Iánnis Xenákis (1922-2001): Orchestral Works, Vol.1

Talvez seja cedo falar sobre quem fica e quem sai do cenário musical nos próximos anos. Mas das injustiças cometidas no passado, já melhoramos muito. Quem ainda a pouco duvidava da excelência de um Haydn, hoje quebra a cara. Em qualquer lugar sério, sua maestria é reconhecida. São inúmeros os concertos e gravações em sua homenagem. Vivaldi também passou por situação semelhante. Telemann é outro mestre que sofreu muito pela maldita comparação com Bach, mas hoje há vastíssima discoteca dedicada a ele. Enfim, estamos falando da redenção de compositores bem antigos. E o que acontecerá com a música dos compositores pós-1945? Acho que todos concordam que ela nunca será popular, pois exige do ouvinte uma participação muitas vezes extenuante e pouco recompensadora. Toda vez que ouço Pli Selon Pli de Boulez perco alguns quilos. Como disse, ainda é cedo.

No entanto, não podemos dizer que este cenário pós-1945 foi homogêneo. Trago Xenakis para provar que sua música lembra muito a impetuosidade de um Beethoven, não é necessário pensar muito em ritmo ou texturas (apesar da música ser riquíssima nesse quesito), é como pular no precipício, você não tem muito o que fazer, mas nunca irá bocejar. Acredito que Xenakis vai permanecer conosco para sempre.

Iánnis Xenákis (1922-2001) – Orchestral Works, Vol.1

1 – Aïs, for amplified baritone, solo percussion & orchestra
2 – Tracées, for 94 musicians
3 – Empreintes, for 85 musicians
4 – Noomena, for 103 musicians
5 – Roáï, for 90 musicians

with Beatrice Daudin
Luxembourg Philharmonic Orchestra
Conducted by Arturo Tamayo

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Xenákis

Xenákis: impetuosidade e permanência

CDF Bach

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I Festival de Música Erudita Capixaba [Acervo PQPBach]

SHOW DE BOLA (2) !!!

É preciso denunciar sempre e de forma obstinada, que a memória cultural brasileira não tem merecido dos governos de nosso Pais, atenção respeitosa. O Departamento Estadual de Cultura do Espirito Santo, através da Divisão de Música Erudita, dá seu grito de alerta com o I Festival de Música Capixaba. Nas noites do Festival, o Teatro Carlos Gomes, acolheu variadas formações instrumentais. Juri e Povo puderam ouvir e avaliar a potencialidade das vinte e seis obras selecionadas. Os prêmios de 1° lugar e de público obtiveram os compositores Carlos Cruz, com a sonatina para piano, e Mauricio de Oliveira, com o concerto para piano e orquestra, respectivamente. O prémio de melhor intérprete capixaba, ficou com o jovem pianista Manolo Cabral. Inteligentemente, o DEC, via Divisão de Música Erudita, cuidou de preservar e documentar esta manifestação cultural Capixaba, editando a obra premiada de Carlos Cruz e registrando em disco as doze obras finalistas. Ai está, um exemplo a ser imitado pelos demais órgãos oficiais de outros Estados da Federação.

MÚSICA É ARTE, É DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento e um processo. e também produto, que transcende o simples acumulo material, envolvendo e requerendo o concurso das diferentes áreas da atividade humana, sendo a expressão objetiva daquilo que chamamos civilização Dai que o apoio a iniciativa ligadas a criação, de um modo geral. e à criação artistica em particular, é próprio de um banco que pretende ser ‘de desenvolvimento’
Entende o BANDES que eventos como esse I Festival de Música Erudita Capixaba estimulam a criação musical do Espirito Santo e propiciam o surgimento/valorização de compositores, intérpretes e regentes. Entende. também, que o alcance sócio-cultural da criação musical, a exemplo do que ocorre com o conhecimento humano de um modo geral, só se concretiza quando ela é posta à disposição dos seus consumidores: interpretes e ouvintes.
Ao participar desse acontecimento o BANDES esta atuando nas matrizes próprias do processo social que chamamos desenvolvimento’
(Extraído do encarte do álbum)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

I Festival de Música Erudita Capixaba
.

Terezinha Dora Abreu de Carvalho
01. Tema Capixaba
Carlos Cruz
02. 3 peças para violão
Alceu Camargo
03. Estudo Seresteiro
Carlos Cruz
04. Invenções a 2 vozes
Alceu Camargo
05. Valsa da Saudade
Maurício Rodrigues de Oliveira
06. Preludio n° 1, Angústia
Alceu Camargo
07. Nostalgia
Carlos Cruz
08. Sonatina
09. Igreja dos Negros
Alceu Camargo
10. Caprichosa
11. Estudo em Si Menor
Terezinha Dora Abreu de Carvalho
12. Dissonâncias e Consonâncias

01. Coral do DEC, Cláudio Modesto dos Reis, Regente
02. Hélio Rodrigues, violão
03. Lia Leal Barbosa, piano
04. Antônio Pádua dos Reis, flauta / António Paulo Filho, Clarinete
05 e 06. Manolo Cabral, piano
07. Ignácia Nogueira, canto / Laudelina Marreco Pádua, piano
08. Carla Dietze, piano
09. Carla Dietze, piano / Ernesto dos Santos Silva Filho, piano
10, 11, e 12. Célia Nascimento Ottoni, piano

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Ernst Widmer (1927-1990), Hans Jürgen Ludwig (1952), Alfredo Esteban Rey (1938) – Conjunto Música Nova da UFBA [Acervo PQPBach]

SHOW DE BOLA (1) !!!

As três obras foram gravadas ao vivo. Compostas para os Concursos Latino-Americanos de 1978 e 1979, respectivamente, elas têm em comum o envolvimento com material preexistente. Assim, RELAX-REQUIEM origina-se no Choral da Cantata nº 60 de J.S.Bach, TRUNCA DINÂMICA nasce de um módulo rítmico extraído da chacarera, música popular argentina e, em ASFALTANDO O NORDESTE emergem e submergem melodias características nordestinas. Todavia não se trata de paródias.

ERNST WIDMER atua na Universidade Federal da Bahia desde 1956. É Professor Titular e, atualmente,Coordenador Central de Extensão. É membro fundador do “Grupo de Compositores da Bahia” e, com Piero Bastianelli, do Conjunto “Música Nova” da URBA. Foi Diretor dos Seminários de Música e, posteriormente da Escola de Música e Ar-tes Cênicas. Dirigiu o “Madrigal da UFBA” de 1958 a 1969. Coordenou os “Cursos de Música Nova”, as “Apresentações de Compositores da Bahia” e, desde 1974 os “Festivais de Artes Bahia”. Foi distinguido como compositor em numerosos concursos nacionais e internacionais: Com RELAX-REQUIEM, composto em 1978, obteve o 1º Prêmio. As variações sobre o Choral de J. S Bach não obedecem à forma tradicional, mas com exceção do movimento central, Memoria, cada um dos demais movimentos varia apenas um trecho do Choral: o 1º, Requiem, baseia-se nas primeiras 3 frases, o 2º, Dies Irae e o 4º, Lacrimosa, na seguinte e o último, Lux Aeterna, na frase final. O movimento central, Memoria, simétrico numa obra simetricamente concêntrica, expõe o Choral na sua íntegra evocando o passado: o canto fúnebre que vira levitação do Requiem o andar sobre águas revoltas do Dies Irae, e prepara o futuro: o pranto do Lacrimosa e a lucidez do Lux Aeterna.

