The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut

6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou

9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

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Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ganhar dinheiro

Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ser ainda mais popular

PQP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Moonlight, Waldstein, Storm – Alexei Lubimov

CoverInteressantíssima essa gravação de Lubimov, que se utiliza de um piano fabricado de acordo com um modelo de 1802. Curioso para entendermos como era a sonoridade dos instrumentos da época, e para entendermos como soava para os contemporâneos de Beethoven estas suas três obras primas, as nossas mui amadas “Sonata ao Luar”, a “Waldstein” e a “Sonata Tempestade”. Excelente a escolha do pianista.

Como falei, aqueles que não estão muito familiarizados com a sonoridade destes pianos, em um primeiro momento vão estranhar, mas é uma questão de acostumar os ouvidos, a música faz o resto.

Espero que apreciem. O selo Alpha prima pela qualidade de suas gravações.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Moonlight, Waldstein, Storm

01. Piano Sonata No. 14 in C-sharp minor ‘Quasi una fantasia’ Op. 27 No. 2 I. Adagio sostenuto
02. II. Allegretto
03. III. Presto agitato
04. Piano Sonata No. 21 in C major Op. 53 I. Allegro con brio
05. II. Introduzione Adagio molto – attacca (in F major)
06. III. Rondo. Allegretto moderato – Prestissimo
07. Piano Sonata No. 17 in D minor Op. 31 No. 2 I. Largo – Allegro
08. II. Adagio
09. III. Allegretto

Alexei Lubimov – Pianoforte Erard 1802 copy by Christopher Clarke

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pianoforte Erard

Instrumento utilizado por Lubimov para estas gravações .

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Stravinsky, Schubert, Ravel, Clara Schumann – Katia Labeque & Viktoria Mullova – Recital

41tg5Dsxp2L._SS280Mas que encontro dos sonhos …!!! Duas de minhas musas tocando juntas, em um repertório impecável, um encontro de duas excepcionais musicistas, e volto a repetir, um verdadeiro encontro dos sonhos.
O repertório abrange aproximadamente 100 anos de história da música, começando com a incrível Sonata barroca de Stravinsky, passando pela modernidade de Ravel e o romantismo de Schubert e Schumann.
Discaço, sem dúvida alguma, que merece sua atenção.

01. Stravinsky Suite Italienne – Introduction Allegro Moderato
02. Stravinsky Suite Italienne – Serenata Larghetto
03. Stravinsky Suite Italienne – Tarantella Vivace
04. Stravinsky Suite Italienne – Gavotte Con Due Variazioni – Allegretto – Alleg
05. Stravinsky Suite Italienne – Scherzino Presto Alla Breve
06. Stravinsky Suite Italienne – Minuetto – Finale
07. Schubert Fantasie For Violin And Piano D.934 – I Andante Molto
08. Schubert Fantasie For Violin And Piano D.934 – II Allegretto
09. Schubert Fantasie For Violin And Piano D.934 – III Andantino
10. Schubert Fantasie For Violin And Piano D.934 – IV Tempo Primo – Allegro Viva
11. Ravel Sonata For Violin And Piano – I Allegretto
12. Ravel Sonata For Violin And Piano – II Blues Moderato
13. Ravel Sonata For Violin And Piano – III Perpetuum Mobile Allegro
14. Schumann, Clara Romanze Fur Violine Und Klavier, Op.221 Db Major. re bemol major

Katia Labeque – Piano
Viktoria Mullova – Violin

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Carl Phillip Emanuel Bach: Symphonies For Strings – Trevor Pinnock, The English Concert

1aAdoro essas obras do mano Carl Phillip. Mostram todo o seu talento e versatilidade. E o mais importante, mostram um compositor maduro, conhecedor do momento histórico que viveu, rompendo definitivamente com o barroco e trazendo ao mundo o estilo que ficou conhecido como Clássico, ou classicismo. Em sua obra podemos reconhecer Haydn, Mozart, este último mesmo foi muito influenciado pela obra de Carl Phillip.

Sou absolutamente fascinado por essa gravação de Trevor Pinnock. Ele conseguiu dar um brilho único e uma vivacidade única à essas obras.

Para quem não conhece a obra de C.P.E. Bach, com certeza essa é uma grande introdução.

Carl Phillip Emanuel Bach: Symphonies For Strings – Trevor Pinnock, The English Concert

1 – I Allegro di molto (Symphony no.1 in G major)
2 – II Poco Adagio (Symphony no.1 in G major)
3 – III Presto (Symphony no.1 in G major)
4 – I Allegro di molto (Symphony no.2 in B flat major )
5 – II Poco Adagio (Symphony no.2 in B flat major )
6 – III Presto (Symphony no.2 in B flat major )
7 – I Allegro Assai (Symphony no.3 in C major)
8 – II Adagio (Symphony no.3 in C major)
9 – III Allegretto (Symphony no.3 in C major)
10 – I Allegro, ma non troppo (Symphony no.4 in A major)
11 – II Largo ed innocentemente (Symphony no.4 in A major)
12 – III Allegro assai (Symphony no.4 in A major)
13 – I Allegretto (Symphony no.5 in B minor)
14 – II Larghetto (Symphony no.5 in B minor)
15 – III Presto (Symphony no.5 in B minor)
16 – I Allegro di molto (Symphony no.6 in E major)
17 – II Poco Andante (Symphony no.6 in E major)
18 – III Allegro Spirituoso (Symphony no.6 in E major)

The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – Cds 9, 10, 11- Orchestral Works

51Iibj3qABLAcho que esses três CDs trazem algumas das obras que alguns dos senhores estão aguardando ansiosamente .
Começando por “Daphnis Et Chloé”, na premiada versão de Charles Dutoit lá no início dos anos 70, e considerada uma da melhores versões dessa obra, passando pela “Pavane pour une infante défunte”, uma das mais belas obras de Ravel,  obviamente o “Bolero” está presente, assim como o “Concerto para Piano”, com a jovem Martha Argerich e seu fiel colaborador Claudio Abbado, ah, os anos 70 … enfim, são três CDs absolutamente “IM-PER-DÍ-VEIS !!!
Estamos entrando na reta final desta caixa. Sei que os senhores estão gostando pelo número de downloads. Mas dá trabalho postar tanto CD assim, viu? Esse material está guardado me um HD externo que de vez em quando resolve não querer trabalhar, então de vez em quando a coisa é meio tensa..

Mas vamos ao que viemos.

