W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para dois pianos e orquestra No. 10, K. 365 / Chick Corea (1941-): Fantasia para dois pianos / Friedrich Gulda (1930-2000): Ping Pong


Um CD incrível, diferente, ótimo. Gulda, Chick Corea e Harnoncourt fazem um trio fabuloso nestes concertos de grande magnitude e versatilidade. Clássico e jazzístico se fundem – se é que devemos utilizar esta classificação. Chick Corea é um jazzista americano polivalente. Suas habilidades com o repertório erudito é fato patente desde a mais tenra infância do moço. Dizem que aprendeu a tocar piano aos 4 anos. Suas primeiras lições foram com obras de Bach, Mozart, Chopin, Beethoven, Scarlatti e outros. Cresceu com propensões paras as fusões musicais. Tocou com Miles Davis, Gilliespie, Hancock, Burton. Chegou a tocar em bandas de jazz-rock. Como se pode ver o homem é um excursionista musical. Um David Bowie do jazz. Isso apenas realça o grande músico que é. Neste CD, Chick (apelido que ganhou da tia enquanto era menino ainda – “bochechudo”), está ao lado de Gulda, outra figura da versatilidade. Ao final da obra de Mozart, temos duas peças, uma do Chick e outra do Gulda. Um registro imperdível. A regência na obra de Mozart, como antecipei, é do grande Nikolaus Harnoncourt, maestro que ao meu modo de ver, dispensa maiores apresentações pela competência que lhe é peculiar. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a), Chick Corea (1941 -) – Fantasia para dois pianos, Friedrich Gulda (1930-2000) – Ping Pong

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) –
Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a)
01. Allegro [10:15]
02. Andante [8:00]
03. Rondeaux: Allegro [6:48]

Chick Corea (1941 -) –
Fantasia para dois pianos

04. Fantasia para dois pianos [11:46]

Friedrich Gulda (1930-2000) –
Ping Pong [9:56]

Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Nikolaus Harnoncourt, regente
Friedrich Gulda, piano
Chick Corea, piano

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Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!
Corea e Gulda de mãos dadas. Que coisa mais amada!

Carlinus

32 comments / Add your comment below

  1. Que beleza de postagem, Carlinus. Já há algum tempo eu procurava este cd, até estava achando que era miragem… sasbes dizer em que ano esta gravação foi realizada?

  2. Mozart, um gênio da grande arte, Chick o quê? um representante do jazz, música surgida em guetos americanos, uma arte menor, a barbárie junto à civilização, lamentável esse cd!

    1. Gabriel,

      este é um blog privado e a gente às vezes deleta os comentários especialmente imbecis. Porém, vou deixar o teu onde está. Como se fosse um exemplo. Eu realmente sei que tu não compreendes a música, pois ela não te permite ultrapassar mal-disfarçados preconceitos. Quem a compreende, não perde tempo com isso. Quem a compreende, ouve e julga de outro modo.

      E leste o nome Harnoncourt? Sabes o que este homem fez e faz pela música? Tens alguma ideia de sua suprema erudição, conhecimento e profundidade? Leste algum de seus livros? Se tivesses lido, terias pensado no que ele estaria fazendo com “Chick o que” e uma semente de dúvida nasceria em teu cérebro. Porém A IGNORÂNCIA NÃO GERA DÚVIDAS e só ela é capaz de emitir tais barbaridades. E Gulda? Sabes quem foi?

      Tu atacaste, eu repliquei. A tua tréplica será deletada, OK? Como eu disse, o blog é privado. Se quiseres espalhar preconceitos, crie um para ti, mas não no OPS. Aqui a gente escolhe quem entra.

      Tchau, fofinho.

      1. Thanx, grazie tante, vielen Dank, PQP!
        Vou até dormir melhor, depois que várias indignações que estou tendo que conter deram um jeito de pegar certa carona na sua aqui… rsrs

        Aliás, se eu estava com dúvidas quanto a baixar esse disco (apenas por uma questão de prioridade na imeeeensa fila do que tenho pra baixar), agora ele passou na frente de todos os outros, só pelo gosto…

        Há-braços solidários!

  3. É lamentável ver tais falas ignorantes sobre música estampadas num site tão precioso como esse. Ainda bem que existe lucidez, inteligência, conhecimento. Bela réplica, PQP.

