.: interlúdio – Middle 9 :.

Embora a influência do jazz seja notável em diversos outros gêneros, são raras as investidas que efetivamente misturam-no a um outro estilo. Porque convencionou-se dizer que certa batida, ou timbre, dá a uma música um toque jazzy — mas trata-se de apenas isso, um detalhe, sem ultrapassar sua característica original. Exceção feita, claro, ao fusion, que de tão fusion é tratado como um subgênero do jazz, e não uma entidade distinta. (O que me parece acertado.)

Por outro lado, nós aqui, desse lado do planeta, raramente sabemos os que os japoneses andam fazendo — quase sempre de forma surpreendente. E nos últimos 10 anos a cena alternativa de Tóquio e Osaka vem revivendo, expandido e experimentado o jazz — num grande exercício (quase acadêmico) de como apropriar-se dele e recriá-lo.

E quem me impressionou ultimamente foi o Middle 9. Centrado em vibrafone e guitarra, o grupo junta jazz, post-rock, fusion e algum funk para criar ótimas composições híbridas — à medida em que as faixas desse álbum vão passando, a variedade explorada impede que se possa categorizar a banda, ou definir qual seu estilo predominante. Seja lá o que for, é sofisticado e criativo; às vezes enérgico como Weather Report, noutras leve como uma canção lenta de Pat Metheny. E, ao mesmo tempo, evocando as bandas mais sensíveis de post-rock que também usam vibrafone, como Tortoise e The Mercury Program.

Middle 9 – Sea That Has Become Known /2008 (V0)
Toyama Motoko: vibraphone, elec piano, guitar
Shinbori Hiroshi: guitar
Mukai Nakofumi: bass
Aoki Fumihiki: drums

download – 69MB /mediafire

01 Island Pull Out
02 Liam
03 Replique, Tableau
04 Paprika
05 Marsupial
06 Fix
07 Shu Shu
08 Tonotopy The Bamboo Coral
09 After It Pause

Boa audição!
Blue Dog

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Haydn, Mozart, Boccherini, Tartini – I Musici de Montréal

Um CD imensamente agradável. Enquanto realizo algumas atividades aqui em casa, estou a ouvir essa música alegre, bela, simples, cheia de uma poesia comovente. Destaco o Concerto para cello de Mozart. Revela aquele aspecto mais essencial de Mozart: dizer de forma singela aquilo que nos comove, que vai às regiões mais abissais do ser e nos envolve por completo. Mozart sempre me faz sentir bem. Tenho uma relação de prazer com a beleza e com a alegria todas as vezes que o escuto. Consigo identificar a música e as pecualiaridade tãos características do compositor à distância. No CD ainda temos Haydn, Boccherini e Tartini. Boa apreciação!

Joseph Haydn (1732-1809) – Divertimento for Cello and String Orchestra in D major
01. Adagio
02. Minueto & Trio
03. Allegro di molto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concerto for Cello and Orchestra in D major K.447
04. Allegro
05. Romanze
06. Rondo

Luiggi Boccherini (1743-1805) – Adagio and Allegro for Cellor and String Orchestra in A major
07. Adagio
08. Allegro

Giuseppe Tartini (1692-1770) – Concerto for Cello and String Orchestra in D major
09. Poco Largo. Pomposo
10. Allegro Moderato
11. Grave espressivo
12. Allegro

I Musici de Montréal Chamber Orchestra

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Carlinus

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Cláudio Santoro (1919-1989): Sinfonia n.º 6 (1958). Radamés Gnattali (1906-1988): Sinfonia Popular n.º 1 (1956)

sinfonias gnattali santoro6 http://i2.wp.com/www.tropis.org/imagext/santoro-gnattali-capa-peq2.jpg?w=584 Faz poucos dias (27/07) postei uma digitalização feita em casa do Concerto para dois violões, oboé e cordas de Radamés Gnattali, e aí resolvi aproveitar o embalo e digitalizar a obra de mais peso que tenho desse compositor: a Sinfonia Popular, de 1956.

Por umas conversas com o CVL fiquei com a impressão de que ele compôs toda uma série de peças sob esse nome, mas no disco esta aparece sem número, então suspeito que seja a primeira. [Depois da postagem, o leitor Vinícius confirmou e deu a data de composição das demais: 1969 (2ª e 3ª – me parece interessante que bem no ano de lançamento deste disco!), 1974-75 (4ª) e 1983 (5ª). Valeu, Vinícius!]

A edição é do antológico selo Festa, que se empenhou em documentar a produção brasileira de concerto dos anos 50 e 60. Foi lançado em 1969, infelizmente ainda em mono – o que reduz drasticamente a percepção das vozes internas da massa sonora. A execução é da Sinfônica Brasileira (OSB) sobre regência do Cláudio Santoro, autor da sinfonia do outro lado.

Nascido em Porto Alegre, Radamés Gnattali (‘nhátali’) viveu principalmente no Rio, onde suscedeu Pixinguinha como arranjador da orquestra da gravadora Victor. Vocês vão reparar: o espírito do rádio brasileiro em meados do século 20 deve demais à sonoridade da orquestração de Gnattali.

Não vou me aprofundar em análises, só quero dizer que gosto muito dos seus trechos em contraponto (fugatos), que mostram que sabia mais que manejar massas espetaculosas para levantar cantores. E que me parece notável o seu movimento lento (Estensivo con fantasia), inteiramente baseado no pregão baiano “Olhe a flor da noite”. Até estranho que não tenha virado um standard.

