Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 5 e 6 de 17

Pois bem, então agora temos os dois cds com as Mazurkas. Talvez seja implicância minha, mas considero estas interpretações de Jean-Marc Luisada abaixo do nível imposto nos quatro primeiros cds, com gente do nível de Zimerman e Pollini. Sei lá, entende. Mas talvez seja implicância minha, como expliquei na primeira postagem, como tenho Arthur Rubinstein como referência nestas gravações, a interpretação de Luisada está aquém das expectativas. Falta impeto, paixão, força, feeling… ah, a Lylya Zilberstein também não ajudou muito, tocando algumas peças no final do segundo CD. Mas enfim, é Chopin, e talvez estas gravações sejam do agrado dos senhores.

CD 5
Frederic Chopin – op. 6, No. 1 In F Sharp Minor
Frederic Chopin – op. 6, No. 2 In C Sharp Minor
Frederic Chopin – op. 6, No. 3 In E Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 6, No. 4 In E Flat Minor_ Presto Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 1 In B Flat Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 7, No. 2 In A Minor_ Vivo Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 3 In F Minor
Frederic Chopin – op. 7, No. 4 In A Flat Major_ Presto Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 5 In C Major_ Vivo
Frederic Chopin – op. 17, No. 1 In B Flat Major_ Vivo E Risoluto
Frederic Chopin – op. 17, No. 2 In E Minor_ Lento Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 17, No. 3 In A Flat Major_ Legato Assai
Frederic Chopin – op. 17, No. 4 In A Minor_ Lento Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 24, No. 1 In G Minor_ Lento
Frederic Chopin – op. 24, No. 2 In C Major_ Allegro Non Troppo
Frederic Chopin – op. 24, No. 3 In A Flat Major_ Moderato
Frederic Chopin – op. 24, No. 4 In B Flat Minor_ Moderato
Frederic Chopin – op. 30, No. 1 In C Minor_ Allegretto Non Tanto
Frederic Chopin – op. 30, No. 2 In B Minor_ Vivace
Frederic Chopin – op. 30, No. 3 In D Flat Major_ Allegro Non Troppo
Frederic Chopin – op. 30, No. 4 In C Sharp Minor_ Allegretto
Frederic Chopin – op. 33, No. 1 In G Sharp Minor_ Mesto
Frederic Chopin – op. 33, No. 2 In D Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 33, No. 3 In C Major_ Semplice
Frederic Chopin – op. 33, No. 4 In B Minor
Frederic Chopin – op. 41, No. 1 In E Minor_ Andantino
Frederic Chopin – op. 41, No. 2 In B Major_ Animato
Frederic Chopin – op. 41, No. 3 In A Flat Major_ Allegretto
Frederic Chopin – op. 41, No. 4 In C Sharp Minor_ Maestoso

Jean-Marc Luisada – Piano

CD 6

Frederick Chopin – op. 50, No. 1 in G major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 50, No. 2 in A flat major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. 50, No. 3 in C sharp minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 56, No. 1 in B major_ Allegro non tanto
Frederick Chopin – op. 56, No. 2 in C major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 56, No. 3 in C minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 59, No. 1 in A minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 59, No. 2 in A flat major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. 59, No. 3 in F sharp minor_ Vivace
Frederick Chopin – op. 63, No. 1 in B major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 63, No. 2 in F minor_ Lento
Frederick Chopin – op. 63, No. 3 in C sharp minor_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 1 in G major_ Vivace
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 2 in G minor_ Cantabile
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 3 in C major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 4 in A minor_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 1 in C major_ Vivace
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 2 in A minor_ Lento
Frederick Chopin – op. posth. 68 No. 3 in F major_ Allegro ma non troppo
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 4 in F minor_ Andantino
Jean-Marc Luisada – Piano

Frederick Chopin – A minor ‘à son ami Emile Gaillard’_ Allegretto
Frederick Chopin – A minor ‘notre temps’_ Allegretto
Frederick Chopin – B flat major
Frederick Chopin – G major
Frederick Chopin – A flat major op. posth
Frederick Chopin – C major op. posth
Frederick Chopin – B flat major op. posth
Frederick Chopin – D major op. posth

Lilya Zilberstein – Piano

CD 5 – Baixe aqui – download here
CD 6 – Baixe aqui – download here

FDPBach

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Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Não sou um apaixonado pelo nacionalismo espanhol, mas a qualidade deste CD me dobrou. Dutoit, ex-aluno de Ansermet, trouxe consigo o amor pelas nuances de seu mestre e realiza aqui um admirável trabalho. A sonoridade geral é encorpada, porém clara. Os solistas vocais de fala francesa mandam bala bem no espanhol. Se você estiver procurando os dois grandes balés de de Falla em um só disco, acaba de encontrar. Grande CD!

Manuel de Falla (1876-1946): O chapéu de três bicos + El amor Brujo

1. The Three Cornered Hat, Intro: Part I: Afternoon/Dance Of The Miller’s Wife/The Grapes – Colette Boky/Richard Hoenich
2. The Three Cornered Hat, Part II: The Neighbours’ Dance/The Miller’s Dance/The Corregidor’s… – Colette Boky/Richard Hoenich
3. Love, The Magician – Huguette Tourangeau

Colette Boky soprano
Richard Hoenich basson
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

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PQP

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Antonio Vivaldi (1678 – 1741): I Concerti di Dresda

Forte candidado a capa mais feia e nada a ver de todos os tempos, trata-se de um excelente disco da espetacular Orquestra Barroca de Freiburg, belíssima cidade que possui um time na segunda divisão alemã cuja camiseta é igual à do Flamengo do Rio. Após estas informações essenciais à fruição do CD, diria que este é um exemplar talvez germanizado do grande compositor veneziano que, por ser COMUNISTA, era chamado de “Il Prete Rosso” ou O PADRE VERMELHO. Como os comunas comiam criancinhas, Vivaldi foi trabalhar num orfanato para meninas chamado Ospedale della Pietà. Era um padre menos safado que os atuais, que parecem preferir MENINOS. Sua música é maravilhosa, mas os publicitários, em vez de ouvi-la quietos, preferem estragá-la em propagandas. O Concerto da Primavera das Quatro Estações, por exemplo, é capaz de me provocar enjoo quando acompanhado de imagens ensolaradas de crianças correndo num parque, vendendo a liberdade que só determinada fralda dá.

Excelente CD!