  4. Fui obrigado a sair de meu exílio voluntário para comentar o que não tem nem deve ser comentando, pois, como diria o saudoso Odorico Paraguaçú “A inguinorânça é o que extravanca o pogresso”. Tenho certeza que existem pessoas que levantam de manhã e pensam, hoje vou fazer alguma merda, estragar um ambiente, atropelar alguém, ou xingar alguém. O Mano PQP até se deu ao trabalho de responder, eu nem teria deixado ir ao ar esse monte de bobagem que o tal do Gabriel escreveu aí em cima. Lamento que tenha sido numa das primeiras postagens do Carlinus, que trouxe um cd que eu particularmente procurava há algum tempo (para ser sincero até duvidava de sua existência), e que não consegui baixar ainda devido aos problemas de minha internet. O que tenho a te dizer Carlinus é que temos de aguentar esse tipo de imbecilidade todos os dias. Vais reparar nos comentários que eles sempre vão aparecer. A questão é que estamos muito expostos devido ao relativo sucesso do blog. Este foi um dos motivos que me levaram a deixar a equipe. Interessante reparar que o tal do Gabriel é que eu mesmo postei um cd do tal do Chick o que? tocando o mesmo Mozart ano passado. E com um tal de Keith Jarrett tocando o mesmo Mozart, este também um representante daquela música que você considera de gueto. Ah, esse tal de Keith alguma coisa também gravou praticamente toda a obra de papai Bach, sendo considerado um excepcional intérprete.
    Volto a repetir, Carlinus, baita postagem, com três gênios da música do século XX. Ah, e claro, seja muito bem vindo ao grupo!

  5. Deixa ver se eu entendi. Jazz é submúsica porque surgiu nos guetos? Hum! O Blues seria submúsica porque é feita preponderantemente por negros? Hum! Caraca! Se ambientação contar alguma coisa, então é merda pura a gente ouvir música que era “trilha sonora” de banquete de um monte de nobres enfiando pedaços de frango em bolsos de colete. OU apresentações de música sacra para populacho que não estava nem ai para o que estava tocando. Toda a música que ouvimos hoje está historicamente descontextualizada. Nunca ouviremos Mozart com o espírito de um nobre decadente ou de um burguês revolucionário. Fica um ranso de argumento de autoridade. Existe boa música e música ruim e o “bom” e o “ruim” paga um tributo enorme aos gostos estéticos. Imbecilidade é deixar de ouvir Wagner porque Hitler gostava de ouvi-lo ou achar Jazz submúsica porque nasceu no gueto. Tudo bem, vou jogar fora toda música ocidental porque ela nasceu nas abadias e mosteiros, produzida por monges obscurantistas que fizeram um monstro que se misturou a inúmeras formas de música popular de origem celta, árabe e outras tantas determinações sem DNA claramente identificado. Essa ansiedade pelo mito do purismo é essencialmente fascista!

  6. Excelente sua colocação, Erasmo. O comentário do elemento acima é antes de tudo fascista. Mas deixemos de lado isso, creio que o PQP já deu por encerrada a discussão.

  7. Ah Gabriel, PQP e equipe disponibilizam um material de altíssimo nível para todos nós nos fartamos das mais belas melodias compostas pelo ser humano, não gostas de jazz, confesso que também não, mas não pelo fato de o mesmo ter surgido em um gueto americano, aí você está sendo preconceituoso, Mozart também era um plebeu como bem lembrou o rapaz acima, Villa-Lobos era filho de funcionário público, vivia no meio de chorões, que eram considerados vagabundos no ínicio do século passado, se fores parar para pensar com atenção, todos os gênios vieram das camadas mais pobres das sociedades em que estavam inseridos, analisemos portanto e somente os aspectos músicais, se a música surgiu em um gueto, ou no palácio de versailles, tanto faz, o que importa é a mensagem e a beleza que ela levará às pessoas, fica com Deus!