HANS JÜRGEN LUDWIG iniciou seus estudos de música na sua cidade natal, formando-se Compositor em 1981, pela Escola de Música e Artes Cênicas da UFBA. Seus proessores de orquestração e composição foram Agnaldo Ribeiro, Fernando Cerqueira e Ernst Widmer. A peça ASFALTANDO O NORDESTE foi selecionada e estreada em 1979, no Concurso Latino-Americano de Composição. A obra dispensa maiores comentários podendo ser entendida como denúncia de choque ecológico.

ALFREDO ESTEBAN REY fez seus estudos musicais com Edgar Spinassi, Eduardo Frazon, Haydée Gerardi e Rodolfo Achourron. TRUNCA DINÂMICA, da série “3 TRUNCAS para pequenos grupos instrumentais”, foi igualmente selecionada e estreada em 1979, no Concurso Latino-americano de Composição. Esta peça apresenta-se com a rudeza e a ingenuidade próprias da origem geográfica da chacarera, a província de Santiago del Estero. O termo “trunca” deriva de uma das características próprias desse ritmo folclórico: suas frases terminam no último tempo fraco do compasso 3/4 [6/8]. Os seguidos trechos de silêncio lhe conferem uma arritmia contrastante. O piano aparece como austero personagem principal. A sua utilização resume-se frequentemente no puramente rítmico. Sendo uma obra que nasce de um ritmo definido, exclui instrumentos de percussão e adota uma misteriosa série de clusters.

CONJUNTO MÚSICA NOVA DA UFBA, 10 ANOS (1973-1983)
Avançando sobre as idéias iniciais formuladas como ponto de partida para os trabalhos de ensino e extensão da Escola de Musica e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, o Conjunto Música Nova consolidou sua imagem no cenário nacional e internacional, como componente especializado de uma época musical. Idealizado em 1973, tem o Conjunto exercido sua missão com sucesso ao longo desses 10 anos, apoiando a geração dos novos compositores brasileiros, ao mesmo tempo em que estabeleceu um envolvimento maior no estímulo à criatividade, na inovação do conhecimento e, até na reformulação de modelos didáticos, fatores que representam hoje o esteio da cultura musical contemporânea. Participou dos mais significativos eventos artísticos do país e do exterior, tais como: “II e III Bienais de Música Brasileira Contemporânea” (Rio de Janeiro, 1977 e 1979), tendo na oportunidade três obras gravadas em discos e video-tape; “Música Brasileira Hoje” (São Paulo, 1976); “Begegnung mit Brasilien” (Colônia, Bonn e Frankfurt, 1980);”Festivais de Arte*Bahia”(Salvador, 1975/82), realizando três concurso nacionais e dois latinoamericanos de composição; tournês de concertos no país e no exterior. E se não existissem outras razões para justificar sua presença, bastaria considerar a obra que, brotando espontaneamente, foi surgindo aos poucos e materializada em resulta dos que em termos de concepção apresentam hoje dimensões de inegável relevância.
(texto extraído do encarte)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Conjunto Música Nova da UFBA
Widmer * Ludwig * Rey

Ernst Widmer (Aarau, suíça, 1927-1990)
Relax – Requiem em forma de variações sobre um Choral de J.S.Bach
01.Requiem
02. Dies Irae
03. Memoria
04. Lacrimosa
05. Lux Aeterna
Hans Jürgen Ludwig (São Paulo, 1952)
07. Asfaltando o Nordeste
Alfredo Esteban Rey (Argentina, 1938)
08. Trunca Dinámica

Conjunto Música Nova da UFBA
Piero Bastianelli, Regente
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1983

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Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Sobre a polêmica, erudito e popular, que também lembra um pouco a relação ateu e teísta, não há muito que dizer, é mesmo um assunto interminável e muito controverso. Mas é inegável a coexistência entre aquele que afirma e o que nega. Por isso, nos assuntos musicais, só conheço Música e musiquinha; e nos assuntos religiosos, sou pós-teísta, aquele que não vê relevância no assunto. Mas é óbvio que certas “categorias” de músicos vivem na sombra dos grandes mestres, transformando belezas e inovações em clichês, e raramente fogem do meu padrão de musiquinha.

Sou extremamente crítico com relação às “misturas”. Não pela tentativa de encontrar uma linguagem inusitada, mas utilizar esse fato, o de misturar rock e clássico ou rock e jazz, como o principal elemento da obra musical; o que é um absurdo. No recife, o fator mais importante é misturar, mesmo que o resultado, na maioria das vezes, seja de uma mediocridade só. Temos um pianista famoso por aqui, que usa como logotipo – “quem disse que o erudito e o popular não podem se casar?” Claro que pode. Quem é um apaixonado por Villa, sabe que essa mistura funciona muito bem. Mas no caso particular do referido pianista, vejo apenas uma sombra distante de “erudito” (aliás, termo pedante que só existe no Brasil. Certo é música clássica ou Música, como costumo chamar).

Trago para vocês uma interessante tentativa. A sinfonia n.4, Magma, de 2002 escrita pelo compositor nascido na Estônia – Erkki-Sven Tüür (quem se habilita a pronunciá-lo?) . O cara tinha uma banda de rock, no fim dos anos de 1970, chamada “In Spe”, que já misturava elementos da música barroca. Na sinfonia ou sinfonia concertante para percussão é visível a forte influência do Rock e Jazz. Eu acho que ele foi bem sucedido, a peça é envolvente; apesar de certas passagens pouco inspiradas, levando minha concentração a se perder. Mas dessa nossa geração de “misturas”, poucos tem a competência de Tüür.

P.S.:A percussionista Evelyn Glennie é absolutamente incrível, e acreditem, a moça é surda.

