W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491

Uchida não quis saber de regentes para fazer esta série de Concertos para Piano de Mozart. Não parece, mas são gravações feitas ao vivo, no Cleveland`s Severance Hall. Ela já tem uma integral destes concertos com a English Chamber Orchestra, sob a regência de Jeffrey Tate. 20 anos depois, nesta regravação destas obras-chave de seu repertório, Uchida vem um pouquinho pior… A culpa é mais da orquestra — dirigida por ela — do que da categoria da pianista, sempre excelente. Apesar do espetacular trabalho dos sopros, o tamanho da orquestra é demasiadamente grande para as peças. A abordagem também é excessivamente romântica para Mozart. Tate era mais Mozart na versão anterior de Uchida .

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos No. 23, K. 488 & No.24, K. 491

1. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 1. (Allegro) 14:43
2. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 2. Larghetto 8:04
3. Piano Concerto No.24 In C Minor, K.491 – 3. (Allegretto) 9:55

4. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 1. Allegro 11:43
5. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 2. Adagio 6:47
6. Piano Concerto No.23 In A, K.488 – 3. Allegro Assai 8:18

Mitsuko Uchida, piano
Cleveland Orchestra

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Cala a boca, PQP!

Cala a boca, PQP!

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete Sonatas for Keyboard and Violin – Cds 4, 5 e 6 de 8 – Podger, Cooper

71YZiaSCYAL._SL1500_Oba, mais três cds dessa dupla imbatível nesse repertório, Rachel Podger e Gary Cooper. Lembro que ou eu ou PQP trouxemos essas mesmas peças com a dupla Mutter/Orkis há algum tempo atrás, mas ainda dou uma vantagem de um corpo para a Podger/Cooper, mesmo sendo Lambert Orkis um especialista no pianoforte, e a Mutter, bem é a Mutter.
De qualquer forma, é Mozart em sua essência, e a timbragem do violino de Podger é perfeita para essas obras do gênio de Salzburg. Como falei anteriormente, não consigo imaginar essas peças tocadas de outra forma. Adquiriram uma identidade própria. Mas estou me repetindo. Vamos ao que interessa, que é a música.

CD 4

01. Sonata in Eb K.302 (293b) I Allegro
02. Sonata in Eb K.302 (293b) II Rondeau Andante grazioso
03. Sonata in G K.9 I Allegro spiritoso
04. Sonata in G K.9 II Andante
05. Sonata in G K.9 III Menuet I and II
06. Sonata in E minor K.304 (300c) I Allegro
07. Sonata in E minor K.304 (300c) II Tempo di Menuetto
08. Sonata in D K.29 I Allegro molto
09. Sonata in D K.29 II Menuetto and Trio
10. Sonata in A K.526 I Molto Allegro
11. Sonata in A K.526 II Andante
12. Sonata in A K.526 III Presto

CD 5

01. Sonata in A KV 305 I Allegro di molto
02. Sonata in A KV 305 II Thema andante grazioso
03. Sonata in C KV.403 (385c) I Allegro moderato
04. Sonata in C KV.403 (385c) II Andante
05. Sonata in C KV.403 (385c) III Allegretto
06. Sonata in BB KV 31 I Allegro
07. Sonata in BB KV 31 II Tempo di minuetto moderato
08. Sonata in D KV 306 I Allegro con spirito
09. Sonata in D KV 306 II Andantino cantabile
10. Sonata in D KV 306 III Allegretto

CD 6

01. Sonata in F Major, KV376 Allegro
02. Sonata in F Major, KV376 Andante
03. Sonata in F Major, KV376 Rondeau Allegretto grazioso
04. Sonata in C Major, KV296 Allegro vivace
05. Sonata in C Major, KV296 Andante sostenuto
06. Sonata in C Major, KV296 Rondeau Allegro
07. Sonata in G Major, KV27 Andante poco Adagio
08. Sonata in C Major, KV27 Allegro. Minore
09. Sonata in F Major, KV377 Allegro
10. Sonata in C Major, KV377 Thema Andante
11. Sonata in C Major, KV377 Tempo di Menuetto

Rachel Podger – Violin
Gary Cooper – Pianoforte

CD 4 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 5 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 6 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Evocações: do Salão Burguês à Sala de Concertos: Portugal / Brasil – Antonio Carlos Gomes (1836-1896), Francisco de Lacerda (1869-1934), Arthur Napoleão (1843-1925), Jayme Ovalle (1894-1955), Luiz de Freitas Branco (1890-1955) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994)

LINDO !!!

Tem na Amazon: aqui.

Até às últimas décadas do século XIX, Portugal e o Brasil, apesar de politicamente separados, mantiveram estreitos laços culturais no domínio musical. A partir de então, o fosso entre as duas nações não cessou de aumentar. A tradição da música de salão burguesa, em Portugal, foi a primeira vítima da generalização do gramofone e da introdução da Rádio; a música mais popular nos círculos urbanos deixou de ser lida, e, na ausência de um investimento sério na educação musical, a pequena burguesia deixou de ler música. As tentativas feitas na década de 1940, no sentido de revitalizar a tradição do canto acompanhado ao piano, elevando-lhe o nível artístico, saldaram-se por um falhanço que a ausência de alternativas profissionais para a circulação do repertório tornou endémico. A canção em Português deixou de ser publicada, e quase deixou de ser escrita, para não acabar na gaveta. A actividade quase isolada de um Fernando Lopes-Graça e o repertório brasileiro, que desde o início do século não parou de crescer, apoiado numa forte ligação à música popular e num grande esforço educativo, não lograram alterar a situação. O recente desenvolvimento profissional do canto em Portugal, a que não é alheia à expansão e elevação artística do movimento coral operadas nas décadas de 1970 e 1980, permitem esperar que, à canção acompanhada em Português, venha a ser conferida a importância que lhe é devida; não no defunto salão burguês, mas na sala de concertos e na sua extensão discográfica. O repertório incluído nesta gravação abrange um século, de 1850 a 1950. Dos sete compositores representados, três são portugueses, três brasileiros (todos ligados ao Rio de Janeiro), e o sétimo, luso-brasileiro. Embora todos eles tenham tido alguma relação com a música popular, a forma como dela se servem ou inspiram varia grande-mente, como varia o tipo de público a que originalmente se dirigiram.
(Manuel Pedro Ferreira, extraído do encarte)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Evocação
Do Salão Burguês à Sala de Concertos
Portugal / Brasil (1850-1950)

