J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma bela aquisição para sua coleção de obras de Bach. Trata-se de interpretações sensíveis e virtuosísticas para este diálogo entre a viola da gamba e o cravo, uma conversa musical do mais alto conteúdo. O resultado é de elegância ímpar. Uma delícia total ouvir este CD e, de cada vez, descobrir novas sutilezas e revelações sob as estruturas magníficas criadas por Bach. A colocação de duas árias cujos temas são apresentados pela viola da gamba — uma da São Mateus e outra da São João — ,separando as três sonatas, também foi uma grande ideia.

Um feliz 31 de agosto para todos!

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro, ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato

5. Preludio, improvisation for viola da gamba
6. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Komm, süßes Kreuz

7. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro

11. St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2): Es ist vollbracht

12. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
13. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
14. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Markus Hünninger, cravo

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Pandolfo e Hunninger no Wigmore Hall
Pandolfo e Hünninger no Wigmore Hall

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 / Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 / Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956


51ZhTFFnS+LPOSTADO POR PQP BACH EM 11/7/2013, REVALIDADO POR VASSILY EM 31/8/2015

Gravação muito interessante, combinando a Sonata “Arpeggione” de Schubert tocada no instrumento que lhe deu o nome, e uma poderosa interpretação do Quinteto para cordas D. 956, aquele com dois violoncelos.

O arpeggione, para quem não sabe, é um instrumento de cordas com o feitio e as seis cordas de cordas de um violão, mas tocado com o arco à maneira de um violoncelo. Ele teve uma breve voga no começo do século XIX, e a única peça que sobreviveu de seu repertório é a Sonata em Lá maior de Schubert, publicada quase cinquenta anos depois de sua morte, quando o arpeggione já era quase só encontrado em museus, e a Sonata, propriedade de violistas e violoncelistas do mundo.

O violoncelista Nicolas Deletaille, que é acompanhado na Sonata pelo incansável Paul Badura-Skoda, dedica-se a reviver o arpeggione e ampliar seu repertório, tanto através de transcrições quanto por obras originais comissionadas de compositores contemporâneos. No encarte, ele expõe detalhadamente a história do instrumento e suas peculiaridades, entre as quais a notórias dificuldades de articulação, ilustradas pelas várias “escorregadas” que Deletaille dá nesta gravação que, apesar delas, é muito boa.

Quando ele, entretanto, deixa o arpeggione e une seu violoncelo ao Quarteto Rosamunde, o resultado é uma interpretação inesquecível do Quinteto D. 956 de Schubert, sua última obra de câmara.

Vassily Genrikhovich

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 11/7/2013

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande disco, grande disco! Talvez a dupla Deletaille e Badura-Skoda façam uma Arpeggione apenas boa, mas o Rosamonde garante uma linda interpretação do esplêndido Quinteto 956 de Schubert. Este poderoso quinteto — que tem o mais delicado dos Adágios (o qual também possui um trecho vigoroso) — é uma das peças preferidas deste humilde escriba que vos serve. Preparem-se porque é chumbo grosso e do bom (ui!).

Neste disco temos um dos melhores resumos de Schubert. Na Arpeggione, o estupendo melodista; no Quinteto, o criador de estruturas. Enquanto a primeira é ouvida no sentido horizontal, a outra é ouvida verticalmente.

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 /
Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956

1. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: I. Allegro moderato 11:33
2. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: II. Adagio 3:27
3. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: III. Allegretto 9:05

Nicolas Deletaille, arpeggione
Paul Badura-Skoda, pianoforte

4. String Quintet In C Major, D. 956: I. Allegro ma non troppo 20:02
5. String Quintet In C Major, D. 956: II. Adagio 13:35
6. String Quintet In C Major, D. 956: III. Scherzo: presto – Trio: andante sostenuto – Scherzo: presto 10:04
7. String Quintet In C Major, D. 956: IV. Allegretto 9:17

Quatuor Rosamonde + Nicolas Deletaille, violoncelo

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Quatuor Rosamonde
Quatuor Rosamonde

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Franz Liszt – Khatia Buniatishvili

P1Khatia Buniatishvili pode ser jovem, mas não teme desafios. Se não estou enganado, esse foi seu primeiro CD, e um grande CD, diga-se de passagem, todo dedicado a Liszt, incluindo a imponente Sonata in B Minor, que, curiosamente, apareceu pouco por aqui, até onde me lembro.
Os grandes artistas não podem temer desafios, ainda mais se você tem meros 23 anos de idade e quer ser reconhecido como um grande artista. E está era a idade que Khatia tinha quando sentou-se ao piano e gravou a gigantesca Sonata em B Minor, um monumento da literatura pianística, uma obra de difícil execução, que exige até a alma do músico. E o resultado é primoroso. Frente ás adversidades, a jovem Khatia encarou como gente grande o desafio. E convenhamos, Liszt é para ouvidos experientes e treinados. Essa sonata assusta no começo. Apenas depois de muitas audições é que conseguimos começar a entendê-la.
Enfim, espero que gostem. Eu gostei muito.

01 – Liebestraum in A flat major Op.62 S 541-3 Notturno
02 – Sonata in B minor S 178 I. Lento assai-Allegro energico
03 – Sonata in B minor S 178 II. Andante sostenuto
04 – Sonata in B minor S 178 III. Allegro energico
05 – Mephisto Waltz No.1 (The Dance in the Village Inn) S 514
06 – La lugubre gondola S 200-2
07 – Prelude in A minor S 462-1
08 – Fugue in A minor S 462-1

Khatia Buniatishvili – Piano

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Ah, Khatia …

 

Antonin Dvorák (1841-1904) – Piano Concerto in G Minor, op. 33, Franz Schubert (1797-1828) – Fantasy, D. 760 ‘Wanderer’ – Sviatoslav Richter, Kleiber, BRO

Front

LINK ATUALIZADO !!!

O Concerto para Piano de Dvorák não é uma das mais populares obras do compositor tcheco, talvez por ser pouco interpretado, mas tem seus bons momentos. Soa por vezes monótono, burocrático, mesmo quando interpretado por um músico do quilate de Sviatoslav Richter. Curioso, pois no mínimo esperamos uma obra no nível de seu Concerto para Cello, mas infelizmente não é bem assim. Nem Carlos Kleiber consegue desamarrar os nós que atam essa obra. Mas volto a repetir que tem seus bons momentos. Sujeito a levar pedradas, diria que a dupla Kleiber/Richter tira leite de pedra com sua leitura precisa e coesa, bem balanceada.

Para compensar, a outra obra presente no CD é um dos monumentos da literatura pianística, a Fantasia in Dó Maior, também conhecida como “Wanderer”, de Franz Schubert. Aqui Richter está em seus domínios, não por acaso é considerado um dos maiores intérpretes schubertianos do século XX. Papa finíssima …!!

