W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491

Uchida não quis saber de regentes para fazer esta série de Concertos para Piano de Mozart. Não parece, mas são gravações feitas ao vivo, no Cleveland`s Severance Hall. Ela já tem uma integral destes concertos com a English Chamber Orchestra, sob a regência de Jeffrey Tate. 20 anos depois, nesta regravação destas obras-chave de seu repertório, Uchida vem um pouquinho pior… A culpa é mais da orquestra — dirigida por ela — do que da categoria da pianista, sempre excelente. Apesar do espetacular trabalho dos sopros, o tamanho da orquestra é demasiadamente grande para as peças. A abordagem também é excessivamente romântica para Mozart. Tate era mais Mozart na versão anterior de Uchida .

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491

1. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 1. (Allegro) 14:43
2. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 2. Larghetto 8:04
3. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 3. (Allegretto) 9:55

4. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 1. Allegro 11:43
5. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 2. Adagio 6:47
6. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 3. Allegro Assai 8:18

Mitsuko Uchida, piano
Cleveland Orchestra

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Cala a boca, PQP!

Cala a boca, PQP!

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete Sonatas for Keyboard and Violin – Cds 4, 5 e 6 de 8 – Podger, Cooper

71YZiaSCYAL._SL1500_Oba, mais três cds dessa dupla imbatível nesse repertório, Rachel Podger e Gary Cooper. Lembro que ou eu ou PQP trouxemos essas mesmas peças com a dupla Mutter/Orkis há algum tempo atrás, mas ainda dou uma vantagem de um corpo para a Podger/Cooper, mesmo sendo Lambert Orkis um especialista no pianoforte, e a Mutter, bem é a Mutter.
De qualquer forma, é Mozart em sua essência, e a timbragem do violino de Podger é perfeita para essas obras do gênio de Salzburg. Como falei anteriormente, não consigo imaginar essas peças tocadas de outra forma. Adquiriram uma identidade própria. Mas estou me repetindo. Vamos ao que interessa, que é a música.

CD 4

01. Sonata in Eb K.302 (293b) I Allegro
02. Sonata in Eb K.302 (293b) II Rondeau Andante grazioso
03. Sonata in G K.9 I Allegro spiritoso
04. Sonata in G K.9 II Andante
05. Sonata in G K.9 III Menuet I and II
06. Sonata in E minor K.304 (300c) I Allegro
07. Sonata in E minor K.304 (300c) II Tempo di Menuetto
08. Sonata in D K.29 I Allegro molto
09. Sonata in D K.29 II Menuetto and Trio
10. Sonata in A K.526 I Molto Allegro
11. Sonata in A K.526 II Andante
12. Sonata in A K.526 III Presto

CD 5

01. Sonata in A KV 305 I Allegro di molto
02. Sonata in A KV 305 II Thema andante grazioso
03. Sonata in C KV.403 (385c) I Allegro moderato
04. Sonata in C KV.403 (385c) II Andante
05. Sonata in C KV.403 (385c) III Allegretto
06. Sonata in BB KV 31 I Allegro
07. Sonata in BB KV 31 II Tempo di minuetto moderato
08. Sonata in D KV 306 I Allegro con spirito
09. Sonata in D KV 306 II Andantino cantabile
10. Sonata in D KV 306 III Allegretto

CD 6

01. Sonata in F Major, KV376 Allegro
02. Sonata in F Major, KV376 Andante
03. Sonata in F Major, KV376 Rondeau Allegretto grazioso
04. Sonata in C Major, KV296 Allegro vivace
05. Sonata in C Major, KV296 Andante sostenuto
06. Sonata in C Major, KV296 Rondeau Allegro
07. Sonata in G Major, KV27 Andante poco Adagio
08. Sonata in C Major, KV27 Allegro. Minore
09. Sonata in F Major, KV377 Allegro
10. Sonata in C Major, KV377 Thema Andante
11. Sonata in C Major, KV377 Tempo di Menuetto

Rachel Podger – Violin
Gary Cooper – Pianoforte

CD 4 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 6 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Evocações: do Salão Burguês à Sala de Concertos: Portugal / Brasil – Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Francisco de Lacerda (1869-1934), Arthur Napoleão (1843-1925), Jayme Ovalle (1894-1955), Luiz de Freitas Branco (1890-1955) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

LINDO !!!

Tem na Amazon: aqui.

Até às últimas décadas do século XIX, Portugal e o Brasil, apesar de politicamente separados, mantiveram estreitos laços culturais no domínio musical. A partir de então, o fosso entre as duas nações não cessou de aumentar. A tradição da música de salão burguesa, em Portugal, foi a primeira vítima da generalização do gramofone e da introdução da Rádio; a música mais popular nos círculos urbanos deixou de ser lida, e, na ausência de um investimento sério na educação musical, a pequena burguesia deixou de ler música. As tentativas feitas na década de 1940, no sentido de revitalizar a tradição do canto acompanhado ao piano, elevando-lhe o nível artístico, saldaram-se por um falhanço que a ausência de alternativas profissionais para a circulação do repertório tornou endémico. A canção em Português deixou de ser publicada, e quase deixou de ser escrita, para não acabar na gaveta. A actividade quase isolada de um Fernando Lopes-Graça e o repertório brasileiro, que desde o início do século não parou de crescer, apoiado numa forte ligação à música popular e num grande esforço educativo, não lograram alterar a situação. O recente desenvolvimento profissional do canto em Portugal, a que não é alheia à expansão e elevação artística do movimento coral operadas nas décadas de 1970 e 1980, permitem esperar que, à canção acompanhada em Português, venha a ser conferida a importância que lhe é devida; não no defunto salão burguês, mas na sala de concertos e na sua extensão discográfica. O repertório incluído nesta gravação abrange um século, de 1850 a 1950. Dos sete compositores representados, três são portugueses, três brasileiros (todos ligados ao Rio de Janeiro), e o sétimo, luso-brasileiro. Embora todos eles tenham tido alguma relação com a música popular, a forma como dela se servem ou inspiram varia grande-mente, como varia o tipo de público a que originalmente se dirigiram.
(Manuel Pedro Ferreira, extraído do encarte)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Evocação
Do Salão Burguês à Sala de Concertos
Portugal / Brasil (1850-1950)

Francisco de Lacerda (1869-1934)
01. Tenho tantas saudades
02. Os meus olhos nos teus olhos
03. Desde que os cravos e rosa
04. Meu amor, quando morreres
05. É ter arte não falar
Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
06. Quem sabe?
07. Suspiro d’alma
Arthur Napoleão (1843-1925)
08. Romance
09. Miragem
10. Se tu me amasses!
Jayme Ovalle (1894-1955)
11. Azulão
12. Modinha
Luiz de Freitas Branco (1890-1955)
13. Aquela moça
14. O minuete
Fernando Lópes-Graça (1906-1994)
15. Márcia bela
16. Eu fui terra do bravo
17. Ó meu bem

