Camille Saint-Säens (1841-1904) – Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 – Sinfonia com órgão, Pháeton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III

Eis que surge a Sinfonia No. 3 de Saint-Säens como prometi. Gosto bastante dela. É cheia de um  extraordinário colorido orquestral, o que a torna em um grande trabalho. O segundo movimento é uma reflexão belissíma. Aparecem ainda três outras peças significativas: Phaéton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanale. Na condução temos o grande Maazel. Bom deleite!

Camille Saint-Säens (1841-1904) – Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 – Sinfonia com órgão, Pháeton, Op. 39, Danse Macabre, Op. 40 e Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III

Sinfonia No. 3 em C menor, Op. 78 – Sinfonia com órgão
1. Adagio [9:52]
2. Poco Adagio [11:11]
3. Allegro moderato [7:29]
4. Maestoso [8:17]

Pháeton, Op. 39 [8:19]
5. Pháeton, Op. 39

Danse Macabre, Op. 40 [6:24]
6. Danse Macabre, Op. 40

Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III [7:16]
7. Danse Bacchanele from Samson et Dalila, Act III

Total: 58’58

Pittsburgh Symphony Orchestra
Lorin Maazel, regente
Anthony Newman, órgão

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Carlinus

16 comments / Add your comment below

  1. Rrrrapaz, que coincidências são essas! Eu passei a tarde baixando órgão de outras fontes, chego aqui e de repente tempos essas duas postagens fantásticas: o órgão com orquestra de Saint-Saëns e de Poulenc! Parece que o órgão está em decidida ascenção nesta lista (epa!)

    A propósito, espero que vc não se incomode, mas pra não sobrecarregar os comentários do blog com papos meramente técnicos, encaminhei a você por email umas dúvidas sobre o AIMP2, que você me sugeriu e que parece de fato muito legal.

    E sobretudo obrigado por mais esta postagem do para mim melífluo-mas-nunca-banal Saint-Saëns!

  2. Tinha uma fita k7 com o concerto para orgão e sinfonia para orgão, e vocês não imaginam a alegria de poder ouvir denovo essas duas obras para mim enigmáticas, especialmente a de Poulanc.
    Muito obrigado.

  3. Alguém está conseguindo baixar esse post do mediafire?
    Só conduz a uma página com a mensagem “Invalid or Deleted File”. Alô Grande Carlinus! Seria possível postar de novo este CD? De preferência no Rapisdhare, se não for pedir muito. Obrigado!
    Em tempo: Eu também tinha essas gravações em uma fita K7, só que o meu caso é pior, a fita se estragou e tive que jogá-la fora! O Poema Sinfônico Phaeton é raríssimo de se encontrar em uma gravação, e esta é primorosa.

  4. Melomaníacos de plantão, infelizmente o arquivo foi apagado do mediafire. Recebi a notificação do Google de que havia violado os direitos autorais. Tentarei re-fazer o upload. Como a minha conexão está me castigando essa semana – não consigo nem enviar nem baixar nada – assim que conseguir informarei aos senhores.

    Abraços musicais!

  5. Heheheheh… Tenho que voltar aqui pra me desdizer pelo menos parcialmente, se não o que é que vão acabar pensando de mim?

    Anteontem escrevi aqui “o melífluo-mas-nunca-banal Saint-Saëns”. Tá, confesso que não conheço TANTO assim da obra do cara… e eu pensava nos Concertos, na Sinfonia com Órgão, nessas coisas humorísticas e/ou ternas ou delicadas, mas não banais, que são a Dança Macabra e o Carnaval dos Animais.

    Mas de repente essa Dança Bacanal da Sansão e Dalila… tá, podem bater! É o clichê do clichê do clichê, rsrsr. Ou estarei sendo injusto, e esse é o clichê original, do qual todas essas “orientalidades” de filme B derivam? De um modo ou de outro, não dá pra dizer que não é banal…

    Mas e daí? Se nem Beethoven consegue emplacar todas comigo, por que Saint-Saëns teria que? Além disso, esta leitura do Maazel que me evidenciou detalhes “novos” na sinfonia é pta lá de bastante pra garantir a não-banalidade da postagem!

  6. “Pháeton”, “A roca de Ônfale” e a “Dança bacanal” são, infelizmente, obras bastante “trabalhadas no clichê”. A “Dança macabra” o é um pouquinho menos. Há também uma “Suíte argelina” que é bastante constrangedora.

    A Sinfonia no. 3 é, de resto, a melhor obra de Saint-Saëns, junto com o Concerto para piano no. 4 e o Concerto para violino no. 3. É realmente um compositor não muito profundo, virtuose hábil mas não exatamente genial. Nem original.