Se o gaúcho Gnattali foi o mais popular e midiático dos nossos sinfonistas, talvez o amazonense Cláudio Santoro tenha sido o mais erudito e tecnicamente refinado dos nossos compositores. Sei que o CVL lhe tem fortes ressalvas, mas ainda não tive chance de aprofundar a conversa.

Talvez tenha a ver com o fato de Santoro ser vários compositores em um: nos anos 40 adotou a técnica dodecafônica, cujos resultados na maior parte – confesso – ainda hoje me parecem duros de ouvir e não sei se um dia serão menos. Mas, comunista militante, a partir de 1948 opta pelos caminhos do “realismo socialista”, voltando porém aos caminhos experimentais nos anos 60 e 70. Foi nosso compositor de sinfonias mais prolífico, sendo a primeira de 1940 e a décima-quarta de 1989, seu último ano de vida.

A Sexta Sinfonia, regida aqui pelo autor, é de 1958 e usa material temático caracteristicamente brasileiro – porém de modo muito menos óbvio e infinitamente mais complexo que o de Gnattali (não estou dizendo que melhor… nem pior!). Além disso, em vários momentos me recorda Shostakóvitch – não sei se vocês vão concordar.

Como já respondi a um leitor no outro post, fora esta sinfonia tenho pouquíssima coisa de Santoro, sobretudo peças curtas, em discos que já planejava digitalizar e postar ao longo dos próximos um ou dois semestres – mas para quem quiser ver outras coisas, e logo, há um volume considerável de obras suas no blog Música Brasileira de Concerto (agora linkado também na coluna ao lado) .
 
 
Radamés Gnattali: Sinfonia Popular [n.º 1] (1956)
01 Allegro moderato 6:07
02 Estensivo con fantasia 6:44
03 Con spirito 5:11
04 Allegro 6:03

Cláudio Santoro: Sinfonia n.º 6 (1958)
05 Allegro grazioso e vivo 4:27
06 Andante molto 5:29
07 Allegro vivo 2:40
08 Allegro deciso – final 6:10

Orquestra Sinfônica Brasileira regida por Cláudio Santoro

Gravação em vinil (mono): Festa, 1969
Digitalizado por Ranulfus em jul.2010

. . . . . BAIXE AQUI – download here (Megaupload)

Ranulfus

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Festival Chopin/Schumann no Recife

Saiba mais aqui e veja a programação completa.

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Mravinsky Edition – Beethoven, Mozart, Weber, Bizet, Debussy, Scriabin (CDs 9 e 10 de 10 – final)

Chegamos, finalmente, ao último post desta fenomenal caixa com 10 CDs com trabalhos regidos por Mravinsky. As paixões têm o poder de transformar impropriedades em virtudes. Por isso, a minha predileção pelo regente russo, faz com que as minhas palavras se tornem em elógios, quiça, exagerados. Mas, não faz mal. Aqueles que gostam dos trabalhos executados por Mravinsky sabem do que eu estou a falar. Mravinsky foi um grande mago. Aquilo em que ele colocou as suas mãos, transformou-se em algo imorredouro. E quando não se deu isso, em algo que desperta atenção, que merece ser escutado com toda a sensibilidade possível. Por isso, estes dez CDs são referências extraordinárias para quem quer conhecer o trabalho executado ao longo de mais de 50 anos à frente da Filarmônica de Leningrado, na Rússia. Apesar de ter concluído a caixa, postarei alguns outros CDs que tenho com obras regidas por Evgeny – Shostakovich, Beethoven e outros. Boa apreciação destes dois últimos CDs!

DISCO 9

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 4 em Si bemol maior, Op. 60
01. Adagio, Allegro vivace
02. Adagio
03. Menuetto-Allegro vivace
04. Allegro ma non troppo

Sinfonia No. 2 em Ré maior, Op. 36
05. Adagio molto, Allegro con brio
06. Larghetto
07. Scherzo, Trio
08. Allegro molto

DISCO 10

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Overture Le Nozze di Figaro
01. Overture Le Nozze di Figaro

Carl Maria von Weber (1786-1826) – Overture Freischütz
02. Overture Freischütz

Georges Bizet (1838-1875) – L’Arlésienne Suite – Farandole
03. L’Arlésienne Suite – Farandole

Claude Debussy (1862-1918) – Nocturnes
04. Nuages
05. Fetes
06. Sirenes

Alexander Nikolayevich Scriabin (1872-1915) -Le Poème de l’extase
07. Le Poème de l’extase

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky, regente

BAIXAR AQUI CD9
BAIXAR AQUI CD10

Carlinus

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Jean Sibelius (1865-1857) – Symphony No. 4 in A minor, Op. 63 e Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82 (CD 3 de 4)

Essa versão das sinfonias de Sibelius com Leonard Bernstein é a melhor que já ouvi. Impressiona. Ouvi-las (as sinfonias) é uma experiência de grande contemplação e deleite. As sete são poemas de apreço à natureza. Ouvir Sibelius me traz à memória as palavras de Alberto Caeiro e os seu Guardador de Rebanhos: Toda paz da natureza sem gente/ Vem sentar-se ao meu lado./ Mas eu fico triste como um pôr-de-sol/ Para a nossa imaginação, / Quando esfria no fundo da planície/ E se sente a noite entrada/ Como uma borboleta pela janela. O finlandês Jean Sibelius viveu na pequena Ainola em contato com a natureza. Essa relação pode ser percebida em seus trabalhos. As duas sinfonias que aparecem neste post, por sua vez, revelam dois aspectos diferenciados. A de número 4 é soturna, repleta de uma temática circular, que sempre remete ao mesmo espaço, ao mesmo lugar. É uma trabalho que revela angústia e impressões noturnas. Acredito que seja a sinfonia mais sombria de Sibelius. Já Sinfonia número 5 é cristalina, repleta de inclinações contemplativas. Os acordes iniciais nos remete a outra frase de Caeiro: “Sejamos simples e calmos, / Como os regatos e as árvores…”. Assim, sejamos “simples” e “calmos”, apreciemos mais este CD com esta integral das sinfonias de Sibelius com Bernstein. Bom deleite!

