Alberto Ginastera (1916-1983): Panambí e Estancia (Balés Completos)

O Ortlieb nos enviou dois CDs da música do argentino Alberto Ginastera. Dois CDs excelentes. Como estou realmente ocupadíssimo hoje, recorro à Coleção Folha de Música Clássica com a informação biográfica deste grande compositor nacionalista. Notem como a Folha admite que Buenos Aires é nossa capital cultural… Estou trabalhando e ouvindo o CD. É muito bom e… às vezes parece Stravinski, mas não é cópia. Ginastera tem voz própria e distinta do russo. É grande compositor, sem dúvida.

Aclamado como o compositor argentino mais influente da história contemporânea, Alberto Evaristo Ginastera desenvolveu uma obra clássica que, surpreendentemente, inspirou várias bandas de rock progressivo na segunda metade do século 20. Estimulantes, líricas e vibrantes, suas composições nacionalistas retratavam o folclore argentino com temáticas fantásticas.

De origem humilde, filho de um catalão e uma imigrante italiana que trabalhavam na agricultura, Alberto Evaristo Ginastera nascera em 11 de abril de 1916, na capital cultural da América do Sul, Buenos Aires. Começou a estudar piano aos sete anos de idade. Com 19, recebeu o seu primeiro prêmio, na Associação El Unisono. Em seguida, formou-se no Conservatório Nacional de Buenos Aires, onde, em 1940, realizou a inédita apresentação de sua famosa obra para balé, O Panambí, além das Danças argentinas (para piano), que lhe projetaram nacionalmente.

O sucesso da estréia também lhe rendeu uma vaga como professor titular no Conservatório Nacional da Argentina. Posteriormente, frequentou as aulas de Aaron Copland em Tanglewood, na Fundação Guggenheim, em Nova York, onde entrou em contato com músicos como o maestro brasileiro Heitor Villa-Lobos.

De volta a Buenos Aires, tomado pela “onda musical nacionalista”, ele e outros compositores argentinos fundaram a Associação Nacional dos Compositores Argentinos, o Conservatório La Plata de Buenos Aires e o Centro Latino Americano para Estudos Musicais Avançados no Instituto Di Tella, do qual se tornou diretor em 1963.

Ginastera foi um compositor completo. Além de desenvolver modernas técnicas de composição, valendo-se do estilo microtonal, construiu um currículo acadêmico respeitadíssimo.

Acumulou cargos em várias instituições, tais como membro do Conselho Internacional de Musica (Unesco), reitor na Universidade Católica Argentina, além de ter sido professor emérito na Universidade de Música no Chile e na Academia Brasileira de Musica. Sua obra – que inclui óperas, balé, música para teatro, concertos para piano e música de câmara, entre vários outros gêneros — foi utilizada até em trilhas sonoras de filmes.

Mas ao contrário de sua agitada carreira, o argentino levou uma vida pessoal com discrição. Depois de passar longos anos entre a Argentina e viagens ao exterior, resolveu mudar-se em 1970 para Genebra, na Suíça, onde conheceu e casou-se com a violoncelista Aurora Natola.

Longe das turbulências políticas e econômicas da Argentina, o compositor passou a utilizar cada vez menos a temática folclórica e dedicar-se mais à criação de obras neo-expressionistas, que foram fontes de inspiração de bandas como o Yes, Gênesis, Emerson Lake and Palmer e Pink Floyd.

Alberto Ginastera morreu no dia 25 de junho de 1983, curiosamente no mesmo ano em que a Argentina voltava à democracia com a convocação de eleições gerais.

Alberto Ginastera – Panambí; Estancia

1. Panambi, Op. 1: Claro de luna el Parana (Moonlight on the Parana) 4:42
2. Panambi, Op. 1: Fiesta indigena (Native festival) 0:26
3. Panambi, Op. 1: Ronda de la doncellas (Girls’ round dance) 1:23
4. Panambi, Op. 1: Danza de los guerreros (Warriors’ dance) 1:58
5. Panambi, Op. 1: Escena (Scene) 2:42
6. Panambi, Op. 1: Pantomima del amor eterno (Pantomime of eternal love) 3:53
7. Panambi, Op. 1: Canto de Guirahu (Guirahu’s Song) 3:21
8. Panambi, Op. 1: El Hechicero se dirige hacia Guirahu (The sorcerer approaches Guirahu) – Aparecen las deidades del agua (The water sprites appear) ? 0:29
9. Panambi, Op. 1: Juego de las deidades del agua (The water sprites play) 2:09
10. Panambi, Op. 1: Reaparece el Hechicero (The sorcerer reappears) – Los gritos del Hechicero (The Sorcerer’s cries) 0:36
11. Panambi, Op. 1: Inquietud de la tribu (The tribe is uneasy) – Suplica de Panambi (Panambi’s prayer) 4:15
12. Panambi, Op. 1: Invocacion a los espiritus poderosos (Invocation to the spirits of power) 1:19
13. Panambi, Op. 1: Danza del Hechicero (Dance of the Sorcerer) 2:10
14. Panambi, Op. 1: El Hechicero habla (The Sorcerer speaks) 0:34
15. Panambi, Op. 1: Lamento de las doncellas (The girls’ lament) 3:12
16. Panambi, Op. 1: Aparicion de Tupa (Tupa appears) – Los guerreros amenazan al Hechicero (The warriors threaten the Sorcerer) 0:51
17. Panambi, Op. 1: El Amanecer (Dawn) 5:09

18. Estancia, Op. 8: Scene 1: El Amanecer – Introduccion y Escena (Dawn – Introduction and Scena) 2:33
19. Estancia, Op. 8: Pequena Danza (Little dance) 2:07
20. Estancia, Op. 8: Scene 2: La Manana – Danza del trigo (Morning – Wheat Dance) 3:21
21. Estancia, Op. 8: Los trabajadores agricolas (The farm labourers) 2:55
22. Estancia, Op. 8: Los peones de hacienda – Entrada de los caballitos (The cattlemen – Entry of the foals) 2:04
23. Estancia, Op. 8: Los puebleros (The townsfolk) 2:19
24. Estancia, Op. 8: Scene 3: La tarde – Triste pampeano (Afternoon – ‘Triste’ from the Pampas) 3:22
25. Estancia, Op. 8: La doma (Rodeo) 2:04
26. Estancia, Op. 8: Idilio crepuscular (Twilight idyll) 2:51
27. Estancia, Op. 8: Scene 4: La Noche – Nocturno (Night – Nocturne) 4:19
28. Estancia, Op. 8: Scene 5: El Amanecer – Escena (Dawn – Scena) 1:41
29. Estancia, Op. 8: Danza final (Final Dance) (Malambo) 3:32

Luis Gaeta, Narrador, Baixo-barítono
London Symphony Orchestra
Gisèle Ben-Dor

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Alberto Ginastera e o gato que pegou emprestado da parede de Poe

Alberto Ginastera e o gato que pegou emprestado da parede de Poe

PQP

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Béla Bartók (1881-1945): Os Três Concertos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Bem simples. Em quase 59 anos de vida e ouvindo música há pelo menos 45, digo-lhes que este é um dos melhores CDs que conheço. Não era para menos. Aqui temos o gênio do húngaro Bela Bartók + o extraordinário pianista, também húngaro, Géza Anda + aquele que talvez seja o melhor regente de todos os tempos: o igualmente húngaro Ferenc Fricsay. Imaginem que Fricsay, que infelizmente faleceu precocemente aos 49 anos, foi aluno de Bartók. Não dá para descrever o resultado. São pessoas que conhecem e compreendem profundamente um dos maiores compositores do século XX. Aqui nada é normal ou rotineiro. É para se ouvir de joelhos. Aproveitem este verdadeiro tesouro.

