Henryk Wieniawksi (1835-1880) – Violin Concertos 1 & 2 – Patyra, Sinfonia Varsovia, Sinfonia Iuventus

8919471Até ouvir este CD o nome Wieniawski havia aparecido poucas vezes na minha frente, mas nunca prestei maior atenção nele. Sabia que era polonês, e só. E que satisfação estou tendo por conhecê-lo, mesmo que tardiamente. Que lindos que são estes concertos para violino que ora vos trago, e que baita violinista que é Mariusz Patyra. E que baita cd … tenho certeza de que os senhores também irão se encantar. Wieniawski se utliza muito de temas folclóricos de seu país, e Patyra não se intimida diante das armadilhas e dificuldades que aparecem em toda a obra. Facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !! pela surpresa que nos proporcionou um CD que aparentemente iria ficar guardado no armário por um tempo se a curiosidade não falasse mais alto… é para ouvir diversas vezes, para melhor admirar a qualidade das obras, a riqueza expressiva de Wieniawski e a qualidade do solista.

01 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – I. Allegro moderato
02 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – II. Preghiera. Larghetto
03 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – III. Rondo. Allegro giocoso

Mariusz Patyra – Violino
Sinfonia Varsovia
Johannes Wildner – Conductor

04 – Violin Concerto No.2 in D minor – I. Allegro moderato
05 – Violin Concerto No.2 in D minor – II. Romance. Andante ma non troppo
06 – Violin Concerto No.2 in D minor – III. Finale. Allegro moderato (à la zingara)

Mariusz Patyra – Violino
Sinfonia Iuventus Gabriel Chmura – Conductor

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Mariusz+Patyra+patyra

Maryusz Patyra – Um excelente violinista mas que precisa urgente dar uma geral neste seu cabelo …

 

 

 

 

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Carlos Guastavino (1912-2000): Indianas nº1

MUITO BOM !

Como é que a gente ainda não tinha nada do Guastavino no PQPBach?…
Vamos tratar de corrigir isso e fazer-lhe a avant première aqui no blog, para que figure junto aos nossos já quase 1100 compositores contemplados.

Carlos Guastavino é considerado um dos grandes compositores argentinos do século XX.
Um dos alunos mais brilhantes de Manuel de Falla, Guastavino dedicou-se especialmente às canções e ao canto-coral. Não se alinhou com os movimentos mais vanguardistas de seu país, mas não pode-se afirmar que era um conservador. Guastavino utilizou-se largamente de elementos rítmicos e motivos folclóricos da Argentina para fazer suas músicas, o que levou a ser uma espécie de modelo para os compositores populares dos pampas.

Como eu não entendo patavina de música folclórica argentina, posso, de minha parte, destacar a sutileza, a delicadeza e a elegância da música de Carlitos (olha a intimidade…). Suas obras são carregadas de candura… Me parece muito mais um compositor popular com roupagem erudita. A peça de hoje, as Indianas nº1, não escapa à essa descrição, é um conjunto de canções corais de grande beleza.

Ótimo melodista, foi interpretado por grande nomes da música mundial, como  Teresa Berganza, Martha Argerich, Gidon Kremer, José Carreras e Kiri Te Kanawa. Ou seja: o cara é bom!

Então, ouça! Ouça! Deleite-se!

Carlos Guastavino (1912-2000)
Indianas nº1

1. Gala del día
2. Quien fuera como el jazmín
3. Chañarcito
4. Viento del norte
5. Al tribunal de tu pecho
6. Una de dos

Coral del Nuevo Mundo
Oscar Escalada, regente

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POR FAVOR… NÃO ESQUEÇA DE ESCREVER UMAS LETRINHAS. Não se esqueça de mim…

Bisnaga

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Antonio Carlos Gomes (1836-1896): Hino Progresso (Hino de Campinas)

MUITO BOM !

Instituído pela Lei 7.945, de 27 de junho de 1.994, o Hino Oficial de Campinas é uma composição musical do maestro campineiro Antonio Carlos Gomes, com letra adaptada, provavelmente pelo próprio maestro, de um poema do jornalista Carlos Ferreira, retirado do livro Alcyones. A composição foi resultado de um convite feito pelo Comendador Tórlogo Dauntré, através de uma carta enviada em

She Problem where third appointments. I’ll viagra side effects also Toner for does good.

14 de fevereiro de 1885, ao músico, que se encontrava em Lecco, na Itália, para compor um hino a ser executado na inauguração da 1ª Exposição Regional de Campinas. Com esta exposição, o município desejava exibir seus progressos no setor agrícola e industrial. Carlos Gomes, então, compôs uma peça para grande orquestra, coro, banda e fanfarra, concluída em 22 de março do mesmo ano.

A peça ficou conhecida como “Progresso”, primeira palavra entoada pelo coro, muito embora o próprio maestro a tenha intitulado como “Coro Triunfal ao Povo Campineiro”. O hino foi executado pela primeira vez em 25 de dezembro de 1885, no palacete onde foi instalada a exposição, no centro de Campinas, com o envolvimento de cerca de 150 músicos, amadores e profissionais, além da banda de música.

O poema do qual foi feita a adaptação também foi publicado em 25 de dezembro de 1885, na Gazeta de Campinas, jornal que era de propriedade de Carlos Ferreira. Como o poema era bastante extenso, o compositor, em sua adaptação, utilizou apenas partes, para que houvesse o perfeito encaixamento entre letra e música.

No encarte contido no CD da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob realização da Câmara Municipal de Campinas e da Prefeitura Municipal de Campinas, do qual extraímos as quatro versões do hino, a letra contém partes que, aparentemente, não são cantadas pelo coro, na primeira faixa. Contudo, há uma sobreposição de textos: enquanto os sopranos cantam a melodia com o texto “Honra ao povo que sabe (…)”, os tenores e baixos fazem um contraponto, cantando “Vamos todos com a fronte incendiada, Honra e fama conquistar”. Na 3ª faixa, onde só há voz e piano, não há a sobreposição de textos. A solista canta apenas a melodia, com seu respectivo texto, sendo o contraponto cantado pela parte masculina suprimido.

“Para alguns estudiosos, o fato de a composição musical de Carlos Gomes ser de alta complexidade, exigindo orquestra e coro de elevado preparo técnico, o que dificulta que ele seja memorizado e cantado pelo povo em geral; o fato de abordar um tema universal – O Progresso – que poderia ser executado em qualquer cidade do mundo, sem nenhuma alusão a feitos ou eventos históricos de peculiaridade local; a circunstância de ser destinada especificamente – 1ª Exposição Regional de Campinas” – somada ao fato de ser ela composta num exíguo espaço de tempo, já que naquela ocasião a carta fora conduzida por mar até a Itália em 14 de fevereiro e a carta-resposta fora datada de 25 de março, indicam que a música de Carlos Gomes não fora feita para ser o Hino de Campinas.

Entretanto, certo é que todas as tentativas empreendidas pela Câmara dos Vereadores no sentido de promover um concurso para a seleção de um novo hino para Campinas que viesse a substituir o “Progresso”, sofreram duras críticas por parte dos defensores do maestro conterrâneo e restaram infrutíferas.

Assim, permanece em plena vigência a Lei Municipal nº 7.945, de 27 de junho de 1.994 que instituiu a composição “Ao Povo Campineiro Progresso” como hino oficial de Campinas.

(Texto extraído do site da Câmara Municipal de Campinas)

Quem me dera que minha cidade tivesse um hino composto por Carlos Gomes!

Ah, ouça! Ouça! Deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Hino Progresso: Coro Triunfal ao Povo de Campinas

01. Hino Progresso (versão orquestral)
02. Hino Progresso (orquestra e coro)
03. Hino Progresso (piano e soprano)
04. Hino Progresso (piano solo)

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

(regente, pianista e soprano não especificados)

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Bigodão e cabelo ao vento… Carlos Gomes lançou moda!
(nas fotos: Carlos Gomes, Grieg e Einstein)

Bisnaga

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Camile Saint-Saëns (1835-1921) – Violin Concertos – Graffin, Brabbins, BBCSSO

51UxwMtkkxLJá pensei em trazer este cd em outras ocasiões, mas acabava sempre o preterindo em lugar de outro. E que pena que não o trouxe antes. Estes concertos são muito bonitos, e merecem ser ouvidos em sequência, para melhor apreciarmos a evolução de Saint-Saëns enquanto compositor.
Dos três concertos o mais conhecido com certeza é o terceiro, peça obrigatório no repertório dos grandes intérpretes. Mas os dois primeiros também têm seus méritos. E que méritos. Saint-Saëns é um compositor agradável de se ouvir, nada de romantismo meloso, tem muita sensibilidade mas sabe dosá-la através de belas e criativas melodias. Exige do intéprete muita técnica, mas sem deixar de lado essa sensibilidade, tornando a audição de suas obras em momentos de deleite e prazer. Ouçam o segundo movimento do Segundo Concerto e vejam se não estou certo.
Este cd pertence à excelente coleção do selo inglês Hyperion, “The Romantic Violin Concertos”. Os solistas não são tão conhecidos, e com algumas exceções nem as orquestras e regentes são conhecidos, mas isso não desmerece a qualidade das gravações. Até então nunca tinha ouvido falar em Phillipe Graffin, mas esse violinista é muito bom. tenho certeza de que os senhores irão gostar.
Enfim, eis um cd agradabilíssimo de se ouvir. Derrete até mesmo os corações mais endurecidos.

