História da Música Brasileira – Episódio 1 de 10: Introdução e primeiros tempos da música no Brasil

Toda segunda-feira apresentaremos um episódio da série História da Música Brasileira, com um  link para baixar o vídeo do episódio, incentivando a divulgação desse trabalho em universidades, conservatórios e amantes da música. Contamos com o seu apoio!

HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA

Paulo Castagna

História da Música Brasileira foi um projeto idealizado por Ricardo Kanji e Paulo Castagna em 1997, que se concretizou em 1998, com financiamento da Telebrás, direção de TV de Reinaldo Volpato e administração do CEPEC – Centro de Produções Editoriais e Culturais, dirigido por Ricardo Maranhão. As gravações sonoras foram realizadas pela EGTA Produções, dirigida por Everton Gloeden e Tadeu do Amaral e a filmagem foi feita no Anfiteatro Camargo Guarnieri da Universidade de São Paulo e no Teatro Cultura Artística de São Paulo, infelizmente destruído no incêndio de 2008. O projeto contou com a colaboração de músicos experientes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e mesmo da Argentina.

O trabalho foi iniciado com a elaboração de textos e seleção de repertório por Paulo Castagna, que incluiu muitas obras inéditas e mesmo editadas especialmente para o projeto. Paralelamente, Ricardo Kanji reuniu e ensaiou os integrantes do Vox Brasiliensis, o grupo que executou a grande maioria das obras do projeto e que foi especialmente criado para isso. Os episódios 8, 9 e 10 também contaram com a participação da Orquestra Sinfonia Cultura, da Fundação Padre Anchieta, dirigida por Lutero Rodrigues. A partir dos roteiros elaborados por Vitor Navas, foram feitas as gravações, dirigidas por Ricardo Kanji, que também apresenta o documentário.

Foram lançados, durante o projeto, 2 cds e 10 vídeos de cerca de 28 minutos cada um, embora tenham sido inicialmente previstos 6 cds e 15 vídeos (por isso o quadro informativo no início de cada programa indica um total de 15 episódios). Algumas obras foram gravadas apenas em áudio, enquanto outras foram filmadas e integraram os vídeos. Todo esse material foi divulgado entre fins de 1998 e princípios de 1999: os 2 cds, com o título de “História da música brasileira: período colonial”, com a Orquestra e Coro Vox Brasiliensis, sob regência de Ricardo Kanji e pesquisa musicológica de Paulo Castagna foram lançados em São Paulo pelo selo Eldorado (CD 946137), enquanto a série de 10 vídeos foi transmitida várias vezes pela TV Cultura de São Paulo a partir daquela época. Em fins de 1999 a extinta editora Apel lançou em São Paulo os 10 vídeos em VHS (hoje esgotados) e a gravadora K617 lançou na França uma seleção dos 2 cds originais no cd “Música Sacra do Brasil: São Paulo / Minas Gerais / Rio de Janeiro” (Chœur et orchestre Vox Brasiliensis; direction Ricardo Kanji), que se tornou o primeiro cd do projeto Les Chemins du Baroque referente ao Brasil (CD K617096), iniciativa que divulgou dezenas de cds com música antiga composta nas Américas.

O projeto surgiu a partir de várias necessidades, entre elas a gravação de obras inéditas, a divulgação da música antiga brasileira, na época bastante desconhecida, e a geração de um material que proporcionasse uma compreensão mais ampla do fenômeno musical no Brasil antigo e que pudesse ser usado em escolas, universidades e mesmo na televisão. A História da Música Brasileira baseou-se em muitos esforços musicológicos anteriores e acabou estimulando vários outros projetos relacionados à música antiga composta no Brasil, entre eles iniciativas de organização e catalogação de acervos de manuscritos, projetos de edição e gravação musical, programas de rádio, publicações especializadas e vários outros. Apesar da limitação de seus recursos e de sua defasagem em relação às possibilidades técnicas atuais, o material é, ainda hoje, utilizado em aulas, cursos e palestras sobre música antiga brasileira em todo o mundo, tendo se tornado uma referência na área e um rápido meio de contato com a diversidade musical brasileira anterior ao século XX.

Os temas dos 10 programas são os seguintes:
1. Introdução e primeiros tempos da música no Brasil
2. A música setecentista no Brasil
3. A música no período áureo de Minas Gerais
4. Ouro, diamantes e música em Minas.
5. Padre José Maurício Nunes Garcia: um brasileiro nos ouvidos da Corte
6. A música da Independência.
7. Saraus, danças e intimidades: A música no Brasil no século XIX
8. Carlos Gomes: o emblema da ópera no Brasil
9. Romantismo: um Brasil para poucos
10. Romantismo e patriotismo: afinal, somos brasileiros?

HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA
Episódio 1 – Introdução e primeiros tempos da música no Brasil

Paulo Castagna

O primeiro episódio da História da Música Brasileira inicia-se com a execução, pela orquestra Vox Brasiliensis, da Abertura Zemira de José Maurício Nunes Garcia, a obra que se tornou a vinheta sonora e visual da série. Ricardo Kanji apresenta, em seguida, uma introdução ao projeto, que inclui uma conversa com Paulo Castagna sobre o trabalho com manuscritos musicais, no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. Informações gerais sobre o início do domínio europeu do Brasil e sobre a relação com os indígenas e africanos são ligadas à atividade musical dos séculos XVI, XVII e princípios do XVIII, com vários exemplos sonoros, incluindo Matais de incêndios, a primeira composição polifônica encontrada em manuscrito musical brasileiro.

Veja o episódio 1. Introdução e primeiros tempos da música no Brasil, que também pode ser visto no Youtube em: http://www.youtube.com/user/HistoriadaMB

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Vídeo mp4 – 578,2 Mb – 28m35s

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Vídeo avi – 340,4 Mb – 28m35s

Nossos agradecimentos ao Prof. Paulo Castagna, musicólogo, (http://paulocastagna.com) por nos ter incentivado nesta empreitada. Não tem preço!!!
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Avicenna

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Wedding Cantatas

Não sou um cara fino como o Milton Ribeiro, que entrevistou a Emma Kirkby, uma pena.

Sofrendo um grave crise de hipocantatemia bachiana, ontem botei este CD para tocar aqui em casa. Olha, que coisa maravilhosa! São cantatas solo e obras esparsas de Bach para soprano. A orquestra de Hogwood está impecável e Kirkby… O que dizer de Dame Emma Kirkby? Ela é perfeita, mas não devo elogiá-la muito porque meu colega FDP Bach morre de ciúmes.

Baita CD. Ouçam imediatamente, tá? Atenção para a primeira ária da Cantata 202. Não parece o lento caminhar de uma noiva? Alíás toda a 202 é fantástica, além do restante.

