J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma bela aquisição para sua coleção de obras de Bach. Trata-se de interpretações sensíveis e virtuosísticas para este diálogo entre a viola da gamba e o cravo, uma conversa musical do mais alto conteúdo. O resultado é de elegância ímpar. Uma delícia total ouvir este CD e, de cada vez, descobrir novas sutilezas e revelações sob as estruturas magníficas criadas por Bach. A colocação de duas árias cujos temas são apresentados pela viola da gamba — uma da São Mateus e outra da São João — ,separando as três sonatas, também foi uma grande ideia.

Um feliz 31 de agosto para todos!

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo

1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro, ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato

5. Preludio, improvisation for viola da gamba
6. St. Matthew Passion (Matthäuspassion), for soloists, double chorus & double orchestra, BWV 244 (BC D3b): Komm, süßes Kreuz

7. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro

11. St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2): Es ist vollbracht

12. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
13. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
14. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro

Paolo Pandolfo, viola da gamba
Markus Hünninger, cravo

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Pandolfo e Hunninger no Wigmore Hall
Pandolfo e Hünninger no Wigmore Hall

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 / Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 / Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956


51ZhTFFnS+LPOSTADO POR PQP BACH EM 11/7/2013, REVALIDADO POR VASSILY EM 31/8/2015

Gravação muito interessante, combinando a Sonata “Arpeggione” de Schubert tocada no instrumento que lhe deu o nome, e uma poderosa interpretação do Quinteto para cordas D. 956, aquele com dois violoncelos.

O arpeggione, para quem não sabe, é um instrumento de cordas com o feitio e as seis cordas de cordas de um violão, mas tocado com o arco à maneira de um violoncelo. Ele teve uma breve voga no começo do século XIX, e a única peça que sobreviveu de seu repertório é a Sonata em Lá maior de Schubert, publicada quase cinquenta anos depois de sua morte, quando o arpeggione já era quase só encontrado em museus, e a Sonata, propriedade de violistas e violoncelistas do mundo.

O violoncelista Nicolas Deletaille, que é acompanhado na Sonata pelo incansável Paul Badura-Skoda, dedica-se a reviver o arpeggione e ampliar seu repertório, tanto através de transcrições quanto por obras originais comissionadas de compositores contemporâneos. No encarte, ele expõe detalhadamente a história do instrumento e suas peculiaridades, entre as quais a notórias dificuldades de articulação, ilustradas pelas várias “escorregadas” que Deletaille dá nesta gravação que, apesar delas, é muito boa.

Quando ele, entretanto, deixa o arpeggione e une seu violoncelo ao Quarteto Rosamunde, o resultado é uma interpretação inesquecível do Quinteto D. 956 de Schubert, sua última obra de câmara.

Vassily Genrikhovich

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 11/7/2013

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande disco, grande disco! Talvez a dupla Deletaille e Badura-Skoda façam uma Arpeggione apenas boa, mas o Rosamonde garante uma linda interpretação do esplêndido Quinteto 956 de Schubert. Este poderoso quinteto — que tem o mais delicado dos Adágios (o qual também possui um trecho vigoroso) — é uma das peças preferidas deste humilde escriba que vos serve. Preparem-se porque é chumbo grosso e do bom (ui!).

Neste disco temos um dos melhores resumos de Schubert. Na Arpeggione, o estupendo melodista; no Quinteto, o criador de estruturas. Enquanto a primeira é ouvida no sentido horizontal, a outra é ouvida verticalmente.

Franz Schubert (1797-1828): Sonata para Arpeggione e Piano D. 821 /
Quinteto (Quintetão, Quintetaço!) de Cordas D. 956

1. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: I. Allegro moderato 11:33
2. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: II. Adagio 3:27
3. Sonata for Arpeggione and Pianoforte In A Minor, D. 821: III. Allegretto 9:05

Nicolas Deletaille, arpeggione
Paul Badura-Skoda, pianoforte

4. String Quintet In C Major, D. 956: I. Allegro ma non troppo 20:02
5. String Quintet In C Major, D. 956: II. Adagio 13:35
6. String Quintet In C Major, D. 956: III. Scherzo: presto – Trio: andante sostenuto – Scherzo: presto 10:04
7. String Quintet In C Major, D. 956: IV. Allegretto 9:17

Quatuor Rosamonde + Nicolas Deletaille, violoncelo

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Quatuor Rosamonde
Quatuor Rosamonde

PQP

Franz Liszt (1811-1886) – Franz Liszt – Khatia Buniatishvili

P1Khatia Buniatishvili pode ser jovem, mas não teme desafios. Se não estou enganado, esse foi seu primeiro CD, e um grande CD, diga-se de passagem, todo dedicado a Liszt, incluindo a imponente Sonata in B Minor, que, curiosamente, apareceu pouco por aqui, até onde me lembro.
Os grandes artistas não podem temer desafios, ainda mais se você tem meros 23 anos de idade e quer ser reconhecido como um grande artista. E está era a idade que Khatia tinha quando sentou-se ao piano e gravou a gigantesca Sonata em B Minor, um monumento da literatura pianística, uma obra de difícil execução, que exige até a alma do músico. E o resultado é primoroso. Frente ás adversidades, a jovem Khatia encarou como gente grande o desafio. E convenhamos, Liszt é para ouvidos experientes e treinados. Essa sonata assusta no começo. Apenas depois de muitas audições é que conseguimos começar a entendê-la.
Enfim, espero que gostem. Eu gostei muito.

01 – Liebestraum in A flat major Op.62 S 541-3 Notturno
02 – Sonata in B minor S 178 I. Lento assai-Allegro energico
03 – Sonata in B minor S 178 II. Andante sostenuto
04 – Sonata in B minor S 178 III. Allegro energico
05 – Mephisto Waltz No.1 (The Dance in the Village Inn) S 514
06 – La lugubre gondola S 200-2
07 – Prelude in A minor S 462-1
08 – Fugue in A minor S 462-1

Khatia Buniatishvili – Piano

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Ah, Khatia …

 

Antonin Dvorák (1841-1904) – Piano Concerto in G Minor, op. 33, Franz Schubert (1797-1828) – Fantasy, D. 760 ‘Wanderer’ – Sviatoslav Richter, Kleiber, BRO

Front

LINK ATUALIZADO !!!

O Concerto para Piano de Dvorák não é uma das mais populares obras do compositor tcheco, talvez por ser pouco interpretado, mas tem seus bons momentos. Soa por vezes monótono, burocrático, mesmo quando interpretado por um músico do quilate de Sviatoslav Richter. Curioso, pois no mínimo esperamos uma obra no nível de seu Concerto para Cello, mas infelizmente não é bem assim. Nem Carlos Kleiber consegue desamarrar os nós que atam essa obra. Mas volto a repetir que tem seus bons momentos. Sujeito a levar pedradas, diria que a dupla Kleiber/Richter tira leite de pedra com sua leitura precisa e coesa, bem balanceada.

Para compensar, a outra obra presente no CD é um dos monumentos da literatura pianística, a Fantasia in Dó Maior, também conhecida como “Wanderer”, de Franz Schubert. Aqui Richter está em seus domínios, não por acaso é considerado um dos maiores intérpretes schubertianos do século XX. Papa finíssima …!!

01 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – I. Allegro agitato
02 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – II. Andante sostenuto
03 – Piano Concerto in G Minor, Op. 33 – III. Allegro con fuoco
04 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – I. Allegro con fuoco ma non troppo
05 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – II. Adagio
06 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – III. Presto
07 – Fantasy in C Major, D.760 ‘Wanderer’ – IV. Allegro

Sviatoslav Richter – Piano
Bayerisches Staatsorchester München
Carlos Kleiber – Conductor

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Ernesto Nazareth (1863-1934) – Obras para piano – Arthur Moreira Lima (2/2)

arthur-moreira-lima-ernesto-nazareth-1Completamos a coleção com os dois CDs que restavam da série (originalmente em quatro álbuns duplos) de Arthur Moreira Lima interpretando Ernesto Nazareth.

É curioso lembrar que Arthur não só já foi pop o bastante para ter seu programa na TV aberta (“Um Toque de Classe”, na extinta TV Manchete), mas que MÚSICA INSTRUMENTAL já tenha sido um tema suficientemente pulsante entre os brasileiros para ser abordado, entre novelas e comerciais de cigarros, no dito horário nobre:

Arthur sempre foi um top of mind entre os pianistas brasileiros, e assim continua mesmo entre pessoas que nunca viram um piano de perto. Isso talvez explique o imenso sucesso, entre outros, do seu “Piano na Estrada” e da coleção de discos que ele vendeu junto à revista “Caras” nos anos 90. Seu jeito bonachão de sempre, muito atencioso com os fãs, e sua postura cheia de bravado no palco, brandindo a cabeleira e fazendo gestos dramáticos, sintetizam talvez o que o público iniciante espera de um pianista e de um popstar – mais que, provavelmente, todas as notinhas no lugar.