Filomena Amaro, soprano
Gabriela Canavilhas, piano
Lisboa, 1995

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Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

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W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu espero que ninguém venha me perguntar sobre a Sinfonia Nº 37, né? Por muito tempo pensou-se que era de Mozart, mas, em 1907, Lothar Perger, descobriu que a pretensa 37ª de Mozart era, na verdade, a 25ª de Michael Haydn. É inacreditável a confusão entre o simplesinho Michael Haydn (que estava longe de ser parecido com o imenso e imortal Franz Josef Haydn) e Mozart. É difícil de compreender o motivo que levou a edição Koechel a errar, considerando os três pobres movimentos daquela Sinfonia em Sol Maior como a sucessora imediata da Sinfonia Linz…

Mas voltemos ao excelente álbum quádruplo objeto do post: essas gravações das sinfonias maduras de Mozart são muito especiais. Talvez seja o melhor registro dela em instrumentos de época. Há profundidade e grandeza. Trevor Pinnock e o The English Concert parecem apreciar cada nota das sinfonias, tal é a entrega, energia e a vitalidade que há ao longo destes quatro CDs. Eles não têm receio de se derramar nos movimentos lentos, nem de fazer animados os Allegri. Poucas vezes ouvi um CD que combine melhor as abordagens autêntica e romântica em Mozart. Adicione a isso a elegâcia e você terá ideia do que há nesta gravação.

W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

CD1
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 1. Allegro Assai 7.28
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 2. Andantino 5.53
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 3. Allegro 3.45

Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 1. Allegro Spiritoso 2.54
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 2. Andante 2.50
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 3. Allegro Spiritoso 1.57

Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 1. Allegro Assai 6.52
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 2. Andante Moderato 4.26
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 3. Menuetto 3.12
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 4. Finale: Allegro Assai 8.19

Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 1. Allegro Vivace 6.57
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 2. Andante Di Molto 7.08
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 3. Allegro Vivace 7.33

CD2
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 1. Allegro Con Spirito 5.46
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 2. Andante 6.45
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 3. Menuet & Trio 3.28
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 4. Presto 3.54

Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 1. Adagio, Allegro Spiritoso 11.04
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 2. Andante 9.21
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 3. Menuet & Trio 3.56
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 4. Presto 7.30

CD3
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 1. Adagio, Allegro 13.07
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 2. Andante 12.10
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 3. Presto 7.36

Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 1. Adagio, Allegro 10.21
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 2. Andante Con Moto 8.26
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 3. Menuetto & Trio (Allegretto) 4.23
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 4. Finale (Allegro) 7.26

CD4
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 1. Molto Allegro 7.23
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 2. Andante 11.21
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 3. Menuet & Trio 4.48
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 4. Finale: Allegro Assai 9.28

Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 1. Allegro Vivace 11.16
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 2. Andante Cantabile 11.22
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 3. Menuet & Trio 5.27
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 4. Finale: Molto Allegro 11.27

The English Concert · Trevor Pinnock

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O grande Trevor Pinnock

O grande Trevor Pinnock

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete Sonatas for Keyboard and Violin – CDs 1,2 e 3 de 8 – Podger, Cooper

71YZiaSCYAL._SL1500_Sem querer, e sem combinar nada, eu e PQP de repente vamos postar uma série de CDs de Mozart. Eu me manterei fiel com essa excelente caixa de Rachel Podger, ele será mais, ou tem sido, visto que já há alguns dias vem postando Mozart, eclético.
Mas como falei, é Rachel Podger, e quando trago um CD dela, os senhores podem ter certeza de que é coisa boa. E aqui ela traz o excelente pianista com nome de artista de Hollywood, Gary Cooper (quem não sabe do que estou falando é favor procurar maiores informações na internet). Enfim, são oito cds, para não perder o costume.
Adoro as sonatas para violino de Mozart, ainda mais quando são tão bem tocadas. Podger consegue extrair delas aquele algo a mais. E confesso que depois de ouvir essas gravações, não consigo ouvir outras. Para mim, a dupla Podger / Cooper estabeleceu um padrão de qualidade difícil de ser batido atualmente.
Neste primeiro momento, trarei os três primeiros cds, e logo completo a coleção.

CD 1

01. KV 379 – Adagio
02. KV 379 – Allegro
03. KV 379 – Thema Andantino cantabile
04. KV 6 – Allegro
05. KV 6 – Andante
06. KV 6 – Menuet I & II
07. KV 6 – Allegro molto
08. KV 547 – Andantino cantabile
09. KV 547 – Allegro
10. KV 547 – Thema Andante
11. KV 378 – Allegro moderato
12. KV 378 – Andantino sostenuto e cantabile
13. KV 378 – Rondeau Allegro

CD 2

01. KV 303 – Adagio Molto allegro
02. KV 303 – Tempo di menuetto
03. KV 7 – Allegro molto
04. KV 7 – Adagio
05. KV 7 – Menuet I & II
06. KV 301 – Allegro con spirito
07. KV 301 – Allegro
08. KV 30 – Adagio
09. KV 30 – Rondeau
10. KV 481 – Molto allegro
11. KV 481 – Adagio
12. KV 481 – Allegretto

CD 3

01. Sonata in Bb, KV 454 I Largo
02. Sonata in Bb, KV 454 II Allegro
03. Sonata in Bb, KV 454 III Andante
04. Sonata in Bb, KV 454 IV Allegretto
05. Sonata in C, KV 28 I Allegro maestoso
06. Sonata in C, KV 28 II Allegro grazioso
07. Andante & fugue in A, KV 402 (385E) I Andante, ma un poco adagio
08. Andante & fugue in A, KV 402 (385E) II Allegro moderato
09. Andante & allegretto in C, KV 404 I Andante
10. Andante & allegretto in C, KV 404 II Allegretto
11. Sonata in Bb, KV 8 I Allegro
12. Sonata in Bb, KV 8 II Andante grazioso
13. Sonata in Bb, KV 8 III Menuet I & II
14. Sonata in Eb, KV 380 (374F) I Allegro
15. Sonata in Eb, KV 380 (374F) II Andante con moto
16. Sonata in Eb, KV 380 (374F) III Rondeau. Allegro

Rachel Podger – Violin
Gary Cooper – Fortepiano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Rachel_Podger_and_Gary_Cooper_show_info

Gary Cooper & Rachel Podger – Que dupla do barulho !!!

