J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

Nerso, nerso, mineirim danado, para quê? Acho que todo artista, ainda mais um do calibre de Nelson Freire, tem o direito de dar a sua interpretação da música do passado. Afinal, Freire fez isso a vida inteira tocando maravilhosamente o repertório romântico e tornando-se um dos melhores pianistas do planeta. Mas nós temos o direito de gostar ou não. Ao completar 70 anos, nosso querido pianista resolveu dar uma viradim — ou assinou um contratim — e dirigiu-se a deus, ou seja, a Bach. Pollini já tinha feito o mesmo anos atrás com excelente resultado. Só que Freire ficou oscilando em termos estilísticos. Sua Partita 4 é romântica, é Schumann tocando Bach. Já a Suíte Inglesa 3 e a Cromática são quase simulações de cravo — e, olha, ficaram bem interessantes. Mas nos números finais, talvez por serem peças soltas e ideais para funcionar como bis em concertos, Freire se deu a liberdade de mostrar toda a sua intimidade com… o romantismo. Se eu fosse o grilo falante conselheiro de Freire — e não me considero maior do que um grilo em relação a ele –, pousaria sobre seu ombro esquerdo e diria: parta do romantismo em direção ao futuro, queridim. Nada de baquear nesta altura da vida.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

01. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 1. Overture
02. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 2. Allemande
03. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 3. Courante
04. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 4. Aria
05. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 5. Sarabande
06. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 6. Menuet
07. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 7. Gigue
08. J.S. Bach: Toccata in C Minor, BWV 911

09. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 1. Prélude
10. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 2. Allemande
11. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 3. Courante
12. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 4. Sarabande
13. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 5. Gavotte I – Gavotte II ou la musette
14. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 6. Gigue

15. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 1. Fantasia
16. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 2. Fugue

17. J.S. Bach: Concerto in D Minor, BWV 974 – for Harpsichord/Arranged by Bach from: Oboe Concerto in D minor by Alessandro Marcello (1685-1750) – 2. Andante

18. J.S. Bach: Choral: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”, BWV 639

19. J.S. Bach: Choral: “Komm Gott Schopfer heiliger Geist”, BWV 667

20. J.S. Bach: Choral: “Nun komm der Heiden Heiland”, BWV 659

21. J.S. Bach: Prelude in G Minor, BWV 535

22. J.S. Bach: Jesu, Joy Of Man’s Desiring, BWV 147

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Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.

Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.

PQP

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Albéniz / Berio / Debussy / Fauré / Janáček / Liszt / Ravel / Sawhney / Takemitsu: Water

Após os excelentes álbuns Duo e Credo, ambos postados no PQP Bach, Hélène Grimaud nos chega com um disco onde aparece claramente a sua militância pelas causas ecológicas. Water é um trabalho incomum. Aqui, Grimaud executa peças de vários períodos — clássicas, românticas e contemporâneas — cuja temática é a água. Além do fascínio pela água, além das evocações tradicionais de rios, lagos, mares, flocos de neve, e gotas de chuva, o álbum também reflete uma perspectiva contemporânea sobre a água e a falta dela. As peças de diferentes compositores são amarradas através das Transitions, sons de água e de instrumentos musicais compostos, gravados e produzidos por Nitin Sawhney, um celebrado compositor de World Music. Ele também é DJ, produtor, multi-instrumentista, compositor orquestral e pioneiro cultural. Reafirmando sua posição como uma das artistas mais interessantes da música erudita, Grimaud combina a cultura com seu compromisso com os desafios ecológicos, ambientais e humanitários de nossos dias. Então, Water é um projeto com três níveis distintos de aspiração criativa: artístico, inventivo e ativista. Além disso é bom pacas de ouvir.

Albéniz / Berio / Debussy / Fauré / Janáček / Liszt / Ravel / Sawhney / Takemitsu: Water

1 Wasserklavier (No.3 From 6 Encores – Per Antonio Ballista) (Luciano Berio) 2:11
2 Water – Transition 1 (Nitin Sawhney) 1:18
3 Rain Tree Sketch II (In Memoriam Oliver Messiaen) (Toru Takemitsu) 5:25
4 Water – Transition 2 (Nitin Sawhney) 1:41
5 Barcarolle No.5 In F Sharp Minor (op.66) (fis-moll En Fa Diese Mineur Allegretto Moderato) (Gabriel Fauré) 6:39
6 Water – Transition 3 (Nitin Sawhney) 1:33
7 Jeux D’eau (Music Note=144) (Tres Doux) (Maurice Ravel) 5:10
8 Water – Transition 4 (Nitin Sawhney) 1:27
9 Almeria (No.2 From Iberia II Allegretto Moderato) (Isaac Albéniz) 10:06
10 Water – Transition 5 (Nitin Sawhney) 0:55
11 Les Jeux D’eaux A La Villa D’Este (No.4 From Annees De Pelerinage III S 163 Allegretto) (Franz Liszt) 7:38
12 Water – Transition 6 (Nitin Sawhney) 1:34
13 In The Mists: No.1 (Andante) (Leoš Janáček) 4:33
14 Water – Transition 7 (Nitin Sawhney) 1:16
15 La Cathedrale Engloutie (No.10 From Preludes I Profondement Calme) (Claude Debussy) 6:03
16 Water Reflections (Helene Grimaud’s Thoughts On The Permutations Of Water) 10:49

Piano – Hélène Grimaud

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Desta vez, deu na trave

Desta vez, deu na trave

PQP

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Guillaume Lekeu (1870-1894) – Violin Sonata in G Major, Maurice Ravel (1875-1937) – Violin Sonatas, Tzigane, Berceuse – Alina Ibragimova, Cédric Tibirghien

coverAté ter acesso a esse CD o belga Guillaume Lekeu me era totalmente desconhecido. Mas graças a Alina Ibragimova pude conhecer este jovem compositor, que morreu com apenas vinte e quatro anos de idade e compôs apenas quinze obras, sendo esta sonata a sua peça mais conhecida. Ligado ao grupo de Cesar Frank, vejo Lekeu como um romântico tardio e sua belíssima sonata é extremamente emotiva desde seus primeiros compassos.
Creio que estas sonatas de Ravel já tenham aparecido cá por estas plagas, e sua Tzigane, então, nem se fala. É bem conhecida.
Alina Ibragimova, a cada novo CD, vem se firmando como uma das grandes violinistas de sua geração. Tenho certeza que este seu CD, lançado já há alguns anos atrás, vai satisfazer a muita gente.

1. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 1 Tres modere
2. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 2 Tres lent
3. Lekeu Violin Sonata in G major – Movement 3 Tres anime
4. Ravel Violin Sonata No 1 in A major
5. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 1 Allegretto
6. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 2 Blues. Moderato
7. Ravel Violin Sonata No 2 in G major – Movement 3 Perpetuum mobile. Allegro
8. Ravel Tzigane ‘Rapsodie de concert’
9. Ravel Berceuse sur le nom de Gabriel Faure

Alina Ibragimova – Violin
Cédric Tiberghien – Piano

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.3/8 – Fabián Pérez Ximeno (ca. 1595-1654) [link atualizado 2017]

MUITO BOM (3) !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Hoje, o principal mestre que se apresenta neste terceiro volume da série México Barroco de Puebla é Fabián Pérez Ximeno (ou Ximeno Pérez: em cada lugar encontro esses sobrenomes numa ordem diferente), compositor já nascido na Nova Espanha, organista da Catedral da Cidade do México, onde logrou ser mestre de capela no começo do século XVII. Ximeno foi compositor de numerosas missas, três Magnificat, dois motetos de Quaresma, um Dixit Dominus e de vários villancicos, muito populares em seu tempo.

Seguindo a lógica dos CDs antecessores na série, a sua Missa sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’ é intercalada à música de outros compositores de seu tempo, espanhóis ou radicados na na Espanha, como Antonio de Cabezón, Francisco Guerrero, Thomás de Santa María, Lluys Alberto de Gomez e Philippe Rogier, mais o italiano Julius de Modena. Essa intercalação de peças é propositalmente feita para demonstrar que a qualidade das obras compostas e executadas na América, ou seja, na colônia, não devia em nada ao que se fazia na Europa, na metrópole. Muito bem elaborada essa mescla, de rica sonoridade. Belo álbum!

Ouça! Ouça ! Deleite-se sem dó nem piedade!

Uma noção da beleza que vos aguarda,o Te Deum de Francisco Delgado (faixa 1):

México Barroco / Puebla III
Missa sobre el “Beatus Vir de Fray Xacinto”
Fabián Pérez Ximeno

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Himno Pange lingua de Urreda (glosado)
Anônimo
02. Pange lingua
Francisco Guerrero (Sevilha, Espanha, 1528 – 1599)
03. Canción a 5
Frei Thomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
04. Fantasia Quarti toni / Missa a 11 de 4º tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
05. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, I. Kyrie
06. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, II. Gloria
07. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, III. Multiplicati sunt qui tribulant me
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
08. Tres IV glosado
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
09. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, IV. Credo
10. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, V. Offertorium: Confitebor tibi
Julius de Modena (Giulio Segniarabosco – Modena, Itália, 1498 – Roma, Itália, 1561)
11. Tiento XIX de cuarto tono
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
12. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VI. Sanctus
Philippe Rogier (Arras, França, c.1561 – Madri, Espanha, 1596)
13. Elevatio Cancion a 6
Fabián Pérez Ximeno (Cidade do México, México, c.1595 – 1654)
14. Missa a 11 de 4º tono sobre el ‘Beatus Vir de Fray Xacinto’, VII. Agnus Dei
Lluys Alberto de Gomez (Munguia, Espanha,c.1520 – Soria, Espanha, 1558)
15. Tres IV glosado

Rafael Cárdenas, órgão
Ruth Escher, soprano
Cécile Gendron, soprano
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

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Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Viedeomapping na fachada da Catedral de Puebla

Bisnaga

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Hans Werner Henze (1926 – 2012): Sinfonias Nos. 7 & 9 / Barcarola / Three Auden Songs

Nos anos 80, quando a Rádio da UFRGS começou a divulgar a obra de Hans Werner Henze, eu passei a gostar de sua obra algo provocadora e surpreendente. Não sabia nada a respeito dele. Minha primeira pesquisa indicou uma coisa que jamais imaginaria. OK, era um compositor alemão residente na Itália, blá-blá-blá, mas era conhecido pelas opiniões políticas marxistas que influenciaram na sua obra. Também trocara a Alemanha pela Itália em 1953, em razão da intolerância em relação as suas posições políticas e a sua homossexualidade. Membro do PCI (Partido Comunista Italiano), Henze produziu composições em homenagem a Ho Chi Min e a Che Guevara — o Réquiem intitulado Das Floss der Medusa (A balsa da Medusa), cuja estreia foi vetada em Hamburgo, em 1968.

Henze compôs em vários estilos, tendo sido influenciado pela música atonal, Stravinsky, pela técnica dodecafônica, pelo estruturalismo e por alguns elementos da música popular, do rock e do jazz.

Num escrito de 1975, Henze define assim sua arte: “O teatro foi e é o meu território, tenho sempre que voltar a ele. Minha música anseia pelo gesto, a corporalidade e a plasticidade. Ela se entende como drama, algo que pertence intimamente à vida, e que não poderia existir na abstinência higiênica ou no particular, no doméstico”. Mas Henze escreveu de tudo um pouco. Uma das habilidades mais admiráveis do compositor era a de combinar técnicas e elementos musicais os mais díspares, da melodia lírica (e tonal) ao complexo sonoro eletroacústico, do leitmotiv wagneriano ao serialismo estrito e os dispositivos aleatórios.

Hans Werner Henze (1926 – 2012): Sinfonias Nos. 7 & 9 / Barcarola / Three Auden Songs

Disc 1:

1 Barcarola 21:30

Symphony No. 7:
2 I. Tanz – Lebhaft und beseelt 10:58
3 II. Ruhig bewegt 12:42
4 III. Unablässig in Bewegung 5:12
5 IV. Ruhig, verhalten 9:28

City of Birmingham Symphony Orchestra
Sir Simon Rattle

Disc 2

Symphony No. 9:
1 I. Die Flucht 5:28
2 II. Bei Den Toten 6:31
3 III. Bericht Der Verfolger 1:45
4 IV. Die Platane Spricht 7:33
5 V. Der Sturz 7:25
6 VI. Nachts Im Dom 17:07
7 VII. Die Rettung 7:47

Berliner Philharmoniker
Rundfunkchor Berlin
Ingo Metzmacher

Three Auden Songs:
8 I. In Memoriam L.K.A. 1950-1952 2:10
9 II. Rimbaud 2:46
10 III. Lay Your Sleeping Head, My Love 5:32

Ian Bostridge
Julius Drake

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Der Komponist Hans Werner Henze, photographiert am 27.09.1996 in der Koelner Philharmonie.

O compositor Hans Werner Henze em 1996

PQP

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Evrim Demirel (1977): Makamsiz

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou escrever um ou dois parágrafos de puro chute. Minha linda e brilhante amiga Asli Berktay, que creio ter nascido em Istambul, poderá dar boas risadas do que vou escrever sobre a música — que desconheço inteiramente — de seu país. Mas é música, pô, e alguma coisa do que vou escrever deve fazer um pouco de sentido.