Francisco de Lacerda (1869-1934)
01. Tenho tantas saudades
02. Os meus olhos nos teus olhos
03. Desde que os cravos e rosa
04. Meu amor, quando morreres
05. É ter arte não falar
Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
06. Quem sabe?
07. Suspiro d’alma
Arthur Napoleão (1843-1925)
08. Romance
09. Miragem
10. Se tu me amasses!
Jayme Ovalle (1894-1955)
11. Azulão
12. Modinha
Luiz de Freitas Branco (1890-1955)
13. Aquela moça
14. O minuete
Fernando Lópes-Graça (1906-1994)
15. Márcia bela
16. Eu fui terra do bravo
17. Ó meu bem

Filomena Amaro, soprano
Gabriela Canavilhas, piano
Lisboa, 1995

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Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

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W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu espero que ninguém venha me perguntar sobre a Sinfonia Nº 37, né? Por muito tempo pensou-se que era de Mozart, mas, em 1907, Lothar Perger, descobriu que a pretensa 37ª de Mozart era, na verdade, a 25ª de Michael Haydn. É inacreditável a confusão entre o simplesinho Michael Haydn (que estava longe de ser parecido com o imenso e imortal Franz Josef Haydn) e Mozart. É difícil de compreender o motivo que levou a edição Koechel a errar, considerando os três pobres movimentos daquela Sinfonia em Sol Maior como a sucessora imediata da Sinfonia Linz…

Mas voltemos ao excelente álbum quádruplo objeto do post: essas gravações das sinfonias maduras de Mozart são muito especiais. Talvez seja o melhor registro dela em instrumentos de época. Há profundidade e grandeza. Trevor Pinnock e o The English Concert parecem apreciar cada nota das sinfonias, tal é a entrega, energia e a vitalidade que há ao longo destes quatro CDs. Eles não têm receio de se derramar nos movimentos lentos, nem de fazer animados os Allegri. Poucas vezes ouvi um CD que combine melhor as abordagens autêntica e romântica em Mozart. Adicione a isso a elegâcia e você terá ideia do que há nesta gravação.

W. A. Mozart (1756-1791): As últimas sinfonias (de 31 a 36 e de 38 a 41)

CD1
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 1. Allegro Assai 7.28
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 2. Andantino 5.53
Mozart: Symphony #31 In D, K 297, “Paris” – 3. Allegro 3.45

Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 1. Allegro Spiritoso 2.54
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 2. Andante 2.50
Mozart: Symphony #32 In G, K 318 – 3. Allegro Spiritoso 1.57

Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 1. Allegro Assai 6.52
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 2. Andante Moderato 4.26
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 3. Menuetto 3.12
Mozart: Symphony #33 In B Flat, K 319 – 4. Finale: Allegro Assai 8.19

Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 1. Allegro Vivace 6.57
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 2. Andante Di Molto 7.08
Mozart: Symphony #34 In C, K 338 – 3. Allegro Vivace 7.33

CD2
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 1. Allegro Con Spirito 5.46
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 2. Andante 6.45
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 3. Menuet & Trio 3.28
Mozart: Symphony #35 In D, K 385, “Haffner” – 4. Presto 3.54

Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 1. Adagio, Allegro Spiritoso 11.04
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 2. Andante 9.21
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 3. Menuet & Trio 3.56
Mozart: Symphony #36 In C, K 425, “Linz” – 4. Presto 7.30

CD3
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 1. Adagio, Allegro 13.07
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 2. Andante 12.10
Mozart: Symphony #38 In D, K 504, “Prague” – 3. Presto 7.36

Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 1. Adagio, Allegro 10.21
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 2. Andante Con Moto 8.26
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 3. Menuetto & Trio (Allegretto) 4.23
Mozart: Symphony #39 In E Flat, K 543 – 4. Finale (Allegro) 7.26

CD4
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 1. Molto Allegro 7.23
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 2. Andante 11.21
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 3. Menuet & Trio 4.48
Mozart: Symphony #40 In G Minor, K 550 – 4. Finale: Allegro Assai 9.28

Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 1. Allegro Vivace 11.16
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 2. Andante Cantabile 11.22
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 3. Menuet & Trio 5.27
Mozart: Symphony #41 In C, K 551, “Jupiter” – 4. Finale: Molto Allegro 11.27

The English Concert · Trevor Pinnock

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O grande Trevor Pinnock

O grande Trevor Pinnock

PQP

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete Sonatas for Keyboard and Violin – CDs 1,2 e 3 de 8 – Podger, Cooper

71YZiaSCYAL._SL1500_Sem querer, e sem combinar nada, eu e PQP de repente vamos postar uma série de CDs de Mozart. Eu me manterei fiel com essa excelente caixa de Rachel Podger, ele será mais, ou tem sido, visto que já há alguns dias vem postando Mozart, eclético.
Mas como falei, é Rachel Podger, e quando trago um CD dela, os senhores podem ter certeza de que é coisa boa. E aqui ela traz o excelente pianista com nome de artista de Hollywood, Gary Cooper (quem não sabe do que estou falando é favor procurar maiores informações na internet). Enfim, são oito cds, para não perder o costume.
Adoro as sonatas para violino de Mozart, ainda mais quando são tão bem tocadas. Podger consegue extrair delas aquele algo a mais. E confesso que depois de ouvir essas gravações, não consigo ouvir outras. Para mim, a dupla Podger / Cooper estabeleceu um padrão de qualidade difícil de ser batido atualmente.
Neste primeiro momento, trarei os três primeiros cds, e logo completo a coleção.