CD 9

01 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – I. Introduction et Danse religieuse
02 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – II. Danse générale
03 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – III. Danse grotesque de Dorcon
04 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – IV. Danse légère et gracieuse de Daphnis
05 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – V. Danse de Lycéion
06 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – VI. Danse lente et mystérieuse
07 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – I. Introduction
08 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – II. Danse guerrière
09 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – III. Danse suppliante de Chloé
10 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – I. Lever du jour
11 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – II. Daphne et Chloé miment l’aventure de Pan
12 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – III. Danse générale
13 – Pavane pour une infante défunte
14 – La Valse

Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

CD 10

01. Ravel  Piano Concerto In G  1. Allegramente
02. Ravel  Piano Concerto In G  2. Adagio Assai
03. Ravel  Piano Concerto In G  3.Presto

Martha Argerich – Piano

04. Ravel  Piano Concerto For The Left Hand In D

Michel Beroff

05. Ravel  Menuet Antique – For Orchestra  Maestoso
06. Ravel  Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version  1. Prélude
07. Ravel  Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version  2. Forlane
08. Ravel  Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version  3. Menuet
09. Ravel  Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version  4. Rigaudon
10. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  1. Modéré – Très Franc
11. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  2. Assez Lent – Avec Une Expression
12. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  3. Modéré
13. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  4. Assez Animé
14. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  5. Presque Lent – Dans Un Sentiment
15. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  6. Assez Vif
16. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  7. Moins Vif
17. Ravel  Valses Nobles Et Sentimentales  8. Epilogue (Lent)

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado

CD 11

01. Fanfare pour ‘L’Eventail de Jeanne’ (1927)
02. Bolero (1928)
03. Alborada del gracioso (1905, orch. 1918)
04. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Prélude
05. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Danse du rouet et Scène
06. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Pavane de la Belle aus bois dormant
07. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Les Entretiens de La Belle et de la Bête
08. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Petit Poucet
09. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Laideronnete, impératrice des pagodes – Aphotéose: Le Jardin féerique
10. Une barque sur l’ocean
11. Rapsodie espagnole (1908) – Prelude a la nuit, Malaguena, Habanera, Feria

Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

CD 9 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 10 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 11 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Os DOIS encontros de Guiomar e Beethoven no Quarto – e ainda Ao Luar!

http://www.tropis.org/imagext/guiomar novaes beethoven swarowsky.jpgIM-PER-DÍ-VEL !!!

Publicado originalmente em 07.05.2010

Este post só foi possível graças a uma rede de colaborações. Primeiro, nosso leitor Eduardo Maia Bandeira de Melo enviou a gravação do concerto com Klemperer. Eu só conhecia a outra, e fiquei pasmo de ouvir como a mesma pianista pôde produzir duas versões tão diferentes da mesma obra – e as duas antológicas.

Aí veio a vontade irresistível de ouvi-las lado a lado – e obviamente de compartilhar essa audição com vocês – mas trombei com que a versão com Swarowsky anda inincontrável em CD e internet. E aí entrou nosso companheiro de equipe Avicenna, grande mestre em ripagem de LPs de vinil e pós-processamento dos arquivos. E de repente…

… eis que ouço saindo pela primeira vez do micro aqueles sons que me atingiam vindos da vitrola de meu pai quando eu ainda nem havia saído da barriga da minha mãe. (Parece que eram esse concerto e a Pastoral com Walter Goehr. Pouco depois esta era o único jeito de acalmar um certo sujeito um tanto indignado por ter nascido…)

Aí, uma decisão delicada: o CD oferecido pelo Eduardo contém mais 7 peças de recital, desacompanhadas, de Bach-Silotti, Brahms, Gluck-Sgambatti, Saint-Saëns sobre Gluck… em interpretações espantosas por diferentes motivos. Imperdível, mas inseridos artificialmente no mesmo disco. Totalmente fora do campo desse Beethoven. E decidi transferi-las para outro post, a ser feito em breve.

Por outro lado, o disco de Swarowsky contém ainda a Sonata ao Luar – provavelmente a leitura mais clássica, desapaixonada, cool, que já ouvi dessa obra. Ela ficaria totalmente desenturmada entre aquelas outras peças (quando vocês ouvirem vão entender…) e definitivamente não destoa do clima geral deste post. E então ficou aqui, de bis – ou tris, pois aparece depois que o concerto inteiro é bisado!

Antes de deixar com vocês, só quero dizer que não vejo o objetivo de “eleger a melhor” nessa audição lado a lado; acho mesmo que seria uma atitude mesquinha demais para matérias desta ordem. São diferentes, e ponto. Mas confesso que tendo a achar Klemperer mais interessante nos movimentos rápidos, enquanto o Andante com Swarowsky… ouçam em silêncio e atenção até a ÚLTIMA nota e depois me digam.

E ainda: Klemperer perderá um pouco na qualidade de som, e não por culpa do Eduardo: a gravação é de 1951 (informação do leitor Flavio Dutra), e a de Swarowsky foi lançada em 1962 já em stereo.

Finalmente: não parece notável que as duas versões tenham sido gravadas em Viena – a cidade que Beetoven adotou, e onde compôs e apresentou ao mundo esta música toda?

Beethoven, Concerto para piano e orquestra n.º 4, em Sol, op.58
Orquestra Sinfônica de Viena – Regente: Otto Klemperer
Solista: Guiomar Novaes

Ano de lançamento: 1951

01 I Allegro moderato
02 II Andante con moto
03 III Rondo, Vivace

As outras peças contidas no mesmo CD (Bach, Brahms, Gluck etc.) serão postadas separadamente.

Beethoven, Concerto para piano e orquestra n.º 4, em Sol, op.58
Orquestra Pro-Musica de Viena – Regente: Hans Swarowsky
Solista: Guiomar Novaes

Ano de lançamento: 1962

04 I Allegro moderato
05 II Andante con moto
06 III Rondo, Vivace

Beethoven, Sonata para piano n.º 14, em Do sustenido menor, op.27 nº 2
“Ao Luar”, “Moonlight”, “Mondschein”
Pianista: Guiomar Novaes

Incluído no LP (vinil) do 4.º Concerto com Swarowsky (1962)

07 (faixa única)
. . . 0:00 I Adagio Sostenuto
. . . 5:20 II Allegreto
. . . 7:42 III Presto Agitato

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Guiomar, dois encontros com homens diferentes

Guiomar, dois encontros com homens diferentes

Ranulfus

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O Mestre Esquecido, Capítulo 4 (Chopin – Valsas – Antônio Guedes Barbosa)

R-4836621-1377025177-5564.jpegConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

É com imensa satisfação que anunciamos, após algumas negociações no mercado negro internacional de LPs, uma ação de contrabando confesso e a inestimável ajuda de um leitor-ouvinte do PQP Bach, que dispomos agora da DISCOGRAFIA COMPLETA do genial Antônio Guedes Barbosa – conquista que comemoraremos ao postá-la, pouco a pouco, por aqui!

Chegamos àquela que é talvez a maior gravação do Mestre Esquecido: as quatorze valsas de Chopin que tomaram o público de assalto, que piraram completamente o cabeção da crítica e formaram um dos pouquíssimos álbuns dele lançados comercialmente neste Brasil insensato que tão pouco o conhece.

Sou tão tiete dessa gravação que me faltam até os superlativos para descrevê-la. Trata-se, simplesmente, da melhor interpretação que conheço para estas obras, que só podem ser chamadas de menores por quem nunca escutou Barbosa tocá-las. Elegância, precisão, humor, brilho… nada falta. Talvez sobre rubato, mas a gente perdoa, tamanha a musicalidade que, acima de tudo e de todos, transborda de cada faixa.

É escutar e catapultar imediatamente para o panteão dos favoritos.