01 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – I. Allegro agitato
02 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – II. Andante sostenuto
03 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – III. Allegro con fuoco
04 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – I. Allegro con fuoco ma non troppo
05 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – II. Adagio
06 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – III. Presto
07 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – IV. Allegro

Sviatoslav Richter – Piano
Bayerisches Staatsorchester München
Carlos Kleiber – Conductor

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Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Clarinete & outros trabalhos orquestrais

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Clarinete & outros trabalhos orquestrais

De 1928, o Concerto para Clarinete de Nielsen foi dedicado ao clarinetista dinamarquês Aage Oxenvad. Dizem que este Oxenvad era um doido varrido, mas não temos nada a ver com isso. O compositor tinha prometido escrever um concerto para cada membro do quinteto de sopros do qual Oxenvad fazia parte. Em 1922, Nielsen compusera seu espetacular Quinteto, Op. 43, para o mesmo grupo. O concerto é uma obra importante na literatura do instrumento do século XX. É a última obra de grande porte da vida de Nieelsen, que morreu em 1931. Ele estava sofrendo uma série de ataques cardíacos que acabaram por vitimá-lo em 1931. O Concerto foi escrito em um movimento sem pausas, mas nem sempre uma coisa é o que parece. Nielsen fez uma divisão em suas cartas. Haveria um primeiro movimento Allegretto un pocoAllegro non tropo, Più Allegro e Tempo I, um segundo movimento Poco Adagio, um terceiro Allegro non tropo, Poco più mosso e um quarto Allegro Vivace, Poco adagio e Allegro. O CD é completado por outras obras orquestrais. Gostei muito da pastoral Pan & Syrinx. Ah, o belga Walter Boeykens é um baita instrumentista e não nega fogo neste CD da Harmonia Mundi.

Nielsen: Clarinet Concerto & Works for Clarinet & Orchestra.

1 Clarinet Concerto, Op. 57 25:15

2 Pan & Syrinx. Pastorale, Op. 49 8:18

3 Amor & Digteren. Love and the Poet, overture, Op. 54 4:47

4 Little Suite for strings, Op. 1: I. Präludium. Andante con moto 3:30
5 Little Suite for strings, Op. 1: II. Intermezzo. Allegro moderato 5:24
6 Little Suite for strings, Op. 1: III. Finale. Andante con moto 6:57

Walter Boeykens
Beethoven Academie
Jan Caeyers

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Walter Boeykens, uma lição de clarinete pra o povo pequepiano
Walter Boeykens, uma lição de clarinete para o povo pequepiano

PQP

George Phillip Telemann (1681-1767) – Recorder Sonatas and Fantasias – Brüggen, Bylsma, Leonhardt

R-3717548-1405746744-6527.jpegTive o prazer de conhecer o novo membro do clã PQPBach, o incrível Vassily Genrikhovich. Em mais de três horas de conversa, nos conhecemos um pouco. Nos separamos em virtude do avançado da hora, o cara só anda de Bicicleta, e no dia seguinte ele tinha um passeio de trocentos quilômetros que ia fazer com um grupo de amigos, também adeptos da magrela.
Enfim, em um dos diversos temas abordados, falamos sobre esse excepcional músico que foi Frans Brüggen, recentemente falecido, e para quem não prestamos as devidas homenagens, pois a importância desse músico é imensa para nós apreciadores da música históricamente interpretada, ao lado de Nikolaus Harnoncourt, Gustav Leonhardt, entre outros.
Essa gravação que ora vos trago é para mostrar o talento de Brüggen em sua maior especialidade, não, o cara não era apenas um baita maestro, mas também um exímio flautista.
Então, faço esta postagem em homenagem a Vassily Genrikhovich, o cara que tem um cravo e uma viola da gamba em casa. É mole, ou quer mais? Ah sim, de vez em quando ele troca emails com Murray Perahia.

Ah, antes que esqueça, ele é acompanhado apenas por Anner Bylsma e por Gustav Leonhardt. Preciso dizer que se trata de um Cd absolutamente IM-PER-DÍVEL ! ???

01-03 – Sonata F-Dur aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-F2
04-08 – Fantasia d-moll TWV 40-4
09-12 – Kanonische Sonate B-Dur TWV 41-B3
13 -Fantasia g-moll TWV 40-9
14-16 – Sonata C-Dur aus ‘Essercizii Musici’ TWV 41-C5
17-19-Fantasia a-moll TWV 40-11
20-21 – Fantasia C-Dur TWV 40-2
22-25 – Sonata f-moll aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-f1
26 – Fantasia B-Dur TWV 40-12 – Allegro – Adagio – Vvace – Adagio
27-30 – Sonata d-moll aus ‘Essercizii Musici’ TWV 41-d4
31-32 Fantasia F-Dur TWV 40-8
33-36 -Sonata C-Dur aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-C2

Frans Brüggen – Recorder
Anner Bylsma – Violoncello
Gustav Leonhardt – Harpsichord

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Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ (Concertos)

Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ (Concertos)

Já faz algum tempo que o ouvinte-leitor Sidney Leal me mandou esses arquivos. São ótimos. Marcello é um problema — a pouca música que conheço de sua autoria é efetivamente bastante boa, mas é raro ouvi-lo. Amanhã, devo publicar mais alguns Concertos e Cantatas do cara. Para variar, o Collegium Musicum 90 e Simon Standage dão um banho neste repertório. Grande disco.

Ah, dia desses, se não me engano, o Rafael Cello desejava enviar algumas versões das Suítes para Violoncelo de Bach. Pode usar o e-mail pqpbachPONTOopsARROBAgmailPONTOcom.

Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ Concertos

1. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: I. Allegro assai 2:08
2. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: II. Larghetto 2:52
3. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: III. Vivace 2:59

4. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: I. Allegro assai 1:34
5. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: II. Moderato 3:15
6. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: III. Spiritoso, ma non presto 2:11

7. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: I. Andante larghetto 4:53
8. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: II. Adagio 1:36
9. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: III. Presto 3:27

10. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: I. Moderato 3:05
11. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: II. Largo appoggiato 3:14
12. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: III. Allegro 1:55

13. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: I. Moderato 3:04
14. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: II. Larghetto staccato 1:57
15. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: III. Presto, ma non molto 2:00

16. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: I. Allegro 2:30
17. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: II. Larghetto 3:11
18. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: III. Vivace 2:22

19. Violin Concerto in B flat major: I. Andante 3:14
20. Violin Concerto in B flat major: II. Larghetto 2:29
21. Violin Concerto in B flat major: III. Spiritoso 1:42

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Há compositores mais bonitos.
Há compositores mais bonitos.

PQP

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41 – NOVOS LINKS


POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010, NOVOS LINKS FORNECIDOS POR VASSILY E AVICENNA EM 27/8/2015

Dia desses, nosso SAC recebeu um pedido para revalidar a linda Liturgia de São João Crisóstomo, de Tchaikovsky. Não tinha a gravação postada pelo Carlinus, então tive que recorrer a uma das duas de que dispunha. A de melhor som é aquela moderna da Hyperion, com os Corydon Singers, mas achei que o sotaque russo desta envolvente gravação soviética da Melodiya lhe conceda uma vantagem considerável.

 

Vassily Genrikhovich

POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010

O segundo post em homenagem a Tchaikovsky é a – não muito conhecida – Liturgia de São João Crisóstomo. Trata-se de uma obra de beleza incomum.  A audição desta liturgia nos remete aos desertos, aos monastérios do início da era cristã. Segundo a História, Crisóstomo (cognominado “o boca de ouro”, pelo poder de sua oratória), um dos pais da igreja cristã do oriente, teria elaborado esta liturgia a partir da Liturgia de São Basílio. Esta liturgia compõe, juntamente com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados, as formas de celebração eucarística do rito bizantino. A Liturgia de São João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrtgico das igrejas orientais. A grande questão é que este CD imprime profundos efeitos na alma do ouvinte. A última vez que senti efeitos tão marcantes em minha interioridade foi quando comecei a ver ao filme São Jerônimo, do diretor brasileiro Júlio Bressane. A película de Bressane é cheia de arrebatamentos místicos, de simbolismos metafísicos. Não é brincadeira ouvir uma peça destas. A alma  necessariamente solitária gravita em busca de paisagens idílicas.  Não deixe de ouvir este CD e se transformar num eremita, num ermitão, que não se corrompe com o ouro e com a prata oferecida pelo mundo. Mas se volta para os valores etéreos, de possibilidades arrebatoras. Minha nossa! Hoje eu estou impossível. Chega!

