Yngwie Johann Malmsteen (1963): Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra in Em, Opus 1 "Millennium"


Trago-lhes um álbum que, com certeza, fará com que os mais conservadores “tremam suas carnes”.

Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra in Em, Opus 1 “Millennium” é uma obra para orquestra e coro, com solos de guitarra elétrica e violão acústico, composta pelo guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, mais conhecido pelo virtuosismo com a guitarra e riffs de heavy metal. Algumas partes do Concerto foram baseadas em temas de seus álbuns de heavy metal. Uma obra de muita inspiração, vigor e sobretudo virtuosismo.

Yngwie Malmsteen, nome artístico de Lars Johan Yngve Lannerbäck, é um virtuoso guitarrista sueco. Nasceu em Estocolmo, Suécia, 30 de junho de 1963. Guitarrista conhecido por sua incrível velocidade,teve aulas de piano e trompete e aos 5 anos ganhou seu primeiro violão, que ficou parado até 18 de setembro de 1970 quando viu um especial na TV sobre a morte de Jimi Hendrix.O que lhe chamou a atenção não foi a técnica de Hendrix mas sim o momento em que ele pôs fogo em sua guitarra após quebrá-la.
Aplicando sua intensa curiosidade e tenacidade primeiro com uma velha guitarra Mosrite e depois uma barata Stratocaster, Yngwie entrou na música de bandas como Deep Purple. Sua admiração pelas influências clássicas de Ritchie Blackmore levaram-no a conhecer Bach, Vivaldi, Beethoven, Mozart e Paganini, entre outros compositores.
O primeiro disco solo de Yngwie, “Rising Force”, entrou nas paradas da Billboad no 60º lugar, uma ótima marca para um disco quase todo instrumental. Esse álbum ganhou uma indicação para o Grammy e várias votações em revistas como Revelação, Melhor Guitarrista, etc. Seus duelos com o grande tecladista Jens Johansson (ex Stratovarius) fizeram nascer um novo estilo musical: o metal neo-clássico, mais tarde chamado de Baroque & Roll.
As composições neo-clássicas de Yngwie alcançaram novas alturas em 1986 no álbum “Trilogy”. Até os dias de hoje esse é um dos seus discos favoritos, tanto nas letras quanto musicalmente.
Fonte: Wikipédia

.oOo.

Yngwie Malmsteen: Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra in Em, Opus 1 “Millennium”

01 Icarus Dreams Fanfare (5:22)
02 Cavalino Rampante (3:54)
03 Fugue (3:35)
04 Prelude to April (2:42)
05 Toccata (3:54)
06 Andante (4:17)
07 Sarabande (3:19)
08 Allegro (1:29)
09 Adagio (3:07)
10 Vivace (4:47)
11 Presto Vivace (3:39)
12 Finale (1:49)

Yngwie Johann Malmsteen, electric and acoustic guitar
Czech Philharmonic Orchestra
Yoel Levi, conductor
David Rosenthal, orchestrations

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Na humilde opinião de PQP, o pior disco postado por este blog em todos os tempos
Na humilde opinião de PQP, o pior disco postado por este blog em todos os tempos

Marcelo Stravinsky

109 comments / Add your comment below

  1. Eu não deveria ficar surpreso ou com inveja, considerando tudo o que rolou neste blog, mas fiquei um pouco dos dois agora. Como eu pensei em Zappa mas não em Malmsteen!?

    Astonishing post, Marcelo!

  2. Putz, bacana ver este disco aqui. Aliás, o Malmsteen possui uma versão também com a New Japan Philharmonic (inclusive em DVD). Sem dúvida um bom disco mas nada comparável ao sensacional disco de 1984, Rising Force. Parabéns pela postagem

  3. Obrigado Geraldo. Possuo também o disco com a New Japan e o DVD e até prefiro, por causa, principalmente, da orquestração de Black Star, que é a música que mais gosto. Mas prefiri postar a versão só com o Concerto mesmo.
    Um abraço!

  4. Astonishing = surpreendente.

    Não tenho nenhum CD de Malmsteen, mas o conheço há algum tempo e gosto do crossover que ele faz, atraindo mais admiradores para a música erudita. A ressalva é que quase tudo em metal sinfônico e metal neoclássico é muito pouco arrojado do ponto de vista orquestral e camerístico e não traz novidades para o ouvinte habituado à música clássica.

