Reloads da semana – CVL

The snow country prince – Amaral Vieira
Concerto à brasileira – Daniel Wolff
Musitrio – Kinematic
Guarnieri e Nepomuceno – Sinfônica de Campinas
Toronubá – Dimitri Cervo
Missa in memoriam Itamar Assumpção – Arrigo Barnabé
Hekel Tavares – Concerto sobre formas brasileiras

Favor não mandar pedidos (muitos links – especialmente de setembro de 2009 pra trás – realmente expiraram e só vamos reatualizá-los se nos for viável, ou se nos mandarem uns dez reais por solicitação) e não nos confundir (somos uma equipe de sete, então só um aqui é PQP, o cabeça e fundador deste site de utilidade pública universal e atemporal).

CVL

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para orquestra; Música para cordas percussão e celesta; Esboços húngaros

HOJE FAZ 128 ANOS QUE BÉLA BARTÓK NASCEU!

(Postagem feita em 25/03/2009 e republicada hoje com os links válidos. Explico: pela política dos mantenedores de arquivos, nosso blog não pode ser um repositório de música. Ele deletam os arquivos sem avisar e é chato revalidar links, sabem? Então, com a finalidade de não encher nosso saco nem os vossos, “fazei” os downloads logo da cara, OK? Hoje realizo esta repostagem porque é simplesmente impossível não aceitar o pedido do Violinista Ruim. Impossível. Cheguei a me sentir mal quando li o comentário dele. É que se trata de Bartók.)

Nossa postagem é simples, porém luxuosa. Eu sempre uso este bordão: Meus três compositores prediletos são Bach, Beethoven, Bartók e Brahms. E são mesmo! Bem, este CD recebeu vinte e cinco notas 5 (a máxima) na Amazon, três notas 4 e uma nota 1, dada por um louco, certamente. A gravação de Fritz Reiner é de se ouvir de joelhos, é a própria perfeição. É miraculosa a forma como ele e a Sinfônica de Chicago interpretam o Concerto para Orquestra e a grande Música para Cordas, Percussão e Celesta. Na História da Música Ocidental, Michèle Reverdy escreve:

Cada um dos quatro movimentos da Música é uma obra-prima: o primeiro é uma das mais belas fugas da história da música; o segundo, de grande dinamismo, joga com a heterofonia dos diferentes grupos orquestrais; no terceiro movimento, Bartó encontra as sonoridades mais desorientadoras: é aí que explora ao máximo os recursos das cordas, combinando-as de maneira inusitada com os timbres percussivos; o caráter de festa do final afirma-se na melodia principal em modo antigo — modo de fá — ritmado à búlgara.

O Concerto para Orquestra, mais tradicional, foi escrito no seu exílio em Nova Iorque, quando Bartók já sofria da leucemia que o matou. O nome se justifica pela alternância dos instrumentos como solistas.

Além de grande compositor, Bartók foi um ser humano da melhor qualidade. Sempre posicionou-se e prejudicou-se por sempre ter externado suas posições anti-nazistas. Mas falta-me tempo para escrever mais.

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVE!!!!!

Bartók: Concerto for Orchestra; Music for Strings, Percussion and Celesta; Hungarian Sketches

1. Concerto for Orchestra, Sz.116/Introduzione: Andante non troppo; Allegro vivace 9:55
2. Concerto for Orchestra, Sz.116/Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando 6:02
3. Concerto for Orchestra, Sz.116/Elegia: Andante non troppo 7:59
4. Concerto for Orchestra, Sz.116/Intermezzo interroto: Allegretto 4:17
5. Concerto for Orchestra, Sz.116/Finale: Pesante; Presto 9:00

6. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz.106/Andante tranquillo 7:12
7. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz.106/Allegro 7:02
8. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz.106/Adagio 7:04
9. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz.106/Allegro molto 6:46

10. Hungarian Sketches/An Evening in the Village 2:51
11. Hungarian Sketches/Bear Dance 1:42
12. Hungarian Sketches/Melody 2:05
13. Hungarian Sketches/Slighty Tipsy 2:19
14. Hungarian Sketches/Swineherd’s Dance 2:02

Chicago Symphony Orchestra
Fritz Reiner

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G. F. Handel (1685-1759): Handel Arias (com Danielle de Niese)