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

CHOPIN – AS 14 VALSAS
ANTÔNIO GUEDES BARBOSA

01 – Grande Valse Brillante em Mi bemol maior, Op. 18
02 – Três Valsas, Op. 34 – No. 1 em Lá bemol maior
03 – Três Valsas, Op. 34 – No. 2 em Lá menor
04 – Três Valsas, Op. 34 – No. 3 em Fá maior
05 – Valsa em Lá bemol maior, Op. 42
06 – Três Valsas, Op. 64 – No. 1 em Ré bemol maior
07 – Três Valsas, Op. 64 – No. 2 em Dó sustenido menor
08 – Três Valsas, Op. 64 – No. 3 em Lá bemol maior
09 – Duas Valsas, Op. 69 – No. 1 em Lá bemol maior
10 – Duas Valsas, Op.69 – No. 2 em Si menor
11 – Três Valsas, Op. 70 – No. 1 em Sol bemol maior
12 – Três Valsas, Op. 70 – No. 2 em Fá menor
13 – Três Valsas, Op. 70 – No. 3 em Ré bemol maior
14 – Valsa em Mi maior, WN 18

Antônio Guedes Barbosa, piano
(de um CD esgotado da extinta Kuarup Klassics, que eu tenho há vinte e cinco anos e não vendo por dinheiro algum!)

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Suas imagens são tão difíceis de encontrar quanto tuas gravações, Toninho!

Tuas imagens são tão difíceis de encontrar quanto tuas gravações, Toninho!

Vassily Genrikhovich

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – English Suites 1,3 e 5 – Piotr Anderszewski

bach_english_suitesThe way he has considered the touch and dynamic of every phrase means that these are readings that constantly impress with fresh details each time you hear them’”

Este é comentário da conceituada revista Gramophone ao premiar este CD de Piotr Anderszewski como o melhor de 2014 na categoria Instrumental, em sua tradicional premiação anual. O  texto integral da resenha está aqui . 

Que mais podemos dizer desse CD além de ter sido escolhido o melhor do ano em sua categoria? Conheci este pianista em uma gravação em que ele acompanha Viktoria Mullova em sua leitura das sonatas de Brahms. E não lhe dei muito mais atenção depois disso. O que foi um erro. Sua carreira é muito sólida e suas gravações são muito recomendadas e bem avaliadas.

01 – 08 English Suite No.3 in G Minor BWV 808

09 – 17 English Suite No.1 in A Major BWV 806

18 – 24 18 – English Suite No.5 in E Minor BWV 810

Piotr Anderszewski – Piano

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Faixa 24 em formato MP3

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Shostakovich: 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87 – Keith Jarrett (LINKS CORRIGIDOS)

41Bb7A8f5DLPOSTADO POR PQP BACH EM 17/1/2012, REVALIDADO POR VASSILY EM 23/9/2015

Concordo com o patrão PQP: esta é a melhor gravação disponível da obra-prima pianística do século XX. Apesar de Tatiana Nikolayeva ter sido a inspiradora, consultora e intérprete da première da obra de Shostakovich, a verve e a clareza de Jarrett soam-me como o padrão-ouro.

Questão de opinião, claro, até porque o páreo é duro e nele não precisamos de vencedores.

Agora, a lista de interpretações a repor no PQP Bach está assim:

Konstantin Scherbakov
Tatiana Nikolayeva (áudio, 1987)
Tatiana Nikolayeva (áudio, 1990)
Tatiana Nikolayeva (vídeo)
Vladimir Ashkenazy
Keith Jarrett
Aleksander Melnikov

Mais? Em breve!

Vassily Genrikhovich

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH EM 17/1/2012

Pois, meus filhos, vou lhes dizer uma coisa. Penso que Keith Jarrett realizou a melhor gravação dos 24 Prelúdios e Fugas de Shostakovich. O blog oferece ou ofereceu versões de Konstantin Scherbakov, Tatiana Nikolayeva e Vladimir Ashkenazy. A única que se segura ao lado da de Jarrett é a de Nikolayeva, esqueça as outras. Como nos outros posts dedicados a esta obra já colocamos longas análises a respeito, utiizo desta vez uma pequena e bela apresentação encontrada aqui.

Esta coleção é certamente a obra mais importante da produção pianística de Shostakovich. As peças foram compostas logo depois de sua visita a Leipzig por ocasião das solenidades do segundo centenário da morte de J. S. Bach, e, como tais, representam sua homenagem ao autor do Cravo bem-temperado. O que originalmente fora pensado como uma simples série de exercícios polifônicos acabou por tornar-se uma obra em grande escala, plenamente desenvolvida, na qual os gêneros pianísticos mais díspares são admiravelmente integrados em um painel coerente. A diversidade de estilos e técnicas aproxima-se às vezes do pastiche, mas a coleção é notável como ponto de consolidação das anteriores vertentes composicionais do autor, e a música, por certo, é Shostakovich em sua melhor forma, com aquela peculiar mistura de verve e pathos da qual deriva sua perene fascinação.

Shostakovich: 24 Prelúdios e Fugas, Op. 87
Keith Jarrett, piano

Disco 1

1. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 1 In C Major
2. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 2 In A Minor
3. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 3 In G Major
4. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 4 In E Minor
5. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 5 In D Major
6. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 6 In B Minor
7. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 7 In A Major
8. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 8 In F Sharp Minor
9. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 9 In E Major
10. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 10 In C Sharp Minor
11. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 11 In B Major
12. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No. 12 In G Sharp Minor

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Disco 2

1. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.13 In F Sharp Major
2. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.14 In E Flat Minor
3. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.15 In D Flat Major
4. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.16 In B Flat Minor
5. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.17 In A Flat Major
6. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.18 In F Minor
7. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.19 In E Flat Major
8. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.20 In C Minor
9. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.21 In B Flat Major
10. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.22 In G Minor
11. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.23 In F Major
12. Preludes And Fugues Op. 87: Prelude And Fugue No.24 In D Minor

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PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Piano Concertos – Anna Vinnitskaya, Kremerata Baltica

914tMB+GNzL._SX522_Se ainda fosse vivo Shostakovich estaria completando 109 anos de idade neste dia 25 de setembro. Esta postagem é uma modesta homenagem a este incrivel compositor, que viveu intensamente século XX.

Esse CD que ora vos trago é bem recente, foi lançado agora no final de agosto e traz excelentes interpretações dos Concertos para Piano de Shostakovich. A jovem pianista russa Anna Vinnitskaya dá um show, acompanhada pela extraordinária Kremerata Baltica. Em outras palavras, trata-se de um baita CD.

Sem mais,

01 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 I. Allegretto
02 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 II. Lento
03 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 III. Moderato
04 Piano Concerto No. 1 in C Minor, Op. 35 IV. Allegro con brio
05 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 I. Allegro
06 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 II. Andante
07 Piano Concerto No. 2 in F Major, Op. 102 III. Allegro
08 Concertino for Two Pianos in A Minor, Op. 94
09 Tarantella for Two Pianos

Anna Vinnitskaya
Kremerata Baltica

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FAIXA 09 EM FORMATO MP3

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Carl Friedrich Abel (1723-1787): Concertos para Flauta

Pois é. Eu não sou exatamente um amante do instrumento flauta e nem de seu repertório. Na minha opinião inútil, há as Sonatas de Bach, a Triosonata da Oferenda, o Concerto para Flauta e Harpa de Mozart, o de Nielsen e pouca coisa além. É um tremendo instrumento de orquestra, isso sim. Os Concertos de Abel são bons mais pela qualidade do solista e da orquestra deste CD do que pela música. Abel era um obediente às regras de seu tempo. Os concertos são convencionais, sem chegarem a ser inventivos. Mas é agradável de se ouvir numa manhã fria e nublada como a de hoje — vocês está no dia 23 de setembro, eu em 11 de setembro. Ah, as principais obras de Abel foram escritas para seu instrumento, a viola da gamba. E ela está na ilustração de Gainsborough abaixo, ao lado daquele lindo cachorro que eu gostaria de ter como amigo.

