Franz Schubert – Trio in B Flat major for piano, Violin and Violoncello, D. 898 (op post. 99) – Trio in E-Flat major for Piano, Violin and Violoncello, D. 929 (op. 100) – Immerseel, Beths, Bylsma

frontFaz algum tempo que estes Trios com Piano de Schubert não apareciam aqui no PQPBach. Lembro de tê-los postado nos primórdios do blog com o Beaux Arts Trio. Eu diria que é lamentável deixar essas obras obrigatórias do repertório para Trios com Piano longe do alcance do pessoal que nunca teve oportunidade de ouvi-las. Elas são absolutamente maravilhosas, e, volto a insistir, obrigatórias em qualquer CDteca.
Essa gravação que ora vos trago é magnífica, com três excepcionais músicos, sendo que dois deles creio que dispensem apresentações, o pianista e regente Jos van Immerseel e o violoncelista Anner Bylsma. Para os que costumam acompanhar as gravações de Immerseel o nome Vera Beths não é desconhecido, sempre está presente de alguma forma, basta lembrarmos de suas gravações que o mesmo Immerseel realizou das sinfonias e concertos de Beethoven. Ela estava sempre lá, fiel companheira.
Ah, Schubert, que compositor magnífico que você foi! Imagine se tivesse vivido mais, o que não poderia ter produzido… mas com certeza, durante os trinta e um anos em que vocês viveu produziu tantas obras imortais que com certeza escreveu seu nome em letras garrafais na História da Música.
Ah, nem preciso dizer de que este CD é IM-PER-DÍ-VEL!!!

01 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part1 Allegro moderato
02 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part2 Andante un poco mosso
03 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part3 Scherzo; Allegro – Trio
04 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part4 Rondo; Allegro vivace – Presto
05 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part1 Allegro
06 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part2 Andante con moto
07 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part3 Scherzando; Allegro moderato – Trio
08 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part4 Allegro moderato

Jos van Immerseel – Fortepiano
Vea Beths – Violin
Anner Bylsma  – Cello

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°3 – Larsson, Tiffing Boys Choir, LSO, Gergiev

Valery Gergiev - Mahler - Symphony No. 3 - Gergiev (Disc 1)Após uns bem merecidos dias de folga, volto ao batente de baterias renovadas. Minha viagem foi muito agradável e apesar de algum estresse no trânsito, correu tudo bem.

Creio que a Terceira Sinfonia de Mahler seja a maior delas, com mais de 1 hora e meia de duração. E com certeza, a mais ousada, tendo causado muita polêmica quando estreou em Viena, em 1904, sendo Mahler acusado por um crítico de ter insultado os ouvidos da platéia.

Lembro de ter assistido um vídeo do Bernstein regendo essa sinfonia. No final da hora e meia, quando tudo silencia e iniciam os aplausos, o grande maestro norte americano abaixa a cabeça, suspira e fecha os olhos por alguns instantes. O esgotamento é mais que visível, mas a sensação de dever cumprido aparece quando ele reabre os olhos e sorri para seus músicos e pede para eles se levantarem para receberem os aplausos.

CD 1

01 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 1. I. Kräftig. Entschieden

CD 2

01 – 02 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. II. Tempo di Menuetto. Grazioso
02 – 03 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. III. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
03 – 04 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. IV. Sehr langsam. Misterioso
04 – 05 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
05 – 06 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. VI. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Anna Larsson – Alto
Tiffin Boys´ Choir
Ladies of the London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°2 in C Minor “Resurrection” – Symphony n°10 – Adagio

frontUma postagem feita meio que a toque de caixa, mas de uma obra que dispensa apresentações, a gigantesca Sinfonia n°2 de Mahler. Assim, dou prosseguimento à sua integral nas mãos deste grande maestro, Valery Gergiev, que desde 2002 está a frente da Sinfônica de Londres. Para completar este cd duplo, temos a décima sinfonia e seu único movimento, um belíssimo Adágio.

Como sou funcionário público, segunda feira, dia 28, estou de folga, pois é o nosso dia. Para aproveitar melhor este feriadão, já estou pegando a estrada amanhã, sábado, de manhã. Ou seja, estarei longe do computador, apenas acompanharei os comentários pelo celular.

 

CD 1

01 – Symphony No.2 – I. Allegro maestoso

CD 2

01 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 2. Andante moderato
02 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 3. In ruhig fliessender Bewegung
03 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 4. ‘Urlicht’- Sehr feierlich, aber schlicht
04 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 5. Im Tempo des Scherzo

Elena Mosuc – Soprano
Zlata Bulycheva – Mezzo-Soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

