Georg Friedrich Händel (1685-1759): Complete Organ Concertos – Pinnock


Esses CD’s tem uma história de novela. Tudo começou quando por acaso um colega meu, via MSN, me perguntou o que eu sabia sobre Handel. Falei que era um compositor da Alemanha, que foi para a Inglaterra; renovando a música de lá, falei que ele tinha mudado seu nome…. e assim vai. Nada que uma pequena olhada na Wikipedia não resolvesse. Daí logo após essa “catequese” esse meu colega me perguntou se eu tinha algo de Handel. Respondi: Claro que tenho. Tenho o Messias, Water Music, Fireworks e…. Fiquei sem ter o que falar. Daí fui eu pesquisar e me deparei com esses 3 CD’s. Pensei: órgão era “O” instrumento da época! Logo Tico e Teco bateram um com o outro e caiu uma ficha na minha cabeça.

Depois disso em um comentário (na época eu era como um de vocês), perguntei ao mano PQP se ele gostaria que eu ”upasse” o arquivo e postasse nos comentários. Ele falou que sim e assim eu o fiz. Para a minha surpresa 4 pessoas tinham feito o Download. A minha felicidade foi tremenda ( lembrem-se, na época ainda era um de vocês ) hoje, por um motivo qualquer eu resolvi fazer essa postagem. Quem tiver aquela curiosidade mortal por Handel dá uma olhada nesse link.

Então é isso 😀

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759) – Complete Organ Concertos – Pinnock – Simon Preston

Disc: 1
1. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Larghetto e staccato-Adagio
2. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Allegro
3. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Adagio
4. Organ Concerto in G minor, Op.4/1, HWV 289: Andante
5. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: A tempo ordinario e staccato-Adagio
6. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Allegro
7. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Adagio e staccato
8. Organ Concerto in B flat major, Op.4/2, HWV 290: Allegro ma non presto
9. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Adagio
10. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Allegro
11. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Adagio
12. Organ Concerto in G minor, Op.4/3, HWV 291: Gavotte (Allegro)
13. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Allegro
14. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Andante
15. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Adagio
16. Organ Concerto in F major, Op.4/4, HWV 292: Allegro
17. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Larghetto
18. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Allegro
19. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Alla Siciliana
20. Organ Concerto in F major, Op.4/5, HWV 293: Presto
21. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Andante allegro
22. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Larghetto-Adagio
23. Harp Concerto in B flat major, Op.4/6, HWV 294: Allegro moderato

Disc: 2
1. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Andante
2. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Andante-Adagio
3. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Largo e piano
4. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Allegro
5. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Organo ad libitum: Adagio in G minor (from HHA IV/17, no.22)
6. Organ Concerto in B flat, Op.7/1, HWV 306: Bourrée:Allegro
7. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Ouverture
8. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: A tempo ordinario
9. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Organo ad libitum: Adagio (from Op. 1/3)
10. Organ Concerto in A major, Op.7/2, HWV 307: Allegro
11. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Allegro
12. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Organo ad libitum: Adagio-Fuge (Adagio from Overture to Giustino; Fugue from HWV 607 No. 3
13. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Spiritoso
14. Organ Concerto in B flat, Op.7/3, HWV 308: Menuet
15. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Adagio
16. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Organo ad libitum: Fuga. Larghetto (from Eternal monarch of the sky from Joseph and his
17. Organ Concerto in D minor, Op. 7/4, HWV 309: Allegro

Disc: 3
1. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Staccato ma non troppo allegro
2. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Andante larghetto e staccato
3. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Menuet
4. Organ Concerto in G minor, Op.7/5, HWV 310: Gavotte
5. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Pomposo
6. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Organo ad libitum: Air. Lentement (from unpublished Sinfonia in B flat major)
7. Organ Concerto in B flat major, Op.7/6, HWV 311: Air: A tempo ordinario
8. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Larghetto
9. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Allegro
10. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Larghetto
11. Organ Concerto in F major ‘Cuckoo & the Nightingale’ (No.13), HWV 295: Allegro
12. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Largo e staccato
13. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Organo ad libitum: Fuga. Allegro (from Op. 1/3)
14. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Andante
15. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Grave
16. Organ Concerto in A major (No.14), HWV 296a: Allegro
17. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Andante
18. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Organo ad libitum: Adagio-Fuga (Adagio from Harpsichord Suite No. 2; Fuga from O God who
19. Organ Concerto in D minor (No.15), HWV 304: Allegro

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O órgão é uma das poucas palavras da língua portuguesa que levam til e acento

O órgão é uma das poucas palavras da língua portuguesa que levam til e acento

Gabriel Clarinet (Revalidado por PQP)

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Integral dos Quartetos de Cordas (Final)


IM-PER-DÍ-VEL !!! Quer todos? Clica aqui, ó.

Enfim, chegamos ao final de mais uma série! O Op. 135 é menor em tamanho e nele há temas que aparecem acenar ao Op. 64 de Haydn, principalmente no primeiro movimento. Mas quando pensamos que Beethoven tornou-se mais clássico na forma, ele ataca novamente com seus temas curtos e afirmativos no segundo movimento e volta a expor uma longa reflexão no terceiro movimento. Mesmo assim, acho que nossos leitores-ouvintes, não ficariam escandalizados se eu dissesse que o Op. 135 é a Oitava Sinfonia deste grupo final. É menor e mais relaxado.

O mesmo não se pode dizer do Op. 131. Cheio de abismos e de contrastes, traz grande parte daquilo que Shostakovich faria depois. É. Confiram! Não estou dizendo que falte originalidade à Shosta, estou apenas comentando que ele foi à melhor fonte para fazer a melhor música. Alguns bebem de fontes mais impuras; Shosta caiu de cabeça na melhor delas. Porém, tergiverso. Analisando rapidamente temos um L-R-R-L-R-L-R (L=Lento, R=Rápido). Sim, sim, o homem estava escrevendo novamente em chinês e este quarteto deve ter sido detestadíssimo pelo público. Concordas, Flávio? (Quem trouxe o chinês à baila foste tu!) Na verdade, estou meio divagativo e fico pensando na impressão que aquele público da década de 20 do século XIX teve de um quarteto como este… Sorrio para o monitor como se estivesse vendo suas caras de pasmo ou talvez de indignação. Mal sabiam eles que estavam vendo o futuro. Se os movimentos fossem mais curtos e as mudanças de humor mais constantes, eles estariam DENTRO futuro e Beethoven seria internado.

Não obstante esta apresentação irônica, trata-se de música seríssima e adorada por mim. Sugiro uma audição muito atenta do Andante ma non troppo e molto cantabile. Há algo naquele violoncelo que parece negar toda a tranquilidade ao movimento. Acompanhem-no. É como se Beethoven, inteiramente neurótico como qualquer cidadão de nossa época, nos dissesse: a calma e a beleza, qualquer calma e beleza, meus amigos, são absolutamente falsas.

