W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 14, 17 & 21

Este é daqueles discos necessários em qualquer boa discoteca. Quem tem vivência com eruditos até já encheu um pouco o saco; quem não tem tanta rodagem, tem que conhecer. A interpretação de Maria João Pires mais a regência de Claudio Abbado são garantia de qualidade. Ambos são competentíssimos e grandes especialistas em Mozart. Para quem está sendo apresentado às obras, procure ouvir a delicadeza do dedilhado e do som da fantástica portuguesa Maria João. O que você ouvirá é uma das mais perfeitas expressões do mestre de Salzburgo. Aproveite.

W. A. Mozart (1756-1791): Piano Concertos Nos. 14, 17 & 21

1. Mozart: Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 1. Allegro vivace 8:34
2. Mozart: Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 2. Andantino 6:51
3. Mozart: Piano Concerto No.14 In E Flat, K.449 – 3. Allegro ma non troppo 5:59

4. Mozart: Piano Concerto No.17 in G, K.453 – 1. Allegro (Live At Teatro Comunale, Ferrara 1993) 12:02
5. Mozart: Piano Concerto No.17 in G, K.453 – 2. Andante (Live At Teatro Comunale, Ferrara 1993) 9:52
6. Mozart: Piano Concerto No.17 in G, K.453 – 3. Allegretto (Live At Teatro Comunale, Ferrara 1993) 7:24

7. Mozart: Piano Concerto No.21 in C, K.467 – 1. Allegro 14:03
8. Mozart: Piano Concerto No.21 in C, K.467 – 2. Andante 6:09
9. Mozart: Piano Concerto No.21 in C, K.467 – 3. Allegro vivace assai 6:39

Maria João Pires, piano
Chamber Orchestra of Europe
Vienna Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Pires e Abbado combinam: vamos fazer o melhor Mozart que esses caras já ouviram

Pires e Abbado combinam: vamos fazer o melhor Mozart que esses caras já ouviram

PQP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony No.5 in C minor, Op.67, Robert Schumann – Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – Giulini, LAPO

41PQMW6EW1LJá fazia algum tempo que a Quinta Sinfonia de Beethoven não aparecia por aqui. O que é uma pena, convenhamos. A temos em tão alto grau de estima e a sabemos de cor, tudo bem, mas faz bem ao espírito ouvir o tchatchatchatchan. Ela faz parte de nossa vida, está embrenhada em nossa cabeça de tal forma que não há como nos desvencilharmos dela. E nem queremos também.
Para suprir essa falta que ela nos faz, trago uma versão diferente das demais, ao menos para mim. O maestro Carlo Maria Giulini é o destaque desta versão regendo a Filarmônica de Los Angeles.
A outra obra desse cd no mínimo diferente, devido a escolha do repertório, é a Terceira Sinfonia de Schumann, conhecida com Renana. Adoro seu primeiro movimento, ele é de uma beleza ímpar, com uma linha melódica tipicamente romântica, que amplia nossos sentidos. Uma verdeira obra prima.

01 – Beethoven – Symphony No.5 in C minor, Op.67 – 1. Allegro con brio
02 – 2. Andante con moto
03 – 3. Allegro
04 – 4. Allegro
05 – Schumann – Symphony No.3 In E Flat, Op.97 – Rhenish – 1. Lebhaft
06 – 2. Scherzo (Sehr mäßig)
07 – 3. Nicht schnell
08 – 4. Feierlich
09 – 5. Lebhaft

Los Angeles Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini – Conductor

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Sergey Prokofiev – Violin Concerto nº2, Violin Sonata nº1, Sonata for 2 Violins – Janine Jansen, Boris Brovtsyn, Itamar Golan, Jurowsky, LPO

61rMTbMpZcL._SL1111_Sempre em sintonia com nosso querido mentor PQPBach, eis mais um jovem talento interpretando nosso querido Prokofiev.
Os lindos olhos verdes de Janine Jansen com certeza seduzem desde o primeiro momento em que cruzamos com eles. E quando começamos a ouvir essa moça tocar seu violino entendemos que não são apenas os lindos olhos verdes que seduzem, mas também seu talento. Esse seu incrível CD intitulado apenas “Prokofiev” é uma amostra disso. Prestem atenção no belíssimo Andante do segundo movimento do concerto para violino e os senhores entenderão do que estou falando.

01 Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63_ I. Allegro moderato
02 Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63_ II. Andante assai
03 Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63_ III. Allegro, ben marcato

Janine Jansen – Violin
London Philharmonic Orchestra
Vladimir Jurowski – Conductor

04 Sonata in C Major for 2 Violins, Op. 56_ I. Andante cantabile
05 Sonata in C Major for 2 Violins, Op. 56_ II. Allegro
06 Sonata in C Major for 2 Violins, Op. 56_ III. Commodo (Quasi allegretto)
07 Sonata in C Major for 2 Violins, Op. 56_ IV. Allegro con brio

Janine Jansen & Boris Brovtsyn – Violins

08 Sonata for Violin and Piano No. 1 in F Minor, Op. 80_ I. Andante assai
09 Sonata for Violin and Piano No. 1 in F Minor, Op. 80_ II. Allegro brusco
10 Sonata for Violin and Piano No. 1 in F Minor, Op. 80_ III. Andante
11 Sonata for Violin and Piano No. 1 in F Minor, Op. 80_ IV. Allegrissimo

Janine Jansen – Violin
Itamar Golan – Piano

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Janine-Jansen

Janine Jansen – Linda, talentosa, enfim, perfeita !!!

 

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Serguei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Concertante, Op. 125 / Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 119

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Pois é, posso dizer algo que parece louco? Esta gravação de Chang e Pappano vence o clássico registro de Rostropovich e Ozawa. Antes que você comece a espernear me chamando de insensato, não custa dar uma espreitadinha no CD deste post, um verdadeiro milagre. Com isso, não digo que Chang seja uma violoncelista nem um ser humano maior do que o lendário russo, apenas digo que ela, anos depois, venceu-o num terreno inusitado, onde Rostrô é Rei: o da esplêndida Sinfonia Concertante de Prokofiev. É uma pena, gente, mas a fila anda e nossas certezas vão embora como lágrimas na chuva.

