.:interlúdio:. Keith Jarrett – My Song

51uwG9Y508L._SL500_AA280_ (1)Não tenho bem certeza desde quando que tenho esse cd do Keith Jarrett, mas tenho certeza de que é meu favorito com essa formação do quarteto europeu. Jan Garbarek dá um show em faixas clássicas como “Questar, “My Song” e a última faixa do cd, “The Journey Home”. Keith Jarrett, como sempre, um gênio do piano, com solos pontuais, curiosamente não muito extensos, porém certeiros. A cozinha com o baixista Palle Danielsson e o baterista Jon Christensen fornece a base perfeita para os solos de Jarrett e Garbarek.
Em outras palavras, um primor de CD, facilmente classificável como “IM-PER-DÍ-VEL” para os fãs do jazz.

P.S. Problemas alheios à minha vontade tem me deixado um tanto quanto afastado do blog, mas aos poucos vou voltando.

1 – Questar
2 – My Song
3 – Tabarka
4 – Country
5 – Mandala
6 – The Journey Home

Keith Jarrett – Piano
Jan Garbarek – Tenor and Soprano Saxophones
Palle Danielsson – Bass
John Christensen – Drums

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FDPBach

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Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Um CD ouvido com pouca atenção por este que vos escreve. Mas acho que ele vale pelas obras de Zimmermann e Xenakis, assim como pelo lindo som extraído pela ruiva Carolin Widmann de seu violino. O repertório é raro, coerente e a ECM não costuma perder a viagem.

Aliás, vejo agora que o The Guardian elogiou muito o CD, conforme vocês podem ler a seguir:

Carolin Widmann follows her impressive survey of Schumann’s violin sonatas last year with something completely different and, in its own way, equally outstanding. These four 20th-century works for violin and piano are sharply contrasted from each other, too, and it’s a measure of Widmann’s excellence, and that of the pianist Simon Lepper, that they all ­receive performances of such idiomatic understanding. If Bernd Alois Zimmermann’s early, rather Bartók-like and ­Bartók-lite sonata is the least memorable of the pieces, Widmann presents the best case I’ve heard on disc for the ­communicative power of Schoenberg’s sometimes dry and forbidding Phantasy for violin with piano accompaniment. She makes light of the technical ­challenges of Xenakis’s rebarbative ­Dikthas, while at the other end of the postwar stylistic spectrum she and ­Lepper produce a beautifully voiced performance of Morton Feldman’s Spring of Chosroes. A very fine collection.

Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Morton Feldman
Spring of Chosroes, for violin and piano Work
1 Spring of Chosroes, for violin and piano 14:09

Bernd Alois Zimmermann
Sonate für Violine und Klavier
2 1.Sonata 4:32
3 2.Fantasia 5:39
4 3.Rondo 4:43

Arnold Schoenberg
5 Fantasy for Violin and Piano, Op.47 10:02

Iannis Xenakis
6 Dikhthas, for violin and piano 12:50

Carolin Widmann, violin
Simon Lepper, piano

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Carolin Widmann

Carolin Widmann. PQP Bach está, pessoalmente, em fase puramente violinística

PQP

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Brazilian Dances and Inventions – Jovino Santos Neto (1954), César Guerra Peixe (1914-1993), Pixinguinha (1897-1973), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), Jacob do Bandolim (1918-1969), Milton Nascimento (1942), José Siqueira (1907-1985), Luiz Otávio Braga (1953) e Luiz Gonzaga (1912-1989) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hmmm. Americanos se aventurando a tocar música brasileira, será que dá certo?

Nossa! Dá muito certo!
A prova disso é este Cd de hoje, que o colega Strava (ô, senhor Marcelo Stravinsky, estamos com saudades dos seus posts, filhote) nos enviou ao grupo.
Pessoal pra lá de competente. Aquele gingado que achamos que só nós temos e que os gringos não conseguem ter, Janet Grice, Sarah Koval e Kevin Willois conseguem, e muito bem!

Além de tudo, a seleção de compositores dessas Brazilian Dances and Inventions é especialíssima, passando por caras da MPB (Pixinguinha, Milton Nascimento, Jacob do Bandolim e Luiz Gonzaga), por um jazzista (Jovino Santos Neto), e contemplando também os eruditos (José Siqueira, Guerra Peixe, Lorenzo Fernandez e Luís Otávio Braga) que, claro, vão fazer aquela mistura dos ritmos populares com a elaboração técnica de quem tanto estuda as notas musicais. Repito: deu muito certo!

Nem vou falar mais, melhor ouvir. Ouça, ouça! Deleite-se!

Vento Trio
Brazilian Dances and Inventions

Jovino Santos Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1954)
01. Mar Fim
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
02. Trio No. 2 Para Sopros, I. Polca
03. Trio No. 2 Para Sopros, II. Dança dos Caboclinhos
04. Trio No. 2 Para Sopros, III. Canção
05. Trio No. 2 Para Sopros, IV. Frevo
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
06. Carinhoso
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
07. Duas Invenções Seresteiras, I. Allegro
08. Duas Invenções Seresteiras, II. Ben Allegro
Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt – Rio de Janeiro, RJ, 1918 – 1969)
09. Doce De Coco
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
10. Trio Nº 1, I. Andante
11. Trio Nº 1, II. Allegro Moderato
12. Trio Nº 1, III. Lento
Milton Nascimento (Rio de Janeiro, RJ, 1942)
13. Ponta De Areia
José Siqueira (Conceição, PB, 1907 – Rio de Janeiro, RJ, 1985)
14. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote, I. Allegro
15. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , II. Andante
16. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , III. Moderato
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
17. Naquele Tempo
Luiz Otávio Braga (Belém, PA, 1953)
18. Micro Suíte, I. Pequena Polka
19. Micro Suíte, II. Valsa Pequena
20. Micro Suíte, III. Pequeno Choro
Luiz Gonzaga (Exu, PE, 1912 – Recife, PE, 1989)
21. Asa Branca – Assum Preto

Vento Trio:
Janet Grice, fagote
Sarah Koval, clarinete
Kevin Willois, flauta
Estados Unidos, 2006

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Entendeu, né? Então, comente. É legal. Me deixa contente!

Strava (arquivo)
Bisnaga (texto e blablablá)

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Claude Debussy (1862-1918): Prélude à l’après-midi d’un Faune / Béla Bartok (1881-1945): Música para Cordas, Percussão e Celesta / Igor Stravinsky (1882-1971): Agon

Link revalidado por PQP. É a primeira postagem do Carlinus. Então, ele fez uma pequena apresentação e tals.