Evrim Demirel é um compositor e pianista turco. Acaba aqui a parte objetiva do texto. Vocês sabem o quanto é raro ouvir a música daquela região meio fora de um mapa musical que parece ir para o leste até a Hungria e subir bruscamente em direção ao Báltico, entrando na Rússia pela Polônia, Finlândia, Lituânia, Letônia, etc. A música de Demirel deve alguma coisa a Alfred Schnittke, ao menos na forma poli-estilística, porém, de resto, digo que este turco tem voz própria e padrões distintos. Apesar de alguns instrumentos típicos e do peculiar sotaque oriental — jamais tinha ouvido a música erudita turca –, às vezes Demirel adquire ares meio jazzistas, principalmente na forma com que trata os sopros. Mas ele também parece estar bem ciente de sua própria herança cultural na forma como concebe seus trabalhos.

Makamsiz é seu primeiro CD gravado e todas as cinco peças aqui apresentadas são registros ao vivo de excelentes grupos holandeses.

Pesquisa rápida entremeada de nossa obtusa curadoria: Four Folk Songs from Anatólia é baseado em canções tradicionais daquela região da Turquia (ufa, essa foi fácil). Zeybek parece ser uma de dança popular tocada por duas zurnas (instrumento de sopro) e um davul (percussão tocada dos dois lados por duas baquetas totalmente diferentes). Makamsiz desenvolve-se livremente sobre tema nenhum. É a melhor peça do CD. As recorrentes passagens em uníssono dão-lhe um sabor muito particular que deve ser turco… Saz Semaisi No 1 e Quotations fazem certamente referência ao passado — talvez século XIX. São de inspiração mais antiga, quem sabe otomana.

A música tem dessas coisas. A gente põe os fones nos ouvidos e caminha até o trabalho em outro mundo, tudo no espaço de uma hora. Gosta muito do que ouve, sente a intenção do compositor, mas fica sem o contexto. Chega ao trabalho, escreve rapidamente o post e quer terminar logo para não passar mais vergonha com sua ignorância.

Evrim Demirel (1977): Makamsiz

01- Four Folksongs From Anatolia (Atlas Ensemble)
02- Zeybek (Asko Ensemble)
03- Makamsiz (Ziggurat Ensemble)
04- Saz Semaisi No 1 (Schoenberg Ensemble)
05- Quotations (Doelen Ensemble)

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Ele mesmo, Evrim Demirel

Ele mesmo, Evrim Demirel

PQP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Aberturas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta gravação das Aberturas de Beethoven dá o que pensar. Meu pai amava estas músicas — tinha todos os vinis do mundo do homem que jamais comeu a Amada Imortal — e, após ouvir Harnoncourt com a Chamber Orchestra of Europe, começo a concordar com ele. Sempre ouvi com reservas estas peças. Mas Harnoncourt quebrou o gelo com uma interpretação verdadeiramente estupenda.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Aberturas

1. Coriolan Overture in C minor, Op. 62
2. Creatures of Prometheus, Op. 43: Overture
3. Ruins of Athens, Op. 113: Overture
4. Fidelio, Op. 72: Overture in E major
5. Leonore Overture no 1 in C major, Op. 138
6. Leonore Overture no 2 in C major, Op. 72
7. Leonore Overture no 3 in C major, Op. 72a
8. Egmont, Op. 84: Overture

Chamber Orchestra of Europe
Nikolaus Harnoncourt

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Harnoncourt: é isso aí, o negócio é espremer os músicos até sair algo que preste

Harnoncourt: é isso aí, o negócio é espremer os músicos até sair algo que preste

PQP

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.: interlúdio :. Emerson, Lake & Palmer – Welcome Back, my Friends, to the Show that Never Ends

FrontJá declarei em outras situações que considero este um dos três melhores discos ao vivo já gravados na história da indústria fonográfica. O que estes três caras fazem aqui não é brincadeira. É um show de competência, virtuosismo e criatividade únicos.

Keith Emerson se suicidou há quinze dias, no dia 10 de março, com um tiro. Tinha setenta e um anos de idade. Há alguns anos atrás sofreu uma intervenção cirúrgica em sua mão direita, e aparentemente não conseguiu recuperar os movimentos desta mão e voltar a tocar como tocava. E isso para um músico, ainda mais um pianista de seu calibre, deve deprimir e muito.

Conheci Keith Emerson exatamente através deste CD que ora vos trago, um petardo que mostra todo o talento e versatilidade deste trio. São músicos de altíssimo nível, que exploraram ao máximo as possibilidades de seus instrumentos, vindo inclusive a inovar, criando e aperfeiçoando o que existia na época (lembro que esse disco foi gravado em 1974). O disco era um álbum triplo, e isso significou e muito. Até então, pouquíssimas bandas tinham se arriscado em algo tão longo, lembro de cabeça do “Yes Songs”, do Yes, lançado um ou dois anos antes. O nome do álbum é muito sugestivo, quando você é convidado a assistir a um show que nunca acaba. E para mim, nunca vai acabar. Foi um dos discos que mais me influenciou, faixas extensas como ‘Tarkus’, ou ‘Karn Evil 9’ me mostraram que a improvisação é a alma da música, e ‘Piano Improvisations’ foi a gota dágua que sacramentou essa minha idéia. Sumiram os rótulos, e ficou apenas a música, única e simplesmente. E no meio de seus solos, podiamos encontrar passagens de obras de Prokofiev, Stravinsky, e principalmente Aaron Copland, que me foi apresentando exatamente com a faixa que abre este álbum, o clássico “Hoedown”. Curioso que um trio inglês conseguiu extrair o que esta obra tinha de melhor, a interpretando em um órgão Hammond, em uma bateria e num contrabaixo.

Alguns anos depois eles foram convidados a tocar a música de abertura das Olimpíadas de Montreal, mas isso é conversa para outra postagem.

CD 1

01. Hoedown
02. Jerusalem
03. Toccata
04. Tarkus (a. Eruption, b. Stones Of Years, c. Iconoclast, d. Mass, e. Manticore, f. Battlefield (Including Epitaph), g. Aquatarkus)
05. Take a Pebble (a. Still… You Turn Me On, b. Lucky Man)

CD 2

01. Piano Improvisations (a. Fugue, b. Little Rock Getaway)
02. Take A Pebble (Conclusion)
03. Jeremy Bender – The Sheriff (Medley)
04. Karn Evil 9 (a. 1st Impression, b. 2st Impression, c. 3st Impression)

Keith Emerson – Keyboards
Greg Lake – Bass, Guitars & Vocal
Carl Palmer – Drums, Percussion

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

keith-emerson

O Mestre em seu Elemento !!!

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.2/8 [link atualizado 2017]

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Segundo álbum da série México Barroco de Puebla. A série avança e novas descobertas vão surgindo. Esse volume, creio que para ambientar a música de Juan Gutiérrez de Padillha, coloca, intercaladas à Missa Flos Campi, peças de outros compositores contemporâneos a ele, atuantes na segunda metade do século XVI e inícios do XVII, como Jacob Clemen Non Papa, António de Cabezón, Alonso Lobo e Frei Tomás de Santa María.

