Albéniz / Berio / Debussy / Fauré / Janáček / Liszt / Ravel / Sawhney / Takemitsu: Water

Albéniz / Berio / Debussy / Fauré / Janáček / Liszt / Ravel / Sawhney / Takemitsu: Water

Após os excelentes álbuns Duo e Credo, ambos postados no PQP Bach, Hélène Grimaud nos chega com um disco onde aparece claramente a sua militância pelas causas ecológicas. Water é um trabalho incomum. Aqui, Grimaud executa peças de vários períodos — clássicas, românticas e contemporâneas — cuja temática é a água. Além do fascínio pela água, além das evocações tradicionais de rios, lagos, mares, flocos de neve, e gotas de chuva, o álbum também reflete uma perspectiva contemporânea sobre a água e a falta dela. As peças de diferentes compositores são amarradas através das Transitions, sons de água e de instrumentos musicais compostos, gravados e produzidos por Nitin Sawhney, um celebrado compositor de World Music. Ele também é DJ, produtor, multi-instrumentista, compositor orquestral e pioneiro cultural. Reafirmando sua posição como uma das artistas mais interessantes da música erudita, Grimaud combina a cultura com seu compromisso com os desafios ecológicos, ambientais e humanitários de nossos dias. Então, Water é um projeto com três níveis distintos de aspiração criativa: artístico, inventivo e ativista. Além disso é bom pacas de ouvir.

Albéniz / Berio / Debussy / Fauré / Janáček / Liszt / Ravel / Sawhney / Takemitsu: Water

1 Wasserklavier (No.3 From 6 Encores – Per Antonio Ballista) (Luciano Berio) 2:11
2 Water – Transition 1 (Nitin Sawhney) 1:18
3 Rain Tree Sketch II (In Memoriam Oliver Messiaen) (Toru Takemitsu) 5:25
4 Water – Transition 2 (Nitin Sawhney) 1:41
5 Barcarolle No.5 In F Sharp Minor (op.66) (fis-moll En Fa Diese Mineur Allegretto Moderato) (Gabriel Fauré) 6:39
6 Water – Transition 3 (Nitin Sawhney) 1:33
7 Jeux D’eau (Music Note=144) (Tres Doux) (Maurice Ravel) 5:10
8 Water – Transition 4 (Nitin Sawhney) 1:27
9 Almeria (No.2 From Iberia II Allegretto Moderato) (Isaac Albéniz) 10:06
10 Water – Transition 5 (Nitin Sawhney) 0:55
11 Les Jeux D’eaux A La Villa D’Este (No.4 From Annees De Pelerinage III S 163 Allegretto) (Franz Liszt) 7:38
12 Water – Transition 6 (Nitin Sawhney) 1:34
13 In The Mists: No.1 (Andante) (Leoš Janáček) 4:33
14 Water – Transition 7 (Nitin Sawhney) 1:16
15 La Cathedrale Engloutie (No.10 From Preludes I Profondement Calme) (Claude Debussy) 6:03
16 Water Reflections (Helene Grimaud’s Thoughts On The Permutations Of Water) 10:49

Piano – Hélène Grimaud

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Desta vez, deu na trave
Desta vez, deu na trave

PQP

Guillaume Lekeu (1870-1894) – Violin Sonata in G Major, Maurice Ravel (1875-1937) – Violin Sonatas, Tzigane, Berceuse – Alina Ibragimova, Cédric Tibirghien

coverAté ter acesso a esse CD o belga Guillaume Lekeu me era totalmente desconhecido. Mas graças a Alina Ibragimova pude conhecer este jovem compositor, que morreu com apenas vinte e quatro anos de idade e compôs apenas quinze obras, sendo esta sonata a sua peça mais conhecida. Ligado ao grupo de Cesar Frank, vejo Lekeu como um romântico tardio e sua belíssima sonata é extremamente emotiva desde seus primeiros compassos.
Creio que estas sonatas de Ravel já tenham aparecido cá por estas plagas, e sua Tzigane, então, nem se fala. É bem conhecida.
Alina Ibragimova, a cada novo CD, vem se firmando como uma das grandes violinistas de sua geração. Tenho certeza que este seu CD, lançado já há alguns anos atrás, vai satisfazer a muita gente.

1. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 1 Tres modere
2. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 2 Tres lent
3. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 3 Tres anime
4. Ravel Violin Sonata No 1 in A major
5. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 1 Allegretto
6. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 2 Blues. Moderato
7. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 3 Perpetuum mobile. Allegro
8. Ravel Tzigane ‘Rapsodie de concert’
9. Ravel Berceuse sur le nom de Gabriel Faure

Alina Ibragimova – Violin
Cédric Tiberghien – Piano

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.3/8 – Fabián Pérez Ximeno (ca. 1595-1654) [link atualizado 2017]

MUITO BOM (3) !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Hoje, o principal mestre que se apresenta neste terceiro volume da série México Barroco de Puebla é Fabián Pérez Ximeno (ou Ximeno Pérez: em cada lugar encontro esses sobrenomes numa ordem diferente), compositor já nascido na Nova Espanha, organista da Catedral da Cidade do México, onde logrou ser mestre de capela no começo do século XVII. Ximeno foi compositor de numerosas missas, três Magnificat, dois motetos de Quaresma, um Dixit Dominus e de vários villancicos, muito populares em seu tempo.

Seguindo a lógica dos CDs antecessores na série, a sua Missa sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’ é intercalada à música de outros compositores de seu tempo, espanhóis ou radicados na na Espanha, como Antonio de Cabezón, Francisco Guerrero, Thomás de Santa María, Lluys Alberto de Gomez e Philippe Rogier, mais o italiano Julius de Modena. Essa intercalação de peças é propositalmente feita para demonstrar que a qualidade das obras compostas e executadas na América, ou seja, na colônia, não devia em nada ao que se fazia na Europa, na metrópole. Muito bem elaborada essa mescla, de rica sonoridade. Belo álbum!

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Uma noção da beleza que vos aguarda,o Te Deum de Francisco Delgado (faixa 1):

México Barroco / Puebla III
Missa sobre el “Beatus Vir de Fray Xacinto”
Fabián Pérez Ximeno

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Himno Pange lingua de Urreda (glosado)
Anônimo
02. Pange lingua
Francisco Guerrero (Sevilha, Espanha, 1528 – 1599)
03. Canción a 5
Frei Thomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
04. Fantasia Quarti toni / Missa a 11 de 4º tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
05. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, I. Kyrie
06. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, II. Gloria
07. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, III. Multiplicati sunt qui tribulant me
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
08. Tres IV glosado
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
09. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, IV. Credo
10. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, V. Offertorium: Confitebor tibi
Julius de Modena (Giulio Segniarabosco – Modena, Itália, 1498 – Roma, Itália, 1561)
11. Tiento XIX de cuarto tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
12. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VI. Sanctus
Philippe Rogier (Arras, França, c.1561 – Madri, Espanha, 1596)
13. Elevatio Cancion a 6
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
14. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VII. Agnus Dei
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
15. Tres IV glosado

Rafael Cárdenas, órgão
Ruth Escher, soprano
Cécile Gendron, soprano
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

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Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Viedeomapping na fachada da Catedral de Puebla

Bisnaga

Hans Werner Henze (1926 – 2012): Sinfonias Nos. 7 & 9 / Barcarola / Three Auden Songs

Hans Werner Henze (1926 – 2012): Sinfonias Nos. 7 & 9 / Barcarola / Three Auden Songs

Nos anos 80, quando a Rádio da UFRGS começou a divulgar a obra de Hans Werner Henze, eu passei a gostar de sua obra algo provocadora e surpreendente. Não sabia nada a respeito dele. Minha primeira pesquisa indicou uma coisa que jamais imaginaria. OK, era um compositor alemão residente na Itália, blá-blá-blá, mas era conhecido pelas opiniões políticas marxistas que influenciaram na sua obra. Também trocara a Alemanha pela Itália em 1953, em razão da intolerância em relação as suas posições políticas e a sua homossexualidade. Membro do PCI (Partido Comunista Italiano), Henze produziu composições em homenagem a Ho Chi Min e a Che Guevara — o Réquiem intitulado Das Floss der Medusa (A balsa da Medusa), cuja estreia foi vetada em Hamburgo, em 1968.

Henze compôs em vários estilos, tendo sido influenciado pela música atonal, Stravinsky, pela técnica dodecafônica, pelo estruturalismo e por alguns elementos da música popular, do rock e do jazz.