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Wedding Cantatas

Cantata BWV 202, “Weichet nur, betrübte Schatten” [19:38]
01 – Arie – Weichet nur, betrübte Schatten
02 – Rezitativ – Die Welt wird wieder neu
03 – Arie – Phoebus eilt mit schnellen Pferden
04 – Rezitativ – Drum sucht auch Armor sein Vergnügen
05 – Arie – Wenn die Frühlingslüfte streichen
06 – Rezitativ – Und dieses ist das Glücke
07 – Arie – Sich üben im Lieben
08 – Rezitativ – So sei das Band der keuschen Liebe
09 – Gavotte – Sehet in Zufriedenheit

Aria “Bist Du bei mir”, BWV 508 (attrib. G.H. Stolzen) [2:21]
10 – Bist Du bei mir (Stolzen)

Aria “Gedenke doch, mein Geist”, BWV 509 (anon) [1:06]
11 – Gedenke doch, mein Geist (anon)

From Cantata BWV 82, Nr. 2 – Rezitativ- “Ich habe genug” [0:57]
12 – Nr. 2 – Rezitativ- Ich habe genug

From Cantata BWV 82, Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen [7:31]
13 – Nr. 3 – Arie- Schlummert ein, ihr matten Augen

Cantata, BWV 210 – “O holder Tag, erwünschte Zeit” [32:00]
14 – Rezitativ – O holder Tag, erwünschte Zeit
15 – Arie – Spielet, ihr beseelten Lieder
16 – Rezitativ – Doch, haltet ein, ihr muntern Saiten
17 – Arie – Ruhet hie, matte Töne
18 – Rezitativ – So glaubt man denn, daß die Musik verführe
19 – Arie – Schweigt, ihr Flöten, schweigt ihr Töne
20 – Rezitativ – Was Luft was Grab
21 – Arie – Großer Gönner, dein Vergnügen
22 – Rezitativ – Hochteurer Mann, so fahre ferner fort
23 – Arie – Seid beglückt

Emma Kirkby, soprano
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood, regente

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PQP

Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 5 e 6 de 17

Pois bem, então agora temos os dois cds com as Mazurkas. Talvez seja implicância minha, mas considero estas interpretações de Jean-Marc Luisada abaixo do nível imposto nos quatro primeiros cds, com gente do nível de Zimerman e Pollini. Sei lá, entende. Mas talvez seja implicância minha, como expliquei na primeira postagem, como tenho Arthur Rubinstein como referência nestas gravações, a interpretação de Luisada está aquém das expectativas. Falta impeto, paixão, força, feeling… ah, a Lylya Zilberstein também não ajudou muito, tocando algumas peças no final do segundo CD. Mas enfim, é Chopin, e talvez estas gravações sejam do agrado dos senhores.

CD 5
Frederic Chopin – op. 6, No. 1 In F Sharp Minor
Frederic Chopin – op. 6, No. 2 In C Sharp Minor
Frederic Chopin – op. 6, No. 3 In E Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 6, No. 4 In E Flat Minor_ Presto Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 1 In B Flat Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 7, No. 2 In A Minor_ Vivo Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 3 In F Minor
Frederic Chopin – op. 7, No. 4 In A Flat Major_ Presto Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 7, No. 5 In C Major_ Vivo
Frederic Chopin – op. 17, No. 1 In B Flat Major_ Vivo E Risoluto
Frederic Chopin – op. 17, No. 2 In E Minor_ Lento Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 17, No. 3 In A Flat Major_ Legato Assai
Frederic Chopin – op. 17, No. 4 In A Minor_ Lento Ma Non Troppo
Frederic Chopin – op. 24, No. 1 In G Minor_ Lento
Frederic Chopin – op. 24, No. 2 In C Major_ Allegro Non Troppo
Frederic Chopin – op. 24, No. 3 In A Flat Major_ Moderato
Frederic Chopin – op. 24, No. 4 In B Flat Minor_ Moderato
Frederic Chopin – op. 30, No. 1 In C Minor_ Allegretto Non Tanto
Frederic Chopin – op. 30, No. 2 In B Minor_ Vivace
Frederic Chopin – op. 30, No. 3 In D Flat Major_ Allegro Non Troppo
Frederic Chopin – op. 30, No. 4 In C Sharp Minor_ Allegretto
Frederic Chopin – op. 33, No. 1 In G Sharp Minor_ Mesto
Frederic Chopin – op. 33, No. 2 In D Major_ Vivace
Frederic Chopin – op. 33, No. 3 In C Major_ Semplice
Frederic Chopin – op. 33, No. 4 In B Minor
Frederic Chopin – op. 41, No. 1 In E Minor_ Andantino
Frederic Chopin – op. 41, No. 2 In B Major_ Animato
Frederic Chopin – op. 41, No. 3 In A Flat Major_ Allegretto
Frederic Chopin – op. 41, No. 4 In C Sharp Minor_ Maestoso

Jean-Marc Luisada – Piano

CD 6

Frederick Chopin – op. 50, No. 1 in G major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 50, No. 2 in A flat major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. 50, No. 3 in C sharp minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 56, No. 1 in B major_ Allegro non tanto
Frederick Chopin – op. 56, No. 2 in C major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 56, No. 3 in C minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 59, No. 1 in A minor_ Moderato
Frederick Chopin – op. 59, No. 2 in A flat major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. 59, No. 3 in F sharp minor_ Vivace
Frederick Chopin – op. 63, No. 1 in B major_ Vivace
Frederick Chopin – op. 63, No. 2 in F minor_ Lento
Frederick Chopin – op. 63, No. 3 in C sharp minor_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 1 in G major_ Vivace
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 2 in G minor_ Cantabile
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 3 in C major_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 67, No. 4 in A minor_ Allegretto
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 1 in C major_ Vivace
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 2 in A minor_ Lento
Frederick Chopin – op. posth. 68 No. 3 in F major_ Allegro ma non troppo
Frederick Chopin – op. posth. 68, No. 4 in F minor_ Andantino
Jean-Marc Luisada – Piano

Frederick Chopin – A minor ‘à son ami Emile Gaillard’_ Allegretto
Frederick Chopin – A minor ‘notre temps’_ Allegretto
Frederick Chopin – B flat major
Frederick Chopin – G major
Frederick Chopin – A flat major op. posth
Frederick Chopin – C major op. posth
Frederick Chopin – B flat major op. posth
Frederick Chopin – D major op. posth

Lilya Zilberstein – Piano

CD 5 – Baixe aqui – download here
CD 6 – Baixe aqui – download here

FDPBach

Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Não sou um apaixonado pelo nacionalismo espanhol, mas a qualidade deste CD me dobrou. Dutoit, ex-aluno de Ansermet, trouxe consigo o amor pelas nuances de seu mestre e realiza aqui um admirável trabalho. A sonoridade geral é encorpada, porém clara. Os solistas vocais de fala francesa mandam bala bem no espanhol. Se você estiver procurando os dois grandes balés de de Falla em um só disco, acaba de encontrar. Grande CD!

Manuel de Falla (1876-1946): O chapéu de três bicos + El amor Brujo

1. The Three Cornered Hat, Intro: Part I: Afternoon/Dance Of The Miller’s Wife/The Grapes – Colette Boky/Richard Hoenich
2. The Three Cornered Hat, Part II: The Neighbours’ Dance/The Miller’s Dance/The Corregidor’s… – Colette Boky/Richard Hoenich
3. Love, The Magician – Huguette Tourangeau

Colette Boky soprano
Richard Hoenich basson
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

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PQP

Béla Bartók (1881-1945) – The Piano Concertos – Bavouzet – Noseda – BBC Philharmonic

Sim, eu sei o que o mano PQP vai dizer: nunca houve uma gravação dos concertos para piano como a que Géza Anda realizou ainda nos anos 60, com o Karajan, se não me engano. Mas o genial pianista húngaro já morreu há bastante tempo, assim como o velho Kaiser Karajan, e neste meio tempo nasceu Jean-Efflam Bavouzet, este excelente pianista francês, um de meus favoritos da atualidade. Lembram de seu Debussy e de seu Ravel que postei ano passado?