Compreendo que estas sejam circunstâncias extramusicais e que muitos lhe torçam o nariz por isso. Como disse na postagem anterior, esta me parece uma opção deliberada do artista e que, mais ainda, ele é feliz assim. O que é realmente lamentável é as pessoas se esquecerem das gravações de Arthur no zênite de sua técnica, como no belíssimo Noturno de Chopin a seguir, que ele tocou em Varsóvia como convidado do Concurso Chopin:

Vamos tentar encontrá-las?

ERNESTO JÚLIO DE NAZARETH (1863-1934)

ARTHUR MOREIRA LIMA INTERPRETA ERNESTO NAZARETH

Arthur Moreira Lima, piano

DISCO 3

01 – Bambino
02 – Crê e espera
03 – Tenebroso
04 – Favorito
05 – Perigoso
06 – O Futurista
07 – Plangente
08 – Dirce
09 – Subtil
10 – Quebradinha
11 – Meigo
12 – Espalhafatoso

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DISCO 4

01 – Carioca
02 – Escorregando
03 – Adieu
04 – Sustenta a… nota
05 – Yolanda
06 – Elegantíssima
07 – Expansiva
08 – Janota
09 – Ouro sobre Azul
10 – Improviso
11 – Dora
12 – Pinguim

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BÔNUS: Ernesto Nazareth interpretado por… Ernesto Nazareth (gravações de 1912 e 1930)

Vassily Genrikhovich

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Clarinete & outros trabalhos orquestrais

Carl Nielsen (1865-1931): Concerto para Clarinete & outros trabalhos orquestrais

De 1928, o Concerto para Clarinete de Nielsen foi dedicado ao clarinetista dinamarquês Aage Oxenvad. Dizem que este Oxenvad era um doido varrido, mas não temos nada a ver com isso. O compositor tinha prometido escrever um concerto para cada membro do quinteto de sopros do qual Oxenvad fazia parte. Em 1922, Nielsen compusera seu espetacular Quinteto, Op. 43, para o mesmo grupo. O concerto é uma obra importante na literatura do instrumento do século XX. É a última obra de grande porte da vida de Nieelsen, que morreu em 1931. Ele estava sofrendo uma série de ataques cardíacos que acabaram por vitimá-lo em 1931. O Concerto foi escrito em um movimento sem pausas, mas nem sempre uma coisa é o que parece. Nielsen fez uma divisão em suas cartas. Haveria um primeiro movimento Allegretto un pocoAllegro non tropo, Più Allegro e Tempo I, um segundo movimento Poco Adagio, um terceiro Allegro non tropo, Poco più mosso e um quarto Allegro Vivace, Poco adagio e Allegro. O CD é completado por outras obras orquestrais. Gostei muito da pastoral Pan & Syrinx. Ah, o belga Walter Boeykens é um baita instrumentista e não nega fogo neste CD da Harmonia Mundi.

Nielsen: Clarinet Concerto & Works for Clarinet & Orchestra.

1 Clarinet Concerto, Op. 57 25:15

2 Pan & Syrinx. Pastorale, Op. 49 8:18

3 Amor & Digteren. Love and the Poet, overture, Op. 54 4:47

4 Little Suite for strings, Op. 1: I. Präludium. Andante con moto 3:30
5 Little Suite for strings, Op. 1: II. Intermezzo. Allegro moderato 5:24
6 Little Suite for strings, Op. 1: III. Finale. Andante con moto 6:57

Walter Boeykens
Beethoven Academie
Jan Caeyers

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Walter Boeykens, uma lição de clarinete pra o povo pequepiano
Walter Boeykens, uma lição de clarinete para o povo pequepiano

PQP

Shostakovich: DVD dos 24 Prelúdios e Fugas com Tatiana Nikolayeva – REVALIDADO

MI0001172234POSTADO POR PQP BACH EM 18/10/2010, REVALIDADO POR VASSILY EM 29/8/2015

Que seria de nosso blogue sem os leitores-ouvintes? Como se não bastasse serem a própria razão por que existimos, recebendo a música que polinizamos pela blogosfera e contribuindo com o influxo de comentários, volta e meia ainda nos ajudam a aumentar ou (como é o caso) restaurar o acervo do PQP Bach.

Este excelente DVD com a integral do Op. 87 por Tatiana Nikolayeva já tinha sido disponibilizada pelo leitor Rafael Pascini, mas foi tragada pelo desabamento do Megaupload. Graças a um outro leitor, o Angelo, o DVD volta para a alegria dos fãs desse monumento musical do século XX.

Cadê a lista, aquela?

Konstantin Scherbakov
Tatiana Nikolayeva (áudio, 1987)
Tatiana Nikolayeva (áudio, 1990)
Tatiana Nikolayeva (vídeo)
Vladimir Ashkenazy
Aleksander Melnikov
Keith Jarrett

Uma salva de palmas para o Angelo, gurizada!

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 18/10/2015

Texto e uploads: Rafael Pascini (deixado nos comentários deste blog).

O ciclo de 24 prelúdios e fugas de Shostakovich sempre ocupou um lugar especial no repertório Tatiana Nikolayeva. Ela inspirou e estreou a obra em Leningrado em 1952 e também foi a última peça que ela apresentou no palco antes de sua morte prematura em 1993. A longa amizade entre o compositor e a intérprete começou quando aos 26 anos de idade Nikolayeva ganhou o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Piano Bach em Shostakovich ciclo de 24 prelúdios e fugas sempre ocupou um lugar especial no repertório Tatiana Nikolayeva vasto. Ela inspirou e estreou a obra em Leninegrado em 1952 e também foi a última peça que ela sempre apresentou no palco antes de sua morte prematura em 1993. O longa amizade entre o compositor eo intérprete começou quando a 26 anos de idade Nikolayeva ganhou o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Piano Bach em 1950 na cidade de Leipzig, organizada para o bicentenário da morte compositor alemão. Como um membro do júri, Shostakovich ficou imensamente impressionado com sua maneira de tocar. Inspirado pela experiência, ele retornou a Moscou para compor o seu próprio conjunto de Prelúdios e Fugas de 10 de outubro de 1950 a 25 de Fevereiro de 1951. Nikolayeva testemunhou o processo criativo. Tomando apenas um ou dois dias para completar cada prelúdio e fuga novo, Shostakovich iria pedir-lhe para vir ao seu apartamento em Moscow onde tocou para Nikolayeva a última peça que ele tinha para ela acabado de compor.

Classic Archive
Tatiana Nikolayeva Dmitri Shostakovich: 24 Preludes and Fugues, Op. 87 (complete)
Tatiana Nikolayeva, piano
Broadcast 21-30 December 1992, BBC Archives

Bonus:
Documentary: Tatiana Nikolayeva plays Dmitri Shostakovich

Language (bonus): Russian
Subtitle (bonus): English
Running time: 150 minutes (concert) + 14 mins (bonus)

Parte/Part 1: BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE
Parte/Part 2: BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE
Extras/Bonus: BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Ernesto Nazareth (1863-1934) – Obras para piano – Arthur Moreira Lima (1/2)

arthur-moreira-lima-ernesto-nazareth-1Volta e meia, numa roda de conversa entre melômanos, sempre que o assunto envereda para o piano brasileiro, surge a inevitável pergunta:

– Pô, o que aconteceu com o Arthur Moreira Lima?

Não se referem, claro, a sua vida ou morte – Arthur está, felizmente, bem vivo e mora, muito bem aliás, em Floripa, na Ilha da Magia com a esposa e os pianos. O que querem saber é como um sujeito que esteve entre os melhores pianistas do mundo, laureado no Concurso Chopin de Varsóvia (medalha de prata, pois naquele 1965 a Martha Argerich competiu e não teve para mais ninguém), destacado intérprete de Chopin, acabara assim (e aqui capricham no suspiro desdenhoso), *desse jeito*, tocando piano num caminhão-teatro, nos recantos mais isolados do Brasil, para plateias que nunca puderam escutar um piano ao vivo.

Não entrarei no mérito do seu projeto “Piano pela Estrada”, louvado por alguns, criticado por outros tantos. Tampouco me juntarei ao coro dos que escutaram o grande pianista dos anos 70-80 esbarrando, nas décadas subsequentes, nas teclas e a se atrapalhar em obras mais difíceis. Acho que todos têm um tanto de razão em suas defesas e ataques. Se foi a técnica minguante que o afastou das grandes salas de concerto e o levou para lugares onde, suspeitam alguns, ninguém a notaria, ou se foi o contrário, talvez só ele mesmo pudesse responder. Mas cada vez que vejo Arthur a caminhar na praia, com aquele jeitão bonachão que tem desde jovem, fico com a impressão de que ele simplesmente quis remodelar a vida, e eu – que deixei Dogville para também ser menos infeliz na Ilha da Magia – compreendo e muito respeito sua decisão.