O Op. 131 é a música que perpassa todo o belíssimo filme "O Último Quarteto" de Yaron Zilberman

O Op. 131 é a música que perpassa todo o belíssimo filme “O Último Concerto” de Yaron Zilberman

Ludwig van Beethoven

String Quartet No. 16 in F major, Op. 135
I. Allegretto 00:06:01
II. Vivace 00:03:14
III. Lento assai, cantante e tranquillo 00:06:39
IV. Grave ma non troppo tratto – Allegro 00:07:03

String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131
I. Adagio ma non troppo e molto espressivo 00:08:01
II. Allegro molto vivace 00:03:00
III. Allegro moderato 00:00:50
IV. Andante ma non troppo e molto cantabile 00:13:43
V. Presto 00:05:19
VI. Adagio quasi un poco andante 00:02:02
VII. Allegro 00:07:06

Kodaly Quartet

Total Playing Time: 01:02:58

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Beethoven dando uma voltinha pelas redondezas

Beethoven dando uma voltinha pelas redondezas

PQP

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Camile Saint-Säens (1835-1921): Concertos pour violin nºs 1, 2 & 3, Introduction et Rondo capriccioso, et. all. – Hoelscher, Philharmonia Orchestra, Dervaux

folderPara fechar com chave de ouro essa caixa com Concertos do compositor francês Camile Saint-Säens, temos agora as obras compostas para violino e orquestra.

Existem dezenas de gravações destes três concertos para violino que Saint-Säens compôs, que são belíssimos e de difícil execução. Fora estes concertos, outra obra conhecida nestes dois últimos cds da série é a “Introduction et Rondo capriccioso, in A minor, Op.28” e a “Havanaise, in E major, Op.83”, sempre presente nas gravações dos mais diversos violinistas.

Lembram do Ulf Hoelscher? Apresentei-o para os senhores quando trouxe os concertos de Louis Spohr, há apenas alguns dias atrás. E é ele o violinista presente nestes dois cds.

“I’d give it 6 stars if I could”, “An unequaled gem in my collection”, “Absolutely scintillating” são alguns dos comentários dos clientes da amazon. E com razão.

Vale cada minuto da audição.

Camile Saint-Säens (1835-1921)
Concertos pour violin nºs 1, 2 & 3, Introduction et Rondo capriccioso, et. all.

CD 1
01. Concerto n°1 en la majeur op. 20 – 1. Allegro
02. Concerto n°1 en la majeur op. 20 – 2. Andante espressivo
03. Concerto n°1 en la majeur op. 20 – 3. Tempo primo
04. Concerto n°2 en ut majeur op. 58 – 1. Allegro moderato e maestoso
05. Concerto n°2 en ut majeur op. 58 – 2. Andante espressivo
06. Concerto n°2 en ut majeur op. 58 – 3. Allegro scherzando quasi allegretto
07. La Muse et le Poète op.132
08. Valse-caprice, arr. Eugène Ysaye
09. Romance pour violon et orchestre en ut majeur op.48
10. Romance pour violon et orchestre en ré bémol majeur op.37

CD 2

01. Violin Concerto No.3 in B minor, Op.61 – I Allegro non troppo
02. Violin Concerto No.3 in B minor, Op.61 – II Andantino quasi allegretto
03. Violin Concerto No.3 in B minor, Op.61 – III Molto moderato e maestoso – allegro non troppo
04. Havanaise, in E major, Op.83
05. Morceau de Concert, in G major, Op.62
06. Introduction et Rondo capriccioso, in A minor, Op.28
07. Caprice andalou, in G major, Op.122
08. Prelude du Deluge, in D major, Op.45

Ulf Hoelscher – Violin
New Philharmonia Orchestra
Pierre Dervaux – Conductor

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Richard Wagner (1813-1883): Glenn Gould Conducts Wagner´s Siegfried Idyll

Quando comprei este CD o fiz com um misto de receio e de curiosidade. Na época eu conhecia pouco a obra de Wagner, mas já conhecia a excentricidade de Glenn Gould, e me pareceu no mínimo deveras curioso um especialista em Bach tocando Wagner ao piano, ainda mais obras tão ricas orquestralmente falando, como a abertura dos “Mestres Cantores”, ou até mesmo o magnífico “Idílio” de Siegfried.

Mas o que realmente chama a atenção neste cd é Glenn Gould regendo um pequeno grupo de câmera. Foi sua primeira, única e última experiência no gênero, pois faleceu logo depois. O “Idílio” de Siegfried foi originalmente composto para uma pequena orquestra, 13 ou 14 músicos. Transcrevo abaixo o texto do libreto que acompanha o cd:

“(…) Em 1964 o próprio Gould ingressou no seu futuro de alta tecnologia retirando-se completamente da cena concertística. Em seguida permitiu ao público que ouvisse a sua produção musical somente sob a forma de cuidadas gravações, transmissões radiofônicas e transmissões de vídeo. Certa vez Wagner disse que, depois ter inventado a ‘orquestra invisível’ em Bayreuth queria agora inventar o ‘palco invisivel’, do qual Gould se voltava para o público na maneira pela qual Wagner enunciava às platéias de execuções convencionais e obrigava os ouvintes a aceitar os seus termos de apresentação.

Ao primeiro impacto não se associaria a transparência cristalina de um especialista em Bach como Gould com as redundantes sonoridades do ultra-romântico Wagner. Efetivamente, porém, Gould nutira profundo amor por Wagner, um amor que encontrava o próprio fundamento na natureza incorrigivelmente polífônica da sua música. As transcrições aqui apresentadas não só deram a Gould a possibilidade de ter uma experiência direta de Wagner, negada a quase todos os pianistas, mas forneceram também o material para um disco que correspondia aos critérios caros a Gould, apresentando música conhecida de maneira nova, estimulante e diferente. A prestidigitação característica de Gould resulta efetivamente em passagens característicamente contrapontísticas como o fugato do toque de trompa da Viagem ao Reno e a música redundante de Beckmesser na abertura de Os Mestres Cantores com o seu subsequente momento culminante, um tour de force de aguda força rítmica e luminosa transparência. Divertindo-se com a a possibilidade do meio de gravação ir além da execução ao vivo, Gould criou aqui algumas passagens mais densas da gravação a quatro mãos em mais de uma pista, não encontrando nenhum motivo musical para sacrificar a riqueza de Wagner aos limites de dez dedos invisíveis.

Em vez de procurar imitar a orquestra, Gould reelaborou estas peças para piano substituindo as figuras rítmicas por trêmulos introduzindo esquemas de motivos em acordes que se demonstravam muito longos para serem sustentados pelo piano e modificando as duplicações do baixo. Em toda a obra se observam numerosos toques interpretativos inesperados. O tema de marcha dos mestres cantores, pelo início da abertura, habitualmente um momento importante, procede aqui como uma breve e divertida passseata. Não se observa nem mesmo o tradicional retardamento desse tema durante seu aparecimento final, pois Gould saber transformar o enorme tumulto dos instrumentos de corda em um flutuar aéreo.. No ousadamente lento ‘Idílio de Siegfried’ o tema do acalanto em escala descendente é introduzido de maneira surpreendentemente não sentimental; a elaboração em tonalidade terna da peça é posta de lado por um momento sucessivo.

As primeiras tentativas de Gould de reger uma orquestra o desencorajaram de prosseguir nessa atividade porque devia executar movimentos agitando os braços, o que lhe dava tensões musculares que comprometiam seu controle magistral do teclado. Todavia, graças ao seu domínio na arte da composição, tinha a mente de um regente, e no fim se repropôs a tentar ainda compilando listas de repertórios que compreendiam concertos para piano onde podia acompanhar-se a si próprio, através de uma gravação em mais de uma pista. Gould iniciou sua nova carreira de regente em julho de 1982 quando, com os membros da Sinfônica de Toronto, gravou a versão de câmera original do Idílio de Siegfried. Sua executação de estréia, posta em circulação pela primeira vez neste disco, revelou-se um adeus porque Gould, hipertenso crônico, foi vítima de um golpe de apoplexia no dia 4 de outubro seguinte, nove dias depois de seu cinquentário. “ Benjamin Folkman.

