na comissão organizadora uma enorme abertura para as suas ideias musicais. Britten partiu assim da tradicional missa de mortos latina e acrescentou-lhe nove poemas sobre. Estes poemas, cantados entre os vários números da missa, são da autoria do poeta inglês Wilfred Owen, ele próprio vitima de uma guerra – Wilfred Owen estava de serviço na França durante a Primeira Guerra Mundial quando foi morto durante uma batalha, apenas a uma semana do armistício. Sendo na altura relativamente pouco conhecido, Wilfred Owen foi conquistando um lugar de destaque na literatura inglesa de guerra.

Para a noite da estreia do Requiem da Guerra estavam previstas as interpretações da soprano russa Galina Vishnevsakya, do tenor inglês Peter Pears e do barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, três cantores simbolizando três nacionalidades em tempos separadas pelas questões da guerra, mas que nesta obra se vêem unidas em oração pela paz e pelas vitimas de todos estes flagelos. Acontece que o governo russo de então proibiu Galina Vishnevsakya de se deslocar a Coventry e a soprano russa teve assim que ser substituída pela soprano inglesa Heather Harper que aprendeu todo o Requiem em apenas dez dias. Aos cantores juntaram-se ainda a City of Birmingham Orchestra e o Ensemble Melos de Londres, com Meredith Davies a dirigir a grande orquestra o coro e a soprano e Benjamin Britten a dirigir a orquestra de câmara o tenor e o barítono. Depois das últimas notas do Requiem houve um silêncio profundo, revelador da importância e do simbolismo da obra, que culminou com uma verdadeira apoteose por parte do público presente na Catedral de Coventry. O Requiem da Guerra foi das poucas obras estreadas na segunda metade do século XX a ter um tal impacto e a atingir tão rapidamente uma tal popularidade.

Quando escreveu à sua irmã a contar aquela noite de 30 de Maio de 1962, Britten disse da sua música: “Espero que faça as pessoas pensarem um pouco”.

A gravação que apresentamos tem o time de cantores da estreia e é seguida de diversos comentários aos músicos feitos pelo próprio Britten durante os ensaios.

3 VEZES IMPERDÍVEL!!! (E Comovente, e Emocionante, e Profundo)

(O texto acima tem partes minhas, partes copiadas e nem sei mais o que é meu e o que é de outros…)

Benjamin Britten: War Requiem

CD1
01. Requiem aeternam (chorus)
02. What passing-bells for these who die as cattle (tenor)
03. Dies irae (chorus)
04. Bugles sang (baritone)
05. Liber scriptus proferetur (soprano)
06. Out there (tenor and baritone)
07. Recordare Jesu pie (chorus)
08. Be slowly lifted up (baritone)
09. Dies irae (chorus)
10. Lacrimosa dies illa (soprano and chorus)
11. Move him into the sun (tenor)
12. Domine Jesu Christe (boys)
13. So Abram rose (tenor and baritone)
14. Sanctus, sanctus, sanctus (soprano and chorus)
15. After the blast of lightning (baritone)

BAIXE AQUI O CD 1 – DOWNLOAD CD1 HERE

CD2
01. One ever hangs (tenor and chorus)
02. Libera me, Domine (chorus)
03. It seemed that out of battle I escaped (tenor)
04. Let us sleep now … In paradisum (baritone, tenor, boys, soprano and chorus)
05. Requiem aeternam (Rehearsal)
06. Dies irae (Rehearsal of the opening section)
08. Dies irae (Rehearsal of end of movement)
09. Offertorium (Rehearsal)
10. Sanctus (Rehearsal)
11. Sanctus (Discussion in the control room between Britten and Galina Vishnevskaya)
12. Agnus Dei (Discussion in the control room between Britten, Peter Pears and John Culshaw)
13. Libera me (Discussion in the control room between Britten and John Culshaw)
14. Libera me (Rehearsal)
15. Libera me (Rehearsal of closing page)

BAIXE AQUI O CD 2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Galina Vishnevskaya
Peter Pears
Dietrich Fischer-Dieskau

The Bach Choir

London Symphony Orchestra
Hisghgate School Choir
Simon Preston, organ
Benjamin Britten, regência

PQP

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Modest Mussorgsky (1839-1881): Pictures at an exhibition; Night on Bald Mountain; Sennacherib; Salammbô; Oedipus; Joshua

Baita orquestra, baita coral, baita regente, música expressionista, bem escandalosa e bela. Uma gravação 100% satisfatória. E viva o Inter!