Carl Friedrich Abel (1723-1787): Concertos para Flauta

1. Fl Con in C, Op.6 No.1: Allegro Moderato
2. Fl Con in C, Op.6 No.1: Adagio
3. Fl Con in C, Op.6 No.1: Allegro

4. Fl Con in e, Op.6 No.2: Allegro
5. Fl Con in e, Op.6 No.2: Adagio Ma Non Troppo
6. Fl Con in e, Op.6 No.2: Allegro

7. Fl Con in D, Op.6 No.3: Moderato
8. Fl Con in D, Op.6 No.3: Adagio Ma Non Troppo
9. Fl Con in D, Op.6 No.3: Allegro Assai

10. Fl Con in G, Op.6 No.5: Allegro
11. Fl Con in G, Op.6 No.5: Adagio
12. Fl Con in G, Op.6 No.5: Presto

Karl Kaiser, flauta
La Stagione Orchestra
Michael Schneider

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Escreve, Abel, escreve

Escreve, Abel, escreve (gravura de Thomas Gainsborough)

PQP

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Manuel de Falla – Paco de Lucia interpreta Falla

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 27/6/2009, REVALIDADO POR VASSILY EM 25/9/2015.

Cover artSe tudo tiver corrido bem, ou ao menos sofrivelmente bem, a esta altura já terei cruzado o Congo, terminado inteiro a odisseia centroafricana e, no final da noite, chegado ao Brasil.

Finalizo este mês de postagens racionadas com a revalidação dum tremendo álbum postado pelo FDP no longínquo 2009, e que estava indisponível aqui desde então. O grande Paco aqui está especialmente fodástico, e a gravação é eletrizante.

Assim que tomar um bom banho e me livrar dos ectoparasitas, volto à vida – e ao blogue.

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH EM 27/6/2009

Começo a fazer uma série diferente, que dedicarei à música espanhola dos séculos XIX e XIX, com destaque para Falla, Albéniz, Rodrigo, e mais alguns outros.

Vou começar com um disco que me fez tornar fã deste gênio do violão flamenco, Paco de Lucia. Comprei ainda nos tempos do LP, e não conseguia acreditar no que o cara fazia com o mesmo instrumento de seis cordas que eu tinha jogado num canto de meu quarto. Como diz o mano PQP, parece que ele toca com um espanador. Alguns anos depois, já na faculdade, escrevi uma pequena monografia sobre a música flamenca, mas, após entregá-lo nunca mais tive acesso ao trabalho, pois o professor veio a falecer no decorrer do semestre e não sei onde foi parar. Era uma disciplina chamada “História da Cultura Ibérica”, e o professor era um grande especialista na área.

Pois bem, o que Paco de Lucia faz aqui neste pequeno disco é uma releitura de alguns trechos conhecidíssimos da obra de Falla, como a “Dança Ritual del Fuego”, “Dança del Fuego Fátuo”, entre outros. Este disco está fora de catálogo e tem um doido querendo vender o seu por U$S 115 na amazon. Tem doido para tudo, inclusive para pagar este preço. Ainda tenho o meu velho LP, e cuido muito bem dele.

Para os mais puristas, informo que a leitura que Lucia faz é muito peculiar, pois mistura elementos da música flamenca com o Jazz.

Abaixo, transcrevo o texto que consta no meu velho vinil:

“A principios de la década de los 20 (a poco más de un siglo de distancia del nascimento publico del cante) Manuel de Falla, el más universal, el más grande de los músicos españoles, deseando pagar al flamenco la deuda que tenia contraíd con esa música de incomparable majestad, resuelve presentear al cante como una parte sustancial de la grand música del mundo: contra el fanático antiflamenquismo de la época, don Manuel lleva a cabo ese acto de reinvindicación e de justicia mediante la preparación e la culminación del Concurso de Canto Jondo de Granada. El amor de Falla al flamenco venía de muy antigo. Nacido Falla en Cádiz y en lá época de gran eclósion cantaora, su propia madre lo dormia sussurrrándole nanas andaluzas. Una jovem servienta, “La Morilla”, cantaba al niño Falla los cantes gaditanos y los cantes mineros. Más tarde, don Manuel nos dejaria un trabajo de investigación sobre los origenes del flamenco (El cante jondo, canto primitivo andaluz) cuyas líneas maestras tejen la plataforma sobre la que se han baseado todas las investigaciones posteriores, la plataforma sin la cual no existe ni una sola opinión solvente en torno a los rasgos primitivos del cante. Don Manuel solia pedir a Antonio El Polinario, a Pastora Imperio, a Rosario La Mejorana y a anonimos gitanos, del Albaicin que le cantaran las viejas siguirillas, las antiguas tonás, las remotas saetas, y con sus signos pacientes y menudos anotaba las melodias. Toda su producción entre 1904 y 1912, es decir, desde el princípio de su madurez como artista hasta la fecha del Concurso de Granada, es un sucesivo homenaje a la forma expresiva más sobrecogedora de una Andalucia verdadeiramente esencial. La Vida Breve, El Amor Brujo, El sombrero de tres picos, La fantasia bética, las Noches en los jardines de España, son ya músicas del planeta, pero antes y en sucesivo, son transfiguraciones  incomparables de las músicas andaluzas y pruebas sucesivas del amor y el respecto  que Don Manuel sintió por ellas. (Cuando murió, en Alta Gracia, en la Córdoba de Argentina, su hermano y sus amigos encontraron, entre sus muy escasas propriedades, un ejemplar de una grabación que le habia regalado el anciano ganado del Concurso, Diego Bermúdez, El Tenazas. Falla se habia llevado al exilio, a la muerte, unos cantes de aquel viejo remoto).

