Dmtri Shostakovich (1906-1975) – Sinfonia No. 5 em Ré menor, Op. 47 e Sinfonia No. 6 em Si menor, Op. 54

Apesar de ter uma quantidade considerável de música para postar, hoje me bateu uma profunda indecisão sobre o que trazer à tona. Olhei, analisei e acabei encontrando esta maravilha. Duas sinfonias – as de números 5 e 6 – de um dos meus compositores favoritos – Shostakovich. E não se trata de qualquer gravação. A regência das mencionadas sinfonias do Shosta é executada pelo deus da regência – Evgeny Mravinsky – e por Mstslav Rostropovich. Apenas fazendo uma digressão: encontrava-me entendiado antes de ouvir a música de Shosta com Mravinsky e após a sonoridade inconfundível da Filarmônica de Leningrado entrar pelos meus ouvidos e tomar todo o meu ser com a Quinta Sinfonia, fui acometido por um profundo entusiasmo. Boa apreciação desse CD que podemos chamar de IM-PER-DÍ-VEL.

Dmtri Shostakovich (1906-1975) – Sinfonia No. 5 em Ré menor, Op. 47 e Sinfonia No. 6 em Si menor, Op. 54

Sinfonia No. 5 em Ré menor, Op. 47
01. Moderato
02. Allegretto
03. Largo
04. Allegro non troppo

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

Sinfonia No. 6 em Si menor, Op. 54
05. Largo
06. Allegro
07. Presto

National Symphony Orchestra
Mstislav Rostropovich, regente

BAIXAR AQUI

Carlinus

19 comments / Add your comment below

  1. Shostakovich é um exemplo flagrante de covardia. Sua postura frente ao regime soviético é algo de repulsivo.Ele terminou sua vida como membro do Politburo, sabiam? Sua musica se tornou conservadora e o maior exemplo de sua postura medrosa é a Sinfonia Nº 5 . O primeiro movimento por exemplo, é uma forma sonata mais antiga e conservadora do que as formas sonata de Brahms. Suas obras primas, na minha opinião, são as obras escritas antes desta sinfonia: As Sinfonias 1 e 4, a ópera O Nariz e a outra ópera Lady Macbth de Mtszensky. Ele voltou a escrever obras interessantes no fim da vida : A sinfonia 14 e os Sete poemas de Bloch. Confesso que não admiro este compositor, apesar de sua competencia como orquestrador e instrumentador. Confesso que não aguento a maior parte de seus quartetos e concordo com o Boulez, que diz que Shostakovich é como uma oliva que é espremida pela segunda ou terceira vez: não resulta numa produção limpa e original.

    1. Tem gente que foi criado com leitinho e biscoito a vida inteira, e se brincar ainda com as fraldas sendo trocadas pela mãe. Eu imagino o que uma figura dessas iria falar numa sala cheia de cães de Stálin prontos para engolir suas tripas:”Ai amorzinho, bota com carinho.”

      Mas Shostakovich, com mulher e filhos, não sendo burro, preferiu usar do sarcasmo em suas obras. Mesmo assim fez algo perigoso, pois foi percebido sim pelos cães de stálin, como no caso de sua nona sinfonia. Obra que foi proibida depois de sua primeira execução.

      1. Inumeras pessoas fugiram ou se safaram.Não foram covardes.Shostakovich viajou diversas vezes para o ocidente mas nunca pediu asilo como tantos outros como Nureyev, Kondrashin, etc.Ficou na Russia por que era mais comodo. E a pedido do sistema falou mal de Stravinsky. Aliás Stravinsky é o maior compositor russo do século XX. E deu no pé de lá.Shostakovich , em termos de carater, foi um fraco, e ficou angustiado no fim da vida porque sacou as borradas que fez.By the way a sunfonia que foi proibida foi a Quarta, uma de suas melhores obras.

