Mendelssohn – Music for Cello and Piano – Antonio Meneses e Gérard Wyss

Eu poderia tentar escrever vários adjetivos para a música de Mendelssohn. Mas eu sei que jamais faria isto tão bem quanto outro integrante do PQP Bach: o Carlinus. Ele tem uma sensibilidade enorme para a música e principalmente para a música de Mendelssohn. Ele sabe traduzir os pensamentos e sentimentos em palavras. Pega aquelas impressões fantásticas em que nós pensamos e sentimos enquanto ouvimos música e traduz essas emoções em palavras… E eu considero isso algo muito bonito e difícil de conseguir fazer. Sim, eu tenho sentimentos, e ao ouvir música também me deixo “levar”, mas guardo o que sinto para mim. As sonatas para violoncelo e piano de Mendelssohn são muito legais. Adoro ouvir essas belezas. Meu primeiro contato com elas foi aqui no blog, justamente através do Carlinus. Fiz o pedido, ele demorou um tiquinho, depois respondeu e postou. Fiquei semanas ouvindo e feliz da vida porque fui atendido por ele. Hoje estou aqui para tentar retribuir a atenção que me foi dada presenteando vocês e o nosso amigo Carlinus com estas mesmas sonatas outrora postadas pelo mesmo (esse texto ta parecendo B.O. policial…). Esta versão é sublime, e é muito bem interpretada por Antonio Meneses, na companhia de Gérard Wyss. Espero que vocês gostem.

OBS.: Carlinus, brigado por me ajudar a conhecer a música de Mendelssohn!

Mendelsshon – Music for Cello and Piano

01. Sonata # 1, Op. 45 – I. Allegreo vivace
02. II. Andante
03. III. Allegro assai
04. Sonata # 2 Op. 58 – I. Allegro assai vivace
05. II. Allegretto scherzando
06. III. Adagio
07. IV. Molto allegro e vivace
08. Variations Concertantes Op. 17
09. Lied ohne Worte, Op.19 #1
10. Lied ohne worte, Op.19 #3 Jägerlied
11. Assai tranquillo
12. Lied ohne Worte, Op.109
13. Lied ohne Worte, Op.19 #6 Venetianisches Gondellied

Antonio Meneses, cello
Gérard Wyss, piano

BAIXE AQUI/DOWNLOAD HERE

Raphael Cello

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Calimerio Soares (1944-2011) – Toccata

Publicado originalmente em 25 de janeiro de 2011. Atualizado devido ao falecimento do compositor no último dia 22, por neoplasia gástrica, do qual fiquei sabendo ontem.

Ouvindo a peça de Jane O’Leary para viola d’amore e piano Por que a montanha canta, me lembrei da viola da gamba, que não deixou nenhum registro composicional no Brasil em épocas coloniais. Aí, escavucando no meu gaveteiro, achei esse CD com a Bachiana Mineira de Calimerio Soares, a única obra que possuo dentre as de compositores contemporâneos – foi até bom, que coloco tudo dele por aqui. Destaco também a peça-título, para quarteto de violões.

Detalhes do disco neste link.

BAIXE AQUI

CVL

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Domenico Scarlatti (1685–1757): Sonatas, (¿como no?)

A música erudita nos causa curiosos problemas. Imaginem que eu formatei este post colocando os discos na ordem de qualidade que esperava encontrar. Coloquei em primeiro lugar Rousset, depois Kirkpatrick, seguido de Yepes. Bem, é exatamente o contrário. Após ouvir os três CDs que não possuem sonatas em comum, diria que o melhor é o das transcrições de Yepes, seguido pelo do cravista-estudioso de Scarlatti Ralph Kirkpatrick e depois pelo francês Rousset.

Os três são bons, mas Yepes vence. Confiram!

Ah, Domenico não é tão talentoso quanto seu pai Alessandro, mas as 555 sonatas em um movimento que escreveu para comer a princesa portuguesa Maria Magdalena Bárbara são bem legais.

Christophe Rousset – Domenico Scarlatti: 15 Harpsichord Sonatas

1. Scarlatti – Kk 461 – Sonata in C major (4:01)
2. Scarlatti – Kk 124 – Sonata in G major (5:19)
3. Scarlatti – Kk 147 – Sonata in E minor (7:39)
4. Scarlatti – Kk 531 – Sonata in E major (3:40)
5. Scarlatti – Kk 44 – Sonata in F major (5:57)
6. Scarlatti – Kk 469 – Sonata in F major (3:17)
7. Scarlatti – Kk 426 – Sonata in G minor (7:37)
8. Scarlatti – Kk 427 – Sonata in G major (2:25)
9. Scarlatti – Kk 52 – Sonata in D minor (8:16)
10. Scarlatti – Kk 53 – Sonata in D major (3:39)
11. Scarlatti – Kk 120 – Sonata in D minor (4:15)
12. Scarlatti – Kk 144 – Sonata in G major (4:22)
13. Scarlatti – Kk 450 – Sonata in G minor (3:52)
14. Scarlatti – Kk 140 – Sonata in D major (3:59)
15. Scarlatti – Kk 141 – Sonata in D minor (4:24)

Christophe Rousset, cravo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

Ralph Kirkpatrick – Domenico Scarlatti: Sonatas for Harpsichord

01. Sonata for keyboard in G minor, K. 347 (L. 126)
02. Sonata for keyboard in G major, K. 348 (L. 127)
03. Sonata for keyboard in D minor, K. 213 (L. 108) “The Lover”
04. Sonata for keyboard in D major, K. 214 (L. 165)
05. Sonata for keyboard in F sharp major, K. 318 (L. 31)
06. Sonata for keyboard in F sharp major, K. 319 (L. 35)
07. Sonata for keyboard in E major, K. 380 (L. 23) “Cortege”
08. Sonata for keyboard in E major, K. 381 (L. 225)
09. Sonata for keyboard in C major, K. 356 (L. 443)
10. Sonata for keyboard in C major, K. 357 (L. S45)
11. Sonata for keyboard in C minor, K. 526 (L. 456)
12. Sonata for keyboard in C major, K. 527 (L. 458)
13. Sonata for keyboard in D major, K. 478 (L. 12)
14. Sonata for keyboard in D major, K. 479 (L. S16)
15. Sonata for keyboard in F major, K. 524 (L. 283)
16. Sonata for keyboard in F major, K. 525 (L. 188)
17. Sonata for keyboard in G major, K. 454 (L. 184)
18. Sonata for keyboard in G major, K. 455 (L. 209)
19. Sonata for keyboard in B flat major, K. 248 (L. S35)
20. Sonata for keyboard in B flat major, K. 249 (L. 39)
21. Sonata for keyboard in D major, K. 436 (L. 109)

