Requiem – Gabriel Fauré

Avicenna

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony No.9 in D minor, Op. 125 ‘Choral’ – Bruno Walter, Columbia Symphony Orchestra, Cundari, Rankin, Da Costa, Wildermann, Leslie Howard

61+AufDLfcLEis finalmente a nossa mui amada, salve, salve, Nona Sinfonia, in D Minor, de Beethoven, outro monumento da música ocidental, uma das mais importantes obras da criação humana. E mais não tenho o que dizer.
Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a falta de comentários sobre esse projeto. Com raríssimas exceções, o silêncio dominou o campo dos comentários. Tivemos a grata satisfação de conhecermos o Beto, que nos deu uma verdadeira aula sobre as transcrições que Liszt realizou. frontAgradeço imensamente a ele, que mostrou como o PQPBach pode ser coletivo. Ninguém aqui é dono absoluto da razão, ou sabe tudo sobre tudo e todos.
Bruno Walter foi um dos maiores maestros do século XX, foi um regente que atravessou o século XX trazendo na bagagem uma vasta experiência nos palcos. Foi contemporâneo e amigo pessoal de Mahler, e só isso já seria um grande diferencial, mas sua arte ultrapassou barreiras. Beethoven, Brahms e Bruckner, sem contar obviamente Mahler, foram suas especialidades, mas também são memoráveis suas gravações das sinfonias de Mozart. Felizmente a tecnologia conseguiu nos trazer esses seus registros, que oferecemos aos senhores com o maior prazer, para mostrar os tesouros que existem no passado. E espero poder trazer mais dessas maravilhosas gravações.
Leslie Howard ainda frequenta os palcos. Esse excepcional pianista, talvez o maior especialista vivo em Liszt, com toda a sua versatilidade, nos mostrou um Beethoven diferente, sob a visão de um visionário, e não podemos negar que Liszt o fosse. Um compositor além de seu tempo, que mostrou um respeito muito grande pelo gênio de Bonn quando realizou essas transcrições.

01 – Symphony No.9 in D minor, Op. 125 ‘Choral’ – I. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
02 – II. Molto vivace
03 – III. Adagio molto e cantabile
04 – IV. Presto
05 – Rezitativo O Fewunde, nicht diese Tone! Allegro assai

Emilia Cundari – Soprano
Nell Rankin – Mezzo Soprano
Albert da Costa – Tenor
William Wildermann – Bass
Westminster Symphonic Choir
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony No.7 in A Major, Op. 92, Symphony No.8 in F major, Op. 93 – Bruno Walter, Columbia Symphony Orchestra, Leslie Howard

61+AufDLfcLJá declarei aqui mesmo no PQPBach que a sétima sinfonia de Beethoven é uma de minhas obras favoritas. A sinto como uma obra que me deixa bem, ela tem um alto astral, talvez pelo fato de não ter um movimento mais lento, como um adagio, e ser em um tom maior, Lá maior, enfim, não sei, só sei que ela me deixa de bem com a vida. Mesmo ouvindo-a em uma sexta feira chuvosa nossos ânimos ficam lá em cima. Para entender essa sensação fui atrás de meu biógrafo favorito de Beethoven, Maynard Solomon. Em um primeiro momento, Solomon cita um crítico do século XIX, que vê esta Sétima Sinfonia como uma segunda Sinfonia Pastoral, completa com casamento na aldeia e danças camponesas, e outro crítico famoso, Ernest Newman, a descreve como “um surto de um poderoso impulso dionisíaco, uma divina intoxicação do espírito”. Solomon continua com sua análise:
front“Por mais singulares ou exóticas que essas interpretações possam agora parecer, vale a pena procurar algum denominador comum subjacente nas opiniões de um tão eminente grupo de críticos. Claramente, uma obra que simboliza tão poderosamente o ato de transcendência, com seus sentimentos concomitantes de júbilo e libertação, pode ser representada em linguagem por uma infinidade de imagens transcendentes específicas – as quais podem explicar-nos muita coisa tanto acerca das livre associações de seus autores quanto a respeito de Beethoven e sua música. (Solomon, p. 286).
Em outra passagem inspirada, Solomon no brinda com essa belíssima análise:
“Ambas as sinfonias (sétima e oitava) omitem o tradicional movimento lento – isto é, o movimento da mágoa e contemplação, de luto de tragédia – presente em todas as outras Sinfonias de Beethoven. Com efeito, a oitava, como seu Minueto e seu Allegretto Scherzando, vai ainda mais longe nesse aspecto do que a Sétima, já que esta possui uma longa e lenta introdução para o primeiro movimento e um Allegretto onírico que, pelo menos, parece lento em contraste com os seus movimentos vizinhos Vivace e Presto. (Solomon, p 287)”.
Enfim, duas obras primas de Beethoven, e nesta postagem também temos a Oitava Sinfonia, que coloco na mesma situação da Quarta, no sentido de ser um tanto quanto negligenciada, ainda mais depois de refletirmos sobre essa análise de Solomon.
A leitura de Walter para a Sétima Sinfonia me pareceu mais reflexiva, diferente de outros regentes, como Kleiber e o próprio Karajan, que seguem mais uma linha de acordo com a visão de Solomon, “(essas sinfonias) transportam-nos para uma esfera lúdica, de risos e folguedos, de exuberante descarga de energia contida”. (Solomon, p. 287).
Mas vamos ao que viemos. Bruno Walter e sua Columbia Symphony Orchestra e a versão transcrita para piano por Liszt nas mãos muito seguras e competentes de Leslie Howard.

