.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

jazz contemporaries

Esse não é o Jazz Contemporaries que Freddie Hubbard montou em 1957 com James Spaulding e Larry Ridley. É o grupo cujo único rastro é esse raríssimo disco, uma gravação ao vivo no Village Vanguard em 13/02/1972, lançado pela lendária Strata-East. Rip de vinil, fora de catálogo (como a maioria das edições da Strata).

E, por pura falta de informações disponíveis, isso é tudo* que eu tenho a dizer sobre a postagem de hoje.

Ah! Embora os discos da Strata-East tenham forte relação com o soul jazz (spiritual, afro etc), esse é um caso de “aumenta que isso aí é post-bop”. Aproveite a oportunidade de ouvir Watkins e seu french horn — e Coleman tem tanto fôlego que não só derrubaria a casa dos porquinhos como os sopraria a 3km de distância. O lado B é absolutamente fantástico. Não sei porque permitem que esse disco permaneça esquecido.

Jazz Contemporaries – Reasons In Tonality (1972)

Lado A: Reasons In Tonality 24:00
Composed By – Julius Watkins
Lado B: 3-M.B. 22:45
Composed By – Keno Duke

Bass – Larry Ridley
Drums – Keno Duke
French Horn – Julius Watkins
Piano – Harold Mabern
Saxophone [Tenor] – Clifford Jordan, George Coleman

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Blue Dog

Niccolò Paganini – 24 Caprices – Shlomo Mintz (REVALIDADO)

0001381706_350REVALIDADO POR VASSILY EM 31/7/2015

Apesar das intrigas dos infieis, nosso pachorrento SAC (Serviço de Atendimento ao Chororô) não é nem a casa de tolerância, nem o balde de estrume que alguns dizem ser, não.

Provo: anteontem um pessoal pediu para revalidar os links dessa baita gravação dos Caprichos de Paganini com Shlomo Mintz e – voilà – eis que eles ressurgem aqui sob a guarda do ultraconfiável servidor PQPShare.

Faço minhas as palavras do camarada FDP: a gravação é um banquete pantagruélico de dificuldades de arrepiar os cabelos. O israelense Mintz – apesar de já ter as madeixas ruivas naturalmente arrepiadas – tira de letra, sem arrepios adicionais, as velhaquices propostas por Paganini. Os contemporâneos acreditavam que o legendário violinista e compositor, distinto tanto pelo virtuosismo quanto pelo que chamaram de “fealdade fascinante”, estudara violino com o Cramulhão. Mintz logra uma proeza inatingível a uma boa parte dos intérpretes, com ou sem a mãozinha do Canhoto: fazer estas peças horrendamente difíceis soarem como música, que chega até – como no célebre Capricho no.24 – a ser muito boa.

A impressão que realmente se tem é de que as possibilidades técnicas do instrumento estejam todas exploradas, tocadas e exauridas – ainda que nessa obra, estranhamente, o cadavérico genovês não tenha lançado mão dos célebres harmônicos duplos (efeitos semelhantes a silvos, muito agudos e de difícil execução) de que tanto abusou em seus concertos.

Vassily Genrikhovich

————

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH, EM 7/5/2013

O cara tem de ter um pé na insanidade para encarar a gravação destes 24 caprichos de Paganini, porque o negócio não é brincadeira não. Não conheço o linguajar técnico do violino, mas acho que todas as possibilidades do instrumento foram exploradas nestas pequenas peças para violino solo. Reconheço que ainda prefiro seus concertos para violino de Paganini e que esse excesso de técnica e virtuosismo me cansa por vezes, mas não seria louco a ponto de dizer que Shlomo Mintz não dá um show de interpretação e de virtuosismo neste CD e que não tem uma  técnica apuradíssima. O ruivinho mata a pau… Divirtam-se…

01. Capriccio 1 – Andante en mi major
02. Capriccio 2 – Moderato en si minor
03. Capriccio 3 – Sostenuto – Presto – Sostenuto en mi minor
04. Capriccio 4 – Maestoso en do minor
05. Capriccio 5 – Agitato en la minor
06. Capriccio 6 – Lento en sol minor/
07. Capriccio 7 – Posato en la minor
08. Capriccio 8 – Maestoso en mi bemol major
09. Capriccio 9 – Allegretto en mi minor
10. Capriccio 10 – Vivace en sol minor
11. Capriccio 11 – Andante – Presto – Tempo I en do major
12. Capriccio 12 – Allegro en la bemol major
13. Capriccio 13 – Allegro en si bemol major
14. Capriccio 14 – Moderato en mi bemol major
15. Capriccio 15 – Posato en mi minor
16. Capriccio 16 – Presto en sol minor
17. Capriccio 17 – Sostenuto – Andante en mi bemol major
18. Capriccio 18 – Corrente – Allegro en do major
19. Capriccio 19 – Lento – Allegro assai en mi bemol major
20. Capriccio 20 – Allegretto en re major
21. Capriccio 21 – Amoroso – Presto en la major
22. Capriccio 22 – Marcato en fa major
23. Capriccio 23 – Posato en mi bemol major
24. Capriccio 24 – Tema, Quasi Presto – Variazioni – Finale en la minor

Shlomo Mintz – Violin

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Shlomo+Mintz
Mas esse guri toca muito esse violino…!!!

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

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A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!
A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu, PQP Bach, estava em férias e voltei hoje. Sou uma humilde pessoa que não ganha muito, mas que guarda algum. Então, estive em Londres, Roma e Praga, onde — adivinhem? — assisti um monte de concertos. O Rudolfinum de Praga à beira do Moldávia… A Saint-Martin-in-the-fields… O Queen Elisabeth Hall… O Royal Festival Hall… O Barbican Hall… O festival The Rest is Noise, baseado na obra de Alex Ross no Southbank Center…

Então, ainda sob a influência destes 20 maravilhosos dias, deixo para vocês um CD espetacular e cheio de prêmios Diapason d`Or, Choc, etc.

O Quarteto Schumann interpreta dois Quartetos para Piano, um melhor do que o outro. É música da melhor qualidade e a interpretação é sensacional.

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899)
Piano Quartet in A major Op.30
1. Piano Quartet in A major Op.30 : Animé 11:55
2. Piano Quartet in A major Op.30: Très calme 10:07
3. Piano Quartet in A major Op.30: Simple et sans hâte 4:05
4. Piano Quartet in A major Op.30: Animé 12:19

Gabriel Fauré (1845-1924)
Piano Quartet no.1 in C minor Op.15
5. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto moderato 9:57
6. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Scherzo (Allegro vivo) 5:40
7. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Adagio 7:18
8. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto 8:11

Quatuor Schumann

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quatuor-schumann

PQP

George Frideric Handel (1685-1759) – Complete Chamber Works -Cd 2 de 5 – Violin Sonatas, Oboe Sonatas – L’Ecole D´Orphé

Box FrontO segundo cd da coleção de música de câmara de Handel traz sonatas para violino e para oboé. O violinista é o John Holloway, que já passou aqui pelo PQPBach diversas vezes. É figurinha carimbada quando se trata de interpretações históricas, um dos pioneiros da área e um grande especialista em violino barroco.
Gosto de trazer estas coleções para os senhores poderem entender o processo de evolução criativa do compositor. Quando se trata de Handel, estamos falando de um dos principais compositores da história da música ocidental, um gênio do barroco, contemporâneo de Bach, inclusive nasceram no mesmo ano, e que assim como o gênio de Leipzig, foi fundamental no desenvolvimento da própria escrita musical, desenvolvendo estilos, criando novas possibilidades para os mais diversos instrumentos.