Aqui, Bavouzet encara os três petardos bartokianos com maestria, perícia, e tranquilidade. Coisa de gente grande, que sabe o que faz. Para ouvir, sugiro pararem de fazer o que estiverem fazendo e prestarem atenção, e depois me digam se o rapaz não é bom mesmo.

Enquanto escrevo este texto, e ouço este excelente CD, meu vizinho ouve uma música eletrônica horrível, possivelmente para irritar os vizinhos antes de ir para as baladas de sexta feira à noite, e também para mostrar que o equipamento de som dele é melhor que o meu, e provavelmente o é. Mas deixemos ele de lado… cada um sabe a dor e a delícia de ser o que se é, como dizia o poeta. E fiquemos com o Béla.

Divirtam-se.

Béla Bartók – The Piano Concertos

01. Béla Bartók – Piano Concerto No.1, BB 91 – I Allegro moderato
02. Béla Bartók – Piano Concerto No.1, BB 91 – II Andante
03. Béla Bartók – Piano Concerto No.1, BB 91 – III Allegro

04. Béla Bartók – Piano Concerto No.2, BB 101 – I Allegro
05. Béla Bartók – Piano Concerto No.2, BB 101 – II Adagio – Presto – Adagio
06. Béla Bartók – Piano Concerto No.2, BB 101 – III Allegro molto

07. Béla Bartók – Piano Concerto No.3, BB 127 – I Allegretto
08. Béla Bartók – Piano Concerto No.3, BB 127 – II Adagio religioso
09. Béla Bartók – Piano Concerto No.3, BB 127 – III [Allegro vivace]

Jean-Efflam Bavouzet – Piano
BBC Philharmonic
Gianandrea Noseda – Conductor

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FDPBach

Antonio Vivaldi (1678 – 1741): I Concerti di Dresda

Forte candidado a capa mais feia e nada a ver de todos os tempos, trata-se de um excelente disco da espetacular Orquestra Barroca de Freiburg, belíssima cidade que possui um time na segunda divisão alemã cuja camiseta é igual à do Flamengo do Rio. Após estas informações essenciais à fruição do CD, diria que este é um exemplar talvez germanizado do grande compositor veneziano que, por ser COMUNISTA, era chamado de “Il Prete Rosso” ou O PADRE VERMELHO. Como os comunas comiam criancinhas, Vivaldi foi trabalhar num orfanato para meninas chamado Ospedale della Pietà. Era um padre menos safado que os atuais, que parecem preferir MENINOS. Sua música é maravilhosa, mas os publicitários, em vez de ouvi-la quietos, preferem estragá-la em propagandas. O Concerto da Primavera das Quatro Estações, por exemplo, é capaz de me provocar enjoo quando acompanhado de imagens ensolaradas de crianças correndo num parque, vendendo a liberdade que só determinada fralda dá.

Excelente CD!

Vivaldi: I Concerti di Dresda

1. Concerto In G Minor, R. 577: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 3:49
2. Concerto In G Minor, R. 577: 2. Largo Non Molto Gottfried von der Goltz 2:17
3. Concerto In G Minor, R. 577: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 3:34

4. Concerto In F Major, R. 569: 1. Anne-Katharina Schreiber 4:43
5. Concerto In F Major, R. 569: 2. Grave Anne-Katharina Schreiber 2:54
6. Concerto In F Major, R. 569: 3. Allegro Anne-Katharina Schreiber 4:48

7. Concerto In G Minor, R. 576: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 4:48
8. Concerto In G Minor, R. 576: 2. Larghetto Gottfried von der Goltz 2:14
9. Concerto In G Minor, R. 576: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 4:01

10. Concerto In C Major, R. 192: 1. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 1:34
11. Concerto In C Major, R. 192: 2. Largo Freiburg Baroque Orchestra 0:45
12. Concerto In C Major, R. 192: 3. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 0:57
13. Concerto In C Major, R. 192: 4. Allegro Freiburg Baroque Orchestra 2:01

14. Concerto In F Major, R. 574: 1. Allegro Gottfried von der Goltz 4:17
15. Concerto In F Major, R. 574: 2. Grave Gottfried von der Goltz 3:24
16. Concerto In F Major, R. 574: 3. Allegro Gottfried von der Goltz 3:30

Anne-Katharina Schreiber, violino
Gottfried von der Goltz, regência, violino
Freiburg Baroque Orchestra

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A New York Philharmonic tem Associação de Amigos.
A OSPA NÃO.
Queremos uma Associação de Amigos da OSPA aberta ao seu público!
CONVIDE SEUS AMIGOS! APOIE ESTA IDEIA!
Entre no grupo: https://www.facebook.com/groups/338321516222791/

PQP

O órgão essencial de Franck, para começar (e o piano também) – REVALIDADO

Senhores: precisamente dois anos atrás, em 27.04.2010, o monge Ranulfus começava sua carreira neste blog – carreira um bocado irregular como tudo mais em sua vida nem tão monacal assim… – e a começava precisamente com este post. Talvez por isso lhe ficou sendo um post especialmente querido, que ele não gostaria de ver como grão chocho, sem link válido. Espero que vocês achem o mesmo!

. . . . . . .
Caríssimos co-freqüentadores, talvez alguns lembrem que há semanas eu vinha clamando e golpeando os portões do templo com os punhos: “Precisamos de Franck! Precisamos de Franck!”

Pois vocês não vão acreditar, mas aconteceu: de repente uma voz trovejou dos céus “então posta logo você mesmo esse Franck, e pára de pentelhar, porra!” No mesmo instante deu-se um clarão e eu me vi transportado a uma bolha transparente pousada sobre um píncaro gelado, e lá dentro, quem vejo? A equipe toda do blog – sim, Avicenna, Strava, Carlinus, CVL, FDP, Bluedog, CDF, todos diante do trono de Bach Pai, que tinha assentado à sua direita Carl Phillip, e à esquerda vocês já sabem quem: com sua voz de trovão, o próprio PQP!

E então… então me furaram o dedo e eu tive que assinar com o próprio sangue o juramento de jamais revelar os detalhes da orgi… da organização… mas por outro lado fui autorizado a oficiar os ritos de São César Franck – e ainda outros mais! – em nome de PQP Bach. E então, sentindo-me honrado além de todo merecimento, com profunda reverência e uma baita ressaca… eis-me aqui!

E já começo com um rápido jogo de corpo: suspeito que fui guindado aos céus justo pela minha proposta de postar a nova concepção de “obra organística completa de Franck”, gravada em 2006 em seis CDs (e não apenas nos dois usuais) por Hans-Eberhard Ross… mas depois que acordei percebi: apesar de toda a pompa da produção, a agógica de Ross, sua “declamação”, está longe de satisfatória: com freqüência a trama complexa de vozes cantantes, que fazem a grandeza de Franck, desaparece numa pasta de timbres belos mas informes.

E aí eu pensei: a moçada precisa ouvir outro Franck antes desse; um que dê pra entender! Além disso, que tal conhecer bem os pontos altos da obra (especialmente os 3 Corais e o Prelúdio, Fuga e Variação) antes de se meter com a infinidade de micro-peças litúrgicas gravadas por Ross?

E aí recorri à gravação de André Isoir, de 1977, feita num instrumento de Cavaillé-Coll, aquele sujeito que teve a sorte de passar à posteridade como “o organeiro de César Franck”.