Pois bem, então deixo-os com este cd curioso porém de uma beleza ímpar, graças ao talento de Glenn Gould, com certeza um dos maiores músicos do século XX, e que não temia ousar.

Richard Wagner – Glenn Gould Conducts Wagner´s Siegfried Idyll

01 Siegfried Idyll, for small orchestra in E major, WWV 103
02 Die Meistersinger von Nürnberg, opera, WWV 96- Vorspiel Zum I. Aufzug
03 Die Götterdämmerung (Twilight of the Gods), opera, WWV 86d- Tagesgrauen Und Siegfrieds Rheinfahrt
04 Siegfried Idyll, for small orchestra in E major, WWV 103

Membros da Sinfônica de Toronto
Glenn Gould – Piano e Regência

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Glenn Gould: exorcizando  Wagner do corpo

Glenn Gould: exorcizando Wagner do corpo

FDP Bach
Link revalidado por PQP

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Johannes Brahms (1833-1897) – Symphony No.4 in E minor, Op.98 – Haitink, LSO

frontVamos então completar a série, trazendo a 4ª Sinfonia de Brahms, outra obra prima do genial alemão, o maior dos compositores do romantismo alemão.
E mais uma o que ouvimos aqui é uma aula de interpretação de Bernard Haitink, regendo a London Symphony Orchestra ao vivo, no Barbican Theater em Londres. Já comentamos essa sinfonia em outras ocasiões, por isso nem perderei o seu e o meu tempo com maiores detalhes. Só direi o seguinte: vale cada minuto gasto com o download. Aqui temos uma versão mais contida, não tão intensa como a que Bernstein gravou com a Filarmônica de Viena no final de sua vida,  mas Haitink é macaco velho nesse repertório, e nos oferece uma visão mais intimista, eu diria.
E vamos que vamos, pois o tempo urge.

1. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – I. Allegro non troppo
2. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – II. Andante moderato
3. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – III. Allegro giocoso
4. Symphony No.4 in E minor, Op.98 – IV. Allegro energico e passionato

London Symphony Orchestra
Bernard Haitink – Conductor

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Camile Saint-Säens (1835-1921) – Concertos pour Piano 1-5, Le Carnaval des Animaux, Concerto pour violoncelo, op. 33, et. all. – Aldo Ciccolini, Orchestre de Paris

folderMesmo tendo vivido bastante tempo,86 anos, Camile Saint-Saëns é um compositor um tanto quanto negligenciado e esquecido nas salas de concertos, com exceção talvez de alguns destes concertos que ora vos trago. O selo inglês EMI montou uma caixa muito interessante para se conhecer melhor a obra do francês, trazendo então seus cinco concertos para piano, os três concertos para violino entre outras obras.
São cinco cds ao todo. Neste momento trarei os três primeiros, e posteriormente, os dois últimos. Os intérpretes são talvez um tanto quanto desconhecidos para a maior parte das pessoas, mas garanto que são de primeiríssima qualidade.
Gosto destas caixas pois elas ajudam a melhor conhecer as obras, mostrando a evolução do artista enquanto compositor.
Espero que apreciem.
Nestes três primeiros cds teremos os cinco concertos para piano com o ótimo pianista italiano Aldo Ciccollini, e o divertidíssimo Carnaval dos Animais. Ah, não podemos esquecer do belíssimo Concerto pour Violloncelle, imortalizado por Jacqueline Du Pré, e aqui nas mãos de Paul Tortelier.

CD 1
01. Concerto No.1_ 1. Adante Allegro Assai
02. Concerto No.1_ 2. Andante Sostnuto Quasi Adagio
03. Concerto No.1_ 3. Allegro Con Fuoco
04. Concerto No.2_ 1. Andante Sostenuto
05. Concerto No.2_ 2. Allegro Scherzando
06. Concerto No.2_ 3. Presto
07. Concerto No.4_ 1. Allegro Moderato Andante
08. Concerto No.4_ 2. Allegro Vivace Andante Allegro

Aldo Ciccolini – Piano
Orchestre de Paris
Serge Baudo – Conductor

CD 2
01. Piano Concerto No.3 op.29 1 – Moderato assai – Piú mosso – Allegro maestoso
02. Piano Concerto No.3 op.29 2 – Andante
03. Piano Concerto No.3 op.29 3 – Allegro ma non troppo
04. Piano Concerto No.5 op.103 1 – Allegro animato
05. Piano Concerto No.5 op.103 2 – Andante – Allegreto tranquilo – Andante
06. Piano Concerto No.5 op.103 3 – Molto allegro

Aldo Ciccolini – Piano
Orchestre de Paris
Serge Baudo – Conductor

7-15 – Le Carnaval des animaux

Aldo Ciccolini & Alexis Weisenberg – Pianos
Orchestre de la Société des Concerts du Conservatoire
Georges Prêtre – Conductor

CD 3

01. Concerto pour violoncelle et orchestre op.33

Paul Tortelier – Cello
City of Birmingham Symphony Orchestra
Louis Frémaux – Conductor

02. Septuor pour trompette 2violons alto violoncelle contrebasse and piano 1
03. Septuor pour trompette 2violons alto violoncelle contrebasse and piano 2
04. Septuor pour trompette 2violons alto violoncelle contrebasse and piano 3
05. Septuor pour trompette 2violons alto violoncelle contrebasse and piano 4
06. Quintette pour piano 2violons alto and violoncelle op.14 1
07. Quintette pour piano 2violons alto and violoncelle op.14 2
07. Quintette pour piano 2violons alto and violoncelle op.14 2
08. Quintette pour piano 2violons alto and violoncelle op.14 3
09. Quintette pour piano 2violons alto and violoncelle op.14 4

Groupe Instrumental de Paris

10. Etude en forme de valse op.52 no.6

Aldo Ciccolini – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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FDPBach

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Flute Concertos, Rondo, Andante – Sharon Bezaly, Ostrobothnian Chamber Orchestra, Juha Kangas

frontJuro que essa enxurrada de postagens com obras de Mozart está sendo um puro acaso, nada planejado. Simplesmente encontrei esse cd largado em um canto na minha estante e resolvi postá-lo.
Por algum motivo inexplicável os concertos para Flauta de Mozart apareceram poucas vezes por aqui. Com certeza um caso de esquecimento, afinal são obras belíssimas, apesar de não tão gravadas.
Quando adquiri este CD fui primeiro me informar de onde era essa orquestra, e descobri que é finlandesa. A solista é israelense, porém vive na Suécia. O regente, segundo informações apuradas, é um dos fundadores da orquestra, que é muito conceituada, diga-se de passagem. Nós aqui do sul do Equador infelizmente não temos muito acesso a estas orquestras, o que é uma pena.
O libreto em anexo passa informações úteis sobre as obras e os solistas.
Uma curiosidade: as cadenzas foram escritas pelo compositor finlandês Kalevi Aho. Com certeza vão soar estranhas aos seus ouvidos, principalmente dos que não tem muita familiaridade com a música moderna.

01. Concerto in G major K313 – 1. Allegro maestoso
02. Concerto in G major K313 – 2. Adagio ma non troppo
03. Concerto in G major K313 – 3. Rondo. Tempo di Minuetto
04. Andante in C major K315
05. Rondo in D major K184
06. Concert in D major K314 – 1. Allegro aperto
07. Concert in D major K314 – 2. Adagio ma non troppo
08. Concert in D major K314 – 3. Rondeau. Allegro

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Sharon Bezaly – Essa moça tem um grande talento

 

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Johannes Brahms (1833-1897): Rapsódia para Contralto Op.53 – Sinfonia nº 3 – Jessye Norman – Riccardo Muti

Dia desses fui baixar aqui no PQP as outras duas obras de Brahms que mais amo: os trios para trompa-violino-piano e para clarinete-cello-piano – e aí pensei: quantas versões será que temos aqui no blog da terceira integrante da trinca? – me referindo à Rapsódia para Contralto, Coro Masculino e Orquestra, Op.53. Fui verificar, e para meu choque encontrei nenhuma!