01 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Allegro –
02 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Andante espressivo –
03 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – (Reprise)
04 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – I. Allegro moderato e maestoso
05 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – II. Andante espressivo
06 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – III. Allegro scherzando quasi allegretto
07 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – I. Allegro non troppo
08 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – II. Andantino quasi allegretto
09 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – III. Molto moderato e maestoso – Allegro non troppo

Phillipe Graffin – Violin
BBC Scottish Symphony Orchestra
Martyn Brabbins – Conductor

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FDPBach

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Marcelo Fagerlande no Museu Imperial – Música Portuguesa e Brasileira do Século XVIII para Cravo (Acervo PQPBach)

Marcelo Fagerlande no Museu Imperial de Petrópolis.

Espineta Mathias Bostem, 1785, Lisboa

O Museu Imperial é conhecido por reunir um dos mais importantes acervos do Brasil Império, em exposição no palácio neo-clássico, construído em Petrópolis por D. Pedro II em 1845, para ser sua residência de verão. Em meio a telas, cristais, mobílias, tapetes e jóias, uma peça da coleção atrai o olhar dos visitantes, principalmente dos músicos. Trata-se de um pequeno instrumento preservado na Sala de Música do palácio: uma espineta construída em 1785 por Mathias Bostem, em Lisboa.

Este raro instrumento, após a restauração, foi utilizado para gravar o CD Marcelo Fagerlande no Museu Imperial, como resultado de um projeto desenvolvido a partir de 1990, que contemplou, além destas etapas, a apresentação do artista em concerto à luz de velas. Assim foi possível proporcionar ao público não só a apreciação visual da espineta, mas tambem a audição de seu som peculiar e único – já que ela é, no mundo inteiro, a única peça do gênero que restou da produção do seu fabricante. O Museu Imperial preserva assim não só a materialidade do patrimônio nacional sob sua guarda, mas revela ainda a essência mais significativa destes objetos, no caso a sonoridade eterna da música que ultrapassa as fronteiras do tempo. Esta é a nossa missão. (Maria de Lourdes Parreiras Horta, Diretora do Museu Imperial)

O artesão Mathias Bostem (Carlos Mathias Bostem ou Bosten), natural da Alemanha, nasceu um pouco antes de 1740 e faleceu em 1806, em Lisboa. Radicado na capital portuguesa, foi, desde 1769, o responsável pela manutenção dos cravos do Palácio Real e, entre 1770 e 1790, acumulou também o cargo de “cravista da Real Câmara”. Dos muitos instrumentos que construiu apenas quatro sobreviveram: um pianoforte em estado original, dois cravos convertidos na época em pianofortes e a espineta pertencente ao Museu Imperial. Este é, portanto, o único exemplo de instrumento de cordas pinçadas do construtor, constituindo uma preciosa herança de sua arte.

Classificada como espineta arqueada, o instrumento manufaturado por Mathias Bostem, típico de uso doméstico, é na realidade um cravo de corpo oblíquo em relação ao teclado e com apenas um registro (de 8′), ou seja, um único jogo de cordas. Possui 61 teclas (de sol -1 a sol 5), o que era habitual em Portugal na década de 1780. A decoração do instrumento foi realizada na primeira metade do século XIX: sobre o fundo em madeira dourada foram pintadas grinaldas em vermelho, máscaras no estilo renascentista tardio e tufos de instrumentos musicais; a parte principal do tampo, quando aberto, revela a pintura de uma paisagem. Já a superfície do espelho – parte que fica imediatamente acima do teclado – é revestida de um folheado de mogno com grinaldas de flores em forma de campainhas, em buxo e contém a data, local e assinatura de seu construtor. O tampo harmônico é feito de madeira de conífera e o teclado é revestido de marfim (teclas naturais) e de ébano maciço (teclas acidentais) (G. Doderer e J.H. van der Meer, Cordofones de tecla portugueses do século XVIII, Fundação Calouste Gulbenkian, 2005). Somente para efeito de gravação adaptou-se um registro de alaúde dividido, retirado em seguida à conclusao dos trabalhos.

O instrumento, medindo 1,83 m x 0,88 m x 0,60 m, pertenceu a José da Cunha Porto e foi doado ao Museu Nacional de Belas Artes, Rio de janeiro, em 1902. Este museu, por sua vez, transferiu-o ao Museu Imperial em 1940. Foram realizadas restaurações em 1971, 1972, 1975 e 1990.

Alem de Mathias Bostem, diversos outros construtores foram responsáveis por uma considerável produção de cravos, clavicórdios e pianofortes em Portugal na segunda metade do século XVIII. A presença destes instrumentos certamente contribuiu para o desenvolvimento da música de teclado naquele país, considerada a vertente instrumental mais significativa da música portuguesa do período. Assim, nada melhor que algumas obras de compositores desta época para fazerem soar novamente a rara espineta do Museu Imperial. Ao lado destes foram incluídos Carlos Seixas – autor da primeira metade do século XVIII e um dos maiores nomes portugueses que compôs para o teclado – e os brasileiros Luís Álvares Pinto e José Maurício Nunes Garcia, mais conhecidos por suas obras sacras, mas aqui representados por composições tecladísticas.

Carlos Seixas, compositor e virtuoso do órgão e do cravo, foi a principal figura da música portuguesa do século XVIII. Com apenas 14 anos sucedeu a seu pai como organista da Catedral de Coimbra e dois anos depois se mudou para Lisboa, onde conquistou a posição de organista da Real Capela, que manteve até sua morte prematura. Acredita·se que o terremoto de 1755 em Lisboa tenha feito desaparecer uma grande parte de sua obra e de seus manuscritos. Há autores que afirmam que suas sonatas para teclado seriam bem mais numerosas do que as 88 atualmente conhecidas. Estas obras, entretanto, são exemplos típicos da ambigüidade estilística do período de transição entre o barroco e o classicismo e confirmam que sua maior importância foi como compositor de teclado. A convivência com Domenico Scarlatti em Lisboa, a partir de 1720, quando ambos eram membros da Capela Real, levou a muitas especulações, mas o relato de Mazza em seu Dicionário (1794) aponta para a admiração do italiano, que teria “reconhecido o gigante pelo dedo” e concluído “vossa mercê é que me deve dar lições”.

Francisco Xavier Bachixa foi um compositor a respeito de quem pouco se sabe. Seu nome aparece como cantor de igreja no livro de entradas da Irmandade Santa Cecília de Lisboa. Teria sido pai de Joaquim Felix Xavier Baxixa, cravista e pianista, que esteve a serviço da Capela Real no Rio de Janeiro nas primeiras decadas do século XIX.

José Maurício Nunes Garcia foi o mais importante compositor do periodo colonial brasileiro. Neto de escravas, despertou cedo para a música, possivelmente em um coro como menino cantor, talvez na Catedral e Sé. Sendo mestiço e pobre, José Maurício ingressa na carreira sacerdotal, para que possa ascender profissionalmente como músico. Em 1798 assume o posto de mestre-de-capela da Catedral do Rio de Janeiro, tendo permanecido no cargo com a criação da Real Capela, após a chegada de D. João VI, em 1808. Este foi um periodo que compõe sem descanso para atender ao extenso calendário de solenidades. Entretanto em 1811, após a chegada de Marcos Portugal – o mais importante compositor português da época – passa a compor cada vez menos, culminando com o retorno de D. João VI a Portugal, em 1821, e com o início do período mais dramático de sua vida. É justamente neste momento que escreve o Methodo de Pianoforte, uma coleção de 30 pequenas peças para o cravo ou piano – Lições e Fantasias – elaboradas para atender à educação musical de dois de seus filhos, José Maurício e Apolinário. As duas Lições aqui gravadas são transcrições próprias do Réquiem, de 1816.

João de Souza Carvalho, considerado um expoente de sua geração em Portugal, compôs, além de música para teclado, cerca de 15 óperas e diversas obras sacras. Após estudar na Itália, de 1761 a 1767, Souza Carvalho foi nomeado professor do Seminário da Patriarcal em Lisboa, onde foi mestre de músicos notáveis, como Leal Moreira, Baldi, Bontempo e Marcos Portugal.

Luis Álvares Pinto, natural de Pernambuco, foi um dos primeiros músicos brasileiros a estudar na Europa, tendo sido aluno de contraponto de Henrique da Silva em Lisboa. De volta ao Brasil, terminou seu tratado Arte de Solfejar em 1761. Foi Mestre de Capela da Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Livramento e, provavelmente, da Igreja de São Pedro dos Clérigos, ambas em Recife. Além de músico foi poeta, pintor e pedagogo. Das inúmeras obras musicais citadas na época só chegaram aos nossos dias o Te Deum, um Salve Regina e cinco Motetos. Em 1776 escreveu as Lições de Solfejos aqui gravadas – pequenas peças contrapontísticas a duas vozes, que finalizam um volume de teoria musical, encontrado por Ernani Aguiar na biblioteca do príncipe D. Pedro Gastão de Orleans e Bragança em Petrópolis. São obras que possivelmente serviam a jovens iniciantes do teclado no cravo ou no órgão.

Francisco Xavier Baptista, compositor, cravista e organista que viveu em Lisboa, foi o primeiro organista da Sé desta cidade. É o autor das únicas obras para teclado impressas em Portugal durante o século XVIII, a coleção Dodeci Sonate, Variazione, Minuetti per Cembalo. O volume contém a Sonata II que encerra o programa.