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Faixas:

1. – Igavik (Eternity) for male choir & orchestra (in memoriam Lennart Meri, 2006)
2. – Inquiétude du fini for chamber choir & orchestra (dedicated to Arvo Pärt, 1992)
3. – Symphony No.4 Magma for solo percussion & symphony orchestra (dedicated to Evelyn Glennie, 2002)
4. – The Path and the Traces for strings (2005)

Estonian National Symphony Orchestra
Conducted by Paavo Järvi

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Tüür

Tüür

CDF

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Arnold Schoenberg (1874-1951): Weihnachtsmusik & Transcriptions

Link revalidado por PQP

Volto com 3 belos discos. O primeiro disco foi uma agradável surpresa. Traz uma pequena peça para o Natal e transcrições feitas por Schoenberg. Todas as peças são miniaturas transcritas para um pequeno quinteto às vezes com violinos, clarinete ou flauta, mas sempre com a presença marcante do harmonium (um tipo de sanfona avantajada) e piano. A peça que abre o disco, Weihnachtmuzik, é melódica e despretensiosa, para ouvir com toda a família perto da árvore de Natal. A transcrição do Lieder eines fahrenden gesellen de Mahler é a jóia do disco, neste caso para ouvir sozinho. Berceuse élégiaque de Busoni também recebe uma transcrição excelente, parece um Arvo Part melhorado. No final temos uma justa homenagem ao Strauss II, que fazia uma música ligeira de altíssima qualidade. Duas adoráveis transcrições das famosas Rousen aus de Sudem e Kaisewalser. Todas as obras do disco foram escritas por volta de 1920. Claro que a motivação maior dessa postagem é para lavar a alma e prepará-la … (continua)

Faixas:

1. Weihnachtsmusik (Musique de Noël), for 2 violins, cello, piano & harmonium
2. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Wenn mein Schatz Hochzeit macht
3. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ging heut’ Morgen übers Feld
4. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ich hab’ ein glühend Messer
5. Transcription for voice & chamber ensemble of Mahler’s ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Die zwei
6. Transcription for piano quintet, flute, clarinet, piano & harmonium of Busoni’s ‘Berceuse elegiaque’
7. Transcription for string quartet, flute, clarinet & piano, of Johann Strauss’ ‘Emperor Waltz’
8. Transcription for string quartet, harmonium & piano of Johann Strauss’ ‘Rosen aus dem Suden’

Performed by Paul Meyer, Michel Moragues, Isabelle Berteletti, Louise Bessette, Jean-Luc Chaignaud

Conductor by Michel Béroff

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Transcreve, Arnold, transcreve...

Transcreve, Arnold, transcreve…

CDF Bach

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Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Unsichtbare Chore from DONNERSTAG aus LICHT

Stockhausen foi um arrojado pretensioso, mas isso não pode ser considerado um defeito do compositor. Muita música de qualidade foi feita em terreno de soberba e egoísmo. Além disso, não podemos deixar de esquecer que há muita sinceridade nesta manipulação do destino, a crença do compositor que a música pode ter importância na transformação do mundo. Stockhausen acreditava que sua música conectava o homem a Deus assim como seres de outros mundos. Uma mistura de crenças judaico-cristãs com ufologia.

A ópera Licht, composta em sete partes, cada uma relacionada aos dia da criação, é o exemplo máximo desta pretensão. Ela teve início em 1977 e foi completada em 2003. A execução desta ópera é praticamente impossível de ser realizada, pois Stockhausen exige uma série de estruturas extra-musicais (diversos tipos de combinações sonoras, uma parafernália eletrônica,…) que levariam qualquer produtor ao desespero. A mais notável dessas exigências é o uso de quatro helicópteros (já postada aqui). O que vamos ouvir agora é um trecho de mais ou menos 48 minutos da ópera “Quinta-feira” chamado de Unsichtbare Chore (coros invisíveis). A gravação que temos aqui foi lançada pela gravadora Deutsche Grammophon no início desse ambicioso projeto (hoje um disco raríssimo de encontrar). A música é para coro com intervenções inusitadas.

Performed by West German Radio Chorus
Prepared by H. Schernus, G. Ritter and K. Stockhausen

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E agora é só apertar um botão, tá?

E agora é só apertar o botão, tá?

CDF / PQP (Revalidação)

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas nº 17 in C, K. 296, nº 21, in E minor, K. 304, Ludwig van Beethoven – Violin Sonata nº 5, in F op 24, “Spring”, nº9, op. 47, in A “Kreutzer” – Milstein, Pommers, Balsam

712QKjNkUFL._SL1500_Às vezes fico pensando com meus botões como seria a nossa vida sem a internet. Meu questionamento deve ser o de muita gente. Se não fosse essa genial invenção do intelecto humano como iríamos conseguir ter acesso a jóias como essas que temos postado nos últimos anos, e que outros blogs também disponibilizam no universo virtual?
Para aqueles que vivem e respiram música vinte e quatro horas por dia seria um desespero, ainda mais morando no interior do país, onde dificilmente teríamos acesso a essas caixas que as gravadoras tem lançado no mercado, trazendo grandes intérpretes do passado, com gravações remasterizadas, dando a impressão de que mesmo sessenta anos depois, nos parece que os intérpretes a realizaram há algumas semanas. Peço perdão pelo tamanho da frase, mas ela sintetiza o que sinto ao ouvir esse primor de caixa lançada pela série ICON da EMI, que traz Nathan Milstein, conhecido como o “Aristocrata do Violino”, ou o que quer se isso signifique. Truque de marketing, com certeza, para vender a imagem desse gigante do violino do século XX, um músico que rivalizou com outros gigantes na mesma época, como Jascha Heifetz, David Oistrakh, Yehudi Menuhin, ou Isaac Stern. Lembram de seu Bach que eu trouxe há pouco tempo atrás?
Esse cd que ora vos trago faz parte da coleção, e traz Milstein no apogeu de sua carreira, interpretando Mozart e Beethoven. Um Mozart espetacular é seguido por uma das melhores versões que já ouvi da “Sonata Primavera”. Um primor de execução. Sensibilidade e técnica a serviço de nossos ouvidos. Que época maravilhosa essa que vivemos,que pode nos dar acesso a essas pérolas até então escondidas em porões ou sótãos das gravadoras, e que a tecnologia recupera para o nosso prazer !

Deleitem-se, caros mortais.

01 – W. A. Mozart_ Violin Sonata No.17 in C K296_ I.Allegro vivace
02 – II. Andante sostenuto
03 – III. Rondeau – Allegro
04 – Violin Sonata No.21 in E minor K304_ I. Allegro
05 – II. Tempo di menuetto

Nathan Milstein – Violin
Leon Pommers – Piano

06 – L.v Beethoven_ Violin Sonata No.5 in F op.24 ‘Spring’_ I. Allegro
07 – II. Adagio molto espressivo
08 – III. Scherzo_ Allegro molto

Nathan Milstein – Violin
Rudolf Firkusny – Piano

09 – IV. Rondo_ Allegro ma non troppo
10 – Violin Sonata No.9 in A  Op.47 ‘Kreutzer’_ I. Adagio sostenuto
11 – II. Andante con variazioni I-IV
12 – III. Finale presto

Nathan Milstein – Violin
Artur Balsam – Piano

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Wolfgang Rihm (1952) e Alfred Schnittke (1934 -1998): String Quartets Nros. 4

Post revalidado por PQP Bach.