1 – Violin Sonata in A major, HWV361
2 – Violin Sonata in G minor, HWV364a
3 – Oboe Sonata in B flat major, HWV357
4 – Violin Sonata in D minor, HWV 359a
5 – Oboe Sonata in C minor, HWV366
6 – Violin movement in A minor
7 – Violin movement (allegro) in C minor, HWV 408
8 – Oboe Sonata in F major, HWV 363a
9 – Violin Sonata in D major, HWV371

John Holloway – Violin
Davi Reichenberg – Oboe
Susan Sheppard – Cello
Lucy Carolan – Harpsichord

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George Frideric Händel (1685-1759) – Complete Chamber Music – CD 1 de 6 – L´Ecole d´Orphée

Box FrontNão sei o que aconteceu com os colaboradores do PQPBach ! verifiquei agora que já algum tempo ignoramos totalmente George Frideric Haendel, um dos maiores compositores do barroco, e um gênio da mesma estatura de nosso pai musical, Johann Sebastian.
Vou tentar suprir essa falta tremenda, trazendo algumas preciosidades que tenho em meu acervo. Começo com essa coleção, que lembro de já ter começado há algum tempo atrás. Trata-se da obra de câmara dele, pouquíssimo gravada e divulgada, e não entendo o porque, já que existem verdadeiras jóias escondidas ali. Essa caixa é uma pequena maravilha, e traz músicos do nível de John Holloway, um dos principais nomes do violino barroco, do flautista Stephen Preston, do cravista Robert Wooley, entre outros, não tão conhecidos, mas igualmente brilhantes.
O primeiro CD traz as Sonatas para flauta, magnificamente interpretadas por Preston.
Espero que apreciem, pois eu já sou suspeito para falar qualquer coisa, temendo ser repetivo ou óbvio.

01 – Flute Sonata in E minor (Op.11a), HWV 379
02 – Flute Sonata in A minor (Halle Sonata No.1), HWV 374 (possibly spurious)
03 – Flute Sonata in E minor (Halle Sonata No.2), HWV 375 (possibly spurious)
04 – Flute Sonata in B minor (Halle Sonata No.3), HWV 376 (possibly spurious)
05 – Flute Sonata in D major, HWV 378
06 – Flute Sonata in G major (Op.15), HWV 363b
07 – Flute Sonata in B minor (Op.19b), HWV 367b
08 – Flute Sonata in E minor (Op.11b) HWV 359b

Stephen Preston – Flute
Susan Sheppard – Cello
John Toll – Harpsichord
Lucy Carolan – Harpsichord

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Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

sacra voxPelo título do CD, percebe-se o nicho de repertório no qual o grupo coral carioca Sacra Vox é especializado. Estive no concerto de lançamento deste álbum – em junho de 2007, na Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro – e fiquei contentei por um segmento tão específico ter conseguido fazer florescer obras tão boas quanto as deste disco. Se seus ouvidos são abertos às linguagens contemporâneas, quando bem utilizadas, eis uma boa experiência à qual você pode se lançar sem receios.

Porém, se você acha que tudo que se faz aqui no Brasil é reciclagem do que se faz no resto do mundo, que as gravações sempre deixam a desejar, que as interpretações idem etc. etc. não discordo totalmente – apenas lamento que isso seja muitas vezes um ponto de partida para não se experimentar a música clássica brasileira. Fiz esse adendo porque, por exemplo, ainda me surpreendo com a relativamente baixa quantidade de downloads dos concertos para violino de Guarnieri ou das obras de Amaral Vieira em geral (ainda que este tenha uma claque fiel no blog). Se não consigo ser persuasivo o suficiente pra quebrar uma resistência irracional ou pelo menos para fazer alguém experimentar e me dizer “não gostei” (no caso do Concerto para piano de Hekel Tavares), só me resta forjar dados nas próximas postagens, tal qual: José Siqueira com a Filarmônica de Berlim, Radamés Gnatalli por Maurizio Pollini ou Francisco Mignone nas mãos de Martha Argerich (risos).

***

Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

1-2. Kyrie & Gloria – Rodrigo Cicchelli
3. Árvore da vida – Eduardo Biato
4-7. Atalanta Fugiens II – Pauxy Gentil Nunes
8. Buscando a Cristo – Marcos Vinicio Nogueira
9-12. Missa Brevis in honorem Sancti Francisci Assisiensis – Ernani Aguiar
13. Glória – Roberto Macedo Ribeiro
14-18. Sacra Cantilena – João Guilherme Ripper
19. Ave Maria – Jorge Armando

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Sacra Vox: alto nível de interpretação
Sacra Vox: alto nível de interpretação

CVL

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Complete Symphonies – CD 8 de 11 – Symphony nº 12 in G Minor, “1917” – Op. 112- Kodrashin, MPSO

CD8 (1)Mais um volume desta série incrível, longa, porém altamente recomendável, com as sinfonias de Shostakovich, interpretadas pelo seu amigo pessoal, Kirill Kondrashin.
Aqui temos a sinfonia que o compositor fez em homenagem à Revolução de 1917 e é dedicada à memória de Lenin.
Como já comentei anteriormente, nosso querido mentor PQPBach está trazendo outra série de gravações de Shostakovich, e, como especialista que é na obra do russo, descreve com maiores detalhes essa sinfonia. Sugiro sua leitura.

01. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ I. Revolutionary Petrograd Moderato – Allegro
02. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ II. Razliv (The Flood) Allegro – Adagio
03. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ III. ‘Aurora’ L’istesso tempo – Allegro
04. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ IV. The Dawn of Humanity L’istesso tempo – Allegretto
05. The Execution of Stepan Razin, Poem, Op. 119

Vitaly Gromadski – Bass
Russian State Choral Chapel
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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.: intermezzo :. Marcondes Falcão Maia (1957): A besteira é a base da sabedoria (1995)

.: intermezzo :. Marcondes Falcão Maia (1957): A besteira é a base da sabedoria (1995)

Bem, caros visitantes. O CD ora postado possui uma importância tão capital no contexto da música clássica brasileira contemporânea que nem sei.

A besteira é a base da sabedoria (1995) – terceiro álbum do cantor e compositor cearense Falcão, preconceituosamente intitulado de “brega” – talvez seja um dos mais ricos em elementos de paráfrase e paródia na década de 90, não só partindo da música popular, mas (inconscientemente ou não) também da música erudita.

Uma análise das referências musicais do disco pode, sem titubeios, auxiliar a compreender a síntese de várias correntes estéticas que emergiram ao longo do século XX, e ali presentes. Em Esculhambação, sim. Frescura, não, por exemplo, evidencia-se a mensagem de cunho político, influenciada por obras como a Sinfonia das Diretas de Jorge Antunes ou Mamãe, eu quero votar de Gilberto Mendes, porém dentro da verve satírica peculiar a Falcão (“Será o caralho?!”)

Sem precedentes pode considerada a concepção de um moteto responsorial para um réquiem em A terra há de comer (já que eu não comi), enquanto Homem é homem teve de mudar seu subtítulo original, Hommage (ou Femmage) pour Britten, por conta da previsível falta de conhecimento do público sobre o compositor britânico.

Porém nada supera a genial transformação de My world dos Guns N’Roses num minicompêndio da música de concerto do século XX, o Concerto em qualquer tom para triângulo e roi-roi. Em nenhuma outra composição brasileira dos últimos tempos é possível achar um entrecruzamento de matizes estéticos tão díspares quanto o deboche à la Satie; o percussionismo de Edgard Varèse e Amadeo Roldan; a sobreposição da própria voz gravada em diferentes canais, como Ute Lemper ao gravar canções de cabaré de Spoliansky; a utilização estilizada do rap e da polifonia semifalada, tal qual – respectivamente – em O anjo esquerdo da história e Beba Coca-Cola de Gilberto Mendes; a predominância do minimalismo e a marca stravinskiana nos poucos acordes bitonais sampleados.