Ralph Kirkpatrick, harpsichord

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

Narciso Yepes – Domenico Scarlatti: Sonatas Transcribed for 10-String Guitar

1. Sonata in G major, K.146: [Allegretto] [3’16]
2. Sonata in D minor, K.34: Larghetto [3’37]
3. Sonata in F minor, K.238: Andante [3’07]
4. Sonata in Bb major, K.42: Minuetto [1’29]
5. Sonata in Eb major, K.474: Andante e cantabile [6’05]
6. Sonata in D minor, K.32: Aria [2’10]
7. Sonata in A major, K.322: Allegro [2’56]
8. Sonata in D minor, K.77: Moderato e cantabile [7’58]
9. Sonata in G major, K.283: Andante allegro [4’57]
10. Sonata in D minor, K.64: Gavotte [2’29]
11. Sonata in F major, K.446: Pastorale [4’50]
12. Sonata in B minor, K.377: Allegrissimo [3’23]

Narciso Yepes, 10-String Guitar

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

.: interlúdio :. Hiromi Uehara – Voice (2011)

Para FM e Bluedog

Quando postei de enfiada 6 CDs de Hiromi Uehara, escrevi que ela melhorava a cada disco que lançava. Então, dando-me razão, o Bluedog me apresentou seu mais recente trabalho, o maravilhoso, puramente instrumental e paradoxal Voice. Olha, meus amigos, que CD! O vídeo de lançamento (abaixo) talvez não demonstre o quanto é sólido, consistente, PAULEIRA, sério e MASCULINO este trabalho da doce Hiromi. É inacreditável tamanha maturidade aos 32 anos, ainda mais com aquela cara de bonequinha japonesa.

Após um CD solo, o esplêndido Place to be Hiromi traz em Voice um formato trio piano-baixa-bateria e dá um banho. Como já disse, ao contrário de muitos outros artistas que se estabelecem numa zona de conforto, ela continua a evoluir e a redefinir seu estilo até o ponto onde se torna quase impossível imitá-la. É uma tempestade perfeita de talento técnico e criatividade musical, misturando elementos díspares da música clássica, bebop, jazz, fusion e rock como ninguém fez antes.

Em Voice, Hiromi usa e abusa dos ostinati como poucas vezes ouvi um pianista de jazz fazer. Se estilo está mais polifônico e variado do que nunca e seus companheiros… e seus companheiros… Vou até abrir um parágrafo para eles.

Este álbum apresenta uma “banda” nova chamado Trio Project. O baixista é o célebre Anthony Jackson, que trabalhou com Al Di Meola no seu trio de álbuns fusion, marcos da década de 70. Ele trabalhou com muita gente boa longo dos anos, inclusive em dois ábuns anteriores de Hiromi: Another Mind e Brain — ambos postados por este que vos escreve. O baterista é o igualmente maravilhoso Simon Phillips, que muitas vezes parece um metaleiro. (Ouçam-no no vídeo abaixo playing very difficult music…). Apesar de mais conhecido por seu trabalho com Chick Corea, Simon já tocou com artistas como Judas Priest, Jeff Beck, Jack Bruce, Brian Eno, Mike Oldfield, Gary Moore e Mick Jagger, além de ter substituído Keith Moon no The Who do disco Join Together.

Hiromi, Jackson e Phillips complementam-se de forma incrível. Se Hiromi é uma orquestra inteira, Jackson traz o mais puro jazz fusion através de seu baixo e Phillips dá uma intensidade de metal drumming ao todo.

Mais uma joia postada por mim nesta semana e ah!

Talvez como uma homenagem a quem melhor utiizava os ostinati e para garantir o caráter macho do disco — OK, e também para que nosso coração volte a seu ritmo normal depois de tanta velocidade, musicalidade e, bem, pauleira — , Voice finaliza calmamente com uma improvisação sobre a Sonata Nº 8 de Beethoven, Patética. Sim, é o máximo da finesse.

Novamente IM-PER-DÍ-VEL !!! Grandíssimo álbum.

(Estou arrasando esta semana, ver postagens anteriores).

Hiromi Uehara – Voice (2011)

1. Voice (9:13)
2. Flashback (8:39)
3. Now or Never (6:16)
4. Temptation (7:54)
5. Labyrinth (7:40)
6. Desire (7:19)
7. Haze (5:54)
8. Delusion (7:47
9. Beethoven’s Piano Sonata No. 8, Pathetique (5:13)

Hiromi Uehara, Piano
Anthony Jackson, Baixo
Simon Phillips, Bateria

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Canções e Valsas (coisa rara)

Este é um CD do mais alto nível que foi lançado no ano do centenário de nascimento de Shosta. Thomas Sanderling juntou-se ao famoso barítono russo Sergei Leiferkus para um emocionante levantamento das canções de Shostakovich, algumas das quais foram orquestradas exclusivamente para as celebrações de 2006 e apresentadas neste CD em estreia mundial. A coleção concentra-se no amor de Shostakovich pelos textos satíricos. Completando o disco, Sanderling gravou oito Valsas para orquestra — um outro conjunto de raridades. Para quem gosta de Shosta como eu, diria que este CD é um grande presente após dias e dias de chuva sobre Porto Alegre. Não aguento mais. A chuva e a incompetência do comentarista Falcão no comando do meu time deprimem qualquer um, mas este CD me fez sorrir e esquecer. Falcão, volta pra Globo, pelamor! O Galvão Bueno está com saudades!