Ainda estamos na virada do século XVI para o XVII aqui. A coleção chegará a produções do começo do século XIX. Não é exatamente cronológica, mas é muito interessante ver, quando chegarmos aos 8 CDs completinhos, como a música foi se alterando. É quase uma narrativa do ambiente musical sacro de Puebla. A nós, brasileiros, resta uma pontinha de inveja do completo sistema organizacional das cidades da Nova Espanha já no começo do século XVII e de toda a estrutura que possuíam. Aqui parece que as coisas só deslancharam da metade do século XVIII pra frente…

Catedral de Puebla

A estrutura de disposição das peças deste álbum é muito bem concatenada, com a alternância de obras vocais a instrumentais, inseridas entre as partes da missa,criando um todo que, embora composto de criações de vários autores, é coeso e faz muito sentido. Muito bom, mesmo.

Ouça! Ouça ! Deleite-se!

Aqui,a faixa 3 para dar uma amostra:

México Barroco

Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
01. Tiento XXV de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
02. Gaudeamus omnes in Domino
03. Missa Ego flos campi: Kyrie
04. Missa Ego flos campi: Gloria
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
05. Fabordon y glosas del sexto tono: I. Ilano
Jacobus Clemens Non Papa (Midelburg, Holanda, 1510 – Diksmuide, Bélgica, 1555)
06. Ego flos campi
Francisco Soto de Langa (Langa, Itália, 1534 – Roma, Itália, 1619)
07. Tiento en 6
Alonso Lobo (Osuna, Espanha, c.1555 – Sevilha, Espanha, 1617)
08. Ego flos campi a 4
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
09. Fabordon y glosas del sexto tono: II. Glosado en el tiple
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
10. Missa Ego flos campi: Alleluia Assumpta est
11. Missa Ego flos campi: Credo
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
12. Fabordon y glosas del sexto tono: III. Glosado en las voces intermedias
13. Fabordon y glosas del sexto tono: IV. Glosado en el baxo
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
14. Assumpta est Maria in caelum
15. Missa Ego flos campi: Sanctus
Antonio de Cabezón (Burgos, Espanha, 1510 – Madri, Espanha, 1566)
16. Fabordon y glosas del sexto tono: V. Glosado sobre el Pange lingua de Urreda
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
17. Missa Ego flos campi: Agnus Dei
Anônimo
18. Fabordón glosado VI de sexto tono
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
19. Missa Ego flos campi: Beatam me dicent omnes generationes
Frei Tomás de Santa María (Madri, Espanha, c.1510 – Valladolid, Espanha, 1570)
20. Fantasia Primi Toni
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha, ca. 1590 – Puebla, México, 1664)
21. Salve Regina

Ruth Escher, soprano
Cecile Gendron, soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Alfredo Mendoza, tenor
Rafael Cardenas, órgão
Coro de Niños Cantores de la Escuela Nacional de Música de la UNAM
Angelicum De Puebla
Schola Cantorum Mexico
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

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Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

Cadeiral do coro da Catedral de Puebla

Bisnaga

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

Normalmente negligenciadas pelos pianistas, esta coletânea de peças de Beethoven passa ao largo das sonatas. São Variações, Minuetos, Bagatelas e outras obras de menor porte que são quase desconhecidas do grande público, mas que revelam, se não o gênio de Beethoven, uma enorme elegância. O pianista, maestro e compositor russo Mikhail Pletnev dá-lhes tratamento de luxo. O melhor do deste CD duplo são as Bagatelas.

Bagatelas são composições breves. O termo significa o mesmo que em português: coisas descartadas ou sem importância. Só que aqui as coisas sem importância ganham outro significado: a de peças não sujeitas a um plano formal estabelecido.

O CD é bastante bom e agradável. Pletnev é efetivamente um mestre.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Variações, Bagatelas, Peças para Piano

9 Variations on a March by Dressler WoO 63
1) Thema. Maestoso – Var. I – IX [7:22]
Rondo in C major WoO 48
2 Allegretto [2:09]
Rondo in A major WoO 49
3) Allegretto [2:42]
6 Variations on a Swiss Song in F major WoO 64
4) Thema. Andante con moto – Var. I – VI [2:57]
24 Variations on Righini’s Arietta “Venni amore” WoO 65
5) Thema. Allegretto [0:47]
6) Var. I [0:43]
7) Var. II [0:43]
8) Var. III [0:37]
9) Var. IV [0:42]
10) Var. V [0:38]
11) Var. VI [0:38]
12) Var. VII [0:41]
13) Var. VIII [0:56]
14) Var. IX [0:44]
15) Var. X [0:41]
16) Var. XI [0:47]
17) Var. XII [1:05]
18) Var. XIII [0:41]
19) Var. XIV. Allegretto – Adagio [1:29]
20) Var. XV [0:34]
21) Var. XVI [0:41]
22) Var. XVII [0:53]
23) Var. XVIII [0:49]
24) Var. XIX [0:38]
25) Var. XX. Scherzando [0:41]
26) Var. XXI [0:45]
27) Var. XXII [0:41]
28) Var. XXIII. Adagio sostenuto [3:46]
29) Var. XXIV. Allegro – Allegro stringendo – Presto assai [2:12]
12 Variationen über das menuett a la vigano aus “Le Nozze Disturbate” von J. Haibel, WoO68
30) Thema. Allegretto – Var.I-XI – Var.XII.Allegro-Adagio [11:25]
6 Piano Variations in G, WoO 70 on “Nel cor più non mi sento”
31) Thema. (Andantino) – Var. I – VI [4:13]
6 Minuets WoO 10
32) No. 1 in C major [1:52]
33) No. 2 in G major [2:07]
34) No. 3 in E flat major [2:00]
35) No. 4 in B flat major [1:59]
36) No. 5 in D major [2:04]
37) No. 6 in C major [1:51]
Rondo in C, Op.51, No.1
38) Moderato e grazioso [5:11]
Rondo in G, Op.51, No.2
39) Andante cantabile e grazioso [7:43]

CD 2:
7 Bagatelles, Op.33
1) 1. Andante grazioso, quasi Allegretto [3:27]
2) 2. Scherzo (Allegro) [3:16]
3) 3. Allegretto [2:11]
4) 4. Andante [3:19]
5) 5. Allegro, ma non troppo [2:48]
6) 6. Allegretto quasi Andante [3:36]
7) 7. Presto [2:08]
6 Piano Variations in F, Op.34
8) Thema (Adagio) [1:38]
9) Variation I [1:25]
10) Variation II (Allegro ma non troppo) [1:05]
11) Variation III (Allegretto) [1:00]
12) Variation IV (Tempo di menuetto) [1:06]
13) Variation V: Marcia (Allegretto) [2:48]
14) Variation VI – Coda (Allegretto) [3:52]
Andante favori in F, WoO 57
15) Andante grazioso con moto [10:39]
Polonaise in C, Op.89
16) Alla polacca, vivace [5:50]
11 Bagatelles, Op.119
17) 1. Allegretto [3:02]
18) 2. Andante con moto [0:57]
19) 3. à l’Allemande [1:46]
20) 4. Andante cantabile [1:42]
21) 5. Risoluto [1:06]
22) 6. Andante – Allegretto leggiermente [2:02]
23) 7. Allegro ma non troppo [1:14]
24) 8. Moderato cantabile [2:06]
25) 9. Vivace moderato [0:45]
26) 10. Allegramente [0:18]
27) 11. Andante, ma non troppo [2:04]
Bagatelle in C minor WoO 52
28) Presto [3:56]
Bagatelle in C major WoO 56
29) Allegretto [1:44]