Béla Bartók — Concertos para Piano Nº 1, 2 e 3

1. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 1. Allegro moderato – Allegro 9:16
2. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 2. Andante 8:35
3. Piano Concerto No.1, BB 91, Sz. 83 – 3. Allegro molto 7:12

4. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 1. Allegro 9:59
5. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 2. Adagio – Più adagio – Presto 12:18
6. Piano Concerto No.2, BB 101, Sz. 95 – 3. Allegro molto 6:12

7. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 1. Allegretto 7:23
8. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 2. Adagio religioso 10:16
9. Piano Concerto No.3, BB 127, Sz. 119 – 3. Allegro vivace 6:46

Géza Anda, piano
Radio Symphonie Orchester Berlin — Rias SO de Berlim
Ferenc Fricsay

Gravado em outubro de 1960 (1º concerto) e setembro de 1959 (2º e 3º)

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Bartók: não basta gerar o rebento há que amá-lo e brincar com ele

Bartók: não basta gerar o rebento, há que amá-lo e, se o pedido for razoável, fazer o que ele pede

PQP

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos. 9 “Kreutzer”, 4 & 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente gravação de uma Naxos cada vez mais bonita e mainstream. Gatto e Libeer realizam um belo trabalho sobre conhecidas obras de câmara de Beethoven. A linda Sonata para violino e piano nº 9, em lá maior, Op. 47, de Ludwig van Beethoven (1770-1827) foi inicialmente dedicada a George Augustus Polgreen Bridgetower, um violinista mulato da Polônia e depois, como relata a tradição, por uma fútil questiúncula amorosa, acabou por ser repassada a Rodolphe Kreutzer (1766-1831), um violinista francês que tinha visitado Viena em 1798 e que Beethoven descreveu como um “querido e afável companheiro que durante sua permanência me proporcionou muito prazer”. Kreutzer teve boa sorte póstuma. Em primeiro lugar porque colocou seu nome na melhor das Sonatas para Violino e Piano e, em segundo lugar, porque. em 1889, Tolstói escreveu uma novela chamada Sonata Kreutzer a qual grudou definitivamente o nome do violinista na Sonata Nº 9.  O tema da novela é a morte, as relações de casal e é uma reafirmação dos valores do espírito. Nem deus sabe qual foi a intenção de Tolstói ao dar este título à novela. Mas vala a pena ouvir este CD.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas Nos. 9 “Kreutzer”, 4 & 2

Violin Sonata No. 9 in A Major, Op. 47 “Kreutzer”
1 I. Adagio sostenuto – Presto 13:37
2 II. Andante con variazioni 14:20
3 III. Finale. Presto 8:40

Violin Sonata No. 4 in A Minor, Op. 23
4 I. Presto 7:04
5 II. Andante scherzoso, più allegretto 7:37
6 III. Allegro molto 5:11

Violin Sonata No. 2 in A Major, Op. 12 No. 2
7 I. Allegro vivace 6:01
8 II. Andante, più tosto Allegretto 5:20
9 III. Allegro piacevole 5:10

Lorenzo Gatto, violin
Julien Libeer, piano

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Lorenzo: um violinista que é gato

Lorenzo: um violinista que é gato

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Robert Schumann – Piano Quintet in E-flat major, Op.44, Piano Quartet in E-flat major, Op.47,

71MMtb3vkUL._SL1087_Mais uma vez vos trago uma gravação histórica do Beaux Arts Trio. Começa com o magnífico Quinteto op. 44, que considero uma das mais belas obras escritas para esta formação, e logo em seguida encaram outra obra prima, o Quarteto op. 47. Em seguida, os três encaram os três trios que Schumann escreveu. Lhes garanto que vale cada minuto dedicado à audição destes CDs.
Já comentei anteriormente que provavelmente o Op. 44 foi a primeira obra de câmara que ouvi em minha vida, há pelo menos uns quarenta anos, em uma rádio que só tocava música clássica. Claro que não vou me lembrar de quem eram os intérpretes, mas a música ficou gravada em minha cabeça, principalmente a marcha do segundo movimento. Um primor de concisão e explosão emocional, em um dos momentos mais criativos da vida de Schumann. Podem-se ouvir ecos de Brahms se refletindo neste movimento, ou vice versa.

01. PIANO QUINTET in E-flat major, Op.44 I. Allegro brillante
02. II.  In modo d’una marcia. Un poco largamente
03. III. Scherzo. Molto vivace
04. IV. Allegro, ma non troppo
05. PIANO QUARTET in E-flat major, Op.47 I. Sostenuto assai–Allegro ma non troppo
06. II.  Scherzo. Molto vivace
07. III. Andante cantabile
08. IV.  Finale. Vivace
09. PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 I. Mit Energie und Leidenschaft
10. II.  Lebhaft, doch nicht zu rasch

Beaux Arts Trio
Dolf Betelheim, Samuel Rhodes

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CD 2

01. (cont.) PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 III. Langsam, mit inniger Empfindung
02. IV.  Mit Feuer
03. PIANO TRIO No.2 in F major, Op.80 I. Sehr lebhaft
04. II.  Mit innigem Ausdruck
05. III. In M..iger Bewegung
06. IV.  Nicht zu rasch
07. PIANO TRIO No.3 in G minor, Op.110 I. Bewegt, doch nicht zu rasch
08. II.  Ziemlich langsam
09. III. Rasch
10. IV.  Kr.ftig, mit Humor

Beaux Arts Trio

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J.S. Bach (1685-1750): 6 Sonatas para Violino e Piano BWV 1014-19

Um excelente álbum duplo. Surpreende um pouco a opção de Jarrett pelo piano já que ele fez diversas gravações de Bach ao cravo. Mas ficou bonito. Michelle Makarski é uma excelente violinista, profunda conhecedora de Bach e o senso rítmico das Sonatas é mantido com brilhantismo. Penso que o conjunto esteja um degrau abaixo do registro da dupla inglesa Rachel Podger e Trevor Pinnock e do pessoal do Musica Antiqua Köln. Talvez minha escolha seja ditada por minha absoluta preferência pelo cravo nestas peças, mas talvez haja mais coisas. Ouvi apenas uma vez os CDs. Então, achei uma gravação digna, mas não uma first choice.

J.S. Bach (1685-1750): 6 Sonatas para Violino e Piano

Sonata No. 1 In b Minor BWV 1014
1-1 I Adagio 4:11
1-2 Il Allegro 2:57
1-3 Ill Andante 3:08
1-4 IV Allegro 3:18

Sonata No. 2 In A Major BWV 1015
1-5 I Dolce 3:01
1-6 Il Allegro 3:05
1-7 Ill Andante Un Poco 2:54
1-8 IV Presto 4:21

Sonata No. 3 In E Major BWV 1016
1-9 I Adagio 4:36
1-10 Il Allegro 2:53
1-11 Ill Adagio Ma Non Troppo 4:56
1-12 IV Allegro 3:40

Sonata No. 4 In c Minor BWV 1017
2-1 I Largo 4:42
2-2 Il Allegro 4:19
2-3 Ill Adagio 3:06
2-4 IV Allegro 4:41

Sonata No. 5 in f Minor BWV 1018
2-5 I (Largo) 8:06
2-6 Il Allegro 4:17
2-7 Ill Adagio 3:14
2-8 IV Vivace 2:40

Sonata No. 6 In G Major BWV 1019
2-9 I Allegro 3:32
2-10 Il Largo 1:45
2-11 Ill Allegro (Cembalo Solo) 4:43
2-12 IV Adagio 3:17
2-13 V Allegro 3:10

Violin – Michelle Makarski
Piano – Keith Jarrett

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Makarski parece meio apavorada com o que faz Jarrett, não?

Makarski parece meio apavorada com a calma de Jarrett, não?