Aí surge o mistério: onde foi que eu consegui, há uns anos, o arquivo que compartilho aqui com vocês? De alguma uma postagem do próprio PQP, retirada do ar? Ou de outra fonte? Bem, na verdade isso pouco importa, desde que a Rapsódia passe a estar disponível – e não será numa versão qualquer: é com o belo timbre e interpretação sensível ao texto de Jessie Norman.

A esta altura os senhores devem estar se perguntando por que estou falando só dessa obra “menor”, de 12 minutos, e não da sinfonia. O fato é que a expressividade concisa da tal rapsódia me encanta: acho que ela dá o seu recado com intensidade e sem nenhum desperdício de meios. Já a sinfonia… bom, eu também acho bonita, mas… tem uma coisa engraçada que talvez tenha a ver com a aproximação dos 60 anos deste monge: já não experimento o mesmo encanto em massas sonoras como quando era jovem. Inclusive, no caso específico de Brahms, às vezes a movimentação frenética de massas de violinos em tessitura muito aguda parece ter passado a me cansar mais que encantar. E aí não tenho como não me lembrar da seguinte passagem de Hermann Hesse:

Na planície vimos um ancião de aspecto respeitável, de longa barba, e rosto aflito, que conduzia um exército poderoso de uns dez mil homens todos vestidos de preto. Parecia estar confuso e desesperado, e Mozart disse:
— Veja, é Brahms. Aspira à redenção, mas custará muito a alcançá-la.
Soube que aqueles milhares de homens vestidos de preto eram seus cantores e executantes daquelas vozes e notas que, segundo o juízo divino, haviam sido desnecessárias e supérfluas em suas partituras.
— Orquestração demasiado pesada, vasto material desperdiçado — observou Mozart.
Em seguida vimos à frente de um grande exército, igualmente numeroso, Richard Wagner empurrado pela multidão, fatigado, arrastando-se com passos vacilantes.
— Em minha juventude — observei com tristeza — esses dois músicos eram tidos como os mais extremos contrastes que se podia conceber.
Mozart sorriu.
— Sim, é sempre assim. Tais contrastes, vistos a certa distância, sempre tendem a apresentar sua crescente similitude. A instrumentação excessiva não foi, na verdade, uma falha pessoal de Wagner ou de Brahms; era um defeito de sua época.
— Como? E tiveram de pagar tão duramente por isso? — exclamei em tom de protesto.
— Naturalmente. A lei segue seu curso. Depois de pagar a culpa de seu tempo, ver-se-á se a culpa pessoal merece alguma redenção.
— Mas nenhum dos dois teve culpa?
— Certamente que não. Não tiveram culpa, como tampouco Adão teve culpa de haver comido a maçã e nem por isso deixou de pagar pelo pecado.
— Mas isso é terrível.
— Sem dúvida, a vida é sempre terrível. Nada podemos fazer em contrário e, não obstante, somos responsáveis. Mal se nasce já se é culpado. O senhor deve ter recebido instrução religiosa muito particular para desconhecer tais dogmas. (…)

Hermann Hesse, O Lobo da Estepe.
Tradução de Ivo Barroso, Editora Record, p.209.

E já que enveredamos por literatura, nossa rapsódia tem texto. E, se tem texto, do que é que ele fala? O texto são três estrofes de Goethe que devem ter falado pessoalmente ao sujeito pouco social e às vezes depressivo que Brahms parece ter sido. São extraídas da “Viagem ao Harz no Inverno”, poema que Goethe escreveu depois de visitar um jovem que vivia nessa região montanhosa e inóspita da Alemanha, e teria entrado em depressão depois de ler o seu romance Os sofrimentos do jovem Werther. Transcrevo aqui uma tentativa de tradução das 3 estrofes em questão – enquanto o poema original e na íntegra vai em PDF no download:

[5] Mas esse, ali à parte, quem é?
No matagal a sua trilha se perde,
Atrás dele os arbustos
Se juntam,
O capim se re-ergue,
O ermo o engole.

[6] Ah, quem sanará as dores daquele
para quem bálsamo virou veneno?
Que da plenitude do amor
se embebeu de ódio pela humanidade?
Antes desprezado, agora desprezador,
Em egoísmo insaciável
Consome secretamente
Seu próprio valor.

[7] Se houver no teu saltério,
Ó pai do amor,
Um tom que seu ouvido perceba,
Renova, então, o seu coração!
Abre seu olhar obnubilado
Para as mil fontes
Ao lado dos que passam sede
No deserto!

JOHANNES BRAHMS:
SINFONIA Nº 3 Op.90 (1883)
RAPSÓDIA PARA CONTRALTO, CORO MASCULINO E ORQUESTRA Op.53 (1869)
sobre trechos do poema Harzreise im Winter, de J.W. von Goethe

01. Symphony No.3 In F, Op.90: 1. Allegro con brio
02. Symphony No.3 In F, Op.90: 2. Andante
03. Symphony No.3 In F, Op.90: 3. Poco allegretto
04. Symphony No.3 In F, Op.90: 4, Allegro
05. Rhapsody for Contralto, Male Chorus And Orchestra (Alto Rhapsody) Op. 53

Philadelphia Orchestra & Choral Arts Society of Philadelphia
Riccardo Muti, regente. Jessye Norman, soprano dramático.
Sean Deibler, maestro do coro.
Gravado em abril de 1989. CD lançado em 1990.

. . . . . . . BAIXE AQUI – download here

Ranulfus

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Kantaten Vol. 2 – Ostern – Reynolds, Mathis, Töpper, Schreier, Haefliger, Dieskau, Adam – Richter, MBO

61ZHHJRZ05LO Segundo volume das gravações que Karl Richter gravou com as Cantatas bachianas traz as obras compostas para o período da Páscoa. São cinco cds ao todo neste volume.
Como comentei na postagem anterior, Richter para estas gravações conseguiu reunir os principais solistas da época, então temos a oportunidade de ouvir Peter Schreier e Ernst Häefliger, duas lendas do canto lírico. Peter Schreier, depois de se aposentar como cantor, tornou-se um excelente regente, com ótimas gravações em seu currículo.