Symphony No.7 in A Major, Op. 92 – I. Poco Sostenuto-Vivace
II. Allegretto
III. Presto
IV. Allegro Con Brio

Symphony No.8 in F major, Op. 93 – I. Allegro vivace e con brio
II. Allegretto scherzando
III. Tempo di menuetto
IV. Allegro vivace

Leslie Howard – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Oficina de Introdução à Técnica Vocal

Avicenna

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Ludwig van Beethoven (1770-18727) – Symphony No.5 in C minor, Op. 67, Symphonie Nr. 6 F-dur «Pastorale», Op. 68 – Columbia Symphony Orchestra, Bruno Walter, Leslie Howard

61+AufDLfcLÀs vezes forço minha memória para tentar lembrar quando foi que ouvi os acordes iniciais da Quinta Sinfonia pela primeira vez, mas não consigo. Lembro de ter ouvido a Sétima Sinfonia pela primeira vez num radinho de pilha, nos tempos em que era um jovem adolescente ainda conhecendo o mundo. A memória nos prega peças, e neste caso específico, insiste em esconder esta informação. Não que isso fosse mudar alguma coisa na minha vida. Ao contrário. Talvez por isso mesmo não consigo lembrar.

frontJá com relação à Sexta Sinfonia, não tenho dúvidas que foi com o filme “Fantasia” da Disney, em alguma longínqua Sessão da Tarde global, lá nos idos dos anos setenta, em alguma tarde de minha infância ou adolescência. Só mais tarde apareceu o vídeo cassete, e então pude rever aquela animação, que marcou tantas gerações.

Enfim, mais dois monumentos da criatividade humana. Ah, antes que me esqueça, essa versão da Sexta Sinfonia nas mãos de Bruno Walter é considerada uma das melhores de toda a história da indústria fonográfica. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Symphony No.5 in C minor, Op. 67 – I. Allegro Con Brio

II. Andante Con Moto
III. Allegro
IV. Allegro

Symphonie Nr. 6 F-dur «Pastorale», Op. 68 I. Erwachen heiterer Empfindungen bei der
II. Szene am Bach (Andante molto mosso)
III. Lustiges Zusammensein der Landleute (Allegro)
IV. Gewitter. Sturm (Allegro)
V. Hirtengesang. Frohe und dankbare

Leslie Howard – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Liszt e suas transcrições

Uma das coisas mais inspiradoras e motivadoras para nós do PQPBach é um “comentário” como esse abaixo do nosso leitor que assina beto toda música. Coloquei a palavra comentário entre aspas pois na verdade o que o Beto fez foi nos dar uma aula sobre Liszt. Pedi-lhe autorização então para copiar esse “comentário”, com alguns pequenos ajustes, adequando-o melhor ao texto. Espero que gostem:

“Inicialmente, é importante ter em mente que a arte da transcrição é uma recriação: uma adaptação a determinada forma de expressão musical de obras originalmente concebidas para outra.
Deve-se atentar para o fato de que os arranjos de Liszt para piano de obras de Bach para órgão são os que mais se aproximam de uma transcrição nota a nota. Na adaptação de obras orquestrais para piano, esse procedimento literal é impossível, para que a música surta o desejado efeito no novo meio de expressão. Embora se mantivesse fiel a melodias, ritmos e harmonias das sinfonias de Beethoven, por exemplo, Liszt tomava as necessárias liberdades na transposição das texturas orquestrais para o teclado.
O total do catálogo de transcrições de Liszt abrange 368 peças; mas como há vários itens subdivididos (12 canções, 9 sinfonias, etc) o total real chega a mais do dobro.
Um extraordinário empenho criativo, sem dúvida, que no entanto não raro lhe valeu mais censuras que cumprimentos. Uma lista tão grande poderia dar idéia de uma série infindável de obras sem interesse, produzidas com rapidez e mecânica facilidade. Mas não: as adaptações de obras de outros compositores são sempre cuidadosas e, vale frisar, altamente criativas em sim mesmas.
Liszt integra uma das correntes mais ilustres no terreno da transcrição. Os precedentes mais conhecidos são Mozart e Bach, com suas recriações de obras de Vivaldi. Não devemos esquecer que o próprio Beethoven, transformou seu Concerto para Violino num Concerto para Piano.
No século XV e início do XVI, eram comuns os arranjos de música vocal para alaúde, violas ou teclados. Na antologia da história da música de Arnold Schering, o madrigal para solista Amarilli, mia bella, de Caccini, publicado em Florença em 1602, é seguido de uma transcrição para virginais publicada por Peter Philips em Londres em 1603. É uma transcrição tão livre quanto qualquer uma das que saíram da pena de Liszt, e serve igualmente para ilustrar a idéia de um continuum entre a música antiga e a nova, do qual o próprio Liszt é apenas parte. Essa continuidade pode ser constatada de várias maneiras. Por exemplo: 1 – no século XIX, a Chacona para solo de violino em ré menor de Bach, transcrita para a mão esquerda no piano por Brahms; os arranjos de Bach e Paganini feitos por Schumann; o arranjo para orquestra de cordas de Mahler do Quarteto op. 95 de Beethoven; 2 – no século XX, as transcrições orquestrais de Ravel e Schoenberg.
A grande maioria das adaptações do século XIX pertencia ao gênero do pot-pourri, mas Liszt nunca desceria a este nível.
Busoni chamou atenção para a sutil utilização de seções contrastantes nas fantasias operísticas de Liszt, o gosto evidenciado na escolha de passagens e dos motivos usados na caracterização dramática, o emprego de ornamentação filigranada como elemento intrínseco das ‘fantasias’, e reconheceu a superioridade de Liszt em relação aos outros arranjadores contemporâneos.
O monumento a Beethoven em Bonn deve muito ao empenho de Liszt; e ele por sua vez criou seu próprio monumento a Beethoven com as transcrições das nove sinfonias. Em 1851 foi publicado seu arranjo da Nona para dois pianos – adaptação admirada entre outros por Brahms e Clara Schumann, que a tocaram juntos. No ano de 1864, Liszt publica a segunda versão da Nona para um piano apenas.
Como no caso da Symphonie fantastique, Liszt assinala minuciosamente a instrumentação de Beethoven, reproduzindo com exatidão ligaduras e fraseados. Sua grande habilidade está na criação de sonoridade apropriadas para as seções orquestrais que pareceriam fracas se fossem meramente transcrições nota por nota. Dentre muitos exemplos, temos a sutil redistribuição das texturas de acompanhamento no movimento lento da No. 4; os acordes arpejados no baixo profundo, evocando brilhantemente o terrível troar dos instrumentos graves na tempestade da Pastoral; e a freqüente combinação simultânea de diferentes texturas – tremolo, melodia em prolongado legato e acompanhamento em staccato, como no Adagio da Nona. A clareza de cada uma das vozes é mantida graças à cuidadosa notação das hastes das notas, para cima ou para baixo. Liszt estabelece frequentemente passagens com a indicação ossia, para soluções alternativas; e eventualmente inclui em pautas separadas certas vozes que não pôde incorporar aos dez dedos.
Como no caso de Beethoven, também com Berlioz a preservação do ‘espírito do original’ é invariavelmente o objetivo de Liszt. A audácia do arranjo da Symphonie fantastique fica evidente não só na bem-sucedida transformação da orquestração em termos pianísticos como em sua qualidade pura e simplesmente como documento pianístico, como Schumann não deixou de observar:

‘Liszt empreendeu seu arranjo com tal talento e entusiasmo que ele pode ser considerado uma obra original, um résumé de seus estudos aprofundados, uma verdadeira escola prática de execução de partes orquestrais no piano. Essa arte da reprodução, tão diferente do empenho detalhista do virtuose, os diferentes tipos de toque que exige, o uso inteligente do pedal, a clara interpenetração das diferentes vozes, a compreensão global das massas orquestrais – em suma, a captação de recursos e possibilidades até agora ocultas no piano só pode ser obra de um Mestre.’
Os parágrafos acima são citações do livro do professor Derek Watson sobre a obra lisztiana.
Finalizando: Liszt GÊNIO ABSOLUTO da música ocidental!
PS:
São imperdíveis as gravações de Glenn Gould das transcrições da Quinta Sinfonia e do primeiro movimento da Pastoral, bem como, o registro da transcrição da Symphonie fantastique pela EXTRAORDINÁRIA pianista Idil Biret, que na minha modesta opinião é um dos monstros sagrados do piano da segunda metade do século XX.”

 Beto Toda Música

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Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) – Missa de Nossa Senhora do Carmo (Acervo PQPBach)

Avicenna foi à França complementar a sua LP/CDteca sobre música sacra colonial brasileira, uma vez que aqui em Pindorama a sua divulgação é inexistente, marginal.
Pasmem, mas na Europa essa nossa música está fazendo um baita sucesso!

-oOo-

Allons nous! Le jour de gloire est arrivé! Direto da Cidade Luz, apresentamos a “Missa de Nossa Senhora do Carmo”, considerada pelos críticos uma das obras primas do Padre José Maurício Nunes Garcia.

“Written for the holy patron saint of the Royal Portuguese family, the Mass of the Virgin of Mount Carmel , composed in 1818, is one of the masterpieces of the composer. Its dramatic intensity is strong, its vocal virtuosity is inspired by the technic of the castrati, two of them having participated in the creation of the mass: a contralto (Laudamus Te) and a soprano (Quoniam). The variations in the sounds of the instruments and the voices, the contrasts between intensity and volume, the decorative ornamental apparatus are representative of the style of this piece.

Écrite pour la sainte patronne de la famile royale portugaise, la Messe de Notre Dame du Mont Carmel, composée en 1818, est l’un des chefs-d’œuvre du compositeur. Sa densité dramatique est forte, sa virtuosité vocale est inspirée de la technique des castrati, dont deux ont participé à la création de l’œuvre: un contralto (Laudamus Te) et un soprano (Quoniam). Les variations de timbres instrumentaux et vocaux, les contrastes d’intensité et de volume, l’ornamentation décorative sont éléments significatifs de cette pièce.”
Maria Inês Junqueira Guimarães (L’oeuvre de Lobo de Mesquita, compositeur brésilien, Université Paris IV, Sorbonne. 1996. Thèse de doctorat), no encarte.

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
01. Magnificat
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
02. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 1. Kyrie
03. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 2. Gloria In Excelsis
04. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 3. Laudamus Te
05. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 4. Gratias
06. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 5. Domine Deus
07. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 6. Qui Sedes
08. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 7. Quoniam
09. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 8. Cum Sancto Spiritu
10. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 9. Patrem Omnipotentem
11. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 10. Et Incarnatus
12. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 11. Crucifixus
13. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 12. Resurrexit
14. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 13. Sanctus Dominus Deus
15. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 14. Hosanna In Excelsis
16. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 15. Benedictus Qui Venit
17. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 16. Hosanna In Excelsis
18. Missa de Nossa Senhora do Carmo – 17. Agnus Dei Qui Tollis Peccata Mundi

* La Passion du Baroque Brésilien – 1985
* Associação de Canto Coral, dirigido por Cleofe Person de Mattos. (Em 1963, no Rio de Janeiro, a Associação de Canto Coral prestou homenagem ao recém-falecido Papa João XXIII apresentando a “Missa de 1948” de Stravinsky, sob a regência do próprio Stravinsky, que não poupou elogios à performance do Coral)
* Camerata Rio de Janeiro, regida por Henrique Morelenbaum

Aprecie! Enjoy! Appréciez!

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Avicenna
Em memória do meu irmão caçula Luis Carlos que mudou para os Céus levando parte de mim.
O Senhor te abençoe e te guarde
O Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti
O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz
Amen”

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Pe. José Maurício Nunes Garcia – Missa de Santa Cecília (Acervo PQPBach)

A missa de Santa Cecília é a última criação do Pe. José Maurício. Foi o seu gran finale, la crema de la crema!

Todos os CDs e LPs desta magnífica missa foram gravados com velocidade 6,7% acima do real, comprometendo a qualidade da gravação.

Para completar o processo ‘nascoxal’ de produção desses CDs e LPs, as 15 faixas foram aglutinatas em apenas 8 faixas, sendo que a 5ª é igual à 4ª.

Gastamos muitas horas tratando esses LPs e CDs no computador e conseguimos chegar a um resultado harmonioso. Assim mesmo não foi possível re-estabelecer na sua plenitude a gravação original por defeito dos LPs-masters que originaram os CDs, principalmente as faixas 02, 11 e 15, onde alguns solos ficaram irreversivelmente comprometidos.

E a obra? Bem , segundo o prof. Paulo Castagna, ‘a monumental Missa de Santa Cecília foi a última composição de José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), escrita em 1826 para a Confraria Santa Cecília do Rio de Janeiro, uma espécie de sindicato dos músicos daquela época. Em 1959, a Associação de Canto Coral e a orquestra Sinfônica Brasileira, sob direção de Edoardo de Guarnieri, gravaram a Missa completa, em LP duplo. Trata-se da obra com a maior quantidade de instrumentos orquestrais empregados por Nunes Garcia.’. (Texto retirado de uma Facebook fan page do Museu da Música de Mariana).