Quem quiser conhecer a LITURGIA

Carlinus

 

51AvKAaqFiLPyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41

1 – Amin. Gospodi pomilui
2 – Slava: Edinorodniy Syne
3 – Priidite, poklonimsya
4 – Alliluiya
5 – Slava tyebe gospodi
6 – Kheruvimskaya pyesn
7 – Gospodi pomilui
8 – Veruyu vo Yedinago Boga Otsa
9 – Milost mira
10 – Tyebe poyem
11 – Dostoino yest
12 – Amin. I so dukhom tvoyim, Gospodi, pomilui
13 – Otche nash
14 – Khvalitye Gospoda s nebyes
15 – Blagoslovyen gryadiy vo imya Gospodnye

Coro de Câmara do Ministério da Cultura da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Valery Polyansky, regente

BAIXAR AQUI (link de Vassily)

Franz Liszt (1811-1886) – Années de pèlerinage – Nicholas Angelich – REVALIDADO

51Ay94V1d5LPOSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH EM 8/9/2007, REVALIDADA POR VASSILY EM 25/8/2015

Alguém solicitou a um tempo atrás mais obras de Liszt. Já havíamos postado os concertos para piano com o Richter, porém, reclamaram que faltavam mais obras.
Pois bem, sensível ao apelo, FDP Bach resolveu cobrir uma das falhas do blog, a saber, mais obras pianísticas do sogro de Wagner. E vai jogar pesado, dessa vez… trata-se de uma coleção de 3 cds, interpretados pelo excelente Nicholas Angelich, da enorme série “Années de pèlerinage

FRANZ LISZT (1811-1886)

ANNEES DE PELERINAGE

Nicholas Angelich, piano

CD 1 – Première année: Suisse

01. Chapelle de Guillaume Tell
02. Au lac de Wallenstadt
03. Pastorale
04. Au bord d’une source
05. Orage
06. Vallée d’Oberman
07. Eglogue
08. Le mal du pays
09. Les cloches de Genève

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CD 2 – Deuxième année: L’Italie

01. Sposalizio
02. Il penseroso
03. Canzonetta del Salvator Rosa
04. Sonetto 47 del Petrarca
05. Sonetto 104 del Petrarca
06. Sonetto 123 del Petrarca
07. Après une lecture de Dante, Fantasia quasi Sonata
08. Venezia e Napoli – Gondoliera
09. Venezia e Napoli – Canzone
10. Venezia e Napoli – Tarentella

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CD 3 – Troisième année

01. Angelus ! Prière aux anges gardiens
02. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 1
03. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 2
04. Les jeux d’eau de la Villa d’Este
05. Sunt lacrymae rerum – en mode hongrois
06. Marche funèbre
07. Sursum corda

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.: interlúdio :. Thelonius Monk with John Coltrane

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“Monk and Coltrane complemented each other perfectly. The results of this successful music aliance were beneficial to both. In this setting, Monk began to receive the brunt of a long-overdue recognition. On the other hand, Coltrane´s talent, set in such a fertile environment, bloomed like a hibiscus. `Trane´s comments in a Down Beat article (Setember, 29,1969), clearly describe how he reveres Monk: “Working with Monk brought m eclose to a musical architet of the highest order. I felt I learned from him in every way – through the senses, theoretically, technically. I would talk to Monk about musical problems and he would sit at the piano and show me answers by playing them. I could watch him play and find out the things I wanted to know. Also, I sould see a lot of things that I din´t know about at all”. 

Um disco com músicos deste nível dispensa comentários. Gênios sem encontrando e nos dando o melhor de si através de sua música, e que música, meus queridos. A lamentar apenas sua curta duração, meros 37 minutos, mas lhes garanto que são 37 minutos preciosos.

John Coltrane – Tenor Sax
Coleman Hawkins – Tenor Sax
Thelonius Monk – Piano
Wilbur Ware – Bass
Gigi Gryce – Alto Sax
Ray Copeland – Trumpet
Art Blakey – Drums
‘Shadow’ Wilson – Drums

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Silêncio: Gênios em ação !!

 

Harry Crowl (1958): Espaços Imaginários (Música de Câmara)

Harry Crowl (1958): Espaços Imaginários (Música de Câmara)

Finalmente liberada para postagem, temos o prazer e a honra de apresentar um pouco da música de câmara do compositor brasileiro, mineiro, ilustre leitor-ouvinte e colaborador aqui do Blog, Harry Crowl.

Originalidade, impressionismo, acordes dissonantes, tensão e mistério, lirismo e dramaticidade, numa atmosfera por vezes selvagem, são algumas das características marcantes das peças incluídas nesse álbum.

O compositor

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais em 06/10/1958, Harry Lamott Crowl Jr,  estudou violino, viola e composição na sua cidade natal e nos EUA (Wesport School of Music and Juilliard School). Foi bolsista do Conselho Britânico em Dartington , em 1993, e radicou-se em Curitiba desde 1994. Sua obra abrange todos os gêneros instrumentais e vocais, e vem sendo apresentada e transmitida regularmente em todo o Brasil e em várias partes do mundo, especificamente na Europa por importantes grupos musicais. Atua como compositor e musicólogo e é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. É diretor artístico da Orquestra Brasileira de Música Contemporânea (SBMC), Seção Brasileira da ISCM (International Society Of Contemporary Music), através da qual representou o Brasil nos festivais “Dias Mundiais da Música”, da Eslovênia, em 2003 e, da Suiça, em 2004. Atua também como produtor e apresentador de programas dedicados à música erudita na Rádio Educativa do Paraná e, na Rádio MEC, no Rio. Em outubro de 2004, recebeu em Curitiba, a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do “Barão do Serro Azul” por serviços prestados à música.

O álbum

Lançado em 2005, o CD “Espaços Imaginários” traz as obras “Espaços Imaginários” (2001), “Imagens Rupestres” (1996) e, O Quarteto de Cordas Nº 1 “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero”, (1992/93), gravadas respectivamente no Canadá, Áustria e Eslováquia.

O trio Espaços Imaginários, para violino, violoncelo e piano é de 2001, e teve sua estreia em novembro do mesmo ano, pelo trio canadense Fibonacci, de Montreal. Trata-se de uma obra poderosa e rica em contrastes, tensionando as texturas possibilitadas pela formação sempre em seu limite extremo.

Extremos de virtuosismo são exigidos pelo primeiro trio de Harry Crowl, Imagens Rupestres, de 1996/97, para flautas, violoncelo e piano, encomendado pelo George Crumb Trio, de Linz (Áustria), e estreado por este mesmo grupo no Castelo Zell an der Pram, no norte austríaco, em maio de 1997. O trio traz algumas características-chave da produção de Crowl, tais como a linguagem dramática, a originalidade na abordagem da formação e a rejeição da linearidade.