O aparecimento de Danielle de Niese foi assombroso. Imaginem que ela estrou no Met com 19 anos… Em 2007, fez sua estreia com este disco que hoje disponibilizamos para vocês. Trata-se de um notável recital de árias de óperas de Handel, algumas familiares e outras relativamente obscuras. Sua forma espontânea dá-nos a fantasia de que está cantando apenas para seu próprio prazer. Faz as pirotecnias exigidas por Handel com leveza, bom humor e segurança, mas está também em casa na gravidade emocional dos lamentos Lascia Ch’io Pianga, de Rinaldo, e Piangerò la sorte mia, de Giulio Cesare. William Christie conduz maravilhosamente a Les Arts Florissants. Um disco espetacular.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Handel — Handel Arias
1. Giulio Cesare / Act 3 – “Da tempeste il legno infranto” 6:16
2. Rinaldo / Act 2 – “Lascia ch’io pianga” 5:02
3. Alcina / Act 1 – Tornami a vagheggiar 4:32
4. Teseo, HWV 9 / Act 2 – Dolce riposo 3:51
5. Teseo, HWV 9 / Act 2 – Ira, sdegni…O stringerò nel sen 4:36
6. Apollo e Dafne (La terra è liberata) – Aria: “Felicissima quest’alma” 5:49
7. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Il mio crudel martoro” 11:11
8. Rinaldo / Act 2 – Vo’ far guerra 7:31
9. Amadigi di Gaula / Act 1 – Ah! Spietato! 5:33
10. Semele HWV 58 / Act 3 – Myself I shall adore 7:34
11. Giulio Cesare / Act 3 – “Piangerò la sorte mia” 6:20
12. Semele HWV 58 / Act 1 – Endless pleasure…
Danielle de Niese
Les Arts Florissants
Conducted by William Christie

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Daniel Wolff (1967) – Concerto para clarineta – Radamés Gnatalli (1906-1983) – Concerto à Brasileira n° 4

Fãs de Amaral Vieira, este CD não é de obras de vosso dileto compositor, mas é tão digno quanto. Daniel Wolff é um neorromântico que me lembra muito Jaime Zenamon e Carlos Guastavino (se vocês não conhecem esses dois estão perdendo de ter contato com obras agradabilíssimas, mas caso não gostem de românticos tardios e ultratardios então é bom não escutá-los).

Wolff não lembra Amaral Vieira nem nos estilos emulados nem no porte das obras, mas no cabedal de que dispõe para compor, tal qual vocês poderão ouvir no concerto para clarineta (quem disser que é uma obra água com açúcar, tudo bem, mas é praticamente perfeita em harmonia, melodias e orquestração, ainda que não tenha tanta inspiração nos dois últimos movimentos).

Porém, melhor ainda é quando Wolff toca violão, instrumento no qual tornou-se o primeiro doutor no Brasil. Em sua interpretação do concerto de Radamés Gnatalli não encontro ressalvas – mas deixo para os violonistas fazerem comentários adicionais ou me desmentirem.

Este é um CD que estava na fila de espera há mais de um ano – na verdade, estava desde que me juntei à família Bach.

AS (Ante scriptum).: O Gaudêncio Thiago de Mello mencionado adiante, não é o poeta, é irmão dele (Amadeu Thiago de Mello).

***

Daniel Wolff – Concerto à brasileira

1. Reflections (A hug for Ayla), Gaudêncio Thiago de Mello
2. A terceira face de Ernesto, Ernesto Nazareth e Daniel Wolff
3. Amadeste, Gaudêncio Thiago de Mello

Concerto à brasileira nº 4, Radamés Gnatalli
4. Allegro Moderato
5. Lento
6. Ritmado

Concerto para clarinete e orquestra de cordas, Daniel Wolff
7. Allegro moderato
8. Expressivo e cantabile
9. Allegro ritmado

Daniel Wolff, violão
Gary Dranch, clarineta
Orquestra de Câmara da ULBRA
Tiago Flores, regência

BAIXE AQUI – PARTE 1
BAIXE AQUI – PARTE 2

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Musitrio – Kinematic

Pensem em como não tenho afinidade por trios clássicos (piano, violino e violoncelo), seja de quem for – Beethoven, Mozart, Ravel… -, mas os três que integram este CD me arrebataram de primeira, há alguns anos, e já estavam tardando a constar aqui no blog.

É das execuções de trios mais competentes que já ouvi. Na verdade, graças ao repertório, muito bem escolhido e nitidamente dominado pelos músicos, este álbum está em primeiro lugar na minha discoteca, tratando-se de música de câmara.

A peça de Silverman, que me remete à Café Music de Paul Schoenfeld (também para trio clássico), merece todo o destaque, mas não tenho restrição nenhuma ao CD: é pra ouvir de cabo a rabo.

***

Musitrio – Kinematic

Stanley Silverman (1938-)
In Celebration
1. Introduction
2. Kinematic
3. Cantilena – Chaconne
4. Montuno

Daniel Wolff (1967-)
Trio para violino, cello e piano – 1ª gravação mundial
5. Allegro
6. Chanson
7. Scherzo
8. Rapsodia

Astor Piazzolla (1921–1992)
Las Cuatro Estaciones Porteñas – transcrição: Rodrigo Bustamante
9. Primavera Porteña
10. Verano Porteño
11. Otoño Porteño
12. Invierno Porteño

Musitrio
Catarina Domenici, piano
Rodrigo Bustamante, violino
Rodrigo Alquati, violoncelo

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Junte as partes através do programa HJSplit, que pode ser facilmente encontrado via Google.

