Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Concerto For Piano, Trumpet And Strings In C Minor, Op. 35, Concertino For 2 Pianos In A Minor, Op.94 e Quintet For Piano And Strings In G Minor, Op. 57

Como diria o PQP, este é um BAITA CD. O conjunto como um todo é extraordinário. Shostakovich, um dos meus compositores favoritos, surge aqui com o seu Concerto para piano, trompete e cordas, concerto pela qual nutro grande admiração. Ainda aparece para consagrar este registro fabuloso, o Quinteto para piano em Sol menor. Martha Argerich com todo o rigor técnico e habilidade indissociáveis aparece aqui executando estas obras de grande beleza e profundidade. Ouça sem moderação!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Concerto For Piano, Trumpet And Strings In C Minor, Op. 35, Concertino For 2 Pianos In A Minor, Op.94 e Quintet For Piano And Strings In G Minor, Op. 57

Concerto For Piano, Trumpet And Strings In C Minor, Op. 35
01. I. Allegro Moderato
02. II. Lento
03. III. Moderato
04. IV. Allegro con brio

Sergei Nakariakov, trumpet

Concertino For 2 Pianos In A Minor, Op.94
05. Adagio – Allegretto – Adagio – Allegro – Adagio – Allegretto

Lylia Zilberstein, piano

Quintet For Piano And Strings In G Minor, Op. 57
06. I. Prelude: Lento
07. II. Fugue: Adagio
08. III. Scherzo: Allegretto
09. IV. Intermezzo: Lento
10. V. Finale: Allegretto

Renaud Capuçon, violino
Alissa Margulis, violino
Lyda Chen, viola
Mischa Maisky, cello

Orchestra Della Svizzera Italiana
Alexander Vedernikov, regente
Martha Argerich, piano

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Carlinus

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Partituras e Links – versão 4

Algumas vezes nossos ouvintes perguntam sobre partituras. Onde encontrá-las?
Nosso ágil e atento SAC adiciona preciosas colaborações de nossos ouvintes:

ChoralWiki
Um dos melhores sites de partituras de domínio público é o ChoralWiki, sede da Choral Public Domain Library (CPDL). Fundado em dezembro de 1998, o CPDL é um dos maiores portais de partituras musicais gratuitas do mundo. Você pode usar o CPDL para encontrar partituras, textos, traduções e informações sobre compositores. Até o momento desta postagem, possui 10.932 partituras de 1.544 compositores. Nossos brilhantes compositores de música sacra colonial estão presentes no ChoralWiki.

CLIQUE AQUÍ para entrar no ChoralWiki em português.

Thesaurus Musicæ Brasiliensis
Catálogo de manuscritos musicais presentes no acervo do Maestro Vespasiano Gregório dos Santos. Dedicado aos nossos maravilhosos compositores de música sacra colonial, possui referência bibliográfica.

CLIQUE AQUÍ para entrar no Thesaurus Musicæ Brasiliensis.

IMSLP/Petrucci Music Library
“Este site, chamado IMSLP, possui um acervo invejável, todo convertido em PDF para ser baixado. São 46.318 partituras de 20.332 obras, por 2.706 compositores.” (colaboração do nosso ouvinte Gilberto Agostinho)

CLIQUE AQUÍ para entrar no IMSLP/Petrucci Music Library

SCRIBD
“Mas há também o ‘SCRIBD’ onde cada usuário compartilha seu acervo com toda a rede [há uma limitação para pesquisa e downloads, que se resolve após criar um perfil na comunidade Scribd]. Vale conhecer!” (colaboração do nosso ouvinte Brazix Muamba)

CLIQUE AQUÍ para entrar no SCRIBD

Universidade de Rochester
“Gostaria de acrescentar mais um que me parece formidável. É da Universidade de Rochester (USA), que oferece para download gratuito milhares de partituras em pdf, inclusive muitas obras orquestrais. Os downloads são rápidos e descomplicados. Há muita coisa rara por lá.” (colaboração do nosso ouvinte Eduardo O. Salles)

CLIQUE AQUÍ para entrar na Universidade de Rochester

Nilson Lombardi – Seis Miniaturas
“Estou deixando um comentário aqui porque não sei outra forma de me comunicar com vocês, então, espero que não se importem. Consegui as partituras das Seis Miniaturas, de Nilson Lombardi, e achei que isso pudesse interessar ao PQP. Junto, deixo o link de uma dissertação feita por um estudante da Unesp. Espero que gostem. ” (colaboração de nossa ouvinte Nadia)

CLIQUE AQUÍ para obter as partituras e a dissertação

Museu da Música de Mariana
Partituras, músicas para baixar (todas já postadas aquí), muito sobre os compositores da época colonial.

CLIQUE AQUÍ para entrar no Museu da Música de Mariana

Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres
O trabalho que está sendo desenvolvido pelo Maestro Marcelo Martins. Estudo e partituras da Música Sacra Colonial Brasileira.

CLIQUE AQUÍ para entrar na Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres

Arquivo Cleofe Person de Mattos
O arquivo privado da musicóloga, educadora e regente Cleofe Person de Mattos (1913-2002) compreende os documentos por ela produzidos e acumulados no decorrer de mais de seis décadas, tendo como foco principal as obras do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830).

CLIQUE AQUI para acessar o Arquivo Cleofe Person de Mattos

Acervo Musical do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro
Disponibiliza reproduções facsimilares de mais de vinte mil imagens de Antífonas, Hinos, Matinas, Missas, Novenas e Salmos da autoria do mestre de capela José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) e de outros nomes de relevo como Damião Barbosa de Araújo (1778-1856), Francisco Manuel da Silva (1795-1865) e Dom Pedro I (1798-1834), além de figuras de considerável ressonância internacional, como o italiano David Perez (1711-1778), o português Marcos Portugal (1762-1830) e o austríaco Sigismund Neukomm (1778-1855).