Modest Mussorgsky: Pictures at an exhibition; Night on Bald Mountain; Sennacherib; Salammbô; Oedipus; Joshua

01 Night on Bald Mountain

02 The Destruction of Sannacherib

03 Salammbo – Chorus of Priestesses

04 Oedipus in Athens – Chorus of People in the Temple

05 Joshua

06 Pictures at an Exhibition -I- Promenade
07 Pictures at an Exhibition -II- Gnomus
08 Pictures at an Exhibition -III- Promenade
09 Pictures at an Exhibition -IV- The Old Castle
10 Pictures at an Exhibition -V- Promenade
11 Pictures at an Exhibition -VI- Tuileries
12 Pictures at an Exhibition -VII- Bydlo
13 Pictures at an Exhibition -VIII- Promenade
14 Pictures at an Exhibition -IX- Ballet of the Unhatche Chicks
15 Pictures at an Exhibition -X- Samuel Goldenberg Und Schmuyle
16 Pictures at an Exhibition -XI- The Limoges Market
17 Pictures at an Exhibition -XII- Catacombae; Sepulchrum Romanum
18 Pictures at an Exhibition -XIII- Cum Mortis In Lingua Mortua
19 Pictures at an Exhibition -XIV- The Hut on Chicken’s Legs
20 Pictures at an Exhibition -XV- The Great Gate of Kiev

Prager Philharmonischer Chor
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

A versão original era em inglês, narrada por Sting, mas na versão en español deste CD multinacional, ganhamos José Carreras como narrador. Sem reclamações. Gosto muito desta música infantil de Prokofiev e ainda mais de sua Sinfonia Clássica, onde o grande ucraniano nos prova que, se tivesse nascido 150 anos antes, poderia ser Haydn. É curioso. CD ideal para pais que veem seus filhos serem apresentados à música através de indizíveis horrores e que gostariam de algo bem feito que lhes desse uma visão diferente do tum-tchi-tum-tchi de todas as festas e rádios. Como PQP Bach não quer ver os filhos de seus leitores-ouvintes tornarem-se bestas quadradas, ele vem prestar este serviço altamente social.

Sergei Prokofiev: Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

1. Marcha En Si Bemol Mayor, Op.99 – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

2. Pedro Y El Lobo, Op.67: (Presentacion De Los Personajes Del Cuento Y Sus Motivos Musicales) – Jose Carreras
3. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Era Muy De Manana Cuando Pedro Salio De Su Casa…’: Andantino – Jose Carreras
4. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En La Rama De Un Arbol Enorme Estaba Un Precioso Pajarito’: Allegro… – Jose Carreras
5. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Ese Preciso Instante Aparecio El Pato Paseando…’: L’istesso Tempo – Jose Carreras
6. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Aquel Instante Algo Atrajo La Atencion De Pedro…’: Moderato… – Jose Carreras
7. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘El Abuelo, Fumando Su Pipa, Salio De La Casa…’: Poco Piu Andante… – Jose Carreras
8. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Tan Pronto Como Pedro Se Hubo Marchado…’: Andante Molto – Nervoso… – Jose Carreras
9. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Pedro, Que Lo Habia Visto Todo, Pensaba…’: Andantino, Come Prina – Vivo.. – Jose Carreras
10. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Mientras Tanto, Pedro Agarro La Cuerda Firmemente…’: Allegro – Poco… – Jose Carreras
11. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Y En Aquel Momento, Los Cazadores Salieron Del Bosque…’: Allegro… – Jose Carreras

12. Obertura Sobre Temas Hebreos, Op.34b: Un Poco Allegro – Stefan Vladar

13. Sinf Clasica, Op.25: 1. Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
14. Sinf Clasica, Op.25: 2. Larghetto – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
15. Sinf Clasica, Op.25: 3. Gavotta. Non Troppo Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
16. Sinf Clasica, Op.25: 4. Finale. Molto Vivace – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

The Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado

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PQP

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.: interlúdio – Esbjörn Svensson Trio – Tuesday Wonderland :.