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Canções e Valsas (coisa rara)

Four Verses of Captain Lebyadkin, Op. 146
1 Love of Captain Lebyadkin
2 Cockroach
3 Ball for the Benefit of Governesses
4 Radiant Personality
Satires (Pictures of the Past), Op. 109
5 To A Critic
6 Awakening of Spring
7 Descendants
8 Misunderstanding
9 Kreutzer Sonata
Five Romances on Words from “Krokodil” Magazine, Op. 121
10 First-hand Evidence ,
11 Tricky Request
12 Discretion
13 Irinka and the Shepherd
14 Extreme Delight
15 Preface to the Complete Edtion of My Works and a Brief Reflection Apropos This Preface, Op. 123
Eight Waltzes from film music
16 Waltz from the music to the film “Maxim’s Return” Op. 45
17 Waltz from the music to the film “Golden Mountains” Op. 30
18 Waltz from the music to the film “Michurin” Op. 78
19 Waltz from the music to the film “Pirogov” Op. 76
20 Waltz from the music to the film “The Gadfly” Op. 97
21 Waltz from the music to the film “The First Echelon” Op. 99
22 Waltz from the music to the film “Unity” (Song of the Great Rivers)Op. 95
23 Waltz from the incidental music to the play “The Human Comedy” Op. 37

Sergei Leiferkus, baixo-barítono
Russian Philharmonic Orchestra
Thomas Sanderling

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (RapidShare)

PQP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 5 em Dó menor, Op. 67 e Sinfonia No. 7 em Lá maior, Op. 92

Estive fora de casa desde o dia de ontem, o que me impediu de fazer qualquer postagem. Agora, estou de passagem para postar este baita CD do meu compositor predileto, Ludwig van Beethoven, sob a regência do carismático venezuelano, Gustavo Dudamel, que está no Brasil esta semana. Inclusive, a Globo News está reprisando uma entrevista que fez com o talentoso regente. As duas obras aqui colocadas estão entre os trabalhos mais importantes já compostos em toda a história da música – as sinfonias de número 5 e 7. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação e um ótimo feriado!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 5 em Dó menor, Op. 67 e Sinfonia No. 7 em Lá maior, Op. 92

Sinfonia No. 5 em Dó menor, Op. 67
01. Allegro con brio
02. Andante con moto
03. Allegro
04. Allegro

Sinfonia No. 7 em Lá maior, Op. 92
05. Poco sostenuto – Vivace
06. Allegretto
07. Presto
08. Allegro con brio

Simón Bolívar Youth Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel, regente

BAIXAR AQUI

Carlinus

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Kurt Weill – Speak Low – Songs by Kurt Weill – von Otter – Gardiner

Um disco delicioso, ideal para estes dias frios aqui do sul. Porque ele traz o calor dos cabarés alemães às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Sempre fui fã do Kurt Weill, já há algum tempo pretendia postar alguma coisa dele, mas outros projetos sempre me tomavam o tempo. Ontem de noite, para variar tentando dar uma geral no meu acervo de cds, encontrei este, escondido. Já fazia bastante tempo que eu não o ouvia.
Anne-Sophie von Otter está em seu elemento natural cantando estas canções. E Sir John Elliot Gardiner pode surpreender a alguns menos acostumados ao seu talento e versatilidade, mas para mim ele soa natural. Já ouvi estas canções com diversos acompanhamentos, desde pequenos grupos de jazz, ou pequenos conjuntos orquestrais, ou apenas um piano, mas nunca antes com uma Orquestra completa. Diria que Gardiner realça a musicalidade das obras, deixando um pouco de lado seu aspecto mais teatral. Mas como estamos ouvindo, e não assistindo, creio que sua escolha foi acertada.
Espero que apreciem. Confesso que andei meio depressivo em minhas últimas postagens, principalmente com o Pergolesi, mas este CD ajuda a levantar a auto-estima.

1. Introduktion: Andante sostenuto “Meine Schwester . . .
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
2. Faulheit: Allegro vivace “Müssiggang ist aller Laster”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
3. Stolz: Allegretto, quasi andantino “Als wir aber”
4. Zorn: Molto agitato “Das geht nicht vorwärts”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
5. Völlerei: Largo “Das ist ein Brief aus Philadelphia”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
6. No.5 Unzucht “Und wir fanden einen Mann in Boston”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
7. Habsucht: Allegro giusto “Wie hier in der Zeitung”
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
8. Neid: Allegro non troppo “Und die letzte Stadt”
Anne Sofie von Otter, James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
9. Epilogue “Darauf kehrten wir zurück nach Lousiana”
Lady in the Dark
tran. Chris Hazell/Tony Burke
10. 3. My Ship
11. One Life to Live
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
12. Buddy on the Nightshift
13. Nannas Lied
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

Happy End (1929)

tran. Chris Hazell/Tony Burke

14. 1. Bilbao Song
15. 2. Surabaya Johnny
16. Das Lied von der harten Nuss (Song of the Big Shot)
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner
17. Je ne t’aime pas
18. Schickelgruber
19. Der Abschiedsbrief
Anne Sofie von Otter, Bengt Forsberg

One Touch of Venus

20. Foolish Heart
21. Speak Low
22. I’m A Stranger Here Myself
Anne Sofie von Otter, NDR-Sinfonieorchester, John Eliot Gardiner

Anne Sofie von Otter
James Sims, Karl-Heinz Lampe, Christfried Biebrach, Frederick Martin
Bengt Forsberg
NDR-Sinfonieorchester
John Eliot Gardiner

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

.: interlúdio – Smokin' at Work Time :.

Sim, é verdade: Blue Dog esteve numa jornada ao centro da Terra e voltou pra contar a história. No entanto, foi constatado mais uma vez que ninguém presta atenção no que diz um cachorro — principalmente quando ele trata de si na terceira pessoa — , e como PQP encerrou o assunto com um peremptório “passa já pra dentro!”, o melhor que ele faz é retomar logo suas antigas atribuições.