Num escrito de 1975, Henze define assim sua arte: “O teatro foi e é o meu território, tenho sempre que voltar a ele. Minha música anseia pelo gesto, a corporalidade e a plasticidade. Ela se entende como drama, algo que pertence intimamente à vida, e que não poderia existir na abstinência higiênica ou no particular, no doméstico”. Mas Henze escreveu de tudo um pouco. Uma das habilidades mais admiráveis do compositor era a de combinar técnicas e elementos musicais os mais díspares, da melodia lírica (e tonal) ao complexo sonoro eletroacústico, do leitmotiv wagneriano ao serialismo estrito e os dispositivos aleatórios.

Hans Werner Henze (1926 – 2012): Sinfonias Nos. 7 & 9 / Barcarola / Three Auden Songs

Disc 1:

1 Barcarola 21:30

Symphony No. 7:
2 I. Tanz – Lebhaft und beseelt 10:58
3 II. Ruhig bewegt 12:42
4 III. Unablässig in Bewegung 5:12
5 IV. Ruhig, verhalten 9:28

City of Birmingham Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle

Disc 2

Symphony No. 9:
1 I. Die Flucht 5:28
2 II. Bei Den Toten 6:31
3 III. Bericht Der Verfolger 1:45
4 IV. Die Platane Spricht 7:33
5 V. Der Sturz 7:25
6 VI. Nachts Im Dom 17:07
7 VII. Die Rettung 7:47

Berliner Philharmoniker
Rundfunkchor Berlin
Ingo Metzmacher

Three Auden Songs:
8 I. In Memoriam L.K.A. 1950-1952 2:10
9 II. Rimbaud 2:46
10 III. Lay Your Sleeping Head, My Love 5:32

Ian Bostridge
Julius Drake

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Der Komponist Hans Werner Henze, photographiert am 27.09.1996 in der Koelner Philharmonie.
O compositor Hans Werner Henze em 1996

PQP

Evrim Demirel (1977): Makamsiz

Evrim Demirel (1977): Makamsiz

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou escrever um ou dois parágrafos de puro chute. Minha linda e brilhante amiga Asli Berktay, que creio ter nascido em Istambul, poderá dar boas risadas do que vou escrever sobre a música — que desconheço inteiramente — de seu país. Mas é música, pô, e alguma coisa do que vou escrever deve fazer um pouco de sentido.

Evrim Demirel é um compositor e pianista turco. Acaba aqui a parte objetiva do texto. Vocês sabem o quanto é raro ouvir a música daquela região meio fora de um mapa musical que parece ir para o leste até a Hungria e subir bruscamente em direção ao Báltico, entrando na Rússia pela Polônia, Finlândia, Lituânia, Letônia, etc. A música de Demirel deve alguma coisa a Alfred Schnittke, ao menos na forma poli-estilística, porém, de resto, digo que este turco tem voz própria e padrões distintos. Apesar de alguns instrumentos típicos e do peculiar sotaque oriental — jamais tinha ouvido a música erudita turca –, às vezes Demirel adquire ares meio jazzistas, principalmente na forma com que trata os sopros. Mas ele também parece estar bem ciente de sua própria herança cultural na forma como concebe seus trabalhos.

Makamsiz é seu primeiro CD gravado e todas as cinco peças aqui apresentadas são registros ao vivo de excelentes grupos holandeses.

Pesquisa rápida entremeada de nossa obtusa curadoria: Four Folk Songs from Anatólia é baseado em canções tradicionais daquela região da Turquia (ufa, essa foi fácil). Zeybek parece ser uma de dança popular tocada por duas zurnas (instrumento de sopro) e um davul (percussão tocada dos dois lados por duas baquetas totalmente diferentes). Makamsiz desenvolve-se livremente sobre tema nenhum. É a melhor peça do CD. As recorrentes passagens em uníssono dão-lhe um sabor muito particular que deve ser turco… Saz Semaisi No 1 e Quotations fazem certamente referência ao passado — talvez século XIX. São de inspiração mais antiga, quem sabe otomana.

A música tem dessas coisas. A gente põe os fones nos ouvidos e caminha até o trabalho em outro mundo, tudo no espaço de uma hora. Gosta muito do que ouve, sente a intenção do compositor, mas fica sem o contexto. Chega ao trabalho, escreve rapidamente o post e quer terminar logo para não passar mais vergonha com sua ignorância.

Evrim Demirel (1977): Makamsiz

01- Four Folksongs From Anatolia (Atlas Ensemble)
02- Zeybek (Asko Ensemble)
03- Makamsiz (Ziggurat Ensemble)
04- Saz Semaisi No 1 (Schoenberg Ensemble)
05- Quotations (Doelen Ensemble)

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Ele mesmo, Evrim Demirel
Ele mesmo, Evrim Demirel

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Aberturas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta gravação das Aberturas de Beethoven dá o que pensar. Meu pai amava estas músicas — tinha todos os vinis do mundo do homem que jamais comeu a Amada Imortal — e, após ouvir Harnoncourt com a Chamber Orchestra of Europe, começo a concordar com ele. Sempre ouvi com reservas estas peças. Mas Harnoncourt quebrou o gelo com uma interpretação verdadeiramente estupenda.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Aberturas

1. Coriolan Overture in C minor, Op. 62
2. Creatures of Prometheus, Op. 43: Overture
3. Ruins of Athens, Op. 113: Overture
4. Fidelio, Op. 72: Overture in E major
5. Leonore Overture no 1 in C major, Op. 138
6. Leonore Overture no 2 in C major, Op. 72
7. Leonore Overture no 3 in C major, Op. 72a
8. Egmont, Op. 84: Overture

Chamber Orchestra of Europe
Nikolaus Harnoncourt

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Harnoncourt: é isso aí, o negócio é espremer os músicos até sair algo que preste
Harnoncourt: é isso aí, o negócio é espremer os músicos até sair algo que preste

PQP

.: interlúdio :. Emerson, Lake & Palmer – Welcome Back, my Friends, to the Show that Never Ends

FrontJá declarei em outras situações que considero este um dos três melhores discos ao vivo já gravados na história da indústria fonográfica. O que estes três caras fazem aqui não é brincadeira. É um show de competência, virtuosismo e criatividade únicos.

Keith Emerson se suicidou há quinze dias, no dia 10 de março, com um tiro. Tinha setenta e um anos de idade. Há alguns anos atrás sofreu uma intervenção cirúrgica em sua mão direita, e aparentemente não conseguiu recuperar os movimentos desta mão e voltar a tocar como tocava. E isso para um músico, ainda mais um pianista de seu calibre, deve deprimir e muito.

Conheci Keith Emerson exatamente através deste CD que ora vos trago, um petardo que mostra todo o talento e versatilidade deste trio. São músicos de altíssimo nível, que exploraram ao máximo as possibilidades de seus instrumentos, vindo inclusive a inovar, criando e aperfeiçoando o que existia na época (lembro que esse disco foi gravado em 1974). O disco era um álbum triplo, e isso significou e muito. Até então, pouquíssimas bandas tinham se arriscado em algo tão longo, lembro de cabeça do “Yes Songs”, do Yes, lançado um ou dois anos antes. O nome do álbum é muito sugestivo, quando você é convidado a assistir a um show que nunca acaba. E para mim, nunca vai acabar. Foi um dos discos que mais me influenciou, faixas extensas como ‘Tarkus’, ou ‘Karn Evil 9’ me mostraram que a improvisação é a alma da música, e ‘Piano Improvisations’ foi a gota dágua que sacramentou essa minha idéia. Sumiram os rótulos, e ficou apenas a música, única e simplesmente. E no meio de seus solos, podiamos encontrar passagens de obras de Prokofiev, Stravinsky, e principalmente Aaron Copland, que me foi apresentando exatamente com a faixa que abre este álbum, o clássico “Hoedown”. Curioso que um trio inglês conseguiu extrair o que esta obra tinha de melhor, a interpretando em um órgão Hammond, em uma bateria e num contrabaixo.

Alguns anos depois eles foram convidados a tocar a música de abertura das Olimpíadas de Montreal, mas isso é conversa para outra postagem.

CD 1

01. Hoedown
02. Jerusalem
03. Toccata
04. Tarkus (a. Eruption, b. Stones Of Years, c. Iconoclast, d. Mass, e. Manticore, f. Battlefield (Including Epitaph), g. Aquatarkus)
05. Take a Pebble (a. Still… You Turn Me On, b. Lucky Man)

CD 2

01. Piano Improvisations (a. Fugue, b. Little Rock Getaway)
02. Take A Pebble (Conclusion)
03. Jeremy Bender – The Sheriff (Medley)
04. Karn Evil 9 (a. 1st Impression, b. 2st Impression, c. 3st Impression)

Keith Emerson – Keyboards
Greg Lake – Bass, Guitars & Vocal
Carl Palmer – Drums, Percussion

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CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

keith-emerson
O Mestre em seu Elemento !!!

Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.2/8 [link atualizado 2017]

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Segundo álbum da série México Barroco de Puebla. A série avança e novas descobertas vão surgindo. Esse volume, creio que para ambientar a música de Juan Gutiérrez de Padillha, coloca, intercaladas à Missa Flos Campi, peças de outros compositores contemporâneos a ele, atuantes na segunda metade do século XVI e inícios do XVII, como Jacob Clemen Non Papa, António de Cabezón, Alonso Lobo e Frei Tomás de Santa María.

Ainda estamos na virada do século XVI para o XVII aqui. A coleção chegará a produções do começo do século XIX. Não é exatamente cronológica, mas é muito interessante ver, quando chegarmos aos 8 CDs completinhos, como a música foi se alterando. É quase uma narrativa do ambiente musical sacro de Puebla. A nós, brasileiros, resta uma pontinha de inveja do completo sistema organizacional das cidades da Nova Espanha já no começo do século XVII e de toda a estrutura que possuíam. Aqui parece que as coisas só deslancharam da metade do século XVIII pra frente…

Catedral de Puebla

A estrutura de disposição das peças deste álbum é muito bem concatenada, com a alternância de obras vocais a instrumentais, inseridas entre as partes da missa,criando um todo que, embora composto de criações de vários autores, é coeso e faz muito sentido. Muito bom, mesmo.

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Aqui,a faixa 3 para dar uma amostra:

México Barroco

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Tiento XXV de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
02. Gaudeamus omnes in Domino
03. Missa Ego flos campi: Kyrie
04. Missa Ego flos campi: Gloria
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
05. Fabordon y glosas del sexto tono: I. Ilano
Jacobus Clemens Non Papa (Midelburg, Holanda, 1510 – Diksmuide, Bélgica, 1555)
06. Ego flos campi
Francisco Soto de Langa (Langa, Itália, 1534 – Roma, Itália, 1619)
07. Tiento en 6
Alonso Lobo (Osuna, Espanha, c.1555 – Sevilha, Espanha, 1617)
08. Ego flos campi a 4
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
09. Fabordon y glosas del sexto tono: II. Glosado en el tiple
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
10. Missa Ego flos campi: Alleluia Assumpta est
11. Missa Ego flos campi: Credo
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
12. Fabordon y glosas del sexto tono: III. Glosado en las voces intermedias
13. Fabordon y glosas del sexto tono: IV. Glosado en el baxo
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
14. Assumpta est Maria in caelum
15. Missa Ego flos campi: Sanctus
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
16. Fabordon y glosas del sexto tono: V. Glosado sobre el Pange lingua de Urreda
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
17. Missa Ego flos campi: Agnus Dei
Anônimo
18. Fabordón glosado VI de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
19. Missa Ego flos campi: Beatam me dicent omnes generationes
Frei Tomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
20. Fantasia Primi Toni
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
21. Salve Regina

Ruth Escher, soprano
Cecile Gendron, soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Alfredo Mendoza, tenor
Rafael Cardenas, órgão
Coro de Niños Cantores de la Escuela Nacional de Música de la UNAM
Angelicum De Puebla
Schola Cantorum Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

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Volume 2
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Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Cadeiral do coro da Catedral de Puebla

Bisnaga

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

A fotografia abaixo não faz justiça ao excelente Jenő Jandó. Mas vamos a um pouco de curadoria. O Cravo Bem Temperado (no original alemão: Das wohltemperierte Klavier) é uma coleção de música para teclado solo, composta por Johann Sebastian Bach. Ele inicialmente escreveu 24 prelúdios e fugas tendo por base os 24 tons (12 maiores mais 12 menores) em 1722, “para o proveito e uso dos jovens músicos desejosos de aprender e, especialmente, para o entretenimento daqueles já experientes com esse estudo”. Mais tarde, em 1744, Bach escreveu compilou um segundo livro com mais 24 de prelúdios e fugas (seguindo o mesmo esquema de composição tonal do primeiro). Desta vez, chamou-os de “Vinte e quatro Prelúdios e Fugas”. Atualmente, os dois volumes são conhecidos e citados como Livro I e Livro II do “O Cravo Bem Temperado”.

O primeiro livro foi compilado durante o período de Bach em Köthen; o segundo livro veio 22 anos depois, quando já em Leipzig. Ambos foram amplamente divulgados na forma manuscrita, mas cópias impressas não foram feitas senão em 1801. O estilo barroco de Bach caiu em desuso por parte do grande público e passou de moda por volta da data da sua morte (1750), dando lugar à música do início do período clássico (que não possuía nem a complexidade contrapontística, nem a variedade de tonalidades e harmonias aplicadas por Bach). Contudo, entre os compositores e músicos, nunca deixou de servir como uma obra paradigmática e de estudo obrigatório. No auge do estilo Clássico (cerca de 1770) O Cravo Bem Temperado foi estudado detalhadamente por compositores como Haydn e Mozart, influenciando, assim, as suas formas de composição, e, consequentemente, toda a história da música. Segundo Howard Goodall, “a publicação de O Cravo bem Temperado de Bach, em 1722, é um dos marcos da história da música europeia. Mesmo durante a vida de Bach, a sua influência foi rápida e dramática, mais tarde, tanto Mozart como Beethoven pagaram tributo ao brilhantismo e à importância da coleção”.

O PQP Bach tem outras gravações do Cravo Bem Temperado: a melhor de todas, uma excelente, uma gravada por deus, mas que tem apenas o Livro I e uma consistente. Há outras, claro. Já postamos Gould, etc. Mas as citadas acima são as que têm links ativos atualmente. Sirvam-se.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 870 00:04:10
2. No. 2 in C Minor, BWV 871 00:04:13
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 872 00:03:46
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 873 00:06:25
5. No. 5 in D Major, BWV 874 00:07:52
6. No. 6 in D Minor, BWV 875 00:03:36
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 876 00:04:28
8. No. 8 in D – Sharp Minor, BWV 877 00:07:17
9. No. 9 in E Major, BWV 878 00:07:18
10. No. 10 in E Minor, BWV 879 00:07:23
11. No. 11 in F Major, BWV 880 00:04:43
12. No. 12 in F Minor, BWV 881 00:05:47

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 882 00:05:01
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 883 00:08:34
3. No. 15 in G Major, BWV 884 00:03:47
4. No. 16 in G Minor, BWV 885 00:05:52
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 886 00:05:34
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 887 00:08:31
7. No. 19 in A Major, BWV 888 00:02:48
8. No. 20 in A Minor, BWV 889 00:07:37
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 890 00:09:16
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 891 00:07:48
11. No. 23 in B Major, BWV 892 00:05:44
12. No. 24 in B Minor, BWV 893 00:04:27

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Jenő Jandó, piano

Bach2

PQP

Robert Schumann (1810-1856) – Der Rose Pilgerfahrt – Stallmeister, Bourvé, Vermeulen, et. all.

871-RosePilgerfahrt-2erDigipack_v02.inddÉ de se lamentar que este oratório de Schumann tenha tão poucas gravações disponíveis. E esta inspirada leitura de Christoph Spering é com certeza uma das melhores já realizadas, apesar dos músicos envolvidos serem pouco conhecidos.
Eis a descrição da obra, de acordo com o texto do libreto. A falta de tempo me impede de traduzir para os senhores:

“In 1850 Robert Schumann was enthusiastically received by the Düsseldorf public as the successor to the municipal music director Ferdinand Hiller. It was expected that he would write and perform works of his own for choral and orchestral concerts, both in the sacred and secular areas.
These expectations accommodated Schumann’s commitment to both oratorio and church music during this phase of his life. Important oratorio and ecclesiastic  compositions such as Der Rose Pilgerfahrt, Op. 112 (1851), the Missa sacra, Op. 147 and the Requiem, Op. 148 (both 1852) were composed during these years. These works have today disappeared both from the areas of church music and music for the concert hall, although they were originally decidedly intended for these venues.
Der Rose Pilgerfahrt, Op. 112 With Das Paradies und die Peri (Paradise and the Peri, 1843) and Der Rose Pilgerfahrt (1851), Schumann created two secular, fairytale-like oratorios which attained special significance in the context of his vocal-symphonic oeuvre. The composer himself put together the story line to Der Rose Pilgerfahrt from the following draft version: The elf “Rosa” requests from the elf queen to be sent to an earthly life. Insistent warnings cannot prevent her from gaining painful experiences in the world of human beings. As a miller’s daughter, however, she experiences the joys of human existence, culminating in love, marriage and motherhood.
Following her death in the childbed, she enters heaven as an angel. After receiving this extensive poem, Schumann must have been utterly fascinated with it when he started the composition. The examining magistrate from Chemnitz, Heinrich Moritz Horn, sent him his poem on 27 March 1851, probably in hopes of a composition. Schumann
replies to Horn only a month later (21 April 1851), however, with gratitude and questions concerning changes in the text for compositional reasons – by this time, most of the composition had probably long been completed. “The poem is certainly suitable for music, and a good number of melodies have already been going through my mind, but it would have to be much shortened and a great deal made much more dramatic. But this only has to do with the musical composition; far be it from me to take issue with it as a poem.” The poet complies with all of Schumann’s wishes regarding additions and new poetry, and presents the composer with many alterations up to the completely transformed end of the poem. To this, Schumann suggests: “How would it be if we had a choir of angels raised up after Rosa’s death: Rosa would not be transformed into a rose, but into an angel […]. The intensification: rose, girl, angel, seems to me poetic and, moreover, to hint at that teaching of higher transformations of beings to which we all, indeed, wish to adhere” (letter of Schumann to Horn of 9 June 1851).
The original version was never thought for being performed in a concert hall but as a kind of chamber oratorio with piano accompaniment within the family circle. Completed on 11 May 1851, Der Rose Pilgerfahrt was given its first performance on 6 July 1851 by a Singkränzchen” (singing party) in the Schumanns’ Düsseldorf flat, at which “next to Frau Schumann, who played the piano accompaniment with a wonderful poetic feeling, […] Schumann [sat] in blissful dreams and conducted” (from a tenor’s report).
Schumann did not have much enthusiasm for orchestrating the work, even though he completed this task within two weeks at the intensive urging of friends (7–27 November 1851; world premiere of the orchestral version on 5 February 1852 in Düsseldorf). The Schumann biographer Wilhelm von Wasielewski especially sees the value of the orchestration in the fact that it could “significantly increase the appeal of coloration […]“. The interpretation with historical instruments lends multiple support to this quality, above all in the possibility of instrumental timbres. Thus a “mood painting”, made up of colours indicating various frames of mind, was created out of this chamber
oratorio, following an extremely sensitive quality of composing in its sequence of genre scenes (funeral song, elves’ and hunters’ chorus, prayer, wedding dance, choir of angels). The simplicity of the text is interpreted by highly skilful orchestral writing, revealing the most modern techniques in the areas of declamation, rhythm and metre, harmony and the orchestra itself.”

O CD ainda traz um Requiem, op 48, para mim totalmente desconhecido até o momento em que adquiri este CD.

CD 1

1 -24 – Der Rose Pilgerfahrt

CD 2
01 – Requiem, Op. 148 – Requiem
02 – Requiem, Op. 148 – Te decet hymnus
03 – Requiem, Op. 148 – Dies irae
04 – Requiem, Op. 148 – Liber scriptus
05 – Requiem, Op. 148 – Qui Mariam
06 – Requiem, Op. 148 – Domine Jesu
07 – Requiem, Op. 148 – Hostias
08 – Requiem, Op. 148 – Sanctus

Britta Stallmeister, Sopran (Rosa)
Antonia Bourvé, Sopran
Olivia Vermeulen, Mezzosopran (Elfenfürstin, Marthe, Müllerin)
Daniel Behle, Tenor [Erzähler] (Max)
Tobias Berndt, Bariton (Totengräber, Müller)
Chorus Musicus Köln · Das Neue Orchester
Christoph Spering, Dirigent

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Nada como caminhar para o trabalho tendo O Cravo Bem Temperado nos fones de ouvidos. O mundo fica mais equilibrado, adquire novo ritmo, as bundas das mulheres ficam com formatos interessantes, os seios balouçantes nos chegam em novos ritmos e fica fácil imaginá-los em câmera lenta, vindo em ondas. O sol brilha mais, o trânsito passa a ser mais um jogo e nossa alma se enche de tranquilidade e beleza. Nada de nervosismo, estresse ou ansiedade, mesmo que se saiba das necessidades do dia. A gravação do húngaro Jenő Jandó é realmente muito clara e boa. Como aquela loira de calça jeans e blusa gloriosamente justa. Adorei.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 846 00:04:22
2. No. 2 in C Minor, BWV 847 00:02:57
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 848 00:03:31
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 849 00:07:29
5. No. 5 in D Major, BWV 850 00:02:59
6. No. 6 in D Minor, BWV 851 00:03:14
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 852 00:06:26
8. No. 8 in E – Flat Minor / D – Sharp Minor, BWV 853 00:08:25
9. No. 9 in E Major, BWV 854 00:02:35
10. No. 10 in E Minor, BWV 855 00:03:42
11. No. 11 in F Major, BWV 856 00:02:12
12. No. 12 in F Minor, BWV 857 00:07:07

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 858 00:03:49
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 859 00:03:31
3. No. 15 in G Major, BWV 860 00:03:38
4. No. 16 in G Minor, BWV 861 00:03:26
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 862 00:03:47
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 863 00:04:25
7. No. 19 in A Major, BWV 864 00:03:31
8. No. 20 in A Minor, BWV 865 00:06:10
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 866 00:03:14
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 857 00:05:13
11. No. 23 in B Major, BWV 868 00:03:14
12. No. 24 in B Minor, BWV 869 00:11:36

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Jenő Jandó, piano

Bach01

PQP

Richard Wagner (1813-1883) – Tristan Und Isolde – An Orchestral Passion – Royal Scottish National Orchestra, Neeme Järvi

FrontJá que não postamos muitas óperas por aqui, resolvi trazer uma bela introdução para os que não conhecem a magnífica ópera de Richard Wagner, “Tristan Und Isolde”. Mas trata-se de um arranjo orquestral de um cara chamado Henk de Vlieger, que realizou a façanha de reduzir as quatro horas de duração da ópera para cinquenta e cinco minutos. Não temos então a parte cantada, apenas a orquestral. Para alguns, isso é um alívio, mas para os fãs de Wagner, isso soa blasfemo. Mas não quero entrar no mérito desta questão.
Lembro de ter sentido lágrimas nos olhos na primeira vez que ouvi a magnífica, maravilhosa, estupenda abertura, uma das mais belas páginas da história da música. Deveria ter no máximo uns quinze anos de idade. E também creio que muitos também terão essa sensação.
Espero que apreciem. Assim que possível, trago a ópera na íntegra.

1 Wagner – Das Liebesverbot, opera (or Die Novize von Palermo), WWV 38 – Overture
2 Wagner – Die Feen, opera, WWV 32 – Overture
3 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 1. Einleitung
4 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 2. Isoldes Liebesverlangen
5 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 3. Nachtgesang
6 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 4. Vorspiel und Reigen
7 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 5. Tristans Vision
8 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 6. Das Wiedersehen
9 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 7. Isoldes Liebestod

Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.1/8 – Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664) [link atualizado 2017]

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Regozijai, ó, valorosos internautas deste imenso repositório da beleza e do som! Que a vossos ávidos ouvidos seja dada a dádiva de conhecer mais e mais pérolas da música!

Digo-vos isto porque anuncio a primeira das oito postagens da coleção completa México Barroco – Puebla, que ficará disponível aqui no PQPBach para deleite auditivo vosso!

Esta proclamação, em toda sua pompa e júbilo, se dá porque este é o único sítio em toda a blogosfera que logrou disponibilizar todos os volumes da coleção, esta que apresenta-se na imagem abaixo e que inicia-se gloriosamente no dia de hoje, com postagens todas as terças e sextas:

Pompas à parte, o motivo desse estardalhaço todo é que o grupeto de CDs do México Barroco de Puebla é realmente difícil – melhor dizer impossível – de ser encontrado em sua totalidade para download por aí. Nem os blogues espanhóis ou mexicanos que frequentamos possuem todos os 8 CDs, nem mesmo o Amazon possui o volume VI para venda.

Reuni-los só foi possível porque conseguimos um arquivo FLAC aqui, um MP3 ali, um internauta nos mandou 3 volumes e outros dois nós mesmos compramos para completar. Fisicamente nem mesmo eu (Bisnaga) tenho a completude da série.

Mas do que se trata essa série?
Trata-se da música sacra produzida na Catedral de Puebla nos século XVII e XVIII. Puebla sempre, desde seus primeiros tempos, é um centro urbano importante e pujante do México, local que logo conheceu a riqueza, graças à grande quantidade de mão-de-obra indígena (sim, terrivelmente escravizada) e de largas jazidas de metais preciosos, que propiciaram o estabelecimento de uma sociedade complexa e bem estruturada que, por isso, pode financiar uma vida cultural intensa,que pouco ou nada devia a centros europeus.


É boa?
Sim, é boa por demais da conta! É resultado de um trabalho muito acurado do regente Benjamín Juárez Echenique, com instrumentos de época e ótima escolha de repertório.