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Béla Bartók (1881-1945) / Luciano Berio (1925-2003): 44 duos para dois Violinos / Duetos para dois Violinos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Andava eu meio borocoxô, quando esse CD duplo cruzou na minha frente justo hoje. Olha, é um magnífico trabalho, uma joia. Desde a qualidade de som até a interpretação, desde a inspiração folclórica até as composições, desde a origem até nossos ouvidos, o que incluiu pesadas doses de etnomusicologia bartokiana e do indiscutível talento de Berio, que não é só uma Sinfonia. Na boa, fiquei encantado e entusiasmado com este grande CD. Eu tinha essas músicas em vinil, mas os intérpretes não chegavam aos pés desses Crow & Berick aê.

Béla Bartók (1881-1945) / Luciano Berio (1925-2003):
44 duos para dois Violinos / Duetos para dois Violinos

Disc: 1
1. teasing song1. andante
2. maypole dance. andante
3. menuetto. moderato
4. midsummer night song. risoluto
5. slovakian song 1. molto moderato
6. hungarian song 1. moderatamente mosso
7. walachian song 1. allegro moderato
8. slovakian song 2. andante
9. play song. allegro non troppo
10. ruthenian song. andante
11. cradle song. lento
12. haymaking song. lento religioso
13. wedding song. adagio
14. pillow dance. allegretto
15. soldier’s song. maestoso
16. burlesque. allegretto – un poco piu tranquillo – tempo 1
17. hungarian march 1. tempo di marcia, allegramente – piu mosso
18. hungarian march 2. tempo di marcia
19. a fairy tale. molto tranquillo
20. a rhythm song. allegretto – meno mosso
21. new year’s song 1. adagio – molto tranquillo
22. mosquito dance. allegro molto
23. bride’s farewell. lento rubato
24. comic song. allegro scherzando – meno mosso
25. hungarian song 2. allegretto, leggiero – meno mosso
26. teasing song 2. scherzando
27. limping dance. allegro non troppo – piu mosso
28. sorrow. lento, poco rubato
29. new year’s song 2. tempo giusto
30. new year’s song 3. allegro -meno mosso – tempo 1
31. new year’s song 4. allegro non troppo
32. dancing song from maramaros. allegro giocoso
33. harvest song. lento – piu mosso, parlando – tempo 1 – tempo 2
34. counting song. allegramente
35. ruthenian kolomejka. allegro – meno mosso – tempo 1
36. 1. the bagpipe . allegro molto 2. variation of no. 36.allegro molto
37. prelude and canon. lento – un poco piu lento – molto tranquillo – risoluto, non troppo vivace – allegro molto
38. rumanian whirling dance. allegro
39. serbian dance. allegro molto
40. walachian dance. comodo – piu lento – tempo 1 – piu mosso
41. scherzo. vivace
42. arabian song. allegro
43. pizzicato. allegretto
44. transylvanian dance (ardeliana). allegro moderato – piu moderato

Disc: 2
1. béla (bartok)
2. shlomit (almog)
3. yossi (pecker)
4. rodion (schedrin)
5. maja (pliseckaja)
6. bruno (maderna)
7. camilla (adami)
8. peppomp (di giugno)
9. marcello (panni)
10. giorgio federico (ghedini)
11. valerio (adami)
12. daniela (rabinovitch)
13. jeanne (panni)
14. pierre (boulez)
15. tatjana (globokar)
16. rivi (pecker)
17. leonardo (pinzauti)
18. piero (farulli)
19. annie ( neuberger)
20. fiamma (nicolodi)
21. vinko (globokar)
22. franco (gulli)
23. aldo ( bennici)
24. carlo (chiarappa)
25. henri (pousseur)
26. alfredo (fiorenzani)
27. igor (stravinsky)
28. alfred (schlee)
29. massimo (mila)
30. mauricio (kagel)
31. maurice (fleuret)
32. lorin (maazel)
33. lele (d’amico)
34. edoardo (sanguineti)

Jonathan Crow e Yehonatan Berick, violinos

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Bartók era um um homem extraordinariamente elegante, mas aqui no PQP a gente sempre consegue avacalhar.

Bartók era um um homem extraordinariamente elegante, mas aqui no PQP a gente sempre consegue avacalhar.

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“Renaissance Brass” – Scheidt (1578-1654), Weelkes (1576-1623) etc.: canzone, madrigais etc. em quinteto de metais

RenaissanceBrass CAPA-FRENTEGosto demais deste disco! É verdade que o nome e a imagem da capa são enganosos: os instrumentos de metal que temos aqui não são renascentistas: são dois trompetes, uma trompa, um trombone e uma tuba, todos modernos, que constituem o quinteto da Eastman School of Music, de Rochester, estado de New York.

Mas ao dizer que a capa não corresponde ao conteúdo, não estou dizendo que o conteúdo seja de má qualidade: dentro de sua proposta, é impecável!

Transcrevendo das notas de Joel Israel Cohen na capa deste vinil de 1967:

   Para os puritanos meados do século XX, a ideia de transcrever música de um meio para outro é definitivamente suspeita: a memória de um passado recente em que orquestras de bandolins tocavam rondós de Mozart e pianolas martelavam a Nona de Beethoven ainda persiste e causa estremecimentos embaraçados. Queremos nossa música pura e precisa, com os legatos do segundo oboé exatamente como o compositor os escreveu.

   Outras épocas, no entanto, foram decididamente indiferentes a isso. Durante a Idade Média, Renascimento e Barroco inicial a troca (interchangeability) dos meios de execução era antes a regra do que exceção. Uma composição podia ser cantada, soprada, dedilhada ou friccionada, dependendo das forças que houvesse à mão; nem parece ter existido a ideia da coloração sonora real, verdadeira e autêntica para uma determinada peça. Os madrigais de Thomas Weelkes, por exemplo: embora tenham sido escritos como música vocal, podiam ser e provavelmente eram executados também por instrumentos, e embora o compositor não fosse familiarizado com o timbre dos instrumentos de metal modernos, é improvável que ele fizesse objeção à presente reencarnação de suas obras.

Enfim: o monge Ranulfus acha isso extraordinariamente bonito, e sente algo assim como um efeito tranquilizante, consolador, ao ouvir essas frases com esses timbres. E espera que entre nossos leitores também haja quem venha a gostar!

“Renaissance Brass”
German and English music of the late renaissance “for brass”

  • MÚSICA ALEMÃ: Samuel Scheidt (1587-1654)
    A01 Canzona Gallicam 04’45
    A02 Benedicamus Domino 5’12
    A03 Galliard Battaglia 01’32
    A04 Wendet euch um ihr Äderlein 02’00
    A05 Canzona Aethiopicam 04’36
    A06 Canzona Bergamasca 04’35
  • MÚSICA INGLESA: Thomas Weelkes (1576-1623)
    B01 In Pride of May 01’58
    B02 O Care, Thou Wilt Despatch Me 02’15
    B03 Sit Down and Sing 01’09
    B04 Death Hath Deprived Me 04’43
    B05 As Wanton Birds 01’24
  • MÚSICA INGLESA: diversos
    B06 William Simmes (1575-1625): Fantasie 02’08
    B07 Alphonso Ferrabosco Jr (1575-1628): Four Note Pavan 02’12
    B08 Anthony Holborne (1545-1602): Galliard 01’54
    B09 John O’Koever (?-?): Fantasie 02’28
    B10 Orlado Gibbons (1583-1625): In Nomine 03’34

EASTMAN BRASS QUINTET
Daniel Patrylak and Philip Collins, trompetes
Verne Reynolds, trompa
Donald Knaub, trombone
Cherry Beauregard, tuba

Gravado em Nova York em setembro de 1967
Digitalizado por Ranulfus em junho de 2016

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Ranulfus

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Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Este disco é bom demais, mas tem limitações, sabem? O Brahms é MESMO NOTÁVEL, o Bach é LINDO DE MORRER, o Ravel é EXTRAORDINÁRIO, mas depois o pequepiano de verdade deverá desligar o computador ou o CD Player porque a coisa fica suspeita. Após uma transição meio estranha a cargo de Chausson — um francês que achei mela-cueca — , o tal Waxman faz um medley de Carmen que é das piores coisas que ouvi ultimamente. OK, o CD tem cara de recital. Daquele gênero de recital que começa com o filé e termina com aquela concessão ao gosto do público mais vulgar. É um estilo do qual não gosto. Mas, como diz Milton Ribeiro, futebol é bola na rede e o resto é secundário. Então ouçam o que e como quiserem. Mas de uma coisa tenham certeza, esses armênios aê são bons pra caralho.