Antes de trazer à tona novidades e avantgardismos resultantes das escavações, este post não precisa fazer qualquer esforço para agradar: chega logo propondo um par de discos de fácil consenso e clara influência. O primeiro deles vem com Wes Montgomery e a seção rítmica clássica de Miles Davis; o segundo tem Sonny Rollins e Max Roach. O de Wes é gentil, jazz com aquele acento de blues, pode ser servido à mesa; o de Rollins é veloz e certeiro e enche qualquer ambiente. Em ambos o ouvinte se pega várias vezes prestando mais atenção na bateria do que no instrumento principal. E assim se oferecem, em dupla, respeitando intenções, pagando o tributo necessário aos mestres e nos deixando mais inteligentes e interessantes e com o pêlo sedoso a cada faixa. Estamos todos em casa, felizes? Então bueno, que bueno.


Wes Montgomery – Smokin’ at the Half Note /1965 [V0]
download – 68MB /mediafire
Wes Montgomery (guitar), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (bass), Jimmy Cobb (drums). Faixas 1 e 2 gravadas ao vivo em junho de 1965. Faixas 3 a 5 gravadas em estúdio, em 22/07/1965. Produzido por Creed Taylor para a Verve

01 No Blues (Davis) 13′
02 If You Could See Me Now (Dameron, Sigman) 6’45
03 Unit 7 (Jones) 7’30
04 Four on Six (Montgomery) 6’45
05 What’s New? (Haggart, Burke) 6’00


Sonny Rollins – Work Time /1955 [FLAC]
download – 193MB /mediafire
Sonny Rollins (tenor sax), Ray Bryant (piano), George Morrow (bass), Max Roach (drums). Gravado em 02/12/1955. Produzido por Bob Weinstock para a Prestige

01 There’s No Business Like Show Business (Berlin) 6’18
02 Paradox (Rollins) 4’59
03 Raincheck (Strayhorn) 6’01
04 There Are Such Things (Adams, Baer, Meyer) 9’28
05 It’s All Right with Me (Porter) 6’05

Boa audição!
Blue Dog

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Partituras & Links – versão 5

Algumas vezes nossos ouvintes perguntam sobre partituras. Onde encontrá-las?
Nosso ágil e atento SAC adiciona preciosas colaborações de nossos ouvintes:

ChoralWiki
Um dos melhores sites de partituras de domínio público é o ChoralWiki, sede da Choral Public Domain Library (CPDL). Fundado em dezembro de 1998, o CPDL é um dos maiores portais de partituras musicais gratuitas do mundo. Você pode usar o CPDL para encontrar partituras, textos, traduções e informações sobre compositores. Até o momento desta postagem, possui 10.932 partituras de 1.544 compositores. Nossos brilhantes compositores de música sacra colonial estão presentes no ChoralWiki.

CLIQUE AQUÍ para entrar no ChoralWiki em português.

Thesaurus Musicæ Brasiliensis
Catálogo de manuscritos musicais presentes no acervo do Maestro Vespasiano Gregório dos Santos. Dedicado aos nossos maravilhosos compositores de música sacra colonial, possui referência bibliográfica.

CLIQUE AQUÍ para entrar no Thesaurus Musicæ Brasiliensis.

IMSLP/Petrucci Music Library
“Este site, chamado IMSLP, possui um acervo invejável, todo convertido em PDF para ser baixado. São 46.318 partituras de 20.332 obras, por 2.706 compositores.” (colaboração do nosso ouvinte Gilberto Agostinho)

CLIQUE AQUÍ para entrar no IMSLP/Petrucci Music Library

SCRIBD
“Mas há também o ‘SCRIBD’ onde cada usuário compartilha seu acervo com toda a rede [há uma limitação para pesquisa e downloads, que se resolve após criar um perfil na comunidade Scribd]. Vale conhecer!” (colaboração do nosso ouvinte Brazix Muamba)

CLIQUE AQUÍ para entrar no SCRIBD

Universidade de Rochester
“Gostaria de acrescentar mais um que me parece formidável. É da Universidade de Rochester (USA), que oferece para download gratuito milhares de partituras em pdf, inclusive muitas obras orquestrais. Os downloads são rápidos e descomplicados. Há muita coisa rara por lá.” (colaboração do nosso ouvinte Eduardo O. Salles)

CLIQUE AQUÍ para entrar na Universidade de Rochester

Nilson Lombardi – Seis Miniaturas
“Estou deixando um comentário aqui porque não sei outra forma de me comunicar com vocês, então, espero que não se importem. Consegui as partituras das Seis Miniaturas, de Nilson Lombardi, e achei que isso pudesse interessar ao PQP. Junto, deixo o link de uma dissertação feita por um estudante da Unesp. Espero que gostem. ” (colaboração de nossa ouvinte Nadia)

CLIQUE AQUÍ para obter as partituras e a dissertação

Museu da Música de Mariana
Partituras, músicas para baixar (todas já postadas aquí), muito sobre os compositores da época colonial.

CLIQUE AQUÍ para entrar no Museu da Música de Mariana

Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres
Trabalho que está sendo desenvolvido pelo Maestro Marcelo Martins. Estudo e partituras da Música Sacra Colonial Brasileira.

CLIQUE AQUÍ para entrar na Sinfonieta dos Devotos de Nossa Senhora dos Prazeres

Arquivo Cleofe Person de Mattos
O arquivo privado da musicóloga, educadora e regente Cleofe Person de Mattos (1913-2002) compreende os documentos por ela produzidos e acumulados no decorrer de mais de seis décadas, tendo como foco principal as obras do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830).

CLIQUE AQUI para acessar o Arquivo Cleofe Person de Mattos

Acervo Musical do Cabido Metropolitano do Rio de Janeiro
Disponibiliza reproduções facsimilares de mais de vinte mil imagens de Antífonas, Hinos, Matinas, Missas, Novenas e Salmos da autoria do mestre de capela José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) e de outros nomes de relevo como Damião Barbosa de Araújo (1778-1856), Francisco Manuel da Silva (1795-1865) e Dom Pedro I (1798-1834), além de figuras de considerável ressonância internacional, como o italiano David Perez (1711-1778), o português Marcos Portugal (1762-1830) e o austríaco Sigismund Neukomm (1778-1855).