É com emoção que relançamos este CD, remasterizado e com nova apresentação, tantos anos após seu surgimento. Que a música dos autores portugueses e brasileiros, recriada através do som especial deste instrumento, possa continuar encantando por muito tempo. (Marcelo Fagerlande, junho de 2008 – www.marcelofagerlande.com.br)
(extraído do encarte)

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Marcelo Fagerlande no Museu Imperial
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
01. Sonata nº 37 em mí menor – 1. Allegro
02. Sonata nº 37 em mí menor – 2. Adagio
03. Sonata nº 37 em mí menor – 3. Minuet
04. Sonata nº 27 em ré menor – 1. Allegro
05. Sonata nº 27 em ré menor – 2. Minuet
06. Sonata nº 27 em ré menor – 3. Adagio
07. Minuet em fá menor (da Sonata nº 42)

Francisco Xavier Bachixa (Portugal, ? – 1787)
08. Sonata em ré menor – Allegro
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
09. Fantasia nº 2 em fá maior
10. Lição nº 11 em ré maior – Allegretto
11. Lição nº 12 em ré menor – Allegretto

João de Sousa Carvalho (Portugal, 1745 – c.1799)
12. Toccata em sol menor – 1. Allegro
13. Toccata em sol menor – 2. Andante

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
14. Lições de Solfejos nº XXII, XXIII e XXIV
Francisco Xavier Baptista (Portugal, ? – 1797)
15. Sonata II em sol maior 1. Allegro
16. Sonata II em sol maior 1. Allegro moderato con variazoni

Marcelo Fagerlande no Museu Imperial – Música Portuguesa e Brasileira do Século XVIII
Gravação original: 1990
Remasterizado e revisão de edição: 2008


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Boa audição.

Avicenna

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Edmundo Hora: Estes nossos Brasis: Música para fortepiano no Brasil dos séculos XVIII e XIX (Acervo PQPBach)

Estes nossos Brasis: Música para fortepiano no Brasil dos séculos XVIII e XIX

A invenção do “Fortepiano” deu-se em Florença na Itália, no final do século XVII, por Bartolomeo Cristofori (1655-1731) e a grande novidade que esse instrumento propunha era a capacidade de se realizar uma dinâmica “forte” e “piano” por meio do seu teclado sensitivo. Os primeiros instrumentos já possuíam o formato conhecido de hoje, ainda que em dimensões bem menores. Uma grande variedade de modelos existiu, porém todos eles possuíam os Martelletti (martelinhos) que foram se modificando com o passar dos séculos, à medida que mais sonoridade foi requerida. O seu primeiro nome foi Clavicembalo con Martelletti… (Cravo com martelinhos…), que era capaz de tocar forte e piano. Essa nova maneira de se tocar revolucionou a música para os instrumentos de teclados, promovendo então nova estética musical. Assim, numa melodia, os “crescendos e diminuendos” podiam ser realizados permitindo uma semelhança com a voz cantada.

Ao final do século XVIII, nos países de língua alemã, esses instrumentos já haviam percorrido um grande caminho adquirindo novos recursos técnicos. Na Áustria, compositores como J. Haydn (1732-1803) e W. A. Mozart (1756-1791) compuseram muito do seu repertório para esse novo “instrumento expressivo”.

Já no início do século XIX, com a chegada da família Real Portuguesa ao Brasil, precisamente em 1808, a cidade do Rio de Janeiro adquiriu o status de capital do Reino, transformando-se da noite para o dia, num grande centro político e cultural. Porém, ainda na segunda metade do século XVIII, atividades musicais foram ali muito praticadas e a figura do Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) projeta-se como o mais importante compositor e tecladista da época, ficando, por um determinado período, como o responsável pelas atividades na Capela Real da Corte. Contudo, muito pouco podemos afirmar sobre a formação musical do nosso Padre músico, e até o presente momento, que ela tenha sido adquirida pelo contato com o músico mineiro Salvador José de Almeida.

O ano de 1816 registra a chegada ao Brasil de Sigismund Neukomm (1778-1858), compositor austríaco e aluno de J. Haydn. De suas atividades como instrumentista e compositor, constava também a tarefa de ensinar música aos futuros monarcas D. Pedro (1798-1834) e sua esposa D. Leopoldina (1797-1826). Nessas funções ele permaneceu por 6 anos, legando ao nosso repertório de câmara uma vasta quantidade de músicas nas mais diversas formações, destacando-se o Les Adieux à ses amis bresiliénnes, obra escrita em 1821, como despedida aos seus amigos que aqui ficaram. Na Corte do Rio de janeiro, Neukomm travou amizade com José Maurício, reconhecendo nele o talento, a virtuosidade na composição e nos instrumentos como o Cravo e o Órgão. Assim, é natural supor-se que com essa vivência e troca de influências ambas as partes lucraram, e José Maurício pôde aperfeiçoar-se em suas atividades artísticas seja como compositor, seja também como instrumentista ao Fortepiano.

Posteriormente, e mais precisamente em 1817, a chegada ao Rio de Janeiro de D. Leopoldina, a esposa austríaca de D. Pedro, coloca o ambiente musical brasileiro na vanguarda de uma nova tendência estética, a futura música “romântica”. Dentre os diversos conteúdos de sua bagagem, a presença de um Fortepiano austríaco e sua posterior utilização, pode ser considerada como uma justificativa razoável para se executar num instrumento europeu músicas com influência brasileira. Assim, entre outras obras, tomamos a liberdade de acrescentar ao nosso programa musical os 3 Lundus, demonstrando uma vertente de miscigenação ocorrida na linguagem instrumental, como sendo a gênesis da futura música brasileira.

Reunir obras instrumentais de diferentes autores e épocas num só programa é sempre um desafio que se impõe ao intérprete contemporâneo, ainda mais em se tratando de repertório Brasileiro de concerto e de salão. O “sonho” de todo o instrumentista tecladista brasileiro sempre foi o de encontrar material suficiente para um programa de concerto, já que as fontes são escassas, limitando significativamente a margem de escolha. Felizmente nos últimos anos, tem aparecido um expressivo número de obras o que toma a nossa tarefa um pouco mais cômoda.

Também de relevante significado na interpelação é a questão da afinação e do temperamento como recurso expressivo para o instrumento utilizado. Ao se optar por um sistema de temperamento desigual, evidenciaram-se ainda mais as características tonais, favorecendo-se as “cores” dos textos musicais escolhidos. E neste campo, devemos mencionar que muito já tem sido demonstrado através de fontes históricas, da importância e da influência no plano sensorial deste elemento para a reconstrução sonora no plano estético-estilístico. Em contrapartida à proposta do sistema mesotônico de afinação, característico do séc. XVII, em que se dá preferência à beleza e à perfeição das terças maiores em seu estado puro, construiu-se, no século XVIII, diversas propostas desiguais de afinação, possibilitando-se as enarmonias e modulações, evidenciando-se as cores e “afetos” à cada tonalidade. Dessa maneira, inspirado nas orientações históricas, construímos um sistema desigual de afinação no qual os diferentes campos tonais são ressaltados, buscando melhor traduzir o conteúdo sentimental de cada obra.

Compartilhem do nosso sonho! Edmundo Hora, 2003.

Edmundo Hora, fortepiano
Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus [Lat. Amadeus] Mozart (Austria, 1756-1791)
01. Fantasia em dó menor, Kv 396
Franz Joseph Haydn (Germany, 1732-1809)
02. Adágio em Fá Maior, Hob. XVI:21
Anônimo (Sabará, MG, final do séc. XVIII)
03. Sonata 2ª (Sabará) – 1. Allegro
04. Sonata 2ª (Sabará) – 2. Adágio
05. Sonata 2ª (Sabará) – 3. Rondó
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Lições extraídas do Compêndio de Música e Método de Pianoforte, Rio 1821
06. – 1. Lição 9ª – Andantino em Dó Menor (Iªparte)
07. – 2. Lição 3ª – Andantino em Mí Maior (IIªparte)
08. – 3. Lição 5ª – Allegretto em Sol Maior (Iªparte)
09. – 4. Lição 11ª – Allegretto em Ré Maior (Iªparte)
10. – 5. Lição 12ª – Allegretto em Ré Menor (Iªparte)
11. – 6. Lição 6ª -Allegro Maestoso em Lá Maior (IIªparte)
Antonio Vieira dos Santos (Porto, 1784 – Morretes, PR, 1854)
12. Lundum da Bahia em Ré Maior (da coleção “Cifras de Música “), ajeitado por E. Hora
Anônimo bahiano (séc. XVIII e XIX)
13. Lundum em Lá Menor – com naturalidade de conversa
14. Lundum em Lá Maior – allegro
Sigismund Ritter von Neukomm (Salzburg, 1778 – Paris, 1858)
15. Les Adieux à ses amis Brésiliènes à Rio de Janeiro, em Mib Maior (Rio, 7 de abril de 1821)

Música para fortepiano no Brasil dos séculos XVIII e XIX – 2003
Edmundo Hora

Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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Boa audição.

Avicenna

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The Dale Warland Singers: Lux Aurumque

Lux Aurumque
The Dale Warland Singers

Os Dale Warland Singers, indicados ao Grammy, lançam sua tão esperada gravação “Lux Aurumque”. Este CD de música sacra popular do século 19 e 20 demonstra amplamente os elevados padrões corais alcançados com o seu grupo Dale Warland Singers, agora desfeito. A característica sonora de Warland é capturada de forma brilhante pela premiada equipe Grammy de Steve Barnett e Preston Smith.

“10 Best Classical CDs of 2007” : National Public Radio / American Public Media
(npr.org/music)

“…simply put, [Lux Aurumque] represents where the bar is set for choirs today. The repertoire is 19th- and 20th-century sacred motets, sung with a deep spirituality. Warm-hearted, touching stuff.

Mixed-voice choral work does not get any better than this!”