Vivaldi: I Concerti di Dresda

1. Concerto In G Minor, R. 577: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 3:49
2. Concerto In G Minor, R. 577: 2. Largo Non Molto Gottfried von der Goltz 2:17
3. Concerto In G Minor, R. 577: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 3:34

4. Concerto In F Major, R. 569: 1. Anne-Katharina Schreiber 4:43
5. Concerto In F Major, R. 569: 2. Grave Anne-Katharina Schreiber 2:54
6. Concerto In F Major, R. 569: 3. Allegro Anne-Katharina Schreiber 4:48

7. Concerto In G Minor, R. 576: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 4:48
8. Concerto In G Minor, R. 576: 2. Larghetto Gottfried von der Goltz 2:14
9. Concerto In G Minor, R. 576: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 4:01

10. Concerto In C Major, R. 192: 1. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 1:34
11. Concerto In C Major, R. 192: 2. Largo Freiburg Baroque Orchestra 0:45
12. Concerto In C Major, R. 192: 3. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 0:57
13. Concerto In C Major, R. 192: 4. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 2:01

14. Concerto In F Major, R. 574: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 4:17
15. Concerto In F Major, R. 574: 2. Grave Gottfried von der Goltz 3:24
16. Concerto In F Major, R. 574: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 3:30

Anne-Katharina Schreiber, violino
Gottfried von der Goltz, regência, violino
Freiburg Baroque Orchestra

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A OSPA NÃO.
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PQP

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O órgão essencial de Franck, para começar (e o piano também) – REVALIDADO

Senhores: precisamente dois anos atrás, em 27.04.2010, o monge Ranulfus começava sua carreira neste blog – carreira um bocado irregular como tudo mais em sua vida nem tão monacal assim… – e a começava precisamente com este post. Talvez por isso lhe ficou sendo um post especialmente querido, que ele não gostaria de ver como grão chocho, sem link válido. Espero que vocês achem o mesmo!

. . . . . . .
Caríssimos co-freqüentadores, talvez alguns lembrem que há semanas eu vinha clamando e golpeando os portões do templo com os punhos: “Precisamos de Franck! Precisamos de Franck!”

Pois vocês não vão acreditar, mas aconteceu: de repente uma voz trovejou dos céus “então posta logo você mesmo esse Franck, e pára de pentelhar, porra!” No mesmo instante deu-se um clarão e eu me vi transportado a uma bolha transparente pousada sobre um píncaro gelado, e lá dentro, quem vejo? A equipe toda do blog – sim, Avicenna, Strava, Carlinus, CVL, FDP, Bluedog, CDF, todos diante do trono de Bach Pai, que tinha assentado à sua direita Carl Phillip, e à esquerda vocês já sabem quem: com sua voz de trovão, o próprio PQP!

E então… então me furaram o dedo e eu tive que assinar com o próprio sangue o juramento de jamais revelar os detalhes da orgi… da organização… mas por outro lado fui autorizado a oficiar os ritos de São César Franck – e ainda outros mais! – em nome de PQP Bach. E então, sentindo-me honrado além de todo merecimento, com profunda reverência e uma baita ressaca… eis-me aqui!

E já começo com um rápido jogo de corpo: suspeito que fui guindado aos céus justo pela minha proposta de postar a nova concepção de “obra organística completa de Franck”, gravada em 2006 em seis CDs (e não apenas nos dois usuais) por Hans-Eberhard Ross… mas depois que acordei percebi: apesar de toda a pompa da produção, a agógica de Ross, sua “declamação”, está longe de satisfatória: com freqüência a trama complexa de vozes cantantes, que fazem a grandeza de Franck, desaparece numa pasta de timbres belos mas informes.

E aí eu pensei: a moçada precisa ouvir outro Franck antes desse; um que dê pra entender! Além disso, que tal conhecer bem os pontos altos da obra (especialmente os 3 Corais e o Prelúdio, Fuga e Variação) antes de se meter com a infinidade de micro-peças litúrgicas gravadas por Ross?

E aí recorri à gravação de André Isoir, de 1977, feita num instrumento de Cavaillé-Coll, aquele sujeito que teve a sorte de passar à posteridade como “o organeiro de César Franck”.

É a melhor? Confesso que ainda não achei “a melhor”. Confesso mais: as gravações “feitas em casa” por Thomas Fürstberger, um professor de Ensino Médio alemão que toca órgão nas horas vagas, me tocam mais. Com freqüência acho que as execuções de amadores têm mais verdade, mesmo se com alguns esbarrões aqui e ali; chegam mais perto da alma do compositor – quem sabe justamente pelo sentido original da palavra “amador”. Mas pra quê postar aqui as gravações de Fürstberger se ele mesmo as oferece no seu site? Então vai o link do site dele, junto com o de download.

Isso é tudo, por hoje? Nããão! Acontece que junto ao clamor pelo órgão do Franck (epa!) eu também berrava: “E o Prelúdio, Coral e Fuga para piano! E o Prelúdio, Coral e Fuga!” – e aí encontrei um exemplar pra lá de interessante desse animal: a gravação de Alfred Cortot, de 1932, hoje em domínio público. Vale inclusive pra ver que, ao contrário de alguns outros famosos, Cortot não é apenas nome. O fato de haver uma ou outra esbarrada (como nas gravações de amadores) só faz suspeitar que as gravações perfeitas que compramos hoje não passam de “photoshop sonoro”. Pois a interpretação desse mestre de tantos pianistas se mostra ao mesmo tempo sóbria, intensa e transparente, fazendo cantar cada uma das vozes internas – uma interpretação digna de, digamos, um Alfred Cortot!

E agora vai lá. Espero que vocês tenham tanto prazer quanto eu!