CLIQUE AQUI para acessar o website do Cabido

Aula Contemporanea Blogspot
“Nesse endereço, http://aulacontemporanea.blogspot.com/ , é possível encontrar partituras e também mp3 de peças modernas e contemporâneas.”(colaboração do nosso ouvinte Dino Beghetto)

CLIQUE AQUI para acessar o blog Aula Contemporanea

Madrigal Nova Harmonia
“Respondendo à mensagem de “Queremos gravar seu LP”, temos vários arquivos de áudio de música erudita brasileira em http://www.4shared.com/dir/6772767/b7901f3a/Musica_Erudita_Brasileira.html. Não postamos CDs completos – cada arquivo corresponde a uma faixa, para facilitar o download para os usuários – que nem sempre têm uma conexão de boa qualidade. Caso considere útil linkar seu blog ao nosso disco virtual 4shared, fique à vontade. Saudações, Mariella.”

Possuem também um belo acervo de partituras de música coral, principalmente da música sacra colonial brasileira.

CLIQUE AQUI para entrar no site do Madrigal Nova Harmonia

Contribuição do leitor Eduardo Pereira:
Ótimas dicas, especialmente agora que as lojas de partituras estão desaparecendo do planeta. Uma das mais tradicionais lojas de partituras de New York, a Patelson Music House, que ficava a um quarteirão do Carnegie Hall, fechou as portas e agora só atende pela Internet (virou portanto uma loja virtual): http://www.patelson.com/

Gostaria de acrescentar três links interessantes:

http://hemingways-studio-downloads.blogspot.com/2009_05_01_archive.html#indexanchor
com centenas de partituras e livros de música. De algumas obras, não somente a partitura de orquestra pode ser baixada gratuitamente, como também todo o material de orquestra. Há muita coisa rara, como a partitura de orquestra do Concerto opus 39 de Ferruccio Busoni.

http://www.juilliardmanuscriptcollection.org/home.html
A coleção de 138 manuscritos da Juilliard Manuscript Collection, que podem ser visualizados online em altíssima resolução. A ferramenta zoom amplia sem qualquer distorção. Entre as preciosidades, as Sonatas 6 e 7 de Scriabin, L’oiseau de feu de Stravinsky, rascunhos da Sinfonia 9 de Mahler.

http://www.antonin-dvorak.cz/galerie/autografy
Site ainda em construção, mas já dá para visualizar vários manuscritos de Antonín Dvorák.

Comentário do leitor Wakarusa:

Israeli folk dances: http://shake.seismo.unr.edu:8081/Louie/ifd-midi.html

Alguns de música clássica:
http://www.notation.com/MIDI-Opera.php
http://www.notation.com/MIDI-Choral.php

…e um muito interessante sobre compositores americanos:
http://www.pdmusic.org/

Lembrando que arquivos MIDI podem ser facilmente convertidos em partituras.

Contribuição do nosso amigo Ranulfus:

A Música no Brasil: tabela dos compositores da Colônia até a Independência
http://www.classical.net/music/composer/brazilian_port.pdf

Padre Caetano de Mello Jesus, parece que escreveu o mais importante tratado de contraponto já escrito em língua portuguesa! Sobre isso:
http://www.anppom.com.br/anais/anaiscongresso_anppom_2006/CDROM/COM/04_Com_Musicologia/sessao09/04COM_MusHist_0902-130.pdf

E do nosso amigo Blue Dog, vem o link de “1.000 libros de música”
http://www.4shared.com/dir/l1L8QjVz/1000_libros_de_Musica.html

Se você procura uma partitura, muito provavelmente a encontrará em um desses links acima.

Avicenna

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Kurt Weill – Ute Lumper Sings Kurt Weill – Vol 1 e 2

Estou planejando a postagem destes cds já há algum tempo, foi promessa que fiz para o Monge Ranulfus e que agora estou cumprindo. Estes dois CDs trazem as mais belas e geniais canções do grande compositor alemão Kurt Weill, e estão em perfeita sintonia com a excelente cantora Ute Lumper. Um repertório que traz os clássicos “Die Moritat von Mackie Messer”, imortalizada na língua inglesa como “Mack The Knife”, “Speak Low”, “I’m a stranger here myself” canções que foram interpretadas pelas grandes divas do Jazz americano, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, entre tantas (os) outros. Sem esquecer, é claro, da versão brasileira, imortalizada na “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque de Hollanda.
Creio que a interpretação de Ute Lumper tem mais a ver com a imaginada pela dupla Weill / Brecht. O aspecto teatral, muitas vezes as canções são quase faladas, se destaca, e Lumper está perfeita, lembrando aqueles ambientes de bordel na Berlim do período entre guerras, retratados em diversos filmes, como “O Anjo Azul”, e mais recentemente “Lili Marlene”.
Dois discaços, com certeza, e que preparam caminho para a pérola gravada por Anne-Sophie von Otter, que postarei logo, logo.
Divirtam-se.

Vol. 1

01..Der Silbersee Fennimores Lied
02..Der Silbersee Cäsars Tod
03..Die Dreigroschenoper Die Moritat von Mackie Messer
04..Die Dreigroschenoper Salomon-Song
05..Die Dreigroschenoper Die Ballade von der sexuellen Horigkeit
06..Berliner Requiem Zu Potsdam unter den Eichen
07..Berliner Requiem Nannas Lied
08..Der Silbersee Lied des Lotterieagenten
09..Aufstieg und Fall der Stadt Mahagony Alabama-Song
10..Aufstieg und Fall der Stadt Mahagony Denn wie Man sich bettet
11..Je ne t’aime pas
12..One Touch of Venus I’m a stranger here myself
13..One Touch of Venus Westwind
14..One Touch of Venus Speak Low

Ute Lumper – Singer
RIAS Berlin Kammeremsemble
John Mauceri – Conductor

Vol 2

1. Bilbao Song
2. Surabaya Johnny
3. Was Die Herren Matrosen Sagen
4. Der Song Von Mandelay
5. Das Lied Vom BranntweinhÄNdler
6. Youkali Tango
7. Les Filles De Bordeaux
8. Le Train Du Ciel
9. Le Grand Lustucru
10. Le Roi D’acquitaine
11. J’attends Un Navire
12. One Life To Live
13. A Saga Of Jenny
14. My Ship