Han-na Chang

Han-na Chang com seu violoncelo

Serguei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Concertante, Op. 125 / Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 119

Sinfonia concertante, Op.125
1. I. Andante 10:07
2. II. Allegro giusto 16:46
3. III. Andante con moto 10:08

Cello Sonata, Op.119
4. I. Andante grave – Moderato animato – Andante grave, come prima – Allegro animato 11:40
5. II. Moderato – Andante dolce – Moderato primo 4:48
6. III. Allegro, ma non troppo – Andantino – Allegro, ma non troppo 8:09

Han-Na Chang, violoncelo
London Symphony Orchestra
Antonio Pappano, regência e piano

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E a coreana ainda rege!

E a coreana ainda rege!

PQP

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Österreich (1664-1735): Psalms & Cantatas

Österreich: Psalms & Cantatas
Weser-Renaissance Bremen
Manfred Cordes

Georg Österreich (batizado em 17 de março de 1664 – 06 de junho de 1735) foi um compositor barroco alemão e colecionador. Ele é considerado o fundador da chamada coleção Bokemeyer (alemão: Sammlung Bokemeyer), que agora está depositada no Staatsbibliothek em Berlim e é considerada uma das coleções de música mais importantes do final do 17º século e início do século 18.

Filho de um fabricante de cerveja, ele recebeu suas primeiras aulas de música de seu padrinho, Johann Scheffler, “cantor” em Magdeburg. Com a recomendação de Scheffler ele foi aceito no Thomasschule zu Leipzig. Seu professor Johann Schelle reconheceu seu prematuro talento extraordinário. Como resultado, Österreich deixou Leipzig em 1680, e mudou-se para Hamburgo, onde ele continuou sua educação musical. Ao mesmo tempo, ele se tornou violinista no Gänsemarktoper. No outono de 1683, ele se matriculou na Universidade de Leipzig e, um ano mais tarde, seu talento foi reconhecido novamente, desta vez como um tenor na ópera de Hamburgo. Em 1689 ele foi contratado como Kapellmeister pelo Duque de Schleswig-Gottorf.

Österreich era um apaixonado colecionador de música, acumulando um número considerável de obras de 1670 a 1730, que formam a base da coleção Bokemeyer. Esta coleção é atualmente mantida no Staatsbibliothek, em Berlim. É considerada inestimável, porque muitas vezes é a única fonte de muitas obras de compositores famosos, incluindo Dietrich Buxtehude, Nicolaus Bruhns, Johann Rosenmüller, Matthias Weckmann, Vincent Lübeck e Johann Philipp Krieger.

Para Osterreich, contraponto e canon eram manifestações concretas da “ordem de Deus” (Ordnung Gottes), e sua elaboração revela a essência divina, insondável da criação de Deus, não apenas como uma metáfora de Sua ordem, mas como a realização concreta dessa ordem.

Österreich: Psalms & Cantatas
Georg Österreich (Germany, 1664-1735)
1. Sie ist fest gegründet (Psalm 87)
2. Herr Jesu Christ, wahr’ Mensch und Gott (choralkantate)
3. Dixit Dominus Domino meo (Psalm 110)
4. Der Gerechten Seelen sind in Gottes Hand (Trauerkantate)
5. Und Jesus ging aus von dannen (Evangelienkantate zu Matthäus 15, v 21ff)

Österreich: Psalms & Cantatas
Weser-Renaissance Bremen & Manfred Cordes

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Boa audição.

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Avicenna

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Luigi Boccherini (1743-1805) – Cello Concertos vol. 2 – Tim Hugh, SCO, Halstead

61OsXFH5EwL._SL1087_Com o perdão do atraso, eis aí o segundo volume desta bela série do violoncelista inglês Tim Hugh interpretando as obras de Boccherini. Lindas melodias, exploradas com maestria pelo solista, com discreta porém eficiente parceria da ótima Scottish Chamber Orchestra dirigida por Anthony Halstead.
Gosto muito desse período de transição na história da música. Lembremos que quando Boccherini nasceu dois dos maiores compositores de todos os tempos ainda viviam, Bach e Haendel, sem esquecermos de Telemann e VIvaldi, para citar alguns. O ambiente musical então era riquíssimo.
Duas curiosidades sobre o cellista Tim Hugh: ele foi alunos de duas lendas do instrumento, Aldo Parisot e Jacqueline Du Pré. E além de músico também é médico.
Mas vamos ao que viemos, pois o tempo urge.

P.S. Infelizmente não tenho o terceiro CD da coleção. Aceitamos contribuições.

01 – Cello Concerto in E flat major, G. 474- Allegro con spirito
02 – Cello Concerto in E flat major, G. 474- Larghetto
03 – Cello Concerto in E flat major, G. 474- Rondo-Comodo assai-Rondo
04 – Cello Concerto in A major, G. 475- No. 1, Allegro
05 – Cello Concerto in A major, G. 475- No. 2, Adagio
06 – Cello Concerto in A major, G. 475- No. 3, Allegro
07 – Cello Concerto in D major, G. 476- No. 1, Allegro
08 – Cello Concerto in D major, G. 476- No. 2, Adagio
09 – Cello Concerto in D major, G. 476- No. 3, Allegro

Tim Hugh – Cello
Scottish Chamber Orchestra
Anthony Halstead – Conductor

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W.A. Mozart (1756-1791): Complete Piano Variations (4 CDs)

Esta pequena caixa de CDs contém obras muito desiguais. Algumas peças são boníssimas e outras talvez sejam encomendas feitas por pianistas iniciantes, tal a simplicidade. Porém, trata-se de um repertório quase inexplorado e a sacada da Bis e do pianista Brautigam em realizar a série tem enormes méritos. Afinal, a fluência de ideias, a beleza e a lógica inerente à escrita para piano são admiráveis em Mozart. Brautigam usa um fortepiano Paul McNulty (modelado a partir de um após um Anton-Gabriel Walter de 1795).