 

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Stabat Mater – Sinopoli, Staatskapelle Dresden

515psF+sFILDepois do poderoso Requiem, nas mãos de Herreweghe, trago agora o Stabat Mater, nas também competentes mãos do saudoso maestro italiano Giuseppe Sinopoli.
A composição desta obra foi muito difícil para Dvorák. Ele a iniciou logo após a morte de sua filha, em 1875, e durante o ano de 1876 continuou trabalhando nela. Porém, naquele mesmo ano veio a perder seus dois outros filhos. Trabalhou então na orquestração da obra, que veio a ser estreada em 1880.
Lembro que poema original do “Stabat Mater” tem sua origem ainda na Idade Média, e diversos outros compositores se utilizaram dele, entre eles, Pergolesi, que compôs o mais belo de todos. A letra do poema retrata exatamente o sofrimento de Maria ao pé da cruz.
Esta gravação que ora vos trago, foi realizada ao vivo, e tem um outro detalhe também trágico: o maestro Giuseppe Sinopoli faleceu algum tempo depois de sua execução, e o CD resultante foi lançado ainda em meio à comoção com sua morte.

Mariana Zvetkova – Soprano
Ruxandra Donose – Mezzo Soprano
Johan Botha – Tenor
Roberto Scandiuzzi – Bass
Chor der Sächsischen Staatsoper Dresden
Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Giuseppe-Sinopoli

Giuseppe Sinopoli (1946-2001)

 

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Antonio dos Santos Cunha (1786-1815) – Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa – Ensemble Turicum (Acervo PQPBach)

Antonio dos Santos Cunha
Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa
Ensemble Turicum

Agora que o mundo finalmente abriu os olhos para os tesouros das artes plásticas e arquitetônicas do final do séc. XVIII da região de Minas Gerais, o Ensemble Turicum revela todo o esplendor da música de Antonio dos Santos Cunha. Ela constitui uma amálgama excepcional de ópera italiana com a melancolia portuguesa e a ternura tropical brasileira, dando aqui vida a uma maravilhosa música profunda e expressiva. (extraído do encarte)

Antonio dos Santos Cunha (1786 – 1815)
Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa
01. Responsorium I: Ut vivificaret – 1. Sicut ovis (in I Nocturno)
02. Responsorium I: Ut vivificaret – 2. Tradidit (in I Nocturno)
03. Responsorium II: Quia in te – 1. Jerusalem (in I Nocturno)
04. Responsorium II: Quia in te – 2. Deduc (in I Nocturno)
05. Responsorium III: Quia venit – 1. Plange (in I Nocturno)
06. Responsorium III: Quia venit – 2. Accingite/Plange (in I Nocturno)
07. Responsorium IV : Nam et ille – 1. Recessit (in II Nocturno)
08. Responsorium IV : Nam et ille – 2. Dextruxit (in II Nocturno)
09. Responsorium V : Si est dolor – 1. O vos omnes (in II Nocturno)
10. Responsorium V : Si est dolor – 2. Attendite (in II Nocturno)
11. Responsorium VI : Et erit in pace – 1. Ecce quomodo (in II Nocturno)
12. Responsorium VI : Et erit in pace – 2. Tamquam agnus (in II Nocturno)
13. Responsorium VI : Et erit in pace – 3. Ecce quomodo (in II Nocturno)
14. Responsorium VII : Adversus – 1. Astiterunt (in III Nocturno)
15. Responsorium VII : Adversus – 2. Quare (in III Nocturno)
16. Responsorium VIII : Factus sum – 1. Aestimatus (in III Nocturno)
17. Responsorium IX : Ponentes milites – 1. Sepulto Domino (in III Nocturno)
18. Responsorium IX : Ponentes milites – 2. Accedentes/Domino (in III Nocturno)
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – I: Aestimatus sum/Cum descendentibus
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – II: Sepulto Domino/Signatus est
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – III: In pace in idipsum/Dormiam
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – IV: Caro mea/Requiescet
19. Fragmentos da Liturgia do Sábado Santo – V: Sepulto Domino

Responsórios para o Officio da Sexta-Feira Santa – 2005
Ensemble Turicum
Direção: Luiz Alves da Silva & Mathias Weibel

Martina Fausch, Vera Ehrensperger, Annette Labusch, sopranos
Elizabeth Bachmann, contrallto
Luiz Alves da Silva, Beat Mattmüller, contratenores

Reto Hofstetter, Frédéric Gindraux, tenor
Thomas Moser, baritono
Flávio Matias, baixo

Mathias Weibel, Monika Baer, Giulio d’Alessio, Renate Steinmann, Susanna Hefti, Mario Huter, violinos
Kaspar Singer, Hristo Kouzmanov, violoncellos
Matthias B. Frey, violone
Rogério Gonçalves, fagote
Lorenz Raths, Patrik Gasser, trompas
Daniel Rüegg, órgão

Nossos agradecimentos ao maestro, musicólogo e compositor Harry Crowl Jr por mais esta valiosa contribuição!


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XLD RIP | FLAC 279,7 MB | HQ Scans 132,8 MB |

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MP3 320 kbps -155,2 MB – 58,5 min
powered by iTunes 10.2.2

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Boa audição.

Avicenna

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W.A. Mozart (1756-1791) / S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas e outras obras

Vejam aí no Google Images, Gesa Lücker é linda. É uma pena que não tenhamos nenhuma mulher em nosso grupo de postadores. Zempre zuspirei por uma pequepiana de zaias, zabem? Zempre! O que teria passado pela cabeça da bela e excelente pianista Gesa ao fazer um disco com as caixinhas de música de Mozart na primeira parte — tudo limpinho e sem muito drama — e a visceralidade — além de zerta fúria — de Prokofiev na segunda? Não imagino, mas respeito.

OK, suportemos o Moz da primeira parte do CD, mas fiquemos o Prok da segunda, muito mais raivoso e sujo. Blergh, maravilha!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Sonata No. 5 in G major, KV 283

1) Allegro
2) Andante
3) Presto

4) Adagio in B minor, KV 540

5) Rondo in D major, KV 485

6) Gigue in G major, KV 574

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Sonata No. 8 in flat major, op. 84

7) Andante dolce
8. Andante sognando
9) Vivace

Gesa Lücker, piano

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Ah, Gesa...

Ah, Gesa…

PQP

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Requiem – Herreweghe, Royal Flemish Philharmonic

71RbKTC9BYL._SL1500_Como se diz, não se mexe em time que está ganhando, então Phillipe Herreweghe juntou novamente todo o mesmo pessoal que realizou a gravação do “Stabat Mater”, do mesmo Dvorák, para gravar o “Requiem” do compositor tcheco. Mesma orquestra, mesmo coral, mesmos solistas, com exceção da substituição de Michaela Selinger pela divina Bernarda Fink e claro, mesma gravadora.

Recém saído do forno, este CD provavelmente deve e merece ganhar a mesma atenção que o “Stabat Mater”. Herreweghe é um regente excepcional, que detém todo o controle da situação, e sabe como poucos explorar todo o potencial do material humano que tem em mãos.
Trata-se de uma obra longa, mais de uma hora e meia de duração, e de tremendo impacto.