05 – Symphony No. 10 in F sharp minor (incomplete)- Adagio

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n° 1 Valery Gergiev – London Symphony Orchestra

frontPois é, eis que volto novamente às integrais, depois de prometer que ia fugir delas por um bom tempo. Mas trata-se de uma nobre causa, e creio que os senhores não irão reclamar.
Valery Gergiev com certeza é o grande nome da regência deste novo século. O homem é um fenômeno, e para se conseguir espaço em sua agenda internacional de concertos não é fácil. Eu particularmente espero ansiosamente seus novos cds. E fiquei muito contente quando finalmente consegui completar esta sua integral das sinfonias de Mahler, frente à Sinfônica de Londres, em gravações realizadas ao vivo, no Barbican Center, em Londres.
Já temos outras integrais, e gravações avulsas das sinfonias de Mahler aqui no PQPBach, então os senhores terão várias opções para as devidas comparações. A minha favorita, já há muitos anos, ainda é a de Bernstein, mas existem diversas outras opções tão boas quanto, e esta incursão de Gergiev ao universo mahleriano não fica longe.
Mas vamos ao que interessa: Mahler, nas mãos de Valery Gergiev. Para os fãs do russo, nem preciso dizer que é Imperdível!, e para os que ainda não o conhecem, com certeza esta Primeira Sinfonia de Mahler é uma bela apresentação para poderem apreciar o talento desse maestro.

P.S. – Ainda estou experimentando servidores. Desta vez, por insistência do Monge Ranulfus, retorno ao Mega, que tem oferecido boas velocidades mesmo para os que não tem assinatura premium (eu não tenho assinatura premium, e mesmo assim consegui upar o arquivo com a velocidade máxima que a minha conexão de internet oferece).

01 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Langsam. Schleppend – Im Anfang gemächlich
02 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio: Recht gemälich – Tempo primo
03 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Stürmisch bewegt

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Valery_Gergiev__photo_by_Marco_Borggreve__2__01

Valery Gergiev com certeza é um dos maiores regentes da atualidade

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G. F. Handel (1685-1759): Ariodante

Ariodante é uma das melhores óperas de Georg Friedrich Haendel. (HWV 33). Tem três atos, com libreto anônimo em italiano, baseado na obra de Antonio Salvi. A estreia foi realizada no Covent Garden, Londres, em 8 de janeiro de 1735. Apesar do sucesso inicial, caiu no esquecimento por mais de duzentos anos. Uma edição da partitura foi publicada no início dos anos 1960, a partir da Hallische Händel Ausgabe. Na década de 1970, o trabalho foi relançado e voltou ao repertório regular de óperas barrocas.

G. F. Handel (1685-1759): Ariodante

1. Ariodante HWV 33 – Overture I 3:29
2. Ariodante HWV 33 – Overture II 1:37
3. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Vezzi, lusinghe, e brio” 2:19
4. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Ami dunque, o signora?” – “Ginevra?” 0:52
5. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Orrida agli occhi miei” 2:12
6. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Orgogliosa beltade!” 0:27
7. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Apri le luci, e mira” 3:15
8. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Mie speranze, che fate?” 0:28
9. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Coperta la frode” 3:29
10. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Qui d’amor” 2:11
11. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “T’amerò dunque sempre” 0:40
12. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Prendi da questa mano 1:36
13. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Non vi turbate 1:14
14. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Volate, amori” 3:30
15. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Vanne pronto, Odoardo” 0:38
16. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Voli colla sua tromba” 3:40
17. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Oh! felice mio core! 0:11
18. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Con l’ali di costanza 6:16
19. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Conosco il merto tuo” 1:24
20. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Spero per voi” 3:27
21. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Dalinda, in occidente” 0:31
22. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Del mio sol vezzosi rai” 4:43
23. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Ah! che quest’alma amante 0:11
24. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Il primo ardor 3:00
25. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Pare, ovunque m’aggiri” – “E qual propizia stella” 0:45
26. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Sinfonia pastorale 0:44
27. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Se rinasce nel mio cor 1:04
28. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Sì godete al vostro amor 0:55
29. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Ballo: (Gavotte) 0:56
30. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Musette I (Lentement) 2:02
31. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Musette II (Andante) 0:49
32. Ariodante HWV 33 / Act 1 – Allegro 1:33
33. Ariodante HWV 33 / Act 1 – “Si godete al vostro amor” 1:00

Disc 2:

1. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Sinfonia 1:10
2. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Di Dalinda l’amore” – “Eccolo o amico” 1:32
3. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Tu preparati a morire” 3:51
4. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Ginevra?” 0:24
5. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Tu vivi, e punito” 3:13
6. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “E vivo ancora?” 0:24
7. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Scherza infida in grembo al drudo” 11:52 Album Only
8. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Lo stral ferì nel segno” 0:35
9. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Se tanto piace al cor” 3:01
10. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Felice fu il mio inganno 0:12
11. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Se l’inganno sortisce felice 3:54
12. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Andiam, fidi, al consiglio” 1:19
13. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Invida sorte avara” 5:33
14. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Mi palpita il core” 2:12
15. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Sta’lieta, o principessa!” – “Mio Re!” 2:24
16. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Il tuo sangue” 3:48
17. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Quante sventure un giorno sol ne porta!” Luc Coadou 0:22
18. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “A me impudica?” 2:08
19. Ariodante HWV 33 / Act 2 – “Il mio crudel martoro” 9:24 Album Only
20. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Entrée des Songes agréables 1:55
21. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Entrée des Songes funestes 1:31
22. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Entrée des Songes agréables affligés 0:50
23. Ariodante HWV 33 / Act 2 – Le combat des songs funestes et aréables / “Che vidi?” 1:40