Hoje, o compositor que veremos é Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664), espanhol nascido em Málaga. Lá foi cantor da catedral quando menino, passando a organista e depois mestre de capela. Logo transferiu-separa Cádiz, onde também foi mestre de capela, sendo muito apreciado no local. Pouco tempo depois de emigrar para a Nova Espanha (México), sua reputação o levou a ser contratado em 1622 como mestre de capela auxiliar da Catedral de Puebla, por indicação do próprio mestre de então, Gaspar Fernández. Com a morte deste, em 1629, Padilla assumiu o cargo principal e o ocupou até o ano de sua morte, em 1664, deixando grade produção.
A despeito das missas, credos e outras obras estritamente religiosas, chegaram até nós muitos villancicos de Padilla, obras de caráter mais popular, por ele carregadas de sentimento religioso, que é o que se apresenta nessas Maitines de Navidad.

Muito bonito!
Ouça! Ouça ! Deleite-se !

Ouça o delicado Christus Natus Est deste álbum (faixa 10):

México Barroco – Puebla 1
Maitines de Navidad, 1653, Juan Gutierrez de Padilla

Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664)
01. Villancico 1 – Alto Zagales
02. Villancico 2 – Jacara A la Jacara Jacarilla
03. Villancico 3 – No hay zagal como gilillo
04. Villancico 4 – Pues el cielo se viene a la choza
05. Villancico 5 – Romance. Oid, zagales atentos
06. Villancico 6 – Galego Si al nacer o mi nino
07. Villancico 7 – Romance, Calenda De carambanos el dia
08. Villancico 8 – Negriia, Ah, siolo Flasiquillo
09. Villancico 9 – De los Reyes. Albricias, Pastores
10. Himno – Christus natus est nobis

Marisa Canales, soprano
Martha Molinar, soprano
Ana Paula Abitia, mezzo-soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Alfredo Mendoza, tenor
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (337Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (218Mb)

Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

É, pessoal… Estamos indo para 10 anos!

Bisnaga

Notas de Francisco Marshall e Milton Ribeiro sobre o dia de hoje, data em que JS Bach completa 331 anos

Notas de Francisco Marshall e Milton Ribeiro sobre o dia de hoje, data em que JS Bach completa 331 anos

A de Francisco Marshall:

Aniversário do papai Bach (21/03/1685), grande farol da humanidade, encanto e desafio, fonte inexaurível, pai e professor grandioso, pesquisador e trabalhador infatigável, forma máxima da inteligência musical, amigo do telúrico e do inefável, entre nosso corpo e as estrelas.

De todos os retratos que conheço, prefiro estes de Johannes Heisig (2004/5), que estão na Bach Haus, em Eisenach. Eles revelam um pouco melhor o Bach dionisíaco, antídoto para as imagens tradicionais, demasiado austeras. Bach era muito divertido, e notável cervejeiro. Sua música contém também muito humor e espírito lúdico.

Bach Retrato Marshall 1

Bach Retrato Marshall 2

E a nota de Milton Ribeiro pode ser acessada aqui.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício / Música Aquática

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício / Música Aquática

Vou pegando os discos totalmente sem ordem ou programação. Então, é pura coincidência esse monte de Músicas Aquáticas nas quais estou afogando vocês. E esta é mais uma bela gravação de uma das principais obras de GFH. Com instrumentos modernos e linda concepção, a Orpheus marca seu território com competência e categoria. A Orpheus Chamber Orchestra é um tremendo conjunto baseado na cidade de Nova Iorque. Fundada em 1972, é das melhores coisas que há em termos de orquestra de câmara. Se eles passarem perto de você, trate de ouvi-los. O grupo é bastante conhecido por se apresentar sem regente e por suas interpretações de compositores do século XIX. Todo mundo fica de olho na ponta do arco do spalla Guillermo Figueroa, que teve passagem rápida pelo Emerson String Quartet nos anos 70. Tudo coisa fina.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício / Música Aquática

Feuerwerkmusik HWV 351
1 Ouverture (Adagio) – Allegro – Lentement – Allegro Da Capo 7:22
2 Bourrée 1:15
3 La Paix. Largo Alla Siciliana 2:55
4 La Réjouissance. Allegro 3:06
5 Menuet I 1:34
6 Menuet II 2:22

Wassermusik Suite In F-dur HWV 348
7 Ouverture 3:12
8 Adagio E Staccato 1:49
9 Allegro 2:23
10 Andante 2:11
11 Da Capo 2:25
12 Presto 3:22
13 Air. Presto 3:26
14 Minuet 2:33
15 Bourrée. Presto 1:38
16 Hornpipe 2:17
17 (Without Indication) 2:53

Suite In G-dur HWV 350
18 (Without Indication) 2:50
19 Rigaudon. – (Without Indication) – Presto Da Capo 2:28
20 Menuet – (Without Indication) – Da Capo 3:34
21 (Without Indication) – (Without Indication) – Da Capo 1:22

Suite In D-dur HWV 349
22 Allegro 1:52
23 Alla Hornpipe 2:42
24 Minuet 1:01
25 Lentement 1:37
26 Bourrée 1:10

Orpheus Chamber Orchestra
Guillermo Figueroa

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Eu não tinha mandado pintar a porra daquela parede?
Orpheus, não tinha nenhum regente para mandar pintar a porra daquela parede?

PQP

Hector Berlioz – The Berlioz Experience – Symphonic, Choral, Vocal Work – CD 1 de 10 – Vários Intérpretes

51Mn1jSCZPL._SS280Já há muitos anos ensaio a postagem desta coleção da Deutsche Grammophon, mas algo sempre me impedia, ou impede.
Reconheço que Berlioz é um compositor negligenciado cá pelas bandas do PQPBach. Talvez pelo fato de conhecermos apenas algumas de suas obras, principalmente sua “Sinfonia Fantástica”, ou a obra para viola e orquestra “Harolde en Italie”.
A escolha dos intérpretes deixa um pouco a desejar, ainda mais vindo da parte do selo do nível da Deutsche Grammophon.
Mas deixo os senhores formularem seus comentários. A coleção tem nove CDs, e trarei todos na medida do possível.
Neste primeiro CD temos a Sinfonia Fantástica,  e algumas outras peças menos conhecidas.

01 – Symphonie fantastique op.14_ 1. Rêveries – Passions
02 – Symphonie fantastique op.14_ 2. Un bal – Allegro non troppo
03 – Symphonie fantastique op.14_ 3. Scène aux champs – Adagio
04 – Symphonie fantastique op.14_ 4. Marche au supplice – Allegro non troppo
05 – Symphonie fantastique op.14_ 5. Songe d’une nuit de Sabbat – Larghetto-Allegro
06 – ‘Benvenuto Cellini ‘ op.23_ Overture
07 – ‘Le Corsaire’ op.21_ Overture

Orchestre de L´Opéra Bastille
Myung-Whun Chung

08 – ‘Les Troyens’, Act IV_ Chasse royale et orage

RIAS Kammerchor – Rundfunkchor Berlin
Berliner Philharmoniker
James Levine – Conductor

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W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nros. 26 e 23

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nros. 26 e 23

Meu pai amava os Concerto para Piano de Mozart. Era difícil passar uma semana sem uma longa sessão deles em nossa casa. Então, conheço todos os movimentos de todos, mas confundo a ordem deles e  fico meio maluco tentando reconhecer cada um deles. Ele certamente adoraria este CD onde Gulda e Harnoncourt dão um banho de competência.

Herbert von Karajan fez de tudo para prejudicar a carreira de Harnoncourt. E o motivo foi Mozart. Harnoncourt foi violoncelista da orquestra de Viena entre 1952 e 1969 e frequentemente dirigido por Karajan. Quando saíram as primeiras gravações de Harnoncourt dirigindo Bach, HvK ficou puto em razão das boas críticas recebidas, coisa anormal para ele, que era apenas um sucesso de público. HvK falava mal de NH e o perseguia. E Mozart foi decisivo. O primeiro concerto de NH na Áustria como chefe de orquestra aconteceu graças à Semana Mozart organizada pela Fundação Mozarteum de Salzburgo. Ele liderou o Concertgebouw de Amsterdam em 1980. Aquilo foi demais para Karajan. No dia 11 de março deste ano, a direção do Festival de Salzburgo fez uma revelação surpreendente. Disse que a vergonhosa ausência de NH de seu Festival dera-se por uma exigência de Herbert von Karajan. Ele não queria ver Harnoncourt por lá. E o mau caráter venceu a briga, fato que envergonha até hoje a entidade. Hoje, Karajan está esquecido e Harnoncourt é considerado um dos três mais importantes chefes de orquestra modernos, ao lado de Furtwangler e Mahler.