Faço aqui a minha primeira postagem e começarei inclemente. Simplesmente, derrubando a porta. O primeiro post é em homenagem ao PQP que muito aprecia Bartok e, sobretudo, Yevgeny Mravinsky. Nas duas últimas semanas, eu escutei, com certa prioridade, peças de Bela Bartok. É como é bom descobri-lo. Bartok é instigante. A princípio amedronta. Com certa gradação e paciência, por fim, conseguimos chegar àquele momento em que ele se torna necessário. Essa é a lógica para aqueles que querem se aventurar no seu mundo. Hoje à tarde ao ouvir este CD, que me falta adjetivos para caracterizá-lo, eu fui imediatamente forçado, coagido, a postá-lo. Reune um time extraordinário – Debussy, Bartok e Stravinsky e sedimentando, conectando, tudo isso, Yevgeny Mravinsky. A “Música para cordas, percussão e celesta” de Bartok é uma das coisas mais fabulosas e assustadoras que já ouvir na minha vida. Não há como não se render ao gênio de Bartok. Mravinsky conduz com a autoridade, ao meu modo de ver, de maior regente do século XX este indescritível CD. Há CDs que direcionamos uma atenção demasiada e esse é um que se encaixa nesse quesito. Não hesite em ouvir. Boa contemplação espantada!

Claude Debussy (1862-1918) – Prelude a l’ ‘Apres-midi d’un faun’
01. Prelude a l’ ‘Apres-midi d’un faun’

Béla Bartok (1881-1945) – Music for string instruments, percussion and celesta, Sz. 106
02. I. Andante tranquillo
03. II. Allegro
04. III. Adagio
05. IV. Allegro molto

Igor Stravinsky (1882-1971) – Agon, ballet for twelve dancers
06. Pas de Quatre
07. Double Pas de Quatre (8 female dancers)
08. Triple Pas de Quatre (8 female dancers and 4 male dancers)
09. Prelude
10. Saraband-step (male dance solo)
11. Gaillliarde (2 female dancers)
12. Coda (1 male and 2 female dancers)
13. Interlude
14. Bransle simple (2 male dancers)
15. Bransle Gay (1 female dancer)
16. Bransle Double (2 male and 1female dancers)
17. Interlude
18. Pas de deux (male dancer and female dancer)
19. Coda
20. Four duos (male and female dancers)
21. Four trios (male and 2 female dancers)
22. Coda (all the dancers)

Leningrad Philharmonic Orchestra
Yevgeny Mravinsky, regente

Recorded live at concerts in Great Hall of Moscow Philharmonics, February, 1965 (1-5), in Great Hall of Leningrad Philharmonics, October 30th, 1968, (6-22)

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Carlinus

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500 anos de Brasil – Quarteto Egan interpreta 10 compositores brasileiros [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Lá nos idos anos 2000, houve uma batelada de comemorações pelos 500 anos do “descobrimento” do Brasil. Aliás, nosso descobrimento é bem interessante: ocorreu em 1500, quatro anos depois do Tratado de Tordesilhas, que dividiu a América entre Portugal e Espanha. Os portugueses dividiram o que nem tinham descoberto ainda, claro… Sei… História bem contada essa…

Bom, apesar da estranheza dos dados históricos e do questionamento da data e das comemorações, os festejos foram responsáveis pela produção de muito material cultural de alta qualidade até em anos posteriores. Uma dessas produções foi este álbum de hoje: 500 anos do Brasil. Assim, ele acaba sendo um apanhado bem legal da música brasileira, desde o período do Reino Unido a Portugal até os dias atuais, interpretada ou reinterpretada (algumas peças foram arranjadas para esta gravação) para quarteto de cordas, com o pernambucano Quarteto Egan.
O passeio musical que os músicos propõem começa no Brasil Colônia e chega até dias recentes, com um percurso cronológico das músicas que contempla três Estados brasileiros, conforme o local onde as peças foram compostas: começam pelo século XIX no Rio de Janeiro (Padre José Maurício) e São Paulo (Carlos Gomes), voltam para o Rio no início do século XX (Chiquinha Gonzaga, Alberto Nepomuceno e Sérgio Bittencourt) e chegam à sua terra, Pernambuco, na segunda metade do século (Clóvis Pereira, Luiz Gonzaga, Capiba, Guerra Peixe e Mestre Duda). A organização das faixas do CD acaba tornando-se até didática, pois mostra a música brasileira se soltando, ganhando cada vez mais síncopas, cadências e malemolência conforme o tempo passa e ela se permite ser seduzida pela riqueza popular.

Putz! Muito bom! Ouça! Ouça! Deleite-se!

500 anos de Brasil
Quarteto Egan

Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, RJ, 1767 – 1830)
01. Abertura em Ré
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
02. Quem sabe?
03. Sonata em Ré, IV. Vivace: “O burrico de pau”
Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges N. Gonzaga – Rio de Janeiro, RJ, 1847 – 1935)
04. Lua Branca
Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
05. Serenata
Sérgio Bittencourt (Rio de Janeiro, RJ, 1941 – 1979)
06. Modinha
Clóvis Pereira (Caruaru, PE, 1932)
07. Aboio
08. Galope
Luiz Gonzaga (Exu, PE, 1912 – Recife, PE, 1989)
09. Assum Preto
Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa – Surubim, PE, 1904 — Recife, PE, 1997)
10. Valsa Verde
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
11. Mourão
Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa – Surubim, PE, 1904 — Recife, PE, 1997)
12. Recife, cidade lendária
Mestre Duda (José Ursicino da Silva – Goaiana, PE, 1935);
13. Rafael Bis

Marie-Savine Egan, violino
Raphaëlle Egan, violino
Elyr Alves, viola
Fabiano Menezes, violoncelo
gravado em São Paulo, lançado no Recife, 2001

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Bisnaga

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Danças Antigas da Hungria

Este CD é uma seleção de música antiga da Hungria, uma parte da Europa raramente incluída em coleções desse gênero. São peças incomuns, inusitadas, animadas e encantadoras, cada uma muito diferente das outras na textura e tom, interpretadas por instrumentos de época… Alguns bem estranhos. Um dos melhores discos de música antiga que ouvi nos últimos tempos. Ouvi-lo é como se você estivesse sentado com o Clemencic Consort numa pequena sala, cercado por um som muito rico e diferente.

