Obras de Tatyana Mikheyeva

Peço perdão pelo longo silêncio que já virou praxe, mas a vida anda dando suas pequenas voltas. A pior foi queimar o HD e estar sem meus LPs e CDs por alguns meses. Mas este não é o caso da compositora de hoje, que estava no meu mp3 player todo o tempo. Seu nome é Tatyana Mikheyeva (lê-se Mirreieva), cazaque, nascida em 1962 em Talgar, no sul do Cazaquistão, próximo a antiga capital Almaty, já na fronteira com a República Quirguiz. Estudou no Conservatório de Música justamente de Almaty, mas quando estive lá, o pessoal do conservatório não sabia quem era (ou fizeram pouco esforço para lembrar, já que eu disse que ela estava em Moscou agora. Parece também que já chegou a dar uma passada pelo Festival Música Nova, em Santos.

Deixando de lado o blá, blá, blá biográfico de quem nada sabe da vida da moça, sua música é muito interessante. Não que seja profundamente revolucionária. Está mais para um crossover, cheio de elementos folclóricos e improvisação jazzística, mas tendendo tudo a caminhar em direção à música clássica, embora, frequentemente, com mais soltura (que é o que me pega aqui). Boa parte das peças são cantadas, mas não é nada que lembre canto lírico. Tem tudo isso, no entanto, uma força magnífica, uma preocupação expressiva bem peculiar e uma harmonização de diversos elementos que me chamam a atenção. Basicamente, não é uma revolução, mas me soa muito singular.

Coloquei tudo que tenho dela aqui (e tudo vêm do Classical Archives). Eu, particularmente, gosto muito da “Morning Mountain Music for Voice, Piano, Cello and Small Ensemble” e me divirto muito com várias partes do Réquiem (ainda que, às vezes, ela exagere um pouquinho no sintetizador).

Boa diversão!!

Tatyana Mikheyeva
(1962- )

01 – Archaic Canons for Cello, Voices, Choir and Phonograph
02 – Moonlight Woman for Flute, Alto Flute and Percussion
03 – Morning Mountain Music for Voice, Piano, Cello and Small Ensemble
04 – Music for the Pregnant for Voice and Synthesizer
05 – Music in the Dark for two Pianos, Percussion and Phonograph
06 – The Prophecy of Yahavi’ for Voice, Percussion and Sea Wave

Requiem in Memory of Dmitry Pokrovsky
07 I. Great Devastation
08 II. Trisna
09 III. Voices of Ancestors
10 IV. Krada
11 V.  Lullaby of Iriy

Dmitry Cheglakov, cello (faixa 1)
K. Drasavin, voz (faixa 1)
T. Smyslova, regente (faixa 1, 7-11)
Tatyana Mikheyeva, soprano (faixa 1, 7-11), sons eletrônicos (faixa 3), voz (faixa 4, 6)
D.Pokrovsky Theater of Folk Music Chamber Ensemble (faixa 1, 7-11)
D. Denisov, flauta (alta) (faixa 2)
Natalia Pshenichnikova, flauta (faixa 2)
V. Grishin, percussion (faixa 2)
Andrey Zelensky, sintetizador (faixa 3)
N. Shiryaev, baixo (elétrico) (faixa 3)
N. Vintskevich
, saxofone (faixa 3)
V. Kuleshov, bateria (faixa 3)
M. Dubov, piano (faixa 5), M. Pekarski, piano (faixa 5)
Mark Pekarsky Percussion Ensemble Chamber Ensemble (faixa 5)
Bolshoi Theater Percussion Ensemble Chamber Ensemble (faixa 6)
V. Grishin, regente (faixa 6)
V. Pushechnikov, piano (faixa 6)

Baixe Aqui

itadakimasu

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Orchestral Suites BWV 1066-1069 – Gardiner, English Baroque Soloists

Não sei se é por causa da chuva e do frio que predominam aqui no sul do Brasil, só sei que o meu computador anda muito temperamental, desligando sozinho de vez em quando, outras vezes nem quer ligar… enfim, temperamental. Ou pedindo aposentadoria. Mas esta última opção não será possível de realizar tão cedo. Andei trocando de carro há alguns meses atrás, portanto estou economizando tudo o que pode ser economizado. Esse computador vai ter me aguentar por mais uns dois anos, pelo menos.

Durante muitos anos estive atrás desta gravação das Suítes Orquestrais com o Gardiner.Nem acreditei quando a encontrei, estava até acreditando que ele nem as havia gravado.  Desde então, não canso de ouvi-las. Estão no meu mp3 player e no cartão de memória do celular, para poder ouvi-las sempre que possível.

Postei os Brandenburgo Concertos com o Gardiner há alguns meses atrás. Curiosamente ele nunca havia gravado aquelas obras, só agora, no final da primeira década do novo século ele as enfrentou, e já consolidado como o grande regente que é, e além disso, já ostentando o título de Cavaleiro da Rainha na frente do nome. Agora temos de chamá-lo de Sir John Eliot Gardiner. E aquela postagem foi um sucesso. Estas Suítes Orquestrais, ao contrário, já foram gravadas há 25 anos atrás, ou mais, se não me engano, ainda nos anos 80, e por algum motivo, saiu de catálogo, e ficou muito difícil de conseguir.

Infelizmente não tive acesso às informações sobre os solistas. Agradeceria a boa alma caridosa que me passasse estas informações.

Gardiner sempre se sente à vontade quando toca Bach. Definitivamente, é um grande especialista neste repertório. Tenho certeza de que os senhores irão gostar.

P.S. – Este CD encontra-se fora de catálogo. Não o encontrei nem na amazon nem no site da própria ERATO.

P.S; 2 – Um atento ouvinte me alertou que estava faltando uma das faixas doo BWV1067. Para não ter de reupar todo o arquivo, estou disponibilizando apenas a faixa. Trata-se das belíssimas Bourees I & II .

CD 1

1 – Suite No.1 BWV 1066 – Overture
2 – Courante
3 – Gavottes 1 & 2
4 – Forlane
5 – Menuets 1 & 2
6 – Passepides 1 & 2
7 – Choral BWV 299 (Monteverdi Choir)
8 – Suite No.2 BWV 1067 – Overture
9 – Rondeau
10 – Sarabande
11- Bourr es 1 & 2
12 – Polonaise Double
13 – Menuet
14 – Badinerie

CD 2

1 – Suite No. 3 BWV 1068 – Ouverture
2 – Air
3 – Bourree
4 – Gavottes 1 & 2
5 – Gigue
6 – Suite No. 4 BWV 1069 – Ouverture
7 – Bourrees 1 & 2
8 – Gavotte
9 – Menuets 1 & 2
10 – Rejouissance

English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner – Conductor

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FAIXA 12 – SUÍTE Nº2, BWV 1067 – Bourees I & II
FDPBach

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Chopin: Cello Sonata; Polonaise Op.3; Schumann: Adagio & Allegro – Rostropovich – Argerich

Esta época de estudos e exames tem me deixado sem a concentração necessária para fazer os textos das postagens… se bem que essa nem precisa ter texto!