***

A Besteira é a base da sabedoria

1.”Esculhambação sim. Frescura, não!”  3:39
2.”A terra há de comer (já que eu não comi)”  3:07
3.”Lends picantis in anus autrem q’sucus est”  4:41
4.”A besteira é a base da sabedoria”  3:22
5.”Caubói do Ceará”  3:13
6.”Mais antes mamãe não tivesse me(n)tido”  3:42
7.”Confesso que fresquei”  3:13
8.”Se eu morrer sem gozar do seu amor, minha alma lhe persegue de pau duro”  3:12
9.”Todo castigo pra corno é pouco”  3:25
10.”Não tem jeito que dê jeito”  3:59
11.”Holliday foi muito”  3:26
12.”Concerto em qualquer tom para triângulo e roe-roe”  2:24

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PS 1: Este post é dedicado aos ouvintes puristas e carracudos deste blog.
PS 2: Licença, que tá na hora de tomar meu comprimido de Zyprexa.

Elegância
Elegância

CVL

.: interlúdio :. Dinah Washington sings the Blues, 1954-61

Publicado originalmente em 12.08.2012

Acho que conheci o nome Dinah Washington lendo James Baldwin, nos anos 70 – a década onde, sinceramente, parece terminar toda cultura estadunidense que agrada & interessa o monge Ranulfus.

Mas em qual livro desse tremendo prosador que foi Baldwin, nem sempre condignamente traduzido em português? Quero crer que foi em Numa Terra Estranha (Another Country), dignissimamente traduzido por Érico Veríssimo, e escrito em 1962, um ano antes da morte de Dinah aos 39. Se a memória não está a fantasiar, em mais de uma ocasião algum personagem sentia que as letras cantadas por Dinah dialogavam com suas situações de vida, o que contribuiu para a sensação de identificação existencial, pois também nós, no Brasil, costumamos (ou costumávamos?) levar nosso cotidiano como que em diálogo com letras do nosso cancioneiro popular.

Porém, apesar de a prosa de Baldwin ser certamente a que mais me arrastou, entre todos os autores dos EUA que eu tenha lido, foi só dois anos atrás que ouvi Dinah Washington pela primeira vez. Afinal, nos anos 70 o acesso a música era bem mais limitado; eu já gastava quase integralmente meus parcos ganhos em LPs (traduzindo para as novas gerações: vinis), mas não conseguia adquirir nem 20% do que queria conhecer. Tristes tempos em que não havia mp3… nem (para mim) o Avicenna, que em março de 2010 me postou aqui uma coleção de suas badaladas baladas.

Na ocasião Ranulfus ainda nem era oficialmente da gang, mas tramou-se num vasto papo sobre como a voz da moça lhe agradava, mas não os arranjos violinosos das baladas, que lhe soavam como vinho adoçado, quando seus ouvidos costumam preferir bebida seca… E através desse papo acabou adquirindo este Dinah Washington sings the Blues, bem mais ao seu gosto.

Dia desses, então, uma amiga andava à procura de Dinah e eu recomendei que baixasse os dois discos do PQP, o das baladas e o dos blues. E aí pra minha surpresa ela me revelou que não havia nenhum disco da Dinah cantando blues no PQP – quer dizer: de onde foi que eu baixei?

Ora, o que menos importa é como a coisa baixou, desde que esteja lá em cima quando se precisar dela – e foi assim que o monge Ranulfus decidiu fazer esta pequena contribuição para o enriquecimento do repertório dinahwashingtoniano do PQP.

Quem foi Dinah Washington? Como viveu? Qual sua importância e diferencial entre as divas do jazz e do blues? Ora, para isso vocês têm o Google, seus preguiçosos! Se eu procurei e achei em minutos, por que não vocês? – hehehe. Mas compartilho – por que não? – algumas expressões que me pareceram especialmente pertinentes: “fantástico senso de fraseado e de ataque”, “voz aguda arenosa, salgada, marcada por uma clareza de dicção absoluta, e por um fraseado em recortes (clipped), tipicamente blues”.

De resto, encontrei também que as dezesseis faixas desta seleção foram gravadas entre 1954 e 1961, com músicos como Charlie Shavers, Clark Terry, Urbie Green, Lucky Thompson, Milt Hinton e Wynton Kelly, sendo muitas delas arranjadas e produzidas pelo onipresente Quincy Jones.

E agora chega de fala e vamos ao canto, né?

DINAH WASHINGTON SINGS THE BLUES

1. Show Time 2:55
2. Time Out For Tears 2:54
3. Trouble In Mind 2:22
4. A Bad Case Of The Blues 2:36
5. Is You Is Or Is You Ain’t My Baby? 2:42
6. Bad Luck 2:50
7. You Don’t Know What Love Is 3:59
8. Trouble In The Lowlands (Back Water Blues) 9:10
9. Blue Gardenia 5:15
10. Soft Winds 3:00
11. Somewhere Along The Line 2:38
12. Salty Papa Blues 2:27
13. Make The Man Love Me 5:30
14. Lingering 2:24
15. Since I Fell For You 3:14
16. No More 3:18

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Ranulfus

Isaac Albéniz – Iberia – Alicia de Larrocha (links revalidados)

LINKS REVALIDADOS POR VASSILY EM 21/7/2015

Porque uma gravação tão essencial não poderia sumir assim, no éter.

Mais abaixo, a postagem original do colega FDP Bach, com links revalidados.

E, como ligeiro “tapa” antes do prato principal, aqui vai a deliciosa interpretação de Larrocha para o Tango em Ré maior, Op. 165, também de Albéniz. Difícil imaginá-lo melhor:

¡Buen provecho!

Vassily

ooOoo

POSTAGEM ORIGINAL DE 12/7/2009, POR FDP BACH:

>Continuando a série dedicada à música espanhola, trago um cd duplo com a grande pianista espanhola Alicia de Larrocha interpretando a obra prima de seu conterrâneo Isaac Albéniz, Iberia. Eis a descrição da obra, de acordo com a Wikipedia:

La suite Iberia, escrita por Isaac Albéniz, fue compuesta entre 1905 y 1909 (fecha de la muerte del compositor), y es quizás la más importante obra de la literatura pianística española, así como una de las cimas de la música para piano de todos los tiempos. De ella dijo Olivier Messiaen: “es la maravilla del piano, ocupa quizá el más alto puesto entre las más brillantes muestras del instrumento rey por excelencia”. No debe confundirse con la Suite española Op. 47, también de Albéniz.

Consta de cuatro cuadernos de tres piezas cada uno.

* Cuaderno 1. Fue dado a conocer en la Sala Pleyel de París el 9 de mayo de 1906 por Blanche Selva, enversión simplificada. La misma pianista fue la encargada de estrenar el resto de la obra.
– Evocación. Consta de cuatro partes que recuerdan vagamente la forma sonata: un primer tema en la bemol menor (con la indicación “alegreto expresivo”) seguido de un intermedio con ritmo de fandanguillo y un segundo tema en do bemol mayor. Continua con reapariciones del intermedio, y de los dos temas (el segundo en la bemol mayor). Termina con un recuerdo al fandanguillo en pianísimo.

– El Puerto. Es la pieza más corta de la colección. Hace referencia al puerto de Cádiz (la tacita de plata). Comienza con una introducción que servirá como fórmula de acompañamiento de gran parte de la pieza. Le siguen el primer tema (con la indicación allegro commodo) y el segundo tema, en el que utiliza el mismo acompañamiento de la introducción pero con un matiz suave. El desarrollo viene indicado como “muy lángido” y en él podemos encontrar influencias claras de Debussy tanto en la sutileza armónica como en el empleo de la escala por tonos.
– Fragmento de ‘El Corpus Christi en Sevilla’ en el que se realiza la notación en 3 pentagramas.

– El Corpus en Sevilla. Es la pieza más larga del primer cuaderno y a la vez la que entraña una mayor complejidad técnica en su ejecución. Cabe destacar a este respecto la escritura en tres pentagramas de algunos pasajes de la obra y las numerosas indicaciones de matices, expresión y fraseo que el compositor dejó plasmadas. La pieza comienza con una representación pianística de unos redobles de tambor a los que le sigue el primer tema, la marcha, con la indicación “allegro giocoso”. Le sigue un segundo tema, la saeta, con un aire más tranquilo. Después de una transición de carácter flamenco llegamos a un desarrollo muy rico contrapuntística y rítmicamente hablando. Concluye la pieza con un nuevo tema muy calmado en pianísimo.

