Johan Halvorsen (1864-1935) – Orchestral Works vol 3 – Thornsen, Järvi, Bergen Philharmonic


Uma postagem feita a toque de caixa, na pressa. Vou viajar neste final de semana, e resolvi deixar uma postagem.
Neste terceiro CD deste interessante compositor norueguês temos sua terceira sinfonia e um bela suíte intitulada “Fossegrimen”.  Bela, e curiosa, pois Halvorsen inclui na orquestração o “Hardanger fiddle”, considerado o instrumento nacional norueguês. Encontrei maiores detalhes sobre este instrumento de cordas na Wikipedia. Outra curiosidade sobre esse instrumento é que ele é usado durante o acompanhamento dos noivos à igreja. Parece um violino, mas sua sonoridade é bem diferente.
Sugiro a leitura dos booklets desses cds do Halvorsen que tenho postado. São bem ilustrativos, e contém uma pequena biografia do compositor além de informações sobre o processo de composição das obras.

Espero que apreciem:

1 Symphony No. 3 in C major  I Poco andante – Allegro moderato – Tranquillo – Poco più mosso – A tempo. Molto più mosso – Tranquillo – Un poco più mosso – Molto energico – Meno mosso – [A tempo] – Più allegro
2 II Andante – Allegro moderato – Tranquillo – Allegro molto – Andante. Tempo I – Adagio
3 III Finale. Allegro impetuoso – Poco meno mosso – Tranquillo – Stretto – Animando – Poco a poco meno mosso –
Un poco tranquillo – Largamente – A tempo, più mosso – Tempo I – Poco meno mosso – Tranquillo – Poco meno mosso –
Largamente – Andante – Allegro (Tempo I) – Stesso tempo – Più allegro
4 Sorte Svaner
5 Bryllupsmarsch, Op. 32 No. 1
6 Rabnabryllaup uti Kraakjalund
7 Fossegrimen, Op. 21 – I Fossegrimen. Allegro moderato – Meno allegro – Più lento – Più vivo – Più allegro – Un poco più allegro – Tempo I, ma un poco meno mosso – Allegro molto
8 II Huldremøyarnes Dans. Allegretto grazioso
9 III Bruremarsch. Allegretto marciale – Coda
10 Danse visionaire (Måneskinsmøyarne). À sa femme Annie. Andante – Allegretto molto moderato – Meno mosso –
Tempo I [Allegretto] – Andante – Tempo I
11 IV IV Melodrama og Auds Sang. Allegro – Andante – Andante con moto
12 V Fanitullen. Allegro con fuoco – Coda – Andante
13 Bergensiana – Rococo Variations on an Old Melody from Bergen

Ragnhild Hemsing Hardanger fiddle†
Marianne Thorsen violin*
Bergen Philharmonic Orchestra
Melina Mandozzi leader
Neeme Järvi

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FDPBach

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Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century (com Il Giardino Armonico)

Mais um IM-PER-DÍ-VEL !!! Maravilhoso, espantoso CD do Il Giardino Armonico. Talvez seja o melhor álbum já lançado desses com a finalidade de dar um apanhado na música de uma região em determinada época. A época é das melhores — o barroco italiano — e o Giardino nem usou as armas principais. Nada de Vivaldis, Corellis, Torellis, a fim de dar aquela incrementada nas vendas.

Toda a música desta gravação é maravilhosamente viva e vibrante. O violino é particularmente bom — é o gordinho careca do qual não lembro o nome. Ouçam como se não houvesse amanhã. Todo amante da música instrumental barroca deve experimentar este grande disco.

Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century

01. Monteverdi: Sinfonia aus Il ritorno d’Ulisse in Patria
02. T. Merula: Ciaccona
03. Improvisation
04. Dario Castello: Sonata IV
05. Giovanni Battista Spadi: “Anchor che co’l partire”
06. Improvisation
07. Dario Castello: Sonata X
08. Giovanni Battista Riccio: Sonata a 4
09. Improvisation
10. Biagio Marini: Sonata sopra “la Monica”
11. Marco Uccellini: Aria sopra “la Bergamasca”
12. Salomone Rossi: Sinfonia a 3
13. Giovanni Battista Fontana: Sonata XV
14. Alessandro Piccinini: Toccata
15. Marco Uccellini: Sonata XVIII
16. Salomone Rossi: Sinfonia in eco a 3
17. Francesco Rognoni: “Vestiva i colli”
18. Salomone Rossi: Gagliarda “Zambalina” a 4
19. Sinfonia grave a 5
20. T. Merula: Canzon “la Cattarina”
21. Marco Uccellini: Aria sopra “La scatola degli aghi”
22. Giovanni Paolo Cima: Sonata
23. T. Merula: “Ruggiero”
24. Salomone Rossi: Gagliarda “Norsina” a 5

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

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Il Giardino Armonico

PQP

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João Baptista Siqueira (1906-1992) – Nordeste; Jandaia [link atualizado 2017]

MUITO BOM !

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João Baptista Siqueira nasceu no semiárido paraibano e seu pai, mestre de banda em sua terra natal, lhe deu o mesmo nome que tinha. Talvez depositasse na continuidade do nome as esperanças de que a vida desse ao filho mais oportunidades do que ele mesmo tivera.

Ainda que Baptista Siqueira seja para nós quase um ilustre desconhecido, há que se concordar que teve uma vida melhor que seu pai. No Rio de Janeiro pôde exercer a música com muito mais meios que teria em Princesa Isabel. Teve ainda papel destacado no antigo Instituto Nacional de Música (atual Escola de Música de UFRJ), um dos grandes celeiros de compositores, regentes e musicistas eruditos do país, sendo ele mesmo seu 11º diretor. Foi um importante pesquisador da música nacional, notadamente da indígena, que muito influenciou os sons brasileiros. Como teórico foi autor de vários livros, como Influência Ameríndia na Música Folclórica do Nordeste, Raridades Musicais da Imprensa Imperial, Novos rumos do estudo do fado, Modinhas do Passado, Ernesto Nazareth na Música Brasileira, Ficção e Música, Folclore humorístico, Que é som metafísico? e Do Conservatório à Escola de Música: ensaio histórico. Neste último recuperou boa parte da história da instituição.

Dentre as obras que hoje apresentamos temos Nordeste, um grande passeio por alguns dos tantos formatos musicais que a diversificada cultura dessa região de nosso país abarca, quase uma rapsódia, porém no formato de sinfonia com acompanhamento de piano, por vezes, lembrando, em sua forma, o belíssimo Concerto para Piano e Orquestra em Formas Brasileiras nº 2, de Hekel tavares (não ouviu? veja aqui). Há também Jandaia, poema sinfônico que busca referências na música indígena de grande qualidade. ambas as músicas deste LP não são tão arrojadas como a cantata Cangerê (postada aqui no PQP na semana passada), mas são melodicamente mais envolventes, muito bonitas. Vale muito a pena conhecer!

Ouça! O cara era muito bom!