This is a 20th-century program and constituted of challenging music. It is also ravishing music in the hands of an ensemble as subtle as this one…The dynamic range of this ensemble was enormous and it is well captured by Gothic…the Dale Warland Singers stopped at the peak of their form. What a way to go!

The Dale Warland Singers perform with extraordinarily pure tone and with an excellent vocal blend. Warland’s interpretations emphasize the meditative and devotional mood of the music and let the rich harmonies and lyrical lines speak for themselves. All the works are unaccompanied except for Dominick Argento’s “To God ‘In Memoriam M.B,'” in which a trumpet enters on the choir’s final, long-sustained note, playing a plaintive valedictory melody, to stunning effect. Another standout is Herbert Howells’ “Take Him Earth, for Cherishing,” written after the death of John F. Kennedy, a harmonically intense and emotionally wrenching memorial. The sound quality is excellent — clean and warm.

If there is a criticism to be made of this program, it is that it really only shows one side of the choir, mid-20th-century religious music, but this is where American choirs often do their best work. On the evidence here, the Dale Warland Singers stopped at the peak of their form. What a way to go!

O culpado por esta postagem é o Bisnaga. Passamos uma agradável tarde conversando sobre música e ele me mostrou esta gravação que contém nada mais, nada menos, que o Ave Maria (Angelus Domini) de Franz Xaver Biebl. Não conhecia essa maravilhosa Ave Maria, cuja palhinha segue abaixo. Ah! Vocês precisam conhecer também !!!!!

http://www.youtube.com/watch?v=dWz2nH1bBZQ

The Dale Warland Singers
Alexandr Tikhonovich Grechaninov (Rússia, 1864-New York, 1956)
01. Passion Week, Op. 58: At Thy mystical supper
Howard Hanson (Estados Unidos, 1896-1981) & Anonymous
02. A Prayer for the Middle Ages
Anonymous & Vytautas Miškinis (Lituânia, 1954)
03. O Sacrum Convivium
Herbert Howells (Inglaterra, 1892-1983)
04. Take Him, Earth, For Cherishing
Pavel Chesnokov (Rússia, 1877-1944)
05. Spaseniye sodelal yesi posrede zemli (Salvation is Created), Op. 25, No. 5
John Rutter (Inglaterra, 1945)
06. Hymn to the Creator of Light
Anonymous & Morten Johannes Lauridsen (Estados Unidos, 1943)
07. O Magnum Mysterium
Eric Whitacre (Estados Unidos, 1970)
08. Lux Aurumque: Lux aurumque (Light of Gold)
Franz Xaver Biebl (Alemanha, 1906-2001) & Anonymous
09. Ave Maria (Angelus Domini)
Alfred Schnittke (Rússia, 1934-Alemanha, 1998) & Grigor Narekatsi (Santo Gregório de Narek) (Armênia, 951-1003)
10. Choir Concerto: IV. Sej trud, shto natchinal ja s upavan’jem (Complete this work which I began)
Sergei Vasilievich Rachmaninoff (Rússia, 1873 – Estados Unidos, 1943) & Anonymous
11. Liturgy of St. John Chrysostom, Op. 31: We hymn thee
Dominick Argento (Estados Unidos, 1927)
12. To God, “In Memorian M.B”
Nikolai Semyonovich Golovanov (Rússia, 1891-1953)
13. Otche Nash (Our Father)

Lux Aurumque – 2004
The Dale Warland Singers
Regente: Dale Warland

BAIXE AQUÍ – DOWNLOAD HERE
MP3 256 kbps VBR – 129,8 MB 1h 4 min
powered by iTunes 11.1.4

 

 

 

 

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Boa audição.

Avicenna

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Giovanni Batista Pergolesi (1710-1736) – Septem verba a Christo in Cruce Moriente Prolata – Karthäuser, Dumaux, Behr, Wolff, Jacobs, Akademie für Alte Musik

IMG_0001“Now attributed to Pergolesi on the basis of the most recent research, the Seven Words of Christ has been regarded, ever since it was discovered by Hermann Scherchen, as ´one of the most heartfelt works of art, full of profound tenderness and all-conquering sense of beauty´. This major work of the Neapolitan Baroque (1736) was given in concert premiére at the Beaune Festival in July 2012, a few days before it was recorded.”

Assim nos é apresentado este cd recém lançado pelo selo Harmonia Mundi, que traz uma obra até então inédita de Pergolesi. A direção está nas mãos competentíssimas de René Jacobs, um gigante neste repertório. Outro detalhe curioso é que a estréia dessa obra se deu apenas alguns dias antes dos músicos se trancarem no estúdio para a sua gravação.
E segundo as mesmas pesquisas, foi composta no último de vida do genial Pergolesi, que viveu apenas 26 anos de idade, mas que produziu as mais belas obras do repertório barroco napolitano. Esse compositor aparece com frequência aqui no PQPBach, principalmente devido ao seu “Stabat Mater”, sua obra prima, sem dúvida uma das mais belas obras da música ocidental. Além disso, era um compositor muito querido pelo Claudio Abbado, que gravou alguns cds com suas obras nos últimos anos de sua vida.

Então, vamos ao que interessa. Pergolesi nas mãos de René Jacobs, nem preciso dizer que isso é absolutamente IM-PER-DÍ-VEL !!!

01 – Verbum I. Christus (bass) Recitativo – Huc, o dilecti filii
02 – Aria – En doceo diligere
03 – Anima(alto) Aria – Quod iubes, magne Domine
04 – Verbum II. Christus (tenor) Recitativo – Venite, currite
05 – Aria_ Latronem hunc aspicite
06 – Anima (soprano) Aria – Ah! peccatoris supplicis
07 – Verbum III. Christus (bass) Recitativo – Quo me, amor
08 – Aria – Dilecta Genitrix
09 – Anima (soprano) Recitativo – Servator optime
10 – Aria – Quod iubes, magne Domine
11 – Verbum IV. Christus (bass) Aria – Huc oculos
12 – Anima (alto) Aria – Afflicte, derelicte
13 – Verbum V. Christus (bass) Aria – O vos omnes, qui transitis
14 – Anima (tenor) Aria – Non nectar, non vinum, non undas
15 – Verbum VI. Christus (bass) Aria – Huc advolate mortales
16 – Anima (soprano) Aria – Sic consummasti omnia
17 – Verbum VII. Christus (bass) Recitativo – Quotquot coram cruce statis
18 – Aria – In tuum, Pater, gremium
19 – Anima (tenor) Aria – Quid ultra peto vivere

Sophie ¨Karthäuser – Soprano
Christophe Dumaux – Contratenor
Julien Behr – Tenor
Konstantin Wolff – Bass
Akademie für Alte Musik Berlin
René Jacobs – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Works for the Lute – Lutz Kirchhoff

Front (1)

Estou envolvido com questões pessoais, além de estar me preparando para mais um concurso público, por mais umas três semanas, por este motivo vou continuar um tanto quanto afastado do PQPBach. Vou agendar o maior número possível de postagens, mas é pouco provável que responda a questionamentos ou solicitações que venham a ser feitos neste meio tempo.
Dois cds absolutamente perfeitos é o que vos trago nesta postagem. A interpretação do alaúdista Lutz Kirchhoff beira a perfeição, e creio que seja a versão a ser batida ou igualada para este repertório, caso existisse uma competição. A coleção VIVARTE do selo Sony prima pela qualidade de suas gravações e seus intérpretes são renomados dentro do universo da música barroca e do período clássico, com ênfase nas interpretações com instrumentos de época.

Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa: a obra de Bach interpretada por um mestre do alaúde.

CD1
01 – Suite in G minor BWV 995 – 1. Prelude
02 – Suite in G minor BWV 995 – 2. Allemande
03 – Suite in G minor BWV 995 – 3. Courante
04 – Suite in G minor BWV 995 – 4. Sarabande
05 – Suite in G minor BWV 995 – 5. Gavotte I
06 – Suite in G minor BWV 995 – 7. Gigue
07 – Fuge in G minor BWV 1000
08 – Suite in E minor BWV 996 – 1. Praeludio – Passaggio – Presto
09 – Suite in E minor BWV 996 – 2. Allemande
10 – Suite in E minor BWV 996 – 3. Courante
11 – Suite in E minor BWV 996 – 4. Sarabande
12 – Suite in E minor BWV 996 – 5. Bourrée
13 – Suite in E minor BWV 996 – 6. Gigue
14 – Preludium, Fuge and Allegro BWV 998 – 1. Prelude
15 – Preludium, Fuge and Allegro BWV 998 – 2. Fuga

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2

01 – Partita for Lute in C minor BWV.997 – 1. Prelude
02 – Partita for Lute in C minor BWV.997 – 2. Fuga
03 – Partita for Lute in C minor BWV.997 – 3. Sarabande
04 – Partita for Lute in C minor BWV.997 – 4. Gigue
05 – Partita for Lute in C minor BWV.997 – 5. Double
06 – Prelude for Lute in C minor BWV.999
07 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 1. Prelude
08 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 2. Loure
09 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 3. Gavotte en Rondeau
10 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 4. Menuet I
11 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 5. Menuet II
12 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 6. Bourrée
13 – Suite for Lute in E major BWV.1006 – 7. Gigue

 CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Lutz Kirchhof – Theorbo & Baroque Lute

2011-02-06_Lutz Kirchhof

Lutz Kirchhof toca muito esse antepassado do nosso violão.

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Esse é o tal do theorbo lute. Ainda mais esquisito, não acham?