Ute Lumper – Singer
RIAS Sinfonietta Berlin
John Mauceri – Conductor

V.1-BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
V-2-BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Johannes Brahms (1833-1896) – Piano Concertos – Kovacevich, Davis, LSO

Existem gravações que ficam marcadas na nossa cabeça,  e acabam se tornando as nossas favoritas. Isso pelos mais diversos motivos, mas creio que o mais importante é o emotivo, que acaba deixando de lado os aspectos técnicos. Na época em que adquiri o então LP com a gravação do Concerto n°2 de Brahms, em um sebo na minha cidade, eu estava com cabeça confusa, algo típico quando temos 20 anos de idade, e gastava todo o dinheiro que ganhava com discos. Claro que minha mãe e meu pai ficavam doidos, pois eu não comprava roupas nem calçados. Apenas discos. Mas como se tratava de uma época confusa de minha vida, principalmente conflituosa, decorrentes de uma paixão mal resolvida, e sem saber o que fazer, se estudava, ou trabalhaba, me apegava à música para tentar abafar aquele ímpeto juvenil.

A primeira vez que ouvi a gravação do Segundo Concerto para Piano de Brahms com essa dupla Kovacevich / Davis foi paixão à primeira audição. Já ouvi diversas outras, com os mais importantes pianistas do século XX, mas por algum motivo o então jovem Kovacevich me fisgou, e já se passaram 25 anos desde então.  O porque desta escolha não há como explicar. Foram dezenas, quiçá centenas de audições, quando o LP terminava eu apenas virava o disco (algo impensável essa geração alimentada por USB.) Ainda tenho o velho LP, com uma foto do então jovem Kovacevich, de gosto duvidoso, diria, mas enfim, foi e sempre será a minha interpretação favorita deste concerto. Há pouco tempo atrás consegui finalmente sua gravação do Concerto n°1, que eu não tivera a oportunidade de ouvir até então, pois estas gravações estava fora do catálogo da Philips, por algum motivo contratual, sei lá. Só sei que finalmente consegui os dois concertos, gravados na mesma época, com o mesmo fervor juvenil e impetuosidade do Kovacevich. Não tenho a data correta, mas deve ter sido realizada no começo ou no meio dos anos 70.  Uma curiosidade: ele foi casado com a Martha Argerich.
Esse CD duplo que estou postando traz os Concertos para piano de Bahms, mas também algumas de suas obras para piano solo.  Foi relançado por um selo menor, Newton, mas a qualidade da gravação continua a mesma, ou seja, excelente.
P.S. – O programa que usei para converter os arquivos para mp3 tirou-os de sua ordem correta. Só depois de subi-los para o megaupload é que descobri. Mas se resolve facilmente, obecendo a ordem que coloquei abaixo:

CD 1

1 – Piano Concerto n° 1 – I – Maestoso – Poco piú moderato
2 – II – Adagio
3 – III – Rondo – Allegro non troppo
4 – Scherzo in E Flat minor op. 4
5 – Ballades Op. 10 – I – N°1, in D Minor
6 – II – N° 2, in D
7 – III – N° 3, in B Minor
8 – IV – N°4, in B

CD 2

1 – PIano Concerto n°2, in B Flat, op. 83 – I. Allegro non troppo
2 – II – Allegro Apassionato
3 – III – Andante – Piú adagio
4 – IV – Allegreto grazioso – Un poco piú presto
5 – Klavierstücke Op. 76 – 1. Capriccio in F# minor
6 – 2. Capriccio in B minor
7 – 3. Intermezzo in Ab major
8 – 4. Intermezzo in Bb major
9 – 5. Capriccio in C# minor
10  – 6. Intermezzo in A major
11  – 7. Intermezzo in A minor
12  – 8. Capriccio in C major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Sir Colin Davis – Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Alison Balson – Trumpet Concertos

É, estou tentado voltar a vida do blog. Fiquei um tempo afastado pois meus estudos consomem cada vez mais meu tempo. A postagem de hoje nos revela uma belíssima mulher.. quero dizer Trompetista. O Concerto para Trompete de Haydn deu-se pela invenção do trompete de chaves que tem a capacidade de executar toda a gama de notas, oitavas e seus respectivos harmônicos. Possiu maior extensão que a Corneta. Tal mudançãs possibilitou uma abertura a composição para esse instrumento, já que só era usado para dar cornetadas para exército e para fazer fanfarras. Adota a forma Allegro ( sonata ), Andante ( sonata ) e Finalle Allegro. Um típico concerto modelo Haydniano. Por mais que eu toque Clarineta, não deixo de admirar outros concerto também, acho que o esse concerto uma das melhores composições do período clássico para instrumento solo. Não consigo perceber pelo som, se o trompete é o que se usa hoje em dia em conjuntos musicais ou se é usado instrumento de época. O importante é que o concerto é bonito pra caramba, e mulher também.
Enfim, boa audição.

Johann Nepomuk Hummel ( 1778 – 1837 )
Trumpet Concerto in E flat
1. I. Allegro con spirito:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)
2. II. Andante:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)
3. III. Rondo:- Concerto in E flat major for Trumpet and Orchestra (1806)

Joseph Haydn ( 1732 – 1809 )
Trumpet Concerto in E flat
4. Allegro:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I
5. Andante:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I
6. Finale. Allegro:- Concerto in E flat for Trumpet & Orchestra Hob. VII e:I

Giuseppe Torelli ( 1658 – 1709 )
Trumpet Concerto in D
7. I. Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”
8. II. Adagio – Presto – Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”
9. III. Allegro:- Concerto for Trumpet & Orchestra in D major “Estienne Roger”

Krtitel Jiri Neruda ( 1711 – 1776 )
Trumpet Concerto in E flat
10. I. Allegro:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major
11. II. Largo:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major
12. III. Vivace:- Concerto for Trumpet and Strings in E flat major

Alison Balson – Trumpet
Bremen German Chamber Philharmonic

Clique aqui para fazer o download – Megaupload

Gabriel della Clarinet

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Bach – As Seis Suítes para Violoncelo – Truls Mørk

