Arnold Schoenberg (1874-1951): Violin Concerto Op.36 / Sibelius (1865-1957): Violin Concerto Op.47

Schoenberg já estava vivendo na Califórnia quando escreveu seu Concerto para Violino. Ainda era um ser humano ríspido, mandão e gostava de estar sempre cercado de acólitos, mas já estava, de forma muito curiosa, tropicalizado. Usava roupas incríveis, quase havaianas em seu radicalismo. Queria fazer músicas para filmes em Hollywood, mas pedia dinheiro demais e não era contratado… Teve também a ilusão de que seu Concerto tocaria nas rádios — hábito nos anos 30 e 40 — e que ficaria famoso nos States. Nada disso aconteceu e hoje ouvimos com interesse diminuto a obra, que é boa. Nada além disso.

Já o Concerto para Violino de Sibelius é tonal e glorioso. (PQP não é sempre apologista do tonal, bem entendido). Hillary Hahn e Esa-Pekka Salonen, com seus suecos, dão um banho. Acho que vale a audição, claro.

Arnold Schoenberg (1874-1951): Violin Concerto Op.36 /
Sibelius (1865-1957): Violin Concerto Op.47

1. Violin Concerto, Op.36 – 1. Poco Allegro 11:36
2. Violin Concerto, Op.36 – 2. Andante grazioso 7:30
3. Violin Concerto, Op.36 – 3. Finale. Allegro 10:38

4. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 1. Allegro moderato 17:20
5. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 2. Adagio di molto 8:36
6. Violin Concerto in D minor, Op.47 – 3. Allegro, ma non tanto 7:16

Hilary Hahn, violino
Swedish Radio Symphony Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Schoenberg em seu exílio californiano
Schoenberg em seu exílio californiano. Sucesso, só com os alunos…

PQP

7 comments / Add your comment below

  1. Acho que Schoenberg foi um dos compositores mais importantes que já existiu. Não quer dizer que sejamos obrigados a gostar de sua obra, mas temos de reconhecer que as sacadas dele foram imensamente originais.

    O engraçado é ver muitos compositores hoje que, querendo ser “revolucionários e inovadores”, impõem-se a obrigação de escrever somente música “atonal” e desagradável. Porque, sabe como é, escrever música de que o público goste é ficar preso ao passado; ser moderno é escrever música serialista/sem melodia/desagradável é… igualzinho a outro cara do passado.

    Tô há um tempão querendo ouvir esse CD; 1º, para conhecer esse concerto; 2º, porque tem a Hillary Hahn!

    1. hahahahaha Tudo verdade. Pra mim, se tem um de poucos que é bom em música atonal é Schoenberg. A música dele ainda dá pra ouvir, assim como a do Prokofiev. Agora aquelas músicas de compositores moderninhos que ficam só no ritmo frenético ou só no ritmo monótono de aluno improvisando… aí acho mais difícil…

  2. Esse cd eu peguei da outra vez que voces postaram, é realmente muito bom. Mas não resisti, quis deixar um comentariozinho…obrigada, voces tem muito bom gosto…

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