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Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) e Alberto Nepomuceno (1864-1920) – Sinfônica de Campinas

As duas obras deste CD estão disponíveis em outras gravações neste blog (a rigor, uma gravação de cada sinfonia), daí que não há o que acrescentar por hora: basta procurar os outros posts via tags.

Vale a pena, em particular, conferir como ficou a segunda sinfonia de Guarnieri na versão original (com a Osesp) e na revisada (a deste post) – o segundo movimento tem o dobro da duração na primeira edição.

Pra mim, trata-se da mais bela – e bem feita – sinfonia jamais escrita no Brasil.

***

Sinfônica de Campinas

Alberto Nepomuceno – Sinfonia em Sol Menor
01 Allegro (com entusiasmo)
02 Andante Quasi Adagio
03 Presto
04 Con Fuoco
Camargo Guarnieri – Sinfonia n° 2 “Uirapuru” (dedicada a Heitor Villa-Lobos)
05 Energico
06 Terno
07 Festivo

Orquestra Sinfônica de Campinas, regida por Benito Juarez

BAIXE AQUI

CVL

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Dimitri Cervo (1968) – Toronubá

Dimitri Cervo é a melhor revelação da música clássica gaúcha nas últimas décadas, ao lado de seu conterrâneo – compositor e violonista – Daniel Wolff. Influenciado principalmente pela música indígena brasileira e pelo minimalismo novaiorquino, Cervo – que pratica surfe como hobby (imaginem Vivaldi surfando…) – tem recebido distinções importantes em nível nacional e criado obras como nunca. Aqui vai a única compilação disponível delas.

Digo o seguinte: siga direto pra faixa nove, pois ela é que interessa. A apreciação do restante das músicas deixo por conta de vocês (nunca vi tanta reciclagem de temas num mesmo CD).

Toronubá, para oito percussionistas e piano, é algo sui generis e consegue conquistar até o público mais rocker, com sua pulsão e timbrística inimitáveis. Nada menos que uma das obras mais bem sucedidas a estrear na última década – ano passado, a Sinfônica de Sergipe a incluiu (em versão para cordas e percussão) em sua turnê nacional – e à qual, se eu fosse PQP, daria o rótulo de IM-PER-DÍ-VEL.

***

Toronubá – A música de Dimitri Cervo

1. Tema para Filme I, op. 23 (2005) – Piano solo
2. Papaji, op. 11 (1997) – Violoncelo e Piano
3. Canção (1987) – Flauta e Piano
4. Bagatela, op. 8 (1995) – Flauta e Piano
5. Brasil 2000, op. 12 (1997-2005) – Piano solo
6. Abertura e Toccata, op. 6 (1995) – Flauta, Clarinete e Piano
7. Aiamguabê, op. 19 (2002) – Violino, Viola, Violoncelo e Piano
8. Flot, op. 4 (1993-94) – Piano solo
9. Toronubá, op. 16 (2000) – 8 Percussionistas e Piano
10. Tema para Filme II, op. 23 (2003) – Piano solo

Dimitri Cervo, composição e piano
Artur Elias Carneiro e João Batista Sartor, flautas
Diego Grendene, clarineta
Rogério Nunes, violino
Cristiano Bion Loro, viola
Alexandre Diel e Douglas Araújo, violoncelos
Grupo PIAP, percussão (diretor: John Boudler)

BAIXE AQUI (link retirado a pedido do compositor*)

COMPRE O CD

CVL

* Dimitri Cervo alertou que o CD ainda estava disponível em lojas e que as vendas tinham caído em função desta postagem. Ele autorizou a disponibilização das três primeiras faixas, mas falta-me tempo para reloads. Em todo caso, peço desculpas pelo inconveniente.

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Raízes dos Balcãs – Canções da Sérvia

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

A maioria de vocês talvez não conheça o Ensemble Renaissance, mas posso começar dizendo que ele foi o primeiro conjunto a dedicar-se à música antiga (pré-barroca) no Sul da Europa, em 1968. Os caras são de Belgrado. Os fundadores do Ensemble são Ristic Miomir, Dimitrijevic Ljubomir, Dragan Mladjenovic, Dusica Obradovic e Iskra Uzelac e deram seu primeiro concerto em 1970 em Belgrado.

Hoje, já são mais de 3000 concertos em toda a Europa e eu concordo com o entusiasmo dos críticos pelo grupo. Este CD, por exemplo, é notável. Você não ouvir ainda aqui a alegria da música atual da Sérvia nem da Bósnia, mas toda a influência cigana já estava entranhada bem ali, ao lado da atual Itália. Curioso.

