Johannes Brahms (1833-1897) e Carl Maria von Weber (1786-1826): Clarinet Quintets


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma das maiores obras de câmara compostas por um dos maiores compositores de música de câmara de todos os tempos, o Quinteto para Clarinete de Brahms é uma obra que tem repercussão inclusive na literatura brasileira. A autobiografia de Erico Verissimo chama-se Solo de Clarineta por quê? Bem, é óbvio.

A versão de Richard Stoltzman e do Tokyo String Quartet não é para puristas, mas deve ser conhecida, principalmente para quem desconhece esta peça de Brahms.

Weber? Weber era um bom restaurante ao qual minha família costumava ir em Tramandaí nos anos 60 e 70. Minhas papilas gustativas ainda sentem saudades da casquinha de siri perfeita dos caras. (Tá bom, o jocoso minueto do Quinteto do Weber é irresistível…)

Johannes Brahms – Clarinet Quintet in B minor, Op. 115 

1 Allegro
2 Adagio
3 Andantino… Presto non assai, ma con sentimento
4 Con moto

Carl Maria von Weber – Quintet for clarinet & strings in B flat major, J. 182 (Op. 34)
5 No. 1, Allegro
6 No. 2, Fantasia. Adagio
7 No. 3, Menuetto
8 No. 4, Rondo. Allegro giojoso

Richard Stoltzman
Tokyo String Quartet

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Richard Stoltzman: boa abordagem a Brahms

Richard Stoltzman: boa abordagem a Brahms

PQP

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.: interlúdio :. Milt Jackson & John Coltrane – Bags & Trane

51lRi9eV21L._SL500_AA280_A primeira vez em que ouvi esta versão de “Be-Bop” foi em uma coletânea, um LP duplo, e fiquei impressionado. E não poderia deixar de ficar, afinal foi esta lendária música que nomeou o ritmo de jazz que se tornaria famoso no mundo inteiro, e que revelou gente com Dizzie Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis, Coltrane entre tantos outros. E o que Coltrane e Jackson fazem aqui é de arrepiar.
Milton Jackson e John Coltrane são duas lendas no mundo do jazz, disso ninguém em sã consciência duvida. E o resultado da parceria desta dupla só poderia ser esse disco, “Bags & Trane”, fácil, fácil, classificável como um dos melhores discos de jazz gravados na história da indústria fonográfica. Ele é tão perfeito que fica difícil qualquer comentário, a única coisa que posso dizer aos senhores é para ouvir e ouvir e ouvir, e não esqueçam de ouvir inteiro, novamente, para preencherem seus cérebros com o que de melhor produziram dois dos maiores gênios da música do século XX.  Lhes garanto que após sua audição irão enxergar o mundo com outros olhos, e um sorriso lhes vai brotar nos lábios quando lembrarem que quando chegarem em casa, este disco vai estar lhes esperando para ser ouvido, novamente.

Milt Jackson & John Coltrane – Bags & Trane

01 – Bags & Trane
02 – Three Little Words
03 – The Night We Called It A Day
04 – Be-Bop
05 – The Late Late Blues
06 – Stairways To The Stars (bonus track)
07 – Blue Legacy (bonus track)
08 – Centerpiece (bonus track)

John Coltrane (tenor saxophone)
Milt Jackson (vibraphone);
Hank Jones (piano);
Paul Chambers (bass);
Connie Kay (drums)

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Antonio Vivaldi (1678-1741) & J. S. Bach (1685-1750): Cello Sonatas


Bach escreveu originalmente estas sonatas para a viola da gamba e o cravo. Curiosamente, o cravo é tratado como um instrumento concertante ao invés de limitar-se ao obligato, não obstante a viola da gamba ocupar a posição de virtuosidade que tinha alcançado no final do período barroco alemão. É música de primeira linha, principalmente as BWV 1027 e 1029.

Nesta gravação feita em violoncelo e piano os engenheiros da DG tiveram o cuidado de não dar proeminência a qualquer instrumento sobre o outro, o que assegura a clareza de textura. Mas, sabemos, não obstante a categoria de Maisky e Argerich, não é uma interpretação que os puristas aprovariam. Já no Vivaldi a coisa foi mais tranquila. As sonoridades são mais próximas do original e, apesar de a música ser inferior a de Bach, flui muito bem. Adoro Vivaldi, mas qualquer coisa fica meio bobinha quando próximas a Bach, Beethoven, Brahms e Bartók.

Vivaldi & Bach: Cello Sonatas

J.S. Bach · Cello Sonata No.1 in G major BWV 1027
1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in A minor RV 418
5. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
6. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Largo
7. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.2 in D major BWV 1028
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
11. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in B minor RV 424
12. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro non molto
13. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Largo
14. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.3 in G minor BWV 1029
15. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
16. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
17. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Mischa hoje

Mischa hoje

PQP

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Alfvén, Larsson, Peterson-Berger, Sibelius: Scandinavian masterworks

escandinavia(Post antigo de CVL. PQP Bach estava ouvindo o CD, notou que este estava com o link quebrado e o reativou. Coisa rara, não se acostumem…).