CLIQUE AQUI para acessar o website do Cabido

Aula Contemporanea Blogspot
“Nesse endereço, http://aulacontemporanea.blogspot.com/ , é possível encontrar partituras e também mp3 de peças modernas e contemporâneas.”(colaboração do nosso ouvinte Dino Beghetto)

CLIQUE AQUI para acessar o blog Aula Contemporanea

Madrigal Nova Harmonia
“Respondendo à mensagem de “Queremos gravar seu LP”, temos vários arquivos de áudio de música erudita brasileira em http://www.4shared.com/dir/6772767/b7901f3a/Musica_Erudita_Brasileira.html. Não postamos CDs completos – cada arquivo corresponde a uma faixa, para facilitar o download para os usuários – que nem sempre têm uma conexão de boa qualidade. Caso considere útil linkar seu blog ao nosso disco virtual 4shared, fique à vontade. Saudações, Mariella.”

Possuem também um belo acervo de partituras de música coral, principalmente da música sacra colonial brasileira.

CLIQUE AQUI para entrar no site do Madrigal Nova Harmonia

Se você procura uma partitura, muito provavelmente a encontrará em um desses links acima.

Avicenna

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Claude Debussy (1862-1918) – Sonata em G Minor para Violino e Piano, Sonata em D Menor para cello e Piano, Syrinx For Unaccompanied Flute e Sonata para flauta, Viola e Harpa

Este é um CD para ninguém botar defeito – até mesmo para o anti-debussyanos. É um daqueles CDs que fazem bem à alma e à mente. Debussy é sempre bem-vindo em todas as ocasiões. Temos 3 sonatas maravilhosas – bem ao estilo debussyano. As três sonatas são um trabalho de um Debussy já maduro. Elas foram compostas entre os anos de 1915 e 1917 – no período da Primeira Guerra.  A Wikipédia afirma: “Também as três sonatas do seu período final foram construídas segundo princípios inteiramente diversos da sonata clássica vienense, mas por outros motivos. Foram compostas no período da guerra, e Debussy, nacionalista intransigente, rejeitou os princípios da sonata clássica vienense para recuperar a forma cíclica da sonata francesa. As três sonatas (1915-1917), parte de um ciclo que ficou incompleto, para instrumentos diversos, das quais a mais importante é a Sonata para piano e violino, são obras avançadas, com asperezas inéditas em sua música anterior”. Aparecem ainda Syrinx, uma composição para flauta escrita em 1913, de uma beleza sóbria, de uma profundidade comovente. Aprecie sem moderação!

Claude Debussy (1862-1918) – Sonata em G Minor para Violino e Piano, Sonata em D Menor para cello e Piano, Syrinx For Unaccompanied Flute e Sonata para flauta, Viola e Harpa


Sonata em G Menor para Violino e Piano

1. 1. Allegro Vivo
2. 2. Intermède (Fantasque Et Léger)
3. 3. Finale (Très Animé)

Sonata em D Menor para cello e Piano
4. 1. Prologue (Lent)
5. 2. Sérénade (Modérément Animé)
6. 3. Finale (Animé)

Syrinx For Unaccompanied Flute
7 . Syrinx

Sonata para flauta, Viola e Harpa
8. 1. Pastorale (Lento, Dolce Rubato)
9. 2. Interlude (Tempo Di Menuetto)
10. 3. Finale (Allegro Moderato Ma Resoluto)

Cello – Maurice Gendron (tracks: 4 to 6)
Flauta – Roger Bourdin (tracks: 7 to 10)
Harpa – Annie Challan (tracks: 8 to 10)
Piano – István Hajdu (tracks: 1 to 3) , Jean Françaix (tracks: 4 to 6)
Viola – Colette Lequien (tracks: 8 to 10)
Violino – Arthur Grumiaux (tracks: 1 to 3)

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Gustavo Dudamel – O Maestro da Era do Youtube

FDP Bach nos repassa este interessante link.

PQP

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Gavin Bryars (1943): After the Requiem (1991) – LINK REVALIDADO

Belíssimo CD do compositor erudito e baixista inglês Gavin Bryars. Ele utiliza instrumentos de cordas — como duas violas e um violoncelo — mais a guitarra de Bill Frisell e seu baixo para criar sonoridades únicas. A peça que mais gosto neste CD — Alegrasco — flerta com o jazz ao ser escrita para quatro saxofones, clarinete, cordas e guitarra. As peças Alaric I or II e a citada Alegrasco são estupendas. Ele segue estritamente a receita de Steve Reich para o futuro da música erudita:

Todos os músicos do passado, começando na Idade Média, estavam interessados na música popular. A música de Béla Bartók se fez inteiramente com fontes de música tradicional húngara. E Igor Stravinsky, ainda que gostasse de nos enganar, utilizou toda a sorte de fontes russas para seus primeros balés. A grande obra-prima Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill, utiliza o estilo de cabaret da República de Weimar. Arnold Schoenberg e seus seguidores criaram um muro artificial, que nunca existiu antes. Minha geração atirou o muro abaixo e agora estamos novamente numa situação normal. Por exemplo, se Brian Eno ou David Bowie recorrem a mim e se músicos populares reutilizam minha música, como The Orb ou DJ Spooky, é uma coisa boa. Este é um procedimento histórico habitual, normal, natural.

Steve Reich

Ou seja, ele dialoga com vários estilos e sonoridades. Usa improvisação, minimalismo, música experimental e neoclassicismo. Gavin Bryars, nascido em 1943, estudou filosofia e só depois música. Seu próximo CD a ser postado por mim chama-se, sintomaticamente, Farewell to Philosophy.

Grande CD de um compositor pouco divulgado.

Gavin Bryars: After the Requiem

1. After the Requiem,
2. The Old Tower of Löbenicht
3. Alaric I or II
4. Allegrasco

Gavin Bryars Ensemble
Bill Frisell
members of the Balanescu Quartet,
saxophone quartet: Evan Parker, Stan Sulzmann, Ray Warleigh, Julian Argüelles

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Richard Strauss (1864-1949) – Sinfonia Alpina, Op. 64 e Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para violino em D major, op. 61