 

 

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Primož Ramovš – Pieta

Depois de séculos sem postar, volto com alguma coisa da vanguarda eslovena. Tendo em conta meu conhecimento parco, tenho apenas dois nomes para apresentar neste e nos próximos posts: Primož Ramovš (1921-1999) e Lojze Lebič (1934-). Curiosamente, do primeiro, meio que o pai da vanguarda eslovena, o que mais conheço são peças neoclássicas, do início de carreira. Estava caçando música do compositor (não era, e talvez ainda não seja, fácil de achar), e um esloveno que conheci pela internet me fez o enorme favor de copiar dois cds da biblioteca. Os dois tristemente não indicavam um compositor assim, assim interessante, e acabei abandonando a busca. Muitos anos depois, achei por um preço fantástico dois cds de obras mais avançadas no site da rádio e tv eslovena. O comichão para conhecê-lo já tinha meio que passado, mas por preço de banana achei que compensava dar mais uma checada. E, sim, lá estava um músico bem mais impactante. Pelos idos da década de 50, Ramovš começa a desenvolver uma linguagem mais pessoal, tendo sido o Festival de Outono de Varsóvia, no qual esteve presente em 1960, catalisador de um novo estilo não apenas para ele, mas para boa parte da Europa Oriental.

Apesar de o encarte do cd falar sobre a experimentação limítrofe de sua música, não é essa a sensação que tenho ao ouvir suas peças (mas, claro, elas também estão longe de serem quadradas). Em todas me parece que há uma preocupação forte com uma plasticidade abstrata, como quem tenta decantar o som numa forma pura, que se encerra em si mesma. Embora seja uma música frequentemente bela (no sentido mais plástico do termo), sem arestas, como uma complexa forma geométrica polida e repolida, não me parece uma música que busca expressar coisa alguma, às vezes nem mesmo criar uma ambiência, mas apenas ser, exalando encanto de sua pureza intrínseca. A obra como um todo é muito coesa (descontado po período clássico) e guarda uma cara de Ramovš em tudo, ainda que, contraditoriamente, isso se dê através de muita dinâmica e contraste. Assim, toda a experimentação me parece rodar em torno de um mastro que limita muito seu escopo, mas que, de fato, não atrapalha em nada nossa fruição.

Músicas funebres (1955) apresenta ainda um compositor em transição, trafegando às vezes por uma sonoridade mais acadêmica, às vezes um som mais arrojado. O encarte diz ser uma das obras mais importantes de Ramovš, mas não é das que mais me apetecem. Ainda vejo um compositor um pouco preso, sem a maleabilidade de obras posteriores no tratamento do som.

A Sinfonia 68 foi inspirada pelos acontecimentos do ano-chave de 1968. Sua concepção, novamente, não busca qualquer descrição de época. De novo, Ramovš está em busca de uma música profundamente abstrata, mas que reflita a efervercência daqueles dias.

Finalmente, este álbum vale sobretudo pela sinfonia do fim da vida, Pieta, de 1995, que dá nome ao cd. Curiosamente, o texto do encarte fala sobre um engajamento de Ramovš com a soturno situação eslovena no mundo pós-comunista, buscando justificá-lo por questões sociológicas, filosóficas e históricas. Talvez o compositor tenha dado declarações que expliquem esses comentários, mas Pieta me soa um profundo epítome da beleza plástica, trazendo mais à mente o acabamento de Michelangelo que a dramática imagem da mãe que segura seu filho morto.

Bon appétit!

Musiques funèbres (1955), para orquestra
01 I. Adagio
02 II. Allegro risoluto
03 III. Largo
04 IV. Adagio
05 V. Moderato-Allegro-Moderato-Maestoso
06 VI. Adagio

07 Sinfonia no.6 “Pieta” (1995)

Sinfonia 68 (Sinfonia no.4) (1968)
08 I
09 II

Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Eslovena
Marko Munih, regente

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itadakimasu
 

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Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O pessoal da Philips deve ter enlouquecido com esta performance ao vivo do Concerto para Violino de Brahms gravado em Tóquio, em 1992. Caso contrário, é difícil entender porque lançaram um CD de apenas 39 min. Não há nada além do concerto no CD, nadica de nada. Para mim, o que eles ouviram foi uma leitura incrível espontaneidade. Na verdade, o concerto de Brahms, parece ter importância fundamental nas vidas de Mullova e Abbado, e eles dão tudo.

Mullova vem romântica e quente, toda coleante em floreios expressivos. Nenhuma nota é menos do que bela. Normalmente, isso não é uma vantagem em Brahms, mas ela é uma baita cantora, se me entendem. Pura emoção.

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

1. Allegro non troppo
2. Adagio
3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco piu presto

Viktoria Mullova, violino
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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PQP

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Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

Wozzeck é a primeira e mais famosa ópera do compositor austríaco Alban Berg. Baseia-se na peça incompleta do dramaturgo alemão Georg Büchner intitulada Woyzeck. Berg trabalhou num libreto de três atos com cinco cenas cada.

O trabalho foi iniciado em 1917 após Berg ter sido autorizado a deixar o seu regimento durante a Primeira Guerra Mundial. Completou a ópera em 1922. Erich Kleiber foi o maestro da estreia de Wozzeck na Ópera Estatal de Berlim em 14 de Dezembro de 1925.

Wozzeck é um dos mais famosos exemplos de atonalidade, o que auxiliou na dramatização dos temas da alienação e loucura. Berg seguiu as pisadas do seu mestre Arnold Schoenberg ao usar a atonalidade livre para expressar emoções e os processos de pensamento das personagens em palco.

Personagens:

Wozzeck – soldado
Marie – sua amante e prostituta
Hauptmann – Capitão
Andres – outro soldado
Doktor – médico
Tambourmajor – tocador de tambor
Margret
Kind – criança

PRIMEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto do Capitão: O soldado Wozzeck barbeia o Capitão enquanto este o censura pela ligação ilegítima que mantém com Marie, de quem tem um filho. Wozzeck responde que quando se é pobre não se pode ser virtuoso. O Capitão diz que Wozzeck é boa pessoa, mas que pensa demais – o que lhe pode trazer disabores.

2ª Cena: Local deserto no campo: Wozzeck e o seu camarada Andrés talham umas varinhas de salgueiro, quando Wozzeck é assaltado por alucinações, que partilha com o amigo. Andrés acalma-o.

3ª Cena: Quarto de Marie: Marie está à janela com o filho. Ouve-se uma fanfarra militar que se aproxima, com o Tambor Mor à frente. Marie saúda-o e ele retribui. Margret, vizinha, também admiradora do Tambor Mor, não gosta do que vê e briga com Marie. Chega Wozzeck, ainda dominado pelos sinais agoirentos que julgou avistar, olha o filho, e parte sem explicações para o quartel.

4ª Cena: Consultório do Doutor: Wozzeck

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consulta o Doutor, para quem o caso do soldado é insignificante. O palavreado filosofante do médico é entrecortado por exclamações de Wozzeck que chama por Marie. O diagnóstico do Doutor indica que ele deve entrar num manicômio.

5ª Cena: Em frente da casa de Marie: Marie encontra o Tambor Mor que a seduz, e os dois entram em casa.

SEGUNDO ACTO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie observa ao espelho os brincos que o Tambor Mor lhe ofereceu; Wozzeck pergunta-lhe onde os arranjou, e Marie responde que os encontrou. Pouco convencido, Wozzeck entrega à mulher a sua solda e mais algumas moedas que o Capitão e o Doutor lhe deram, e sai. Marie tem um momentâneo rebate de consciência. Depois encolhe os ombros com indiferença.

2ª Cena: Rua: O Capitão e o Doutor conversam quando passa Wozzeck, a quem escolhem como motivo de sarcasmo. O Capitão refere Marie e o Tambor Mor, e o soldado foge.

3ª Cena: À porta da casa de Marie: Wozzeck, ciumento, trava um violento diálogo com Marie, que declara preferir levar uma facada a que ele a bata. Depois entra em casa, deixando Wozzeck a remoer aquelas palavras.

4ª Cena: Festa no jardim da taberna: Operários, soldados e criados dançam, enquanto Andrés e dois aprendizes cantam. Marie dança com o Tambor Mor. Wozzeck chega e observa-os, contendo a fúria. Andrés pergunta-lhe o que tem, e Wozzeck responde com palavras de morte. Andrés julga-o embriagado, e despreocupa-se. Um Louco senta-se ao lado de Wozzeck e diz que tudo aquilo é muito alegre mas que cheira a sangue. “Sangue” – uma palavra agora obsessiva para Wozzeck.

5ª Cena: Caserna: Wozzeck acorda sobressaltado, e confessa a Andrés andar obcecado com o baile, Marie, o Tambor Mor, uma faca… Depois chega o Tambor Mor, bêbedo, gabando-se da conquista de Marie e escarnecendo de Wozzeck, a quem convida a beber com ele. Wozzeck responde assobiando. O Tambor Mor irrita-se e agride-o. Wozzeck luta e regressa à cama, ensanguentado, murmurando: “Primeiro um, depois o outro”.

WozzeckMarie 003

TERCEIRO ATO:

1ª Cena: Quarto de Marie: Marie lê uma passagem da Bíblia que fala da mulher pecadora. Fica perturbada, e volta à leitura implorando misericórdia divina.

2ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck e Marie caminham. A mulher pede que voltem para casa, mas Wozzeck fala do tempo feliz em que se conheceram. Depois beija-a, e diz que “gostaria de poder beijá-la outras vezes, mas que é impossível”. A Lua surge. “Vermelha”, diz Maria – “como um ferro sangrento”, completa Wozzeck no instante em que a esfaqueia mortalmente. Deixa-a no chão e retira-se.