  5. Surpreendente, realmente, mas… porque não? Esse cd deve ser um arrasa-quarteirão – muuuuito interessante… vou tentar. Abraço

      1. Ótima resposta, Mr.Strava! Mas o que mais me chamou atenção foi sua construção verbal: “eles em fizeram”. Só pode ser uma transposição do “en” francês (= “eles fizeram disso”). Será reminiscência dos tempos que o sr residia com seu pai em Paris? 😀

        1. KkKKKkkkKKkKKKKKKK Caracas, o povo não deixa passar nada! Papai não, titio!
          O que você estava dizendo mesmo?!?!?!? Quem escreveu o quê?!!!? HAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUAHUAHAUHAUAH

      2. a meu qualé, ce ja viu o naipe deesse maumistin?? ta na cara q ele pagou alguem pra fazer os arranjos de tudo….

        ele no maximo assobiou os temas pra alguem hasuhsau

        1. Eu sei disso Atilio. Malmsteen compôs todas as músicas, mas os arranjos orquestrais são de David Rosenthal. Não gosto de uma música porque foi composta por esse ou aquele compositor, gosto se ela me agrada.

  6. Com o perdão dos puristas de plantão, achei a música “Prelude to April and Toccata” lindíssima!! Obrigado pela dica Marcelo, o importante é ter a cabeça aberta para coisas diferentes, logicamente que tenha boa qualidade, como nesse caso. Amo Música erudita, mas aprecio qualquer outra musica de alto nível. Abraço!

  7. Cacildaaaaaaaaaaaaaaa
    DISCAÇOOOOOOOOOOOOO.
    Todos aqueles que estão criticando a postagem, vão para a PUTA QUE PARIUUUUUUUUU.
    FALANDO EM PQP, adoraria saber a opinião do mano PQP sobre essa postagem.

  8. Hummm…

    Achei de uma ruindade e primarismo constrangedores. Cheguei a ficar com vergonha. Sério.

    E a falsa fuga não é mera citação do 3º Concerto de Brand., é plágio evidente.

    Não consegui ir adiante.

  9. Respeito todos os comentários e opiniões e, ainda digo, sem nenhum constragimento: Sou fã desse cara!
    Meu gosto pela música erudita, tem e muito, a influência de Malmsteen. Quando ouvi pela primeira vez o LP Rising Force, procurei informações sobre suas influências e corri atrás…
    Lembro-me muito bem das minhas experiências com música erudita antes de Malmsteen.
    Nos anos 80, aos sábados, passava o programa Disneylândia e eu sempre esperava ansiosamente por esse dia e hora. Qual o programa que antecedia o meu favorito?!?!? Sim, acertou quem disse “Concertos Para a Juventude”, que eu detestava e não conseguia deixar no canal nem por uns instantes antes de começar o que eu esperava. Cada um de nós tem uma experiência, uma história pra contar.
    É isso aí moçada, comentem, critiquem, falem mal, mas falem, pois o importante é participar!

  10. Putz, depois do que disse o Mui Reverendo PQP, eu estava pronto para odiar isso, mas acho que tem coisa pior. Daria uma boa trilha de filme. Cá prá nós, Jimi Hendrix e sua Stratocaster incinerante me soam muito mais sinfônicos, sem precisar de burocratas com violino ao fundo.

    Agora, como ele foi chamar aquilo de “fuga” é assunto para muitos fios e cabos.

  11. Aqui – junto com o mano PQP, na puta que nos pariu – tô ouvindo Frank Zappa, que foi o verdadeiro autor da fusion entre rock e erudito, mas sobretudo continuo a dar a maior força pro Marcelo “Strava”. Malmsteen pode ser isso que eu e PQP dissemos, mas é honesto em sua expressão musical e consegue cativar alguém.

    E esta mensagem é só uma ironia pra se rir, não uma provocação. O burburinho está excelente pros nossos contadores de visitantes.

    1. Espero que eu não esteja entre os tais marias… mantenho a minha opinião: Achei lindíssima a musica que eu ouvi, independente do status, se é erudito, se nao é, se é “de uma ruindade constrangedora” – mas a opinião do PQP foi tão incisiva que eu fiquei até sem palavras… e todo respeito a ele, diga-se. Abraço

  12. Xingar é algo profilático; não é bem uma catarse aristotélica, pois esta supõe algum grau de identificação com o protagonista, trânsito entre terror e piedade e, ao final, alguma “purificação” (ou purgação, como se mal-traduz freqüentemente). Todavia canalizar a bílis rumo raivosa a algum bode bem preparado tem seu sentido.

