F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

Haydn é o clássico clássico, se me entendem. As performances de Steven Isserlis nos célebres Concertos para Violoncelo de Haydn — e aqui temos os dois concertos solo para violoncelo e mais uns bons extras — são magníficas. Seu modo de tocar é cheio de lirismo, técnica e elegância. A orquestra, delegada a Sir Roger Norrington, é perfeita. Diferentemente da maioria das outras gravações deste repertório, Isserlis manda bala com uma pequena orquestra e usa andamentos mais rápidos que o habitual. Como sempre, dribla facilmente as passagens traiçoeiras, mantendo-se cantando lindamente. Cada nota é ouvida claramente. A versão camarística das peças tornou-as sedutoramente sofisticadas. Ouvido atento na Sinfonia Concertante, tá? Vale a pena.

F.J. Haydn (1732-1809): Cello Concertos / Symphony No. 13 / Sinfonia concertante

1. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 1. Moderato
2. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 2. Adagio
3. Cello Concerto No. 1 in C major, H. 7b/1: 3. Allegro molto

4. Symphony No. 13 in D major, H. 1/13: 2. Adagio cantabile

5. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 1. Allegro moderato
6. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 2. Adagio
7. Cello Concerto No. 2 in D major, H. 7b/2 (Op. 101): 3. Rondo. Allegro

8. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 1. Allegro
9. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 2. Andante
10. Sinfonia Concertante for violin, cello, oboe, bassoon & orchestra, H. 1/105: 3. Allegro con spirito

Steven Isserlis, violoncelo
Chamber Orchestra of Europe
Roger Norrington

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Isserlis: sem tempo para o cabelo

Isserlis: sem tempo para o cabelo

PQP

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Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto in A Minor, op. 54, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concerto nº 21, K. 467 – Lipatti, Karajan, Philharmonia Orchestra

51GIOYsO7jL._SL500_AA280_Temos aqui mais uma gravação histórica, com o então jovem Karajan (com meros quarenta anos) acompanhando o lendário pianista romeno Dinu Lipatti, tocando o Concerto para piano de Schumann, para muitos uma das melhores gravações desse concerto na história da indústria fonográfica. Lipatti tinha apenas 31 anos de idade quando realizou essa gravação, e já sofria da doença que o levaria a morte precocemente, poucos anos mais tarde.
Eu já ouvi muitas versões desse concerto, e com certeza essa versão de Lipatti / Karajan figura entre as melhores. Mesmo com a baixa qualidade da gravação, realizada em 1948, podemos sentir toda a emotividade envolvida na interpretação. Obra densa, com melodias muito inspiradas e intensas, ela pede muita sensibilidade tanto do solista quando da orquestra. Aliás, não apenas Lipatti está inspiradíssimo, Karajan consegue extrair da orquestra um equilíbrio quase perfeito entre orquestra e o piano que permite um diálogo apaixonado, sem jamais ser afetado.
Enfim, um baita disco, como se diz aqui no sul.

01 – Schumann Concerto Am Op.54 1 Allegro affettuoso
02 – Schumann Concerto Am Op.54 2 Intermezzo
03 – Schumann Concerto Am Op.54 3 Allegro vivace

Dinu Lipatti – Piano
Philharmonia Orchestra
Herbert von Karajan – Conductor

04 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 1 Allegro maestoso
05 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 2 Andante
06 – Mozart Piano Concerto 21 C K467 3 Allegro vivace assai

Dinu Lipatti – Piano
Lucerne Festival Orchestra
Herbert von Karajan – Conductor

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Dinu Lipatti e sua amiga e conterrânea Clara Haskill – Dois grandes pianistas romenos

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Flute Sonatas – Hewitt, Oliva

folderQue Angela Hewitt é uma das maiores intérpretes de Bach da atualidade ninguém mais discute. Nosso mentor, PQPBach, a referencia com todo o louvor. E com razão. A moça tem um talento que impressiona e que só se confirma a cada cd lançado. Artista exclusiva do selo Hyperion, gravou a obra completa de papai Bach para teclado, e agora junta forças com o excelente flautista Andrea Oliva para gravarem as maravilhosas sonatas para Flauta do gênio de Leipzig. Em outras palavras, um cd absolutamente IM-PER-DÍ-VEL. Lembro de ter trazido ainda nos primórdios do PQPBach uma gravação histórica destas mesmas sonatas com o grande Auréle Nicolet acompanhado por Karl Richter, e esta foi uma das postagens de maior sucesso até hoje. Ainda nos tempos em que usávamos o Rapidshare, o número de downloads passou dos 3000, na última vez que olhei, antes que aqueles links fossem apagados.