A verdade é que nada – ou quase – de jazz contemporâneo chega aos nossos ouvidos via grande mídia. Por aqui e ali, nos canais independentes, é possível conhecer algo novo; ainda assim, a impressão que se pode ter é que o jazz é um gênero moribundo, que só viverá em discos antigos quando todos os decanos músicos estiverem mortos.

Exceção: Esbjörn Svensson Trio, que conheci em uma resenha em já-não-lembro-qual jornal. A notícia chamava a atenção para o fato de que os suecos do e.s.t. – como é frequentemente abreviado – estavam sendo convidados para tocar em festivais de rock; com sua música, conseguiam aproximar-se de novos e diferentes públicos. De fato, a música do pianista Svensson é repleta de dinâmicas, ou talvez melhor dizendo, uma energia que soa “moderna”; mesmo em faixas mais cool, é possível imaginar os músicos suando bicas e dando sangue em cada apresentação. Não apenas isso, também na abordagem aos instrumentos e gravação – como pedal de distorção no baixo ou pedaços de papel nas cordas do piano. O ouvinte irá encontrar algumas doses de experimentalismo – doses essas muito bem utilizadas, a favor do jazz, ao contrário de enfraquecê-lo. Se não, ouçam a faixa “Brewery of Beggars” e me digam o contrário.

As últimas três perguntas desta entrevista para o All About Jazz mostram bem o que vocês tem diante de si.

AAJ: So I guess you have to balance that, the improvising aspect is strong but you have to have the good tunes.
ES: Yeah, I work very hard on composing music, and I know exactly what you’re saying. Not just music to improvise on, but music that is music in its own right. If it fits, great, you improvise over it. I mean, I don’t have a strategy or anything, I just compose from the heart. I’ve been inspired the last couple of years very much by classical music, and trying to learn as much as I can by the great composers, I mean, Bach, Beethoven, Chopin, Bartok. But then put that in a context for the trio so we can put our stamp on it, improvise a lot but in the general framework of the song itself.

AAJ: Well, it goes back to the division between genres. It used to be said that if it didn’t “swing” it wasn’t jazz. I think that’s not so strong now, because of different rhythms brought in through fusion and also free jazz, which doesn’t swing in an orthodox sense. Now, it seems that the yardstick is just improvisation. If you improvise, it’s jazz, but if not, then…
ES: Yes, but then that’s misguided too, and we can’t forget that lots of pop musicians, they are improvising a lot, and also classical! I mean, Johann Sebastian Bach was supposed to be a fantastic improviser, and much of that church music is based on these long improvisations before you get to the melody. And I mean, all those composers… composing is improvising and improvising is composing. But you’re right, the idea that if you’re improvising, you’re playing jazz… it’s just words.

AAJ: Well, there are Ellington pieces with no improvisation, and even avant garde music, some Anthony Braxton pieces are through-composed.
ES: Yes! We just have to live with these labels… I mean, what we’re doing, if you have to call it something… I guess it’s jazz, but it’s not what jazz was.

Esbjörn Svensson morreu em 2008, aos 44 anos, num acidente estúpido enquanto praticava mergulho.

Esbjörn Svensson Trio – Tuesday Wonderland (VBR)
Esbjörn Svensson: piano
Dan Berglund: bass
Magnus Ostrom: cymbals

download – 97MB
01 Fading Maid Preludium 4’10
02 Tuesday Wonderland 6’30
03 The Goldhearted Miner 4’51
04 Brewery of Beggars 8’22
05 Beggar’s Blanket 2’53
06 Dolores in a Shoestand 8’52
07 Where We Used to Live 4’25
08 Eighthundred Streets by Feet 6’47
09 Goldwrap 3’59
10 Sipping on the Solid Ground 4’32
11 Fading Maid Postludium 5’08

Boa audição!
Blue Dog

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

Como diz o outro, eis uma novidade nova, ou então, aí está um lançamento recente. Este cd foi lançado semana passada, e, graças à internet, já o temos disponível. Podem babar, senhores… Sintam-se à vontade.