João Baptista Siqueira (1906-1992)
Nordeste; Jandaia

Nordeste, Sinfonia para piano e orquestra
1. Introdução e primeiro movimento
2. Modinha
3. Coco cajueiro
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Jandaia, Poema Sinfônico
4. Jandaia

Murillo Santos, piano
Henrique Morelenbaum, regente

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

Ouça! Deleite-se! … Mas seja legal e não se esqueça de dar uma satisfação para o postulante…

Bisnaga

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Richard Wagner (1813-1883) – O Navio Fantasma (Der fliegende Holländer) – LINK REVALIDADO

Postado inicialmente em 21 de agosto de 2011.

Der fliegende Holländer (em port.: O holandês voador) é uma ópera em três atos de Richard Wagner. Estreou no ano de 1843 no Königliches Hof-Theater, Dresden. Ambientada em uma aldeia pesqueira da Noruega, conta a história de um navegador holandês que é punido por Deus por blasfemar contra seu nome, perdendo-se de sua pátria para sempre, a menos que surja em sua vida uma mulher que lhe seja plenamente fiel. Ao atracar no porto, o holandês ancora sua nau ao lado da de Daland, outro navegador. O holandês oferece a enorme riqueza em ouro e jóias que carrega em sua nau a Daland em troca da mão de Senta, sua filha. Senta já conhecera previamente a história do “Holandês Voador”, mas é cortejada pelo caçador Erik, que se enciúma todas as vezes em que ela faz qualquer referência ao “Holandês Voador”, seja observando insistentemente seu retrato, seja cantando a “Balada do Holandês” – esta, uma das árias mais célebres da ópera. Daland apresenta o holandês a Senta, e ela lhe jura eterna fidelidade, mas Erik ainda tenta persuadir Senta a voltar para ele. A certa altura, o holandês encontra Erik abraçando Senta e julga que esta rompeu com seu voto de fidelidade eterna, e parte novamente para o mar. À medida que a nau do holandês se afasta, Senta olha cada vez mais longe e se atira ao mar, na direção onde está a nau do holandês, tentando unir sua alma à dele.

DAQUI

Richard Wagner (1813-1883) – O Navio Fantasma (Der fliegende Holländer)

DISCO 01

01. Overture Orchester der Bayreuther Festspiele
02. Act 1 – 1. Introduktion. “Hojoje! Hojoje! Hallojo! Ho!”
03. Act 1 – “Kein Zweifel! Sieben Meilen fort!” Karl Ridderbusch
05. Act 1 – “Die Frist ist um” – “Ew’ge Vernichtung, nimm uns auf”
06. Act 1 – 3. Szene, Duett und Chor. “He! Holla! Steuermann”
07. Act 1 – “Durch Sturm und bösen Wind verschlagen”
08. Act 1 – “Südwind! Südwind!” Harald Ek
09. Act 1 – “Mit Gewitter und Sturm aus fernem Meer”
10. Act 2 – Introduction Orchester der Bayreuther Festspiele
11. Act 2 – 4. Szene, Lied und Ballade. “Summ und brumm, du gutes Rädchen”
12. Act 2 – “Johohoe! Traft ihr das Schiff im Meere an”
13. Act 2 – Hilf, Himmel! Senta! Senta! (Mädchen, Mary, Erik, Senta)
14. Act 2 – 5. Duett. “Bleib, Senta! Bleib nur einen Augenblick!”
15. Act 2 – “Mein Herz, voll Treue bis zum Sterben”

DISCO 02

01 – Fuhlst du den Schmerz (Senta, Erik)
02 – ‘Auf hohem Felsen lag ich traumend’ (Erik, Senta)
03 – 6. Finale. ‘Mein Kind, du siehst mich auf der Schwelle’ (Daland, Senta)
04 – ‘Mogst du, mein Kind, den fremden Mann willkommen heissen’ (Daland)
05 – ‘Wie aus der Ferne langst vergang’ner Zeiten’ (Hollander, Senta)
06 – ‘Wirst du des Vaters Wahl nicht schelten_’ (Hollander, Senta)
07 – ‘Verzeiht! Mein Volk halt drassen sich nicht mehr’ (Daland, Senta, Hollander)
08 – Dritter Aufzug_ Orchesterzwischenspiel
09 – 7. Szene und Chor. ‘Steuermann, lass die Wacht!’ (Chor)
10 – ‘Johohoe! Johohoe! Hoe! Hoe!’ (Chor)
11 – 8. Finale. ‘Was musst’ ich horen_’ (Erik, Senta)
12 – ‘Willst jenes Tags du nicht dich mehr entsinnen’ [Kavatine] (Erik)
13 – Verloren! Ach, verloren! (Hollander, Erik, Senta)
14 – Erfahre das Geschick, vor dem ich dich bewahr’! (Hollander, Erik, Senta, Dala

Orchester der Bayreuther Festspiele
Karl Bohm, regente
Gwyneth Jones,
Harald Ek,
Hermin Esser,
Karl Ridderbusch,
Sieglinde Wagner, et al.

BAIXAR AQUI CD01
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Carlinus

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Felix Mendelssohn Bartholdy – Octet for Strings in E Flat Major, op. 20, Piano Sextet in D Major, op. 110 – Prazak Quartet, Kocian Quartet

Um baita CD, que venho ouvindo já há alguns anos e que me agrada muito. Dois excelentes conjuntos de Câmara tchecos unem forças para encararem o genial Octeto para cordas de Mendelssohn. Coerência, eu diria, é a palavra chave para esta gravação do Octeto. Oito pessoas tocando juntas requer muito domínio, e principalmente, confiança e companheirismo. Uma derrapada de um pode atrapalhar o outro.

O Sexteto com Piano é outro peso pesado do repertório de Mendelssohn. Infelizmente, é pouco interpretado.

01 – 1. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Allegro Moderato
02 – 2. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Andante
03 – 3. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Scherzo, Allegro Leggierissimo
04 – 4. Octuor A Cordes En Mi Bémol Majeur, Opus 20 _ Presto
05 – 5. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Allegro, Vivace
06 – 6. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Adagio
07 – 7. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Minuetto
08 – 8. Sextuor En Ré Majeur, Opus 110 _ Allegro Vivace

Prazak Quartet
Kocian Quartet
Jaromir Keplac – Piano
Jiri Hudec – Double Bass

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.: interlúdio :. Wynton Marsalis: The Music of America 2 CDs (2012)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Lançamento recentíssimo, The Music of America traz uma coleção escolhida pelo próprio Marsalis com o melhor da sua série de músicas da América, leia-se, dos EUA. O conjunto combina as diversas linguagens musicais que personificam esse artista único. As composições são executadas por um grupo diversificado de músicos, incluindo a Los Angeles Philharmonic Orchestra, o Quarteto de Cordas Orion, os músicos da Chamber Music Society of Lincoln Center e integrantes da Orquestra Jazz Lincoln Center, em várias configurações. Bluesman paroquial, trompetista sofisticado, escravo, bebopper, filósofo ou erudito, Marsalis tem índole de historiador musical. Esta impressionante coleção mostra cabalmente que Marsalis é um espetacular trompetista e compositor. É disco para ser ouvido e comemorado.

