.: intermezzo :. Eric Dolphy (com Booker Little): Far Cry (1960)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco é mais uma daquelas coisas maravilhosas saídas deste gênio morto aos 36 anos da forma mais estúpida que se possa imaginar. Na tarde de 18 de Junho de 1964, Eric Dolphy caiu nas ruas de Berlim e foi levado a um hospital. Os enfermeiros, que não sabiam que ele era diabético, pensaram que ele (como acontecia a muitos jazzistas) era presa de uma overdose. Deixaram-no, então, num leito até que passasse o efeito das “drogas”. E Dolphy morreu após o coma diabético. Bastava-lhe uma injeção.

Far Cry tem uma história notável. No mesmo dia, pela manhã, Dolphy gravou com o grupo de free jazz de Ornette Coleman. Depois, foi gravar Far Cry com Booker Little e um grupo onde estava o estreante Ron Carter. E eles gravaram todo o álbum naquele dia. Todo. Ah, Booker Little morreria ainda antes de Dolphy. Morreu no ano seguinte (1961), aos 23 anos… De uremia. Nada de drogas, amigos.

Eric Dolphy (com Booker Little): Far Cry (1960)

1. Mrs. Parker Of K.C. (Bird’s Mother) 8:01
2. Ode To Charlie Parker 8:42
3. Far Cry 3:53
4. Miss Ann 4:15
5. Left Alone 6:39
6. Tenderly 4:18
7. It’s Magic 5:39
8. Serene 6:37

Eric Dolphy – bass clarinet on “Mrs. Parker of K.C.,” “It’s Magic,” and “Serene”; flute on “Ode to Charlie Parker” and “Left Alone”; alto sax all other tracks
Booker Little – trumpet
Jaki Byard – piano
Ron Carter – bass
Roy Haynes – drums

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Eric Dolphy e Booker Little, dois gênios mortos precocemente.
Eric Dolphy e Booker Little, dois gênios mortos precocemente.

PQP

4 comments / Add your comment below

  1. Disco maravilhoso, de dois gênios do jazz infelizmente idos tão cedo; parece uma maldição, lembrando que o também fantástico Clifford Brown se foi muito prematuramente. Destaque para as faixas Tenderly e It’s Magic. Impressionantes. Grato!

  2. Este disco é um petardo ! Depois não digam que não avisei…

    Curiosidade: a foto que ilustra o post é de uma raríssima aparição ao vivo, no Five Spot (NY), da fértil colaboração entre Dolphy e Little, que tiveram duas das carreiras mais exponenciais e breves que o jazz conheceu.

    (outras fotos tiradas no Five Spot ilustram exemplarmente a tese da indiferença ao sublime das audiências contemporâneas)

  3. A maldição dos trompetistas: Clifford Brown morreu em um acidente de carro, Fats Navarro de tuberculose aos 27 anos. Lee Morgan também foi embora cedo, aos 33, assassinado por sua mulher com um tiro no coração, enquanto se apresentava em um clube de Jazz.

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