César Franck por André Isoir, órgão (1977)
01 Prélude, fugue et variation op.18 (~1860)
02 Choral n°1 en mi majeur op.38 (1890)
03 Choral n°2 en si mineur op.39 (1890)
04 Choral n°3 en la mineur op.40 (1890)
05 Pièce heroïque (1878)
06 Final op.21 (~1860)

Brinde:
Prelúdio, Coral e Fuga (1884) por Alfred Cortot (piano) em 1932

01 Prelude
02 Choral
03 Fugue

BAIXE AQUI

Alternativa:
Os 3 Corais + o Prelúdio, Fuga e Variação por um amador competente

Página de Thomas Fürstberger: ACESSE AQUI

Ranulfus

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Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 3 e 4 de 17 (Novos Links)


Talvez as baladas sejam as minhas peças favoritas da obra de Chopin, apesar de ter uma queda e tanto pelos seus scherzos. Mas nestes dois volumes também temos os fantásticos Estudos.
E neste volume os intérpretes são de primeira: Zimerman, excepcional na interpretação das Baladas, o russo Anatol Ugorsky, interpretando pequenas obras, e o gigante, o ídolo das multidões, aquele que é o favorito de nosso mentor, PQPBach, Maurizio Pollini, com sua indispensável gravação dos Estudos, op. 10 e 25. Alguns dos senhores podem reclamar: “ah. mas estas duas gravações já foram postadas aqui mesmo no PQP”. E vos pergunto: e daí? Nem sei se os links ainda estão ativos. Deixem de reclamar e baixem estes dois cds indispensáveis em sua cdteca. Em verdade, em verdade, vos digo: aproveiteis a oportunidade, pois não sei quando a terão novamente.

cd 3
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.1 in G minor op.23
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.2 in F major op. 38
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.3 in A flat major op.47
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.4 in F minor op.52
Krystian Zimerman – Piano

Frédéric Chopin – Fantaisie in F minor op. 49
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.1 in F minor
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.2 in A Flat major
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.3 in D flat major
Frédéric Chopin – Funeral March in C minor
Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.1 in D major
Anatol Ugorsky – Piano

Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.2 in G major
Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.3 in D flat major

cd 4
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.1 in C major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.2 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.3 in E major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.4 in C sharp minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.5 in G flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.6 in E flat minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.7 in C major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.8 in F major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.9 in F ninor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.10 in S flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.11 in E flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.1 in A flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.2 in F minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.3 in F major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.4 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.5 in E minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.6 in E minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.7 in G sharp minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.8 in D flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.9 in G flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.10 B minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.11 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.12 in C minor
Frédéric Chopin – Barcarolle in F sharp major
Frédéric Chopin – Berceuse in D Flat major

Maurizio Pollini – Piano

CD 3 – Baixe aqui – Download Here
CD 4 – Baixe aqui – Download Here

FDPBach

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.: interlúdio :. ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

Vou contar uma coisa para vocês… Eu gostava muito deste disco nos anos 80. Porém, ao ouvi-lo novamente agora, fiquei muito decepcionado com a atuação de Arthur Moreira Lima e seu sotaque clássico em meio aos autênticos — e maravilhosos — Heraldo, Paulo Moura e Elomar. Acho que a grife de Arthur foi importante durante certa época para dar credibilidade a projetos de músicos que saíam fora dos padrões das gravadoras, mas hoje realmente não gosto da presença do moço. Há coisas maravilhosas neste LP duplo da Kuarup. Abaixo, copio descaradamente o texto de Mahatma Bode, do falecido blog Aristofonia (RIP):

Escrevo esse texto com o intuito de valorizar a música nordestina, a música do sertão, sim, SERTÃO, não essa virulenta (também no sentido da capacidade de reprodução) música supostamente chamada de sertaneja, que só para constar, nem do sertão é. Tenho certeza que uma das principais identidades da sonoridade brasileira é a nordestina, a qual recebeu muitas influências, das mais variadas origens, sem perder, certamente, suas raízes. A parte dessa cultura que vou lhes introduzir é muito amalgâmica, muito diferente em melodias e harmonias. Música essa que bebeu da cultura ibérica e árabe, vindas com a colonização portuguesa, extraindo elementos específicos de cada civilização, destacando principalmente o ritmo desenvolvido pelo povo oriental juntamente com suas escalas.

O grande expoente desse estilo musical é Elomar Figueira Mello, compositor, violeiro, violonista e cantor, nascido em Vitória da Conquista, Bahia no sangue, no ano de 1937. Esse baiano – que cresceu nas intimidades do sertão, habituado com a seca e com dificuldade da vida sertaneja – conseguiu transpassar, com suas canções de cordel, todo o sofrimento desse infausto povo, salientando a necessidade da religiosidade e da fé e, unindo ao seu violão, criou um diálogo entre o folclore musical medieval e nordestino. Expôs sua musicalidade em diversos discos, começando em 68, porém, há um que devemos não só escutar, como também parar, sentar, sentir-se confortável, para então, prestar atenção e ouvir.

Eis o “um”: ConSertão, de 1982. Neste álbum Elomar chega a seu ápice musical e, juntamente com Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte, cria uma obra tão única em suas características, que é muito difícil não simpatizar com ela. Deveras é um álbum muito peculiar, resultado da soma das composições do Elomar e das virtudes dos outros instrumentistas, entretanto, o grande feito do álbum é a liberdade optada pelos músicos na hora das gravações, visto que, segundo o próprio Arthur Moreira Lima, as músicas mostram a capacidade deles de arranjar, improvisar, bordar, enfeitar, tecer tramas e enredos musicais sobre temas pouco conhecidos, mas de valor musical incontestável. Ou seja, de maneira mais simples, uma jam session nordestina. Algo mais original? E não é uma simples jam session, nela estão presentes solos de piano e cravo, de Artur Moreira Lima; sax e flauta, Paulo Moura; violão e viola, Heraldo do Monte; não esquecendo da voz entristecida e surrada de Elomar.

Um álbum de música basicamente nordestina, com solos jazzísticos de sax e melodias barrocas no cravo, tem que ter seu verdadeiro valor reconhecido.

ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

1. Estrela maga dos ciganos/Noite de Santo Reis (Elomar)
2. Na estrada das areias de ouro (Elomar)
3. Campo branco (Elomar)
4. Incelença pra terra que o sol matou (Elomar)
5. Trabalhadores na destoca (Elomar)
6. Pau-de-arara (Luiz Gonzaga)
7. Festa no sertão (Villa-Lobos)
8. Valsa da dor (Villa-Lobos)
9. Leninia (Codó)
10. Valsa de esquina nº 12, em fá menor (Francisco Mignone)
11. Espinha de bacalhau (Severino Araújo)
12. Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo)
13. Corban (Elomar)

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PQP

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Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 1 e 2 de 17 (novos links)


