Edgard Varèse (1883-1963): The Complete Orchestral Works – Link revalidado pois…

… PQP Bach ama este CD. Com a palavra, CDF Bach.

Observação: este post recebeu uma substancial “reforma” no dia de hoje. O comentarista Karyttus nos enviou este CD duplo em 320 kbps — a versão anterior trazia links de arquivos de 192 kbps. Sugerimos aos nossos fiéis e infiéis visitantes que baixem novamente este extraordinário trabalho.

Quem foi o pai da música moderna? Schoenberg, Stravinsky ou Varèse? Alguns dizem que Schoenberg estava muito preso ao romantismo, por isso não mereceria esse título (haja vista o famoso e polêmico artigo de Boulez, “Schoenberg morreu”), e que Stravinsky abandonou o posto, logo cedo, para vagar no neo-classicismo. Já Varese sim, esse foi aquele cuja música nunca chegou perto dos séculos anteriores. “Moderno” até as raízes. Bem, eu não acho que seja assim. Quem ouviu os dois últimos quartetos de Schoenberg sabe que aquela música não tem nada de romântica, assim como outros exemplos que devo colocar nesse site. E quem acha que Stravinsky recuou, tá muito enganado. O homem olhava para o passado para escrever música nova. Vários compositores importantes foram influenciados pelo neo-classicismo de Stravinsky. Nas suas últimas fases de composição Stravinsky escrevia música atonal à la Webern, até abandonar e escrever outra coisa. Então pela a influência que os três compositores tiveram no século XX, eu diria que a música moderna é filha de três pais, sobrinha de Webern e neta de Debussy. Mas não há dúvida que os traços dessa “moça” são mais parecidos com Varèse.

Vejam um exemplo: Amériques. Composição para grande orquestra feita no início da década de 1920. Só a seção de percussão tem 10 músicos tocando 21 instrumentos. É uma versão extrapolada da sagração da primavera de Stravinsky. Veremos que essa busca por novas sonoridades é o que caracteriza a personalidade do compositor. Por isso, depois de ter escrito obras fantásticas para orquestra, como a mais famosa Arcana ou apenas para um grupo de 13 percussionistas chamada de Ionisation (1931), Varèse passou um longo período parado. Esperava algo que o motivasse, uma sonoridade nova.

Com o aparecimento das fitas magnéticas para gravação e os equipamentos eletrônicos que iam surgindo (Varèse sempre teve bons amigos cientistas) novos timbres foram criados. Nascia a música eletrônica. A mais fascinante obra desse período é Deserts para orquestra e fita cassete. Lembra muito o filme Terminator 2, nas cenas que se passam no futuro. É assombroso. Já Poème èlectronique (1958) precisa de uma pessoa para apertar o botão e rodar a fita.

Muitos dizem que a música eletrônica é fria. Não penso assim, quem ficou dias e dias construindo aquele som foi um ser-humano criativo em busca de novas possibilidades. O processo é similar ao desenvolvimento de instrumentos clássicos, como no caso do aperfeiçoamento do piano. Enfim apenas um meio para criação.

A gravação do Chailly é célebre e premiada, mas imperfeita. Deserts neste disco, por exemplo, é sofrível e nem merece ser ouvido. A melhor versão dessa obra é aquela da gravadora Naxos (talvez eu coloque aqui). O que há de melhor neste cd são as grandes obras orquestrais com a Royal Concertgebouw a todo vapor, com especial atenção a Amériques e Arcana.

As obras anteriores à Amèrique foram queimadas, sobrevivendo uma singela canção esquecível – Un grand sommeil noir.

Edgard Varèse (1883-1963): The Complete Orchestral Works

Disco 1:

1. Tuning up
2. Amériques
3. Poème Electronique
4. Arcana
5. Nocturnal
6. Un grand sommeil noir

Disco 2:

1. Un grand sommeil noir – Version for voice & piano
2-3. Offrandes
4. Hyperprism
5-7. Octandre
8. Intégrales
9. Ecuatorial
10. Ionisation
11. Density 21.5
12-18. Déserts
19. Dance for Burgess

Performed by Royal Concertgebouw Orchestra
Conducted by Riccardo Chailly

BAIXE O CD1 AQUI — DOWNLOAD CD1 HERE

BAIXE O CD2 AQUI — DOWNLOAD CD2 HERE

safsad

Edgard Varèse: pensaram que iam se livrar de mim?

CDF Bach

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Dois CDs gêmeos — Piano Concertos Nos. 2 & 3

IMPERDÍVEL !!!

Kissin / Ashkenazy 0 x 1 Gutiérrez / Järvi

Duas obras esplêndidas de Prokofiev, gravadas por dois extraordinários grupos de pianistas, regentes e orquestras. Ambos os CDs são notáveis e devem ser baixados, mas o time capitaneado por Gutiérrez e Järvi venceu com um gol de pênalti duvidoso nos descontos. A atuação de Järvi foi decisiva para  resultado da partida. Um CD tem sete faixas, o outro, seis. Foram opções diferentes de divisão, mas as obras são rigorosamente as mesmas. Esses concertos sempre me deixam muito feliz, espero que aconteça o mesmo com vocês. PQP opina que o ideal é ouvi-los um após o outro, assim de enfiada. O efeito é garantido.

