John Williams ( 1932 – ) Greatest Hits – Star Wars, Superman…

Sabe aqueles posts que despensam comentários ? Pois é, este é um deles. Quem não conheçe John Williams ? Quem nunca ouviu o tema de Star Wars ? E de Indiana Jones ? E de muitos outros ?
Para mim John Williams é um mestre. Andei pensando em alguém com quem comparar e achei que Mahler é uma boa( a sociedade dos amantes de Mahler vai me matar por tal comparação …). Assim como Mahler, John Williams sabe canalizar na música o sentimento. É claro que na época de Mahler, ele escreveu o que ele sentia, e John Williams o que o filme ( musical ) precisa. Pensem que John recebe os textos dos filmes e a partir deles cria a música. É claro que durante a produção são feitas algumas mudanças mais nada muito brusco. Creio ainda que John é um dos maiores compositores da atualidade.
Muitos o menosprezam por ”vender” a sua arte e até por ser compositor de Hollywood, mas eu acho fantástico. Alguns aqui no blog sabem a minha restrição em relação a dissonância e ao atonalismo, mas a música atonal de John é uma das poucas que eu consigo ouvir e apreciar. Muitos ainda não gostam de trilha sonora. Fazer o que então né ?! ? Gosto é gosto. Então é isso, tenham uma boa audição e se alguém quiser complementar, a caixa de comentários está sempre aberta.

John Williams – Greatest Hits

Disc 1
01 Star Wars – Main Title 5:44
02 E.T. – Flying Theme 3:42
03 Superman – Main Title 4:25
04 Indian Jones and the Temple of Doom – Parade of the Children 4:53
05 Sugarland Express – Theme 3:35
06 Jaws – Theme 2:31
07 Olympic Fanfare and Theme 4:28
08 Return of the Jedi – Luke and Leia 5:02
09 The Reivers – Main Title 5:13
10 The Empire Strikes Back – The Imperial March 3:04
11 Indana Jones and the Last Crusade – For Motorcycle and Orchestra 2:48
12 Empire of the Sun – Cadillac of the Skies 4:58
13 Raiders of the Lost Ark – The Raider’s March 5:11
14 Close Encounters of the Third Kind – Suite 9:46
Total Disc Time: 66:11

Disc 2
01 Saving Private Ryan – Hymn to the Fallen 6:10
02 Jurassic Park – Theme 5:29
03 Schindler’s List – Theme 3:32
04 Hook – Flight to Neverland 4:41
05 Seven Years in Tibet – Seven Years in Tibet 7:09
06 JFK – Prologue 4:00
07 Stepmom – The Days Between 6:27
08 1941 – March 4:14
09 Home Alone – Somewhere in My Memory 4:54
10 Summon the Heroes 6:14
11 Rosewood – Look Down, Lord 4:12
12 Far and Away – Theme 5:34
13 Born on the Fouth of July – Theme 6:20
14 Star Wars Episode 1: The Phantom Menace – Duel of the Fates 4:14

Conducter: John Williams

Performers: London Symphony Orchestra, Boston Pops Orchestra, The Skywalker Symphony Orchestra, American Boychoir, Tanglewood Festival Chorus, Pittsburgh Symphony Orchestra, Yo-Yo Ma, Itzhak Perlman, Tim Morrison, Christopher Parkening

Date of release: November 1999

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Gabriel Clarinet

33 comments / Add your comment below

  1. é muito mais fácil aceitar a dissonância e os experimentalismos da música quando eles têm o contexto visual, vide Bernard Herrmann, Toru Takemitsu, etc… e depois a situação se inverte, levando meu pai, por exemplo, a falar que minha música é música de filme de terror, ao invés de simplesmente um lixo de música :). Talvez a não-difusão dessa música moderna que já é velha se deva à falta de contexto anterior que ela apresenta pros ouvintes. Mas música atonal de John Williams? Onde?

    Boa postagem, adoro música de filme, desculpe as divagações.

  2. O maior das américas é o nosso Villa-lobos, que deixa o Willians bem lá atrás também, e por falar no Villa, uma infelicidade não termos mais posts do compositor da lenda do Cabloco, Impressões seresteiras, valsa da Dor e centenas de outras igualmente belas!!

  3. Não ouvi ainda, estou baixando, mas vou comentar assim mesmo.
    Willians é acima de tudo um compositor extremamente competente. Aquele diálogo entre Beethoven e o narrador de “MInha Amada Imortal”, lembram?

    B. – O que a música faz?
    N. – Exalta a alma.
    B. – ERRADO! Quando você ouve uma marcha sua alma se exalta? NÃO! Ela MARCHA! Quando ouve uma missa ela se exalta? NÃO! Ela COMUNGA! Quando ouve um réquiem ela se exalta? NÃO! Ela CHORA!!!!

    Concordo plenamente com o maestro. E Willians faz isso com maestria. Tem coisa mais assustadora que o tema de Tubarão? Mesmo sem pensar no filme, é assustador. Acho que a eficiência em despertar sensações no ouvinte é que faz um grande artista, e isso ele consegue em Tubarão, E.T., Star Wars (ADOOOOORO a marcha Imperial), Indiana Jones, etc, etc.