Este post é para o mano FDP, cultuador do repertório romântico. Repertório muito bonito e tipicamente nórdico: sei que vocês irão começar a ouvir da faixa 10 pra frente, mas antes de partir direto pra Sibelius, vale a pena conhecer a primeira rapsódia sueca de Alfvén – encantadora.

***

Scandinavian masterworks

1. Hugo Alfvén (1872-1960) – Vigília da meia-noite (Rapsódia sueca n° 1, op. 19)
2-4. Lars-Erik Larsson (1928-1986) – Suíte pastoral
a. Abertura – adagio
b. Romance – adagio
c. Scherzo – vivace
5-9. Wilhelm Peterson-Berger (1867-1942) – As flores de Frösö, Suíte orquestral n° 1
a. Canção de verão – andante
b. Na igreja de Frösö – lento
c. Às rosas – moderato, poco rubato
d. Parabéns: liggiero con gracia
e. Saudações – semplice e dolce
10. Jean Sibelius (1865-1957) – O cisne de tuonela, op. 22/3
11. Sibelius – Finlândia, op. 26
12. Sibelius – Valsa triste, da Suíte Kuolema, op. 44/1

Todas as peças são interpretadas pela Orquestra da Ópera de Sófia, sob regência de Ivan Marinov

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CVL

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia No. 5 (Haitink)

Mahler devia estar irritado e decidiu escrever uma sinfonia realmente complicada para seus músicos sofrerem bastante. Mas, como estou com pouco tempo, transcrevo a informação que tem na Wiki. Depois da cobertura das eleições de ontem, tenho até dificuldade em lembrar meu nome:

Na opinião do crítico e historiador musical Deryck Cooke, a quinta sinfonia de Mahler possui caráter “esquizofrênico”, já que nela, convivem perfeitamente separados o mais trágico e o mais alegre dos mundos. Consta de cinco movimentos, sendo os dois primeiros quase temáticos, explorando o lado trágico da vida. O primeiro movimento, uma escura marcha fúnebre, começa com uma fanfarra de trompetes que aparecerá repetidamente, dando-lhe uma atmosfera especial de inquietude e desolação. O segundo, um frenético allegro, muda completamente o espírito do movimento anterior; seu caráter histérico alterna com o de marcha fúnebre, onde ao final da exposição parece triunfar um relativo otimismo, para cair novamente na angústia e na escuridão. É no scherzo, do terceiro movimento, que surge com maior clareza o citado caráter esquizofrênico, em absoluta contradição com a atmosfera nihilista anterior, saltamos, sem solução de continuidade, à visão mais alegre da vida. São dois modos de ver a existência impossível de reconciliar. Tanto o ländler como a valsa do trio estão, ainda com seu ar de nostalgia, muito longe do desespero inicial da sinfonia. O famoso adagietto para cordas e harpas, constituindo o Quarto movimento, é um remanso de paz entre a força do scherzo e do último movimento, estando impregnado de um desejo de distanciar-se das tensões e lutas para refugiar-se da solidão interior. O quinto movimento finale, parte de motivos populares, possuindo um caráter exuberante e alegre. Em seu clímax final recupera e funde o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos com a alegria dos últimos, combinando assim os elementos tão díspares de escuridão e luz que convivem na Sinfonia.

Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia No. 5

01 – Trauermarsch
02 – Sturmisch bewegt. Mit groBter Vehemenz
03 – Scherzo (Kraftig nicht zu schnell)
04 – Adagietto (Sehr langsam)
05 – Rondo Finale (Allegro)

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink, regente

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Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos

Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos

PQP

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Edvard Grieg (1843-1907) – Concerto for Piano and Orchestra in A minor,Op. 16, Robert Schumann (1810-1856) – Concerto for Piano and Orchestra in A minor, Op. 54 e Concert Piece for Piano and Orchestra in G major, Op. 92

Excelente este disco! Traz dois importantes concertos para piano e orquestra – que geralmente aparecem sempre juntos em discos – o norueguês Edvard Grieg e o alemão Robert Schumann. São dois concertos essencialmente românticos, com passagens de grande beleza e inspiração. O concerto de Grieg em específico é uma obra docemente arejada e de grande virtuosismo. A condução fica a cargo do grande regente americano Eugene Ormandy, gravação realizada no ano de 1958. O outro concerto – o de Schumann – já é bastante conhecido e revela toda a profusão de sentimentos tão costumeiros nos trabalhos do alemão. Vale a pena ouvir. Continuamos com nossa homenagem a Grieg. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Edvard Grieg (1843-1907) – 

Concerto for Piano and Orchestra in A minor,Op. 16
01. I. Allegro molto moderato
02. II. Adagio – attacca
03. III. Allegro moderato molto e marcato – Quasi Presto – Andante maestoso

Philippe Entremont, piano

Robert Schumann (1810-1856) –

Concerto for Piano and Orchestra in A minor, Op. 54
04. I. Allegro affettuoso
05. II. Intermezzo. Andantino grazioso – attacca
06. III. Allegro vivace

Concert Piece for Piano and Orchestra in G major, Op. 92
07.  I. Introduktion und Allegro appassionato

Rudolf Serkin, piano

Philharmonia Orchestra
Eugene Ormandy, regente

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Sabia das coisas!