Mikhail Pletnev, piano

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Mikhail Pletnev dando uma canja no Concertgebouw de Amsterdam

Mikhail Pletnev dando uma canja no Concertgebouw de Amsterdam

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

A fotografia abaixo não faz justiça ao excelente Jenő Jandó. Mas vamos a um pouco de curadoria. O Cravo Bem Temperado (no original alemão: Das wohltemperierte Klavier) é uma coleção de música para teclado solo, composta por Johann Sebastian Bach. Ele inicialmente escreveu 24 prelúdios e fugas tendo por base os 24 tons (12 maiores mais 12 menores) em 1722, “para o proveito e uso dos jovens músicos desejosos de aprender e, especialmente, para o entretenimento daqueles já experientes com esse estudo”. Mais tarde, em 1744, Bach escreveu compilou um segundo livro com mais 24 de prelúdios e fugas (seguindo o mesmo esquema de composição tonal do primeiro). Desta vez, chamou-os de “Vinte e quatro Prelúdios e Fugas”. Atualmente, os dois volumes são conhecidos e citados como Livro I e Livro II do “O Cravo Bem Temperado”.

O primeiro livro foi compilado durante o período de Bach em Köthen; o segundo livro veio 22 anos depois, quando já em Leipzig. Ambos foram amplamente divulgados na forma manuscrita, mas cópias impressas não foram feitas senão em 1801. O estilo barroco de Bach caiu em desuso por parte do grande público e passou de moda por volta da data da sua morte (1750), dando lugar à música do início do período clássico (que não possuía nem a complexidade contrapontística, nem a variedade de tonalidades e harmonias aplicadas por Bach). Contudo, entre os compositores e músicos, nunca deixou de servir como uma obra paradigmática e de estudo obrigatório. No auge do estilo Clássico (cerca de 1770) O Cravo Bem Temperado foi estudado detalhadamente por compositores como Haydn e Mozart, influenciando, assim, as suas formas de composição, e, consequentemente, toda a história da música. Segundo Howard Goodall, “a publicação de O Cravo bem Temperado de Bach, em 1722, é um dos marcos da história da música europeia. Mesmo durante a vida de Bach, a sua influência foi rápida e dramática, mais tarde, tanto Mozart como Beethoven pagaram tributo ao brilhantismo e à importância da coleção”.

O PQP Bach tem outras gravações do Cravo Bem Temperado: a melhor de todas, uma excelente, uma gravada por deus, mas que tem apenas o Livro I e uma consistente. Há outras, claro. Já postamos Gould, etc. Mas as citadas acima são as que têm links ativos atualmente. Sirvam-se.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro II

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 870 00:04:10
2. No. 2 in C Minor, BWV 871 00:04:13
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 872 00:03:46
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 873 00:06:25
5. No. 5 in D Major, BWV 874 00:07:52
6. No. 6 in D Minor, BWV 875 00:03:36
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 876 00:04:28
8. No. 8 in D – Sharp Minor, BWV 877 00:07:17
9. No. 9 in E Major, BWV 878 00:07:18
10. No. 10 in E Minor, BWV 879 00:07:23
11. No. 11 in F Major, BWV 880 00:04:43
12. No. 12 in F Minor, BWV 881 00:05:47

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 882 00:05:01
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 883 00:08:34
3. No. 15 in G Major, BWV 884 00:03:47
4. No. 16 in G Minor, BWV 885 00:05:52
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 886 00:05:34
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 887 00:08:31
7. No. 19 in A Major, BWV 888 00:02:48
8. No. 20 in A Minor, BWV 889 00:07:37
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 890 00:09:16
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 891 00:07:48
11. No. 23 in B Major, BWV 892 00:05:44
12. No. 24 in B Minor, BWV 893 00:04:27

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Jenő Jandó, piano

Bach2

PQP

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Robert Schumann (1810-1856) – Der Rose Pilgerfahrt – Stallmeister, Bourvé, Vermeulen, et. all.

871-RosePilgerfahrt-2erDigipack_v02.inddÉ de se lamentar que este oratório de Schumann tenha tão poucas gravações disponíveis. E esta inspirada leitura de Christoph Spering é com certeza uma das melhores já realizadas, apesar dos músicos envolvidos serem pouco conhecidos.
Eis a descrição da obra, de acordo com o texto do libreto. A falta de tempo me impede de traduzir para os senhores:

“In 1850 Robert Schumann was enthusiastically received by the Düsseldorf public as the successor to the municipal music director Ferdinand Hiller. It was expected that he would write and perform works of his own for choral and orchestral concerts, both in the sacred and secular areas.
These expectations accommodated Schumann’s commitment to both oratorio and church music during this phase of his life. Important oratorio and ecclesiastic  compositions such as Der Rose Pilgerfahrt, Op. 112 (1851), the Missa sacra, Op. 147 and the Requiem, Op. 148 (both 1852) were composed during these years. These works have today disappeared both from the areas of church music and music for the concert hall, although they were originally decidedly intended for these venues.
Der Rose Pilgerfahrt, Op. 112 With Das Paradies und die Peri (Paradise and the Peri, 1843) and Der Rose Pilgerfahrt (1851), Schumann created two secular, fairytale-like oratorios which attained special significance in the context of his vocal-symphonic oeuvre. The composer himself put together the story line to Der Rose Pilgerfahrt from the following draft version: The elf “Rosa” requests from the elf queen to be sent to an earthly life. Insistent warnings cannot prevent her from gaining painful experiences in the world of human beings. As a miller’s daughter, however, she experiences the joys of human existence, culminating in love, marriage and motherhood.
Following her death in the childbed, she enters heaven as an angel. After receiving this extensive poem, Schumann must have been utterly fascinated with it when he started the composition. The examining magistrate from Chemnitz, Heinrich Moritz Horn, sent him his poem on 27 March 1851, probably in hopes of a composition. Schumann
replies to Horn only a month later (21 April 1851), however, with gratitude and questions concerning changes in the text for compositional reasons – by this time, most of the composition had probably long been completed. “The poem is certainly suitable for music, and a good number of melodies have already been going through my mind, but it would have to be much shortened and a great deal made much more dramatic. But this only has to do with the musical composition; far be it from me to take issue with it as a poem.” The poet complies with all of Schumann’s wishes regarding additions and new poetry, and presents the composer with many alterations up to the completely transformed end of the poem. To this, Schumann suggests: “How would it be if we had a choir of angels raised up after Rosa’s death: Rosa would not be transformed into a rose, but into an angel […]. The intensification: rose, girl, angel, seems to me poetic and, moreover, to hint at that teaching of higher transformations of beings to which we all, indeed, wish to adhere” (letter of Schumann to Horn of 9 June 1851).
The original version was never thought for being performed in a concert hall but as a kind of chamber oratorio with piano accompaniment within the family circle. Completed on 11 May 1851, Der Rose Pilgerfahrt was given its first performance on 6 July 1851 by a Singkränzchen” (singing party) in the Schumanns’ Düsseldorf flat, at which “next to Frau Schumann, who played the piano accompaniment with a wonderful poetic feeling, […] Schumann [sat] in blissful dreams and conducted” (from a tenor’s report).
Schumann did not have much enthusiasm for orchestrating the work, even though he completed this task within two weeks at the intensive urging of friends (7–27 November 1851; world premiere of the orchestral version on 5 February 1852 in Düsseldorf). The Schumann biographer Wilhelm von Wasielewski especially sees the value of the orchestration in the fact that it could “significantly increase the appeal of coloration […]“. The interpretation with historical instruments lends multiple support to this quality, above all in the possibility of instrumental timbres. Thus a “mood painting”, made up of colours indicating various frames of mind, was created out of this chamber
oratorio, following an extremely sensitive quality of composing in its sequence of genre scenes (funeral song, elves’ and hunters’ chorus, prayer, wedding dance, choir of angels). The simplicity of the text is interpreted by highly skilful orchestral writing, revealing the most modern techniques in the areas of declamation, rhythm and metre, harmony and the orchestra itself.”

O CD ainda traz um Requiem, op 48, para mim totalmente desconhecido até o momento em que adquiri este CD.

CD 1

1 -24 – Der Rose Pilgerfahrt

CD 2
01 – Requiem, Op. 148 – Requiem
02 – Requiem, Op. 148 – Te decet hymnus
03 – Requiem, Op. 148 – Dies irae
04 – Requiem, Op. 148 – Liber scriptus
05 – Requiem, Op. 148 – Qui Mariam
06 – Requiem, Op. 148 – Domine Jesu
07 – Requiem, Op. 148 – Hostias
08 – Requiem, Op. 148 – Sanctus

Britta Stallmeister, Sopran (Rosa)
Antonia Bourvé, Sopran
Olivia Vermeulen, Mezzosopran (Elfenfürstin, Marthe, Müllerin)
Daniel Behle, Tenor [Erzähler] (Max)
Tobias Berndt, Bariton (Totengräber, Müller)
Chorus Musicus Köln · Das Neue Orchester
Christoph Spering, Dirigent

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Nada como caminhar para o trabalho tendo O Cravo Bem Temperado nos fones de ouvidos. O mundo fica mais equilibrado, adquire novo ritmo, as bundas das mulheres ficam com formatos interessantes, os seios balouçantes nos chegam em novos ritmos e fica fácil imaginá-los em câmera lenta, vindo em ondas. O sol brilha mais, o trânsito passa a ser mais um jogo e nossa alma se enche de tranquilidade e beleza. Nada de nervosismo, estresse ou ansiedade, mesmo que se saiba das necessidades do dia. A gravação do húngaro Jenő Jandó é realmente muito clara e boa. Como aquela loira de calça jeans e blusa gloriosamente justa. Adorei.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado, Livro I

Disc 1
1. No. 1 in C Major, BWV 846 00:04:22
2. No. 2 in C Minor, BWV 847 00:02:57
3. No. 3 in C – Sharp Major, BWV 848 00:03:31
4. No. 4 in C – Sharp Minor, BWV 849 00:07:29
5. No. 5 in D Major, BWV 850 00:02:59
6. No. 6 in D Minor, BWV 851 00:03:14
7. No. 7 in E – Flat Major, BWV 852 00:06:26
8. No. 8 in E – Flat Minor / D – Sharp Minor, BWV 853 00:08:25
9. No. 9 in E Major, BWV 854 00:02:35
10. No. 10 in E Minor, BWV 855 00:03:42
11. No. 11 in F Major, BWV 856 00:02:12
12. No. 12 in F Minor, BWV 857 00:07:07

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Disc 2
1. No. 13 in F – Sharp Major, BWV 858 00:03:49
2. No. 14 in F – Sharp Minor, BWV 859 00:03:31
3. No. 15 in G Major, BWV 860 00:03:38
4. No. 16 in G Minor, BWV 861 00:03:26
5. No. 17 in A – Flat Major, BWV 862 00:03:47
6. No. 18 in G – Sharp Minor, BWV 863 00:04:25
7. No. 19 in A Major, BWV 864 00:03:31
8. No. 20 in A Minor, BWV 865 00:06:10
9. No. 21 in B – Flat Major, BWV 866 00:03:14
10. No. 22 in B – Flat Minor, BWV 857 00:05:13
11. No. 23 in B Major, BWV 868 00:03:14
12. No. 24 in B Minor, BWV 869 00:11:36

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Jenő Jandó, piano

Bach01

PQP

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Richard Wagner (1813-1883) – Tristan Und Isolde – An Orchestral Passion – Royal Scottish National Orchestra, Neeme Järvi

FrontJá que não postamos muitas óperas por aqui, resolvi trazer uma bela introdução para os que não conhecem a magnífica ópera de Richard Wagner, “Tristan Und Isolde”. Mas trata-se de um arranjo orquestral de um cara chamado Henk de Vlieger, que realizou a façanha de reduzir as quatro horas de duração da ópera para cinquenta e cinco minutos. Não temos então a parte cantada, apenas a orquestral. Para alguns, isso é um alívio, mas para os fãs de Wagner, isso soa blasfemo. Mas não quero entrar no mérito desta questão.
Lembro de ter sentido lágrimas nos olhos na primeira vez que ouvi a magnífica, maravilhosa, estupenda abertura, uma das mais belas páginas da história da música. Deveria ter no máximo uns quinze anos de idade. E também creio que muitos também terão essa sensação.
Espero que apreciem. Assim que possível, trago a ópera na íntegra.

1 Wagner – Das Liebesverbot, opera (or Die Novize von Palermo), WWV 38 – Overture
2 Wagner – Die Feen, opera, WWV 32 – Overture
3 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 1. Einleitung
4 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 2. Isoldes Liebesverlangen
5 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 3. Nachtgesang
6 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 4. Vorspiel und Reigen
7 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 5. Tristans Vision
8 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 6. Das Wiedersehen
9 de Vlieger – Tristan und Isolde, an orchestral passion (after Wagner) – 7. Isoldes Liebestod

Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi – Conductor

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Alma Latina: México Barroco / Puebla, vol.1/8 – Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664) [link atualizado 2017]

MUITO BOM !!!