Disc 3:

1. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Numi! Lasciarmi vivere” 1:43
2. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Perfidi! io son tradita!” 1:17
3. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Cieca notte, infidi sguardi” 6:09
4. Ariodante HWV 33 / Act 3 – Ingrato Polinesso! 0:15
5. Ariodante HWV 33 / Act 3 – Neghittosi, or voi che fate? 2:31
6. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Sire, deh, non negare” Luc Coadou 0:27
7. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Dover, giustizia, amor” 3:06
8. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Or venga a me la figlia” – “Ecco la figlia” 1:12
9. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Io ti bacio” 3:20
10. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Figlia, da dubbia sorte” 0:33
11. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Al sen ti stringo” 3:37
12. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Così mi lascia il padre?” 0:22
13. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Si, morrò, ma l’onor mio” 1:27
14. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Arrida il cielo alla giustizia” – “Ferma, signor” – “E Dalinda dov’è?” 2:40
15. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Dopo notte, atra e funesta” 6:45
16. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Dalinda! ecco risorge” 0:26
17. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Dite spera, e son contento” 4:29
18. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Da dubbia infausta sorte” 0:49
19. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Manca, oh Dei!” 1:21
20. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Figlia! innocente figlia!” 1:06
21. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Bramo aver mille vite…” 4:29
22. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Ognuno acclami bella virtute” 2:00
23. Ariodante HWV 33 / Act 3 – Alla gavotta 1:16
24. Ariodante HWV 33 / Act 3 – Rondeau 0:49
25. Ariodante HWV 33 / Act 3 – “Sa trionfar ognor” 1:35

Ariodante: Anne Sofie von Otter
Ginevra: Lynne Dawson
Polinesso: Ewa Podles
Dalinda: Verónica Cangemi
Lurcanio: Richard Croft
Il Re di Scozia: Denis Sedov
Odoardo: Luc Coadou

Les Musiciens du Louvre
dir. Marc Minkowski

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G. F. Handel: Feioso, né?

G. F. Handel: Feioso, né?

PQP

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.: interlúdio :. Baden Powell (1937-2000) e Vinicius de Moraes (1913-1980): os Afro-Sambas em 5 versões integrais – revalidado em homenagem ao centenário do poeta

A primeira versão desta postagem se deu em

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10/11/2010, durante os 40 dias que o monge Ranulfus viveu em Salvador, e incluía apenas a 2ª e 3ª das realizações dos Afro-Sambas apresentadas agora. Em 13/05/2011 veio a segunda versão, enriquecida com mais três realizações, inclusive a primeira de todas, cantada pelo próprio Vinicius de Moraes em 1966.

E o conjunto todo volta a cena hoje, 19/10/2013, centenário de nascimento de Vinicius de Moraes – o que, os senhores hão de convir, não é pouca razão, não é mesmo?

Por razões afetivas, o monge optou por reproduzir logo adiante o texto produzido em Salvador em 2010, antecedido apenas de umas rápidas observações sobre as três versões acrescentadas posteriormente,

… antes de mais nada, a primeira gravação, de 1966, com o próprio Vinicius de Moraes no vocal solo, e preciosos arranjos instrumentais de Guerra Peixe. Na nossa modesta opinião, Vinicius se sai surpreendentemente bem: ao contrário de Baden na versão de 1990, jamais desafina – mas para “compensar”, infelizmente o back vocal desafina sistematicamente, do começo ao fim. Pena, pois é uma versão encantadora! É bom notar que contém só 8 faixas; foi na versão de 1990 que Baden incluiu mais dois Afro-Sambas – creio que já integrantes da produção original, apenas não gravados na ocasião – mais uma impressionante introdução instrumental.

A quarta versão, lançada pela Deutsche Grammophon (!) em 2003, é a da baiana Virgínia Rodrigues, descoberta por Caetano Veloso nos anos 90. Dona de um belíssimo vozeirão negro de tessitura grave, às vezes acho que Virgínia compartilha um pouco com Mônica Salmaso aquela famosa questão da interpretação meio plana, igual demais (observação que tantas pedradas já me rendeu). Um pouco. Pois no fundo ela sabe muito mais do que é que está falando… Além disso, achei os belíssimos os arranjos instrumentais e de vozes, onde há. Detalhe: este CD atinge 12 faixas pela inclusão do samba Lapinha, que eu nunca havia visto antes relacionado aos Afro-Sambas – mas, enfim, já o seu título não é Afro-Sambas e sim “Mares Profundos”.

Já a quinta, de 2008, parte para uma formação supostamente mais “clássica”: o coro a vozes. O pessoal do Coral UNIFESP (da Universidade Federal de São Paulo) convidou nada menos que sete arranjadores, alguns que chegaram a resultados belíssimos, outros bons porém mais dentro do já convencional em termos de coralização da MPB. O trabalho é perfeito em termos de afinação, precisão… mas, engraçado, não sinto que essa música ganhe mais “classicidade” por isso. Para ser honesto, sinto que os Afro-Sambas são mais grande música que nunca justo nas duas gravações iniciais, com a participação de Baden, apesar de todos os desafinos. Ainda assim, este CD do Coral UNIFESP é um trabalho que ouço com frequência e prazer, e não deixo de recomendar que vocês baixem e ouçam!