Nestas gravações dos anos 70, Arthur ainda estava no auge da forma, e ele a emprestou para o registro, com brilho e graça, de um bom punhado das obras de Ernesto Nazareth. Salvo melhor juízo, foi a primeira vez que tantas obras foram gravadas por um pianista clássico de tamanha reputação. O resultado é notável: a técnica sobra, as obras pulsam, e o ouvinte sorri. Aqui, ao contrário de alguns de seus outros projetos em música popular, como o Consertão, Arthur não soa quadrado, nem sufoca a verve do pianeiro Nazareth: se não se pode esperar lá grande ginga de dedos treinados em Moscou, ela até que dá aqui uns graciosos pulinhos.

ERNESTO JÚLIO DE NAZARETH (1863-1934)

ARTHUR MOREIRA LIMA INTERPRETA ERNESTO NAZARETH

DISCO 1

01 – Fon-fon
02 – Confidências
03 – Retumbante
04 – Faceira
05 – Turuna
06 – Ameno Resedá
07 – Batuque
08 – Coração que sente
09 – Duvidoso
10 – Apanhei-te, cavaquinho

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DISCO 2

01 – Famoso
02 – Fidalga
03 – Floraux
04 – Nenê
05 – Mercedes
06 – Odeon
07 – Brejeiro
08 – Eponina
09 – Escovado
10 – Pássaros em festa
11 – Sarambeque
12 – Vem cá, Branquinha
13 – Você nem sabe

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O caminhão-teatro, rumo a algum cantinho recôndito de Pindorama
O caminhão-teatro, rumo a algum recôndito de Pindorama

Vassily Genrikhovich

George Phillip Teleman (1681-1767) – Recorder Sonatas and Fantasias – Brüggen, Bylsma, Leonhardt

R-3717548-1405746744-6527.jpegTive o prazer de conhecer o novo membro do clã PQPBach, o incrível Vassily Genrikhovich. Em mais de três horas de conversa, nos conhecemos um pouco. Nos separamos em virtude do avançado da hora, o cara só anda de Bicicleta, e no dia seguinte ele tinha um passeio de trocentos quilômetros que ia fazer com um grupo de amigos, também adeptos da magrela.
Enfim, em um dos diversos temas abordados, falamos sobre esse excepcional músico que foi Frans Brüggen, recentemente falecido, e para quem não prestamos as devidas homenagens, pois a importância desse músico é imensa para nós apreciadores da música históricamente interpretada, ao lado de Nikolaus Harnoncourt, Gustav Leonhardt, entre outros.
Essa gravação que ora vos trago é para mostrar o talento de Brüggen em sua maior especialidade, não, o cara não era apenas um baita maestro, mas também um exímio flautista.
Então, faço esta postagem em homenagem a Vassily Genrikhovich, o cara que tem um cravo e uma viola da gamba em casa. É mole, ou quer mais? Ah sim, de vez em quando ele troca emails com Murray Perahia.

Ah, antes que esqueça, ele é acompanhado apenas por Anner Bylsma e por Gustav Leonhardt. Preciso dizer que se trata de um Cd absolutamente IM-PER-DÍVEL ! ???

01-03 – Sonata F-Dur aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-F2
04-08 – Fantasia d-moll TWV 40-4
09-12 – Kanonische Sonate B-Dur TWV 41-B3
13 -Fantasia g-moll TWV 40-9
14-16 – Sonata C-Dur aus ‘Essercizii Musici’ TWV 41-C5
17-19-Fantasia a-moll TWV 40-11
20-21 – Fantasia C-Dur TWV 40-2
22-25 – Sonata f-moll aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-f1
26 – Fantasia B-Dur TWV 40-12 – Allegro – Adagio – Vvace – Adagio
27-30 – Sonata d-moll aus ‘Essercizii Musici’ TWV 41-d4
31-32 Fantasia F-Dur TWV 40-8
33-36 -Sonata C-Dur aus ‘Der getreue Music-Meister’ TWV 41-C2

Frans Brüggen – Recorder
Anner Bylsma – Violoncello
Gustav Leonhardt – Harpsichord

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Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ (Concertos)

Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ (Concertos)

Já faz algum tempo que o ouvinte-leitor Sidney Leal me mandou esses arquivos. São ótimos. Marcello é um problema — a pouca música que conheço de sua autoria é efetivamente bastante boa, mas é raro ouvi-lo. Amanhã, devo publicar mais alguns Concertos e Cantatas do cara. Para variar, o Collegium Musicum 90 e Simon Standage dão um banho neste repertório. Grande disco.

Ah, dia desses, se não me engano, o Rafael Cello desejava enviar algumas versões das Suítes para Violoncelo de Bach. Pode usar o e-mail pqpbachPONTOopsARROBAgmailPONTOcom.

Alessandro Marcello (1669-1747): ‘La Cetra’ Concertos

1. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: I. Allegro assai 2:08
2. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: II. Larghetto 2:52
3. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 1 in D major: III. Vivace 2:59

4. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: I. Allegro assai 1:34
5. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: II. Moderato 3:15
6. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 2 in E major: III. Spiritoso, ma non presto 2:11

7. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: I. Andante larghetto 4:53
8. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: II. Adagio 1:36
9. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 3 in B minor: III. Presto 3:27

10. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: I. Moderato 3:05
11. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: II. Largo appoggiato 3:14
12. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 4 in E minor: III. Allegro 1:55

13. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: I. Moderato 3:04
14. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: II. Larghetto staccato 1:57
15. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 5 in B flat major: III. Presto, ma non molto 2:00

16. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: I. Allegro 2:30
17. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: II. Larghetto 3:11
18. La cetra di Eterio Stinfalico: Concerto No. 6 in G major: III. Vivace 2:22

19. Violin Concerto in B flat major: I. Andante 3:14
20. Violin Concerto in B flat major: II. Larghetto 2:29
21. Violin Concerto in B flat major: III. Spiritoso 1:42

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Há compositores mais bonitos.
Há compositores mais bonitos.

PQP

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41 – NOVOS LINKS


POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010, NOVOS LINKS FORNECIDOS POR VASSILY E AVICENNA EM 27/8/2015

Dia desses, nosso SAC recebeu um pedido para revalidar a linda Liturgia de São João Crisóstomo, de Tchaikovsky. Não tinha a gravação postada pelo Carlinus, então tive que recorrer a uma das duas de que dispunha. A de melhor som é aquela moderna da Hyperion, com os Corydon Singers, mas achei que o sotaque russo desta envolvente gravação soviética da Melodiya lhe conceda uma vantagem considerável.

 

Vassily Genrikhovich

POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 8/5/2010

O segundo post em homenagem a Tchaikovsky é a – não muito conhecida – Liturgia de São João Crisóstomo. Trata-se de uma obra de beleza incomum.  A audição desta liturgia nos remete aos desertos, aos monastérios do início da era cristã. Segundo a História, Crisóstomo (cognominado “o boca de ouro”, pelo poder de sua oratória), um dos pais da igreja cristã do oriente, teria elaborado esta liturgia a partir da Liturgia de São Basílio. Esta liturgia compõe, juntamente com a Liturgia dos Dons Pré-Santificados, as formas de celebração eucarística do rito bizantino. A Liturgia de São João Crisóstomo é usada na maior parte do ano litúrtgico das igrejas orientais. A grande questão é que este CD imprime profundos efeitos na alma do ouvinte. A última vez que senti efeitos tão marcantes em minha interioridade foi quando comecei a ver ao filme São Jerônimo, do diretor brasileiro Júlio Bressane. A película de Bressane é cheia de arrebatamentos místicos, de simbolismos metafísicos. Não é brincadeira ouvir uma peça destas. A alma  necessariamente solitária gravita em busca de paisagens idílicas.  Não deixe de ouvir este CD e se transformar num eremita, num ermitão, que não se corrompe com o ouro e com a prata oferecida pelo mundo. Mas se volta para os valores etéreos, de possibilidades arrebatoras. Minha nossa! Hoje eu estou impossível. Chega!

Quem quiser conhecer a LITURGIA

Carlinus

 

51AvKAaqFiLPyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) – Liturgia de São João Crisóstomo, Op. 41

1 – Amin. Gospodi pomilui
2 – Slava: Edinorodniy Syne
3 – Priidite, poklonimsya
4 – Alliluiya
5 – Slava tyebe gospodi
6 – Kheruvimskaya pyesn
7 – Gospodi pomilui
8 – Veruyu vo Yedinago Boga Otsa
9 – Milost mira
10 – Tyebe poyem
11 – Dostoino yest
12 – Amin. I so dukhom tvoyim, Gospodi, pomilui
13 – Otche nash
14 – Khvalitye Gospoda s nebyes
15 – Blagoslovyen gryadiy vo imya Gospodnye

Coro de Câmara do Ministério da Cultura da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
Valery Polyansky, regente

BAIXAR AQUI (link de Vassily)

The Art of the Theremin – Clara Rockmore

The Art of the Theremin – Clara Rockmore

61nayAy+HeLMeu interesse em instrumentos musicais já me levou a tocar alguns deles em graus de sucesso que variam do sofrível ao ridículo. Minha experiência com todos, em especial os metais e as cordas, levou-me a admirar sobremaneira a dedicação dos instrumentistas para ajustarem suas bocas e dedos àqueles teimosos aparatos, extraindo deles não só sons agradáveis e condizentes com a intenção de um compositor, mas, o que é ainda mais impressionante, sem sucumbirem no processo.