CD 1

01. KV 379 – Adagio
02. KV 379 – Allegro
03. KV 379 – Thema Andantino cantabile
04. KV 6 – Allegro
05. KV 6 – Andante
06. KV 6 – Menuet I & II
07. KV 6 – Allegro molto
08. KV 547 – Andantino cantabile
09. KV 547 – Allegro
10. KV 547 – Thema Andante
11. KV 378 – Allegro moderato
12. KV 378 – Andantino sostenuto e cantabile
13. KV 378 – Rondeau Allegro

CD 2

01. KV 303 – Adagio Molto allegro
02. KV 303 – Tempo di menuetto
03. KV 7 – Allegro molto
04. KV 7 – Adagio
05. KV 7 – Menuet I & II
06. KV 301 – Allegro con spirito
07. KV 301 – Allegro
08. KV 30 – Adagio
09. KV 30 – Rondeau
10. KV 481 – Molto allegro
11. KV 481 – Adagio
12. KV 481 – Allegretto

CD 3

01. Sonata in Bb, KV 454 I Largo
02. Sonata in Bb, KV 454 II Allegro
03. Sonata in Bb, KV 454 III Andante
04. Sonata in Bb, KV 454 IV Allegretto
05. Sonata in C, KV 28 I Allegro maestoso
06. Sonata in C, KV 28 II Allegro grazioso
07. Andante & fugue in A, KV 402 (385E) I Andante, ma un poco adagio
08. Andante & fugue in A, KV 402 (385E) II Allegro moderato
09. Andante & allegretto in C, KV 404 I Andante
10. Andante & allegretto in C, KV 404 II Allegretto
11. Sonata in Bb, KV 8 I Allegro
12. Sonata in Bb, KV 8 II Andante grazioso
13. Sonata in Bb, KV 8 III Menuet I & II
14. Sonata in Eb, KV 380 (374F) I Allegro
15. Sonata in Eb, KV 380 (374F) II Andante con moto
16. Sonata in Eb, KV 380 (374F) III Rondeau. Allegro

Rachel Podger – Violin
Gary Cooper – Fortepiano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Rachel_Podger_and_Gary_Cooper_show_info

Gary Cooper & Rachel Podger – Que dupla do barulho !!!

 

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Stabat Mater – Sinopoli, Staatskapelle Dresden

515psF+sFILDepois do poderoso Requiem, nas mãos de Herreweghe, trago agora o Stabat Mater, nas também competentes mãos do saudoso maestro italiano Giuseppe Sinopoli.
A composição desta obra foi muito difícil para Dvorák. Ele a iniciou logo após a morte de sua filha, em 1875, e durante o ano de 1876 continuou trabalhando nela. Porém, naquele mesmo ano veio a perder seus dois outros filhos. Trabalhou então na orquestração da obra, que veio a ser estreada em 1880.
Lembro que poema original do “Stabat Mater” tem sua origem ainda na Idade Média, e diversos outros compositores se utilizaram dele, entre eles, Pergolesi, que compôs o mais belo de todos. A letra do poema retrata exatamente o sofrimento de Maria ao pé da cruz.
Esta gravação que ora vos trago, foi realizada ao vivo, e tem um outro detalhe também trágico: o maestro Giuseppe Sinopoli faleceu algum tempo depois de sua execução, e o CD resultante foi lançado ainda em meio à comoção com sua morte.

Mariana Zvetkova – Soprano
Ruxandra Donose – Mezzo Soprano
Johan Botha – Tenor
Roberto Scandiuzzi – Bass
Chor der Sächsischen Staatsoper Dresden
Staatskapelle Dresden
Giuseppe Sinopoli – Conductor

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Giuseppe-Sinopoli

Giuseppe Sinopoli (1946-2001)

 

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W.A. Mozart (1756-1791) / S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas e outras obras

Vejam aí no Google Images, Gesa Lücker é linda. É uma pena que não tenhamos nenhuma mulher em nosso grupo de postadores. Zempre zuspirei por uma pequepiana de zaias, zabem? Zempre! O que teria passado pela cabeça da bela e excelente pianista Gesa ao fazer um disco com as caixinhas de música de Mozart na primeira parte — tudo limpinho e sem muito drama — e a visceralidade — além de zerta fúria — de Prokofiev na segunda? Não imagino, mas respeito.

OK, suportemos o Moz da primeira parte do CD, mas fiquemos o Prok da segunda, muito mais raivoso e sujo. Blergh, maravilha!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Sonata No. 5 in G major, KV 283

1) Allegro
2) Andante
3) Presto

4) Adagio in B minor, KV 540

5) Rondo in D major, KV 485

6) Gigue in G major, KV 574

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Sonata No. 8 in flat major, op. 84

7) Andante dolce
8. Andante sognando
9) Vivace

Gesa Lücker, piano

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Ah, Gesa...

Ah, Gesa…

PQP

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Antonin Dvorák (1841-1904) – Requiem – Herreweghe, Royal Flemish Philharmonic

71RbKTC9BYL._SL1500_Como se diz, não se mexe em time que está ganhando, então Phillipe Herreweghe juntou novamente todo o mesmo pessoal que realizou a gravação do “Stabat Mater”, do mesmo Dvorák, para gravar o “Requiem” do compositor tcheco. Mesma orquestra, mesmo coral, mesmos solistas, com exceção da substituição de Michaela Selinger pela divina Bernarda Fink e claro, mesma gravadora.

Recém saído do forno, este CD provavelmente deve e merece ganhar a mesma atenção que o “Stabat Mater”. Herreweghe é um regente excepcional, que detém todo o controle da situação, e sabe como poucos explorar todo o potencial do material humano que tem em mãos.
Trata-se de uma obra longa, mais de uma hora e meia de duração, e de tremendo impacto.