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nros. 26 e 23

Konzert Für Klavier Und Orchester Nr.26 D-Dur KV 537 Krönungskonzert
1 Allegro 15:14
2 (Larghetto) 6:28
3 (Allegretto) 11:16

Konzert Für Klavier Und Orchester Nr.23 A-Dur KV 488
4 Allegro 11:38
5 Adagio 6:24
6 Allegro Assai 7:56

Friedrich Gulda, piano
Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt

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O bom, o mau e o festival
O bom, o mau e o festival

PQP

Edward Elgar (1857-1934) – Violin Concerto, Ralph Vaughan Williams (1872-1958): The Lark Ascending

LINK REVALIDADO! ORIGINALMENTE POSTADO EM 19 DE OUTUBRO DE 2009.

51CwisSTxYL._SX425_Belo cd da gatinha Hilary Hahn, que, por sinal, esteve se apresentando aqui no Brasil há alguns meses atrás.
O Concerto para Violino de Elgar é muito bonito, apesar de pouco gravado, e Hahn, apesar da precocidade, nos emociona com sua interpretação. Este foi o seu primeiro cd pelo selo alemão Deutsche Grammophon, e ela aqui está muito bem acompanhada pelo incansável Colin Davis, que rege a Sinfônica de Londres.
Não sou muito fã dos compositores ingleses, mas não há como não se render ao “The Lark Ascending” de Vaughan Williams. Já ouvi diversas outras interpretações para essa obra, entre as quais poderia destacar a do maluquinho Nigel Kennedy, e pode-se ver que Hahn fez, e ainda faz as lições de casa direitinho.
Os comentaristas da amazon deram 4 estrelas e meia para este cd. Concordo. O conjunto da obra é altamente recomendável e delicado. Ótimo para se ouvir num dia de chuva, claro que sempre acompanhado por um bom vinho.

Edward Elgar – Violin Concerto in B minor, Op. 61

1 – Allegro
2 – Andante
3 – Allegro molto
Ralph Vaugham Williams
4 – The Lark Ascending, romance for violin & orchestra

Hilary Hahn – Violin

London Symphony Orchestra

Sir Colins Davis – Conductor

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FDP Bach

Guillaume de Machaut (1300-1377): Chansons – Dreams in the Pleasure Garden

Guillaume de Machaut (1300-1377): Chansons – Dreams in the Pleasure Garden

Conta-se que um soberano árabe viajava com uma caravana biblioteca, na qual cada camelo trazia os livros pertinentes a uma letra na ordem alfabética. Seria preciso uma caravana de escritos similar para discorrer sobre Guillaume de Machaut (1300-1377), para descrever as dimensões e importância de sua obra na história da música; assim, considerando que muito dele já se comentou e se comentará neste espaço dedicado à música e ao conhecimento, peço licença para emoldurar com poética atmosfera esta incomparável gravação. Poética porque menciono aqui o semi-lendário romance entre o compositor e a bela Péronelle. Por volta de 1362, Guillaume, já em idade avançada e enfermo, apaixonou-se por Péronelle d’Armentières, donzela de 19 anos com quem manteve epistolar correspondência; elegendo-a como figura central de sua mais importante obra poética: “Livre dou voir dit”, sob o epíteto de Toute Belle – a toda bela. A conjectura de que a jovem beldade seria apenas uma criação literária por parte de rançosos acadêmicos ao longo dos séculos não vem obscurecer os reflexos dourados dos cabelos da Toute Belle no jardim melódico de Guillaume, nem nos impedir de imaginá-los em meio a um real jardim; ele encanecido, meio vesgo e queixudo – conforme iconografia e descrições antigas, ao lado de sua musa, cintilante como uma gota de orvalho. Mesmo pelo fato de que “Voir Dit” significaria algo como “história verídica”. Esta monumental obra de quase mil versos conta uma história de amor entre o poeta e sua dama através de trechos narrativos, epístolas em prosa e poesias líricas musicadas, onde o amor é destruído pelos boatos e fofocas dos invejosos. Como não lembrar de uma das mais belas joias de Machaut, o virelaiDouce Dame Jolie”, uma das canções mais belas já criadas – curiosamente gravada pelo grupo Legião Urbana, com solo de guitarra; e que traz em seu texto: “Doce e bela dama, por Deus não penseis que alguém terá poder sobre mim senão apenas vós”.

3308wlyUma vez que incensamos o ambiente com estas líricas alusões, falemos do disco. Uma sensual e inebriante coletânea de canções seculares polifônicas. Composta por virelais, lays, ballades, rondeaux, composições sobre gêneros poéticos que no período da Ars Nova (século XIV) figuravam como as chamadas “formas fixas”, devido às estruturações frasais e estróficas definidas que as tipificavam; e sobre as quais se compunham o material melódico. Embora Machaut fosse ’clérigo’ da Catedral de Reims, a ideia que temos do termo difere do sentido em seu tempo, pois que se aplicaria a uma pessoa que fosse graduada nos estudos ministrados pela igreja e não propriamente uma ordenação eclesiástica. A única obra puramente sacra que se conhece de Machaut é a monumental e relevante Missa de Notre Dame, escrita por encomenda para um coroamento. O grosso de sua obra é secular (ou profana, no sentido de não sacra), composta sobre seus textos poéticos de caráter romântico cortês e por vezes moralizantes. A performance por parte do grupo inglês Orlando Consort é magistral, basta se considerar que o disco é cantado à capela, ou seja, sem a participação de instrumentos, seja dobrando, substituindo vozes ou em acompanhamento. Um trabalho de muito difícil realização que este soberbo conjunto de belas vozes leva à perfeição. Uma flor que se destaca nesse jardim polifônico é “Ma fin est mon commencement”, rondeau a três vozes, numa das quais Machaut utilizou a complexa técnica da escrita retrógrada (que Bach elevaria ao ápice mais tarde, especialmente na Oferenda Musical), procedimento no qual uma melodia se contrapõe a si mesma em trajetória inversa, como se diante de um espelho; o que se remete ao sentido do título – “meu fim é meu começo”. Outra peça notável (minha preferida no disco) é a balladeJe ne cuit pas”, a duas vozes. De uma delicadeza de pétala e de estranho e irresistível encanto. Uma das baladas se chama “Une vipere” – “uma víbora”; afinal, mesmo no Éden havia uma serpente. Nos deixemos perder neste sedutor horto de exóticas flores melódicas, tecidas pelo genialíssimo Machaut. No link abaixo, mais e aprofundadas informações sobre o mestre da Ars Nova.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guillaume_de_Machaut

  1. Tant doucement
  2. Comment puet on
  3. De Fortune
  4. Mors sui
  5. Se quanque amours
  6. Je ne cuit pas
  7. Liement me deport
  8. Je puis trop bien
  9. Certes mon oueil
  10. En amer a douce vie
  11. He! Dame de valour
  12. Une Vipere
  13. Ma fin est mon commencement
  14. De toutes flours

Orlando Consort

Alto vocals – Robert Harre-Jones

Baritone vocals – Donald Greig

Tenor vocals – Angus Smith, Charles Daniels (2)

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Well Bach

REPOSTAGEM COM SOM MELHORADO – O Mestre Esquecido, capítulo 6 (Beethoven – Sonatas Op. 53 “Waldstein” e Op. 109 – Antônio Guedes Barbosa)


R-5372603-1393932098-6504.jpegConvidamos os fãs do Mestre Esquecido a acompanharem o GRUPO “ANTÔNIO GUEDES BARBOSA” no Facebook.

Emergimos brevemente da latrina do Hades para saudá-los – olá, tudo bem, como vão? – e para publicar a contribuição de nosso leitor Raymond Pratt, que gentilmente nos alcançou uma ripagem de um LP em melhores condições que o nosso e, mais ainda, a disponibilizou em arquivos .flac, sem perdas.
Thank you once again, Mr. Pratt, for your priceless contribution!
E para o Hades voltamos. Mandarei postais!

Vassily

Nosso patrão PQP costuma usar a sensacional Sonata “Waldstein” como um “termômetro” para as interpretações das demais sonatas de Beethoven. Se um pianista convence na “Waldstein”, diz ele, convencerá nas demais sonatas.

Faz todo sentido, se levarmos em conta o brilho e expressividade dessa obra que nunca enfada, assim como as medonhas dificuldades técnicas que ela impõe ao solista. A interpretação de Barbosa é reminiscente daquela de Horowitz, de quem era amigo e fã incondicional. Já a Sonata Op. 109, escrita como que na “ressaca” na colossal “Hammerklavier”, com aquele início tão peculiar que nos dá a impressão de já estarmos no meio do movimento, é tão boa que nos faz lamentar que nosso Mestre Esquecido não tenha vivido o bastante para aventurar-se nas outras sonatas tardias do Ludovico.