Basta ler o nome Rostropovich ou Argerich que você já sabe que DEVE fazer o download. Ainda mais se os dois estiverem juntos. QUE DUPLA!!!!!

.
Frederic Chopin (1810-1849)
Sonata for Piano and Violoncello in G minor, op. 65
1 1. Allegro moderato
2 2. Scherzo. Allegro con brio
3 3. Largo
4 4. Finale. Allegro

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Polonaise brillante for Piano and Violoncello C-dur op. 3
5 lntroduction. Lento
Alla Polacca. Allegro

Robert Schumann (1810-1856)
6. Adagio and Allegro for Violoncello and Piano in A major, op. 70 (Arr.: Friedrich Grutzmacher)

Chopin: Cello Sonata; Polonaise Op.3 & Schumann: Adagio & Allegro – 1989
Mstislav Rostropovich, cello
Martha Argerich, piano

Boa audição,

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Raphael Cello

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Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 3 in D minor e Symphony No. 8 in C minor

Ouvi este baita CD há pouco e percebi que era fundamental compartilhá-lo. Percebo dois momentos da vida de Bruckner aqui escancarados: (1) A Sinfonia no. 3 é um trabalho repleto de “idealismos”. Foi dedicada a Richard Wagner. Possui bons momentos; passagens daquilo que seria trabalhada a partir da Quarta Sinfonia – momento em que os grandes trabalhos se sucederiam numa progressão assustadora. (2) A poderosa Oitava Sinfonia, um dos trabalhos mais atordoadores de toda a história das composições sinfônicas, é uma marca do gênio de Bruckner. As sinfonias números 7, 8 e 9 de Bruckner são portais que nos levam ao paraíso. Acredito (sem exagero) que essas sinfonias serão tocadas na “Nova Jerusalém” – nomenclatura utilizada pelo livro de Apocalipese para descrever o “Novo Céu”. Ultimamente tenho ouvido muita coisa com George Szell e me impressiona a qualidade desse regente. Boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 3 in D minor e Symphony No. 8 in C minor

DISCO 01

01. Mehr bewegt, misterioso
02. Andante. Bewegt, feierlich, quasi Adagio
03. Scherzo. Ziemlich schnell
04. Finale. Allegro

Symphony No. 8 in C minor, WAB 108

01. I. Allegro moderato

DISCO 02

01. II. Scherzo. Allegro moderato
02. III. Adagio. Feierlich langsam_ doch nicht schleppend
03. IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

Cleveland Orchestra
George Szell, regente

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Carlinus

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I Bienal Música Hoje – Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba

I Bienal Música Hoje

Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba

Nos últimos quinze anos, Curitiba tem visto – pela primeira vez em sua história – uma importante movimentação de música nova. A cidade conta hoje com um grande número de estudantes de composição musical e diversos compositores em atividade. Composição contemporânea é uma das linhas de pesquisa do mestrado em música da Universidade Federal do Paraná e um dos cursos de bacharelado da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Muitos dos que se formaram em composição aqui encontram-se hoje em atividade na Europa e na América do Norte. Não havia entretanto uma ação institucional na área, o que de certa forma, excluia Curitiba dos circuitos internacionais de música contemporânea.

Ao mesmo tempo, a Universidade Federal do Paraná vive um momento histórico de construção do Corredor Cultural, de preparações para as comemorações do centenário de nossa Universidade – propício para promover um festival de música de arte em Curitiba e fomentar o processo de internacionalização da UFPR no campo das artes.

Dado este quadro, realizamos a I Bienal Música Hoje, com apresentações de grupos nacionais e convidados internacionais da cena de música contemporânea, e do Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba, com professores participantes dos grupos e alunos de composição vindos de todo Brasil e das Universidades do Grupo de Montevidéu.

Vincula-se assim a valorização e difusão da diversidade cultural e artística brasileira ao panorama internacional de música contemporânea.

29.8. – 20h – Concerto de Abertura | Platypus Ensemble | Viena – Áustria
Capela Santa Maria – Espaço Cultural | Rua Conselheiro Laurindo, 273 | Curitiba

Programa:

Tania Lanfer – I Have Come on Foot (2011)
Márcio Steuernagel – Namarië (2008)
Joanna Wozny – Kahles Astwerk (2007)
Vinicius Giusti – Estudo Aberto (2011)
Mirela Ivicevic – Dominosa ADHD: Haute couture (2011)
Hannes Dufek – Unstern (2011)
Fernando Riederer – Alento II (2011)

Platypus – Ensemble für neue Musik
Kaoko Amano, Soprano
Sieglinde Größinger, Flautas
Theresia Schmidinger, Clarinetes
Marianna Oczkowska, Violino
Tomasz Skweres, Violoncelo
Jaime Wolfson, Piano e Direção

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30.8. – 18h30 – Duo Fla-∏ | Curitiba – Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em breve)

Duo Fla-∏
Valentina Daldegan, Flauta
Beatriz Furlanetto, Piano

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30.8. – 20h – Ensemble Cross.Art | Stuttgart – Alemanha
Capela Santa Maria – Espaço Cultural | Rua Conselheiro Laurindo, 273 | Curitiba

Programa: (em breve)

Ensemble Cross.Art
Céline Papion, Violoncelo
Junko Yamamoto, Piano

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31.8. – 18h30 – Concerto Eletroacústico | Curadoria de Vinícius Giusti, Bremen – Alemanha
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em Breve)

Vinícius Giusti, Difusão Electroacústica

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31.8. – 20h – Duo Fernando Rocha e Ana Cláudia Assis| Belo Horizonte, Brasil
Sesc da Esquina | Rua Visconde do Rio Branco, 969, Curitiba

Programa: (em Breve)

Fernando Rocha, Percussão
Ana Cláudia Assis, Piano

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1.9. – 20h 2dB Duo | Rio de Janeiro, Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa Latino-Americano:

Daniel Quaranta – Sobre um Conto de Borges (2002)
Rodrigo Sigal –  Friction of Things in Other Places (2002)
Jocy de Oliveira – Morte de Desdêmona (1997)
Bryan Holmes – Desembocaduras (2008)
Paulo Guicheney – Anjos são Mulheres que Escolheram a Noite (2006)
Carlos Suárez – Metáforas do Tempo (2008)
Neder Nassaro – Concerto Armado (2001)

2dB Duo
Doriana Mendes, Soprano
Bryan Holmes, Difusão Electroacústica

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2.9. – 20h – final do I Concurso de Composição CCTG/OSP/UFPR
Orquestra Sinfônica do Paraná | Curitiba, Brasil
Teatro Guaíra | Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão
Rua Conselheiro Laurindo, s/nº, Curitiba

Programa:

I Concurso Nacional de Composição
Centro Cultural Teatro Guaíra
Orquestra Sinfônica do Paraná
Universidade Federal do Paraná

Orquestra Sinfônica do Paraná
Márcio Steuernagel, Direção

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3.9. – 20h – Sextante do Mato Grosso, Cuiabá – Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em Breve)

Sextante do Mato Grosso
Rose Vic, Soprano
Teresinha Prada & Roberto Victório, Violão/Viola Caipira

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4.9. – 20h – Concerto de Encerramento | Obras para Ensemble e Orquestra
Platypus Ensemble | Orquestra Filarmônica da UFPR | Ensemble EntreCompositores
Teatro da Reitoria da UFPR | Rua XV de Novembro, 1299 – Centro, Curitiba

Programa:

Tomasz Skweres – Concerto para Violoncelo e  Orquestra (2011)
Simon Vosecek – Migraine (2011)
Vinicius Giusti – N.N. (2011)
Márcio Steuernagel/Orlando Scarpa Neto – Alle Sterne’ (2011)
Lucas Fruhauf – O tempo, o frio e os rumores (2011)
Alexandre Torres Porres – (i)Re(f||v)erência (2011)
Fernando Riederer – Alento III (2006-2011)

Platypus – Ensemble für neue Musik
Orquestra Filarmônica da UFPR
Ensemble EntreCompositores
Jaime Wolfson – Lucas Ferreira Fruhauf – Marcell Silva Steuernagel, Direção

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Avicenna

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Richard Wagner (1813-1883) – Rienzi , o último dos tribunos, WWV 49 (ópera em 5 atos)

Rienzi, der letzte der Tribunen (em port.: Rienzi, o último dos tribunos) é a terceira ópera, de cinco actos, composta em 1840, por Richard Wagner. O seu libreto foi escrito pelo próprio compositor, embora baseado no romance do novelista inglês Edward George Earl Bulwer-Lytton intitulado Rienzi, o último Tribuno Romano, e também numa peça de teatro da novelista e dramaturga também inglesa Mary Russell Mitford. Em Junho de 1837, Wagner foi contratado como diretor musical em Riga. Enquanto esperava pela tomada de posse desse cargo, leu com muito interesse, em Blasewitz, perto de Dresden, a supracitada novela de Bulwer-Lytton. Imediatamente se sentiu atraído pela idéia de criar algo grande e fantástico a fim de se alhear da infortunada realidade da sua vida. O pensamento de fazer uma “grande ópera heróica 1836, juntamente com o seu amigo Theodor Apel. Em 1840, a ópera estava terminada. Wagner tinha então 27 anos. Já tinha composto a sua primeira ópera, As Fadas, em 1833, aos 23 anos, e a sua segunda ópera, O Amor Proibido, em 1834 aos 24 anos. A estréia de Rienzi, dirigida pelo maestro Karl Gottlieb Reißiger, ocorreu no Teatro da Corte de Dresden, no dia 20 de Outubro de 1842. Apesar da ópera ter durado cerca de seis longas horas (contando com os intervalos), o sucesso foi retumbante e marcou, para sempre, a vida de Wagner. O manuscrito original perdeu-se e foi encontrado, anos mais tarde, na biblioteca particular de Adolf Hitler. Isso não seria de se estranhar, pois Hitler, assíduo frequentador das óperas wagnerianas, apreciava esta ópera acima de todas as outras. De acordo com o documentário Mulheres de Hitler, Hitler chegou a assistir Rienzi mais de quarenta vezes. A razão é porque o enredo anda todo à volta da vida de Cola di Rienzi, uma personagem popular da Itália medieval que tenta derrotar os nobres, incutir a revolta no povo, conduzindo-o a um futuro melhor. Os estandartes do Partido Nazi foram concebidos pelo Führer com base nos modelos desta ópera.

DAQUI

P.S. Quem quiser saber mais da relação de Hitler com a ópera Rienzi de Wagner, assista ao documentário A Arquitetura da Destruição, do sueco Peter Cohen.

Richard Wagner (1813-1883) – Rienzi , o último dos tribunos, WWV 49 (ópera)

DISCO 01

01 – Ouvertüre
02 – Hier ist’s, hier ist’s! Frisch auf
03 – Dies ist eu’r handwerk, daran erkenn’ ich euch!
04 – O Schwester, sprich, was dir geschah
05 – Die Stunde naht, mich ruft mein hohes Amt
06 – Er geht und lässt dich meinem Schutz
07 – Gegrüßt, gegrüßt sei, hoher tag
08 – Rienzi! Ha Rienzi hoch! – Erstehe, hohe Roma, neu!
09 – Jauchzet, ihr Täler!

DISCO 02

01 – Rienzi, nimm des Friedens Gruß!
02 – Colonna, hörtest du das freche Wort _
03 – Erschallet Feierklänge!
04 – Ihr Römer, es beginnt das Fest
05 – Pantomime
06 – Rienzi! Auf! Schützt den Tribun!
07 – Mein armer Bruder, nicht durch mich

DISCO 03

01 – Euch Edlen dieses Volk verzeiht, seid frei
02 – Vernahmt ihr all’ die Kunde schon_
03 – Gerechter Gott! So ist’s entschieden schon!
04 – Wo war ich_ Ha, wo bin ich jetzt_
05 – Marsch
06 – Der Tag ist da, die Stunde naht
07 – Nun denn, nimm, Schicksal, deinen Lauf!
08 – Heil, Roma, dir!

DISCO 04

01 – Wer war’s, der euch hieher beschied_
02 – Ihr nicht beim Feste_
03 – Vae, vae tibi maledicto!
04 – Allmächt’ger Vater, blick herab!
05 – Verlässt die Kirche mich
06 – Ich liebte glühend meine hohe Braut
07 – Rienzi, o mein großer Bruder
08 – Du hier, Irene_
09 – Herbei! Herbei! Auf, eilt uns zu!