Wynton Marsalis: The Music of America 2 CDs (2012)

Disc 1

1 – Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements; Express Crossing (Astride Iron Horses)
2 – Jazz: 6 1/2 Syncopated Movements; “D” in the Key of “F”; (Now the Blues)
3 – Jump Start – The Mastery of Melancholy; Jump
4 – Station Call
5 – The Caboose
6 – Sweet Release; Church: Renewing Vows (Instrumental)
7 – Go, Possum, Go (Instrumental)
8 – Jean-Louis Is Everywhere
9 – For My Kids at the College of Marciac
10 – Sunflowers
11 – At the Octoroon Balls – String Quartet No. 1 *; Hellbound Highball (Instrumental)
12 – A Fiddler’s Tale Suite; The Fiddler’s March (Instrumental)
13 – All Rise; Movement 1: Jubal Step
14 – Movement 12: I Am (Don’t You Run From Me) from All Rise (Edit)

Disc 2

1 – The Majesty Of The Blues (The Puheeman Strut)
2 – Jump Start – The Mastery of Melancholy; The Dance
3 – Move Over (Edit)
4 – Double Rondo On The River (Pedro’s Getaway)
5 – Spring Yaounde
6 – Soul For Sale
7 – Altar Call
8 – In The Sweet Embrace of LifeSermon: Holy Ghost
9 – The Death Of Jazz
10 – Oh, But On The Third Day (Happy Feet Blues)

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PQP

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.: interlúdio :. Wynton Marsalis: J Mood (1986)

Bom disco, muito bom. Gravado em dezembro de 1985, J Mood inicia a segunda fase na carreira de Wynton e a formação de uma nova banda com o “J Master”, Marcus Roberts. J Mood foi gravado quando Brandford Marsalis e Kenny Kirkland escolheram deixar o grupo de Wynton Marsalis para ganhar dinheiro com Sting. Bem feito. A parceria com Roberts seguiu até o início dos anos 90 e se tornou um marco na história do jazz recente. Completam o line-up o impecável ​Bob Hurst no baixo e o esplêndido Jeff “Tain” Watts na bateria.

Wynton Marsalis: J Mood (1986)

01. J Mood
02. Presence That Lament Brings
03. Insane Asylum
04. Skain’s Domain
05. Melodique
06. After
07. Much Later

Músicos:
Wynton Marsalis – trumpet
Robert Lslie Hurst III – bass
Marcus Roberts – piano
Jeff “Tain” Watts – drums

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PQP

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Anton Bruckner (1824-1896) – Symphonies 3 & 8 – Haitink, Wiener Philharmoniker


Pois é, meus senhores, confesso que Bruckner não é muito a minha praia. Meus colegas PQPBach e Carlinus são especialistas no cara, por isso,nem vou me arriscar a tecer maiores comentários sobre o elemento. Só sei que quando comentei com o PQP que estava ouvindo esse CD, e se ele conhecia essa gravação, sua resposta foi enfática: posta. Eis, portanto, o dito cujo.
Bernard Haitink é uma lenda da regência, um nome que não tem mais nada a acrescentar a seu currículo, depois de quase 60 anos atuando sobre os tablados do mundo inteiro, e a frente das melhores orquestras do mundo. Sua leitura de Bruckner é altamente respeitada, sendo considerado um especialista no compositor.
Este cd duplo traz as sinfonias de nº 3 e 8. São sinfonias gigantescas, em todos os sentidos. Críticos a chamam de catedrais sonoras, tamanha a estrutura musical construída. E a orquestração também tem de ser grande. Mas isso não é problema quando temos uma Wiener Philharmoniker, uma das melhores orquestras do mundo, quiça, a melhor, para alguns. Seus músicos conhecem esse repertório muito bem.
Dois CDs primorosos, porém densos. Para ser admirado aos poucos, mas sem necessidade de moderação.

CD 1

1 Symphony No.3 in D minor(1877ver,Oeser)1.Gemabigt,mehr bewegt,misterioso
2 Symphony No.3 in D minor(1877ver,Oeser)2.Adagio.Bewegt,feierich,quasi Andante
3 Symphony No.3 in D minor(1877ver,Oeser)3.Scherzo_Ziemlich Schnell
4 Symphony No.3 in D minor(1877ver,Oeser)4.Finale_Alegro
5 Symphony No.8 in C minor(1890ver,Haas)1.Allegro moderato

CD 2

1 Bruckner – Symphony No.8 in C minor(1890ver,Haas) 2 – Scherzo
2 Bruckner – Symphony No.8 in C minor(1890ver,Haas) 3 – Adagio
3 Bruckner – Symphony No.8 in C minor(1890ver,Haas) 4 – Finale

Wiener Philharmoniker
Bernard Haitink – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – D0WNLOAD HERE

FDPBach

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Steve Reich (1937) – Different Trains / Electric Counterpoint (Kronos Quartet, Pat Metheny)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Different Trains (1988) é uma importante obra de Steve Reich. Alguns pensam ser sua obra-prima. Há tantas… Mas ainda fico com Music for 18 musicians e outras. Different Trains foi escrita para quarteto de cordas, vozes e sons, ambos “sampleados”, registrados em estações de trens. Os trens sempre fizeram parte da vida do compositor e o segundo movimento sugere judeus — Reich é judeu — sendo levados para campos de extermínio.

Different Trains foi inspirada pelas memórias pessoais de Reich. Desde criança ele viajava de trem da casa de sua mãe para a de seu pai. Estes eram divorciados e o pequeno Steve era obrigado a viajar frequentemente de trem entre Nova Iorque e Los Angeles — imaginem o tempo que levava uma viagem dessas — enquanto outros judeus eram levados a outros lugares no Velho Mundo por muito mais tempo. O ma-ra-vi-lho-so Kronos Quartet acompanha as gravações feitas nas estações que incluem nomes de cidade, sons de trens, sirenes, etc. Como a Music for 18 musicians, aqui também o movimento é perpétuo e a aparente simplicidade esconde detalhes e mais detalhes. Merece audição atenta. Os sons falados que “cantam” foram retirados de gravações autênticas realizadas nas próprias estações de trem, inclusive os da nazista, excetuando-se os anos correspondentes à música. Ouçam porque vale a pena.

Electric Counterpoint (1987) é uma obra para uma guitarra — a de Pat Metheny, neste caso — tocando 10 temas pré-gravados, que são ouvidos um sobre o outro. Cada nota é absolutamente clara e o conjunto se altera gradualmente. O trabalho de Metheny faz muito pela peça. É excelente música, mas acho que o aspecto sociológico de Different Trains meio que abocanha o CD para si…. Imerecido, pois Electric Counterpoint é DEMAIS.

Steve Reich (1937) – Different Trains / Electric Counterpoint

1. Different Trains – America-Before the War (movement 1)
2. Different Trains – Europe-During the War (movement 2)
3. Different Trains – After the War (movement 3)
4. Electric Counterpoint – Fast (movement 1)
5. Electric Counterpoint – Slow (movement 2)
6. Electric Counterpoint – Fast (movement 3)

Kronos Quartet
Pat Metheny

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PQP

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Johann Stamitz ( 1717 – 1757 ) & Carl Stamitz ( 1745 – 1801 ): Clarinet Concertos

LINK REVALIDADO !