E AGORA O TEXTO ORIGINAL DA POSTAGEM:
De repente o monge Ranulfus se encontra na muy barroca & ainda mais africana cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Querendo fazer uma postagem que de um modo ou de outro tivesse relação com esse fato, lembrou imediatamente dos Afro Sambas – só que… paradoxo: essas peças que fazem inevitavelmente pensar em Bahia foram compostas por um fluminense (BADEN POWELL de Aquino, 1937-2000) e um carioca (Marcus VINICIUS DE Mello MORAES, 1913-1980).

E daí? Tem a ver, sim, com o universo imaginário e estético afrobrasileiro que tem em Salvador sua capital – e sobretudo é música da grande, não tenho dúvida que da mais importante já composta no Brasil. Não segue os procedimentos construtivos do ‘clássico’ de origem europeia? Não parei para analisar e, sinceramente, pouco se me dá: seja como for, não vejo nem ouço razões para não entendê-los como um ciclo de lieder, tanto quanto os de, digamos, Schubert ou Brahms.

Os lieder em questão foram lançados em disco em 1966, com o tremendo violonista que era Baden, e na voz o poeta Vinicius, que definitivamente não era cantor. Não sei se é verdade ou folclore, mas em seus livros de história da bossa nova o jornalista Ruy Castro sacramenta a história de que em 1962 os dois se haveriam trancado em um apartamento por um três meses com várias caixas de cachaça, e saído de lá com 25 obras primas, mas cada um para uma diferente clínica de desintoxicação…

Embora várias das peças tenham se tornado standards em vozes como a de Elis Regina, o conceito do ciclo ficou esquecido por muito tempo. Três décadas depois (1995) o violonista Paulo Belinatti se juntou à recém-surgida cantora Mônica Salmaso, e fizeram a gravação de que muitos podem dizer: “essa é clássica”: virtuosismo instrumental constante, voz cristalina pairando límpida sobre isso o tempo todo… mas… sim, é uma gravação notável, porém… honestamente, não sinto que tenha alma. A voz límpida de Salmaso me parece atravessar tudo com a indiferença de uma beldade gélida e morta. Tudo igual, igual, igual.

Por outro lado o próprio Baden – que viveu a maior parte da vida na Europa, inquestionado como um mestre maior do seu instrumento – já havia feito uma segunda gravação integral em 1990, com o Quarteto em Cy e mais alguns instrumentistas. Esquisitíssima por outras razões: Baden também não era cantor. Tem momentos em que sustenta uma nota longa a quase meio tom de distância de onde deveria estar… e, no entanto, é artista até o fundo dos ossos e com essa mesma nota desafinada me faz correr lágrimas contínuas – não porque esteja doendo no ouvido, mas de beleza pura mesmo. Estado de graça. Vá-se entender!!

Em resumo: a gravação Belinatti-Salmaso é tecnicamente a melhor, mas sinto a do próprio Baden como musicalmente muito superior – seja lá o que queira dizer esse “musicalmente”. Mas talvez nem todos concordem – e por isso mesmo vão aí as duas versões. Bom proveito!

Baden Powell e Vinicius de Moraes: OS AFRO-SAMBAS – em 5 versões integrais
As listagens de faixas e fichas técnicas se encontram em suas respectivas pastas.

1. Versão original com Vinicius e Baden (1966)
com arranjos corais e instrumentais e regência de Guerra Peixe
2. Versão de Baden Powell (1990)
com Quarteto em Cy, Paulo Guimarães, Ernesto Gonçalves e outros (1990)
3. Versão de Paulo Belinatti e Mônica Salmaso (1995)
4. Versão de Virgínia Rodrigues (2003) (“Mares Profundos”)
5. Versão do Coral UNIFESP (2008)

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Ranulfus

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Carl Phillip Emanuel Bach (1714-1788) – Concerti a flauto transverso obligato – Kossenko – Arte dei Suonatori

frontAs gravações do selo Alpha geralmente são de alto nível, e essa que vos trago não foge à regra.
Estes concertos para Flauta Transversal de CPE Bach são de uma beleza ímpar. Dos inúmeros filhos que o velho Johann teve, o Carl Phillip foi o mais famoso e criativos deles. Sua obra não pode mais ser considerada barroca, mas ainda está naquela fase de transição com o classicismo. Não mais movimentos curtos, mas sim mais longos, para melhor explorar os recursos disponíveis da orquestra e do instrumento solista, aqui no caso, uma Flauta Transversal. Gosto muito também de sua obra para Cravo, que pretendo trazer assim que possível.
frontNão conhecia esse solista, então fui atrás de maiores informações. Nasceu em Nice, França, e com apenas 36 anos de idade, já tem uma carreira consolidada e mais de cinquenta cds gravados. Também é regente e musicólogo. Maiores informações podem ser encontradas em sua página oficial: http://www.alexiskossenko.com .
Um Cd, ou melhor, dois cds belíssimos.

