Satie (1866-1925) – Milhaud (1892-1974) – Auric (1892-1983) – Françaix (1912) – Fetler (1920) [link atualizado 2017]

Este é um dos cds que mais tenho ouvido nos últimos dois anos, não entendo porque demorei tanto a compartilhá-lo com os amigos. Trata-se de um álbum com obras de compositores franceses compostas nos extremos do século XX, ou seja, início, com os Les Six Satie, Milhaud e Auric e final do século com Françaix e Fetler. Satie nos presenteia com seu balé Parade, música que mais tenho escutado já há um bom tempo. De Milhaud temos a polêmica e empolgante Le Boeuf Sur Le Toit, pantomima baseada em canções brasileiras. A alegre, ritmada e cheias de emoções Ouverture é uma das poucas peças de Auric que tive a oportunidade de ouvir. Completam o álbum dois compositores que eu nunca tinha ouvido falar, mas que me empolgaram bastante, Jean Françaix nos brinda com seu despretensioso e singelo, mas muito bonito Concertino para Piano e Orquestra e Paul Fetler com os Contrasts para Orquestra, obra que me surpreendeu bastante, com passagens rápidas e ritmadas, bem ao meu gosto. Enfim, um álbum que vale a pena ouvir.

Uma ótima audição!

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Satie – Milhaud – Auric – Françaix – Fetler

Erik Satie
01 Parade (Ballet realiste on theme of Jean Cocteau) (14:27)
[1.1] Choral – Prélude du Rideau rouge – Prestidigitateur Chinois (5:16)
[1.2] Petite fille Americaine (3:51)
[1.3] Acrobates (2:56)
[1.4] Final – Suite au  “Prélude du Rideau rouge” (2:24)

Darius Mihaud
02 Le Boeuf Sur Le Toit (Ballet, after Jean Cocteau) (18:35)

Georges Auric
03 Ouverture (7:51)

Jean Françaix
Concertino for Piano and Orchestra

04 Presto leggiero (1:51)
05 Lent (1:44)
06 Allegretto: Rondeau (4:15)
Claude Françaix, piano
London Symphony Orchestra

Paul Fetler
Contrasts for Orchestra

07 Allegro con forza (4:03)
08 Adagio (5:24)
09 Scherzo: Allegro ma non troppo (3:52)
10 Allegro marciale – Presto (4:58)

Minneapolis Symphony Orchestra (hoje Minnesota Orchestra), Antal Dorati

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga

21 comments / Add your comment below

  1. Valeu, Marcelo!! Gosto muito dos compositores desse período & movimento! Também nunca tinha ouvido falar do Fetler, mas o Françaix é um velho e bom conhecido; dê uma ouvida no quinteto de sopros (ou sexteto?) dele que postei aqui ano passado! Sei que pode ter “passado batido”, pois a gente mesmo não acompanha o amazonas de publicações que passar por aqui!

  2. Marcelo, a frase que usei é o título de um álbum triplo ao vivo do ELP: Welcome Back my friends…. um clássico, diga-se de passagem. Já pensei em postá-lo aqui, mas a reação não seria muito boa. PQP: não tenho maiores problemas em revelar minha idade.
    Assistindo aos show do rock´n´rio fico feliz em ver que meus ídolos continuam em ação com dignidade, mesmo depois de 40 e poucos anos em ação… aliás, por falar em ELP vi um show recente deles no Multishow HD. Os caras estão velhos, barrigudos (O Greg Lake está barrigudo) mas continuam tocando muito.

  3. Hahahahah… eu bati o olho da frase do ELP e ia comentar no ato… mas o PQP comentou primeiro. Bem dá pra ver que somos do mesmo ano…

    Acho que a frase apareceu antes do álbum triplo, no disco que me pareceu o ápice deles que é Brain Salad Surgery. Tem uma peça em três movimentos (three “impressions”) que começa como última faixa do lado A do vinil, mas a 1st Impression continua no primeira faixa do lado B, depois de um entremeio instrumental que permite a virada do disco sem sensação de interrupção; e depois desse considerável entremeio instrumental, quando o texto (que descreve uma espécie de circo de maravilhas e horrores) recomeça, recomeça justo com as palavras “Welcome back my friends / to the show that never ends”. Putz, nem posso ver essas palavras sem começar a escutar a voz do sujeito NITIDAMENTE, e aquela sonoridade toda dos sintetizadores Moog, que eles foram os primeiros a usar no rock (isso porque Walter Carlos – que depois trocaria de sexo e adotaria o nome Wendy – gravou antes o seu disco de Bach realizado no Moog, o Switched-on Bach). Eita museu de grandes novidades, hahahahaha….