Minha ídola, minha patriota. Sabine Meyer com absoluta certeza é a maior clarinetista que o mundo já produziu. As notas, as melodias saem tão facilmente, tão livremente que fico emocionado só de ouvir o que essa mulher toca. Cada vez que a ouço tocar me sinto uma formiga perante ao Everest.
Dia desses eu ouvi de um colega meu a seguinte afirmação: A clarineta é o instrumento mais sapeca da orquestra. Fiquei pensado o que realmente ele queria falar com isso. Mas deixaei para lá. Lembrei-me desses concertos, não sei por que.
Johann Wenzel Anton Stamitz compositor e violinista checo. Pai de Carl Stamitz e Anton Stamitz, compositores famosos.
Pertenceu a uma célebre família de músicos checos, que exerceram grande influência na evolução da música sinfónica do século XVIII.
Esses concertos, pouco conhecidos, são com certeza obras primas. Não sei se eu falo isso porque toco clarineta ou por ouvinte. Decidam aí vocês. Esses concertos, em sua maioria, tem uma um grau médio de dificuldade. Mas para compensar exigem do músico ( ou musicista ) extrema capacidade de infusão emocional na música. São difíceis de ser executados porque a infusão não pode ser extremamente floreada a ponto de ficar enjoativa, mas também não podem ser seca a ponto de ficar monótono. Sabine faz isso com perfeição. Ela consegue colocar exatamente a quantidade de emoção necessária em cada melodia. Todos os Concertos obedecem praticamente o mesmo sistema: Allegro, lento, scherzo ou presto.
Comentários são sempre bem vindos.
Boa audição.

Concerto for clarinet & orchestra No 3 in B flat by Carl Stamitz, Clarinet concerto No. 11 in E flat major by Carl Stamitz, Clarinet Concerto in B flat major by Johann Stamitz, Concerto for clarinet & orchestra No 10 in B flat major by Carl Stamitz

1. Cl Con No.3 in B flat: I. Allegro moderato
2. Cl Con No.3 in B flat: II. Romanze
3. Cl Con No.3 in B flat: III. Rondo
4. Cl Con No.11 in E flat: I. Allegro
5. Cl Con No.11 in E flat: II. Aria (Andante Moderato)
6. Cl Con No.11 in E flat: III. Rondo alla Scherzo (Allegro moderato)
7. Cl Con in B flat: I. Allegro moderato
8. Cl Con in B flat: II. Adagio
9. Cl Con in B flat: III. Poco presto
10. Cl Con No.10 in B flat: I. [Allegro]
11. Cl Con No.10 in B flat: II. [Andante sostenuto]
12. Cl Con No.10 in B flat: III. [Rondo (Poco allegro)]

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Gabriel Clarineta

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Nº 17, 18 e 21

Assim como eu roubaria e mataria por Juliette Binoche e Maurizio Pollini, há gente que faria o mesmo pelo pianista Artur Schnabel (1882-1951). Realmente, este austríaco foi espantoso, mas, sabem?, sou um pouco reticente com as gravações antigas de som ruim. Respeito também o outro Arthur, com agá, Rubinstein, mas não o ouço. Não consigo enxergar mais do que valor histórico nas gravações. Acho que gente como Gould, Foldes, Anda, Gilels, etc, devem ser ouvidos por sua altíssima qualidade, mas também por terem sido bem gravados. Ademais, nosso tempo segue produzindo pianistas espetaculares que nada deixam a dever ao passado. O som histórico só me interessa se quem estiver tocando forem autores como Bartók, Shosta, etc., suas concepções me interessam, claro.

Então, ouço meio sem emoção o belo trabalho de Schnabel, que infelizmente nasceu em outro tempo. Mas, repito, há gente que mataria e roubaria por ele e que talvez queira fazer o mesmo comigo agora.

Beethoven: Piano Sonatas Nos. 17, 18 and 21 (Gravações de 1932 e 1934)

Piano Sonata No. 17 in D minor, Op. 31, No. 2, “Tempest”
1. I. Largo – Allegro 00:08:55
2. II. Adagio 00:08:17
3. III. Allegretto 00:05:40

Piano Sonata No. 18 in E flat major, Op. 31, No. 3
4. I. Allegro 00:08:20
5. II. Scherzo: Allegro vivace 00:04:45
6. III. Menuetto: Moderato e grazioso 00:04:09
7. IV. Presto con fuoco 00:04:00

Piano Sonata No. 21 in C major, Op. 53, “Waldstein”
8. I. Allegro con brio 00:10:05
9. II. Introduzione: Adagio molto 00:05:10
10. III. Rondo: Allegretto moderato – Prestissimo 00:08:52

Artur Schnabel, piano

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PQP

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João Baptista Siqueira (1906-1992) – Cangerê, Cantata em Tupi [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!! (mais uma vez!)

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Para fazer ponte com Xangô, a cantata negra do genial José Siqueira, postada na semana passada (aqui), que tal ouvir agora Cangerê, a cantata em Tupi escrita pelo fabuloso (não vou usar meias palavras: é fabuloso, sim!) e desconhecido João Baptista Siqueira?
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Confesso que ando com uma certa raiva de mim mesmo por conhecer pouco de José Siqueira e uma raiva ainda maior por desconhecer completamente a existência de Baptista Siqueira até há pouco tempo atrás. São dois nomes que o regime militar fez questão de colocar no ostracismo e que foram importantíssimos para a música brasileira.
João Baptista Siqueira, nosso homenageado de hoje, nasceu em Princesa, na Paraíba, em 1906. Não estranhe os sobrenome igual: ele era irmão, um ano mais velho, de José Siqueira, ambos filhos de um maestro de banda e com quem aprenderam as primeiras notas. Os dois rapazes, João Baptista e José, vieram para o Rio de Janeiro para prestarem serviço militar e integraram, ambos, a banda do regimento. João só conseguiu ingressar no Instituto Nacional de Música (hoje Escola de Música da UFRJ) aos 23 anos e lá foi aluno de grandes mestres como Francisco Braga e Francisco Mignone. Em pouco tempo passaria a integrar o corpo docente do Instituto onde seria um professor e teórico destacado. Enquanto José Siqueira tinha uma atuação mais empreendedora, plantando orquestras pelo país, João Baptista atuava mais com registros da música local e com a teoria: foi crítico musical do jornal A Coluna do Rio de Janeiro e publicou vários livros, dentre os quais Folclore Humorístico. Influên­cia Ameríndia na Música do Nordeste, Modinhas do Passado, Pentamodalismo e Ernesto Nazareth. Baptista Siqueira percebia claramente que era preciso conhecer melhor a nossa música. Dessa maneira, como não poderia deixar de ser, suas composições são fortemente influenciadas pelos cantos da terra: são concertos, cantatas, modinhas uma missa e uma ópera que, via de regra, se baseiam nas formas melódicas e rítmicas dos negros, índios, caiçaras e caipiras do Brasil:  um nacionalista de mão cheia!

