Giovanni Battista Pergolesi – Stabat Mater – A Tribute to Pergolesi – Netrebko, Pizzolato, Pappano

Um lançamento muito interessante da DG com a bela soprano russa Anna Netrebko e com a mezzo Marianna Pizzolato cantando um de meus compositores favoritos, Pergolesi que, mesmo morrendo com apenas 26 anos de idade, nos deixou composições de altíssima qualidade e beleza. Na verdade, eu deveria ter postado este CD no domingo de Páscoa, mas estava viajando, e longe de meu computador. O “Stabat Mater” de Pergolesi é uma das mais belas obras já compostas pelo ser humano,  propícia para ser ouvida nestes dias de reflexão sobre a vida e a morte que o feriado de Páscoa nos popõe.
Já ouvi diversas versões dessa obra, e a campeã disparada é a divina Dame Emma Kirkby, dirigida pelo Christopher Hogwood, em cd já postado aqui no blog. Mas o “Stabat Mater” é uma obra tão linda e profunda, que mesmo uma cantora pouco afeita ao repertório sacro como Anna Netrebko, mas sabendo se utilizar de seus recursos e dotes vocais, torna o CD indispensável para aqueles que ainda não conhecem a obra. Antonio Pappano cumpre bem sua função, frente à excelente Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia. Outra surpresa agradabilíssima do CD é excelente mezzo soprano Marianna Pizzolato, desconhecida para mim até então, cujo timbre de voz é muito agradável, sabendo controlá-lo muito bem nos momentos de maior carga dramática.
Um excelente CD, ideal para os que buscam conforto e paz espiritual nestes época conturbada em que vivemos.

Giovanni Battista Pergolesi – Stabat Mater – A Tribute to Pergolesi – Netrebko, Pizzolato, Pappano

01 Nel chiuso centro – Recitativo- Nel chiuso centro ove ogni luce assonna
02 Nel chiuso centro – Aria- Euridice, e dove sei
03 Nel chiuso centro – Recitativo- Si, che pieta non v’e, se a me non lice
04 Nel chiuso centro – Aria- O d’Euridice n’andro fastoso
05 Sinfonia – [Allegro assai e spiritoso]
06 Sinfonia – Andante
07 Sinfonia – Allegro
08 Questo e il piano – Aria- Questo e il piano, e questo e il rio
09 Questo e il piano – Recitativo- Oh, dolce tempo!
10 Questo e il piano – Recitativo- Torna, torna a Cocito
11 Questo e il piano – Aria- Se nel dir son menzognero
12 Stabat Mater – Duet- Stabat Mater dolorosa
13 Stabat Mater – Aria- Cuius animam gementem
14 Stabat Mater – Duet- O quam tristis et afflicta
15 Stabat Mater – Aria- Quae moerebat et dolebat
16 Stabat Mater – Duet- Quis est homo qui non fleret
17 Stabat Mater – Aria- Vidit suum dulcem natum
18 Stabat Mater – Aria- Eia, Mater, fons amoris
19 Stabat Mater – Duet- Fac ut ardeat cor meum
20 Stabat Mater – Duet- Sancta Mater, istud agas
21 Stabat Mater – Aria- Fac ut portem Christi mortem
22 Stabat Mater – Duet- Inflammatus et accensus
23 Stabat Mater – Duet- Quando corpus morietur – Amen

Anna Netrebko – Soprano
Marianna Pizzolato – Mezzo Soprano
Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia
Antonio Pappano – Conductor

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FDPBach

8 comments / Add your comment below

  1. amo esse dueto s.m dolorosa, toda vez q ouço, sinto uma pequena pressão no peito, uma leva sensação de falta de ar, aquele tal frio na espinha,lagrima começa escorrer,não sei explicar direito, mas sei q não é de tristeza e nem de alegria em si,é uma sensação parecendo mista ou mais profunda,como se fosse um inicio de orgasmo na alma, esse baixo entrando logo no inicio, loucura, sei lá… viajei, só queria compartilhar essa maluquice, desculpem aí..

    FdpB tem algo do pergolesi em instrumental? digo composições pra violino algo do tipo?

  2. Olá! Tenho 17 anos e há poucos dias despertei uma enorme curiosidade sobre a música clássica. Gostaria de recomendações de por onde começar, qual compositor ouvir primeiro. São tantos que fico perdida. Já tinha entrado no site antes, mas nunca com o real interesse que possuo agora. Devo dizer que gostei muito dos posts que já vi e que pretendo me tornar frequentadora assídua do blog.
    Desde já, meu muito obrigada.
    Maisa.