É a melhor? Confesso que ainda não achei “a melhor”. Confesso mais: as gravações “feitas em casa” por Thomas Fürstberger, um professor de Ensino Médio alemão que toca órgão nas horas vagas, me tocam mais. Com freqüência acho que as execuções de amadores têm mais verdade, mesmo se com alguns esbarrões aqui e ali; chegam mais perto da alma do compositor – quem sabe justamente pelo sentido original da palavra “amador”. Mas pra quê postar aqui as gravações de Fürstberger se ele mesmo as oferece no seu site? Então vai o link do site dele, junto com o de download.

Isso é tudo, por hoje? Nããão! Acontece que junto ao clamor pelo órgão do Franck (epa!) eu também berrava: “E o Prelúdio, Coral e Fuga para piano! E o Prelúdio, Coral e Fuga!” – e aí encontrei um exemplar pra lá de interessante desse animal: a gravação de Alfred Cortot, de 1932, hoje em domínio público. Vale inclusive pra ver que, ao contrário de alguns outros famosos, Cortot não é apenas nome. O fato de haver uma ou outra esbarrada (como nas gravações de amadores) só faz suspeitar que as gravações perfeitas que compramos hoje não passam de “photoshop sonoro”. Pois a interpretação desse mestre de tantos pianistas se mostra ao mesmo tempo sóbria, intensa e transparente, fazendo cantar cada uma das vozes internas – uma interpretação digna de, digamos, um Alfred Cortot!

E agora vai lá. Espero que vocês tenham tanto prazer quanto eu!

César Franck por André Isoir, órgão (1977)
01 Prélude, fugue et variation op.18 (~1860)
02 Choral n°1 en mi majeur op.38 (1890)
03 Choral n°2 en si mineur op.39 (1890)
04 Choral n°3 en la mineur op.40 (1890)
05 Pièce heroïque (1878)
06 Final op.21 (~1860)

Brinde:
Prelúdio, Coral e Fuga (1884) por Alfred Cortot (piano) em 1932

01 Prelude
02 Choral
03 Fugue

BAIXE AQUI

Alternativa:
Os 3 Corais + o Prelúdio, Fuga e Variação por um amador competente

Página de Thomas Fürstberger: ACESSE AQUI

Ranulfus

W.A. Mozart (1756-1791): Quartetos 18 & 19 (Dissonâncias)

Este CD é simplesmente sensacional e olha que eu não sou exatamente um mozartiano. Como já disse, gosto que haja mais vísceras, sangue e drama. Não gosto de nada que não seja complexo ou sujo. Nesta época, Mozart já tinha dívidas, então temos aqui aquelas pitadinhas de realidade que apareceriam no trecho final de sua obra e fariam sua obra ficar cada vez melhor.

O trabalho do quarteto Alban Berg é simplesmente sublime. Confira!

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Agora, o fundamental mesmo é que você conheça e apoie a formação da Associação dos Amigos da OSPA – Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, que é uma das poucas orquestras sem amigos — ou sem uma entidade civil que a auxilie e oriente — no mundo. Vamos começar a incidir sobre o destino de uma das grandes orquestras brasileiras? Vamos trazer para perto do público uma orquestra cuja administração insiste em ficar de costas para os melômanos? Qual é a vantagem deste fato?  É concebível que músicos insistam em manter distância de uma plateia cada vez mais minguada?

(Conheço todos os rostos que vão aos concertos. É a Segunda Escola de Viena em Porto Alegre. Cagam para o público).

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W.A. Mozart (1756-1791): Quartetos 18 & 19 (Dissonâncias)

1. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)
2. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Menuetto Trio)
3. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Andante)
4. String Quartet No.18 In A Major, K.464 (Allegro)

5. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Adagio Allegro)
6. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Andante Cantabile)
7. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Menuetto: Allegro Trio)
8. String Quartet No.19 In C Major, K.465 (Allegro)

Alban Berg Quartett

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PQP

Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 3 e 4 de 17 (Novos Links)


Talvez as baladas sejam as minhas peças favoritas da obra de Chopin, apesar de ter uma queda e tanto pelos seus scherzos. Mas nestes dois volumes também temos os fantásticos Estudos.
E neste volume os intérpretes são de primeira: Zimerman, excepcional na interpretação das Baladas, o russo Anatol Ugorsky, interpretando pequenas obras, e o gigante, o ídolo das multidões, aquele que é o favorito de nosso mentor, PQPBach, Maurizio Pollini, com sua indispensável gravação dos Estudos, op. 10 e 25. Alguns dos senhores podem reclamar: “ah. mas estas duas gravações já foram postadas aqui mesmo no PQP”. E vos pergunto: e daí? Nem sei se os links ainda estão ativos. Deixem de reclamar e baixem estes dois cds indispensáveis em sua cdteca. Em verdade, em verdade, vos digo: aproveiteis a oportunidade, pois não sei quando a terão novamente.

cd 3
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.1 in G minor op.23
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.2 in F major op. 38
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.3 in A flat major op.47
Frédéric Chopin – 4 Ballades No.4 in F minor op.52
Krystian Zimerman – Piano

Frédéric Chopin – Fantaisie in F minor op. 49
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.1 in F minor
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.2 in A Flat major
Frédéric Chopin – 3 Nouvelles Etudes No.3 in D flat major
Frédéric Chopin – Funeral March in C minor
Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.1 in D major
Anatol Ugorsky – Piano

Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.2 in G major
Frédéric Chopin – 3 Ecossaises No.3 in D flat major

cd 4
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.1 in C major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.2 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.3 in E major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.4 in C sharp minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.5 in G flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.6 in E flat minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.7 in C major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.8 in F major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.9 in F ninor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.10 in S flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.11 in E flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.1 in A flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.2 in F minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.3 in F major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.4 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.5 in E minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.6 in E minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.7 in G sharp minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.8 in D flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.9 in G flat major
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.10 B minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.11 in A minor
Frédéric Chopin – 12 Etudes No.12 in C minor
Frédéric Chopin – Barcarolle in F sharp major
Frédéric Chopin – Berceuse in D Flat major

Maurizio Pollini – Piano

CD 3 – Baixe aqui – Download Here
CD 4 – Baixe aqui – Download Here

FDPBach

.: interlúdio :. ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

Vou contar uma coisa para vocês… Eu gostava muito deste disco nos anos 80. Porém, ao ouvi-lo novamente agora, fiquei muito decepcionado com a atuação de Arthur Moreira Lima e seu sotaque clássico em meio aos autênticos — e maravilhosos — Heraldo, Paulo Moura e Elomar. Acho que a grife de Arthur foi importante durante certa época para dar credibilidade a projetos de músicos que saíam fora dos padrões das gravadoras, mas hoje realmente não gosto da presença do moço. Há coisas maravilhosas neste LP duplo da Kuarup. Abaixo, copio descaradamente o texto de Mahatma Bode, do falecido blog Aristofonia (RIP):

Escrevo esse texto com o intuito de valorizar a música nordestina, a música do sertão, sim, SERTÃO, não essa virulenta (também no sentido da capacidade de reprodução) música supostamente chamada de sertaneja, que só para constar, nem do sertão é. Tenho certeza que uma das principais identidades da sonoridade brasileira é a nordestina, a qual recebeu muitas influências, das mais variadas origens, sem perder, certamente, suas raízes. A parte dessa cultura que vou lhes introduzir é muito amalgâmica, muito diferente em melodias e harmonias. Música essa que bebeu da cultura ibérica e árabe, vindas com a colonização portuguesa, extraindo elementos específicos de cada civilização, destacando principalmente o ritmo desenvolvido pelo povo oriental juntamente com suas escalas.