Na cantata que ora apresentamos, Cangerê, bilíngue (em tupi e português), Baptista Siqueira consegue com primor marcar os elementos sonoros indígenas em música coro-orquestral de grande qualidade. Aqui percebe-se que, além de tudo, ele era um grande melodista: sua música é muito bonita. A execução também é valorizada pela bela voz de sua cunhada, Alice Ribeiro, e pela regência do mano José Siqueira (percebe-se que essa gravação foi uma reunião do pessoal do Instituto Nacional de Música).

O encarte do LP nos conta um pouco mais sobre a obra e como a obra foi feita:
A palavra Cangerê foi registrada pela primeira vez no século XVI por Jean de Lery em sua famosa obra “Viagem á Terra do Brasil”, quando trata da “religião dos selvagens”. A obra de Jean de Léry é da mais alta significação para nosso pais, seja no domínio histórico. etnológico ou musical: fornece termos, ritmos e até mesmo contos dos Tupinambás e Tamoios do tempo colonial, anteriores à chegada do elemento negro ao solo do Brasil. O viajante do século XVI que nos fornece tão precioso acervo Intelectual é, entretanto. um simples missioná­rio ealvinIsta que viera ao Brasil ajudar Villegagnon na cons­trução da malograda França Antártica.
Em 1956 foi iniciado o trabalho de composição da Cantata Cangerê, na base do sistema que o autor chamou de Pentamodalismo Nordestino, divulgado em obra especializada. O pro­cesso pentamodal se orienta em cinco escalas modais encon­tradas na temática popular do alto sertão, notadamente nos Estados da Paraíba, Ceará e Pernambuco. A forma estrutural das sete Catiras que compõem a Cantata Cangerê obedece ao corte da canção popular brasileira, incluindo-se, obrigatoria­mente, duas idéias temáticas contrastantes. O ambiente harmônico nasce das próprias escalas utilizadas na construção me­lódica. Os modos em que foram escritos os cantos sagrados, ou Catiras, têm caráter místico determinado. Nascem dai grupos rítmicos que sintetizam o conjunto de circunstâncias que estão, por seu turno, ligados às celebrações rituais de povos silvícolas. É necessário frisar, todavia, que os ameríndios faziam seus festivais sagrados sob a direção de Caraíbas, empregando, de preferência, coros e instrumentos suaves e não as buzinas estridentes que usavam nos momentos de combate ou nos poracés.
Nesta cantata, o autor evoca certos motivos da Teogonia Tupi na lingua geral, através de dados obtidos nas distantes regiões do Brasil Central e instrumentos originais dos indígenas brasileiros, tais como: inké (instrumento de invocação de Iara); iuxé (instrumento de invocação do caboclo Cachoeira); arremedo de Inambu e da Jacutinga.

Em tempo (1): há menos de 20 dias seu acervo foi doado para a Biblioteca Alberto Nepomuceno, da escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela dona Zilma Siqueira, viúva do compositor, e está sendo organizado.

Em tempo (2): semana que vem teremos aqui no PQP a sinfonia Nordeste de Baptista Siqueira, ainda mais bonita que esta Cangerê!

Bom, chega de lenga-lenga! Pode se jogar de cabeça que a música de Baptista Siqueira é muito boa!
Mais uma joia! Ouça!

João Baptista Siqueira (1906-1992)
Cangerê, Cantata em tupi para soprano, coro e orquestra (1958)

1. Evocação a Tupã
2. Evocação a Iara
3. Defumação
4. Ritual do Cangerê
5. Exaltação à terra
6. Confraternização
7. Encerramento

Alice Ribeiro, soprano
Orquestra e Coro do Instituto Nacional de Música da Universidade do Brasil (provável: não foi identificada no encarte)
Murillo de Carvalho, regente do coro
José Siqueira, regente

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Ouça! Deleite-se! … Mas, antes ou depois disso, deixe um comentário, purfa…

Bisnaga

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John Blow (1649-1708): Ode pela morte do Sr. Henry Purcell / Venus & Adonis

É, amigo. His name is Blow, John Blow Job. Um excelente compositor. Os dois CDs que postamos são dignos dos maiores elogios, mas meu amor maior vai para a pequena ópera em três atos Venus & Adonis. Um Blow job de primeira realizado por René Jacobs, a extraordinária Orchestra of the Age of Enlightenment e um time supimpa de solistas.

O coral infantil — sem piadas aqui, a fim de evitar a pedofilia — tem maravilhosa participação. Mas cá para nós, os dois CDs são maravilhosos. É daquelas coisas que a gente ouve e sai feliz, entendem? Pois é, amigo. His name is Blow, John Blow.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

John Blow – An Ode on the Death of Mr. Henry Purcell

Purcell:
1. Sweetness of nature (countertenors I & II) from Love’s goddess sure: Birthday ode for Queen Mary, 1692  3:18
Blow:
2. Sonata a 2 in A major   6:07
Purcell:
3. Here let my life  2:44
Blow:
4. Ground a 2 in D major  3:10
Purcell:
5. Orpheus Britannicus – Music for a while Z583  4:00
Blow:
6. Suite in G major for Harpsichord : Fugue  3:11
Purcell:
7. In vain the am’rous flute from St Cecilia’s Day Ode, ‘Hail, bright Cecilia’ Z328 5:30
Blow:
8. Suite in G major for Harpsichord : Prelude  0:56
9. Suite in G major for Harpsichord : Almand 3:13
10. Suite in G major for Harpsichord : Gavot 1:08
11. Morlake Ground  4:08
12. A Ground in D 4:12
13. An Ode on the death of Mr. Henry Purcell 22:34

Gerard Lesne, alto
Steve Dugardin, alto
La Canzona:
Pierre Hamon, flute a bec
Sebastien Marq, flute a bec
Elisabeth Joyé, clavecin & orgue
Philippe Pierlot, viole de gambe
Vincent Dumestre, theorbe

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John Blow – Venus & Adonis

A Masque for the Entertainment of the King
Un Masque pour le divertissement du Roi
Ein unterhaltsames Maskenspiel fur den Konig