Durante muito tempo estive atrás desta coleção, desde que a vi disponível em algum destes blogs de compartilhamento de música, como o próprio PQPBach. E quando a consegui, fiquei muito feliz.
Não vou dizer que seja perfeita, as escolhas do pessoal da DG deixam a desejar, mas tem momentos que são simplesmente brilhantes. Outros, nem tanto. Cresci ouvindo Arthur Rubinstein tocando Chopin, e é difícil ouvir outro intérprete, depois de mais de trinta anos acostumado com a sonoridade do piano do bom velhinho, que até o final de sua vida foi um excepcional músico e intérprete. Mas aqui não temos Rubinstein, já que ele era artista exclusivo da RCA Victor. Nesta coleção de dezessete CDs temos gigantes do teclado, artistas da gigante DG, não tão grandes quando Rubinstein, porém satisfazem ouvidos mais exigentes. Porém em outros momentos, teremos decepções, reconheço antecipadamente. Para os que não satisfizerem, bem, existem dezenas, quiçá centenas de outras opções no mercado.
Os dois primeiros CDs trazem os concertos para piano, além de outras obras para piano e orquestra. Nos concertos, temos o então jovem pianista polonês, Kristian Zimerman, que se tornou um especialista no repertório, mas que também não se restringiu à obra de seu conterrâneo, encarando o repertório romântico com maestria. Enfim, no primeiro concerto Zimerman está ao lado de Kiril Kondrashin, creio que uma das últimas gravações do grande maestro russo. No segundo concerto, Zimerman está ao lado de Giuilni, na grande época em que este regente italiano esteve à frente da Filarmônica de Los Angeles. Dois grandes momentos, com certeza. O segundo CD traz obras menos conhecidas e executadas de Chopin, sendo Claudio Arrau o nome a destacar. Desconhecia até então Stefan Askenaze, que interpreta com vigor o “Rondo a La Krakoviak”. Zimerman retorna com estilo na “Grande Polonaise brilliante”, novamente ao lado de Giulini.

CD 1
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 1 – Allegro Maestoso
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 2 – Romance. Larghetto
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 3 – Rondo. Vivace
Krystian Zimerman – Piano
Concertgebouworkest Amsterdam
Kiryll Kondrashin – Conductor

Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 1 – Maestoso
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 2 – Larghetto
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 3 – Allegro Vivace
Krystian Zimerman – Piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini – Conductor

CD 2

Frederic Chopin – Variations on ‘La ci darem la mano’ op. 2
Frederic Chopin – Fantasy on Polish Airs, op. 13
Claudio Arrau – Piano
London Philharmonic Orchestra
Eliahu Inbal – Conductor

Frederic Chopin – Rondo a la krakowiak, op. 14
Stefan Askenase – Piano
Residentie Orkest Den Haag
Willem van Otterloo

Frederic Chopin – Andante Spianato and Grand Polonaise, op. 22_ 1. Andante Spianato. Tranquillo
Frederic Chopin – Andante Spianato and Grand Polonaise, op. 22_ 2. Polonaise. Allegro molto
Krystian Zimerman – Piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 3 in E-flat major, op. 55 – "Heróica", Sinfonia No. 5 in C minor, op. 67 e Sinfonia No. 7 in A major, op. 92 (LINK REVALIDADO)

Excelente gravação. Postada inicialmente 26/03/2010

Das nove sinfonias compostas por Beethoven, seis estão na lista das minhas peças favoritas. São elas a 1, 3, 5, 6, 7 e 9. Entre estas seis, fazendo um refinamento, posso afirmar que as de número 3, 6, 9 são insuperáveis. Elas marcaram a minha existência em um dado momento. Talvez os acontecimentos singulares com as quais elas me marcaram, justifiquem a minha predileção. Neste CD fabuloso que ora posto sob a condução de Solti, encontramos três das seis sinfonias supra mencionadas – as de número 3, 5 e 7. É uma gravação primorosa como as peças de Beethoven merecem. Antes de postar, ouvir duas vezes. É música pura, plena, absoluta. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonias nos. 3 (“Heróica”), 5 e 7

Disco 1

Sinfonia No. 3 in E-flat major, op. 55 – “Heróica”
01. 1. Allegro Con Brio
02. 2. Marcia Funebre – Adagio
03. 3. Scherzo – Allegro Vivace
04. 4. Finale_ Allegro Molto

Disco 2

Sinfonia No. 5 in C minor, op. 67
01. 1. Allegro Con Brio
02. 2. Andante Con Moto
03. 3. Scherzo – Allegro
04. 4. Allegro

Sinfonia No. 7 in A major, op. 92
05. 1. Adagio Molto, Allegro Con Brio
06. 2. Allegretto
07. 3. Scherzo
08. 4. Allegro Molto

Wiener Philharmoniker
Georg Solti, regente

BAIXAR AQUI CD1
BAIXAR AQUI CD2

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Carlinus

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Gioacchino Rossini (1792-1868): Stabat Mater (link revalidado)

(Hoje, discordo de tudo isso que escrevi há três anos. As pessoas mudam, ainda bem).

Eu recém fui apresentado ao Stabat Mater de Rossini. Não o conhecia. E não gostei muito. Não sei se deveria culpar Giulini pela extrema seriedade a uma obra (SACRA, PQP, Sacra!) de Rossini, mas sempre espero dele algo mais leve como a também sacra Pequena Missa Solene. Achei um saco o tal do Stabat Mater, mas pode ser um problema deste ouvinte que vos escreve, pois acho inacreditável um Rossini sem nenhuma manisfestação de humor ou de considerável criatividade. Deveria ouvir novamente? Talvez, mas não agora. Tudo bem, podem me espinafrar à vontade.

(Antes que me esqueça, há um pequeno problema no final do Amém; nada demais).

Rossini: Stabat Mater

1. Intro: Stabat mater dolorosa 9:17
2. Cujus animam gementem 6:25
3. Quis est homo 6:52
4. Pro peccatis suae gentis 5:08
5. Eja mater fons amoris 4:47
6. Sancta mater istud agas 8:46
7. Fac ut portem 4:45
8. Inflammatus et accensus 5:21
9. Quando corpus morietur 4:01
10. Amen 5:16

Katia Ricciarelli
Lucia Valentini Terrani
Dalmacio Gonzalez
Ruggero Raimondi

Philharmonia Orchestra & Chorus
Carlo Maria Giulini

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

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Mateus Alves (1982) – Música de Câmara e Orquestral [link atualizado 2017]

MAS É MUITO BOM!