É com grande alegria que termino o delicioso livro do Arthur Nestrovski – Outras Notas Musicais. O livro é um compilação dos últimos dez anos da vida musical desse crítico, músico, poeta e agora, diretor artístico da Osesp. Mais ou menos 95% das críticas foram impressões vividas nas salas de concertos de São Paulo. Os progressos da Osesp, as tentativas operísticas no Municipal (muitas falhas e sucessos), os célebres convidados (Barenboim, Masur, Gidon Kremer,…), a Cultura Artística,… A descrição de Nestrovski é, na medida do possível, completa e detalhada. Só quando a clareza não é mais possível, a poesia de Nestrovski contorna essa dificuldade. Um livro sobre música e como escrever sobre música. Assim como algum de nós, Nestrovski é um entusiasta da música moderna, em especial Alfred Schnittke. Seu relato do concerto do Alban Berg Quartett na sala Cultura Artística (2003) é invejável, nos apresenta a natureza do quarteto de cordas n.4 de Schnittke, às vezes com simplicidade e noutras, em detalhes quase audíveis (ex: “Final do terceiro movimento: primeiro violino entoa uma melodia cromática, dobrada em oitavas pelo violoncelo sul ponticello…o segundo violino sustenta uma nota longa. Viola pontuando em pizzicato…”). Para compensar a frustração de não ter ido a este concerto, deixo com vocês uma gravação ao vivo do Alban Berg Quartett interpretando a mesma obra de Schnittke – o quarteto de cordas n.4. Não posso esquecer de mencionar o excelente quarteto de Wolfgang Rihm que abre o disco. Pode não ser genial como Schnittke, mas é extremamente empolgante. Comprem esse livro e ouçam essa música do outro mundo.

Wolfgang Rihm (1952) e Schnittke (1934 -1998): String Quartets Nros. 4

Wolfgang Rihm

1 – String Quartet No. 4: I. Agitato – 6:07

2 – Con Moto, allegro – andante – allegro molto – 6:50

3 – Adagio – 6:56

Alfred Schnittke

4 – String Quartet No. 4: I. Lento – 7:59

5 – String Quartet No. 4: II. Allegro – 8:00

6 – String Quartet No. 4: III. Lento – 6:10

7 – String Quartet No. 4: IV. Vivace – 3:49

8 – String Quartet No. 4: V. Lento – 10:39

Alban Berg Quartet

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Schnittke: o homem do poliestilismo

Schnittke: o homem do poliestilismo

CDF

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies nº 5 & 7 – Carlos Kleiber, WPO

511546-q-hL._SX300_Falar o que dessa gravação, cara pálida? Que é a melhor gravação destas sinfonias? Para não repetir o óbvio, só direi que com certeza este cd está entre os Top Ten de minha lista, e na lista de muita gente. Esqueça Karajan, esqueça Jochum, esqueça Celibidache, esqueça qualquer outro que lhe venha a cabeça. Carlos Kleiber é o nome a ser batido nesse repertório.

Carlos Kleiber não era uma pessoa de fácil convivência. Segundo relatos de músicos que estiveram sob sua direção, ele chegava a ser tirânico, humilhando seus músicos, para que se atingisse o seu ideal de perfeição. E isso dirigindo orquestras do nível da Filarmônica de Viena, de Berlim, do Concertgebow de Amsterdam …

E a sonoridade que ele conseguiu extrair da Filarmônica de Viena ao executarem esses dois pilares da música ocidental até hoje ninguém conseguiu.
Ouçam e tirem suas conclusões.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies nº 5 & 7 – Carlos Kleiber, WPO

01. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – I. Allegro con brio
02. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – II. Andante con moto
03. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – III. Allegro
04. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – IV. Allegro
05. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – I. Poco sostenuto – vivace
06. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – II. Allegretto
07. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – III. Presto
08. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – IV. Allegro con brio

Wiener Philharmoniker
Carlos Kleiber – Conductor

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FDPBach

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Pierre Boulez (1925-): Sur Incises

Não podemos ser felizes. Não é possível a felicidade num ambiente hostil. E enquanto estivermos vivos, acabaremos cedendo, mais cedo ou mais tarde, aos ataques inusitados, às angustiantes sensações e o depressivo tédio. Então pra quê se enganar com a vida, se morrer é a melhor opção contra a infelicidade? Resposta simples, o homem é medroso, prefere sofrer, pois se acostuma com o sofrimento. Já na morte, o homem não sabe o que encontrará. Para os ateus é óbvio, tutto è finito. E para qualquer religioso de verdade, a morte o melhor caminho, a única saída para felicidade, por isso não podemos negar que os grandes homens de fé da atualidade são os suicidas.

Depois dessa introdução revigorante, gostaria de salientar certos pontos na música de Pierre Boulez que me fizeram pensar sobre esse assunto. O desconhecido é o que o homem mais teme. Não é surpresa, portanto, descobrir que a música do francês é tão pouco atrativa para o ouvinte temente. Ela foge completamente da percepção natural de um ser humano, que na maioria das vezes é acostumado à linearidade da vida, a um destino certo e um final de glória no reino divino. Mas este mesmo ser doutrinado, que sabe o certo e errado, cai na armadilha de sua própria natureza complexa e fascinante. Por mais que ele tente, a sua mediocridade não será bastante para mudar isso. Só a mediocridade máxima levará o homem à felicidade plena.

Bastam segundos de Sur Incises para percebermos que estamos perdidos. No belo livro “A música desperta o tempo” de Daniel Barenboim, há uma passagem sobre a importância da memória auditiva. Quando ouvimos música, “o ouvido lembra-se do que já percebeu e, por meio disso, volta ao passado ou pode até ter consciência dele e do presente ao mesmo tempo…o ouvido cria a conexão entre o presente e o passado e envia sinais ao cérebro quanto ao que esperar do futuro”. Algo absolutamente impossível na música de Boulez. Assim como na pintura abstrata, onde o espaço parece não ter início ou fim, na música de Boulez, a idéia de passado e futuro é inexistente. Ou seja, uma dificuldade incrível para o homem moderno que tem sempre como guia o tempo. Eis o paradoxo, a música moderna não foi feita para o homem moderno.

O sofrimento escurece os objetivos que levam à felicidade. E nesse caminho tortuoso, o som do ponteiro do relógio é ensurdecedor. Já com Boulez, aprendemos que a questão do sofrimento e felicidade é irrelevante, assim como o bendito tempo. O homem é catapultado ao espaço onde não há pontos de referências. A música de Boulez é música de contemplação.