Roots Of The Balkan – Music & Songs From Old Serbia

(01) Easter Serbia – Igra i pesma ‘Sitan biber’ (Wedding dance & song)
(02) Easter Serbia – Nocna putnicka melodija (Night travel melody)
(03) Easter Serbia – Putnicka pesma ‘Visoko drvo, lad nema’ (Travel melody)
(04) Easter Serbia – Tri igre- Ostroljanka, Polomka, Cigancica (3 Dances)

(05) Kossovo & Metochia – ‘Marijo, deli, bela kumrijo (Ah! Mary my Sweet Dove)
(06) Kossovo & Metochia – ‘Crna zemljo, sestro’ (Black Earth my Sister)
(07) Kossovo & Metochia – ‘Oh, jabuko, zeleniko’ (Hey You! Green Apple-Tree)
(08) Kossovo & Metochia – ‘Izvor voda izvirase’ (Spring Water)
(09) Kossovo & Metochia – ‘Soko bira, gde ce naci mira’
(10) Kossovo & Metochia – ‘Oj, mori vrbo, zelena (Hey You! Green Willow)
(11) Kossovo & Metochia – ‘Svunoc mi sanak ne dodje’
(12) Kossovo & Metochia – ‘Kisa pada, trava raste’ (Come the Rain, Grow the Grass)
(13) Kossovo & Metochia – ‘Gusta mi magla pandala’ (The Dense Fog Came Down)

(14) Central Serbia – Cetiri igre- Stara setnja, Zavrzlama, Siljcici – Poljanka
(15) Central Serbia – Tri igre- Cigancica, Stara cranjanka, Zavrzlama (3 Dances)
(16) Central Serbia – Dve igre- Gajdica, Sareno oro (2 Dances)
(17) Central Serbia – Sedam igara iz Levca (7 dances from Levach)

(18) South Serbia – Pesma ‘Sadila moma lojze’ (The Maidin Puts the Grepevine in)
(19) South Serbia – Kasapsko kolo (Buthcher’s Wheel Dance)
(20) South Serbia – Skomraska igra (Jugglers’ Play)
(21) South Serbia – Devojacko kolo (Maidens Wheel Dance)

Ensemble Renaissance

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Reloads – The best of CVL

Caros,

Aí vão alguns reloads que fiz, para download alternativo via Megaupload. Não adianta me pedir de outros discos porque só vou criar novos links dos que me estiverem à mão.

Fausto, de Amaral Vieira
Fábulas, de Amaral Vieira (se forem bonzinhos baixarem muito, farei o upload de outros CDs de AV)
Villa por Chorões
Bachianas Brasileiras n° 2, 4 e 8, com Jesús Lopez-Cobos
Os Choros de câmara de Villa-Lobos, primeira gravação mundial
Debussy por Nelson Freire (nunca um CD meu foi tão baixado quanto esse – mais de mil vezes)
Tangazo, com Charles Dutoit (as obras sinfônicas mais fodásticas fascinantes de Piazzolla)
Obras orquestrais de Copland (a melhor coletânea com peças do compositor norte-americano)
Réquiem contestado, de Eli-Eri Moura (magnífico oratório sobre réquiem jamais composto no Brasil)

CVL

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Festival Brasileiro

Avicenna

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Arrigo Barnabé (1951) – Missa in memoriam Itamar Assumpção

Os pidões. Ah, os pidões. Pedem para que mudemos os serviços de hospedagem; pedem para postarmos obras das quais não gostamos, que não estamos ouvindo, cujas gravações não possuímos ou cujos discos originais estão longe de nossas mãos; pedem para contribuir com nosso blog como integrantes da equipe (aguardem o próximo edital público, após 2020); pedem que só postemos Bach, Mozart e Beethoven; pedem a morte de Yngwie Malmsteen; pedem que só a porra…

Enfim, mas quando a gente – num arroubo de cortesia – pede, por favor, que escrevam o nome das faixas ou postem o arquivo e nos mandem o link ou disponibilizem uma foto da irmã de biquíni, a maioria (há exceções, claro, às quais somos gratos) desconversa e corre.

Esse falso réquiem (falso porque o réquiem propriamente dito não tem Gloria nem Credo: Barnabé realmente quis compor uma missa ordinária, não sei por qual motivo) aqui é um exemplo. Fiquei esperando um tempão a promessa de algum corno manso, até que ontem encontrei o CD numa livraria e o comprei só pra postar aqui.

Em contrapartida, não vou comentar sobre a obra: vou jogar dominó, tomar cerveja e, quando chegar em casa, ver as novas fotos das irmãs de alguns visitantes do blog (não daqueles meus diletos, claro).

Missa in memoriam Itamar Assumpção

1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Agnus Dei

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CVL

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Morre Ariel Ramirez, ícone do folclore argentino

Buenos Aires, 19 fev (EFE).- O pianista e compositor Ariel Ramirez, um dos maiores expoentes do folclore argentino, morreu na quinta-feira à noite aos 88 anos com um quadro de pneumonia agravado por um problema renal, informaram nesta sexta fontes próximas ao artista.

Conhecido internacionalmente pelas obras como “Misa Criolla”, o músico estava internado havia alguns dias em uma clínica da cidade na província de Buenos Aires de Monte Grande, na periferia de Buenos Aires, onde também se tratava de problemas neurológicos, como contou seu filho Facundo Ramirez.