CD 1

01 – Cantata for Septuagesima Sunday – Chor BWV 92
02 – Cantata for Septuagesima Sunday – Rezitativ und Choral (Bab) BWV 92
03 – Cantata for Septuagesima Sunday – Arie (Tenor) BWV 92
04 – Cantata for Septuagesima Sunday – Choral (Chor-Alt) BWV 92
05 – Cantata for Septuagesima Sunday – Rezitativ (Tenor) BWV 92
06 – Cantata for Septuagesima Sunday – Arie (Bab) BWV 92
07 – Cantata for Septuagesima Sunday – Choral und Rezitativ (Chor) BWV 92
08 – Cantata for Septuagesima Sunday – Arie (Sopran) BWV 92
09 – Cantata for Septuagesima Sunday – Choral BWV 92
10 – Cantata for Sexagesima Sunday – Chor BWV 126
11 – Cantata for Sexagesima Sunday – Arie (Tenor) BWV 126
12 – Cantata for Sexagesima Sunday – Rezitativ (Alt, Tenor) BWV 126
13 – Cantata for Sexagesima Sunday – Arie (Bab) BWV 126
14 – Cantata for Sexagesima Sunday – Rezitativ (Tenor) BWV 126
15 – Cantata for Sexagesima Sunday – Choral BWV 126
16 – Cantata for Quinquagesima Sunday – Duett (Sopran, Alt) BWV 23
17 – Cantata for Quinquagesima Sunday – Rezitativ (Tenor) BWV 23
18 – Cantata for Quinquagesima Sunday – Chor BWV 23
19 – Cantata for Quinquagesima Sunday – Choral BWV 23

CD 2

01 – BWV 1 – 1. Chor
02 – BWV 1 – 2. Rezitativ (Tenor)
03 – BWV 1 – 3. Arie (Sopran)
04 – BWV 1 – 4. Rezitativ (Bass)
05 – BWV 1 – 5. Arie (Tenor)
06 – BWV 1 – 6. Choral
07 – BWV 182 – 1. Sonata
08 – BWV 182 – 2. Chor
09 – BWV 182 – 3. Rezitativ (Bass)
10 – BWV 182 – 4. Arie (Bass)
11 – BWV 182 – 5. Arie (Alt)
12 – BWV 182 – 6. Arie (Tenor)
13 – BWV 182 – 7. Choral
14 – BWV 182 – 8. Chor

CD 3

01 – Cantata for the 1st Day of Easter – Sinfonia BWV 4
02 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 1 BWV 4
03 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 2 BWV 4
04 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 3 BWV 4
05 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 4 BWV 4
06 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 5 BWV 4
07 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 6 BWV 4
08 – Cantata for the 1st Day of Easter – Versus 7 BWV 4
09 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Chor BWV 6
10 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Arie (Alt) BWV 6
11 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Choral (Chor-Sopran) BWV 6
12 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Rezitativ (Bab) BWV 6
13 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Arie (Tenor) BWV 6
14 – Cantata for the 2nd Day of Easter – Choral BWV 6
15 – Cantata for the 3rd Day of Easter – Rezitativ (Bab) BWV 158
16 – Cantata for the 3rd Day of Easter – Arie und Choral (Bab, Chor-Sopran) BWV 158
17 – Cantata for the 3rd Day of Easter – Rezitativ (Bab) BWV 158
18 – Cantata for the 3rd Day of Easter – Choral BWV 158
19 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Chor BWV 67
20 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Arie (Tenor) BWV 67
21 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Rezitativ (Alt) BWV 67
22 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Choral BWV 67
23 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Rezitativ (Alt) BWV 67
24 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Arie (Bab, Chor) BWV 67
25 – Cantata for the 1st Sunday after Easter – Choral BWV 67

CD 4

01 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Chor BWV 104
02 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Rezitativ (Tenor) BWV 104
03 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Arie (Tenor) BWV 104
04 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Rezitativ (Bab) BWV 104
05 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Arie (Bab) BWV 104
06 – Cantata for the 2nd Sunday after Easter – Choral BWV 104
07 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Sinfonia BWV 12
08 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Chor BWV 12
09 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Rezitativ (Alt) BWV 12
10 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Arie (Alt) BWV 12
11 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Arie (Bab) BWV 12
12 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Arie (Tenor) BWV 12
13 – Cantata for the 3rd Sunday after Easter – Choral BWV 12

CD 5

01 – BWV 108 – 1. Arie (Bass)
02 – BWV 108 – 2. Arie (Tenor)
03 – BWV 108 – 3. Rezitativ (Tenor)
04 – BWV 108 – 4. Chor
05 – BWV 108 – 5. Arie (Alt)
06 – BWV 108 – 6. Choral
07 – BWV 87 – 1. Arie (Bass)
08 – BWV 87 – 2. Rezitativ (Alt)
09 – BWV 87 – 3. Arie (Alt)
10 – BWV 87 – 4. Rezitativ (Tenor)
11 – BWV 87 – 5. Arie (Bass)
12 – BWV 87 – 6. Arie (Tenor)
13 – BWV 87 – 7. Choral

Edith Mathis – Soprano
Anna Reynolds, Hertha Töpper – Contralto
Peter Schreier, Ernst Haefliger – Tenor
Dietrich Fischer-Dieskau, Theo Adam – Bass

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Nino Rota (1911-1979): Música de Câmara


Busquei as informações abaixo na Wikipedia. Na verdade, procurei este disco — que é consistentemente bom e bem interpretado — por causa dos muitos filmes que imortalizaram sua música. Acho que vocês vão gostar ou, no mínimo, achar curioso ouvir Rota fora daquilo que parecia ser seu habitat, o cinema.

Nino Rota (Milão, 3 de Dezembro de 1911 — Roma, 10 de Abril de 1979) foi um compositor italiano, célebre por suas composições executadas no cinema.

Ficou conhecido por ter composto música para filmes de Federico Fellini, Luchino Visconti e Francis Ford Coppola.

Biografia

Nascido em Milão em 1911, no seio de uma família de músicos, Nino Rota foi inicialmente estudante da Orefice e Pizzetti. Ainda em criança, mudou-se para Roma onde terminou os seus estudos no conservatório de Santa Cecília em 1929 com Alfredo Casella. Entretanto, tornou-se num ‘enfant prodige’, famoso tanto como compositor, quanto como maestro. A sua primeira actuação, ‘L’infanzia de San Giovanni Battista’, foi realizada em Milão e Paris no ano de 1923, e a sua comédia lírica, ‘Il Principe Porcaro’ foi composta em 1926.

De 1930 a 1932, Nino Rota viveu nos Estados Unidos da América. Ganhou uma bolsa de estudos no Curtis Institute of Philadelphia, onde frequentou as aulas de composição de Rosario Scalero e as aulas de orquestra dadas por Fritz Reiner.

Regressou à Itália onde se licenciou em literatura na Universidade de Milão. Em 1937, iniciou a sua carreira docente que o levou à direcção do conservatório de Bari, um título que manteve desde 1950 até a data do seu falecimento em 1979.

Carreira

Após as suas composições ‘juvenis’, Nino Rota escreveu as seguintes óperas: ‘Ariodante’ (Parma, 1942), ‘Torquemada’ (1943), ‘Il cappello di paglia di Firenze’ (Palermo, 1955), ‘I due timide’ (RAI, 1950, Londres, 1953), ‘La notte di un neurastenico’ (Premio Italia, 1959, La Scala, 1960), ‘Lo scoiattolo in gamba’ (Veneza, 1959), ‘Aladino e la lampada magica’ (Nápoles, 1968), ‘La visita meravigliosa’ (Palermo, 1970), ‘Napoli milionaria’ (Spoleto Festival, 1977).

Escreveu também os seguintes ballets: ‘La rappresentazione di Adamo ed Eva’ (Perugia, 1957), ‘La Strada’ (La Scala, 1965), ‘Aci e Galatea’ (Roma, 1971), ‘Le Molière Imaginaire’ (Paris e Bruxelas, 1976) e ‘Amor di poeta’ (Bruxelas, 1978) para Maurice Bejart.

Para além destes, há uma quantidade infindável de trabalhos seus para orquestra, interpretados antes da Segunda Grande Guerra, que ainda hoje se fazem ouvir em todo mundo.