* Cuaderno 2. Las tres piezas que componen este cuaderno se estrenaron en San Juan de Luz el 11 de septiembre de 1907.

– Rondeña. Saltarina pieza que alterna ritmos 6/8 y 3/4, propios de la petenera. La sección central, a modo de copla, pone el contraste por su brillantez.

– Almería. Extraña pieza llena de contrastes, con tonos melancólicos y alegres en alternancia, pasajes de poética ensoñación frente a otros de opulencia sonora y ritmo marcado. El final de esta pieza es bellísimo.

– Triana. Una de las más divulgadas piezas de Albéniz. Evoca el barrio sevillano a través de una seguiriya bulliciosa y colorista, dentro de una estilización poética que no cae en el folclore tópico. Hay en toda la pieza una elegancia de fraseo y un señorío de la mejor ley.

* Cuaderno 3. Se dio a conocer en París, en casa de la Princesa de Polignac, en 2 de enero de 1908. Está formada por <<El Albaicín>>, <<El Polo>> y <<Lavapiés>>.

–  El Albaicín. Pieza inspirada en este barrio granadino que mantiene un extraordinario y original juego rítmico. Éste se mantiene a lo largo de toda la página, con infinitas facetas. Parece un cante jondo melancólico, unas veces misterioso y otras apasionado. Son de destacar el rítmico y originalísimo arranque de la pieza así como las numerosas referencias a arpegios y rasgueos característicos de la guitarra flamenca. La primera sección alterna una rica y viva colección de temas de resonancias flamencas con otro tema más pausado, misterioso y profundo, como el cantaor que desgrana su quejío con un ligero acompañamiento de fondo. La segunda sección, de gran contraste con la anterior, presenta un bellísimo tema de un lirismo apasionado, arrebatador. Finalmente, una tierna, casi amorosa reexposición del mismo tema remata la pieza de manera magistral. El Albaicin es considerada por muchos la obra maestra dentro de esa gran obra maestra que es Iberia.

–  El Polo. Esta pieza nos lleva a un ámbito mucho más sosegado que la anterior. Pese a que <<El Polo>> es un cante jondo de tendencias trágicas, Albéniz da una visión desenfada y voluptuosa, sobre todo en su segunda parte, de ecos ravelianos.

–   Lavapiés. Pieza que evoca el popular barrio madrileño mediante un curioso ritmo de habanera en el que se entremezcla, en una ensoñación señorial y levemente melancólica, el tono castizo y chulesco propio del organillo.
Cuaderno 4. Se estrenó el 9 de febrero de 1909 en París, en la Sociedad Nacional de Música.

– Málaga. Nos encontramos con ua extraordinaria dificultad rítmica que aumenta a medida que avanza la pieza. Se repiten reminiscencias de cante que se hacen más poderosas y que, tras un breve pasaje en piano, se rematan en dos contundentes acordes.

– o Jerez. Controlada en su apasionamiento, de la línea más cantabile -aúnque con pasajes rítmicos endiablados-, es esta pieza señorial y refinada.

– Eritaña. Una de las páginas más deslumbrantes del pianismo español. Sobre unas sevillanas a moto perpetuo, se trazan imágenes que alcanzan un ritmo arrollador. Estamos ante una apoteosis de la danza. Hay color, alegría y una complejidad para el pianista verdaderamente terrible. Debussy dijo de ella: “Nunca la música ha alcanzado expresiones tan diversas. Los ojos se cierran como fatigados de haber contemplado tantas imágenes”.

Além de Iberia, também temos nestes cds a “Suite Española” . Novamente recorro à ajuda da Wikipedia para a descrição dessa obra:

La Suite Española Op. 47 del compositor español Isaac Albéniz está compuesta principalmente de obras escritas en 1886 que se agruparon en 1887, en honor de la Reina de España. Como muchas de las obras para piano de Albéniz, estas piezas son cuadros de diferentes regiones y músicas de España. Esta obra se inscribe dentro de la corriente nacionalista relacionada con el Romanticismo. Albéniz estaba entonces bajo el influjo de Felipe Pedrell, quien lo apartó de la música de salón estética europeística y lo atrajo hacia el nacionalismo, en este caso español. Pero, por otro lado, el suyo es un nacionalismo pasado por el tamiz del refinamiento y la estilización.

Los ocho títulos originales son Granada, Cataluña, Sevilla, Cádiz, Asturias, Aragón, Castilla y Cuba; pero sólo los tres primeros títulos y Cuba aparecieron en la colección original. Las demás piezas se publicaron en ediciones posteriores y a menudo con títulos distintos. El editor Hofmeister publicó los ocho títulos de la Suite española en 1912, después de la muerte de Albéniz. Lo hizo tomando otras piezas para los cuatro títulos restantes, ya que esas piezas no reflejan muy exactamente la región geográfica a la que se refieren. Un caso muy claro es el de Asturias (Leyenda), cuyos ritmos de flamenco andaluz poco tienen que ver con la música de la región atlántica de Asturias. El Op. 47, número asignado por Hofmeister, no guarda relación con ningún tipo de orden cronológico en la obra de Albéniz, en la que los números de opus fueron dados aleatoriamente por los publicadores o por el mismo Albéniz. Algunas obras incluso aparecen en más de una colección.

En las obras que conforman la Suite española, el primer título hace referencia a la región que representan y el subtítulo entre paréntesis indica la forma musical de la pieza o la danza de la región retratada.

Consta de cuatro cuadernos de tres piezas cada uno.

Piezas

* Granada (Serenata)
* Cataluña (Curranda)
* Sevilla (Sevillanas)
* Cádiz (Saeta)
* Asturias (Leyenda)
* Aragón (Fantasía)
* Castilla (Seguidillas)
* Cuba (Nocturno)

Cuba formó parte de España hasta 1898. El nocturno tiene el estilo de una habanera. La fantasía de Aragón tiene forma de jota. Asturias (Leyenda) y Cádiz (Saeta) no son muy precisas en cuanto a la relación entre la pieza y la región. A pesar del carácter artificial de la Suite Española Op.47, con el tiempo se ha convertido en una de las obras de Albéniz para piano más interpretadas y conocidas tanto por pianistas como por el público.

Descripción

* Granada: se trata de una serenata reposada y sensual en la que la mano izquierda presenta una rica melodía que constituye el tema principal. Un segundo tema, en modo menor, contrasta con su atmósfera melancólica y de misterio.
* Cataluña: el manuscrito, conservado en el Conservatorio de Madrid, aparece fechado el 24 de marzo de 1886. Es una corranda, danza que se baila en corro con las manos de las mujeres sobre los hombros de los varones.
* Sevilla: compuesta y estrenada esta pieza en Madrid en 1886, utiliza en ella Albéniz una sevillana, con su estilizado garbo y sabor popular y aristocrático. Tiene un intermedio, en forma de copla, presentado por ambas manos al unísono.
* Cádiz: es una canción en la que escuchamos el rasgueo de la guitarra, encomendado a la mano izquierda, mientras que la derecha entona la canción en un diseño sencillo. La parte central, en modo menor, pone un punto de suave melancolía.
* Asturias: es acaso la más conocida de todas las piezas de esta Suite. El autor la subtituló Leyenda. Pese a su adscripción a la región cantábrica, evoca una soleá de sabor hondo y andaluz, con una copla de sabor también andaluz.
* Aragón: se recrea a modo de fantasía el ámbito de la jota aragonesa con su gran riqueza rítmica, que aparece a través de varios temas que desembocan en un final de espectacular virtuosismo.
* Castilla: pese a su título, se trata de unas seguidillas, con su ritmo y su carácter que le son propios.
* Cuba: el manuscrito de este capricho, fechado el 25 de mayo de 1886, se guarda en el Conservatorio de Madrid. Refleja esta pieza la estancia del compositor en Cuba en 1875, aún adolescente, y en 1881, cuando tenía veintiún años. Es una pieza rica y contrastada en ritmo
s, de atmósfera evocadora y sensual.