O grande expoente desse estilo musical é Elomar Figueira Mello, compositor, violeiro, violonista e cantor, nascido em Vitória da Conquista, Bahia no sangue, no ano de 1937. Esse baiano – que cresceu nas intimidades do sertão, habituado com a seca e com dificuldade da vida sertaneja – conseguiu transpassar, com suas canções de cordel, todo o sofrimento desse infausto povo, salientando a necessidade da religiosidade e da fé e, unindo ao seu violão, criou um diálogo entre o folclore musical medieval e nordestino. Expôs sua musicalidade em diversos discos, começando em 68, porém, há um que devemos não só escutar, como também parar, sentar, sentir-se confortável, para então, prestar atenção e ouvir.

Eis o “um”: ConSertão, de 1982. Neste álbum Elomar chega a seu ápice musical e, juntamente com Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Heraldo do Monte, cria uma obra tão única em suas características, que é muito difícil não simpatizar com ela. Deveras é um álbum muito peculiar, resultado da soma das composições do Elomar e das virtudes dos outros instrumentistas, entretanto, o grande feito do álbum é a liberdade optada pelos músicos na hora das gravações, visto que, segundo o próprio Arthur Moreira Lima, as músicas mostram a capacidade deles de arranjar, improvisar, bordar, enfeitar, tecer tramas e enredos musicais sobre temas pouco conhecidos, mas de valor musical incontestável. Ou seja, de maneira mais simples, uma jam session nordestina. Algo mais original? E não é uma simples jam session, nela estão presentes solos de piano e cravo, de Artur Moreira Lima; sax e flauta, Paulo Moura; violão e viola, Heraldo do Monte; não esquecendo da voz entristecida e surrada de Elomar.

Um álbum de música basicamente nordestina, com solos jazzísticos de sax e melodias barrocas no cravo, tem que ter seu verdadeiro valor reconhecido.

ConSertão – Elomar / Arthur Moreira Lima / Paulo Moura / Heraldo do Monte

1. Estrela maga dos ciganos/Noite de Santo Reis (Elomar)
2. Na estrada das areias de ouro (Elomar)
3. Campo branco (Elomar)
4. Incelença pra terra que o sol matou (Elomar)
5. Trabalhadores na destoca (Elomar)
6. Pau-de-arara (Luiz Gonzaga)
7. Festa no sertão (Villa-Lobos)
8. Valsa da dor (Villa-Lobos)
9. Leninia (Codó)
10. Valsa de esquina nº 12, em fá menor (Francisco Mignone)
11. Espinha de bacalhau (Severino Araújo)
12. Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo)
13. Corban (Elomar)

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PQP

.:interlúdio:. A primeira explosão jazzística de uma estudante de piano clássico: Nina Simone, Little Girl Blue (1958) • REVALIDADO

Little Girl Blue http://i2.wp.com/i37.tinypic.com/34sp5ac.jpg?w=584[Postagem original em 18.10.2010] Deve fazer uns 10 dias que não posto – eu que nunca me satisfazia com menos de duas postagens por semana – e a razão principal é “estafa de computador”.

Não sei se chamam assim, mas é isso. Parece ser uma síndrome comuníssima hoje em dia, porque dois médicos de diferentes linhas mal me ouviram começar a história e sentenciaram: provavelmente não é preciso nada além de algumas horas a mais longe do computador todo dia, movimentando-se – e sem isso não tem outra coisa que resolva; ou então – disseram e eu sinto que é verdade – a minha máquina pessoal hora dessas desliga de repente na frente da de lata, que decerto ficará rindo.

Como não quero dar o gosto dessa vitória por nocaute ao time das máquinas, minhas postagens serão um pouco menos freqüentes por uns tempos.

E já que o negócio é variar, resolvi fazer minha primeira incursão no jazz neste blog. Como o PQP disse de si, não sou nenhum entendido nesse gênero, nem pensem em discutir comigo detalhes de estilos, gravações, nomes – mas tenho minhas paixões… E esta é provavelmente a maior. Não estranhem, portanto, que se trate de alguém que chegou por uma porta lateral ou dos fundos, ou que fez qualquer caminho que não o mais usual em qualquer coisa: quase todas as minhas paixões são assim!

Nina Simone http://i2.wp.com/i33.tinypic.com/2rgjpsn.jpg?w=584Miss Simone, ou melhor, Eunice Kathleen Waymon (com 36 anos na foto ao lado), começou com o piano aos 3 anos e fez um caminho de aprendizado clássico, como se nota das inflexões chopinianas da faixa 9 e sobretudo nas bachianas por toda parte, e em especial na faixa 7.

Acontece que os recursos para bancar os estudos, pra variar um pouquinho, eram escassos, e Miss Waymon começou a levantar uns trocos tocando e cantando na noite – coisa que a senhora sua mãe pastora metodista fundamentalista não podia saber de jeito nenhum, pois apesar de não haver lido Drummond jamais consideraria isso uma solução, apenas uma quase-rima: com DEMON.

Foi assim que nasceu uma nova pessoa: Nina Simone – que levou uma vida tão cheia de aventuras e desventuras (pelo Caribe, África e França, inclusive impedida – acreditem – de voltar aos EUA por razões legais) que vocês deveriam procurar ler sobre ela em algum lugar.

Em 1958 sai então o primeiro disco dessa figura, então com 25 anos: Little Girl Blue. Estou dizendo porque todas as fontes dizem, mas não estranho se vocês duvidarem como eu duvidei: “isso não pode ser um disco de estréia!”

Não ouso dizer que seja um dos melhores discos da história do jazz porque, como já disse, não sou especialista e poderia ser apedrejado. Mas para mim, meu sentir pessoal, é um dos discos mais belos da história, ponto. Sim, yes, ja, oui: outros podem sentir diferente, mas eu sinto isso, digo há tempos e a impressão não parece querer mudar.

Mas como cada um é cada um, sugiro que vão sem nenhuma expectativa – como, aliás, acho que a gente devia ir sempre a qualquer coisa nova, não?

Nina Simone: Little Girl Blue (1958)
01 – Mood Indigo
02 – Don’t Smoke In Bed
03 – He Needs Me
04 – Little Girl Blue
05 – Love Me Or Leave Me
06 – My Baby Just Cares For Me
07 – Good Bait
08 – Plain Gold Ring
09 – You’ll Never Walk Alone
10 – I Loves You Porgy
11 – Central Park Blues
12 – He’s got the whole world in his Hands
13 – For All We Know
14 – African Mailman
15 – My Baby just cares for me (extended version)

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Ranulfus

Georg Muffat (1653 – 1704) – Armonico tributo (1682) (link revalidado)

Muitas vezes fico pensando no tamanho da música barroca. É algo verdadeiramente interminável. Este Armonico tributo, desconhecido para mim até dez dias atrás não é algo absolutamente necessário a sua cedeteca, mas em hipótese alguma são obras de desprezíveis ou esquecíveis. A gravadora deste excelente registro deve ter falido, pois, mesmo o disco sendo novo, de 2005, a Amazon já acusa que sua produção foi descontinuada. Uma pena, é um belíssimo e super-informativo CD.