Danças Antigas da Hungria

1. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Otodik Tancz
2. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Duch Pane swu Swatuny
3. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: U naseho Barty: (Erdelyi Hajdutanc: Chodila, chodila)
4. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Pro Clarinis XXIII & XXII
5. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Chorea hungarica: (Chorea Tancz)
6. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Pargamasca: (Corant, Sarabanda, Coranta, Gagliarda)
7. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Tantz: (Chorea Tantz, Ritka)
8. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: O Gloriosa Domina
9. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Alia chorea n 8: (Lopatkowany tanecz, Klobucky tanecz, Proportio, Alia chorea – Alia hungarica)
10. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Pro Clarinis III & XI
11. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Lapozskas tancz: (Tancz, Apor Lazar tancza)
12. Ungarische Tanze Des 17. Jahrhunderts: Olach tancz (1st part) – (Alia chorea, Alia polonica, Nerada robyla, Olach tancz (2nd part))

Clemencic Consort
Rene Clemencic

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René Clemencic

René Clemencic: bom menino

PQP

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Ernesto Nazareth (1863-1934), 150 anos! – por Dilermando Reis, violão [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Há 150 anos nascia Ernesto Nazareth, e o PQPBach não poderia deixar essa data passar em branco!

Capas da primeira e segunda edições deste álbum

Ernesto Nazareth! Como esse cara era bom! A meu ver, é um dos compositores em que é mais difícil de dissociar-se o ponto exato onde termina o erudito e começa o popular, tal a fusão que ele fez da música das ruas com a técnica pianística extremamente refinada que possuía. Nazareth, por exemplo, estudou e dedicou-se a executar Chopin por toda a sua vida, mas a cultura popular estava fortemente introjetada em seu dia-a-dia, o que fez com que suas composições não conseguissem escapar disso. E daí saíram obras brilhantes!

Tá, mas se eu tanto falei, fiz tanto blá-blá-blá do Ernesto Nazareth como pianista, porque estou postando logo um álbum em que sua música é executada ao violão?

Bom, meus caros, primeiramente porque ainda estou preparando uma postagem pianística das obras dele (realmente, não deu tempo de digitalizar o disco duplo…), e, principalmente, porque estas versões de sua obra para violão trazem outro intérprete/compositor com características muito semelhantes a Nazareth: Dilermando Reis foi mais um desses que ficou no limbo entre o popular e o erudito. Assim como o nosso sesquicentenário homenageado, Dilermando (os dilermandos que me desculpem, mas, ô, nome feio…) é considerado um intérprete erudito pelos chorões e um chorão pelos eruditos, pois não se encaixava corretamente em nenhum desses rótulos, estava no meio disso, com um pé em cada lado. Além de tudo, é um dos grandes violonistas de nosso rol de artistas desse instrumento, incansável divulgador do violão e de todas as suas possibilidades técnicas e melódicas.

Tocando Ernesto Nazareth, só podia sair um disco IM-PER-DÍ-VEL !!!

Show de bola! Ouça! Ouça! Deleite-se!

Homenagem a Ernesto Nazareth

Dilermando Reis

01. Odeon
02. Favorito
03. Tenebroso
04. Brejeiro
05. Floreaux
06. Escorregando
07. Apanhei-te, Cavaquinho
08. Escovado
09. Ouro sobre prata
10. Bambino
11. Espalhafatoso
12. Biciclete Club

Dilermando Reis, violão
Dino 7 Cordas, violão de sete cordas
1973

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Veja o site com as partituras do Ernesto Nazareth Clique aqui

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Oha só de quem o Herbert von Karajan copiou o topetinho!

Bisnaga

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Raphael Rabello toca o Estudo nº1!

IM-PER-DÍ-VEL !!! (mesmo sendo só o vídeo)

Raphael Rabello aparece nesse vídeo abaixo tocando o Estudo nº1 de Villa-Lobos e pirando em cima, no programa Ensaio, da TV Cultura, em 1993.
Atingi o êxtase e resolvi compartilhar!

PS: tem os dois vídeos com a mesma interpretação: o primeiro que mostra o rapaz tocando, só que com o som ruim (pra que vocês o vejam em ação), e outro com o som arrumado.

http://youtu.be/Aq4bYH1eluc

http://youtu.be/8vmdetspPZ8

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Claudio Monteverdi (1567-1643) – Vespro della Beata Vergine (Savall) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quanto mais eu ouço, mais acho Claudio Monteverdi genial!

Os especialistas consideram que foi ele o responsável pela formação da orquestra moderna, que une os quatro grupos de instrumentos – cordas, madeiras metais e percussão – quando organizou os músicos para a execução de sua ópera L’Orefo, de 1607, postada aqui abaixo.

Monteverdi praticamente criou o que levou o nome de orquestra, criou o que hoje chamamos de ópera e (ô, homem abençoadamente sem sossego!) organizou o que é considerado o primeiro grande oratório: estas Véspera da Beata Virgem , ou no original, Vespro della Beata Vergine.

Creio que eu postaria mais cedo ou mais tarde esta obra aqui, por mais que ela já figure entre as mais de 3 mil postagens que temos no PQPBach no esplendoroso post (e de riquíssimo texto) do Monge Ranulfus (aqui), por dois motivos:

– por ser obra pioneira e essencial para compreendermos a história da música,

– porque este oratório é lindíssimo (e este motivo suplanta o anterior)!

Monteverdi usa tudo que conhece ao seu redor. Não se limita a reunir a orquestra, muito maior do que as formações instrumentais de seu tempo, com coro e solistas: ele também une as formas e tipos de música de seu tempo, mescla-as, cria fusões. Você perceberá solos que se aproximam dos cantos de trovadorismo, coros que são pura polifonia renascentista, momentos de canto gregoriano e, como é de seu feitio, acompanhamento instrumental cheio dos volteios já barrocos. E essa aparente salada ficou muito boa! Coisa que só gênio, mesmo, pra fazer.

Desta vez, a obra de Monteverdi vai interpretada por… Savall de novo!

Não teve jeito, pessoal: ouvi de novo as versões (todas muito bem acabadas e criteriosas) de gente de peso como Harnoncourt, Garrido, Gardiner e Christina Pluhar, mas a batuta de Jordi Savall torna a música de Monteverdi vibrante de forma tal que não há concorrência… Além de tudo, dos pesos muito bem calculados em todos os trechos das músicas, a orquestra, coro e os solistas são excelentes. Mais uma montagem que se pretende ser definitiva!

Palhinha: as Vésperas à Beata Virgem, na versão desta postagem com imagens da Basílica de São Marcos de Veneza! (depois tem a lista de reprodução da obra completa):

Show de bola, não? Então não titubeie: ouça, ouça! Deleite-se!