Palhinha: ouça 01. Missa de Santa Cecília CPM 113 – 01. Kyrie

Missa de Santa Cecília CPM 113
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Missa de Santa Cecília (1826) – 1. Kyrie
Missa de Santa Cecília (1826) – 2. Gloria: Et in terra
Missa de Santa Cecília (1826) – 3. Gloria: Laudamus Te
Missa de Santa Cecília (1826) – 4. Gloria: Gratias
Missa de Santa Cecília (1826) – 5. Gloria: Domine Deus
Missa de Santa Cecília (1826) – 6. Gloria: Qui Tollis
Missa de Santa Cecília (1826) – 7. Gloria: Qui Sedes
Missa de Santa Cecília (1826) – 8. Gloria: Quoniam
Missa de Santa Cecília (1826) – 9. Gloria: Cum Sancto Spiritu
Missa de Santa Cecília (1826) – 10. Credo: Patrem Omnipotentem
Missa de Santa Cecília (1826) – 11. Credo: Et Incarnatus
Missa de Santa Cecília (1826) – 12. Credo: Crucifixus
Missa de Santa Cecília (1826) – 13. Credo: Et Ressurrexit
Missa de Santa Cecília (1826) – 14. Sanctus. Benedictus
Missa de Santa Cecília (1826) – 15. Agnus Dei

Associação de Canto Coral (Cleofe Person de Mattos, regente)
Orquestra Sinfônica Brasileira (Edoardo de Guarnieri, regente)
Gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1959.


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MP3 320 kbps – 233,5 MB – 1 h 37 min
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Notas:
• Todos os links de download postados por Avicenna foram transferidos para um novo servidor hospedeiro (PQPShare), o qual ainda está em fase experimental. Se você clicar no link para download e não der resultado, por gentileza, dê uns 15 min e tente de novo.
Todos os links de download permanecerão ainda no Rapidshare até agosto de 2014.
Solicito a quem repetiu algum link em seu blog que atualize o respectivo link de download.
E não deixem de comentar a performance do novo servidor hospedeiro.

• Você conhece a fan page do Museu da Música de Mariana? Não?  Ah… me poupe!!!!! Clique aqui e curta essa fonte de informações!

• … e o site dedicado ao Pe. José Maurício? Também não? Putz! Clique aqui e conheça.

Boa audição.

Avicenna

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony nº3, in E Flat Major op. 55, ´Eroica´, Symphony nº4, in B Flat Major, op. 60 – Leslie Howard, Bruno Walter, Columbia Symphony Orchestra

61+AufDLfcLMais duas sinfonias de Beethoven, em sua versão original para orquestra e na versão transcrita para piano por Liszt. Desta vez temos a monumental Sinfonia nº 3, uma das mais belas páginas da história da música ocidental, que dispensa apresentações. Mesmo depois de tantos anos ouvindo-a constantemente, não me canso jamais de ouvi-la. Sua Marcha Fúnebre está com certeza entre as mais belas páginas já escritas na história da música.

frontA outra sinfonia é a de nº 4, um tanto quanto menosprezada, afinal estaria entre duas obras primas absolutas de Beethoven, a terceira e a quinta. Mas trata-se obviamente de um equívoco considerá-la uma obra menor do repertório sinfônico do gênio de Bonn. Não tem o mesmo impacto das acima citadas, mas precisamos colocá-la como uma obra de transição, um estudo que o compositor realizou para testar os limites do que poderia ser feito até chegar à uma fórmula ideal. Seu denso adagio inicial em um primeiro momento consegue esconder o que virá pela frente e sua explosão em um allegro vivace sempre me surpreende.

Symphony No.3 in E-flat Major, Op. 55 ‘Eroica’ –  I. Allegro con brio
II. Marcia funebre. Adagio assai
III. Scherzo. Allegro vivace
IV. Finale. Allegro molto

01 – Symphonie Nr. 4 B-dur, Op. 60 I. Adagio. — Allegro vivace
II. Adagio
III. Allegro vivace. — Un poco meno allegro
IV. Allegro ma non troppo

Leslie Howard – Piano
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony nº1 in C Major, op. 21, Symphony nº2, in C Major, op. 55 – Transcriptions for Piano by Franz Liszt – Leslie Howard, Bruno Walter, Columbia Symphony Orchestra

61+AufDLfcLSempre tive vontade de postar essas transcrições de Liszt das sinfonias de Beethoven. Porém seria um projeto longo, pois a idéia seria intercalá-las com as sinfonias originais interpretadas por uma grande orquestra, e demorei pois não me decidia entre as diversas opções que tenho. Até que lembrei da gravação que Bruno Walter fez da integral das sinfonias, já no final de sua vida, quando a Columbia lhe pediu para gravar estas mesmas sinfonias, que tantas vezes havia tocado, em som estéreo. O velho maestro, já adentrado em seus oitenta anos, mostrou a todos que continuava em forma, e realizou uma das melhores gravações já realizadas destas sinfonias.
frontCom relação às transcrições que Franz Liszt fez destas sinfonias não me cabe julgar se são boas ou ruins. Aos que ainda não conhecem, eis a oportunidade. Obviamente sentirão falta da massa orquestral, mas num ponto não podemos deixar de elogiar a loucura que Liszt fez ao encarar tal desafio: a fidelidade ao gênio de Bonn, dentro do limite do possível, é claro.
O pianista Leslie Howard é conhecido por ter gravado trocentos cds com a imensa obra pianística de Liszt. E o excelente selo Hyperion bancou o projeto. Não sei quantos volumes foram lançados, perto de cinquenta, creio, e demorou bastante tempo para ser realizado. Também não sei se já foi concluído.
Mas vamos começar pelo começo, sinfonias de nº1 e de nº2. Bruno Walter dirige a Columbia Symphony Orchestra. e Leslie Howard encara o desafio ao piano.
P.S. Nem a Sony nem a Hyperion seguem a sequência das sinfonias nos cds que estou disponibilizando. Por esse motivo, estou editando as faixas para obedecer a sequência. Assim os senhores podem mais podem entender a evolução de Beethoven enquanto compositor.