Georg Muffat nasceu na França em 1653. Foi organista em Estrasburgo, depois em Salzburgo e mestre de capela em Passau. Deixou suítes para orquestra, sonatas, concerti grossi e peças para órgão.

Muffat – Armonico tributo (1682)

Sonata I 13’28″

1 Grave
2 Allegro e presto
3 Allemanda Grave e forte
4 Grave
5 Gavotta Allegro e forte
6 Grave
7 Menuet Allegro e forte

Sonata II 13’50″

8 Grave
9 Allegro
10 Grave
11 Forte e allegro
12 Aria
13 Grave
14 Sarabanda Grave
15 Grave
16 Borea Alla breve

Sonata III 8’35″

17 Grave
18 Allegro
19 Corrente
20 Adagio
21 Gavotta
22 Rondeau

Sonata IV 8’43”

23 Grave
24 Balletto
25 Adagio
26 Menuet
27 Adagio
28 Aria Presto

Sonata V 21’31”

29 Allemanda Grave
30 Adagio
31 Fuga
32 Adagio
33 Passacaglia Grave

TEMPO TOTALE 66’35″

Ars Antiqua Austria, dir. Gunar Letzbor
violini: Gunar Letzbor, Ilia Korol
viole: Peter Aigner, Susanna Haslinger
viola da gamba, violoncello: Claire Pottinger-Schmidt
arciliuto: Luciano Contini
clavicembalo, organo: Norbert Zeilberger

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PQP

Jograis de São Paulo – Moderna Poesia Brasileira: Antologia – 1956

Este LP de 1956 notabilizou algumas poesias, tais como José, de Carlos Drummond de Andrade, “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José ?; O Dia da Criação, de Vinicius de Morais, “porque hoje é sábado …“, que nos remete às sempre deliciosas páginas do escritor Milton Ribeiro. E não nos esqueçamos de citar a memorável poesia de Murilo Mendes, Jandira, “O mundo começava nos seios de Jandira. Depois surgiram outras peças da criação“.

Este LP de 1956 foi emprestado pelo meu amigo Oscar Iskin Júnior, amante de música, poesia, cinema e gastronomia – só coisa boa!, dono do restaurante Rick’s Café onde costumo almoçar e onde já tive o prazer em ouvi-lo declamar essas poesias. Não tem preço!

Embora a prática não os soubesse distinguir tão facilmente, já a teoria literária medieval estabelecia diferença entre os “jograis” e os “trovadores”: êstes eram os que sabiam trobar , inventar canções e poemas, capazes de recitar também ou não. Os “jograis” não sabiam tirar versos; colocavam o seu talento, a sua arte de dizer, a serviço da poesia alheia.

Os Jograis de São Paulo – Ruy Affonso, Carlos Vergueiro, Rubens de Falco e Armando Bogus – não pretendem passar por mais que seus colegas da Idade Média: nenhum deles faz alarde de poeta, nem o repertório inclui nenhuma página de sua autoria. Uniram-se com finalidade expressa de se tornarem intérpretes, e o título que se deram traduz bem o espírito que os anima.

Acontece todavia com eles uma coisa que os diferencia dos jongleurs medievos: os “trovadores” antigos que ou não tinham voz ou não entoavam, contratavam “jograis” que os acompanhassem nas visitas e excursões e lhes recitassem os versos nas ocasiões indicadas – a um amigo, a um fidalgo, a uma dama … Tal não se dá com os Jograis de São Paulo: são eles que a bem dizer adotam os poetas, escolhem os poemas; são eles e só eles os responsáveis pelo êxito da empresa.

(extraído da contra-capa)

Jograis de São Paulo – Moderna Poesia Brasileira: Antologia
Mário de Andrade (1893 – 1945)
01. Carnaval Carioca
Manuel Bandeira (1886 – 1968)
02. Evocação do Recife
Ascenso Ferreira (1895 – 1965)
03. Catimbó
Augusto Frederico Schmidt (1906 – 1965)
04. Poema
Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987)
05. José
Guilherme de Almeida (1890 – 1969)
06. O Estrangeiro
Cecilia Meireles (1901–1964)
07. Canção da Alta Noite
Murilo Mendes (1901 – 1975)
08. Jandira
Vinicius de Moraes (1913 – 1980)
09. O Dia da Criação
Mário de Andrade (1893 – 1945)
10. O “Alto”

Jograis de São Paulo – Moderna Poesia Brasileira: Antologia - 1956
Ruy Affonso, Carlos Vergueiro, Rubens de Falco e Armando Bogus
Capa de Darcy Penteado, 1956
LP digitalizado por Avicenna

BAIXE AQUÍ – DOWNLOAD HERE
320 kbps – 202 MB – 24 min
powered by iTunes 10.6.1

Boa audição.

Avicenna

G. F. Handel (1685-1759) – Israel in Egypt / Zadok the Priest / The King shall rejoice (link revalidado)

A propaganda que apresenta a Liga dos Campeões na ESPN Internacional usa como trilha Zadok the Priest. Sim, a entrada tonitruante do coral. Fica bonito. Pena que meus times europeus — Roma e Benfica — nunca cheguem perto da conquista. Quem manda torcer para pobres?

Este é um disco sensacional que foi relançado pela Philips DG – The Originals) naquela sua coleção dois pelo preço de um. Encontrei-o dando sopa por aí, enquanto virava algumas latas de lixo na calçada a fim de facilitar o trabalho de Bluedog. Trabalhamos em equipe. Vi este mp3 em formato de apenas 128 kbps cair de uma delas e fui dormir longe das pulgas que acompanham nosso amigo, tranquilo, sob as estrelas, sonhando com reis e viagens imaginárias de uma nação a outra.

Handel – Israel in Egypt / Zadok the Priest / The King shall rejoice

Disc: 1
1. Overture – English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
2. Rec.:”Now there arose a new King” – Chorus: “And the children of Israel” – Collin Patrick, Nicolas Robertson, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
3. Rec.:”Then sent He Moses” – Chorus: “They loathed to drink” – Philip Salmon, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
4. No.5 Air: “Their land brought forth frogs” – Ashley Stafford, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
5. No.6 Chorus: “He spake the word”
6. No.7 Chorus: “He gave them hailstones”
7. No.8 Chorus: “He sent a thick darkness”
8. No.9 Chorus: “He smote all the first-born”
9. No.10 Chorus: “But as for his people”
10. No.11 Chorus: “Egypt was glad when they departed”
11. No.12 Chorus: “He rebuked the Red Sea”
12. No.13 Chorus: “And Israel saw that great work”

Disc 2:
1. No.14 Introitus (Chorus): “Moses and the children of Israel
2. No.15 Duet: “The Lord is my strength” – Ruth Holton, Elisabeth Priday, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
3. No.16 Chorus: “He is my God”
4. No.17 Duet: “The Lord is a man of war” – Julian Clarkson, Christopher Purves, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
5. No.18 Chorus: “The depths have covered them”
6. No.19 Chorus: “Thy right hand, o Lord”
7. No.20 Chorus: “And with the blast of thy nostrils”
8. No.21 Air: “The enemy said: I will pursue” – Philip Salmon, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
9. No.22 Air: “Thou didst blow with the wind” – Elisabeth Priday, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
10. No.23 Chorus: “Who is like unto thee”
11. No.24 Duet: “Thou in thy mercy” – Jonathan Peter Kenny, Philip Salmon, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
12. No.25 Chorus: The people shall hear and be afraid”
13. No.26 Air: “Thou shalt bring them” – Michael Chance, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
14. Chorus:”The Lord shall reign” – Rec.: “For the horse” – Chorus – Rec.: “And Miriam” – Chorus: “Sing ye to the Lord” – Donna Deam, Paul Tindall, Andrew Tusa, The Monteverdi Choir, English Baroque Soloists, John Eliot Gardiner
15. Zadok the Priest (Coronation Anthem No.1, HWV 258)
16. The King shall rejoice (Coronation Anthem No.3, HWV 260)

