Alexandre Tharaud interpreta Mauricio Kagel (1931-2008)

Como prometido, aí está o cd do Alexandre Tharaud interpretando obras do compositor e cineasta argentino Mauricio Kagel (radicado na Alemanha desde que tinha vinte e poucos anos). Não que eu seja um connaisseur do compositor, mas já dei uma boa garimpada na discografia dele, e nada me agrada tanto quanto este álbum. Toda possível jovialidade e e todo bom humor que se esperam de Kagel estão aqui e, creiam, não é só encenação (o que, tristemente, me parece acontecer com alguma frequência), mas resultam em uma música atraente e instigante. O período das obras aqui apresentadas pega bem uma época de transição, saindo da fase serial do início de carreira (que pega os anos 1950 e início da década de 1960) para uma fase abertamente pós-moderna (seja lá o que isso signifique), que se sedimentou no chamado teatro musical, no qual o compositor volta a lançar mão da tonalidade, numa obra de sonoridade mais adocicada, mas colorida com elementos aleatórios, recursos eletrônicos e uma encenação cômica, num resultado que nem de longe parece indicar um retrocesso da vanguarda, bem ao contrário.

Além de postar o cd aqui, coloquei um vídeo do Youtube com seu filme mais famoso, Ludwig van (1969), para quem quiser dar uma olhadela, muito embora eu não me anime muito com ele. A obra apresentada no cd com o mesmo nome, em compensação, é bem mais interessante.

E sobre o cd em si, por preguiça, traduzo (grosseiramente) um texto da BBC Music Magazine:

Que compositor vivo nomearia uma peça segundo o termo médico para unha encravada (Unguis incarnatus est), lembrando-nos maliciosamente que a expressão ‘incarnatus est’ também ocorre na missa em latim; e então, na mesma peça, cita fragmentos distorcidos de Nuages gris de Liszt enquanto pede ao pianista para fazer  um calculado e indiscreto barulho com seu metafórico ‘Unguis incarnatus’, explicitamente com o pedal? Somente um: Mauricio Kagel, o bufão na corte solene da vanguarda. Seria inadequado chamar de perspicazes essas divertidas subversões da Grande Tradição Ocidental, elas são demasiadamente sinistras e violentas para isso. Alexandre Tharaud se lança nessa brincadeira com gosto, e ele também traz uma incrível variedade de toques para a própria música. Nem toda a música é escura: há momentos de beleza tranquila e iluminada em Rrrrrrr… (baseado em mecanismos musicais iniciados pela letra R, caso isso  interesse). E nos fragmentos semi-lembrados de Beethoven em Ludwig van parece até que o compositor baixou, o que é bem captado pelo excelente conjunto, que inclui o maravilhoso barítono francês François Le Roux. E a gravação é fabulosamente detalhada sem ser clínica. O CD é uma introdução atraente, senão de arrepiar, para um compositor extremamente influente.

Ivan Hewett


Mauricio Kagel (1931-2008)


Mauricio Kagel – Alexandre Tharaud

1. Pieces for Organ (from ‘Rrrrrrr…’): Ragtime – Waltz
2. Pieces for Organ (from ‘Rrrrrrr…’): Rondeña (piano à quatre mains)
3. Pieces for Organ (from ‘Rrrrrrr…’): Rosalie
4. Pieces for Organ (from ‘Rrrrrrr…’): Rossignols enrhumés (piano préparé)
5. Pieces for Organ (from ‘Rrrrrrr…’): Râga
6. Ludwig van, film score: I
7. Ludwig van, film score: II
8. Ludwig van, film score: III
9. Ludwig van, film score: IV
10. Ludwig van, film score: V
11. Ludwig van, film score: VI
12. Ludwig van, film score: VII
13. Ludwig van, film score: VIII
14. Ludwig van, film score: IX
15. Der Eid des Hippokrates (‘Hippocrates’ oath’), for piano, 3 hands
16. Unguis Incarnatus Est, for piano & any bass sustaining instrument
17. Mm51, for piano

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itadakimasu

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Kammermusik – Cds 1 e 2 de 5 – Musica Antiqua Köln – Reinhard Goebel

Johann Sebastian Bach, se vivo fosse, teria feito 326 anos de idade. Para muitos, foi o maior compositor de todos os tempos, um dos grandes gênios da humanidade, uma das provas de que o ser humano tem jeito sim, e o fato de que em pleno Século XXI ainda ser admirado e estudado é uma prova disso.
Ouço Bach desde meus sete anos de idade, quando me caiu em mãos um LP do Ralph Kirkpatrick tocando as Variações Goldberg, álbum que tenho até hoje, depois de quase 40 anos.
De minha parte, FDPBach, preparei este “presentaço”: uma caixa com 5 cds com a obra camerística de Bach, interpretadas pelos grandes especialistas nesse repertório, o conjunto Musica Antiqua Köln, dirigido por um dos ídolos daqui do blog, Reinhard Goebel. Por questões de ordem prática, e antes de tudo, falta de tempo para subir cinco cds num final de semana, estou postando hoje os dois primeiros cds da série.
Não consegui encontrar na amazon o box set que tenho, apenas este aí ao lado, mais completo. E diga-se de passagem está muito barato, trinta e oito dólares por 8 cds, vale mesmo a pena.

Johann Sebastian Bach – Kammermusik – CD 1 de 5 – MAK – Goebel

CD 1

01 Sonata No 1 in B Minor for Violin and Harpsichord – BWV1014 – I. Adagio
02 Sonata No 1 in B Minor for Violin and Harpsichord – BWV1014 – II. Allegro
03 Sonata No 1 in B Minor for Violin and Harpsichord – BWV1014 – III. Andante
04 Sonata No 1 in B Minor for Violin and Harpsichord – BWV1014 – IV. Allegro
05 Sonata No 2 in A Major for Violin and Harpsichord – BWV1015 – I. [ohne Satzbezeichnung]
06 Sonata No 2 in A Major for Violin and Harpsichord – BWV1015 – II. Allegro assai
07 Sonata No 2 in A Major for Violin and Harpsichord – BWV1015 – III. Andante un poco
08 Sonata No 2 in A Major for Violin and Harpsichord – BWV1015 – IV. Presto
09 Sonata No 3 in E Major for Violin and Harpsichord – BWV1016 – I. Adagio
10 Sonata No 3 in E Major for Violin and Harpsichord – BWV1016 – II. Allegro
11 Sonata No 3 in E Major for Violin and Harpsichord – BWV1016 – III. Adagio ma non tanto
12 Sonata No 3 in E Major for Violin and Harpsichord – BWV1016 – IV. Allegro
13 Sonata No 4 in C Minor for Violin and Harpsichord – BWV1017 – I. Siciliano ( Largo)
14 Sonata No 4 in C Minor for Violin and Harpsichord – BWV1017 – II. Allegro
15 Sonata No 4 in C Minor for Violin and Harpsichord – BWV1017 – III. Adagio ma non tanto
16 Sonata No 4 in C Minor for Violin and Harpsichord – BWV1017 – IV. Allegro assai
17 Sonata No 5 in F Minor for Violin and Harpsichord – BWV1018 – I. Largo
18 Sonata No 5 in F Minor for Violin and Harpsichord – BWV1018 – II. Allegro
19 Sonata No 5 in F Minor for Violin and Harpsichord – BWV1018 – III. Adagio
20 Sonata No 5 in F Minor for Violin and Harpsichord – BWV1018 – IV. Vivace

Reinhardt Goebel – Violin
Robert Hill – Cembalo

CD 2

01 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019 – I. Allegro
02 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019 – II. Largo
03 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019 – III. Allegro
04 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019 – IV. Adagio
05 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1019 – V. Allegro
06 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1020 – I. Ohne Satzbezeichnung
07 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1020 – II. Adagio
08 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1020 – III. Allegro
09 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1022 – I. Ohne Satzbezeichnung
10 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1022 – II. Allegro e presto
11 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1022 – III. Adagio
12 Sonata for Violin and Harpsichord – BWV1022 – IV. Presto
13 Fugue for Violin and Harpsichord – BWV1026 – Allegro
14 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – I. Fantasia
15 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – II. Courante
16 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – III. Entree
17 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – IV. Rondeau
18 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – V. Sarabande
19 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – VI. Menuett
20 Suite for Violin and Harpsichord – BWV1025 – VII. Allegro
21 Sonata for Violin and Bass Continuo – BWV1021 – I. Adagio
22 Sonata for Violin and Bass Continuo – BWV1021 – II. Vivace
23 Sonata for Violin and Bass Continuo – BWV1021 – III. Largo
24 Sonata for Violin and Bass Continuo – BWV1021 – IV. Presto