Tem corais gloriosos, e um conjunto de solistas totalmente em sintonia fazem desse CD IM-PER-DÍ-VEL!!

01-01 – Requiem Op. 89 I. Introitus (Requiem æternam – Kyrie eleison)
01-02 – Requiem Op. 89 II. Graduale (Requiem æternam)
01-03 – Requiem Op. 89 III. Sequentia (Dies irae)
01-04 – Requiem Op. 89 IV. Sequentia (Tuba mirum)
01-04 – Requiem Op. 89 IV. Sequentia (Tuba mirum)
01-06 – Requiem Op. 89 VI. Sequentia (Recordare_ Jesu pie)
01-07 – Requiem Op. 89 VII. Sequentia (Confutatis maledictis)
01-08 – Requiem Op. 89 VIII. Sequentia (Lacrimosa)
02-01 – Requiem Op. 89 IX. Offertorium (Domine Jesu Christe)
02-02 – Requiem Op. 89 X. Offertorium (Hostias)
02-03 – Requiem Op. 89 XI. Sanctus – Benedictus
02-04 – Requiem Op. 89 XII. Pie Jesu
02-05 – Requiem Op. 89 XIII. Agnus Dei

Ilse Eerens – Soprano
Bernarda Fink – Mezzo Soprano
Maximilian Schmitt – Tenor
Nathan Berg – Bass
Royal Flemish Philharmonic
Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe – Conductor

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André da Silva Gomes (1752-1844): Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra & Noturnos de Natal (Acervo PQPBach)

Missa em Si bemol, a 5 vozes e orquestra, c. 1800 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 40) – Transcrição musicológica: Vitor Gabriel

Chegaram até nós 18 missas compostas por André da Silva Gomes, sete das quais, em cópias posteriores, são de difícil datação.

A Missa a 5 vozes, transcrita por Vitor Gabriel, é uma copia de Manoel José Gomes, datada de 1831. Manoel José Gomes, pai de Antônio Carlos Gomes, nosso maior compositor lírico do século XIX, é autor de inúmeras cópias de compositores do período colonial brasileiro. Os manuscritos dessa Missa integram o acervo de manuscritos musicais do Museu da Inconfidência de Ouro Preto (Catálogo Duprat-Baltazar, n° 269, de Manuscritos do Museu da Inconfidência de Ouro Preto, e Catálogo Duprat, n° 40, das obras de André da Silva Gomes). Assim consta de seu título: Missa a 5 vozes dois violinos Trompas/i Basso; pelo Sr. Te. Coronel Andre/da Silva Gomes/De/Manoel José Gomes. (extraído do encarte).

Noturnos de Natal, 1774 (Cat.Temat. Regis Duprat, nº 20) – Transcrição musicológica: Rogério Duprat

No conjunto da obra de André da Silva Gomes os Noturnos de Natal aqui apresentados são obra de juventude; escreveu-os com cerca de 22 anos, recém investido nas funções de mestre-de-capela da Sé de São Paulo. O título original diz: Noturno/In festo Nativitatis Domini/Di Andrea da Sª Gomes.

As Matinas, ou Noturnos de Natal, assim chamados porque eram executados na madrugada do dia de Natal, contém oito Responsórios, todos tripartidos em Allegro, Fugato e Andante. (extraído do encarte).

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Missa a 5 vozes (c. 1800) 01. Kyrie eleison
02. Missa a 5 vozes (c. 1800) 02. Christe eleison
03. Missa a 5 vozes (c. 1800) 03. Kyrie eleison
04. Missa a 5 vozes (c. 1800) 04. Glória in excelsis/Et in terra pax
05. Missa a 5 vozes (c. 1800) 05. Laudamus
06. Missa a 5 vozes (c. 1800) 06. Gratias
07. Missa a 5 vozes (c. 1800) 07. Domine Deus
08. Missa a 5 vozes (c. 1800) 08. Qui tollis
09. Missa a 5 vozes (c. 1800) 09. Quoniam
10. Missa a 5 vozes (c. 1800) 10. Cum Sancto Spiritu
11. Noturnos de Natal (1774) 1º Responsório
12. Noturnos de Natal (1774) 2º Responsório
13. Noturnos de Natal (1774) 3º Responsório
14. Noturnos de Natal (1774) 4º Responsório
15. Noturnos de Natal (1774) 5º Responsório
16. Noturnos de Natal (1774) 6º Responsório
17. Noturnos de Natal (1774) 7º Responsório
18. Noturnos de Natal (1774) 8º Responsório

Música do Brasil Colonial – 2004
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Regente: Vitor Gabriel


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Boa audição.

Avicenna

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Vassily Sergeyevich Kalinnikov (1866-1901): As Duas Sinfonias

De origem humilde, filho de um policial, o enorme talento de Kalinnikov merecia muito mais anos de vida do que os 35 que lhe couberam. Fazer o quê? Ele foi o autor de duas extraordinárias sinfonias, de várias obras orquestrais adicionais e canções, sempre baseadas no folclore russo. É uma vergonha que estas sinfonias não estejam mais presentes no repertório sinfônico. A primeira delas teve grande repercussão durante os estertores da ditadura czarista. São coloridas e melodiosas obras de arte. A orquestra da Malásia é uma boa surpresa.

Vassily Sergeyevich Kalinnikov (1866-1901): As Duas Sinfonias

1. Symphony No. 1 in G minor: 1. Allegro moderato
2. Symphony No. 1 in G minor: 2. Andante commodamente
3. Symphony No. 1 in G minor: 3. Scherzo. Allegro non troppo – Moderato assai
4. Symphony No. 1 in G minor: 4. Finale. Allegro moderato – Allegro risoluto

5. Symphony No. 2 in A major: 1. Moderato – Allegro non troppo
6. Symphony No. 2 in A major: 2. Andante cantabile
7. Symphony No. 2 in A major: 3. Allegro scherzando
8. Symphony No. 2 in A major: 4. Andante cantabile – Allegro vivo

Malaysian Philharmonic Orchestra
Kees Bakels

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Morreu jovem o talentoso Kalinnikov.

Morreu jovem o talentoso Kalinnikov.

PQP

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Música na Catedral de São Paulo – Brasilessentia Grupo Vocal & Orquestra de Câmara da UNESP (Acervo PQPBach)

Originalmente postado em 22 de novembro de 2010.

As obras aqui gravadas representam uma mostra das mais de 450 composições referentes à Série Manuscritos Musicais dos Séculos XVIII-XIX da Seção de Música do Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo (ACMSP), que pertenceram ao antigo arquivo musical da Catedral, selecionadas e transcritas pela equipe responsável por sua organização e catalogação.