        1. Cvl.

          Se informe melhor .Shostakovich morreu rico fazendo parte do Politiburo.A sinfonia banida foi a quarta não a nona.E é uma bobagem enorme dizer que ele vivia de fazer musica para filmes. Nunca foi miseravel. Foi um pobre de espirito.A Sinfonia 9 não atendeu as expectativas do final da guerra.Mas não foi proibida. Miseraveis foram outros: Maiakovski, Akhmatova, Pasternak. Inumeros verdadeiros miseraveis se mataram. Não foram subservientes.Estes tinham ombridade. Mas se a musica de Shostakovich em geral me animasse, eu até esqueceria este lado negro de sua personalidade. Mas considero algumas partituras de Shostakovich muito obvias e , para meu gosto, feias, como sua abominavel Sinfonia Nº 7 e seus medonhos Preludios e Fugas.

        2. Olha só como as pessoas são diferentes, mais uma vez! Você fala dos MEDONHOS Prelúdios e Fugas, Colarusso. Quando eu os conheci, aqui através do PQP antes de fazer parte da equipe, não parava de ouvir nem de chorar de felicidade. Fazia anos, talvez décadas, que não conhecia alguma música que me encantasse e satisfizesse tanto. Passei imediatamente a considerá-los uma das grandes jóias da literatura pianística universal. Senti uma profunda identificação de alma com aquela música, e não há argumentos que você possa usar que me façam passar a achá-los medonhos…

          Quanto ao aspecto histórico, estou tentado a sugerir que TODOS os comentadores façam um primeiro semestre de História em uma boa faculdade… rsrs. Seria o bastante para sepultar de vez qualquer pretensão de que um dia possam conhecer “o que realmente aconteceu”. Não existe relato neutro. Tudo o que podemos dizer é “fulano diz que X”, “sicrano diz que Y baseado em tal fonte”. Quem disse que pode dizer mais que isso está enganando a si mesmo.

          Tampouco critiquei a subserviência de ninguém. Disse justamente que cada um sabe onde lhe aperta o calo. Que não me atrevo a julgar as razões pelas quais um se cala, outro se rebela, outro quem sabe adere porque acredita.

          [Parte deste comentário foi excluído pelas razões expostas em outro dos meus comentários aqui, o que começa com “Pois é, mas será que podemos cobrar do Shosta que ele não fosse Prokofieff?” – Ranulfus]

    2. Pois é, entendo sua posição, cara, mas… se a gente for descartar todas as olivas espremidas da história da música… um Rachmaninoff p.ex. já estaria 100% descartado (como pra mim, pessoalmente, sempre esteve).

      Mas indo a fundo nem Bach Pai se salvaria, pois o que ele fez foi usar com maestria insuperável linguagens desenvolvidas por outros antes; seus passos nesse sentido foram pouquíssimos.

      Também não descarto refletir sobre os posicionamentos políticos de músicos, mas… até onde devemos levar isso? Rejeitar Carl Orff totalmente? Aliás, eu mesmo já fui muito apedrejado por confessar que não consigo dissociar a música de Wagner de sua mais que documentada crença no destino dos germânicos como “Herrenrasse”, e o fato comprovado de que Hitler se inspirou amplamente em escritos dele ao escrever Mein Kampf!