    Neste caso, Malmsteen merece reconhecimento: é de um imenso pedantismo, verboso e cafona. Sobe, desce, corre, e a Musa lhe escapa inteiramente. mesmo que se ouça com benevolência e paciência, parece um blá-blá-blá interminável, sem resultado poético. Ao final, temos um guitarrismo enquadrado, bastante careta, e uma orquestra violada, reduzida a mero cenário de um perambular narcísico.

    …mas tem tanto filme mais ou menos, que a gente vê domingo de madrugada, que ele até poderia ter seu lugar no mundo.

    ..e pensar que eu interrompi meu download de András Schiff – Beethoven prá isso…

  13. Eu respeito todos estilos musicais, afinal, gosto é que nem **.
    Mas isso aí, foi horrível. Se o negócio dele é virtuosismo barato no heavy metal, que fique por lá. Não me venha dizer que isso é musica erudita, dói.

  14. Não sei o porquê de tanta polêmica. Nunca disse que Malmsteen era um gênio ou que sua música transcendia todos os níveis de originalidade e perfeição. Vocês estão sendo desnecessaria e demasiadamente rigorosos em suas críticas. Não façam comparações, pois não cabe. Não faz nenhum sentido dizer que a música do sueco é pior que a deste ou daquele compositor. Ele teve ousadia e se expôs. Quem quiser, escuta, e aprecia, ou não. Simples assim.

  15. Nao sabe o porque de tanta polemica?

    Por favor, voce faz parte de um dos melhores blogs da blogosfera e posta um verdadeiro lixo sem criatividade, originalidade e profundidade musical.

    Se ele é mais digno de ser postado que Sandy e Júnior por ter feito música pra coro e orquestra, sugiro que poste Roberto Carlos e a Orquestra Romantica Brasileira.

    Com certeza o “Rei” é mais original que o gordo sueco.

    1. Pensei um pouco, mas resolvi liberar seu comentário, tal qual o fez, pois este não me atinge em nada, mas, com certeza, faz com que todos percebam o nível de sua educação.

  16. FM,

    Tem coisa pior sim: Saint-Preux! hahahahaha

    Pessoal, peguem mais leve com o Mr. Strava. Antes de começar a criticá-lo pela postagem, lembrem do seguinte: vocês nunca cederam o precioso tempo de vocês para postar um disco gratuitamente em um blog, disponibilizando-o para pessoas que vocês sequer viram na vida e sem esperar nada além de, quem sabe uma vez ou outra, duas palavrinhas de reconhecimento em troca. Isso que disse se estende a PQP e companhia também, claro!

    Ora gente, o blog é deles. Eles postam o que eles querem.
    Menos Saint-Preux, por favor…!

    Falou!

  17. Se fosse outra pessoa, com certeza, já teria mandado alguns ir tomar “banho”, mas minha índole e educação, não me permite fazê-lo.
    Abraços a todos que amam, odeiam ou são totalmente indiferentes ao sueco gordo!

    P.S. 102 downloads até esse momento, nada mal pra um lixo sem criatividade.

  18. Surpreendente o mal gosto desse albúm,sinceramente,achei uma das piores postagens ou se não, a pior do blog, péssimo gosto, esse tipo de fusões são de péssimo gosto, estes roqueiros querem se utilizar da música barroca/clássica para tornar o estilo deles aceitáveis, só que não cola, o heavy o rock é sub-música, ontem, hoje e sempre!

  19. Acho que sou hipócrita, pois jamais faria comentários como alguns que observei, em qualquer postagem que fosse, ainda que eu detestasse o objeto da mesma. Se não tenho algo para acrescentar positivamente, prefiro não me expressar. Se não tenho a intenção de construir, por que destruir?!
    Repito mais uma vez: respeito todos os comentários. O Blog é democrático, todos podem se expressar como acharem melhor, porém achei muito maldosas e de extrema falta de sensibilidade, algumas mensagens proclamadas nesta postagem por pessoas de tão pouca visão, tão inflexíveis. Palavras duras, tão contundentes e desnecessárias, com um único intuito, o de humilhar, depreciar, destruir impiedosamente…

  20. Sinto pena, francamente, de muitos dos comentários que li sobre esta postagem. Palavras de gente ignorante, certamente pouco entendida de música e centrada numa adoração tácita a uma forma única de compor e se expressar através dos sons.
    Acompanho o blog há um bom tempo, não tenho a menor dúvida de que é o maior e melhor espaço de music sharing que já conheci.
    Taí outra vez a prova do desapego estilístico e busca pelo entendimento de novos e respeitáveis gêneros que renova meus votos de consideração sobre este espaço.