Brahms, Bach, Ravel, Chausson, Waxman: Música para violino e piano

Brahms:
1. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: I. Allegro
2. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: II. Adagio
3. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: III. Un poco presto e con sentimento
4. Violin Sonata No. 3 in D minor Op. 108: IV. Presto agitato
Bach:
5. Ciaccona from Partita No.2 in D minor, BWV 1004 for violin solo
Ravel:
6. Tzigane, Rhapsodie de Concert
Chausson:
7. Poème Op. 25
Waxman:
8. Carmen Fantasie for Violin and Piano base on Themes from the Opera of Georges Bizet

Sergey Khachatryan, Violino
Lusine Khachatryan, Piano
Vladimir Khachatryan, Piano

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Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir

Sergey e Lusine Khachatryan, não encontramos Vladímir

PQP

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.: intermezzo :. Besame Mucho: Dominick Farinacci

Nos ecos do trompete de Al Hirt, trazido, para meu enaltecimento e honraria pelo compadre mestre Avicena, trago um maravilhoso trompetista menos conhecido em nossas paragens. O formidável Dominick Farinacci, americano de Cleveland – Ohio; nascido em 3 de março de 1983, ou seja, na ponta do ramo de uma nova e brilhante geração de trompetistas. Também compositor e band-leader, Dominick foi um dentre apenas 18 classificados em todo mundo pela Julliard School num programa especial de bolsas para quatro anos de formação. Teve sua carreira impulsionada por Wynton Marsalis, seguindo-se então uma sucessão de êxitos e prêmios. Segundo nos conta Dominick, sua preferência de menino teria sido tornar-se baterista. Para nossa sorte ele não demonstrou talento nesse instrumento e o maestro de sua escola declarou que precisavam na verdade de trompetistas. Os êxitos de Dominick não turvaram sua modéstia. Digo isso por razões que explicarei a seguir. Particularmente falando, posso me orgulhar, como trompetista, de partilhar com ele duas coisas em comum: o trompete e o fato de termos sido inspirados por Louis Armstrong – como aconteceu com inúmeros outros músicos ligados ao Jazz no decurso do século XX. Explico o meu caso. Quem se lembra das velhas TVs Telefunken, aquelas em preto e branco, valvuladas, que passávamos os parcos canais naqueles botões para direita e para esquerda, trock-trock… pois é. Foi numa delas, na casa da minha avó em Caruaru – Pe, que em 1971 vi notícias sobre o falecimento de Satchmo, ou Pops, ou ainda Papa Louis. Aqueles sons e aquela figura incrível, com sua voz indescritível, me tomaram para sempre. Somente anos depois, devido a certa carência de informações no meu contexto, pude conhecer mais sobre ele, todavia, o gosto pelo instrumento permaneceu e acabei virando trompetista. Com Dominick, segundo ele mesmo, se deu algo similar. Suas inspirações foram Louis Armstrong e Harry James. Sei que em 1983, quando a cegonha o trouxe ao mundo, eu estava mergulhado no disco Hello Dolly e nos fascículos da ótima e misericordiosa série Gigantes do Jazz da Editora Abril. Especialmente no primeiro disco, de Louis, que ouvi até o vinil ficar branco. Não vem ao caso mas… vou contar que é divertido: Fascinado pelo jazz de New Orleans, em minha fantasia de moleque de 13, 14 anos, a cidade em que eu então vivia – no interior de Sergipe – era a própria New Orleans. Reuni uns colegas, clarineta, trombone, percussão, tuba; mostrava as gravações pra eles e tentávamos macaquear o que ouvíamos com resultados desastrosos mas empolgantes. Assim foi fundada a “Jass Band Itabaiana City” (SSs propositais, conforme as primeiras bandas do gênero). Todos tinham nomes de guerra: Lord Cotonete (eu), Kid Sacabuxa (o trombonista Roberto Millet), Zero (o clarinetista Aroldo Santos), Touro Sentado à bateria (meu pai Uéliton Mendes RIP) e por fim Salário Mínimo (meu irmão mais novo Saulo Mendes ao cavaquinho). Então fazíamos funerais de New Orleans pelas ruas, com uma grande caixa de papelão como um caixão de defuntos, que a molecada ajudava a carregar. Era um espanto. As pessoas não tinham ideia do que diabo era aquilo, espantávamos os cavalos na feira, choviam batatas sobre nós… é isso, contei. Adiante.

Falando então do que pontuei acima, a modéstia do artista. É encantador quando a um grande talento se soma a virtude da humildade. A música é muito reveladora, em diversos aspectos. Particularmente falando, abomino virtuosismo gratuito. Ou a habilidade serve à música, como no caso de Liszt, ou que o sujeito vá tocar suas mil notas por segundo numa corda bamba, com uma melancia na cabeça e um macaco hidrófobo dentro das calças. Francamente. Um trompetista renomado que me causa certa aversão é o magnífico cubano Arturo Sandoval, especialmente quando não está em seu habitat musical natural: os estilos de sua ilha natal. Ao jazz Arturo se empenha obsessivamente em demonstrar que é o pisto mais rápido do Oeste e que toca para além das estratosferas agudas como nenhum outro – sempre perderá para Jon Faddis e Maynard Ferguson. É algo deveras irritante. Faço essa extrema comparação para pontuar a sobriedade do estilo de Dominick. Fraseador formidável, mais afeito ao gênio de Chet Baker a ao comedimento cool de Miles Davis, sem ser glacial. Um maravilhoso melodista, que busca em suas improvisações o discurso eloquente, porém expressivo. Já realizou bom número de álbuns e continua a todo vapor em sua carreira, todavia não precisa expor nos seus encartes os dotes físicos, como andou fazendo o Chris Botti – possivelmente imitando as antológicas fotos de Chet Baker por William Claxton; mas também um bom trompetista.

Outro dom fundamental de Dominick é o bom gosto na escolha do seu repertório. Neste disco, a faixa título é um tema icônico das antigas, todos conhecem ‘Besame Mucho’, da pianista e compositora mexicana Consuelo Velásquez (1916-2005), peça de 1940; que já tive o prazer de tocar em mil e uma noites nas serestas de meus anos passados pelos interiores, sempre com prazer. De música bonita a gente não cansa. Consuelo disse que se inspirou em uma ária de ópera de Henrique Granados (fica o desafio pra quem quiser nos dizer qual é). Poucos sabem que até os Beatles gravaram Besame Mucho, numa fracassada sessão de gravações em 1961, porém, a faixa viria à tona em uma antologia futura. João Gilberto também gravou o tema, muito depois do suicídio do seu gato. O disco abre com ‘Ghost of A Chance’, baladíssima usual no repertório de inúmeros jazzistas, embora a suprema gravação seja de Clifford Brown em um dos zênites do jazz. A segunda faixa foi um ‘desconcerto’ quando ouvi pela primeira vez. Em que esquina de NY Dominick teria se batido com Herivelto Martins?! A antológica canção brasileira ‘Caminhemos’. Belíssimo tema aqui tratado com belo arranjo e maravilhosa interpretação. A quinta faixa também é do fundo do baú e também do repertório do Al Hirt no filme Candelabro Italiano – ‘Al Di La’. Em seguida, Piazzolla, o intenso ‘Libertango’. Na faixa 8 um clássico do repertório Bebop, o melódico tema Nostalgia, do soberbo trompetista Fats Navarro. Na décima faixa outra baladíssima, a sinatriana ‘You go to my head’.