Claudio Monteverdi (1567-1643)

Vespro della Beata Vergine (1610)
01. Intonatio: Deus in adiutorium – Francisco.
Responsorium: Domine ad adiuvandum
02. Antiphona: Angelicam vitam – Psalmus 109: Dixit Dominus
03. Concerto: Nigra sum
04. Antiphona: In Dei orto sata – Psalmus 112: Laudate pueri
05. Concerto: Pulchra es
06. Antiphona: Paterni oblita amoris – Psalmus 121: Laetatus sum
07. Concerto: Duo Seraphim
08. Antiphona: In Sancte Trinitatis – Psalmus 126: Nisi Dominus decem vocibus
09. Concerto: Audi Coelum
10. Antiphona: Trinitate venerata – Psalmus 147: Lauda Jerusalem
11. Sonata sopra Sancta Maria
12. Hymnus: Ave maris stella
13. Antiphona_ Hodie beata Barbara – Magnificat, parte 1
14. Magnificat, parte 2

Montserrat Figueras, Soprano
Guy Mey, Tenor
Livio Picotti, Contratenor
Daniele Carnovich, Baixo
Elisabetta Tiso, Soprano
Gian Fagotto, Tenor
Roberto Abbondanza, Barítono
Paolo Costa, Contratenor
Maria Kiehr, Soprano
Pietro Spagnoli, Baixo
Gerd Türk, Tenor
Ulrike Wurdak, Soprano
Patrizia Vaccari, Soprano

La Capella Reial de Catalunya
Padua Centre for Ancient Music Chorus
Jordi Savall, regente

Mântua, 1988

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Jordi Savall: chatão! Que toque de Midas esse cara tem, meu!

Montserrat Figueras: voz e técnica tão perfeitas que me indago se ela é humana!

Bisnaga

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Claudio Monteverdi (1567-1643) L’Orfeo (Savall) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como se diz aqui no interior (ops, esqueci que agora moro na capital…): esse DVD é um desbunde!

L’Orfeo é considerada a primeira grande ópera da história. Já havia alguma coisa composta com textos somente cantados, mas nesse porte, não. Na verdade, Claudio Monteverdi foi um revolucionário: reuniu um grupo de instrumentos maior que o habitual (praticamente criou o que hoje chamamos de orquestra), coro, solistas e musicou um texto inteiro, criando uma obra de quase duas horas de música, encenada, com cenários e tudo. Um deslumbre que os olhinhos humanos ainda não tinham visto neste planeta! Orfeo estreou em 1607 no adro frontal do Palácio de Mântua, ao ar livre, e, a julgar pela difusão do gênero ópera nos anos seguintes, foi certamente um estrondoso sucesso.

Alguns afirmam que Monteverdi é renascentista, outros, que é barroco. eu arrisco dizer (sujeito a levar pedradas) que seria mais adequado dizer que ele é maneirista, pois faz a transição de um período para o outro: é rebuscado demais para ser renascentista, mas ainda um tanto claro demais para se dizer que é barroco. Sua ópera mescla árias que ainda se assemelham demasiadamente com o cancioneiro do trovadorismo, ao passo que a orquestração vibrante e floreada já soa mais barroca. Uma mescla bela e instigante!

E nesta montagem de hoje, temos o cuidado e o preciosismo de Jordi Savall. Bom, sabemos de antemão que quando aparece o nome de Savall a coisa não é brincadeira: o maestro catalão não brinca em serviço e as montagens de época que dirige são verdadeiros primores. Sim, ele comete nepotismo: Montserrat Figueras (que nos deixou há poucos anos) é sua esposa e Arianna Savall, sua filha, mas pô, que família competente! A orquestra é ótima, os solistas fenomenais. Uma baita montagem! Provavelmente a fizeram pensando: “esta é a versão definitiva: quero ver fazer melhor!”

Duvida que é bom? olha isso (tem o vídeo na íntegra no youtube):

É ou não é Fenomenal?
Então, ouça, ouça! Deleite-se!

Claudio Monteverdi (1567-1643)
L’Orfeo, favola in musica
Libretto: Alessandro Striggio

01 – Gran Teatre del Liceu
02 – Toccata
03 – Prologo
04 – Atto Primo – Pastore- In questo lieto e fortunato giorno
05 – Atto Primo – Orfeo- Rosa del ciel, vita del mondo, e degna
06 – Atto Primo – Coro di Ninfe e Pastori- Lasciate e monti
07 – Atto Secondo – Orfeo- Ecco pur ch’a voi ritorno
08 – Atto Secondo – Orfeo- Vi ricorda, o bosch’ombrosi
09 – Atto Secondo – Messaggiera- Ahi caso acerbo, ahi fat’empio e crudele
10 – Atto Secondo – Ninfe- Chi ne consola, ahi lassi
11 – Atto Terzo – Orfeo- Scorto da te, mio Nume
12 – Atto Terzo – Caronte- O tu ch’innanzi morte a queste rive
13 – Atto Terzo – Orfeo- Possente spirto, e formidabil nume
14 – Atto Terzo – Orfeo- Sol tu, nobile Dio, puoi darmi aita
15 – Atto Terzo – Orfeo- Ei dorme, e la mia cetra
16 – Atto Terzo – Coro di Spiriti- Nulla impresa per uom si tenta invano
17 – Atto Quarto – Proserpina- Signor, quell’infelice
18 – Atto Quarto – Orfeo- Qual onor di te fia degno
19 – Atto Quarto – Sinfonia, Coro di Spiriti- È la virtute un raggio
20 – Atto Quinto – Orfeo- Questi i campi di Tracia, e quest’è il loco
21 – Atto Quinto – Apollo- Perché a lo sdegno e al dolor in preda
22 – Atto Quinto – Ritornello, Coro di Ninfe e Pastori- Vanne Orfeo, felice a pieno
23 – Moresca
24 – Gran Teatre del Liceu

Alessandro Striggio, libretto
Elenco:
Montserrat Figueras, Soprano, La Musica
Furio Zanasi, Barítono, Orfeo
Arianna Savall, Soprano, Euridice
Sara Mingardo, Contralto, Messaggiera
Cécile van de Sant, Mezzo soprano, Speranza
Antonio Abete, Baixo, Caronte
Adriana Fernández, Soprano, Prosperpina
Daniele Carnovich, Baixo, Plutone
Fulvio Bettini, Barítono, Apollo
Mercedez Hernández, Soprano, Ninfa
Marília Vargas (brasileira !!!), Soprano, Eco
Gerd Türk, Tenor, Pastores
Francesc Garrigosa, Tenor, Pastores / Espíritus
Carlos Mena, Contratenor, Pastores / Espíritus
Iván García, Tenor, Pastores / Espíritus

William Orlandi, figurino
Anna Casas, coreografia
Gilbert Deflo, direção de palco

La Capella Reial de Catalunya, coro
Le Concert des Nations
Jordi Savall, regente
Grand Teatre del Liceu de Catalunya, Barcelona, 2002

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A ópera é mesmo comovente, não? Essa arte é de Marcelo Ventura Freire.