      1. Bom falar contigo.Tem nível na conversa. Em relação a Bach, e estendendo para Beethoven, Brahms, Schoenberg, Bartok, etc, pegar algo da tradição não é repetir. A Primeira de Brahms, por mais que tenha a ver com a Quinta ou a Nona de Beethoven tem muita coisa original, algo que só Brahms poderia dizer. A Sinfonia de Camera opus 9 de Schoenberg revisita a forma da Sonata em si menor de Liszt, mas o autor, de forma genial, é muito original. Peguemos o Scherzo, segundo movimento da Quinta de Shostakovich. A imitação de um Scherzo de Mahler é flagrante, e creio que não ha nada de novo aí; em O Nariz temos sim algo original, que ninguem fez antes ou depois.Tive aulas com Roshdestvensky, que ressucitou o Nariz. Ele disse que teve que brigar com o compositor porque o mesmo tinha medo de se indispor com o regime com a ressurreição de sua obra de juventude. Nem ele lutou por uma obra prima dele.
        Em relação a Wagner acho que ele é muito menos culpado do que Orff e Strauss, que foram INTIMAMENTE ligados com o nazismo.Wagner morreu exatamente 50 anos antes da subida ao poder de Hitler. A diferença é que Strauss era um musico fantastico, enquanto Orff é limitado.Não pretendo amar as obras escritas somente por autores limpos em termos de carater.Se fosse assim só ouviria e regeria obras de Bartok.Wagner teve uma familia postuma que realmente era nojenta, especialmente Winifried Wagner, a mulher de Siegfried Wagner, que, apesar de inglesa, era uma nazista convicta.
        Concluindo o pensamento a propósito de Shostakovich, não acho que a maior parte de sua obra mereça atenção. É minha humilde opinião. Acho inclusive incomparavel Prokofiev, muito mais original e competente que Shostakovich.Este ultimo jamais compos algo do nivel da Suite Scita, Os Sarcasmos ou as Visões Fugitivas.

        1. Pois é, mas será que podemos cobrar do Shosta que ele não fosse Prokofieff? Ele deveria ter deixado de compor por não ser o mais genial dos gênios? Há pessoas a quem sua voz toca – e creio que isso é razão bastante para alguém existir como músico, independente de grandeza técnica, originalidade etc. Já disse aqui que Liszt me deixa indiferente e Saint-Saëns me toca, o que do ponto de vista técnico é um absurdo, mas felizmente foi-se o tempo em que eu julgava precisar de licença de alguém para GOSTAR! 😀

          Isso do ponto de vista musical. Do ponto de vista político… podemos acusar alguém por não querer deixar sua terra, sentir-se vinculado a ela, e tentar fazer o que lhe parecia mais certo com os dados de que dispunha a cada momento, sendo que muitas vezes mais tarde foi evidente que a nossa decisão foi errada? Leste A Insustentável Leveza do Ser, sobre o terrível que é ter que decidir sem retorno, sem a oportunidade de “testar” ou ensaiar nem ao menos uma vez? A vida é tão complexa, quem de nós pode garantir que está sempre tomando a melhor decisão? Quem está na pele do outro para entender suas razões? “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, não é mesmo?

          [Se alguém reler meus comentários neste debate e achar que estão faltando coisas lidas antes, estão mesmo. Tomei livremente a decisão de retirar os contra-exemplos que envolviam pessoas vivas, pois percebi que podiam estimular atitudes de julgamento, quando a intenção era justamente a de afastar a conversa desse que considero um rumo equivocado para o intelecto, pois semeia apenas frutas azedas, espinhentas ou venenosas, quando sua função é justamente descobrir meios de tornar a existência menos dolorosa e sim mais alegre, tesuda, feliz. Abraços a todos … Ranulfus]

  2. Ranulfus meu caro

    Concordo com vc que não precisamos de licença para gostar de algo.Gosto de cada obra……por exemplo adoro e canto junto lavando louça com Der Mond do Orff. Assisti ha duas semanas em Leipzig Os Sinos de Rachmaninoff, e gostei.
    Ou tro assunto que voce diz . A subserviencia de alguns musicos locais.Me envergonho muito da classe musical brasileira, altamente subserviente ao mandão da vez. Fico triste com isso.
    Mas acho interessante a discussão sobre Shostakovich pois acho que seu caso é extremo.Só pediria para que as pessoas se informassem melhor, e não ficassem insistindo em sandices.

  3. Fico muito feliz em saber que o maestro Colarusso está comentando aqui no PQP Bach. A presença de tão ilustre músico neste blog é mais uma prova sobre o alto nível que temos nos posts e nos comentários.