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“Ainola”, casa onde viveu Jean Sibelius, nas cercanias de Helsinki, Finlândia

Jean Sibelius (1865-1857) – Symphony No. 4 in A minor, Op. 63 e Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82

Symphony No. 4 in A minor, Op. 63
01. Tempo molto moderato, quasi adagio
02. Allegro moto vivace
03. Il tempo largo
04. Allegro

Symphony No. 5 in E flat major, Op. 82
05. Tempo molto moderato – Largamente
06. Allegro moderato – Presto
07. Andante mosso, quasi allegretto
08. Allegro molto – Un pochettino largamente – Largamente assai

New York Philharmonic
Leonard Bernstein, regente

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Carlinus

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Schumman (1810-1856): Carnaval, Op. 9 (Versão Orquestral) e outras peças para balé de outros compositores (REUPADO)

Acho que é notório a todos, que adoro arranjos orquestrais de peças pianísticas e vice-versa. Gosto muito, também, de suítes para balé, e aproveitando a deixa do Carlinus, em reviver Schumann , quero compartilhar uma peça que buscava há um certo tempo. Carnaval, Op. 9, é uma série de 22 pequenas peças para piano, baseada nas personagens da Commedia dell’arte.  Escrita no período de 1834 a 1835, foi dedicada ao violinista Karol Lipiński. É subtitulada Scènes mignonnes sur quatre notes (Pequenas cenas em quatro notas).

***

Carnaval, Op. 9

Em cada seção de Carnaval, aparecem uma ou ambas das duas Séries de notas musicais. São elas:
* Lá, Mi bemol, Dó, Si (A-E♭-C-B); em alemão são escritas como A-Es-C-H
* Lá bemol, Dó, Si; em alemão (A♭-C-B): As-C-H.

Essas duas Séries na verdade soletram o que, em alemão, é o nome da cidade onde a namorada de Schumman, Ernestine von Fricken, nasceu (Asch, que agora é Aš, pertencente à República Checa). São também as letras musicais de seu próprio nome: Schumann’.

Em Carnaval, Schumann vai musicalmente além de Papillons, para quem ele mesmo concebeu a história de que era uma ilustração musical. Carnaval permanece famosa por suas passagens resplandecentes de cordas e por seu deslocamento rítmico.

Dentre os vários que orquestraram Carnaval, temos Ravel, que fez arranjos de apenas algumas partes. A versão aqui apresentada, tem orquestrações de Alexander Glazunov, Nikolai Rimsky-Korsakov, Anatoly Lyadov e Alexander Tcherepnin, por encomenda dos Balés Russos, na pessoa de Sergei Diaghilev.

Fonte: Wikipédia

Uma ótima audição!

.oOo.

Ernest Ansermet – Original Masters Vol. 3

Delibes, from Copélia
01. Tableau 1 – Prélude – Mazurka 05:37

Delibes, from Sylvia
02. Suite – 1. Prélude – Les Chasseresses 05:10

Franck, Le Chasseur Maudit
03. Symphonic Poem 14:39

Chabrier, Joyeuse Marche
04. 03:58

Chabrier, from Le Roi Malgré Lui
05.  Danse slave 05:04

Faure, from Pénélope
06. Prélude 07:55

Schumann, Carnaval, Op. 9 (orchestral version)
07. Préambule 02:33
08. Pierrot 01:17
09. Arlequin 01:09
10. Valse noble 01:37
11. Eusebius 01:27
12. Florestan 00:59
13. Coquette 01:36
14. Papillons 00:59
15. A.S.C.H. – S.C.H.A. 00:52
16. Chiarina 00:56
17. Chopin 01:47
18. Estrella 00:33
19. Reconnaissance 01:33
20. Pantalon et Colombine 01:05
21. Valse Allemande 00:56
22. Paganini 01:26
23. Aveu 01:00
24. Promenade 01:33
25. Pause 00:26
26. Marche des “Davidsbünler” contre les Philistins 02:53

Suisse Romande Orchestra, Ernest Ansermet

BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Marcelo Stravinsky

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J. S. Bach (1685-1750): Obras para trompete, pero no mucho

O título Bach: Obras para trompete é muito enganador: OK, Bach compôs bastante música para esse instrumento, só que aqui tudo é transcrição. Foda-se. O próprio Bach foi um transcritor compulsivo e essas adaptações vão deixá-lo muito feliz, preconceituoso ouvinte. E Alison Balsom é muito, mas muito boa trompetista. Ela navega em músicas compostas originalmente para teclado, violoncelo, violino, voz e o escambal com a mesma classe. Não há falhas neste disco absolutamente agradável. Balsom não perde o passo mesmo quando finge-se de flauta, violino ou violoncelo. O organista Colm Carey a acompanha nos três concertos transcritos — dois dos quais são transcrições de Bach para obras de Vivaldi e Marcello… só para o aumentar o diálogo, sacaram? — enquanto um grupo se junta ao trompete na sonata trio e no Agnus Dei da Missa em Si Menor. Tudo somado, dá um puta CD. Anotar: há que observar Balsom, uma supermusicista!