Então, toda a genialidade na Bach nas mãos de sua principal intérprete da atualidade, Angela Hewitt acompanhando o talento de Andrea Oliva na flauta. Deleitem-se, mortais…

01 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 1. Allegro Moderato
02 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 2. Siciliano
03 Sonata In E Flat, BWV 1031 – 3. Allegro
04 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 1. Allegro
05 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 2. Adagio
06 Sonata In G Minor, BWV 1020 – 3. Allegro
07 Sonata In C, BWV 1033 – 1. Andante
08 Sonata In C, BWV 1033 – 2. Allegro
09 Sonata In C, BWV 1033 – 3. Adagio
10 Sonata In C, BWV 1033 – 4. Menuetto I & II
11 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 1. Adagio Ma Non Tanto
12 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 2. Allegro
13 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 3. Andante
14 Sonata In E Minor, BWV 1034 – 4. Allegro
15 Sonata In E, BWV 1035 – 1. Adagio Ma Non Tanto
16 Sonata In E, BWV 1035 – 2. Allegro
17 Sonata In E, BWV 1035 – 3. Siciliano
18 Sonata In E, BWV 1035 – 4. Allegro Assai
19 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 1. Andante
20 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 2. Largo & Dolce
21 Sonata In B Minor, BWV 1030 – 3. Presto; Allegro

Angela Hewitt – Piano
Andrea Oliva – Flauta

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Angela Hewitt e Andrea Oliva – Uma dupla e tanto

 

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.:interlúdio:. Keith Jarrett – Sun Bear Concertos – Piano Solo

Cardboard box frontPara quem não conhece Keith Jarrett, eis uma boa oportunidade para conhecer seu talento, versatilidade e genialidade.
São seis cds, absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS, gravados ao vivo no Japão, entre os dias 5 e 18 de novembro de 1976. Eu era um reles pirralho lá na minha cidade, no interior do Paraná, quando esses primorosos discos foram gravados. Nem imaginava que isso existia. Música para mim, até aquele momento ,eram alguns LPs e compactos espalhados pela minha casa, e claro, a rádio da cidade, que com certeza não era a melhor opção que tinhamos para conhecermos boa música.
Vai de dois em dois cds, para melhor serem degustados.

Enjoy it.

P.S. Não sei de onde tirei essa citação, mas tá aí:

Recorded at five concerts given in a two-week tour of Japan [in 1976], all presented here unedited,Sun Bear is Jarrett’s major statement in the wholly improvised solo-piano concert form, which he invented and which almost no one else has even attempted. The inevitable longueurs are few — mostly, one can only marvel at Jarrett’s bottomless flow of invention, his astonishing technical facility and grace, his fully felt inhabiting of every note, and his refusal to honor the usual borders between classical, pop, jazz, blues, gospel, folk, and modal music. Instead, he discovers the human heart at the core of every music. Listening to all of Sun Bear is like listening to Wagner’s Ring: one emerges a different person from whoever it was who cued up disc 1, track 1.
Stereophile

 

CD 1

Kyoto, november 5, 1976

1- Kyoto, Part I
2 – Kyoto, Part II

CD 2

Osaka, november 8, 1976

1 – Osaka, Part I
2 – Osaka, Part II

Keith Jarrett – Piano

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FDPBach

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Keith Jarrett – Um dos maiores pianistas da história do jazz .