    Queria aqui sugerir ao PQP e aos demais membros do PQP Bach a criação de um fórum de discussões para os frequentadores do blog (independentemente do fórum no orkut). Ficarmos restritos aos comentários feitos aos posts impede com que tenhamos, por exemplo, a possibilidade de um debate excelente entre o maestro Colarusso (crítico do Shostakovich), Ranulfus, e o próprio PQP (conhecido por ser fã do velho Shosta).

    É só simples uma sugestão!! Sei do trabalho MARAVILHOSO desenvolvido por todos aqui (que, como já disse em outro comentário, EU APLAUDO E DE PÉ) e a minha intenção não é criar mais um trabalho além dos que vocês já têm por aqui. A minha idéia é criar um fórum de debates sempre no objetivo que o PQP teve ao criar este blog: DIVULGAR A MÚSICA CLÁSSICA.

    1. Da forma como o citado chegou aqui ao blog comentando, sem entender a proposta da gente e emitindo posicionamentos peremptórios, achamos por bem todos nós da equipe, exceto Ranulfus (de vontade livre), não comentar mais nada vindo do referido por motivos que discutimos internamente. Se o fizermos, será com coice e ferradura.

      Por outro lado, deverá ser uma honra o maestro tornar-se a primeira persona non grata do blog, mesmo com toda a sua cultura – inversamente proporcional ao trato pessoal.

      A concessão do título será debatida com o andar da carruagem.

  4. Não há necessidade de me declarar “persona non grata”.Já considero este blog o lugar errado para conversar seriamente de musica, por isso não pretendo retornar. Me choco com opiniões do tipo Messiaen é um “pé no saco”, as obras de Mozart são “caixinha de musica” e uma linguagem às vezes mais próxima do “rap”, estilo que não aprecio. Um auto elogio por se falar frases que considero duvidosas. Não pretendo responder a mais nada. Se quiserem um dia conversar ou perguntar algo para mim ,no meu site (www.colarusso.com.br), vocês poderão encontrar meu email. Ao contrário de outros aqui, que se camuflam com pseudônimos ( CVL será um anagrama de Cavalo ?) meu nome é este mesmo. Osvaldo Colarusso

    1. Colarusso,

      Com todo o respeito, creio que o mundo já está de saco bem cheio de falar de música do “jeito sério”. Para mim o PQP Bach é o melhor blog de música clássica em língua portuguesa justamente porque não se curva a esse ritual “respeitoso” e tolo, que geralmente acontece em detrimento da inteligência própria e em prol do espírito “magister dixit” que domina a área.

      Talvez você se sinta mais à vontade no Euterpe (euterpe.blog.br), que está mais próximo da “discussão séria” que você busca. Há vários bons momentos lá, mas em geral ele é “todo trabalhado” na arrogância intelectual pseudo-acadêmica. A começar pela escolha do nome.

      Com relação aos pseudônimos, é óbvio que têm muito mais a ver com download ilegal do que com liberdade de opinião. “Compreendido”? 🙂

  5. A propósito da discussão, não posso deixar de lembrar uma passagem do maravilho livro de Hermann Hesse, O Lobo da Estepe, na qual o personagem principal (Harry Haller), muito entendido de música e literatura, fica profundamente ofendido após ver um quadro exibindo uma foto de Goethe em uma sala de uma casa de um professor que ele julgava que “não tinha a menor ideia de que o espírito desse retrato é exatamente contrário do espírito de Goethe”. Para ele, aquilo era inadmissível, a ponto de que, por não suportar ver aquele quadro ali, ele abandona o jantar, logo após rogar-se o mais entendido do mundo.

    Não é o caso deste blog, mas menção é um tanto curiosa porque, ao final do livro, é o próprio Mozart quem rir da cara dele (da mesma forma que a mulher por quem ele se apaixona), julgando-o ridículo por não levar a vida com mais leveza.