Carlinus

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.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD de Redman, apenas com temas originais. Reclamam que Redman é muito delicado e tradicional, mas que diabos, ele é muito bom! O disco foi gravado no ano de 2000, quando ele recém completara 30 anos. São 73 minutos de grande música com um grupo pra lá de competente onde se destacam o pianista Goldberg e o segundo sax de Turner. Destaques para Belonging e Neverend.

Joshua Redman: Beyond

1. Courage (Asymmetric Aria) 7:34
2. Belonging (Lopsided Lullaby) 5:50
3. Neverend 4:27
4. Leap Of Faith 9:06
5. Balance 9:05
6. Twilight…And Beyond 11:00
7. Stoic Revolutions 6:13
8. Suspended Emanations 6:22
9. Last Rites Of Rock ‘n’ Roll 7:05
10. A Life? 6:51

Joshua Redman – Tenor Saxophone
Mark Turner – Tenor Saxophone
Aaron Goldberg – Piano
Reuben Rogers – Bass
Gregory Hutchinson – Drums

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Joshua Redman

Joshua Redman

PQP

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.: interlúdio :. SaGrama – Tenha modos

sagc

Dia desses postei um CD do Mawaca, um dos dois grupos mais originais que vi aparecer no Brasil nos últimos anos. O outro é o SaGrama, que assinou a trilha sonora do filme e seriado O Auto da Compadecida e já lançou sete CDs. O sexto deles é este daqui, misturando composições de músicos pernambucanos e do próprio grupo [o conjunto é formado por músicos recifenses e nasceu no Conservatório Pernambucano de Música] relacionadas ao rico carnaval de Pernambuco.

Achei uma matéria do dia do lançamento do CD, para maiores informações.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Sa Grama faz concerto aberto
Michelle de Assumpção
Da equipe do Diário

O teatro Santa Isabel recebe esta noite um grupo mais que sintonizado com os ensinamentos da música folclórica de leitura erudita. Um representante armorial, digamos, mesmo que seus integrantes não vistam essa bandeira de forma a sintonizar com a política cultural do governo do estado de Pernambuco. O fato é que, formado por professores e músicos eruditos em sua maioria, o Sa Grama montou seu repertório a partir de releituras do cancioneiro popular. O CD mais recente, Tenha modos, traz muitas composições próprias do flautista Sérgio Campelo, que foram baseadas nesse universo, mais voltado especificamente para o carnaval. O grupo também contextualiza este momento reeditando alguns clássicos da música carnavalesca, como Evocação nº 1, de Nelson Ferreira, Último dia, de Levino Ferreira, além de músicas contemporâneas, como o afoxé Olinda, de Alceu Valença e o Frevo centenário, de Luiz Guimarães.

O show contará com os convidados especiais que fizeram parte do CD, tais como Spok (nos frevos-de-rua), Maciel Salu (com a rabeca, nos bois de carnaval), Maíra Macedo (bandolim e bandola nos frevos de bloco), Nilsinho Amarante (trombone), Quebra-Baque (grupo do percussionista do Sa Grama, Tarcísio Rezende, que encerra o espetáculo) e da Cia. de Dança Perna de Palco. “A gente já tinha feito exploração de outros gêneros, como do círculo junino e natalino, então resolvemos concentrar no disco o frevo, o maracatu e o afoxé, porque tem gêneros bem interessantes. Pegamos la ursa, boi de carnaval, samba de terreiro – fizemos um samba de terreiro bem rústico, que é de onde vem o samba pernambucano – caboclinhos, frevos de rua e de bloco”, diz Campelo.

Sérgio afirma que o show no Santa Isabel é natural pela origem do próprio Sa Grama, já que dos nove integrantes do grupo, cinco são da Sinfônica do Recife, que tem o teatro como sede. Sobre estarem em sintonia com o movimento armorial, o líder do grupo não acredita que isso possa ser visto como uma conveniência, na era Ariano Suassuna. “Nós temos influência quase que direta do armorial. O Sa Grama passa pelas músicas modais, que é uma característica maior da música armorial, a escala nordestina, a gente passa por esse lado, mas a gente não é um grupo essencialmente armorial, fazemos frevo e isso não está no contexto, Mas somos fãs, somos influenciados”, confessa.