FDP enquanto estava por aqui andou a fazer algumas postagens com um material ao vivo. São gravações realizadas na sala de concerto e liberadas na net em forma de compilação. Excelente. Tenho centenas dessas gravações. Acompanhei de perto esse trabalho iniciado pelo FDP. Mas, pelo que me consta, ele fez apenas duas postagens. Uma vez ou outra vou tentar postar estes trabalhos fantásticos. Assim, vamos a um deles. Tenho uma paixão toda especial pelo Opus 61 de Beethoven. Apresento dessa vez uma gravação ao vivo executada no ano de 2005, realizada sob a batuta do regente Christian Thielemann; o violinista é Leonidas Kavakos. A Munich Philharmonic Orchestra realiza um bom trabalho. Entusiasma. Este concerto é de grande beleza e sensibilidade. É um dos concertos para violino que mais admiro, juntamente com o opus 64 de Mendelssohn, o opus 35 de Tchaikovsky e o opus 77 de Brahms. Depois vem o de Schoenberg e Sibelius. Devo afirmar que falta o de Shostakovich (opus 77). O outro registro fantástico do CD é a Sinfonia dos Alpes ou Sinfonia Alpina de Richard Strauss. Não deveríamos chamá-la de sinfonia, pois trata-se de um poema sinfônica de proporções impressionáveis. Strauss o compôs entre os anos de 1911 e 1915. O programa ilustra uma excursão de um dia subindo os Alpes Bávaros, recordando na magistral orquestração a experiência duma escalada realizada pelo próprio compositor quando ele tinha catorze anos. A música cumpre um programa (expressa em partes) narrado pelo compositor: neste caso, a subida a um pico do Alpes Bávaros e o retorno ao vale. O compositor considerava esta peça musical como o seu mais perfeito trabalho de orquestração, que inclui até máquinas que produzem sons de trovões. Os primeiros esboços datam de 1911. Em 1914, Richard Strauss dedicou-se com mais intensidade a essa obra e, após 100 dias de muito trabalho, a partitura foi concluída em 8 de fevereiro de 1915. A primeira execução da obra foi no dia 28 de outubro de 1915, com a Orquestra de Dresden, em Berlim, sob a regência do próprio compositor. A Sinfonia Alpina está dividida em 23 partes, a saber:

1. Noite;
2. O nascer do sol
3. A ascensão
4. Entrada na floresta;
5. Caminhando às margens do regato;
6. A queda d’água;
7. Aparição;
8. Nos prados floridos;
9. Nos pastos;
10. Perdido na espessura;
11. Na geleira;
12. Momentos perigosos;
13. O cume;
14. Visão;
15. Aparecem nuvens;
16. O sol se escurece pouco a pouco;
17. Elegia;
18. Calma antes da tormenta;
19. Temporal e tempestade;
20. A descida;
21. O pôr-do-sol;
22. Ressonâncias;
23. Noite.

É ouvir e se deleitar com esse trabalho fantástico. Faz-me lembrar de minha infância nos rincões pernambucanos. Acredito que Strauss quis resgatar justamente o sentido da infância que se mescla à natureza neste trabalho. Somente quem experienciou algo assim pode entender.

P.S. Algumas informações foram extraídas da wikipédia. As gravações estão em blocos.

Mais informações AQUI

Richard Strauss (1864-1949) – Sinfonia Alpina, Op. 64 (An Alpine Symphony)
1. Noite;
2. O nascer do sol
3. A ascensão
4. Entrada na floresta;
5. Caminhando às margens do regato;
6. A queda d’água;
7. Aparição;
8. Nos prados floridos;
9. Nos pastos;
10. Perdido na espessura;
11. Na geleira;
12. Momentos perigosos;
13. O cume;
14. Visão;
15. Aparecem nuvens;
16. O sol se escurece pouco a pouco;
17. Elegia;
18. Calma antes da tormenta;
19. Temporal e tempestade;
20. A descida;
21. O pôr-do-sol;
22. Ressonâncias;
23. Noite.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto para violino em D major, op. 61
23. Allegro ma non troppo
24. Larghetto
25. Rondo

Munich Philharmonic Orchestra
Christian Thielemann, regente
Leonidas Kavakos, violino

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Gavin Bryars – Jesus' Blood Never Failed Me Yet (1993) – LINK REVALIDADO

Esse é um CDs mais incríveis que ouvi nos últimos tempos. Gavin Bryars o explica e depois dou meus palpites furados:

In 1971, when I lived in London, I was working with a friend, Alan Power, on a film about people living rough in the area around Elephant and Castle and Waterloo Station. In the course of being filmed, some people broke into drunken song – sometimes bits of opera, sometimes sentimental ballads – and one, who in fact did not drink, sang a religious song “Jesus’ Blood Never Failed Me Yet”. This was not ultimately used in the film and I was given all the unused sections of tape, including this one.

When I played it at home, I found that his singing was in tune with my piano, and I improvised a simple accompaniment. I noticed, too, that the first section of the song – 13 bars in length – formed an effective loop which repeated in a slightly unpredictable way. I took the tape loop to Leicester, where I was working in the Fine Art Department, and copied the loop onto a continuous reel of tape, thinking about perhaps adding an orchestrated accompaniment to this. The door of the recording room opened on to one of the large painting studios and I left the tape copying, with the door open, while I went to have a cup of coffee. When I came back I found the normally lively room unnaturally subdued. People were moving about much more slowly than usual and a few were sitting alone, quietly weeping.

I was puzzled until I realised that the tape was still playing and that they had been overcome by the old man’s singing. This convinced me of the emotional power of the music and of the possibilities offered by adding a simple, though gradually evolving, orchestral accompaniment that respected the tramp’s nobility and simple faith. Although he died before he could hear what I had done with his singing, the piece remains as an eloquent, but understated testimony to his spirit and optimism.

The piece was originally recorded on Brian Eno’s Obscure label in 1975 and a substantially revised and extended version for Point Records in 1993. The version which is played by my ensemble was specially created in 1993 to coincided with this last recording.

Gavin Bryars

Este site faz sua descrição:

Como pode estar feliz um homem que nada tem, a não ser a roupa esfarrapada que veste, e uma garrafa de vinho na mão? O compositor britânico Gavin Bryars andava a gravar sons no centro de Londres, em 1971. Ás tantas deu de caras com um sem-abrigo a cantarolar uma quadra popular intitulada “Jesus Blood Never Failed Me”, Nunca me Faltou o Sangue de Cristo. Bryars voltou ao estúdio e quando pôs a gravação a tocar os colegas ficaram profundamente comovidos. Foi então que lhe ocorreu musicar a cantiga do feliz embriagado. No início soa a voz do homem isolada e trémola.

O quadro musical começa a compor-se com a envolvência dum quarteto de cordas.