Reinhard Goebel – Violin
Robert Hill – Cembalo
Jaap Ter Linden – Cello

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

14th International New Music Week 2004 – Bucareste

Aí vai mais um cd de música romena. Embora seja sempre agradável ouvir um Niculescu, a peça gravada aqui, Sequentia (1994) para flauta, clarinete, violino, violoncelo e percussão, não é do que mais me surpreende nele. É de sua última fase, abertamente sacra, com peças em geral um pouco mais escuras e muito densas. Prefiro o momento anterior, doce sem deixar de ser denso, expressivo sem deixar de ser arrojado (ao contrário de compositores como Rautavaara, que realmente deram para trás para encontrarem comunicação). Ainda assim, como já dizia, a peça é interessante, guarda um sabor meio jocoso, apesar da sacralidade óbvia. Outras peças do período, como as sinfonias 4 e 5 também são muito fortes, com momentos de beleza soberba. O que me incomoda, talvez, é a sensação de reinserção na ambientação mais típica da música de vanguarda, ainda que com estilo. Sinto muita semelhança com o Lutoslawski de Mi-Parti e Livre para Orquestra (duas das minhas prediletas deles, por sinal) pelo ar grandioso, um tanto difuso, belo mas um tanto quanto assustador (sem falar na heterofonia). O Niculescu outsider me instigava mais.

O quer realmente pega aqui é a introspectiva rouaUruauor, para as 9 da manhã, de Octavian Nemescu (1940). O compositor usa durante quase toda a peça uma base eletrônica relativamente estática e vai ornamentando sem uma preocupação coesiva. Os lampejos sonoros que vão se sucedendo, pouco preocupados com conexões e desenvolvimento, são eivados de uma força religiosa, um transe, ainda que no final das contas a música não trate disso. A peça em questão faz parte de um ciclo que o compositor compôs para as 24 horas do dia.

Ainda que eu tenha enfatizado as peças do Nemescu (por ser a mais fantástica do cd, na minha opinião) e a do Niculescu (dada minha adoração pela música dele), as outras duas peças chamam igualmente a atenção. Para cello e fita magnética, a peça Shadow III, de Doina Rotaru, tem um início deslumbrante, e a fusão entre o cello e a fita magnética resulta em uma sonoridade muito cativante. Finalmente, o Concerto para sax de Sorin Lerescu é de uma doçura ímpar, às vezes até me recordando o Niculescu dos anos 80 (o que, aliás, não me parece fortuito, já que várias de suas peças me passam essa sensação). Vou ver se posto logo suas sinfonias (aproveitando que já tenho o link pronto) para ter opiniões sobre a semelhança, por exemplo, entre o clima das sinfonias 2 e 3 do Niculescu com as do Lerescu.

Mais informações sobre a Semana de 2004, clique aqui.

Boa audição!

14ª Semana Internacional de Música Nova de Bucareste (2004)

01 Stefan Niculescu – Sequentia (1994), para flauta, clarinete, violino, violoncelo e percussão
02 Doina Rotaru – Shadow III, para cello e fita magnética
03 Octavian Nemescu – rouaUruauor, para as 9 da manhã
04-05 Sorin Lerescu – Concerto para sax e orquestra

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itadakimasu

George Enesco (1881-1955) – Roumanian Rhapsody, n°1, op. 1, Franz Liszt (1811-1886) – Hungarian Rhapsodies, n° 1 – 6

Um CD delicioso, divertido, daqueles que temos vontade de sair dançando quando ouvimos suas belas e alegres melodias. E olha que ele foi gravado há 50 anos atrás.
O elemento central dessas obras é a música folclórica em suas variantes. No caso de Enesco, temos o folclore romeno, e no caso de Liszt, o folclore de seu país natal, Hungria. Adoro assistir aqueles grupos de danças folclóricas. Poloneses, russos, húngaros, romenos, não importa. Sua cultura é riquíssima, e as coreografias sempre tem suas particularidades.
O CD inicia com uma obra para mim até pouco tempo atrás desconhecida, A Rapsódia Romena n°1, do compositor romeno Georges Enescu, que tenho ouvido com mais atenção nos últimos tempos. A obra tem um ritmo contagiante, e as melodias são riquíssimas. Ponto para Dorati ao acrescentar esta obra, num CD que tem as deliciosas Rapsódias Húngaras de Franz Liszt, obras que creio que todos conhecemos, se não todas, ao menos algumas passagens memoráveis. E são estas Rapsódias que trazem a energia pulsante e colorida do folclore húngaro. Tenho estas mesmas obras tocadas no piano, mas nada como uma Sinfônica de Londres para dar o brilho e mostrar a riqueza da orquestração. É este o meu Liszt favorito.
Lembro de ter ouvido uma destas rapsódias pela primeira vez quando ainda era adolescente, num LP que pertencia à uma velha coleção de obras chamadas Clássicos Ligeiros, que encontrei na casa de minha avó. Ela acabou me dando aquele LP que tinha Chabrier, Liszt, Bizet, entre outras destas obras mais vivas e alegres, ou ligeiras, como eles a chamavam.
Antal Doráti está como sempre impecável neste repertório. É a sua praia. E a Sinfônica de Londres não precisa de apresentação. Como sempre, um dos melhores grupos orquestrais que existe. Sugiro, se possível, botarem o volume bem alto quando ouvirem este CD, ele é contagiante, quando vocês menos esperarem estarão dançando pela sala.

01. George Enesco – Roumanian Rhapsody n°1, op.11
02. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°1 in F Minor
03. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°2 in D Minor
04. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°3 in D Major
05. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°4 in D Minor
06. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°5 in E Minor « Héroïde Élégiaque »
07. Franz Liszt – Hungarian Rhapsody n°6 in D Major « Carnival in Pesth »

London Symphony Orchestra
Antal Dorati – Conductor

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FDPBach

Gilberto Agostinho (1986): Quartetos 1 e 2, Momenti, Suíte para Órgão, Sonata para Piano, Suíte em Estilo Antigo, Five postcards

O texto abaixo é do compositor Gilberto Agostinho, que aqui nos apresenta um bela seleção de obras de sua autoria. Como eu me chamo PQP e sou incontrolável, acrescentei uma obra de minha preferência àquelas escolhidas pelo autor. Desnecessário dizer que o fiz inteiramente sem sua autorização. Não tenho culpa se o cara me manda as músicas. Foda-se, para falar cortesmente. Em razão disso, a extraordinária Five postcards for flute and piano não é descrita no texto de Gilberto.

A foto de Gilberto Agostinho que acompanha o post foi descrita pelo autor pela expressão “Mamãe, olha como sou inteligente e educado”. Talvez seja.

PQP

~o~

Caros,

Para os que não me conhecem, meu nome é Gilberto dos Santos Agostinho Filho, nasci em São Paulo e tenho vinte e cinco anos, e eu sou um estudante de composição e regência. Eu fui estudante de música na USP, mas o curso de composição me deixou muito insatisfeito. Ao mesmo tempo, eu frequentava aulas particulares de composição com o meu grande mestre, Mário Ficarelli. Após um ano e meio de estudo intensivo com ele, eu fui aprovado no Conservatório de Praga, na República Tcheca, onde eu estudo há três anos, e em breve eu irei inicar meu curso na Academia de Artes de Praga.

E cá estou eu novamente me jogando na cova dos leões. Brincadeiras à parte, eu gostaria de apresentar algumas composições novas a vocês. De um ano e meio para cá, eu escrevo quase unicamente música dodecafônica. No começo, eu compunha em um estilo rigoroso, respeitando todas as regras propostas por Arnold Schönberg, mas com o passar do tempo eu desenvolvi uma visão pessoal desta técnica. Bem, mesmo o Schönberg quebrava suas próprias regras, então por que não ter uma visão renovada desta técnica composicional? Eu nunca me dei por satisfeito com o sistema tonal, sempre senti que é preciso um esforço desnecessário para evitar soluções triviais, e no final das contas este sistema está desgastado demais, e quase qualquer solução remete a algo já escrito. O sistema dodecafônico me deu a liberdade que eu tanto buscava, ao mesmo tempo que um estilo que muito me agrada.

Sobre estes arquivos de áudio, assim como a outra postagem das minhas músicas aqui no PQP, eles não são gravações feitas por instrumentistas reais, mas sim gravações “virtuais”, utilizando softwares de música. Mas a novidade é que eu estou utilizando uma nova tecnologia chamada “Virtual Studio Technology Instrument” (ou VSTi para os íntimos), que nada mais é do que uma gravação de um instrumento real, nota por nota, e não uma tentativa de replicar o som utilizando um sitetizador. Em termos mais simples: estes mp3 soam muito, mas muito melhor do que os anteriores!