    Sem mais, em matéria de guitarristas, não sou lá muito fã do Malmsteen, prefiro o Kai Hansen ou o Steve Vai, entre outros. Assim mesmo, vale a indicação da peça.

    Apenas um recado aos conservadorezinhos de plantão: a inspiração declarada do Malmsteen – pesquisem e saberão – é nada mais nada menos que Nicolò Paganini. Sim, ele mesmo, o pai da técnica violinística. Quem está pronto a desafiar Paganini agora? Ou Liszt? Reconheçam de uma vez por todas que o virtuosismo também é uma forma de domínio e aplicação musical.

  21. Mas o que é isso, pessoal? Já tem gente mandando todo mundo a “puta que o pariu”. Outro sugerindo uma “sonata pra viado e orquestra”. Francamente, respeitem meu trabalho!

  22. Nem venham com esse papo chavão de conservadorismo e apego estilístico. A música foi criticada por ser francamente ruim e não por suposta falta de pedigree. Tanto que um colega sugeriu Roberto Carlos como superior a Malmsteen (e é mesmo!). Pedigree é o que menos importa. Outro dia critiquei aqui o disco do Gottschalk. Aliás, hoje mesmo ouvi umas peças de Wagner – sim, Richard Wagner – que são horríveis de dar dó (“Marcha para o centenário da independência americana”, Abertura “Colombo”, Abertura “Fausto” etc). Erasmo Carlos, o Tremendão, é muito melhor que o Wagner dessas obras. “Close” é obra-prima perto da Abertura “Colombo”.

    Chega desse rame-rame de “preconceito”. É hora de desligar a patrulha e deixar o pessoal criticar à vontade.

  23. Não baixei pois não é minha praia, mas não posso deixar de parabenizá-lo pelo seu vaticino: fará com que os mais conservadores “tremam suas carnes”.
    Forza, Marcelo! Avanti!

    1. Valeu Avicenna! Não estou nem um pingo arrependido de ter postado o álbum.
      Tenho a cabeça muito aberta musicalmente e gosto bastante desse tipo de fusões. E entendo perfeitamente que se tenho liberdade para postar, vocês têm liberdade para comentar. Só exijo um pouco mais de respeito de algumas pessoas!

      1. Concordo com o Marcelo. Não gostei do disco, mas a postagem é bastante relevante, acho muito válido unir guitarra elétrica e orquestra, conheço alguns discos de rock com orquestra bastante bons (Rick Wakeman, Yes, Camel, Deep Purple) e deve ter gente que gosta da proposta desse.

        Gostei de ouvir esse disco uma vez, como experiência sonora, só não vou ouvir de novo.

        Mas a fuga não é fuga.

  24. PQP, acho que tu havia postado um cd com gary burton e makoto ozone um tempo atras, o nome eh “virtuosi”, muito boooommm. Tu sabe se é soh esse cd lançado por eles? Se tiver mais algum, por favor…

  25. Quando entrei para o time, achei que um dos objetivos do Blog era, não só compartilhar música erudita com quem já gosta e “entende”, mas também despertar nas pessoas “leigas” o gosto pelos grandes mestres, dar a essas, oportunidade de apreciar e formar opiniões. Pelo amor de Deus, não estou querendo dizer que Malmsteen é um grande mestre, mas que ele despertou e desperta a atenção de muitas pessoas para a música “clássica”, é inegável, portanto, merece um espacinho aqui.