Viktoria Mullova… ai, se ela me desse bola. Talento, dedicação e uma paixão absoluta pela música, e quanto mais velha, melhor. Ja falamos à exaustão sobre ela, já declarei minha paixão platônica por ela, enfim, vamos deixar estes detalhes de lado, e vamos ver com que tamanha paixão ela se dedicou a este projeto de tocar as sonatas e partitas de papai. Ah, aguardem que virá outra postagem dela, logo, logo.

Como consegui estes cds há pouco menos de uma semana, ainda não os consegui ouvir direito, mas já estão no meu mp3 player para serem devidamente apreciados no caminho para o trabalho, e de volta para casa. Mas lhes garanto que o pouco que ouvi já deu para perceber que o negócio é sério.

Abaixo reproduzo o texto da própria Mullova sobre o processo de gravação deste CD, retirado de seu site :

This recording of the Sonatas and Partitas marks a significant milestone on a never-ending journey. I have always felt a very close bond with Bach’s music, and from an early age I sensed it would play a central role in my life. Despite this, getting close to Bach’s world and really understanding it has not been easy nor without long periods of discouragement. For many years, even though I was playing and studying these works on a fairly regular basis, I never managed to find any principle or pathway that would allow me to express my feelings for this music.

When I was at the conservatory in Moscow, my teachers gave me a set of very strict rules for playing Bach’s music: they were based on a widely-held approach of the time that combined a standardized beautiful sound, broad, uniform articulation, long phrasing, if possible, and continuous and regular vibrato on every single note, in imitation, they used to say, of an imaginary organ. I realise that mention of these criteria today might raise a smile, but they give a good idea of the musical aesthetic that I was grounded in. During those years, my Sonatas and Partitas became stiff, monotonous and even more difficult to perform, because I had not been provided with the basic principles for understanding the Baroque text. I used to play them with very little articulation, and without the distinction between strong and weak beats that is so naturally linked to bow-strokes. But most of all, I didn’t understand the harmonic relationships, which are fundamental to a feeling of freedom and involvement in the musical argument. I tried to make up for all these problems by studying hard, but the whole thing seemed to me very difficult and physically impossible to sustain.

Then I left my own country, and a period began when I was travelling constantly and playing a vast number of concerts. This meant endless repetition of the same pieces, a great deal of time spent alone studying, and little time to prepare new repertoire and deepen my understanding of the music I knew, or thought I knew.

It was when I was in Paris rehearsing once that I had the great and unexpected good luck to encounter Marco Postinghel, a young bassoonist and continuo player. He first overturned the few certainties I had about Baroque music, and then, thanks to a friendship which I have come to treasure, took me on a wonderful but demanding journey that has finally led to this recording. I remember that on the very first evening, he told me more about early music in the space of a few hours than I had ever heard or imagined. No one before had used such a body of evidence to explain to me the way the musical discourse, particularly in Bach, is sustained by multiple elements that are all interconnected: harmonic impulse, articulation, polyphony, counterpoint, form, and so on. He explained it all with an enthusiasm that I found completely contagious. I suddenly realised that I had not had the same preparation as an artist as I had as an instrumentalist, and that I needed a period of reflection and study to fill this gap. I immediately cancelled a scheduled recording of Bach’s sonatas for violin and harpsichord, and started feverishly studying and exploring everything to do with early music. I read through a great deal of music by composers such as Biber, Leclair, Tartini, Corelli, Vivaldi and many others, feeling that it would help me to understand the music of Bach better.