3ª Cena: Taberna: Margret e outras raparigas dançam enquanto Wozzeck bebe. Convida Margret a sentar-se, e fala coisas sem nexo, até ela reparar que ele tem sangue nas mãos. Wozzeck balbucia explicações confusas, mas todos gritam que cheira a sangue humano. Wozzeck foge.

4ª Cena: Atalho na floresta: Wozzeck procura a faca que poderia comprometê-lo, e atira-a para umas escarpas. Depois pensa que é perseguido, e decide seguir o mesmo caminho da faca. Aparecem o Doutor e o Capitão, que diz ter ouvido um gemido. O Doutor sossega-o dizendo que há muito tempo ninguém se afoga naquele rio. Saem.

5ª Cena: Esquina da casa de Marie: Crianças cantam enquanto o filho de Marie cavalga um pau. Aproximam-se outras crianças que trazem a notícia que o cadáver de Marie foi encontrado. Indiferente, o filho de Marie continua a galopar no seu cavalo imaginário.

Retirado daqui.

MELHOR AQUI. Obrigado, Ludwig.

Alban Berg (1885-1935): Wozzeck (Ópera em 3 Atos)

CD1:
1. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 1: The Captain’s room. “Langsam, Wozzeck, langsam!” 8:13
2. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 2: An open field outside the town. “Du, der Platz ist verflucht!” “Ach was!” 6:40
3. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 3: Marie’s room. “Tschin Bum, Tschin Bum, Bum, Bum, Bum! Hörst Bub? Da kommen sie!” 8:14
4. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 4: The Doctor’s study. “Was erleb ich, Wozzeck?” 7:32
5. Berg: Wozzeck / Act 1 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Geh einmal vor Dich hin!” 3:00

CD2:
1. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 1: Marie’s room. “Was die Steine glänzen?” 5:37
2. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 2: Street in town. “Wohin so eilig” Heinz Zednik 8:53
3. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 3: Street before Marie’s door. “Guten Tag, Franz” 3:28
4. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 4: Tavern garden. “Ich hab’ ein Hemdlein an, das ist nicht mein” 10:26
5. Berg: Wozzeck / Act 2 – Scene 5: Guardroom in the barracks. “Oh oh Andres! Andres! Ich kann nicht schlafen” 4:30
6. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: Marie’s room. “Und ist kein Betrug” 3:05
7. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 1: “Und kniete hin zu seinen Fuessen” 2:01
8. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 2: Forest path by a pool. “Dort links geht’s in die Stadt” 5:00
9. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 3: A low tavern. “Tanzt Alle” 2:54
10. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 4: Forest path by a pool. “Das Messer? Wo ist das Messer?” 7:51
11. Berg: Wozzeck / Act 3 – Scene 5: Street before Marie’s door. “Ringel, Ringel, Rosenkranz” 1:44

Hildegard Behrens
Anna Gonda
Franz Grundheber
Aage Haugland
Peter Jelosits
Werner Kamenik

Vienna Philharmonic Orchestra
Vienna State Opera Chorus
Claudio Abbado

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

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PQP

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Wilson Fonseca (1912-2002), Altino Pimenta (1921-2003), Ernst Mahle (1929), Luiz Pardal (1960), Dimitri Cervo (1968), Marcos Cohen (1977): Música brasileira para clarineta, violino e piano

MUITO BOM !

Fonogramas entusiasticamente cedidos por Raphael Soares.

Ah, música brasileira, gerada, quase toda ela, em Belém do Pará, na metrópole em meio à selva!

Acredito que deva ainda hoje ser uma imagem recorrente aos habitantes de outros países, especialmente os mais distantes do Brasil: a visão de cidades pequenas, com ruas de terra, em meio à densa e pluviosa floresta tropical. Creio que não são poucos os que se espantam ainda nos dias de hoje com as metrópoles tupiniquins quando sobrevoam nossas imensas cidades.

Belém é uma dessas que assombrariam todos os clichês que se tem das urbes amazônicas: cidade grande, com mais de dois milhões de habitantes, viva, vibrante, cheia de gente, com um porto importante voltado para o Caribe… Ainda não a conheço pessoalmente, não percorri suas ruas, mas me parece encantadora. Está nos meus roteiros futuros.

Me parece que a intenção deste trio, do Arcotrio, é justamente mostrar a Belém moderna, ligada, como toda grande cidade dos dias atuais, aos movimentos mais recentes das artes. Eles resgatam peças de dois compositores da terra: Altino Pimenta e Wilson Fonseca, e interpretam outras mais de autores contemporâneos belenenses ou radicados na terra do Ver-o-Peso: Luiz Pardal e Marcos Cohen (que está na clarineta). E puxam outros dois de terras distantes: o gaúcho Dimitri Cervo e o alemão naturalizado brasileiro Ernst Mahle (que vive na folclórica Piracicaba). Fazem, com isso, um álbum rico, diverso e muito interessante.

Música moderna, inteligente, de vanguarda, da melhor qualidade, e brasileira!
Ouça! Ouça! Deleite-se!

Música Brasileira
para Clarineta, Violino e Piano

Luiz Pardal (Luiz Pereira de Moraes Filho – Belém, PA, 1960)
Suíte Arcortrio
01. I. Toccata para Ceison
02. II. Modinha para Cintia
03. II. Choro às pressas pro Cohen
Marcos Cohen (Belém, PA, 1977)
04. Lundu
Dimitri Cervo (Santa Maria, RS, 1968)
Abertura e Toccata
05. I. Abertura
06. II. Toccata
Altino Pimenta (Belém, PA, 1921-2003)
Suíte Funcional
07. I. Quase Sonatina
08. II. Toada
09. III. Swing Valsa
10. IV. Olympia
Ernst Mahle (Stuttgard, Alemanha, 1929)
Trio (1998)
11. I. Presto vivace
12. II. Andantino
13. III. Un poco vivace
Wilson Fonseca (Belém, PA, 1912-2002)
14. Lundu
Luiz Pardal (Luiz Pereira de Moraes Filho – Belém, PA, 1960)
Suíte Waldemar
15. I. Uirapuru
17. II. Valsa e Primavera
18. III. Rolinha

Marcos Cohen, clarineta
Celso Gomes, violino
Cíntia Vidigal, piano
Jarad Brown (Sons Eletrônicos)
Manaus, 2011

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE: (85Mb)
PQPShare

Conhece nossos 123 links de partituras brasileiras? Clique aqui

POR FAVOR… NÃO ESQUEÇA DE ESCREVER UMAS LETRINHAS. Não se esqueça de mim…

Bisnaga

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Cantares do Império: Luiza Sawaya (Voz) & Achille Picchi (Piano) – Acervo PQPBach

Canções portuguesas e brasileiras da época do Império, na voz de Luiza Sawaya acompanhada ao piano por Achille Picchi.

O século XIX caracteriza-se pela profunda e vasta revolução cultural denominada Romantismo, movimento de mil faces que mergulha suas raízes no século precedente. Prevalece o individual, que se alimenta da volta à Natureza, à Pátria e ao exotismo, estabelecendo uma nova estética centrada no “eu”. Daí a valorização do nacionalismo, onde se incluem as manifestações culturais.

Obedecendo ao pensamento romântico de buscar a autenticidade nacional na música do povo, a exemplo dos russos fortemente impregnados de elemento popular, Cesar das Neves, Gualdino de Campos e Teophilo Braga, em Portugal, realizam um dos mais completos trabalhos na área. Entre 1893 e 1898 publicam mais de 600 canções portuguesas e brasileiras nos 3 volumes do ‘Cancioneiro de Músicas Populares’, documentando não só o texto mas sobretudo a música, de cantos religiosos, de trabalho, canções políticas, de teatro, de dança, modinhas de salão, lundus e, finalmente, diversos hinos. (extraído do excelente encarte que comenta cada música).

Este CD apresenta 22 dessas canções na voz de Luiza Sawaya, acompanhada ao piano por Achille Picchi.

Cancioneiro de Músicas Populares de Cesar das Neves, Porto 1893/1898
01. Hino da Abdicação – Hino Nacional Brasileiro, vol. I, nº 145 (Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva (S. João da Parnaíba, Piauí, 1786-Piraí, RJ, 1852 / Francisco Manuel da Silva (Rio de Janeiro, 1795-1865))
02. A Floreira, vol. II, nº 182 (canção)
03. Trovas e danças nºs 1 e 2, vol. III, nº 533 e nº 534
04. Meu anjo, escuta, vol. I, nº 101 (canção, com texto de Gonçalves Dias)
05. Marcia bela, vol. III, nº 509 (modinha)
06. Ai, que riso que me dá, vol. II, nº 286 (lundu)
07. A Dália, vol. III, nº 541 (dança de roda)
08. Despedida de Coimbra, vol. I, nº 122 (barcarola)
09. Moqueca, vol. III, nº 506 (lundu brasileiro)
10. A partida, vol. II, nº 220 (canção, com poesia de Soares de Passos)
11. Melodia popular d’Anadia, vol. I, nº 32 (fado)
12. Ru-Chu-Chu, vol. I, nº 31 (cantiga das ruas)
13. Cancao das morenas, vol. III, nº 519 (fado)
14. Os teus olhos, vol. II, nº 196 (canção)
15. Os pratos na Cantareira, vol. III, nº 512 (dança)
16. Cruel saudade, vol. II, nº 195 (modinha do Vidigal)
17. Oh, querida, eu gosto de ti, vol. III, nº 342 (cantiga)
18. Serenata à morena, vol. III, nº 356 (fado)
19. Yayá, vol. III, nº 589 (canção)
20. Maria Cachucha, vol. I, nº 72 (cantiga)
21. A Indiana, vol. II, nº 189 (romance)
22. A saloia, vol. II, vol. 177 (canção)

Cantares do Império – 1991
Luiza Sawaya (Voz) – Achille Picchi (Piano)

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Grupo de Música Histórica Klepsidra: Música Profana no Brasil (Séculos XVIII e XIX) – Acervo PQPBach

Dedicado à restauração sonora de obras antigas, o Grupo Klepsidra utiliza instrumentos históricos como o cravo, a flauta doce e a viola da gamba, e apresenta um panorama da música colonial latino-americana, em peças de caráter religioso e profano.