P.S. – Estou voltando a usar o depositfiles, apesar de estar um pouco receoso. Preciso de sua colaboração para saber ele vai apresentar os mesmos problemas apresentados e relatados pelo bitshare. Favor relatar os problemas.

CD 1

01. Concerto G-Dur Wq169 – I.Allegro di molto
02. Concerto G-Dur Wq169 – II.Largo
03. Concerto G-Dur Wq169 – III.Presto
04. Concerto B-Dur Wq167 – I.Allegretto
05. Concerto B-Dur Wq167 – II.Adagio
06. Concerto B-Dur Wq167 – III.Allegro assai
07. Concerto d-moll Wq22 – I.Allegro
08. Concerto d-moll Wq22 – II.Un poco andante
09. Concerto d-moll Wq22 – III.Allegro di molto

CD 2

01. Concerto a-moll Wq166 – I.Allegro assai
02. Concerto a-moll Wq166 – II.Andante
03. Concerto a-moll Wq166 – III.Allegro assai
04. Concerto D-Dur Wq13 – I.Allegro
05. Concerto D-Dur Wq13 – II.Un poco andante e piano
06. Concerto D-Dur Wq13 – III.Allegro assai
07. Concerto A-Dur Wq168 – I.Allegro
08. Concerto A-Dur Wq168 – II.Largo con sordini, mesto
09. Concerto A-Dur Wq168 – III.Allegro assai

Alexis Kossenko – Flaute Transverso & Direction
El Arte Del Suonatori

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FDPBach

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Alban Berg (1885-1935): Concerto para violino “À Memória de um Anjo”, Concerto de câmara e Três peças orquestrais

Link revalidado por PQP

Esse CD, fora de série, tava há mais de um ano pedindo pra ser postado, mas não eu queria sair do repertório nacional e das Américas. Chegou a um ponto que não aguentei mais ficar com ele guardado comigo. Aproveitem porque são interpretações de alto nível de “ambas as três” peças.

***

Berg: Chamber Concerto; Three Orchestral Pieces, Op. 6; Violin Concerto

1. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/I. Thema scherzoso con Variazioni – Motto
2. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Thema scherzoso
listen
3. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation I
4. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation II (langsames Walzertempo)
5. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation III (kräftig bewegt)
6. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation IV (sehr rasch)
7. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation V (Tempo primo)
8. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/II. Adagio (Instrumental)
9. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/III. Rondo ritmico con Introduzione (Cadenza) – Introduzione
10. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Rondo ritmico
11. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Coda

12. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/I. Präludium
13. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/II. Reigen
14. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/III. Marsch

15. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/I. Andante, Allegretto
16. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/II. Allegro, Adagio

Chamber Concerto, for piano, violin, and 13 wind instruments
with Saschko Gawriloff, Daniel Barenboim

Violin Concerto
with Pinchas Zukerman

All pieces
Performed by London Symphony Orchestra
Conducted by Pierre Boulez

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Eu sou humilde, mas faço  música tão bem ou melhor que o Schoenberg...

Eu sou humilde, mas faço música tão bem ou melhor que o Schoenberg, viu?

CVL

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Konzert für Klavier, Violine, Violoncello un Orchester, C Dur op. 56 – Johannes Brahms (1833-1897) – Konzert für Violine, Violoncello und Orchester, A moll op 102 – “Doppelkonzert” – Anda, Schneiderhan, Fournier, Fricsay BRSO

frontNão exagero quando digo que este é um dos melhores cds de meu acervo, e de que esta é a melhor gravação que foi realizada destes concertos. Nem a gravação de Karajan com Oistrakh, Rostropovich e Richter a supera, para o concerto triplo. Szell com Oistrakh e Rostropovich talvez venha a se equivaler a  Starker, Schnaiderhan e Fricsay. Em outras palavras, uma batalha de gigantes, em que felizmente não há necessidade de vencedores, ou melhor, o vencedor, neste caso, somos nós, reles mortais, que temos a oportunidade de ouvir isso, mais de cinquenta anos depois de sua gravação.
Talvez enquanto músicos, Géza Anda, Wolfgang Schnaiderhan, Janos Starker e Pierre Fournier não tenham alcançado a mesma estatura dos três gigantes anteriormente citados, mas o que os une, o alfaiate que os liga com um fio de ouro sem dúvida é Ferenc Fricsay, o genial maestro húngaro, precocemente falecido com meros 49 anos de idade, um ano a mais do que tenho hoje, e que realizou excelentes gravações como esse tesouro que vos trago.
Nem preciso dizer que é IM-PER-DÍ-VEL !!! e obrigatório em seus acervos.