  8. Erasmo:
    Belíssima a sua apologia ao pensamento do anfitrião deste site e de todos que comungam com ele!

    A postura por trás desta crítica infeliz faz-me lembrar o conceito de “música degenerada” que os nazistas defendiam. Além do mais, quero citar que em Direito, o “dever de provar é de quem alega”. Se este indivíduo realmente tem esta imensa cultura que julga ter, deveria usá-la para construir uma crítica fundamentada buscando convencer quem lê e não atacar sem uma razão consistente. Já vi críticas de homens que se dedicam a um tema, temas complexos como a música, examinando-o em todos os seus aspectos e suas diversas representações. Leiam a Apologia de Sócrates para se ter um exemplo de como um assunto foi tão examinado e defendido, ou então o diálogo atribuído a este sobre o ser e o não-ser. Ou então, “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freire, que defende que foram os negros que “colonizaram” os senhores de engenho.
    A análise de um conjunto de influências que é um gênero musical só pode ser racionalmente examinado recorrendo a instrumentos da filosofia. Só então, livres dos preconceitos comuns a quem aborda estes assuntos de MODO LEVIANO, podemos apreciar a controvérsia e os diferentes argumentos.
    Já li alhures que não existe uma cultura superior ou inferior, e a música, que é uma das exteriorizações desta, é uma manifestação do contexto onde ela surgiu. O fato do elemento físico deste contexto ser um “gueto” (a meu ver também uma forma pejorativa de se referir a alguma coisa) não prova nada.
    Ademais, preconceitos, sejam contra negros, anti-semitas ou islâmicos é o que menos precisamos hodiernamente.
    A propósito, quero citar que grandes homens, que demonstraram descomunal capacidade de compreender foram oriundos dos grupos atacados ao longo da História: Gustav Mahler (um de meus compositores prediletos), Albert Einstein, Sigmund Freud, Marcel Proust (a literatura nunca mais foi a mesma depois dele), e gênios “do gueto”: Louis Armstrong, Thelonius Monk, Miles Davis, Buddy Powell. Estes figuram na galeria dos notáveis ao lado de Shakespeare, Platão e Dante.

  9. Continuo adorando a Música Sacra Colonial Brasileira, criada nos guetos de Minas, S. Paulo, Pernambuco, por padres pretos, mulatos, pobres!
    O Fofinho Gabriel está proibido de ouví-la. Nós temos preconceito dos que têm QI negativo.

  10. Ô FDP, que ignorancia sobre o Grande Paraguaçu. A frase correta é: A inguinorancia é que astravanca o pogréssio!. Viu?

    Falando sério pessoal, tentei baixar
    W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano (Completas) – The Pianista Mozartiano`s Files
    nov.30, 2008 em Mozart, Wolfgang Amadeus, com a Ushida.

    O link não funciona, pois parece que havia um limite de downloads. Não da pra interceder perante o Senhor PQP para que poste de novo, ou atualize o link?

  11. Ao que se autodenomina Gabriel:
    Considerando que Mozart era, essencialmente, um improvisador, não faz o menor sentido o comentário depreciativo em relação ao jazz. Caso o músico de Salzburg fosse vivo e gravasse um CD de um concerto para piano seu, não tocaria com uma partitura em sua frente, mas tomaria por base apenas sua memória, como costumava fazer, improvisando totalmente as cadenzas, e recriando a parte de piano da maneira que quisesse. O que com certeza deixaria o senhor enojado.
    Ou seja, meu caro colega, Mozart era também um jazzista, embora sua linguagem HARMÔNICA fosse bem mais LIMITADA que a de Chick Corea…
    Além disso, a linguagem empregada por Chick Corea é das mais próximas à música erudita dentre os jazzistas. Suas frases são limpas, premeditadas, e dotadas de uma complexidade rítmica e estrutural ausente da maior parte da música erudita (de TODA ela, não apenas a contemporânea). De barbárie, não tem NADA. Não que um estilo mais livre seja barbárie, mas você entendeu.
    Portanto, você provou ser completamente ignorante tanto em relação a Mozart quanto a Corea.
    Negar isso é desconhecer fatos elementares da história da música, o que, na minha opinião, demonstra que você é um pirralho indigno de postar nesse blog. Aplaudo PQP por deletá-lo.
    Um esclarecimento final, seu racista: se morou em gueto ou não, Chick Corea não é negro. Tem ascendência latina e italiana. Tem mais sangue europeu do que você. Isso não significa nada para mim, mas você vai precisar conviver com isso.

  12. Hehehe, é por isso que eu gosto tanto deste blog, eu me divirto, muito bom as esplanações dos nobres colegas, só gostaria que o tal Gabriel me disesse o que ele ouve, lê e onde estudou, tá muito tradicional meu rapaz, parece o meu professor falando, beira o intolerante.

  13. Uma questão de etiqueta

    A divisão entre algums assuntos em disciplinas, cada qual distinta é algo que advem de um daqueles filosofos gregos e que perdurou; alguns, entretanto, valem-se deste tipo de artifice de forma ingenua. Por exemplo: dividem a matematica em varias areas, cada qual distina e imersa em si; dividem a biologia, a Medicina (e se imergem em, por exemplo, cirurgia tendinar das maos, obliviando-se do restante).
    Na musica é diferente? Antes de jazz, “música erudita”, choro, existe a Música. O que alguns criam rótulos agregados a noções sócio-culturais esdrúxulas, como infelizmente foi demonstrado, leve à musica de boa qualidade a ganhar rótulos, etiquetas, não cabíveis.