Um belo cd, que deve ser ouvido com toda a tranquilidade de um sábado a tarde chuvoso, exatamente o que estou fazendo neste momento.

Isaac Albéniz – Iberia – Suite Española – Alicia de Larrocha

01 Iberia – Evocacion
02 El Puerto
03 El Corpus Christi en Sevilla
04 Rondeña
05 Almeria
06 Triana
07 El Albaicin
08 El Polo
09 Lavapies

CD 2

01 Iberia – Malaga
02 Iberia – Jerez
03 Iberia – Eritaña
04 Navarra
05 Suite espanola – Granada (Serenata)
06 Suite espanola – Cataluña (Corranda)
07 Suite espanola – Sevilla (Sevillanas)
08 Suite espanola – Cadiz (Cancion)
09 Suite espanola – Asturias (Leyenda)
10 Suite espanola – Aragon (Fantasia)
11 Suite espanola – Cuba (Capricho)
12 Suite espanola – Castilla (Seguidillas)

Alicia de Larrocha – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Links revalidados por Vassily

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

.: interlúdio :. Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Poucas vezes ouvi um CD original e AO VIVO de Charlie Mingus com tamanha qualidade de som. É espantosa a gravação do som daquele Festival de Antibes de 1960. Não é uma gravação de rádio como tantas. Sua qualidade é notável. Este ESPETACULAR CONCERTO, gravado em Paris na década de 60, apresenta Charlie Mingus e Eric Dolphy junto com o baterista e melhor amigo Dannie Richmond, o saxofonista Booker Ervin e o trompetista Ted Curson. Charles Mingus toca o solo de piano em “Better Git Hit In Your Soul” e há uma aparição — em “I’ll Remember April” — do pai do bebop, na época residente em Paris, Bud Powell.

Enormes composições e interpretações de artistas em seu auge. Ervin é sensacional, mas quando Dolphy entra, ele nos fala com outro sotaque e numa língua familiaríssima à da nossa sempre efêmera felicidade.

Que GRANDE CD!!!

Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)

1. Better Git Hit In Your Soul
2. Wednesday Night Prayer Meeting
3. Prayer For Passive Resistance
4. I’ll Remember April
5. What Love?
6. Folk Forms No. 1

Músicos:
Ted Curson (trumpet)
Eric Dolphy (clarinet, sax alto)
Booker Ervin (sax tenor)
Charles Mingus (bass, piano)
Bud Powell (piano)
Dannie Richmond (drums)

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Mingus + Dolphy: sim, aconteceu
Mingus + Dolphy: sim, aconteceu

PQP

.: interlúdio :. Sony Boy Williamson II Songbook – VA

FrontEsse CD é espetacular, não apenas por trazer composições de um grande mestre do Blues, Sonny Boy Williamson II, o que seria suficiente, mas também por trazer um timaço de músicos de Blues, interpretando os clássicos desse grande compositor. Sim, é um songbook, alguns torcem o nariz para esse fomato, mas eu gosto por mostrar a diversidade de possibilidades que estas canções oferecem. Na verdade, o que vale aqui são as canções, verdadeiros hinos do Blues, e que influenciaram muita gente, e falo de gente do nível de Keith Richards, Jimmy Page, Eric Clapton, Jeff Beck, entre tantos outros. Minha faixa favorita nesse ótimo CD é “On Way Out” com a formação clássica do The Almann Brothers Band, ainda nos tempos de Duane Almann. O dueto de guitarras de Duane e Dickey Betts é sensacional.
Para animar os ânimos depois da última postagem de Shostakovich.

01. Sonny Boy Williamson II – Help Me (3:05)
02. Jonny Lang – Good Morning Little School Girl (4:13)
03. The Allman Brothers Band – One Way Out (4:54)
04. Buddy Guy – Keep It To Myself (2:42)
05. John Mayall & The Bluesbreakers – Checkin’ Up On My Baby (4:00)
06. B.B. King – Eyesight To The Blind (4:03)
07. Howlin’ Wolf – Decoration Day (3:14)
08. John Mayall & The Bluesbreakers – Bye Bye Bird (2:46)
09. Howlin’ Wolf – Crazy About You Baby (2:19)
10. James Cotton – Dealin’ With The Devil (3:34)
11. Muddy Waters – Nine Below Zero (4:50)
12. Clarence ‘Gatemouth’ Brown – Cross My Heart (3:09)
13. Ten Years After – Help Me (9:47)
14. John Mayall & The Bluesbreakers – Your Funeral And My Trial (3:53)
15. Sonny Boy Williamson II – Bring It On Home (2:37)

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – CD 9 DE 11 – Symphony nº 13 for Bass Solist, Choir of Basses and Symphony Orchestra in B Flat Minor, op. 113 “Babi Yar” – Eizen, MPSO, Kondrashin

CD9 (1)Dentro de alguns dias entrará no ar outra postagem com essa mesma sinfonia, na verdade uma repostagem, com outro regente e orquestra. Especialista na obra de Shostakovich, PQPBach dará maiores detalhes a respeito dessa impressionante sinfonia, que sempre me chamou a atenção, desde o primeiro contato que tive com ela. Afinal, convenhamos, uma obra para baixo solista e coro de baixos chama a atenção.
Em uma obra deste porte tudo tem de ser grandioso, começando pela orquestração. Grandes momentos, grandes corais, um solista com um fôlego impressionante, enfim, junte tudo isso com um regente do quilate de Kirill Kondrashin dirigindo e você terá um CD facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!
Espero que apreciem. Não é uma obra de fácil assimilação, é densa, que cria um ambiente pesado, como não poderia deixar de ser, afinal é baseada em um poema que trata do massacre de judeus em Babi Yar, ocorrido em 1941, ou seja, em plena Segunda Guerra Mundial.

01. Symphony No. 13 in B-flat minor, Op. 113 ‘Babi Yar’ I. Babi Yar Adagio
02. Symphony No. 13 in B-flat minor, Op. 113 ‘Babi Yar’ II. Humour Allegretto
03. Symphony No. 13 in B-flat minor, Op. 113 ‘Babi Yar’ III. At the Store Adagio
04. Symphony No. 13 in B-flat minor, Op. 113 ‘Babi Yar’ IV. Fears Largo
05. Symphony No. 13 in B-flat minor, Op. 113 ‘Babi Yar’ V. Progress Allegretto

Artur Eizen – Bass
Bass Group of The Russian State Choral Chapel
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – The Five Cello Sonatas – Tortelier, Heidsieck

frontFaz algum tempo que estas sonatas para violoncelo e piano de Beethoven não aparecem por aqui. Lembro de ter trazido a histórica gravação do selo Philips com a dupla Rostropovich / Richter, mas com certeza o link já expirou há muito tempo.
E como são lindas estas sonatas e como fazem falta… Paul Tortelier foi um dos grandes violoncelistas do século XX. Estas gravações foram realizadas em 1972, esse que vos escreve ainda era uma criança com pouca compreensão da realidade e da vida que o cercava, ainda ia demorar um pouco para entender os mistérios da existência humana.
Mas vamos ao que viemos. Beethoven está em muitas boas mãos.