I listened to countless concerts and recordings by artists such as Harnoncourt, Gardiner, Giovanni Antonini and his wonderful ensemble ‘Il Giardino Armonico’, and Ottavio Dantone, one of the greatest interpreters of Bach I know, and I was utterly captivated and drawn toward what I heard. With this inspiration in my ears and in my heart, still with the assistance of my friend Marco, I began to study the Baroque repertoire afresh, this time in a completely new, and now systematic way.

I carried on at first on a modern instrument, then as my understanding of the 18th-century aesthetic increased I came, quite naturally, to feel the need to change to gut strings and Baroque bows. Bit by bit, the musicians I admired so much and who had unknowingly given me such help in my investigation, started to invite me to play some concerts with them, and that was a great thrill for me. This injection of trust from them led me to study even more intensely and to make the Baroque repertoire central to my artistic life. So much so that now playing Bach has become part of my spiritual and emotional well-being (an experience that I find almost like meditation).

Now when I happen to hear my old Bach recordings, I’m still amazed by the enormous transformation that has occurred. I recognise the violinist, but not the musician. I am aware that continuing to play and study the works of Bach’s genius is an endless process of exploration and that one day I might find this recording surprising and distant too! But I hope that it bears witness to the seriousness, respect and love with which I have tried to approach this timeless music.

Viktoria Mullova, 2009

Johann Sebastian Bach  – Violin Sonatas e Partitas – Viktoria Mullova

01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio

02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro

03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana

04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto

05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda

06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double

07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente

08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto

09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande

10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double

11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea

12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double

13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave

14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga

15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante

16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2

01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda

02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente

03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda

04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga

05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna

06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio

07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga

08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo

09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai

10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio

11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure

12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau

13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I

14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II

15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée

16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue

Viktoria Mullova – Violin

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Double Concertos

Falemos sério, por favor. O acervo de Vivaldi de nosso blog é arrasador. Eu e FDP nos alternamos divulgando CDs uns melhores que os outros. Hoje, agrego mais um campeão. A Academy for Ancient Music Berlin ou Akademie Für Alte Musik Berlin realiza um trabalho impecável nestes Concertos Duplos de Vivaldi. É uma manhã dominical numa Veneza cheia de luz e amizade. Esqueça todas as iniquidades, todos as buzinas, a falta de grana e o resto, pois todos têm seus dramas, mesmo que seja um iate com vazamento ou um filho drogado que vendeu o Mercedez que ganhou de você e agora anda de Chevette. Ouça o CD, depois pegue seu filho, cachorro, dê um beijo em sua mulher e leve todos para passear pensando que o mundo é perfeito, que o Grêmio perdeu para Celso Roth e que hoje vamos faturar o Palmeiras com um time de reservas. Ora, o sonho é livre e, até a hora do jogo começar, este será o inexorável destino.

(Mas, olha, o Luxemburgo tem a mania de vir à Porto Alegre com o ânus em estado de pisca-alerta. Faz um esqueminha defensivo e corre para o banheiro. Perde sempre! Vou ao jogo, claro.).

A propósito, CD Imperdível!!!

Antonio Vivaldi: Double Concertos

Concerto grosso RV 156 en sol mineur / G minor / g-moll
1 Allegro 2’47
2 Adagio 1’52
3 Allegro 1’37

Concerto duplo para dois oboes RV 535 en re mineur / D minor / d-moll
4 Largo – Allegro 3’16
5 Largo 2’36
6 Allegro molto 2’29

Concerto para violino RV 265 en Mi majeur / E major / E-dur
(“L’Estro armonico” op.3 n°12)
7 Allegro 3’10
8 Largo 4’02
9 Allegro 2’18

Concerto duplo para dois violoncellos RV 531 en sol mineur / G minor / g-moll
10 Allegro 3’30
11 Largo 4’11
12 Allegro 3’08

Concerto duplo para dois violinos RV 522 en la mineur / A minor / a-moll
13 Allegro 3’09
14 Larghetto e spiritoso 3’39
15 Allegro 2’48

Concerto grosso RV 574 en Fa majeur / F major / F-dur
16 Allegro 4’20
17 Grave 3’41
18 Allegro 3’39

Academy for Ancient Music Berlin

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonates pour Viole de Gambe et basse continue

Este CD é um dos mistérios da humanidade. Não sei onde o consegui, não sei seu número de referência na Amazon, mas gravei alguns detalhes a respeito. Ele não é tão bom quanto aquele da dupla Pandolfi e Alessandrini, mas é digno e não faz feio num final de tarde de sábado.