A finales de la decada de los años 70, (a poco más de un siglo de distancia del nacimiento de Don Manuel de Falla) Paco de Lucia, el más grande de los creadores de música para guitarra andaluza que há tenido jamás la historia del flamenco, deseando pagar a Don Manuel siguiera parte de la deuda que el flamenco tiene de antiguo contraída con aquele hombre pequeñito y a la vez gigantesco, se sumerge en una selva de partituras del maestro. Acelerada y laboriosamente aprende a leer música para decifrar esas obras que ama y que él sabe que suenan al más recóndito metal de la fragua flamenca (Falla -escribio Orozco Diaz – es un andaluz puro, pero en él incide la raíz, no la apariencia; lo profundo no lo superficial. No sólo lá temática de sus obras, sino la misma inspiración íntima preceden de una Andalucia honda, que sólo se entrevé en la expresión y el sentimiento del cante jondo). Paco de Lucia elige algunas partituras de Falla, efectua várias transcriciones (a algunas de las cuales será preciso denominar versiones, ya que el auténtico respeto aquí no excluye la incorporación de ciertos agregados rítmicos y algunos compases dialogados, formas de amor más que licencias) y las graba con jubilo angustiado, doblando él mismo la guitarra una vez y otra vez, interpretando la parte melódica, luego las harmonias más tarde otros efectos sonoros, levantando de manera tentacular, avariciosa, el edificio de su fidelidad a la música del maestro; y tocando en todo momento con esa potencia en las escalas, esa seguridad en los agudos, ese brillo en los bajos, esa sensualidad y perfección en los rasgueos, ese sonido, en fin que sólo posee la técnica flamenca y mediante el que, súbitamente, descubrimos a un Falla no nuevo sino definitivo. Siempre supimos que en la música de Falla habitaba el flamenco. Nos faltaba una sola prueba: los es esta grabación.

El mayor genio de la guitarra flamenca se proclama deudor del mayor genio de la música andaluza medio siglo después de que áquel músico immortal proclamara su deuda a unas músicas que, con ele nombre de flamenco, ya es justo llamar imortales. Esta grabación es, pues, algo más que un novo disco de Paco de Lucia. Por si solo, esto seria un acontecimiento> pero cyabdi se escuche, escúchese algo más: el respecto y la gratitud de Paco de Lucia por Don Manuel de Falla hacia el flamenco, y el abrazo ya indisoluble de la música culta ya la flamenca a través del abraço que mediante esta guitarra y aquellas partituras se dan, por entre el ciego tiempo, un grand andaluz de Algeciras e un immenso andaluz de la milenaria Gadir. Félix Grande

Infelizmente o disco não traz maiores informações sobre os acompanhantes de Lucia. Destacam um grupo chamado Dolores, o cantor Pepe de Lucia, na faixa 4, e Ramon de Algeciras tocando uma segunda guitarra.

O único pecado desta pérola discográfica e sua duração: Meros 30 minutos, mas como tudo que diz respeito à música flamenca e principalmente à genialidade da dupla Falla / Lucia, são 30 minutos muito intensos. Espero que apreciem.

P.S. – Caso alguém venha a se interessar por outras incurssões de Lucia na música flamenca possuo uma discografia considerável dele. Basta pedir, que com o tempo posso vir a postar.

Uma biografia mais detalhada de Falla pode ser encontrada aqui .

Manuel de Falla (1876-1946) – Paco de Lucia interpreta a Manuel de Falla

1. Danza de los Vecinos [De “El Sombrero de Tres Picos”]
2. Danza Ritual del Fuego [De “El Amor Brujo”]
3. Introduccion y Pantomima [De el Amor Brujo]
4. Paño Moruno [De “Siete Canciones Populares”]
5. Danza del Molinero [De “El Sombrero de Tres Picos”]
6. Danza (De “La Vida Breve”)
7. Escena (De “El Amor Brujo”)
8. Cancion del Fuego Fatuo (De “El Amor Brujo”)
9. Danza del Terror [De “El Amor Brujo”]
10. Danza de la Molinera [De “El Sombrero de Tres Picos”]

Paco de Lucia – Violão Flamenco
Pepe de Lucia – Cantor da faixa 4
Ramon de Algeciras – 2º Violão
Grupo Dolores

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FDP Bach

 

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Joseph Haydn (1732-1809): Haydn – Italian Arias – Quasthoff, Freiburger Barockorchester

Haydn-Quasthoff_01Pense em um CD delicioso, com um grande cantor, acompanhado por uma excepcional orquestra .. e o principal: um repertório um tanto quanto desconhecido da grande maioria silenciosa, apesar de ter sido composto por um dos grandes compositores do Século XVIII, um gênio da sinfonia, dos Quartetos de Cordas …

Pensou em Thomas Quasthoff interpretando árias de óperas de Haydn? Pois é, nem eu pensaria. Vamos ver o que o próprio Quasthoff tem a dizer:

“I have often sung Haydn´s Creation and Seasons, but it was only because of this recording that I really came to terms with his operas. Here we encounter an unknown Haydn whom the singer needs to approach differently from the Haydn of the oratorios. But the risk is amply rewarded.”

E que grande CD  … tenho certeza que os senhores irão apreciar …

Joseph Haydn (1732-1809): Haydn – Italian Arias – Quasthoff, Freiburger Barockorchester

01 – Untreue lohnt sich nicht – 1. Akt – Non v’e rimedio
02 – Der Ritter Roland – 2. Akt – Mille lampi d’accese faville
03 – 3. Akt – Ombre insepolte
04 – Armida – 1. Akt – Se dal suo braccio oppresso
05 – 2. Akt – Teco lo guida al campo
06 – Die unbewohnte Insel – 1. Teil – Chi nel cammin d’onore
07 – Die belohnte Treue – 2. Akt – Di questo audace ferro
08 – 1. Akt – Mi dicia il mio signore
09 – 2. Akt – Sappa che la bellezza
10 – Die unverhoffte Begegnung – 1. Akt – Noi pariamo santarelli
11 – Die wahre Bestandigkeit – 1. Akt – Non sparat … mi disdico
12 – Die Welt auf dem Mond – 2. Akt – Che mondo amabile
13 – 2. Akt – Non aver di me sospetto
14 – Der Deserteur – 2. Akt – Un cor si tenero in petto forte  (f.F.Bianchi)
15 – Die Schule der Eifersuchtigen – 2. Akt – Dice benissimo chi si Marita (f.A.Sa…
16 – Die Seele des Philosophen (Orpheus & Eurydike) – 2. Akt – Chi spira e non spera
17 – 2. Akt – Il pensier sta neglio oggetti
18 – 2. Akt – Mai non sia inulto

Thomas Quasthoff – Bass, Baritone
Freiburger Barockorchester
Gottfried von der Goltz – Conductor

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FDP

 

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4 (CD 4 de 14)

Fala a Sociedade dos Amantes de Mahler, patrocinadora desta série de posts:

Caro PQP,

aí temos o texto relativo à Quarta Sinofnia.

Abraços,

SAM.

A Quarta Sinfonia em sol maior de 1899-1900 pode ser considerada um epílogo para as três primeiras sinfonias. É a sinfonia mais intimista e em menor escala de Mahler, com orquestra reduzida e virtualmente nenhum efeito grandioso. Não se pode falar de simplismo ingênuo em ligação com uma composição tão sutil e disciplinada, mas a atmosfera é certamente infantil, de modo sumamente apropriado. Não admira que seja a mais popular e acessível sinfonia de Mahler, e é a primeira em que ele se conservou fiel aos quatro movimentos do modelo clássico. Pensou em subintitulá-la Humoresque – uma pista (se alguma fosse necessária) para suas ligacoes com as canções Wunderhorn e, em especial, com Wir geniessen die himmlischen Freuden, composta em março de 1892. Um dos primeiros planos para a sinfonia mostra que sua concepção precedeu a Segunda e a Terceira – mais uma prova de que as sinfonias de Mahler são uma cadeia contínua e interligada ou, para usar um paralelo literário, uma vasta novela autobiográfica, da qual cada sinfonia é um capítulo. A teoria de Paul Bekker, depreciada por Neville Cardus, de que toda a sinfonia foi germinada por essa canção, parece-me convincente. Cada movimento está tematicamente inteligado à maneira usual e alusivamente sutil de Mahler. Em todo caso, eis as próprias palavras de Mahler a Natalie Bauer-Lechner em 1901 : “Eu queria realmente escrever uma humoresque sinfônica que acabou se convertendo numa sinfonia completa, enquanto que antes, quando queria que se tornasse uma sinfonia, ganhou o tamanho de três (dois pontos) as minhas Segunda e Terceira”.