Faixas:

1. Sur Incises (1996/1998) pour trois pianos, trois harp, trois percussion-claviers – Moment I

2. Sur Incises (1996/1998) pour trois pianos, trois harp, trois percussion-claviers – Moment II

3 – 6. Messagequisse (1976/77) pour violoncelle solo et six violoncelles

7 – 15. Anthèmes 2 (1997)

Performed by Jean-Guihen Queyras, Ensemble InterContemporain

Conducted by Pierre Boulez

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Boulez:

Boulez: o anti-medíocre

CDF

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Fryderyk Chopin (1810-1849): Piano Concertos Nº1 & 2 – Jan Lisiecki, Howard Shelley, Sinfonia Varsovia

FrontAdoro os concertos para piano de Chopin. Principalmente o primeiro, que segundo a história, seria o segundo, enquanto o segundo seria o primeiro. Mas enfim, adoro esses dois concertos. Eles são de um lirismo único, e quando se tem um pianista do nível de Jan Lisiecki as coisas ficam ainda melhores. Não é a toa que o jovem canadense, filho de poloneses, já ganhou diversos prêmios ao redor do mundo, inclusive na terra natal de seus pais. Não é pouca coisa não. E e ele ainda tem 19 anos de idade. Ainda tem a vida inteira pela frente. Olha os prêmios que esse rapaz já ganhou com esse CD:

Diapason d’Or Découverte Award, May 2010 Gold Award,
Polish Society of the Phonographic Industry

Ah, em 2013 ele também ganhou o  Gramophone Young Artist of the Year. Esse garoto vai longe.
Eu já contei que ele tinha 15 anos de idade quando gravou esse CD? E que o condutor Howard Shelley é um dos maiores pianistas ingleses de sua geração? Pois é, meus caros, a coisa toda só poderia ter um resultado só: um CD absolutamente IM-PER-DÍ-VEL !!

01 – Piano Concerto in E minor Op.11 – I. Allegro maestoso
02 – Piano Concerto in E minor Op.11 – II. Romance. Larghetto
03 – Piano Concerto in E minor Op.11 – III. Rondo. Vivace
04 – Piano Concerto in F minor Op.21 – I. Maestoso
05 – Piano Concerto in F minor Op.21 – II. Larghetto
06 – Piano Concerto in F minor Op.21 – III. Allegro vivace

Jan Lisiecki – Piano
Sinfonia Varsovia
Howard Shelley – Conductor

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FDPBach

Jan-Lisiecki-am-Klavier

Jan Lisiecki – Um talento impressionante vindo das terras de Glenn Gould

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 – Mullova, Oistrakh

Enquanto o mano PQP goza de suas merecidas férias, e os outros membros do blog também parecem estar desfrutando deste período de festas, trago mais duas versões do Concerto para Violino de Beethoven.


A primeira é a gravação, de 2002, que Viktoria Mullova fez com o John Elliot Gardiner e a Orchestre Revolutionnaire et Romantique, cujos músicos tocam com instrumentos e orientações de época.  Gardiner é um grande especialista neste estilo de interpretação, mas por algum motivo, que não consegui identificar, não conseguiu convencer alguns clientes da Amazon, que em média, deram “apenas” quatro estrelas para esta gravação.  Mas claro que aqui a estrela é Mullova, sempre perfeita, e totalmente à vontade. Um assombro essa menina.


A outra gravação é considerada “A” gravação do século XX desse concerto, com um David Oistrakh no apogeu e auge da carreira, final dos anos 50. E Oistrakh? Para que falar? O homem é, em minha modesta opinião, o maior violinista do século XX. E ponto final. Quem tiver interesse, e tempo, existe uma série de 17 cds postadas no avaxhome chamada “David Oistrakh – The Complete Recordings”. Pode até mesmo comprar, pois está custando apenas 54 dólares no site da amazon. A famosa barbada. Mas vamos ao que interessa. E antes que me esqueça, um excelente 2010 para todos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Concerto, op. 61

01. Violin Concerto in D major Op.61 – I. Allegro ma non troppo (Cadenza; Kreisler)
02. Violin Concerto in D major Op.61 – II. Larghetto
03. Violin Concerto in D major Op.61 – III. Rondo; Allegro (Cadenza; Kreisler)

David Oistrakh – Violin
Orchestre National Radiodiffusion Française
Andre Cluytens – Conductor

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Viktoria Mullova – Violino
Orchestre Revolutionnaire et Romantique
John Elliot Gardiner – Conductor

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Preferimos Mullova a Oistrakh

No âmbito das fotos, preferimos Mullova a Oistrakh

FDPBach

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Carl Orff (1895-1982) – Carmina Burana – Shirley-Quirk, Norma Burrowes, Louis Devos, RPO, Dorati, et at..

71sk0dJICRL._SL1500_Uma das obras mais enigmáticas e importantes do Século XX, Carmina Burana continua incrivelmente atual em pleno século XXI.
Tive a sorte de conhecer a obra antes de assistir ao terrível filme de Pier Paolo Pasolini, “Saló, ou os 120 Dias de Sodoma”, que me impressionou fortemente, aliás, creio que impressionou a todos que o assistiram naquelas sessões disputadíssimas na sala de Cinema do Centro Integrado de Cultura de Florianópolis, lá nos idos de 1988 ou 1989, não tenho certeza. Uma curiosidade sobre essas sessões: elas começavam lotadas, com gente sentada nas escadas, já que a sala de projeção não era muito grande, e no final, nunca tinham mais de 10 espectadores, tão impactante o filme era.
Não vem ao caso discutir se o filme foi produto de uma mente genial ou doentia, mas sim a utilização que Pasolini fez da música de Orff. Passados vinte e cinco anos, até hoje, quando ouço “Veris Leta Facies” não consigo tirar a cena da cabeça do jovem tendo de comer seus próprios excrementos no chão daquele escuro e sombrio castelo. Repugnante, cena que fez metade dos espectadores levantarem-se e irem embora.
Mas como falei antes, eu felizmente já conhecia a obra de Orff antes de assistir ao filme. E felizmente, continuei amando a obra, mesmo depois de tão terrível experiência. Pois as letras das músicas nada tem a ver com o filme.
Existem muitas análises feitas sobre essa obra. Basta clicar no google e procurar.
Esta gravação que ora vos trago é uma das melhores que já ouvi, tendo Antal Dorati à frente da Royal Philharmonic Orchestra, e o excelente baixo inglês John-Shirley Quirk liderando o naipe de solistas.

Para se deliciar numa tarde de primavera, de preferência em alto e bom som…

P.S. Para aqueles que usam o Windows Media Player para ouvir suas músicas, por algum motivo esse cd aparece como sendo uma gravação da Naxos, mas lhes garanto que é do Dorati, pela DECCA, em gravação realizada em 1976, pois eu mesmo ripei o cd para disponibilizá-lo.