Para finalizar, eu gostaria de escrever brevemente sobre cada uma das composições desta postagem.

Quarteto de Cordas No.1

Este quarteto foi a minha primeira obra dodecafônica, mas continua sendo uma das minhas composições favoritas. É dividido em três movimentos, o primeiro sendo rápido, o segundo lento e o terceiro uma fuga tripla, sendo que um dos três temas desta fuga é o tema principal do primeiro movimento. Esta é uma obra dodecafônica escrita de uma maneira rigorosa, respeitando todas as regras propostas por Schöenberg.

Quarteto de Cordas No.2 ‘Stabat Mater’

O segundo quarteto é relativamente mais fácil de se ouvir. Aqui eu já comecei a adaptar o sistema dodecafônico às minhas necessidades pessoais. Este quarteto é composto em dois movimentos, ambos lentos, e é baseado no texto medieval “Stabat Mater”. Mas eu já devo dizer que esta não é uma obra puramente religiosa; aqui o tema do texto é explorado de uma forma muito mais ampla, é o sofrimento, seguido da resignação, que importam, não a mãe bíblica. Na partitura, eu anexei o poema “Canção Amiga”, de Drummond, pois, de alguma forma, eu acredito que isto ajude a quebrar o caráter religioso de algumas possíveis interpretações.

‘Momenti’, para Violão, Clarinete e Trompa

Este trio utiliza uma séria dodecafônica criada por Schönberg, chamada “Série maravilhosa”, pois esta possui vários elementos interessantes de simetria. Sem que entremos em algo mais técnico, a idéia principal deste trabalho é, como o nome já diz, explorar pequenos momentos musicais. São seis movimentos, todos fluentes e pensados sempre em forma horizontal, ou seja, melodicamente. Na partitura, eu não utilizo nenhuma marcação de compassos, e isto ajuda a passar esta idéia de fluência e organicidade a qual eu tento explorar aqui.

Suite para Órgão, baseada num tema de G.Mahler

Esta suite é baseada no tema do Adagio da Décima Sinfonia de Gustav Mahler. São quatro movimentos, finalizando com uma fuga. Este trabalho também é dodecafônico, mas aqui este sistema é utilizado de uma forma muito menos rigorosa, e portanto muito mais pessoal.

Sonata para Piano, No.1

Esta é a mesma sonata já postada aqui no PQP, mas revisada há pouco tempo atrás. Minha primeira obra atonal, foi uma das minhas composições que mais agradaram aos leitores do PQP na última postagem, e por isto eu decidi incluí-la novamente aqui. A qualidade do som está muito melhor do que na postagem antiga, devido ao novo software que eu utilizo para criar estes arquivos mp3. Além disto, eu acredito que ela esta está muito melhor estruturada depois da revisão.

Suite para Cravo e Violoncelo, em Estilo Antigo

E para finalizar, esta suite é uma obra nostálgica. Eu sou um grande admirador do período barroco, e também de música contrapontística de uma maneira geral, e por isto eu decidi me propor um desafio: será que eu ainda conseguiria escrever algo tonal e respeitando todas as regras do contraponto clássico? Pois bem, eis o resultado. Diga-se de passagem, esta obra é dedicada ao meu grande amigo Milton Ribeiro, que também tem um blog aqui no OPS!, o qual eu altamente recomendo.

Acho que é isto então. Caso alguém tenha interesse em entrar em contato comigo, meu email é gsagostinho@hotmail.com, seja para fazer críticas ou tecer elogios – o importante é o feedback. E, desde já, muito obrigado pelo interesse nas minhas composições. Eu espero que elas agradem a vocês.

Um grande abraço a todos,
Gilberto Agostinho

Gilberto Agostinho (1986): Quartetos 1 e 2, Momenti, Suíte para Órgão, Sonata para Piano, Suíte em Estilo Antigo, Five postcards

01 String Quartet No.1 – Molto andante, Adagio, Allegro
02 String Quartet No.1 – Lento assai
03 String Quartet No.1 – Fuga-Andante deciso

04 String Quartet No.2 – Adagio Maestoso
05 String Quartet No.2 – Elegia-Grave

06 ‘Momenti’ for Clarinet, French Horn and Guitar

07 Suite for organ – Introduction
08 Suite for organ – Toccata
09 Suite for organ – Chorale
10 Suite for organ – Fuga

11 Sonata for piano – Allegro energetico
12 Sonata for piano – Fuga con variazione

13 Suite for Cello and Harpsichord – Overture
14 Suite for Cello and Harpsichord – Allemande
15 Suite for Cello and Harpsichord – Courant
16 Suite for Cello and Harpsichord – Sarabande
17 Suite for Cello and Harpsichord – Air
18 Suite for Cello and Harpsichord – Minuet
19 Suite for Cello and Harpsichord – Gigue

20 Five postcards for flute and piano

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PQP

Gerardo Dirié (1958) – Waiting for the Sound

Aqui está um compositor que me parece muito acessível, apesar da linguagem contemporânea, para estrear minha seção de autores latino-americanos. Dirié nasceu em Córdoba, na Argentina, e tem circulado pelo mundo desde então. Estudou e trabalhou na Universidade de Indiana e, mesmo vivendo atualmente na Austrália, parece manter vínculos com o Centro de Música Latina daquela instituição. Embora lance mão de recursos eletroacústicos e de técnicas típicas de música contemporânea, sua música é sempre muito delicada, muito envolvente e melodiosa. Talvez essa suavidade acabe por ser até um entrave para que sua música galgue a um patamar ainda mais significativo, mas, em seus melhores momentos, é uma delícia (e sempre que fica mais áspera, perco um pouco o interesse). Destaco neste cd as duas primeiras peças, Villancico al Nacimiento e Ti xiuhtototl, e o último movimento de La Espera, um daqueles momentos de delicadeza suprema.

Boa audição!

PS: um detalhe que sempre me intrigou é o fato de meus compositores argentinos prediletos (que julgo os mais significativos), Ginastera, Kagel e Dirié (sem falar de alguns raros mas interessantes momentos do Golijov) terem passado boa parte de suas vidas no exterior, abandonando a Argentina em geral para nunca mais voltar a morar. Se pensamos bem, é o contrário do que ocorreu no Brasil, onde mesmo um Villa-Lobos só passou pequenas temporadas no exterior, sempre tendo seu país como referência.

Gerardo Dirié (1958)

Waiting for the Sound

1. Villancico al Nacimiento (2000), acousmatic
2. Ti xiuhtototl (1997), for soprano, female chorus, harp, and electronics
3. Cinco canciones debajo del ladrillo (1988), for alto recorder, clarinet, violin, and 2 percussionists
4. Nocturno de la luna en tu frente (1996), for violin and harp
5. Swamp music (1994), for chorus and instrumental ensemble
6. Tu casa o este océano (1990), electronic

La Espera (1998), for chamber vocal and instrumental ensemble
07 I. Sinfonía
08 II. Recitativo del tiempo
09 IV. Canto nocturno
10 VII. The Rain in Woodstock
11 VIII. A Shroud for Laertes
12 IX. Bajo la luna
13 XI. Movimiento final

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itadakimasu

Grandes condutores do século XX – Ansermet – Stravinsky, Rimsky-Korsakov, Debussy, Bartok, Rachmaninov, Ravel e Chabrier

O século XX viu surgir regentes imortais, proeminentes, daqueles que colocam o nome na história. Estas figuras serão para sempre lembradas pelo trabalho fenomenal, dando vida à música dos grandes compositores. Assim, podemos citar alguns como Klemperer, Furtwängler, Mravinsky, Toscanini, Carlos Kleiber, entre tantos outros. Neste post que ora faço, surge um outro nome que figura de forma explícita na pequena lista que minha memória formulou. Refiro-me ao maestro suíço Ernest Ansermet, nascido em 1883 e morto no ano de 1969. Sua história é digna de ser conhecida (mais informações na WIKIPÉDIA). Neste post, Ansermet conduz Stravinsky, Korsakov, Debussy, Bartok, Rachmaninov, Ravel e Chabrier. No dizer de PQP: é algo IMPERDÍVEL! Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

DISCO 01

Igor Stravinsky (1882-1971) – Chant du Rossignol, poème symphonique
01. Introduction
02. Marche chinoise
03. Chant du rossignol
04. Jeu du rossignol mecanique

Orchestre de la Suisse Romande

Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908) – Scheherazade, op. 35
05. The Sea and Sindbad’s Ship
06. The Story of the Kalender Prince
07. The Young Prince and the Young Princess
08. Festival at Baghdad, The Sea, The Sh…

Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire

Claude Debussy (1862-1918) – Prélude à l’après-midi d’un faune
09. Prelude a l’apres-midi d’un faune

Orchestre de la Suisse Romande

DISCO 02

Béla Bartók (1881-1945) – Concerto for Orchestra, Sz 116
01. Andante, non troppo
02. Allegro scherzando
03. Andante, non tropo
04. Allegretto
05. Pesante

Orchestre de la Suisse Romande

Sergei Rachmaninov (1873-1943) – The Isle of the Dead, op. 29
06. Isle of the Dead, Symphonic Poem

Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire

Maurice Ravel (1875-1937) – La Valse
08. La Valse

Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire

Emmanuel Chabrier (1841-1894) – Le Roi malgré lui: Fête polonaise
09. Le Roi malgre lui- Fete polonaise

Orchestre de la Suisse Romande

Ernest Ansermet, regente

BAIXAR AQUI CD1
BAIXAR AQUI CD2

*Arte, by mestre Avicenna.