O tema repete-se vezes sem conta, mas cada vez mais denso, até se escutar uma orquestra completa.

Gavin Bryars pensou, depois, num modo de explorar o tema por partes, criando nuances emocionais, por exemplo, fazendo sobressair as cordas graves da orquestra.

Mais adiante soa a voz do vagabundo rodeada só de sopros.

O ciclo repete-se até entrar o naipe de cordas completo com o chamado glockenspiel, uma espécie de xilofone.

Finalmente, para adensar a interpretação, Gavin Bryars contratou o vocalista Tom Waits, cuja voz se sobrepõe à do vagabundo, sublinhando o imaginário dramático da melodia, com a ajuda dum orgão.

A melodia original, ao fim de 1 hora e 14, vai-se desvanecendo, como se o homem ébrio, às tantas, se afastasse da cena.

Simples e comovente. Parece ter sido esse o intuito de Gavin Bryars ao reproduzir ciclicamente a cantiga dum ébrio. “Jesus Blood Never Failed Me” é a demonstração de que uma repetição não é necessariamente redundante. Porque o repisar duma ideia pode transformá-la. Ao ponto de lhe conferir uma nova carga emocional. Ao fim e ao cabo, a fórmula certa para gerar o máximo efeito com nuances mínimas.

Se o CD tem 75 minutos e o tema cantado pelo mendigo dura 20 segundos, ele é repetido 225 vezes… Porém, esse disco tem o curioso e notável poder de criar emoção através da acumulação. Ela vem em ondas e várias vezes tive alguma vontade de fazer despencar uma lágrima furtiva de meus olhos normalmente secos. A participação de Tom Waits não chega a ser o esperado, mas era absolutamente necessário um dueto com o mendigo.

IMPERDÍVEL!!!

Gavin Bryars – Jesus’ Blood Never Failed Me Yet (1993)

1. Tramp with Orchestra (string quartet) The Hampton String Quartet 27:09
2. Tramp with Orchestra (low strings) Orchestra 15:17
3. Tramp with Orchestra (no strings) Orchestra 4:48
4. Tramp with Orchestra (full strings) Orchestra 6:06
5. Tramp and Tom Waits with full Orchestra Tom Waits 19:39
6. Tom Waits with High Strings Tom Waits 1:48

Gavin Bryars Ensemble
Michael Riesman, regência

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Frédéric Chopin (1810-1849) – Concerto para piano e orquestra No. 1 em E menor, Op. 11 e Concerto para piano e orquestra No. 2 in F minor, Op. 21

A obra de Chopin é em grande parte pianística. Começou suas primeiras lições ainda muito cedo. Aos 7 anos de idade compôs a sua primeira obra. É a mesma precocidade vista em Mozart ou Mendelssohn. Possuía uma inclinação típica para as artes. Conseguiu avançar com enorme facilidade nas lições de piano. O instrumento parecia ser uma extensão do seu corpo franzino. Como Mozart, deu concertos para os nobres. Foi à Rússia dos czares e deu concertos. Mas o centro de minha conversa é sobre os dois concertos para piano. São por assim dizer, dois dos empreedimentos sinfônicos de Chopin. Impossível ouvi-los e não se sentir tocado pela profundidade e beleza calma – mesmo nos momentos de fúria. Dos dois concertos, o que mais gosto é o de número 1. Este ao contrário do que a sugere, foi o último dos dois a ser composto. É mais ou menos assim: o primeiro foi o segundo e o segundo foi o primeiro na ordem de composição realizada por Chopin. O concerto número 1 foi composto em 1830, quando Frederic possuía apenas 20 anos. É uma jóia de grande formosura. Já o concerto número 2 foi composto quando Chopin possuía 19 anos, ou seja, em 1829. Chopin o concebeu quando ainda estava em Varsóvia, Polônia. É uma obra de juventude assim como o outro concerto. Chopin mostra-se nesta música como alguém de intuições artísticas bem elevadas. Está afastado do mundo intelectual da sua época – França, Inglaterra, Alemanha -, mas deixa transparecer a sua sensibilidade, neste que é o seu primeiro trabalho sinfônico. Paremos por aqui e apreciemos essas duas maravilhas imorredouras em suas potencialidades contemplativas. Boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) – Concerto para piano e orquestra No. 1 em E menor, Op. 11 e Concerto para piano e orquestra No. 2 in F minor, Op. 21

Concerto para piano e orquestra No. 1 em E menor, Op. 11
01. Allegro maestoso
02. Romance – Larghetto
03. Rondo – Vivace

The Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy, regente
Emil Gilels, piano

Concerto para piano e orquestra No. 2 in F minor, Op. 21
04. Maestoso
05. Larghetto
06. Allegro Vivace

New York Philharmonic
Thomas Schippers, regente
André Watts, piano

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Alexander Scriabin (1872 – 1915): The Complete Preludes (Links Revalidados)

Os prelúdios para piano de Scriabin podem não está na categoria de suas sonatas para piano (com exceção dos 5 prelúdios op.74), mas quase todos são divinamente belos. Ao todo são 95 prelúdios curtíssimos que cabem em apenas dois CDs. Não pretendo falar sobre esses prelúdios que são tão queridos para mim, só peço que ouçam essas pequenas peças da mesma maneira como foram compostas, despretensiosamente.

A interpretação é cristalina mas não tão empolgante de Piers Lane.