Repostagem com novo e atualizado link.

Regozijai, ó, valorosos internautas deste imenso repositório da beleza e do som! Que a vossos ávidos ouvidos seja dada a dádiva de conhecer mais e mais pérolas da música!

Digo-vos isto porque anuncio a primeira das oito postagens da coleção completa México Barroco – Puebla, que ficará disponível aqui no PQPBach para deleite auditivo vosso!

Esta proclamação, em toda sua pompa e júbilo, se dá porque este é o único sítio em toda a blogosfera que logrou disponibilizar todos os volumes da coleção, esta que apresenta-se na imagem abaixo e que inicia-se gloriosamente no dia de hoje, com postagens todas as terças e sextas:

Pompas à parte, o motivo desse estardalhaço todo é que o grupeto de CDs do México Barroco de Puebla é realmente difícil – melhor dizer impossível – de ser encontrado em sua totalidade para download por aí. Nem os blogues espanhóis ou mexicanos que frequentamos possuem todos os 8 CDs, nem mesmo o Amazon possui o volume VI para venda.

Reuni-los só foi possível porque conseguimos um arquivo FLAC aqui, um MP3 ali, um internauta nos mandou 3 volumes e outros dois nós mesmos compramos para completar. Fisicamente nem mesmo eu (Bisnaga) tenho a completude da série.

Mas do que se trata essa série?
Trata-se da música sacra produzida na Catedral de Puebla nos século XVII e XVIII. Puebla sempre, desde seus primeiros tempos, é um centro urbano importante e pujante do México, local que logo conheceu a riqueza, graças à grande quantidade de mão-de-obra indígena (sim, terrivelmente escravizada) e de largas jazidas de metais preciosos, que propiciaram o estabelecimento de uma sociedade complexa e bem estruturada que, por isso, pode financiar uma vida cultural intensa,que pouco ou nada devia a centros europeus.


É boa?
Sim, é boa por demais da conta! É resultado de um trabalho muito acurado do regente Benjamín Juárez Echenique, com instrumentos de época e ótima escolha de repertório.

Hoje, o compositor que veremos é Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664), espanhol nascido em Málaga. Lá foi cantor da catedral quando menino, passando a organista e depois mestre de capela. Logo transferiu-separa Cádiz, onde também foi mestre de capela, sendo muito apreciado no local. Pouco tempo depois de emigrar para a Nova Espanha (México), sua reputação o levou a ser contratado em 1622 como mestre de capela auxiliar da Catedral de Puebla, por indicação do próprio mestre de então, Gaspar Fernández. Com a morte deste, em 1629, Padilla assumiu o cargo principal e o ocupou até o ano de sua morte, em 1664, deixando grade produção.
A despeito das missas, credos e outras obras estritamente religiosas, chegaram até nós muitos villancicos de Padilla, obras de caráter mais popular, por ele carregadas de sentimento religioso, que é o que se apresenta nessas Maitines de Navidad.

Muito bonito!
Ouça! Ouça ! Deleite-se !

Ouça o delicado Christus Natus Est deste álbum (faixa 10):

México Barroco – Puebla 1
Maitines de Navidad, 1653, Juan Gutierrez de Padilla

Juan Gutiérrez de Padilla (c.1590 – 1664)
01. Villancico 1 – Alto Zagales
02. Villancico 2 – Jacara A la Jacara Jacarilla
03. Villancico 3 – No hay zagal como gilillo
04. Villancico 4 – Pues el cielo se viene a la choza
05. Villancico 5 – Romance. Oid, zagales atentos
06. Villancico 6 – Galego Si al nacer o mi nino
07. Villancico 7 – Romance, Calenda De carambanos el dia
08. Villancico 8 – Negriia, Ah, siolo Flasiquillo
09. Villancico 9 – De los Reyes. Albricias, Pastores
10. Himno – Christus natus est nobis

Marisa Canales, soprano
Martha Molinar, soprano
Ana Paula Abitia, mezzo-soprano
Gabriela Thierry, mezzo-soprano
Alfredo Mendoza, tenor
Flavio Becerra, tenor
Vladimir Gomez, tenor
Angelicum de Puebla
Schola Cantorum de México
Benjamín Juárez Echenique, regente
México, 1997

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (FLAC) – (337Mb)
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (MP3) – (218Mb)

Perdeu os outros volumes da coleção? Não tem problema, estão aqui, ó:
Volume 1
Volume 2
Volume 3
Volume 4
Volume 5
Volume 6
Volume 7
Volume 8

É, pessoal… Estamos indo para 10 anos!

Bisnaga

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Notas de Francisco Marshall e Milton Ribeiro sobre o dia de hoje, data em que JS Bach completa 331 anos

A de Francisco Marshall:

Aniversário do papai Bach (21/03/1685), grande farol da humanidade, encanto e desafio, fonte inexaurível, pai e professor grandioso, pesquisador e trabalhador infatigável, forma máxima da inteligência musical, amigo do telúrico e do inefável, entre nosso corpo e as estrelas.

De todos os retratos que conheço, prefiro estes de Johannes Heisig (2004/5), que estão na Bach Haus, em Eisenach. Eles revelam um pouco melhor o Bach dionisíaco, antídoto para as imagens tradicionais, demasiado austeras. Bach era muito divertido, e notável cervejeiro. Sua música contém também muito humor e espírito lúdico.

Bach Retrato Marshall 1

Bach Retrato Marshall 2

E a nota de Milton Ribeiro pode ser acessada aqui.

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício / Música Aquática

Vou pegando os discos totalmente sem ordem ou programação. Então, é pura coincidência esse monte de Músicas Aquáticas nas quais estou afogando vocês. E esta é mais uma bela gravação de uma das principais obras de GFH. Com instrumentos modernos e linda concepção, a Orpheus marca seu território com competência e categoria. A Orpheus Chamber Orchestra é um tremendo conjunto baseado na cidade de Nova Iorque. Fundada em 1972, é das melhores coisas que há em termos de orquestra de câmara. Se eles passarem perto de você, trate de ouvi-los. O grupo é bastante conhecido por se apresentar sem regente e por suas interpretações de compositores do século XIX. Todo mundo fica de olho na ponta do arco do spalla Guillermo Figueroa, que teve passagem rápida pelo Emerson String Quartet nos anos 70. Tudo coisa fina.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Música para Fogos de Artifício / Música Aquática

Feuerwerkmusik HWV 351
1 Ouverture (Adagio) – Allegro – Lentement – Allegro Da Capo 7:22
2 Bourrée 1:15
3 La Paix. Largo Alla Siciliana 2:55
4 La Réjouissance. Allegro 3:06
5 Menuet I 1:34
6 Menuet II 2:22