*BBC North, June 27, 1976

BBC Northem Symphony Orchestra
Edward Downes, regente

*Informações sobre os intérpretes encontram-se nos scans que seguem no quarto disco

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Carlinus

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.: interlúdio – The Skipper and The Reverend :.

Sei quase nada sobre Henry Franklin. Que fez seu caminho no jazz em Los Angeles, que aprendeu muito com Freddie Hubbard e Archie Sheep, que possui extensa discografia — tanto como líder quanto integrante — e que ainda hoje, aos 71 anos, grava e se apresenta regularmente, na Califórnia. E está bem assim; se o “Skipper” manteve consigo certa aura underground, porque não manter a proposta? Principalmente porque meu primeiro contato com o disco que trouxe hoje, The Skipper, se deu por impulso, num sebo. Já compraram disco pela capa? Pois foi o caso. Um tanto de esoterismo, a mancha toda quase em negativo, indicando: jazz tarja preta. O selinho da Black Jazz chancelava. Pensei em perguntar se era um álbum de fusion (o disco é de 1972), mas não quis chamar a atenção, já que o preço era ridículo e o vendedor podia se dar conta. Cheguei em casa pra descobrir uma obra — não de fusion, que eu queria evitar (fusion é um assunto muito delicado), mas de hard bop. E primeira linha. Mas PÕE primeira linha nisso.

Franklin, baixista, faz um caminho mais Paul Chambers, menos Mingus. É mais contido, mas não menos audível nas gravações; fácil de perceber um compasso certeiro com Henderson, no piano elétrico. (Já falei o quanto eu gosto da sonoridade do piano elétrico? Os timbres trazem uma claridade que lembra o exato ponto entre o piano e um vibrafone, e as notas ressaltam em meio dos temas de uma forma inconfundível, que pra mim se traduzem como um instrumento que toca nos sonhos. Sempre me encanto.) Baixo e piano complementam-se e conduzem perfeitamente os temas, deixando à bateria e aos sopros uma liberdade que toma um ar meio europeu, lembrando Evan Parker. O disco alterna temas longos, mais velozes e experimentais, à momentos de maior swing; uma pitada, não mais que isso, de soul aqui e ali, e até um blues. O repertório é interessante e variado, porém os temas mais brilhantes são os mais violentos, mesmo — em especial o de abertura. (“Beauty And The Electric Tub” poderia ser out-take de Bitches Brew, até.)

E já que estamos tratando de pérolas escondidas cujas quais o autor do post sabe pouco (além do que ouve), cabe como uma luva trazer também Uhuru na Umoja, swahili para “liberdade e fraternidade”, magnum opus do saxofonista Frank Wright. Aos ouvidos, logo diz: “lembra o Coltrane free jazz, mas antes de ficar completamente fora do controle (hm, Ascension)”. Na resenha, também lembra Coltrane: as liner notes do álbum trazem a inscrição “Fui colocado neste planeta pelo Criador, para proclamar a mensagem do Espírito Universal, levá-la ao povo”. Não à toa, Wright é chamado de “Reverendo”, e sola como se estivesse fazendo um sermão no delta do Mississipi — que foi onde nasceu, inclusive. Gravado em Paris (Frank deixou os EUA em 1969 e viveu o resto da vida na Europa) e lançado pela Verve em 1970, Uhuru na Umoja não quer ser solene como os discos de Coltrane; no entanto, consegue trazer boa dose de misticismo no jogo de sopros que Wright faz com Noah Howard, outro devoto do avant-garde jazz (e que assina todas as composições bases do disco). Soma-se a isso o fato de que — paradoxalmente ao primeiro disco deste post — o quarteto não tem baixo. E por “não ter baixo” eu também quero dizer que nem piano, nem bateria vão tentar emular essa função; a cozinha está mais improvisada que os saxofones, e são eles que, curiosamente, vão dar a progressão na maior parte do tempo. (“Grooving”, apesar de arrebatadora, não tem groove absolutamente nenhum (o que deixa tudo muito divertido). Junto com “Being”, bastante percussiva, são os pontos altos da bolacha.) Encorpado, é free jazz não recomendado para iniciantes (ou seja, daqueles que PQP adora — e inclusive adora usar pra provocar os incautos). Mas quem tem um pé no estilo vai se esbaldar. Aliás, prestem atenção, se puderem em meio à mixagem pré-setentista (e à fumaceira que os sopros estão fazendo), na elegância que Art Taylor mantém na bateria. Sem perder-se do intuito free jazz, não sai da linha em nenhuma baquetada.


Henry Franklin – The Skipper /1972 [V2]
download – 65MB /mediafire
Henry Franklin (Fender and upright bass), William Henderson (electric piano), Mike Carvin (drums), Oscar Brashear (trumpet, flugelhorn), Charles Owens (tenor sax, alto sax), Kenny Climax (guitar, electric tub), Fred Lido, Tip Jones (percussion)
01 Outbreak (Franklin) 10’08
02 Plastic Creek Stomp (Franklin) 3’27
03 Theme for Jojo (Hall) 7’46
04 Beauty and the Electric Tub (Franklin) 12’40
05 Little Miss Laurie (Franklin) 7’42
06 The Skipper (Henderson) 5’21


Frank Wright Quartet – Uhuru na Umoja /1970 [192]
Frank Wright (tenor sax), Noah Howard (alto sax), Bobby Few (piano), Art Taylor (drums)
download – 47MB /mediafire
01 Oriental Mood 8’53
02 Aurora Borealis 7’41
03 Grooving 6’50
04 Being 6’26
05 Pluto 3’51

Boa audição!
Blue Dog

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Schoonderwoerd – Cristofori

Digamos que para se apreciar estas gravações os senhores terão de mudar alguns conceitos, uma quebra de paradigma, eu diria. Esqueçam todas as versões que postamos aqui: Pollini, Brendel, Richter, Zimerman, Rubinstein, etc. Esqueçam os grandes conjuntos orquestrais, como Filarmônica de Viena, de Berlim, Concertgebow, entre tantos outros.
O que temos aqui é uma leitura dita histórica, com uma orquestração mínima, parecendo às vezes um quarteto ou quinteto de cordas. E o piano é um pianoforte, baseado em um instrumento construido no início do século XIX. Ou seja, temos um sonoridade totalmente diferente da que estamos acostumados quando ouvimos um solista tocando num Steinway ou num Yamaha. Algumas passagens também soam diferentes daquelas que estamos acostumados a ouvir. A idéia é nos aproximarmos do que realmente se ouvia à época de Beethoven. O pianista e condutor, Arthur Schoonderwoerd, é professor de pianoforte, e musicólogo, especialista neste repertório, ou seja, sabe do que está falando. Encontrei esta pequena biografia sua na internet:

ARTHUR “SCHOONDERWOERD studied piano and chamber music at the Utrecht Conservatoire, where he also studied musicology. From 1992 he specialised in performance on historical keyboard instruments under Jos van Immerseel, studying fortepiano at the Conservatoire Supérieur in Paris, where in 1995 he was unanimously awarded First Prize. The following year he was named “Lauréat Juventus” by the Council of Europe. Pianist, fortepianist, harpsichordist and clavichordist, Arthur Schoonderwoerd is currently one of the leading international specialists in historical keyboard instruments. He has made numerous recordings, including a recent, highly controversial version of Beethoven’s 4th and 5th Concertos with Ensemble Cristofori (Alpha Productions, 2005), as well as a monographic Chopin (2004) and other discs devoted to the music of Mozart, Eckard, Schubert, Reichardt, Berlioz and other composers. Arthur Schoonderwoerd teaches fortepiano advanced higher training in fortepiano. “

Mas lhes garanto: estas gravações são absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS. Para aqueles que gostam de novas possibilidades, é um prato cheio. Para os que não gostam de novidades, bem, temos diversas outra opções, mas pediria que ouvissem estes cds ao menos uma vez.

Essa é a magia da música, e nos dá mais uma mostra da genialidade de Beethoven. Seria esta a forma e era assim que ele queria que sua obra fosse executada duzentos anos depois? Nunca saberemos, mas pelo menos podemos ter uma idéia de como estas obras primas deviam soar naquela época.

Com esta postagem pretendo começar a trazer algumas outras gravações que tenho interpretadas em fortepiano.
P.S. – Antes que perguntem, os que se assustarem com o tal com concerto nº6, nada mais é que a transcrição para piano do Concerto para Violino, op. 61. Existem poucas gravações desta transcrição, que particularmente a mim não agrada, ainda prefiro a versão original para violino.

CD 1

01. Konzert Nr.1 C-Dur Op.15 I. Allegro Con Brio
02. Konzert Nr.1 C-Dur Op.15 II. Largo
03. Konzert Nr.1 C-Dur Op.15 III. Rondo, Allegro
04. Konzert Nr.2 B-Dur Op.19 I. Allegro Con Brio
05. Konzert Nr.2 B-Dur Op.19 II. Adagio
06. Konzert Nr.2 B-Dur Op.19 III. Rondo, Allegro Molto

CD 2

01. Concerto pour pianoforte en Do mineur n°3 op. 37 – I. Allegro con brio
02. II. Largo
03. III. Rondo, Allegro
04. Concerto pour pianoforte en Re majeur n°6 op. 61a – I. Allegro, ma non troppo
05. II. Larghetto
06. III. Rondo

CD 3

01. Klavierkonzert Nr.4 op.68 – 1. Allegro moderato
02. Klavierkonzert Nr.4 op.68 – 2. Andante con moto
03. Klavierkonzert Nr.4 op.68 – 3. Rondo. Vivace
04. Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 1. Allegro
05. Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 2. Adagio un poco moto
06. Klavierkonzert Nr.5 op.73 – 3. Rondo. Allegro ma non troppo

Arthur Schoonderwoerd – Pianoforte
Essemble Cristofori

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

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Astor Piazzolla (1921-1992): Five Tango Sensations com Piazzolla e o Kronos Quartet – LINK REVALIDADO

Os mais antigos aqui no PQP sabem da enorme admiração que tenho pelo trabalho do Kronos Quartet. Sinônimo de qualidade + ousadia, o Kronos realizou este disco com, nada mais nada menos, o próprio Piazzolla ao bandoneón.

Que relevância tem o tango atualmente? Muita, certamente. Talvez seja a música mais viva em nosso continente. Na Argentina a nova geração – ouvintes e músicos — estão envolvidos com o tango, enquanto que no Brasil, apesar das muito honrosas exceções, os jovens preferem o bate-estaca americano. Criativo e de alta intensidade emocional, tango é muito mais do que seus próprios clichês. E Astor Piazzolla foi o responsável por sua renovação e retomada.

Piazzolla trouxe ao tango influências tão diversas como a do jazz, a da música erudita e a da ópera italiana, tudo misturado no gênero Nuevo Tango. Piazzolla foi proibido, saiu da Argentina, foi vaiado e combatido, teve sua vida ameaçada em razão de seu desprezo pelo convencional, desafiou e despertou paixões. Mas foi enorme como Borges para a literatura.

Five Tango Sensations é sua segunda colaboração com o Kronos Quartet. A primeira, vou procurar por aí.

ASTOR PIAZZOLLA (1921-1992)
Five Tango Sensations

1) Asleep (5:23)
2) Loving (6:10)
3) Anxiety (4:51)
4) Despertar (6:03)
5) Fear (4:00)

KRONOS QUARTET:
DAVID HARRINGTON, violin
JOHN SHERBA, violin
HANK DUTT, viola
JOAN JEANRENAUD, cello

ASTOR PIAZZOLLA, bandoneón

1991 Elektra Entertainment
1 CD DDD
9 79254-2

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PQP

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Witold Lutoslawski (1913 – 1994): String Quartet – LINK REVALIDADO

Gosto tanto da música de Lutoslawski que chego a dizer que ele é meu compositor favorito; claro, ao lado de Messiaen. Tenho praticamente sua obra completa na cabeceira da minha cama. Destaco esse pequeno disco (23 minutos) com uma de suas obras mais importantes: o Quarteto de Cordas (1964). Obra que submete os músicos a certas liberdades de tempo, improvisações controladas, e quase total independência entre os instrumentos. Mas não se enganem Lutoslawski é extremamente preciso em suas composições. Um senhor metódico e disciplinado escrevendo música de natureza rebelde.

Outro destaque é o Kronos Quartet, músicos que estavam possuídos nesta gravação.