1. Venus and Adonis, masque: Overture
2. Venus and Adonis, masque: Prologue. Behold my arrows and my bow
3. Venus and Adonis, masque: Prologue. Come shepherds all
4. Venus and Adonis, masque: Prologue. Courtiers there is no faith in you
5. Venus and Adonis, masque: Prologue. In these sweet groves
6. Venus and Adonis, masque: Prologue. Cupid’s Entry
7. Venus and Adonis, masque: Act 1. The Act tune
8. Venus and Adonis, masque: Act 1. Venus! Adonis!
9. Venus and Adonis, masque: Act 1. Hark, hark the rural music sounds
10. Venus and Adonis, masque: Act 1. Adonis will not hunt today
11. Venus and Adonis, masque: Act 1. Come, follow the noblest game
12. Venus and Adonis, masque: Act 1. Entry: A dance by a Huntsman
13. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
14. Venus and Adonis, masque: Act 2. You place with such delightful care
15. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Cupid’s lesson: The insolent, the arrogant
16. Venus and Adonis, masque: Act 2. Choose for the formal fool
17. Venus and Adonis, masque: Act 2. A dance of Cupids
18. Venus and Adonis, masque: Act 2. Call the Graces
19. Venus and Adonis, masque: Act 2. Mortals below, Cupids above
20. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Graces’ Dance
21. Venus and Adonis, masque: Act 2. Gavatt
22. Venus and Adonis, masque: Act 2. Sarabrand for the Graces
23. Venus and Adonis, masque: Act 2. A Ground
24. Venus and Adonis, masque: Act 2. The Act tune
25. Venus and Adonis, masque: Act 3. Adonis, uncall’d for sighs
26. Venus and Adonis, masque: Act 3. With solemn pomp let mourning Cupids bear
27. Venus and Adonis, masque: Act 3. Mourn for thy servant

Venus: Rosemary Joshua (Soprano)
Adonis: Gerald Finley (Baritone)
Cupid: Robin Blaze (Countertenor)
Shepherdess: Maria Cristina Kiehr (Soprano)
Shepherds:
Christopher Josey (Countertenor)
John Bowen (Tenor)
Jonathan Brown (Basse)

Clare College Chapel Choir
dir. Timothy Brown

Orchestra of the Age of Enlightenment
dir. René Jacobs

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O “anúncio” abaixo foi criado pelo Bisnaga (estou certo?)  antes do Blue Dog voltar. Agora que ele voltou, tornou-se ocioso. Mas é bonitinho, não?

PQP

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Antonio Carlos Gomes (1836-1896) – Aberturas e Prelúdios (Carvalho) [link atualizado 2017]

UM BAITA DISCÃO!!

Depois da estupenda postagem do Avicenna logo ali abaixo (se você está fazendo busca e não está na ordem, é a essa postagem aqui a que me refiro), achei por bem fazer uma nova contribuição ao repertório de Antonio Carlos Gomes, com essa bela reunião de aberturas e prelúdios das óperas do mestre, com a qualidade da Orquestra Sinfônica Brasileira sob a batuta firme de um dos grandes nomes da regência de nosso país: Eleazar de Carvalho. Só poderia sair coisa boa.

Na grande condução de Carvalho é possível ver o Carlos Gomes de vários períodos, desde a imponente overture de  Il Guarany, obra em que já se apresentava maduro e inovava os padrões da ópera italiana, chegando às últimas e mais melodiosas obras, com o Noturno de Condor e a fantástica Alvorada de Lo Schiavo, cuja abertura é da mesma forma bela. Há ainda a militaresca entrada de Salvator Rosa e a densa e escura abertura de Fosca. Um primor. Aproveite para ouvir as peças de Lo Schiavo e Condor neste LP pois a captação aqui é bem melhor que a das gravações dessas óperas completas. Aliás, comece pelo Noturno, que é belíssimo, e já inicie bem o seu dia.

Ouça! É muito bom!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Aberturas e Prelúdios

1. Salvator Rosa, Abertura
2. Lo Schiavo, Prelúdio do I Ato*
3. Lo Schiavo, Alvorada (Prelúdio do IV Ato)
4. Il Guarany, Abertura
5. Condor (Odalea), Abertura*
6. Fosca, Abertura

*Ludmilla Jezovc, oboé
Orquestra Sinfônica Brasileira
Eleazar de Carvalho, regente

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Bisnaga

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Johan Halvorsen (1864-1935) – Orchestral Works v. 2 – Järvi – Bergen Philharmonic – Thorsen


Depois de uma semana atípica (leia-se emprego novo,um falecimento na família) trago o segundo CD com obras deste belo compositor, Johann Halvorsen, que muito me agradou. Belas melodias, orquestrações muito bem elaboradas, trata-se de música que nos deixa de bem com a vida. Não nos deprime nem angustia. Lembra, é claro, o frio nórdico e suas magnifícas paisagens.
Para quem é curioso, fui atrás de informações sobre essa Orquestra, Bergen Philharmonic, e a cidade que a abriga, Bergen, na Noruega. Uma curiosidade: existe uma orquestra norte americana com o mesmo nome, situada também chamada Bergen, porém essa aqui é a norueguesa. Eis o link: http://www.harmonien.no/ . Para os que não dominam a língua norueguesa, existe um link no alto, à direita, que traduz a página para o inglês.
Ah, Johan Halvorsen dirigiu e tocou nessa orquestra durante muitos anos.

Johan Halvorsen (1864-1935) – Orchestral Works v. 2 – Järvi
1 – Suite ancienne, Op. 31a – I Intrata. Allegretto moderato
II Air con variazioni. Andantino – 1. Moderato 2. Allegro con brio – 3. Allegro commodo – 4. Stesso tempo – 5. Andante – 6. Allegro moderato (Tempo di Rigadon) – 7. [ ] – 8. Allegro marciale – Andantino sostenuto
III Gigue. Allegro – Allegro molto
IV Sarabande. Andante sostenuto
V Bourrée. Allegro con spirito
2 3 Norwegian Dances for Violin and Orchestra – 6 1 Allegro con brio – Molto tranquillo – Più mosso – Più lento –
Allegro con brio
7 2 Allegretto – Allegro con fuoco – Più lento – Allegro con fuoco – Presto
8 3 Allegro, non troppo – Tranquillo – Più mosso – A tempo (tranquillo) – D.C. al fine
9 Air norvégien, Op. 7 for Violin and Orchestra
10 Chant de la Veslemöy* (Veslemøy’s Song) for Violin and String Orchestra
11 Symphony No. 2 ‘Fatum’ in D minor • in d-Moll • en ré mineur – I Allegro moderato – Più mosso sempre – Con brio –
Tempo energico – Con passione – Più mosso sempre – Molto allegro – Presto
12 II Romance. Andante con sentimento
13 III Intermezzo. Allegretto amabile
14 IV Finale. Allegro – Energico – Un poco più mosso – Più mosso – Molto sostenuto – Molto tranquillo –
A tempo I – Pesante (un poco) – A tempo moderato – Presto

Marianne Thorsen violin*
Bergen Philharmonic Orchestra
Melina Mandozzi leader
Neeme Järvi

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Johan Halvorsen (1864-1935) – Orchestral Works, Vol. 1 – Bergen Philharmonic – Thorsen (Novo Link)


Aproveitando a deixa do mano PQPBach trago mais um compositor norueguês desconhecido, ao menos por mim. E que bela descoberta. Em minha santa ignorância, a música norueguesa se resumia a Grieg. E Halvorsen, por sinal, era seu amigo.
Mas voltemos à música de Halvorsen. Violinista de mão cheia, escreveu belas peças para o instrumento, peças curtas, por sinal, mas que demonstram um tremendo domínio dos recursos do instrumento, como pode ser ouvido no belo “Andante religioso para Violino e Orquestra”. Como maestro, Halvorsen dirigiu esta mesma Bergen Philharmonic (que na época se chamava Orchestra Harmonien). Para maiores detalhes sobre a vida e a obra de Halvorsen sugiro a leitura do booklet anexo, bem esclarecedor, trazendo detalhes sobre as obras. A coleção tem quatro cds. Trarei um de cada vez para melhor ser apreciado.
Neeme Järvi é um regente de mão cheia, ainda mais com este repertório. E a orquestra, apesar de desconhecida, também é muito boa.
Bela música, para se ouvir num dia nublado e frio como o de hoje.