Carlinus

Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com Bernard Haitink (de 7 a 11)

Hoje é o Saint Patrick´s Day, dia de beber cerveja, então vamos a mais um lote de Shostas. (Céus, totalmente sem sentido). Mas está aí: a heróica e não tão boa sétima; a interessantísima e contrastante oitava; a zombeteira e vingativa nona; a perfeita e assinada décima e a programática e espetacular décima-primeira. Acho que fico por aqui mesmo. Esta coleção não foi muito baixada e da 12ª até a 14ª eu não tenho em CD, só em haitinkvinil. Tenho a 15ª, mas só gosto de lacunas a preencher em mulheres. Oh, sei, sempre esse odioso machismo!

Ontem ouvi os últimos CDs do Radiohead e dos Strokes. Olha, duas grandes bostas. O que a nova geração ouve de bom? No Brasil e no mundo, a música popular me parece tão, mas tão sem graça…

Symphony No. 7 in C major Op. 60 “Leningrad”
1. Allegretto
2. Moderato (poco allegretto)
3. Adagio
4. Allegro non troppo
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 8 in C minor Op. 65
1. Adagio. Allegro ma non troppo. Allegro. Adagio
2. Allegretto
3. Allegro non troppo
4. Largo
5. Allegretto. Allegro. Adagio. Allegretto. Andante
Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam
Bernard Haitink

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Symphony No. 9 in E flat major Op. 70
1. Allegro
2. Moderato. Adagio
3. Presto
4. Largo
5. Allegretto. Allegro
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 10 in E minor Op. 93
1. Moderato
2. Allegro
3. Allegretto
4. Andante. Allegro
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 11 in G minor Op. 103 “The Year 1905″
1. The Palace Square (Adagio)
2. January 9th (Allegro)
3. In Memoriam (Adagio)
4. Tocsin (Allegro non troppo)
Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam
Bernard Haitink

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PQP

Antonín Dvorak – Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10, Symphony No. 5 in F major, Op. 76, Symphony No. 6 in D major, Op. 60 e etc (CDs 3 e 4 de 6)

Ainda não adentrei com toda a gana que se exige nos trabalhos sinfônicos de Dvorak. Devo assentir que se trata de uma lacuna vexosa, de uma omissão na minha caminhada de diletante como apreciador musical. Embora goste do compositor, percebo uma certa negligência. Dos trabalhos sinfônicos de Dvorak conheço com certa relatividade as sinfonias nos. 7, 8 e 9. Embora não tenha certa intimidade com as nove sinfonias do compositor, sempre estive a procurá-las. É como se elas estivessem à minha frente. Mas à medida que eu caminhava, elas se deslocavam também, constituindo uma caminhada em paralelo, com projeção equidistante. Possuo algumas versões dessas sinfonias – Maazel, Neuman, Solti, entre outros que a memória não consegue se fixar. Apesar de nunca tê-las escutado completamente, alicerçando assim possibilidade comparativa, a qualidade do som com Kubelik é excepcional. Por exemplo, estou ouvindo a Sinfonia No. 3 e ela me soa perfeitamente agradável. Romantismo tardio na medida certa com aquela pitada de paixão e sensibilidade encontrados na obra de Dvorak. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Antonín Dvorak (1841-1904) – Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10, Symphony No. 5 in F major, Op. 76, Symphony No. 6 in D major, Op. 60 e Scherzo capriccioso, Op. 66

DISCO 03

Symphony No. 3 in E flat major, Op. 10
01. 1. Allegro moderato
02. 2. Adagio molto, tempo di marcia
03. 3. Allegro vivace

Symphony No. 5 in F major, Op. 76
04. 1. Allegro, ma non troppo
05. 2. Andante con moto – dopo una piccola pausa si continua
06. 3. Andante con moto, quasi l’istesso tempo – Allegro scherzando

DISCO 04

01. 4. Finale_ Allegro molto

Symphony No. 6 in D major, Op. 60
02. 1. Allegro Non Tanto
03. 2. Adagio
04. 3. Scherzo_ Furiant. Presto
05. 4. Finale_ Allegro con spirito

Scherzo capriccioso, Op. 66
06. Allegro Con Fuoco – Poco Tranquillo – Tempo I –

Berliner Philharmoniker
Rafael Kubelik, regente

BAIXAR AQUI CD3
BAIXAR AQUI CD4

Carlinus

Călin Ioachimescu (1949) – Around the sound

Voltando à música romena, apresento mais um compositor do qual sou fã de carteirinha: Călin Ioachimescu. Ele nasceu em 1949 em Bucareste e estudou com Ştefan Niculescu. É mais um nome importante da chamada música espectral romena (que rotula um balaio de gatos impressionante). Com muito esforço, consegui acumular umas quinze peças suas, a maioria para saxofone, já que, salvo pelo trabalho árduo do Kientzy de divulgação da música romena, não se encontra muito facilmente muita coisa. Na verdade mesmo as informações sobre sua vida e sua obra são para lá de exíguas. De qualquer forma, Ioachimescu tem uma obra bastante pequena, não ultrapassando 40 composições (de acordo com uma lista de obras de 2007, disponível aqui). Nessas, ele se dedica prioritariamente a pesquisas eletroacústicas, sem descuidar, no entanto, da música puramente acústica.

O compositor diz estar interessado na construção de uma nova consonância. De fato, suas obras são muito envolventes, de um colorido todo peculiar. Sinto que quase sempre há um quase-padrão (que não tem nada a ver com a questão da consonância), em que os inícios quase-doces, de uma delicadeza ao mesmo tempo um tanto quanto megalomaníacas, vão se direcionando cada vez mais a um quase-escuro, quase-áspero (desculpem o excesso dessas construções em quase, mas os adjetivos sem eles seriam não mais que belos simulacros). Das peças apresentadas neste cd, destaco as três primeiras. O Concerto para sax acaba num climax delicioso, com ar meio folclórico, que vai curiosamente se dissolvendo. Oratio II é um verdadeiro transe, cujo uso da fita magnética parece brincar com um clichê típico de música de meditação (obviamente, propiciando tudo menos relaxamento), e Les Éclat de l’Abîme impessiona na versatilidade que dá para o conjunto sax-fita magnética (sobretudo o fantástico início).

Boa audição

Călin Ioachimescu (1949)

Around the Sound (Radio Romania, 1995)

01 – Concerto for saxophone and orchestra (1994)
Daniel Kientzy, sax
Romanian National Radio Orchestra
Horia Andreescu, conductor

02 – Oratio II (1991), for winds, percussion, tape and live electronic system
Omnia Ensemble
Marin Soare, conductor

03 – Les éclats de l’Abîme (1995), for contrabass saxophone and tape
Daniel Kientzy, sax

04 – Palindrome 7 (1992), for clarinet, bassoon, violin, cello, guitar, piano-synt
Archaeus Ensemble
Liviu Danceanu, conductor

05 – Tempo 80 (1979), for orchestra
Romanian National Radio Orchestra
Ludovics Bàcs, conductor

BAIXE AQUI (mediafire)

PS: uma parte boa de postar essas coisas é que a gente dá mais uma pesquisada e descobre que finalmente está mais fácil ter acesso a essa música. Recentemente foram postados alguns vídeos no Youtube, que seguem abaixo para quem se interessar:

Concerto para sax e orquestra (parte 1)

Concerto para sax e orquestra (parte 2)

Concerto para cello e orquestra (parte 1)

Concerto para cello e orquestra (parte 2)

Musique Spectrale

Celliphonia

itadakimasu

Claude Vivier (1948-83) – Anthology of Canadian Music 36

Faz algum tempo que queria postar obras do compositor canadense Claude Vivier, mas, quando decidi fazê-lo, notei que meus arquivos tinham baixa qualidade e estavam bem desorganizados. Foi quando achei esta caixa com quatro cds cobrindo o período criativo do autor (que não foi muito extenso, dada sua morte precoce). Algumas das minhas peças favoritas, como Orion, não estão aqui e vão ter que esperar por um novo post, mas dá para se ter uma boa noção da linguagem do autor, enquanto nos deliciamos com grandes peças, como Siddharta e Lonely Child. Para mim, é bem verdade, há uma certa dificuldade em apreciar grande parte da sua obra, que foi direcionada para o canto (coisa que não suporto bem), mas mesmo com a soprano, uma peça como Lonely Child dá arrepios na sua aparente simplicidade, em seu ar sacro e direto.