Cinema

O seu trabalho no mundo do cinema data desde os anos 40. A filmografia inclui nomes de practicamente todos os realizadores notáveis da sua época, dos quais se eleva incontornávelmente o nome de Federico Fellini. Rota compôs para todos os filmes de Fellini, desde o ‘The White Sheik’ de 1952, até ao ‘The Orchestra Rehearsal’, de 1979. A lista dos outros realizadores inclui os nomes de Renato Castellani, Luchino Visconti, Franco Zeffirelli, Mario Monicelli, Francis Ford Coppola, King Vidor, René Clément, Edward Dmytryk e Eduardo de Filippo. Também compôs a música de várias produções teatrais de Visconti, Zefirelli e de Filippo.

Nino Rota: Música de Câmara

1.Piccola Offerta Musicale for wind quintet (1943)

2.Sarabanda e Toccata per Arpa (1945) – 1 Sarabanda
3.Sarabanda e Toccata per Arpa (1945) – 2 Toccata

4.Trio per flauto, Violino e Pianoforte (1958) – 1 Allegro ma non troppo
5.Trio per flauto, Violino e Pianoforte (1958) – 2 Andante sostenuto
6.Trio per flauto, Violino e Pianoforte (1958) – 3 Allegro vivace con spirito

7.Ippolito gioca per Pianoforte (1930)

8.Il Presepio for soprano and string quartet (1958)

9.Catilena (1971)

10.Intermezzo per Viola e Pianoforte

11.Puccettino nella giungla (1971)

12.Nonetto (1959) – 1 Allegro
13.Nonetto (1959) – 2 Andante
14.Nonetto (1959) – 3 Allegro con spirito
15.Nonetto (1959) – 4 Canzone con Variazioni
16.Nonetto (1959) – 5 Vivacissimo

Kremerata Musica:
Anna Maria Pammer: soprano
Felix Renggli: flute
Sharon Bezaly: flute
Markus Deuter: oboe
Heinz Holliger: oboe
Bernhard Zachhuber: clarinet
Elmar Schmid: clarinet
Radovan Vlatkovic: horn
Volker Altmann: horn
Klaus Thunemann: bassoon
Lorelei Dowling: bassoon
Maria Graf: harp
Hanna Weinmeister: violin
Gidon Kremer: violin
Gérard Caussé: viola
Firmiam Lermer: viola
Howard Penny: cello
Erich Hehenberger: double bass
Alena Chernushenko: piano
Mascha Smirnov: piano
Marino Formenti: piano
Oleg Maisenberg: piano
Hagen Quartet: string quartet

Gidon Kremer

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Nino Rota

Nino Rota

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº 20 & 23 – Moravec, Marriner, ASMF

FrontEis mais uma gravação do excelente selo alemão Hänssler com a dupla Moravec & Marriner tocando os Concertos para Piano de nº 20 e 23 de Mozart. E sempre com o excelente conjunto inglês “Academy of Saint Martin on the Fields”. É mais uma belezura de cd, daqueles que a gente pode ouvir sem parar, pois além da música maravilhosa de Mozart temos essa cumplicidade entre Marriner e sua orquestra, que já tocam juntos há décadas. E aqui pesa outro fator importantíssimo: os concertos aqui interpretados são os favoritos de muita gente que conheço, incluíndo esse que vos escreve.
Então para vosso deleite, mais Mozart. Alguém aí vai reclamar? Não creio.

01 – Piano Concerto No.20, Kv.466 in D minor 1. Allegro
02 – Piano Concerto No.20, Kv.466 in D minor 2. Romance
03 – Piano Concerto No.20, Kv.466 in D minor 3. Rondo (Allegro assai)
04 – Piano Concerto No.23, Kv.488 in A major 1. Allegro
05 – Piano Concerto No.23, Kv.488 in A major 2. Adagio
06 – Piano Concerto No.23, Kv.488 in A major 3. Allegro assai

Ivan Moravec – Piano
Academy of Saint Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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FDPBach

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Bach / Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh


A série The Originals, da DG, costuma ser tiro certo. Apesar da absoluta confusão do repertório, este CD é maravilhosamente bem interpretado pelos irmãos Oistrakh em diversas formações orquestrais. As obras são tão díspares entre si que dá vontade de ouvir tudo separadamente. Mas, enfim, eram outros tempos e ninguém morria por falta de coerência. Posto este CD por ele ter sido uma audição habitual na casa de meus pais (os outros).

Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Antonio Vivaldi:
1. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 1. Allegro 3:58
2. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 2. Larghetto 4:24
3. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 3. Allegro 4:00

J. S. Bach:
4. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 1. Adagio 4:29
5. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 2. Allabreve 2:53
6. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 3. Alla breve 2:35
7. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 4. Presto 4:56

G.F. Handel:
8. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 1. Andante – Allegro 5:12
9. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 2. Arioso 3:36
10. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 3. Allegro 2:01

J. G. Benda:
11. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 1. Moderato 6:37
12. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 2. Largo 5:27
13. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 3. Allegro 2:42

H. Wieniawski:
14. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.2 in E flat major 5:14
15. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.5 in E major 1:55
16. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.4 in A minor 1:31

P. de Sarasate:
17. Navarra for two violins, Op.33

David Oistrakh (Conductor, Violin),
Igor Oistrakh (Violin)
Franz Konwitschny (Conductor),
Gewandhaus Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra e outros

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David e Igor Oistrakh

David e Igor Oistrakh

PQP

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.: interlúdio :. Oregon – Beyond Words (1995)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu acompanho o Oregon há mais de 30 anos e, mesmo que sinta a falta de Colin Walcott (morto em 1984), parece que o grupo chegou a seu auge em 1995, com este notável Beyond Words. Eles ainda estão em atividade e continuam evoluindo como um dos mais importantes agrupamentos de jazz contemporâneos. As composições deste disco são originalíssimas — apesar de algumas não serem inéditas — e fundem elementos do jazz, folk, música clássica e world music em uma voz completamente original. Gravado em estúdio, mas sem nenhum remendo posterior, o CD é um show de esplendor sonoro.

Beyond Words traz o grupo de volta a um território familiar, cultural e musicalmente. Outra vez há a sofisticação na interpretação da música — já toda preparada e finalmente estabelecida para a ausência da percussão de Walcott. “Pepe Linque”, “The Silence of a Candle”, “Les Douzilles”, “Green and Golden” e a zombeteira e insone “Leather Cats”, só elas já valem a audução e a compra do CD. A maioria dos temas, como sempre, é de Towner, mas o que fazem também seus dois companheiros é inacreditável. Glen Moore chega a sobrar, tal o virtuosismo que demonstra em muitos momentos.

Oregon – Beyond Words (1995)

01.- Rewind
02.- Ecotopia
03.- Green and Golden
04.- Pepe Linque
05.- Les Douzilles
06.- The Silence of a Candle
07.- Sicilian Walk
08.- Leather Cats
09.- Witchi-Tai-To
10.- Silver Suite I
11.- Silver Suite II
12.- Silver Suite III

Personnel:

* Paul McCandless : sopranino & soprano saxophones, bass clarinet, oboe, English horn, penny whistle
* Ralph Towner: piano, synthesizer, classical guitar, 12-string guitar
* Glen Moore: bass

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Towner com Paolo Fresu em outra circunstância

Towner com Paolo Fresu em outra circunstância

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº24 & 25 – Moravec, Marriner, ASMF

FrontUm cd delicioso com dois concertos para piano de Mozart interpretados pelo pianista tcheco Ivan Moravec, que eu particularmente não conhecia até ter acesso a esse cd. O refinamento destes últimos concertos de Mozart exigem do pianista o mesmo tato em sua interpretação. Moravec já era um senhor de 66 anos de idade quando gravou com a nossa querida Academy of Saint-Martin on the Fields, dirigida pelo lendário maestro Sir Neville Marriner. E sua experiência pode ser sentida ao ouvirmos essas gravações. Marriner e sua orquestra são exímios intérpretes da obra de Mozart, e já gravaram estes mesmos concertos em outras ocasiões, sendo a mais festejada as versões com Alfred Brendel, talvez a melhor de todas as integrais já gravadas dos concertos de Mozart.