Tem corais gloriosos, e um conjunto de solistas totalmente em sintonia fazem desse CD IM-PER-DÍ-VEL!!

01-01 – Requiem Op. 89 I. Introitus (Requiem æternam – Kyrie eleison)
01-02 – Requiem Op. 89 II. Graduale (Requiem æternam)
01-03 – Requiem Op. 89 III. Sequentia (Dies irae)
01-04 – Requiem Op. 89 IV. Sequentia (Tuba mirum)
01-04 – Requiem Op. 89 IV. Sequentia (Tuba mirum)
01-06 – Requiem Op. 89 VI. Sequentia (Recordare_ Jesu pie)
01-07 – Requiem Op. 89 VII. Sequentia (Confutatis maledictis)
01-08 – Requiem Op. 89 VIII. Sequentia (Lacrimosa)
02-01 – Requiem Op. 89 IX. Offertorium (Domine Jesu Christe)
02-02 – Requiem Op. 89 X. Offertorium (Hostias)
02-03 – Requiem Op. 89 XI. Sanctus – Benedictus
02-04 – Requiem Op. 89 XII. Pie Jesu
02-05 – Requiem Op. 89 XIII. Agnus Dei

Ilse Eerens – Soprano
Bernarda Fink – Mezzo Soprano
Maximilian Schmitt – Tenor
Nathan Berg – Bass
Royal Flemish Philharmonic
Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe – Conductor

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Vassily Sergeyevich Kalinnikov (1866-1901): As Duas Sinfonias

De origem humilde, filho de um policial, o enorme talento de Kalinnikov merecia muito mais anos de vida do que os 35 que lhe couberam. Fazer o quê? Ele foi o autor de duas extraordinárias sinfonias, de várias obras orquestrais adicionais e canções, sempre baseadas no folclore russo. É uma vergonha que estas sinfonias não estejam mais presentes no repertório sinfônico. A primeira delas teve grande repercussão durante os estertores da ditadura czarista. São coloridas e melodiosas obras de arte. A orquestra da Malásia é uma boa surpresa.

Vassily Sergeyevich Kalinnikov (1866-1901): As Duas Sinfonias

1. Symphony No. 1 in G minor: 1. Allegro moderato
2. Symphony No. 1 in G minor: 2. Andante commodamente
3. Symphony No. 1 in G minor: 3. Scherzo. Allegro non troppo – Moderato assai
4. Symphony No. 1 in G minor: 4. Finale. Allegro moderato – Allegro risoluto

5. Symphony No. 2 in A major: 1. Moderato – Allegro non troppo
6. Symphony No. 2 in A major: 2. Andante cantabile
7. Symphony No. 2 in A major: 3. Allegro scherzando
8. Symphony No. 2 in A major: 4. Andante cantabile – Allegro vivo

Malaysian Philharmonic Orchestra
Kees Bakels

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Morreu jovem o talentoso Kalinnikov.

Morreu jovem o talentoso Kalinnikov.

PQP

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W.A. Mozart (1756-1791): Obras para piano

As duas primeiras faixas deste disco pertencem àquele irritante grupo de obras de Mozart que parecem mais adequadas às caixinhas de música. Depois, a coisa ganha profundidade — diria enorme profundidade, até — e o CD de Anne Queffélec fica espetacular. A gente gosta é de drama e sangue, Wolfgang! A gente somos viscerais, sacou? A elegância e a articulação fluida da pianista nascida em Paris torna-a digna de seus professores Alfred Brendel, Jorg Demus e Paul Badura-Skoda. A interpretação que Queffélec dá às duas Fantasias e à Sonata são algo para ficar morando no coração da gente.

W.A. Mozart (1756-1791): Obras para piano

1. Rondo en la mineur, K. 511: Andante 10:09

2. Variations sur un menuet de Duport en ré majeur, K. 573 14:56

3. Fantaisie en ut mineur, K. 475 12:51

4. Sonate en ut mineur, K. 457: Allegro molto 8:09
5. Sonate en ut mineur, K. 457: Adagio 8:58
6. Sonate en ut mineur, K. 457: Allegro assai 4:35

7. Fantaisie en ré mineur, K.397 6:34

Anne Queffélec, piano

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Mozart se toca assim, ó.

Mozart se toca assim, ó.

PQP

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João Domingos Bomtempo (1775-1842): Quatro Absolvições, Libera me

SHOW DE BOLA !!!

Tem na Amazon: aqui.

Há quem chame a João Domingos Bomtempo “o Beethoven Português”. Sem querer tirar o grande valor que Bomtempo teve, esta afirmação parece-me claramente exagerada. Não é que Bomtempo fosse mau; Beethoven é que era genial. Se, em vez de compararem João Domingos Bomtempo com Beethoven, o comparassem com Franz Schubert ou lhe chamassem “o Mendelssohn Português”, eu estaria completamente de acordo. Agora Beethoven… O grande mestre de Bonn não era comparável com ninguém; ele pertencia a outra galáxia!