Passei um tempo pensando por onde começar.  Acho muito importante iniciar um trabalho que você curte fazer com o pé direito. Minha dúvida era: “qual compositor?”. Acabei por fazer a escolha mais óbvia. As Seis Suítes para Violoncelo de J. S. Bach é minha obra favorita. Tenho muitas versões destas suítes. Escolhi esta por ser a que mais estudo, escuto, admiro e gosto. Existem centenas de composições para violoncelo.  Algumas boas, outras nem tanto. Sempre encontro algum movimento meio chato ou desnecessário em obras de outros compositores. Mas com Bach é diferente. Afinal, Bach é Bach. Todas as seis suítes são maravilhosas. A primeira é fantástica. A segunda também. A terceira… E assim por diante! Nada aqui é ruim. E isso é muito raro de se encontrar em outras obras. Truls Mørk  é o violoncelista responsável por mudar minhas convicções! Por muito tempo considerei a versão do mestre Anner Bylsma como a versão definitiva. Então, Steven Isserlis apareceu e me fez ficar dividido. Truls Mørk  apareceu e me fez não abandonar  Isserlis e Bylsma , mas os colocar em segundo e terceiro lugar, respectivamente.  Por quê? Ora, tudo, absolutamente tudo o que o violoncelista norueguês faz aqui é extremamente barroco. É a música de Bach. E ela flui com perfeição! Para mim, esta é a MELHOR versão das suítes para violoncelo de Bach! Duvida? Baixe e prove – me o contrário! ^^

Obs.: Para mais informações sobre Truls Mørk , clique aqui.

CD 01
1. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Prélude (Moderato)
2. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Allemande (Molto moderato)
3. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Courante (Allegro non troppo)
4. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Sarabande (Lento)
5. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Menuett I & II (Allegro moderato)
6. Suite No. 1 in G Major, BWV 1007: Gigue (Vivace)
7. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Préludium
8. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Allemande
9. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Courante
10. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Sarabande
11. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Menuett I & II
12. Suite No. 2 in D minor, BWV 1008: Gigue
13. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Préludium
14. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Allemande
15. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Courante
16. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Sarbande
17. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Bourrées I & II
18. Suite No. 3 in C major BWV 1009: Gigue

CD 02
1. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Prélude (allegro maestoso)
2. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Allemande (Allegro moderato)
3. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Courante (Allegro non troppo)
4. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Sarabande (Lento)
5. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Bourrée I & II
6. Suite No. 4 in E flat Major, BWV 1010: Gigue (Vivace)
7. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Prélude (Adagio – Allegro moderato)
8. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Allemande (Molto moderato)
9. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Courante (Allegro non troppo)
10. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Sarabande (Lento)
11. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Gavotte I & II
12. Suite No. 5 in C minor, BWV 1011: Gigue (Allegretto)
13. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Prélude (Allegro moderato)
14. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Allemande (Quasi adagio)
15. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Courante (Allegro non troppo)
16. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Sarabande (Lento)
17. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Gavotte I & II (Allegro moderato)
18. Suite No. 6 in D major BWV 1012: Gigue (Vivace)

Cello – Truls Mørk

DOWNLOAD – CD 01

DOWNLOAD – CD 02

Raphael Cello



Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Eli-Eri Moura (1963) – Armorialis, primeiro movimento – update com vídeos

Texto original: 03 de maio de 2010.

Quando o Ranulfus apontou, sem nenhum disparate, semelhanças do concerto duplo de Nyman (postado abaixo) com sonoridades da música armorial, foi porque reconheceu instintivamente no compositor britânico a base modal que ele utilizou para a criação dos temas (fora a orquestração, que se não for coincidência, é referência direta e consciente – mas isso não temos dados para apontar).

A música folk modal das ilhas britânicas tem parentesco direto com as do norte da Península Ibérica devido ao passado céltico comum – e isso só fui pesquisar depois ter ouvido essa obra que ora vos posto.

Armorialis é uma peça concertante para viola, violoncelo e orquestra estreada no Recife, no Festival Virtuosi 2007, em um concerto-homenagem aos 80 anos de Ariano Suassuna (no qual estive porque eram minhas férias e quis fugir do agito carioca) que contou com a première de quatro partituras encomendadas para a ocasião, entre elas o Frevo n° 2 de Marlos Nobre.

Se os acordes iniciais da harpa – e a própria presença da harpa, fazendo o topos musical se deslocar do Medievo ibérico para a Renascença inglesa (daí a cara mais de Vaughan Williams do que de Antonio Nóbrega e Cussy de Almeida) – já foram algo inusitado, mais ainda foram as seções meio ataranteladas que entrecortam os solos apaixonados de viola e violoncelo (com o perdão das simplicações descritivas – tenho muita coisa pra dar conta ainda esta madrugada).

De fato, o impacto da estreia de Armorialis foi excelente. Lembro-me de um amigo ter dito que a peça foi composta menos de um mês e não deu trabalho a Eli-Eri Moura (“ele quis fazer uma peça que se tocasse sozinha, para não dar trabalho a maestro nenhum, segundo as palavras dele”), além de refletir uma preocupação (preocupação no bom sentido) de não imitar o estilo já empoeirado da Orquestra Armorial.

Só uma advertência: essa gravação não teve uma captação de som das melhores, mas dá muito bem pro gasto.

***

Armorialis
I. Romance

Orquestra Sinfônica Virtuosi, regida por Rafael Garcia
Viola: Rafael Altino
Violoncelo: Leonardo Altino

BAIXE AQUI

CVL

***

Update, em 14 de junho de 2010: acabei de receber um e-mail com a filmagem da segunda audição mundial de Armorialis, no último dia 02, em João Pessoa-PB.

A afinação dos solistas já estava comprometida no terceiro movimento, e os dois primeiros movimentos tiveram um andamento mais lento (o primeiro movimento dá pra comparar com o áudio disponibilizado aqui), fora que a câmera de vídeo não tinha como captar bem a harpa e os contrabaixos, mas foi uma boa gravação e que certamente vai abrir as portas para novas execuções pelo país.

(Acabei de receber novo e-mail, comentando que o compositor disponibiliza a grade e as partes solistas para qualquer orquestra interessada.)