O acervo musical preservado no Arquivo da Cúria Metropolitana começou a ser constituido na Catedral de São Paulo em 1774, quando da chegada do compositor português André da Silva Gomes (1752- 1844), para exercer a função de mestre de capela. Até as primeiras décadas do séc. XIX, predominaram no arquivo as cópias do próprio A. S. Gomes e, em menor número, as dos músicos Floriano da Costa e Silva e Antonio Joaquim de Araújo, surgindo, como copistas predominantes, em meados deste século, os mestres de capela Antonio José de Almeida e Joaquim da Cunha Carvalho. A maioria das obras copiadas até essa fase filia-se, esteticamente, à música religiosa europeia da segunda metade do séc. XVIII e de inícios do séc. XIX, relacionada, sobretudo, ao repertório musical da Sé Patriarcal de Lisboa naquele periodo.

O jornal Correio Paulistano informava, em 01/10/1861, que o repertório da Catedral carecia de renovação e que lá ainda se ouviam músicas do tempo de D. José I (1750-1777) e de D. João VI (1792-1821), como as de André da Silva Gomes, Marcos Portugal (1762-1830) e José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), considerando a única música progressista da cidade, naquele momento, a militar … Na segunda metade do séc. XIX, entretanto, o arquivo da Catedral foi ampliado, pela incorporação de uma grande quantidade de cópias feitas por músicos locais (a maioria delas por João Nepomuceno de Souza) ou então trazidas de outras regiões brasileiras e do exterior, a maioria ligada ao estilo operístico italiano do séc. XIX. Em 25/01/1864, na festa do padroeiro da cidade, os moços do coro da Catedral, membros da Sociedade Musical Paulistana e o organista Hermenegildo José de Jesus, regidos por Antonio José de Almeida e pelo então mestre de capela Joaquim da Cunha Carvalho, executaram obras sacras recém trazidas de Roma pelo Cônego Joaquim do Monte Carmelo.

É muito provável que, na transição do século XIX para o XX, grande parte desse arquivo ainda estivesse na Catedral de São Paulo. Parte dos manuscritos relacionados ao arquivo pode ter permanecido com músicos particulares. Cópias realizadas por músicos que atuaram nessa igreja, como André da Silva Gomes, Romualdo Freire Vasconcelos, Antonio José de Almeida, Floriano da Costa e Silva, por exemplo, foram preservadas no Arquivo Veríssimo Glória (músico que trabalhou em São Paulo no inicio do séc. XX), atualmente de propriedade do musicólogo Regis Duprat. Provavelmente pela perda de interesse da maior parte do repertório sacro dos séculos XVIII e XIX, decorrente da tendência de depuração do “funesto influxo que sobre a arte sacra exerce a arte profana e teatral“, regulamentada no Motu Proprio (1903) do Papa Pio X, as obras remanescentes do arquivo musical foram retiradas da Catedral em inícios do século XX. Recolhido na Cúria Metropolitana, então na Praça Clóvis Bevilacqua, lá permaneceu até sua transferência para o atual espaço no bairro do Ipiranga, inaugurado em 30/ 11/1984.

Furio Fransceschini (1880-1976), mestre de capela desde 1908, não conheceu integralmente o arquivo musical, nem na Catedral nem na Cúria. Entretanto, no concerto que organizou em homenagem ao centenario da morte de José Maurício Nunes Garcia em 16/12/1930, na Igreja de Santa Ifigênia (onde então funcionava a Sé, pois fora demolida a antiga Catedral), Franceschini incluiu no programa o hino Ave maris stella de André da Silva Gomes, para 4 vozes e órgão, cujo manuscrito autógrafo localizou no Arquivo da Cúria, em uma caixa com 17 composições, organizada entre 1929-30. Esta e outra caixa com 14 peças resultaram da iniciativa de Francisco de Salles Collet e Silva, primeiro diretor do Arquivo (1918-1934), de organizar o antigo arquivo musical da Catedral, dedicando-se apenas a algumas obras, provavelmente às que ainda encontrassem função nas concepções de música sacra estabelecidas no século XX.

Se Collet e Silva chegou a planejar uma organização para o acervo musical do Arquivo da Cúria, infelizmente não chegou a empreendê-la em sua totalidade: até a década de 60, receberam número de catálogo mais alguns manuscritos e cerca de 30 volumes de música litúrgica, impressos nos sécs. XIX e XX. Clóvis de Oliveira, que em 1946 escreveu a primeira monografia sobre André da Silva Gomes (publicada em 1954), não conhecia nenhum outro manuscrito com música desse mestre de capela no Arquivo da Cúria, além do citado Ave maris stella.

Foi somente no final da década de 50 que o musicólogo Francisco Curt Lange tomou conhecimento do importante material ali existente. Interessado no desenvolvimento das pesquisas em acervos musicais paulistas, Curt Lange estimulou Regis Duprat a iniciar em 1959, seus estudos no Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo. Duprat começou sua pesquisa pioneira no Arquivo da Cúria em 1960, publicando um catálogo de obras, de André da Silva Gomes em seu livro Música na Sé de S.P. Colonial (São Paulo: Paulus, 1995).

Transferido para o Ipiranga em 1984, juntamente com a documentação referente ao Bispado de São Paulo, os manuscritos musicais ali chegaram sem qualquer organização, enquanto os livros litúrgicos se dispersaram da cota original. Por iniciativa do Chefe do Arquivo, Jair Mongelli Jr., entre 1987-88, os manuscritos foram empacotados em 16 volumes, sem ordem definida, assim permanecendo até maio de 1996, quando iniciamos sua organização. Nessa época, constituimos a Equipe de Organização e Catalogação da Seção de Música do ACMSP – formada pelos pesquisadores Paulo Castagna (coordenador), Fabio del’ Antonio Taveira, Fernando Pereira Binder, Ivan Chaves Nunes e pelo Maestro Vitor Gabriel – equipe que também trabalhou para a realização desta gravação.
(Paulo Castagna e Vitor Gabriel, extraído do encarte, 1998)

Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858)
Libera me (para a Absolvição e Inumação na Missa dos Mortos)
01. 1. Libera me
02. 2. Tremens factus
03. 3. Quando caeli – Dies illa
04. 4. Requiem
05. 5. Libera me
06. 6. Kyrie
07. 7. Requiescat

Pietro Terziani (Roma, 1765-1831)
08. Mihi autem nimis (Ofertório da Missa de Santo André Apóstolo)
José Alves (Portugal, sec. XVIII)
Dixit Dominus (Salmo 109)
09. 1. Dixit Dominus
10. 2. Donec ponam
11. 3. Juravit Dominus
12. 4. Tu es sacerdos
13. 5. Gloria Patri
14. 6. Sicut erat

José Gomes Veloso (Portugal, séc. XVIII)
Iste sanctus (Anfífona de Magnificat das Primeiras Vésperas de um Mártir, fora do Tempo Pascal)
15. 1. Dixit Dominus
16. 2. Et a verbis impiorum
17. 3. Fundatus enim