O primeiro movimento é melodicamente profuso, sua tessitura e estrutura constituindo um avanço sobre tudo o que Mahler compusera até então. Nunca um contraponto foi mais inventivo. A lucidez e o frescor do material recordam, com freqüência, mais Haydn do que Schubert. O estado de espírito de Mahler é aqui dominado pela descontração, o mundo dos conflitos e agressões é ignorado, quando não esquecido. É inesquecível a sua vibrante abertura – ele qualificou-a de “melodia divinamente alegre e profundamente melancólica” (…).

Dessa obra tão conhecida e amada dificilmente será necessário fazer mais do que lembrar suas belezas : a delicada coda do primeiro movimento, por exemplo – sancta simplicitas, se alguém jamais a ouviu; e o levemente fantasmagórico scherzo, associado de forma tão maravilhosa por Cardus às sombras projetadas pela luz de vela na parede de um quarto de criança. Nessa fantasia-Ländler, Mahler faz muito uso de um violino solo, com uma scordatura que permite tocar um tom inteiro mais alto do que o resto e faz o instrumento soar como “ein Fiedel”, o precursor medieval do violino e a origem da palavra inglesa fiddle. Num dos primeiros esboços, Mahler escreveu dessa passagem : “Freund Hain spielt auf”. O amigo Hain que toca era um violino espectral que guiava o caminho para a eternidade ou a perdição. Os demônios de Mahler estão de folga nessa sinfonia e o amigo Hain é mais pitoresco do que macabro. Entretanto, cumpre recordar a descrição que Mahler fez da composição dessa sinfonia:

Por causa da lógica irresistível de uma peça que tive de alterar, todo o trabalho subseqüente tornou-se confuso para mim e, para minha estupefação, eu tinha penetrado num domínio totalmente diferente, tal como num sonho nos imaginamos vagueando pelos jardins do Eliseu, entre flores de suaves aromas, e subitamente o sonho converte-se num pesadelo em que nos vemos lançados num Hades cheio de terrores. As pistas e emanações desses mundos, para mim horrendos e misteriosos, são freqüentemente encontradas em minhas composições. Desta vez, é uma floresta com todos os seus mistérios e horrores que força minha mão e se entretece em minha obra. Está ficando cada vez mais claro para mim que um indivíduo não compõe, mas esta sendo composto.

Daí o calafrio que, com freqüência, se apodera dessa obra luminosa, mesmo no adágio.

O final do scherzo, após uma sutil alusão ao tema do finale, tem um toque de severidade que se dissipa no adágio, o mais sereno movimento de Mahler, embora seu fluir tranqüilo seja interrompido, primeiro por dança e, depois, por uma “desintegração” apaixonada, tão poderosa quanto qualquer outra passagem da Quinta e da Sexta Sinfonias e, obviamente, o “Hades cheio de horrores” acima mencionado. Numa soberba passagem perto do final, a música explode sobre o ouvinte como um religioso afresco do Paraíso. Mahler usou a forma variação nesse movimento e pode assim, com extraordinária habilidade, manter lado a lado e interligadas as atmosferas de contentamento infantil do céu, um “céu azul sem nuvens” com Marta cozendo o pão e vozes angélicas entoando hinos a Santa Cecília.

A Sinfonia em sol maior foi publicada em 1902, mas Mahler reviu-a diversas vezes. É difícil acreditar que uma obra tão encantadora pudesse ter tido um acolhimento inicial tão frio – até mesmo a Alma ela desagradou – e que Mahler a descrevesse como uma “enteada perseguida”. Sua revisão final, para suas duas récitas de Nova York, foi feita em 11 de outubro de 1910, mas Erwin Stein, na década de 1920, descobriu uma coleção de provas com revisões ainda mais extensas visando, como de costume, uma clareza cada vez maior. Incluíam mudanças de dinâmica e de sinais de expressão, e alterações tais na partitura como o reforço da melodia do oboé em quatro compassos no movimento lento pelo trompete com surdina, corne inglês e trompa, e uma redução do acompanhamento no finale. Também foram mudadas varias direções de ritmo. É como se Mahler, toda vez que regia suas próprias obras, voltasse a compô -las.

(KENNEDY, Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988 P. 109-112).

Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4
01. Bedächtig. Nicht eilen – Recht gemächlich
02. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. Ruhevoll
04. Sehr behaglich `Wir geniessen die himmlischen Freuden` (soprano solo)

Amanda Roocroft: soprano
City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

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Sir Simon Rattle hoje

Sir Simon Rattle hoje

PQP

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Vladimir Horowitz – The Last Recording (1989)

51QBA35W04LPara o pavor de um de nossos colaboradores, que chama Vladimir Samoylovich (Volodya, para os íntimos) de “Horrorowitz”, pretendo trazer para cá um tanto do legado de um dos maiores pianistas do século XX.

A longa carreira de Horowitz acompanhou a evolução dos meios de gravação, dos rolos do processo Welte-Mignon (uma versão mais sofisticada da pianola), passando pelos discos de 78 rpm e chegando aos meios digitais. Seus altos e baixos foram, também, fartamente documentados: entre a fúria maníaca do jovem virtuose recém-chegado aos Estados Unidos, para quem nada parecia impossível, e o pianista decadente, cada vez mais maneirista e sequelado pela insegurança e pelos psicotrópicos, Horowitz foi um artista de poucos meios-termos. Em sua última década de vida, que começou com recitais lamentáveis, capazes de enfurecer até mesmo as pacientes plateias japonesas, redimiu-se pelo uso mais comedido de seus truques pianísticos e (dentro do que lhe era possível) uma placidez mais atenta às intenções dos compositores.

Esta gravação, dias antes de sua morte, é uma de suas melhores. Predomina Chopin, interpretado com muito colorido e elegância. O destaque é uma Fantasia-Improviso não só fiel à partitura, mas também impressionantemente ágil para dedos de 86 anos. Os Noturnos de Chopin fazem a gente lamentar que Horowitz tenha gravado poucas outras obras da série, e a Sonata de Haydn beira a perfeição. Concluir o álbum com “Liebestod” e morrer meros cinco dias depois de seu último acorde foi, suspeitam alguns, o último gesto apelativo desse grande pianista.