SaGrama
Tenha modos

01. Matruá – Sérgio Campelo
02. Limpa de Cacimba – Cláudio Moura
03. Samba Caboclo – Roberto J Silva, Sérgio Campelo
04. Boi Cipó – Sérgio Campelo
05. Evocação nº1 – Nelson Ferreira
06. Maracatu Nassau – Sérgio Campelo
07. Cintura Amarrada – Sérgio Campelo
08. Olinda – Alceu Valença
09. Banzo Maracatu – Dimas Sedícias
10. Frevo Centenário – Luiz Guimaraes
11. Mordido – Alcides Leão
12. Último Dia – Levino Ferreira
13. Tenha Modos – Sergio Campelo

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sagr

CVL
Repostado por PQP
Trepostado por Bisnaga

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Franz Schubert – Symphonies nº8 & 9 – Leonard Bernstein, Concertgebow Amsterdam

Leonard_Bernstein-Schubert_Mendelssohn_SchumannDuvido que alguém em sã consciência não tenha especial predileção por estas duas obras primas de Schubert, as sinfonias de nº 8 e 9.  Particularmente, tenho verdadeira adoração pela oitava, principalmente devido ao seu misterioso primeiro movimento, denso, angustiante por vezes, e de uma beleza ímpar. Já ouvi diversas interpretações, todas excelentes, e já declarei aqui mesmo minha veneração pela gravação que o bom velhinho Güenther Wand realizou. Está ali tudo o que quero destas sinfonias.
Já no final de sua vida, Lenny Bernstein realizou uma série de gravações pela DG, com diversas orquestras, e essas leituras de Schubert que ora vos trago com certeza estão entre as melhores que já tive a oportunidade de ouvir. Além de ser um maestro sempre inovador, ele contou com a parceria da Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, o que por si só já é uma referência. O som das cordas desta orquestra sempre me deixa arrepiado.
Esse cd faz parte de uma coleção recentemente lançada pela DG, que traz exatamente estas últimas gravações do mítico maestro norte americano. São dezenas de cds, e vou trazer alguns de vez em quando. Vale cada centavo gasto em sua aquisição. Mostra um maestro em sua plenitude e maturidade, com identidade própria, e que nunca temeu as dificuldades que apareceram a sua frente.

1. Symphonie nº 8 – 01-1 Allegro moderato
2. Andante con moto
3. Symphonie nº 9 – 1 Andante-Allegro ma non troppo
4. 2 Andante con moto
5. 3 Scherzo Allegro vivace
6. 4_Allegro_vivace

Concertgebow Amsterdam Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor

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Leonard Bernstein – Um grande maestro, sem dúvida alguma

 

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The Debussy Edition – Cds 15 e 16 – Pelléas et Mélissande – Ewing, LeRoux, Van Dam, Ludwig, Wiener Philharmoniker

box frontPelléas et Méllisande foi a única ópera que Debussy compôs. E Claudio Abbado conseguiu reunir um elenco também único para gravá-la. Juntou a juventude de François Le Roux com a experiência de Maria Ewing, Jose van Dam e Christa Ludwig e realizou um dos principais registros já feitos desta obra. “Imense”, “Delicious”, “Ephemeral raindrops in the forest”, “Too deep for tears”, são alguns dos adjetivos utilizados pelos comentaristas e clientes da amazon. Realmente, um primor, em todos os sentidos.
Como a pressa é grande e o tempo urge, como sempre, na Wikipedia os senhores irão encontrar maiores informações sobre a obra, com direito a links para o libretto. Divirtam-se.

CD 1

01. Premier Act – Je ne pourrai plus sortir de cette foret
02. Pourquoi pleures-tu
03. Je suis perdu aussi
04. Voici ce qu’il ecrit son frere Pelleas
05. Qu’en dites-vous
06. Interlude
07. Il fait sombre dans les jardins
08. Hoe! Hisse Hoe!
09. Deuxiéme Act – Vous ne savez pas ou je vous ai menee
10. C’est au bord d’une fontaine
11. Interlude
12. Ah! Ah! Tout va bien
13. Voyons, donne-moi ta main
14. Interlude
15. Oui, c’est ici, nous y sommes
16. Troisième Act – Mes longs cheveux descendent jusqu’au seuil de la tour
17. Je les tiens dans les mains
18. Que faites-vous ici
19. Prenez garde; par ici, par ici

CD 2

01. Interlude – Ah! Je respire enfin!
02. Interlude
03. Viens, nous allons nous asseoir ici, Yniold
04. Qu’ils s’embrassent, petit pere
05. Quatrième Act – Ou vas-tu
06. Maintenant que le pere de Pelleas est sauve
07. Pelleas part ce soir
08. Ne mettez pas ainsi votre main a la gorge
09. Interlude
10. Oh! Cette pierre est lourde
11. C’est le dernier soir
12. Nous sommes venus ici il y a bien longtemps
13. On dirait que ta voix a passe sur la mer au printemps
14. Quel est ce bruit
15. Cinquième Act – Ce n’est pas de cette petite blessure qu’elle peut mourir
16. Attention; je crois qu’elle s’eveille
17. Melisande, as-tu pitie de moi comme j’ai pitie de toi
18. Non, non, nous n’avons pas ete coupables
19. Qu’avez-vous fait
20. Qu’y a-t-il
21. Attention… attention. Il faut parler a voix basse, maintenant