    Talvez seja um mal da música romântica francesa pós-Berlioz: Gounod, Massenet, Saint-Saëns, Delibes, Lalo. Tudo música que nasce já meio com cara de velha.

  7. Sim, verdade, é uma música justificadamente esquecida, de modo geral… Mas nas melhores obras Saint-Saëns atinge um um desenvolvimento suficientemente complexo e que não deixa cair o interesse, além de melodismo eloqüente e envolvente sem ser piegas como os demais citados, e que me parece atingir, sim, uma voz pessoal, original. Pois se não for original, viria de quem? Também acho que não se deve desprezar o “Carnaval”, “peças menores maiores” justo porque é nelas onde essa voz pessoal se afirma mais clara, mas sobretudo por ser uma aula de instrumentação, de exploração tímbrica, que já deixa entrever o horizonte além do romantismo.

    A França não deixa de contar com UM romântico de primeira grandeza, pós-Berlioz – só que esse não é francês, é belga: Franck. E a verdadeira dimensão dessa grandeza só se mostra de fato na obra organística, como andei dizendo estes dias.

    Finalmente, deve-se pensar que baita ruptura é Debussy, frente a esse pano de fundo. Quando adolescente me disseram que é a Debussy que cabe o título de primeiro moderno, e em 40 anos não encontrei nada que justifique mudar esse julgamento. Mas isso já seria todo um outro papo…

  8. Debussy é major league! 🙂 Ter consciência do panorama que ele herdou só o torna ainda maior.

    Entre franckistas e pós-franckistas, gosto muitíssimo de dois: Chausson, compositor maravilhoso – para mim mais impresionante que Franck tanto na Sinfonia como em sua lindíssima música de câmara -, e Dukas, autor de duas obras-primas (“O aprendiz de feiticeiro” e “La Péri”) que valeram sozinhas sua posteridade. (Sua Sinfonia é fraca, pena.)

    Agora D’Indy, Magnard, mesmo Fauré, nada disso faz muito minha cabeça…

    1. Sim, sim, eu fiquei pensando que tinha esquecido de mencionar essa turminha toda, que faz o encaminhamento para o século XX… Mas são compositores que se fica conhecendo mais de nome que de fato. Vou atrás da sua dica de Chausson, de quem apenas esbarrei em alguma coisa vocal há anos, sem maiores atenções. Dukas só conheço o “Aprendiz”, D’Indy só a “Sinfonia sobre uma Área Montanhesa” (legalzinha, mas não chega a ser marcante), Magnard confesso que nem conhecia o nome, e Fauré… bem, ele tem, sim, as suas frescurinhas graciosas mas que bem podiam ser dispensadas, mas… para mim, quem compôs aquele Requiem está absolvido e teria lugar garantido mesmo que não tivesse feito mais nada!

      Talvez o interessante é que essa turma toda represente uma corrente de maior… profundidade no trato com a música que os Gounods e Massanets da vida, e não deixaram de contribuir para as condições que iriam propiciar essa “nova renascença francesa” que foi o início do Século 20. Se não estou enganado Debussy e Ravel se declaravam devedores de Fauré em alguma medida (mas minha cabeça bem pode estar fazendo um samba do crioulo doido neste ponto, admito).

      1. Chausson é uma maravilha! Tente a Sinfonia em si bemol maior, o “Poema” para violino e orquestra, o Concerto para piano, violino e quarteto de cordas e o Quarteto para piano e cordas. Música finíssima!

        O Requiem de Fauré é muito bonito, mas em alguns momentos cai no padrão de ária francesa que não é tão inspirado assim. Penso no “Libera me”, por exemplo. Poderia ser de Gounod…

  9. Li dia destes um ensaio, que dizia algo como “a falta de ‘profundidade’ de Saint-Säens é como que deliberada, e, por outro lado, função da própria personalidade deste músico”. Explicava-se que a Saint-Säens abominava a confidência tanto na vida como na música, que ele encarava como exercício puramente intelectual, num espírito decididamente anti-romântico, e, neste aspecto particular, algo semelhante à postura de Stravinsky. Mencionam uma apreciação de Busoni sobre o músico francês: “Ele parecia tratar o ato de compor como um agradável exercício do espírito. Através de sua música não se pode deduzir se ele era bondoso, capaz de amar ou ter paixão.” Quanto à acusação de se deixar atrair por um exotismo-clichê, talvez seja justo lembrar que Saint-Säens pertence a uma geração que estava descobrindo as tradições musicais ditas “exóticaS”, como a espanhola e a dos países muçulmanos, e o que surgiu deste contato só pode ser avaliado como clichê numa visão retrospectiva, que leve em conta toda a banalidade exótica produzida a partir do filão aberto por estes compositoes (Saint-Säens era pouco mais velho que George Bizet, talvez não seja inútil recordar).

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