Enfim, só para deixar claros alguns pontos biográficos, Vivier nasceu em 1948 de pais desconhecidos. Foi adotado quando tinha três anos. Teve uma formação religiosa bastante intensa, mas se dirigiu cedo para a música. Suas primeiras peças importantes datam de 1968, Quarteto de cordas e Prolifération (esta terminada só no ano seguinte). Sua música vai se mudando de estilo com o passar do tempo, sobretudo com os anos de estudos com Stockhausen (1973-74) e após sua viagem para o Japão e para Bali (1976-77). E neste momento que sua obra alcança uma linguagem muito pessoal e melodiosa, ainda que próxima da música espectral francesa e cheia de referências orientais e ritualísticas. Tristemente, poucos anos depois, em 1983, ao 34 anos de idade, o compositor morreria assassinado, tendo escrito até aquele momento 48 peças.

Boa diversão!

CLAUDE VIVIER (1948-1983)

Anthology of Canadian Music, vol. 36

CD 1
01 Documentário sobre Claude Vivier preparado e lido por Maryse Reicher, jornalista (em francês)
02 Chants (1973) 21:55

BAIXE AQUI (mediafire)

CD 2
01 Proliferation (1968-69) 14:40
02 Pianoforte (1975) 9:10
03 Hymnen an die Nacht (1975) 5:30
04 Piece pour flute et piano (1975) 5:15
05 Piece pour violoncelle et piano (1975) 8:30
06 Siddhartha (1976) 27:05

BAIXE AQUI (mediafire)

CD 3
01 Lettura di Dante (1974) 25:55
02 Pulau Dewata (1977) 11:00
03 Zipangu (1980) 15:40
04 Lonely Child (1980) 19:05

BAIXE AQUI (mediafire)

CD 4
01 Shiraz (1977) 12:55
02 Paramirabo (1978) 14:30
03 Cinq chansons pour percussions (1980) 19:40
04 Prologue pour un Marco Polo (1981) 24:20

BAIXE AQUI (mediafire)

Michel Ducharne, barítono (CD 4, faixa 4)
Yves Saint-Armant, baixo (CD 4, faixa 4)
Claude Lamothe, violoncelo (CD 2, faixa 5; CD 4, faixa 2)
Lorraine Vaillancourt, regente (CD 1, faixa 2; CD 4, faixa 4)
Pierre Beluse, regnte (CD 3, faixa 2)
Serge Garant, regente (CD 3, faixas 1 e 4)
Walter Boudreau, regente (CD 2, faixa 6)
Yuli Turovsky, regente (CD 3, faixa 3)
Lise Daoust, flauta (CD 2, faixa 4; CD 4, faixa 2)
Marie Laferriere, mezzo-soprano (CD 4, faixa 4)
Jacques Lavallee, narrador (CD 4, faixa 4)
Jean Laurendeau, ondes martenot (CD 2, faixa 1)
Marie-Danielle Parent, soprano (CD 1, faixa 2; CD 3, faixa 4)
Gail Desmarais, voz (CD 1, faixa 2)
Jocelyne Fleury Coutu, voz (CD 1, faixa 2)
Christine Lemelin, voz (CD 1, faixa 2)
Diane Eberhard Bergstrom, voz (CD 1, faixa 2)
Helene Marchand (CD 1, faixa 2)
Madeleine Jalbert (CD 1, faixa 2)
David Kent, percussão (CD 4, faixa 3)
Serge Laflamme, percussão (CD 2, faixa 1)
Jean-Eudes Vaillancourt, piano (CD 2, faixa 3)
Louis-Philippe Pelletier, piano (CD 2, faixas 1, 2, 4 e 5; CD 4, faixas 1 e 2)
Lorraine Vaillancourt, soprano (CD 2, faixa 3; CD 3, faixa 1; CD 4, faixa 4)
David Doane, tenor (CD 4, faixa 4)
Denise Lupien, violino (CD 4, faixa 2)

itadakimasu

Gustav Mahler ( 1860-1911 ) – Sinfonia Nº 8 – Sinfonia dos Mil – R.Kubelik – Bavarian Symphonic Orchestra

SINFONIA No.8 (para 8 solistas – 3 sopranos, 2 contraltos, tenor, barítono e baixo – 2 coros mistos, coro infantil, órgão e orquestra)
Apelido: ‘Dos Mil’ (oficial)
Tonalidade principal: Mi bemol Maior
Composição: 1906-1907
Revisão: não houve
Estréia: Munique, 12 de setembro de 1910 (solistas: Gertrud Förstel, Marta Winternitz-Dorda, Irma Koboth, Otillie Meyzger, Tilly Koenen, Felix Senius, Nicolo Geisse-Winkel, Richard Mayr. Leipzig Riedelverein, Viena Singverein, Coro Infantil da Escola Central de Munique, Orquestra do festival, regência de Mahler)
1a.Publicação: 1911 (Viena, Universal Editions)
Instrumentação:
2 piccolos
4 flautas
4 oboés
Corne-Inglês
Clarinete em Mib
3 clarinetes em Sib e La
Clarone
4 fagotes
Contrafagote
8 trompas
8 trompetes (4 fora do palco)
7 trombones (3 fora do palco)
Tuba
Tímpanos
Triângulo
3 pares de pratos
Bombo
Tam-Tam
Sinos grandes
Glockenspiel
Celesta
Piano
Harmônica
Órgão
2 harpas
Mandolim
Quinteto de cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos com corda C grave)
Soprano I (Magna Peccatrix)
Soprano II (Una poenitentium)
Soprano III (Mater Gloriosa)
Contralto I (Mulier samaritana)
Contralto II (Maria Aegyptiaca)
Tenor (Doctor Marianus)
Barítono (Pater ecstaticus)
Baixo (Pater profundus)
Coro infantil
Coro Misto SCTB I
Coro Misto SCTB II
Duração: aprox. 85-90 minutos
Movimentos:
I- Hymnus: Veni, Creator Spiritus
II- Final scene from Goethe’s ‘Faust’ part II
Texto:
1) ‘Veni, creator spiritus’, atribuído ao monge medieval Hrabanus Maurus
2) Cena final do Segundo Fausto de Goethe
Programa: É um dos mais interessantes de Mahler, uma sinfonia muito significativa em termos filosóficos e espirituais para o compositor. O primeiro movimento é um hino medieval que evoca o espírito criador, e o segundo movimento é a redenção humana através do Amor cristão, que Mahler achou, muito propriamente, nas palavras de Goethe.
Comentários: O subtítulo ‘Dos Mil’ foi colocado contra a vontade de Mahler, por razões comerciais, já que sua estréia realmente contava com um contingente instrumental de 1023 músicos. É a única sinfonia de Mahler inteiramente cantada, como uma grande cantata sinfônica, e que transparece um grande otimismo espiritual em seus únicos 2 movimentos. No último, entretanto, há subdivisões que indicam certa ordenação próxima à forma-sonata, ainda que bastante diluída. Somente o primeiro movimento e o final do segundo (o maior de Mahler, de aprox. 50 minutos) contém grandes efeitos de massa dignos da enorme instrumentação exigida, o que lhe valeram severas críticas e também raras execuções, apesar de poder ser executada com metade deste número (na estréia a orquestra e o coro estavam duplicados).Atualmente a Oitava passa, estranhamente, por ser uma sinfonia muito prolixa e de auto-ajuda (!)
retirado daqui : http://repertoriosinfonico.blogspot.com/2007/06/sinfonias-informaes-tcnicas.html

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Gabriel Clarinet

In memoriam Cussy de Almeida: Orquestra Armorial acompanha Duo Assad (1977)

Duo Assad e Orquestra Armorial http://i27.tinypic.com/b3wmjk.jpgBom, eis o disco sugerido pelo leitor Fausto Silva – que eu nem sabia que havia se tornado raridade. Só espero que não pensem que milagres assim são possíveis sempre: foi uma enorme “gata” que eu tivesse esse disco!