Méllisande – Maria Ewing
Pelléas – François Le Roux
Golaud – Jose van Dam
Geneviève – Christa Ludwig
Arkel – Jean-Phillipe Curtis
Yniold – Patrizia Pace

Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

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Cussy de Almeida (1936 -2010), Clóvis Pereira (1932), César Guerra-Peixe (1914-1993), Waldemar de Almeida (1904-1975), Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979) – Orquestra Armorial (1994)

ORQ aRMORIALSHOW DE BOLA !!!

Pra quem se lembra do CD com a Grande Missa Armorial de Capiba [calma, calma que o Bisnaga está preparando a repostagem da missa, que sai no domingo], aqui vai outro CD lançado pela Orquestra Armorial revival em 1994, sob regência de Cussy de Almeida.

Sivuca (1897-1986)

Orquestra Sinfônica da Paraíba & Sivuca (1999)

Cussy de Almeida (1936 -2010)

1. Aboio

Clóvis Pereira (1932)

2. Cantiga

Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979)

3. Asa Branca – Arr. Cussy de Almeida

César Guerra-Peixe (1914-1993) e Clóvis Pereira (1932)

4. Mourão

Cussy de Almeida (1936 -2010)

5. Kyrie, da Missa Nordestina

6. Gloria, da Missa Nordestina

7. Reino da Pedra Verde

Waldemar de Almeida (1904-1975)

8. Dança de índios

César Guerra-Peixe (1914-1993)

9. Galope, no estilo de cantoria

Cussy de Almeida (1936 -2010)

10. Cipó branco de Macaparana

César Guerra-Peixe (1914-1993)

11. Velame

Cussy de Almeida (1936 -2010)

12. Cirandância

César Guerra-Peixe (1914-1993)

13. Terno de pífanos

Capiba (1904 -1997)

14. Suíte sem lei nem rei – I. Chamada (moderato)

15. Suíte sem lei nem rei – II. Aboio (Largo)

16. Suíte sem lei nem rei – III. Galope esporeado (Allegro)

(Solistas não identificados no Kyrie e no Gloria)

Orquestra e Coro Armorial

Cussy de Almeida, regente

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CVL

Repostado/recauchutado por Bisnaga

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.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova


A garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira. E não é proibido que ela dê sua interpretação para aquilo que gosta. Só que a garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, não consegue alcançar nosso sotaque, nem nossas formas de improviso e acaba dando um pequeno vexame, mas um vexame que talvez apenas os brasileiros possam identificar. É uma lição cultural ouvi-la em dificuldades, pensando que está no Brasil, sob o sol, com as favelas em torno. Só que a grande e genial violinista Viktoria Mullova, mesmo sob o sol e com as favelas em torno, quando toca MPB, é apenas uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, que gosta de música brasileira, não uma menina do Rio.

Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

1. Toada 2:32
2. Linda Flor 5:14
3. Segue teu destino 4:21
4. Vilarejo 4:25
5. Luz do sol 3:09
6. Brasileirinho 2:20
7. Dindi 5:33
8. Chovendo na roseira 4:14
9. Balada de um Louco 4:29
10. Tico-Tico-no-Fubá 4:03
11. Falando de amor 3:05
12. Rosa 2:40
13. Por toda minha vida 2:14

Viktoria Mullova
Matthew Barley
Paul Clarvis
Luis Guello
Carioca Freitas

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Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

PQP

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W. A. Mozart (1756-1791): Árias

Mozart compôs ao todo 22 óperas. Todas são trabalhos fenomenais. Não sou ligado à ópera, mas as óperas de Mozart eu costumo ouvir – principalmente, sete delas. Essas óperas possuem árias que se imortalizaram na história da música. Como, por exemplo, ‘Voi che sapete che è amor”, da ópera “As bodas de Fígaro”, que aparece no registro que ora posto. Este CD consagra as árias das óperas mozartianas na voz da bela Magdalena Kozena. No último domingo, 28, PQP postou um CD da moça celebrando a poesia de Handel com as  valorosas “Cantatas Italianas”. Há quem a tenha comparado à italiana Bartoli. Claro, cada uma possui sua singularidade.  O fato é que aqui temos um trabalho belíssimo. Kozena é casada com Simon Rattle, atual diretor da Filarmônica de Berlim. São atualmente dois importantes nomes do cenário da música erudita. Por mais que muitos não simpatizem com Rattle, o maestro inglês tem a sua competência. Boa apreciação dessas belíssimas árias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Árias

01. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 4 – Giunse alfin il momento…Deh, vieni, non tardar…
02. Le nozze di Figaro, K.492 – with embellishments by Domenico Corri / Act 2 – Voi che sapete
03. Ch’io mi scordi di te… Non temer, amato bene, K.505
04. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 1 – “In uomini, in soldati”
05. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “Ei parte…Per pietà”
06. Così fan tutte ossia La scuola degli amanti, K.588 / Act 2 – “E amore un ladroncello”
07. La clemenza di Tito, K.621 / Act 2 – “Non più di fiori”
08. Idomeneo, re di Creta, K.366 / Act 1 – “Quando avran fine omai” – “Padre, germani, addio!”
09. Vado, ma dove? oh Dei!, K.583
10. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 1 – “Non so più cosa son, cosa faccio”
11. Alma grande e nobil core, K.578
12. Le nozze di Figaro, K.492 / Act 3 – “Giunse alfin…” _ “Al desio di chi t’adora” (K.577)

Orchestra of the Age of Enlightenment
Sir Simon Rattle, regente
Jos van Immerseel, pianoforte
Magdalena Kozena, mezzo-soprano

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Ah, vocês pensavam que eu ia colocar iuma imagem de Mozart aqui? Essa não!

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PQP

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.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Conheci Madeleine Peyroux há mais de dez anos. Ela  se achegou com uma bela voz de Billie Holiday, perfeita afinação e os enlouquecedores pés descalços da foto abaixo, que era a capa do CD que eu comprara. Não sou exatamente um podólatra, mas achei-a linda. A coisa ainda melhorava quando colocávamos o CD para rodar. Pois agora o álbum duplo ao lado vem passar uma régua na carreira da cantora. São sete discos desde 1996. Então, como este álbum é duplo, ele contém quase 30% do que ela gravou. Vale a pena ouvir, como não? Eu gosto muito e tenho certeza de que ela fará sucesso entre os pequepianos.

Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

01. Don’t Wait Too Long (3:11)
02. You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (3:27)
03. (Getting Some) Fun Out Of Life (3:14)
04. Between The Bars (3:46)
05. I’m All Right (3:30)
06. La Vie En Rose (3:22)
07. Half The Perfect World (4:23)
08. Dance Me To The End Of Love (3:58)
09. Smile (4:01)
10. Once In A While (4:02)
11. The Summer Wind (3:58)
12. Careless Love (3:53)
13. Guilty (3:55)
14. Desperadoes Under The Eaves (Extended Version) (5:21)
15. Changing All Those Changes (3:11)
16. J’Ai Deux Amours (2:57)
17. River Of Tears (5:22)
18. The Things I’ve Seen Today (3:44)
19. Damn The Circumstances (4:39)
20. La Javanaise (4:12)
21. The Kind You Can’t Afford (4:00)
22. Bye Bye Love (3:29)
23. Walkin’ After Midnight (4:50)
24. Standing On The Rooftop (5:47)
25. Instead (5:14)
26. Keep Me In Your Heart (3:35)
27. This Is Heaven To Me (3:11)

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Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

PQP

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Estamos trabalhando para recolocar o PQPShare no ar

Sim, deu um problema, nossa Base de Dados foi pelos ares e estamos trabalhando para remontá-la. Dá trabalho ter seu próprio servidor de arquivos. Hoje ainda, amanhã, depois ou em qualquer dia, voltaremos a nossa programação normal.

Enquanto isso, seguimos acreditando na necessidade da arte, como mostra este belo filme russo — só de imagens e música. Aliás, a música é de Alfred Schnittke. Vejam o filme enquanto aguardam. Vocês jamais o esquecerão.

http://youtu.be/WRJ5Mqzxcqo

Afinal, a gente quer seguir recebendo comentários assim:

Passo aqui só para deixar meu depoimento espiritual para a possível conversão dos amargurados: graças ao PQP Bach_ mais uma vez_ tive intensos momentos de recolhimento artístico esta semana. Estando só em casa, segunda e terça, me dei ao luxo de não fazer nada, suspender meus projetos e trabalhos, para ouvir o Kronos Quartet. Vi esse quarteto no PQPBach, e logo fui atrás do restante da obra do grupo. Que deslumbre colocar os cds da caixa de comemoração de seus 25 anos, regalado no sofá, à meia luz aprazível e confortável, ao mesmo tempo que lia os dois primeiros capítulos da autobiografia do Nabokov, “Fala, memória”. Foram duas tardes de terapia que me desintoxicaram e me prepararam de peito aberto para mais uma boa dose de futuro.

Palavras da salvação.

PQP

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Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Se você ama Brahms, já deve ter visto algum CD ou vinil com este repertório. Eles costumam andar juntos. Esta não é a gravação que eu levaria para a ilha deserta — alguns andamentos do Horn Trio estão muito lentos para meu gosto –, mas é de respeito. Este Op. 40 é uma elegia dedicada à memória da mãe de Brahms — que também recebeu a dedicatória de Um Réquiem Alemão — e reúne uma combinação incomum de piano, violino e trompa. É de calma beleza. O Trio para clarinete , violoncelo e piano, Op. 114, foi uma das quatro notáveis obras de câmara para clarinete compostas de enfiada por Johannes Brahms já no final de sua vida. É uma música onde parece que todos os instrumentos e toda a humanidade está apaixonada. A obra, assim como todas as que compôs para clarinete na época, foi dedicada ao clarinetista Richard Mühlfeld. Em novembro de 1891, Mühlfeld estreou a peça com Robert Hausmann ao violoncelo e o próprio Brahms ao piano.