J. S. Bach (1685-1750): Obras para trompete

Concerto in D Major (after Vivaldi) BWV 972
1) Allegro
2) Adagio
3 )Allegro Assai

Suite No. 2 in D minor, BWV 1008
4) Sarabande
5) Gigue

6) Aria Variata in A Minor (Italian Variations) BWV 989

Partita No. 3 in E BWV1006
7) Gigue

Trio Sonata in C Major BWV 529
8) Allegro
9) Largo
10) Allegro

Concerto in C minor (after Marcello) BWV 974
11) Allegro
12) Largo
13) Presto

Klavierbüchlein für Anna Magdalena Bach, II
14) Aria, BWV508: Bist du bei mir

Concerto in A major BWV 1055 (transposed to C Major)
15) Allegro
16) Larghetto
17) Allegro ma non tanto

18) Badinerie from Suite No. 2, BWV 1067

Mass in B minor BWV232
19) Agnus Dei

Alison Balsom (Trumpet)
Mark Caudle (Viola da gamba)
Alina Ibragimova (Violin)
Alistair Ross (Chamber Organ, Harpsichord)
Colm Carey (Organ)

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PQP

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Robert Schumann (1810-1856) – Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54, Estudos Sinfônicos, Op. 13 e Arabeske, Op. 18 (200 anos!!!)

Este post vem à tona de forma tardia, serôdia. Era para ter saído no mês de junho, mês do bicentenário do nascimento de Robert Schumann. Mas naquela ocasião, o servidor do PQP Bach teve um pequeno problema e alguns posts foram apagados. Eu tive que consertar algumas postagens e isso acabou desviando minha atenção. E somente agora estou fazendo re-florescer minhas intenções. O fato é que daqui para frente (de modo esparso) postarei uma sucessão de peças  de Schumann, que foi um dos maiores compositores do Romantismo. Talvez tenhamos schumannianos de plantão e isso vai agradá-los. A princípio segue um texto-nota sobre os 200 anos do nascimento do compositor, bem como trazendo informações relevantes sobre a vida do alemão.

Robert Alexander Schumann nasceu em 8 de junho de 1810, em Zwickau, Saxônia. Dotado de um duplo talento, literário e musical, ele deixou uma obra abrangente, que inclui desde canções e miniaturas para piano até óperas e sinfonias. Além disso, trabalhou como crítico, professor e regente. O outro lado dessa capacidade criativa, no entanto, era uma personalidade marcada pela doença e pela depressão. Schumann demorou bastante até se decidir entre a literatura e a música. Do pai herdou o amor pelas letras e consta que sua mãe era extremamente musical. Aos sete anos de idade, tomou as primeiras aulas de piano e escreveu suas primeiras composições, mas também redações, poesias e fragmentos de romances. Como logo já tocava melhor do que seu professor, resolveu continuar os estudos de piano como autodidata. Originalmente destinado à carreira jurídica, ele deixou sua cidade natal para estudar Direito em Leipzig. Porém lá a vida tomou um rumo imprevisto: Robert começou a estudar composição e fundou, juntamente com o professor de piano Friedrich Wieck, a revista Neue Zeitschrift für Musik, existente até hoje.

Casamento inspirador

O jovem músico também ficou conhecendo a filha de Wieck, a jovem pianista Clara, fato que não agradou em absoluto ao ambicioso pai. Com todos os meios à sua disposição, ele tentou impedir essa ligação. Os dois conseguiram, porém, vencê-lo após longa batalha judicial, casando-se em 1840, quando Clara completou 21 anos de idade. O casal viveu quatro anos em Leipzig e os primeiros tempos de matrimônio foram inspiradores para Schumann: logo brotaram de sua pena diversos ciclos de canções, quartetos de cordas, peças pianísticas, as primeiras sinfonias, o Concerto para piano em lá menor, o oratório Das Paradies und die Peri. Ele foi nomeado doutor honoris causa da Universidade de Jena e conseguiu se lançar como compositor. A popularidade de sua música era, todavia, restrita: Ludwig van Beethoven, Felix Mendelssohn e Frédéric Chopin correspondiam bem mais ao gosto de sua época. Mesmo a esposa Clara executava suas obras, no máximo, como “bis” em seus concertos. Uma humilhação agravada pelo fato de que, mesmo durante suas turnês, ele era frequentemente reconhecido apenas como o marido da afamada virtuose. Assim, a convocação como diretor musical da cidade de Düsseldorf chegou como um fio de esperança para o compositor.

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Robert Schumann e Clara Schumann, sua esposa

Decepção renana

No entanto, o entusiasmo inicial dos Schumann pela Renânia logo se desfez. Robert não se adaptou às pressões do cargo, os sintomas de depressão e alucinações se tornaram cada vez mais graves. Frequentemente ele passava noites em claro, queixando-se das peças musicais inteiras que lhe retumbavam na cabeça. Apesar de tudo, um terço de sua obra foi composta durante os quatro anos vividos em Düsseldorf, inclusive os concertos para violino e para violoncelo, a Missa opus 147 e o Réquiem. Com a visita do jovem Johannes Brahms aos Schumann, nasceu uma amizade profunda e duradoura. Robert afundava, contudo, cada vez mais num estado de confusão mental. Em 27 de fevereiro de 1854, atirou-se ao Rio Reno. Foi salvo, mas passou seus dois últimos anos de vida num asilo para doentes mentais em Endenich, próximo a Bonn. Em comemoração ao bicentenário de Robert Schumann estão programados numerosos eventos nas diferentes estações de sua vida, na Alemanha. Em Zwickau, ele é relembrado com uma série de concertos e um concurso pianístico. Leipzig e Dresden lhe dedicam diversos concertos e exposições. E o Instituto Heinrich Heine, de Düsseldorf, exibe tesouros selecionados de sua Coleção Schumann.