  3. Leal, entendo o que você quer dizer, essa obra é muito introspectiva, um verdadeiro lamento de uma mãe ao pé da cruz.
    Não tenho obras instrumentais de Pergolesi, apenas obras sacras, para solistas e corais, que pretendo postar assim que possível, pois meu computador foi pro pau novamente. E só poderei arrumá-lo na semana que vem.

  4. Porra!!! As quatro primeiras postagens do Poulenc quebradas. Porque não baixei antes, Santa Claus? É possível a repostagem daqueles malditos Poulencs?

  5. @maisa…

    é [talvez] certo que não há um ‘por onde começar’ quando o assunto em questão é gosto musical, mas qualquer um é livre para discordar d’isso. para ilustrar com uma discussão emblemática do próprio blog, digamos que há d’aqueles que sentem náuseas ao ouvir dvorák [compositor checo] e outros que se sentem mais próximos dos deuses. caminhamos, portanto, nos limites do sensorial e do noético, ou seja, tanto de como sentimos a música, quanto de como a entendemos sendo uma produção da razão humana.

    mas [finalmente tentando dar resposta a sua pergunta]…
    a dica que eu deixo é para que você siga uma linha histórica, tentando encontrar na poeira do tempo, os fragmentos de seu espírito no legado colossal das almas dos eruditos vivos e mortos. n’outras palavras, ver ‘qual é a tua!’, se agora ou distante, se antigo ou recente.

    começa talvez pelo vivaldi e o próprio bach,
    com as ‘quatro estações’ d’este primeiro
    e os ‘concertos de brandenburgo’ do outro.

    depois você ‘abocanha’ haydn com os ouvidos,
    pelas ‘sinfonias de londres’;
    ou mozart com suas ‘sinfonias no. 40 & 41’,
    os ‘concertos de violino’;
    as ‘sonatas para piano’ de beethoven,
    e suas ‘sinfonias no. 5 e 9’…
    tudo isso vai te soar bem familiar.

    chamam a estes de ‘grandes’,
    mas para mim esta classificação é um tanto dúbia.
    esta dica segue um critério apenas de familiaridade,
    para se começar a partir do que a cultura de massas hollywoodiana já expõe…
    mas não se limite a estas indicações que me sairam tão irrefletidas assim no meio da madrugada.

    boa sorte,
    e espero ter ajudado.

  6. Esse lance de começar é algo muito complicado. Definitivamente não há roteiro. Digo pq eu mesmo me envolvi e me deixei seduzir pela música clássica a partir das audições de Mahler, um autor tido como “pouco recomendável” para iniciantes. E, pecado mortal, por anos a fio desprezei o barroco, inclusive Bach, em favor dos autores românticos.

    Mas o tempo passa e os ouvidos carecem de novos sabores…

    Hoje meu catálogo de obras, deveras enriquecido por este site, flerta com um pouco mais de 30 gigas de anárquica diversidade. Há, por óbvio, obras e autores com que eu tenho maior obsessão – hoje, finalmente, Bach, Beethoven, Brahms, Mahler,Strauss Shostakovich e Britten. Longe, contudo, de ser uma lista taxativa, não raro eu me encanto com obras de autores que me fazem indagar por que eu não os tinha conhecido antes.

    Música clássica é descoberta e redescoberta a cada instante.

    A essa altura, creio que o importante mesmo é ter fome de música, se lançar sem medo ou preconceitos, provar de tudo um pouco, mas de tudo sempre. Com o tempo os gostos vão se refinando, sedimentando as preferências estilísticas… Mas não há pressa. O doce da música clássica é mergulhar na imensidão acachapante de séculos de produção artística plenamente cônscio de que não há vida suficiente para dar contar de tudo que fora feito. Essa nota de angústia é a mola propulsora para se entregar de corpo e alma aos clássicos, sem medo.

    Portanto Maisa, ouvidos à obra!

  7. Pappano Netrebko, P.Q.P.?

    Gostei muito dessa gravação, mas gosto mais ainda daquela da coleção de MVSICA SACRA da Harmonia Mundi, com criança-soprano. Dá vontade de ter uma em casa, presa numa gaiola, pra cantar a hora que a gente quiser…

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