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Richard Strauss (1864-1949) – Tod und Verklärung, Metamorphosen, study for 23 solo strings, Vier letzte Lieder – Janowitz, Karajan, BPO

41WMR8ZXZJLDando prosseguimento à homenagem aos 150 de nascimento de Richard Strauss, trago um disco com duas obras que talvez nunca tenham sido postadas aqui no PQPBach, ´Tod und Verklärung´ e ´Metamorphosen´. As outras peças são as famosíssimas ´Vier letzte Lieder´, quatro belíssimos lieder compostos por Strauss um pouco antes de morrer.
Richard Strauss era uma especialidade de Karajan. Existem diversas gravações no catálogo, tanto da EMI quanto da DG. Resolvi trazer esta gravação da DG por me se a mais acessível no momento. Muitos consideram a versão definitiva a que George Szell realizou com a Elizabeth Schwarzkopff, e esse cd já foi postado aqui no PQPBach há alguns anos atrás. Desde então esta obra andava meio sumida por aqui.

01 Tod und Verklärung (Death and Transfiguration), tone poem for orchestra, Op. 24
02 Metamorphosen, study for 23 solo strings, AV 142
03 Frühling (‘In dämmrigen Grüften träumte ich lang’), song for voice & orchestra, AV 150-1- Fruhling
04 September (‘Der Garten trauert, kühl sinkt in die Blumen der Regen’), song for voice & orchestra, AV150-2- September
05 Beim Schlafengehen (‘Nun der Tag mich müd’ gemacht’), song for voice & orchestra, AV 150-3- Beim Schlagengehen
06 Im Abendrot (‘Wir sind durch Not und Freude gegangen Hand in Hand’), song for voice & orchestra, AV 150-4- Im Abendrot

Gundula Janowitz – Soprano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº20, in D Minor, K. 466, Piano Concerto nº24, in C Minor, K. 491. Piano Concertos nº13, in C, K. 415, Rondo for Piano and Orchestra, nº23, in A, KV 488, Piano Concerto nº27, in B Flat, KV 595 – Clara Haskil, Markevitch, et. all.

41N08MHH8DLResolvi trazer este cd duplo para os senhores para lhes apresentar a grande pianista romena Clara Haskil, uma das maiores intérpretes de Mozart do século XX. Para os que admiram o compositor e seus concertos para piano garanto que irão ficar maravilhados com sua técnica, sensibilidade, apuro estético. Pudera, ainda criança se mudou para estudar no começo do século com grandes nomes do Conservatório de Paris, e teve como colaboradores praticamente todos os grandes nomes do século, como Anda, Lipatti,  Szigatti, Szeryng, entre outros.  Maiores detalhes biográficos podem ser encontrados na Wikipedia.  Aos que puderem, sugiro a leitura do belo texto do booklet em anexo.

Então, para o deleite dos senhores, Mozart com uma de suas principais intérpretes, Clara Haskil. Entre os diversos maestros que a acompanham neste o destaque fica com Igor Markevitch, que a acompanha nos Concertos de nº 20 e nº 24 e Ferenc Fricsay, que a acompanha no Concerto nº 27. Não por acaso os clientes da amazon.com  unanimamente deram cinco estrelas para esse CD.

CD1

01. Mozart. Piano Concerto No. 20, Allegro
02. Mozart. Piano Concerto No. 20, Romanze
03. Mozart. Piano Concerto No. 20, Rondo. Allegro assai
04. Mozart. Piano Concerto No. 24, Allegro
05. Mozart. Piano Concerto No. 24, Larghetto
06.Mozart. Piano Concerto No. 24, Allegretto
07. Mozart. Piano Concerto No. 13, Allegro
08. Mozart. Piano Concerto No. 13, Andante

Clara Haskil – Piano
Orchestre des Concerts Lamoureux
Igor Markevitch – Conductor

CD 2

01. Piano concerto no13 in C, KV 415 (conclusion)-  III rondeau, alegro

Clara Haskil – Piano
Orchestre des Concerts Lamoureux
Igor Markevitch – Conductor

02. Rondo for piano and orchestra in A,KV386

Festival Strings Lucerne
Rudolf Baumgartner – Conductor

03. Piano concerto no 23 in A,kv488, I allegro
04. II adagio
05. III allegro assai

Wiener Symphoniker
Paul Sacher – Conductor

06, Piano concerto no27 in B flat, kv595 I allegro
07. II larhetto
08. III allegro

Bayerisches Staatorchester
Ferenc Fricsay – Conductor

CD 1 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI
CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

FDPBach

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Clara Haskil – Uma grande pianista

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Sergey Rachmaninov – Piano Concertos – Ashkenazy, Haitink, Concertgebow Orchestra