Na Perfurada Luz, em Plano Austero, título do primeiro quarteto de cordas de Harry Crowl, foi tirado do poema “Montanhas de Ouro Preto”, que Murilo Mendes publicou em 1945. Escrito entre 1992 e 1993, o quarteto reflete a pesquisa de seu autor sobre compositores brasileiros do período colonial, pois se baseia na combinação das notas de uma série derivada do nome do autor mineiro Francisco Gomes da Rocha (1754-1808), dentro da notação alemã, o que nos dá F(fá)ranCIS(dó sustenido)co G(sol)omE(mi)S(mi bemol) da RoC(dó)H(si)A(lá).

Os vários movimentos do quarteto são executados sem interrupção, mantendo nível elevado de tensão, com apenas dois momentos de relaxamento, parte central e no final. Resultado de estudos sobre a sonoridade produzida pelos quatro instrumentos, a peça utiliza todos os recursos possíveis da formação, desde a polifonia ao uníssono, passando por efeitos de harmônicos artificiais associados a golpes de ardo “col legno”, ou “sul ponticelli” e “tremoli”. A estreia mundial da peça aconteceu no Summartónar, nas Ilhas Faroe, em 27 de julho  de 1996, com o Moyzes String Quartet, de Bratislava (Eslováquia).

Fonte: Encarte do CD

Uma ótima audição!

Harry Crowl: Espaços Imaginários

01. Espaços Imaginários (2001) para violino, violoncelo e piano (19:45)
Trio Fibonacci
Julie Anne Derome, violino
Gabriel Prynn, violoncelo
André Ristic, piano

02. Imagens Rupestres (1996) para flautas, violoncelo e piano (24:19)
The George Crumb Trio
Norbert Girlinger, flautas (+flautim, flauta baixa, flauta octobaixa)
Andréas Pözlberger, violoncelo
Sven Brich, piano

03. Quarteto de Cordas Nº 1, “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero” (1992/93) (25:49)
Moyzes Quartet
Stanislav Mucha, violino I
Ferenc Török, violino II
Alexander Lakatos, viola
Jan Slavík, violoncelo

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Harry Crowl
Harry Crowl

Marcelo Stravinsky

Jules Massenet (1842-1912): Thaïs (Ópera Completa)

Jules Massenet (1842-1912): Thaïs (Ópera Completa)

Postagem irrecusável, realizada a pedido de uma querida amiga que ainda não conheço pessoalmente.

Esta nova gravação de “Thaïs” preenche uma importante lacuna no catálogo da ópera gravada. Thais nunca teve a popularidade de “Manon” ou “Werther”, mas é boa música que apenas recentemente recebeu uma gravação decente. Foi registrada duas vezes ao longo dos últimos trinta anos (a RCA em 1974, com Anna Moffo, José Carreras e Bacquier Gabriel e em 1976 pela EMI com Beverly Sills, Nicolai Gedda, e Sherrill Milnes), mas nenhuma destas gravações era satisfatórias, até porque os sopranos do papel-título (Moffo e Sills, respectivamente) já tinham passado por melhores dias. Isto certamente não ocorre com Renée Fleming, cuja voz linda é ideal para o papel da cortesã que virou freira… Fleming soa maravilhosamente jovem e profundamente envolvida no drama. Fleming é acompanhada pelo imenso Thomas Hampson, cujo Athanael supera facilmente os intérpretes anteriores. “O Seigneur, je remets mon tes mains entre ame” é um dos destaques desta gravação. Claramente, é o trabalho Hampson a espinha dorsal de toda a produção. Giuseppe Sabbatini está excelente como Nicias, um grande avanço em relação a Nicolai Gedda na EMI, mas ainda não completamente no nível de Jose Carreras no set da RCA que não está mais disponível. A realização de Yves Abel é convincente. Para aqueles que esperaram anos para uma gravação realmente boa desta ópera de Massenet, essa gravação é a resposta a suas preces.

Thaïs, Lyric Comedy in 3 Acts

Tracklist Disc 1:
01. Thaïs: Voici le pain
02. Thaïs: Le voici! Le voici!
03. Thaïs: Hélas! enfant encore
04. Thaïs: Nous nous mêlons jamais, mon fils
05. Thaïs: Vision … Honte! Horreur!
06. Thaïs: Toi, qui mis la pitié dans nos âmes
07. Thaïs: Mon fils, nous nous mêlons jamais
08. Thaïs: Prélude (Deuxième Tableau)
09. Thaïs: Va, mendiant chercher ailleirs ta vie!
10. Thaïs: Voilà donc la terrible cité
11. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Athanaël, c’est toi!
12. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Je vais donc te revoir
13. Thaïs: Garde-toi bien! Voici ta terrible ennemie!
14. Thaïs: C’est Thaïs, l’idole fragile
15. Thaïs: Quel est cet étranger
16. Thaïs: Qui te fait si sévère
17. Thaïs: Non! Non! je hais vos fausses ivresses
18. Thaïs: Ah! je suis seule, seule enfin!
19. Thaïs: Dis-moi que je suis belle
20. Thaïs: Etranger, te voilà comme tu l’avais dit
21. Thaïs: Eh bien, fais-moi connaître tou cet amour
22. Thaïs: Je suis Athanaël, moine d’Antinoé
23. Thaïs: Je n’ai pas plus choisi mon sort que ma nature
24. Thaïs: Méditation religieuse – Symphonie

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Tracklist Disc 2:
01. Thaïs: Père, Dieu m’a parlé par ta voix
02. Thaïs: Non loin d’ici, vers l’occident
03. Thaïs: Considère, ô mon père
04. Thaïs: Suivez-moi tous, amis!
05. Thaïs: Divertissement: 1. Allegro vivo
06. Thaïs: Divertissement: 2. Mélopée orientale
07. Thaïs: Divertissement: 3. Allegro brillante
08. Thaïs: Divertissement: 4. Allegretto con spirito
09. Thaïs: Divertissement: 5. Mouvement de valse
10. Thaïs: Voilà l’incomparable!… Divertissement: 6 La Charmeuse
11. Thaïs: Divertissement: 7. Finale
12. Thaïs: Eh! C’est lui!… Athanaël
13. Thaïs: Il dit vrai!
14. Thaïs: L’ardent soleil m’écrase
15. Thaïs: Ah! des gouttes de sang coulent de ses pieds
16. Thaïs: O messager de Dieu, si bon dans ta rudesse
17. Thaïs: Baigne d’eau mes mains et mes lèvres
18. Thaïs: La paix du Seigneur soit avec toi
19. Thaïs: Mon oeuvre est accomplie!
20. Thaïs: Que le ciel est pesant!
21. Thaïs: C’est lui qui vient!
22. Thaïs: Qui te fait si sévère
23. Thaïs: Thaïs va mourir!
24. Thaïs: Seigneur, ayez pitié de moi
25. Thaïs: Sois le bienvenu dans nos tabernacles
26. Thaïs: C’est toi, mon père

Composed by Jules Massenet
Performed by Bordeaux Aquitaine National Orchestra
Conducted by Yves Abel

Thomas Hampson
Renée Fleming
Giuseppe Sabbatini
Elisabeth Vidal
Isabelle Cals
Enkelejda Shkosa
Renaud Capuçon
Stefano Palatchi

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Renée Fleming: uma verdadeira diva
Renée Fleming: uma verdadeira diva

PQP

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Cello-Konzerte, Sinfonia Concertante

IMG_0001Encontrei essa gravação na bagunça mais ou menos organizada de um HD externo. Tinha esquecido dela. Estava guardada em uma subpasta dedicada aos Kujiken, em uma pasta que dedico a intérpretes. E a identificação da pasta era realmente impossível de entender. Não sei o que eu pensava na época em que armazenei esse CD naquele HD externo. Enfim …
Mas toda essa introdução confusa serviu apenas para dizer, no final das contas, que temos aqui uma gravação inestimável, imperdível, com certeza. Tudo funciona ás mil maravilhas. A sonoridade da Petite Bande dirigida por Sigiswald Kujiken é única, adoro essa orquestra. Mas o destaque com certeza fica com o solista, Hidemi Suzuki, um espanto como esse homem toca. A forma com que ele consegue extrair novas possibilidades destes já tão conhecidos concertos de Haydn mostra um intérprete ciente de sua capacidade e  maturidade.