Faixas:

1. String Quartet: Introductory Movement
2. String Quartet: Main Movement

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CDF

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Kronos Quartet – Black Angels – Crumb, Tallis, Marta, Ives & Shostakovich – LINK REVALIDADO

51Y IErSdbL AA240 Os CDs do quarteto de cordas Kronos sempre fizeram minha alegria. O grupo existe há 34 anos e sempre faz trabalhos muito originais ligados à música moderna. Não surpreende o fato de terem estreado mais de 400 obras dedicadas a eles, algumas escritas por conhecidos nossos, como Piazzolla, Górecki, Reich, Boulez, etc. Ultimamente – pasmem! -, têm se apresentado com Tom Waits…

Mas fiquemos na música erudita. Há um CD de música erudita africana para quarteto de cordas que vou lhes contar… ou postar algum dia… quem sabe?

Este fantástico Black Angels (1990) é um CD sobre a guerra e a morte.

Inicia com a obra que dá nome ao CD, uma ode ao Vietman do norte-americano George Crumb (1929- ). Se o primeiro movimento é bastante assustador, o segundo começa por uma citação de A Morte e a Donzela de Schubert e finaliza com outra citação facilmente reconhecível mas que não consigo pescar na memória.

Thomas Tallis (1510-1585) parece estar como um peixe fora d`água neste trabalho do Kronos, porém o texto em que se baseia o moteto para 40 vozes Spem in Alium conta uma batalha bíblica.

Doom, a Sigh de Istvan Marta (1952- ) incorpora uma gravação autêntica de duas mulheres romenas lamentando a morte de parentes e amigos. É difícil ouvir até o fim o idioma universal da dor.

Depois, o completo contraste. Temos algo pra lá de espalhafatoso e engraçado. O compositor erudito americano Charles Ives (1874-1954) canta sua “Marcha Militar” They are there! (1917) de forma inacreditável. Exatamente, Ives canta! Trata-se de uma canção que escreveu “dedicada” à Primeira Guerra Mundial. A gravação de Ives é acompanhada discretamente pelo Kronos. Espantoso. Vale a pena conhecer a letra de They are there! (Fighting For The People’s New Free World):

There’s a time in many a life,
when it’s do though facing death
and our soldier boys will do their part
that people can live in a world where all will have a say.
They’re conscious always of their country’s aim,
which is Liberty for all.
Hip hip hooray you’ll hear them say
as they go to the fighting front.

Brave boys are now in action
They are there, they will help to free the world
They are fighting for the right
But when it comes to might,
They are there, they are there, they are there,
As the Allies beat up all the warhogs,
The boys’ll be there fighting hard
a-a-and then the world will shout
the battle cry of Freedom.
Tenting on a new camp ground.

When we’re through this cursed war,
All started by a sneaking gouger,
making slaves of men (God damn them),
Then let all the people rise,
and stand together in brave, kind Humanity.
Most wars are made by small stupid
selfish bossing groups
while the people have no say.
But there’ll come a day
Hip hip Hooray
when they’ll smash all dictators to the wall.

Then it’s build a people’s world nation Hooray
Ev’ry honest country free to live its own native life.
They will stand for the right,
but if it comes to might,
They are there, they are there, they are there.
Then the people, not just politicians
will rule their own lands and lives.
Then you’ll hear the whole universe
shouting the battle cry of Freedom.
Tenting on a new camp ground.
Tenting on a new camp ground

O Quarteto de Cordas Nº 8 de Dmitri Shostakovich (1906-1975), de 1960, é dedicado às vitimas do fascismo e da guerra. É uma obra-prima que já postamos aqui algumas vezes, mas que teima em reaparecer.

Lista das Obras:

– George Crumb “Black Angels: Thirteen Images from the Dark Land”, for ampliflied/electric String Quartet (1970)
– Thomas Tallis “Spem in Alium” 40-part motet (circa 16th century) arranged by Kronos
– Istvan Marta “Doom: A Sigh,” (1989)
– Charles Ives “They Are There!” (1917/1942) arranged by John Geist
– Dmitri Shostakovich String Quartet No. 8 (1960)

Faixas:

1. Black Angels: I. Departure (5:37)
2. Black Angels: II. Absence (5:25)
3. Black Angels: III. Return (7:13)

4. Spem In Alium (Sing And Glorify) (8:52)

5. Doom. A Sigh (10:54)

6. They Are There! (2:47)

7. Quartet No. 8: I. Largo (4:57)
8. Quartet No. 8: II. Allegro Molto (2:36)
9. Quartet No. 8: III. Allegretto (4:19)
10. Quartet No. 8: IV. Largo (4:12)
11. Quartet No. 8: V. Largo (3:56)

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PQP Bach

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Shostakovich – Cello Concertos No. 01 e 02 – Truls Mørk – London Philharmonic Orchestra – Mariss Jansons

A galera aqui do blog não ta pra brincadeira… Só posts de primeira linha nos últimos dias! Bem, eu não poderia ficar pra trás.. Já que não estão de brincadeira, resolvi também jogar pesado. Nada melhor que o denso, complexo, meticuloso, caótico, humano e espetacular Shostakovich. Ouça e sinta o que Truls Mørk faz com a música poderosa de Shotakovich. Sei que esse disco merece o famoso “IM-PER-DÍ-VEL” do PQP Bach. Se ele estiver por aí, tem TOTAL autorização para assinar sua famosa marca de controle de qualidade neste post. Não tenho mais palavras para descrever a magnífica música encontrada neste cd…

(PQP, é aqui que você assina… ^^)

Shostakovich – Cello Concerto No. 01 e 02 – Truls Mørk – London Philharmonic Orchestra – Mariss Jansons

Track Listings

Cello Concerto No. 01

01.Allegretto
02.Moderato
03.Cadenza
04. Allegro con moto

Cello Concerto No. 02

05. Largo
06. Allegretto
07. Allegretto

Truls Mørk – cello
London Philharmonic Orchestra
Mariss Jansons – conductor

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Raphael Cello

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Franz Schubert (1797-1828) – String Quintet in C Major, D. 956 – Melos Quartet, Rostropovich

Postei este quinteto há uns quatro anos atrás, nos primórdios do blog, com o mesmo Rostropovich, mas acompanhado pelo sensacional Emerson String Quartet. Aqui temos outro grande excelente conjunto de cordas, mas por algum motivo, esta gravação não deu liga necessária para os comentaristas da amazon. Bem, o problema é deles. Gosto não se discute. Tudo bem, talvez a versão do Emerson seja mais concisa e mais fluente. Mas jamais desmereceria desta forma esta ótima gravação, realizada em 1977, ano que creio que comecei a ouvir esta obra. Não muito antes, nem depois, através das ondas do rádio. E, me poupem, tem o grande Rostropovich. Só isso já vale o CD.
Este quinteto é considerado a maior obra de câmera de Schubert. Lembro de ter comprado o LP de uma gravação com o Yo-Yo Ma e o Cleveland Quartet , ainda nos anos 80, e curiosamente comprei o disco errado. Na verdade, eu procurava o Quinteto para piano de Schuman, que tinha ouvido no rádio, e fiz confusão, troquei Schubert por Schumann. Mas valeu a pena. Ouvi muito aquele LP. Creio que ainda o tenha. Os dois primeiros movimentos dessa obra são um caso à parte. Poucas passagens me comovem tanto quanto o adagio. É de uma sensibilidade pungente, é quase uma marcha fúnebre, um lamento. Maravilhoso.
Um ótimo CD. Para se ouvir com um bom vinho, sentado em sua melhor poltrona.