Carl Philipp Emanuel Bach – Sonates pour Viole de Gambe et basse continue

Sonate en Re majeur pour viole da gambe et basse Wq.137
19 – Adagio ma non tanto.mp3
20 – Allegro di molto.mp3
21 – Arioso.mp3

Sonate n°1 pour clavecin en la mineur Wq.49-1
22 – Moderato.mp3
23 – Andante.mp3
24 – Allegro assai.mp3

Sonate en Ut majeur pour viole da gambe et basse Wq.136
25 – Andante.mp3
26 – Allegretto.mp3
27 – Arioso.mp3

Preussische Sonate n°3 pour clavecin en Mi majeur Wq.48-3
28 – Poco allegro.mp3
29 – Adagio.mp3
30 – Presto.mp3

Sonate en sol mineur pour viole da gambe et basse Wq.88
31 – Poco allegro.mp3
32 – Adagio.mp3
33 – Allegro assai.mp3

London Baroque
Charles Medlam, viole de gambe
William Hunt, viole de gambe (continuo)
Richard Egarr, clavecin

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PQP

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Wilhelm Friedemann Bach (1710–1784): Harpsichord Concertos

Bebum, talentoso e indisciplinado, W. F. Bach contaria com toda minha simpatia se não tivesse herdado — e perdido!!! — cerca de 100 Cantatas de papai. Era o primogênito e preferido de papai, o putão. Estava sempre endividado, claro, mas deixou grande demonstração de talento, o olho do cu. Costumava trocar MANUSCRITOS por bebida e teve a pachorra de imortalizar-se numa gravura com uma garrafa de vinho na mão. Uma figura simpática. Dizem que ele era o mais talentoso de todos nós, mas sempre preferiu a noite e a diversão. Eu o compreendo. Poucos sabem que, em verdade, WF foi o segundo filho de Bach. O primeiro rebento foi uma FILHA, o que equivalia a quase nada numa época em que as mulheres conheciam seus lugares e por lá ficavam. HAHAHAHA!

Este CD é bem bom, viram? WF era um compositor original, fluente e de voz própria. Gosto muito. Divirtam-se. Não é necessário embriagar-se para se chegar à conclusão que o cara é bom pra caralho.

(Tô a fim de escrever palavrão hoje! O que é? Vão querê encará?)

Wilhelm Friedemann Bach: Harpsichord Concertos

Concerto in F major F 44
10. 1. Allegro ma non troppo
11. 2. Molto adagio
12. 3. Presto

Concerto in a minor F 45
13. 1. Sem indicação
14. 2. Larghetto (Cantabile)
15. 3. Allegro (assai) ma non troppo

Concerto in D major F 41
16. 1. Allegro
17. 2. Andante
18. 3. Presto

Richard Egarr, clavecin
London Baroque
dir. Charles Medlam

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): Sonate per Viola da Gamba e Basso Continuo

Talvez mais do que nenhuma outra — pela diversidade de sonoridades e abordagens — a música barroca seja aquela que dependa mais da qualidade e da concepção que seus intérpretes têm das obras. Neste CD, a habitual dupla Paolo Pandolfo e Rinaldo Alessandrini elevam a música de Carl Philipp a rara altura. Creio nunca antes ter ouvido estas obras serem recriadas com tanta intensidade e sensibilidade. Tal sensibilidade vai tanto na direção do sublime quanto na da agressividade. Já havia notado que Paolo Pandolfo era um mestre — nas Sonatas análogas de J.S. Bach –, mas aqui, fazendo a transição para o clássico, parece que a dupla fez ainda mais. Rinaldo Alessandrini é cravista e grande regente; deve ter dado seus pitacos. Este é um CD para ser ouvido muitas vezes. Nos dois “Arioso” é adequado que você fique de joelhos. Descanse durante o tremendo contraste dos “Allegro”.