01. Cello Concerto in C-major, Hob.VIIb-1 I. Moderato
02. II. Adagio
03. III. Allegro molto
04. Cello Concerto in D-major , Hob.VIIb-2 I. Allegro molto
05. II. Adagio
06. III. Allegro
07. Sinfonia Concertante I. Allegro
08. II. Andante
09. III. Allegro con spirito

Hidemi Suzuki – Cello
Ryo Teraokado – Violin
Patrick Beaugiraud – Oboe
Marc Vallon – Fagott
La Petite Band
Sigiswald Kujiken – Conductor

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Hidemi Suzuki – Esse toca muito !

 

Franz-Joseph Haydn – Ronald Brautigam plays Joseph Haydn Concertos – Brautigam – Concerto Copenhagen

frontLINK RESTAURADO À PEDIDOS !!!
Problemas técnicos alheios à minha vontade tem me impedido de postar com mais frequência, mesmo estando em férias. Para compensar tenho ouvido muita música e lido bastante.
E eis que encontro esta beleza de CD, com um cara de quem já virei fâ: Ronald Brautigam. Até então tinha sua integral das sonatas de Mozart e de Beethoven, e me encaminhava para conseguir sua integral de Haydn, todos estes CDs produzidos pelo excelente selo sueco BIS. Mas este Haydn que ora trago é delicioso. Ele se utiliza de um pianoforte em suas interpretações, dando mais ênfase, portanto, às gravações ditas históricas. E o resultado é de se tirar o chapéu. A sonoridade de seu pianoforte, aliado à excelente orquestra dinamarquesa, nos deixam extasiados. Nada tão xiita quanto algumas gravações que encontramos no mercado, mas no final das contas, temos a plena certeza de dever cumprido. É para se ouvir diversas vezes seguidas, sem temer enjoar, afinal de contas, senhores, trata-se de Haydn, ora bolas.

01. Concerto in D major, H.XVIII11 – I. Vivace
02. II. Un poco adagio
03. III. Rondo all’Ungarese (Allegro assai)
04. Concerto in F major, H.XVIII3 – I. Allegro
05. I. Largo cantabile
06. III. Presto
07. Concerto in D major, H.XVIII2 – I. Allegro moderato
08. II. Adagio molto
09. III. Allegro
10. Concerto in G major, H.XVIII4 – I. Allegro
11. II. Adagio
12. III. Rondo (Presto)

Ronald Brautigam – Pianoforte
Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen – Conductor

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FDPBach

Johann Sebastian Mastropiero (?-?): O Lago Encantado

Johann Sebastian Mastropiero (?-?): O Lago Encantado

hqdefaultJohann Sebastian Mastropiero é sem dúvida um dos compositores que motivam maiores polêmicas entre os musicólogos. Por exemplo, diversos autores divergem em sua data de nascimento. Seria um 7 de fevereiro, mas se não concordam nem quanto ao século, o que dirá do ano? Do mesmo modo, há vários países que disputam sua nacionalidade. Tampouco se conhece a data de sua morte. Nem se esta verdadeiramente ocorreu.

Há também controvérsias sobre seu nome, pois ele também foi conhecido por Peter Illich, Wolfgang Amadeus, etc. A grande dispersão de dados biográficos sobre o mestre e as grandes lacunas existentes acerca de determinados períodos de sua vida, fazem com que seja muito difícil escrever uma biografia minimamente completa.

Há 40 anos, o grupo argentino Les Luthiers dedica-se quase que com exclusividade à obra de Mastropiero. P.Q.P. Bach, aproveitando esta fase de lagos adormecidos pelo balé, traz para o blog o esplêndido balé El Lago Encantado, do qual é ouvida a música — FANTÁSTICA — além DA NARRAÇÃO DOS ACONTECIMENTOS DO PALCO. Coisa de louco!

https://youtu.be/ODvjmV8SolM

Este é a segunda postagem de Mastropiero. Muita atenção.

Para quem não conhece o Les Luthiers, vejam aqui como não sabemos nada sobre nossos vizinhos. Os caras são pouco famosos…

Mais detalhes aqui, aqui ou com a Condessa Shortshot.

Mastropiero – El Lago Encantado

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Grupo genial
Grupo genial

PQP

.: interlúdio :. Larry Coryell – The Rite of Springs

folderDepois do Bolero, aí está a versão que Larry Coryell fez pra obra de Stravinsky. Eu particularmente, achei sensacional, um respeito muito grande com a obra original.
Agora convenhamos, transcrever para violão uma obra de um nível de orquestração tão complexo quanto a Sagração da Primavera não é para qualquer um. E não pensem que Coryell parou por aqui com suas transcrições. Logo trarei a “Petrouschka” e novamente “As Quatro Estações”. Ah, estava esquecendo da “Sherazade” de Korsákov.
Ganhei esta gravação há uns vinte e poucos anos atrás, ainda no tempo das fitas cassetes, e lembro que a fita arrebentou de tanto que a ouvi. Dei um jeitinho, a prendi com durex, e ela continuou a tocar por mais algum tempo, até eu ter acesso ao CD.

01  Part I. The Adoration of The Earth
02  Part II. The Sacrifice

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Music To Goethe’s Tragedy “Egmont”, Op.84; Overture “Coriolan”, Op.62; The Creatures Of Prometheus, Op.43; Overture “Leonore No.2”, Op.72a; Overture Fidelio, Op.72; Overture “Leonore No.3”, Op.72b – Böhm, Wiener Philharmoniker

4794371Finalmente a Deutsche Grammophon faz uma homenagem a um de seus principais maestros, Karl Böhm, e o faz com uma caixa de 23 cds com as últimas gravações que o maestro realizou em vida, diante de três orquestras, a saber, Sinfônica de Londres, de Viena e a de Dresden. Com o tempo trarei alguns cds dessa coleção.
Começo com algumas aberturas de Beethoven, e Böhm conhecia muito bem esse repertório, e também essa orquestra. Portanto, é difícil alguma coisa dar errada por aqui.

Espero que apreciem.