José Joaquim dos Santos (Portugal, c.1747-1801)
Lauda Sion (Sequência da Missa da Festa do Corpo de Deus)
18. 1. Lauda Sion Salvatorem
19. 2. Sub diversis speciebus
20. 3. Amen

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
Confitebor Tibi Domine (Salmo 110)
21. 1. Confitebor Tibi Domine
22. 2. Sanctum et terribile
23. 3. Intellectus bonus
24. 4. Gloria Patri
25. 5. Sicut erat

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
26. O vos omnes (Moteto para o depósito da Imagem do Senhor dos Passos)
Anônimo (Séc. XVIII)
Procissão do Enterro (Para Sexta-feira Santa)
27. 1. Heu! Heu!
28. 2. Pupilli facti sumus
29. 3. Cecidit corona
30. 4. Spiritus cordis
31. 5. Æstimatus sum
32. 6. Sepulto Domino
33. 7. In pace factus est
34. 8. In pace in idipsum
35. 9. Caro mea

Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
36. Música para Verônica, na Procissão do Enterro de Sexta-feira Santa – O vos omnes
Antônio José de Almeida (S. Paulo, 1816-1876)
Ladainha de Nossa Senhora
37. 1. Kyrie eleison
38. 2. Pater de cælis
39. 3. Sancta Maria
40. 4. Sancta Virgo
41. 5. Mater divinæ
42. 6. Mater castissima
43. 7. Mater intemerata
44. 8. Regina angelorum
45. 9. Regina prophetarum
46. 10 Agnus Dei

Manuel José Gomes (SP, 1792-1868)
Ária para o Pregador
47. 1. Veni Creator Spiritus
48. 2. Amen

Música na Catedral de São Paulo – 1998
Brasilessentia Grupo Vocal, Vitor Gabriel, regente
Orquestra de Câmara da UNESP, Ayrton Pinto, diretor artístico


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Boa audição.

Avicenna

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W.A. Mozart (1756-1791): Obras para piano

As duas primeiras faixas deste disco pertencem àquele irritante grupo de obras de Mozart que parecem mais adequadas às caixinhas de música. Depois, a coisa ganha profundidade — diria enorme profundidade, até — e o CD de Anne Queffélec fica espetacular. A gente gosta é de drama e sangue, Wolfgang! A gente somos viscerais, sacou? A elegância e a articulação fluida da pianista nascida em Paris torna-a digna de seus professores Alfred Brendel, Jorg Demus e Paul Badura-Skoda. A interpretação que Queffélec dá às duas Fantasias e à Sonata são algo para ficar morando no coração da gente.

W.A. Mozart (1756-1791): Obras para piano

1. Rondo en la mineur, K. 511: Andante 10:09

2. Variations sur un menuet de Duport en ré majeur, K. 573 14:56

3. Fantaisie en ut mineur, K. 475 12:51

4. Sonate en ut mineur, K. 457: Allegro molto 8:09
5. Sonate en ut mineur, K. 457: Adagio 8:58
6. Sonate en ut mineur, K. 457: Allegro assai 4:35

7. Fantaisie en ré mineur, K.397 6:34

Anne Queffélec, piano

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Mozart se toca assim, ó.

Mozart se toca assim, ó.

PQP

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João Domingos Bomtempo (1775-1842): Quatro Absolvições, Libera me

SHOW DE BOLA !!!

Tem na Amazon: aqui.

Há quem chame a João Domingos Bomtempo “o Beethoven Português”. Sem querer tirar o grande valor que Bomtempo teve, esta afirmação parece-me claramente exagerada. Não é que Bomtempo fosse mau; Beethoven é que era genial. Se, em vez de compararem João Domingos Bomtempo com Beethoven, o comparassem com Franz Schubert ou lhe chamassem “o Mendelssohn Português”, eu estaria completamente de acordo. Agora Beethoven… O grande mestre de Bonn não era comparável com ninguém; ele pertencia a outra galáxia!

Dito isto e para não ser mal interpretado, afirmo claramente que João Domingos Bomtempo foi um grande compositor. Posso até afirmar, sem hesitar, que ele foi um dos melhores compositores da Europa do seu tempo. Se Bomtempo tivesse sido alemão, austríaco, italiano ou francês, o seu nome seria conhecido de todos os apreciadores de música e as suas obras far-se-iam ouvir em todos os auditórios e salões do mundo. Mas Bomtempo era de um país musicalmente periférico chamado Portugal. Ainda por cima exerceu parte da sua atividade no Brasil, que nem sequer fica na Europa. O grande valor que Bomtempo teve impõem-nos, por isso, tanto a portugueses como a brasileiros, a obrigação moral de ouvir e de promover a sua música. Já que mais ninguém o faz, sejamos nós a fazê-lo.
(Fernando Ribeiro, do blog A Matéria do Tempo)

João Domingos Bomtempo (Lisboa, 1775 – 1842) é um caso excepcional na história da música portuguesa. Personificando as transfor¬mações musicais ocorridas na passagem do século XVIII para o século XIX, nenhum outro compositor parece ter tido um papel tão marcante, mas também tão isolado na nossa música. Tendo tentado contribuir para pôr termo ao reinado exclusivo da música operática de cunho italiano que havia dominado o nosso panorama musical no século anterior, para a introdução entre nós da música instrumental de raiz germânica, boémia e francesa, e para a reforma do ensino musical segundo o modelo laico representado pelo Conservatório de Paris, os seus esforços não parecem ter tido, contudo, um reflexo profundo e duradouro. (…) Bomtempo nunca chegou a ser devidamente apreciado pela maioria do nosso público, cuja predilecção pela música teatral era invencível. (…) Se enquanto compositor, João Domingos Bomtempo se destaca, sobretudo, como o nosso único autor de relevo no campo da música instrumental durante todo o século XIX, particularmente através das suas duas sinfonias, seis concertos para piano e orquestra e diversas sonatas, fantasias e variações para piano, as suas vocais religiosas representam também uma tendência, de influência germânica e francesa, que vai no sentido de um afastamento em relação ao estilo operático italiano que dominava entre nós (…).
A atmosfera geral que se respira no Libera me é de facto de austera dignidade. Se bem que o motivo instrumental do Libera me que se faz ouvir nos violinos logo após a introdução da orquestra seja claramente decalcado no da Marcha Fúnebre da Sinfonia Heróica de Beethoven. Toda a obra evoca de novo muito mais – como o fizera já o seu próprio Requiem – o Requiem de Mozart. A austeridade da obra é reforçada pelo modo como se move na órbita tonal relativamente restrita de dó menor e maior e de fá menor, sendo as modulações sempre muito breves e ocorrentes, pela ausência de solistas alternando com o coro, assim como pela utilização de certos elementos cíclicos, como a repetição da introdução inicial antes do “dies illae. dies irae”. ou novamente o motivo da Heróica sobre as palavras “requiem aeternam dona eis domine”. A mesma atmosfera de austera digni-dade, não isenta de dramatismo, é comum às quatros Absolvições.
(Manuel Carlos de Brito, do encarte)

Bom pra dedéu! Ouça! Ouça! Deleite-se!

