Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century (com Il Giardino Armonico)

Mais um IM-PER-DÍ-VEL !!! Maravilhoso, espantoso CD do Il Giardino Armonico. Talvez seja o melhor álbum já lançado desses com a finalidade de dar um apanhado na música de uma região em determinada época. A época é das melhores — o barroco italiano — e o Giardino nem usou as armas principais. Nada de Vivaldis, Corellis, Torellis, a fim de dar aquela incrementada nas vendas.

Toda a música desta gravação é maravilhosamente viva e vibrante. O violino é particularmente bom — é o gordinho careca do qual não lembro o nome. Ouçam como se não houvesse amanhã. Todo amante da música instrumental barroca deve experimentar este grande disco.

Viaggio Musicale: Italian Music of the 17th Century

01. Monteverdi: Sinfonia aus Il ritorno d’Ulisse in Patria
02. T. Merula: Ciaccona
03. Improvisation
04. Dario Castello: Sonata IV
05. Giovanni Battista Spadi: “Anchor che co’l partire”
06. Improvisation
07. Dario Castello: Sonata X
08. Giovanni Battista Riccio: Sonata a 4
09. Improvisation
10. Biagio Marini: Sonata sopra “la Monica”
11. Marco Uccellini: Aria sopra “la Bergamasca”
12. Salomone Rossi: Sinfonia a 3
13. Giovanni Battista Fontana: Sonata XV
14. Alessandro Piccinini: Toccata
15. Marco Uccellini: Sonata XVIII
16. Salomone Rossi: Sinfonia in eco a 3
17. Francesco Rognoni: “Vestiva i colli”
18. Salomone Rossi: Gagliarda “Zambalina” a 4
19. Sinfonia grave a 5
20. T. Merula: Canzon “la Cattarina”
21. Marco Uccellini: Aria sopra “La scatola degli aghi”
22. Giovanni Paolo Cima: Sonata
23. T. Merula: “Ruggiero”
24. Salomone Rossi: Gagliarda “Norsina” a 5

Il Giardino Armonico
Giovanni Antonini

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Il Giardino Armonico

PQP

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  1. Realmente, PQP, é pra se ouvir como se não houvesse amanhã. Mas algumas faixas estão com o final cortado. Será que deu erro ao baixar? Vou tentar novamente.

  2. Não, não, é que o engenheiro de som, em movimentos “grudados”, fez cortes antes dos finais… Então, estes finais — sempre um ou dois segundos — estão no início da faixa seguinte.

  3. Grata pela informação, PQP. Isso não compromete o IM-PER-DI-VEL Aproveito pra dizer que esse blog é fantástico, coisa doutro mundo, maravilhoso, etc.

  4. Esse post é excelente não só pra quem gosta de música barroca italiana, como também para quem é descendente de italianos (como eu, por exemplo), ou quem sabe, pra quem é italiano e teve a sorte de conhecer esse blog. Como diriam os italianos, grazie! 🙂

  5. Meu barroco preferido, o seiscentista 😀

    Vivaldi, Corelli e quejandos não são só mais famosos, são setecentistas, de um barroco que começa a puxar para o clássico, enquanto este aqui ainda rescende a renascença, e pra mim é aí que está a delícia.

    Mas se for pra falar de delícias específica desta gravação, eu destacaria uma acima de todas: o som do CORNETO – NÃO confundir com o som das lamentações do cornuto!! O corneto é esse improvável instrumento de bocal – como o trompete – mas feito em madeira, num formato que lembra um tanto uma presa de elefante, e com buracos como os de uma flauta doce.

    Aliás, que usa o adjetivo “doce” é a flauta, mas doce MESMO é o cornu…, ops, corneto: reparem na gravação nos sons que mais se assemelham aos de trompete… mas que serenidade, maciez e luminosidade sonora de uma vez só, amici miei! (Me fa delirare, il corneto, come vedete…)

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