CDF

CD1:

2 Preludes for piano in B major, Op. 2
Prelude for piano in C sharp minor (for left hand alone), Op. 9/1
24 Preludes for piano, Op. 11
6 Preludes for piano, Op. 13
5 Preludes for piano, Op. 15
5 Preludes for piano, Op. 16

CD2:

7 Preludes for piano, Op. 17
4 Preludes for piano, Op. 22
2 Preludes for piano, Op. 27
4 Preludes for piano, Op. 31
4 Preludes for piano, Op. 33
3 Preludes for piano, Op. 35
4 Preludes for piano, Op. 37
4 Preludes for piano, Op. 39
3 Prelude for piano in E flat major, Op. 31
4 Preludes for piano, Op. 48
2 Prelude for piano in F major, Op. 49
2 Prelude for piano in A minor, Op. 51
1 Prelude for piano in E flat major, Op. 56/1
2 Prelude for piano, Op. 59/2
2 Preludes for piano, Op. 67
5 Preludes for piano, Op. 74

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Faixas faltantes do CD2 (contribuição do Leonardo)
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CDF (revalidado por PQP)

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.: interlúdio :. Jump Start and Jazz: Two Ballets by Wynton Marsalis

Eu coloquei na categoria jazz, mas não sei não. É jazz? É erudito? E interessa saber? Certamente não. Esses ballets, cada um com duração de pouco de mais de meia hora, são composições escritas onde, apesar da inflexão jazzística, há pouco espaço para a improvisação e muito para o humor. Um humor fácil, descomedido, quase infantil. Como em boa parte dos escritos de Marsalis nos anos 90 — este CD é de 1996, ele gira em torno do bebop, indo para frente e para trás, às vezes alcançando o dixieland e para depois retornar às lamentações Ellington-like. Jazz: 6 1 / 2 Syncopated mouvements é uma série de episódios vão do ragtime ao jazz dissonante. Às o humor envolvido é tão presente que a música assemelha-se a dos desenhos animados. Apesar do título pomposo, Jump Start – The Mastery of Melancholy é na verdade despretensiosa. Trata-se de um conjunto de dez peças curtas muito interessantes. Reforçado por elementos do Wynton Marsalis Septet, a Lincoln Center Jazz Orchestra toca ambas as obras de forma precisa e nítida.

Tudo muito inteligente, virtuosístico e divertido.

Jump Start and Jazz: Two Ballets by Wynton Marsalis

1. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Jubilo (The Scent of Democracy) (Instrumental) 4:44
2. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Tick-Tock (Nightfalls on Toyland) (Instrumental) 4:16
3. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Trail of Tears (Across Death Ground) (Instrumental) 7:10
4. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Express Crossing (Astride Iron Horses) (Instrumental) 5:12
5. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/”D” in the Key of “F” (Now the Blues) (Instrumental) 5:16
6. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Ragtime (Instrumental) 5:01
7. Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements/Fiddle Bow Real (Instrumental) 2:37

8. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Boogie Woogie Stomp (Instrumental) 4:13
9. Jump Start – The Mastery of Melancholy/The Dance (Instrumental) 3:38
10. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Slow Drag (Instrumental) 4:36
11. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Habanera (Instrumental) 2:57
12. Jump Start – The Mastery of Melancholy/March (Instrumental) 2:51
13. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Gagaku (Instrumental) 3:31
14. Jump Start – The Mastery of Melancholy/The Spellcaster (Instrumental) 4:51
15. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Bebop (Instrumental) 3:15
16. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Root Groove (Instrumental) 3:51
17. Jump Start – The Mastery of Melancholy/Jump (Instrumental) 4:23

Wynton Marsalis
The Lincoln Center Jazz Orchestra
Robert Sadin, conductor

Final dos posts do PQP:

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PQP

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Frédéric Chopin (1810-1849) – Ballades Nos. 1, 2, 3, 4 e Scherzi Nos. 1, 2, 3, 4 (CD 2 de 13)

Vamos a mais uma postagem em homenagem aos 200 anos do nascimento de Chopin. Iniciei esta integral de um box com 13 CDs do moço polaco, sendo interpretado por Vladimir Ashkenazy e como  diz o Chico Buarque: “Mas vou até o fim!” Como estou com certa pressa neste instante, evitarei maiores “falas”. Verborragia magra é o que teremos. Bom deleite!

Frédéric Chopin (1810-1849) – Ballades Nos. 1, 2, 3, 4 e Scherzi Nos. 1, 2, 3, 4 (CD 2 de 13)

01 – Ballade No.1 in G minor, Op.23
02 – Ballade No.2 in F, Op.38
03 – Ballade No.3 in A Flat, Op.47
04 – Ballade No.4 in F minor, Op.52
05 – Scherzo No.1 in B minor, Op.20
06 – Scherzo No.2 in B flat, Op.31
07 – Scherzo No.3 in C sharp minor, Op.39
08 – Scherzo No.4 in E minor, Op.54

Vladimir Ashkenazy, piano

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Carlinus

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J. S. Bach (1685-1750) – Flute Concertos

Ontem foi aniversário do nascimento de Johann Sebastian Bach, o pai da música ocidental. Exagero!? Claro que não! Bach é um dos maiores artistas de todos os tempos. A música do ocidente não seria a mesma depois dele. É preciso reverenciá-lo, tirar o chapéu para o seu gênio. Por isso, esta humilde homenagem surge para o “grande pai”. Havia postado um CD de árias no dia de ontem, mas não deixarei de postar mais este extraordinário registro. Postar no blog dos filhos de Bach é complicado. Afinal, sou apenas um ente apócrifo. Eles, pelo contrário, conhecem todas as virtudes, toda austeridade moral do grande patriarca. Botar banca é difícil! Mas, não deixarei de postar este extraordinário disco. Tenho este CD há muito tempo, mas não estava conseguindo achá-lo em meio ao meu material. Somente ontem conseguir. Gosto muito dele. Por isso, ele será um símbolo de minha admiração por Johann Sebastian Bach. Uma boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Flute Concertos

Flute Concerto in B minor – reconstrucion by Francesco Zimei after BWV 209/1, BWV 173a/2, BWV 207/3
01. I. Allegro
02. II. Andante
03. III. Allegro

Triple Concerto in D major, BWV 1050a – early version of the Fifth “Brandenburg” Concerto
04. I. Allegro
05. II. Adagio
06. III. Allegro

Ouverture in B minor, BWV 1067
07. I. Ouverture
08. II. Rondeau
09. III. Sarabande
10. IV. Bourrée III
11. V. Polonaise – Double
12. VI. Menuet
13. VII. Badinerie

Ensemble Aurora
Enrico Gatti, regente, violino
Marcello Gatti, traverso
Rossella Croce, violino
Joana Huszcza, viola
Judith-Maria Olofsson, cello
Ricardo Coelati, violone
Michele Barchi, cravo

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J. S. Bach (1685-1750) – The Wedding Cantatas