Se acho uma façanha ser um virtuose de um instrumento que se toca tocando, que se pode dizer de um instrumento que se toca sem que se o toque?

Para mim, amigos, magia negra. Para o resto do mundo, é o assombroso teremim.

ooOoo

Inventado pelo físico russo Léon Theremin (Lev Termen, para os íntimos), este pioneiro entre os instrumentos eletrônicos é controlado pela posição das mãos do intérprete em relação a duas antenas: uma que regula a frequência, outra para o volume. O peculiar timbre resultante, já descrito como o de um “violoncelo perdido em neblina espessa, chorando por não saber como voltar para casa”, soa de melancólico a decididamente fantasmagórico. Não é à toa, portanto, que o teremim seja figurinha fácil de trilhas sonoras de filmes que abordam o incomum, o bizarro, e o inacreditável.

Parece difícil, e é mesmo. Por isso, talvez, passada a curiosidade inicial, o incrível instrumento de Theremin tenha ficado meio esquecido, e certamente limado de todos os círculos de música “séria”, até a entrada em cena de uma certa Clara Rockmore.

Nascida Klara Reisenberg em Vilnius (Lituânia), foi uma criança-prodígio no violino e chegou a estudar com Leopold Auer (sim, o professor de Heifetz; sim, o sujeito que esnobou o Concerto de Tchaikovsky) no Conservatório de São Petersburgo. Problemas de saúde fizeram-na abandonar o violino e a Música como um todo até encontrar, já nos Estados Unidos, o inventor Theremin. Trabalharam juntos no aperfeiçoamento do instrumento como meio de expressão artística. Foram tão próximos que Léon, que não era bobo, nem nada, lhe propôs casamento. Klara deu-lhe o fora, casou-se com um certo Rockmore, passou a chamar-se Clara e, emprestando ao teremim sua extraordinária musicalidade, transformou-se em sua primeira virtuose.

O vídeo acima, apesar do som precário, dá a vocês uma melhor ideia do que lhes tento dizer (além, claro,de ser deliciosamente funéreo!). O timbre, como já falamos, talvez seja um gosto adquirido, mas é assombrosa a expressividade que Rockmore obtém sem nada tocar além do éter. Se vocês perceberem, ao contrário da maior parte dos instrumentos, dos quais os silêncios são obtidos tão só pela suspensão da emissão do som, as pausas no teremim também têm que ser produzidas, através da ação a mão do volume (no caso de Rockmore, a esquerda).

Espero que, vencendo a natural estranheza, vocês possam apreciar a complicada arte desta virtuose incomum.

THE ART OF THE THEREMIN – CLARA ROCKMORE

SERGEY VASILYEVICH RACHMANINOV (1873-1943)

01 – Canções, Op. 34 – no. 14: Vocalise
02 – Romances, Op. 4 – no. 4: “Ne poj, krasavitsa” [NOTA DO AUTOR: conhecida como “Canção de Grusia”, não se refere a qualquer pessoa, mas sim à região caucasiana da Geórgia, que tem este nome em russo]

CHARLES-CAMILLE SAINT-SAËNS (1835-1921)

03 – O Carnaval dos Animais – no. 13: O Cisne

MANUEL DE FALLA Y MATHEU (1876-1946)

04 – El Amor Brujo – Pantomima

YOSIF YULIYEVICH AKHRON (1886-1943)

05 – Melodia hebreia, Op. 33

HENRYK WIENIAWSKI (1835-1880)

06 – Concerto para violino no. 2 em Ré menor, Op. 22 – Romance

IGOR FYODOROVICH STRAVINSKY (1882-1971)

07 – O Pássaro de Fogo: Berceuse

JOSEPH-MAURICE RAVEL (1875-1937)

08 – Pièce en forme de Habanera

PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

09 – Dix-Huit Morceaux, Op. 72 – No. 2: Berceuse
10 – Six Morceaux, Op. 51 – No. 6: Valse sentimentale
11 – Sérénade Mélancolique, para violino e piano, Op. 26

ALEKSANDR KONSTANTINOVICH GLAZUNOV (1865-1936)

12 – Chant du ménestrel, Op.71

CLARA ROCKMORE, teremim e arranjos
NADIA REISENBERG, piano

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Boris theremin

Vassily Genrikhovich

Franz Liszt (1811-1886) – Années de pèlerinage – Nicholas Angelich – REVALIDADO

51Ay94V1d5LPOSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH EM 8/9/2007, REVALIDADA POR VASSILY EM 25/8/2015

Alguém solicitou a um tempo atrás mais obras de Liszt. Já havíamos postado os concertos para piano com o Richter, porém, reclamaram que faltavam mais obras.
Pois bem, sensível ao apelo, FDP Bach resolveu cobrir uma das falhas do blog, a saber, mais obras pianísticas do sogro de Wagner. E vai jogar pesado, dessa vez… trata-se de uma coleção de 3 cds, interpretados pelo excelente Nicholas Angelich, da enorme série “Années de pèlerinage

FRANZ LISZT (1811-1886)

ANNEES DE PELERINAGE

Nicholas Angelich, piano

CD 1 – Première année: Suisse

01. Chapelle de Guillaume Tell
02. Au lac de Wallenstadt
03. Pastorale
04. Au bord d’une source
05. Orage
06. Vallée d’Oberman
07. Eglogue
08. Le mal du pays
09. Les cloches de Genève

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CD 2 – Deuxième année: L’Italie

01. Sposalizio
02. Il penseroso
03. Canzonetta del Salvator Rosa
04. Sonetto 47 del Petrarca
05. Sonetto 104 del Petrarca
06. Sonetto 123 del Petrarca
07. Après une lecture de Dante, Fantasia quasi Sonata
08. Venezia e Napoli – Gondoliera
09. Venezia e Napoli – Canzone
10. Venezia e Napoli – Tarentella

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CD 3 – Troisième année

01. Angelus ! Prière aux anges gardiens
02. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 1
03. Aux cyprès de la Villa d’Este, Thrénodie no. 2
04. Les jeux d’eau de la Villa d’Este
05. Sunt lacrymae rerum – en mode hongrois
06. Marche funèbre
07. Sursum corda

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.: interlúdio :. Thelonius Monk with John Coltrane

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“Monk and Coltrane complemented each other perfectly. The results of this successful music aliance were beneficial to both. In this setting, Monk began to receive the brunt of a long-overdue recognition. On the other hand, Coltrane´s talent, set in such a fertile environment, bloomed like a hibiscus. `Trane´s comments in a Down Beat article (Setember, 29,1969), clearly describe how he reveres Monk: “Working with Monk brought m eclose to a musical architet of the highest order. I felt I learned from him in every way – through the senses, theoretically, technically. I would talk to Monk about musical problems and he would sit at the piano and show me answers by playing them. I could watch him play and find out the things I wanted to know. Also, I sould see a lot of things that I din´t know about at all”. 

Um disco com músicos deste nível dispensa comentários. Gênios sem encontrando e nos dando o melhor de si através de sua música, e que música, meus queridos. A lamentar apenas sua curta duração, meros 37 minutos, mas lhes garanto que são 37 minutos preciosos.

John Coltrane – Tenor Sax
Coleman Hawkins – Tenor Sax
Thelonius Monk – Piano
Wilbur Ware – Bass
Gigi Gryce – Alto Sax
Ray Copeland – Trumpet
Art Blakey – Drums
‘Shadow’ Wilson – Drums

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Silêncio: Gênios em ação !!

 

Harry Crowl (1958): Espaços Imaginários (Música de Câmara)

Harry Crowl (1958): Espaços Imaginários (Música de Câmara)

Finalmente liberada para postagem, temos o prazer e a honra de apresentar um pouco da música de câmara do compositor brasileiro, mineiro, ilustre leitor-ouvinte e colaborador aqui do Blog, Harry Crowl.

Originalidade, impressionismo, acordes dissonantes, tensão e mistério, lirismo e dramaticidade, numa atmosfera por vezes selvagem, são algumas das características marcantes das peças incluídas nesse álbum.