Dito isto e para não ser mal interpretado, afirmo claramente que João Domingos Bomtempo foi um grande compositor. Posso até afirmar, sem hesitar, que ele foi um dos melhores compositores da Europa do seu tempo. Se Bomtempo tivesse sido alemão, austríaco, italiano ou francês, o seu nome seria conhecido de todos os apreciadores de música e as suas obras far-se-iam ouvir em todos os auditórios e salões do mundo. Mas Bomtempo era de um país musicalmente periférico chamado Portugal. Ainda por cima exerceu parte da sua atividade no Brasil, que nem sequer fica na Europa. O grande valor que Bomtempo teve impõem-nos, por isso, tanto a portugueses como a brasileiros, a obrigação moral de ouvir e de promover a sua música. Já que mais ninguém o faz, sejamos nós a fazê-lo.
(Fernando Ribeiro, do blog A Matéria do Tempo)

João Domingos Bomtempo (Lisboa, 1775 – 1842) é um caso excepcional na história da música portuguesa. Personificando as transfor¬mações musicais ocorridas na passagem do século XVIII para o século XIX, nenhum outro compositor parece ter tido um papel tão marcante, mas também tão isolado na nossa música. Tendo tentado contribuir para pôr termo ao reinado exclusivo da música operática de cunho italiano que havia dominado o nosso panorama musical no século anterior, para a introdução entre nós da música instrumental de raiz germânica, boémia e francesa, e para a reforma do ensino musical segundo o modelo laico representado pelo Conservatório de Paris, os seus esforços não parecem ter tido, contudo, um reflexo profundo e duradouro. (…) Bomtempo nunca chegou a ser devidamente apreciado pela maioria do nosso público, cuja predilecção pela música teatral era invencível. (…) Se enquanto compositor, João Domingos Bomtempo se destaca, sobretudo, como o nosso único autor de relevo no campo da música instrumental durante todo o século XIX, particularmente através das suas duas sinfonias, seis concertos para piano e orquestra e diversas sonatas, fantasias e variações para piano, as suas vocais religiosas representam também uma tendência, de influência germânica e francesa, que vai no sentido de um afastamento em relação ao estilo operático italiano que dominava entre nós (…).
A atmosfera geral que se respira no Libera me é de facto de austera dignidade. Se bem que o motivo instrumental do Libera me que se faz ouvir nos violinos logo após a introdução da orquestra seja claramente decalcado no da Marcha Fúnebre da Sinfonia Heróica de Beethoven. Toda a obra evoca de novo muito mais – como o fizera já o seu próprio Requiem – o Requiem de Mozart. A austeridade da obra é reforçada pelo modo como se move na órbita tonal relativamente restrita de dó menor e maior e de fá menor, sendo as modulações sempre muito breves e ocorrentes, pela ausência de solistas alternando com o coro, assim como pela utilização de certos elementos cíclicos, como a repetição da introdução inicial antes do “dies illae. dies irae”. ou novamente o motivo da Heróica sobre as palavras “requiem aeternam dona eis domine”. A mesma atmosfera de austera digni-dade, não isenta de dramatismo, é comum às quatros Absolvições.
(Manuel Carlos de Brito, do encarte)

Bom pra dedéu! Ouça! Ouça! Deleite-se!

João Domingos Bomtempo (1775-1842)
Quatro Absolvições / Libera me

01. Quatro absolvições, I. Subvenite sancti dei
02. Quatro absolvições, II. Qui lazarum resuscitasti
03. Quatro absolvições, III. Domine quando veneris
04. Quatro absolvições, IV. Ne recordaris peccata mea domine
05. Libera me, em dó menor (1835)

Mária Zádori, soprano
Judith Németh, contralto
Gábor Kállay, tenor
János Tóth, baixo
Coro de Budapeste
Orquestra Filarmónica de Budapeste
Mátyás Antal, regente
Instituto Italiano, Budapeste, 1988

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare 152Mb

Comenta, pessoal! É tão bom quando vocês fazem isso…

Bomtempo com cara de Mautempo!

Bisnaga

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Mesa redonda sobre ”Repertório Sacro Brasileiro para Solista”

Mesa-redonda sobre o Repertório Sacro Brasileiro para Solistas

Avicenna

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Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Apollon Musagete Quartett rapidamente se estabeleceu como uma peça importante dentro da cena musical europeia. É realmente excelente, tocam demais. Visions Fugitives de Sergei Prokofiev, op. 22 é única peça fraca desde CD. Trata-se de uma adaptação para quarteto de cordas de uma partitura original para piano. O resto são obras-primas escritas originalmente para quartetos. Os de Tchai e Shosta são absolutamente empolgantes.

Tchaikovsky / Prokofiev / Shostakovich: Quartetos de Cordas (Russian Soul)

Pyotr Ilyich Tchaikovsky: Streichquartett Nr. 1 in D-Dur, op. 11
1. Moderato e semplice 10:42
2. Andante cantabile 7:08
3. Scherzo. Allegro non tanto e con fuoco – Trio 3:50
4. Finale. Allegro giusto – Allegro vivace 6:54

Sergey Prokofiev: Visions fugitives, op. 22
5. Lentamente 1:28
6. Allegretto 1:00
7. Con eleganza 0:32
8. Dolente 1:57
9. Ridicolosamente 0:58
10. Poetico 1:49
11. Feroce 1:12

Dmitry Shostakovich: Streichquartett Nr. 4 in D-Dur, op. 83
12. Allegretto 3:26
13. Andantino 5:58
14. Allegretto (attacca) 4:54
15. Allegretto 10:30

Apollon Musagete Quartett

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O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente

O Apollon Musagete: gente esquisita, mas que soa maravilhosamente

PQP

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W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano (completas)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma vez eu disse que preferia compositores viscerais e dramáticos a outros mais felizes e elegantes. O Mozart de MJ Pires é estupendamente limpo, elegante e discretamente feliz. Mas só a partir do CD3 há a tragédia e drama que adoramos. A gente precisa esperar pelo endividamento e inacreditável insucesso das obras mais maduras de Mozart em meio àquele público burro de sua época… Faz tempo que não ouço a Uchida tocando estas sonatas, mas acho que nossa portuguesa fica um degrau acima do nível da japinha, não?

Aliás, vamos falar sério? Das pianistas atuais, Maria João e Martha Argerich estão e sempre estiveram à frente de todas as outras. Perto delas, Grimaud é apenas um bibelô bonitinho, quadradinho e desinteressante. Não dá para comparar. (Sim, sei estou falando de semideuses. É claro que eu gosto de ouvir Grimaud, adoraria vê-la tocar, pagaria muito para isso, mas hoje quis falar apenas do Olimpo, entendem?).