Estas obras, de 1913 e 1917, exigem extremo virtuosismo por parte do pianista. Mas nada têm a ver com o virtuosismo kitsch dos congêneres de Rachmaninov. Prokofiev não é vazio ou meramente ornamental, tudo o que faz vê-se refletido na própria música, tem sentido. Grandes obras, grandes discos, meus amigos.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Dois CDs gêmeos — Piano Concertos Nos. 2 & 3


1. Prokofiev: Piano Concerto No.2 in G Minor, Op.16 – Andantino
2. Prokofiev: Piano Concerto No.2 in G Minor, Op.16 – Scherzo
3. Prokofiev: Piano Concerto No.2 in G Minor, Op.16 – Intermezzo
4. Prokofiev: Piano Concerto No.2 in G Minor, Op.16 – Finale

5. Piano Concerto No.3 in C Major, Op.26 – Allegro, ma non troppo
6. Piano Concerto No.3 in C Major, Op.26 – Tema & Variation

Evgeny Kissin, piano
Philharmonia Orchestra
Vladimir Ashkenazy, regência

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1. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 16: I. Andantino – Allegretto 10:59
2. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 16: II. Scherzo: Vivace 2:29
3. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 16: III. Intermezzo: Allegro moderato 6:42
4. Piano Concerto No. 2 in G minor, Op. 16: IV. Finale: Allegro tempestoso 10:59

5. Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26: I. Andante – Allegro 9:01
6. Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26: II. Tema con variazioni 8:57
7. Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26: III. Allegro ma non troppo 9:20

Horacio Gutiérrez, piano
Royal Concertgebouw Orchestra
Neeme Järvi, regente

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Gol ao apagar das luzes garantiu a vitória de Gutiérrez

Gol ao apagar das luzes garantiu a vitória de Gutiérrez/Järvi

PQP

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PQP apoia esta vaquinha para o Gabriel Polycarpo

Gabriel Polycarpo

Gabriel Polycarpo

Gabriel Polycarpo é um jovem violista de Porto Alegre. Apesar de idade, já é spalla das violas da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro. Vi o Gabriel atuar como um dos vencedores do Concurso Jovens Solistas da Ospa. O rapaz é extremamente talentoso. Precisa somar R$ 50 mil a fim de fazer o Mestrado para o qual foi ouvido e aprovado com distinção. A Indiana University Jacobs School of Music deu-lhe duas premiações, a de ‘Artistic Excellence Award’ e de ‘Barbara and David Jacobs Fellowship Award’. Isto é raro na instituição.

Conto com quem se interessar para disseminar e colaborar com o crowdfunding (ou vaquinha virtual).

Pode puxar o Cartão de Crédito tranquilo. O guri vale o investimento.

http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=196565

PQP

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Vários compositores barrocos: An Excess Of Pleasure / The Winged Lion (com o Palladian Ensemble)

Este é realmente um bom CD duplo. Trata-se da reedição de dois discos do Palladian, de 1993 e 1994. Essas gravações receberam vários prêmios (incluindo dois Diapason d’Or, um para cada CD) e soam hoje tão sensacionais quanto quando de seu lançamento.

É música do século XVII. O primeiro CD recebe o curioso nome de An Excess Of Pleasure e apresenta obras de compositores ingleses e italianos que viveram e trabalharam na Inglaterra ou que venderam obras para ingleses. A música é excelente — alguns dos compositores são muito famosos, como Vivaldi ou Purcell. O segundo é uma coleção veneziana de nome ainda mais estranho — The Winged Lion — ,mas afirmo-lhes que tudo é bom demais.

Vários compositores barrocos: An Excess Of Pleasure / The Winged Lion

An Excess Of Pleasure (CD 1)

Marco Uccellini (1603-1680)
Aria Sopra La Bergamasca
Nicola Matteis (fl. 1670)
Ayres for the Violin: Aria Sagnuola A Due Corde · Diverse Bizzarie Sopra La Vecchia Sarabanda o pur Ciaconna
Matthew Locke (1621/2-1677)
Broken Consort In D: Pavan · Ayre · Galliard · Ayre · Saraband
Christopher Simpson (c.1605-1669)
Divisions Of John Come Kiss Me Now
John Blow (1649-1708)
Sonata In A: Slow · Untitled · Brisk
Biagio Marini (c.1587-1663)
Sonata
Anon (c.1660)
Ciaconna
Franceso Geminiani (1687-1762)
Scots Airs: Auld Bob Morrice · Lady Ann Bothwell’s Lament · Sleepy Body
Nicolas Matteis
Ayres For The Violin: · Andamento Con Divisione · Aria · Grave · Ground In D, La Sol Re Per Fa La Mano
Henry Purcell (1659-1695)
Two In One Upon A Ground
Nicola Matteis
Bizzarie All’imor Scozzeze

The Winged Lion (CD2)