Depois de ser velado nesta sexta na sede do Parlamento argentino, o corpo do artista será sepultado no sábado no cemitério portenho de Chacarita, em um panteão da Sociedade Argentina de Autores e Compositores, da qual o pianista foi presidente por cinco mandatos consecutivos.

O artista sofria há anos de uma doença degenerativa que afetava sua memória, mas a família evitou dar detalhes.

Além de “Misa criolla”, Ramírez foi o criador de obras emblemáticas como “Mujeres Argentinas”, “Alfonsina y el Mar”, “La Tristecita”, “Navidad Nuestra”, “La Hermanita Perdida” e “Antiguo Dueño de las Flechas (Indio Toba)”, entre outras.

Nascido em 4 de setembro de 1921 na cidade de Santa Fé, no centro da Argentina, Ramirez é dono de um amplo repertório de canções que foram interpretadas por artistas como Montserrat Caballé, José Carreras, Plácido Domingo e Mercedes Sosa.

Fonte: EFE

Página Oficial de Ariel Ramirez

Postagem da Misa Criolla

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Maurice Ravel (1875-1937) / Claude Debussy (1862-1918): Piano Concertos / Fantaisie for Piano & Orchestra

Vou ser claro: eu não gosto de Debussy. Claro que ouço com prazer a Suíte Bergamasque e as peças orquestrais La Mer e Nocturnes, mas aqueles prelúdios e coisinhas para piano… Aquelas brumas diáfanas… Olha, às vezes me parece que Debussy inventou a New Age, o gênero de música que serve para não ser ouvido; aquele que, quando termina, você nem se dá conta, pois não estava prestando nenhuma atenção mesmo!

Juntá-lo com Ravel parece óbvio para os fazedores de CDs, mas não para mim. Eu amo Ravel! Então digo que — juro! — ouvi atentamente os dois concertos maravilhosamente interpretados por Kocsis e não lembro nada, mas nada mesmo, da tal Fantasia. Vale pelo Ravel!

Ravel: Concertos para piano / Debussy: Fantasia para piano e orquestra

Piano Concerto in G Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 19:48
1. Allegramente Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:50
2. Adagio assai Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 8:14
3.Presto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 3:44

Piano Concerto for the left hand in D Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 17:38
4. Lento Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:45
5. Allegro Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 4:56
6. Tempo I Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 4:56

Fantasy for piano and orchestra Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 19:51
7. Andante ma non troppo-Allegro giusto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 6:28
8. Lento e molto espressivo Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 7:06
9. Allegro molto Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer & Zoltán Kocsis 6:16

Zoltán Kocsis, piano
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer

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.: interlúdio :. Pat Metheny Group – Offramp (1981)

Por incrível que pareça, nunca tínhamos postado este álbum antes. É um dos discos de jazz de que mais gosto. Na verdade, gosto dele desde a capa com um sugestivo, imenso e nada casual Turn Left. Se seus pontos altos são “Au Lait” e “James”, não podemos esquecer a merecida popularidade da sensacional bossanovista “Are you Going with Me?”, um dos poucos casos modernos onde a qualidade acompanhou as grandes vendas.

A guitarra sintetizada, marca registrada do Metheny dos primeiros anos está em todo o disco desde “Barcarola” e é decisiva em “Are you Going with Me?”. O pianista Lyle Mays dá tons aveludados a “Au Lait”, que traz tem Nana Vasconcelos percutindo, apintando e falando “Você é linda”, além de outras coisas. Poucos sabem que “James” é uma homenagem ao cantor James Taylor. Tema lindo, perfeito, relaxante, com novo show de Mays. “Offramp” demonstra que mesmo num CD altamente melódico, o guitarrista fez questão de mostrar quem são seus mestres fundamentais: Ornette Coleman e o free jazz.

CD da ECM. Eu me entrego: Manfred Eicher, ich liebe dich.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Pat Metheny Group – Offramp

1. Barcarole [3:15]
(Metheny/Mays/Vasconcelos)
2. Are You Going With Me? [8:47]
(Metheny/Mays)
3. Au Lait [8:28]
(Metheny/Mays)
4. Eighteen [5:05]
(Metheny/Mays/Vasconcelos)
5. Offramp* [5:55]
(Metheny/Mays)
6. James [6:41]
(Metheny/Mays)
7. The Bat Part 2 [3:50]
(Metheny/Mays)

Pat Metheny – guitar synthesizer, guitar, synclavier guitar
Lyle Mays – piano, synthesizer, autoharp, organ, synclavier
Steve Rodby – acoustic & electric bass
Dan Gottlieb – drums
Nana Vansconcelos – percussion, voice, berimbau

Recorded October 1981 at Power Station, New York
Engineers: Jan Erik Kongshaug, *Gragg Lunsford
Assistant Engineer: Barry Bongiovi
Mixed at Talent Studio, Oslo
Mixing Engineer: Jan Erik Kongshaug
Produced by Manfred Eicher

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C.P.E. Bach (1714-1788): Die Auferstehung und Himmelfahrt Jesu

Calma, Auferstehung und Himmelfahrt Jesu significa apenas Ressurreição e Ascensão de Jesus, tá? Não fiquem nervosos.