81QjUIKrMGL._SL1400_Para muitos, uma das principais gravações já realizadas destes concertos. E preciso concordar, mesmo não sendo tão fã assim de Vladimir Ashkenazy. O russo realizou outra gravação integral destes concertos, mas com o Andre Previn, que postei aqui em priscas eras do PQPBach, mas esta versão com a fabulosa orquestra holandesa é superior.
Já reconheci em outras ocasiões que demorei a gostar destes concertos. Mas depois de um tempo relutante, cedi, graças a músicos como o próprio Ashkenazy e principalmente à nossa querida Martha Argerich, que realizou uma gravação absolutamente incendiária do dificílimo Concerto nº 3 com o Chailly e esta mesma orquestra holandesa e não podemos esquecer de Van Cliburn, que venceu o Concurso Tchaikosvsky para pianistas em Moscou, em plena Guerra Fria, encarando este mesmo Concerto nº3. Virei fã deste e dos outros três concertos.
Apesar de ser de um romantismo descarado, os quatro concertos apresentam dificuldades absurdas para seus intérpretes. Quando realizou estas gravações Ashkenazy já era mais maduro, mais experiente, e um pianista mais completo. Creio que suas experiências como regente também ajudaram neste processo de amadurecimento.

CD 1

1 Piano Concerto nº1, op. 1 – 1 Vivace
2 2 Andante
3 3 Allegro vivace
4 Piano Concerto nº4, in G Minor, op. 40 – 1 Allegro vivace
5 2 Largo
6 3 Allegro vivacce
7 – 31 – Rhapsody on a Theme of Paganini, op. 43

CD 2

1 Piano Concerto No.2 in C minor, Op.18 – 1.Moderato
2 2. Adagio sostenuto
3 3 Allegro scherzando
4 Piano Concerto No.3 in D minor, Op.30 – 1. Allegro ma non tanto
5 2. Intermezzo (Adagio)
6 3. Finale (Alla breve)

Vladimir Ashkenazy – Piano
Concertgebow Orchestra, Amsterdan
Bernard Haitink – Conductor

CD 1 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI
CD 2 – DOWNLOAD HERE – BAIXE AQUI

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Richard Strauss (1864-1949) – Don Quixote Fantastische Variationen über ein Thema ritterlichen Charakters, op. 35, Till Eulenspiegels lustige Streiche, op. 28 – Kempe, Tortelier, Berlin Philharmoniker

51VPl9OzcNLSe vivo fosse, Richard Strauss estaria completando 150 anos neste dia 11 de junho. Uma data para se comemorar, com certeza. Nós do PQPBach vamos homenagear esse compositor com uma série de postagens de cds com obras suas em gravações que consideramos fundamentais em quaisquer cdtecas.
Começo com uma gravação histórica do selo Testament, realizada em 1958, com o grande violoncelista Paul Tortelier dando asas à nossa imaginação no sensacional Don Quixote. Através de variações sobre um tema, Strauss genialmente descreve a loucura do cavaleiro da triste figura, deixando o violoncelo ser a voz de Quixote e a viola sendo a voz de Sancho Pança. Momentos líricos, dramáticos e de total insanidade são belamente “ilustrados” pelo violoncelo de Tortelier. Quem acompanha o solista é a Filarmônica de Berlim sob a regência de um especialista em Richard Strauss, Rudolf Kempe.
Sempre à frente da mesma Filarmônica de Berlim, Rudolf Kempe em seguida nos traz o alegre “Till Eulenspiegel”, outro poema sinfônico de Strauss, baseado nas aventuras e estripulias de um personagem saído dos contos medievais. Maiores informações sobre esse personagem podes ser encontradas na Wikipedia.
Duas obras primas de Strauss, com certeza, e nas mãos de um time de feras. Com certeza, uma gravação IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 Introduction. Don Quixote sinks into madness
2 Maggiore (Sancho Panza)
3 Variation I. Adventures with the windmills
4 variation II. The battle with the sheep
5 Variation III. Discourse between knight and squire
6 Variation IV. The adventure with the pilgrims
7 Variation V. The quest knight’s vigil
8 Variation VI. The meeting with Dulcinea
9 Variation VII. The ride through the air
10 Variation VIII. The voyage in the enchanted boat
11 Variation IX. The combat with the two magicians
12 Variation X. The defeat of Don Quixote
13 Finale (Sehr ruhig)
14 Till Eulenspiegels lustige Streiche (Till Eulenspiegel’s Merry Pranks), tone poem for orchestra, Op. 28