Dario Castello (fl. 1620)
Sonata Duodecima
Giovanni Battista Vitali (1632-1692)
Ciaconnna
Marcelo Uccelini (1603-1680)
Sonata Quarto
Antoni Vivaldi (1676-1741)
Concerto in F major RV 100 · Allegro · Untitled · Allegro
Giovanni Battista Buonamente (d.1642)
Suite (Book III 1626)
Gagliarda Seconda · Corrente terza e quarta · Brando terza · Avanti il Brando · Brando Quarto
Franceso Cavalli (1607-1676)
Canzon
Santiago De Murcia (fl..1700)
El Amor · La Jota
Franceso Turini (1589-1656)
Sonata a tre
Antonio Vivaldi
Concerto in D major RV.84: Untitled · Largo · Allegro
Marco Uccelini
Aria undecima detta ‘Il Caporal Simon’ · Aria decimaquarta ‘la mia pedrina’ · Aira decimaquinta sopra ‘le scatola da gli ogghi’

Palladian Ensemble

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Palladian Ensemble

Palladian Ensemble

PQP

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Franz Joseph Haydn – Cello Concertos, Piano Concertos – Isserlis, Brautigam, COE, CC, Norrington, Mortensen [link atualizado 2017]

No embalo das últimas postagens do mano PQPBach, resolvi também trazer mais uma excelente gravação dos Concertos para Violoncelo de Haydn. Amo estes concertos para cello e Steven Isserlis manda muito bem neste cd em que é acompanhado por Sir Roger Norrington, e a Chamber Orchestra of Europe.

front01. Cello Concerto in C-Dur, Hob.VIIB1 – I. Moderato
02. Cello Concerto in C-Dur, Hob.VIIB1 – II. Adagio
03. Cello Concerto in C-Dur, Hob.VIIB1 – III. Finale Allegro molto
04. Adagio Cantabile in G-Dur (from Symphony No.13 – II)
05. Cello Concerto in D-Dur, Hob.VIIB2 – I. Allegro moderato
06. Cello Concerto in D-Dur, Hob.VIIB2 – II. Adagio
07. Cello Concerto in D-Dur, Hob.VIIB2 – III. Allegro
08. Sinfonia Concertante in B-Dur – I. Allegro
09. Sinfonia Concertante in B-Dur – II. Andante
10. Sinfonia Concertante in B-Dur – III. Allegro con spirito

Steven Isserlis – Cello
Marieke Blankestijn – Violin
Douglas Boyd – Oboe
Mathew Wilkie – Basson
Chamber Orchestra of Europe
Sir Roger Norrington – Conductor

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FDPBach
Repostado por Bisnaga

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Pärt (1935) / Glass (1937) / Martynov (1946): Silencio

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco muito bom. Se já conhecíamos as outras obras — as duas de Pärt (ambas excelentes!) e Glass — , a que desconhecíamos causou a maior das surpresas. Com minuciosa insistência, Martynov acaba por nos atingir mortalmente o coração. Come in! é uma obra para violino e cordas de 1988, que aqui é maravilhosamente solada pela esposa do compositor, Tatiana Grindenko.

Arvo Pärt (1935) – Tabula Rasa
1. Tabula Rasa: I. Ludus – Con Moto
2. Tabula Rasa: II. Silentium – Senza Moto

Philip Glass (1937) – Company for String Orchestra
3. Company: Movt I – Kremerata Baltica
4. Company: Movt II – Kremerata Baltica
5. Company: Movt III – Kremerata Baltica
6. Company: Movt IV – Kremerata Baltica

Vladimir Martynov (1946) – “Come in!”
7. Come In!: Movt I
8. Come In!: Movt II
9. Come In!: Movt III
10. Come In!: Movt IV
11. Come In!: Movt V
12. Come In!: Movt VI

Arvo Pärt (1935) – Darf Ich…
13. Darf Ich…

Tatiana Grindenko, violino
Kremerata Baltica
Gidon Kremer

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Vladimir Martynov: surpreendente

Vladimir Martynov: surpreendente. (Tenho um casaco muito parecido com o dele, vou ver se está no meu guarda-roupa).

PQP

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F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Cravo e Violino

Para finalizar este festival de concertos de Haydn, trazemos hoje este de 2010 da Accademia Bizantina. O primeiro concerto é mesmo que fecha o último CD de Haydn postado por mim. É a única repetição dentre os nove postados. Finalmente livre dos maneirismos ornamentais de seu início de carreira, Dantone nos traz um Haydn cheio de musicalidade. O disco é excelente e feliz como o compositor.

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos for Cravo e Violino

1. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 1. Vivace 8:36
2. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 2. Un Poco Adagio 6:33
3. Harpsichord Concerto In D Major Hob.XVIII:11 – 3. Rondo All’Ungherese Allegro Assai 4:50

4. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 1. Allegro Moderato 9:33
5. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 2. Adagio 6:21
6. Violin Concerto In G, H.VIIa No.4 – 3. Allegro 3:47

7. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 1. Allegro Moderato 7:46
8. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 2. Largo 8:10
9. Clavier Concerto In F, H.XVIII No.6 With Solo Violin – 3. Presto 3:37

Ottavio Dantone, cravo e regência
Stefano Montanari, violino
Accademia Bizantina

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Haydn:

Haydn:

PQP

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F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Piano

Mais um excelente CD de concertos de Haydn. Este traz como solista o grande Andreas Staier. E ele não nos decepciona — fazendo misérias em cada um dos concertos. Sem dúvida, um excelente disco para finalizar o domingo. Sou especialmente apaixonado pelo Rondo all’Ungarese da faixa 9. Importante dizer que a Orquestra de Freiburg certamente está no Top 5 das orquestras de instrumentos originais. O que eles e Staier fazem aqui… Só ouvindo.