Wassermusik Suite In F-dur HWV 348
7 Ouverture 3:12
8 Adagio E Staccato 1:49
9 Allegro 2:23
10 Andante 2:11
11 Da Capo 2:25
12 Presto 3:22
13 Air. Presto 3:26
14 Minuet 2:33
15 Bourrée. Presto 1:38
16 Hornpipe 2:17
17 (Without Indication) 2:53

Suite In G-dur HWV 350
18 (Without Indication) 2:50
19 Rigaudon. – (Without Indication) – Presto Da Capo 2:28
20 Menuet – (Without Indication) – Da Capo 3:34
21 (Without Indication) – (Without Indication) – Da Capo 1:22

Suite In D-dur HWV 349
22 Allegro 1:52
23 Alla Hornpipe 2:42
24 Minuet 1:01
25 Lentement 1:37
26 Bourrée 1:10

Orpheus Chamber Orchestra
Guillermo Figueroa

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Eu não tinha mandado pintar a porra daquela parede?

Orpheus, não tinha nenhum regente para mandar pintar a porra daquela parede?

PQP

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Hector Berlioz – The Berlioz Experience – Symphonic, Choral, Vocal Work – CD 1 de 10 – Vários Intérpretes

51Mn1jSCZPL._SS280Já há muitos anos ensaio a postagem desta coleção da Deutsche Grammophon, mas algo sempre me impedia, ou impede.
Reconheço que Berlioz é um compositor negligenciado cá pelas bandas do PQPBach. Talvez pelo fato de conhecermos apenas algumas de suas obras, principalmente sua “Sinfonia Fantástica”, ou a obra para viola e orquestra “Harolde en Italie”.
A escolha dos intérpretes deixa um pouco a desejar, ainda mais vindo da parte do selo do nível da Deutsche Grammophon.
Mas deixo os senhores formularem seus comentários. A coleção tem nove CDs, e trarei todos na medida do possível.
Neste primeiro CD temos a Sinfonia Fantástica,  e algumas outras peças menos conhecidas.

01 – Symphonie fantastique op.14_ 1. Rêveries – Passions
02 – Symphonie fantastique op.14_ 2. Un bal – Allegro non troppo
03 – Symphonie fantastique op.14_ 3. Scène aux champs – Adagio
04 – Symphonie fantastique op.14_ 4. Marche au supplice – Allegro non troppo
05 – Symphonie fantastique op.14_ 5. Songe d’une nuit de Sabbat – Larghetto-Allegro
06 – ‘Benvenuto Cellini ‘ op.23_ Overture
07 – ‘Le Corsaire’ op.21_ Overture

Orchestre de L´Opéra Bastille
Myung-Whun Chung

08 – ‘Les Troyens’, Act IV_ Chasse royale et orage

RIAS Kammerchor – Rundfunkchor Berlin
Berliner Philharmoniker
James Levine – Conductor

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W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nros. 26 e 23

Meu pai amava os Concerto para Piano de Mozart. Era difícil passar uma semana sem uma longa sessão deles em nossa casa. Então, conheço todos os movimentos de todos, mas confundo a ordem deles e  fico meio maluco tentando reconhecer cada um deles. Ele certamente adoraria este CD onde Gulda e Harnoncourt dão um banho de competência.

Herbert von Karajan fez de tudo para prejudicar a carreira de Harnoncourt. E o motivo foi Mozart. Harnoncourt foi violoncelista da orquestra de Viena entre 1952 e 1969 e frequentemente dirigido por Karajan. Quando saíram as primeiras gravações de Harnoncourt dirigindo Bach, HvK ficou puto em razão das boas críticas recebidas, coisa anormal para ele, que era apenas um sucesso de público. HvK falava mal de NH e o perseguia. E Mozart foi decisivo. O primeiro concerto de NH na Áustria como chefe de orquestra aconteceu graças à Semana Mozart organizada pela Fundação Mozarteum de Salzburgo. Ele liderou o Concertgebouw de Amsterdam em 1980. Aquilo foi demais para Karajan. No dia 11 de março deste ano, a direção do Festival de Salzburgo fez uma revelação surpreendente. Disse que a vergonhosa ausência de NH de seu Festival dera-se por uma exigência de Herbert von Karajan. Ele não queria ver Harnoncourt por lá. E o mau caráter venceu a briga, fato que envergonha até hoje a entidade. Hoje, Karajan está esquecido e Harnoncourt é considerado um dos três mais importantes chefes de orquestra modernos, ao lado de Furtwangler e Mahler.

W. A. Mozart (1756-1791): Concertos para Piano Nros. 26 e 23

Konzert Für Klavier Und Orchester Nr.26 D-Dur KV 537 Krönungskonzert
1 Allegro 15:14
2 (Larghetto) 6:28
3 (Allegretto) 11:16

Konzert Für Klavier Und Orchester Nr.23 A-Dur KV 488
4 Allegro 11:38
5 Adagio 6:24
6 Allegro Assai 7:56

Friedrich Gulda, piano
Concertgebouw Orchestra
Nikolaus Harnoncourt

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O bom, o mau e o festival

O bom, o mau e o festival

PQP

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Edward Elgar (1857-1934) – Violin Concerto, Ralph Vaughan Williams (1872-1958): The Lark Ascending

LINK REVALIDADO! ORIGINALMENTE POSTADO EM 19 DE OUTUBRO DE 2009.

51CwisSTxYL._SX425_Belo cd da gatinha Hilary Hahn, que, por sinal, esteve se apresentando aqui no Brasil há alguns meses atrás.
O Concerto para Violino de Elgar é muito bonito, apesar de pouco gravado, e Hahn, apesar da precocidade, nos emociona com sua interpretação. Este foi o seu primeiro cd pelo selo alemão Deutsche Grammophon, e ela aqui está muito bem acompanhada pelo incansável Colin Davis, que rege a Sinfônica de Londres.
Não sou muito fã dos compositores ingleses, mas não há como não se render ao “The Lark Ascending” de Vaughan Williams. Já ouvi diversas outras interpretações para essa obra, entre as quais poderia destacar a do maluquinho Nigel Kennedy, e pode-se ver que Hahn fez, e ainda faz as lições de casa direitinho.
Os comentaristas da amazon deram 4 estrelas e meia para este cd. Concordo. O conjunto da obra é altamente recomendável e delicado. Ótimo para se ouvir num dia de chuva, claro que sempre acompanhado por um bom vinho.

Edward Elgar – Violin Concerto in B minor, Op. 61

1 – Allegro
2 – Andante
3 – Allegro molto
Ralph Vaugham Williams
4 – The Lark Ascending, romance for violin & orchestra

Hilary Hahn – Violin

London Symphony Orchestra

Sir Colins Davis – Conductor

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FDP Bach

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