W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano

Disc 1:

1. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 1. Allegro 6:59
2. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 2. Andante 8:57
3. Piano Sonata No.1 in C, K.279 – 3. Allegro 5:27

4. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 1. Allegro assai 6:33
5. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 2. Adagio 8:48
6. Piano Sonata No.2 in F, K.280 – 3. Presto 4:36

7. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 1. Allegro 6:48
8. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 2. Andante amoroso 8:16
9. Piano Sonata No.3 in B flat, K.281 – 3. Rondeau (Allegro) 5:06

Disc 2:

1. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 1. Adagio 7:16
2. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 2. Menuetto I-II 4:02
3. Piano Sonata No.4 in E flat, K.282 – 3. Allegro 3:23

4. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 1. Allegro 5:30
5. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 2. Andante 6:31
6. Piano Sonata No.5 in G, K.283 – 3. Presto 6:13

7. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 1. Allegro 7:37
8. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 2. Rondeau en Polonaise (Andante) 5:30
9. Piano Sonata No.6 in D, K.284 “Dürnitz” – 3. Tema con variazione 17:04

Disc 3:

1. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 1. Allegro con spirito 8:49
2. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 2. Andante, un poco adagio 6:37
3. Piano Sonata No.7 in C, K.309 – 3. Rondeau (Allegretto grazioso) 7:06

4. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 1. Allegro con spirito 6:58
5. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 2. Andantino con espressione 5:55
6. Piano Sonata No.9 in D, K.311 – 3. Rondeau (Allegro) 6:52

7. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 1. Allegro maestoso 8:00
8. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 2. Andante cantabile con espressione 9:11
9. Piano Sonata No.8 in A minor, K.310 – 3. Presto 2:49

Disc 4:

1. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 1. Allegro moderato 9:08
2. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 2. Andante cantabile 6:54
3. Piano Sonata No.10 in C major, K.330 – 3. Allegretto 7:48

4. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 1. Tema (Andante grazioso) con variazioni 14:12
5. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 2. Menuetto 5:42
6. Piano Sonata No.11 in A, K.331 -“Alla Turca” – 3. Alla Turca (Allegretto) 3:42

7. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 1. Allegro 9:17
8. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 2. Adagio 4:44
9. Piano Sonata No.12 in F, K.332 – 3. Allegro assai 9:58

Disc 5:

1. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 1. Allegro 9:57
2. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 2. Andante cantabile 12:15
3. Piano Sonata No.13 in B flat, K.333 – 3. Allegretto grazioso 6:34

4. Fantasia in C minor, K.475 11:58

5. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 1. Molto allegro 8:14
6. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 2. Adagio 7:28
7. Piano Sonata No.14 in C minor, K.457 – 3. Allegro assai 4:37

Disc 6:

1. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 1. Allegro, K.533 10:01
2. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 2. Andante, K.533 10:11
3. Piano Sonata “No.18” in F, K.533/K.494 – 3. Rondo (Allegretto), K.494 6:41

4. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 1. Allegro 4:15
5. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 2. Andante 6:03
6. Piano Sonata No.15 in C, K.545 “Facile” – 3. Rondo (Allegretto) 1:38
7. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 1. Allegro 8:38
8. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 2. Adagio 8:42
9. Piano Sonata No.16 in B flat, K.570 – 3. Allegretto 3:43

10. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 1. Allegro 5:02
11. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 2. Adagio 6:16
12. Piano Sonata No.17 in D, K.576 – 3. Allegretto 4:48

Maria João Pires, piano

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Ah, minha linda Maria João, que grande Mozart!

Ah, minha linda Maria João, que grande Mozart!

PQP

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VOLTAMOS A FUNCIONAR! VIRAM? NEM DOEU TANTO ASSIM

TUDO QUE ESTÁ ABAIXO É MENTIRA, MENOS O SUPORTE, QUE É BOM DEMAIS!

Nosso servidor de arquivos sofreu um mal súbito ontem à tarde. Mas deve retornar antes que alguém se suicide. Se o suporte não fez feriadão, voltamos segunda-feira; se fez, quarta. Não o queiram mal, é um bom moço. Beijos.

suicidio

PQP

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Jean Pierre Rampal – Le Flûte Enchantée

51oXC-PjV5LJean Pierre Rampal foi um dos maiores flautistas do século XX, quiçá o maior. Creio que a primeira vez que o ouvi foi exatamente com essas obras de Bach aqui presentes. Fiquei muito impressionado, mas como vivemos no Brasil, e ainda estávamos no início da década de 80, era muito difícil encontrar seus discos em minha pequena cidade do interior. Mesmo quando ia para a capital, também era difícil achar alguma coisa.
Mas com o passar do tempo, consegui localizar alguns discos dele, e encantamento foi ainda maior. Essa série de quatro cds que estou trazendo hoje é exatamente para mostrar-lhes a evolução do gênio em seu instrumento. Tem de Bach a Honneger, ou seja, o repertório é bem eclético, abrangendo dos séculos XVIII ao século XX.  Claro que falta muita coisa, mas serve como aperitivo para os senhores melhor conhecerem o talento desse cara.