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Piano

1. Keyboard Concerto in G major, H. 18/4: Allegro
2. Keyboard Concerto in G major, H. 18/4: Adagio
3. Keyboard Concerto in G major, H. 18/4: Finale. Rondo Presto

4. Concerto for violin & keyboard in F major, H. 18/6: Allegro moderato
5. Concerto for violin & keyboard in F major, H. 18/6: Largo
6. Concerto for violin & keyboard in F major, H. 18/6: Presto

7. Keyboard Concerto in D major, H. 18/11: Vivace
8. Keyboard Concerto in D major, H. 18/11: Un poco adagio
9. Keyboard Concerto in D major, H. 18/11: Rondo all’Ungarese

Andreas Staier
Freiburg Baroque Orchestra
Gottfried von der Goltz

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Staier: fazendo misérias no pianoforte.

Staier: fazendo misérias no pianoforte.

PQP

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Igor Stravinsky (1882-1971) – The Rite of Spring – Alexander Scriabin (1872-1915) – The Poem of Ectasy – Gergiev, Kirov Orchestra

frontDepois de um período meio sumido, devido a problemas técnicos com meu computador, que ainda não estão sanados, diga-se de passagem, vou tentar novamente postar este excepcional CD deste excepcional condutor, um dos melhores da atualidade, com certeza, Valery Gergiev. Na verdade, este cd deveria ter sido postado há uns dez dias atrás, quando o mano PQPBach postou a versão da Sagração da Primavera para um Piano Jazz Trio. Mas, enfim, o que vale é a intenção, ainda.
A versão que ora vos trago é alucinante, com uma Orquestra do Kirov redondinha, como sempre, sorte do povo russo, especialmente os moradores de St Petersburg, que tem uma orquestra deste nível. E claro, tem Valery Gergiev. Só isso já seria sinônimo de qualidade, mesmo tendo esta gravação já mais de dez anos. O Scriabin que conclui o cd também é igualmente impactante. Nem preciso dizer que se trata de um CD absolutamente IM-PER-Dí-VEL !!! O último a baixar é a mulher do padre…

01. Stravinsky – The Rite of Spring Part I The Adoration of the Earth – Introduction
02. Augurs of spring – Dances of the young girls
03. Ritual of Abduction
04. Spring Rounds
05. Ritual of the Rival Tribes
06. Procession of the Sage
07. The Sage
08. Dance of the Earth
09. Part II The Sacrifice – Introduction 2
10. Mystic Circles of the Young Girls
11. Glorification of the Chosen One
12. Evocation of the Ancestors
13. Ritual Action of the Ancestors
14. Sacrificial Dance (The Chosen One)
15. Alexander Scriabin – The Poem of Ecstasy, op. 54

Kirov Orchestra, Mariinski Theatre, St. Petersburg
Valery Gergiev – Conductor

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FDPBach

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F. J. Haydn (1732-1809): Three Favorite Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Três concertos, três instrumentos solistas, três regentes, três maestros, nove movimentos, todos de Haydn, formam este espetacular CD. A Sony catou em seu catálogo o que de melhor tinha do compositor e saiu isso aqui. O disco recebeu 5 avaliações na Amazon, todas com a nota máxima. Deveria ir lá e dar a sexta nota cinco. Que beleza de CD. Um raio de sol e alegria.

F. J. Haydn (1732-1809): Three Favorite Concertos

1. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: I – Allegro
2. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: II – Andante
3. Concerto In E-Flat Major For Trumpet And Orchestra: III – Allegro
Wynton Marsalis
National Philharmonic Orchestra
Raymond Leppard

4. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: I – Allegro moderato
5. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: II – Adagio
6. Concerto In D Major For Cello And Orchestra, Op. 101: III. – Allegro
Yo-Yo Ma
English Chamber Orchestra
José Luís García

7. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: I – Allegro moderato
8. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: II – Adagio
9. Concerto In C Major For Violin And String Orchestra, Hob. VIIa, No. 1: III – Presto
Cho-Liang Lin
Minnesota Orchestra
Neville Marriner

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"Um CD que me faz justiça, porra", disse Haydn para nossa reportagem.

“Um CD que me faz justiça, porra”, disse Haydn para nossa reportagem.

PQP

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C.P.E. Bach (1714-1788): 8 Symphonies & 3 Quartets

Uma dupla de discos muito bons com a Academy of Ancient Music e Christopher Hogwood. São antigos vinis da Coleção Florilegium, a qual nos apresentava, nos anos 80, a grande novidade da música com instrumentos originais. O que na época parecia uma mania ou maneirismo, prosperou de tal modo que hoje muita gente não consegue mais ouvir barrocos sem ser com instrumentos de época.