    Abraço!

    1. Que delícia de lembrança, Doni! Também já citei muito essa cena do retrato de Goethe – mas te confesso que sem perceber todo o seu veneno. Como acho opressivos os ambientes “certinhos”, “filistinos” (no dizer da época de Goethe), sempre senti certo gosto com a patada do Harry, sem perceber que ele estava sendo tão opressivo quanto, reproduzindo a mesma imagem no negativo. Isso apesar de na seqüência o próprio Hesse/Harry praticamente gritar que não estava nada feliz por ser arrastado pelo lobo interior. – Obrigado por me ajudar a refinar a percepção desse que foi um dos grandes livros da minha vida!

      A propósito, também já quis mencionar aqui no blog, mas não cheguei a fazer, que Mozart, na segunda cena de que você fala, aponta que Wagner e Brahms não são caminhos diferentes como se costuma pensar, pois ambos se deixam arrastar por sua época a um peso excessivo e desnecessário… Mesmo gostando de Brahms e não de Mozart, acho uma sacada verdadeira e genial!

  6. CVL:

    Não pretendo discutir a postura do Colarusso aqui no blog. Somente quero dizer que seus comentários me causaram um certo espanto depois que os reli com mais atenção!

    Gostaria de saber da opinião de vocês sobre a sugestão que fiz no comentário anterior: possibilidade de criar um fórum de discussões vinculado ao PQP Bach (que, obviamente, deverá ter moderadores!!). Seria uma forma de ampliar os debates, mas dentro da proposta do blog de divulgar a música clássica sem seguir um “discurso sério” (como disse o José Eduardo acima), de forma descontraída.

    1. Seria excelente esse fórum, Fabio. Mas, pessoalmente, por razões que expus aos demais membros em outra discussão, eu não encorajaria esse fórum vinculado ao PQP Bach – há alguns fatores em questão que pesam pra isso. Prefiro conversar por aqui mesmo.

  7. Como as opiniões são relativas, não é mesmo? Os que amam a música de Shostakovich tendem a defendê-lo inteiramente, e os que o detestam querem denegri-lo, se não podem denegrir sua música. Acho inútil chamar alguém de “covarde” simplesmente porque não tomou uma atitude brusca. Por que censurá-lo por não ter deixado a Rússia? Há diferentes formas de coragem, assim como de covardia. Fugir da pátria pode ser mais uma forma de covardia do que de coragem, coisa que alguns músicos fizeram. Não fossem Prokofiev e Shostakovich, a música soviética não seria a mesma. E se Shosta se calou diante da força da ditadura, é porque não tinha outra saída senão manter-se em sua terra e passar para a música tudo o que ele percebia e vivia nela. Como todo grande compositor, Shostakovich traduziu o espírito de seu tempo. E não somos nós quem devemos julgá-lo.
    Da mesma forma não podemos censurar Haydn, que foi idolatrado e teve um bom patrono, compondo músicas bem clássicas e otimistas, dizendo que era um dependente, um servo da corte (como eram vistos os músicos antigos).
    Conheço pouco de Shostakovich (ainda, neste janeiro de 2012), mas a sua quinta sinfonia me encantou, especialmente o 4º e 5º movimentos, que me fazem imaginar um rio cavernoso, azulado e brumoso, que logo encontra a luz branca do dia em cataratas alvas e espumosas, entregando-se às corredeiras por vales em torno de brancas montanhas, por cima das quais voam gansos migrantes de penas também brancas…Como em uma jornada pergiosa em busca da liberdade. Não a achei um “produto nojento e modernista”, como certas “músicas” da época, mas algo quase “romântico”, por assim dizer. Havia sentido e emoção naquilo. E por isso estou disposto a conhecer mais e mais de Shostakovich, até porque acho a Rússia uma terra fascinante, principalmente pela sua Música!

Deixe uma resposta