.: interlúdio :. John Zorn: Spy Vs Spy, The Music of Ornette Coleman (1989)

Meus amigos pequepianos, meus amores, não vou lhes enganar. Este CD de John Zorn é de uma tal pauleira que pulveriza os esforços e torna dietética a imensa maioria dos grupos de heavy metal. O que quero dizer é que a grande música contida em Spy Vs Spy não é para estômagos fracos que iniciam seus domingos ouvindo a primavera de Vivaldi e sim para aqueles que desejam ver os passarinhos vivaldianos perecerem arregalados sob o tremor de baixo, bateria e saxofones alucinantes. O CD começa em altíssima rotação, depois até pisa no freio, reduzindo a velocidade para os 300 Km/h.

Mas assim é a música de Coleman e assim é Zorn, que a acentuou. Sua intensidade é a do rock, mas a dificuldade é absurda. Há fanáticos por este disco e há pessoas que o odeiam mortalmente. Difícil ficar indiferente quando de uma audição. Eu e meu filho estamos no primeiro grupo. Mas nunca o toco perto de minha mulher e filha. Não sou louco.

Volume bem alto, OK? A menos que vocês tenham vizinhos bregas armados.

John Zorn: Spy Vs Spy, The Music of Ornette Coleman

1. Wru
2. Chronology
3. Word For Bird
4. Good Old Days
5. The Disguise
6. Enfant
7. Rejoicing
8. Blues Connotation
9. C & D
10. Chippie
11. Peace Warriors
12. Ecars
13. Feet Music
14. Broadway Blues
15. Space Church
16. Zig Zag
17. Mob Job

John Zorn e Superbanda

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PQP

4 comments / Add your comment below

  1. Reconheço que John Zorn não é a melhor trilha sonora para esta bela manhã de domingo, com uma neblina ainda cobrindo tudo.
    Mas não posso também deixar de reconhecer a pedreira que é esse CD, produto de primeira para estômagos fortes, como disse PQP.

  2. Caro PQP,
    Não fosse por um almoço em grande quantidade – não qualidade, porque comida de xópis é uma porcaria by the way – eu teria tido um troço com esta porrada em forma de CD. Hoje me soou de fato pesado, mas ouvirei mais algumas vezes só para garantir, hehehe.
    Vlw!!!

  3. John Zorn é uma figura no mínimo versátil. Alguns álbuns gravados por ele me fazem lembrar a insana dupla de japoneses do The Ruins. Na contramãe desse pandemônio, há um álbum muitíssimo belo: Alhambra Loves Songs.

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