Johannes Brahms (1833-1897): Horn Trio / Clarinet Trio

1. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: I. Andante – Poco piu animato 9:09
2. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: II. Scherzo: Allegro – Molto meno allegro – Allegro 8:13
3. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: III. Adagio mesto 8:27
4. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: IV. Finale: Allegro con brio 6:47

5. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 8:48
6. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 8:22
7. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 5:08
8. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:55

The Borodin Trio:
Luba Edlina, piano
Rostilav Dubinsky, violino
Yuli Turovsky, cello
Michael Thompson, horn
James Campbell, clarinete

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O Trio Borodin

O Trio Borodin

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Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre – Tilson Thomas, BSO

511BFmMux3L._SL500_AA280_Michael Tilson Thomas anda em alta aqui no PQPBach, suas leituras de Mahler que o nosso mentor vem postando nos últimos dias está deixando o pessoal bem satisfeito.
Por este motivo resolvi trazer esse CD com a assinatura “The Originals” da DG onde o norte americano realiza um belíssimo trabalho com a Boston Symphony Orchestra. Sua leitura da primeira sinfonia de Tchaikovsky é um primor. Apaixonada, emocionada, nada deixa a dever a outras leituras de maior sucesso.

Curiosa foi a segunda opção da gravadora, ou de seu produtor, ao escolher a outra obra para completar o CD. Mas as “Images” debussynianas são a cereja do bolo, o toque de refinamento necessário para tornar esse cd perfeito. Ah, importante salientar que essas gravações foram realizadas em 1971, quando Tilson Thomas tinha apenas 27 anos de idade. Um assombro, portanto, conseguir um resultado destes com essa idade.

Não posso deixar de citar que conheci Michael Tilson Thomas quando, frente a Sinfônica de Londres, gravou um disco fundamental na minha discoteca (lembrando dos LPs), e que abriu ainda mais minhas percepções musicais, o “Apocalipse” da Mahavishnu Orchestra, que tinha a frente o genial guitarrista inglês John McLaughin.

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre

1. Tchaikovsky – Symphony No. 1 in G Minor, op. 13 – Daydreams on a Wintry Road
2. O land of gloom, O land of mist!
3 Scherzo
4. Finale
5. Debussy – 1,Images pour orchestre –  I. Gigues
6. II. Iberia – 1. Par les rues et par les chemins
7. 2. Les parfums de la nuit
8. 3. Le matin d’un jour de fete
9. III. Rondes de printemps

Boston Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor

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FDPBach

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Arnold Schoenberg (1874-1951): Choral Works

Link revalidado por PQP

Ouvir é um ato que requer humildade. É imprescindível acreditar. Infelizmente nossa natureza não é assim, o que alguns chamam de senso crítico, eu chamo de idealização ou característica estética preferida. E isso, na maioria das vezes, leva a um impedimento da expressão do outro. A grande maioria de vocês sabem da dificuldade de ouvir o novo (não estou falando de um período específico da história). Aquela linguagem que é totalmente alheia ao nosso mundo tem que “forçosamente” criar uma memória musical. Pois a apreciação quase sempre vem da lembrança. Não foi a toa que boa parte das grandes obras-primas tiveram uma rejeição inicial. No meu caso, devo confessar que tenho enorme dificuldade com a música medieval e renacentista, isso porque meus ouvidos estão acostumados a uma certa dinâmica que é muito difícil abandonar. Ou talvez a sonoridade, tão próxima da arquitetura das igrejas, seja muito sacrificada numa gravação. Vou citar um exemplo bem geral: estou lendo uma biografia fantástica sobre Handel (Handel – Paul Henry Lang; Dover). Esta biografia foi lançada no início dos anos 1960, época na qual a música barroca, instrumental ou operística, era pouco executada (com exceção de Bach). Há um capítulo fantástico e quase profético sobre a estética das óperas barrocas, praticamente impossível de ser apreciada pelo século XIX e início do século XX. Pois o público valorizava um certo realismo ou tipo de ação no palco, que era inexistente e desinteressante para o ouvinte do período barroco. Tanto Handel como Rameau, por exemplo, deveriam enfatizar apenas as características psicológicas dos personagens, já que a ação (temas bíblicos, romanos ou gregos, em geral) era amplamente conhecida pelo público na época. Muitas vezes o mesmo libreto era usado por vários compositores. O que realmente importava era como o compositor arrancava lirismo e verdade daquilo. Hoje, passado algumas décadas depois do livro, o público é bem menos ortodoxo e muito mais interessado nesse período genial da música, um período além de Bach.