Não sei se Dominick reclamaria disso, mas o disco tinha apenas 11 faixas e acrescentei mais três. O fiz, a princípio, porque são temas que ele interpreta maravilhosamente; também porque havia pensado em somente duas faixas e isso daria um número azarento, assim acrescentei mais uma e ficaram 14 faixas. Não são quaisquer temas. Na faixa 12, eu diria que Dominick dá um ‘ciao’ – seu sobrenome Farinacci (que se ele não fosse um cara modesto poderia ter mudado), evidencia sua origem italiana. O tema de Nino Rota ‘Speak Softly Love’ do poderoso Chefão, que todos conhecem… Olha lá, não quero dizer que o Dominick seja afilhado de nenhum Dom Corleone (mas também nada contra, quem me dera!); seja como for, olhando para ele podemos considerar que ficaria ótimo como um talentoso e simpático ragazzo trompetista na trilogia de Coppola. A outra faixa acrescentada é o bonito tema Estate, de Bruno Martino e por fim um lindo tema imortalizado no jazz por John Coltrane: Say It.

Após estas considerações nas quais figuraram apreciações, confidências e diatribes, vamos à música, com o talentoso Dominick Farinacci.

Besame Mucho: Dominick Farinacci

1 Ghost of A Chance
2 Caminhemos
3 It’s all right with me
4 Besame Mucho
5 Al Di La
6 Libertango
7 Shmoove
8 Nostalgia
9 Jimmy two times
10 You go to my head
11 Down to the wire
12 Speak Softly Love
13 Estate
14 Say It

Dominick Farinacci, (trumpet)
Adam Birnbaum (piano)
Peter Washington (bass)
Carmen Intorre,jr. (drums)
Recorded: NYC, April 17-18,2004

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trompetista

Wellbach

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Leevi Madetoja (1887-1947): Symphony No. 2 in E-Flat Major, Op. 35 / Kullervo / Elegy

Madetoja foi aluno de Sibelius e isto fica claro logo que começamos a ouvi-lo. Mas Madetoja é muito mais grandioso e menos dotado de talento Porém, não é suplício manter contato com este CD.  A orquestração é excelente, a orquestra de Helsinki é maravilhosa e a gente acaba engolindo tudo facilmente. Mas não é um gênio como foi seu professor. Sua maior obra é esta Sinfonia Nº 2 e é curioso notar como há nela tanto Sibelius quanto Tchaikovski. O final da Sinfonia, triste e resignado, é seu ponto alto. Ele escreveu três sinfonias e sua inspiração secou. Havia uma quarta sinfonia totalmente pronta, mas ela foi perdida numa estação ferroviária de Paris em 1938. Madetoja ficou muito deprimido. Exausto, morreu aos 60 anos de doença cardíaca.

Leevi Madetoja (1887-1947): Symphony No. 2 in E-Flat Major, Op. 35 / Kullervo / Elegy

1 Kullervo, Op. 15 14:23

Symphony No. 2 in E-Flat Major, Op. 35
2 I. Allegro moderato 13:24
3 II. Andante 13:36
4 III. Allegro non troppo 09:40
5 IV. Epilogue: Andantino 05:05

6 Sinfoninen sarja (Symphonic Suite), Op. 4: I. Elegia (Elegy) 05:54

Helsinki Philharmonic Orchestra
John Storgårds

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Leevi Madetoja: grandiloquente

Leevi Madetoja: grandiloquente, mas com belo final de Sinfonia

PQP

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.: interlúdio :. Al Hirt – Memories – 1999

Screen Shot 2016-06-20 at 3.41.58 PM Al Hirt
Memories 1999

CD lançado logo após a morte do excepcional trompetista Al Hirt. Dedico esta postagem ao nosso grande trompetista Wellbach, cuja pena produz textos tão saborosos quanto um trompete tocando Ciribiribin, e a todos os semi-novos que tiveram a felicidade de dançar ao som do Al Hirt durante os anos dourados.

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Al Hirt – Memories
01. I Can’t Get Started
02. Stardust / The Man With The Horn
03. Ciribiribin
04. Tuxedo Junction
05. Gonna Fly Now
06. Tenderly
07. Java
08. Toy Trumpet
09. Cherry Pink And Apple Blossom Wine
10. And The Angels Sing
11. Feels So Good
12. Boy Meets Horn
13. Rhapsody In Blue

Memories – 1999
Al Hirt

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XLD RIP | FLAC | 253,9 MB

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MP3 | 320 kbps | 88,8 MB

powered by iTunes 12.4.1 | 40,6 min

Boa audição

vida é curta

 

 

 

 

 

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Avicenna

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G. F. Handel (1685-1759): Water Music

Tantas vezes postamos a Música Aquática que desta vez vamos apenas aos detalhes históricos e um pouco de opinião depois. Música Aquática (em inglês: Water Music) é uma coleção de movimentos orquestrais, frequentemente divididos em três suítes — but not here –, compostas por Handel. Sua estreia se deu em 17 de julho de 1717, após o rei Jorge I encomendar um concerto para ser executado sobre o rio Tâmisa. O concerto foi executado originalmente por cerca de 50 músicos, situados sobre uma barca nas proximidades da barca real, a partir da qual o monarca escutava a peça com seus amigos mais próximos, incluindo Anne Vaughan, Duquesa de Bolton, a Duquesa de Newcastle, a Condessa de Darlington, Condessa de Godolphin, Madame Kilmarnock, e o Earl das Órcades. As barcas dirigiam-se a Chelsea ou Lambeth. O rei Jorge teria gostando tanto das suítes que pediu a seus músicos, já esgotados, que tocassem-na por três vezes durante o tempo do percurso.

A Akademie für Alte Musik Berlin dá esplêndida interpretação às obras. Os caras parecem ter certa predileção por suítes, pois já fizeram misérias em obras análogas de Telemann.

G. F. Handel (1685-1759): Water Music

1 I. Overture. Largo – Allegro 3:12
2 II. Adagio e staccato 2:08
3 III. [Allegro] 2:08
4 IV. Andante – [Allegro] da capo 4:30
5 V. [Allegro] 2:47
6 VI. Air 3:11
7 VII. Minuet 2:23
8 VIII. Bourrée 1:10
9 IX. Hornpipe 1:30
10 X. [Allegro moderato] 3:41
11 XI. [Allegro] 2:00
12 XII. [Alla Hornpipe] 3:43
13 XIII. [Minuet] 2:49
14 XIV. [Rigaudon 1] 1:07
15 XV. [Rigaudon 2] – XIV. [Rigaudon 1] 1:28
16 XVI. Lentement 1:59
17 XVII. [Bourrée] 1:14
18 XVIII. Menuet [1] 0:56
19 XIX. [Menuet 2] 1:36
20 XX. [Gigue 1] – XXI. [Gigue 2] da capo 2:11
21 XXI. Minuet (Coro) 2:39

Akademie für Alte Musik Berlin

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Ponte de Westminster no dia da Música Aquática, de Canaletto, 1746 (detalhe)

Ponte de Westminster no dia da Música Aquática, de Canaletto, 1746 (detalhe)

PQP

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Mighty Aphrodite – music from the motion picture

