Bedrich Smetana (1824-1884): Má Vlast – Harnoncourt – Wiener Philharmoniker [REVALIDADO]

Feriadão pela frente e não vou viajar, ficarei eu casa, aproveitando cada momento. Ouvirei meus cds que ainda não foram ouvidos, lerei os livros que aguardam sua vez, enfim, tirarei o feriadão para não fazer nada, e isso significa nada mesmo, nada de pegar congestionamentos indo para a praia, ou filas no cinema do shopping.
Para melhores detalhes e informações sobre a vida e obra de Smetana recomendo a leitura de seu verbete na Wikipedia.
Uma curiosidade: Smetana passou sua vida defendendo a libertação de sua queria pátria das mãos do poderoso Império Austro-Húngaro. Nikolaus Harnoncourt é um descendente direto dos imperadores Habsburgos, que comandavam aquele império. Claro que esta informação é apenas a nível de curiosidade, nada mais.
Também é conhecido como o pai da música tcheca, ou o que quer que isso signifique. Talvez ele tenha sido o primeiro compositor a se utilizar dos elementos do folclore e da música popular de seu país. Foi um grande amigo e maior influenciador de Dvorak, que é o compositor tcheco mais conhecido.
Nikolaus Harnoncourt dispensa apresentações. Com uma carreira internacional reconhecida já há mais de 50 anos, tornou-se um dos grandes regentes do século XX e deste início do século XXI. Suas gravações são sempre reconhecidas como de excepcional qualidade. E nesta sua leitura de Smetana não é diferente. Convenhamos que com uma orquestra do nível da Filarmônica de Viena as coisas até se tornem um pouco mais fáceis, mas claro que ele impôe sua marca, utilizando um tempo mais cadenciado. Alguns comentaristas da amazon se enfureceram com isso, e deram apenas duas estrelas a este CD. Não vou perder tempo com estas considerações, e deixo para os senhores tirarem suas próprias conclusões depois de lerem o excelente booklet assinado pelo próprio Harnoncourt.
Creio que em alguns dias o estimado Carlinus irá postar a versão do Kubelik, considerada por muitos a definitiva para esta obra.

Bedrich Smetana  – Má Vlast – Harnoncourt – Wiener Philharmoniker

01. Vysehrad
02. Vltava
03. Sarka
04. Z ceskych luhu a haju
05. Tabor
05. Tabor

Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach (link revalidado com a colaboraçao de Ranulfus)

9 comments / Add your comment below

  1. Tenho frequentado esse blog já há algum tempo sem nunca comentar, mas agora não resisto mais…

    Vanderson, tu és irritante. Ficas aqui incomodando quem te proporciona vários cds maravilhosos e nem ao menos sabes escrever. Por que o acento em “Por quê há duas faixas 5?” E “discuido”???
    E em um comentário em outro post erraste várias colocações pronominais, imperdoáveis.

    Na verdade, soa ridículo pra mim ficar falando desse tipo de coisa aqui, mas seria bom se te desses conta de como os comentários sobre eventuais erros de digitação são inoportunos.

    Desculpem o desabafo.

    O pessoal do blog está de parabéns, sempre.

  2. Ok, Vanderson, nesse caso, você venceu… realmente por algum descuido de minha parte, a quinta faixa foi escrita duas vezes.Na verdade, a sexta faixa se chama Blanik, como o colega falou ai em cima. Estive fora de casa o dia inteiro e só agora reparei. Se me der vontade, corrijo amanhã.

  3. Essa gravação de Harnoncourt é muito diferente do “standard” interpretativo consagrado para esta obra. Recomendo que todos se habituem com as versões de Kubelík ou Ancerl, por exemplo, antes de se arriscarem no Harnoncourt.

    Em geral, eu gosto de interpretações mais dinâmicas e vivas de praticamente todo o repertório. Quando o assunto é a música sinfônica romântica, então, lassidão interpretativa me incomoda bastante. Como, por exemplo, o Liszt de Bernard Haitink, que, aos meus ouvidos, consegue piorar obras que já são, na maioria, bem ruins.

    No caso do “Minha pátria”, a visão ultra reflexiva de Harnoncourt fez a música soar bastante aborrecida e não-emocionante para os meus padrões. E eu gosto bastante da obra!

    (Curiosidade: há alguns anos eu costumava viajar bastante entre São Paulo e Campinas de ônibus. Invariavelmente eu ouvia, nesse trajeto, o “Minha pátria”, na gravação de Kubelík. O tempo desse registro, cerca de 75 minutos, equivalia com boa exatidão ao tempo de viagem.)

  4. Pois é, José Eduardo, eu até comentei na lista interna do blog que essa versão do Harnoncourt não me agradou, e depois que ouvi as versões do Kubelik e do Ancerl, bem, aí entendi o que você quis dizer.
    Mas vou trazer Kubelik logo, logo, e se for o caso, a gravação do Ancerl, que me agradou bastante também.

  5. Devo confessar que, neste exato momento, estou me divertindo às pampas ouvindo a transcrição para piano a quatro mãos que Smetana fez de “Minha pátria”, tocada por um excelente duo tcheco – gravação que apareceu nas interwebs hoje.

    Interpretação muito mais musical e viva que a de Harnoncourt! (E a textura obviamente mais transparente revela muitos detalhes interessantes da obra.)

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