Franz Schubert – String Quintet, in C Major, D. 956

I. Allegro ma non troppo
II. Adagio
III. Scherzo. Presto; Trio. Andante sostenuto
IV. Allegretto

Mstslav Rostropovich – Cello
Melos String Quartett

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FDPBach

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Richard Wagner (1813-1883) – Parsifal, ópera em 3 atos

Parsifal é uma ópera de três atos do com a música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. Estreou no Bayreuth Festspielhaus em Bayreuth no mês de julho de 1882. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao mesmo seu nome. Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.

DAQUI

Tradução do libreto

Richard Wagner (1813-1883) – Parsifal

DISCO 01

01 – Act 1. Vorspiel – Prelude
02 – Act 1. ‘He! Ho! Waldhüter ihr’ – Gurnemanz
03 – Act 1. ‘Sehr dort, die wilde Reiterin!’
04 – Act 1. ‘Recht so! – Habt Dank!’ – Amfortas
05 – Act 1. ‘He, du da! Was liegst du dort wie ein wildes Tier_’
06 – Act 1. ‘Das ist ein andres’ – Gurnemanz
07 – Act 1. ‘Titurel, der fromme Held, der kannt’ ihn wohl’
08 – Act 1. Vor allem nun_ der Speer kehr uns zurück!
09 – Act 1. ‘Weh! Weh’
10 – Act 1. ‘Du konntest morden, hier im heil’gen Walde’ – Gurnemanz
11 – Act 1. ‘Wo bist Du her _’ – Gurnemanz
12 – Act 1. ‘Den Vaterlosen gebar die Mutter’ – Kundry
13 – Act 1. ‘So recht! So nach des Grales Gnade’ – Gurnemanz

DISCO 02

01 – Act 1. ‘Vom Bade kehrt der König heim’ – Gurnemanz
02 – Act 1. ‘Nun achte wohl, und lass mich seh’n’ – Gurnemanz
03 – Act 1. ‘Mein Sohn Amfortas, bist du am amt’ – Titurel
04 – Act 1. ‘Nein! Lasst ihn unenthüllt!’ – Amfortas
05 – Act 1. ‘Nehmet hin meinen Leib’ – Stimmen
06 – Act 1. ‘Was stehst Du noch da_’ – Gurnemanz

DISCO 03

01 – Act 2. Vorspiel – Prelude
02 – Act 2. ‘Die Zeit ist da’ – Klingsor
03 – Act 2. ‘Erwachest du_ Ha!’ – Klingsor
04 – Act 2. ‘Jetzt schon erklimmt er die Burg’ – Klingsor
05 – Act 2. ‘Hier war das Tosen’
06 – Act 2. ‘Iht schönen Kinder’ – Parsifal
07 – Act 2. ‘Komm, komm! Holder Knabe!’
08 – Act 2. ‘Parsifal! – Weile’ – Kundry
09 – Act 2. ‘Ich sah das Kind an seiner Mutter Brust’ – Kundry
10 – Act 2. ‘Wehe! Wehe! was tat ich_’ – Parsifal
11 – Act 2. ‘Amfortas! – Die Wunde’ – Parsifal
12 – Act 2. ‘Grausamer! Fühlst du im Herzen’ – Kundry
13 – Act 2. ‘Auf Ewigkeit wärst Du verdammt’ – Parsifal
14 – Act 2. ‘Vergeh, unseliges Weib!’ – Parsifal
15 – Act 2. ‘Halt da! Dich bann ich mit der rechten Wehr!’ – Klingsor

DISCO 04

01 – Act 3. Vorspiel – Prelude
02 – Act 3. ‘Von dorther kam das Stöhnen’ – Gurnemanz
03 – Act 3. ‘Du tolles WEib! Hast Du kein Wort für mich_’ – Gurnemanz
04 – Act 3. ‘In düstrem Waffenschmucke’ – Gurnemanz
05 – Act 3. ‘Heil mir, dass ich dich wiederfinde!’ – Parsifal
06 – Act 3. ‘O Gnade! Höchstes Heil!’ – Gurnemanz
07 – Act 3. ‘Nicht so! . Die heil’ge Quelle selbst’ – Gurnemanz
08 – Act 3. ‘Du wuschest mir die Füsse’ – Parsifal
09 – Act 3. ‘Wei dünkt mich doch die Aue heut so schön’ – Parsifal
10 – Act 3. ‘Mittag. – Die Stund ist da’ – Gurnemanz
11 – Act 3. ‘Geleiten wir im bergenden Schrein’ – Ritter
12 – Act 3. ‘Ja, Wehe! Wehe! Weh über mich’ – Amfortas
13 – Act 3. ‘Nur eine Waffe taugt’ – Parsifal

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Rafael Kubelik, regente
Bernd Weikl, Amfortas
Kurt Moll, Gurnemanz
Matti Salminen, Titurel
James King, Parsifal
Franz Mazura, Klingsor
Yvonne Minton, Kundry

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Carlinus

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Richard Wagner – Götterdämerung – Karajan

Enfim, chegamos ao final de mais uma postagem do ciclo do Anel dos Nibelungos, a obra prima de Richard Wagner, tão amado por alguns, e tão odiado por outros. E trouxe uma de suas melhores gravações, com o grande Herbert von Karajan e a Filarmônica de Berlim, e com um timaço de cantores. Na verdade, herr Karajan contou com que existia de melhor naquele momento, tanto em material humano quanto em tecnologia de gravação. Curiosamente, outras gravações suas de outras óperas de Wagner não são tão bem aceitas quanto esta do Anel, principalmente se realizadas a partir dos anos 70.
Sempre recomendo o excelente site de luiz de lucca, que traz o libreto das óperas devidamente traduzidos para o português, e o conhecimento do enredo é fundamental em obra de tal envergadura.
Boa audição.