Se você ama Mozart de paixão, este repertório raríssimo é imperdível…

Mozart: Complete Piano Variations (4 CDs)

CD 1
1. 12 Variations In C Major On “Ah, Vous Dirai-Je Maman”
2. 8 Variations In G-Major On “Laat Ons Juichen, Batavieren!” (Christian Ernst Graaf)
3. 12 Variations In B-Flat Major On An Allegretto
4. 12 Variations In E-Flat Major On “La Belle Françoise”
5. 6 Variations In F Major On “Salve Tu, Domine” (From Paisello, I Filosofi Immaginarii)
6. Praeludium (Modulating F Major – E Minor)
7. Rondo In A Minor

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CD 2
1. 10 Variations En G Majeur
2. Ouverture : Ouverture
3. Ouverture : Allemande
4. Ouverture : Courante
5. Kleiner Trauermarch In E-Moll: Marche Funebre Del Sig.R Maestro Contrapunto
6. Acht Variationen In F-Dur
7. Zwölf Variationen In C-Dur
8. Clavierstück In F-Dur
9. Fantastic Fragment In D-Moll

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CD 3
1. 8 Variations in F major on ‘Ein Weib ist das herrlichste Ding’, K.613
2. Praludium in C major, K.284a
3. Praludium (Fantasie) und Fuge in C major, K.394 – I. Prelude
4. Praludium (Fantasie) und Fuge in C major, K.394 – II. Fugue
5. 12 Variations in E-flat major on a Romance ‘Je suis Lindor’, K.354
6. Gigue in G major, K.574
7. Adagio in B minor, K.540

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CD 4
1. Neun Variationed in D-Dur, K.573
2. Sechs Variationed in G-Dur, K.180
3. Neun Variationed in C-Dur, K.264
4. Thema in F-Dur mit funf Variationen, K.Anh 138a
5. Sieben Variationed in D-Dur, K.25
6. Zwei Variationed in A-Dur, K.460
7. Rondo in D-Dur, K.485

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Ronald Brautigam, pianoforte

Ronald Brautigam, o holandês que enfrentou todo este repertório raro de Mozart

Ronald Brautigam, o holandês que enfrentou todo este repertório raro de Mozart

PQP

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The Dmitri Shostakovich Edition – CDs 22, 23 e 24 de 27

SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL!!!

Ah, há um erro perfeitamente suportável no Moderato da Sonata para Piano N° 2 e o Quarteto Nº 9 comento mais quando chegarmos ao 10º e ao 11º.

CD 22

Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 40 (1934)

A Sonata em Ré Menor Op. 40 foi composta em 1934, no período em que Shostakovitch apaixonara-se por uma jovem estudante, o que ocasionou um efêmero divórcio de sua esposa Nina. O compositor dedicou esta sonata ao violoncelista Victor Lubatski e ambos a estrearam em Moscou, no dia 25 de dezembro de 1934.

O primeiro movimento (Allegro non troppo) é escrito em forma sonata. O primeiro tema, bastante extenso, é apresentado pelo violoncelo, acompanhado por arpeggios do piano e depois desenvolvido por este até seu clímax; o segundo tema, muito mais delicado, é, contrariamente, apresentado pelo piano e imitado pelo violoncelo. Durante o desenvolvimento o primeiro tema ganha motivos rítmicos, mas logo o afetuoso segundo tema reaparece. Tudo parece em ordem, encaminhando-se para o final do movimento, mas Shostakovitch nos surpreende ao inserir alguns acordes em staccato do piano, acompanhados por notas sustentadas pelo violoncelo, o que faz com que a música torne-se quase estática. É uma estranha preparação para o que se ouvirá no segundo movimento (Allegro) o qual é um scherzo típico de Shostakovitch. Trata-se de um frenético ostinato que é interrompido por um tema apresentado pelo piano que, apesar de mais tranqüilo, é também muito pouco contemplativo. O terceiro movimento (Largo) faz-lhe intenso contraste, pois é uma melodia tranquila e vocal, acompanhada pelo piano de forma introspectiva, dissonante e um tanto fúnebre. O Allegro final é um rondó bastante irônico no qual o tema principal é apresentado três vezes, ligados, a cada intervalo, por estranhas e vertiginosas cadenzas.

Cello Sonata in D minor Op. 40
1. Allegro non troppo  11:18
2. Allegro  3:14
3. Largo  7:00
4. Allegro  3:49

5. Piano Sonata No. 1 Op. 12  12:24

Piano Sonata No. 2 Op. 61
6. Allegretto  7:31
7. Largo  7:22
8. Moderato  11:55

Total:  64:23

Timora Rosler, cello
Klára Würtz, piano (1-4)
Colin Stone, piano (5-8)

CD 23

Quarteto de Cordas Nº 2, Op. 68 (1944)

Este trabalho em quatro movimentos foi escrito em menos de três semanas. A abertura é uma melodia de inspiração folclórica, tipicamente russa. O grande destaque é o originalíssimo segundo movimento, Recitativo e Romance: Adagio. O primeiro violino canta (ou fala) seu recitativo enquanto o trio restante o acompanha como se estivessem numa ópera ou música sacra barroca. O Romance parece música árabe, mas não suficientemente fundamentalista a ponto que a Al Qaeda comemore. Segue-se uma pequena valsa no mesmo estilo. O quarto movimento é um Tema com variações que fecha brilhantemente o quarteto.

É curioso que neste quarteto, talvez por ter sido composto rapidamente, há uma musicalidade simples, leve e nada forçada. Talvez nem seja uma grande obra como os Quartetos Nros. 8 e 12, mas é dos que mais ouço. Afinal, esta é uma lista pessoal e as excentricidades valem, por que não?

Quarteto de Cordas Nº 8, Op. 110 e Sinfonia de Câmara, Op. 110a – Arranjo de Rudolf Barshai (1960)

Na minha opinião, o melhor quarteto de cordas de Shostakovich. Não surpreende que tenha recebido versões orquestrais que até hoje são gravadas, como a que coloco à disposição abaixo. Trata-se de uma obra bastante longa para os padrões shostakovichianos de quarteto; tem cinco movimentos, com a duração total ficando entre os 20 minutos (na versão para quarteto de cordas) e 26 (na versão orquestral). O quarteto abre com um comovente Largo de intenso lirismo, o qual é seguido por um agitado Allegro molto, de inspiração folclórica e que fica muito mais seco na versão para quarteto. O terceiro movimento (Allegretto) é uma surpreendente valsinha sinistra a qual é respondida por outra valsa, muito mais lenta e com um acompanhamento curiosamente desmaiado. O quarteto é finalizado por dois belos ; o primeiro sendo pontuado por agressivamente por um motivo curto de três notas e o segundo formado por mais uma fuga a quatro vozes utilizando temas dos movimentos anteriores.