É muita ousadia de minha parte postar um CD em homenagem ao grande mestre, pai dos meninos aqui do blog. Imagine! Eu apenas um ente adotado. Os meninos viveram com o grande patriarca da música ocidental, comeram com ele, aprenderam suas lições e eu tive apenas uma visão longíqua e por comentários de terceiros. Mas não deixarei de, ousadamente, postar este CD maravilhoso com árias do grande pai cantadas por Kirkby.  Emma Kikby é fantástica. Não deixe de ouvir e apreciar mais um post com árias tocantes de um dos maiores magos da história da música. Boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Wedding Cantatas

Cantata BWV 202, “Weichet nur, betrübte Schatten” [19:38]
01 – Arie – Weichet nur, betrübte Schatten
02 – Rezitativ – Die Welt wird wieder neu
03 – Arie – Phoebus eilt mit schnellen Pferden
04 – Rezitativ – Drum sucht auch Armor sein Vergnügen
05 – Arie – Wenn die Frühlingslüfte streichen
06 – Rezitativ – Und dieses ist das Glücke
07 – Arie – Sich üben im Lieben
08 – Rezitativ – So sei das Band der keuschen Liebe
09 – Gavotte – Sehet in Zufriedenheit

Aria “Bist Du bei mir”, BWV 508 (attrib. G.H. Stolzen) [2:21]
10 – Bist Du bei mir (Stolzen)

Aria “Gedenke doch, mein Geist”, BWV 509 (anon) [1:06]
11 – Gedenke doch, mein Geist (anon)

From Cantata BWV 82, Nr. 2 – Rezitativ- “Ich habe genug” [0:57]
12 – Nr. 2 – Rezitativ- Ich habe genug
Itálico
From Cantata BWV 82, Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen [7:31]
13 – Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen

Cantata, BWV 210 – “O holder Tag, erwünschte Zeit” [32:00]
14 – Rezitativ – O holder Tag, erwünschte Zeit
15 – Arie – Spielet, ihr beseelten Lieder
16 – Rezitativ – Doch, haltet ein, ihr muntern Saiten
17 – Arie – Ruhet hie, matte Töne
18 – Rezitativ – So glaubt man denn, daß die Musik verführe
19 – Arie – Schweigt, ihr Flöten, schweigt ihr Töne
20 – Rezitativ – Was Luft was Grab
21 – Arie – Großer Gönner, dein Vergnügen
22 – Rezitativ – Hochteurer Mann, so fahre ferner fort
23 – Arie – Seid beglückt

The Academy of Ancient Music
Emma Kirkby, soprano
Christopher Hogwood, regente

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J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (transcrição para acordeão)

Mais um CD — coisa rara — que só existe fora da Amazon americana. Este só se encontra na alemã.

Este espetacular CD foi indicado ao blog por um ou dois comentaristas que poderiam deixar seus nomes aí nos comentários. Sou agradecido a eles. Talvez esta seja minha quinquagésima Goldberg. E é das mais especiais. A expressividade da Ária (depois que nos refazemos da surpresa) e a boa interpretação demonstra o enorme respeito do músico para com a obra e a resistência da mesma ao maiores abusos. Abusos? Por que chamar de abuso? As notas estão todas aí e os bons músicos devem ter liberdade para dar à obra suas interpretações, é claro. Bem, procuremos caminhos menos polêmicos.

Wolfgang Dimetrik (nascido em 6 de janeiro de 1974) é um acordeonista austríaco. Aos seis anos de idade recebeu sua primeira aulas no instrumento. Tendo completado os seus estudos de acordeão na Escola de Música de Graz (1992-2001), Dimetrik hoje apresenta-se com diversos grupos de câmara na Europa, como o Musikfabrik Nordrhein-Westfalen, Neues Ensemble Hannover, o Ensemble Recherche e a Ensemble Modern.

Além disso, o músico participou em várias produções de ópera contemporânea, incluindo Die Wände, de Adriana Holszky, e a estreia da ópera de Arnold Schoenberg Die Hand glückliche, conduzida por Peter Hirsch.

Sua abordagem das Goldberg é muito interessante e esta é a pequena homenagem que faço a meu pai no dia de seu 325º aniversário.

Bach: Variações Goldberg (transcrição para acordeão)

01. Aria
02. Variation 1
03. Variation 2
04. Variation 3: Canona all’unisono
05. Variation 4
06. Variation 5
07. Variation 6: Canone alla seconda
08. Variation 7
09. Variation 8
10. Variation 9: Canone alla terza
11. Variation 10: Fughetta
12. Variation 11
13. Variation 12: Canona alla quarta
14. Variation 13
15. Variation 14
16. Variation 15: Canona alla quinta
17. Variation 16: Ouvertüre
18. Variation 17
19. Variation 18: Canona alla sesta
20. Variation 19
21. Variation 20
22. Variation 21: Canona alla settima
23. Variation 22: Alle breve
24. Variation 23
25. Variation 24: Canona all’ottava
26. Variation 25
27. Variation 26
28. Variation 27: Canona alla nona
29. Variation 28
30. Variation 29
31. Variation 30: Quodlibet
32. Aria

Wolfgang Dimetrik, acordeão

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 (em transcrição para órgão)

Este disco está à venda apenas na Amazon inglesa, o que significa que fica sem selo.

Eu sei que Bruckner foi um grande organista e não deveria surpreender que suas sinfonias se adaptassem ao instrumento, mesmo assim tomei um susto ao ver minha amada sétima transcrita. Pois gostei. Achei que Stender saiu-se muito bem, apesar da estranheza com alguma falta de ênfase em momentos que os regentes atuais estão em paroxismo balançando os braços e a cabeça como os bonecos de ar dos postos de gasolina. Como sou um autêntico extra-terrestre, a 7ª é minha sinfonia preferida de Bruckner ao lado da 5ª (assim como minha sinfonia preferida de Mahler é a enorme 3ª…). É claro que Stender não chega nem próximo da impressão causada por uma gravação como a de Haitink, mas sua versão é quase tese. Será que Bruckner compunha pensando no órgão? Refiro-me, claro, ao órgão instrumento, não ao outro órgão, centro e razão de nossas vidas, até a de Bruckner, embora ele não soubesse. Não resisto a qualificar este humilde registro de uma obscura gravadora como

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

mas apenas para quem gosta do estranho Anton Bruckner.