01 Fortuna Imperatrix Mundi, No 1- O Fortuna
02 Fortuna Imperatrix Mundi – No 2 Fortune Plango Vulnera
03 Primo Vere, No 3- Veris Leta Facies
04 Primo Vere, No 4- Omnia Sol Temperat
05 Primo Vere, No 5- Ecce Gratum
06 Uf Dem Anger, No 6- Tanz
07 Uf Dem Anger, No 7- Floret-Silva
08 Uf Dem Anger, No 8- Chramer, Gip Die Varwe Mir
09 Uf Dem Anger, No 9- Reie-Swaz Hie Gat Umbe-Chume, Chum Geselle Mi
10 Uf Dem Anger, No 10- Were Diu Werlt Alle Min
11 In Taberna, No 11- Estuans Interius
12 In Taberna, No 12- Olim Lacus Colueram
13 In Taberna, No 13- Ego Sum Abbas
14 In Taberna, No 14- In Taberna Quando Sumus
15 Cour D’Amours, No 15 – Amor Volat Undique
16 Cour D’Amours, No 16- Dies, Nox et Omnia
17 Cour D’Amours, No 17- Stetit Puella
18 Cour D’Amours, No 18- Circa Mea Pectora
19 Cour D’Amours, No 19- Si Puer cum Puellula
20 Cour D’Amours, No 20- Veni, Venim, Venias
21 Cour D’Amours, No 21- In Trutina
22 Cour D’Amours, No 22- Tempus est Iocundum
23 Cour D’Amours, No 23 Dulcissime
24 Blanziflor et Helena, No 24- Ave Formosissima
25 No 25- O Fortuna

Norma Burrowes – Soprano
Louis Devos – Tenor
John-Shirley Quirk – Bass
Royal Philharmonic Orchestra
Brighton Festival Chorus
Antal Dorati – Conductor

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FDP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Concerto, Op. 61 — Jansen, Perlman

Eis uma falha do blog que nunca deverá ser perdoada. Um leitor alertou que não encontrou nenhuma gravação do Concerto para Violino de Beethoven, o famoso op. 61. Em minha cabeça, eu tinha certeza de que havia postado alguma versão, ainda no início do blog, mas para minha surpresa, nem com Heifetz, nem com o Stern, nem com o Oistrakh, enfim,nenhuma. Nem da parte de meus colegas, talvez Clara Schumann tenha postado alguma versão, mas não lembro, e quando ela se retirou do blog, apagou todas as suas postagens.

Para compensar esta tremenda falha, estarei nos próximos dias estarei postando as minhas versões favoritas, desde as mais antigas, até as mais atuais.

Para começar, trago duas versões. Uma é a recentemente lançada pela Janine Jansen, uma jovem holandesa, que já nos deixou embevecidos com sua beleza graças a uma postagem do mano PQP, em sua redenção à obra de Tchaikovsky.

A outra gravação que trago aqui agora é a celebrada versão de Itzhak Perlmann com o Giulini, creio que gravada em 1980.

Não quero fazer comparações, apenas demonstrar de que forma esta obra vem sendo interpretada no correr dos anos. Não posso comparar gigantes em seu apogeu, como Oistrakh ou Heifetz com a própria Jansen, ou Hahn, jovens que tem uma vida inteira pela frente.

Enfim, vamos ao que interessa.

Ludwig van Beethoven – Violin Concerto, op. 61

1 Allegro ma non troppo
2 Larghetto
3 Rondo – Allegro

Itzhak Perlman – Violin
Philharmonia Orchestra
Carlo Maria Giulini

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Ludwig van Beethoven – Violin Concerto, op. 61

1 Allegro ma non troppo
2 Larghetto
3 Rondo – Allegro

Janine Jansen – Violin
London Symphony Orchestra
Paavo Järvi

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No âmbito das fotos, preferimos Jansen a Perlman

No âmbito das fotos, preferimos Jansen a Perlman

FDP Bach

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Johannes Brahms (1833-1897) – The Piano Concertos, 4 Ballads, op. 10, Waltz, op. 39, Piano Pieces, opp. 116-119 – CD 2 de 4 Kovacevich, Davis, LSO,

Scan01Se Stephen Kovacevich tivesse realizado apenas essa gravação do Concerto nº 2 para Piano e Orquestra de Brahms, junto com Colin Davis e a Sinfônica de Londres, lá nos idos dos anos 70, já poderia ser colocado no Hall of Fame dos grandes pianistas do século XX. Já comentei anteriormente que tenho uma relação muito pessoal com essa gravação, desde que a comprei, lá em 1987 ou 88. Brahms para mim ainda era um compositor um tanto quanto obscuro. Sua obra ainda era uma incógnita para mim. Ainda era o tempo do LP. Lembro que comprei em uma promoção, dois pelo preço de um, junto dele veio um LP com as Danças Eslavas de Dvorák, na versão de Antal Dorati, outro primor da indústria fonográfica. Bendita a hora em que o gerente daquela loja de discos no centro de Florianópolis resolveu dar uma geral no setor de clássicos, e tirar aqueles álbuns encalhados, que não vendiam.

Já colocamos em discussão por aqui diversas vezes, e não canso de afirmar que considero este Concerto nº 2 para Piano e Orquestra de Brahms o melhor Concerto já escrito pelo ser humano, uma obra que faz parte do cânone cultural ocidental. Um diamante lapidado com cuidado e esmero por este gigante alemão, Johannes Brahms.
E o californiano Stephan Kovacevich, filho de pai croata e mãe norte-americana, junto com Colin Davis e a Sinfônica de Londres, naqueles inspiradores anos 70, conseguiram extrair a essência da obra, aquilo que ela tem de mais profundo. Impossível ouvir essa gravação e ficar imune à sua beleza.

Deliciem-se, então, mortais.

01 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 1. Allegro non troppo
02 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 2. Allegro appassionato
03 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ 3. Andante – Piu adagio
04 – Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83_ Allegretto grazioso – Un poco p
05 – Klavierstucke, Op. 76_ 1. Capriccio in F sharp minor
06 – Klavierstucke, Op. 76_ 2. Capriccio in B minor
07 – Klavierstucke, Op. 76_ 3. Intermezzo in A flat major
08 – Klavierstucke, Op. 76_ 4. Intermezzo in B flat major
09 – Klavierstucke, Op. 76_ 5. Capriccio in C sharp minor
10 – Klavierstucke, Op. 76_ 6. Intermezzo in A major
11 – Klavierstucke, Op. 76_ 7. Intermezzo in A minor
12 – Klavierstucke, Op. 76_ 8. Capriccio in C major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis

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FDP

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.: interlúdio – Indigo Jam Unit + Quasimode :.


