Cussy de Almeida (1936 -2010), Nélson Ferreira (1902-1976), Lula Queiroga (1960), Luiz Gonzaga (1912-1989), Humberto Teixeira (1915-1979), Capiba (1904 -1997), César Guerra-Peixe (1914-1993) e Clóvis Pereira (1932) – Grupo Orange – Raízes Brasileiras [link atualizado 2017]

MUITO BOM !!!

Postado originalmente em 31 de outubro de 2008 por CVL, repostado em 10 de março de 2011 pelo mesmo CVL e trepostado por Bisnaga, agora.

Diz-se bastante que não amamos aquilo que não conhecemos. Realmente, os CDs mais baixados até aqui, dentre os que postei, foram os de Copland e de Piazzolla (mais do que os das obras do Villa, pois Magdalena e A floresta do Amazonas completa, p. ex., são pouquíssimo conhecidas). Não reclamo por Jorge Antunes e por Padre Penalva, não tão acessíveis ao gosto predominante.

É que exortei vocês a baixarem o Réquiem Contestado de Eli-Eri Moura – porque vocês não vão encontrar essa obra, muito bela, nem em sebo – mas os downloads foram muito tímidos na semana em que o postei. Este CD aqui, do Grupo Orange, é meio ruim de achar (exceto no Recife, onde há de sobra) e também vai com minha efusiva recomendação. Portanto, aproveitem.

A melhor resenha que achei sobre o CD, que insere o Grupo Orange no contexto da música armorial e que, por sua vez, remete a outros links sobre o Movimento Armorial* e seus principais nomes na música, está neste blog.

Embora o Grupo Orange esteja desafinadinho que só (em algumas músicas em particular, como o Mourão), o repertório é excelente – principalmente Dom Cariongo, De rabeca em cantoria, Modinha, Assum Preto, De viola e de rabeca (título original de Mourão) e Galope.

Grupo Orange
Raízes Brasileiras

Cussy de Almeida (1936 -2010)
1. Dom Cariongo, Rei dos Congos
2. Caboclinhos
3. De rabeca em cantoria
4. Maracatucá
5. Modinha
Nélson Ferreira (1902-1976) e Lula Queiroga (1960). Arranjo de Maestro Duda
6. Adivinhações
Cussy de Almeida (1936-2010)
7. Cipó Branco de Macaparana
Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979) Arra. Benny Wolkoff
8. Assum Preto
Cussy de Almeida (1936-2010)
9. Cirandância
Capiba (1904 -1997). Arr. Maestro Duda
10. Minha Ciranda
César Guerra-Peixe (1914-1993) e Clóvis Pereira (1932)
11. De viola e de rabeca
Cussy de Almeida (1936-2010)
12. Aboio
13. Esquente de zabumba
Clóvis Pereira (1932), Cussy de Almeida (1936-2010) e Jarbas Maciel (1933)
14. Cavalo marinho
Clóvis Pereira (1932)
15. Terno de pífanos
César Guerra-Peixe (1914-1993)
16. Galope

Grupo Orange
Moema Macedo, bandolim (faixa 5)
Cussy de Almeida,regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 61Mb

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Cussy de Almeida: um senhor violinista e um senhor compositor!

CVL
Repostado/recauchutado por Bisnaga

7 comments / Add your comment below

    1. Não há que se desculpar, querida Clara. É que a música armorial* é uma leitura erudita da variada música folclórica do interior do Nordeste brasileiro, onde se preservou de forma mais sensível as raízes ibéricas renascentistas e barrocas.

      * O Movimento Armorial, surgido em 1970, abrange todas as artes tradicionais e aplica a elas esse mesmo princípio da incorporação de elementos populares e folclóricos sob um viés erudito, que – ao mesmo tempo em que foi uma proposta de arte nacionalista autêntica que alcançou repercussão e resultados expressivos e se deu fora do Eixo Rio-São Paulo – carregou consigo a falácia de somente reconhecer como única arte brasileira legítima a que era baseada naquelas matrizes da arte rural nordestina, por ser livre do contato com a arte popular urbana, dada a “infecção pela arte norte-americana” (argumento mais martelado no caso da música – sabendo nós que a música ibérica foi produto de um hibridismo dos mais ricos na Europa).

      1. E é preciso acrescentar que a música armorial é essencial modal, seja de predominância gregoriana, seja gitana, seja semita.

        Hoje, dado o definhamento dessas balizas que sufocaram a si mesmas, já existe um movimento de releitura da proposta armorial e que considera fontes mais diversificadas da música folclórica, não necessariamente modal, e não torce o nariz para a música popular urbana.

        Vide a Orquestra de Câmara do Estado do Mato Grosso, o rabequista José Eduardo Gramani e o grupo Syntagma, de Fortaleza, no primeiro caso; e o grupo Sa Grama, do Recife, no segundo, além de grupos de música popular como o antigo Mestre Ambrósio, o Cumade Fulozinha e o Cascabulho.

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