João Domingos Bomtempo (1775-1842)
Quatro Absolvições / Libera me

01. Quatro absolvições, I. Subvenite sancti dei
02. Quatro absolvições, II. Qui lazarum resuscitasti
03. Quatro absolvições, III. Domine quando veneris
04. Quatro absolvições, IV. Ne recordaris peccata mea domine
05. Libera me, em dó menor (1835)

Mária Zádori, soprano
Judith Németh, contralto
Gábor Kállay, tenor
János Tóth, baixo
Coro de Budapeste
Orquestra Filarmónica de Budapeste
Mátyás Antal, regente
Instituto Italiano, Budapeste, 1988

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Comenta, pessoal! É tão bom quando vocês fazem isso…

Bomtempo com cara de Mautempo!

Bisnaga

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Trios Op.70 No.2 & Op.97 ‘Archduke’

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Preciso dizer mais?

Top Classical Albums of 2014
These excellent musicians, including the pianist Alexander Melnikov performing on a restored 1828 Graf piano, offer a powerful and insightful interpretation of Beethovens marvelous Archduke Trio.

–The New York Times

Best Classical Recordings of 2014
Exceptional. An A-team ensemble plays period instruments on this alluring disc, making for some ravishing textures.

–ArkivMusic

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Piano Trios Op.70 No.2 & Op.97 ‘Archduke’

Trio for piano, violin and cello No. 6 in E Flat Major, No. 2, Op. 70
1 I. Poco sostenuto – Allegro ma non troppo 10:18
2 II. Allegretto 5:16
3 III. Allegretto ma non troppo 6:32
4 IV. Finale – Allegro 7:57

Trio for piano, violin and cello No. 7 in B Flat Major, Op. 97
5 I. Allegro moderato 12:57
6 II. Scherzo – Allegro 6:16
7 III. Andante cantabile, ma pero con moto 11:18
8 IV. Allegro moderato – Presto 6:55

Alexander Melnikov, piano
Isabelle Faust, violino
Jean-Guihen Queyras, violoncelo

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Ouvindo o Arquiduque, Beethoven não parece nada mal-humorado

Ouvindo o Arquiduque, Beethoven não parece nada mal-humorado

PQP

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André da Silva Gomes (1752-1844) – Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra (Acervo PQPBach)

Com o apoio do Centro de Estudos e Pesquisa da Música Brasileira, da Sociedade Brasileira de Musicologia e do Selo Paulus, comemora-se, com este lançamento, o sesquicentenário da morte do compositor luso-brasileiro André da Silva Gomes (1752- 1844), mestre-de-capela da Sé de São Paulo durante 50 anos, a partir de 1774.

É tradição medieval da Europa católica o nomear mestre-de-capela para dirigir e compor a música nas igrejas catedrais ou matrizes, ao qual se atribuía ensinar a “solfa”, no linguajar da época, mantendo escola pública de música para a edificação da juventude. Essa tradição transferiu-se da Península Ibérica para a América e logo no primeiro século da colonização as povoações com maior densidade populacional já contavam com um mestre-de-capela nas igrejas principais. Esse profissional exercia suas funções por provisão do bispo ou da autoridade eclesiástica maior, geralmente por tempo de um ano, renovável a critério da mesma autoridade. No Brasil, a documentação referente à musica nos oferece indicações antigas sobre essa atividade, porém até hoje não se descobriram manuscritos musicais anteriores ao século XVIII.

A Matriz de São Paulo tornou-se Sé em 1745 com a criação do Bispado. Até aquela data subordinava-se ao Bispado do Rio de Janeiro que nomeava seus mestres-de-capela, mas as provisões incidiam sempre sobre músicos de São Paulo. Em 1774, com o terceiro bispo da cidade, Dom Manuel da Ressurreição, chega a São Paulo o mestre-de-capela André da Silva Gomes. Nascido em Lisboa, em 1752, e provido no cargo “pela ciência da música, no canto de órgão e contraponto”, como diz um documento da época. Confiou-se-lhe o cargo para que reorganizasse o coro e o serviço musical da Sé, dando-Ihe um nível compatível com o das outras catedrais do reino.

Suas composições multiplicam-se a partir de 1774. Por 50 anos exerceu as funções de mestre-de-capela em São Paulo, tanto na Sé como em diversas irmandades da cidade e nas festas reais patrocinadas pelo Senado da Câmara, especialmente nas festas do Corpus Christi, do Anjo Custódio do Reino, da Visitação de Santa Isabel e de São Sebastião. Dirigiu ainda a corporação musical do I Regimento de Infantaria de Milícias da capital, onde ascendeu a patente de Tenente-Coronel. Dele restaram-nos cerca de 130 obras musicais religiosas, muitas das quais já executadas em concertos, tanto no Brasil como no Exterior, e gravadas após restauração e transcrição moderna.

Quarto mestre-de-capela da Sé, André da Silva Gomes foi, também, Mestre Régio de Gramática Latina e integrou, como representante da Instrução Pública, o Governo Provisório estabelecido em São Paulo a 23 de julho de 1821 em consequência de um movimento liberal que instaurou em Portugal o sistema constitucional. Desse governo tambem fizeram parte os irmãos Andrada e Silva. Enquanto viveu, André da Silva Gomes foi a personalidade musical mais destacada em São Paulo, ombreando-se com seus contemporâneos no Brasil, como o padre José Maurício Nunes Garcia, Lobo de Mesquita, Luis Álvares Pinto, Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto e tantos outros.

Por ocasião da proclamação da independência do Brasil, Dom Pedro I, adentrando a cidade de Sao Paulo com sua comitiva dirigiu-se à Sé onde foi cantado um Te Deum composto e regido por André da Silva Gomes. De suas composições hoje conhecidas e que localizamos em 1960, as primeiras datam de 1774, ano de sua chegada a São Paulo, e as últimas são de 1823. Dentre elas citamos 18 Missas, 38 Salmos, 14 ofertórios, 10 Matinas, 8 Motetos, 3 Te Deum, 10 Hinos,4 Sequências e 22 obras para a Semana Santa. Formou muitos discípulos, criou inúmeros filhos adotivos, aos quais tambem ensinou a arte da música, e escreveu uma Arte Explicada do Contraponto, tratado de 150 páginas manuscritas, recentemente localizado em São Paulo pelo pianista e compositor Amaral Vieira. André da Silva Gomes faleceu com 92 anos a 17 de junho de 1844 comemorando-se, neste ano de 1994, o sesquicentenário de sua morte.