VLADIMIR HOROWITZ – THE LAST RECORDING

JOSEPH HAYDN (1732-1809)

Sonata em Mi bemol maior para piano, Hob. XVI:49

01 – Allegro
02 – Adagio e cantabile
03 – Finale – Tempo di menuetto

FRYDERYK FRANCYSZEK CHOPIN (1810-1849)

04 – Mazurca em Dó menor, Op. 56 no. 3
05 – Noturno em Mi bemol maior, Op. 55 no. 2
06 – Fantasia-Improviso em Dó sustenido menor, Op.66
07 – Estudo em Lá bemol maior, Op. 25 no. 1
08 – Estudo em Mi menor, Op. 25 no. 5
09 – Noturno em Si maior, Op. 62 no. 1

FERENC LISZT (1811-1886)

10 – Prelúdio sobre um tema da cantata “Weinen, Klagen, Sorgen, Zagen” de J. S. Bach, S. 179

WILHELM RICHARD WAGNER (1813-1883)
transcrição de Franz Liszt

11 – Tristan und Isolde – Isoldes Liebestod

Vladimir Horowitz, piano

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Obrigado, Volodya!

Obrigado, Volodya!

Vassily Genrikhovich

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Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Obras para Violino e Orquestra – Ehnes, Ashkenazy, Sidney Symphony

ON+4076Preparei esta postagem ontem de manhã (domingo) e a postei em seguida. De repente, por algum motivo inexplicável, ela simplesmente sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Sabe-se lá o que aconteceu. Nossa área técnica também não soube dar uma explicação. E tanto é verdade que a postei que tenho registrado sete downloads do arquivo no PQPShare.

Mas enfim, problemas internéticos à parte, esse realmente é um baita CD. James Ehnes é um dos grandes nomes do violino na atualidade, e todas as suas gravações são de primeira.

Neste CD ele é acompanhado pelo veterano Condutor / Pianista Vladimir Ashkenazy, um grande especialista em Tchaikovsky.

Espero que desta vez a postagem não desapareça.

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Violin Concerto in D major, Op. 35 / Sérénade mélancolique, for violin & orchestra (or piano) in B minor, Op. 26 / Valse-scherzo, for violin & orchestra (or violin & piano) in C major, Op. 34 / Souvenir d’un lieu cher, for violin & piano (or orchestra), Op. 42

1.  Violin Concerto in D major, Op. 35 – 1. Allegro moderato
2. Violin Concerto in D major, Op. 35 – 2. Canzonetta Andante
3. Violin Concerto in D major, Op. 35 – 3. Finale Allegro vivacissimo
4. Sérénade mélancolique, for violin & orchestra (or piano) in B minor, Op. 26
5. Valse-scherzo, for violin & orchestra (or violin & piano) in C major, Op. 34
6. TSouvenir d’un lieu cher, for violin & piano (or orchestra), Op. 42 – 1. Meditation
7. Souvenir d’un lieu cher, for violin & piano (or orchestra), Op. 42 – 2. Scherzo
8. Souvenir d’un lieu cher, for violin & piano (or orchestra), Op. 42 – 3. Melodie

James Ehnes, violino
Sydney Symphony Orchestra
Vladimir Ashkenazy

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FDP

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.: interlúdio :. Meredith Monk (1942): Dolmen Music

IM-PER-DÍ-VEL !!!

No início dos anos 80, era impossível a sobrevivência intelectual sem conhecer a gravadora ECM. A música disco e o mau gosto grassavam e todos os que tinham ouvidos de boa qualidade corriam para o refúgio de Manfred Eicher. E quase todos os que se interessavam por música tinham o vinil de Dolmen Music, de Meredith Monk, da ECM, claro. Ouvindo-o novamente no dia de hoje, curti muito, muito mais do que imaginava minha memória. Meredith Jane Monk (nascida em 20 de novembro de 1942 em Nova Iorque) é uma compositora, performer, diretora, vocalista, cineasta e coreógrafa norte-americana. Desde os anos sessenta, Monk tem criado trabalhos multidisciplinares que combinam música, teatro e dança, gravando sempre para a ECM Records.

Meredith Monk é principalmente conhecida por suas inovações vocais, incluindo uma vasta gama de técnicas estendidas, as quais ela desenvolveu pela primeira vez em suas performances solo antes de formar seu próprio grupo. Em dezembro de 1961, ela apareceu na “Actor’s Playhouse” no Greenwich Village (Nova Iorque) como dançarina solo em uma adatação de teatro musical para crianças de “A Christmas Carol”, de Charles Dickens na Off Broadway intitulada “Scrooge” (música e letra de Norman Curtis; dirigido e coreografado por Patricia Taylor Curtis). Em 1964, Monk formou-se no Sarah Lawrence College depois de estudar com Beverly Schmidt Blossom, e em 1968 ela fundou The House, uma companhia dedicada a uma abordagem multidisciplinar da performance.

Meredith Monk na Casa Branca

Meredith Monk na Casa Branca

As performances de Monk têm influenciado muitos artistas, incluindo Bruce Nauman, o qual ela conheceu em San Francisco em 1968. Em 1978 Monk formou o Meredith Monk and Vocal Ensemble (modelado segundo grupos similares de seus colegas de música como Steve Reich and Philip Glass), para explorar novas e mais amplas formas e texturas vocais, as quais eram frequentemente contrastadas com texturas instrumentais minimalistas. Monk iniciou um relacionamento duradouro com o Walker Art Center de Minneapolis, o qual continua a divulgar seu trabalho até hoje. Peças dessa época incluem Dolmen Music (1979), que foi também gravada em seu primeiro álbum, lançado pelo selo ECM de Manfred Eicher em 1981.

Nos anos oitenta, Monk roteirizou e dirigiu dois filmes, Ellis Island (1981) e Book of Days (1988), os quais se desenvolveram de uma única ideia: “Um dia, durante o verão de 1984, quando eu estava varrendo o chão de minha casa no campo, a imagem de uma jovem (em preto e branco) e uma rua medieval em uma comunidade judaica (também em preto e branco) veio à minha mente.” Monk conta essa história nas notas de encarte da gravação da ECM. Duas versões musicais existem desta peça, uma para salas de concerto e a outra um álbum, produzido por Meredith Monk e Manfred Eicher, que é “um filme para os ouvidos”.

No início dos anos 1990 Monk compôs a ópera Atlas, que estreou em Houston, Texas em 1991. Ela também escreveu peças para grupos instrumentais e orquestras sinfônicas. Seu primeiro trabalho sinfônico foi Possible Sky (2003). A ele se seguiu Stringsongs (2004) para quarteto de cordas, que foi encomendado pelo Kronos Quartet. Em 2005, realizaram-se eventos em todo o mundo para celebrar o quadragésimo aniversário de sua carreira, incluindo um concerto no Carnegie Hall com participação de Björk, Terry Riley, DJ Spooky (que sampleou Monk em seu álbum Drums of Death), Ursula Oppens, Bruce Brubaker, John Zorn, e os novos grupos musicais Alarm Will Sound e Bang on a Can All-Stars, em conjunto com o Pacific Mozart Ensemble.