Mas Mozart é Mozart, e seus intérpretes sempre conseguem extrair aquele algo a mais de suas obras. Ainda mais com músicos do nível destes envolvidos nestas gravações que ora vos trago.

Eis um CD para ser apreciado sem moderação, para ser degustado em todos os seus detalhes. quantas vezes forem necessárias.

01 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegro
02 – Piano Concerto No.24 KV 491 Larghetto
03 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegretto
04 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegro maestro
05 – Piano Concerto No.25 KV 503 Andante
06 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegretto

Ivan Moravec – Piano
Academy of Saint Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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Art Blakey & Jazz Messengers – Moanin´

MI0001706164This is truly one of the great classics of hard bop, with drummer Art Blakey leading arguably his greatest Jazz Messengers lineup through a driving program that never lets up. Tenor saxophonist Benny Golson (whose composition “Along Came Betty” is heard here, subsequently becoming a jazz classic), brilliant trumpeter Lee Morgan, and funky pianist Bobby Timmons (who wrote the hit title cut) each take some of the best solos of their great careers, and Blakey was never greater. No jazz record collection should be without this disc. It remains one of the premier items in Blue Note’s catalog, and rightfully so. As part of Blue Note’s 1999 60th anniversary celebration, original session producer Rudy Van Gelder’s done a smash job remixing Moanin’, adding warmth in the low end and far greater color across the spectrum (…). –Skip Heller

Este texto acima foi escrito pelo editorialista da amazon, e concordo com ele em gênero, número e grau, usando uma expressão que eu ouvia quando era criança. Já ouço esse disco clássico da Blue Note há mais de vinte e cinco anos e não consigo encontrar um ponto negativo sequer nele. É tudo perfeito. O sensacional riff que abre o clássico, “Moanin” (gemendo, traduzindo para o português) já mostra a que veio o disco. Foi lançado em 1958 e nunca mais deixou de ser um dos discos mais vendidos do selo Blue Note. A marcação da bateria de Blakey é precisa, nervosa quando necessária, delicada nos momentos em que precisa ser delicada, enfim, coisas de gênio.
Ouçam e depois em digam que não tenho razão.

01 – Moanin’
02 – Are You Real
03 – Along Came Betty
04 – The Drum Thunder Suite
05 – Blues March
06 – Come Rain Or Come Shine
07 – Moanin’ (alt. take) (bonus track)
08 – Blues March (alt. take) (bonus track)

Benny Golson – Tenor Saxophone
Lee Morgan – Trumpet
Bobby Timmons – Piano
Jymie Merritt – Bass
Art Blakey – Drums

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Integral dos Quartetos de Cordas (CD 8 de 9)

IM-PER-DÍ-VEL !!! Quer todos? Clica aqui, ó.

Originalmente, o Quarteto Op.130 era finalizado por uma enorme fuga. Depois, Beethoven resolveu separá-la do restante, criando a Grande Fuga (Grosse Fugue), Op. 133. Só que a indústria fonográfica atrapalhou as intenções do compositor. Creio que todos os discos de vinil e CDs que têm o Quarteto Op. 130, trazem a Grosse Fugue no final. Ou seja, a separação da fuga como obra autônoma não valeu para as gravações pelo simples motivo que é mais lógico colocá-la ali, logo após o Finale do Quarteto. É uma espécie de descumprimento póstumo. Você desejava assim, mas nós queremos assado… É claro que o CD do Kodály também traz a Grosse Fugue logo ali atrás, grudadinha no colo materno.

Fico pensando nos motivos que teriam levado Beethoven a separar a obra em duas. Talvez a razão fosse a inacreditável Cavatina, que normalmente era a última faixa do lado 1 dos discos… A Cavatina foi muitas vezes saudada pelo compositor como uma de suas maiores realizações. E é. Movimento aparentado do glorioso Adagio da Nona Sinfonia e ainda mais do terceiro movimento do Op. 132, é belíssima, com algumas melodias claras e outras apenas sugeridas, balbuciadas. Coisa de gênio. Talvez ele não quisesse ter dois movimentos tão significativos juntos, ou talvez achasse que a fuga tinha espírito diverso do resto ou que o quarteto já estava muito grande, não sei. Ou talvez algum de nossos leitores-ouvintes saiba o real motivo e o explique nos comentários.

O que importa é que este quarteto não fica a dever em nenhum aspecto a meu preferido, o Op. 132. É também genial e foi o primeiro que conheci, numa gravação do início dos anos 60 feita pelo Quarteto Amadeus, com a enorme carranca de Ludwig van na capa. Um presente do Dr. Herbert Caro há exatos de 37 anos.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Integral dos Quartetos de Cordas (CD 8 de 9)

1. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Adagio ma non troppo: Allegro 13:00
2. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Presto 2:03
3. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Andante con moto ma non troppo 6:28
4. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Alla danza tedesca: Allegro assai 2:51
5. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Cavatina: Adagio molto espressivo 6:17
6. String Quartet No. 13, B flat major, Op. 130: Finale: Allegro 9:00

7. Grosse Fuge in B flat major, Op. 133

Kodály Quartet

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Separo a Grosse Fugue do 130 ou deixo assim?

Separo a Grosse Fugue do 130 ou deixo assim?

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Johann Nepomuk Hummel (1778-1837) – Piano Concerto nº4, Op. 110, Concerto for Violin and Piano, op. 17 – Shaham, Shelley, London Mozart Players

frontNeste outro belo cd de Howard Shelley interpretando os Concertos para Piano de Hummel temos o de nº 4, e o Concerto para Violino e Piano op. 17. É interessante para podermos identificar o desenvolvimento do autor enquanto compositor, principalmente naquele momento de transição do classicismo para o romantismo. Shelley explora muito bem essa transição, nos mostrando um compositor que conhece muito bem os recursos e possibilidades do instrumento.
O Concerto para Violino e Piano é no mínimo curioso e mostra a versatilidade de Hummel ao trabalhar com dois instrumentos solistas bem diferentes. Os diálogos pedem uma certa cumplicidade entre os músicos pois a interação é necessária para o desenvolvimento da obra. Só penso que para um compositor que viveu na mesma época em que os gigantes dominavam a Terra, como Mozart, Beethoven e Haydn, a orquestração é um tanto quanto ingênua. Talvez seja esse o principal problema. Hummel era um pianista – compositor, e não um compositor – pianista, se é que me faço entender. É o mesmo problema que se identifica em Paganini, por exemplo.
Mas enfim, trata-se de mais um CD de excelente qualidade de gravação e interpretação do selo Chandos, Mais uma vez tiro o chapéu para a iniciativa de Howard Shelley em nos mostrar que haviam sim ótimos compositores além dos citados acima entre o final do século XVIII e início do século XIX.

01 – Piano Concerto No. 4_ I. Allegro Pomposo E Spiritoso
02 – Piano Concerto No. 4_ II. Andante Con Moto
03 – Piano Concerto No. 4_ III. Rondo_ Allegro Moderato Ma Con Brio
04 – Concerto for Piano & Violin_ I. Allegro Con Brio
05 – Concerto for Piano & Violin_ II. Theme & Variations_ Andante Con Moto
06 – Concerto for Piano & Violin_ III. Rondo

Hagai Shaham – Violin
London Mozart Players
Howard Shelley – Piano & Conductor

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FDPBach

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Bernstein / Carreño / Castellanos / Estévez / Ginastera / Márquez / Revueltas / Romero: Gustavo Dudamel – Fiesta

Dudamel, grande revelação da regência da atualidade e figurinha repetida daqui do blog não? Mas sempre é bom falar mais um pouco sobre ele.