CD 1

1 – 9 – J.S. Bach (1685-1750) – Sonates pour flûte & clavecin BWV 1030-1032
10-20 – J.S. Bach – Sonates pour flûte & continuo BWV 1033-1035
21-24 – J.S. Bach – Sonate pour flûte seule BWV 1013

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Clavecin

CD 2

1 – G.P.Teleman (1681-1767) – Concerto en sol majeur pour flûte & cordes – 1 Allegro ma non troppo
2 – Adagio
3 – Allegro
4 – Suite en la mineur pour flûte & cordes – 1 Ouverture
5 2 Les Plaisirs
6 3 Air á l’italliane
7 4 Menuets
8 5 Réjouissances
9 6 Passapied
10 7 Polonaise
11-13 Sonates pour flûte & clavecin
14 Concerto pour flûte & clavecin

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Clavecin
Orchestre de chambre de la Sarre
Karl Ristenpart – Conductor

CD 3

1-3 Joseph Haydn (1732-1809) – Sonate pour flûte & Piano
4-9 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sérenade pour flûte, violin & alto
10 Franz Schubert (1797-1828) – Introduction &a variations sur le theme “Ihr Blümlein alle”
11-13 Robert Schumann (1810-1856) – 3 Romances op. 94

Jean Pierre Rampal – Flûte
Robert Veyron-Lacroix – Piano
Gérrard Jarry – Violin
Serge Collot – Alto

CD 4

1-3 Claude Debussy (1862-1918) – Sonate pour flûte, alto & harpe

Jean Pierre Rampal – Flûte
Odette Le Dentu – Harpe
Pierre Pasquier – alto

4 – Maurice Ravel – Introduction & allegro pour harpe, flûte,  clarinet & quatour à cordes

Jean Pierre Rampal – Flûte
Lily Laskine – Harpe
Ulysse Delécluse – Clarinette
Quatour Pascal

5-7 Albert Roussel (1869-1937) – Sérenade pour flûte, harpe & Trio à cordes
Jean Pierre Rampal – Flûte
Lily Laskine – Harpe
Trio Pasquier

8-10 Arthur Honegger (1892-1955) – Concertino da camara pour flûte, cor anglais & orchestre à cordes

Jean Pierre Rampal – Flûte
Pierre Pierlot – Cor anglais
Association des Concerts de Chambre de Paris
Fernand Oubradous – Conductor

11 Arthur Honneger – Romance
12 Amable Massis (1893-1980) – Pastorale
13 Henri Gagnebin (1886-1977) – Marche des gais lurons

Jean Pierre Rampal – Flûte
Françoise Gobet – Piano

 

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (4 CDS)

FDPBach

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John Cage (1912-1992): The Seasons e outras peças

Este disco surpreendente e extraordinário é, pensamos, a melhor coleção de música de John Cage em catálogo. Ele é o mais geral. Demonstra o radicalismo do compositor, bem como o seu humor, tudo isso em várias fases. As obras são também são muito diferentes entre si. É muito bom ouvir a Suite for Toy Piano (1948) , que emprega apenas as teclas brancas em uma única oitava, e a versão belamente orquestrada que se segue (escrita por Lou Harrison, um amigo de Cage, em 1963). Mas três das obras-primas absolutas de Cage também estão aqui: a misteriosa Seventy-Four (1992) , a música para balé The Seasons (1947) e o fascinante Concerto para Piano Preparado e Orquestra de Câmara (1950-51). Muito do que você precisa saber sobre John Cage está aqui. No mais, ouça 4´33, o auge do radicalismo e ironia.

John Cage (1912-1992): The Seasons e outras peças

01. Seventy-Four (Versoin I) (12:15)

02. The Seasons – Prelude I, Winter (03:12)
03. The Seasons – Prelude II, Spring (03:43)
04. The Seasons – Prelude III, Summer (05:51)
05. The Seasons – Prelude IV, Fall (03:52)

06. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – First Part (08:08)
07. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – Second Part (08:09)
08. Concerto for Prepared Piano and Orchestra – Third Part (04:22)

09. Seventy-Four (Version II) (12:05)

Margaret Leng Tan e um de seus pianos de brinquedo

Margaret Leng Tan e um de seus pianos de brinquedo

10. Suite For Toy Piano – I (01:32)
11. Suite For Toy Piano – II (01:33)
12. Suite For Toy Piano – III (01:27)
13. Suite For Toy Piano – IV (01:22)
14. Suite For Toy Piano – V (01:09)

15. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – I (01:43)
16. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – II (01:33)
17. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – III (01:24)
18. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – IV (01:35)
19. Suite For Toy Piano (Orchestration: Lou Harrison) – V (00:55)

Margaret Leng Tan, prepared piano, toy piano
American Composers Orchestra
Dennis Russell Davies

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Cage: esse estava sempre rindo

Cage: esse estava sempre rindo

PQP

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George Frideric Haendel (1685-1759): Music for the Royal Fireworks, Water Music – Collegium Aureum

IMG_0001Duas das principais obras do gênio haendeliano, tanto a Música para os Reais Fogos de Artifício quanto a Música Aquática são peças  obrigatórias no repertório de qualquer orquestra, ainda mais quando se trata de um conjunto fenomenal como o Collegium Aureum.

Mas vamos ao que interessa.  Estou escrevendo essa postagem em uma manhã de domingo, e nada como Haendel para nos deixar de bem com a vida e com o dia que está começando. A vida pulsa em cada nota, em cada intervalo, em cada sopro, e isso é um grande motivador para seguirmos em frente.

George Frideric Haendel – Music for the Royal Fireworks, Water Music – Collegium Aureum

01. Music for the Royal Fireworks I. Ouverture
02. II. Bourree
03. III. La Paix
04. IV. La Rejouissance
05. V. Menuet I
06 VI. Menuet II
07. Water Music – Suite in F I. Ouverture
08. II. Adagio e staccato
09. III. Allegro-Andante-Allegro
10. IV. Allegro
11. V. Air
12. VI. Minuet
13. VII. Bourree
14. VIII. Andante
15. IX. Hornpipe
16. Suite D-Dur I. Ouverture
17. II. Alla Hornpipe
18. III. Minuet
19. IV. Lentement
20. V. Bourree
21. Suite C-Dur I. Andante
22. II. Rigaudon I & II
23. III. Menuet I & II
24 IV. Gigue I & II

Collegium Aureum

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FDP

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Miserere: Música da Capela Real de Coimbra – José dos Santos Maurício (1752-1815) e Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875)

LINDO !!!