Meredith Monk (1942): Dolmen Music

1. Fear And Loathing In Gotham – Gotham Lullaby 4:17
2. Education Of The Girlchild – Travelling 6:19
3. Education Of The Girlchild – The Tale 2:49
4. Education Of The Girlchild – Biography 9:28
5. Dolmen Music 23:47

Meredith Monk
Colin Walcott
Steve Lockwood
Andrea Goodman
Julius Eastman
Monica Solem
Paul Langland
Robert Een

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Meredith Monk

Meredith Monk

PQP

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 7 e 8, com Bernard Haitink

Finalizando a divulgação da integral das sinfonias de Mahler por Bernard Haitink e o Concertgebouw de Amsterdam, aqui temos as de Nº 7 e 8. Vou contar uma coisa para vocês: mesmo sendo um mahleriano de quatro costados, não gosto muito da oitava. Não faço críticas ao gigantismo, faço à música mesmo. À exceção do coral inicial e de suas múltiplas e belas variações, a sinfonia não me comove. Sempre fico meio frio quando alguém começa a tecer elogios histéricos à Sinfonia dos Mil. Mas tudo bem, vai ver que sou eu o equivocado e trata-se de música de primeira linha dentro do riquíssimo universo de Mahler. Já a sétima é uma obra-prima.

A audição desta integral reforçou uma ideia que já tinha. Haitink é um dos campeões nestas obras. Deixemos o restante do pódio para Bernstein e Tilson Thomas, tá? Ah, discordem à vontade. É apenas minha opinião.

Symphony No. 7 in E minor

1. I. Langsam. Adagio-Allegro 20:46
2. II. Allegro moderato 14:36
3. III. Scherzo 9:45
4. IV. Andante amoroso 12:45
5. V. Rondo-Finale. Allegro ordinario 17:45

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Symphony No. 8 in E flat “Symphony of a Thousand”

Part 1: Hymnus “Veni, Creator Spiritus”

1. I. Veni, creator spiritus 1:24
2. II. Imple superna gratia 3:01
3. III. Imple superna gratia 3:37
4. IV. Infirma nostri corporis 2:53
5. V. Accende lumen sensibus 5:41
6. VI. Qui Paraclitus diceris 2:29
7. VII. Gloria sit Patri Domino 3:25

Part 2: Final scene from “Faust”

8. VIII. Poco adagio 5:08
9. IX. Più mosso. Allegro moderato 3:00
10. X. Waldung, sie schwankt heran 3:23
11. XI. Ewiger Wonnebrand 1:24
12. XII. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen 4:35
13. XIII. Gerettet ist das edle Glied 1:04
14. XIV. Jene Rosen, aus den Händen 2:14
15. XV. Uns bleibt ein Erdenrest 1:52
16. XVI. Ich spür’ soeben 5:44
17. XVII. Dir, der Unberührbaren 3:34
18. XVIII. Bei der Liebe, die den Füßen 6:00
19. XIX. Er überwachst uns schon 4:25
20. XX. Blicket auf zum Retterblick 5:45
21. XXI. Alles Vergängliche 5:07
Ileana Cotrubas (soprano) – Magna Peccatrix, Heather Harper (soprano) – Una Poenitentium,
Hanneke van Bark (soprano) – Mater Gloriosa;
Birgit Finnila (contralto) – Mulier Samaritana, Marianne Dielman (contralto) – Maria Aegyptiaca
William Cochran (tenor) – Doctor Marianus, Hermann Prey (baritone) – Pater Ecstaticus, Hans Sotin (bass) – Pater Profundus
Toonkunstkoor, Amsterdam; De Stem des Volks, Amsterdam; Collegium Musicum Amsterdam
Children’s Choirs of the Churches of St Wilibrord and St Pius X, Amsterdam; General Chorus master: Frans Moonen

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

Dentre os vivos, Haitink é o regente preferido de PQP Bach

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John Field (1782-1837) – Noturnos para piano – John O’Conor

410VHTXwnvLVocês achavam que não voltariam tão cedo a ouvir O’Conor, não é?

Pois se enganaram – ou, como diriam os saudosos sbornianos de “Tangos & Tragédias”, “essa história não se ESTÂNNCA por aqui”.

Ei-lo aqui tocando a série de Noturnos de seu compatriota Field, notável como precursor do gênero que Chopin celebrizaria. Já publicamos anteriormente uma gravação das mesmas obras num piano Broadwood, então sugerimos compará-la com o que Field tem a dizer com seu Steinway de Hamburgo.

Ainda sobre O’Conor, quem ainda não tem urticária à menção de seu nome tem a recomendação de assistir ao documentário a seguir, o “Campo de Recrutas Beethoven”, que acompanha a rotina de um curso de imersão em Positano, na costa amalfitana, e as masterclasses com jovens pianistas. Não há legendas, e o espesso sotaque irlandês de O’Conor fica às vezes pouco inteligível, especialmente nos mui frequentes momentos de entusiasmo, mas acho que serão cinquenta e poucos minutos bastante agradáveis para quem apreciou suas Sonatas de Beethoven:

JOHN FIELD – THE NOCTURNES – JOHN O’CONOR

JOHN FIELD (1782-1837)

NOTURNOS PARA PIANO

01 – Noturno em Mi bemol maior
02 – Noturno em Dó menor
03 – Noturno em Lá maior
04 – Noturno em Si bemol maior
05 – Noturno em Fá maior
06 – Noturno em Lá maior
07 – Noturno em Mi bemol maior
08 – Noturno em Mi menor
09 – Noturno em Mi bemol maior
10 – Noturno em Sol maior
11 – Noturno em Ré menor
12 – Noturno em Dó maior
13 – Noturno em Dó maior
14 – Noturno em Fá maior
15 – Midi em Mi maior

John O’Conor, piano

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A carinha de jujuba do simpático O'Conor não volta tão cedo, prometo!

A carinha de jujuba do simpático O’Conor não volta tão cedo, prometo!

Vassily Genrikhovich

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink

Oh, yeah, aqui está a continuidade de nossa saga mahleriana levado pelas mãos firmes (ui!) de Bernard Haitink. Espero que gostem. Na minha opinião, os pontos altos são a 5ª e a 10ª, registros verdadeiramente difíceis de superar. Logo logo, posto os último CDs, que trazem a 7ª e a 8ª. Por pura falta de tempo, paro de escrever agora. Beijos na bunda de todos.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nros. 5, 6, 9 e 10, com Bernard Haitink

CD5
Symphony No. 5 in C sharp minor
1. I. Trauermarsch 12:19
2. II. Sturmisch bewegt 14:02
3. III. Scherzo 18:00
4. IV. Adagietto (Sehr langsam) 10:35
5. V. Rondo – Finale (Allegro) 15:49
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD6
Symphony No. 10 in F sharp minor
1. I. Andante – Adagio 24:32
Symphony No. 6 in A minor
2. I. Allegro energico, ma non troppo 22:07
3. II. Scherzo. Wuchtig 13:16
4. III. Andante moderato 15:47
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD7
Symphony No. 6 in A minor
1. IV. Finale. Allegro moderato-Allegro energico 29:38
Symphony No. 9 in D
2. I. Andante comodo 27:01
3. II. Im Tempo eines gemachlichen Landlers 15:56
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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CD 8
Symphony No. 9 in D
1. III. Rondo-Burleske 12:57
2. IV. Adagio 24:42
Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink: um de meus regentes preferidos

Bernard Haitink: o maior maestro que caminha sobre a superfície do planeta

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