Este Oratório talvez possa ser considerado o mais importante trabalho sacro escrito desde a morte de Johann Sebastian Bach até o aparecimento de Haydn, o qual não era nada trouxa e conhecia muito bem as composições do segundo filho de meu pai, meu irmão. A riqueza da linguagem musical, a sutileza dos detalhes e a profundidade dramática do Oratório, mostra-nos até que ponto Carl Philipp Emanuel foi um mestre. O trabalho é moderno, possui expressividade contrastante, é menos estereotipado e menos óbvio do que os de seus contemporâneos. Auferstehung und Himmelfahrt Jesu deixou sua marca nas gerações seguintes e justificadamente despertaram a admiração de, entre outros, Haydn e Beethoven.

Uma carta do compositor para sua editora revelou que ele considerava este Oratório uma de suas maiores obras-primas.

Este registro de Sigiswald Kuijken, his singers and little band é absolutamente notável e mereceu ser coberto de prêmios, como foi. Duvido que você ouça apenas uma vez. Você vai é berrar pela casa:

— Olha o CPE Bach chegando aí, geeeeeeente!!!!

E então, animal, vai ouvir ou não?

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

C.P.E. Bach — Die Auferstehung und Himmelfahrt Jesu

1. [Erster Teil] Einleitung
2. Chorus: Gott du wirst
3. Recitative: Judaa zittert
4. Aria: Mein Geist voll Furcht und Freuden
5. Chorus: Triumph! Triumph!
6. Recitative: Die frommen Tochter
7. Aria: Wie bang hat dich mein Lied beweint
8. Recitative: Wer ist die Sionitin
9. Duet: Vater deiner schwachen Kinder
10. Recitative: Freundinnen Jesu
11. Aria: Ich folge dir
12. Chorus: Tod! Wo ist dein Stachel?
13. [Zweiter Teil] Einleitung
14. Recitative: Dort seh’ ich aus den Toren Jerusalems
15. Aria: Willkommen, Heiland
16. Chorus: Triumph! Triumph!
17. Recitative: Elf auserwahlte Junger
18. Aria: Mein Herr, mein Gott
19. Chorus: Triumph! Triumph!
20. Recitative: Auf einem Hugel
21. Aria: Ihr Tore Gottes
22. Chorus: Gott fahret auf mit Jauchzen

Uta Schwabe: soprano
Christoph Genz: tenor
Stephan Genz: bass

Ex Tempore
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken

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Mozart Portraits, com Cecilia Bartoli

Sim, Mozart teria ficado orgulhoso. Ouvi o Exsultate, jubilate na Rádio da UFRGS e meu prazer foi quase sexual. Ela canta como a gente sonha ouvir alguém cantar. E então passamos ao CD: é uma jóia após outra. Dizer o quê?

Eu adoro a voz de Cecilia Bartoli, amo mesmo. Como deve ser maravilhoso ter a capacidade de abrir a boca e, diferentemente de mim, não dizer bobagens com uma voz feia. Ela efetivamente tem toda uma riqueza musical muito pessoal e própria. E chega de babação.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mozart Portraits — Cecilia Bartoli

1. Così fan tutte / Act 1 – “Temerari! Sortite!” – “Come scoglio!” 5:50
2. Così fan tutte / Act 2 – “Ei parte…Per pietà” 9:04
3. Così fan tutte / Act 1 – “In uomini, in soldati” 2:42
4. Le nozze di Figaro / Act 3 – “E Susanna non vien!” – “Dove sono i bei momenti” 6:43
5. Le nozze di Figaro / Act 4 – Giunse alfin il momento…Al desio di chi t’adora 7:19
6. Don Giovanni / Act 1 – “Batti, batti, o bel Masetto” 3:48
7. In quali eccessi… Mi tradi, K.540c – (Da Ponte)/Recitative and Aria (No.21bis) for Don Giovanni (version Vienna 1788) 5:48
8. Davidde Penitente, K.469 – 3. Aria: “Lungi le cure ingrate” 4:56
9. Exsultate, jubilate, K.165 14:37

Cecilia Bartoli
György Fischer
Vienna Chamber Orchestra

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Sur La Terre Comme Au Ciel, com o Ensembles Discantus & Alla Francesca

Na semana passada, postei um CD de música medieval que foi um grande sucesso (Love’s illusion – Music from the Montpellier Codex 13th century). Então volto à carga com outro, talvez ainda melhor. Sei pouco a seu respeito, sei mais é de sua notável qualidade e das grandes obras apresentadas que vão de Hildegard von Bingen a Dufay. Baita CD. Podem baixar sem receio.