    Pode parecer exagero, mas acho que a música faria mais falta ao filme que o filme à música. Amanhã vou experimentar ouvir as músicas sem os filmes. Depois vou dar um jeito de ver o filme.

  4. Realemnte não conheço as obras de ocncerto do Williams, Gabriel, ainda assim, acho que minhas divagações procedem. Ficou parecendo que eu quis desmerecer a sua afirmação do atonalismo do Williams, mas não é isso não, eu queria mesmo saber onde 🙂 Até mais.

  5. Post simplesmente sen-sa-cio-nal!
    Apesar de minha ainda imatura idade no mundo do que é realmente bem produzido, bem pelo menos não mais, tenho imenso respeito ao trabalho por publicar grandes obras!
    Meu muito obrigado. E, por favor, continue o bom trabalho.

  6. John Williams é um compositor muito hábil, dos melhores que o cinema tem. As trilhas para os filmes de Indiana Jones, por exemplo, são muito bem feitas e divertidas. O tema de abertura de “Prenda-me se for capaz” é ótimo. Mas creio que sejam peças que não se sustentam autonomamente, sem o suporte cinematográfico.

    É evidente que Williams não pode ser um autor inovador, já que seu métier exige justamente que ele seja bom no uso de estereótipos e chavões – dissonâncias e instabilidade harmônica em trechos aterrorizantes, longos legatos nas cordas nas cenas românticas, melodias modais para cenários orientais e assim por diante. São todos “tiques” que vêm do século 19 e do início do século 20 e que já fazem parte do inconsciente coletivo. Além de sua qualidade técnica, é por isso as trilhas de Williams funcionam tão bem.

    Mas nunca ouvi sua música de concerto. A crítica internacional a considera morna.

  7. Desculpe-me a intromissão Lucas,mas as suas divagações fazem menção à música programática porém o atonalismo na música de Williams só está presente em suas obras não-comerciais.Não obstante,é uma ótima postagem.Também sou fan de trilhas sonoras e música programática em geral(podem dizer o que quiser!)

  8. Sendo franco, não acho nada de mais no trabalho de John Williams. Não por ele ser famoso ou ter suas composições voltadas para o cinema, somente acho meio sem graça. Mas, de fato, preciso conhecer melhor sua obra para opinar com mais valor.

    [Visitem http://euterpe.blog.br/, um dos trabalhos mais belos da internet brasileira.]

  9. Tenho muita raiva do tema do Darth Vader do Star Wars, porque sempre se interpõe na minha mente quando quero lembrar da Cavalgada das Valquírias. É um saco!
    Eu, particularmente, não vejo graça nenhuma em música industrial cheia de gramáticas afetuosas. Agradeço ao blog por dar nome a um homem que eu secretamente vinha odiando. Valeu.

  10. John Willians é normal, acho que se alguém quiser falar de grandes compositores do cinema, que fale num Nino Rota ou Ennio Morricone, aí sim, o nível é alto e a comparação com Mahler, se ainda assim, é grande, já não é pelos absurda!

  11. Fantástica postagem! Fico triste que muitos ainda acham as trilhas sonoras um saco! Comercial demais! Mas digam a verdade, quantos grandes compositores do passado não aceitaram “encomendas” dos seus patrões? Eles talvez preferissem ter feito outra coisa, mas precisavam do dinheiro! Quer coisa mais comercial do que isso? Os compositores de trilhas sonoras são muito criativos, isso não há como negar! Afinal seus empregadores chegam com os mais extravagantes pedidos! Já ouviram a trilha de “A Origem” do Hans Zimmer? O camarada chega pra você e pede uma música sobre um sonho que está desabando! E você tem que se virar nos trinta! Os caras tem menos de duas semanas em média para entregar uma trilha sonora completa, já com tudo gravado! Para mim esses compositores também são grandes artistas da música moderna! É claro que existe porcaria, assim como existe em qualquer período musical!

  12. Hans Zimmer, passo. A trilha de “Gladiador”, por exemplo, é das coisas mais kitsch já compostas. (Bom, o filme em si também é uma bomba, então…)

    Qualidade de obras de encomenda: varia. “A vitória de Wellington”, de Beethoven, é o horror. Aquelas aberturas de Wagner (“Centenário americano” etc) são qualquer nota. Mas os balés da fase russa de Stravinsky foram todos encomendados (assim como várias outras obras suas). O Concerto para órgão, cordas e tímpano de Poulenc, o Concerto para violino no. 2 de Bartók, a música incidental de “Peer Gynt” de Grieg… todas obras-primas, todas encomendadas.

    Não dá pra julgar música por esse critério. John Williams é um compositor hábil, mas sem sal, por sua música mesmo, e não pelo fato de viver de escrever trilhas de cinema.

  13. José Eduardo:

    O pior é que a música de cinema está deixando os períodos áureos do Morricone, Rota, Mancini, Williams, etc. para entrar na fase dos “enlatadões” estilo “Hans Zimmer”.