Vem de Pernambuco o autor que vos apresentamos hoje, fazendo sua avant-première aqui no P.Q.P. Bach: Mateus Alves, jovem contrabaixista e promissor compositor da terra que nos deu Gilberto Freire e que encantou e acolheu nomes como Clóvis Pereira, Cussy de Almeida e Guerra Peixe. Bom, não é de se espantar: já faz um bom tempo que os estados vizinhos de Pernambuco e Paraíba são dois pólos de vanguarda da música erudita brasileira…
E Mateus Alves faz uma música leve, interessante, de sons longos, mas límpidos. Não tem medo de flertar com atonalismos e de, vez por outra, deixar-se tomar por rastros do Armorial, ainda muito presente na música de seu Estado e dos grandes compositores que estuda e com quem convive (que dádiva!). Não é música simples, e é possível que vocês nem gostem na primeira audição. Há que se esperar o ouvido se acostumar, ouvir novamente: Alves nos brinda com inesperadas continuidades; nos brinda, em suma, com o novo, com juventude!

Nem vou tomar mais o tempo de vocês, pois tem gente muito mais gabaritada que se debruça sobre as obras desse jovem que aqui apresentamos:
Não dis­por das lin­has de um pen­ta­grama para con­ce­ber algo lin­ear. Essa foi a mola-mestra de Mateus Alves ao com­por as três primeiras obras do pre­sente álbum, um inco­mum CD de Música de Con­certo Con­tem­porânea lançado em Per­nam­buco, que veio para estim­u­lar out­ros com­pos­i­tores eru­di­tos do estado, jovens e vet­er­a­nos, a divul­garem fono­grafi­ca­mente sua pro­dução, e cuja capa mate­ri­al­iza a metá­fora que guiou seu processo criativo.
Nas três primeiras peças citadas — exe­cu­tadas por músi­cos da Orques­tra Sin­fônica Jovem do Con­ser­vatório Per­nam­bu­cano de Música -, em que são tra­bal­ha­dos tec­ni­ca­mente e em sep­a­rado os naipes da orques­tra sin­fônica (exceto a per­cussão), Mateus frag­menta o dis­curso musi­cal e o dire­ciona de forma não pre­visível, criando uma espé­cie de cama de gato com os sons dos instru­men­tos e des­fazendo os desen­hos da corda tão logo lhe con­venha (cama de gato é aquela brin­cadeira infan­til con­hecida tam­bém como jogo do bar­bante). Às vezes, o entre­laça­mento dá lugar ao impro­viso, influên­cia declar­ada do jazz, como no quin­teto de madeiras e no quar­teto de cor­das. O Quin­teto de Madeiras No 1, que teve seu primeiro movi­mento exe­cu­tado pelo Quin­teto Villa-Lobos num work­shop no Recife, con­cede um breve momento, em espe­cial, para o uso de téc­ni­cas expandi­das em sua seção impro­visatória, no segundo movimento.
Já o “lado B” do CD, ocu­pado por “As Duas Estações Nordes­ti­nas”, toma rumo diverso da lin­guagem bus­cada pelo com­pos­i­tor no “lado A” a fim de prestar trib­uto a Clóvis Pereira, expoente vivo da música per­nam­bu­cana. Esta suíte orques­tral, objeto da mono­grafia de Mateus Alves na Uni­ver­si­dade Fed­eral de Per­nam­buco e super­vi­sion­ada por dois desta­ca­dos com­pos­i­tores nordes­ti­nos (Dier­son Tor­res e Eli-Eri Moura), segue influên­cia direta, mas não total, do Movi­mento Armo­r­ial. A peça foi escrita para a Orques­tra Sin­fônica Jovem do Con­ser­vatório Per­nam­bu­cano de Música, respon­sável pela primeira exe­cução da obra (reg­istrada no álbum), e que reúne músi­cos de todas as regiões do estado, inclu­sive o próprio com­pos­i­tor — agora ex-contrabaixista da orquestra.(Car­los Eduardo Ama­ral, jor­nal­ista e crítico musical)

Mateus Alves
Música de Câmara e Orquestral

Quinteto de Madeiras N° 1 (Granola)
1.  I – Lento melanconico (Leite [Milk])
2. II – Allegro giocoso, Lentissimo misterioso, Improvvisato (Azedo [Sour])
3. III – Andante dolce (Acucar [Sugar])
Quarteto de Metais
4. I – Adagio
Quarteto de Cordas N° 1
5. I – Andante espressivo, Adagio doloroso
6. II – Allegro agitato, Improvvisato, Andante espressivo
As Duas Estações Nordestinas
7. I. Chuva
8. II. Sol

Confira o trabalho do compositor em seu site oficial: www.mateusalves.net 
(Todas as peças estão disponíveis para download lá)
Mas, se quiser tudo de uma vez, BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (34Mb)
https://1drv.ms/u/s!Aj7AlViriTxyhQEw77l8D-OkR14R

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Ouça! Deleite-se!
Mas antes, dê o ar da graça e escreva umas letrinhas aqui: comente!


“Ôxe! O rapaz aí tem futuro…”

Bisnaga

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Franz Liszt (1811-1886) – 10 Hungarian Rhapsodies (LINK REVALIDADO)

Havia separado este baita CD há algum tempo atrás, mas somente hoje eu me organizei para postá-lo. Traz as famosas rapsódias húngaras de Liszt com o pianista antológico György Cziffra. Creio que elas já deveriam ter aparecido no PQP Bach pela importância que encerram. Eu e FDP conversamos sobre quem as postaria. Ele disse inicialmente que faria, mas teve problemas para achar o arquivo. Daí disse que eu poderia concretizar a missão. Apreciemos!

Franz Liszt (1811-1886) – 10 Hungarian Rhapsodies

01 – Hungarian Rhapsody No. 2 in C sharp minor
02 – Hungarian Rhapsody No. 6 in D flat
03 – Hungarian Rhapsody No. 8 in F sharp minor
04 – Hungarian Rhapsody No. 9 in E flat
05 – Hungarian Rhapsody No. 10 in E
06 – Hungarian Rhapsody No. 11 in A minor
07 – Hungarian Rhapsody No. 12 in C sharp minor
08 – Hungarian Rhapsody No. 13 in A minor
09 – Hungarian Rhapsody No. 14 in F minor
10 – Hungarian Rhapsody No. 15 in A minor

György Cziffra, piano

BAIXAR AQUI

Carlinus (postado inicialmente em 17 de junho de 2010)

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.: interlúdio :. Mawaca pra todo canto (LINK REVALIDADO)

Postagem realizada pelo CVL em 25 de março de 2011.

Link revalidado após solicitações frementes do PQP. Toma aí, filho de Bach!

Post originalmente publicado em 05 de março de 2009. Por que o atualizei (só o link)? As memoráveis ênclises de Jânio Quadros vos respondem.