Formado por Roberto Sussumo Anzai (flauta, gamba), Tiche Puntoni (cravo), Eduardo Klein (flauta, gamba), Beatriz Chaves (flauta) e Eduardo Areias (voz), o grupo foi fundado em 1992 por Eduardo Klein e Tiche Puntoni. Embora a maior parte de sua atenção seja dedicada a peças anteriores ao século XVIII, seu interesse engloba também a música atual, escrita para instrumentos considerados históricos. (Extraído da internet)

Música Profana no Brasil (Séculos XVIII e XIX)
Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Quatro lições de solfejo do “Músico e Moderno Sistema para Solfejar sem Confusão” (1776) – Parte1
02. Quatro lições de solfejo do “Músico e Moderno Sistema para Solfejar sem Confusão” (1776) – Parte2
03. Quatro lições de solfejo do “Músico e Moderno Sistema para Solfejar sem Confusão” (1776) – Parte3
04. Quatro lições de solfejo do “Músico e Moderno Sistema para Solfejar sem Confusão” (1776) – Parte4
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830) & Domingos Caldas Barbosa (Rio de Janeiro, 1738 – Lisboa, 1800)
05. Você trata o amor em brinco
Daniel Gottlieb Steibelt (Alemanha,1765-Rússia, 1823)
06. Bacanal (C. 1800)
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)/Aria de Thomás Antônio Gonzaga, o Dirceu
07. Marília de Dirceu – Ária
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
08. Fantasia Nº 1 do “Método de Pianoforte” (1821)
Antônio José da Silva (Rio de Janeiro, 1705-Portugal, 1739)
09. Convida, embora convida
10. De mim já se não lembra
João Martins de Souza Barros (início séc. XIX)
11. Dei um ai, dei um suspiro
Antonio Vieira dos Santos (Porto, 1784 – Morretes, PR, 1854)
12. Solo Inglês – Peça do “Cifras de Música para Saltério” (C. 1823)
13. Minuete de Corte – Peça do “Cifras de Música para Saltério” (C. 1823)
14. Zabumba Alegre – Peça do “Cifras de Música para Saltério” (C. 1823)
Anônimo séc. XIX
15. Deixa Dália, flor mimosa
Cândido Ignácio da Silva (1800-1838)
16. Busco a campina serena (C. 1835)
Anônimo séc. XIX
17. Lundu para teclado (C. 1848)Daniel Gottlieb Steibelt (Alemanha,1765-Rússia, 1823)
18. Bacanal II (C. 1800)
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)/Aria de Thomás Antônio Gonzaga
19. Os mares, minha bela
Anônimo séc. XIX
20. Landum
Antonio Vieira dos Santos (Porto, 1784 – Morretes, PR, 1854)
21. O Desterro do “Cifras de Música para Saltério” (1823?)
Antônio da Silva Leite (Porto, 1759 – 1833)
22. Aonde vais, linda negrinha (Xula Carioca)

Música Profana no Brasil (Séculos XVIII e XIX) – 2002
Grupo de Música Histórica Klepsidra

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Qvadro Cervantes – 20 anos (Acervo PQPBach)

O QVADRO CERVANTES é considerado pela crítica especializada como o melhor conjunto brasileiro de música antiga medieval, renascentista e barroca. A excelência do conjunto tem inspirado compositores contemporâneos, que a ele dedicaram inúmeras peças.

Responsável pela formação de uma geração de músicos, os integrantes do Qvadro Cervantes têm sido convidados a lecionar e apresentar-se por todo o Brasil. Merece destaque a sua atuação frequente em concertos didáticos, que contribuem para a formação de novas platéias.

Ao longo de sua existência, o Qvadro Cervantes mudou seus músicos, mas não seus ideais. Atualmente integram-no: Clarice Szajnbrum (voz e percussão), Veruschka Bluhm Mainhard (flautas, voz e percussão), Niclodas de Souza Barros (alaúde, harpa, saltério, fídula„ voz e percussão) e Helder Parente (voz, sopros, viola da gamba e percussão).

A essa qualidade e a esses ideais a Brascan se associa na gravação deste disco comemorativo dos vinte anos do Qvadro Cervantes.

As CANTIGAS DE SANTA MARIA, além de serem dos primeiros documentos musicais da península ibérica, têm também grande importância pela quantidade de iluminuras apresentando os instrumentos conhecidos no século XIII. O rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284), soberano de Castela e Léon, grande devoto da Virgem Maria, mandou compilar mais de 400 canções de louvor que descrevem milagres ocorridos por intermédio da mãe de Jesus. Nos 4 manuscritos que são conhecidos atualmente, mais de 350 destas canções estão em galego, dialeto que deu origem ao português. Algumas estão grafadas em notação mensurada, o que permite uma transcrição clara e definida sob o aspecto rítmico.

O LLIBRE VERMEIL (Livro Vermelho) contém peças musicais de caráter popular praticadas pelos fiéis em peregrinação à abadia de Montserrat e foi copiado em fins do século XIV ou princípio do século XV. No último terço do século XIX foi encadernado em veludo vermelho, originando sua denominação. Além de canções e danças de culto monofônicas, contém os primeiros exemplos de polifonia ibérica, dos quais Mariam Matrem é, sem dúvida, o mais sofisticado.

As NOTAS são música de dança, menos complexas e menos extensas que os ductios e os estampidos. Os dois exemplos provêm de manuscrito, hoje na British Library. O primeiro é composto de três frases melódicas repetidas na voz inferior segunda, enquanto a superior executa um contraponto continuamente diferenciado. O segundo exemplo tem duas frases, a princípio apresentadas na voz inferior e depois, na superior transposta uma quinta acima.

A Danza Alta, em oposição à dança baixa, exige grande disposição dos dançarinos em virtude dos saltos que a caracterizam. A peça de F. de la Torre (Cancioneiro do Palácio) apresenta uma melodia ricamente ornamentada com o suporte de duas vozes acompanhantes.

Triste Estaba el Rey David – A. Mudarra. Nesta pungente peça, o famoso vihuelista narra a tristeza do rei David ao saber da morte de seu querido filho Absalão, conforme narrada em II Samuel, 18:33.

Triste estaba el rey David
cuando le vinieron nuevas
de la muerte de Absalon.
Palavras tristes decia
saldas dei corazón.

Fantasia que Contrahaze la Harpa de Ludovico — O harpista Ludovico era cego, e gozava de prestígio entre os vihuelistas espanhóis de então, justamente porque conseguia ‘semitonar’ as cordas do seu instrumento através de uma técnica especial.

Entre as coleções espanholas de música polifônica profana dos séculos XV e XVI destacam-se, pela qualidade do material nelas contido, o CANCIONEIRO DO PALÁCIO e o de MEDINACELI. O repertório destas coleções é basicamente vocal e com textos em espanhol, em sua maioria.

De uma coleção do século XVII, ROMANCES Y LETRAS A 3 VOCES, provém uma versão musicada em espanhol do famoso soneto de Camões Sete anos de pastor.

Em 1492 Suas Majestades Católicas, Fernando e Isabel, houveram por bem expulsar da Península Ibérica uma enorme população de judeus por razões pretensamente religiosas. Estes judeus, que se encontravam desde a invasão árabe em perfeita convivência com ambas as culturas, a católica e a islâmica, são chamados de sefaraditas (em hebraico Sefared significa Espanha) e falam uma língua judaico-espanhola própria, o ladino (do espanhol latin). Nas novas terras onde aportam, mantêm alguns traços culturais que se transmitem até nossos dias pela tradição oral, tais como língua e canções. Extremamente difícil de serem datados, alguns destes cantos de amor, religiosos, de zombaria, são considerados por especialistas como anteriores à data da expulsão. Merece registro a semelhança da melodia de Adios querida com a ária do quarto ato da Traviata de Verdi, “Addio dei passato”.

Publicadas originalmente pelo “Jornal de Modinhas”, que funcionou de 1792 a 1795 em Lisboa, os duos Amor concedeu-m’um prêmio de Antonio Silva Leite, Se dos males e Você trata amor em brinco de Marcos Portugal mostram, junto com No momento da partida do Pe. José Maurício, a influência do gosto musical italiano, maltratando a língua portuguesa pelos frequentes problemas de prosódia que apresentam.
O Velludo e Chegou! Chegou? são peças publicadas para piano no início de nosso século que, por sua estrutura de melodia acompanhada, nos sugeriram a versão que apresentamos para flauta e violão. A primeira possui uma dedicatória “ao distinto flautista paulista João de Oliveira Duarte”, e a segunda é uma polka sobre o motivo da cançoneta Chegou! Chegou? cantada no Theatro Apollo por Mr. Visconti.

INSTRUMENTOS E ESTILOS
No começo era a diversidade, a multiplicidade, a riqueza: o mesmo som poderia ser reproduzido por instrumentos com formas completamente diferentes, mantendo-se os mesmos princípios de produção sonora – cordas friccionadas ou tangidas, sopros de embocadura livre ou não, palheta simples ou dupla etc.