Difícil avaliar um disco do qual se gosta muito e esse aí mora nos lugares mais nobres de minha memória de ouvinte. Vale muito a pena ouvir.

Quanto a CPE Bach, não se enganem, trata-se de um gênio.

C.P.E. Bach (1714-1788): 8 Symphonies & 3 Quartets

Disc: 1
1. Symphony No. 1 In G Major, H657: I. Allegro di molto
2. Symphony No. 1 In G Major, H657: II. Poco adagio
3. Symphony No. 1 In G Major, H657: III. Presto
4. Symphony No. 2 In B Flat Major, H658: I. Allegro di molto
5. Symphony No. 2 In B Flat Major, H658: II. Poco adagio
6. Symphony No. 2 In B Flat Major, H658: III. Presto
7. Symphony No. 3 In C Major, H659: I. Allegro assai
8. Symphony No. 3 In C Major, H659: II. Adagio
9. Symphony No. 3 In C Major, H659: III. Allegretto
10. Symphony No. 4 In A Major, H660: I. Allegro a ma non troppo
11. Symphony No. 4 In A Major, H660: II. Largo ed innocentemente
12. Symphony No. 4 In A Major, H660: III. Allegro Assai
13. Symphony No. 5 In B Minor, H661: I. Allegretto
14. Symphony No. 5 In B Minor, H661: II. Larghetto
15. Symphony No. 5 In B Minor, H661: III. Presto
16. Symphony No. 6 In E Major, H 662: I. Allegro di molto
17. Symphony No. 6 In E Major, H 662: II. Poco andante
18. Symphony No. 6 In E Major, H 662: III. Allegro spiritoso

Disc: 2
1. Symphony C Major, Wq 174, H649: I. Allegro assai
2. Symphony C Major, Wq 174, H649: II. Andante
3. Symphony C Major, Wq 174, H649: III. Allegro
4. Symphony D Major, Wq 176, H651: I. Allegro assai
5. Symphony D Major, Wq 176, H651: II. Andante
6. Symphony D Major, Wq 176, H651: III. Presto
7. Quartet In A Minor, Wq 93, H537: I. Andantino
8. Quartet In A Minor, Wq 93, H537: II. Largo e sostenuto
9. Quartet In A Minor, Wq 93, H537: III. Allegro assai
10. Quartet In D Major, Wq 94, H538: I. Allegretto
11. Quartet In D Major, Wq 94, H538: II Sehr langsam und ausgehalten
12. Quartet In D Major, Wq 94, H538: III Allegro di molto
13. Fantasy In C Major, Wq 59-6, H284
14. Quartet In G Major, Wq 95, H539: I. Allegretto
15. Quartet In G Major, Wq 95, H539: II. Adagio
16. Quartet In G Major, Wq 95, H539: III. Presto

Nicholas McGegan
Catherine Mackintosh
Anthony Pleeth
The Academy of Ancient Music
Christopher Hogwood

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O grande Chris.

O grande Chris.

PQP

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C.P.E. Bach (1714-1788): Solo a Viola di gamba col Basso

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Faça o seguinte, por favor. Ouça as faixas 2 e 3 deste disco. Depois, quero ver você deletar o arquivo. Meu irmão CPE Bach mostra — nova e novamente — porque é considerado o mais talentoso dos manos. A interpretação das obras segue o padrão habitual da Alpha, ou seja, é sublime.

CPE Bach: Solo a Viola di gamba col Basso

1. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Adagio, ma non tanto
2. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Allegro di molto
3. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Arioso

4. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro moderato
5. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Larghetto
6. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro assai

7. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Adagio pour viole de gambe seule

8. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Andante
9. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Allegretto
10. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Arioso

11. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Postlude pour viole de gambe seule

Friederike Heumann
Gaetano Nasillo
Dirk Borner

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Friederike Heumann, excelente gambista (que rosto interessante, não?).

Friederike Heumann, excelente gambista (e que rosto interessante, não?).

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Hector Berlioz (1803-1869) – Symphonie Fantastique, op. 14 – Sir Colin Davis (1927-2013), RCO, LSO

berlioz - frontPor algum motivo, resolvi postar esta gravação da Sinfonia Fantástica de Berlioz, realizada em 1968, para homenagear este que foi com certeza o maior regente inglês do século XX, Sir Colin Davis, me perdoem os fãs de Sir John Barbirolli.
Resolvi postar Berlioz porque para mim Berlioz/Davis eram uma dupla infalível. Davis gravou incansavelmente a obra do francês, a Philips inclusive lançou duas coleções, uma com 9 cds, com a obra orquestral, e a outra com 6 cds, que trazia a obra Sacra do francês, que em minha ignorância nunca acreditei ser tão grande. Mas enfim, Berlioz encontrou no inglês seu mais aguerrido defensor. E até o final de sua vida Davis continuou a apresentar e gravar sua obra.
Norman Lebrecht, o famoso crítico musical, publicou ontem em sua coluna uma curta e sincera nota, com o título de “Sad loss: The foremost English conductor of his time”. Sim, uma triste e lamentável perda. Se não me engano, o mano PQPBach teve a oportunidade de assistir a uma de suas apresentações frente à Sinfônica de Londres, ou neste ano ou no ano passado. Melhor que ninguém, ele pode dar sua opinião sobre este excepcional regente, Sir Colin Davis, que morreu no último dia 13, sábado, aos 85 anos de idade.