CD 1

01. Sonata No.1 in F – I. Adagio sostenuto – Allegro
02. Sonata No.1 in F – II. Allegro vivace
03. Sonata No.2 in G minor – I. Adagio Sostenuto ed espressivo
04. Sonata No.2 in G minor – II. Allegro molto più tosto presto
05. Sonata No.2 in G minor – III. Rondo (Allegro)

CD 2

01. Sonata No.3 in A – I. Allegro, ma non tanto
02. Sonata No.3 in A – II. Scherzo (Allegro molto)
03. Sonata No.3 in A – III. Anadante cantabile – Allegro vivace
04. Sonata No.4 in C – I. Andante – Allegro vivace
05. Sonata No.4 in C – II. Adagio – Tempo d’Andante – Allegro vivace
06. Sonata No.5 in D – I. Allegro con brio
07. Sonata No.5 in D – II. Adagio con molto sentimento d’affetto
08. Sonata No.5 in D – III. Allegro – Allegro fugato

Paul Tortelier – Violoncelo
Eric Heidsieck – Piano

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Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gosto muito de Mendelssohn. Melodista de mão cheia, amava as estruturas (e também o melodismo) de Bach. Escreveu sinfonias que são um verdadeiro acinte de tão perfeitas — refiro-me especialmente à terceira, quarta e quinta. E este CD é igualmente é um acinte de tão agradável. Esse Octeto merece uma palavra que não gosto, mas que aqui tem sua mais gloriosa acepção: é adorável. O quinteto vai pela mesma via. Apesar da capa um tanto nublada, estamos frente a um CD luminoso e bastante alegre. A interpretação de Iona Brown e seus pupilos é impecável.

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847):
Octeto, Op. 20 / Quinteto Nº 2, Op. 87

1. Octet in E flat, Op.20 – 1. Allegro moderato, ma con fuoco 13:56
2. Octet in E flat, Op.20 – 2. Andante 7:25
3. Octet in E flat, Op.20 – 3. Scherzo (Allegro leggierissimo) 4:25
4. Octet in E flat, Op.20 – 4. Presto 6:18

5. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 1. Allegro vivace 10:42
6. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 2. Andante scherzando 4:20
7. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 3. Adagio e lento 9:58
8. String Quintet No.2 in B flat, Op.87 – 4. Allegro molto vivace 6:07

Academy Chamber Ensemble
Iona Brown

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Um selinho para os pequepianos!
Um selinho para os pequepianos!

PQP

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Symphony nº 3 “Scottish” / Overture “The Fair Melusina” / “Trumpet Overture” / Ruy Blas

Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847): Symphony nº 3 “Scottish” / Overture “The Fair Melusina” / “Trumpet Overture” / Ruy Blas

Mais um CD da integral das sinfonias e aberturas de Mendelssohn. Desta vez, a famosa Sinfonia nº 3, também conhecida como “Escocesa”, concebida em 1829, logo após uma viagem do compositor para a Escócia, porém só concluída em 1842,e estreada em 3 de março daquele ano. É dedicada a Rainha Victoria e ao Reino Unido.

Apesar de ter vivido apenas 38 anos, a produção de Mendelssohn foi grande. Música de câmara, concertos para piano, violino, sinfonias, e até mesmo dois oratórios, que devo postar num futuro próximo.

A regência, como sempre, está a cargo de Claudio Abbado, à frente da Sinfônica de Londres, e mais um grande momento da carreira deste maestro.

Felix Mendelssohn Bartholdy – Symphony nº 3 in A Minor, op. 56 “Scottish”, Overture “The Fair Melusina”, op. 32, “Trumpet Overture”, op. 101, Ruy Blas, op. 95

01 Symphony No3-Andante con moto-Allegro un poco agitato
02 Symphony No3-Vivace non troppo
03 Symphony No3-Adagio
04 Symphony No3-Allegro vivacissimo-Allegro maestoso assai
05 Ouvertüre-Märchen von der schönen Melusine
06 Trompeten-Ouvertüre
07 Ruy Blas

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado

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Notaram meu penteado emo?
Notaram meu penteado quase emo?

FDP (revalidado por PQP)

Giuseppe Verdi (1813-1901) – Aida – Tebaldi, Bergonzi, Simionato, MacNeil, Karajan

Image3Sim, eu sei, óperas por aqui são raras. Tentamos suprir as faltas na medida do possível, mas temos tantas outras coisas a oferecer… ponto para o Bisnaga, quando há um tempo atrás postou um monte de cds da Maria Callas, sei lá quantos.
Como não sou um expert na área, todos os comentários que eu vier a proferir são de minha inteira e única responsabilidade. Mas não creio que algum ser humano com um mínimo de sensibilidade musical vai reclamar dessa histórica gravação que Herr Karajan realizou no final dos anos 50, 1959 para ser mais exato, e trouxe um timaço de cantores, liderados pela soprano Renata Tebaldi e pela mezzo-soprano Giulietta Simionato. O mocinho da história, Radamés, é interpretado por Carlo Bergonzi, famoso tenor da época.
O libreto está disponível em diversos sites na internet, mas não consegui encontrar um que tivesse a tradução para o português. Se alguém encontrar e se dispor a nos passar o link, agradecemos muito. A Wikipedia fez um importante trabalho ao nos disponibilizar a sinopse da ópera, ato por ato.
Enfim, um CD extraordinário, com um total domínio e controle de Herr Karajan, dirigindo a fantástica Filarmônica de Viena e um Coral também fantástico.

CD 1

01. Preludio
02. Si corre voce che
03. Se quel guerrier io fossi!
04. Quale insolita gioia
05. Alta cagion v’aduna
06. Ritorna vincitor!
07. Possente, possente Ftha
08. Mortal, dilleto ai Numi
09. Chi mai fra gl’inni e i plausi
10. Fu la sorte dell’armi a’tuoi funesta
11. Su! del Nilo al sacro lido
12. Gloria all’Egitto
13. Marcia e ballabile
14. Vieni, o guerriero vindice
15. Salvator della patria, io ti saluto
16. Che veggo!… Egli… Mio padre!
17. Quest’assisa ch’io vesto vi dica
18. Ma tu, Re, tu signore possente

CD 2

01. O Re pei sacri Numi
02. Gloria all’Egitto
03. O tu che sei d’Osiride madre immortale
04. Qui Radames verra! O patria mia
05. Ciel! mio padre! … Rivedrai le foreste imbalsamate
06. Pur ti riveggo, mia dolce Aida
07. Fuggiam gli ardori inospiti
08. Tu!… Amanasro!… tu!… il Re
09. L’aborrita rivale a me sfuggia
10. Gia i Sacerdoti adunansi
11. Ohime!… morir mi sento!
12. Radames! Radames! Radames! Tu rivelasti
13. La fatal pietra sovra me si chiuse
14. Presago il core della tua condanna
15. O terra, addio

Aida – Renata Tebaldi
Radamés – Carlo Bergonzi
Amneris – Giuletta Simionato
Amonasro – Cornell MacNeil
Singverein der Gesellschaft der Musikfreunde
Wiener Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Complete Symphonies – CDs 6 e 7 de 11 – Kondrashin, MPSO

CD6 (1)Vamos adiantar um pouco as coisas, para conseguir dar conta do recado. Meus dias tem sido muito intensos, e quando chego em casa nem quero ligar o computador.
Então vou postar dois cds de uma só vez, o 6º e o 7º, que trazem mais algumas obras primas do compositor russo: as sinfonias de nº 9, 10, e 11, três obras fundamentais no repertório sinfônico do século XX.
E como sempre digo, o tempo urge, e fico por aqui. Boa audição.