Sinfonia nº 1
01 – Symphony No.1 in C major, Op. 21 – I. Adagio molto – Allegro con brio
02 – II. Andante cantabile con moto
03 – III. Menuetto. Allegro molto e vivace
04 – IV. Finale. Adagio – Allegro molto e vivace

Sinfonia nº2

05 – Symphony No.2 in C major, Op. 36 – I. Adagio molto – Allegro con brio
06 – II. Larghetto
07 – III. Scherzo. Allegro
08 – IV. Allegro molto

Piano – Leslie Howard
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor

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SINFONIA Nº2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

bem_Bruno_Walter

Bruno Walter (1876-1962) – Um maestro lendário

Leslie Howard -  Um excelente pianista

Leslie Howard – Um excelente pianista

 

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Concertos – Janine Jansen – Janine Jansen & Friends

Janine Jansen-CoverboxEstou aproveitando as minhas férias para colocar em dia as minhas audições, que estavam bem atrasadas, assim como encarar a pilha de livros que estão aguardando sua vez, e essa pilha também está grande. Então, fazendo um backup no meu computador, reencontrei esse cd delicioso com os concertos para violino  de Bach, que todos adoramos, com certeza, em uma versão bem intimista de Janine Jansen, uma das melhores violinistas da atualidade. Além dos concertos para violino Jansen também toca as belíssimas Sonatas para Violino e Cravo, de nº 3 e 4.
Jansen juntou amigos e formou um conjunto que chamou carinhosamente de Janine Jansen & Friends e gravou essas obras primas de Bach. Parece que a moça tem força entre os produtores da DECCA, sua gravadora. Sua interpretação é clara, límpida, graças ao seu Stradivarius “Barrere”, um daqueles perfeitos instrumentos que não tem preço, sua sonoridade beira a perfeição, com o perdão da redundância.
E não é só isso: os senhores levarão também um cd bônus, com a mesma Janine Jansen tocando O Trio Sonata in G maior, BWV 1039.
Me apropriando das palavras de nosso ausente colega Carlinus, espero que tenham uma boa audição. Eu vou continuar o meu hercúleo trabalho de colocar em dia minhas audições atrasadas e encarar a pilha dos livros que aguardam sua vez de serem lidos.

01 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.1.Allegro
02 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.2.Adagio
03 – J.S.Bach-Violin Concerto No.2 In E,BWV 1042.3.Allegro Assai
04 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.1.(Allegro Moderato)
05 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.2.Andante
06 – J.S.Bach-Violin Concerto No.1 In A Minor,BWV 1041.3.Allegro Assai
07 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.1.Allegro
08 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.2.Adagio
09 – J.S.Bach-Concerto In C Minor For Violin And Oboe BWV1060.3.Allegro
10 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.1.Adagio
11 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.2.Allegro
12 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.3.Adagio Ma Non Tanto
13 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.3 In E,BWV 1016.4.Allegro
14 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.1.Siciliano (Largo)
15 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.2.Allegro
16 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.3.Adagio
17 – J.S.Bach-Sonata For Violin And Harpsichord No.4 In C Minor,BWV 1017.4.Allegro

CD Bônus

01 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.1.Adagio
02 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.2.Allegro Ma Non Presto
03 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.3.Adagio E Piano
04 – J.S.Bach-Trio Sonata In G Major BWV 1039.4.Presto

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FDPBach

Janine-Jansen

Janine Jansen – talento e beleza a serviço da música

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – The Sonatas for Piano and Cello – Richter, Rostropovich

51wlWuc1ndL._SY300_Este é um daqueles cds fundamentais em minha discoteca, um daqueles que me acompanharia se fosse para viver em uma ilha deserta. A dupla formada por Sviatoslav Richter e Mstislav Rostropovich é a minha favorita para este repertório, desde que comprei esse mesmo cd em formato de LP duplo, há uns vinte e sete anos ou mais. E ainda o tenho guardado ali no armário. Enfim, um cd fundamental, obrigatório. E tenho dito e mais não preciso dizer.

CD 1

01. No. 1- I. Adagio sostenuto – Allegro
02. No. 1- II. Rondo (Allegro vivace)
03. No. 4- I. Andante – Allegro vivace
04. No. 4- II. Adagio – Tempo d’andante – Allegro vivace
05. No. 5- I. Allegro con brio
06. No. 5- II. Adagio con molto sentimento d’affetto
07. No. 5- III. Allegro – Allegro fugato

CD 2

01. No. 2- I. Adagio sostenuto ed espressivo – Allegro molto piu tosto presto
02. No. 2- II. Rondo (Allegro)
03. No. 3- I. Allegro ma non tanto
04. No. 3- II. Scherzo (Allegro molto)
05. No. 3- III. Adagio cantabile – Allegro vivace

Sviatoslav Richter – Piano
Mstislav Rostropovich – Cello

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Chopin – Estudos, 2 Baladas etc. – com afeto e sem afetação: o milagre de Santa Guiomar II (REVALIDADO)

Publicado originalmente em 29.04.2010

Calma, calma, já vai o CD3, com os Estudos, e mais uma coletânea com peças diversas.

Coletânea? Sim, meus caros, é preciso lembrar que Guiomar já tinha 54 anos quando os LPs de vinil de 33 rotações “pegaram” (1948). O que temos em CD são remasterizações já de coletâneas remasterizadas, basicamente. Os dois CDs postados há duas semanas, mais o primeiro de hoje, integram o álbum triplo mostrado no link da Amazon da postagem anteriorJá o segundo CD de hoje é a breve coletânea mostrada acima.

Como vocês devem estar notando, estamos empreendendo a revalidação do que temos de Guiomar Novaes aqui. São oito postagens – mais ainda nos faltam algumas de suas gravações mais importantes, como a integral dos Prelúdios de Chopin, o Concerto de Schumann e, de Beethoven, o Concerto “Impreador”. Se alguém dos leitores tiver essas gravações ou pistas delas, serão mais que bem vindas!

E que tal uns flashes dessa personalidade decididíssima disfarçada de pessoa pacata que foi Mme. Novaes?

Antes de mais nada, não é lenda nacionalista a história de que Debussy, embasbacado, lhe pediu que repetisse a 3.ª Balada de Chopin (faixa 1 do 2.º CD de hoje) no seu exame de ingresso no Conservatório de Paris, com 15 anos.