01 – Concerto for piano, violin, cello & orchestra in C major (‘Triple Concerto’) – 1. Allegro
02 – 2. Largo, attaca
03 – 3. Rondo Alla Pollaca

Géza Anda – Piano
Wolfgang Schnaiderhan – Violin
Pierre Fournier – Cello

04 – Concerto for violin, cello & orchestra in A minor (‘Double’), Op. 102 – 1. Allegro
05 – 2. Andante
06 – 3. Vivace non troppo

Wolfgang Schnaiderhan – Violin
Janos Starker – Cello
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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Fricsay

Qual seria o segredo de Ferenc Fricsay para transformar o que é belo em algo ainda mais belo?

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Desabafo

Curioso como são algumas pessoas que frequentam esse blog. São incapazes de escrever uma linha sequer para agradecer o trabalho que temos para subir os CDs, mas se não conseguem baixar um arquivo, já chegam chutando o pau da barraca. Eles tem acesso de graça a um material que de outra forma não conseguiriam, e ainda reclamam. Com raras exceções, os únicos comentários que recebemos é “rapidshare é uma merda, bitshare é uma bosta, mega é uma bosta…”, nunca estão satisfeitos. E nem oferecem opções ou sugestões.

Vou ser sincero com vocês: quem está de saco cheio sou eu. São sete anos de PQPBach, e não entendi ainda porque perco tempo com isso. E perdi completamente o tesão que tinha de postar. Já fico com medo das pedradas que receberei.

Vou lhes dar uma sugestão para os seus problemas com estes servidores acabarem: comprem uma conta Premium… exemplo: no site www.hipercontas.com.br os senhores poderão assinar três servidores por meros R$18,00, e não precisam ter cartão de crédito internacional. Tenho assinatura do uploaded, do bitshare e do filefactory e estou entupindo meus hds baixando em média 5 gb de música por dia, além de filmes, concertos e shows, sem maiores problemas. O rapidshare é mais caro, creio que custe uns R$23,00 por mês.

A equipe do PQPBach atualmente se restringe à mim, FDPBach,ao PQPBach, que anda assoberbado de serviço, inclusive falei com ele rapidamente indagorinha e ele confessou que estava trabalhando, ao Avicenna, que por problemas de saúde está afastado, e ao Bisnaga, que também está com a corda no pescoço para entregar sua Tese de Doutoramento no prazo, por isso suas postagens reduziram tanto. O Monge Ranulfus também tem seus problemas pessoais e de trabalho. Ou seja, todos temos nossos compromissos profissionais, nossas famílias… fazemos o que fazemos porque amamos a música, e queremos que vocês compartilhem esse gosto conosco. Não ganhamos nada com isso.

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Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

Excelente interpretação da Noite de Schoenberg e um pouco de falta de charme no Schubert. É um problema. Sabe-se tocar bem o moderno mas depois entra duro demais no melodismo extremo de Schubby. Acho que assim dá para resumir este CD cuja estrela maior é a bela Janine Jansen. Mas o repertório é extraordinário. O Quintetão de Schubert é uma coisa e a Noite então?

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

1. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 1. Sehr langsam (bar 1) 6:41
2. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 2. Breiter (bar 200) 6:27
3. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 3. Schwer betont (bar 201) 2:36
4. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 4. Sehr breit und langsam (bar 229) 9:40
5. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 5. Sehr ruhig (bar 370) 4:22

6. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 1. Allegro ma non troppo 19:39
7. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 2. Adagio 14:09
8. Schubert: String Quintet In C, D.956 – 3. Scherzo (Presto) – Trio (Andante sostenuto) 9:34
9. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 4. Allegretto 9:49

Janine Jansen
Boris Brovtsyn
Amihai Grosz
Maxim Rysanov
Torleif Thedeen
Jens Peter Maintz

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Janine Jansen, Violine

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sinfonia concertante in E flat major K. 297b , Concerto for Flute, Harp and Orchestra in C major K. 299 – Orchestra Mozart – Claudio Abbado

front

por algum motivo desconhecido, decidi que Mozart é o ideal para se ouvir neste final de semana com feriado caindo no sábado, Dia das Crianças, e Dia de Nossa Senhora Aparecida da, Padroeira do Brasil.

Trago então dois CDs deliciosos, ótimos para ouvir numa manhã de sábado de primavera.
Claudio Abbado reúne a excelente Orchestra Mozart para tocar uma peça infelizmente pouco interpretada de nosso querido Wolfgang, a Sinfonia Concertante para Soprosm e Orquestra, e o belíssimo Concerto para Flauta e Harpa, K. 299.
A inusitada formação dos instrumentos solistas da Sinfonia Concertante, com oboé, clarinete, fagote e trompa, nos traz melodias lindíssimas, tocadas com muita sensibilidade e leveza, e que nos deixa de bem com a vida.
O Concerto para Flauta e Harpa já nos é conhecido, devem ter umas duas ou três versões publicadas nos últimos anos aqui no PQPBach, e traz, em minha opinião, uma das mais belas melodias já compostas na história da Música, seu segundo movimento, um Andantino. Os que não conhecem ouçam coim atenção e depois me digam se não tenho razão.
frontO segundo cd também nos traz Claudio Abbado e sua Orchestra Mozart, porém desta vez temos o 4 Concertos para Trompa, interpretados por Alessio Allegrini. Redundante seria dizer que trata-se de música para a alma e para o espírito, e que Mozart nos proporciona isso com certeza. Portanto, vamos ao que interessa.