Sobre a conversão de LP para Mp3, cabe uma breve nota: Barbosa preferiu executar attacca (sem pausas significativas entre um movimento e outro) não só os dois últimos movimentos da “Waldstein”, como também toda a Op. 109 – que, em meu LP, ocupa todo o lado B em faixa única. Em respeito a sua escolha, os movimentos tocados “attacca” foram postos juntos na mesma faixa.

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

Sonata para piano no. 21 em Dó maior, Op. 53, “Waldstein”

01 – Allegro con brio
02 – Introduzione: Adagio molto – Rondo: Allegretto moderato – Prestissimo

Sonata para piano no. 30 em Mi maior, Op. 109

03 – Vivace ma non troppo. Adagio espressivo – Prestissimo – Gesangvoll, mit innigster Empfindung. Andante molto cantabile ed espressivo.

Antônio Guedes Barbosa, piano
(LP do selo Connoisseur Society, nunca lançado no Brasil, e jamais lançado em CD)

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Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando "Rios", de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu, clique na imagem.
Além das gravações desta série que tão orgulhosamente lhes alcançamos, Barbosa já aparecera por aqui interpretando “Rios”, de Almeida Prado, que lhe foi dedicada. Para acessar a postagem original do colega Itadakimasu (sem as Bachianas Brasileiras no. 4, pois Villa-Lobos é proibido por aqui), clique na imagem.

 

Vassily Genrikhovich

Alma Latina: México Barroco – Vol.II – Ignacio de Jerusalem y Stella (1707-1769) [link atualizado 2017]

BELÍSSIMO, VOLUME 2 !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Tem na Amazon, aqui!

Ontem mesmo foi ao ar o volume 1 desta deste grupeto de dois CDs (se quiser conferi-lo, está aqui), que era o único que eu possuía. E vocês devem entender bem como é ter apenas parte de uma mini-coleção que foi pensada como um conjunto, faltando-lhe membros, como se estivesse mutilada…

Bom, eu, cara de pau que sou, não titubeei: avisei que não tinha o Volume 2 e o pedi aos internautas. E qual não foi a minha surpresa ao abrir a caixa de e-mails e encontrar, em poucas horas, ainda na mesma manhã, duas mensagens com links para baixar o tal CD pedido, uma em mp3 e outra ainda em flac. O pessoal que frequenta essas paragens é muito eficiente!
Por isso, agradeçamos à solicitude dos internautas Miguel Jaritz (Argentina) e Roger Taouss-Schirmer (França). Muito obrigado, queridos! Muchas gracias! Merci beaucoup!

Graças a eles temos hoje acesso a belezas poéticas como o Clarines sonad:

“¡Clarines sonad!
¡Violines, tocad!
Y en sonoros voces,
en ecos veloces diga nuestro afán,
que a Marìa
se apluade este dia
y culto le da
quien culto le da!”

É a primeira faixa do CD, que já começa vibrante assim:

Desta vez, o Conjunto de Cámara de la Ciudad de México e o maestro Benjamín Juárez Echenique dedicaram todo o álbum a obras do compositor napolitano Ignacio de Jeruzalem, um dos mais importantes mestres de capela que passaram pela Catedral da Cidade do México. Jerusalem é muito vibrante, alegre, festivo,com aquele quê de animação típica dos latinos, lembrando,por horas, até Vivaldi. Muito Bom!

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

México Barroco – volume 2

Ignacio de Jerusalem y Stella (Lecce, itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
01. Clarines sonad
02. Sube a gozar, Señora
03. A la Milagrosa Escuela
04. Gorjeos trinando
05. Rompa la esfera
06. Si aleve fortuna
07. Dixit Dominus
08. Te Deum – Te Deum laudamus
09. Te Deum – Te Aeternum Patrem
10. Te Deum – Tibi omnes
11. Te Deum – Tibi cherubim
12. Te Deum – Sanctus
13. Te Deum – Te ergo quaesumus
14. Te Deum – In te Domine
15. Te Deum – Te aeterna fac
16. Te Deum – In te Domine

Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
Ciudad de México, 1996

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) (323Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) (136Mb)

Já viu nossos mais de 100 endereços para baixar partituras? Clique aqui

A impressionante Fachada da Igreja de San Francisco em Acatepec, Puebla, um dos máximos exemplares do talaveresco, vertente do barroco mexicano.

Bisnaga

Alma Latina: México Barroco – Vol.I – Ignacio de Jerusalem y Stella (1707-1769), Francisco Delgado (1790-1849) [link atualizado 2017]

BELÍSSIMO !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Mais uma inestimável contribuição do musicólogo Prof. Paulo Castagna!

A música mexicana cada dia mais me espanta (favoravelmente) e me encanta!

E hoje apresentamos para vocês dois compositores importantíssimos daquele país fascinante: Francisco Delgado e Ignacio de Jerusalem, que estariam para o México como José Maurício Nunes Garcia e José Joaquim Lobo de Mesquita estão para o Brasil.

Francisco Delgado era, provavelmente, mexicano nato. Foi primeiro-violinista da Capela da Catedral da Cidade do México já na época pós-independência. Dedicou este Te Deum a São Felipe de Jesus, frei franciscano do século XVI martirizado no Japão, que viria a ser o primeiro santo nascido em terras mexicanas (canonizado em 1862). Sua obra possui muitas influências do período que se chamou de “classicismo novo-hispânico”, com muitas características da ópera e da música barroca napolitana, mas já com uma orquestração mais vertical, ou seja, com maior preponderância do tema desenvolvido pelo instrumento/naipe principal. Segundo alguns estudiosos, sua orquestração é bastante refinada e aproxima-se a compositores do classicismo,especialmente de Haydn.

Já a segunda parte do álbum dedica-se a um compositor mais gravado e conhecido: Ignacio de Jerusalem. Este já era napolitano mesmo: nasceu en Lecce, no Reino de Nápoles, e bem sabemos, depois de tantas postagens aqui neste auspicioso blogue, que a música italiana, especialmente napolitana, influenciou sobremaneira as coroas ibéricas, Espanha e Portugal e, por isso, cruzou o Atlântico, dando o tom a muitos compositores locais e outros que de lá vieram para cá. Jerusalem foi mestre de capela da Catedral da Cidade do México e sua música, positivamente comparada muitas vezes com as de Pergolesi, Scalatti e Bocherini, compositores que trabalharam para a corte madrilenha. Ele foi tido em seu tempo como um “milagre musical” e influenciou imensamente toda a cena sonora mexicana, a ponto de traços napolitanos serem encontrados em compositores mais recentes, como é o caso do nosso amigo acima, Francisco Delgado.

Altar-mor da Catedral do México. Vê se não é pra ficar doido num lugar desses!

Mas a beleza dessas obras não seria tão evidente se a interpretação não fosse grande coisa…Mas é! É grande e precisa!  Benjamín Echenique e seu Conjunto de Cámara de la Ciudad de México lograram evidenciar todo o colorido e a beleza da música desses dois compositores, numa execução primorosa (o que são os agudos límpidos dessa soprano, meu Deus!). Vale cada segundo da audição!

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Uma noção da beleza que vos aguarda,o Te Deum de Francisco Delgado (faixa 1):

México Barroco

Francisco Delgado (Mexico, ca.1790-1849)
1. Te Deum para el Señor Felipe de Jesús
Ignacio de Jerusalem y Stella (Lecce, itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
2. Magnificat a dos Voces
3. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, I. Kyrie
4. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, II. Gloria
5. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, III. Credo
6. Gran Misa en Sol Mayor a Ocho Voces, IV. Sanctus

Conjunto de Cámara de la Ciudad de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
Ciudad de México, 1996

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) (238Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) (104Mb)

Não tínhamos o volume 2… Em poucas horas, dois internautas nos enviaram o álbum, um em MP3, e o segundo, em FLAC.  Obrigado! Muita competência dos nossos usuários!

Bisnaga

Alma Latina: Missa Mexicana (Harmonia Mundi) [link atualizado 2017]

LINDO !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Tem no Amazon, aqui.
Fonogramas deliciosamente cedidos pelo internauta Camilo Di Giorgi! Que os deuses o levem ao Nirvana!

Impressionante e belíssima essa Missa Mexicana executada pelo Harp Consort! Ainda, com o selo Harmonia Mundi, já era de se esperar que seria algo fenomenal, pois os caras não erram!