No mesmo dia ele escreveu a um amigo: “Eu estava voltado para o aperfeiçoamento da raça pianística na França…; a ironia habitual do destino quis que o candidato artisticamente mais dotado fosse uma jovem brasileira de treze anos [sic]. Ela não é bela, mas tem os olhos ‘ébrios da música’ e aquele poder de isolar-se de tudo que a cerca – faculdade raríssima – que é a marca bem característica do artista …” (Carta de Debussy a André Caplet em 25.11.1909)

A Guerra de 1914-19 afastou Guiomar da Europa, e o principal de sua carreira acabou acontecendo nos EUA. Lá, em março de 1939 uma revista especializada registrou uma “conference” ministrada por Guiomar onde se lê:

“Para mim, é importante que o estudante tenha a oportunidade para desenvolver-se simples, normal e naturalmente num ser humano completo, que compreenda e aprecie a significação da verdade e do belo. Dessas coisas, em última análise, é que deve resultar um impulso para a Música. Do contrário, esta será pouco mais do que uma ginástica de dedos, uma máquina bem exercitada, mas sem alma. Toque com seus dedos e seu cérebro, mas cante com sua alma.” (Guiomar teria lido Schiller, as “Cartas sobre a Educação Estética da Humanidade”?)

Enfim: queria descobrir o que têm a cidadezinha de São João da Boa Vista, na divisa de SP com MG, pra produzir tanto artista dos grandes: a Guiomar, as feras do violão Sérgio e Odair Assad (e sua irmã Badi), a poeta Orides Fontela (1940-1998), quem mais?… E esta última, dois anos antes de morrer (no volume Teia) pareceu ecoar a fala de Guiomar:

Nunca amar
o que não
vibra

nunca crer
no que não
canta

.
“Guiomar Novaes plays Chopin” (conclusão)
CD 3: integral dos ESTUDOS

01 Etude 1 in C major, op.10, nº 1
02 Etude 2 in A minor, op.10, nº 2
03 Etude 3 in E major, op.10, nº 3
04 Etude 4 in C# minor, op.10, nº 4
05 Etude 5 in Gb major, op.10, nº 5
06 Etude 6 in Eb minor, op.10, nº 6
07 Etude 7 in C major, op.10, nº 7
08 Etude 8 in F major, op.10, nº 8
09 Etude 9 in F minor, op.10, nº 9
10 Etude 10 in Ab major, op.10, nº 10
11 Etude 11 in Eb major, op.10, nº 11
12 Etude 12 in C minor, op.10, nº 12, “Revolutionary”
13 Etude 13 in Ab major, op.25, nº 1, “Harp Study”
14 Etude 14 in F minor, op.25, nº 2
15 Etude 15 in F major, op.25, nº 3
16 Etude 16 in A minor, op.25, nº 4
17 Etude 17 in E minor, op.25, nº 5
18 Etude 18 in G# minor, op.25, nº 6
19 Etude 19 in C# minor, op.25, nº 7
20 Etude 20 in Db major, op.25, nº 8
21 Etude 21 in Gb major, op.25, nº 9, “Butterfly’s Wings”
22 Etude 22 in B minor, op.25, nº 10
23 Etude 23 in A minor, op.25, nº 11, “Winter Wind”
24 Etude 24 in C minor, op.25, nº 12

“The Art of Guiomar Novaes” (Vanguard Records)
01 Ballade No. 3 in Ab major op.47
02 Polonaise in Ab major op.53, ‘Heroic’
03 Berceuse op. 57
04 Etude in G flat major op.25 nº 9, ‘Butterfly’
05 Etude in G flat major op.10 nº 5, ‘Black Keys’
06 Ballade No. 4 in F minor op.52
07 Polonaise in F sharp minor op.44
08 Three Ecossaises op.72

CDs1+2 no servidor 2: . . . . BAIXE AQUI – download here
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Ranulfus

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Antonin Dvorak (1841-1941) – Concerto for Cello and Orchestra in B Minor, op. 104 – Du Pré, Celibidache, SRSO

FrontQuando dois músicos do porte da violoncelista Jacqueline Du Pré e do mítico regente romeno Sergiu Celibidade se reúnem, o resultado só poderia ser um: Um cd IM-PER-DÍ-VEL !!!  Emocionante, para não me alongar muito em adjetivos.
Só um porém: o cd que estou postando é o da DG, não o da ERATO. A diferença entre ambos é que o da ERATO trazia também o concerto de Saint-Saens, no qual a inglesa era acompanhada pelo ex-marido, Daniel Baremboim, mas como essa coleção é em homenagem especificamente a Celibidache,  deixaram apenas o concerto de Dvorak. Tudo bem,sem problemas. A interpretação é a mesma e não deixa de ser uma das melhores que já foram realizadas desse concerto. Du Pré era uma musicista completa, extravasava emoção por todos os poros, e dominava seu Stradivarius com maestria. Uma gigante do instrumento, que infelizmente nos deixou precocemente. Celi, bem nem há necessidade de falar de Celibidache. Ele está em seu elemento.

1 Concerto for cello and orchestra in B minor, op. 54 – Allegro
2 Adagio, ma non troppo
3 Finale – allegro moderato

Jacqueline Du Pré  – Cello
Swedish Radio Symphony Orchestra
Sergiu Celibidache – Conductor

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FDPBach

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Anton Bruckner 1824-1896) – Symphony nº3 in D minor – Celibidache, Münchner Philharmoniker

FrontMuito se discutiu sobre Celibidache nos últimos dias. Curioso que, mesmo passados tantos anos de sua morte, assim como a de Karajan, ambos regentes ainda causam discussões tão acaloradas e apaixonadas. Isso  só mostra a importância de ambos no cenário da música clássica.
Eu particularmente não nutro nenhuma paixão especial nem por um nem por outro maestro. Claro que como todos os que acompanham esse estilo musical desde a infância ou adolescência, obviamente fomos bombardeados pelo marketing poderoso da Deutsche Grammophon, que nos trazia Herbert von Karajan como a quintessência da função de maestro. Amo suas gravações de Brahms e de Beethoven realizadas na década de 60, como já declarei aqui algumas vezes. E com certeza elas irão me acompanhar até o final de minha vida, falem o que quiserem falar do maestro.
Com Bruckner minha relação é bem mais recente. E essa série com Celibidache me era totalmente desconhecida até há alguns anos atrás. Creio que devo tê-la conhecido já no PQPBach, em algum momento desses nossos oito anos nosso mentor, e bruckneriano convicto, PQPBach, deve tê-la postado, assim como nosso querido Carlinus. Mas os links já deixaram de existir há algum tempo.
Resolvi então trazer à vida novamente essa série. São apenas 7 as sinfonias que ele gravou para a EMI, da terceira até a nona.
Vamos então começar com a terceira sinfonia.