Bruckner: Sinfonia Nº 7 (em transcrição para órgão)

1. Allegro moderato 17:53
2. Adagio (Sehr feierlich und sehr langsam) 15:15
3. Scherzo (Sehr schnell) 9:38
4. Finale (Bewegt, doch nicht zu schnell) 13:05

Ernst-Erich Stender, transcrição e órgão

Ernst-Erich Stender an der Großen Orgel der St. Marienkirche zu Lübeck

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Fréderic Chopin (1810-1849) – 24 Prelúdios, Op.28, Prelúdios nos. 25 e 26, Impromptus nos. 1, 2, 3, 4 – CD 1

Como prometir, vamos ao box com os 13 CDs de Chopin interpretados por Vladimir Ashkenazy. É um mês especial. O mundo inteiro está a comemorar os 200 anos do nascimento de Frédéric Chopin. O PQP Bach não deveria ficar de fora, claro! Chopin é um daqueles compositores que nos toca pela capacidade de traduzir as emoções humanas em música de qualidade. O compositor notabilizou-se de forma extraordinária por fazer isso com um único instrumento – o piano. Sua capacidade é um elemento que gesta admiração em todos aqueles que gostam da sua música. Eu sou da opinião, que mesmo aqueles que não gostam, devem silenciar e ouvi-lo. É uma música grande, eloquente, carregada de emoções misteriosas – aquelas que se escondem na interioridade humana. Ele merece uma grande homenagem. Por isso, este é o primeiro CD dessa extraordinária caixa com 13 registros ao todo.  Ainda não tinha ouvido. Terei a oportunidade de ouvir à medida que for postando. Vamos nos empanturrar  de Chopin! Uma boa apreciação!

Fréderic Chopin (1810-1849) – 24 Prelúdios, Op.28, Prelúdios nos. 25 e 26, Impromptu nos. 1, 2, 3, 4 – CD 1

24 Prelúdios, Op.28

01. 1. in C major [0:34]
02. 2. in A minor [2:32]
03. 3. in G major [1:01]
04. 4. in E minor [2:18]
05. 5. in D major [0:38]
06. 6. in B minor [2:04]
07. 7. in A major [0:50]
08. 8. in F sharp minor [1:55]
09. 9. in E major [1:18]
10. 10. in C sharp minor [0:40]
11. 11. in B major [0:49]
12. 12. in G sharp minor [1:14]
13. 13. in F sharp major [3:19]
14. 14. in E flat minor [0:26]
15. 15. in D flat major (“Raindrop”) [5:56]
16. 16. in B flat minor [1:13]
17. 17. in A flat major [3:20]
18. 18. in F minor [1:03]
19. 19. in E flat major [1:27]
20. 20. in C minor [1:59]
21. 21. in B flat major [1:58]
22. 22. in G minor [0:53]
23. 23. in F major [1:01]
24. 24. in D minor [2:40]

Prélude No.25 in C sharp minor, Op.45
25 – Prélude No.25 in C sharp minor, Op.45 [04:39]

Prélude No.26 in A flat, Op.posth.P2 No.7 (BI 86) (Pierre Wolf)
26 – Prélude No.26 in A flat, Op.posth.P2 No.7 (BI 86) (Pierre Wolf) [00:43]

Impromptu No.1 in A flat, Op.29
27 – Impromptu No.1 in A flat, Op.29 [04:00]

Impromptu No.2 in F sharp, Op.36
28 – Impromptu No.2 in F sharp, Op.36 [05:58]

Impromptu No.3 in G flat, Op.51
29 – Impromptu No.3 in G flat, Op.51 [04:33]

Impromptu No.4 in C sharp minor, Op.posth.66 (BI 87) (Fantaisie-Impromptu)
30 – Impromptu No.4 in C sharp minor, Op.posth.66 (BI 87) (Fantaisie-Impromptu) [04:53]

Vladimir Ashkenazy, piano

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No próximo domingo: Sarau e lançamento da Sociedade Bach Porto Alegre (SBPoA)

Em homenagem ao 325º aniversário de J.S. Bach (1685-1750), o StudioClio realizará o sarau musical de fundação da Sociedade Bach Porto Alegre, cujos objetivos são:

1) gravar com musicologia porto-alegrense toda a obra de J.S. Bach;
2) estimular a realização de concertos, seminários, estudos, encontros, ciclos de cinema, excursões e intercâmbios;
3) valorizar o estudo e difusão da música antiga e de seu impacto sobre a tradição.

Neste sarau, artistas convidados apresentarão peças prediletas. Estão confirmados (em 16/03/2010):

Angelin Loro
Artur Elias Carneiro
Ayres Potthoff
Cosmas Grieneisen
Fernando Turconi Cordella
Josias Matschulat
Olinda Allessandrini
Paulo Inda

Quando: Dia 21 de março, domingo, às 18h
Local: Rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa – Porto Alegre – RS
Vagas: 100
Valor: R$ 20,00 (renda líquida revertida para a SBPoA)

Obs.: Como é que eu, o próprio filho do Homem, ficaria de fora?

PQP

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Johann Adolf Hasse (1699-1783): Sonatas of the Galant Time

Eu desconhecia Hasse. Portanto, foi totalmente inesperado ouvir este baita CD cheio de sonoridades surpreendentes. Fortemente indicado para quem gosta de música barroca!

(Desculpem as poucas frases. É falta de tempo mesmo.)

Hasse: Sonatas of the Galant Time

1. Sonata In G Major (1-4)
2. Sonata In D Major (5-8)
3. Sonata In G Major Op.i, Iv (9-12)
4. Sonata In E Minor Op.5 (13-16)
5. Sonata In G Major Op.5, Iii (17-19)
6. Sonata In A Major Op.5, Ii (20-22)
7. Sonata In D Major Op.i, Vi (23-26)
8. L’amero, Saro Costante

Umbach & Consorten
Elke Martha Umbach, flute
Daniel Rothert, flute
Christian Zinke, viola da gamba
Axel Weidenfeld, gallichon, theorbo
Klaus Westermann, harpsichord, fortepiano

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Bela Bartok (1881-1945) – Concerto para Piano e Orquestra N°1, Concerto para Piano e Orquestra N°2 e Deux Portraits, Op.5

Este CD, que desde que me veio à mão eu não cesso de ouvi-lo, é um imperativo categórico: precisa ser postado. Sei que o PQP vai admirar. Afinal, temos Bartok e Pollini. É música arrebatadora, com certeza. Digo apenas que é um registro para ouvir com atenção, de joelhos. É o álbum que mais ouvir esta semana. Cada vez que o ouço, acho um detalhe novo, um ângulo que exige atenção. Fico perplexo diante de time tão poderoso. Simplesmente, Pollini e Abbado a reger um dos compositores que mais admiro, Bartok – um gigante da música do século XX. É ouvir e se deleitar. Estou “ensaboando” as palavras. É assim que se procede quando não achamos termos precisos para descrever aquilo que é magnífico. Bom deleite!