O compositor

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais em 06/10/1958, Harry Lamott Crowl Jr,  estudou violino, viola e composição na sua cidade natal e nos EUA (Wesport School of Music and Juilliard School). Foi bolsista do Conselho Britânico em Dartington , em 1993, e radicou-se em Curitiba desde 1994. Sua obra abrange todos os gêneros instrumentais e vocais, e vem sendo apresentada e transmitida regularmente em todo o Brasil e em várias partes do mundo, especificamente na Europa por importantes grupos musicais. Atua como compositor e musicólogo e é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. É diretor artístico da Orquestra Brasileira de Música Contemporânea (SBMC), Seção Brasileira da ISCM (International Society Of Contemporary Music), através da qual representou o Brasil nos festivais “Dias Mundiais da Música”, da Eslovênia, em 2003 e, da Suiça, em 2004. Atua também como produtor e apresentador de programas dedicados à música erudita na Rádio Educativa do Paraná e, na Rádio MEC, no Rio. Em outubro de 2004, recebeu em Curitiba, a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do “Barão do Serro Azul” por serviços prestados à música.

O álbum

Lançado em 2005, o CD “Espaços Imaginários” traz as obras “Espaços Imaginários” (2001), “Imagens Rupestres” (1996) e, O Quarteto de Cordas Nº 1 “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero”, (1992/93), gravadas respectivamente no Canadá, Áustria e Eslováquia.

O trio Espaços Imaginários, para violino, violoncelo e piano é de 2001, e teve sua estreia em novembro do mesmo ano, pelo trio canadense Fibonacci, de Montreal. Trata-se de uma obra poderosa e rica em contrastes, tensionando as texturas possibilitadas pela formação sempre em seu limite extremo.

Extremos de virtuosismo são exigidos pelo primeiro trio de Harry Crowl, Imagens Rupestres, de 1996/97, para flautas, violoncelo e piano, encomendado pelo George Crumb Trio, de Linz (Áustria), e estreado por este mesmo grupo no Castelo Zell an der Pram, no norte austríaco, em maio de 1997. O trio traz algumas características-chave da produção de Crowl, tais como a linguagem dramática, a originalidade na abordagem da formação e a rejeição da linearidade.

Na Perfurada Luz, em Plano Austero, título do primeiro quarteto de cordas de Harry Crowl, foi tirado do poema “Montanhas de Ouro Preto”, que Murilo Mendes publicou em 1945. Escrito entre 1992 e 1993, o quarteto reflete a pesquisa de seu autor sobre compositores brasileiros do período colonial, pois se baseia na combinação das notas de uma série derivada do nome do autor mineiro Francisco Gomes da Rocha (1754-1808), dentro da notação alemã, o que nos dá F(fá)ranCIS(dó sustenido)co G(sol)omE(mi)S(mi bemol) da RoC(dó)H(si)A(lá).

Os vários movimentos do quarteto são executados sem interrupção, mantendo nível elevado de tensão, com apenas dois momentos de relaxamento, parte central e no final. Resultado de estudos sobre a sonoridade produzida pelos quatro instrumentos, a peça utiliza todos os recursos possíveis da formação, desde a polifonia ao uníssono, passando por efeitos de harmônicos artificiais associados a golpes de ardo “col legno”, ou “sul ponticelli” e “tremoli”. A estreia mundial da peça aconteceu no Summartónar, nas Ilhas Faroe, em 27 de julho  de 1996, com o Moyzes String Quartet, de Bratislava (Eslováquia).

Fonte: Encarte do CD

Uma ótima audição!

Harry Crowl: Espaços Imaginários

01. Espaços Imaginários (2001) para violino, violoncelo e piano (19:45)
Trio Fibonacci
Julie Anne Derome, violino
Gabriel Prynn, violoncelo
André Ristic, piano

02. Imagens Rupestres (1996) para flautas, violoncelo e piano (24:19)
The George Crumb Trio
Norbert Girlinger, flautas (+flautim, flauta baixa, flauta octobaixa)
Andréas Pözlberger, violoncelo
Sven Brich, piano

03. Quarteto de Cordas Nº 1, “Na Perfurada Luz, Em Plano Austero” (1992/93) (25:49)
Moyzes Quartet
Stanislav Mucha, violino I
Ferenc Török, violino II
Alexander Lakatos, viola
Jan Slavík, violoncelo

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Harry Crowl
Harry Crowl

Marcelo Stravinsky

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

Joseph Joachim & Pablo de Sarasate – Gravações completas (1903-1904) – Eugène Ysaÿe – Gravações (1912)

51a7Y69Z7oLNão, você não leu errado: estas são as gravações completas dos legendários violinistas Joachim e Sarasate, feitas no começo do século XX.

Sim, Joachim: aquele que estreou sob a batuta de Felix Mendelssohn e consolidou o Concerto Op. 61 de Beethoven no repertório, que escreveu dezenas de cadenzas para concertos alheios, fundador de uma importante escola pedagógica, amigo de Schumann e de Brahms, e consultor deste último nas obras concertantes para violino.

E sim, ele mesmo: Sarasate, o mais célebre dos violinistas do século XIX depois de Paganini, receptor das dedicatórias da Sinfonia Espanhola de Lalo, do Concerto no. 2 de Wieniawski, do Concerto no. 3 e Introdução e Rondó Caprichoso de Saint-Saëns, entre outros.

De quebra, para fechar o disco, algumas das gravações que Eugène Ysaÿe, o maior violinista de seu tempo, realizou durante uma visita a Nova York em 1912.

Joseph Joachim (1831-1907)
Joseph Joachim (1831-1907)

Joachim tinha 72 anos quando realizou suas gravações – idade avançada para a época – e certamente já não estava no melhor de sua forma, tanto física quanto técnica. As técnicas primitivas de gravações, agravadas pelas dificuldades inerentes à captação do som do violino, ainda mais com as cordas de tripa que eram então a norma, exigem bastante do ouvinte que deseja apreciar a arte deste violinista legendário. As duas peças de Bach para violino solo carregam a distinção de serem as primeiras obras do Pai da Música jamais gravadas. Chamam a atenção também as ornamentações que adicionou, especialmente à bourrée, o uso muito comedido de vibrato (pois a escola fundada por Joachim assim defendia) e o que parece uma entonação distinta, que talvez estivesse em voga na distante década de 1830, quando começou a receber sua educação musical.

Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 - ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.
Joachim com o jovem Franz von Vecsey, em foto de 1903 – ano em que realizou suas únicas gravações. Aquele dedo indicador artrítico da mão esquerda dói só de olhar, e nos faz conceder um generoso desconto quando ouvimos os erros que ele deixou registrados para a posteridade.

 

Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.
Pablo de Sarasate (1844-1908), com seu Stradivarius que pertenceu a Paganini, o mesmo instrumento usado nestas gravações.

Comedimento era o que não existia no diminuto corpo de Sarasate, virtuose de fama mundial e compositor de diversas obras feitas sob medida para exibir sua técnica. Diferentemente de Joachim, ele abusa do vibrato e, a julgar por suas gravações, apreciava andamentos insanamente rápidos. O Prelúdio da Partita em Mi maior de Bach, por exemplo, é tocada em velocidade lúbrica, mais rápido até do que era capaz o violinista sexagenário: lá pelo segundo terço ele se perde completamente, como um estudante em pânico na prova, e só vem a se recuperar quando a obra se encaminha para o final (ele parece comentar alguma coisa no fim – talvez uma exclamação desbocada – mas não consegui entender). O arranjo do Noturno de Chopin permite apreciar um pouco de seu afamado “cantabile”, que pelo jeito abusava do portamento.  No entanto, é em suas próprias obras que o basco parece se sair melhor, principalmente no “Zapateado” e nas famosas “Zigeunerweisen” (Árias Ciganas), aparentemente abreviadas para caberem na gravação – o Adagio acaba bruscamente para dar lugar ao velocíssimo finale.

Eugene Ysaÿe (1858-1931)
Eugene Ysaÿe (1858-1931)

Já o belga Ysaÿe, aluno dos legendários Vieuxtemps e Wieniawski em Bruxelas, viveu até os anos 30. Por isso, deixou um legado maior de gravações, que nos soam mais modernas e muito mais satisfatórias que as de Sarasate e Joachim – mérito, também, da impressionante evolução das técnicas de gravação. O movimento final do Concerto de Mendelssohn, apesar dos cortes necessários para que coubesse num lado de um LP de 78 rpm, é bastante bom, e a famosa elegância do estilo de Ysaÿe fica evidente, apesar de algumas escorregadelas. Lembremo-nos de que as gravações eram feitas em uma só tomada, e o alto custo da mídia não permitia o luxo de repetir tomadas a bel-prazer.

Ysaÿe e o pianista Camille de Creus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912)
Ysaÿe e o pianista Camille Decreus, realizando as gravações que vocês escutarão em breve, em Nova York (1912). Reparem no cone que fazia as vezes de microfone

 

Espero que apreciem estas gravações preciosas que permitem, pelo menos àqueles que lhe relevam os ruídos de superfície inerentes às limitações técnicas da época, uma fascinante viagem aural ao passado.