Quarteto Nº 13, Op. 138 (1970)

Um pouco menos funérea que a Sinfonia Nº 14, este quarteto foi escrito nos intervalos do tratamento ortopédico que conseguiu devolver-lhe do parte do movimento das mãos e antes do segundo ataque cardíaco. O décimo-terceiro quarteto é um longo e triste adagio de cerca de vinte minutos. O quarteto foi dedicado ao violista Vadim Borisovsky, do Quarteto Beethoven, e a viola não somente abre o quarteto como é seu instrumento principal. Trata-se de um belo quarteto em que a tranqüilidade só é quebrada por um pequeno scherzando estranhamente aparentado do bebop (sim, isso mesmo).

String Quartet No. 2 in A major Op. 68 (1944)
1. Overture (moderato con moto)  8:03
2. Recitative & Romance (adagio)  10:53
3. Waltz (allegro)  5:59
4. Theme & variations (adagio)  10:47

String Quartet No. 8 in C minor Op. 110 (1960)
5. Largo  4:40
6. Allegro molto  2:45
7. Allegretto  4:16
8. Largo  4:33
9. Largo  4:04

String Quartet No. 13 in B flat minor Op. 138 (1970)
10. Adagio  20:44

Total:  77:05

Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van den Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello

CD 24

Quarteto de Cordas Nº 7, Op. 108 (1960)

Mais um quarteto de Shostakovich com um lindíssimo movimento lento, desta vez baseado no monólogo de Boris Godunov (ópera de Mussorgski baseada em Puchkin), e mais um finale construído em forma de fuga, utilizando temas do primeiro movimento. Uma pequena e curiosa joia de onze minutos.

String Quartet No.3 in F major Op.73 (1946)
1. Allegretto  6:40
2. Moderato con moto  4:54
3. Allegro non troppo  4:01
4. Adagio  5:41
5. Moderato  10:40

String Quartet No.7 in F sharp monor Op.108 (1960)
6. Allegretto  3:33
7. Lento  3:36
8. Allegro  6:03

String Quartet No.9 in E flat major Op.117 (1964)
9. Moderato con moto  4:20
10. Adagio  4:34
11. Allegretto  3:47
12. Adagio  3:32
13. Allegro  9:54

Total:  71:38

Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van de Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello

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O compositor com um поросёнок nas mãos

O compositor com um поросёнок nas mãos

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas for Violin & Harpsichord – Carmignola, Marcon

FrontNa certeza de que este CD já havia sido postado, deixei-o de lado nos últimos meses. Mas para minha surpresa, na verdade ele nunca apareceu cá pelas bandas do PQPBach. O que é uma boa notícia, afinal trata-se de dois estupendos músicos, especialistas no repertório barroco, encarando a obra de nosso Johann Sebastian.

Estas sonatas já apareceram por aqui em outras ocasiões, com outros intérpretes tão competentes quanto Carmignola / Marcon. Então por que estou as trazendo novamente? Simples, porque nós do PQPBach somos como caçadores do Santo Graal das gravações, gostamos de ouvir todas as possibilidades possíveis dentro da infindável variedade de possibilidades existentes no mercado. Não sei porque adquirimos esse vício, pertencemos àquele restrito mundo de metidos que enche a boca para dizer que prefere Rachel Podger tocando Bach à Viktoria Mullova, que as gravações históricas são superiores àquelas feitas pelas grandes orquestras, que citam nomes complicados como Harnoncourt ou Leonhardt … enquanto isso, 99,9% da população mundial não entende patavina do que estamos falando.
Então talvez seja para mostrar o porque preferimos Podger à Mullova, ou até mesmo ao Carmignola, que trazemos esses cds. Assim os senhores podem entender um pouco mais do que estou falando.
Ah, sim, tratam-se de dois cds absolutamente IM-PER-DÍ-VEIS !!

CD 1

01. Sonata No.1 in B minor for Violin and Harpsichord, BWV 1014  I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro
05. Sonata No.2 in A major for Violin and Harpsichord, BWV 1015  I. (Dolce)
06. II. Allegro
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto
09. Sonata No.3 in E major for Violin and Harpsichord, BWV 1016  I. Adagio
10. II. Allegro
11. III. Adagio ma non tanto
12. IV. Allegro

CD 2

01. Sonata No.4 in C minor for Violin and Harpsichord, BWV 1017  I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04.  IV. Allegro
05. Sonata No.5 in F minor for Violin and Harpsichord, BWV 1018  I. Largo
06. II. Allegro
07. III. Adagio
08. IV. Vivace
09. Sonata No.6 in G major for Violin and Harpsichord, BWV 1019  I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro (harpsichord solo)
12. IV. Adagio
13. V. Allegro

Giuliano Carmignola – Violin
Andrea Marcon – Harpsichord

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Violin Concerto in E minor, Op. 64 / Violin Concerto in D minor

Fazia algum tempo que este concerto de Mendelssohn não aparecia por aqui, por isso resolvi trazê-lo, neste belo CD de nossa musa Viktoria Mullova, gravado em 1991, com a Academy of St. Martin in the Fields, dirigido pelo eterno Neville Marriner. Um CD impecável, ainda mais com este trio em ação.

Mullova gravou este mesmo concerto em outra ocasião, em 2005, se não estou enganado, com o Gardiner e seu conjunto Orchestre Revolutionnaire et Romantique, mas prefiro esta versão que ora vos trago, que traz uma Mullova mais jovem e solta. Sei lá. Vá entender o gosto dos outros. A outra obra é o não tão conhecido Concerto em D Minor, concerto que tem poucas gravações.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847):
Violin Concerto in E minor, Op. 64 / Violin Concerto in D minor

01 – Violin Concerto in E minor, Op. 64_ I. Allegro molto appassionato
02 – Violin Concerto in E minor, Op. 64_ II. Andante
03 – Violin Concerto in E minor, Op. 64_ III. Allegretto non troppo – Allegro molto

04 – Violin Concerto in D minor_ I. Allegro molto
05 – Violin Concerto in D minor_ II. Andante
06 – Violin Concerto in D minor_ III. Allegro

Viktoria Mullova – Violin
Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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Tantas histórias para contar a teu respeito, Mullova...