01 Symphonie Fantastique – 01 Reveries, Passions
02 Un bal
03 Scene aux champs
04 Marche au supplice
05 Songe d’une nuit du Sabbat

Royal Concertgebow Orchestra
Sir Colin Davis – Conductor

6 – Romeo and Juliet – 06 Scene d’amour
7 – 07 La reine Mab, ou la fee des songes

London Symphony Orchestra
Sir Colin Davis – Conductor

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Sir Colin Davis (1927-2013)

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Reich (1936): Variations for Winds, Strings & Keyboards / Adams (1947): Shaker Loops

Queridíssimo e extraordinário disco que comprei em vinil em 1986. Foi o disco onde conheci o grande John Adams. Anos atrás, fiquei refeliz ao ver que a Deutsche Grammophon o tinha relançado em CD, dentro da coleção de The Originals, espécie de repositório do melhor que a gravadora produziu ao longo de sua prolífica vida. A extraordinária composição “modular” Shaker Loops aparece aqui para me deixar rerefeliz. E… Steve Reich dispensa apresentações, certo?

Reich (1936): Variations for Winds, Strings & Keyboards /
Adams (1947): Shaker Loops

1. Variations for Winds, Strings, and Keyboards 21:42

2. Shaker loops – 1. Shaking and trembling 8:52
3. Shaker loops – 2. Hymning slews 6:29
4. Shaker loops – 3. Loops and verses 7:23
5. Shaker loops – 4. A final shaking 3:36

San Francisco Symphony Orchestra
Edo de Waart

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Steve Reich

Steve Reich: gênio

PQP

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Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741) – Le Quattro Stagioni, com Il Giardino Armonico [link atualizado 2017]

ES-TU-PEN-DO !!!

Prezado ouvinte, como esses caras d’Il Giardino Armonico são bons! PQP!

Ah, para muitos essa é a a versão preferida d’As Quatro Estações de Vivaldi! Creio que também o seja para mim. E, para melhorar, há ainda mais o Concerto para Oboé RV 454 e o Concerto para Violino RV 332 de lambuja, para alegrar ainda mais o dia!

A primeira grande sacada, para começar, foi lembrar que, num concerto para orquestra e baixo contínuo o tal baixo contínuo não é especificado, ou seja: pra que fazer a base da música sempre apenas com um cravo? No barroco, pouco importava para o compositor que instrumento fazia o fundo, pois a função do baixo contínuo é, principalmente, ajudar a manter a cadência e a tonalidade da música. Então por que não usar como contínuo a teorba, “aquela alaúde enorme” e instrumento bastante utilizado na Itália no período vivaldiano? Por ser um instrumento de cordas dedilhadas, a base se torna muito mais dinâmica, pois as notas longas tornam-se repetições de uma mesma nota curta.

A segunda grande sacada foi lembrar que no barroco ainda se dava uma liberdade muito maior do que hoje aos músicos de interpretarem a música de decidirem entre si a intensidade dos fortes e pianos a variação do andamento. Depois, no classicismo e, principalmente, no romantismo, com o crescimento das orquestras, cresceu a importância do regente e o compositor chegou a sandices tais de marcar um pianíssimo com 5 pês (ppppp), para que os músicos interpretassem exatamente como ele tinha concebido. Não, não! Pra que isso? O conjunto milanês retoma a liberdade interpretativa barroca com muita vontade! Assim, sua execução é a mais vivaldiana possível: é quente, é sensual, é poética, é viva, é vibrante!

Enquanto encontramos tantas execuções de concertos por aí em que a partitura, como texto, é apenas lida, os rapazes d’Il Giardino Armonico a declamam! Há, de forma muito pungente, paixão e lirismo na sua calorosa interpretação, quase um grande manifesto contra as convencionais leituras em tons pastéis da partitura, em favor das vivas cores desses sons de Antonio Vivaldi! Eles não querem ser comportados, querem é a ebriedade dessa música, e nos brindam com ela!

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas.

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
(…)

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare.

– Não quero saber do lirismo que não é libertação.

(“Poética”, Manuel Bandeira)

Ouça, ouça! Depois repita o CD todo! Depois ouça uma terceira vez! Deleite-se sem a menor moderação!

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Le Quattro Stagioni, Concerto para Oboé e Concerto para Violino

Concerto para Violino em Mi maior RV 269, “Primavera”
01. Allegro
02. Largo
03. Allegro Pastorale
Concerto para Violino em Sol menor RV 315, “L’estate”
04. Allegro non molto
05. Largo – presto
06. Presto (tempo impetuoso d’estate)
Concerto para Violino em Fá maior RV 293, “L’autunno”
07. Allegro
08. Adagio molto
09. Allegro
Concerto para Violino em Fá menor RV 297, “L’inverno”
10. Allegro non molto
11. Largo
12. Allegro
Concerto para Oboé em Ré menor RV 454
13. Allegro
14. Largo
15 Allegro
Concerto para Violino em Sol menor RV 332
16. Allegro
17. Largo
18. Allegro

Enrico Onofri, violino
Paolo Grazzi, oboé
Il Giardino Armonico: Enrico Onofri, Stefano Barneschi, Marco Bianchi, violinos; Francesco Lattuada, viola; Paolo Beschi, violoncelo; Luca Pianca, teorba; Francesco Cera, cravo
Giovanni Antonini, regente

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Os doidões d’Il Giardino Armonico papeando:
“C’era qualcosa di heavy metal in Vivaldi, non è vero?”