O começo da padronização instrumental acompanha o advento da imprensa (início do século XVI) quando surgem os primeiros tratados gerais de música e métodos para instrumentos. Assim, começamos a poder reconhecer instrumentos que, apesar de tamanhos diferentes, são classificados como pertencentes a uma mesma família, com o mesmo timbre em registros diferentes (ex: viola da gamba baixo, tenor e soprano em ordem decrescente ).

Paralelamente a esta padronização ocorrem mudanças na escrita e na linguagem musical. A um modelo anterior que seria a melodia sozinha executada, por exemplo, com voz humana e flauta doce acompanhados por pedal (fídula) e percussão acrescentam-se linhas acompanhantes que se movem em blocos verticais, servindo de colunas de sustentação para a melodia (harmonia), podendo ter movimentos independentes (contraponto). (extraído do encarte, 1994)

Anônimo (copiladas a mando do rei Alfonso X ‘O Sábio’ (1221-1284)
01. Cantigas de Santa Maria 1. Des oje mais
02. Cantigas de Santa Maria 2. Como poden
03. Cantigas de Santa Maria 3. Maravillosos
04. Cantigas de Santa Maria 4. Gran dereit’
05. Cantigas de Santa Maria 5. A Madre de Deus
Anônimo séc. XIII
06. Música de Danza 1.Nota I
07. Música de Danza 2.Nota II
08. Llibre Vermeil – Mariam Matrem
Francisco de la Torre (Spain, floruit 1483–1504)
09. Cancioneiro do Palácio – Danza alta (séc. XV)
Cancioneiro de Medinaceli, séc. XVI
10. Cancioneiro de Medinaceli – Claros e frescos rios
Juan del Encina (Espanha, ca.1468-1529)
11. Oy comamos
Alonso de Mudarra (Spain, c.1510-1580)
12. Triste estaba el Rey David
13. Fantasia
Anônimo séc. XVII
14. Romances y Letras a 3 voces – Siete años de pastor
Anônimo séc. XV – XVII
15. Canções Sefaraditas – 1. Una matica de ruda
16. Canções Sefaraditas – 2. Los bilbilicos
17. Canções Sefaraditas – 3. Tres hermanicas
18. Canções Sefaraditas – 4. Noches, noches
19. Canções Sefaraditas – 5. En la mar
20. Canções Sefaraditas – 6. Hija mia, y casar te quiero yo
21. Canções Sefaraditas – 7. Adios querida
22. Canções Sefaraditas – 8. A la una
Antônio da Silva Leite (Porto, 1759 – 1833)
23. Amor condeceu-m’um prêmio
Marcos Antonio Portugal da Fonseca (Portugal, 1762-Rio, 1830)
24. Si dos males
25. Voce trata amor em brinco
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
26. No momento da partida
C.A.G. Villela (séc. XX)
27. O velludo
Mazarino Lima (séc. XX)
28. Chegou! Chegou?

Qvadro Cervantes – 1994

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!


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Avicenna

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Carl Stamitz (1746-1801) – Konzert für Klarinette und Orchester n°3 B-dur, Konzert für Klarinette und Orchester, n°10, B-Dur, n°11 in E-flat major, Johann Stamitz (1717-1757) – Konzert für Klarinette und Orchester B Dur

frontUm cd delicioso, que traz uma excepcional solista, Sabine Meyer, com uma orquestra mais que consagrada, a Academy of Saint-Martin-in-The-Fields, que nosso caro colega PQPBach deve prestigiar ao vivo, dentro de alguns dias, diretamente em Londres. Coisa chique nosso mentor …
Mas Sabine Meyer neste Cd traz dois compositores nem tanto conhecidos, Johann e Carl Stamitz, pai e filho, respectivamente. São obras de transição do barroco para o classicismo, e que mostram a evolução do clarinete enquanto instrumento solista. Tirei este texto abaixo do booklet que acompanha o cd:

“The clarinet is still a relatively young member of the woodwind family. It was developed from the earlier chalumeau towards 1700 by the Nuremberg instrument makers Johann Christoph and Jakob Denner as a replacement for the natural trumpet, wich was difficult to play. The first clarinets thus had a trumpet-like sound, and it took another hundred years before continued improvements in the construction and performing technique finally led to the warm, sensuous, slightly nasal and ocasionally droning idiom wich we consider as typical of the clarinet today.(…)

Se as coisas seguirem como o planejado, pretendo trazer outras obras compostas para este instrumento tão singular e agradável. Lembrando que comecei com um CD da ORFEO em que o grande Dieter Klöcker, um dos grandes clarinetistas do século XX, interpretava música de câmera.

01 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ I. Allegro moderato
02 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ II. Romanze
03 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ III. Rondo
04 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ I. Allegro
05 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ II. Aria (Andante moderato)
06 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ III. Rondo alla Scherzo (Allegro moderato)
07 – Clarinet Concerto in B flat major_ I. Allegro moderato
08 – Clarinet Concerto in B flat major_ II. Adagio
09 – Clarinet Concerto in B flat major_ III. Poco presto
10 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ I. [Allegro]
11 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ II. [Andante sostenuto]
12 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ III. [Rondo (Poco allegro)]

Sabine Meyer – Clarinete
Academy of Saint-Martin in The Fields
Iona Brown – Conductor

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FDPBach

Sabine Meyer

Sabine Meyer – Uma grande artista

 

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Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia n º 3 em D menor e Richard Strauss (1864-1949) – Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7


Quando pensamos em obras sinfônicas é impossível não lembrar os trabalhos de Anton Bruckner. O compositor austríaco foi um fenômeno nesse sentido, assim como o foi Gustav Mahler. Bruckner colocou em seus trabalhos a própria existência; a sua visão de mundo; suas disposições espirituais; suas crenças, desejos e esperanças. Sua Sinfonia número 3 não é um dos seus grandes trabalhos, mas mesmo não o sendo, impressiona pela linguagem caudalosa. O compositor a escreveu em homenagem a Richard Wagner, alguém a quem muito admirava. Penso que os trabalhos grandiosos de Bruckner se iniciam a partir da Quarta Sinfonia – um trabalho capaz de nos furtar o fôlego. Neste disco, temos além de Bruckner, o compositor – também – de tradição wagneriana, Richard Strauss. A regência fica a cargo do excelente Gennadi Rozhdestvensky. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – 

Sinfonia n º 3 em D menor
01. I. mäßig bewegt
02. II. Adagio (etwas bewegt) quase andante – Andante
03. III. Scherzo. Ziemlich schnell
04. IV. Finale. Allegro

Richard Strauss (1864-1949) – 

Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7
5. Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7

Grand Symphony Orchestra of Radio and Television
Gennadi Rozhdestvensky, regente

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Carlinus

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Ninguém merece mais

Steve Reich recebeu na Espanha o prêmio da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento por seus esforços em construir pontes entre culturas e por “tratar de questões atuais, desde o conflito palestino-israelense e o 11 de setembro e até a relação entre religião, arte e ciência”.

O prêmio é de 40 mil euros e um bom jantar comemorativo. Na boa, ninguém merece mais do que ele.

É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.

É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.

PQP

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Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Stabat Mater / Concerto para Violino / Salve Regina

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Uma gravação absolutamente perfeita desta obra tão cara ao barroco italiano foi um dos modos que Abbado encontrou de, sem procurar, despedir-se de nós. Caracterizar o que será ouvido é bem simples: é arrebatador, é virtuosismo a serviço da música, não de egos. Não é nada rotineiro este registro da Orchestra Mozart, milagre bolonhês criado por Abbado em seus últimos anos. Destaque para as cantora, o equilíbrio e o senso de estilo de tudo o que se ouve. Abbado era um monstro.

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736):
Stabat Mater / Concerto para Violino / Salva Regina

1. Stabat Mater – 1. Stabat Mater 4:14
2. Stabat Mater – 2. Cujus Animam 2:20
3. Stabat Mater – 3. O Quam Tristis 2:14
4. Stabat Mater – 4. Quae Moerabat 2:10
5. Stabat Mater – 5. Quis Est Homo 2:31
6. Stabat Mater – 6. Vidit Suum 3:35
7. Eia Mater – 7. Eia Mater 2:15
8. Stabat Mater – 8. Fac Ut Ardeat 2:20
9. Sancta Mater – 9. Sancta Mater 5:32
10. Stabat Mater – 10. Fac Ut Portem 3:52
11. Inflammatus – 11. Inflammatus 2:12
12. Stabat Mater – 12. Quando Corpus – Amen 5:00

13. Concerto For Violin In B Flat Major – Allegro 5:11
14. Concerto For Violin In B Flat Major – Largo 3:37
15. Concerto For Violin In B Flat Major – Allegro 3:41

16. Salve Regina In C Minor – 1. Salve, Regina 3:58
17. Salve Regina In C Minor – 2. Ad Te Clamamus 3:54
18. Salve Regina In C Minor – 3. Eia Ergo 1:30
19. Salve Regina In C Minor – 4. Et Jesum Benedictum 2:16
20. Salve Regina In C Minor – 5. O Clemens, O Pia 2:17

Rachel Harnisch, soprano
Sara Mingardo, contralto
Julia Kleiter, soprano
Giuliano Carmignola, violino

Orchestra Mozart
Claudio Abbado

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Acima, o saudoso Claudio Abbado rege o Stabat Mater de Pergolesi ao vivo

Acima, o saudoso Claudio Abbado rege o Stabat Mater de Pergolesi ao vivo

PQP

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