J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas e Partitas para Violino Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Um grande disco! Uma das melhores versão das Sonatas e Partitas de Bach para violino solo. E uma bela e surpreendente gravação da ECM. Em todos os níveis — estético, emocional, técnico — , as interpretações de John Holloway convencem. Sua articulação está limpa, maleável e o timbre de seu violino barroco garante desde o Adagio da abertura do Sonata Nº 1, o brilho que os contrapontos de Bach exigem serem abordados com clareza. Inteligência, intensidade e drama estão presentes em igual medida.

É uma música muito familiar a mim, mas que aqui é ouvida como se fosse nova. O violinista inglês, um astro da música em instrumentos de época, extrai Bach de seu violino como se o estivesse reesculpindo.

J. S. Bach – The Sonatas and Partitas for Violin Solo

CD 1
1. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – I. Adagio
2. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
3. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – III. Siciliana
4. Sonata No.1 in G minor BWV 1001 – IV. Presto

5. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – I. Allemanda
6. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – II. Double
7. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – III. Corrente
8. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – IV. Double. Presto
9. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No.1 in B minor BWV 1002 – VIII. Double

13. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No.2 in A minor BWV 1003 – IV. Allegro

CD 2
1. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – I. Allemanda
2. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – II. Corrente
3. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – III. Sarabanda
4. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – IV. Giga
5. Partita No.2 in D minor BWV 1004 – V. Ciaccona

6. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – I. Adagio
7. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – II. Fuga
8. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – III. Largo
9. Sonata No.3 in C major BWV 1005 – IV. Allegr assai

10. Partita No.3 in E major BWV 1006 – I. Preludio
11. Partita No.3 in E major BWV 1006 – II. Loure
12. Partita No.3 in E major BWV 1006 – III. Gavotte en rondeau
13. Partita No.3 in E major BWV 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No.3 in E major BWV 1006 – V. Menuet II
15. Partita No.3 in E major BWV 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No.3 in E major BWV 1006 – VII. Gigue

John Holloway: violino barroco

ECM New Series 1909/10

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John Holloway, nada rotineiro

John Holloway, nada rotineiro

PQP

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14 ideias sobre “J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas e Partitas para Violino Solo

  1. Pois é… versão muito boa mesmo, um pouco mais lenta e menos “agressiva” que a da Lucy van Dael, mas interessante do mesmo jeito 🙂

    Estas gravações são boas para os que apreciam um barroco mais “maleável”, vamos dizer assim 😉

    Parabéns o

  2. Ótimo post
    A qualidade da gravação é perfeita
    principalmente pelo fato de ser uma execução com instrumento de época
    brigadão
    Esse blog é o melhor q eu conheço =)

  3. Um pouco distante do blog, por alguns dias, voltei e encontrei essa gravação, que não vou ouvir, porque estou cheio de ocupações outras. Mas tenho de comentar a Partita n° 2, que é finalizada com a Ciacconna, uma passagem celebérrima da produção bachiana e que ninguém pontuou aqui. A minha gravação, com a Lucy van Dael, é de arrepiar os cabelos. Parece que Brahms amava essa música imensamente.

  4. Já é dia 19/11 e só agora estou ouvindo a Ciacconna nesta versão. Foi a música que me fez voltar a minha atenção para Bach, pois confesso que nunca me interessara muito por sua obra… O enlevo que esta obra tão sofrida nos proporciona me revelou um Bach mais artista do que profeta musical. E me baseio na Missa em Si Menor para a crença de que ele vivia em conflito, era um homem contraditório e predominantemente cosmopolita. Às vezes nos esquecemos que a origem do Protestantismo, muito embora os radicalismos que ele invocou e ainda invoca, – espero não estar entrando em conflitos religiosos aqui, – foi uma rejeição da Inquisição católica, que Bach certamente repudiava. Pode ser que ele tenha feito uma concessão, com a Missa, mas já era um ecumênico, se pensarmos na energia que depositou nessa obra. E a Ciacconna, com sua indiferença introspectiva, sua nobreza sombria, fazem-me pensar num Bach que já antecipa grandemente o nosso amado Beethoven; bem mais, até, que o Haendel tão admirado por ele.

  5. Muito boa a interpretação, muito bom encontrar essas maravilhosas obras para violino solo e outras do barroco tocados em instrumentos da época! Tá de parabéns o blog!

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