1 Bojarernes Indtogsmarsch
2 Andante religioso for Violin & Orchestra
3 Suite from ‘Mascarade’ – 1 Holberg-Ouverture. Allegro moderato – Poco meno mosso –
[Tempo I] – Più mosso (un poco) – Intermedium
4 2 Cotillon. Introduktion Allegro – Allegro – Un poco meno mosso – Coda
5 3 Menuetto. Introduktion ad lib. – [ ] – Più mosso
6 4 Hanedansen. Allegro moderato – Con grandezza – Un poco animato – Coda
7 5 Gavotte. [ ] – Musette. [ ]
8 6 Molinasque (Grotesk dans). Allegro moderato – Coda. Più mosso
9 7 Kehraus (Bachanal). Vivace molto
10 8a Arietta. Andante con moto – Più mosso – Poco meno – Più mosso – Meno – Largamente – A tempo I – Adagio
11 8b Passepied. Allegretto grazioso – Meno mosso
12 La Mélancolie Mélodie de Ole Bull (1810–1880) – Andante
13 Symphony No. 1 in C minor – I Allegro non troppo – Un poco più mosso – Poco meno mosso – Agitato – Tempo I – Animato –
Meno mosso – Largamente – Più mosso
14 II Andante – Più mosso – Tempo I – Molto più mosso – Tempo I – Tranquillo – Più mosso – Pesante – Tranquillo – Adagio
15 III Scherzo. Lento – Allegro con spirito – Allegretto – Più mosso – Meno mosso – Tempo I (Allegro con spirito) – Lento – Allegro molto
16 IV Finale (Rondo). Introduction Andante – Allegro deciso – Un poco meno mosso – Tranquillo – Molto tranquillo – Tempo I (Allegro deciso) – Poco meno mosso – Un poco meno mosso – Allegro molto

Marianne Thorsen violin
Bergen Philharmonic Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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.: interlúdio – Hauschka :.

“Escutar uma peça de Hauschka pode ser enganoso: o que soa como uma orquestra de músicos e instrumentos é apenas um homem, tocando em um piano. Seu nome verdadeiro é Volkmer Bertelmann, e ele vem de Dusseldorf, Alemanha, onde trabalha em seu “piano preparado”. Ele arranca sons perturbadores do instrumento de 88 teclas equipando as cordas e martelos com objetos como bolas de pingue-pongue, papel alumínio e couro.”

[youtube width=”640″ height=”360″]http://www.youtube.com/watch?v=43Z4yljYY_c[/youtube]

Para além do aspecto lúdico da interferência no instrumento, o que vale é a enorme imaginação de Hauschka como compositor. Nos discos abaixo há momentos com músicos de apoio*, ou seja, não é apenas um homem isolado e seu piano; nota-se a sadia preocupação de adicionar outros sons quando há a necessidade. Hauschka faz uma música que não comporta rótulo, e no entanto estabelece diálogos com diversas outras vertentes que vão com o nariz apontado para o avant-garde. Há referências claras do piano preparado — Cage, Satie — e me agrada especialmente a construção dos temas, evocando (e até usando) muitas vezes o uso de camadas de loops encontrados em artistas de vanguarda da chamber music (Colleen, Marsen Jules) e do freak folk (Lau Nau, Grouper). Também nota-se uma profusão de barulhinhos e detalhes espalhados por todo o lado, expediente corriqueiro na paleta de artistas de new ambient/electronica. São conexões, e no conjunto, as músicas são criativas e estimulantes, e frequentemente delicadas; há mais acontecendo na execução do que nos parece aos ouvidos, e acho que fica bem assim. O que poderia tornar-se atração mais pelo processo do que pelo resultado, acaba engolfado pela sofisticação que parece tão inerente a esses músicos alemães.

*O terceiro disco é um dueto com a violoncelista islandesa de nome impronunciável, e um trabalho bem mais experimental e ‘concreto’ do que os outros. Com um tema aquático e faixas que remetem a códigos de tons azuis de cores, é um disco desafiador, profundo e tarja preta — e muitos dos que ouvirão os três álbuns apontarão esse como o melhor.


Hauschka – 2007 Room to Expand V0
link nos comentários
01 La Dilettante . 02 Paddington . 03 One Wish . 04 Chicago Morning . 05 Kleine Dinge . 06 Belgrade . 07 Sweet Spring Come . 08 Femmeassise . 09 Watercolour Milk . 10 Zahnluecke . 11 Fjorde . 12 Old Man Playing Boules


Hauschka – 2011 Salon Des Amateurs V2
link nos comentários
01 Radar . 02 TwoAM . 03 Girls . 04 Ping . 05 Cube . 06 Subconscious . 07 NoSleep . 08 Tanzbein . 09 TaxiTaxi . 10 Sunrise


Hauschka & Hildur Guðnadóttir – 2011 Pan Tone 320
link nos comentários
01 #283 . 02 #294 . 03 Black 6 . 04 #304 . 05 #320 . 06 Cool Gray 1

Boa audição!
Blue Dog

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Heinrich Schütz (1585-1672): Symphoniæ Sacræ III

Link revalidado por PQP

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma pena eu não ter meus alfarrábios aqui no escritório. Escrever sobre Schütz sem eles, confiando na Wiki e na rede? Nunca! Prefiro confiar na memória. Schütz escreveu três volumes de Symphoniæ Sacræ, o primeiro nos anos 20 do século XVII, o segundo anos 40 e o terceiro, que é de 1649, tenho certeza. Schütz nasceu cem anos antes de Bach e é o fundador da música alemã tanto no sentido de austeridade como no de sua abertura para o sol e a alegria meridionais. Refiro-me aos italianos, claro. Era um homem de seu tempo. A música era considerada ainda uma ciência e estava curiosamente fora das humanidades, sendo estudada como a matemática, a química, etc. Schütz, por revolucionário que fosse — e era! — utilizava modelos matemáticos em suas obras, mas era um erudito humanista que usava de liberalidades que criaram coisas tão maravilhosas como o Saul, Saul, was verfolgst du mich, SWV 415, música pela qual sou fascinado. Em comum com Bach, o luterano Schütz possuia a aspiração ecumênica dos crentes sinceros e procurava fugir do que era imposto pela religião alemã.

Aqui, pouco sol italiano brilha, o que se vê é a luz das catedrais do barroco. Mas não são catedrais vazias, são catedrais lotadas de povo e de apelos.

Álbum duplo de qualidade incomum, gravado só para variar pela Harmonia Mundi, vem com capa de libreto que são também arte.