Apesar de algumas carrancas, fiquei especialmente feliz com o resultado do último interlúdio — o jazz supraenergético do Soil & “Pimp” Sessions. Que uma parte do público deste blog é deveras conservador, já se sabia; o que eu seguidamente me pergunto, ao preparar as postagens para cá, é quão inovadores, permeáveis e, principalmente curiosos outros grupos de leitores podem ser. E ao abraçar o Japão com o groundbreaking jazz do S&PS, as respostas que chegaram pelos comentários foram gratificantes. Como, por exemplo, tangenciou o Juan Carlos Bosco: é preciso louvar as novas iniciativas em torno do jazz. Não se trata exatamente de falar em “renovação” — palavrinha que traz um ranço indesejado, de que o antigo não presta mais —, mas de re-interesse, re-despertar. Mais do que fazer jazz de uma forma leve, arejada, os novos combos que lotam pubs de Nagoya, Tokyo e Osaka estão formando novas gerações de ouvintes de jazz; e estão mostrando que o estilo não serve apenas para ouvir em casa, ou em lounge bars de personalidade molenga.

Não sei o que vocês acham, mas este cão fica sorrindo ao imaginar que, em “botecos” japoneses, tem gente que sai para dançar jazz ao invés de dance music. Curtir ativamente um estilo que parece renegado ao easy listening, pano de fundo, ao menos em nosso país.

Nada mais justo, portanto, que continuar nosso passeio pelo Japão. O post de hoje traz outros dois sensacionais combos — que, ao contrário do S&PS, são menos “barulhentos” e caminham mais próximos ao jazz tradicional, embora sem perder as doses generosas de groove, e os toques de latinidade, que marcam este particular DNA. Aliás, que não fique dúvida: tanto o Indigo Jam Unit quanto o Quasimode tem uma formação básica que inclui bateria e percussão fixas, além de double bass e piano.

O Indigo Jam Unit não precisa de mais nada; suas faixas são calcadas principalmente no baixo, que divide a maior parte da atenção com os belos riffs de piano. Apesar de um toque de nu-jazz, sua base é bop, e com muito a dever ao jazz modal, principalmente o dos anos 60. E boas composições: além de repletas de swing, são faixas que permanecem nos ouvidos e na memória (ouça Rumble, com um solo de piano de tirar o fôlego, e Time, com sua percussão marcante, e concorde comigo). Não só isso; é um álbum bastante cinemático, com muito movimento, e uma trilha sonora grandiosa pra quem se aventura com mp3 portáteis nas ruas da cidade.


Já o Quasimode, apesar de ter a mesma formação de base, utiliza convidados nos metais; no disco presente, um par de trumpetes e um sax alto, se identifiquei bem (impossível achar a listagem completa do cd na internet. Estamos tratando de grupos ainda pouco conhecidos fora do país de origem). Havia dito que o Indigo Jam Unit tem um feeling sessentista? Pois este disco do Quasimode não é apenas o feeling, mas também homenagem. A banda, que neste ano ganhou a chancela Blue Note de qualidade, resolve fazer uma releitura de clássicos daquela década, tocando standards de artistas do catálogo de sua nova gravadora. O resultado é um disco bastante coeso de jazz contemporâneo: das três bandas japonesas apresentadas, esta é a que tem raízes mais expostas — embora as faixas puxadas no soul e nos bongôs e ton-tons deixem claro de que não se trata de um disco antigo.

Para além de um jazz muito bem feito, tenho um particular carinho ao saber que ouço música ao mesmo tempo tradicional e inovadora, gravada do outro lado do mundo, e nos dias de hoje. (Estas duas bandas, inclusive, lançaram novos álbuns no começo deste mês.) Espero que vocês sigam comigo nessa jornada!

Indigo Jam Unit – Pirates /2008 (V2)
download – 65MB

樽栄嘉哉: keyboards
笹井克彦: double bass
和佐野功: percussion
清水勇博: drums

01 Pirates
02 Rumble
03 Giant Baby
04 Arctic Circle
05 Himawari
06 Time
07 Nostalgia
08 Trailer
09 Raindrop

Quasimode – Mode of Blue /2008 [V2]
download – 86MB

Yusuke Hirado: keyboards
Takahiro Matsuoka: percussion
Sohnosuke Imaizumi: drums
Kazuhiro Sunaga: bass

01 mode of blue(新曲/ブルーノート・トリビュート曲)
02 On Children (Jack Wilson)
03 Afrodisia (Kenny Dorham)
04 Little B’s Poem feat. Valerie Etienne (Bobby Hutcherson)
05 The Loner (Donald Byrd)
06 No Room For Squares (Hank Mobley)
07 Congalegre (Horace Parlan)
08 Ghana (Donald Byrd)
09 Sayonara Blues (Horace Silver)
10 African Village (McCoy Tyner)
11 Night Dreamer (Wayne Shorer)

Boa audição!

Os japas do Quasimode

Os japas do Quasimode

Blue Dog

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Cesar Franck (1822-1890) – Piano Trios, Violin Sonata – The Bekova Sisters

FrontCesar Franck aparece muito raramente por aqui. Não sei o porque, lembro que nosso querido e retirado Monge Ranulfus postou alguns cds da obra organística do francês, mas depois disso creio que o compositor sumiu daqui.

Vou tentar cobrir essa falha trazendo dois belos cds com uma pequena amostra de sua música de câmara, interpretado por um trio de irmãs nascidas no Cazaquistão, mas que estudaram em Moscou. Bela música tocada com muita competência.

Front

CD 1

01 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – I. Andante con moto
02 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – II. Allegro molto
03 – Piano Trio, Op. 1 No. 1 – III. Finale- Allegro maestoso
04 – Violin Sonata – I. Allegretto ben moderato
05 – Violin Sonata – II. Allegro
06 – Violin Sonata – III. Recitativo-fantasia- Ben moderato –
07 – Violin Sonata – IV. Allegretto poco mosso

CD 2

01 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Allegro moderato
02 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Andantino
03 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Minuetto
04 Trio 2 Op 1 #2 Bflat, Finale Allegro molto
05 Trio 4 Op 2 B minor
06 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Allegro
07 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Adagio – Quasi allegretto – Meno vivo
08 Trio 3 Op 1 #3 B minor, Poco lento – Moderato ma molto energico – Il doppio piú lento

Bekova Sisters:

Elvira Bekova – Violin
Alfia Bekova – Cello
Eleonora Bekova – Piano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

elvira-bekova-0

Bekova Sisters

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Johannes Brahms (1833-1897) – The Piano Concertos, 4 Ballads, op. 10, Waltz, op. 39, Piano Pieces, opp. 116-119 – CD 1 de 4 Kovacevich, Davis, LSO,

Scan01A obra pianística de Brahms apareceu com pouca frequência aqui no PQPBach. Lembro de um cd de Kristian Zimerman, cujo link já desapareceu há muito tempo, e só. Claro que falo das obras para piano solo, não de seus monumentais concertos para piano.
Resolvi então trazer esta caixa com cinco cds da Phillips, com meu pianista favorito para esse repertório, Stephen Kovacevich, gravações estas realizadas entre o final dos anos 60 e início dos anos 80.
Tenho uma relação muito particular com este pianista, foi ele quem me apresentou o Concerto nº2, e sua leitura me cativou imediatamente, e desde então cultivo um carinho muito especial por esta gravação. Infelizmente Kovacevich meio que sumiu dos palcos durante alguns anos, se não me engano por problemas de saúde, mas pelas últimas notícias que li, ele está novamente ativo, realizando performances pelos palcos do mundo inteiro.
O primeiro cd dessa caixa traz o monumental Concerto nº1, em uma versão mais “light”, eu diria, não tão soturna, mais romântica do que e as que estamos acostumados a ouvir. É deslumbrante acompanhar o embate entre piano e orquestra, em um duelo sem vencedores.
Stephen Kovacevich, Colin Davis e a Sinfônica de Londres estão impecáveis, no auge de suas carreiras.