Como nosso maior interesse no momento é o trabalho de Cussy de Almeida à frente da Orquestra Armorial, coloquei no início o concerto do Radamés Gnattali (pronúncia Nhátali, para os mais novos), que no vinil ocupa o Lado B. As demais cinco faixas são apenas a dois violões.

Se me permitem… tenho a sensação de que está aí um disco que tinha tudo para acontecer e não aconteceu. A orquestra está perfeita, limpa… Os irmãos Assad são sempre grandes… e Radamés Gnattali escreve muito bem. Mas parece que faltou um clic para esses três elementos entrarem em sinergia e de fato levantarem o concerto.

Mesmo assim, concordo que não se pode deixar esse disco naufragar no olvido. No mínimo é um documento importante de certas vertentes da produção musical brasileira dos 2.º e 3.º terços do século XX.

Além disso, a gravadora Continental realmente boiou na maionese na hora de nomear: “Latino América para duas guitarras”… Por que guitarras, se o nome brasileiro consagrado dessa variante do instrumento é “violão”? E por que “Latino América”, quando quase 90% do repertório é brasileiro? Por causa das 4 Micro-Peças do cubano Leo Brouwer, que inclusive não puxam nada para o lado nacionalista ou “típico”? E onde fica o italiano Castelnuovo-Tedesco, que ocupa tanto espaço no disco quanto Brouwer?

Bom, hoje eu estou ranzinza mesmo, como vocês devem ter notado… mas de modo nenhum estou sugerindo que não valha a pena baixar e ouvir esse disco! Eu mesmo vejo mais razões para baixar que para não baixar. Ou então não o teria carregado nas 15 mudanças que já fiz desde que o tenho… (se é que não esqueci nenhuma!)
 
 
Sérgio e Odair Assad (violões) – com Moacir Freitas, da OSB (oboé)
e as cordas da Orquestra Armorial, regida por Cussi de Almeida

Edição em vinil: Continental, 1977
Digitalizado por Ranulfus, jul. 2010

Radamés Gnattali (Porto Alegre, 1909 – Rio, 1988):
Concerto para 2 violões, oboé e cordas (dedicado ao Duo Assad)
Gravado ao vivo no Conservatório Pernambucano de Música
01 Allegro moderato
02 Adagio
03 Con spirito

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
04 Alnilan (de “As Três Marias” – transcrição)

Francisco Mignone (1897-1986)
05 Lenda sertaneja (peça dedicada ao Duo Assad)
06 Lundu

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968)
07 Siciliana (da Sonatina Canônica para dois violões)

Leo Brouwer (*1939)
08 Cuatro Micro-Piezas

. . . . . BAIXE AQUI – download here (Megaupload)

Ranulfus

In memoriam Cussy de Almeida: Orquestra Armorial, 1975 (reloaded em homenagem aos 75 anos)

Orquestra Armorial 1975 http://i25.tinypic.com/24nqihj.jpgEm homenagem a mais este significativo músico brasileiro que se vai, dentro de alguns dias pretendo postar uma digitalização do vinil que o leitor Fausto Silva sufgeriu: “LATINO AMÉRICA PARA DUAS GUITARRAS”, de 1977, o qual traz o Concerto para 2 Violões, Oboé e Orquestra de Cordas de Radamés Gnattali com Sérgio e Odair Assad (violões), Moacir de Freitas (oboé) e a Orquestra Armorial regida por Cussy.

Enquanto a digitalização não fica pronta, adianto este que – pelo que sei – teria sido o primeiro disco da Orquestra Armorial – ainda antes que ela se aventurasse por peças e formas mais longas.

Esta digitalização foi caçada na net, com uma qualidade bastante deficiente. Tentei dar uma melhorada de equalização, etc., mas milagre ainda não sei fazer… Espero que assim mesmo seja possível apreciar!

Orquestra Armorial (1975)
Regência: Cussy de Almeida

01 Abertura – Cussy de Almeida
02 Galope – Guerra Peixe
03 Ciranda Armorial – José Tavares de Amorim
04 Nordestinados – Cussy de Almeida
05 Repentes – Antonio José Madureira
06 Terno de Pífanos – Clovis Pereira
07 Aboio – Cussy de Almeida
08 Mourão – Guerra Peixe
09 Pífanos em Dobrado – José Tavares de Amorim
10 Sem Lei nem Rei (1.º movimento) – Capiba
11 Kyrie – Cussy de Almeida
12 Abertura (bis) – Cussy de Almeida


BAIXE AQUI – download here (Megaupload)

Ranulfus

Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com Bernard Haitink (de 1 a 6)

Meus amigos, a verdade que liberta e salva é a seguinte: eu sou um grande admirador de Bernard Haitink (1929). Em minha opinião, ele é um monstro da regência. Em suas gravações há assinaturas indeléveis: uma indiscutível musicalidade e um som especial. OK, você pensa que é o som do Concertgebouw, mas não é. Como é que ele o repete com a London Philharmonic? E quando ele se junta a compositores como Shostakovich, Mahler e Bruckner — que exigem som — , só para dar exemplos, o resultado é magnífico.

Então, passei a segunda e a terça de carnaval ouvindo suas gravações de Shostakovich. Aqui temos a juvenil e genial primeira sinfonia, escrita aos 20 anos de Shosta; a segunda e a terceira, corais e altamente experimentais, como tudo na época pré-stalinista; a monumental quarta, modelo para o que viria depois; a clássica quinta; e a estranha sexta, que começa monumento e termina de forma sarcástica, mais parecendo um circo… Boa audição!

P.S.– Sugestão: essas seis sinfonias cabem num CD-R. Então, dá para por no carro e ficar ouvindo naquele volume que a gente gosta de usar para a música sinfônica. É uma bela experiência.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (Nº 1 a 6)

Symphony No. 1 in F minor Op. 10
101. Allegretto. Allegro ma non troppo
102. Allegro
103. Lento
104. Allegro molto, Lento Allegro molto
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 2 in B major Op. 14 for Chorus & Orchestra
201. Largo allegro molto
202 – My shili, my prosili raboty i khleba
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 3 in E flat major in E Flat major for Chorus & Orchestra
301. Allegretto – Allegro
302. Andante
303. Largo
304. Moderato: ‘V pérvoye, Pérvoye máya’
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 4 in C minor Op. 43
401. Allegretto poco moderato
402. Presto
403. Moderato com moto
404. Largo
405. Allegro
London Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 5 in D minor Op. 47
501. Moderato. Allegro non troppo. Moderato
502. Allegretto
503. Largo
504. Allegro non troppo. Allegro
Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam
Bernard Haitink

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Symphony No. 6 in B minor Op. 54
601. Largo
602. Allegro
603. Presto
Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam
Bernard Haitink

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

Gustav Mahler ( 1860-1911 ) – Sinfonia Nº 7 – Canto da Noite – R.Kubelik – Bavarian Symphonic Orchestra

Primeiramente preciso pedir desculpas pela ausência no blog. Estou muito enrolado com os estudos, tem dia que eu tenho 11 aulas e chego em casa morto. ”Segundamente” gostaria de agradecer aos quase 800 downlods que os Concertos de Stamitz com Sabine Meyer. E ”terceiramente” ao mestre Avicenna pela sua penúltima postagem ( Cantata ” O útltimo Cântico”) Coisa boa D+.
Vamos lá então.