O Mawaca é um grupo de sete cantoras e sete instrumentistas que se vestem num estilo bem doideca (meio hindu, meio hippie) e cujo repertório, à exceção de uma ou duas músicas, é formado por canções folclóricas do mundo inteiro.

Com a excepcional virtude de dar uma cara diferente a cada música e ao mesmo ter sua linguagem própria reconhecida de imediato em todas elas (méritos especificamente para Magda Pucci, musicóloga e maestrina que fundou o conjunto e o lidera), o Mawaca mistura instrumentos de vários povos aos que nos são familiares, tem desenvoltura em qualquer gênero que encare e canta no idioma natal da canção.

Este CD é o melhor de toda a discografia do Mawaca até aqui (sete CDs), só perde para o DVD também chamado “Pra todo canto”, que incorpora algumas músicas de álbuns anteriores. Bartók e Kodály ficariam admirados com esse mini-compêndio de releituras etnomusicológicas.

Pra mim, o Mawaca é uma das melhores e mais originais formações reveladas no Brasil nos últimos anos e uma das melhores do mundo na World Music (no sentido mais essencial desse rótulo da indústria fonográfica). As músicas em negrito são minhas favoritas, contudo cada pessoa que escuta este disco forma sua própria beloved playlist.

***

Mawaca pra todo canto

1 As Sete Mulheres do Minho
2 Êh Boi!
3 Dendê Com Curry
4 Kali
5 Lamidbar
6 Acometado
7 Ahkoy Té / Hotaru Koi
8 Soran Bushi
9 Mawaca pra Qualquer Santo
10 Cangoma Me Chamou
11 Tango Dos Chavicos
12 Et Dodim
13 Boro Horo (Hirigo / Bre Petrunko / Suuret Ja Soriat)
14 Salam!
15 Asadoya Yunta
16 Gayatri Mantra

BAIXE AQUI

CVL (Revalidado pelo Carlinus)

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Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Concertos e Suíte para orquestra

Ouvi apenas uma vez este CD de Trevor Pinnock com o The English Concert. A primeira impressão — muito forte — é a de que ele é bem inferior ao Fasch recém postado. Talvez esteja dizendo uma bobagem, mas Pinnock, que é um grande artista, ainda tateava, buscando o sotaque de um compositor ainda obscuro em 1996. Depois do calor e da qualidade da gravação do pessoal de Basel (abaixo), é necessário um casaco para a frieza acadêmica de Pinnock. Não pensem que isto vale para tudo o que o narigudo Trevor interpreta — basta ouvir o que ele fez em O Messias e nas sinfonias de Haydn, trabalhos imbatíveis até hoje — , mas já ouvi dois discos bem fracos dele com Fasch. Estranhamente, talvez não seja sua praia, sei lá.

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Concertos e Suíte para orquestra

Concerto a 8 in D major FWV L:D1
1 1. Allegro 2:15
2 2. Largo 1:27
3 3. Allegro 2:56

Concerto in C minor FWV L:c2
4 1. Allegro 3:35
5 2. Largo 3:18
6 3. Allegro 2:17

Overture (Suite) in G minor FWV K:g2
7 1. Ouverture 6:16
8 2. Aria. Largo 3:58
9 3. Jardiniers 1:50
10 4. Aria. Largo 2:16
11 5. Aria. Allegro 3:53
12 6. Gavotte 2:26
13 7. Menuet 2:32

Concerto in B flat major FWV L:B1
14 1. Largo 6:17
15 2. Largo 1:57
16 3. Allegro 3:09

Concerto in D major FWV L:D141
17 1. Allegro 3:10
18 2. Largo 2:29
19 3. Allegro 3:00

The English Concert
Trevor Pinnock

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PQP

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Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Aberturas e concertos

Este disco relativamente recente, de 2009, é uma joia. Fasch, Biber e Heinichen são as novas estrelas de um barroco sempre redescoberto. A interpretação da Kammerorchester Basel, a “leitung” de Frau Julia Schröder e a gravação da Harmonia Mundi alemã são muito, mas muito boas. Se o Concerto para Violino é aqui gravado pela primeira vez, o Concerto para trompete e dois oboés me soou pela primeira vez como um Fasch típico e puro, prova de que o compositor vai pouco a pouco se acomodando e adquirindo lugar em meu cérebro. Que seja bem-vindo!

Um baita CD!

Johann Friedrich Fasch (1688-1758): Aberturas e concertos

Overture (Suite) for orchestra in D major, FWV K:D3
1. 1. Ouvertüre
2. 2. Air
3. 3. Gavotte alternativement – Gavotte 2
4. 4. Air
5. 5. Bourée
6. 6. Menuet

Concerto for trumpet, 2 oboes, strings & continuo in D major, FWV L:D1
7. 1. Allegro
8. 2. Largo
9. 3. Allegro (moderato)

Overture (Suite) for orchestra in G minor, FWV K:g3
10. 1. Ouvertüre
11. 2. Air
12. 3. Gavotte
13. 4. Air
14. 5. Hornpipe
15. 6. Aria
16. 7. Menuet alternativement – Menuet 2

Violin Concerto in D major, FWV L:D4a
17. 1. Allegro
18. 2. Andante
19. 3. Allegro

Kammerorchester Basel
Julia Schröder, direção

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PQP

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Igor Stravinsky (1882-1971): Symphony in E / Violin Concerto

Ignoro se ouvi este CD cansado ou não, mas ele não me impressionou muito, apesar do repertório peso pesado e do regente e orquestra idem. Desta vez, não tenho confiança em minha avaliação, certo? Minha audição deve ter sido meio porca. Confiram vocês, por favor, e briguem comigo (ou não) nos comentários.

Igor Stravinsky (1882-1971): Symphony in E / Violin Concerto

1. Sym in E flat Op.I: I. Allegro Moderato
2. Sym in E flat Op.I: II. Scherzo. Allegretto
3. Sym in E flat Op.I: III. Largo
4. Sym in E flat Op.I: IV. Finale. Allegro Molto

5. Vn Con: I. Toccata
6. Vn Con: II. Aria I
7. Vn Con: III. Aria II
8. Vn Con: IV. Capriccio

Lydia Mordkovitch, violin
Orchestre de la Suisse Romande
Neeme Järvi

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PQP

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J.S. Bach (1685-1750) / W.F. Bach (1710-1784) / C.P.E. Bach (1714–1788): Música de Câmara para Oboé e Cravo (link revalidado)

Sim, nova manifestação da HIPOBACHEMIA! Fazer o quê?