01. Sinfonia concertante in E flat major K. 297b – I. Allegro
02. II. Adagio (Andante)
03. II. Andantino con variazioni
04. Concerto for Flute, Harp and Orchestra in C major K. 299 (297c) – I. Allegro
05. II. Andantino
06. III. Rondeau – Allegro

Lucas Macías Navarro – Oboé
Alessandro Carbonare -Clarinete
Guilhaume Santana – Fagote
Alessio Allegrini – Trompa
Orchestra Mozart
Claudio Abbado

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01. Concerto for Horn and Orchestra Nº1 in D mayor K. 412/514 – I. Allegro
02. II. Rondo (Allegro)
03. Concerto for Horn and Orchestra Nº2 in E flat mayor K. 417 – I. Allegro maestoso
04. II. Andante
05. III. Rondo
06. Concerto for Horn and Orchestra Nº3 in E flat mayor K. 447 – I. Allegro
07. II. Romanze (Larghetto)
08. III. Allegro
09. Concerto for Horn and Orchestra Nº4 in E flat mayor K. 495 – I. Allegro moderato
10. II. Romanza (Andante)
11. III. Rondo (Allegro vivace)

Alessio Allegrini – Trompa
Orchestra Mozart
Claudio Abbado

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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (DEPOSITFILES)

FDPBach

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Georges Bizet (1838-1875) – Carmen ( Highlights) – Price, Corelli, Merril, Freni, Karajan, WPO

img058Não resisti e resolvi trazer novamente aos senhores essa deliciosa ópera, mas infelizmente não em sua íntegra, apenas melhores momentos. A gravação está a cargo de Herbert von Karajan, e traz no elenco nomes de peso, como Leontyne Price, Franco Corelli e Robert Merril e foi realizada em 1963. Alguns podem achar certas passagens mais lentas que outras versões, mas Price era uma excepcional cantora, e Franco Corelli, bem esse cara foi apenas um dos maiores tenores da história.
Antes que me perguntem, não tenho essa gravação em sua íntegra. Aceito colaborações, pois Leontyne Price me ganhou com sua Carmen. Eis alguns comentários de clientes da amazon:

“A very grand Carmen”
“A Must-Have Carmen”,
“Leontyne Price is Carmen” .

Espero que apreciem. Eu adorei.

01 – Prélude
02 – Act I Choeur de gamins_ Avec la garde montante
03 – Act I habanera_ L’amour est un oiseau rebelle
04 – Act I Duo Parle-moi de ma m¨¨re
05 – Act I Séguedille et duo_ Prés des remparts de Séville
06 – Act I Entr’acte
07 – Act II Chanson bohéme_ Les tringles des sisters tintaient
08 – Act II Air de toréador_ votre toast, je peux vous le rendre
09 – Act II Quintette_ Nous avons en tete une affaire
10 – Act II Air de fleur_ La fleur que tu m’avais jetée
11 – Act II Entr’acte
12 – Act III Trio des cartes_ Mlons! Coupons!
13 – Act III Air De Micaela_ Je Dis, Que Rien Ne M’¨¦pouvante
14 – Act III Entr’acte
15 – Act IV Duo et choeur final_Cest toi! C’est moi!

Carmen – Leontyne Price
Don José – Franco Corelli
Escamillo – Robert Merrill
Micaela – Mirela Freni

Viena State Opera Chorus
Viena Boys Choir
Vienna Philharmonic Orchestra
Herbert Von Karajan – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

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William Russo (1928-2003): 3 Pieces for Blues Band and Orchestra – Street Music – Gershwin (1898-1937): An American in Paris / Ozawa, Siegel-Schwall

Seiji Ozawa San Francisco Symphony Bill Russo Street Music + Three Pieces Gershwin An American in ParisO vigor e atualidade do blues não cessam de me fascinar. Faz 45 anos que Seiji Ozawa e a banda Siegel-Schwall estrearam as Três Peças para Blues Band e Orquestra Sinfônica de Bill Russo – e 40 que a Deutsche Grammophon as lançou num vinil com capa como à esquerda, embora sem o “blues concerto” Street Music do próprio Russo, e com as Danças Sinfônicas de West Side Story, de Bernstein, no lugar do “Americano em Paris” de Gershwin.

Foi naquele vinil que o Monge Ranulfus, então adolescente, entrou pela primeira vez em contato com esse gênero de som, com impacto só comparável a, na mesma época, o das Vésperas de Monteverdi: embora separadas por uns 360 anos, as duas obras representaram a descoberta de inteiros universos sonoros “novos”, luxuriantes, viciantes, hallucinantes.

Outra coisa que me impressiona até hoje é a consistência da síntese de tradições alcançada por esse Russo estadunidense: não se trata de blues edulcorados, melecados, por violininhos de salão – nem naufragados naquelas massas sinfônicas que mais parecem tropas de ocupação anglogermânicas: temos é uma orquestra sinfônica autêntica, e isso para os padrões do ousado século XX, dialogando com um som de blues também autêntico, numa alegria de compadres chegados e brincalhões mas que acalentam um baita respeito mútuo.