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!!

C.P.E. Bach – Sonate per Viola da Gamba e Basso Continuo

1. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in D major, Wq 137/H 559 – Adagio, ma non tanto
2. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in D major, Wq 137/H 559 – Allegro di molto
3. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in D major, Wq 137/H 559 – Arioso

4. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in C major, Wq 136/H 558 – Andante
5. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in C major, Wq 136/H 558 – Allegretto
6. Sonata for Viola da Gamba and Basso Continuo in C major, Wq 136/H 558 – Arioso

7. Sonata for Viola da Gamba and Harpsichord in G minor, Wq 88/H 510 – Allegro Moderato
8. Sonata for Viola da Gamba and Harpsichord in G minor, Wq 88/H 510 – Larghetto
9. Sonata for Viola da Gamba and Harpsichord in G minor, Wq 88/H 510 – Allegro assai

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Rinaldo Alessandrini, clavicembalo

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Anton Webern (1883 – 1945) – Complete Works – Disco 6

Eis aqui o sexto e último disco da séria Webern´s Complete Works. Devo confessar que minha relação com a música de Webern ainda continua conflituosa. As micro-estruturas que lembram tanto a arte chinesa e japonesa, arte que despreza o excesso e valoriza os detalhes, as delicadezas tão contrárias a minha personalidade de homem ocidental. Pior ainda para um homem da América Latina, acostumado a gritaria e choradeira, a soltar pum alto em pleno jogo do Náutico com um cachorro-quente na mão, e marcas de Ketchup no canto da boca… No entanto há certa agressividade na música de Webern realmente apaixonante. Ouçam as Three Little Pieces for Cello and Piano op. 11 para entender o que estou falando. A obra toda não dura nem 3 minutos, mas a estrutura, dependendo como você “observe”, pode ter infinitas possibilidades. O disco termina com as famosas Variações para Piano op.27, cujo tema (minúsculo) e suas permutações, seguindo com absoluto rigor o procedimento dodecafônico, é a obra mais representativa (popular?!) do mundo weberniano.

CDF

Faixas:

1 – 2. 2 Pieces for Cello and Piano
3. Movement for Piano
4. Sonatensatz (Rondo) für Klavier (c.1906)
5 – 8. Four Pieces, Op.7 – for violin and piano
9 – 11. Three Little Pieces for Cello and Piano, op.11 (1914)
12. Cello Sonata (1914) – Sehr bewegt
13. Kinderstuck Krystian
14. Piano Piece (1925)
15 – 17. Piano Variations, Op.27

Performed by Gianluca Cascioli, Gidon Kremer, Clemens Hagen, and Krystian Zimerman

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Krzysztof Penderecki (1933) / Béla Bartók (1881-1945): Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 / Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76

O pior que pode acontecer com uma obra talvez seja a de não chamar a atenção. Estava trabalhando enquanto “ouvia” as Metamorphosen de Penderecki. Elas não me chamaram a atenção. Passei por ela como se estivesse apreciando alguma coisa new age. Porém o mesmo não aconteceu com a Sonata Nº 2 de Bartók, um dos três de meus compositores preferidos ao lado de Bach, Beethoven e Brahms. A Sonata é extraordinária e recebeu belo tratamento de Mutter e Orkis. Mas há um problema: como caçei este CD por aí, ele veio sem separação de faixas. É um arquivão estilo tijolo, sem separação de coisa nenhuma.

Mas vale pelo Bartók. E como!

Krzysztof Penderecki (1933):
1. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 1. Allegro ma non troppo
2. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 2. Allegretto
3. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 3. Molto
4. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 4. Vivace
5. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 5. Scherzando
6. Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 6. Andante con moto

Anne-Sophie Mutter, violino
London Symphony Orchestra
Krzysztof Penderecki

Béla Bartók (1881-1945):
7. Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 1. Molto moderato
8. Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 2. Allegretto

Anne-Sophie Mutter, violino
Lambert Orkis, piano

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