JOSEPH JOACHIM – THE COMPLETE RECORDINGS (1903)
PABLO DE SARASATE – THE COMPLETE RECORDINGS (1904)
EUGÈNE YSAYE – SELECTED RECORDINGS (1912)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

01 – Partita no. 1 em Si menor para violino solo, BWV 1002 – Bourrée
02 – Sonata no. 1 em Sol menor para violino solo, BWV 1001 – Adagio

Joseph Joachim, violino
(1903)

JOSEPH JOACHIM (1831-1907)

03 – Romance em Dó maior para violino e piano

JOHANNES BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

04 – Dança Húngara no. 1 em Sol menor
05 – Dança Húngara no. 2 em Ré menor

Joseph Joachim, violino
Pianista desconhecido
(1903)

PABLO MARTÍN MELITÓN DE SARASATE Y NEVASCUÉS (1844-1908)

06 – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20
07 – Capricho Basco, Op. 24
08 – Introdução e Capricho Jota, Op. 41
09 – Introdução e Tarantela, Op. 43
10 – Zortzico Miramar, Op. 42
11 – Danças Espanholas, Op. 21 – no. 2: Habanera
12 – Danças Espanholas, Op. 26 – no. 2: Zapateado

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

13 – Noturnos, Op. 9 – no. 2 em Mi bemol maior (transcrição de Sarasate para violino e piano)

Pablo de Sarasate, violino
Pianista desconhecido
(1904)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

14 – Partita no. 3 em Mi maior para violino solo, BWV 1006 – Prelúdio

Pablo de Sarasate, violino
(1904)

EMMANUEL ALEXIS CHABRIER (1841-1894)

15 – Pièces pittoresques para piano – no. 10: Scherzo-Valse em Ré maior (transcrito por Ysaÿe para violino e piano)

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

16 – Berceuse, Op. 16

JAKOB LUDWIG FELIX MENDELSSOHN BARTHOLDY (1809-1847)

17 – Concerto em Mi menor para violino e orquestra, Op. 64 – Finale: Allegro molto (redução abreviada para violino e piano)

HENRYK WIENIAWSKI (1835-1880)

18 – Duas Mazurkas para violino e piano, Op. 19

JOHANNES BRAHMS (1833-1897), arranjos para violino e piano de Joseph Joachim

19 – Dança Húngara no. 5 em Sol menor

Eugène Ysaÿe, violino
Camille Decreus, piano
(1912)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

BÔNUS: vocês sabiam que não há só uma, mas DUAS gravações de Johannes Brahms ao piano? Claro que o som é precaríssimo, pois elas são de 2 de dezembro de 1889 (imaginem, menos de um mês após a Proclamação de República no Brasil!). Brahms toca uma de suas Danças Húngaras e um trecho de uma polca de Josef Strauss. Este vídeo do pianista Jack Gibbons, que tem um dos melhores canais de YouTube para amantes do piano, guia-nos nessa experiência aural a um só tempo difícil e privilegiada:

Sarasate, o ligeirinho
Sarasate, o ligeirinho

Vassily Genrikhovich

Jules Massenet (1842-1912): Thaïs (Ópera Completa)

Jules Massenet (1842-1912): Thaïs (Ópera Completa)

Postagem irrecusável, realizada a pedido de uma querida amiga que ainda não conheço pessoalmente.

Esta nova gravação de “Thaïs” preenche uma importante lacuna no catálogo da ópera gravada. Thais nunca teve a popularidade de “Manon” ou “Werther”, mas é boa música que apenas recentemente recebeu uma gravação decente. Foi registrada duas vezes ao longo dos últimos trinta anos (a RCA em 1974, com Anna Moffo, José Carreras e Bacquier Gabriel e em 1976 pela EMI com Beverly Sills, Nicolai Gedda, e Sherrill Milnes), mas nenhuma destas gravações era satisfatórias, até porque os sopranos do papel-título (Moffo e Sills, respectivamente) já tinham passado por melhores dias. Isto certamente não ocorre com Renée Fleming, cuja voz linda é ideal para o papel da cortesã que virou freira… Fleming soa maravilhosamente jovem e profundamente envolvida no drama. Fleming é acompanhada pelo imenso Thomas Hampson, cujo Athanael supera facilmente os intérpretes anteriores. “O Seigneur, je remets mon tes mains entre ame” é um dos destaques desta gravação. Claramente, é o trabalho Hampson a espinha dorsal de toda a produção. Giuseppe Sabbatini está excelente como Nicias, um grande avanço em relação a Nicolai Gedda na EMI, mas ainda não completamente no nível de Jose Carreras no set da RCA que não está mais disponível. A realização de Yves Abel é convincente. Para aqueles que esperaram anos para uma gravação realmente boa desta ópera de Massenet, essa gravação é a resposta a suas preces.

Thaïs, Lyric Comedy in 3 Acts

Tracklist Disc 1:
01. Thaïs: Voici le pain
02. Thaïs: Le voici! Le voici!
03. Thaïs: Hélas! enfant encore
04. Thaïs: Nous nous mêlons jamais, mon fils
05. Thaïs: Vision … Honte! Horreur!
06. Thaïs: Toi, qui mis la pitié dans nos âmes
07. Thaïs: Mon fils, nous nous mêlons jamais
08. Thaïs: Prélude (Deuxième Tableau)
09. Thaïs: Va, mendiant chercher ailleirs ta vie!
10. Thaïs: Voilà donc la terrible cité
11. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Athanaël, c’est toi!
12. Thaïs: Ah! Ah! Ah!… Je vais donc te revoir
13. Thaïs: Garde-toi bien! Voici ta terrible ennemie!
14. Thaïs: C’est Thaïs, l’idole fragile
15. Thaïs: Quel est cet étranger
16. Thaïs: Qui te fait si sévère
17. Thaïs: Non! Non! je hais vos fausses ivresses
18. Thaïs: Ah! je suis seule, seule enfin!
19. Thaïs: Dis-moi que je suis belle
20. Thaïs: Etranger, te voilà comme tu l’avais dit
21. Thaïs: Eh bien, fais-moi connaître tou cet amour
22. Thaïs: Je suis Athanaël, moine d’Antinoé
23. Thaïs: Je n’ai pas plus choisi mon sort que ma nature
24. Thaïs: Méditation religieuse – Symphonie

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Tracklist Disc 2:
01. Thaïs: Père, Dieu m’a parlé par ta voix
02. Thaïs: Non loin d’ici, vers l’occident
03. Thaïs: Considère, ô mon père
04. Thaïs: Suivez-moi tous, amis!
05. Thaïs: Divertissement: 1. Allegro vivo
06. Thaïs: Divertissement: 2. Mélopée orientale
07. Thaïs: Divertissement: 3. Allegro brillante
08. Thaïs: Divertissement: 4. Allegretto con spirito
09. Thaïs: Divertissement: 5. Mouvement de valse
10. Thaïs: Voilà l’incomparable!… Divertissement: 6 La Charmeuse
11. Thaïs: Divertissement: 7. Finale
12. Thaïs: Eh! C’est lui!… Athanaël
13. Thaïs: Il dit vrai!
14. Thaïs: L’ardent soleil m’écrase
15. Thaïs: Ah! des gouttes de sang coulent de ses pieds
16. Thaïs: O messager de Dieu, si bon dans ta rudesse
17. Thaïs: Baigne d’eau mes mains et mes lèvres
18. Thaïs: La paix du Seigneur soit avec toi
19. Thaïs: Mon oeuvre est accomplie!
20. Thaïs: Que le ciel est pesant!
21. Thaïs: C’est lui qui vient!
22. Thaïs: Qui te fait si sévère
23. Thaïs: Thaïs va mourir!
24. Thaïs: Seigneur, ayez pitié de moi
25. Thaïs: Sois le bienvenu dans nos tabernacles
26. Thaïs: C’est toi, mon père

Composed by Jules Massenet
Performed by Bordeaux Aquitaine National Orchestra
Conducted by Yves Abel

Thomas Hampson
Renée Fleming
Giuseppe Sabbatini
Elisabeth Vidal
Isabelle Cals
Enkelejda Shkosa
Renaud Capuçon
Stefano Palatchi

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Renée Fleming: uma verdadeira diva
Renée Fleming: uma verdadeira diva

PQP

Julian & John – Julian Bream e John Williams

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Dois monstros do violão clássico tocando juntos: o inglês Julian Bream e o australiano John Williams.

Preciso dizer mais?

Mais, então, não digo.

Desfrutem!