Tantas histórias para contar a teu respeito, Mullova…

FDPBach

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Dmitri Shostakovich – Complete Symphonies – CD 4 de 11 – Symphony No. 7 in C major, Op. 60 ‘Leningrad’ – Kondrashin, MPSO

CD4 (1)O quarto CD dessa incrível caixa traz a imensa Sétima Sinfonia, talvez a mais polêmica obra do compositor. Maiores detalhes sugiro postagens anteriores do mano PQPBach, este sim um especialista na vida e obra de Shostakovich.

01. Symphony No. 7 in C major, Op. 60 ‘Leningrad’ I. Allegretto
02. Symphony No. 7 in C major, Op. 60 ‘Leningrad’ II. Moderato (Poco allegretto)
03. Symphony No. 7 in C major, Op. 60 ‘Leningrad’ III. Adagio
04. Symphony No. 7 in C major, Op. 60 ‘Leningrad’ IV. Allegro non troppo

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
Kiril Kondrashin – Conductor

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Dmitri Shostakovich – The Complete Symphonies – CD 3 de 11 – Symphony No. 5 in D minor, Op. 47, Symphony No. 6 in B minor, Op. 54 – Kondrashin, MPSO

CD3 (1)Talvez pelo fato de ter sido a primeira sinfonia de Shostakovich que ouvi na minha vida,  e umas três décadas, ou talvez por ser a mais popular e de mais fácil assimilação, a Quinta Sinfonia é a que mais gosto. Shosta não é um compositor de fácil compreensão em um primeiro contato. Você precisa acostumar os ouvidos, e esperar que o condutor também ajude nesse processo. E como nestas gravações que ora vos trago a condução está ao cargo de Kirill Kondrashin fica tudo mais fácil e até divertido. O lendário maestro foi um dos regentes favoritos do próprio Shostakovich, inclusive eram amigos próximos.

01. Symphony No. 5 in D minor, Op. 47 I. Moderato
02. Symphony No. 5 in D minor, Op. 47 II. Allegretto
03. Symphony No. 5 in D minor, Op. 47 III. Largo
04. Symphony No. 5 in D minor, Op. 47 IV. Allegro non troppo
05. Symphony No. 6 in B minor, Op. 54 I. Largo
06. Symphony No. 6 in B minor, Op. 54 II. Allegro
07. Symphony No. 6 in B minor, Op. 54 III. Presto

Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Complete Symphonies, CD 2 de 11 – Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 – Kondrashin, MPSO

CD2 (1)Estivemos no meio de uma enxurrada de postagens de Mozart, e agora temos uma enxurrada de Shostakovichs. Mas não creio que alguém vai reclamar. Estas gravações que ora vos trago são históricas, gravadas no apogeu da Guerra Fria. Esqueçam Haitink, Barshai, e não sei mais quem. Kirill Kondrashin é o nome do cara. Sim, claro que estou exagerando, o ideal é deixar todas estas gravações juntas, para serem analisadas, comparadas, etc. Ouvi-las à exaustão, para melhor indentificarem as diferenças de leitura de cada um destes grandes maestros.
E vamos ao que viemos.

01. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 I. Allegretto poco moderato
02. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 II. Moderato con moto
03. Symphony No. 4 in C minor, Op. 43 III. Largo
04. October, Symphonic Poem, Op. 131

Moscow Philharmonics Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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W. A. Mozart (1756-1791): Os Maiores Concertos para Piano (mesmo?)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Friedrich Gulda disse numa entrevista que queria morrer no dia do aniversário de seu compositor predileto, Mozart. Conseguiu o feito; e aparentemente sem provocá-lo! Morreu em 27 de janeiro de 2000. Mas este não é o maior milagre de Gulda. O pianista não era nada ortodoxo e demonstrava um enorme desprezo pelas autoridades da Academia de Viena e outras. Uma vez foi-lhe oferecido o prêmio “Beethoven Ring”, pelas suas interpretações do compositor, mas o prêmio foi recusado por Gulda. Além disso, ele gravou um disco de jazz com Chick Corea, escreveu um Prelúdio e Fuga em ritmo de jazz que foi interpertado por Emerson, Lake & Palmer, compôs Variações sobre Light My Fire, de The Doors. Também gravou standards do jazz no álbum As You Like It.

Mas nem só de estrepolias é feito o austríaco. Ele foi profe de Martha Argerich e Claudio Abbado e é com seu pupilo que realizou estas gravações seminais dos maiores concertos de Mozart. Eu concordo com a escolha. Quem não gostar dela que reclame nos comentários. Sera inútil mas pode ser divertido. Talvez eu me irrite se começarem a citar concertos mais jovens. Aliás, já estou ficando meio puto. Vão se fuder.

Mozart: Maiores Concertos para Piano

1. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Allegro
2. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Romance
3. Concerto No.20 In D Minor, K 466 / Rondo

4. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Allegro
5. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Andante
6. Concerto No.21 In C Major, K.467 / Allegro Vivace

7. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Allegro Maestoso
8. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Andante
9. Concerto No.25 In C Flat Major, K.503 / Allegretto

10. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Allegro
11. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Larghetto
12. Concerto No.27 In B Flat Major, K.595 / Allegro

Friedrich Gulda, Piano
Vienna Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado, Conductor

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Gulda e Abbado, dupla perfeita para a serena ousadia mozartiana

Gulda e Abbado, dupla perfeita para a serena ousadia mozartiana

PQP

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Jean Sibelius (1865-1957), Violin Concerto in D Minor, op. 47, Sergei Prokofiev (1891-1953) – Violin Concerto nº2 in G Minor, op. 63, Alexander Glazunov (1856-1936) – Violin Concerto in A Minor, op. 82 – Heifetz,

img068Preparem-se pois lá vem chumbo grosso. Mas não precisam se preocupar… a munição é apenas música de excepcional qualidade interpretada por um dos maiores, quiçá o maior violinista do século XX.
Jascha Heifetz estabeleceu um novo padrão de referência quando começou a destacar-se como solista. Nada foi como antes depois dele. A frase ficou esquisita, mas acho que os senhores entenderam. E também creio que esse gigante dispensa apresentações. Qualquer coisa, podem fuçar o Google, a Wikipedia, etc.
E chega de papo…