(Régis Duprat, 1994, extraído do encarte)

André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
01. Hino Crudelis Herodes
02. Antífona Pueri Hebraeroum
03. Ofertório Scapulis suis
04. Ofertório Confortamini
05. Ofertório Ad te livavi
06. 5 Motetos para Comunhão – 1. Ecce panis
07. 5 Motetos para Comunhão – 2. Sit laus plena
08. 5 Motetos para Comunhão – 3. Dies enim
09. 5 Motetos para Comunhão – 4. Quod in coema
10. 5 Motetos para Comunhão – 5. Bone Pastor
11. Salmo Laudate pueri (Salmo 112)
12. Salmo Beati omnes (Salmo 127)
13. Sequência Victimae Paschali Laudes
14. Sequência Veni Sancte Spiritus
15. Missa em Dó – 1. Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrire Eleison
16. Missa em Dó – 2. Gloria (Et in terra pax (IV), Laudamos te (V), Gratias agimus tibi (VI), Domine Deus (VII), Qui tollis (VIII), Quoniam (IX), Cum Sancto Spiritu (X)

André da Silva Gomes – 1994
Brasilessentia Grupo Vocal e Orquestra
Vitor Gabriel, regente
Elisa Freixo, órgão


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Boa audição.

Avicenna

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Mesa redonda sobre ”Repertório Sacro Brasileiro para Solista”

Mesa-redonda sobre o Repertório Sacro Brasileiro para Solistas

Avicenna

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Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Apollon Musagete Quartett rapidamente se estabeleceu como uma peça importante dentro da cena musical europeia. É realmente excelente, tocam demais. Visions Fugitives de Sergei Prokofiev, op. 22 é única peça fraca desde CD. Trata-se de uma adaptação para quarteto de cordas de uma partitura original para piano. O resto são obras-primas escritas originalmente para quartetos. Os de Tchai e Shosta são absolutamente empolgantes.

Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

Pyotr Ilyich Tchaikovsky: Streichquartett Nr. 1 in D-Dur, op. 11
1. Moderato e semplice 10:42
2. Andante cantabile 7:08
3. Scherzo. Allegro non tanto e con fuoco – Trio 3:50
4. Finale. Allegro giusto – Allegro vivace 6:54

Sergey Prokofiev: Visions fugitives, op. 22
5. Lentamente 1:28
6. Allegretto 1:00
7. Con eleganza 0:32
8. Dolente 1:57
9. Ridicolosamente 0:58
10. Poetico 1:49
11. Feroce 1:12

Dmitry Shostakovich: Streichquartett Nr. 4 in D-Dur, op. 83
12. Allegretto 3:26
13. Andantino 5:58
14. Allegretto (attacca) 4:54
15. Allegretto 10:30

Apollon Musagete Quartett

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O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente

O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente

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W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano (completas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma vez eu disse que preferia compositores viscerais e dramáticos a outros mais felizes e elegantes. O Mozart de MJ Pires é estupendamente limpo, elegante e discretamente feliz. Mas só a partir do CD3 há a tragédia e drama que adoramos. A gente precisa esperar pelo endividamento e inacreditável insucesso das obras mais maduras de Mozart em meio àquele público burro de sua época… Faz tempo que não ouço a Uchida tocando estas sonatas, mas acho que nossa portuguesa fica um degrau acima do nível da japinha, não?

Aliás, vamos falar sério? Das pianistas atuais, Maria João e Martha Argerich estão e sempre estiveram à frente de todas as outras. Perto delas, Grimaud é apenas um bibelô bonitinho, quadradinho e desinteressante. Não dá para comparar. (Sim, sei estou falando de semideuses. É claro que eu gosto de ouvir Grimaud, adoraria vê-la tocar, pagaria muito para isso, mas hoje quis falar apenas do Olimpo, entendem?).

W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano

Disc 1:

1. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 1. Allegro 6:59
2. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 2. Andante 8:57
3. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 3. Allegro 5:27

4. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 1. Allegro assai 6:33
5. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 2. Adagio 8:48
6. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 3. Presto 4:36

7. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 1. Allegro 6:48
8. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 2. Andante amoroso 8:16
9. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 3. Rondeau (Allegro) 5:06

Disc 2:

1. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 1. Adagio 7:16
2. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 2. Menuetto I-II 4:02
3. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 3. Allegro 3:23

4. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 1. Allegro 5:30
5. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 2. Andante 6:31
6. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 3. Presto 6:13

7. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 1. Allegro 7:37
8. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 2. Rondeau en Polonaise (Andante) 5:30
9. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 3. Tema con variazione 17:04

Disc 3:

1. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 1. Allegro con spirito 8:49
2. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 2. Andante, un poco adagio 6:37
3. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 3. Rondeau (Allegretto grazioso) 7:06

4. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 1. Allegro con spirito 6:58
5. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 2. Andantino con espressione 5:55
6. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 3. Rondeau (Allegro) 6:52

7. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 1. Allegro maestoso 8:00
8. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 2. Andante cantabile con espressione 9:11
9. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 3. Presto 2:49

Disc 4:

1. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 1. Allegro moderato 9:08
2. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 2. Andante cantabile 6:54
3. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 3. Allegretto 7:48

4. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 1. Tema (Andante grazioso) con variazioni 14:12
5. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 2. Menuetto 5:42
6. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 3. Alla Turca (Allegretto) 3:42

7. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 1. Allegro 9:17
8. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 2. Adagio 4:44
9. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 3. Allegro assai 9:58

Disc 5:

1. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 1. Allegro 9:57
2. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 2. Andante cantabile 12:15
3. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 3. Allegretto grazioso 6:34

4. Fantasia in C minor, K.475 11:58

5. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 1. Molto allegro 8:14
6. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 2. Adagio 7:28
7. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 3. Allegro assai 4:37

Disc 6:

1. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 1. Allegro, K.533 10:01
2. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 2. Andante, K.533 10:11
3. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 3. Rondo (Allegretto), K.494 6:41

4. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 1. Allegro 4:15
5. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 2. Andante 6:03
6. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 3. Rondo (Allegretto) 1:38
7. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 1. Allegro 8:38
8. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 2. Adagio 8:42
9. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 3. Allegretto 3:43

10. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 1. Allegro 5:02
11. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 2. Adagio 6:16
12. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 3. Allegretto 4:48

Maria João Pires, piano

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Ah, minha linda Maria João, que grande Mozart!

Ah, minha linda Maria João, que grande Mozart!

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VOLTAMOS A FUNCIONAR! VIRAM? NEM DOEU TANTO ASSIM

TUDO QUE ESTÁ ABAIXO É MENTIRA, MENOS O SUPORTE, QUE É BOM DEMAIS!

Nosso servidor de arquivos sofreu um mal súbito ontem à tarde. Mas deve retornar antes que alguém se suicide. Se o suporte não fez feriadão, voltamos segunda-feira; se fez, quarta. Não o queiram mal, é um bom moço. Beijos.

suicidio

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