CD 6
01. Symphony No. 9 in E-flat major, Op. 70 I. Allegro
02. Symphony No. 9 in E-flat major, Op. 70 II. Moderato
03. Symphony No. 9 in E-flat major, Op. 70 III. Presto
04. Symphony No. 9 in E-flat major, Op. 70 IV. Largo
05. Symphony No. 9 in E-flat major, Op. 70 V. Allegretto
06. Symphony No. 10 in E minor, Op. 93 I. Moderato
07. Symphony No. 10 in E minor, Op. 93 II. Allegro
08. Symphony No. 10 in E minor, Op. 93 III. Allegretto
09. Symphony No. 10 in E minor, Op. 93 IV. Andante – Allegro

CD 7

01. Symphony No. 11 in G minor, Op. 103 ‘1905’ I. Palace Square Adagio
02. Symphony No. 11 in G minor, Op. 103 ‘1905’ II. January the Ninth Adagio
03. Symphony No. 11 in G minor, Op. 103 ‘1905’ III. Eternal Memory Adagio
04. Symphony No. 11 in G minor, Op. 103 ‘1905’ IV. Tocsin Allegro non troppo – Allegro – Adagio – Allegro

CD 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 7 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Oliver Messiaen (1900-1992): Vingt regards sur l`enfant Jésus

Oliver Messiaen (1900-1992): Vingt regards sur l`enfant Jésus

Para acomodar as melancias, diria que Bartók é o maior compositor da primeira metade do século XX e Messiaen o melhor da segunda, apesar de terem nascido no intervalo de 19 anos… pouco tempo, né? Espero que Strava não fique muito triste e mesmo eu, um admirador do grande Shosta, dou lugar ao enorme talento deste católico francês. Não, não tenho nada em comum com ele e acho realmente purgante o poético título de 20 Olhares sobre o Menino Jesus, porém tudo muda no momento em que Håkon Austbø — pronuncia-se Rpsnggsgschnello — senta-se frente o piano. Quem sabe um apelido diferente para esta obra de nosso grande carola? Por que ele não chamou a obra Catálogo de Pássaros da Noite, por exemplo? (Não esqueçam de seu fantástico Catalog d’oiseaux). Estava lendo sobre a obra hoje (sábado à tarde). Ninguém fala sobre seu significado metafísico ou espiritual, só falam na profundidade e na qualidade musical, etc.

MESSIAEN: Vingt Regards sur l’Enfant Jesus

Disc 1

1. I. Regard du Pere 00:08:09
2. II. Regard de I’etoile 00:03:10
3. III. L’echange 00:03:25
4. IV. Regard de la Vierge 00:05:21
5. V. Regard du Fils suer le Fils 00:08:15
6. VI. Par lui tout a ete fait 00:10:50
7. VII. Regard de la Croix 00:04:21
8. VIII. Regard des hauteurs 00:02:23
9. IX. Regard du temps 00:02:45
10. X. Regard de I’Esprit de joie 00:08:50

Disc 2

1. XI. Premiere communion de la Vierge 00:07:38
2. XII. La parole toute – puissante 00:02:32
3. XIII. Noel 00:04:22
4. XIV. Regard des Anges 00:05:09
5. XV. Le baiser de I’enfant Jesus 00:14:07
6. XVI. Regard des prophetes des bergers et des mages 00:03:10
7. XVII. Regard du silence 00:05:36
8. XVIII. Regard de I’onction terrible 00:07:04
9. XIX. Je dors, mais mon coeur veille 00:11:01
10. XX. Regard de I’Eglise d’amour 00:14:35

Håkon Austbø, piano

Total Playing Time: 02:12:43

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Messiaen, meio louquinho, mas que tremendo compositor!
Messiaen, meio louquinho, mas que tremendo compositor!

PQP

.: interlúdio :. Nara Leão : “10 anos depois” (o mais clássico do mais clássico da Bossa Nova)

Publicado originalmente em 19.10.2013

Mesmo que só 9 das 24 faixas tenham letra de Vinicius de Moraes, este álbum me parece perfeitamente adequado numa celebração do seu centenário: afinal, ele foi uma das pessoas de maior participação no universo que gerou este gênero de “poemúsica”, embora mais tarde tenha tenha estado envolvido com outros gêneros que se poderiam dizer “menos clássicos”.

Para registro: os outros letristas são, por ordem de quantidade: o próprio Tom (4); Chico Buarque e Newton Mendonça (3 cada); Aloysio de Oliveira (2); Ray Gilbert, Dolores Duran e Johnny Alf (1 cada). Quanto à música, é maciçamente de Tom Jobim (19), complementada por Carlos Lyra (3), Baden Powell e Johnny Alf (1 cada).

Mas, neste álbum, o que mais me instiga a comentar é a cantora mesmo – e começo por dizer que no geral não sou muito chegado a cantores/as de voz pequena e monotímbrica, que com muita frequência dão a impressão de uma voz “engolida”, além de não facilitarem a compreensão das palavras. E confesso que demorei a perceber, mas esse definitivamente não é o caso de Nara Leão!

Tenho a impressão de que se alguém quisesse mostrar o que uma melodia é e expressa em si, apenas em sendo melodia, sem lhe acrescentar nada com efeitos de dinâmica e timbre, não haveria voz melhor que a de Nara para isso. Também se quisesse apresentar a poesia verbal associada à melodia com absoluta inteligibilidade, e na expressão mais simples possível que ainda seja tocante.

Limpidez. Nitidez. Expressão dosada em miligramas, que – uma vez o ouvido desiste de esperar arroubos e se conforma com o minimalista, o discreto – passa a parecer mais expressiva que aquela dosada em quilos. Uma sofisticação tão elevada que até parece absoluta simplicidade. Assim eu “ouvejo” o canto de Nara Leão desde que, aos 40 anos, um aluno de 17 ficou fascinado com a primeira gravação dela que ouviu, e me fez parar pra ouvir.

Por isso tenho esse canto na conta de clássico, num certo sentido no termo – e por isso também me parece especialmente chocante a pouca atenção que o país vem dando ultimamente a Nara, mais valorizada hoje em gravações e em páginas da net de outros países, de modo que não me parece supérfluo relembrar um pouquinho da sua vida e carreira.

Nara estaria com 71 anos se um câncer não nos a tivesse roubado aos 47 ( e “no-la” é a pqp, senhores puristas!). Nascida precisamente na cidade de onde escrevo (Vitória, ES) mas criada no Rio, aos 14 a garota começou a ter aulas de violão – e os pais tiveram o bom-senso de não recusar acolhimento ao pessoalzinho que começou a visitá-la pra papear e fazer som. Diz a lenda que foi no apartamento da adolescente Nara que a bossa nova nasceu. Na verdade não foi só lá… mas que ele fez sua contribuição significativa, isso fez.

Nara gravou pela primeira vez aos 19, em 1961 – e logo depois abraçou com paixão a política de esquerda, e a arte como instrumento dessa política, tornando-se “a musa da canção de protesto”, sobretudo a partir de 1964. Com tudo o que aconteceu nos anos seguintes, não é de estranhar que em 1971 estivesse em Paris, como “tanta gente que partiu” – isso quando não foi partida. E foi em Paris que gravou esta espécie de tributo aos primeiros anos da bossa nova, comemorativo também dos seus 10 anos de carreira – e em seguida parou de gravar por seis anos, dedicando-se “apenas” a cuidar dos filhos e a um doutorado em psicologia – até ficar sabendo, aos 35, que tinha um tumor cerebral. Reagiu como? Voltando a gravar e a se apresentar com afinco, como se quisesse deixar o mais que pudesse de coisas bonitas no mundo, nos doze anos que ainda viveu. Como se vê, não foram só as melodias que Nara soube percorrer com uma espécie de… grandeza sutil.

As primeiras 12 faixas do álbum são só de voz e violão (a primeira com um efeito um tanto estranho de playback, que parecia estar na moda explorar), enquanto as demais 12 trazem arranjos camerísticos, jamais desrespeitosos do volume da voz de Nara, assinados por Roberto Menescal, Luiz Eça e Rogério Duprat. Com o detalhe: voz e violão foram gravados em Paris, os demais instrumentos (inclusive um cravo!) no Brasil.

Querem saber de uma coisa? Frente a uma artista tão minimalista e sutil, já estou falando demais. Deixo-vos é com a própria.