01 – Sibelius_ Violin Concerto in D minor. op.47 – 1. Allegro moderato
02 – Sibelius_ Violin Concerto in D minor. op.47 – 2. Adagio di molto
03 – Sibelius_ Violin Concerto in D minor. op.47 – 3. Allegro , ma non tanto

Jascha Heifetz – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Walter Hendl – Conductor

04 – Prokofiev_ Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – 1. Allegro moderato
05 – Prokofiev_ Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – 2. Andante assai
06 – Prokofiev_ Violin Concerto No.2 in G minor, op.63 – 3. Allegro ben marcato

Jascha Heifetz – Violin
Boston Symphony Orchestra
Charles Munch

07 – Glazunov_ Violin Concerto in A minor, op.82 – 1. Moderato
08 – Glazunov_ Violin Concerto in A minor, op.82 – 2. Andante sostenuto
09 – Glazunov_ Violin Concerto in A minor, op.82 – 3. Tempo I
10 – Glazunov_ Violin Concerto in A minor, op.82 – 4. Allegro

RCA Victor Symphony Orchestra
Walter Hendl

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Antonin Dvorak – Cello Concerto in B Minor, op .104, Robert Schumann – Cello Concerto, op. 129 – Janos Starker, Slatkin,

img062Alguém pediu dia desses o Concerto para Cello de Schumann com o Janos Starker? Acho que sim. Se não pediram essa versão, lamento, foi apenas essa versão que achei na minha bagunça. mas independentemente disso, Janos Starker foi um dos grandes violoncelistas do século XX, e sua profunda sensibilidade faz destas duas gravações, tanto do Schumann quanto do Dvorák, momentos de grande beleza, profundidade e delicadeza.
Sei que ando bem displicente com minhas postagens, mas a correria do dia a dia tem me afastado cada vez mais do blog, já expliquei a situação pros meus colegas. As coisas então tem de seguir aos trancos e barrancos.

01 – Dvorák Op.104 I. Allegro
02 – II. Adagio ma non troppo
03 – III. Allegro moderato

Janos Starker – Cello
Saint Louis Symphony Orchestra
Leonard Slatkin – Conductor

04 – Schumann, op. 128 I. Nicht zu schnell
05 – II. Langsam
06 – III. Sehr lebhaft

Janos Starker – Cello
Bamberger Symphoniker
Denis Russel Davis – Conductor

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Mozart (1756-1791): Piano Sonata Nº 8 in A Minor, K.310 / Berg (1885-1935): Piano Sonata op. 1 / Liszt (1811-1886): Piano Sonata in B Minor S. 178 / Bartók (1881-1945): Romanian Folk Dances BB 68

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Se eu já era fã da Hélène Grimaud, a cada novo CD seu me torno ainda mais fã. E não apenas por sua beleza estonteante, mas principalmente pelo seu enorme talento, que a cada novo cd se solidifica cada vez mais.

Os grandes intérpretes, aqueles que efetivamente tem talento, não temem ousar. Avançam fronteiras, quebram paradigmas, enfim, ousam. Não se importam se alguns poucos “entendidos” torçam o nariz, e considerem de menor valor ou importância. Continuam ousando. Isso marca sua carreira e sua personalidade se impôe.
Quando vi este cd pela primeira vez não tinha como não me surpreender: Mozart, Berg, Liszt e Bártok, tudo isso junto ? Será que a bela e talentosa Hélène Grimaud surtou de vez ? Mas lendo o texto que consta no verso da capa do cd acho que entendi a sua proposta: a eterna contraposição emoção x razão (voltarei à esta questão logo, logo, numa outra série de postagens). Se suas escolhas de repertório foram adequadas não cabe aqui discutir. Mas não dá para tirar o mérito da empreitada. A forte carga dramática que impõe em sua leitura da conhecidíssima Sonata K. 310 de Mozart pode não agradar à alguns puristas (felizmente não sou um deles), mas é por demais emocionante, vide o segundo movimento, um Andante Cantabile maravilhosamente interpretado. Viciado que fui durante muitos anos na leitura seca e pragmática destas obras, por vezes soando quase cômica, de Glenn Gould, ao ouvir Grimaud tocando esta sonata sinto-me tão feliz por ouvir Mozart sob essa ótica! Um comentarista da amazon considera esta leitura de Grimaud da sonata de Mozart “beethoveniana” em sua essência, como se ela estivesse tocando, por exemplo, a Sonata “Tempestade” do gênio de Bonn. Vendo por este prisma, até podemos concordar.

Depois de uma leitura beirando a perfeição da complexa Sonata op. 1 de Berg, temos o grande “tour de force” do CD: A Sonata em Si Menor De Liszt, uma das maiores peças já escritas para o instrumento, que exige do pianista um virtuosismo absurdo. Mas Grimaud já é suficientemente madura para encarar a empreitada. E o virtuosismo é o seu principal trunfo. Ela se impõe ao instrumento e à obra, e não se deixa engolir pelas diversas armadilhas escondidas em seus longos trinta minutos de duração. Não sou músico mas não duvido que após encarar um “tour de force” destes, o intérprete sinta-se esgotado fisica e emocionalmente. A carga dramática é intensa e constante, e a quantidade de notas que Liszt colocou no papel podem soar desnecessárias, mas ali estão e exigem do pianista total concentração. E para quem já viu uma apresentação de Grimaud pelo menos em um vídeo do Youtube, sabe que sua entrega é total.

O CD se completa com algumas peças deliciosas de Bartók, baseadas no folclore romeno.

Ah, preciso dizer que se trata de um CD IM-PER-DÍ-VEL ?