Bom, mas do que se trata? Não é exatamente uma missa, mas a Missa Ego Flos Campi, de Juán Gutierrez de Padilla (músico nascido em Málaga, Espanha, que se tornou mestre de capela em Puebla, México), intercalada de várias danças e músicas folclóricas contemporâneas a ela. Pode parecer estranho,mas o propósito deste álbum foi colocar a música de Padilla inserida dentro do contexto e da sonoridade – não só instrumental, mas ambiental, da sonoridade popular – do seu tempo, o século XVII.

No Amazon, um dos usuários fez uma leitura interessante do conjunto:

Com ‘Missa Mexicana’ Andrew Lawrence-King e The Harp Consort propicia um dos discos mais alegres e instigantes da música antiga. Para um álbum que é ‘crossover’, no melhor sentido da palavra, eles tomam uma missa do século 17 e a justapõe com a música popular que a inspirou. A música é linda, profunda, elegante, sensual e apaixonada. (…) Além das harpas, gambas, violas, etc., que se poderia esperar da música deste período, o Harp Consort insere violões mexicanos, bajons, e até mesmo uma concha e um pau-de-chuva! O ritmo e o canto são soberbos, e Lawrence-King não só dirige o conjunto, mas oferece acompanhamento maravilhoso na harpa e no saltério. (…) O México de 1600 era uma rica mistura de etnias e culturas, e sua música reflete isso. A principal influência é a polifonia renascentista espanhola, mas há também a influência de imigrantes portugueses, nativos mexicanos (maias), e os africanos da Costa do Marfim, Guiné, e imigrantes de Porto Rico. Bem, há um contraste constante entre os mundos sagrado e secular. (…)

A ‘Missa Mexicana’ é faz música da mais alta integridade e não para ser desperdiçada. Além de amantes iniciantes na música clássica, eu recomendaria também este disco para as pessoas que vêm do “outro lado”, isto é, aqueles que podem não ser particularmente apreciadores de música clássica, mas que gostam de sons mais “tradicionais”, mexicanos ou latino-americanos. De qualquer maneira, este é um dos discos mais originais, criativos e divertidos que eu já ouvi em muito tempo, e ele merece ser um bestseller!!

Entendeu? É do caraglio!!
Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Missa Mexicana

01. Villancico: Canten dos jilguerillos
02. Missa Ego flos campi: Kirie
03. Jácaras de la costa
04. Xácara: Los que fueren de buen gusto
05. Missa Ego flos campi: Gloria
06. Corrente Italiana
07. Xácara: A la xácara xacarilla
08. Missa Ego flos campi: Credo
09. Cumbées
10. Negrilla: A siolo flasiquiyo
11. Missa Ego flos campi: Sanctus
12. Marizápalos a lo humano: Marizápalos bajó una tarde
13. Marizápalos a lo divino: Serafin que con dulce harmonía
14. Diferencias sobre marizápalos
15. Missa Ego flos campi: Agnus dei
16. Guaracha: Convidando está la noche

The Harp Consort
Andrew Lawrence-King, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) (288Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) (158Mb)

O pessoal do Harp Consort: turma boa pra cacete!

Bisnaga

Florence Foster Jenkins – The Glory (???) of Human Voice [link atualizado 2017]

Florence Foster Jenkins – The Glory (???) of Human Voice  [link atualizado 2017]

Obs. de PQP: Neste ano de 2016, o mundo falará muito em Florence Foster Jenkins. Afinal, Stephen Frears acaba de finalizar a cinebiografia desta absurda, patética e desafinadíssima cantora com Meryl Streep no papel principal. Ela é simplesmente hilariante. As plateias desenvolveram uma curiosa convenção. Quando ela chegava em momentos particularmente horríveis em que  eles tinham que rir, eles explodiam em aplausos e assobios para poderem rir livremente, sem machucar tanto a auto-estima — na verdade uma inabalável fortaleza — da pobre cantora. Ouçam o que ela consegue fazer nesta que é sua melhor gravação (não estou ironizando). Ouvir ‘A Faust Travesty’ é algo só para os fortes, mas ‘A Rainha da Noite’, ‘Biassy’ e ‘Like a Bird’ também quase me mataram. Mas deixemos a palavra para Das Chucruten.

Hoje vou postar uma pérola da indústria fonográfica do século XX, que de vez em quando deixa escapar suas máculas de maneira muito divertida. Esta é o que podemos chamar de raridade humorística da música.

Florence Foster Jenkins foi uma moça da alta sociedade americana, nascida ainda no final do séc.XIX, casada durante pouco tempo com um médico, e depois com um ator que virou seu empresário. Ao que parece sua família era muito rica e lhe permitiu manter-se de forma extravagante mesmo depois de uma separação. Consta que ela sempre quis ser cantora, mas nem seus pais nem seu marido deram bola, então ela resolveu seguir por conta própria. O resultado é que ela se autopromoveu e começou a organizar apresentações de canto às próprias custas.

Chamou a atenção dos críticos porque era totalmente desprovida de qualquer musicalidade mínima: não entendia a pulsação rítmica, era incapaz de manter-se no ritmo; não conseguia afinar-se minimamente e tinha uma pronúncia de língua estrangeira que beirava o ridículo. Não obstante, suas apresentações se tornaram “cult”, e, mesmo sabendo que o público ia assisti-la para o escárnio, dizia que os risos eram “inveja profissional”.

Pouco antes de morrer, em 1944, conseguiu apresentar-se no Carnegie Hall e gravou seu único disco de 78 rotações (aos 70 anos de idade!), que é a pérola que aqui vos apresento. O mérito do pianista acompanhador é grande, um verdadeiro malabarista que consegue, com maestria, seguir um motorista bêbado. O CD ainda tem umas faixas bônus com uma sátira ao Fausto de Gounod, cantado de forma invertida, e muito propriamente, chamado “A Faust Travesty”. Agradeço à minha amiga Ana Lucia pela introdução desta Diva na minha discografia

Abraços

Meryl Streep como Florence em filme de Stephen Frears que será lançado este ano
Meryl Streep como Florence em filme de Stephen Frears que será lançado este ano

FLORENCE FOSTER JENKINS – THE GLORY (???) OF HUMAN VOICE / A FAUST TRAVESTY

01 Mozart: Die Zauberflöte, K 620 – Queen Of The Night Aria
02 Lyadov: Die Musikdose, Op. 32
03 Cosme McMoon: Like A Bird
04 Delibes: Lakme – Ou Va La Jeune Hindoue_
05 Cosme McMoon: Serenata Mexicano
06 David: La Perle Du Bresil – Charmant Oiseau
07 Bach,J.S. / Pavlov:  Biassy
08 Strauss, Jr.: Die Fledermaus – La Chauve-Souris_ Adele’s Laughing Son – Air D’adele – ‘mein Herr Marquis’
09 Gounod: A Faust Travesty: Valentine’s Aria (Ere I Leave My Native Land)
10 Gounod: A Faust Travesty: Jewel Song (O Heavenly Jewels)
11 Gounod: A Faust Travesty: Salut, Demeure Chaste Et Pure (Emotions Strange)
12 Gounod: A Faust Travesty: Final Trio (My Heart Is Overcome With Terror)

Florence Foster Jenkins, Soprano
Cosme McMoon, pianist
Jenny Williams – Thomas Burns, singing the Faust parody

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Ela, a Diva
Ela, a Diva

Chucruten
Repostado por PQP
Trepostado por Bisnaga

.: interlúdio :. Keith Jarrett e seu Quarteto Escandinavo: Sleeper

.: interlúdio :. Keith Jarrett e seu Quarteto Escandinavo: Sleeper

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um tremendo disco. Houve época em que Keith Jarrett tinha dois quartetos, um estadunidense e um escandinavo. Os dois eram fantásticos, mas sempre preferi o escandinavo. Talvez fosse o repertório, talvez fosse a presença do esplêndido saxofonista norueguês Jan Garbarek. Este concerto, gravado em Tóquio no dia de 16 de abril de 1979, traz algumas das melhores coisas do grupo escandinavo: a espetacular Personal Mountains — impossível de ouvir apenas uma vez — , a canção de Innocence, o quase pop de Chant Of The Soil e também New Dance. Um concerto absolutamente anormal.

Keith Jarrett e seu Quarteto Escandinavo: Sleeper

CD1:
1. Personal Mountains
2. Innocence
3. So Tender

CD2:
1. Oasis
2. Chant Of The Soil
3. Prism
4. New Dance

Personnel:

Keith Jarrett: piano, percussion
Jan Garbarek: tenor and soprano saxophones, flute, percussion
Palle Danielsson: double-bass
Jon Christensen: drums, percussion

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A moda em 1979 era bem diferente e pioraria muito nos horrendos anos 80.
A moda em 1979 era bem diferente da de nossos dias. Ela só pioraria nos anos 80…

PQP