Paul Tortelier – Cello
Giusto Cappone – Viola
Berliner Philharmoniker
Rudolf Kempe

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Richard Strauss (1864-1949)

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Christus am Olberge – Domingo, Orgonasova, Schmidt, Rundfunkchoir Berlin, DSOB, Nagano

51uGbRakQOLPosso estar enganado, mas creio que é a primeira vez que postamos esta obra, o único Oratório que Beethoven compôs.
“Christus am Olberge”, ou traduzindo, “Cristo no Monte das Oliveiras”, foi composto em 1803, um pouco antes da Terceira Sinfonia e de sua única ópera, “Fidélio”.
Maynard Solomon, em sua excelente biografia de Beethoven, nos esclarece alguns pontos importantes sobre essa obra:

“O oratório de Beethoven, ´Cristo no Monte das Oliveiras´, op. 85, do início de 1803, foi a sua primeira obra importante sobre um tema religioso. A escolha desse tema (…) dá uma impressão de que pode ter ocorrido um surto de impulsos religiosos em Beethoven nessa época. Talvez a profunda crise pessoal, musical e ideológica por que ele estava passando durante esses anos tivesse trazido à tona, momentaneamente, seus sentimentos religiosos. Mas, com o abrandamento da crise e a consolidação do seu ´novo caminho´, esses sentimentos, aparentemente, declinaram de novo e a música religiosa desapareceu da oficina de Beethoven por meia década. Entretanto, o estilo secular e até operístico do oratório sugere que ele pode ter sido concebido menos como uma expressão de fé do que como a exploração da presença psicológica do Cristo por um não-adepto. Com efeito, poderíamos concluir que Beethoven – não sem razão – considerou a crucificação um caso especial da morte do herói, e foi atraído pelo tema, nessa época, quase como um estudo preparatório para as suas mais profundas explorações instrumentais do heroísmo”. (SOLOMON, 257-258)

Consegui essa gravação há pouco tempo atrás, e particularmente não a ouvi com muita atenção. O nome de Plácido Domingo se destaca entre os intérpretes e não ele faz feio. Li há alguns anos atrás uma crítica a respeito de sua pronúncia da lingua alemã quando gravou o “Tanhauser” de Wagner, e essa crítica considerava sua pronúncia trôpega, imprecisa e incorreta por vezes. Lembro que a gravação desse CD é de 2003. Considero a soprano Luba Orgonasova o nome a se destacar entre esses solistas. O coro está impecável e a segura regência de Kent Nagano frente à excelente Deutches Symphonie-Orchester Berlin nos brinda com momentos muita dramaticidade e emoção.
P.S. Para quem lê inglês, o booklet do cd traz uma excelente análise da obra, além de seu libreto.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Christus am Olberge

01 – Introduzione
02 – No.1. Jesus _ Jehovah, du mein Vater!
03 – Jesus _ Meine Seele ist erschuttert
04 – No.2. Seraph _ Erzittre Erde!
05 – Seraph _ Preist des Erlosers Gute
06 – No.3. Jesus, Seraph _ Verkundet, Seraph
07 – Jesus, Seraph _ So ruhe denn mit ganzer Schwere
08 – No.4. Jesus _ Willkommen, Tod!
09 – Chor der Krieger _ Wir haben ihn gesehen
10 – No.5. Jesus _ Die mich zu fangen ausgezogen sind
11 – Chor der Krieger, Chor der Junger _ Hier ist er
12 – No.6. Petrus, Jesus _ Nicht ungestraft
13 – Petrus, Jesus, Seraph _ In meinen Adern
14 – Chor der Krieger, Chor der Junger, Jesus _ Auf, auf!
15 – Chor der Engel _ Welten singen Dank und Ehre

Luba Orgonasova – Soprano
Placido Domingo – Tenor
Andreas Schmidt – Bass

Rundfunkchor Berlin
Deutsches Symphonie-Orchester Berlin
Kent Nagano – Conductor

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FDP

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