P.S. Um grande amigo do blog, o Milton Ribeiro, se gabava há um tempo atrás de que iria a Paris e Londres, e teria a oportunidade de assistir à um recital da francesinha. Conseguistes assistir, Milton? Estou curioso para saber… e creio que os outros colegas do blog também.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Sonata nº8 in A Minor, K.310 – Alban Berg (1885-1935) – Piano Sonata op. 1 – Franz Liszt (1811-1886) – Piano Sonata in B Minor S. 178 – Béla Bartók (1881-1945) – Romanian Folk Dances BB 68

01. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – I. Allegro maestoso
02. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – II. Adante cantabile con espressione
03. Mozart – Piano Sonata No.8 in A minor K. 310 – III. Presto
04. Berg – Piano Sonata Op.1
05. Liszt – Piano Sonata in B minor S 178
06. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Joc cu bata. Allegro moderato
07. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Braul. Allegro
08. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Pe loc. Andante
09. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Buciumeana. Moderato
10. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Poarga romaneasca. Allegro
11. Bartok – Roman nepi tancok BB 68 – Maruntel. Allegro

Hélène Grimaud, Piano

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helene grimaud pianist

FDPBach

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.: interlúdio :. Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert

1962. Charlie Mingus reuniu uma banda imensa que incluía Clark Terryn, Eric Dolphy, Jaki Byard e o amigo de sempre Dannie Richmond. Um disco estranho, muito livre e surpreendente. Destaque para a música preferida de meu filho, a visceral e poética Freedom, escrita sobre poema de Mingus contra o racismo. E há únicos trechos gravados por Mingus de sua obra-prima “Epitaph” (uma das maiores peças de jazz já escritas, com mais de duas horas de música e que já foi gravada em DVD. Sim, tenho. Ganhei… do meu filho). Atenção para My Search e Portrait. O que me surpreende é que a maioria dos fãs de Mingus rejeitam este disco. Não entendo. Gostar de Mingus e ter problemas com modernagens? Não, né?

Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert

1. Freedom (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 3:47
2. Freedom (Part 2) (aka Clark In The Dark) (1994 Digital Remaster) 3:14
3. Osmotin’ (Live) (Digitally Remastered) 2:50
4. Epitaph (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 7:03
5. Peggy’s Blue Skylight (Live) (Digitally Remastered) 5:21
6. Epitaph (Part 2) (Live) (Digitally Remastered) 5:10
7. My Search (Live) (Digitally Remastered) 8:09
8. Portrait (Live) (1994 Digital Remaster) 4:34
9. Duke’s Choice (aka Don’t Come Back) (Digitally) (Live) (1994 Digital Remaster) 5:12
10. Please Don’t Come Back From The Moon (Live) (Digitally Remastered) 7:24
11. In A Mellow Tone (AKA Finale) (Live) (Digitally Remastered) 8:21
12. Epitaph (Part 1-Alt. Take) (Live) (Digitally Remastered) 7:23

Músicos:
Snooky Young, Ernie Royal, Richard Williams, Clark Terryn, Eddie Armour, Lonnie Hillyer, Rolf Ericson (trompete)
Quentin Jackson, Britt Woodman, Jimmy Cleveland, Willie Dennis, Eddie Bert, Paul Faulise
(trombone)
Eric Dolphy, Charles McPherson, Charlie Mariano, Buddy Collette (sax alto)
Romeo Penque (oboe)
Zoot Sims, George Berg (sax tenor)
Jerome Richardson, Pepper Adams (sax barítono)
Danny Bank (clarineta baixo e clarineta)
Jaki Byard, Toshiko Akiyoshi (piano)
Les Spann (guitarra)
Charles Mingus, Milt Hinton (baixo)
Dannie Richmond (bateria)
Warren Smith (vibrafone, percussão)
Grady Tate (percussão)
Melba Liston, Bob Hammer, Gene Roland (arranjos)

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Era bom ser Charlie Mingus, mas dava trabalho.

Era bom ser Charlie Mingus, mas dava trabalho.

PQP

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Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda

Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda, em apresentação na Igreja de Saint-Eustache, em Paris, 1999.

Em março de 1999, a cidade de Paris, na França, foi palco da 40ª Reunião Anual dos Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, com o tema “Desenvolvimento e Cultura”. Para abrilhantar a programação festiva do evento, um banco privado brasileiro patrocinou a apresentação do Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda, sob os arcos da famosa Igreja de Saint-Eustache.

O Canto Gregoriano – breve notas sobre sua glória

Por sua singularidade musical, o canto gregoriano sempre transforma o público presente às celebrações litúrgicas do Mosteiro de São Bento em platéia emocionada.

É importante sublinhar que as melodias gregorianas foram criadas para a oração: o canto gregoriano é oração cantada. E esse canto, a uma só voz, a todos prende pela melodia, mesmo depois, já no silêncio da capela.

Os textos, em sua maioria, foram retirados da Sagrada Escritura, daí a profundidade e a riqueza do canto.

E as composições foram criadas na língua latina. Podemos dizer que esse tipo de canto supõe o latim, tal é o suporte que lhes oferecem as próprias palavras nascidas no Latium. O laço entre o latim e o canto gregoriano é tão estreito que se torna difícil cantar os mesmos textos em língua vernácula. Os Monges do Coro do Mosteiro de São Bento fizeram algumas experiências com melodias silábicas, como, por exemplo, o Gloria da Missa XV, o hino das Laudes de Páscoa, o Pai-Nosso, alguns hinos de Completas, etc. Os resultados agradaram aos ouvidos sensíveis.

Do imenso repertório de peças do canto gregoriano, selecionamos algumas, extraídas dos tempos fortes da liturgia da Igreja: Natal, Páscoa e Pentecostes.

Para preservar um repertório desses, só mesmo uma comunidade consagrada a isso, como a dos Monges do Mosteiro de São Bento. Na santa paz desse mosteiro, os monges cultivam o canto gregoriano, um canto muito antigo, flor de uma produção de séculos de cristianismo. Aqui, venerar é ouvir.