01 – I. Mehr langsam. Misterioso
02 – II. Adagio, bewegt, quasi Andante
03 – III. Ziemlich schnell
04 – IV. Allegro
05 – Applaudissements

Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

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Concerto nº1 para Violão – Dilermando Reis – obras de Radamés Gnattali (1906-1988), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), César Guerra Peixe (1914-1993), Leopoldo Hakel Tavares da Costa (1896-1969) e Agustín Barrios Mangoré (1885-1944); [Acervo PQPBach]

SHOW DE BOLA !!!

Queridos, queridos!

Hoje vou voltar à música brasileira (tá, tem uma paraguaia no fim, mas de ótima qualidade) com este instrumento que se adaptou tão bem em terras ibero-americanas, ganhando inúmeras formas de execução e se adaptando tão perfeitamente aos ritmos locais.

O mais provável é que o instrumento tenha se desenvolvido da viola portuguesa, parente não muito distante da alaúde, esta última trazida ao continente europeu pelos árabes. Os árabes, sempre os árabes… Viva os árabes! Tem tanto rastro da cultura deles na nossa até os dias de hoje…

Mas não vamos nos delongar muito sobre a história (que não deixa de ser fascinante) do violão e falemos do violonista. Eis que temos aqui, hoje, nada mais, nada menos que Dilermando Reis, que muito ouvinte castiço de clássicos torce o nariz quando se fala dele, mas que divulgou este instrumento como poucos e para quem Radamés Gnattali escreveu e dedicou o presente Concerto nº1 – belíssimo, por sinal – sinal do reconhecimento e da admiração do compositor pelo violonista.

Como o concerto só preenchera um lado do LP,  Dilermando não deixou por menos: fez uma seleção (e que seleção!) de obras brasileiras para violão erudito de Hekel Tavares, Lorenzo Fernandez e Guerra-Peixe, mais uma do paraguaio Augustín Barrios Mangoré, um dos papas do instrumento. Disso resultou um álbum de grande expressividade e de uma qualidade fenomenal.

Eu, se fosse você, não perdia a oportunidade de ouví-lo!

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Dilermando Reis
Concerto nº1 e outras peças

Radamés Gnattali (Porto Alegre, RS, 1906 – Rio de Janeiro, RJ, 1988)
01. Concerto para Violão nº1, I. primeiro movimento
02. Concerto para Violão nº1, II. segundo movimento
03. Concerto para Violão nº1, III. terceiro movimento
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
04. Pequena Modinha
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
05. Ponteado
Leopoldo Hakel Tavares da Costa (Satuba, AL, 1896 – Rio de Janeiro, RJ, 1969)
06. Ponteio
Agustín Barrios Mangoré (San Jua Bautista de las Misiones, Paraguai, 1885 – 1944)
07. La Catedral

Dilermando Reis, violão

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PQPShare – MP3  (81Mb)
PQPShare – FLAC  (148Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

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Mediação digital e pedagógica do Museu da Música de Mariana

Mediação digital e pedagógica do Museu da Música de Mariana

(email que recebemos do musicólogo Prof. Paulo Castagna)

O Museu da Música de Mariana é uma entidade cultural de interesse público e sem fins lucrativos, fundada em 1973 e mantida pela Arquidiocese de Mariana.

Desde a Páscoa de 2014, o Museu da Música iniciou um serviço de Mediação Digital e Pedagógica (MDP) para os usuários do Facebook, na forma de postagens diárias (sete dias por semana!) de notícias, informações, imagens, filmes e música, com a função de tornar o patrimônio histórico-musical brasileiro e o próprio conhecimento musicológico interessantes, contemporâneos e atrativos para o público em geral, além dos especialistas e do meio acadêmico.

Utilizando o Facebook como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), estamos divulgando diariamente, em nossa página (https://www.facebook.com/MuseuDaMusicaDeMariana/), aspectos interessantes do passado musical brasileiro, da atividade musical nas cidades históricas brasileiras, da relação entre a música, a sociedade, os costumes, as festas e a religião, além de aspectos marcantes da história, do acervo e dos projetos do Museu da Música. Esta ação visa promover o desenvolvimento de uma função social mais ampla do conhecimento histórico-musicológico e das instituições semelhantes ao Museu da Música, estimulando a multiplicação desse tipo de mediação no meio acadêmico-musical.

O serviço de MDP não deixa em segundo plano a pesquisa e nem a publicação acadêmica, que são preocupações do Museu da Música desde 1984, quando realizou (portanto há exatos 30 anos) o I Encontro Nacional de Pesquisa em Música e deu início aos encontros periódicos brasileiros na sub-área de musicologia histórica. A iniciativa visa apenas criar interesse pelos assuntos musicológicos no público em geral, bem como ampliar esse conhecimento e sua função no ambiente externo aos meios técnico e acadêmico, com o objetivo de aumentar as interrelações entre a instituição, o campo específico de conhecimento e a sociedade por eles beneficiada.

De um modo geral, as abordagens acadêmicas na área de música utilizam conceitos e terminologia muito específicas deste campo de estudo, sendo difícil sua compreensão por grande parte do público interessado pelas práticas musicais do presente ou do passado, caso não sejam profissionais da área de música.

Ao propor a mediação do seu conhecimento musicológico, o Museu da Música assume o desafio de estabelecer essa ponte, no espaço virtual ou presencial. Constatamos que a grande maioria dos visitantes do Museu da Música são portadores de gadgets (celulares, smartphones, leitores de MP3, etc.), geralmente percorrendo todo o trajeto do módulo expositivo, mesmo durante a visita guiada, com seus aparelhos em mãos, atitude que demonstra uma certa necessidade, por parte dos mesmos, de buscar maior interação entre sua familiaridade com o meio virtual e o conteúdo apresentado no Museu.