1. Music To Goethe’s Tragedy “Egmont” Op.84
2. Overture “Coriolan”, Op.62
3. The Creatures of Prometheus, Op.43

Wiener Philharmoniker
Karl Böhm – Conductor

Fidelio op.72
4. Overture 6:19
5. Overture “Leonore No.3”, Op.72b

Staatskapelle Dresden
Karl Böhm – Conductor

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto for Orchestra / 4 Orchestral Pieces, Op. 12

Béla Bartók (1881-1945): Concerto for Orchestra / 4 Orchestral Pieces, Op. 12

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Assim como Ravel, Bartók tem uma notável obra sinfônica, mas não compôs “Sinfonias”. O mais próximo que chegou disso foi no belíssimo Concerto para Orquestra e, antes, nas 4 Peças Orquestrais. Os cinco movimentos do Concerto para Orquestra formam uma obra-prima da literatura musical do século XX. Escrito no exílio norte-americano em 1943, foi revisado em 1945 com Bartók já tomado pela leucemia. Mas não pensem numa música triste ou “de morte”. É antes uma composição de fé na humanidade ao final da Segunda Guerra que devastou sua Hungria. Sua estrutura lembra a dos Concerti Grossi barrocos, concertos onde não apareciam ainda um único e grande solista, mas sim vários deles dialogando. A linguagem é moderna e o resultado sensacional.

Bartók escreveu: “O título deste trabalho tem por objetivo de tratar os instrumentos individuais ou grupos de instrumentos de uma forma concertante ou solista. O tratamento “virtuose” aparece, por exemplo, nas seções em fugato do desenvolvimento do primeiro movimento (instrumentos de sopro) ou nas passagens do “perpetuum–móbile” que aparece como o principal tema no último movimento (cordas), e, principalmente, no segundo movimento. Quanto à estrutura, o primeiro e o quinto movimentos são escritos na “forma sonata” de uma maneira mais ou menos regular e o desenvolvimento do primeiro movimento contém seções em fugato para os metais, a exposição no final é um pouco prolongada, e seu desenvolvimento é uma fuga construída no último tema da exposição. Formas menos tradicionais são encontradas no segundo e terceiro movimentos. A parte principal do segundo movimento consiste em um encadeamento de pequenas seções independentes, tocados por instrumentos de sopro introduzido em pares (fagotes, oboés, clarinetes, flautas, trompetes com sordina) . Tematicamente, as cinco seções não têm nada em comum e pode ser simbolizado pelas letras A, B, C, D, E. O trio é um pequeno coral para metais e tambor seguindo as cinco seções, retomadas em uma instrumentação mais elaborada. A estrutura encadeia o segundo e o terceiro movimentos. Três temas são ouvidos sucessivamente, o que constitui o núcleo do movimento que é enquadrado por uma textura nebulosa de motivos mais rudimentares. O material temático deste movimento é derivado da “Introdução” do primeiro movimento. A forma do quarto movimento Intermezzo interrotto pode ser pensado baseado nas letras A, B, A – interrupção – B, A”.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto for Orchestra / Orchestral Pieces, Op. 12

1. Bartók: Four Orchestral Pieces Op.12 (Sz 51) – 1. Preludio 6:34
2. Bartók: Four Orchestral Pieces Op.12 (Sz 51) – 2. Scherzo: Allegro 6:12
3. Bartók: Four Orchestral Pieces Op.12 (Sz 51) – 3. Intermezzo: Moderato 5:03
4. Bartók: Four Orchestral Pieces Op.12 (Sz 51) – 4. Marcia funebre: Maestoso 4:57

5. Bartók: Concerto For Orchestra, Sz. 116 – 1. Introduzione (Andante non troppo – Allegro vivace) 9:38
6. Bartók: Concerto For Orchestra, Sz. 116 – 2. Giuoco della coppie (Allegretto scherzando) 6:26
7. Bartók: Concerto For Orchestra, Sz. 116 – 3. Elegia (Andante, non troppo) 7:42
8. Bartók: Concerto For Orchestra, Sz. 116 – 4. Intermezzo interrotto (Allegretto) 4:02
9. Bartók: Concerto For Orchestra, Sz. 116 – 5. Finale (Pesante – Presto) 9:24

Chicago Symphony Orchestra
Pierre Boulez

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O grande, enorme Béla Bartók
O grande, enorme Béla Bartók

PQP

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): “Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2)

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): “Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2)

Aqui está uma grande dupla de CDs de Matteis, compositor que lhes apresentei na semana passada. O pessoal do barroco — como eu — vai gostar muito!

Nicola Matteis (c.1670-c.1714):
“Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2)

Vol. 1
Suite in A major (Book IV, Nos. 1-11)
Suite in d minor (Book IV, Nos. 33-36)
Suite in g (Book II, Nos. 10-18)
Suite in e minor (Book IV, from Nos. 21-29)
Sonata in c minor (Book I, 46-49)
Sonata in C (Book IV, from Nos. 12-20)

The Arcadian Academy
Nicholas McGegan

BAIXE AQUI O VOLUME 1 — DOWNLOAD VOLUME 1 HERE

Vol. 2
Sonata in F major (Book 3, no. 7-9)
Suite in a minor (Book 2, no. 25-29)
Suite in g minor (Book 3, no. 41-44)
Sonata in B-flat major (Book 2, no. 22-24)
Almand’s by Mr. Nicola Matteis
Suite in c minor (Book 3, no. 23-32)
Sonata in E major (Book 2, no. 30-32)
Suite in D major (Book 4; no. 43-46)
Suite in F major (Book 4, no. 30-32)

The Arcadian Academy
Nicholas McGegan

BAIXE AQUI O VOLUME 2 — DOWNLOAD VOLUME 2 HERE

Nicola Matteis (c.1640-1714)
Nicola Matteis (c.1640-1714)

PQP

.: interlúdio :. Miles Davis — Porgy and Bess

.: interlúdio :. Miles Davis — Porgy and Bess

Este interlúdio continua de onde o anterior parou (ou, na verdade, um passo antes): numa colaboração entre Miles Davis e Gil Evans. Gravado em quatro sessões no verão de 1958, a adaptação de Porgy and Bess, ópera de Gerswhin, veio com a publicidade em torno do filme de Otto Preminger. A película não deu certo e desagradou os criadores. Já a versão jazz, que diferença: não apenas um dos maiores best-sellers da história do gênero, também foi aclamado por toda crítica como um marco do jazz orquestral.

Sensível e melódico, Porgy and Bess é um álbum que tem Miles Davis vivendo um momento de redescoberta das harmonias, no já pós-bop:

I think a movement in jazz is beginning, away from the conventional string of chords and a return to emphasis on melodic rather than harmonic variations….When Gil wrote the arrangement of ‘I Loves You, Porgy’, he only wrote a scale for me to play. No chords. And that other passage with just two chords gives you a lot more freedom and space to hear things.

E espaço é o que se ouve. Apesar da formação com muitos músicos, a produção delicada permite a todos seu espaço – seja na orquestração do acompanhamento, seja nos solos de Davis e do genial Cannonball Adderley. Além disso, há um aspecto lúdico – porque não é nada menos do que divertido ver os tons por onde Miles e Evans enxergaram canções populares como Summertime e It Ain’t Necessarily So.

Se aqui temos uma leitura fantástica da obra de Gershwin, ela já havia rendido outra obra-prima: a gravação de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, mais orquestra, um ano antes. Disco este que deve pintar por aqui em breve, prometido por FDP Bach.