Não vou contar o filme. Se o fizesse seria um infame, um vilão. Poderosa Afrodite é uma das obras mais deliciosas do cinema e uma das melhores e imaginativas criações de Woody Allen. Como poderia estragar o prazer de quem ainda não o viu? Além disso, é um filme fácil de se encontrar, felizmente está ao alcance de todos. Sua trilha é mais uma galeria de delícias de diversos autores. O disco, assim como o filme, abre ao som do Bouzouki – tradicional cordofone grego. Duas faixas bonitas, com a intensidade e a expressividade da música das plagas de Alexis Zorba. A segunda peça traz a assinatura de um mestre no gênero, George Zambetas. Sendo um filme de Woody Allen é natural que logo surja um jazz das antigas, na faixa 3, com o trombonista Wilbur de Paris – que não era parisiense, era sobrenome mesmo, tocando ‘I’ve found a new baby’. Benny Goodman, sem dúvida um dos ídolos do também clarinetista Woody Allen, aparece na faixa 4, com a famosa Whispering. Goodman que foi aclamado o Rei do Swing, mais tarde sabiamente penduraria as chuteiras com a derrocada do estilo big-band, indo tocar música erudita, a exemplo do concerto de Mozart, mais Bartok, Copland, Bernstein, Stravinsky… Na faixa 5, a joia de Rodgers & Hart: Manhattan, numa daquelas raras gravações que Allen costuma exumar para os seus filmes, uma versão de Carmen Cavallaro – embora de nome feminino, foi um famoso pianista em sua época. A faixa 7 é um dos ápices do disco. Li’l Darlin’, tema de Neal Hefti, com Count Basie e Orquestra. Apesar de Duke Ellington, como sabemos, ser o rei da elegância no jazz, nesse momento o duque tira a sua coroa para o conde. Uma das gravações mais bonitas e perfeitas do jazz. Ouvimos o lacônico piano de Basie, característica desenvolvida, segundo ele, devido ao fato de ter que revezar sua mão direita entre o teclado, o charuto, o copo de whisky e a mão direita dos que vinham cumprimentá-lo enquanto ele tocava nas noites de Kansas City e NY. Um absoluto primor. A faixa seguinte, de número 8, Errol Garner interpreta Penthouse Serenade, tema ‘utilizado’ pelo Djavan, que, até onde eu saiba, não foi devidamente creditado a Jackson & Burton – ilustres menos conhecidos. Garner também aparece na faixa seguinte de número 9 e na 10 o Ramsey Lewis Trio sacode os esqueletos com uma peça gravada nos anos 60, com um jazz já metamorfoseado em soul music – The ‘in’ crowd. As faixas 11 e 12 são verdadeiras delícias: o Dick Hyman Chorus com dois clássicos, primeiro o standard de Cole Porter, ‘You do something to me’ (que está num dos mais belos momentos do filme de Allen); e ‘When you’re smiling’, tema imortalizado por Billie Holiday e Louis Armstrong. A última faixa de número 13, é uma peça que apesar de constar no encarte do disco não consta no mesmo, talvez devido a algum problema com os direitos autorais, mas dei um jeito de constar e aqui temos o famosíssimo Take Five de Paul Desmond, naturalmente na sua versão consagrada, com o Dave Brubeck Quartet; destaque para o antológico solo de bateria do grande Joe Morello, eu diria, só ombreado pelo percussionista à caixa clara da Banda de Pífanos de Caruaru na faixa A Briga do Cachorro com a Onça – raridade que em breve estará também no PQP. Deliciem-se com esta maravilhosa trilha sonora. Dedico esta postagem tão saborosa ao nosso patriarca Mr. Avicena, com o abraço de todos nós.

Mighty Aphrodite – music from the motion picture

1 Neo Minore – Vassilis Tsitsanis in bouzouky solo
2 Horos Tou Sakena – George Zambetas in bouzouky solo
3 I’ve found a new baby – Wilbur de Paris
4 Whispering – Benny Goodman
5 Manhattan – Carmen Cavallaro
6 When your love has gone – Bert Ambrose Orchestra
7 Li’l Darlin’ – Count Basie Orchestra
8 Penthouse Serenade – Errol Garner
9 I handnt anyone till you – Errol Garner
10 The ‘in’ crowd – Ramsey Lewis Trio
11 You do something to me – Dick Hyman Chorus
12 When you’re smiling – Dick Hyman Chorus
13 Take Five – The Dave Brubeck Quartet

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Trilha sonora deliciosa de um filme impagável.

Trilha sonora deliciosa de um filme impagável.

Wellbach

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Johannes Brahms (1833-1897) – Vioin Concerto & Double Concerto – Perlman, Rostropovich, Haitink, Giulini, CSO, RCO

21V0KXQC1YLFaz tempo que o Concerto Duplo de Brahms não aparece por aqui, então resolvi traze-lo novamente, além do Concerto para Violino do mesmo Brahms,  duas gravações que entraram no panteão das grandes gravações e que trazem o maior violinista de sua geração, Itzhak Perlman muito bem acompanhado: no Concerto Duplo temos simplesmente Rostropovich, que dispensa apresentações, assim como Haitink e a excepcional Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, considerada a melhor orquestra do mundo das últimas décadas. A gravação com o Giulini do Concerto para violino já apareceu por aqui, nos primórdios do blog.

9190b5UPPIL._SX522_Como diria nosso querido Carlinus, uma boa apreciação !!!

01 Double Concerto for Violin and Cello in A Minor, Op.102_ I. Allegro
02 Double Concerto for Violin and Cello in A Minor, Op.102_ II. Andante
03 Double Concerto for Violin and Cello in A Minor, Op.102_ III. Vivace non troppo

Itzhak Perlman – Violin
Sviatoslav Rostropovich – Cello
Royal Concertgebow Orchestra

04 Violin Concerto in D, Op.77_ I. Allegro non troppo
05 Violin Concerto in D, Op.77_ II. Adagio
06 Violin Concerto in D, Op.77_ III. Allegro giocoso, ma non troppo vivace

Itzhak Perlman – Violin
Chicago Symphony Orchestra
Carlo Maria Giulini

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De Falla (1876-1946): Concierto para Clave – Orbón (1925-1991): 3 Cantigas del Rey; Partitas – Arauxo (1584-1654): Tiento – Selma y Salaverde (1595-1636): canzone, danze. Rafael Puyana, Heather Harper.

BISCOITO FINO, senhores! Fino e incomum. É até difícil escolher por qual aspecto começar a falar deste que talvez seja o mais ciumentamente conservado entre os vinis do Monge Ranulfus – então comecemos justamente pelo desafio que foi a digitalização.

É espantoso, antes de mais nada, que tão tremendo material nunca tenha sido relançado em formato digital, com remasterização profissional. Nossa luta para recuperar o conteúdo foi inglória: toda tentativa de reduzir o rumble de fundo resultou em distorção grotesca dos timbres, e até sumiço de notas essenciais. O que os senhores têm em mãos é portanto apenas uma “fotografia” de uma audição de vinil, onde há uma discreta porém contínua nota que os compositores não escreveram, introduzida pela mecânica do equipamento – além de algumas fantasmagorias eletroeletrônicas, que sequestrariam integralmente o som do cravo caso fossem removidas, especialmente na bela faixa 14. Espero que me perdoem porque poderia ser pior: poderíamos não ter essa música ao alcance!

A capa proclama orgulhosamente que, exceto o concerto de De Falla, todas as faixas são “primeiras gravações mundiais”. É uma produção complexa, envolvendo diferentes grupos de músicos, inclusive dois regentes de renome, tendo em comum apenas o cravista Rafael Puyana – por isso espanta que a Philips holandesa não tenha registrado local nem data das gravações, nem do lançamento. Podemos apostar em 1963 ou 64 apenas porque as “Partitas” de Julián Orbón aparecem sem numeração – e em sua lista de obras se encontram “Partitas nº 1” de 1963, e “Partitas nº 2” já de 1964.