I. Romance

II. Incelença

III. Desafio

Orquestra Sinfônica da Paraíba, regida por Luiz Carlos Durier
Viola: Savio Santoro
Violoncelo: Paulo Santoro

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Piotr Iliych Tchaykovsky – Tchaikovsky, Shakespeare – Dudamel – Simon Bolivar SOV

Confesso que demorei um pouco para aderir ao “dudamelismo”, mas tenho de reconhecer que o cara tem um baita de um talento, e trouxe para as salas de concerto um pouco daquele carisma e alegria que viamos nos bons tempos de Bernstein. Sorriso, dança, gestos e trejeitos de apoio aos músicos, enfim, carisma.
Dia destes tive a oportunidade de assistir sua “estréia” frente à Filarmônica de Los Angeles, da qual atualmente é diretor, tocando a Sinfonia Titâ de Mahler. Muito bom mesmo. Emocionante.
Este CD que estou postando é o último trabalho dele, com sua Orquestra Simon Bolivar Symphony Orchestra of Venezuela. Não pretendo entrar aqui nos méritos sociais ou políticos deste projeto que ele coordenou nas favelas de Caracas, mas também não posso deixar de admirar seu empenho neste mesmo projeto que o lançou mundialmente, que o tornou mundialmente conhecido, e o levou à frente de uma Filarmônica de Los Angeles, ou Berlim.
Estes trabalhos de Tchaikovsky aqui gravados não são tão conhecidos, com exceção, é claro, do balé Romeo e Julieta. Não diria que é um disco temático. Dudamel juntou três peças do russo que foram baseadas na obra do bardo. Mas é um baita disco com uma música simplesmente magnifíca, claro que para aqueles que admiram o compositor.
Uma boa dica para o domingo.

01 – Hamlet – Fantasy Overture after Shakespeare op. 67
02 – The Tempest – Symphonic Fantacy after Shakespeare op. 18
03 – Romeo and Juliet – Fantasy Overture after Shakespeare

Simon Bolivar Symphony Orchestra of Venezuela
Gustavo Dudamel – Director

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in B flat major, Op. 67 e Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34 (CD 2 de 5)

Após alguns dias de ausência eu retorno ao PQP Bach para dá continuidade ao ciclo de postagens com o material camerístico de Brahns, iniciado há alguns dias atrás. Nesta ocasião teremos o Quarteto in B flat maior, Op. 67 e o o famoso Quinteto para dois pianos, dois violinos, viola e violoncelo em F menor, Op. 34. Para um dia como este é uma música agradavelmente adequada. Os comentários são dispensáveis. Que a música forneça suas explicações. Boa apreciação!

Johannes Brahms (1833-1897) – String Quartet in B flat major, Op. 67 e Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34

String Quartet in B flat major, Op. 67 [32:13]
01. 1.Vivace
02. 2. Andante
03. 3. Agitato(Allegretto Non Troppo)
04. 4. Poco Allegretto Con Variazioni

Quinteto for piano, 2 violins, viola e violoncello in F menor, Op. 34 [41:21]
05. 1. Allegro Non Troppo
06. 2. Andantem, Un Poco Adagio
07. 3. Scherzo.Allegro-Trio
08. 4. Finale.Poco Sostenut

Amadeus Quartet

BAIXAR AQUI

Carlinus

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) – Stabat Mater, Violin Concerto, Salve Regina in C Minor – Abbado, Mingardo, Carmignola, Orchestra Mozart

Após a overdose que tivemos nos últimos dias de coleções de parar o trânsito, volto discretamente para postar novamente a obra prima de Pergolesi, o “Stabat Mater”, nesta coleção impecável que Claudio Abbado gravou em pouco menos de um ano.
Sempre que ouço o ” Stabat Mater” de Pergolesi sinto um arrepio na espinha. Não conheço nada mais angustiante que este lamento, não há como não imaginar esta dor intensa que uma mãe deve sentir quando perde de um filho.
Sara Mingado e Raquel Harnisch estão magníficas no “Stabat Mater”. Conseguimos identificar a cumplicidade na dor e no lamento em suas interpretações. É como se viesse da própria alma. Me perdoem os mais puristas, mas ainda prefiro a voz feminina à dos contra-tenores, mesmo sendo fã das gravações do Andreas Scholl e do René Jacobs. Sara Mingardo faz um trabalho notável nesta gravação, volto a repetir.
Ah, antes que esqueça, alguém pediu dia desses alguma outra obra de Pergolesi, como um concerto, ou uma obra de câmera. Curiosamente, neste CD, temos um Concerto para Violino. E o intérprete é ninguém mais que Giuseppe Carmignola, um dos maiores intérpretes do violino barroco na atualidade. Paa encerrar o CD, mais um “Salve Regina”.
Assim encerro a série de postagens deste fantástico compositor, que infelizmente viveu apenas 26 anos. Esta coleção do Abbado foi um dos maiores lançamentos fonográficos da música clássica no ano de 2010. Vida longa ao Signore Abbado por nos proporcionar esse prazer.
O sol está a pino neste sábado de manhã, como esteve nos últimos dias aqui no interior. Está fazendo um friozinho agradável. Hoje tirei o dia para não fazer nada, não sair de casa, enfim, curtir o dia aqui, ouvindo uma boa música.
Tenham todos um bom final de semana.

.
1. Stabat Mater
Sara Mingardo, Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

2. Cujus animam
Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

3. O quam tristis
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

4. Quae moerabat
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

5. Quis est homo
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

6. Vidit suum
Rachel Harnisch, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

7. Eia Mater
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

8. Fac ut ardeat
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

9. Sancta Mater
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

10. Fac ut portem
Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

11. Inflammatus

12. Quando corpus – Amen
Rachel Harnisch, Sara Mingardo, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

Concerto for Violin in B Flat Major
edited by Federico Agostinelli
13. 1. Allegro
14. 2. Largo
15. 3. Allegro
Giuliano Carmignola, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

Salve Regina in C Minor
edited by Federico Agostinelli

16.1. Salve, Regina
17 2. Ad te clamamus
18. 3. Eia ergo
19. 4. Et Jesum benedictum
20. 5. O clemens, o pia
Julia Kleiter, Orchestra Mozart, Claudio Abbado

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!