(extraído e adaptado do encarte)

01. Sinos em Saint-Eustache
02. Discurso do Sr. Enrique Iglesias

1ª PARTE

INTRODUÇÃO
03. Gaudeamus – Intróito da Missa de São Bento

QUARESMA E SEMANA SANTA
04. Attende, Domine – Canto responsorial
05. Exsurge … – Intróito de uma Missa Quaresmal
06. Lamentatio e Oratio Jeremiae Prophetae – Leituras do antigo Ofício de Trevas
07. Audi benigne – Hino de Vésperas
08. Christus … – Responsório gradual da Quinta-Feira Santa
09. Gloria, laus … – Hino ao Cristo Rei (da liturgia do Domingo de Ramos)
10. Ubi Caritas … – Canto ao lava-pés

PÁSCOA
11. Surrexit Dominus … – Responsório breve das Vésperas
12. Victimae Paschali Laudes – Sequência da Páscoa
13. Alleluia … – Da Missa da Ascensão

PENTECOSTES
14. Spiritus Domini – Intróito da missa
15. Veni, Sancte Spiritus – Sequência
16. Factus est repente – Antífona da Comunhão

INTERVALO
17. Órgão em Sanit-Eustache

2ª PARTE

ADVENTO E NATAL
18. Rorate – Canto responsarial
19. O Sapientia – Antífona maior do Magnificat
20. Hodie … – Antífona do Magnificat
21. Christe Redemptor – Hino de Vésperas
22. Puer natus … – Motete natalino
23. Kyrie IX – do ato penitencial
24. Puer … – Intróito da missa do dia
25. Stella ista – Antífona de Vésperas (Epifania)

PEÇAS EM PORTUGUÊS ADAPTADAS AO CANTO GREGORIANO

HINOS DE TERÇAS E COMPLETAS
26. Terça
27. Completas I
28. Completas II
29. Onde o Amor e a Caridade – Canto ao lava-pés
30. Pai-Nosso

ANTÍFONAS MARIANAS
31. Ave Regina Caelorum
32. Salve Regina

FINAL
33. Aleluia

Coro do Mosteiro de São Bento de Olinda – 1999
Mestre do coro e solista: Gerardo de Barros Wanderley
Coordenador musical: Antonio Alves
Solistas: Ormindo Pires Filho e Paulo da Silva Cavalcanti
Organista: Silvio Lúcio Milanez de Medeiros
e um coro com “20 vozes escolhidas por Deus.”

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XLD Rip | 322,9 MB | Encarte incluido |

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MP3 320 kbps | 139,9 MB | Encarte incluido |

powered by iTunes 12.1.2 | 1,0 h

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Boa audição.

Avicenna

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Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigais — Livros 4 e 5

Este disco é uma grande realização artística. Vocês não podem imaginar o que canta esta turma do Anthony Rooley. Especialmente Emma Kirkby dá um show nessas canções do nosso inventor da ópera. Creio que os pequenos madrigais de Monteverdi jamais receberam tratamento tão luxuoso, tão sensível. Porém, para o gosto estragado de PQP Bach, dez minutos dos madrigais de Monteverdi servem para que ele caia irremediavelmente nos braços de Morfeu. Então, ele ouviu o CD em várias sessões curtas. E sempre dormiu embalado e apaixonado por vozes celestiais.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigais — Livros 4 e 5

CD 1
1. Book 4, SV 75-93: 1. Ah dolente partita!
2. Book 4, SV 75-93: 2. Cor mio, mentre vi miro
3. Book 4, SV 75-93: 3. Cor mio, non mori?
4. Book 4, SV 75-93: 4. Sfogava con le stelle
5. Book 4, SV 75-93: 5. Volgea l’anima mia
6. Book 4, SV 75-93: 6. Anima mia perdona. Prima parte
7. Book 4, SV 75-93: 7. Che se tu se’il cor mio. Seconda parte
8. Book 4, SV 75-93: 8. Luci serene e chiare
9. Book 4, SV 75-93: 9. La piaga c’ho nel core
10. Book 4, SV 75-93: 10. Voi pur da me partite
11. Book 4, SV 75-93: 11. A un giro sol de’ begl’occhi
12. Book 4, SV 75-93: 12. Ohimè, se tanto amate
13. Book 4, SV 75-93: 13. “Io mi son giovinetta”
14. Book 4, SV 75-93: 14. Quel augellin che canta
15. Book 4, SV 75-93: 15. Non più guerra pietate
16. Book 4, SV 75-93: 16. Sì ch’io vorrei morire
17. Book 4, SV 75-93: 17. Anima dolorosa
18. Book 4, SV 75-93: 18. Anima del cor mio
19. Book 4, SV 75-93: 19. Longe da te cor mio
20. Book 4, SV 75-93: 20. Piagn’ e sospira
21. Con che soavità, labbra odorate (from Book 7), SV 139
22. Mentre vaga Angioletta ogn’anima gentil cantando alletta (from Book 8), SV 157
23. Tempro la cetra (from Book 7), SV 117

CD 2
24. Book 5, SV 94-106: 1. Cruda Amarilli
25. Book 5, SV 94-106: 2. O Mirtillo, Mirtill’, anima mia
26. Book 5, SV 94-106: 3. Era l’anima mia
27. Book 5, SV 94-106: 4. Ecco, Silvio
28. Book 5, SV 94-106: 5. Ma se con la pietà
29. Book 5, SV 94-106: 6. Dorinda, ah! dirò
30. Book 5, SV 94-106: 7. Ecco, piegando
31. Book 5, SV 94-106: 8. Ferir quel petto
32. Book 5, SV 94-106: 9. Ch’io t’ami
33. Book 5, SV 94-106: 10. Deh! Bella e cara
34. Book 5, SV 94-106: 11. Ma tu, più che mai dura
35. Book 5, SV 94-106: 12. Che dar più vi poss’io
36. Book 5, SV 94-106: 13. M’è più dolce il penar
37. Book 5, SV 94-106: 14. Ahi, come a un vago sol
38. Book 5, SV 94-106: 15. Troppo ben può
39. Book 5, SV 94-106: 16. Amor, se giusto sei
40. Book 5, SV 94-106: 17. “T’amo mia vita!”
41. Book 5, SV 94-106: 18. E così a poc’ a poco
42. Book 5, SV 94-106: 19. Questi vaghi concenti
43. Ogni amante è guerrier (from Book 8), SV 151

Emma Kirkby, Poppy Holden, Evelyn Tubb (sopranos)
Cathy Cass, Mary Nichols (altos)
Joseph Cornwell, Paul Elliott, Andrew Lawrence-King (tenors)
Richard Wistreich, John Milne, David Thomas (basses)

The Consort of Musicke – Anthony Rooley (cond.)

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Monteverdi

Monteverdi: o importante é que ele não era apenas um rostinho… Deixa pra lá!

PQP

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