Só baixando, pois nem tem na Amazon…

José dos Santos Maurício (1752-1815) (ou apenas Joze Mauricio) foi um dos compositores e músicos mais requisitados do seu tempo, principalmente no âmbito da actividade que desenvolveu ao serviço da Igreja, na Guarda e na sua cidade natal, Coimbra. O trabalho produzido e as qualidades evidenciadas permitir-lhe-iam vir a ser nomeado, em 1802, Lente de Música e Mestre da Real Capela da Universidade de Coimbra e, em 1810, admitido na Irmandade de Santa Cecília. Por vicissitudes próprias da história, só em 1996, com a publicação do seu Miserere, o público de Coimbra volta a ter contacto com o compositor, entretanto silenciado por anos de esquecimento. (…).
Na edição discográfica aqui proposta juntam-se as gravações de duas obras gémeas, dois salmos, dois Miserere. O de Maurício já aludido e o de Macedo.
Composto em 1870, este Miserere de Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875) surge como uma Homenagem à Memória de Joze Maurício (como se lê numa das folhas de rosto da obra manuscrita) e donde se conclui que esta personalidade era ainda, seis décadas após a morte, muito admirada e venerada.
Francisco de Macedo teve, profissionalmente, percurso semelhante ao de Maurício, embora, talvez com menos brilhantismo, fruto mais do tempo que do homem. Nascido e criado junto à Igreja de Santa Cruz, aí terá encontrado apoio no encontro dos saberes musicais. Virá a ser organista, pianista, compositor, professor de música e ainda proprietário de um estabelecimento comercial de venda de instrumentos. A sua actuação enquanto profissional está suficientemente documentada pelas notícias da imprensa da época. Em 1853, com 33 anos de idade, viria ocupar o lugar de organista e em 1864 seria nomeado Lente de Música da Universidade. Um e outro destes cargos seriam ocupados até à sua morte.
Quanto à música, nas duas obras encontramos fórmulas compositivas de gosto simples e fácil, muitas vezes espectável e de clara influência do estilo próprio da música dramática italiana, o que não constitui excepção para a época. A textura é essencialmente homofónica, mas com a presença de algum contraponto simples. Os autores servem-se de um coro misto a 3 vozes com Sopranos, Tenores e Baixos, com partes de solistas dos mesmos naipes e a presença de órgão obrigado.
(César Nogueira, do encarte do CD)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Miserere
Música da Capela Real de Coimbra

José dos Santos Maurício (1752-1815)
01. Miserere mei Deus
02. Amplius lava me
03. Tibi sou peccavi
04. Ecce enim veritatem
05. Auditui meo
06. Cor mundum
07. Redde mihi
08. Libera me
09. Quoniam si voluisses
10. Benigne fac domine
11. Tunc imponent
Francisco Lopes Lima de Macedo (1820-1875)
12. Miserere mei Deus
13. Amplius lava me
14. Tibi sou peccavi
15. Ecce enim veritatem
16. Auditui meo
17. Cor mundum
18. Redde mihi
19. Libera me
20. Quoniam si voluisses
21. Benigne fac domine
22. Tunc imponent

Tânia Ralha, soprano
João Martins, tenor
Nuno Dias, baixo
Coro Misto da Universidade de Coimbra
César Nogueira, regente
Paulo Bernardino, órgão
Coimbra, 2005

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – PQPShare 175Mb

Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Coisa simples: o retábulo-mor da Sé Velha de Coimbra, local onde esses Misereres podem ter sido executados.

Bisnaga

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Anton Bruckner (1824-1896): As Três Missas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As três Missas estão entre as maiores composições de Bruckner e merecem o mesmo respeito de suas sinfonias. Sem dúvida são as mais belas obras sacras do século XIX. Os textos da liturgia católica estão em latim e as contribuições corais e dos solistas desta gravação são impecáveis ​​no fraseado e beleza de tom. Jochum foi um monstro!

Sobre Bruckner, o famoso e já citado Manual do Blefador nos ensina:

É costume dizer que Bruckner foi um homem muito simples — praticamente um menino natural, falam alguns. Se, depois de ouvir uma de suas sinfonias, você ainda achar que ele era simples, então você não é o tipo de pessoa que deveria estar lendo este livro. De fato, Bruckner era profundo como o oceano. Era também organista e organistas estão longe de ser homens simples. Outro erro comum a seu respeito é equipará-lo a Mahler. A única coisa que tinham em comum era o gosto pelas sinfonias longas. Enquanto Mahler queria realmente que as pessoas gostassem e desfrutassem de suas sinfonias, Bruckner não poderia ter se importado menos com isso. Em meio a toda a grana que rolava em Viena no meio musical em fins do século XIX, Bruckner silenciosamente gostava de escrever sinfonias e missas imensas e difíceis, e não poupava esforços para não parecer artista — usava cabelo curto e bigodinho. Só Elgar conseguia parecer menos músico.

(E segue, terminando assim…)

Desista, Bruckner simplesmente não compôs pequenas peças recomendáveis.

Anton Bruckner (1824-1896): As Três Missas

Mass No.1 in D minor for soloists, chorus and orchestra
1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Benedictus
6. Agnus Dei

Mass No.2 in E minor
7. Kyrie
8. Gloria
9. Credo

CD2
Mass No.2 in E minor
1. Sanctus
2. Benedictus
3. Agnus Dei

Mass No.3 in F minor (Original version)
4. Kyrie
5. Gloria
6. Credo
7. Credo (cont.)
8. Sanctus
9. Benedictus
10. Agnus Dei

Edith Mathis
Marga Schiml
Wieslaw Ochman
Elmar Schloter
Karl Ridderbusch
Maria Stader
Claudia Hellmann
Ernst Haefliger
Kim Borg
Anton Nowakowski

Symphonieorchester und Chor des Bayerischen Rundfunks
Eugen Jochum

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Bruckner e sua cara de eletricista incompetente aposentado: vai nessa

Bruckner e sua cara de eletricista incompetente aposentado. Vai nessa…

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