Bisnaga

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Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Piano Nº 14 / Momentos Musicais / Fantasia

Esta é uma gravação realizada na ex-URSS. Não tem som ruim em função disso, é claro, mas por ser certamente pirata (e odiamos piratas, como vocês bem sabem). Vocês sabem que aquele pequeno ser que era Schubert — 1,56 m — era uma fonte inesgotável de belas melodias e aqui ele dá mais uma tremenda demonstração disso sob as mãos deste monstro do piano que é Emil Gilels. Vale baixar, é óbio, apesar da baixa qualidade de som.

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Piano Nº 14 / Momentos Musicais / Fantasia

Piano Sonata 14 in A minor. Op. 143
01. I. Allegro Giusto (10:58)
02. II. Andante (4:51)
03. III. Allegro Vivace (4:59)

Moments musicaux. Op. 94
04. 1 in C major. Moderato (4:49)
05. 2 in A flat major. Andantino (6:25)
06. 3 in F minor. Allegretto moderato (1:54)
07. 4 in C sharp minor. Moderato (4:17)
08. 5 in F minor. Allegro vivace (1:51)
09. 6 in A flat major. Allegretto (7:12)

10. Fantasia in F minor. Op. 103 (17:26)

Emil Gilels, piano

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Emil Gilels: som ruim, excelente interpretação.

Emil Gilels: gravação ruim, excelente interpretação.

PQP

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Prokofiev: Piano Concerto no.3, Rachmaninov: Piano Concerto no.1 etc. Janis [link atualizado 2017]

Norman Lebrecht definiu a indústria da gravação de música clássica como “uma forma de arte”. E devo dizer que este CD é uma das pérolas desta arte.

A história da sua gravação foi uma novela épica: no auge da guerra fria, EUA e URSS procuraram compensar nas artes as dissimulações que viviam na política, e para manter certos protocolos de boa vizinhança, firmaram diversos acordos de cooperação cultural. Uma dessas foi a troca de músicos: solistas russos tocariam com orquestras nos EUA e orquestras americanas fariam tournées pelo soviete supremo. Consta que numa dessas, algum produtor bem louco teve a brilhante idéia de mandar um solista americano tocar Prokofiev e Rachmaninov na União Soviética, sob a batuta e acompanhamento de orquestra russa. De tão descabida, a ideia quase não saiu do papel, mas como as autoridades americanas acharam que seria interessante, e a gravadora iria lucrar com a polêmica, ficaram nada menos que 5 anos negociando quem, quando, onde e como seria feita a gravação. Para encurtar a história, a cortina de ferro finalmente autorizou, em 1962, Byron Janis e uma equipe de técnicos de gravação da Mercury a ir a Moscow gravar com Kirill Kondrashin regendo a filarmônica local. O resultado é surpreendente. Primeiro, como estavam sendo vigiados e não queriam revelar os segredos da gravação moderna aos sovièticos, levaram equipamento de gravação cinematográfico, e fizeram as matrizes em magnéticos perfurados de 35mm para cinema, dando à gravação uma sonoridade superior à qualquer outra da época. Segundo, para competir para ver quem era mais fiel à partitura, travaram uma espécie de disputa velada, e tanto Janis quanto a orquestra de Moscow fizeram uma performance pra lá de precisas. Parece que se ouve uma orquestra de câmara, de tão nítidos os sons dos instrumentos. Janis tinha uma intimidade muito grande com a obra de Prokofiev, e chegou a tocar este mesmo concerto quando veio ao Brasil na década de 80, razão pela qual ele arrancou elogios da crítica musical soviética, coisa quase surreal dado o contexto da situação. E, para mim, esta é a melhor leitura do concerto 3 de Prokofiev. Ever.

O CD ainda vem com outras obras para piano solo de Schumann, Prokofiev, Mendelssohn e Octavio Pinto (outra surpresa: compositor brasileiro, era o marido de Guiomar Novaes!), o que faz dele mais um item IMPERDÍVEL!

Prokofiev: Piano Concerto #3 In C, Op. 26 – 1. Andante
Prokofiev: Piano Concerto #3 In C, Op. 26 – 2. Theme & Variations
Prokofiev: Piano Concerto #3 In C, Op. 26 – 3. Allegro Ma Non Troppo
Rachmaninov: Piano Concerto #1 In F Sharp Minor, Op. 1 – 1. Vivace
Rachmaninov: Piano Concerto #1 In F Sharp Minor, Op. 1 – 2. Andante
Rachmaninov: Piano Concerto #1 In F Sharp Minor, Op. 1 – 3. Allegro Vivace
Prokofiev: Toccata in D Minor, Op. 11
Schumann: Variations on a theme by Clara Wieck (“Quasi Variazioni”), Op. 5
Mendelssohn: Songs Without Words, Vol. 5, Op. 62 – 1. Andante Espressivo
Octavio Pinto: Scenes From Childhood – Run, Run
Octavio Pinto: Scenes From Childhood – March
Octavio Pinto: Scenes From Childhood – Hobby-Horse

Byron Janis, piano
Kirill Kondrashin, Moscow Philharmonic Orchestra

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Chucruten

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Tributo a Sir Colin Davis – Parte 1 [link atualizado 2017]

Eu realmente gosto de Colin Davis. Seu estilo honesto e requintado de reger deixou saudades. Sua leitura era sempre muito objetiva e pouco afetada; ademais, um sujeito que conseguia reger bem compositores tão díspares como Mozart e Stravinsky merece um bom crédito. Acho que foi um dos melhores de sua geração, e ela infelizmente está minguando sem deixar substitutos à altura. Uma pena.

De qualquer forma, graças a Deus que alguns loucos visionários do século XIX descobriram técnicas de registro sonoro, e, por conta disso, a gravação conseguiu fazer perpetuar algumas performances musicais que hoje nos enchem de deleite.

Uma delas é essa: a sinfonia Harold en Italie de Berlioz, pela batuta de Davis e o solo de Nobuko Imai. A obra em si já é curiosa: o mega popstar Paganini resolveu mostrar que era bom também na viola, e encomendou a alguns compositores obras com solo para este instrumento, entre eles Berlioz. Para ele, a escolha foi desastrosa; para o mundo da música, um tesouro. Berlioz nunca seria a pessoa mais indicada para escrever um concerto, já que o barato dele era – e sempre foi – escrever para orquestra. Aliás, Berlioz deve ser o único compositor que não tem nenhuma obra de câmara (até Bruckner tem!), e acabou escolhendo uma sinfonia descritiva sobre o personagem Byroniano Haroldo, sendo o dito representado pela viola. Paganini ficou furioso, pq a obra tinha pouco ou

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quase nada de passagens virtuosísticas (aqueles malabarismos musicais) que ele adorava apresentar, e nunca a tocou. E a sinfonia acabou sendo um sucesso berlioziano (se é que existe este termo), uma das mais hábeis e interessantes escritas para orquestra. Afinal, fazer uma grande orquestra berlioziana (gostei do termo) dialogar com uma viola, tem que saber onde se mete.