Miles Davis – Porgy and Bess (320)

01 The Buzzard Song 4’12
02 Bess, You Is My Woman Now 5’15
03 Gone (Evans) 3’41
04 Gone, Gone, Gone 2’06
05 Summertime 3’22
06 Prayer (Oh Doctor Jesus) 4’44
07 Fisherman, Strawberry and Devil Crab 4’10
08 My Man’s Gone Now 6’14
09 It Ain’t Necessarily So 4’29
10 Here Come de Honey Man 1’26
11 I Wants to Stay Here (a.k.a. I Loves You, Porgy) 3’41
12 There’s a Boat That’s Leaving Soon for New York 3’29
13 I Loves You, Porgy [tk1 2nd version] 4’16
14 Gone [tk 4] 3’41

Composto por George Gershwin, Ira Gershwin e DuBose Heyward
Conduzido e arranjado por Gil Evans
Produzido por Cal Lampley e Teo Macero para a Columbia

Miles Davis (trumpet, flugelhorn); Cannonball Adderley (alto saxophone); Gil Evans (arranger, conductor); Paul Chambers (bass); Jimmy Cobb (drums); Ernie Royal, Bernie Glow, Johnny Coles, Louis Mucci (trumpet), Dick Hixon, Frank Rehak, Jimmy Cleveland, Joe Bennett (trombone), Willie Ruff, Julius Watkins, Gunther Schuller (horn), Bill Barber (tuba), Phil Bodner, Jerome Richardson, Romeo Penque (flute, alto flute, clarinet); Danny Bank (alto flute & bass clarinet); Philly Joe Jones (drums on tracks 3, 4, 15).

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miles davis

Boa audição!
Bluedog, revalidado por PQP Bach

George Friedrich Händel (1685-1750) – Chamber Music – CD 6 de 6 – Recorder Sonatas – Pickett, Beckett, et. all

Box Front

Então vamos encerrar mais uma caíxa.
Para quem não sabe, o instrumento chamado Recorder nada mais é que a nossa flauta doce, aquela mesma que iniciou muita gente na música, nos tempos de colégio. Minhas primeiras noções de música foram em um colégio de freiras, com uma freira que era excelente musicista, mas sua metodologia de ensino deixava a desejar. Mesmo assim, aprendi ali a identificar as notas, a soprar naquelas pequeninas flautas Yamaha. Aliás, ainda tenho a minha, desmontada, desafinada, mas guardada em algum recanto da minha eterna bagunça.
Mas voltando ao CD, o flautista Phillip Beckett é um craque com este instrumento, e dá um show com sua performance. A genialidade de Händel explorou todas as sutilezas, nuances e detalhes deste instrumento tão peculiar.

1 – Recorder Sonata in G major, HWV 358
2 – Recorder Sonata in C major, Op.17, HWV 365
3 – Recorder Sonata in D minor, Op.19a, HWV 367a
4 – Recorder Sonata in B flat major, HWV 377
5 – Recorder Sonata in G minor, Op.12, HWV 360
6 – Recorder Sonata in F major, Op.111, HWV 369
7 – Recorder Sonata in A minor, Op.14, HWV 362
8 – Trio Sonata in F major for 2 Recorders and bc, HWV 405

Phillip Beckett – Recorder
Rachel Beckett – Recorder
Susan Sheppard – Cello
Lucy Carolan – Harpsichord

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Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul e Cantata Profana

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul e Cantata Profana

O Castelo do Barba Azul (Húngaro: A kékszakállú herceg vára) é uma ópera em um ato, a única de autoria de Béla Bartók, composta em 1911. O libreto foi escrito pelo poeta Béla Balázs, também húngaro, amigo de Bartók, inspirado pelo conto Barba-Azul, de Charles Perrault. Forte em aspectos simbolistas, a obra utiliza-se de apenas dois cantores acompanhados por uma grande orquestra, de mais de noventa músicos. Balázs escreveu o libreto de O Castelo do Barba-Azul entre 1908 e 1910. Em seguida, Bartók compôs a ópera a fim de disputar um concurso de música para teatro, sem entretanto conseguir o prêmio. Acrescentou algumas alterações em 1912, para um novo concurso, e deu forma final à composição em 1917. Após a revolução de 1919, Bartók foi obrigado pelo governo húngaro a retirar da ópera o nome de Balázs, que havia fugido do país e se exilado em Viena. O Castelo do Barba Azul só voltaria a ser encenada na Hungria em 1936. A história se passa no interior de um castelo, com apenas dois personagens: os recém-casados Barba Azul (baixo ou baixo-barítono) e Judite (soprano ou meio-soprano. As três primeiras mulheres de Barba-Azul aparecem em cena, porém em papeis mudos, e há ainda um prólogo narrado por um Bardo. A ópera começa com a chegada do casal ao castelo. Pesa sobre o nobre a suspeita de haver matado suas três primeiras mulheres, e por isso Judite, diante da escuridão do ambiente, pede que as portas sejam abertas. Barba Azul resiste, mas, diante da insistência da mulher, vai abrindo uma a uma as portas de sete aposentos, revelando uma câmara de torturas, um jardim e um lago de lágrimas.

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul e Cantata Profana

Herzog Blaubarts Burg Sz 48 (Op. 11) 54:07
1 1 Wir Sind Am Ziele 4:32
2 2 Dies Ist Also Blaubarts Feste! 6:17
3 3 Große Schweigende Türen 4:00
4 4 Weh! – Was Siehst Du? 3:30
5 5 Was Siehst Du? – Tausend Schaurig Scharfe Waffen 2:53
6 6 Sieh Nur Den Schatz! 1:39
7 7 Ach! Blumenpracht! 4:17
8 8 Ah! – Sieh, So Weit Die Blicke Reichen 6:19
9 9 Weißes Stilles Wasser Seh Ich 11:19
10 10 Schau, Die Früher’n Frauen Alle 2:38
11 11 Früh Am Morgen Kam Die Erste 6:44

Cantata Profana Sz 94 18:42
12 1 Wunder Hört Ihr Sagen 7:26
13 2 Lange Harrt Der Alte 8:13
14 3 Wunder Ward Euch Kund Heut 3:03

Alto Vocals, Contralto Vocals – Hertha Töpper (tracks: 1 to 11)
Baritone Vocals – Dietrich Fischer-Dieskau
Chorus – Chor Der St. Hedwigs-Kathedrale Berlin (tracks: 12 to 14), RIAS-Kammerchor (tracks: 12 to 14)
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Tenor Vocals – Helmut Krebs (tracks: 12 to 14)
Ferenc Fricsay

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barba azul

PQP

George Friedrich Händel (1685-1759) – Chamber Music – CD 4 e 5 de 6 – Trio Sonatas

Box FrontEstou trazendo mais dois volumes da coleção de música de câmara de Händel para concluir a série de Trio Sonatas. A formação básica continua a mesma, ou seja, dois violinos e baixo contínuo, este último podendo ser o cravo ou o violoncelo, ou ambos. O timaço de músicos liderado por John Holloway continua fazendo seu impecável trabalho.