CD 1
01. – Einleitung zum Vorspiel
02. “Welch Licht leuchtet dort”
03. Orchesterzwischenspiel (Tagesanbruch)
04. “Zu neuen Taten, teurer Helde”
05. Mehr gabst du
06. Orchesterzwischenspiel (Siegfrieds Rheinfahrt)
07. Szene 1 “Nun hör, Hagen, sage mir, Held”
08. Was weckst du Zweifel und Zwist! (Gunther, Hagen, Gutrune)
09. “Vom Rhein her tönt das Horn”
10. Szene 2 “Heil Siegfried, teurer Held”
11. Begrüße froh, o Held, die Halle
12. “Willkommen, Gast, in Gibichs Haus”

CD 2
01. Hast du, Gunther, ein Weib (Siegfried, Gunther)
02. Blut-Brüderschaft schwöre ein Eid! (Siegfried, Gunther, Hagen, Gutrune)
03. “Hier sitz’ ich zur Wacht”
04. Orchesterzwischenspiel
05. Szene 3 “Altgewohntes Geräusch raunt meinem Ohr in die Ferne”
06. “Seit er von dir geschieden, zur Schlacht nicht mehr”
07. “Da sann ich nach Von seiner Seite durch stumme”
08. Blitzend Gewölk, vom Wind getragen, stürme dahin (Brünnhilde, Siegfried)
09. Jetzt bist du mein, Brünnhilde, Gunthers Braut (Siegfried, Brünnhilde)

CD 3
01. Orchestervorspiel
02. Szene 1 “Schläfst du, Hagen, mein Sohn”
03. Orchesterzwischenspiel – Szene 2 “Hoiho Hagen! Müder Mann!” (Siegfried, Hagen)
04. “Hoiho! Hoihohoho! Ihr Gibichsmannen”
05. Szene 4 “Heil dir, Gunther!”
06. “Brünnhild’, die hehrste Frau”
07. Was ist ihr Ist sie entrückt (Mannen, Siegfried, Brünnhilde, Hagen, Gunther, G
08. Achtest du so der eigenen Ehre (Siegfried, Brünnhilde, Mannen, Frauen, Gunther
09. “Helle Wehr! Heilige Waffe!”
10. Szene 5 “Welches Unholds List liegt hier verhohlen”
11. “Dir hilft kein Hirn, dir hilft keine Hand”
12. Muss sein Tod sie betrüben, verhehlt sei ihr die Tat (Hagen, Gunther, Brünnhil
13. Orchestervorspiel
14. Szene 1 “Frau Sonne sendet lichte Strahlen”
15. Ich höre sein Horn (Woglinde, Wellgunde, Floßhilde, Siegfried)

CD 4

01. Was leid’ ich doch das karge Lob
02. Szene 2 “Hoiho!”
03. “Mime hieß ein mürrischer Zwerg”
04. Was hör’ ich! (Gunther, Hagen, Mannen)
05. Brünnhilde, heilige Braut (Siegfrieds Tod)
06. Trauermarsch
07. Szene 3 “War das sein Horn”
08. “Schweigt eures Jammers jauchzenden Schwall”
09. “Starke Scheite schichtet mir dort”
10. “Mein Erbe nun nehm’ ich zu eigen”
11. Fliegt heim, ihr Raben! (Immolation Scene)
12. “Zurück vom Ring!”

Siegfried – Helge Brilioth
Gunther – Thomas Stewart
Alberich – Zoltan Kelemen
Hagen – Karl Ridderbusch
Brünhilde – Helga Dernesch
Gutrune – Gundula Janowitz
Waltraute – Christa Ludwig

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

CDS 1 E 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CDS 3 E 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

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Antonio Vivaldi(1678 – 1741): 6 Cello Concertos – Christophe Coin – The Academy of Ancient Music – Christopher Hogwood

O meu professor de violoncelo sempre diz: “Vivaldi é o fácil difícil”. Concordo com ele. Não é fácil tocar Vivaldi justamente por isso. O padre vermelho era mesmo endiabrado, musicalmente falando. Vários concertos de Vivaldi possuem passagens semelhantes, com pequenos detalhes diferentes. Outras vezes a mesma parte se repete. Ao meu ver, Vivaldi exige do músico intérprete um comprometimento muito grande com a sua obra. É necessário atenção, sensibilidade e muita, mas muita mesmo, repetição. Mas como repetir e treinar tanto um trecho musical sem fazer exatamente igual? Creio que este seja o desafio que Vivaldi nos impõe. A música linda e alegre dele não vem de graça para nós, não não. O músico encarregado de tocar Vivaldi precisa suar a camisa e se envolver totalmente com a obra. O resultado demora um tiquinho, mas sem dúvida será muito agradável. Será uma música alegre, cheia de belas paisagens pelo caminho.

Antonio Vivaldi(1678 – 1741): 6 Cello Concertos – Christophe Coin – The Academy of Ancient Music – Christopher Hogwood

01 – Cello Concerto in B minor, R.424 : 1. Allegro non molto (04:01)
02 – Cello Concerto in B minor, R.424 : 2. Largo (02:50)
03 – Cello Concerto in B minor, R.424 : 3. Allegro (03:30)
04 – Cello Concerto in G minor RV416 : Allegro (03:32)
05 – Cello Concerto in G minor RV416 : Adagio (03:20)
06 – Cello Concerto in G minor RV416 : Allegro (02:40)
07 – Cello Concerto in A minor, R.418 : 1. Allegro (04:13)
08 – Cello Concerto in A minor, R.418 : 2. (Largo) (03:10)
09 – Cello Concerto in A minor, R.418 : 3. Allegro (03:08)
10 – Cello Concerto in F major : (Allegro) (00:51)
11 – Cello Concerto in F major : Larghetto (04:13)
12 – Cello Concerto in F major : Allegro (02:15)
13 – Cello Concerto in C minor, R.401 : 1. Allegro non molto (04:28)
14 – Cello Concerto in C minor, R.401 : 2. Adagio (03:08)
15 – Cello Concerto in C minor, R.401 : 3. Allegro ma non molto (02:43)
16 – Cello Concerto in G, R.413 : 1. Allegro (03:11)
17 – Cello Concerto in G, R.413 : 2. Largo (03:11)
18 – Cello Concerto in G, R.413 : 3. Allegro (02:54)

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Christophe Coin; cello
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

Raphael Cello

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