Bisnaga

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Rimsky-Korsakov (1844-1908): Sherazade e A Grande Páscoa Russa

Mussorgsky foi militar, Korsakov também. Os milicos do PQP Bach são melhores que os milicos dos outros, claro. Eu gosto de Sherazade, gosto mais ainda de A Grande Páscoa Russa e a gravação deste Temirkanov é uma joia indiscutível. Complicado arranjar um registro mais perfeito e compreensivo destas obras que não podem faltar em nenhuma discoteca básica. Excelente performance e alta temperatura emocional. Temo que seja…

IM-PER-DÍ-VEL !!! 

Rimsky-Korsakov (1844-1908): Sherazade e A Grande Páscoa Russa

1. Scheherazade, Op. 35: The Sea and Sinbad’s Ship 11:06
2. Scheherazade, Op. 35: The Story of the Kalender Prince 13:10
3. Scheherazade, Op. 35: The Young Prince and the Young Princess 11:10
4. Scheherazade, Op. 35: Festival in Bagdad 12:26
Glenn Dicterow, violin

5. Russian Easter Overture, Op. 36 16:06

New York Philharmonic
Yuri Temirkanov, conductor

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Não se fazem mais milicos como antigamente.

Não se fazem mais milicos como antigamente.

PQP

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William Primrose – obras para Viola de Henri Casadesus (1879–1947), William Walton (1902–1983), Hector Berlioz (1803–1869) e Niccolò Paganini (1782-1840) [link atualizado 2017]

UM BAITA VIOLISTA !!!

Postado originalmente em 10 de março de 2012.

Damos prosseguimento à nossa sequência de peças para viola, este instrumento tão belo e injustiçado (agora falou alto o meu lado amargo de violista com remorso) e finalmente pousam aqui no P.Q.P.Bach algumas das exímias execuções de William Primrose (1904-1982). O escocês foi um dos maiores violistas que se tem registro, dono de técnica e precisão que deixariam qualquer dos melhores violinistas que já passaram por aí com, no mínimo, uma pontinha de inveja. Seu virtuosismo o levou a ser protagonista de uma quantidade bastante expressiva de gravações, num período em que ainda só existiam os LPs.

Neste LP transformado em CD o violista mostra sua versatilidade em três peças dedicadas ao instrumento.

pseudo-barroco Concerto par Viola que Henri Casadesus compôs e atribuiu a Händel (hoje editado com o nome de “no estilo de Händel) está com o andamento coisa de uns 40% mais rápido que o original, o que faz com que se exacerbe o virtuosismo de Primrose, mas que dificulta a percepção da linha melódica de extrema beleza da música de Casadesus (futuramente encontrarei um CD no qual esse concerto esteja em seu andamento original, mais lento, e o postarei aqui). São escolhas: o virtuosismo em detrimento da melodia… Ainda assim, a peça é extremamente bela, no mesmo nível do Concerto que Casadesus atribuiu a J.C.Bach, não menos apaixonante, que postamos anteriormente aqui. Em seguida nos é apresentado o belo, melodioso e delicado Concerto para Viola de William Walton, com todas as características das composições do século XX (e que você pode comparar com a versão gravada pelo poderoso violista Lawrence Power aqui). Nesta versão, a de Primrose, a regência está sob a batuta de nada menos que o próprio Walton, seu contemporâneo, e talvez por isso esteja mais próxima da concepção de seu autor. Não menos interessante é a terceira peça, do período romântico: a vibrante Haroldo na Itália, do francês Hector Berlioz. É a mais animada para fechar o CD, embora o papel do solo da viola seja o menos destacado das peças do álbum, ainda que os solos sejam muito bonitos. Há ainda uma quarta peça, o assustadoramente eloquente Capricho nº 5 de Niccolò Paganini, em transcrição feita para viola, que coloquei pra vocês como uma faixa-bônus, brindado-os com uma saideira do virtuosismo de William Primrose.

Ouça-o: tudo o que você achava sobre os violistas pode mudar depois desse álbum. Não perca!