Autor: Gudrun Stegen / Augusto Valente
Revisão: Soraia Vilela

Extraído DAQUI

Robert Schumann (1810-1856) – Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54, Estudos Sinfônicos, Op. 13 e Arabeske, Op. 18

Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54
01 – 1. Alegro Affettuoso
02 – 2. Intermezzo. Andantino Grazioso –
03 – 3. Allegro Vivace

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado, regente
Maurizio Pollini, piano

Estudos Sinfônicos, Op. 13
04 – Thema. Andante
05 – I. Un Pocu Più Vivo
06 – II. Morcato Il Canto
07 – III. Vivace
08 – Etüde IV
09 – Etüde V
10 – Variation Post. I
11 – Variation Post. II
12 – Variation Post. III
13 – Variation Post. IV
14 – Variation Post. V
15 – Etüde VI. Agitato
16 – Etüde VII. Allegro Molto
17 – Etüde VIII
18 – Etüde IX. Presto Possibile
19 – Etüde X
20 – Etüde XI
21 – Etüde XII. Allegro Brillante

Arabeske Op. 18 – Arabesque
22. Arabesque

Maurizio Pollini, piano

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Carlinus

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonata No. 21 in C Major Op. 53 "Waldstein", Sonata No. 17 in D Minor Op. 31 No. 2 "Tempest" e Sonata No. 26 in E Flat Major Op. 81a "Les Adieux"

Geralmente posto aquilo que ouço. Mas com relação ao CD que ora posto há muito tempo que eu desejava publicizá-lo. Comprei-o há algum tempo numa dessas lojas de shopping. Confesso que não se trata de uma grande gravação como a de um Pollini, Kempff ou Argerich. Mas Jenö Jandó, o interpréte, consegue dá conta do recado nestas três das mais signficativas sonatas de Beethoven – Waldstein, A Tempestade e O Adeus. O húngaro é um competente pianista. Consegue interpretar muito bem. Considero que vale o registro. Confira! A Sonata Waldstein foi escrita em 1803 e 1804 e publicada no ano seguinte. Beethoven a dedicou ao Conde de Waldstein. A sonata explora extraordinariamente a sonoridade do piano, instrumento que Ludwig dominava com grande mestria. Já a Sonata a Tempestade foi composta pelo grande gênio de Bonn em 1802. Segundo certa lenda, afirma-se que Beethoven quando perguntado sobre o significado da peça, aconselhou que o interlocultor lesse A Tempestade, de Shakespeare. Por sua vez, a Sonata O Adeus (Les Adieux) foi composta em 1809. Beethoven escreveu assim no manuscrito do primeiro movimento uma explicação adicional: “O Adeus, Viena, 4 de maio de 1809, na partida de Sua Alteza Imperial o Arquiduque Rudolph” e no mvimento final: “A Chegada de Sua Alteza Imperial o venerado Arquiduque Rudolph, 30 de janeiro de 1810”. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas

Sonata No. 21 in C Major Op. 53 “Waldstein”
01. Allegro con brio 10:25
02. Introduzione: Molto adagio 3:55
03. Rondo: Allegretto moderato 9:00

Sonata No. 17 in D Minor Op. 31 No. 2 “Tempest”
04. Largo – Allegro 8:56
05. Adagio 8:11
06. Allegretto 6:11

Sonata No. 26 in E Flat Major Op. 81a “Les Adieux”
07. Adagio – Allegro (Les adieux) 7:02
08. Andante expressivo (L’absence) 4:28
09. Vivacissimamente (Le retour) 5:31

Jenö Jandó, piano

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Carlinus

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Cussy de Almeida Netto (1936-2010)

O maestro Cussy de Almeida, 74 anos, faleceu às 21h30 desta sexta-feira no Hospital Santa Joana, onde estava internado para se tratar de uma deficiência pulmonar. Segundo a família, seu corpo será velado e cremado neste sábado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. Ele tinha uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o que fazia com que apenas 28% do seu pulmão funcionasse.

Nascido em Natal, Cussy de Almeida deixou cinco filhos. Há dez anos ele se dedicava a dirigir a Orquestra Cidadã Meninos do Coque, que foi indicada em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um dos 100 melhores projetos sociais do mundo. A seleção final ocorrerá em outubro, com a escolha dos 10 melhores projetos em todo o mundo, em uma festa em Dubai, nos Emirados Árabes.

A Orquestra Criança Cidadã, como era mais conhecida, deverá voltar a se apresentar no dia 5 de agosto, regida por um maestro italiano convidado. O repertório será formado por músicas de Luiz Gonzaga e contará com a participação de Alcimar Monteiro. O show deverá se transformar numa grande homenagem ao próprio Cussy.

Maestro, violinista e compositor, Cussy de Almeida realizou, com apenas seis anos, seu primeiro recital em público no Teatro Carlos Gomes, em Natal. Aos onze realizava concertos em várias cidades do Brasil o que motivou seu pai, o pianista, Waldemar de Almeida, a transferir a família para o estado de Pernambuco.

Ao longo de sua carreira, Cussy de Almeida se apresentou em vários países europeus e tornou-se professor das universidades federais da Paraíba e do Rio Grande do Norte e professor convidado da Universidade Federal de Pernambuco. Foi também diretor do Conservatório Pernambucano de Música, onde criou a Orquestra Armorial de Câmara. Criou ainda a Orquestra de Cordas Dedilhadas, a primeira no Brasil formada com instrumentos populares: violões, violas sertanejas de 12 cordas, bandolins e cavaquinho.