Ensembles Discantus & Alla Francesca – Sur La Terre Comme Au Ciel (2002)

1.Anon., conductus: Salve rosa venustatis
2.Hildegard, antiphon: O pulchrae facies
3.Anon., motet: Ave parens / Ad gratie
4.Anon., offertory: Iustus ut palma V / Plantatus in domo Domini
5.Anon., prosa: Portum in ultimo
6.Anon., motet: Iohannes doce nos / Internatos mulierum
7.Anon., motet: Alle psallite cum luya
8.Anon., estampie: Tierche estampie royale
9.Jacques de Cambrai, chanson pieuse: Retrowange novele
10.Guillaume d’Amiens, rondeau: Prendes i garde
Anon., motet: S’on mi regarde / Prennes i garde
11.Gace Brule, chanson: L’an que voi l’erbe resplandre
12.Machaut, virelai: J’aim sans penser laidure
13.Anon., canon: Sing cucu / Sumer is icumen in
14.Anon / Machaut, diminution: De toutes flours
15.Machaut, rondeau: Doulz viaire gracieux
16.Machaut, ballade: J’aime mieux languir
17.Johanes Vaillant, virelai: Par maintes fois
18.Anon., estampie: Petrone
19.Dufay, chanson: Je me complains piteusement
20.Dufay, chanson: Resvelons nous amoureux / Alons ent bien tos au may
21.Anon., rondeau: Christo sit laus in celestibus
22.Anon., conductus-motet: Alleluia moduletur Syon filia

Sources:
[1] Notre Dame and related conductus – Opera omnia. Vol. IX, G. Anderson
[2] Riesenberg codex, Wiesbaden, Landesbibliotek
[3], [7], [10b] Ms Montpellier, Bibliotheque de l’Ecole de Medecine H 196
[4] Paris, B.N.F., Latin 776, Graduel de Gaillac
[5] Liber Sancti Iacobi – Codex Calixtinus, W.M. Whitehill & dom Prado
[6] Engelberg Stiftsbib., codex 314
[8] Ms 844 (Chansonnier du Roi), Paris, B.N.F.
[9] Chansons des Trouveres, M. Zink
[10a] Hs. Rom. Vaticana, Fond. Christ 1490
[11] Ms 846 (Chansonnier Cange), Paris, B.N.F., fonds francais
[12], [15]-[16] G. de Machaut – oeuvres completes, L. Schrade
[13] Londres, British Library, Harley 978, Ms Abbaye de Reading
[14] Codex Faenza, Bib. Comunale, Ms 117
[17] Polyphonic Music of the XIVth c., Vol. I, G.K. Greene
[18] Robertsbridge codex, London, Brit. Mus., add. 28550
[19]-[20] G. Dufay – Opera omnia, H. Besseler
[21] Ms Florence, Bib. Mediceo-Laurenziana, Pluteo 29.1
[22] Polyphonic Music of the XIVth c., Vol. IV, E.H. Sanders

TT: 63min22s

Brigitte Lesne (voice, harps, bells, percussion)
Helene Decarpignies (voice)
Emmanuelle Gal (voice)
Anne Guidet (voice)
Lucie Jolivet (voice)
Brigitte Le Baron (voice)
Catherine Schroeder (voice)
Catherine Sergent (voice)
Pierre Hamon (recorders, flutes, double flutes, bagpipe, percussion, pipe & tabor)
Cyrille Gerstenhaber (voice)
Birgit Goris (vielle)
Lucas Guimaraes-Peres (vielle)
Pierre Boragno (recorder, double flute)
Michael Grebil (lute)
Angelique Mauillon (harp)

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Harald Bergmann (1963): Trilha sonora de Scardanelli

“Scardanelli”, com textos e músicas do aclamado filme homônimo de Harald Bergmann, é apresentado aqui como um “áudio-livro” em língua alemã, sobre os últimos anos da vida do poeta Friedrich Hölderlin. Mas não sem enganem, é um CD da ECM da mais alta qualidade; o que me interessou mesmo no CD foram as intervenções musicais de conhecidas obras explodindo aqui e ali.

Bergmann parece observar Hölderlin que, na segunda metade de sua vida, passou 36 anos aos cuidados do carpinteiro Zimmer em sua torre de Tübingen a escrever poemas, desenhar e tocar piano. Chamou-se “Scardanelli” e este era o nome com que assinava os poemas que dava aos visitantes. O ator Walter Schmidinger, conhecido por seus papéis com Ingmar Bergmann (“Da Vida das Marionetes” e “O Ovo da Serpente” é muito convincente no papel-título, trazendo tons de perturbação, irritabilidade e de sofrimento para a leitura dos poemas. A música? Bem, há um pouco de cada coisa aí, mas principalmente Schubert.

Gostei muito de ouvir, apesar de minha compreensão bem capenga sobre o que é dito.