Dudamel já foi abençoado pela santíssima trindade da regência da capital musical do planeta, Berlim. Claudio Abbado, o mítico maestro da Filarmônica entre 1989 e 2002, viajou várias vezes à Venezuela para reger a Orquestra Sinfônica Juvenil Simón Bolívar, com a qual Dudamel tem percorrido o planeta. Sir Simon Rattle, sucessor de Abbado na Filarmônica, chamou o jovem de “o maestro mais dotado que já vi”, e dividiu com ele o pódio da turnê norte-americana da Simón Bolívar. Daniel Barenboim, diretor da Ópera de Berlim, atuou como pianista sob a batuta do jovem prodígio, ao lado da Filarmônica de Viena, e o convidou a reger em seu teatro. Se Dudamel é bom para Abbado, Rattle e Barenboim, é bom também para a gravadora Deutsche Grammophon. Além de um DVD, com um concerto em homenagem ao aniversário do papa Bento XVI, o mais prestigiado selo clássico do planeta já lançou três discos do prodígio venezuelano: um com a Filarmônica de Los Angeles, no Concerto para Orquestra, do húngaro Béla Bartók, e dois regendo a Simón Bolívar em sinfonias de Beethoven e Mahler.

Achei esse CD quase completo, se tirassem Sensemaya , que é um pé no saco o resto é a mais bela das coisas. Neste CD também entram o Danzón Nº 2 também figura repetida do blog mais a desse CD é incrível ! Na música o tema principal é tocado várias vezes em tons diversos e em variações do tema principal. Essa música poderia até ser um pé no saco, mais Dudamel consegue deixar a música orgãnica, ou seja, que seja de compreenção de todos e ainda por cima sem ficar chata. Além disso a música é altamente sincopada, o que realmente te dá uma vontade de dançar. (Será que é por isso que se chama Danzón?)

Fuga con Pajarillo.  Na composição musical o tema é repetido por outras vozes que entram sucessivamente e continuam de maneira entrelaçada. Começa com um tema, declarado por uma das vozes isoladamente. Uma segunda voz entra, então, “cantando” o mesmo tema mas noutra tonalidade, enquanto a primeira voz continua desenvolvendo com um acompanhamento contrapontista. As vozes restantes entram, uma a uma, cada uma iniciando com o mesmo tema. O restante da fuga desenvolve o material posterior utilizando todas as vozes e, usualmente, múltiplas declarações do tema. Ouça e entenderás…

Depois entra as quatro danças do balé Estância, do arentino Alberto Ginastera, cuja articulação rítmica impressiona tanto pela percussão quanto pela unicidade das cordas. Composto de 4 faixas :Los Trabajadores Agricolas, Danza del trigo, Los peones de hacienda e Danza Final.

Após esse turbilhão vem o conhecido Mambo, de West Side Story, de Bernstein, é conhecida para caramba.

Então, é isso.

Trechos do texto acima tirados daquidaqui.

Gustavo Dudamel – Orquestra Simon Bolívar – Fiesta

01 – Revueltas – Sensemaya
02 – Carreño -Margaritena
03 – Estévez  – Melodia en El Llano
04 – Marquéz –  Danzón Nª 02
05 – Romero – Fuga con Pajarillo
06 – Ginastera – Los Trabajadores Agricolas
07 – Ginastera – Danza del trigo
08 – Ginastera – Los peones de hacienda
09 – Ginastera – Danza Final
10 – Castellanos – Santa Cruz de Pacairigua
11 – Bernstein – Dance from West Side Story ( Mambo )

Orquestra Simón Bolívar
Gustavo Dudamel – Regente

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. Comente a postagem!

Hum... Bem, deixa assim.

Hum… Bem, deixa assim.

Gabriel Clarinet

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Canto Brasilis – Madrigal de Brasília

Como já disse, reduzi o ritmo mas não vou parar. Volto hoje com mais outra contribuição inédita aqui pro blog.

Não tinha visto até agora nenhum post com obras corais à capela de compositores brasileiros (acho que nem de estrangeiros, fora peças renascentistas). Tenho poucas coisas dignas nesse campo e o presente CD nem é a melhor delas, particularmente pela qualidade do coral, mas vale bastante pelo repertório.

Minhas peças preferidas neste álbum são, nessa ordem, as de Jorge Antunes (Folia de Reis), José Vieira Brandão, Ronaldo Miranda (Autopsicografia), Kilza Setti, Camargo Guarnieri e Amaral Vieira.

***

Canto Brasilis – Madrigal de Brasília

01. Ave Maria – Camargo Guarnieri
02. Pater Noster – Antonio Vaz
03-07. Opuscula Sacra, op. 227 – Amaral Vieira
Kyrie Eleison
Judas Mercator Pessimus
Ave Verum
Christus Factus Est
Panis Angelicus
08. O Magnum Misterium, op. 20 – Marco AB Coutinho
09. Gloria – Cláudio Ribeiro
10. Yemanjá-ôtô – Kilza Setti
11-13. Três Cânticos Breves – Ronaldo Miranda (sobre poemas de Fernando Pessoa)
Canção
Pobre e velha música
Autopsicografia
14. Pingos d’Água – Henrique de Curitiba
15. Trem de ferro – José Vieira Brandão
16. Acalanto – Flávio Gontijo
17-18. Das quatro pequenas peças de povo – Jorge Antunes
Se ela nua fosse minha
Folia de Reis
19. Nascente – Murilo Antunes e Flávio Venturini (Arr.: Joaquim França)
20. Preciso aprender a ser só – Paulo e Sérgio Valle (Arr.: Radovir Filho)
21-22. Faixas bônus

Regência: Éder Camúzis

PS.: Basta escutar até a faixa 18. Depois não tem mais graça.

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CVL

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César Franck (1822-1890) – Symphony in D minor e Ernest Chausson (1855-1899) – Symphony in B-flat op.20

  Franck e Chausson são dois compositores da escola francesa. O disco traz dois trabalhos importantes desses compositores, sendo que a obra de Franck é mais conhecida. A Sinfonia em D do compositor de origem belga, e radicado na França, se constitui em algo singular entre tudo aquilo que foi escrito no século XIX. Possui uma linguagem à parte. Destoa do romantismo beethoveano ou brahmsiano; anda por caminhos diversos e possui, esteticamente, um encanto oriundo de um compositor que foi/é grande, mas que acabou sendo ofuscado por circunstâncias históricas à semelhança de Saint-Säens. O outro trabalho do disco é de Chausson. Inclusive este último foi pouco postado aqui no PQP Bach nos seus oito anos de febricitante atividade. Ainda não conhecia a Sinfonia do francês. Um ótimo disco não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

César Franck (1822-1890) – 

Symphony in D minor
01. I. Lento – Allegro non troppo
02. II. Allegretto
03. III. Allegro non troppo

Ernest Chausson (1855-1899) –

Symphony in B-flat op.20
04.  I. Lent – Allegro vivo
05.  II. Tres lent
06.  III. Anime – Tres anime

Orchestre de la Suisse Romande
Marek Janowski, regente

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O experiente regente polonês Marek Janowski!

Carlinus

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