JULIAN BREAM & JOHN WILLIAMS – JULIAN AND JOHN

WILLIAM LAWES (1602-1645)

Suíte para dois alaúdes

01 – Corant 1
02 – Alman
03 – Corant 2

FERDINANDO MARIA MEINRADO FRANCESCO PASCALE ROSARIO CARULLI (1770-1841)

Duo em Sol maior para dois violões, Op. 34 no. 2

04 – Largo
05 – Rondo

FERRAN (Fernando) SOR I MUNTADES (1778-1839)

L’encouragement em Sol maior para dois violões, Op. 34 no. 4

06 – Cantabile
07 – Tema con variazioni
08 – Valsa

ISAAC MANUEL FRANCISCO ALBÉNIZ Y PASCUAL (1860-1909)

09 – Cantos de España, Op. 232 – No. 4: Córdoba

ENRIQUE GRANADOS Y CAMPIÑA (1867-1916)

10 – Goyescas – Intermezzo

MANUEL DE FALLA Y MATHEU (1876-1946)

11 – “La Vida Breve” – Danza española

JOSEPH-MAURICE RAVEL (1875-1937)

12 – Pavane pour une Infante Défunte

GABRIEL URBAIN FAURÉ (1845-1924)

Dolly, Suíte Op. 56

13 – Berceuse
14 – Mi-a-ou
15 – Le Jardin de Dolly
16 – Kitty-Valse
17 – Tendresse
18 – Le pas espagnol

ENRIQUE GRANADOS Y CAMPIÑA (1867-1916)

19 – Danças Espanholas, Op. 37 – no. 2: Oriental

Julian Bream e John Williams, arranjos e violões

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Eis o OUTRO John Williams famoso, compositor estadunidense de trilhas sonoras, e que tá de saco cheio de que lhe peçam para tocar um violãozinho
Eis o OUTRO John Williams famoso, o compositor estadunidense de trilhas sonoras, que está de saco cheio de que lhe peçam para tocar um violãozinho

Vassily Genrikhovich

Franz-Joseph Haydn (1732-1809) – Cello-Konzerte, Sinfonia Concertante

IMG_0001Encontrei essa gravação na bagunça mais ou menos organizada de um HD externo. Tinha esquecido dela. Estava guardada em uma subpasta dedicada aos Kujiken, em uma pasta que dedico a intérpretes. E a identificação da pasta era realmente impossível de entender. Não sei o que eu pensava na época em que armazenei esse CD naquele HD externo. Enfim …
Mas toda essa introdução confusa serviu apenas para dizer, no final das contas, que temos aqui uma gravação inestimável, imperdível, com certeza. Tudo funciona ás mil maravilhas. A sonoridade da Petite Bande dirigida por Sigiswald Kujiken é única, adoro essa orquestra. Mas o destaque com certeza fica com o solista, Hidemi Suzuki, um espanto como esse homem toca. A forma com que ele consegue extrair novas possibilidades destes já tão conhecidos concertos de Haydn mostra um intérprete ciente de sua capacidade e  maturidade.

01. Cello Concerto in C-major, Hob.VIIb-1 I. Moderato
02. II. Adagio
03. III. Allegro molto
04. Cello Concerto in D-major , Hob.VIIb-2 I. Allegro molto
05. II. Adagio
06. III. Allegro
07. Sinfonia Concertante I. Allegro
08. II. Andante
09. III. Allegro con spirito

Hidemi Suzuki – Cello
Ryo Teraokado – Violin
Patrick Beaugiraud – Oboe
Marc Vallon – Fagott
La Petite Band
Sigiswald Kujiken – Conductor

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Hidemi Suzuki – Esse toca muito !

 

O Mestre Esquecido, Capítulo 3 (Debussy: Prelúdios, livro II – Milhaud: Saudades do Brasil – Antônio Guedes Barbosa)

BarbosaConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Os capítulos dessa curta novela sobre o MESTRE Antônio Guedes Barbosa começam a minguar.

O CD da Connoisseur Society está esgotadíssimo, e o link ao lado leva a um exemplar usado pela bagatela de cento e quatro doletas. Mais ainda: ele jamais teria sido lançado no Brasil, não fosse uma ação entre clientes da Ticket Restaurante.

Sim, foi a TICKET RESTAURANTE – fiel depositária de estipêndios pagadores de coxinhas, tubaínas e churrascos gregos Brasil afora – e não a vontade das gravadoras, nem o clamor do público, a responsável pela iniciativa de distribuir esta gravação do genial pianista pessoense em seu país natal.

Se acham isso lamentável, saibam que o maravilhoso álbum triplo de Barbosa tocando as mazurcas de Chopin só chegou às praias de Pindorama graças à BOLSA DE VALORES DO RIO DE JANEIRO, que o distribuiu entre sua rapaziada como presente de final de ano.

Mas, claro, nada é tão ruim que não possa ser pior: quando encontrei este CD perdido numa loja de usados do Rio no ano passado, ele estava entre CDs do NETINHO e da BANDA BEIJO.

PQP, vida.

PQP, mundo.

PQP, vocês.

DEBUSSY: PRÉLUDES, LIVRE II – MILHAUD: SAUDADES DO BRASIL
ANTÔNIO GUEDES BARBOSA

CLAUDE-ACHILLE DEBUSSY (1862-1918)

Prelúdios para piano, Livro II

01 – No. 1, “Brouillards”
02 – No. 2, “Feuilles mortes”
03 – No. 3, “La Puerta del Vino”
04 – No. 4, “Les fées sont d’exquises danseuses”
05 – No. 5, “Bruyères”
06 – No. 6, “Général Lavine – eccentric”
07 – No. 7, “La terrasse des audiences du clair de lune”
08 – No. 8, “Ondine”
09 – No. 9, “Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C”
10 – No. 10, “Canope”
11 – No. 11, “Les tierces alternées”
12 – No. 12, “Feux d’artifice”

DARIUS MILHAUD (1892-1974)

Saudades do Brasil, Suíte para piano, Op. 67

13 – Parte 1, no. 1: “Sorocaba”
14 – Parte 1, no. 2: “Botafogo”
15 – Parte 1, no. 3: “Leme”
16 – Parte 1, no. 4: “Copacabana”
17 – Parte 1, no. 5: “Ipanema”
18 – Parte 1, no. 6: “Gávea”
19 – Parte 2, no. 7: “Corcovado”
20 – Parte 2, no. 8: “Tijuca”
21 – Parte 2, no. 9: “Paineras” (sic)
22 – Parte 2, no. 10: “Sumaré”
23 – Parte 2, no. 11, “Laranjeiras”
24 – Parte 2, no. 12, “Paysandu”

Antônio Guedes Barbosa, piano

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A julgar pelo gosto prevalente, Banda Beijo > Antônio Guedes Barbosa. Parabéns aos envolvidos.
A julgar pelo gosto prevalente, Banda Beijo > Antônio Guedes Barbosa.
Parabéns aos envolvidos.

 

Vassily Genrikhovich

 

Franz-Joseph Haydn – Ronald Brautigam plays Joseph Haydn Concertos – Brautigam – Concerto Copenhagen

frontLINK RESTAURADO À PEDIDOS !!!
Problemas técnicos alheios à minha vontade tem me impedido de postar com mais frequência, mesmo estando em férias. Para compensar tenho ouvido muita música e lido bastante.
E eis que encontro esta beleza de CD, com um cara de quem já virei fâ: Ronald Brautigam. Até então tinha sua integral das sonatas de Mozart e de Beethoven, e me encaminhava para conseguir sua integral de Haydn, todos estes CDs produzidos pelo excelente selo sueco BIS. Mas este Haydn que ora trago é delicioso. Ele se utiliza de um pianoforte em suas interpretações, dando mais ênfase, portanto, às gravações ditas históricas. E o resultado é de se tirar o chapéu. A sonoridade de seu pianoforte, aliado à excelente orquestra dinamarquesa, nos deixam extasiados. Nada tão xiita quanto algumas gravações que encontramos no mercado, mas no final das contas, temos a plena certeza de dever cumprido. É para se ouvir diversas vezes seguidas, sem temer enjoar, afinal de contas, senhores, trata-se de Haydn, ora bolas.

01. Concerto in D major, H.XVIII11 – I. Vivace
02. II. Un poco adagio
03. III. Rondo all’Ungarese (Allegro assai)
04. Concerto in F major, H.XVIII3 – I. Allegro
05. I. Largo cantabile
06. III. Presto
07. Concerto in D major, H.XVIII2 – I. Allegro moderato
08. II. Adagio molto
09. III. Allegro
10. Concerto in G major, H.XVIII4 – I. Allegro
11. II. Adagio
12. III. Rondo (Presto)

Ronald Brautigam – Pianoforte
Concerto Copenhagen
Lars Ulrik Mortensen – Conductor

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FDPBach

Johann Sebastian Mastropiero (?-?): O Lago Encantado

Johann Sebastian Mastropiero (?-?): O Lago Encantado

hqdefaultJohann Sebastian Mastropiero é sem dúvida um dos compositores que motivam maiores polêmicas entre os musicólogos. Por exemplo, diversos autores divergem em sua data de nascimento. Seria um 7 de fevereiro, mas se não concordam nem quanto ao século, o que dirá do ano? Do mesmo modo, há vários países que disputam sua nacionalidade. Tampouco se conhece a data de sua morte. Nem se esta verdadeiramente ocorreu.

Há também controvérsias sobre seu nome, pois ele também foi conhecido por Peter Illich, Wolfgang Amadeus, etc. A grande dispersão de dados biográficos sobre o mestre e as grandes lacunas existentes acerca de determinados períodos de sua vida, fazem com que seja muito difícil escrever uma biografia minimamente completa.