Da Redação do Diario de Pernambuco

***

CVL

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J.S. Bach (1685-1750): Suítes Inglesas Completas

Confesso a vocês não ser um apaixonado pelas Suítes Inglesas de Bach. Meu pai, ao dar o nome a elas, foi presciente. Ele sabia do deserto de almas compositoras que sobreviria na Inglaterra entre os nomes de Henry Purcell e Benjamin Britten. Foram quase 300 anos de música de terceira linha. Então, reservou para os britânicos suas melodias mais previsíveis. Não obstante minha opinião, conheço pessoas que roubariam e matariam por elas, principalmente quando tocadas por Gustav Leonhardt, um verdadeiro viagra musical, capaz de erguer até um Cou… perin. Erguer Bach é muito mais fácil, não?

BACH, J.S.: English Suites Nos. 1-3, BWV 806-808

English Suite No. 1 in A major, BWV 806

1. I. Prelude 00:02:19
2. II. Allemande 00:05:45
3. III. Courante I 00:02:14
4. IV. Courante II – 00:02:47
5. Double I – 00:02:48
6. Double II 00:01:27
7. V. Sarabande 00:05:04
8. VI. Bourree I and II 00:05:46
9. VII. Gigue 00:03:23

English Suite No. 2 in A minor, BWV 807

10. I. Prelude 00:06:08
11. II. Allemande 00:04:57
12. III. Courante 00:02:21
13. IV. Sarabande 00:03:54
14. V. Bourree I and II 00:05:02
15. VI. Gigue 00:02:38

English Suite No. 3 in G minor, BWV 808

16. I. Prelude 00:04:19
17. II. Allemande 00:04:43
18. III. Courante 00:02:50
19. IV. Sarabande 00:03:39
20. V. Gavotte I and II 00:03:50
21. VI. Gigue 00:03:15

Total Playing Time: 01:19:09

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BACH, J.S.: English Suites Nos. 4-6, BWV 809-811

English Suite No. 4 in F major, BWV 809

1. I. Prelude 00:06:06
2. II. Allemande 00:03:30
3. III. Courante 00:02:10
4. IV. Sarabande 00:03:25
5. V. Menuet I and II 00:04:17
6. VI. Gigue 00:03:36

English Suite No. 5 in E minor, BWV 810

7. I. Prelude 00:06:27
8. II. Allemande 00:05:00
9. III. Courante 00:03:04
10. IV. Sarabande 00:03:36
11. V. Passepied I and II 00:04:30
12. VI. Gigue 00:03:37

English Suite No. 6 in D minor, BWV 811

13. I. Prelude 00:09:04
14. II. Allemande 00:02:28
15. III. Courante 00:01:42
16. IV. Sarabande 00:03:03
17. V. Double 00:02:40
18. VI. Gavotte I and II 00:05:06
19. VII. Gigue 00:03:36

Total Playing Time: 01:16:57

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Wolfgang Rubsam, piano

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.: intermezzo :. Eric Dolphy: Out There (1960) e Out to Lunch (1964)

É claro que não deveria nunca escrever sobre jazz. Adoro jazz, mas sou muito boêmio. Diferentemente dos eruditos, só ouço os caras de que gosto. Então, meu deus jazzístico é Charlie Mingus — que, dizem, era um compositor erudito que gostava de jazz — , secundado por Ellington, Miles e Dolphy. Os outros, including Coltrane, Parker, Evans e Jarrett, ficam fora de meu Olimpo. É bóbvio que não devo posar de conhecedor. Não pouso, mas indico Dolphy como um grande compositor, improvisador anárquico e originalíssimo que morreu da forma mais estúpida possível a um ser humano.

Sim, ele era diabético. Deu entrada no hospital em coma diabético. Porém, como era músico, os médicos acharam que ele estava drogado e logo voltaria a si. Morreu. Aos 36 anos.

Eric Dolphy tocava saxofone alto, flauta e clarone. Na verdade, foi o primeiro claronista importante como solista no jazz, além de ser dos maiores flautistas do estilo. Em todos esses instrumentos era um improvisador impecável. Nas primeiras gravações, ele tocava ocasionalmente um clarinete soprano tradicional em Si bemol. Seu estilo de improvisação era característico por uma torrente de idéias, utilizando amplos saltos intervalares e abusando das doze notas da escala. Embora o trabalho de Dolphy seja às vezes classificado como free jazz, suas composições e solos possuem uma lógica diferente da dos músicos de free jazz.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Out There
1. Out There 6:52
2. Serene 6:58
3. The Baron 2:54
4. Eclipse 2:43
5. 17 West 4:48
6. Sketch Of Melba 4:36
7. Feathers 5:00

Out to Lunch
1. Hat And Beard 8:24
2. Something Sweet, Something Tender 6:03
3. Gazzellioni 7:23
4. Out To Lunch 12:09
5. Straight Up And Down 8:19

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(Os dois discos estão juntinhos por causa do inverno)

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Barenboim – Live At La Scala – Franz Liszt e Giuseppe Verdi

Daniel Barenboim tem se insinuado como um dos grandes nomes da música na atualidade. Nascido na Argentina, Barenboim atualmente vive em Berlim. Possui nacionalidade espanhola, israelense e palestina, alem da cidadania argentina. No início da carreira, Daniel dedicou-se ao repertório pianístico, gravando obras de Beethoven, Mozart, Chopin e Mendelssohn. Em companhia da sua primeira esposa Jacqueline du Pré, a famosa celista britânica, também gravou significativos trabalhos com música de câmera. Vale destacar o seu trabalho como regente que, particularmente, eu tenho uma grande admiração. Em sua carreira brilhante já fez gravações dignas de respeito de obras de Beethoven, Schumann, Mahler, Richard Strauss entre outras gravações consideráveis. Neste post temos o polivalente músico executando o piano, instrumento para o qual o “cidadão do mundo” Daniel Barenboim, tem bastante habilidade e técnica. A gravação a é ao vivo no extraordinário Teatro La Scala em Milão, Itália, construído em 1778 pela imperatriz Maria Teresa da Áustria. É um CD maravilhoso. Traz grandes peças de Liszt e transcrições para o piano de obras de Verdi interpretadas com grande desenvoltura e habilidade incontestes pelo pianista. Boa apreciação!