Rafael Puyana, de certa forma o star da produção – não sem razão, mesmo se em boa parte do disco o cravo não é solista -, nasceu na Colômbia em 1931. Estreou como pianista aos 13 anos, foi estudar em Boston aos 16, e aos 19 estava em Paris, como aluno de cravo de ninguém menos que Wanda Landowska, e de composição da onipresente Nadia Boulanger.

O disco se abre com o paradoxal monumento que é o Concerto para Cravo, Flauta, Oboé, Clarinete, Violino e Violoncelo – composto por de Falla em 1926 e dedicado precisamente a Madame Landowska. Paradoxal porque atinge o lirismo através de aspereza e energia frenética, quase a patadas, e a monumentalidade em meros 13 minutos – e justamente por isso é um monumento. Se, como disse José Miguel Wisnik, A Sagração da Primavera for “heavy metal de luxo”, pra mim isto será “heavy metal de luxo de câmara, cool e cult” – algo assim.

Em contraste, o lado B traz música espanhola da renascença ou barroco inicial: um Tiento de Francisco Correa de Arauxo para teclado solo, e o resto são “canções” e danças instrumentais compostas ou arranjadas em contraponto pelo frei Bartolomé de Selma y Salaverde. Pense 1963, e verá que esse foi um trabalho pioneiro, anterior à prevalência dos instrumentos de época, mas feito com suficiente garra e bossa para não me soar inautêntico. O destaque vai para a faixa 14 (com perdão dos seus ruídos inexorcizáveis), onde os ‘due tenori’ que dialogam são feitos por um fagote moderno e por uma dulciana – de mesma tessitura, porém de timbre mais recolhido – num possível símbolo da passagem de bastão que se daria na abordagem à música antiga nas décadas seguintes.

Finalmente, Julián Orbón: nascido na Espanha, fez o trajeto inverso a Puyana: aos 18 anos veio morar em Cuba, com a família também de músicos. Depois terminou se instalando nos EUA, onde foi alvo de altos elogios de Copland, com quem teve aulas. Nas Tres Cantigas del Rey o cravo e um quarteto de cordas dialogam de modo contemporâneo com as Cantigas de Santa Maria atribuídas a Dom Alfonso X, “el sabio”, rei de Castela, sendo os textos, no entanto, não em castelhano e sim em galego-português arcaico – dos mais antigos documentos da nossa língua, portanto. O resultado? Ouçam vocês mesmos. Comento apenas que minha preferida é a segunda.

Quanto às suas Partitas para cravo solo, tomei a liberdade de deslocar do final do lado A para o final geral do programa – pois para mim isso é música pra lá de séria. De uma profundidade introspectiva que exige silêncio depois, e não danças saltitantes. E afirma Orbón, para mim, como um compositor maiúsculo, substancial, que não era pra estar entre os “etcétera”, como se encontra agora. Quer dizer: qualquer pista para mais de Julián Orbón será bem-vinda!

Manuel de Falla (1876-1946): Concierto para Clave y cinco instrumentos (1926)
01 Allegro  03’15
02 Lento (giubiloso ed energico)  05’53
03 Vivace (fessibile, scherzando)  04’04

Julián Orbón (1925-1991): Tres Cantigas del Rey (1960)
04 A creer devemos que todo pecado (cantiga 65)  02’09
05 A Virgen en que é toda santidade (cantiga 134)  03’44
06 Resurgir pode et fazel os seus vivel (cantiga 133)  01’23

Fray Bartolomé de Selma y Salaverde (~1595 – ~1636)
07 Canzona a 4 (sopra Bataglia)  04’37

Francisco Correa de Arauxo (1584-1654)
08 Quinto Tiento de séptimo tono (cravo solo)  04’00

Fray Bartolomé de Selma y Salaverde (~1595 – ~1636)
09 Gagliarda a 2  01’40
10 Canzona per soprano solo  03’11
11 Balletto a 2 e a 3  01’57
12 Corrente a 3  00’35
13 Corrente a 4  01’00
14 Canzona a 3 (due tenori e basso)  04’06

Julián Orbón (1925-1991)
15 Partitas nº 1 (cravo solo) (1963)  09’37

  • Rafael Puyana, cravo
  • David Sandeman, Neil Black, Thea King, Raymond Cohen, Terence Weil, com direção de Charles Mackerras (faixas 01 a 03)
  • Heather Harper, soprano; London Symphony String Quartet; direção de Antal Dorati (faixas 04 a 06)
  • David Munrow, flauta doce e dulciana. Deirdre Dundas-Grant, fagote. Raymond Cohen, Nona Liddell, violinos. Patrick Ireland, viola. Terence Weil, violoncelo. Oliver Brookes, violone. Stephen Whittaker, percussão (faixas 07 a 14)

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Ranulfus

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Carl Nielsen (1865-1931): Symphonies Nos. 1 & 3

Um excelente disco gravado por quem conhece profundamente Nielsen. Esta interpretação da Espansiva é realmente uma joia. O primeiro movimento, que parece ser tão difícil de ser entendido por algumas orquestras não escandinavas, aqui aparece com o brilho da alegria requerida pelo compositor. Das gravações que ouvi, apenas Bernstein acertou em cheio, mas Lenny sempre acertava. Oramo dá um show com a a orquestra de Estocolmo. Nielsen, segundo violino numa orquestra dinamarquesa, era capaz de grandes alegrias, como mostra a foto abaixo. E Oramo responde de forma… expansiva.

Carl Nielsen (1865-1931): Symphonies Nos. 1 & 3

Symphony No. 1 in G mino Op. 7
01. I. Allegro orgoglioso
02. II. Andante
03. III. Allegro comodo – Andante sostenuto – Tempo I
04. IV. Finale. Allegro con fuoco

Symphony No. 3, ‘Sinfonia espansiva’ Op. 27
05. I. Allegro espansivo
06. II. Andante pastorale
07. III. Allegretto un poco
08. IV. Finale. Allegro

Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
Sakari Oramo

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Carl Nielsen gostava de brincar com sua máquina fotográfica

Sim, este é Carl Nielsen em momento de bom humor

PQP

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.: interlúdio :. moreorlessjazz CD 2 – Vários

coverMais um volume desta ótima coletânea, intitulada More Or Less Jazz com ótimos momentos, inclusive conseguiram fazer com que a canção de James Cullum se encaixasse muito bem entre as diversas escolhas. Como falei na postagem do primeiro CD, não gosto de coletâneas, mas tenho de tirar o chapéu para elogiar o bom gosto dos produtores.
Ideal para encontros de velhos amigos, para jogar conversa fora, ou então, para ouvir no carro, ajuda a passar o tempo nos intermináveis congestionamentos de nossas cidades.
Espero que apreciem.

01. Silje Nergaard – Let There Be You
02. Lisa Ekdahl – The Color Of You
03. Jamie Cullum – These Are The Days
04. Steve Tyrell – The Very Thought Of You
05. Rick Braun – What Are You Doing The Rest Of Your Life
06. Ella Fitzgerald & Joe Pass – That Old Feeling
07. Gretchen Parlato – Flor De Lis
08. Stan Getz & Charlie Byrd – Samba Triste
09. Chris Botti – La Belle Dame Sans Regrets
10. rejazz feat. Lisa Bassenge – All I Need
11. Slow Train Soul – Twisted Cupid
12. Gordon Haskell – Tell Me All About It
13. Michael Keashammer – Comes Love
14. Jacqui Naylor – My Funny Valentine

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Johannes Brahms (1833-1897) – Piano Trios nº 2 e Op. posth. in A Major – Beaux Arts Trio

41nALOt0OALDia destes nosso mentor PQPBach trouxe os Trios de nº 1 e 3, e hoje completo o pacote com os de nº 2 e 4, porém com outros intérpretes, talvez o principal intérprete destas obras, o Beaux Arts Trio.