Para Maurice Halbwachs (A memória coletiva; trad. Beatriz Sidou. São Paulo: Centauro, 2006), a memória coletiva se refere a uma identidade propriamente coletiva, que explica uma experiência e um passado vividos por participantes de um mesmo grupo, o que envolve as memórias individuais, mas não se confunde com elas. Ao adequar à linguagem da web o conteúdo musicológico, fruto do cotidiano da pesquisa e da gestão do acervo, o Museu da Música veicula tais conteúdos de maneira a se tornarem subjetivamente reconhecíveis pelos usuários da web, o que possibilita sua ressignificação por parte dos nossos consulentes, sejam eles virtuais ou presenciais.

A proposta está fundamentada no conceito pedagógico de “mediação” e suas múltiplas vertentes e possibilidades, tais como apresentadas, entre outros, por Ana Mae Barbosa e Rejane Galvão Coutinho no livro Arte educação como mediação cultural e social (São Paulo: UNESP, 2008), por Carlos Alberto Sobrinho no artigo “Mediação digital e pedagógica” (Teias, Rio de Janeiro, ano 4, n.7-8, p.1-13, jan/dez 2003) e por Solimar Patriota Silva na comunicação “O facebook na formação continuada de mediadores de leitura” (Anais do 18º Congresso Internacional de Educação à Distância, São Luís, 23-26 set. 2012). Nossa ação está em consonância com a “Lei de Acesso à Informação” (Lei Federal nº 12.527, de 18/11/2011) e com os “Princípios de Acesso aos Arquivos”, adotados pela Assembléia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (Brisbane, 2012), cujo terceiro item possui esta recomendação: “Os arquivistas têm a responsabilidade profissional de promover o acesso aos arquivos. Eles divulgam informação sobre os arquivos utilizando vários meios, como a internet e publicações na web, documentos impressos, programas públicos, meios comerciais e outras atividades de alcance. Eles devem estar continuamente atentos a mudanças nas tecnologias de comunicação e usam aquelas que são disponíveis e práticas para promover a divulgação dos arquivos.” Finalmente, como apoio a este tipo de ação, vale a pena transcrever a epígrafe utilizada no artigo de Carlos Alberto Sobrinho: “Não foram os educadores que criaram as novas tecnologias do final do século XX, nem são eles que as controlam, mas têm agora a oportunidade e a responsabilidade de as usar criativamente e de um modo eficiente, no sentido de fortalecer e enriquecer a educação de todos.” Malcolm Skilbeck (Educador e ex-Diretor da OCDE).

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“Curtindo” a página https://www.facebook.com/MuseuDaMusicaDeMariana/, as postagens diárias do Museu da Música aparecerão em seu feed de notícias, juntamente com as postagens de seus(suas) amigos(as) e das demais páginas que você já curtiu. Gostando da página e das postagens, sugerimos clicar em “convide seus amigos para curtirem esta página” e agradecemos indicá-la aos seus(suas) amigos(as) e familiares, pois assim este trabalho chegará a um número cada vez maior de pessoas e cumprirá com maior eficiência sua missão de difusão e desenvolvimento da função social do conhecimento musicológico e dos projetos científicos, pedagógicos e sociais do Museu da Música de Mariana. E estando na região, venha visitar gratuitamente nossa exposição permanente ou pesquisar em nosso acervo, de terça-feira a domingo, nos horários indicados em nossa página.

Obrigado, colega!

A Equipe do Museu da Música de Mariana

Pe. Enzo dos Santos
José Eduardo Liboreiro
Vítor Sérgio Gomes
Sidiône Eduardo Viana
Gislaine Padula de Morais
Paulo Castagna

Museu da Música de Mariana
Rua Cônego Amando, 161
Bairro Chácara
CEP 35420-000 – Mariana – MG
Telefone: (31) 3557-2778
Website: http://mmmariana.com.br
E-mail: mmmariana2009@gmail.com

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O Museu da Música de Mariana já produziu 9 CDs que apresentam músicas inéditas. Foram produzidos e distribuidos somente 1.000 exemplares de cada. Hoje é considerada uma coleção rara e está esgotada!. Os 9 CDs já foram postados pelo PQPBach, em arquivos FLAC e MP3 320 kbps, exclusividade essa que somente os ouvintes do PQPBach desfrutam !!!

Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 1/9 – Pentecostes (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 2/9 – Missa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 3/9 – Sábado Santo (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 4/9 – Conceição e Assunção de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 5/9 – Natal (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 6/9 – Quinta-Feira Santa (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 7/9 – Devocionário Popular aos Santos (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 8/9 – Ladainha de Nossa Senhora (Acervo PQPBach)
Projeto Acervo da Música Brasileira – Vol. 9/9 – Música Fúnebre (Acervo PQPBach)
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As partituras e o aparato crítico das obras acima estão disponíveis aqui, em arquivos Adobe Acrobat (.pdf). As partituras estão divididas em partes para facilitar sua transferência pela internet.

Conheça a história dos 40 anos (e vários séculos) do Museu da Música de Mariana, aqui.

Aproveitem todos estes tesouros !!

Avicenna

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Robert Schumann (1810-1856): Piano Concerto, op. 54 / Pyotr Illych Tchaikosky (1840-1893): Piano Concerto nº1, op.23 – Baremboim, Celibidache, Münchner Philharmoniker

51cOcYdBQNL._SL500_AA280_Dois dos principais concertos do romantismo nas mãos de Baremboim e de Celibidache. Uma grande gravação, realizada ao vivo, para apresentar para aqueles que não conhecem o maestro Sergiu Celibidache e mostrar o quão grande ele foi. Daniel Baremboim já é figura carimbada aqui no blog, tanto enquanto pianista quanto regente. A essência do romantismo é aqui extraída com tremendo talento, tanto pela orquestra de Celi quanto pelo piano de Baremboim. Postagem realizada a toque de caixa, aproveitando o feriadão do primeiro de maio.

01 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – I. Allegro affettuoso
02 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – II. Intermezzo: andantino grazioso
03 – Schumann Piano Concerto, Op.54, A minor – III. Allegro vivace
04 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – I. Allegro non troppo e molto maestoso
05 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – II. Andante semplice – Prestissimo – Tempo I
06 – Tchaikovsky Piano Concerto No.1, Op.23, B flat – III. Allegro con fuoco

Daniel Baremboim – Piano
Münchner Philharmoniker
Sergiu Celibidache – Conductor

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