BAIXE AQUI (Os dois CDs) – DOWNLOAD HERE (2 CDs)

Solistas citados nas faixas
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3

O discreto moscovita — quanto mais não seja por ser uma pessoa de movimentos contidos — Valery Gergiev está consolidado como um dos grandes regentes de nosso tempo. Sua 3ª de Mahler é algo que merece ser bem ouvido. Talvez por ser uma sinfonia imensa, muitas vezes minha atenção foge nos três movimentos finais. Aqui, garanto-vos, não há como. Acho que não preciso escrever muito sobre esta obra ultra conhecida, certo? Mas serei veemente: é um CD…

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3

1. Kräftig entschieden (forte e decisivo)
2. Tempo di Menuetto (Tempo de minueto)
3. Comodo (Scherzando) (confortável, como um scherzo)
4. Sehr langsam–Misterioso (muito lento, misteriosamente)
5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck (Alegre em tempo e atrevido em expressão)
6. Langsam–Ruhevoll–Empfunden (lento, tranquilo, profundo)

Anna Larsson, alto
Tiffin Boys’s Choir
Ladies of the London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev

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PQP

Frédéric Chopin (1810-1849) – Chopin Complete Edition – CDs 1 e 2 de 17 (novos links)


Durante muito tempo estive atrás desta coleção, desde que a vi disponível em algum destes blogs de compartilhamento de música, como o próprio PQPBach. E quando a consegui, fiquei muito feliz.
Não vou dizer que seja perfeita, as escolhas do pessoal da DG deixam a desejar, mas tem momentos que são simplesmente brilhantes. Outros, nem tanto. Cresci ouvindo Arthur Rubinstein tocando Chopin, e é difícil ouvir outro intérprete, depois de mais de trinta anos acostumado com a sonoridade do piano do bom velhinho, que até o final de sua vida foi um excepcional músico e intérprete. Mas aqui não temos Rubinstein, já que ele era artista exclusivo da RCA Victor. Nesta coleção de dezessete CDs temos gigantes do teclado, artistas da gigante DG, não tão grandes quando Rubinstein, porém satisfazem ouvidos mais exigentes. Porém em outros momentos, teremos decepções, reconheço antecipadamente. Para os que não satisfizerem, bem, existem dezenas, quiçá centenas de outras opções no mercado.
Os dois primeiros CDs trazem os concertos para piano, além de outras obras para piano e orquestra. Nos concertos, temos o então jovem pianista polonês, Kristian Zimerman, que se tornou um especialista no repertório, mas que também não se restringiu à obra de seu conterrâneo, encarando o repertório romântico com maestria. Enfim, no primeiro concerto Zimerman está ao lado de Kiril Kondrashin, creio que uma das últimas gravações do grande maestro russo. No segundo concerto, Zimerman está ao lado de Giuilni, na grande época em que este regente italiano esteve à frente da Filarmônica de Los Angeles. Dois grandes momentos, com certeza. O segundo CD traz obras menos conhecidas e executadas de Chopin, sendo Claudio Arrau o nome a destacar. Desconhecia até então Stefan Askenaze, que interpreta com vigor o “Rondo a La Krakoviak”. Zimerman retorna com estilo na “Grande Polonaise brilliante”, novamente ao lado de Giulini.

CD 1
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 1 – Allegro Maestoso
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 2 – Romance. Larghetto
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 1, Op. 11 – 3 – Rondo. Vivace
Krystian Zimerman – Piano
Concertgebouworkest Amsterdam
Kiryll Kondrashin – Conductor

Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 1 – Maestoso
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 2 – Larghetto
Frederic Chopin – Piano Concerto No. 2, Op. 21 – 3 – Allegro Vivace
Krystian Zimerman – Piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini – Conductor

CD 2

Frederic Chopin – Variations on ‘La ci darem la mano’ op. 2
Frederic Chopin – Fantasy on Polish Airs, op. 13
Claudio Arrau – Piano
London Philharmonic Orchestra
Eliahu Inbal – Conductor

Frederic Chopin – Rondo a la krakowiak, op. 14
Stefan Askenase – Piano
Residentie Orkest Den Haag
Willem van Otterloo

Frederic Chopin – Andante Spianato and Grand Polonaise, op. 22_ 1. Andante Spianato. Tranquillo
Frederic Chopin – Andante Spianato and Grand Polonaise, op. 22_ 2. Polonaise. Allegro molto
Krystian Zimerman – Piano
Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonia No. 3 in E-flat major, op. 55 – "Heróica", Sinfonia No. 5 in C minor, op. 67 e Sinfonia No. 7 in A major, op. 92 (LINK REVALIDADO)

Excelente gravação. Postada inicialmente 26/03/2010

Das nove sinfonias compostas por Beethoven, seis estão na lista das minhas peças favoritas. São elas a 1, 3, 5, 6, 7 e 9. Entre estas seis, fazendo um refinamento, posso afirmar que as de número 3, 6, 9 são insuperáveis. Elas marcaram a minha existência em um dado momento. Talvez os acontecimentos singulares com as quais elas me marcaram, justifiquem a minha predileção. Neste CD fabuloso que ora posto sob a condução de Solti, encontramos três das seis sinfonias supra mencionadas – as de número 3, 5 e 7. É uma gravação primorosa como as peças de Beethoven merecem. Antes de postar, ouvir duas vezes. É música pura, plena, absoluta. Uma boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonias nos. 3 (“Heróica”), 5 e 7

Disco 1

Sinfonia No. 3 in E-flat major, op. 55 – “Heróica”
01. 1. Allegro Con Brio
02. 2. Marcia Funebre – Adagio
03. 3. Scherzo – Allegro Vivace
04. 4. Finale_ Allegro Molto

Disco 2

Sinfonia No. 5 in C minor, op. 67
01. 1. Allegro Con Brio
02. 2. Andante Con Moto
03. 3. Scherzo – Allegro
04. 4. Allegro

Sinfonia No. 7 in A major, op. 92
05. 1. Adagio Molto, Allegro Con Brio
06. 2. Allegretto
07. 3. Scherzo
08. 4. Allegro Molto

Wiener Philharmoniker
Georg Solti, regente

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Carlinus

Gioacchino Rossini (1792-1868): Stabat Mater (link revalidado)

(Hoje, discordo de tudo isso que escrevi há três anos. As pessoas mudam, ainda bem).

Eu recém fui apresentado ao Stabat Mater de Rossini. Não o conhecia. E não gostei muito. Não sei se deveria culpar Giulini pela extrema seriedade a uma obra (SACRA, PQP, Sacra!) de Rossini, mas sempre espero dele algo mais leve como a também sacra Pequena Missa Solene. Achei um saco o tal do Stabat Mater, mas pode ser um problema deste ouvinte que vos escreve, pois acho inacreditável um Rossini sem nenhuma manisfestação de humor ou de considerável criatividade. Deveria ouvir novamente? Talvez, mas não agora. Tudo bem, podem me espinafrar à vontade.