Chamar estas peças de obras primas é chover no molhado. O sentido e a capacidade de coesão que comentei dia destes nos trios de Haydn mais do que nunca se fazem sentir aqui.  Muitas vezes pensamos se tratar de um único instrumento tocando, tamanha a empatia que existia entre os músicos. Coisa de gente grande. Nenhum deles procura se destacar mais do que o outro, a linguagem é clara, não existem subterfúgios. Com estes caras, a música de Brahms se mostra ainda mais brahmsiniana, com o perdão desta retórica tola. Prefiro citar o biógrafo de Brahms, Malcolm McDonald, quando comenta o segundo trio, em Dó maior:

“(…) o em dó maior é não menos opulento – provavelmente é ainda mais – em sua profusão de material, mas a elaboração é magistral em sua economia, de modo que a obra inteira é de registro moderado, quase sem uma nota perdida. Embora em tons escuros, Brahms não encontra nenhuma claridade superficial em dó maior: a tonalidade gera a partir dele música viril e bem humorada, com um intenso sentido de finalidade. (…)  O violino e o violoncelo são tratados como uma unidade isolada, duplicando-se um ao outro em oitavas e terças, com o fim de contrabalançar eficientemente com o piano.”

Mas vamos ao que viemos.

Johannes Brahms (1833-1897) – Piano Trios nº 2 e Op. posth. in A Major – Beaux Arts Trio

01. Piano Trio in C major, op. 87 – I. Allegro
02. Piano Trio in C major, op. 87 – II. Andante con moto
03. Piano Trio in C major, op. 87 – III. Scherzo. Presto
04. Piano Trio in C major, op. 87 – IV. Finale. Allegro giocoso
05. Piano Trio in A major, op. posth. – I. Moderato
06. Piano Trio in A major, op. posth. – II. Vivace – Trio
07. Piano Trio in A major, op. posth. – III. Lento
08. Piano Trio in A major, op. posth. – IV. Presto

Beaux Arts Trio

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FDP

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Alfred Schnittke (1934 -1998): Gogol Suite; Labyrinths

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quem nunca se deliciou com as obras de Gogol entende pouco a alma russa. O descrédito às instituições e à burocracia é fonte, por exemplo, da ótima e engraçada peça Inspetor Geral, o conto O Nariz e o grande romance semi-queimado Almas Mortas. O humor de Gogol transcende seu tempo e parece impregnar a arte russa. Algo que também surge na música de Prokofiev e principalmente de Shostakovich. Foi dessa fonte literária e musical que Schnittke escreveu várias brincadeiras musicais reunidas na chamada Suíte Gogol. Uma das obras mais divertidas e empolgantes que ouvi (aliás, inúmeras vezes). Essa obra é um refresco que contrapõe a pesada e densa peça chamada Labyrinths. Um grande obra de Schnittke que mereceria um texto mais longo e detalhado. Mas como hoje é dia dos namorados, um evento de absoluta importância, é realmente a Suíte Gogol que destaco aqui.

Alfred Schnittke (1934 -1998): Gogol Suite; Labyrinths

Gogol Suite
1. I. Overture. Allegro
2. II. Chichikov’s Childhood. Andantino
3. III. The Portrait. Slow Valse
4. IV. The Cloak. Andante-Accelerando
5. V. Ferdinand VIII
6. VI. The Bureaucrats. Allegro
7. VII. The Ball. In Tempo Di Valse
8. VIII. The Legacy. Pesante

Labyrinths
9. I. Moderato-Allegretto Scherzando-Meno Mosso-Adagio
10. II. Moderato
11. III. Allegretto
12. IV. Agitato
13. V. Cadenza-Andante-Maestoso

Malmoe Symphony Orchestra
Lev Markiz

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Alfred Schnittke (1934-1998): Sim, eu fui irreverente pra caralho. E daí?

Alfred Schnittke (1934-1998): Sim, eu fui irreverente pra caralho. E daí?

CDF Bach

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Matinas do Natal – Padre José Maria Xavier – Orquestra Ribeiro Bastos (Acervo PQPBach)

xavierWEBMatinas do Natal
Pe. José Maria Xavier (São João del Rey, 1819-1887)
Orquestra Ribeiro Bastos

Postagem inédita!

O Padre José Maria Xavier (1819-1887), foi possuidor de uma linguagem fundamentalmente clássica que, às vezes, lança mão de elementos ora provenientes da ópera, ora da música popular. Dono de uma escritura sólida, ele tem a aparência de um acadêmico, quando ouvido em comparação com os seus contemporâneos europeus. Mas é que, no fundo, a nossa história musical erudita parece ser outra … A orquestra e coro que integram a Ribeiro Bastos, também conduzidos por José Maria Neves, é integrada por alfaiates, comerciantes, estudantes, industriários, ferroviários, donas-de-casa, funcionários públicos, músicos militares, costureiras, operários, professores e até mesmo um cabeleireiro. Toda essa gente toca porque gosta; merece o nosso respeito o mais sincero. (J. Jota de Moraes)

A determinação dos andamentos, sempre presente nas obras do Padre José Maria Xavier, levanta problema de interpretação que pode, talvez, ser alargado para toda a música mineira do passado. De fato, na tradição de interpretação guardada pelas antigas corporações musicais mineiras, todos os andamentos são mais lentos que os marcados pelo metrônomo. Duas respostas se apresentam: ou os andamentos eram realmente mais lentos, ou deu-se o hábito de fazê-los mais lentos em razão das limitações técnicas dos amadores locais, que não conseguiam, no allegro, o movimento pedido. Há, entretanto, interessante observação autógrafa do Padre José Maria Xavier, na primeira folha do Ofício de Ramos, de 1871: “Modifique-se e modere-se os andamentos, principalmente os allegros, a fim de guardar o decoro da Música Sacra. Os graus altos do Metrônomo são da Opera Lírica e mais músicas profanas.”

A data de composição destas Matinas do Natal, provavelmente 1856, não pôde ainda ser confirmada por documento do autor. Ao contrário da quase totalidade dos compositores setecentistas e da maioria dos oitocentistas mineiros, o Padre José Maria Xavier deixou partitura da maioria de suas obras, e não apenas as partes separadas de vozes e instrumentos. Estas partituras estão sempre datadas e assinaladas. A partitura autógrafa destas Matinas, entretanto, foi enviada à Alemanha, onde apareceu edição completa em excelente trabalho gráfico, na qual há a seguinte indicação na capa e folha de rosto: “Música Sacra — Matinas do Natal de Nosso Senhor Jesus Christo a 4 vozes e Pequena Orchestra do Padre José Maria Xavier. Natural de São João del-Rei, no Brasil e província de Minas— Em junho de 1885— München.” A partitura tem 55 páginas em formato 33,3 x 26 cm, sem nenhuma indicação de casa editora.
(José Maria Neves, texto retirado do encarte)

Matinas do Natal
01. Invitatório – Christus natus est nobis
02. 1º Responsório – Hodie nobis coelorum rex
03. 2º Responsório – Hodie nobis de coelo pax
04. 3º Responsório – Quem vidistis pastores ?
05. 4º Responsório – O magnum mysterium
06. 5º Responsório – Beata Dei genitrix
07. 6º Responsório – Sancta et immaculata virginitas
08. 7º Responsório – Beata viscera Mariae Virginis
09. 8º Responsório – Verbo caro factum est

Matinas do Natal – 1979
Orquestra Ribeiro Bastos
Maestro José Maria Neves

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XLD RIP | FLAC | 198,9 MB

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MP3 | 320 kbps | 96,3 MB

powered by iTunes 12.4.1.6 | 46 min

LP de 1979 digitalizado por Avicenna.

Boa audição,

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Avicenna

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