01. 01 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 1. Maestoso – Poco piu moderato
02. 02 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 2. Adagio
03. 03 – Piano Concerto No. 1 in D minor Op. 15_ 3. Rondo. Allegro non troppo
04. Scherzo in E flat minor, Op. 4
05. 4 Ballades, Op. 10_ No. 1 in D minor
06. 4 Ballades, Op. 10_ No. 2 in D major
07. 4 Ballades, Op. 10_ No. 3 in B minor
08. 4 Ballades, Op. 10_ No. 4 in B major

Stephen Kovacevich – Piano
London Symphony Orchestra
Colin Davis – Conductor

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Stephen-Kovacevich_wide

O californiano Stephen Kovacevich é um dos maiores intérpretes da obra de Brahms de sua geração, disso não tenho dúvidas

 

 

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.: interlúdio :. Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait

Link revalidado por PQP.

Este cão, que já não andava lá muito inspirado nem com muito tempo pra participar, ficou até injuriado depois de ler os comentários sobre o post de Cage, feito por CDF Bach.

Intolerância, inclusive musical, é algo que me deixa espumando. E daí, e eu com isso?, o leitor pode dizer. E daí que nada; na internet, todo mundo fala o que quer, do jeito que quer (embora isso possa mudar, cuidado). Só que a postura, se replicada e exacerbada, coloca em xeque toda tentativa de disseminação da música, cultura, arte. Elimina a possibilidade da arte existir e ser criada entre nós. Evoca Adorno e seu ódio ao jazz; cheira a castração e limpeza étnica. Ou tudo o que não deveria permear a comunidade de um blog dedicado a disseminar uma parcela riquíssima da história mundial da música.

Arre! Aos que separaram 4’33 de sua vida para refletir, e tentaram criar um debate nos comentários daquele post, muito obrigado. E aos radicais, obrigado por continuar tentando fazer do mundo um lugar onde tudo precisa ter sentido lógico, função e rótulo para não ser defenestrado. É mais divertido quando se enxerga o inimigo a ser combatido.

Latidos à parte, trago aqui uma coletânea de gravações do quarteto sem piano de Gerry Mulligan com Chet Baker no trompete. As faixas datam de 1952 e 1953. Leitores obtusos não devem preocupar-se – nenhuma delas tem silêncio, desafia a compreensão ou ofende a – oh! – ARTE. Já os amigos melhor intencionados poderão notar o auge da técnica de Mulligan, como suas composições mais brilhantes tomando forma, e a maneira como seus arranjos dispensam o uso tradicional do piano. Obrigado.

Grunf.

Gerry Mulligan Quartet with Chet Baker: Portrait (WMA 128)

Gerry Mulligan: baritone sax, arranger
Chet Baker: trumpet
Carson Smith: bass (1-15)
Bobby Whitlock: bass (16-24)
Chico Hamilton: drums (1-5; 16-24)
Larry Bunker: drums (6 to 15)

01 My Funny Valentine – 2’55
02 Bark for Barksdale – 3’163
03 Moonlight in Vermont – 4’06
04 The lady is a Tramp – 3’11
05 Turnstile – 2’57
06 Makin’ Whoopee – 3’27
07 Cherry – 2’57
08 Love Me or Leave Me – 2’41
09 Swing House – 2’56
10 Jeru – 2’29
11 The Nearness of You – 2’50
12 I May Be Wrong – 2’57
13 I’m Beginning to See the Light – 3’06
14 Tea for Two – 2’49
15 Five Brothers – 3’01
16 Bernie’s Tune – 2’54
17 Lullaby of the Leaves – 3’12
18 Walking Shoes – 3’12
19 Freeway – 2’45
20 Frenesi – 3’09
21 Nights at the Turntable – 2’53
22 Aren’t You Glad You’re You – 2’52
23 Line for Lyons – 2’31
24 Carioca – 2’23

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Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?

Taí uma foto dos caras. Grande encontro, não?

Blue Dog

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Béla Bartók (1881-1945) – Konzerte für Klavier und Orchester – Géza Anda, Fricsay, RSOB

61I-E4Y5nxL._SL1500_Este cd já apareceu por aqui há alguns anos atrás, mas acho que mano PQPBach não vai reclamar por estar repostando essa verdadeira jóia da história da indústria fonográfica. Tudo aqui funciona tão perfeitamente que você fica meio que sem direção, não acreditando que tal álbum possa ter sido produzido.
O pianista húngaro Géza Anda juntou-se ao regente húngaro Ferenc Fricsay para tocarem um conterrâneo deles, Béla Bártok. E juntos conseguiram gravar uma das melhores gravações já realizadas destes concertos para piano. Vejam as opiniões de alguns clientes da amazon:

“The Benchmark Bartok Concerto Set”
“Just terrific”
“After half a century, still unsurpassed”

Aquilo que faltava na versão recente de Bavouzet recentemente postada, ou seja, o sangue, a alma, a intensidade, está tudo aqui presente. Desde os primeiros acordes do Primeiro Concerto já entendemos que não vai sobrar pedra sobre pedra. Géza Anda e Ferenc Fricsay exploram todas as possibilidades não temendo o resultado. Detalhe: estas gravações foram realizadas entre 1959 e 1960, ou seja, há mais de cinquenta anos.
E também não é por caso que ela inaugura o projeto “The Originals” da Deutsche Grammophon, que reúne as mais importantes gravações realizadas pela gravadora do selo amarelo.

01 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ I  Allegro moderato-Allegro
02 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ II Andante
03 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 1 ~ III  Allegro molto
04 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ I Allegro
05 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ II  Adagio-Presto-Adagio
06 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 2 ~ III  Allegro molto
07 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ I  Allegretto
08 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ II  Adagio religioso
09 – Konzert für Klavier und Orchester Nr. 3 ~ III  Allegro vivace

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