(Antes que me esqueça, há um pequeno problema no final do Amém; nada demais).

Rossini: Stabat Mater

1. Intro: Stabat mater dolorosa 9:17
2. Cujus animam gementem 6:25
3. Quis est homo 6:52
4. Pro peccatis suae gentis 5:08
5. Eja mater fons amoris 4:47
6. Sancta mater istud agas 8:46
7. Fac ut portem 4:45
8. Inflammatus et accensus 5:21
9. Quando corpus morietur 4:01
10. Amen 5:16

Katia Ricciarelli
Lucia Valentini Terrani
Dalmacio Gonzalez
Ruggero Raimondi

Philharmonia Orchestra & Chorus
Carlo Maria Giulini

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PQP

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Eugen Jochum)

Então tá, né? O pessoal quer pesos pesados e super-postagens? Sem problemas, vamos dançar conforme a música! :¬))

Em resposta, pego o CD da coleção Originals da DG e mando um balaço procêis. Ouçam esta versão de A Canção da Terra gravada por Eugen Jochum (1922-1987) e o Concertgebouw de Amsterdam em 1963. É algo de ajoelhar-se e pedir que não acabe nunca mais. Ah, não esqueçam de conferir em detalhe a “Despedida” (Der Abschied) da versão de Jochum. O incrível é que Jochum NÃO era um mahleriano contumaz, mas sua intimidade com a música vocal e com as Missas de Bruckner foram fundamentais aqui. Outro fato notável é que o registro data de um tempo que Mahler estava sendo redescoberto e não era a unanimidade que é hoje. Ele ainda era chamado de “desigual”, de compositor dado a arroubos e se dizia que era assim porque escrevia sinfonias difíceis e cheias de sonoridades estranhas para que ele mesmo — grande maestro que era — regesse. Nada disso, nada disso mesmo…

Bem, se você gosta de Mahler, tem que ouvir isto. Cumpra-se!

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra
Symphony for alto, tenor and large orchestra

1. Das Trinklied vom Jammer der Erde
2. Der Einsame im Herbst
3. Von der Jugend
4. Von der Schonheit
5. Der Trunkene im Fruhling
6. Der Abschied

Nan Merriman
Ernst Haefliger
Concertgebouw Orchestra
Eugen Jochum

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PQP

History of the Sacred Music vol. 01: Chant of the Early Christians

Harmonia Mundi: História da Música Sagrada vol 01: O canto dos primeiros cristãos

Certa vez eu ouvi de um amigo meu ” Não há nada mais sacro que o Canto Gregoriano e provavelmente quem já ouviu Canto Ambrosiano, vai classificá-lo como canto Gregoriano” Achei meio impossível isso acontecer, mas…. ” Cada um com seu ouvido, já dizia um professor meu.

O P.Q.P. Bach, anuncia com grande alegria, que repostaremos TODA a série ” Harmonia Mundi – Sacred Music ”. Essa epifania surgiu depois que um professor da UFRJ da matéria de Harmonia, recomendou aos seus alunos que procurassem a série aqui no blog. Como toda a série foi perdida com a queda do Megaupload, então o Gabriel della Clarinet e o Ranulfus em parceria com Avicenna Bonitão, vamos fazer esse pequeno favor de contribuir para a formação não só de alunos mas também de todos os visitantes do blog.

Surgido nos núcleos da Igreja em Constantinopla, Roma, Antioquia e Jerusalém, o cantochão diversifica-se em diversos ritos como o Ambrosiano, o Gregoriano, o Galicano, o Romano Antigo e o Rito-Moçárabe. Apesar de se creditar a unificação dos Ritos a São Gregório Magno, só na época carolíngia esta aconteceu, com o canto romano utilizado no império carolíngio suplantando algumas outras formas e denominado então de Canto Gregoriano.

—>O canto Ambrosiano teve sua origem em Milão com Santo Ambrósio (340 – 397 d.C). É um cantochão próprio cristão, especificamente do rito bizantino, e trata-se do repertório mais antigo do ocidente ainda em uso. Usava-se as ”neumas” para a escrita. Como qualquer cantochão, o canto Ambrosiano é monofônico e a cappella. De acordo com a tradição, é próprio para a voz masculina, de tal modo que vários têm o cantor especificado, por exemplo com a frase cum Pueris (por um coro de meninos) ou a Subdiaconis (pelo subdiácono).

—>Canto Benevento (Beneventan Chant – não sei se a tradução é essa, perdoem-me) é um cantochão litúrgico que foi um dos muitos utilizados nas tradições de canto da igreja primitiva ocidental. Ele foi usado principalmente na região sul da Itália, em torno dos centros eclesiásticos de Benevento e Montecassino. Relacionado ao canto ambrosiano, ele foi oficialmente substituído pelo canto gregoriano no século XI. Canto Benevento e a liturgia floresceram a partir de meados do século 7, quando os lombardos arianos tornaram-se católicos, ao final do século 8, quando as formas iniciais de canto gregoriano foram introduzidos em Benevento. Não há nenhum traço do sistema modal mais tarde desenvolvido pelos francos após modelos bizantinos. Muito parecido com Canto Ambrosiano, as melodias são melismáticas e ornamentadas. O uso freqüente e repetido de vários curtos motivos melódicos diferencia o ”Beneventan Chant” dos outros.

—>Canto Mozárabe: Origem no reino dos Visigodos (766-711 d.C), depois dessa época na península ibérica (Espanha e Portugal) surgem cristãos arabizados, proveniente da invasão árabe na península ibérica. A notação é neumática visigótica, com traços ondulados e com caligrafia bem elaborada. Toledo (Espanha) tornou-se o centro do Canto Mozárabe, e este último, sofre influência direta do Oriente Médio e do Norte da África.

Palhinha: ouça a integral

History of the Sacred Music vol. 01: Chant of the Early Christians
Ambrosian Chant (repertory of Milan, early 5th. century)
01. Lucernarium: Paravi lucernam Christo meo
02. Ingressa: Lux fulgebit hodie super nos
03. Psalmellus: Tecum principium in die virtutis tue
Old Roman Chant (Byzantine period, 7th and 8th centuries)
04. Introit: Resurrexi
05. Offertoire: Terra tremuit: V. Notus in ludea – V. Et factus est in pace – V. Ibi confregit
06. Alleluia V. Epi si Kyrie
Beneventan Chant (7th-9th centuries) Mass for Easter Day
07. Introit: Maria vidit angelum (tutti)
Mazarabic Chant (7th-11th centuries)
08. Office des lectures: 1. Invocation sacerdotale d’introduction: Per gloriam nominis tui (MM)
09. Office des lectures: 2. Gloria in excelsis Deo (Tol. B fº 115)
10. Prière eucharistique: 1. Ad confractionem panis: Qui venit ad me non esuriet (Tol. B fº 116)
11. Prière eucharistique: 2. Prête: humiliate vos ad benedictionem! (MM)
12. Prière eucharistique: 3. Ad accedentes: Gustate et videte (Tol. B fº 9v)
Old Roman Chant (6th-13th centuries)
13. Ad processionem Kyrie
14. Alleluia – Versus: O kyrios evasileosen Versus: Ke gar estereosen

History of the Sacred Music vol. 01: Chant of the Early Christians – 2009
Ensemble Organum
Director: Marcel Prérès

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Boa audição.

Gabriel della Clarinet: texto
Avicenna: lay-out