SINFONIA No.7
Apelido: Canto da Noite (não-oficial)
Tonalidade principal: Si menor
Composição: 1904-1905
Revisão: 1909
Estréia: Praga, 19 de setembro de 1908 (regência de Mahler)
1a.Publicação: 1908 (Berlim, Bote & Bock)
Instrumentação:
Piccolo
4 flautas (uma alternando com piccolo II)
3 oboés
Corne-Inglês
Clarinete em Mib
3 clarinetes (La, Sib)
3 fagotes
Contrafagote
Tuba tenor em Sib (tenor horn)
4 trompas
3 trompetes
Corneta de pistão
3 trombones
Tuba
Tímpanos
Caixa Clara
Bombo
Pratos
Triângulo
Tam-Tam
Sinos de vaca
Sinos
Glockenspiel
Violão
Mandolin
2 harpas
Quinteto de cordas (violinos I, II, violas, cellos e baixos)
Duração: Aprox. 85 minutos
Movimentos:
I-Langsam – Allegro con fuoco. Allegro risoluto, ma non troppo
II- Serenade ( Nachtmusik). Allegro moderato
III- Scherzo. Schattenhaft
IV- Serenade (Nachtmusik). Andante amoroso
V- Rondo – Finale
Programa: É uma sinfonia que transparece um clima taciturno, que nos faz lembrar as Canções do viandante de Schubert. As duas músicas noturnas (Nachtmusik) da sinfonia, lembranças das melodias do Wunderhorn, dão o título à sinfonia.
Comentários: É uma das mais avançadas sinfonias, harmonicamente falando. Há 3 tonalidades predominantes: Si menor, Mi menor e Dó maior. A progressão harmônica é igualmente inovadora. Durante muito tempo foi esquecida, e tratada como a menos interessante sinfonia de Mahler, porque é a primeira em que se sente uma inspiração ‘forçada’ e, de certa maneira, desgastada enquanto forma. Hoje em dia é vista como uma epígrafe do pós-romantismo.
retirado daqui : http://repertoriosinfonico.blogspot.com/2007/06/sinfonias-informaes-tcnicas.html

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Gabriel Clarinet

"Julho" de João Krefer é finalista do Hong Kong International Mobile Film Awards

O filme de celular “Julho”, de João Krefer, jovem cineasta curitibano ganhou o Prêmio Vivo/Brasil para a categoria de filmes de 1 minuto de duração realizados com câmeras de telefones celulares.

“Julho” possui a trilha sonora “Jeremia Propheta: Uma Epígrafe”, para piano solo, interpretada por Leilah Paiva, do compositor mineiro radicado em Curitiba Harry Crowl, que também já assinou trilhas para outros diretores paranaenses, como Fernando Severo e Frederico Füllgraf. O filme também foi escolhido para representar o Brasil no Festival Internacional de Hong Kong, conforme os links abaixo.

O ‘Hong Kong International Mobile FIlm Awards’ está exibindo online o “Julho”. A votação para o prêmio do público fica aberta até o próximo dia 17.

An online voting will be held internationally from 23 February to 17 March, 2011. Mobile film lovers like you are welcome to join the public voting and select your most preferred mobile film among the 10 HKIMFA finalists. Mobile film with the highest votes from all over the world will become the winning mobile film of the 1st HKIMFA “Favourite Mobile Film Award”. (http://www.hkimfa.com/publicVoting.html)

Veja o filme aquí, e se quiser, pode votar aquí mesmo !! Tanquiú.

Veja a notícia completa aquí.

Não deixe de votar!

Avicenna

Franz Schubert (1797-1828): Obra Completa para Piano com Mitsuko Uchida (8 CDs)

Prezado FDP Bach.

Apesar de nunca termos nos visto, meu respeito pelo Sr. beira a devoção. Desta forma gostaria de lhe informar respeitosamente que Mitsuko Uchida simplesmente humilha a gravação anterior postada pelo Sr. e trazia o dedilhado do pianista Wilhelm Walter Friedrich Kempff. Espero que o Sr. não se ofenda. Isso me deixa duplamente triste porque Kempff — além de ser admirado pelo dileto amigo — era um dos pianistas preferidos de meu pai e eu gostaria de manter uma boa lembrança dele. Porém, quando comparado à Sra. Uchida tocando Schubert, Kempff parece um ventríloquo ou alguém que mal abre a boca para falar. Sua dicção e fraseado, comparados aos da japonesa que ora trago, parece a de um moribundo. Passei dias ouvindo Kempff em casa e achando tudo meio sem graça. Pois agora, estes mesmos 8 CDs da mesma música com a Sra. Uchida abriram um clarão em meio à nuvens. Foi realmente like a bridge over troubled water, meu amigo. A versão das sonatas finais de Uchida são tão boas quanto às de Brendel e Pollini — temo que talvez ainda melhores — , deixando Kempff no segundo grupo deste Carnaval.

Peço desculpas e ouça, por favor, o que segue.

Abraço.

AB-SO-LU-TA-MEN-TE IM-PER-DÍ-VEL !!!
(O que há de mais genial está nos CDs 4, 6, 7 e 8, mas os outros não são esquecíveis).

CD1:
Piano Sonata No.7 in E flat, D. 568
1. Allegro moderato [9:33]
2. Andante molto [7:21]
3. Menuetto (Allegretto) [5:01]
4. Allegro moderato [9:13]

6 Moments musicaux, Op.94 D.780
5. No.1 in C (Moderato) [7:02]
6. No.2 in A flat (Andantino) [7:18]
7. No.3 in F minor (Allegro moderato) [1:48]
8. No.4 in C sharp minor (Moderato) [6:45]
9. No.5 in F minor (Allegro vivace) [2:28]
10. No.6 in A flat (Allegretto) [10:49]

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

CD2:
Piano Sonata in A minor, D537
1) I. Allegro ma non troppo (7:31)
2) II. Allegretto quasi Andantino (7:46)
3) III. Allegro vivace (4:48)

6 German Dances, D820
4) I. Tempo giusto: A flat major (0:51)
5) II. A flat major (1:34)
6) III. A flat major (1:37)
7) IV. B flat major (1:02)
8. V. B flat major (1:25)
9) VI. Ligato: B flat major (2:02)

Piano Sonata in A major, D664
10) I. Allegro moderato (8:05)
11) II. Andante (4:02)
12) III. Allegro (7:14)

12 German Dances (Ländler), D790
13) I. D major (1:58)
14) II. A major (1:05)
15) III. D major (0:58)
16) IV. D major (0:54)
17) V. B minor (1:32)
18) VI. G sharp minor (1:11)
19) VII. A flat major (1:21)
20) VIII. A flat minor (1:31)
21) IX. B major (0:50)
22) X. B major (0:58)
23) XI. A flat major (1:07)
24) XII. E major (1:48)

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CD3:
Piano Sonata in D major, D.850
1) 1. Allegro (vivace) (8:37)
2) 2. Con moto (11:55)
3) 3. Scherzo: Allegro vivace – Trio (9:09)
4) 4. Rondo: Allegro moderato (8:29)

Piano Sonata in A minor, D.784
5) 1. Allegro giusto (14:06)
6) 2. Andante (4:08)
7) 3. Allegro vivace (5:23)

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CD4:
Piano Sonata No.16 in A minor, D.845
1) 1. Moderato [13:29]
2) 2. Andante, poco mosso [11:41]
3) 3. Scherzo (Allegro vivace) – Trio (Un poco più lento) [7:32]
4) 4. Rondo (Allegro vivace) [4:58]

Piano Sonata No.9 in B, D.575
5) 1. Allegro ma non troppo [8:01]
6) 2. Andante [6:00]
7) 3. Scherzo (Allegretto) [6:23]
8. 4. Allegro giusto [5:39]

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CD5:
Piano Sonata No. 15 in C, D. 840 “Reliquie”
1) 1. Moderato [17:42]
2) 2. Andante [11:09]

Piano Sonata No. 18 in G, Op. 78, D. 894
3) 1. Molto moderato e cantabile [18:28]
4) 2. Andante [8:03]
5) 3. Menuetto. Allegro moderato [4:48]
6) 4. Allegretto [8:58]

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CD6:
Piano Sonata No.19 in C minor, D.958
1. Allegro [10:21]
2. Adagio [8:40]
3. Menuetto (Allegro) [3:38]
4. Allegro [8:13]

Piano Sonata No.20 in A, D.959
1. Allegro [15:31]
2. Andantino [8:48]
3. Scherzo (Allegro vivace) [5:16]
4. Rondo (Allegretto) [12:00]

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CD7:
Piano Sonata No. 21 in B flat, D.960
1) 1. Molto moderato (21:53)
2) 2. Andante sostenuto (10:40)
3) 3. Scherzo. Allegro vivace con delicatezza (3:56)
4) 4. Allegro ma non troppo (8:01)

3 Klavierstücke, D.946
5) No. 1 in E flat minor (9:31)
6) No. 2 in E flat (10:32)
7) No. 3 in C (5:43)

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CD8:
Impromptus, Op.90, D.899
1. No.1 in C minor: Allegro molto moderato [9:33]
2. No.2 in E flat: Allegro [4:42]
3. No.3 in G flat: Andante [5:37]
4. No.4 in A flat: Allegretto [8:04]

Impromptus Op.142, D.935
5. No.1 in F minor: Allegro moderato [10:57]
6. No.2 in A flat: Allegretto [8:00]
7. No.3 in B flat: Theme (Andante) with Variations [11:57]
8. No.4 in F minor: Allegro scherzando [6:33]

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Mitsuko Uchida, piano

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

Gioachino Rossini (1792-1868): Instrumental Music

Não chega a ser um CD para ser recebido com fanfarras, mas é legal. É Rossini, o que já lhe garante alguma simpatia. A orquestra de Budapeste é muito boa, Fischer é excelente, porém eu não sou o cara correto para avaliar essas coisas operísticas ou mesmo obras de um cara que gosta tanto de melodias, etc. Ouçam vocês e me contem, tá?