No mais, Davis gravou esta sinfonia outras vezes, a mais célebre tendo Menuhin como solista, mas eu sinceramente prefiro esta – não pelo solo, mas pela sonoridade da orquestra e da gravação. E Imai é um espetáculo à parte: uma japonesinha de meio metro de altura, mas que toca que é um gigante.

Esta gravação é de 1975, e foi lançada em CD pela Philips no Berlioz Complete Cycle em 1982. Vem, de lambuja, Tristia op.18 e o Preludio do III ato dos Troianos em Cartago. Como diz nosso amigo pqp, IMPERDÍVEL!

Berlioz: Harold en Italie, Tristia, Les Troyens Prélude

1 Harold en Italie, Op.16: 1. Harold aux montagnes (Adagio – Allegro)
2 Harold en Italie, Op.16: 2. Marche des Pèlerins (Allegretto)
3 Harold en Italie, Op.16: 3. Sérénade (Allegro assai – Allegretto)
4 Harold en Italie, Op.16: 4. Orgie des brigands (Allegro frenetico – Adagio – Allegro), Tempo I
5 Tristia, Op.18: 1. Méditation religieuse (after Thomas Moore)
6 Tristia, Op.18: 2. La mort d’Ophélie – Ballade (after Shakespeare)
7 Tristia, Op.18: 3. Marche funèbre pour la dernière scène d’Hamlet (Allegretto moderato)
8 Les Troyens à Carthage: Prélude à l’Acte II

Nobuko Imai, alto
Sir Colin Davis – London Symphony Orchestra

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Antonio Carlos Gomes (1836-1896): Missa de Nossa Senhora da Conceição [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Queridos, para mim essa missa é especial! é que, além da qualidade composítiva do autor e de execução de orquestra, coro e solistas, tem um motivo a mais que a faz tão querida por mim. Explico:
Em 3 de novembro de 2011, ou seja, há quase dois anos, era postada pelo colegão Avicenna outra bela versão desta Missa de Nossa Senhora da Conceição, de Antonio Carlos Gomes, executada pela orquestra e coro do Festival do Centenário de morte do compositor (aqui), com arquivo que eu lhe enviei e que acabaria sendo mote para o convite que recebi pouco tempo depois para participar da equipe do PQPBach. Passei de admirador a membro do clube! (risos). Isso, para mim, é uma honra imensa!

Bom, vamos parar de babação-de-ovo e vamos logo ao que mais interessa: a obra.

A Missa de Nossa Senhora da Conceição é obra emblemática na carreira de Carlos Gomes. Mostra um compositor jovem que já mostrava grande qualidade melódica e apuro compositivo: O rapaz tinha 23 anos quando a compôs.
Além disso, mostra um compositor em transição, que ainda não apresentava todas as características musicais do romantismo, mas que saía do padrão das obras classicistas ainda dominantes no cenário local nesse tempo. Por isso é possível perceber alguma coisa de compositores como André da Silva Gomes, Padre José Maurício Nunes Garcia, Francisco Manoel da Silva e Manoel Dias de Oliveira, autores já consagrados nacionalmente e com cujas obras o Jovem Tonico já tinha travado contato por conta de seu pai ser um importante copista de partituras (e maestro, e compositor, etc.)
Já estava surgindo ali um senhor compositor, acima da média.

A versão que apresentamos neste ensolarado sábado é a executada em Gent, na Bélgica: coisa rara de ver, uma obra de brasileiro executada e gravada no exterior. Se você conheceu a anterior (se não conheceu, vá la e baixe, também), esta é mais corpulenta, mais volumosa e mais pesada, um pouco. A afinação da orquestra é melhor, também, mas a execução é mais plana, um tanto mais neutra que a brasileira (ainda que mais pesada, pelo fato da orquestra ser maior, há menor variação entre fortes e pianos). O coro é fenomenal e os solistas idem. Repete-se, da outra gravação, a doçura da voz da conterrânea Leila Guimarães, que executa os solos mais bonitos.

Obra grande, de artista grande! Brilhante! Ouça! Ouça! Inebrie-se de música!

Palhina: Leila Guimarães canta o Laudamus te (faixa 3)

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Missa de Nossa Senhora da Conceição (1859)

Missa de Nossa Senhora da Conceição
1. Kyrie
2. Gloria
3. Gloria – Laudamus te
4. Gloria – Domine Deus
5. Gloria – Qui tollis peccata mundi
6. Gloria – Suscipe
7. Gloria – Qui sedes ad dexteram Patris
8. Gloria – Cum sancto Spiritu
9. Gloria

Leila Guimarães, soprano
Lola di Vito, mezzo soprano
Tiemin Wang, tenor
Paul Claus, barítono
Coro Magnificat di Ursel
Coro Sint Martinus di Drongen-Baarle
Orchestra Jeugd en Muziek in Oost-Vlaanderen
Geert Soenen, regente
Gent, Bélgica, 2003

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FLAC encartes em 3.0Mpixel (394Mb)
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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

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Felix Mendelssohn-Bartholdy – Symphonies 4 & 5 – Abbado, LSO

61bTk5JzUIL._SY300_A Quarta Sinfonia de Mendelssohn, também conhecida como “Italiana”, é sem dúvida, a minha favorita entre as sinfonias deste compositor. Ela é alegre, festiva, ideal para se ouvir neste final de inverno, pois também a vejo prenunciando a Primavera, mais ainda que a Primeira Sinfonia, de Schumann, que foi intitulada “Primavera”. Mesmo seu segundo movimento, um “andante con molto” tem este mesmo ar primaveril, e por que não dizer bucólico também, lembrando aquelas longas e preguiçosas tardes de primavera de nossas infâncias. Em minha opinião, Claudio Abbado realizou a melhor gravação desta sinfonia, ainda nos anos 80, frente à perfeita Sinfônica de Londres. Sempre digo que sou suspeito para falar desta gravação, pois comprei este LP naquela época e o ouvia incansavelmente. Devo conhecer cada nuance, cada detalhe dela.

Em seguida temos a 5ª Sinfonia, também um primor nas mãos de Abbado. Nosso mentor, PQPBach, por diversas ocasiões, já declarou sua admiração e paixão por esta sinfonia. E não poderia se diferente.

Um belo CD, para ouvir sem se cansar, neste início de Primavera.

PS – Antes que reclamem, o CD que estou postando pertence à caixa que a DG lançou recentemente, com quarenta cds com gravações do Claudio Abbado, ou seja, não é o mesmo da capa que botei aí em cima, mas a gravação é a mesma.

1. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 1. Allegro Vivace
2. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 2. Andante Con Moto
3. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 3. Con Moto Moderato
4. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 4. Saltarello (Presto)

5. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 1. Andante – Allegro Con Fuoco
6. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 2. Allegro Vivace
7. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 3. Andante
8. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 4. Choral ”Ein’ Feste Burg Ist Unser Gott!” (Andante Con Moto – Allegro Vivace – Allegro Maestoso – Più Animato Poco A Poco)

9. Wind Instruments Ov_ Op 24_ Andante con moto_ Allegro vivace

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor

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023-claudio-abbado

Claudio Abbado com certeza é um dos maiores regentes de sua geração.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Prelúdios e Fugas, Op. 87

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Creio que esta seja a terceira integral desta grande obra de Shostakovich que publico. A primeira foi a de Scherbakov, depois veio a de Nikolayeva e agora a de Melnikov. Todas são excelentes — talvez a de Nikolayeva vença — , mas o que interessa é que o Op. 87 é uma composição incontornável de nosso amigo Shosta. Abaixo, para dar uma contextualizada, copio o início de um trabalho acadêmico sobre a obra encontrado na internet.

Para compreendermos o contexto o compositor russo Dmitri Shostakovich compôs os 24 Prelúdios e Fugas, Op.87 (1950) devemos voltar alguns anos no tempo. Em 1942, Shostakovich (1906-1975) estreou da sua Sétima Sinfonia, Op. 60, a qual obteve grande sucesso, tendo sido aclamada como um ícone da resistência das tropas russas contra o cerco nazista em Leningrado (FANNING & FAY, 2009). Logo após este sucesso, o compositor viu sua Oitava Sinfonia, Op. 65, ser duramente criticada. Afirmava-se que Shostakovich havia composto uma “sinfonia otimista (a sétima) quando o país estava sob uma terrível ameaça e agora uma pessimista (a oitava) quando a vitória estava à vista.” (FANNING & FAY, 2009, pg. 1). A partir deste episódio, gradativamente as críticas à sua obra foram ficando ainda mais duras. Havia a expectativa de que sua Nona Sinfonia, Op. 70 (1945) fosse uma sinfonia triunfal em comemoração à vitória soviética sobre os alemães. A obra, estreada no pós-guerra, não atendeu às estas expectativas do Estado, o que resultou em um artigo condenatório publicado no jornal Pravda em 1948, que veio a ser um duro golpe na sua carreira. Como consequência, Shostakovich compôs pouco nos cinco anos seguintes (BRYNER, 2004). A pouca produção de composições foi acompanhada da tarefa a ele delegada de representar a União Soviética em congressos internacionais ao redor do mundo (FANNING & FAY, 2009).

Como o compositor russo mais conhecido no exterior, Shostakovich era o espelho da música russa para o Ocidente, mesmo sendo censurado dentro de seu próprio país. Apesar deste paradoxo, estes eventos foram importantes para sua reabilitação artística (BRYNER, 2004).

No ano de 1950, o compositor foi convidado para participar como jurado de um concurso de piano em um evento, na então Alemanha Oriental, em homenagem ao bicentenário da morte de J. S. Bach. O compositor ficou muito impressionado com a pianista russa Tatiana Nikolayeva, que venceu o concurso, e decidiu ele próprio compor um conjunto de prelúdios de fugas em todas as tonalidades (assim como o Cravo Bem Temperado de J. S. Bach), o qual Shostakovich dedicou à pianista (SEO, 2003). Ele compôs esta obra entre outubro de 1950 e fevereiro de 1951.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Prelúdios e Fugas, Op. 87

Disc: 1
1. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 1 in C major. Moderato
2. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 1 in C major. Moderato (4-voice)
3. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 2 in A minor. Allegro
4. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 2 in A minor. Allegretto (3-voice)
5. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 3 in G major. Moderato non troppo
6. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 3 in G major. Allegro molto (3-voice)
7. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 4 in E minor. Andante
8. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 4 in E minor. Adagio (4-voice double fugue)
9. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 5 in D major. Allegretto
10. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 5 in D major. Allegretto (3-voice)
11. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 6 in B minor. Allegretto
12. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 6 in B minor. Moderato (4-voice)
13. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 7 in A major. Allegro poco moderato
14. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 7 in A major. Allegretto (3-voice)
15. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 8 in F sharp minor. Allegretto
16. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 8 in F sharp minor. Andante (3-voice)
17. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 9 in E major. Moderato non troppo
18. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 9 in E major. Allegro (2-voice)
19. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 10 in C sharp minor. Allegro
20. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 10 in C sharp minor. Moderato (4-voice)
21. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 11 in B major. Allegro
22. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 11 in B major. Allegro (3-voice)
23. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 12 in G sharp minor. Andante
24. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 12 in G sharp minor. Allegro (4-voice)

Disc: 2
1. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 13 in F sharp minor. Moderato con moto
2. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 13 in F sharp minor. Adagio (5-voice)
3. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 14 in E flat minor. Adagio
4. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 14 in E flat minor. Allegro non troppo (3-voice)
5. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 15 in D flat major. Allegretto
6. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 15 in D flat major. Allegro molto (4-voice)
7. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 16 in B flat minor. Andante
8. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 16 in B flat minor. Adagio (3-voice)
9. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 17 in A flat major. Allegretto
10. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 17 in A flat major. Allegretto (4-voice)
11. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 18 in F minor. Moderato
12. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 18 in F minor. Moderato con moto (4-voice)
13. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 19 in E flat major. Allegretto
14. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 19 in E flat major. Moderato con moto (3-voice)
15. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 20 in C minor.
16. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 20 in C minor. Moderato (4-voice)
17. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 21 in B flat major. Allegro
18. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 21 in B flat major. Allegro non troppo (3-voice)
19. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 22 in G minor. Moderato non troppo
20. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 22 in G minor. Moderato (4-voice)
21. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 23 in F major. Adagio
22. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 23 in F major. Moderato con moto
23. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Prelude No. 24 in D minor. Andante
24. Preludes & Fugues (24), for piano, Op. 87: Fugue No. 24 in D minor. Moderato (4-voice double fugue)

Alexander Melnikov, piano

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Os amigos Shosta e Britten.

Os amigos Shosta e Britten.

PQP

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Anton Bruckner: Sinfonia Nº 9

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dizem por aí que Anton Bruckner tinha o ar tolo de uma criança grande. Não vou discutir, mas se você continuar achando que o homem não tem profundidade após ouvir esta Sinfonia, vai me deixar nervoso. A Nona de Bruckner tem três movimentos pelo simples fato do compositor ter morrido durante o desenvolvimento da obra. Esta gravação de Rattle e dos filarmônicos berlinenses traz o quarto movimento. É uma reconstrução de musicólogo com todos aqueles riscos e abusos esperados. Na boa, a Nona é a minha sinfonia preferida de Bruckner, mas o quarto movimento não funcionou. Boa tentativa.