Nara Leão: Dez Anos Depois (1971)

Disco 1, lado A
01 Insensatez (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)
02 Samba de uma nota só (Tom Jobim – Newton Mendonça)
03 Retrato em branco e preto (Tom Jobim – Chico Buarque)
04 Corcovado (Tom Jobim)
05 Garota de Ipanema (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)
06 Pois é (Tom Jobim – Chico Buarque)

Disco 1, lado B
07 Chega de saudade (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)
08 Bonita (Tom Jobim – Ray Gilbert)
09 Você e eu (Carlos Lyra – Vinícius de Moares)
10 Fotografia (Tom Jobim)
11 O grande amor (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)
12 Estrada do sol (Tom Jobim – Dolores Duran)

Disco 2, lado A
13 Por toda minha vida (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)
14 Desafinado (Tom Jobim – Newton Mendonça)
15 Minha namorada (Carlos Lyra – Vinícius de Moraes)
16 Rapaz de bem (Johnny Alf)
17 Vou por aí (Baden Powell – Aloysio de Oliveira)
18 O amor em paz (Tom Jobim – Vinícius de Moraes)

Disco 2, lado B
19 Sabiá (Tom Jobim – Chico Buarque)
20 Meditação (Tom Jobim – Newton Mendonça)
21 Primavera (Carlos Lyra – Vinícius de Moraes)
22 Este seu olhar (Tom Jobim)
23 Outra vez (Tom Jobim)
24 Demais (Tom Jobim – Aloysio de Oliveira)

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Ranulfus

Joly Braga Santos (1924-1988): Symphony No. 4 / Symphonic Variations

Joly Braga Santos (1924-1988): Symphony No. 4 / Symphonic Variations

Qual foi o melhor compositor de Portugal? Não tenho ideia, pois pouco sei sobre os compositores portugueses. Mas parece ser comum por lá a afirmação que o maior sinfonista foi Joly Braga Santos. Nascido em Lisboa em 1924, Joly teve duas fases na sua vida: a primeira foi regionalista, misturada com influências inúmeras (Sibelius, Vaughan Williams, etc.), e uma segunda fase mais modernista. A sua obra foi resgatada no início do século pela gravadora Marco Polo. Todas suas sinfonias foram finalmente gravadas.

Em poucas palavras, adorei o que ouvi. Sua sinfonia Nº 4 (1950), dedicada à juventude musical portuguesa, tem a clássica estrutura com quatro movimentos, mas os movimentos estão bem mais interligados, como se fosse uma super-rapsódia. A obra é do final da fase regionalista, mas não é uma peça de louvor folclórico. Há muito mais aqui. A sinfonia não é original, mas é brilhante. O quarto movimento empolga do começo ao fim, uma das peças mais bem orquestradas que ouvi.

A obra que abre o disco são as variações sinfônicas sobre uma canção do Alentejo (1949) que é absolutamente encantadora.

Joly Braga Santos (1924-1988): Symphony No. 4 / Symphonic Variations

1 Symphonic Variations on a popular song from the Alentejo 14:54
2 Symphony No. 4: Lento 13:48
3 Symphony No. 4: Andante 12:19
4 Symphony No. 4: Allegro tranquillo 11:03
5 Symphony No. 4: Lento 16:05

National Symphony Orchestra of Ireland
Alvaro Cassuto

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O bom Joly em ação.
Retrato do (bom) compositor com suspensórios.

CDF

.:interlúdio:. Mingus Big Band Live at Jazz Standard

.:interlúdio:. Mingus Big Band Live at Jazz Standard

Quem se acostumou ao barato da droga de Charlie Mingus sabe: ela causa dependência para toda vida. Não, não há ex-viciados. Sorte nossa é que há muitos e bons músicos drogaditos sempre prontos a não deixarem que padeçamos de síndrome de abstinência. Mesmo 32 anos após a morte do grande baixista, ainda há carradas de gente devotadas à obra deste notável compositor de música erudita… que gostava de jazz. Este disco de 2009 não é o melhor da Big Band formada para cultuar Mingus, mas é um álbum ao vivo absolutamente estimulante para quem gosta do jazz visceral e raivoso praticado pelo homem que era 3.

Destaque para uma das muitas homenagens feitas à Charlie Parker, Gunslinging Birds, mas também para Cryin’ Blues, Open Letter To Duke, Moanin’ e Goodbye Pork Pie Hat. A obra de Mingus parece ter mais facetas do que mostra qualquer LSD.

Divirtam-se. Embriaguem-se. Droguem-se. Quem gostar não vai poder mais viver sem.

Mingus Big Band Live at Jazz Standard

1. Gunslinging Birds
2. New Now Know How
3. Self-Portrait In Three Colors
4. Birdcalls
5. E’s Flat Ah’s Flat Too
6. Cryin’ Blues
7. Open Letter To Duke
8. Moanin’
9. Goodbye Pork Pie Hat
10. Song With Orange

Mingus Big Band

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O cara era bom mesmo. Canta a menina enquanto  carrega seu pequeno instrumento.
O cara era bom mesmo. Canta a menina enquanto carrega seu pequeno instrumento.

PQP

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op.64 / Octeto, Op.20 e bons extras

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op.64 / Octeto, Op.20 e bons extras

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco do cacete! O fato de a estrela ser um violinista e não uma orquestra ou seu regente tem suas vantagens, pois permitiu ao CD um repertório mais arejado e coerente. Extremamente bem interpretado e, fundamentalmente, com um entusiasmo arrebatador, é um disco para ser ouvido em bons momentos ou quando o pequepiano estiver um pouco deprimido, mas não muito… Fiquei muito feliz de ouvir este Daniel Hope que desconhecia.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino, Op.64; Octeto, Op.20 e bons extras

Violin Concerto in E minor, Op.64
1) 1. Allegro molto appassionato [11:43]
2) 2. Andante [8:31]
3) 3. Allegro molto vivace [5:43]
Daniel Hope
Chamber Orchestra of Europe
Thomas Hengelbrock

Octet in E flat, Op.20
4) 1. Allegro moderato, ma con fuoco [13:49]
5) 2. Andante [6:56]
6) 3. Scherzo (Allegro leggierissimo) [4:19]
7) 4. Presto [5:50]
Daniel Hope – Lucy Gould – Sophie Besancon – Christian Eisenberger – Pascal Siffert – Stewart Eaton – William Conway – Kate Gould

Lieder op.8
8) 8. Hexenlied (Anderes Maienlied) [2:12]

Six Songs, Op.34
9) 4. Suleika [2:45]
10) 2. Auf den Flügeln des Gesanges [2:25]
Daniel Hope
Sebastian Knauer

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Daniel Hope: parece perdido, mas não está
Daniel Hope: parece perdido, mas não está

PQP

Samuel Barber (1910-1981) – Piano Concerto, op. 38, Bèla Bártok (1881-1945) – Piano Concerto nº 3 – Jarrett, Davies

thumbnailDurante mais de trinta anos o selo alemão ECM segurou essas gravações realizadas ao vivo de Keith Jarrett. Não sei que tipo de acordo o pianista tinha ou tem com a gravadora para segurar tal preciosidade por tanto tempo, mas enfim, finalmente finalmente tivemos acesso a essa legítima jóia da discografia desse excepcional músico.

A sensibilidade e delicadeza do seu fraseado tornam essa sua interpretação de Barber uma das melhores já realizadas desse concerto. Prestem atenção no segundo movimento e me digam se não tenho razão. Como não poderia deixar de ser, trata-se de uma obra altamente técnica, que exige do solista muita preparação e fôlego, E virtuosismo, mas como estamos falando de Keith Jarrett, isso ele tem de sobra. E volto a lembrar que estas gravações foram realizadas nos anos 80, quando o músico já era mais do que conhecido nos palcos do mundo inteiro, e já havia se consolidado como um dos grandes músicos de jazz de sua geração.

01 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – I Allegro appassionato
02 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – II Canzone, Moderato
03 – Samuel Barber – Piano Concerto op. 38 – III Allegro molto

Keith Jarrett – Piano
Rundfunk-Sinfonieorchester Saarbrücken
Dennis Russel-Davies – Conductor

04 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – I Allegretto
05 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – II Adagio religioso
06 – Bela Bartok – Piano Concerto No. 3 – III Allegro vivace

Keith Jarrett – Piano
New Japan Philharmonic Orchestra
Kazuoyshi Akyiama – Conductor

07 – Keith Jarrett – Tokyo Encore – Nothing But A Dream

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