“E o que isso a ver com Schoenberg?” Bem, esse disco com obras corais, praticamente todos a cappela, me lembram um pouco a dificuldade que tenho com a música medieval. É difícil essa empreitada neste momento da minha vida (quanto mais cedo acostumar o ouvido, melhor), mas não vejo a música de Schoenberg mais difícil que a música de Guillaume de Machaut, por exemplo. São mundos tão distantes no tempo, mas tem tanto em comum. Pelo menos, não falta humildade nas minhas audições.

Arnold Schoenberg (1874 – 1951) – Choral Works

1. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Am Scheideweg (At the Crossroads)

2. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Vielseitigkeit (Versatility)
3. Satires (3), for chorus and instruments, Op. 28: Der neue Klassizismus (The New Classicism)
4. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Unentrinnbar (Inescapable)
5. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Du sollst nicht, du mußt (Thou Shall Not, Thou Must)
6. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Mond und Menschen (Moon and Mankind)
7. Pieces (4) for chorus & ensemble, Op. 27: Der Wunsch des Liebhabers (The Lover’s Wish)
8. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Hemmung (Restraint)
9. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Gesetz (The Law)
10. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Ausdrucksweise (Means of Expression)
11. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Glück (Happiness)
12. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Landsknechte (Yeomen)
13. Pieces (6) for male chorus, Op. 35: Verbundenheit (Obligation)
14. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Es gingen zwei Gespielen gut
15. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Der Mai tritt ein mit Freuden
16. German Folksongs (3) for chorus, Op. 49: Mein Herz in steten Treuen
17. Peace on Earth (Friede auf Erden), for chorus & instruments ad lib, Op. 13
18. Dreimal tausend Jahre, for chorus, Op. 50a
19. De Profundis, for chorus, Op. 50b

Performed by Südfunk-Chor Stuttgart
Rupert Hubert

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Schoenberg em seu exílio californiano

Schoenberg em seu exílio californiano

CDF

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Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Uma excelente amostragem da obra da estoniana Helena Tulve. Aqui, nota-se claramente que ela estudou como poucos o canto gregoriano e que foi aluna de György Ligeti. As obras de Tulve dão uma ideia justa da riqueza de sua vasta experiência cultural: a escola francesa, Saariaho, música oriental, canto gregoriano, etc. A música de Tulve é refinadíssima, sofisticada e requer um pouco de trabalho do ouvinte. É como se precisássemos cavar sob a superfície beleza os fascinantes timbres desta música finamente trabalhada. Tulve tem uma voz distinta e vale muito a exploração de seu mundo. Recomendo a audição. Gravação da ECM.

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

1. Reyah hadas ‘ala (2005)
2. silences/larmes (2006)
3. L’Équinoxe de l’âme (2008)
4. Arboles lloran por lluvia (2006)
5. Extinction des choses vues (2007)

Arianne Savall, soprano e harpa
Charles Barbier e Taniel Krirkal, contratenores

Estonian National Symphony Orchestra
Olari Elts

Ensemble Vox Clamantis
Jaan-Eik Tulve

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Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

PQP

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Antonin Dvorák – Slavonic Dances, op. 46 & 72 – Kubelik, Symphonieorchester Bayerischen Rundfunk

617k3toB0+LChove lá fora e aqui dentro de casa ouço uma das mais belas gravações já realizadas das Danças Eslavas de Dvorák. que recém postei em sua versão para dois pianos com as Irmãs Labèque. Trovoadas e raios caem inclementes sobre minha cidade, e lembro que daqui a pouco preciso ir trabalhar. Não será fácil. Minha cidade pára quando chove, aliás, como qualquer outra cidade de médio ou grande porte. A galera tem medo da chuva e tira seus carros da garagem.
Mas voltemos a esse primor de gravação. Rafael Kubelik foi um dos grandes intérpretes da obra de Dvorák, um especialista na verdade, e neste repertório específico, as Danças Eslavas, continua imbatível. Contando com a ajuda e cumplicidade da fantástica Orquestra da Rádio Bávara trouxe frescor e rejuvenescimento a estas obras, pouco interpretadas e gravadas, infelizmente. Reza a lenda que o maestro Kubelik teve de se virar nos trinta para mostrar aos músicos da orquestra como deveria se tocar as obras, afinal se tratavam de peças baseadas em danças folclóricas, e creio que os alemães eram meio duros para entender o que se pedia. Mas conseguiram. São obras alegres e divertidas e é impossível não imaginarmos aqueles belos grupos de danças folclóricas com seus trajes típicos, bailando no palco.
Enfim, outro CD facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 – 8 – Slawische Tänze, op 46
9 – 16 – Slawische Tänze, op. 72

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Rafael Kubelik – Conductor

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FDPBach

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Rafael Kubelik foi um dos grandes maestros do século XX e um dos principais intérpretes da obra de Dvorák

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