Harald Bergmann: Trilha sonora de Scardanelli

1. Ich Heibe Scardanelli !
2. Der Frühling (Wenn neu das Licht…)
3. Der Mame ist gefälscht
4. Vorgeschichte
5. An Zimmern
6. Walzer
7. Zeugenberichte
8. Das Angenehme dieser Welt
9. Der Frühling (Der Mensch vergibt die Sorgen…)
10. Der Frühling (Die Sonne kehrt zu neuen Freudem…)
11. Die Aussicht (Der off’ne Tag…)
12. Der Herbst (Die Sagen, die der Erde…)
13. Der Winter (Wenn sich das Jahr geändert…)
14. Der Winter (Wenn sich der Tag des Jahres…)
15. Larghetto
16. Lieber Bellarmin !
17. Aber dreifach fühlt’ich ihn
18. Besuch Christoph Schwab
19. Seine unheimlich langen Fingernägel
20. In lieblicher Bläue I
21. In lieblicher Bläue II
22. In lieblicher Bläue III
23. Seit derer Nacht
24. Dr. Gmelins Sektionsbericht
25. Der Herbst (das Glänzen der Natur…)
26. Liebste Mutter !
27. Die Aussicht (Wenn in die Ferne…)
28. Schlubszene
29. Lottes Todesbericht
30. Epilog

Harald Bergmann: Konzeption und Montage

Walter Schmidinger: Scardanelli-Gedichte
Peter Schneider: Scardanelli-klavier
Noel Lee, Christian Ivaldi: Klavier
Heinrich Schiff: Cello

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F. J. Haydn (1732-1809): As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (Quartetos de cordas, Op. 51)

Esta obra foi originalmente composta para orquestra, porém, em 1795-96, Haydn adicionou movimentos corais tornando-a um oratório e, posteriormente, publicou a versão para quarteto de cordas, que se tornou a mais utilizada. A música é composta por uma introdução e sete meditações sobre as últimas palavras de Jesus Cristo e foi encomendada em 1787 para o serviço de Sexta-Feira Santa na Gruta Santa Cueva, perto de Cádiz, no sul de Espanha. O trabalho existe em várias versões, incluindo o original para orquestra, um oratório com coral e solistas, e uma transcrição para quarteto de cordas. Trata-se de uma belíssima obra e merece um

IM-PER-DÍ-VEL !!!!!

Excelente o quarteto montado por Gidon Kremer.

Haydn: The Seven Last Words From The Cross (String Quartets Op. 51)

1. Introduction (Maestoso ed adagio)
2. I: Largo – “Pater, dimitte illis; non enim sciunt, quid faciunt”
3. II: Grave e cantabile – “Amen dico tibi: hodie mecum eris in paradiso”
4. III: Grave – “Mulier, ecce filius tuus, et tu, ecce mater tua!”
5. IV: Largo – “Eli, Eli, lama asabthani?”
6. V: Adagio – “Sitio”
7. VI: Lento – “Consumatum est”
8. VII: Largo – “Pater, in tuas manus commendo spiritum meum”

Gidon Kremer: violin
Kathrin Rabus: violin
Gerard Caussé: viola
Ko Iwasaki: violoncello

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Ernst Pepping (1901–1981): Complete Symphonies 1-3; Piano Concerto

A música Pepping tem muito em comum com a de Mahler, em alguns momentos com a de Nielsen. Mas é um talento menor, bem menor, e, pior, destituído de contemporaneidade. A Sinfonia Nº 3, Die Tageszeiten, com a sua metamorfose caleidoscopicamente romântica é obra de um Mahler bastante hábil, mas meio sem graça. Pepping, apesar de ter nascido em 1901, não parece ter chegado ao século XX.

As composições de Pepping são intimistas e datam, em estilo, do final do século XIX. Há bom humor nela, mas há lgo que não funciona. A audição destes discos não me desagradou, porém não sei quando os ouvirei novamente….

Pepping: Complete Symphonies 1-3; Piano Concerto

Disc: 1
1. Symphony No. 1: Allegro
2. Symphony No. 1: Molto adagio
3. Symphony No. 1: Risoluto
4. Symphony No. 1: Finale

5. Symphony No. 2 in F minor: Molto sostenuto
6. Symphony No. 2 in F minor: Tranquillo
7. Symphony No. 2 in F minor: Allegro spirituoso
8. Symphony No. 2 in F minor: Maestoso

Disc: 2
1. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Allegro “Der Morgen”
2. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Maestoso “Der Tag”
3. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Adagio “Der Abend”
4. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Agitato “Die Nacht”

5. Piano Concerto: Etwas ruhig, tänzerisch / Lebhaft / Schneller
6. Piano Concerto: Langsam
7. Piano Concerto: Schnell / Sehr schnell

Volker Banfield, piano
Nordwestdeutsche Philharmonie
Werner Andreas Albert

BAIXE A PARTE 1 AQUI – DOWNLOAD PART 1 HERE
BAIXE A PARTE 2 AQUI – DOWNLOAD PART 2 HERE
(CDs postados num só arquivo, em duas partes)

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