    Ou seja, apesar de uma leitura infeliz da Música (aquela visão compartimentalizada e arraigada em conceitos pouco fundados, ingênua, do gênero a aceitar rótulos vendidos pela indústria fonográfica ou que são, consensualmente, aceitos como símbolo de erudição), mostra-se que ainda existam muitos que ouvem música “erudita” para se atrelarem ao rótulo de “eruditos”.

    E, finalmente, antes de se postar um comentário, dever-se-ia ouvir o cd. (e tentar ao menos identificar alguns aspectos técnicos antes de rotular a música como “uma arte menor”, como fundamentos à argumentação, a que transcenda ao inóspito apresentado).

  14. Diante desta extensa réplica acima exposta convido o autor desta pretensão resistida a usar o seu direito de ser ouvido para se defender, lembrando a este que o seu silêncio implica concordância com o que a parte oposta apresentou.

    Se a parte não possui representante designado, que comunique o fato para ser nomeado um representante dativo.

  15. Me ocorreu uma lembrança agora: existe um prêmio chamado Leonie Sonning, concedido anualmente na Dinamarca a um músico pelo conjunto de sua obra. Coisa de um pouquinho mais de 100 mil dólares, mas não importa o valor assim como o milhão de dólares do Nobel não é nada em relação à mudança na vida de seus premiados.

    Importa saber que vários maestros, intérpretes e compositores vem ganhando esse prêmio, anual e concedido a somente uma única pessoa e cujo primeiro vencedor foi Stravinsky.

    Pois bem, por duas vezes na história do prêmio os agraciados foram “músicos de gueto” (e os votantes são os branquelos daneses, hein?): Miles Davis, na década de 80, e Keith Jarrett, na década que passou.

    É só dar uma busca no Google. Tô citando os dados de cabeça.

    O Leonie Sonning só perde em importância, no universo da música, para o Grawemayer, concedido por uma fundação americana em cinco categorias diferentes.

  16. Também repudio a mensagem lamentável do tal Gabriel Aguiar. Apóio irrestritamente as ações de PQP e pessoal do site.

    Só acho divertido o quanto a Lei de Godwin é infalível…! 🙂

  17. Apóio irrestritamente as ações de PQP e pessoal do blog contra o lamentável Gabriel Aguiar.

    Mas que é irresistível lembrar que a Lei de Godwin nunca falha, é! 🙂

  18. Como fui eu quem postei, lamento que tenha descambado para essa stituação. Infelizmente, o rapaz emitiu uma opinião lamentável que apenas realça a sua imaturidade e o quanto ele precisa aprender a conviver com a grandiosidade da arte – e, sobretudo, da música. Taxar a música do Corea de “música de gueto” é desconhecer a história e a complexidade do jazz e como a música de Mozart era vista na época do próprio Mozart. A indelicadeza do moço revelou um aspecto nazi-fascista que, talvez, ele não tenha se atentado. Neste instante é possível que ele esteja com a cabeça inchada e a consciência latejante. Nossos pêsames!

  19. Nada tenho a acrescentar a tudo o que foi dito. Gostaria apenas de registrar que eu não era muito fã do jazz até conhecer este Blog fantástico. Um dia, baixei a guarda e ouvi despretenciosamente um CD postado pelo Blue Dog. Adorei. Já baixei todo o conteúdo de jazz postado aqui. As vezez precisamos nos despir de preconceitos ou de “não gostos” preconcebidos (“não gosto disso”, “não gosto daquilo”, sem nunca haver experimentado – por favor, sem malícia) para apreciar as boas coisas da vida. Particularmente, isso também se aplica a música. Atualmente, acho fantástico alternar minhas audições entre o erudito e o jazz… mas é opinião pessoal. Felicito a todos aqueles que contribuem para que este seja sempre o melhor blog de música erudita da net. Sou muito grato a todos.

  20. Tenho um aparelho chamado cretinômetro,que mede a taxa de

    cretinice.Quando esta taxa está no limite do aparelho o fa-

    bricante sugere ignorar um evento tão inusitado.

    Mudando de assunto onde anda Blue Dog?

  21. Amigos do PQP, depois de longo inverno, antes do que virá em 2019, volto aqui. Nunca consegui baixar algo do pqpshare. Este cd lá estava. Cabe colocá-lo no mega.

    De um fã do Chick O Quê.

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