Meu pai e alguns de meus irmãos “oficiais” estão neste disco. WF era o filho preferido, CPE era o mais talentoso. WF herdou as Cantatas. Conseguiu perder 100 delas. Grandessísimo filha-da-puta. Filha da puta metafórico, pois eu sou o filha da puta não metafórico. Além disso, dizem que tinha sérios problemas com a bebida. Como viveu então 74 anos?

Dia desses, levei uma mijada de um violista por ter dito que havia pouco repertório para seu instrumento. Ele me descreveu parte da vasta obra escrita para o instrumento, donde concluí que o repertório é ainda menor do que eu imaginava. Bem, e o que dizer do oboé? Heinz Holliger ficava transcrevendo concertos para poder tocar alguma coisinha mais interessante e agora Piguet faz o mesmo com sonatas para flauta de meu pai y otras cositas más. O CD é bem bom, viram? E as as obras já apareceram neste blog nas versões originais, mas vocês sabem: são músicas nascidas no seio de minha família e tal fato sempre me corta o coração.

J.S. Bach / W.F. Bach / C.P.E. Bach: Música de Câmara para Oboé e Cravo

Johann Sebastian Bach
Sonate for Oboe and Harpsichord in G minor, BWV 1030b
1. Andante
2. Siciliano
3. Presto

4. Fugue for Harpsichord in B minor, BWV 951
(on a Theme by Albinoni)

Sonate for Oboe and Harpsichord in G minor, BWV 1020
5. Allegro
6. Adagio
7. Allegro

Wilhelm Friedemann Bach
8. Polonaise for Harpsichord in E flat major, Falck 12/5

Carl Philipp Emanuel Bach
Sonate for Oboe and Continuo in G minor, Wq.135
9. Adagio
10. Allegro
11. Vivace

Michel Piguet, oboe
Colin Tilney, harpsichord

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PQP (link revalidado por PQP)

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Igor Stravinsky (1882-1971): Peças para dois pianos

Aqui, fotos de Igor Stravinsky nu. É sério. Confira lá! PQP Bach é cultura, mas também divulga free porn & nude pics de grandes compositores. 

Bem, FDP Bach não gosta muito de Vladimir Ashkenazy. Conheço FDP há mais de 5 anos e respeito seu gosto, mas aqui não vamos nos entender MESMO. Acompanhado por Andrei Gavrilov, o inimigo de FDP — exagero meu, claro — realiza um belíssimo trabalho nestas transcrições e não-transcrições de obras de Stravinsky para dois pianos. Como destaque, temos uma bela interpretação de A Sagração da Primavera. Ela fica muito interessante sob o suado trabalho da dupla, apesar de que o poder de fogo é muito menor, obviamente.

Absolutamente indispensável aos admiradores de Igor Stravinsky.

Igor Stravinsky (1882-1971): Peças para dois pianos

1. Scherzo a la russe

2. Concerto for 2 pianos: 1. Con moto
3. Concerto for 2 pianos: 2. Notturno
4. Concerto for 2 pianos: 3. Quattro variazioni
5. Concerto for 2 pianos: 4. Preludio e fuga

6. Sonata for 2 pianos: 1. Moderato
7. Sonata for 2 pianos: 2. Largo
8. Sonata for 2 pianos: 3. Allegretto

9. Le Sacre du Printemps: Part I – The Adoration of the Earth
10. Le Sacre du Printemps: The Augurs of Spring
11. Le Sacre du Printemps: Ritual of Abduction
12. Le Sacre du Printemps: Spring Rounds
13. Le Sacre du Printemps: Ritual of the Rival Tribes
14. Le Sacre du Printemps: Procession of the Sage
15. Le Sacre du Printemps: Dance of the Earth
16. Le Sacre du Printemps: Part II – The Sacrifice
17. Le Sacre du Printemps: Mystic Circles of the Young Girls
18. Le Sacre du Printemps: Glorification of the Choosen One
19. Le Sacre du Printemps: Evocation of the Ancestors
20. Le Sacre du Printemps: Ritual Action of the Ancestors
21. Le Sacre du Printemps: Sacrificial Dance

Vladimir Ashkenazy: piano
Andrei Gavrilov: piano

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PQP

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O órgão essencial de Johann Pachelbel (1653-1706) [REVALIDADO]

Acabo de perceber que dentro de 12 dias minha primeira postagem neste blog fará dois anos. (Só dois? Parece uma vida!). Junto com isso lembrei que no início um dos meus objetivos era aumentar a oferta de música organística no blog. Razões mil me afastaram desse objetivo, mas tenho muito gosto em ainda ter comemorado minha primeira semana de blog, em 04.05.2010, fazendo esta postagem, pois a música organística de Pachelbel parece ser das poucas coisas capazes de provocar efeitos de serenidade na alma inquieta do monge Ranulfus.

Agora o Rapidshare ameaça apagar o arquivo. Eu poderia simplesmente fazer um download pra impedir, mas… muito melhor me parece reavivar o post, pois é provável que as novas gerações de ouvintes pequepianos nem tenham reparado em sua existência.

Então vai aqui, para inspirar uma manhã de domingo, a “serenidade emotiva” deste grande músico, tão injustamente tratado como compositor de uma obra só (o Cânon em Re menor). E a partir do próximo parágrafo os senhores têm o texto original da postagem.

. . . . . . .
Como o velho Chico, nosso leitor e amigo Nahum Pereira “vem de Minas / onde o oculto do mistério se escondeu”, e então não é de estranhar que tenha um sentido especial para o sacro – com o qual suspeito que voltará a me assessorar em posts futuros. E, parte disso, ele e eu concordamos que é desejável que se introduza mais o órgão neste blog . . .

Hammm… ah, sim, o Nahum pretende refazer em qualidade melhor que 128 kbps as gravações que já compartilhou – mas avisa que isso pode demorar meses (ele é um sujeito ocupado, tão pensando o quê?) e não quero ficar privando vocês do órgão & prazeres correlatos por tanto tempo. Então comecemos!

Pachelbel é um nome bem esquisito, nem os alemães têm certeza como se pronuncia. Vi um organista de Hamburgo (von Kameke) dizer “Parrélbel”, mas a maior parte parece concordar em “Párrelbel” (claro que a transliteração do CH alemão em RR carioquês é apenas uma aproximação!).

É uma felicidade, portanto, que ele ofereça coisas melhores que o nome pra gente ouvir: sua música – e esta é muuuuito mais que o famoso Cânon.