Há 40 anos, o grupo argentino Les Luthiers dedica-se quase que com exclusividade à obra de Mastropiero. P.Q.P. Bach, aproveitando esta fase de lagos adormecidos pelo balé, traz para o blog o esplêndido balé El Lago Encantado, do qual é ouvida a música — FANTÁSTICA — além DA NARRAÇÃO DOS ACONTECIMENTOS DO PALCO. Coisa de louco!

https://youtu.be/ODvjmV8SolM

Este é a segunda postagem de Mastropiero. Muita atenção.

Para quem não conhece o Les Luthiers, vejam aqui como não sabemos nada sobre nossos vizinhos. Os caras são pouco famosos…

Mais detalhes aqui, aqui ou com a Condessa Shortshot.

Mastropiero – El Lago Encantado

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Grupo genial
Grupo genial

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – The Yale Cellos of Aldo Parisot

DE-3041-2Talvez para me redimir do erro crasso que foi ignorar a gravação pioneira do decano dos violoncelistas brasileiros, o potiguar Aldo Parisot, e atribuir erroneamente a Dimos Goudaroulis a primeira gravação brasileira da integral das Suítes para violoncelo solo de J. S. Bach, apresento-lhes um belo álbum em que Parisot rege o conjunto de violoncelos da Universidade de Yale, formado por seus alunos, e que leva seu nome.

O álbum original, como vocês podem perceber pela capa rasurada, não continha somente obras de J. S. Bach, mas também outras tantas do maior dos compositores brasileiros, que se inspirou em Bach para compor um conjunto de nove obras, cujos títulos, mui apropriadamente, remetem a Bach. Duas dessas obras – a primeira e quinta da série – foram compostas para conjunto de violoncelos (acompanhados, na quinta, por uma soprano solista, que nesta gravação é a excelente Arleen Augér).

Lamentavelmente, não temos a autorização dos representantes dos direitos de tal compositor para divulgar suas obras por aqui. Assim, deixamos que as obras de Bach lhes mostrem a beleza do som do coro de violoncelos burilado por Parisot, enquanto vocês ficam imaginando como as obras do compositor-de-quem-não-se-diz-o-nome não soariam com esse conjunto.

Ou, ah sim, também podem comprar o disco. É só clicar a imagem acima.

(ou, então, escutar no YouTube – mas, shhhhhh, não espalhem!)

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

01 – Suíte para orquestra no. 3 em Ré maior, BWV 1068 – Ária
02 – Partita para violino solo no. 2 em Ré menor, BWV 1004 – Chaconne
03 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio e Fuga em Mi bemol menor, BWV 853
04 – O Cravo bem Temperado, livro I – Prelúdio em Si bemol menor, BWV 867
05 – Suíte para violoncelo solo no. 6 em Ré maior, BWV 1012 – Sarabande

The Yale Cellos of Aldo Parisot
Aldo Parisot, regência
Arranjos para conjunto de violoncelos: Aldo Parisot
(os excertos d’O Cravo bem Temperado foram arranjados, parece, por um grande compositor brasileiro)

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O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach
O maior compositor cujas obras vocês não encontrarão aqui no PQP Bach

Vassily Genrikhovich

.: interlúdio :. Larry Coryell – The Rite of Springs

folderDepois do Bolero, aí está a versão que Larry Coryell fez pra obra de Stravinsky. Eu particularmente, achei sensacional, um respeito muito grande com a obra original.
Agora convenhamos, transcrever para violão uma obra de um nível de orquestração tão complexo quanto a Sagração da Primavera não é para qualquer um. E não pensem que Coryell parou por aqui com suas transcrições. Logo trarei a “Petrouschka” e novamente “As Quatro Estações”. Ah, estava esquecendo da “Sherazade” de Korsákov.
Ganhei esta gravação há uns vinte e poucos anos atrás, ainda no tempo das fitas cassetes, e lembro que a fita arrebentou de tanto que a ouvi. Dei um jeitinho, a prendi com durex, e ela continuou a tocar por mais algum tempo, até eu ter acesso ao CD.

01  Part I. The Adoration of The Earth
02  Part II. The Sacrifice

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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Concert of the Century: Celebrating the 85th Anniversary of Carnegie Hall (1976)

61YHCGMSB4L._SX425_“Concerto do Século” é um título bastante presunçoso para esta gravação da celebração dos 85 anos (jubileu esquisito, né?) do Carnegie Hall em Nova York, e que eu comprei no Carrefour nos anos 90.

Os talentos reunidos talvez justifiquem a presunção: afinal, se hoje Leonard Bernstein, Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Slava Rostropovich e Dietrich Fischer-Dieskau provavelmente estão, entre uma piada e outra de Slava, a fazer música no Olimpo, no tempo em que eles repartiam conosco o ar pestilento do Hades era bem difícil vê-los repartindo um palco.

O repertório é um saco de gatos difícil de entender, cujo único critério de eleição, parece, era o da Roda da Fortuna. Talvez quisessem apenas achar pretextos para reunir o notável panteão musical e ganhar dinheiro com isso – a edição de luxo da gravação, por exemplo, limitada a mil exemplares e autografada pelos artistas, ainda pode trocar de mãos pela ninharia de duas mil e trezentas doletas.

Essa, no entanto, é uma questão que empalidece quando imaginamos o espetáculo sui generis que não deve ter sido assistir aos célebres instrumentistas cantando (!) o Hallelujah de Händel que encerra o festim musical. Não conseguimos, em momento algum, discernir suas vozes em meio ao coro e, por isso, provavelmente devamos à Oratorio Society e à Filarmônica de New York nossos efusivos agradecimentos.

Ver Horowitz soltando um dó de peito certamente foi uma das trombetas do Apocalipse, mas o fechamento meio bizarro do concerto não condiz com algumas das belezas nele contidas. Ok, o Concerto Duplo de Bach com Stern e Menuhin é decepcionante, meio cru e cheio de arestas, e também fica difícil entender por que o “Pater Noster” à capela de Tchaikovsky está ali, perdido entre Bach e Händel. No entanto, o “Pezzo Elegiaco” que abre o belo Trio em Lá menor de Tchaikovsky (com Stern, Horowitz e Rostropovich) e o Andante da Sonata para violoncelo e piano de Rachmaninov (com Rostropovich e Horowitz) são tão bons que a gente fica cá com os botões a se perguntar por que diachos deles foram tocados só excertos.

O ouro maciço, entretanto, está no MA-RA-VI-LHO-SO “Dichterliebe” de Schumann, na voz de seu maior intérprete, Dietrich Fischer-Dieskau, e com Horowitz ao piano. Não conseguiríamos tecer loas bastantes à maior voz do século XX, então concentramos nossos confetes sobre Horowitz, que não só acompanha impecavelmente como também acrescenta tensão e lirismo a momentos cruciais. Para mim, esta é disparadamente a melhor gravação que existe desta obra-prima do gênero, e tenho certeza de que, se fosse lançada separadamente e não escondida neste saco de gatos de pedigree, seria um sempiterno sucesso.

CONCERT OF THE CENTURY – CELEBRATING THE 85th ANNIVERSARY OF CARNEGIE HALL

Gravado ao vivo em 18 de maio de 1976

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Abertura “Leonore”, Op. 72a

New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

02 – Trio em Lá menor para violino, piano e violoncelo, Op. 50 – Pezzo elegiaco

Isaac Stern, violino
Vladimir Horowitz, piano
Mstislav Rostropovich, violoncelo

SERGEY VASSILIYEVICH RACHMANINOV (1873-1943)

03 – Sonata em Sol menor para violoncelo e piano, Op. 19 – Andante

Mstislav Rostropovich, violoncelo
Vladimir Horowitz, piano

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CD2

ROBERT SCHUMANN (1810-1856)

01 – Dichterliebe, Op. 48, ciclo de canções sobre poemas de Heinrich Heine

Dietrich Fischer-Dieskau, barítono
Vladimir Horowitz, piano

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

Concerto em Ré menor para dois violinos, orquestra de cordas e baixo contínuo, BWV 1043

02 – Vivace
03 – Largo ma non tanto
04 – Allegro

Isaac Stern e Yehudi Menuhin, violinos
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, cravo e regência

PYOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893)

05 – Nove Peças Sacras – Pater Noster

The Oratorio Society
Lyndon Woodside, regência

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685-1759)

06 – Messiah, Oratório HWV 56 – no. 42, coro: “Hallelujah”

Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz, Mstislav Rostropovich, Leonard Bernstein, Dietrich Fischer-Dieskau, vozes
The Oratorio Society
New York Philarmonic
Leonard Bernstein, regência

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Menuhin, Dieskau, Rostropovich, Horowitz, Bernstein e Stern - exceto pelo alemão, o pior coral do mundo
Menuhin, Dieskau, Slava, Volodya, Lenny e Stern cantam, e o impávido alemão se pergunta como foi parar no meio do pior coral do mundo

Vassily Genrikhovich