    Como esse cidadão consegue ter tanta popularidade? Tem gente que o idolatra!!! Será que o mesmo tipo de “feitiço” que usam Sarah Brightman, Andrea Bocelli, etc.? hehe

  14. A faixa nº8 do CD2,”1941-March” me fez lembrar do maestro John Philip Sousa.
    Não há nada dele postado aqui.
    Qual a possibilidade de encontrarmos algo desse compositor aqui,num futuro breve?
    Obrigado,e parabéns pelo blog!

  15. John Williams é inigualável, suas composições são mais que excelentes, são incríveis. Conheci John pelas composições das trilhas sonoras dos 3 primeiros filmes de Harry Potter, (saga pela qual sou apaixonada) e simplesmente amei. Ele também ficou marcado por Super Man, Star Wars, Jurassic Park, Indiana Jones… As composições de John Williams são encantadoras, marcantes. Para os que gostam de trilhas sonoras, John Williams com certeza deve estar na lista de seus compositores prediletos. Enfim, ele possui um jeito único de compor, mas suas composições são sempre inovadoras.

  16. John Williams tem algo que ninguém aqui parou pra falar. Através de suas composições extremamente belas e populares (porque não grudentas?), ele incentiva que seus ouvintes se interessem por música orquestral e venham a procurar mais sombre suas fontes de inspiração, que são claramente românticas/pós-românticas.

    Qyerem um exemplo: eu em pessoa. Antes de gostar de Mahler, Brhams, Beethoven ou Dvoràk, eu ouvia trilhas sonoras e me deleitava com os temas simples e grudentos de Williams e de outros compositores de trilhas sonoras, como Ennio Morricone e Elmer Bernstein. Até hoje ainda me pego cantarolando o tema de Star Wars quando não estou cantarolando uma dança húngara qualquer.

  17. Senhores,
    Existem belas obras de John Williams, escritas para o cinema, que, infelizmente, ainda são pouco conhecidas. Nelas podemos ver o grande compositor que ele é. Aqui estão algumas:
    JANE EYRE, A FÚRIA, AS CINZAS DE ANGELA, MONSIGNOR, DRACULA e THE RIVER.
    Nestes trabalhos sentimos a capacidade criativa de Williams, indo da dramaticidade sinfônica à música country. É sabido que John Williams teve grande influência do grande Erich Wolfgang Korngold (Que o gênio MAHLER conheceu pessoalmente e gostou. Assim narra a história) e sua predileção por orquestrações opulentas, ricas e majestosas. Com tudo isso, ganhamos todos nós que podemos ouvir a música em seu mais alto nível. Quando falo isso, não me refiro apenas a John Williams, mas também ao próprio Korngold, Herrmann, Tiomkin, Rózsa, Morricone, Rota, Goldsmith, Barry, Steiner, Waxman e muitos outros compositores do cinema.
    Mudando de assunto, já percebi que a maioria dos Srs. gosta de MAHLER e BEETHOVEN. Afirmo-lhes que ambos são meus compositores de toda uma vida e, sobre eles, voltarei a escrever em outra oportunidade. Afinal, sua música é para além deste plano. Muito Obrigado

  18. Gosto muito das músicas de filmes do John Williams, mas não sabia que ele era erudito ao ponto de compor obras atonais. Também não acho isso importante, o que importa é que passamos por várias experiências em nossas vidas e as marcamos, muitas vezes, com música. Acho a música dele bem divertida, envolvente… Será que ele tem algo mais a dizer através da música? Esta pergunta não me impede de apreciar esta faceta do seu trabalho. Também não podemos esquecer daqueles que lhe dão assistência: Yo-Yo Ma, Itzhak Perlman… Sem falar no Copland, o pai dos compositores americanos para cinema, certamente uma referência para ele. Alias o Copland fez MUITA música para o cinema e não creio que isso desqualifique seu legado. Enfim, John Williams é um sujeito de talento, bem acessorado e mais respeitável do que alguns aqui querem fazer crer. Não é Mahler, Vivaldi, Mozart ou o Padre José Maurício. Mesmo asssim sua música deixou marca na vida de muitos. Só isso, é o suficiente, é o que importa. Quanto ao atonalismo, não deveria valer por si só. Afinal, a música tonal a gente leva com a gente para qualquer lugar e a executa assobiando, a outra não. Quem gosta de música é abençoado por poder ouvir, executar e fazer música, seja ela tonal ou atonal, canção ou instrumental, etc.

  19. A comparação Williams/Mahler não é apropriada pelo fato de serem dois compositores de contextos bem diferentes. O que importa é que John Williams é um dos melhores compositores eruditos da modernidade, autor de obras famosas que encantam gerações com seus temas inesquecíveis e emocionantes, de alta qualidade…Certamente ele nunca será esquecido e entrará para os álbuns de Música Clássica do futuro.

    1. *Música atonal é um porre.
      *O grande problema da música de John Willians é que seu compositor ainda não morreu.
      *Escreve-se “heresia”, com “h”.
      *E POR FAVOR, alguém reabilite essa postagem porque eu não fiz o download e o link é do finado Megaupload!! Buaahh 😛

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