Como Kerll, Froberger, Muffat pai e filho, Johann Pachelbel é do Sul da Alemanha – e isso significa mais conexão com a Itália e a França que se ele se chamasse Buxtehude, palavra que naquele mundo até soa como um pântano frio do Norte. E essas conexões “latinas” talvez expliquem uma certa vertente melódica em Pachelbel que parece conversar mais fácil com sensibilidades não-germânicas – embora outra parte dele se entenda com Buxtehude muito bem, obrigado.

Pachelbel já tinha 32 anos quando o pai do PQP nasceu, e este ainda estava nos seus 21 quando aquele morreu. Quer dizer: não se trata de um menor que viveu paralelamente, e sim de um dos que levantaram a bola pro JSB cortar, bola que sem eles nem estaria lá.

E acho que por enquanto isto é mais que suficiente a dizer sobre ele. Só, como nota pessoal, comento que tenho um gosto especial pela “Ária Sebaldina com variações”, faixa 16. O arquivo inclui encarte completo em inglês/alemão/francês (trabalhosa cortesia do Nahum!)

Johann Pachelbel, Music for Organ – Werner Jacob, 1990
01 [I] Präludium in dm
02 [II] Fuga in dm
03 [III] Ciacona in dm
04 Choral*: Nun komm, der Heiden Heiland
05 Choral: Meine Seele erhebet den Herren
06 Magnificat – Fuga
07 Choral: Gelobet seist du, Jesu Christ
08 Choral: Vom Himmel hoch, da komm ich her (I)
09 Choral: Vom Himmel hoch, da komm ich her (II)
10 Toccata in F
11 Choral: Wie schön leuchtet der Morgenstern
12 Ciacona in fm
13 Partita s. Choral Christus, der is mein Leben
14 [I] Präludium in cm
15 [II] Fuga in cm
16 Aria Sebaldina com variazioni
17 [I] Toccata in cm
18 [II] Ricercare in cm

* Diferente de “coro”, na tradição luterana “choral” (pron. korál) significa “hino”, bem como peça instrumental elaborada a partir da melodia de um hino – e é com esse sentido que inclusive organistas bem posteriores (como Franck) usam a palavra.

. . . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

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Sir Edward Elgar (1857-1937) – Cello Concerto in E Minor, op 85 – Samuel Barber (1910-1981) – Cello Concerto, op 22


Pois é, para compensar a semana, estou fazendo uma postagem dupla neste sábado.
Comentei agora à pouco com PQPBach que tinha conseguido este cd da Gastinel tocando Elgar e Barber e ele comentou que não conhecia o Concerto de Barber. Pois bem, caro PQP, aqui está o dito cujo.
Serei sincero neste primeiro momento: Anne Gastinel é uma excelente cellista, com uma excelente gravação das suítes de Bach, entre outros compositores, mas neste Concerto de Elgar sinto faltar o impeto, e a paixão que Jacqueline Du Pré imprimiu em sua interpretação deste mesmo concerto. A comparação é inevitável, pois ambas foram crianças prodígios, com enorme talento, e já na adolescência ganhavam os principais prêmios concedidos aos intérpretes do instrumento.
Com relação ao concerto de Barber, confesso que conheço pouco essa obra, sem maiores referências para as devidas comparações. Mas digamos que no conjunto da obra, é um cd de primeira qualidade, ideal para ser ouvido numa tarde lamurienta de sábado, com uma garoa fina e chata caindo. De preferência, acompanhado de um bom livro.
Espero que apreciem.

01. Elgar – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Adagio-moderato
02. II. Lento-Alegro molto
03. III. Adagio
04. IV. Allegro
05. Barber – Concerto for Cello in E minor, Op. 85 – I. Allegro moderato
06. II. Andante sostenuto
07. III. Molto allegro e appassionato

Anne Gastinel – Cello
City of Birmingham Symphony Orchestra
Justin Brown – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Piano Concertos nº 22, 23, 24, 25, 26 e 27 — CDs 8, 9 e 10 de 10 (link revalidado)

Conversando com o mano PQP dia desses por telefone, ele sugeriu que eu fizesse um pacotaço para liberar espaço no meu hd, e terminasse de postar a integral dos concertos de piano de Mozart com o Immerseel. Pois bem, aí estão os 3 cds que faltavam. E vamos partir para a próxima. Confesso, e creio que o mano PQP também concorda, é chato ficar postando estas integrais. Darei um tempo nestas loucuras. Vamos continuar, pois, com o feijão com arroz básico, que até pouco tempo atrás era a nossa especialidade.

Não preciso também comentar mais nada a respeito destes concertos aqui postados, afinal, são conhecidos do grande público, digamos assim. Então, aproveitem.

E não se fala mais nisso.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Piano Concertos
nº 22, 23, 24, 25, 26 e 27 (CDs 8,9 e 10 de 10)

1. Concerto for Piano no 22 in E flat major, K 482: 1st movement, Allegro
2. Concerto for Piano no 22 in E flat major, K 482: 2nd movement, Andante
3. Concerto for Piano no 22 in E flat major, K 482: 3rd movement, Allegro

4. Concerto for Piano no 23 in A major, K 488: 1st movement, Allegro
5. Concerto for Piano n0 23 in A major, K. 488: 2nd movement, Adagio
6. Concerto for Piano n0 23 in A major, K. 488: 3rd movement, Presto

Disco 9

01 Clavier-Concerte 24 KV 491 I – Allegro Maestoso
02 Clavier-Concerte 24 KV 491 II – Larghetto
03 Clavier-Concerte 24 KV 491 III – Allegretto

04 Clavier-Concerte 25 KV 503 I – Allegro Maestoso
05 Clavier-Concerte 25 KV 503 II – Andante
06 Clavier-Concerte 25 KV 503 III – Allegretto

Disco 10

1. Clavier-Concerte 26 in D, K. 537: I. Allegro
2. Clavier-Concerte 26 in D, K. 537: II. Larghetto
3. Clavier-Concerte 26 in D, K. 537: III. Allegretto

4. Clavier-Concerte 27 in B Flat, K. 595: I. Allegro
5. Clavier-Concerte 27 in B Flat, K. 595: II. Larghetto
6. Clavier-Concerte 27 in B Flat, K. 595: III. Allegro

Jos van Immerseel – Pianoforte & Conductor
Conjunto Anima Eterna

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FDP  (link revalidado por PQP)

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