  4. Caralho, eu estava ouvindo exatamente este CD quando vi isso. Não minto! *o*. Na minha opinião, Dorati tem a melhor interpretação de “Le boeuf sur le toif”.

  5. Pelo amor de Deus. Que chatisse. Isso é só minha opinião pessoal. Vou tentar ouvir de novo este cd pra ver se quem sabe acho graça, mas até agora nada.

  6. FDP:

    Eu confesso que gosto do Walter/Wendy Carlos. Na época foi novidade e até hoje essas gravações ainda são interessantes. No LP tem uma frase do Glenn Gould onde ele declara que a melhor versão do Concerto de Brandemburgo nº 04 (ou o 03, não me lembro exatamente agora de cabeça) era a executada no sintetizador Moog (ou seja, a do Walter Carlos).

    Evidentemente que Milhaud, Satie, e ELP são bem melhores, mas não podemos desqualificar o Walter Carlos.

  7. Deepois de alguns anos sem ouvi-lo, ontem de noite tirei a poeira do velho CD do “Welcome Back, my friends…”, do ELP, e fiquei feliz em verificar que continua atual e muito bom. Passou pela prova do tempo… “Tarkus” é uma obra prima, e o “Piano Improvisations” é fantástico, mostra toda a versatilidade do Keith Emerson. Bons tempos… e Carl Palmer é um gigante da bateria, definitivamente um dos grandes nomes do instrumento. O Greg Lake, bem, o Greg Lake tinha a seu favor o fato de ser um excelente compositor e um bom vocalista. Não o considero um músico do mesmo nível do Keith Emerson ou do próprio Carl Palmer.
    Fábio, ouvia muito o Walter Carlos na minha infância e pré adolescência porque tocava nas rádios de minha cidade. Devo ter criado uma certa ojeriza por ele por este motivo. Sempre via o LP na loja de discos da cidade mas nunca me interessei em ler o verso. De qualquer forma, ainda não conhecia o Glenn Gould nessa época. Mas vindo de alguém tão cheio de manias quanto o Gould não deixa de ser um belo elogio.

  8. Ludwig Amadeus Schubert, para quem só foi até o Período Romântico, realmente, precisará de um pouco mais de tempo para apreciar o que veio depois. Mas você gosta de música barroca, né? Porque o seu nick revela apenas que gosta dos períodos Clássico, Pré-Romântico e Romântico.

  9. Strvnsk

    Sim, estes que você citou são meus períodos prediletos.
    Logicamente minha opinião é totalmente ignorante, estou apenas compartilhando com vocês a primeira impressão que tive ao ouvir. Como eu disse, acredito que ouvindo mais vou “ver mais graça” pois já passei muito por essa experiência.
    Bem, ouvindo esse cd, confesso que dei boas gargalhadas quando ouvi aquela “sirene”! hahaha Sim, me diverti um pouco, mas a maior parte do tempo foi intediante, não achei que fez jus a todos elogios do comentário, que me convenceu que seria um cd de puro deleite.

  10. Segunda audição – já me arrependi do meu primeiro comentário. Acho que o problema foi que eu estava com o ouvido muito barroco, essa semana tenho ouvido várias vezes a cantata No.66 do Pai.

  11. Essa coisa de gosto é muito engraçada… Aquela musiquinha da sirene, por acaso, é uma das músicas que mais escuto há pelo menos uns 2 anos. Gosto muito dos compositores franceses do início do século XX, principalmente, do grupo Les Six.

  12. caro marcelo, adorei o seu blog, parabens pelos posts e principalmente pela sua apresentacao e seus comentarios nos mesmos. fiquei super atraida para escutar este disco que vc postou (Satie (1866-1925) – Milhaud (1892-1974) – Auric (1892-1983) – Françaix (1912) – Fetler (1920)) mas o “mediafire” disse :
    “permission denied” . pergunto: sera que o link foi deletado? sera que voce poderia repostar ? grande abraco, obrigada e mais uma vez parabens pelo seu trabalho!! marta

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