Franz Liszt (1811-1886) – Liszt – Live at La Scala

Tre Sonetti del Petrarca
01. Sonetto 47: Benedetto sia’ l giorno
02. Sonetto 104: Pace non trovo
03. Sonetto 123: l’ vidi in terra angelici costume

St. François d’Assise: La Prédication aux oiseaux – Légendes (2), for piano, S.175
04. St. François d’Assise: La Prédication aux oiseaux – Légendes (2), for piano, S.175

Après une lecture du Dante (Fantasia quasi sonata)
05. Après une lecture du Dante (Fantasia quasi sonata)

Giuseppe Verdi (1813-1901) – Verdi transcriptions

06. Aida: Danza sacra e duetto finale, transcription for piano (after Verdi), S. 436 (LW A276)
07. Miserere du Trovatore, transcription for piano (after Verdi) , S. 433 (LW A199)
08. Rigoletto: paraphrase de concert (after Verdi), for piano, S. 434 (LW A187)

Daniel Barenboim, piano

*Recorded live at La Scala on 28 May 2007

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Carlinus

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BEING GIDON KREMER

Depois daquele delicioso disco do Red Priest, trago outros grandes músicos fazendo piada, em grande estilo, com a música clássica.

cdf

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Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) – Stabat Mater, Litaniae De Beata Vergine Maria, Antiphona Veni Sponsa Christi, Mottetto Veni Sponsa Christi, 05. Missa V Sp. Christi e Magnificat VI Toni

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Giovanni Pierluigi da Palestrina é um importante compositor da Renascença. Talvez, um dos mais importantes compositores dos últimos 500 anos. Ele foi um dos principais consolidadores da polifonia. Muito se deve a ele às mutações processadas na forma de compor. Palestrina desenvolveu importantes trabalhos como organista em várias basílicas. Recebeu o nome de Palestrina por ter nascido em uma cidade com tal denominação. Um fato importante sobre o compositor é que ele é o autor de considerável obra – mais de 100 missas, 140 madrigais e 68 motetos entre outros. O estilo de Palestrina nos remete às grandes catedrais; aos períodos em que a Igreja reinava soberana ditando o destino dos homens. Sua música é poderosa e enlevante. Um exemplo é a Antiphona Veni Sponsa Christi encontrada aqui neste CD. É de uma fragrância enlevante que chega a impressionar. O compositor foi bastante famoso enquanto vivo e tornou-se mais propalado depois que morreu. Embora não muito conhecido por aqui, esta é uma oportunidade para conhecer um pouco mais desse genial e importante compositor. Boa apreciação!

Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594) – Stabat Mater, Litaniae De Beata Vergine Maria, Antiphona Veni Sponsa Christi, Mottetto Veni Sponsa Christi, 05. Missa V Sp. Christi e Magnificat VI Toni

Stabat Mater
01. Stabat Mater [12:49]

Litaniae De Beata Vergine Maria
02. Litaniae De Beata Vergine Maria [15:42]

Chapel of King’s College, Cambridge
George Guest, condutor
Thomas Hunt, Michael Turner, alto
John Tudhope, tenor

Antiphona Veni Sponsa Christi
03. Antiphona Veni Sponsa Christi [00:29]

Mottetto Veni Sponsa Christi
04. Mottetto Veni Sponsa Christi [03:08]

Missa V Sp. Christi
05. Kyrie [03:28]
06. Gloria [03:53]
07. Credo [05:54]
08. Sanctus [03:20]
09. Benedictus [02:40]
10. Agnus Dei I [02:08]
11. Agnus Dei II [02:44]

Magnificat VI Toni
12. Magnificat VI Toni [12:25]

Choir of St. John’s College, Cambridge
George Guest, condutor
Thomas Hunt, Michael Turner, alto
John Tudhope, tenor

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Carlinus

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Igor Stravinsky (1882-1971) – Les Noces, Claude Debussy (1862-1918) – First Rhapsody for Clarinet and Orchestra e Sergei Prokofiev (1891-1953) – Cantata for the 20th Anniversary of the October Revolution, for 2 choruses, accordions & orchestra, Op. 74

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Enquanto digito estas palavras, ouço ao fundo as peças deste maravilhoso post – Stravinsky, Debussy e Prokofiev. Neste exato momento estou a ouvir a Cantata para o Vigésimo Aniversário da Revolução de Outubro de Prokofiev, encomendada pelo PCUS (Partido Comunista da União Soviética) para celebrar o vigésimo aniversário da Revolução de Outubro. É um trabalho vigoroso; revelador da paixão do povo soviético pela Revolução de 1917. É magnificente. Gestor de um forte realismo que se volta para cantar as glórias do país. A obra foi escrita entre os anos de 1936 e 1937. Na década de 30, Stálin introduziu na União Soviético o Realismo Soviético, que tanto causou problemas a artistas e intelectuais. Esse Realismo tinha por objetivo orientar a prática da criação de qualquer produto artístico. O Realismo era uma política de Estado para guiar a estética em qualquer campo das produções humanas. Prokofiev, assim, criou essa cantata – um hino que enaltece, canta as glórias do triunfo do povo, quando derrubou o Estado czarista e erigiu a União Soviética. É uma gravação primorosa. Aparecem ainda Les Noces de Stravinsky e um obra doce, vaga, típica de Debussy, a rapsódia para clarinete e orquestra. Boa apreciação!