Eu me diverti, achei agradável, mas não sei se é bom… E esta é a terceira e última oração adversativa deste post. Por exemplo, a tal Sinfonia para Cordas é uma joia, viram?

Tchau.

Gioachino Rossini (1792-1868): Instrumental Music

1 Overture to La scala di seta (The Silken Ladder) 6:06

2 Serenata for 2 violins, viola, cello, flute, oboe & English horn in E flat major, QR vi/31 7:42

3 Sonata a quattro (String Symphony) No. 1 in G major Moderato 8:08
4 Andantino 4:14
5 Allegro 2:51

6 Rendez-vous de chasse, for 4 hunting horns & orchestra in D major, QR ix/45 3:27

7 Variazioni a più istrumenti obbligati in F major, for 2 violins, viola, cello & clarinet, QR ix/1 10:29

8 Andante, Theme and Variations, for flute, clarinet, horn & bassoon in F major, QR vi/18 9:35
9 Overture to Semiramide 12:20

Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer

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PQP

Coleção Grandes Compositores 13/33: Antonio Vivaldi (1678-1741)

O décimo terceiro volume da Coleção Grandes Compositores, nos traz alguns dos mais famosos trabalhos do Padre Ruivo. Confesso que já tive vontade de me livrar dessa coleção de uma vez por todas, postando vários volumes de uma vez só e sem me preocupar em escrever algum texto sobre o compositor, mas pensei melhor e decidi que vale a pena fazer cada postagem individualizada. Infelizmente o 33º volume não vai poder ser postado, pois trata-se de Villa-Lobos, e acho que já é notório os problemas que tivemos com as postagens de obras do maior compositor das Américas.

Um grande abraço a todos!

Excetuando-se talvez o amor romântico, nenhum assunto inspirou mais os músicos do que as delícias da natureza. Ao longo dos séculos, grande número de compositores tentou traduzir em melodias os seus encantos: a Sinfonia Pastoral de Beethoven, La Mer de Debussy, as evocações florestais de Bruckner, Mahler e Sibelius, são apenas alguns dos exemplos mais famosos desse rico legado de músicas inspiradas na natureza. No topo dessa lista, ou bem perto dele, encontra-se  o quarteto de concertos para violino de Antonio Vivaldi, conhecido como As Quatro Estações, Op. 8.

Já adulto, na Itália das primeiras décadas do século XVIII, Vivaldi cultivava o concerto acima de todas as outras formas musicais. Compôs mais de 400 trabalhos desse tipo, tendo incorporado a eles uma grande variedade de timbres e efeitos instrumentais, assim como um estilo expressivo e ajustado de inventividade melódica. Nas Quatro Estações, Vivaldi utilizou esses recursos com o que se poderia chamar de finalidades pictóricas, para imitar fenômenos naturais como o vento, a chuva e o canto dos pássaros, bem como atividades humanas, como a dança e a caça. Para eliminar quaisquer dúvidas a respeito dessas alusões auditivas, ele chegou a registrar frases descritivas nas partituras das Estações, nos lugares correspondentes.

Além disso, quando publicou as Quatro Estações, em 1725, Vivaldi prefaciou cada concerto com um poema resumindo o programa ou “enredo” da música. Esses versos, sem dúvida, contribuíram muito para o rápido sucesso dos concertos. Durante sua vida, a obra foi fartamente executada em toda a Europa e recebida com entusiasmo. Consta que ninguém menos que o rei Luís XV, da França, solicitou a inclusão do concerto Primavera nas audições parisienses.

Cada um dos concertos que compõe as Quatro Estações foi composto segundo o esquema de três movimentos (rápido-lento-rápido) que Vivaldi adotara para esse tipo de composição. Dentro desse esquema bastante convencional, no entanto, os detalhes musicais não deixam de evocar a natureza e suas criaturas.

Fonte: Encarte do álbum.

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 13: Antonio Vivaldi

DISCO A

Concerto Nº 1 em Mi, RV 269 “Primavera”
01 Allegro 3:30
02 Largo 2:28
03 Allegro 3:56
Solista: Christopher Hirons

Concerto Nº 2 em Sol Menor, RV 315 “Verão”
04 Allegro non molto 5:28
05 Adagio – Presto 2:03
06 Presto 2:44
Solista: John Holloway

Concerto Nº 3 em Fá, RV 293 “Outono”
07 Allegro 5:03
08 Adagio molto 2:22
09 Allegro 3:09
Solista: Alison Bury

Concerto Nº 4 em Fá Menor, RV 297 “Inverno”
10 Allegro non molto 3:23
11 Largo 2:01
12 Allegro 3:08
Solista: Catherine Mackintosh

Concerto Nº 5 em Mi Bemol, RV 253 “La Tempesta di Mare”
13 Presto 2:48
14 Largo 2:35
15 Presto 3:40
Solista: John Holloway

Concerto Nº 6 em Dó, RV 180 “Il Piacere”
16 Allegro 2:55
17 Largo 2:21
18 Allegro 2:46
Solista: Alison Bury

Academia de Música Antiga, Christopher Hogwood

DISCO B

Concerto para Cordas em Sol “alla rustica”, RV 151
01 Presto 1:08
02 Adagio 1:01
03 Allegro 1:31

Concerto para Oboé e Violino em Si Bemol, RV 548
04 Allegro 3:44
05 Largo 3:21
06 Allegro 2:10
Oboé: David Reichenberg – Violino: Simon Standage

Concerto em Dó “con molti stromenti”, RV 558
07 Allegro molto 5:21
08 Andante molto 1:45
09 Allegro 2:55
Flauta-doce: Philip Picket, Rachel Beckett
Chalumeau: Colin Lawson, Carlos Riera
Violino: Simon Standage, Micaela Comberti
Bandolim: James Tyler, Robin Jeffrey
Tiorba: Nigel North, Jakob Lindberg
Violoncelo: Anthony Pleeth

Concerto para Dois Violinos em Sol, RV 516
10 Allegro molto3:49
11 Andante (molto) 2:04
12 Allegro 3:05
Violinos: Simon Standage, Elizabeth Wilcock

Concerto para Oboé em Lá Menor, RV 461
13 Allegro non molto 4:13
14 Larghetto 3:14
15 Allegro 2:38
Oboé: David Reichenberg

Concerto para Dois Bandolins em Sol, RV 532
16 Allegro 4:01
17 Andante 2:09
18 Allegro 3:51
Bandolins: James Tyler, Robin Jeffrey

The English Concert
Cravo, órgão e regência: Trevor Pinnock

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

Marcus Ferrer – Viola em concerto

Pra quem ainda pensa que viola caipira só serve pra tocar música caipira e não vê que ela está cada vez mais se integrando a outros gêneros, como rock, blues, choro, metal e… música clássica. Neste álbum só há peças inéditas de compositores eruditos contemporâneos – talvez o primeiro a empreender coisa do tipo – e cada uma tem uma linguagem diferente da outra. Deem uma ouvida e comentem.

***

Quem me enviou o arquivo não sabe o nome das faixas, nem eu consegui obter via Google, só achei um release e uma notícia, mas sei que neste CD não tem nada de compositores já falecidos – todas as obras são inéditas e foram compostas para Marcus Ferrer.

[Update: setlist e encarte enviados pelo visitante Johannes Brahms]

1- Edino Krieger / Ponteando
2- Jorge Antunes / Em casa de ferrer, viola de pau
3- Pedro Kröger / Seresta
4- Roberto Velasco / Viola volpi
5- Roberto Victório / Prelúdio X
6- Rufo Herrera / Andinas nº 3
7- Marisa Rezende / Psssssiu!…
8- Eli-Eri moura / Crusmática
9- Edson Zampronha / Capriccio
10- Marcos Lacerda / Memória do nada
11- Maurício Dottori / Vago e florido firmamento de notas
12- Frederico Richter (Frerídeo) / Cantos expressivos

BAIXE AQUI O CD

BAIXE AQUI O ENCARTE

CVL