Bom, não sei se é todo mundo que acompanha essa viagem: meu pai, grande ouvinte de Bach e Beethoven, para quem Ravel parecia o limite do moderno suportável, me pegou ouvindo os gemidos da “blues harp” com lágrimas nos olhos e perguntou: “que Katzenjammer é essa?” (choradeira de gatos) – e ainda agora, ao preparar esta postagem, um amigo confessou que ao chegar à minha porta esteve a ponto de perguntar, a sério: “você agora tem gato?”… (Blues harp é apelido para gaita de boca, ou harmônica – estranhamente, pois não é de cordas, mas com força poética – não duvido que relacionado às harpas que os hebreus penduravam nos salgueiros junto aos rios de Babilônia para lamentar seu exílio, segundo o famoso salmo que acabou emprestando também ao salgueiro o apelido de “chorão”).

Já o American in Paris, de 1928, é um registro de sensações de Gershwin dos tempos que passou por lá bicando aulas de Nadia Boulager e Ravel, entre outros – sua terceira obra sinfônica, depois do Concerto em Fá (1925) e da Rhapsody in Blue (1924) – ou talvez primeira ou segunda, já que pelo menos a rapsódia foi orquestrada por Ferde Grofé.

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Legalzinha – mas é a mesma sonoridade orquestral que ainda predominava no rádio nos primeiros anos de vida do Monge Ranulfus, de modo que nunca lhe chegou a soar como descoberta de universo novo. Gershwin inovou, renovou, mas não transgrediu. Russo, eu acho que sim. Como Monteverdi.

Vai aí pra vocês uma palhinha da terceira das “Três Peças para Blues Band…”, com Corky Siegel na gaita mas com outro regente. Aliás, eu se fosse vocês ouviria primeiro essa obra (faixas 5-6-7): a outra, Street Music (faixas 1 a 4) tem sua força, mas não me parece ter a mesma unidade das Três Peças. (Paradoxo? Uai, se a religião pode, porque nós não podemos descobrir unidade no três?!)

William Russo: Street Music – a blues concerto
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . faixas 1-2-3-4
William Russo: Three Pieces for Blues Band and Symphony Orchestra
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . Jim Schwall, violão eletrificado (blues guitar)
. . faixas 5-6-7
George Gershwin: An American in Paris
. . faixa 8
San Francisco Symphony Orchestra
Seiji Ozawa, regente

Tá, mas vocês querem BAIXAR, fazer DOWNLOAD, né?
Desta vez tem opção entre  MP3  –  FLAC

Ranulfus

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Nº 5 / Sonhos

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Apesar de a orquestra ser a do Concertgebouw de Amsterdam, aqui temos um Prokofiev com sotaque russo. As Sinfonias de Nº 5 e 7 são as minhas preferidas dentre as que o ucraniano escreveu e Ashkenazy realiza um de seus melhores trabalhos com ela. É linda esta sinfonia. Ouçam e confiram!

Nada a ver, mas sempre fico puto ao pensar na morte de Prokofiev. Ele morreu aos 61 anos, em 5 de março de 1953, no mesmo dia que Stalin. Por três dias, a oficialidade e a multidão que se despedia do Rei dos Expurgos impossibilitou a retirada do corpo de Prokofiev para o serviço funerário. No funeral, não havia flores nem músicos, todos reservados ao funeral do líder soviético.

Sergei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Nº 5 / Sonhos

Symphony No. 5, Op. 100
1. I. Andante
2. II. Allegro Marcato
3. III. Adagio
4. IV. Allegro Giocoso

5. Dreams • Rêves • Träume

Concertgebouw Orchestra
Vladimir Ashkenazy

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Sim, eu fui grande e desajeitado.

Sim, eu fui grande e desajeitado.

PQP

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Georges Bizet (1838-1875): “L´Arlèsienne” Suites n° 1 e 2, Carmem, Suites n°1 e 2 – Orchestra de Paris, Bichkov

417XDAECQ1LUm belo CD para os fãs de Georges Bizet. A ópera “Carmen” é e favorita de muita gente, e estas suítes que Bizet compôs para apresentar estas obras com certeza estão entre as obras mais executadas pelas orquestras do mundo inteiro. De fácil assimilação, traz belas melodias que já fazem parte do inconsciente coletivo daqueles que ouvem música clássica.
A orquestra é a excelente Orchestre de Paris, dirigida por Semyon Bychkov. Excelente trilha sonora.

01. L’Arlésienne Suite No.1 Prélude
02. Minuetto
03. Adagietto
04. Carillon
05. L’Arlésienne Suite No.2 Pastorale
06. Intermezzo
07. Menuet
08. Farandole
09. Carmen Suite No.1 Prélude
10. Argonaise
11. Intermezzo
12. Les dragons d’ Alcala
13. Les toréadors
14. Carmen Suite No.2 Marce des contrebandiers
15. Habanera
16. Nocturne
17. La garde montane
18. Danse bohème

Orchestre de Paris
Semyon Bychkov – Conductor

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