CD 4

1 – Trio Sonata in A major for 2 Violins and bc (Op – 51) HWV396
2 – Trio Sonata in D major for 2 Violins and bc (Op – 52) HWV397
3 – Trio Sonata in E minor for 2 Violins and bc (Op – 53) HWV398
4 – Trio Sonata in G major for 2 Violins and bc (Op – 54) HWV399
5 – Trio Sonata in G minor for 2 Violins and bc (Op – 55) HWV400
6 – Trio Sonata in F major for 2 Violins and bc (Op – 56) HWV401
7 – Trio Sonata in B flat major for 2 Violins and bc (Op – 57) HWV402

CD 5

1 – Sinfonia in B flat major, HWV338
2 – Trio Sonata in F major for 2 Violins and bc, HWV392
3 – Trio Sonata in C minor for 2 Violins and bc (Op – 21a), HWV386a
4 – Trio Sonata in G minor for 2 Violins and bc, HWV393
5 – Trio Sonata in C major for 2 Violins and bc, HWV403
6 – Trio Sonata in E major for 2 Violins and bc, HWV394

John Holloway – Violin
Micaela Comberti – Violin
Alison Bury – Violin
Susan Sheppard – Cello
Robert Wooley – Harpsichord
Lucy Carolan – Harpsichord

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.: interlúdio :. Miles Davis (1926-1991): Tutu (Deluxe Edition) 2CD (2011)

.: interlúdio :. Miles Davis (1926-1991): Tutu (Deluxe Edition) 2CD (2011)

AB-SO-LU-TA-MEN-TE DES-CAR-TÁ-VEL!!!

Quando coloquei este CD no mp3 do carro, não demorou muito para o Prestes protestar:

— Ó, filho de Bach, esse troço é um lixo.
— Mas é Miles Davis.
— Não interessa, é um LIXO!

Logo depois, o Igor começou a teorizar, dizendo que poucos criadores e artistas sobreviveram ilesos ao mau gosto dos anos 80. Ambos têm razão. O Igor referiu-se à forma como a época imiscuiu-se na obra dos mais diversos criadores musicais com resultados quase sempre muitíssimo danosos e malcheirosos do ponto de vista artístico. Prestes disse que o álbum vermelho do conservador (do ponto de vista musical) Chico Buarque, lançado em 1984, possui coisas estranhas como aqueles sons — schuuupp, fiiiissst… — que acompanham a criançada se alimentando de luz. É verdade, não tinha me dado conta. Eu não sei o que houve naquela época. O disco, com suas baterias eletrônicas e seus tecladinhos com sons de estrelas tomaram conta do panorama de tal maneira que o melhor foi cobrir a cabeça com o travesseiro das músicas de qualquer outra época. Igor citou os Ramones como exemplo de dignidade e resistência ao ridículo. Miles Davis? Sim o grande Miles foi vitimado, soçobrando lamentavelmente.

(Neste momento, já em casa, minha filha revolta-se contra a versão a la Paul Mauriat ou André Rieu para Time after time (sim, de Cyndi Lauper) que está na faixa 7 do segundo CD.

— Pai, por que tu tens que ouvir essa droga?

Ah, se ela tivesse ouvido Human Nature… Eu estaria morto).

Bem, aqui temos dois CDs. O primeiro é o Tutu original. A única coisa que presta no disquinho é Tutu e Full Nelson, cujo nome correto deveria ser Full Prince, pois o anão de Minneapolis faz exatamente aquilo ali, só que muito melhor. O segundo CD é uma tentativa desesperada dos relançadores atuais de salvar a situação. É um álbum remasterizado de um concerto de Miles no Festival de Nice de 1986, nunca lançado antes. O CD é bom, as improvisações estão ali, mas não funciona. Era 1986 e há coisas de brochar qualquer vivente.

Tutu (uma homenagem a Desmond Tutu) foi lançado em dezembro daquele ano e, na verdade, deu nova feição à carreira de Miles. Para variar, a merda ganhou dois prêmios Grammy e recolocou o genial trompetista como uma grande estrela internacional. Nada mais imerecido. Como dizia minha mãe, que não costumava ouvir nunca porcarias, é MÚSICA PERECÍVEL. (Obrigado, Maria Luiza).

Quase todas as composições do disco são do baixista e produtor Marcus Miller. Aliás, como comentaram o Igor e o Prestes, foi uma tremenda sacanagem do cara. Ao lado de todo aquele mau gosto, de toda aquela distorção Bee Gees, há um baixo seguro e digno. Só. É Marcus Miller, que parece ter feito a bosta com a segunda intenção ser o único sobrevivente. Olha só: o trompete de Miles no Tutu original está sempre com surdina, as baterias são eletrônicas, os teclados abrem portais imaginários com fadinhas dentro. O único som humano é o do baixo e de um lá que outro sax. O resto está abaixo no nível do rio Mississipi, sob a água.

Mas foi um tremendo sucesso de público.

Eu acho engraçada a forma como é dividida a carreira do indiscutivelmente genial Miles Davis:

1 Juventude – de 1926 a 1944
2 Bebop e Birth of the Cool – de 1944 a 1955
3 Primeiro Grande Quinteto e Sexteto – de 1955 a 1958
4 Gravações com Gil Evans – de 1957 a 1963
5 Kind of Blue – de 1959 a 1964
6 Segundo Grande Quinteto – de 1964 a 1968
7 Elétrico Miles – de 1968 a 1975
8 Década Final – de 1981 a 1991 <– Ou seja, o grande equívoco, a MERDA que nem recebeu um título distinto da temporalidade que a caracterizasse.
9 Morte – 1991

Miles Davis — Tutu Remastered Album — Deluxe Edition (2011)

1. Tutu
2. Tomaas
3. Portia
4. Splatch
5. Backyard Ritual
6. Perfect Way
7. Don’t Lose Your Mind
8. Full Nelson

CD 2
Live At Nice Fest 1986

1. Opening Medley
2. New Blues
3. Maze
4. Human Nature
5. Portia
6. Splatch
7. Time After Time
8. Carnival

Miles Davis – trumpet
Marcus Miller – bass guitars, guitar, synthesizers, drum machine programming, bass clarinet, soprano sax, other instruments.
Jason Miles – synthesizer programming
Paulinho da Costa – percussion on “Tutu”, “Portia”, “Splatch”, Backyard Ritual”
Adam Holzman – synthesizer solo on “Splatch”
Steve Reid – additional percussion on “Splatch”
George Duke – all except percussion, bass guitar, and trumpet on “Backyard Ritual”
Omar Hakim – drums and percussion on “Tomaas”
Bernard Wright – additional synthesizers on “Tomaas” and “Don’t Lose Your Mind”
Michał Urbaniak – electric violin on “Don’t Lose Your Mind”
Jabali Billy Hart – drums, bongos

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Um dos discos mais superestimados de todos os tempos, uma bosta
Um dos discos mais superestimados de todos os tempos, uma bosta

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ATENÇÃO, VEJAM ISSO: Lord of the Vibrato – the return of ultimate vibration

ATENÇÃO, VEJAM ISSO: Lord of the Vibrato – the return of ultimate vibration

No filme abaixo, o violinista porto-alegrense Lavard Skou Larsen — amigo pessoal de PQP Bach — tira um sarro dos vibratos da insuportável e incompreensível violinista polonesa Anna Karkowska, espécie de Florence Foster Jenkins do instrumento. Lavard Skou Larsen é professor de violino na Universidade Mozarteum, em Salzburg, e da cadeira de prática de orquestra. Desde 1991, é fundador, maestro e diretor artístico da excelente Salzburg Chamber Soloists, de grande sucesso no mundo inteiro. Grava regularmente para os selos Naxos, Denon, CPO, Marco Polo, Stradivarius e Coviello Classics e, em 2004, assumiu o cargo de maestro titular da Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein (Alemanha).

No final do filme, vale a pena ouvir a versão vibrato (sic) da Noite Transfigurada, de Arnold Schoenberg…

Por Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Por Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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