P.S. Infelizmente, não há divisão de faixas no arquivo. Está num grande bloco. Mas a qualidade da gravação é muito boa.

Bela Bartok (1881-1945) – Concerto para Piano e Orquestra N°1, Concerto para Piano e Orquestra N°2 e Deux Portraits, Op.5

Concerto para Piano e Orquestra N°1
01. Allegro moderato – Allegro
02. Andante – Allegro – attacca
03. Allegro molto

Concerto para Piano e Orquestra N°2
04. Allegro
05. Adagio – Presto – Adagio
06. Allegro molto – Presto

Chicago Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente
Maurizio Pollini, piano

Deux Portraits, Op.5
07. Un Idéal: Andante
08. Un Grotesque

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado, regente
Shlomo Mintz, violino

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SCANS

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.: interlúdio – jazz icons, wes montgomery :.

Na internet tudo se acha, mas quando se fala em DVDs de jazz, aí a história fica um pouco diferente. Não apenas não são tantos assim, como só se encontram enterrados em torrents com meia dúzia de seeders. Foi assim que, armado de obstinação e toneladas de paciência, venho tentando garimpar as preciosidades que encontro pelo caminho. Me interessam principalmente os registros dos grandes artistas do estilo, em gravações ao vivo; documentários podem ser interessantes, mas muitas vezes as entrevistas tomam espaço demais de onde se gostaria de simplesmente ver os mestres tocando. Embora fascinantes em diversos aspectos, são assim “The World According to John Coltrane” e “Thelonious Monk – Straight No Chaser”. A maioria das gravações vem da tevê europeia, interessada nas turnês de jazz pelo continente nos anos 60 e 70; essa é a especialidade da série Jazz Icons, que vem bravamente resgatando tantos rolos de filme perdidos. Como, infelizmente, são difíceis de encontrar nas lojas brasileiras, e facilmente passam dos cem reais o disco — muito para este pobre cão –, compartilho hoje o meu preferido. E já não vinha falando há alguns posts que atravesso um período de grande fascínio por Wes Montgomery?

Pois “Wes Montgomery Live in ’65” é puro deleite com chocolate. São 78 minutos de show, e nada mais. Em três momentos diferentes: Holanda, Bélgica e Inglaterra; que tempo para se viver, ligar a tevê valvulada preto-e-branco e assistir um programa de jazz desse calibre! Era um momento especial também para Wes: havia sido dispensado pela Riverside e, no retorno aos EUA, entraria no período em que tantos o apontariam como “vendido”, suavizando seu bop para atingir maiores audiências. Ou seja, o timing é perfeito. Na tela, o que se vê é o carisma percebido nos discos: naturalidade e sorrisos. Wes parece não fazer qualquer esforço jamais, e não que seja desleixado; apenas demonstra a naturalidade assombrosa com que comanda a guitarra.

Dos três programas, o primeiro, em Amsterdã, se ressalta — por raro e realmente engrandecedor. Vemos Montgomery tocando com um trio local onde um jovem Han Bennink demonstra todo o papel que viria a ter muito em breve; seu estilo de swing, confiante, arranca sorrisos de Wes nos solos de Nica’s Dream pelos grunhidos (geniais) que solta durante as baquetadas. (Se estiver com pressa, pule até o sétimo minuto do vídeo abaixo. E fique tranquilo, a baixa qualidade do youtube não se repete no dvdrip que trago.)

Além disso, uma oportunidade rara de ver Wes ensinando. No caso, instruindo The End Of A Love Affair para a banda, na hora. Após as explicações, tocam em velocidade bem baixa, até que sintam-se seguros e aumentem os bpm até o ritmo correto. O resultado é arrepiante, como se soubessem e estivessem tocando a musica juntos há anos. As outras gravações não tem tanta descontração, mas não deixam a desejar; na Bélgica, um “especial” completinho, tocando com a banda que levou dos EUA; e em Londres, ouvimos até a cândida história de como Wes aprendeu a tocar com o dedão — técnica jamais igualada, marca indelével de seu jazz.

(Porque quando comprou uma guitarra e um amplificador, aos 19, percebeu que, sem a palheta, tocava mais baixo — e assim evitava as reclamações da vizinha, logo atrás das finas paredes do apartamento onde vivia. E na primeira apresentação, durante a abertura, percebeu que, usando a palheta, já não podia diferenciar uma corda da outra. Usou o dedão para sempre.)

Jazz Icons – Wes Montgomery live in ’65 DVDRip XViD

Holland: Wes Montgomery (guitar), Pim Jacobs (piano), Ruud Jacobs (bass), Han Bennink (drums). I Love Blues; Nica’s Dream; “Love Affair” Rehearsal; The End Of A Love Affair.
Belgium: Wes Montgomery, Arthur Harper (bass), Harold Mabern (piano), Jimmy Lovelace (drums). Impressions; Twisted Blues; Here’s That Rainy Day; Jingles; Boy Next Door.
England: Wes Montgomery, Rick Laird (bass), Stan Tracey (piano), Jackie Dougan (drums). Four On Six; Full House; Here’s That Rainy Day; Twisted Blues; West Coast Blues.

parte 1 + parte 2 + parte 3 + parte 4 + parte 5 + parte 6

Ao todo são 800MB e sei que é uma tarefa que pode ser chata; mas vale a pena. Os arquivos estão guardados no Multiupload, que espelha para diversos filesharers da web. Recomendo baixarem pelo Megaupload, que não incomoda com slots por país nem coloca limite de arquivos baixados por hora.

Bom filme!

Blue Dog

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