Palhinha 1: Primrose executando o Capricho nº5 de Paganini

Palhinha 2: Primrose executando o Capricho nº24 de Paganini

Henri Casadesus (1879–1947)
Concerto para Viola em Si Menor no Estilo de Händel (A)
01. I. Allegro moderato
02. II. Andante ma non troppo
03. III. Allegro molto energico

William Walton (1902–1983)
Concerto para Viola (B)
04. I. Andante comodo
05. II. Vivo, con molto preciso
06. III. Allegro moderato

Hector Berlioz (1803–1869)
Harold in Italy (C)
07. I. Harold nas montanhas
08. II. Marcha dos peregrinos
09. III. Serenata
10. IV. Festa dos bandidos

Niccolò Paganini (1782-1840)
11. (faixa-bônus) Capricho nº 5

William Primrose, viola
A. RCA Victor Orchestra
Frieder Weissmann, regente
B. Philharmonia Orchestra
William Walton, regente
C. Boston Symphony Orchestra
Serge Koussevitsky, regente

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Ouça! Deleite-se! … 

Bisnaga

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Joan Cabanilles (1644-1712): Batalles, Tientos & Passacalles

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Juan Bautista José Cabanilles (1644-1712) foi compositor e organista principal (a partir de 1666) da Catedral de Valência, na Espanha. Em 1668, ele foi ordenado padre, mas manteve sua posição como organista principal na catedral por mais de 40 anos. Mas esse CD não é de órgão. Este é um extraordinário e muito criativo registro da obra orquestral de Cabanilles. Olha, é de cair o queixo. Mais um tesouro desencavado pelo catalão Savall.

Joan Cabanilles (1644-1712): Batalles, Tientos & Passacalles

1. Batalla Imperial (J.C. Kerll) (Cabanilles) 5:21
2. Tiento De Falsas II (Cabanilles) 3:36
3. Passacalles I (Cabanilles) 2:36
4. Tiento Lleno 2o Tono (Cabanilles) 4:53
5. Corrente Italiana (Obertura) (Cabanilles) 4:12
6. Tiento De Falsas 8 Punt Alt (Cabanilles) 5:29
7. Passacalles IV (Cabanilles 2:00
8. Tiento XVIII Por A La Mi Re (Cabanilles) 7:28
9. Tiento I Ple (Cabanilles) 6:53
10. Tiento XVII De “Pange Lingua” Punt Alt (Cabanilles) 4:00
11. Tiento IX De Contres (Cabanilles) 15:08

Hespèrion XX
Jordi Savall

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O incansável Savall: desenterrando obra-primas atrás de obras-primas.

O incansável Savall: desenterrando obra-primas atrás de obras-primas.

PQP

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Apesar da presença de Gustav Leonhardt, este CD é pouca coisa inferior ao de Rousset, postado ontem. Na verdade, o problema não é Leonhardt nem a Orchestra Of The Age Of Enlightenment, é que o repertório escolhido por Rousset era muito matador. Este é mais um CD excelente, daqueles que o pessoal que ama os barrocos vai ter que ouvir. Rameau foi um monstro, Leonhardt idem.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

1 Ouverture très vite 3:42
2 Menuet lent 1:41
3 Air gay 1:55
4 Entrée des Pèlerins 4:02
5 Loure 3:10
6 Pantomime 2:28
7 Air de furie 2:08
8 Sarabande 3:12
9 Menuet en rondeau 1 & 2 5:40
10 Entrée très gaye des Troubadours 2:42
11 Air très gay 1:47
12 Gavotte 0:30
13 Menuet 0:56
14 Contredanse (en rondeau) 1:12
15 Entrée des Chinois 2:33
16 Loure 3:32
17 Gigue vive 3:23
18 Air vif 1:42
19 Premiere gavotte gaye – deuxieme gavotte 2:39
20 Air très gay 4:22
21 Entrée des Paladines et ensuite Paladins 3:12
22 Air pour les Pagodes 3:07
23 Gavotte 1 & 2 2:13
24 Contredanse en rondeau 1:58

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Gustav Leonhardt

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O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer

O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer

PQP

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George Friedrich Handel (1685-1759) – Handel in Italy – Solo Cantatas – Kirkby – London Baroque

61NtcRhH6bLEmma Kirkby sempre foi uma das sopranos favoritas do blog, com sua voz angelical e emocionante. Mas por algum motivo incompreensível, já faz algum tempo que não postamos nada dela. Lamentável, eu diria.
Para suprir essa falta, trago um cd sensacional do selo BIS com Emma Kirkby cantando Handel, com certeza uma de suas especialidades. São cantatas compostas em italiano, da época em que Handel viveu na Italia, ainda tentando se firmar como o grande compositor que já era. Escreveu muitas obras sob encomenda, entre elas estas quatro belíssimas cantatas em italiano.
Um excelente e muito instrutivo libreto acompanha esta postagem, com toda a história destas obras, e que também dá um histórico deste período tão importante da vida de Handel.
Nem preciso dizer que este CD é IM-PER-DÍ-VEL! E que Emma KIrkby reina suprema neste repertório acompanhada pelo excelente conjunto “London Baroque” .
Para se ouvir de joelhos agradecendo por existirem músicos tão extraordinários e que nos proporcionam momentos tão especiais em nossas vidas quanto estes.

01-04 – Notte Placida E Cheta, Hwv 142
05-07 – Un’ Alma Innamorata, Hwv 173
08-11 – Concerto A Quattro In D Major
12-14 – Figlio D’alte Speranze, Hwv 113
15-24 – Agrippina Condotta A Morire, Hwv 110

Emma Kirkby – Soprano
London Baroque

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FDPBach

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