Schütz: Symphoniæ Sacræ III

1. Der Herr ist mein Hirt SWV 398
2. Ich hebe meine Augen auf SWV 399
3. Wo der Herr nicht das Haus bauet SWV 400
4. Mein Sohn, warum hast du uns das getan SWV 401
5. O, Herr, hilf SWV 402
6. Siehe, es erschien der Engel des Herren SWV 403
7. Feget den alten Sauerteig aus SWV 404
8. O süßer Jesu Christ SWV 405
9. O Jesu süß, wer dein gedenkt SWV 406
10. Lasset uns doch den Herren, unsern Gott, loben SWV 407

11. Es ging ein Sämann aus SWV 408
12. Seid barmherzig SWV 409
13. Siehe, dieser wird gesetzt zu einem Fall SWV 410
14. Vater unser SWV 411
15. Siehe, wei fein und lieblich SWV 412
16. Hütet Euch SWV 413
17. Meister, wir wissen, dass du wahrhaftig bist SWV 414
18. Saul, Saul, was verfolgst du mich SWV 415
19. Herr, wie lang willst du mein so gar vergessen SWV 416
20. Komm heliger Geist, Herre Gott SWV 417
21. Nun danket alle Gott SWV 418

Johanna Koslowsky
Monika Mauch
Wilfried Jochens
Hans-Jorg Mammel
Stephan Schreckenberger
Wolf Matthias Friedrich

Cantus Cölln
Concerto Palatino
Konrad Junghänel

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Cello Concerto No. 1 in E Flat Major, Op. 97 e Cello Concerto No. 2, Op. 126

Ouvir Shostakovich é sempre uma ação instigante. Havia um bom tempo que eu não fazia isso. Escutei este CD por  duas vezes. Gravação ao vivo, tendo como celista um dos principais músicos de todos os tempos, Mstilav Rostropovich, e, como regente, Evgeny Svetlanov, esse magistral regente russo. Os registros são do ano de 1966 e 1967 pela monumental USSR Symphony Orchestra, a saber, a orquestra pública do estado soviético. É incrível a sonoridade dessa orquestra. Ou seja, o realce dos efeitos desses dois concertos mágicos e geniais de Shostakovich são ampliados. Ouvimos o som de cada instrumento com uma nitidez absurda e genialidade de Rostropovich desferindo golpes cada vez mais precisos no seu instrumnto. Shosta é um vento tempestuoso e áspero. Sua música é a evocação de um momento histórico. É a cristalização da agonia. De tudo aquilo que ele não podia verbalizar. E o que não se dizia com a palavra, se enunciava com a arte. Não deixe de ouvir esse fenomenal CD com esses dois registros ao vivo!

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Cello Concerto No. 1 in E Flat Major, Op. 97 e Cello Concerto No. 2, Op. 126

Cello Concerto No. 1 in E Flat Major, Op. 97

01. 1. Allegretto
02. 2. Moderato
03. 3. Cadenza
04. 4. Allegro con moto

Cello Concerto No. 2, Op. 126

05. 1. Largo
06. 2. Allegretto
07. 3. Allegretto

USSR Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov, regente
Mstlav Rostropovich, cello

BAIXAR AQUI

Carlinus

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.: interlúdio :. SOIL & "PIMP" Sessions: Planet Pimp & 6

Links revalidados por PQP, que acha sensacionais estes CDs

Se você não quiser ler mais nada e seguir direto para os links, tudo bem. Não tem problema. Eu entendo.

SOIL & “PIMP” Sessions is an explosive Japanese jazz band, comprised of six musicians. At its core, the group is about giving pulsating live performances. Their brand of jazz is rough around the edges, unadulterated entertainment and constantly kept at boiling point.

They originally met at a club event in Tokyo in 2001. The Tokyo club scene was dominated by DJs until SOIL & “PIMP” SESSIONS arrived, breaking the mold as live pioneers. Calling their music “DEATH JAZZ”, they gained recognition for performing an original form of aggressive alternative jazz.

“We always felt that in the world of jazz, there was an unwritten rule that the musicians were to concentrate on their techniques and the audience were simply there to admire, like a transmitter/ receiver relationship. We wanted to break away from that and create exciting jazz with far more interaction between the players and the audience”.site oficial

Não sei bem que caminho fiz, navegando na internet, mas lá pelas tantas caí numa matéria do The Japan Times. Sendo este cão também um grande admirador das vertentes mais pesadas do heavy metal, fui instantaneamente captado pelo título: Soil creates life with ‘death jazz’. Do artigo fui para o youtube, e com o vídeo acima, meu cérebro renasceu como se tivesse sido bombardeado por uma jarra de café espresso — pela primeira vez em muitos anos. (Foi ontem cedo da manhã. O chefe elogiou a rentabilidade do meu trabalho no fim do dia.)

Claro que a relação com metal ou death metal fica apenas na metáfora brincalhona — apesar de que a ideia de vigor, e até mesmo alguma agressividade, não é de todo fora de lugar. Faixa acima à parte, o sexteto japonês trabalha numa linha de funk jazz que lembra uma mistura de Hermeto Paschoal com um John Zorn mais contido. Há músicas que parecem ter saído de um festival europeu de jazz latino, e até algumas baladas com vocal (inegavelmente as mais fraquinhas – por sorte apenas uma ou duas a cada disco). O S&PS toca swing, toca bebop, joga groove por cima de tudo e apresenta-se com uma vivacidade muito rara no jazz contemporâneo: seus discos não querem soar como se tivessem sido gravados nos anos 70. Passam longe do cool, ao contrário; querem e geram calor, como se pode ver nos shows ao vivo. Já disse que são japoneses? Ah, os japoneses! Os únicos verdadeiros inovadores de hoje, sem jamais restringir sua criatividade infinita, ou veja as capas dos discos deste post (os mais recentes):


Tirem as crianças da sala, e o vovô também: vá com todos pro jardim, levante o volume, e ousem dançar.

Por que não?

SOIL & “PIMP” Sessions
Shacho: agitator, spirit
Tabu Zombie: trumpet
Motoharu: sax
Josei: keyboards
Akita Goldman: double bass
Midorin: drums

6 – set/2009 [320]
download (rapidshare)
01 SEVEN
02 KEIZOKU
03 PAPA’S GOT A BRAND NEW PIGBAG
04 MY FOOLISH HEART ~crazy in mind~
05 DOUBLE TROUBLE
06 POP KORN
07 QUARTZ AND CHRONOMETER
08 PARAISO
09 MY FOOLISH HEART ~crazy on earth~×SHEENA RINGO
10 MIRROR BOY
11 “STOLEN MOMENTS” feat. Jamie Cullum
12 AFTER THE PARTY
13 SATSURIKU TO HEIWA

PLANET PIMP – mai/2008 [192]
download (rapidshare) – 83MB
01 I.N.T.R.O.
02 Hollow
03 STORM
04 Fantastic Planet
05 GO NEXT!
06 Darkside
07 Sea of Tranquility
08 The world is filled by…
09 Khamasin
10 Struggle
11 Mingus Fan Club
12 Mars
13 SATSURIKU Rejects
14 Sorrow

Boa audição!
Blue Dog

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