Igor Stravinsky (1882-1971) – Les Noces
01. Part I, Scene I, The Brides Chamber
02. Part I, Scene II, At the Bridegroom’s
03. Part I, Scene III, The Bride’s Departure
04. Part II, Scene IV, The Wedding Feast

Claude Debussy (1862-1918) – First Rhapsody for Clarinet and Orchestra
05. First Rhapsody for Clarinet and Orchestra

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Cantata for the 20th Anniversary of the October Revolution, for 2 choruses, accordions & orchestra, Op. 74
06. Introduction. ‘A Spectre
07. Philosophers
08. Interlude
09. ‘We Are Marching In Close
10. Interlude
11. Revolution
12. Victory
13. A Pledge
14. Symphony
15. Constitution

Members of the Mariinsky Chorus
London Symphony Chorus

London Symphony Orchestra

Valery Gergiev, regente
Andrew Marriner, clarinete
Irina Vasilieva, soprano
Olga Savova, mezzo soprano
Andrei Ilyushnikov, tenor
Gennady Bezzubenkov, bass

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Carlinus

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Sarapalha – Ópera de Harry Crowl


Avicenna

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Coleção Grandes Compositores 06/33: W.A. Mozart (1756-1791) (II)

Que Mozart é gênio todos sabemos e não temos dúvidas, mas confesso que sua música é tão perfeitinha que acaba não me agradando ou não me empolgando verdadeiramente. Mozart é uma espécie de Beatles da música clássica, algumas pessoas “leigas” sempre escutam e dizem: “Eu gosto dessa música!”, então chega outro que conhece um pouco mais e diz: “Isso é Mozart!”. Com os Beatles acontece algo parecido. Todo mundo gosta de uma determinada música e muitos não tinham a menor ideia que se tratava de Beatles. Mas retirem o que eu disse sobre Mozart no que diz respeito ao Quinteto para Clarineta – esse sim, é fantástico e não canso de ouvir nunca. Talvez tenha exagerado um pouco no meu parecer sobre Mozart, mas é bem próximo disso!

***

Wolfgang Amadeus Mozart tinha 17 anos quando terminou seu primeiro concerto para piano e orquestra. Para um talento tão precoce, foi uma chegada relativamente tardia ao gênero que lhe renderia algumas de suas ricas criações. Mas, em comparação, a mais antiga sinfonia de Mozart data de seus 8 anos; aos 10, compôs uma série de sonatas para violino, e um par de óperas dois anos mais tarde.

No entanto, assim que Mozart descobriu as possibilidades oferecidas pelo concerto para piano passou a cultivá-lo entusiasticamente pelo resto de sua carreira. Ele deu ao mundo aproximadamente duas dúzias de obras originais, nessa forma musical, durante dezoito anos que lhe restaram (os quatro primeiros concertos foram meros arranjos feitos por seus amigos J. C. Bach e outros músicos para trabalhos de sua infância), partituras que continuam a impressionar e deleitar por sua graça, ingenuidade e força expressiva.

Na verdade, Mozart não descobriu o potencial inerente ao concerto para piano a ponto de criá-lo sozinho. Porém suas realizações fizeram com que o gênero evoluísse, de um patamar modesto no qual a orquestra servia principalmente como moldura para o brilho do solista, para um drama absorvente, apresentando dois personagens complexos. O piano e a orquestra não apareciam apenas em alternância, como ocorria nos concertos dos predecessores de Mozart, mas frequentemente em diálogo íntimo, fundindo suas vozes para criar inconsúteis texturas musicais ricamente coloridas.

A orquestra havia se expandido, do coro básico de cordas que satisfizera os compositores de concerto por quase um século, com os recém adicionados instrumentos de sopro assumindo papéis de especial destaque. Mozart equilibrou esse conjunto mais vigoroso, criando partes de brilho excepcional para teclado. O resultado foi um concerto para piano de nível totalmente superior – mais ambicioso, mais intrincado, mais profundo – a todos anteriormente concebidos.

Fonte: encarte do cd.

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 06: W.A. Mozart (II)

DISCO A
Concerto para Piano Nº 27 em Si Bemol, K. 595
01. Allegro (14:31)
02. Larghetto (8:58)
03. Allegro (9:25)
Emil Gilels, piano
Orquestra Filarmônica de Viena, Karl Böhm

Sinfonia Nº 38 em Ré, K. 504 “Praga”
04. Adágio – Allegro (17:40)
05. Andante (11:28)
06. Finale: Presto (7:41)
Orquestra Filarmônica de Viena, James Levine

DISCO B
Quinteto para Clarineta em Lá, K. 581

01. Allegro (9:35)
02. Larghetto (7:04)
03. Minueto (7:19)
04. Allegretto con variazioni (10:18)
Quarteto Allegri
Jack Brymer, clarineta

Fantasia em Dó Menor, K. 475
05. Adágio  – Allegro – Andantino – Più allegro – Tempo I (13:07)
Mitsuko Uchida, piano

Sonata para Piano Nº 14 em Dó Menor, K. 457
06. Molto allegro (5:18)
07. Adágio (8:09)
08. Allegro assai (4:12)
Mitsuko Uchida, piano

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

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Interessante

Dilma se sentou perto de Lily. “Que tipo de música você gosta?”, perguntou a anfitriã. “Clássica. Gosto de Bach”, respondeu a candidata.

PQP

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