Quam Pulchri: Música sacra portuguesa do século XVII – Estêvão de Brito (1570-1641), Manuel Cardoso (1566-1650), João Rodrigues Esteves (c.1702-1751), Manuel Rodrigues Coelho (1563-1638), D. João IV (1604-1656), Frei Jacinto do Sacramento (séc. XVIII), Diogo Dias Melgaz (1638-1700) e Pedro de Araújo (1633-664) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Só baixando, pois não tem nem na Amazon…)

Nunca fui muito dado a presentear em aniversários e natais. O regalo, pela ocasião, para mim não se justifica. Sempre fui mais de dar presentes para meus amigos pelo que o presente em si representa, por saber que o amigo em questão adoraria aquilo. Eis que numa dessas viagens por esta imensa e formosíssima esfera azul eu me encontrava no Porto, uma das cidades mais fascinantes do planeta. Na Sé estava à venda um CD de música polifônica portuguesa. Olhei para o elenco de faixas e pensei, radiante: “isso é a cara do Avicenna“! Comprei para presenteá-lo. Quando cheguei à sua casa com o pacote em mãos, ele logo abriu o embrulho, sacou o CD da caixa e o pôs para que escutássemos (sinal que gostou mesmo!). O álbum era (é, está aí para vocês baixarem) simplesmente MARAVILHOSO! Sabe quando você dá o presente e ele é tão bom que um capetinha no seu ombro te assopra “viu? Você não deveria ter dado isso: devia ter deixado pra si mesmo!“? Foi isso que senti – não me julguem – por um instante.
O Avicenna, depois, com o trabalho acumulado pelo grande volume de material que o Paulo Castagna lhe passou, acabou deixando a obra digitalizada em minhas mãos pra que a postasse. E ei-la aqui! Que composições escolhidas a dedo! Que coro! Que repertório impecável!

Para entender um pouquinho, copiei o texto do encarte abaixo:

Os finais do séc. XVI e o séc. XVII deverão ser considerados o período áureo da polifonia portuguesa. Contudo, no séc. XVII, uma nova corrente estética, de influência italiana, a que se chamou maneirismo ou pré-barroco, mistura-se com o academismo polifónico, tentando os compositores portugueses a desenvolver uma estética expressiva. Isto é bem notório nesta antologia que agora se apresenta e que já aponta a estética teatral do barroco. Sem dúvida que este período, a que chamamos o séc. XVII musical em Portugal, é verdadeiramente a confluência das correntes europeias do séc. XVI a XVIII.
(texto extraído do encarte)

Muito muito muito muito bom!!! Ouça! Ouça! Deleite-se!

O CD já começa assim:

…E tem esta bela Batalha em meio às peças para coro:

Quam Pulchri
Música sacra portuguesa do século XVII

Estêvão de Brito (1570-1641)
01. O Rex gloriae – para dois Coros a cappella
Manuel Cardoso (1566-1650)
02. Magnificat Octavi Tossi – para Coro a cappella a 4
João Rodrigues Esteves (c.1702-1751)
03. Regina caeli – para Coro a 4 e Contínuo
Manuel Rodrigues Coelho (1563-1638)
04. Versos sobre Ave Maris Stella – para Órgão e Coro masculino
D. João IV ? (1604-1656)
05. Crux Fidelis – para Coro a cappella a 4
Estêvão de Brito (1570-1641)
06. Gaudent in caelis – para Coro a cappella a 6
Fr. Jacinto do Sacramento (séc. XVIII)
07. Tocata em Ré menor – para Órgão solo
Diogo Dias Melgaz (1638-1700)
08. Salve Regina – para Coro a cappella 2 4
João Rodrigues Esteves (c.1702-1751)
09. Cum turba plurima – para Coro a 8 e Contínuo
Pedro de Araújo (1633-664)
10. Batalha do 6° tom – para Órgão solo
João Rodrigues Esteves (c.1702-1751)
11. Quam pulchri sunt – para Coro a cappella
Diogo Dias Melgaz (1638-1700)
12. Veni Sancte Spiritus – para dois Coros a 4 e Contínuo

Coro da Sé Catedral do Porto
Eugénio Amorim, regente
António Esteireiro, órgão
Porto, 2010

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 139Mb

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Ahhhh, Comenta, vai…

Desenho do Porto enviado pelo internauta Mateus Rosada.

Bisnaga & Avicenna

7 comments / Add your comment below

  1. Que preciosidade!

    Engraçado que tenho a mesma opnião sobre presentes e sobre aniversários.

    Um fato engraçado que ocorre ultimamente é que quando qualquer pessoa que eu conheço viaja internacionalmente e me perguntam “Quer que traga alguma coisa?” e respondo “Se tiver um CD de musical tradicional ou típica, principalmente se for antiga, eu agradeceria!”.

    Sempre recebo um chaveiro…

    1. hahaha
      Se eu viajo, já deixo bem claro para meus amigos que só trago objetos pequenos e leves (que não ocupem muito espaço na minha mochila e nem peses, né?).
      Mas chaveiro é chatinho de ganhar…
      CD é legal: não é caro, é leve e ocupa pouco espaço.

      Mas não se preocupe: seus amigos da equipe do PQPBach disponibilizam os álbuns que coletam em suas viagens, para seu mais profundo deleite! rs

      Um abraço

        1. Obrigado, Bisnaga e Avicenna!
          É um prazer enorme para mi ter um desenho meu ilustrando uma postagem do PQPBach, site do qual sou frequentador assíduo.
          Um álbum divino, também!

          1. Sr. Mateus Rosada,

            Tenho em minhas mãos um exemplar da Revista de Arquitetura e Urbanismo, chamada ‘Oculum Ensaios’, de Dez’14, onde o principal texto refere-se aos seus desenhos, mais de 15 dos seus trabalhos, dos quais sou um enorme apreciador!!!
            Aceite meus votos de júbilo pelos seus maravilhosos desenhos!

            Um grande abraço,

            Avicenna

Deixe uma resposta