A gravação vale — E MUITO, DEMAIS MESMO — é pelo sublime Bruckner autêntico.

Anton Bruckner: Sinfonia Nº 9

1. Symphony No.9: I. Feierlich: Misterioso 23:58
2. Symphony No.9: II. Scherzo: Bewegt, lebhaft 10:56
3. Symphony No.9: III. Adagio: Langsam 24:33
4. Symphony No.9: IV. Finale: Misterioso, nicht schell 22:41

Orquestra Filarmônica de Berlim
Simon Rattle

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Anton Bruckner

Anton Bruckner: inteligência infantil? Arrã.

PQP

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Antonín Dvořák (1841-1904): Sinfonia nº 9 “do Novo Mundo”; Bedřich Smetana (1824-1884): Vltava (Karajan) [link atualizado 2017]

CD lindão, heim !

Se tem uma coisa que Herbert von Karajan fazia bem, era conduzir obras de compositores do romantismo. Creio que ele gostava mesmo daquelas orquestras enormes, do grande volume de som e do grande poder que emana da reunião de tanta gente junta para produzir uma mesma peça. Se pensarmos nisso, é uma coisa extraordinária, mesmo, não?

Nervosão, o maestro austríaco conseguia extrair da orquestra um vigor retumbante. Aqui ele comanda a Sinfonia nº 9 de Dvořák, talvez uma das sinfonias mais conhecidas do mundo, de fama merecida, pela força que emana da obra e a brilhante orquestração de Dvořák. Depois, para não ficar um CD curtinho e dar mais de uma hora de gravação, acrescentou-se do compositor conterrâneo (tcheco) contemporâneo, Smetana, a estonteantemente bela Vltava, na qual Smetana descreve o percurso do Rio Moldávia, que corta a República Tcheca, como se o rio narrasse o que vê pelo caminho que percorre.
Um passeio musical!

E como eu não poderia deixar de recomendar: Ouça, ouça! Deleite-se!

Dvořák, Smetana

Antonín Dvořák (1841-1904)
Sinfonia nº 9 em Mi menor, “do Novo Mundo”
01. I. Adagio – Allegro molto
02. II. Largo
03. III. Scherzo: Molto vivace – Poco sostenuto
04. IV. Allegro con fuoco
Bedřich Smetana (1824-1884)
05. Vltava, de Ma Vlast

Orquestra Filarmônica d eBerlim
Herbert von Karajan, regente
Berlim, 1977

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Seja legal e bonzinho com a gente!
Não nos deixe sós: comente!

Bisnaga

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Michel Richard Delalande (1657-1726): Simphonies pour les Soupers du Roy

Na boa, sabem aquelas músicas que são usadas no cinema para a entrada de reis e rainhas? Pois bem, Delalande é o autor da maioria. É um especialista em babar ovos, ao que parece. As “Sinfonias para os Sopros do Rei” são um blow job de primeira linha. Música boa para colocar quando da primeira visita do sogro em casa ou quando aquele sujeito com um ego imenso entra no recinto. No mais, Paillard e sua turma estão muito bem e o CD ao lado não é o de Paillard, mas tem a mesma música (é que não o encontrei na Amazon).

Michel Richard Delalande (1657-1726): Simphonies pour les Soupers du Roy

Concert de trompettes pour les Festes sur le canal de Versailles
Premier Caprice ou Caprice de Villers-Cotterets
Deuxième Fantaisie ou Caprice que le Roy demandoit souvent
Troisième Caprice

Orchestre de Chambre Jean-Francois Paillard
Jean-Francois Paillard

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Delalande: sonhando com Reis e Rainhas

Delalande: ai, vem cá, meu Rei…

PQP

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro

IM-PER-DÍ-VEIS !!!

Um par de CDs de excelentes árias de Vivaldi. Um dedicado às profanas, outro às sacras. O álbum inclui uma série de gravações inéditas e, assim, contribui para a descoberta do compositor. Mas o que interessa é que as gravações são alegria pura, levada com grande competência. A música tem ritmo, belas melodias e extrema energia. Kermes, Marcon e a Orquestra Barroca de Veneza são de tirar o fôlego.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Amor Profano / Amor Sacro


Amor Profano

1. L’Olimpiade / Act 2 – Siam navi all’onde 6:46
2. La fede tradita e vendicata (RV 712) – Sin nel placido soggiorno 7:43
3. Vivaldi: Orlando furioso RV 728 / Act 2 – Ah fuggi rapido 2:28
4. Tito Manlio / Act 3 – Non m’afflige il tormento di morte 4:06
5. Semiramide (RV 733) – Quegl’ occhi luminosi 5:06
6. Il Tigrane / Act 2 – Squarciami pure il seno 3:21
7. Catone in Utica / Act 1 – Se in campo armato 6:28
8. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 1. [without tempo indication] 2:22
9. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 2. Andante molto 2:39
10. Il Bajazet (Il Tamerlano) / Sinfonia – 3. Allegro 0:56
11. Griselda – dramma per musica – Agitata da due venti 5:31
12. Tito Manlio / Act 3 – Dopo sì rei disastri 1:39
13. La verità in cimento / Act 1 – Amato ben tu sei la mia speranza 7:25
14. Tito Manlio / Act 2 – Combatta un gentil cor 4:34
15. La farfalletta 6:47
16. Il Giustino / Act 3 – Or che cinto ho il crin d’alloro 3:36

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Amor sacro

1. 1. In furore iustissimae (Allegro) – 1. In furore iustissimae (Allegro) 5:10
2. 2. Miserationum Pater (Recitativo) – 2. Miserationum Pater (Recitativo) 0:59
3. 3. Tunc meus fletus (Largo) – 3. Tunc meus fletus (Largo) 7:42
4. 4. Alleluia (Allegro) – 4. Alleluia (Allegro) 1:31
5. Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” – Larghetto “Nulla in mundo pax sincera” 7:25
6. Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” – Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit” 1:14
7. Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” – Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores” 3:10
8. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 1:59
9. Allegro (Aria) “In turbato mare irato” – Allegro (Aria) “In turbato mare irato” 6:49
10. Recitativo “Splende serena, o lux amata” – Recitativo “Splende serena, o lux amata” 0:56
11. Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” – Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella” 7:44
12. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 2:12
13. Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” – Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum” 7:37
14. Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” – Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima” 1:02
15. Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” – Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata” 8:21
16. Allegro “Alleluia” – Allegro “Alleluia” 3:02

Simone Kermes
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Simone Kermes

Simone Kermes

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