      1. CVL, resolvi “comprar” essa briga. Acho que alguns dos nossos leitores estão elitizados demais, não querendo dar oportunidades para os menos experientes. Um dos leitores, em seu comentário lá em cima citou Saint-Preux de forma depreciativa. E aí, qual o problema com Saint-Preux?!?!? Só porque sua música é acessível, de fácil aceitação para os “leigos”?!?! Já tive muita vontade de postar um álbum com composições da autoria de Gheorge Zamfir, mas estou começando a achar que seria um sacrilégio. Infelizmente vou ter que deixar o seu fabuloso Concerto em Dó Maior para Flauta de Pã e Orquestra, só pra quem já possui, pois é um cd dificílimo de achar “bobando” pela rede.
        Afinal, é isso realmente que nós, que fazemos este Blog com tanto carinho, queremos? Continuar elitizando a música erudita?!?!?!

        1. Marcelo,

          De que maneira o CD de metal é acessível e “dá oportunidades para os menos experientes”? Por que ele é de fácil aceitação para os leigos? Oras, me diga: há coisa mais acessível que o simples e belo primeiro prelúdio do CBT? Há coisa mais facilmente aceita que aquela famosa Aria de Bach que já virou propaganda de todos os produtos e fundo musical de todas as letras bregas?

          IMHO isso é vender gato por lebre. Não é apenas muita barulheira pra pouca música, mas muita barulheira querendo se passar por muita música. Eu também gosto de metal, mas não coloco junto da minha pasta de música clássica, pois esse tipo de virtuosismo de trinados tem seus limites. E se não tivesse, quem deveria ganhar o destaque máximo seria o MC Créu, em plena velocidade 5.

        2. Elementar, meu caro Senhor K…
          A partir do momento que um jovem metaleiro tem contato com esse tipo de material, a música clássica estará sendo difundida dentro de um âmbito totalmente incomum para ela (na verdade, não acho tão incomum assim, pois quem mais flerta com música erudita hoje em dia são os grupos de heavy metal e variações). Não falo exatamente desse álbum do Malmsteen, que foi uma ousadia muito grande, pois ele, com certeza sabia do que correria em não ser aceito nem no âmbito do metal e em no da música erudita.
          Conheço muitas pessoas que passaram a apreciar música erudita ouvindo riffs de metal, como a música de Malmsteen. Também não estou dizendo que é a única maneira de difusão da música erudita entre os jovens. É apenas minha opinião. Amo música erudita, mas gosto também de metal, jazz, chorinho, tango, trilhas sonoras orquestrais, entre outras coisas. Gosto muito do que bandas como o Therion, Haggard e Rhapsody (hoje, Rhapsody Of Fire) fazem com a música dita erudita. Em seu último álbum, um duplo, a banda Therion flerta com Dvorak, Verdi, Mozart, Saint-Saens e Wagner. Se isso não agrada aos mais conversadores, não posso fazer nada, pois eu gosto muito. Isso é tema para um debate muito complexo e sem fim, porém muito enriquecedor de conhecimentos.

  26. Há pouco defendi o referido post. Fique claro que musicalmente considero a peça fraca, especialmente porque o Malmsteen envereda para um ramo de virtuosismo de extrema soberba, a orquestração não passa de algo acessório para suas habilidades circenses.
    Entretanto, daí à utilização dos termos depreciativos que por aqui li, bem, há um abismo considerável. Não me parecem palavras (pelo menos na maioria dos casos) de pessoas que ouviram o álbum e desgostaram. Antes fizeram questão de rechaçar o referido estilo, taxando-o inclusive de subgênero. Semelhante preconceito com outras formas de expressão musical encontrei, por exemplo, em alguns membros de um rock bar que frequentei na adolescência. E querem saber do mais? Vocês, críticos aos quais me refiro, não diferem um dedo sequer daqueles cabeludos hermeticamente tapados para nada que não fosse barulho. Apenas a abordagem é diferente.
    E confesso que foi decepcionante constatar semelhante naipe de chauvinismo em boa parte dos frequentadores do blog. Faz parte.

    Strava, valeu novamente pela postagem e pela saúde mental a ponto de fazê-la.

  27. Malmsteen é virtuosíssimo, porém, me parece que algumas vezes a sua técnica o sobe demais a cabeça, o que acaba virando um espetáculo de malabares.
    Abraços.

  28. Fiquei um tempo fora e me deparei com esta bomba.
    Reparo que a maior parte dos post faltam com o respeito e como já foi citado é pleno de maria vai com as outras, Marcelão não te esquente por tais, continue nos oferecendo obras de inestimável valor, é simplesmente triste ver que as pessoas não recordam as maravilhas que tú já postou aqui, e acima de tudo os imensos sublimes momentos nos foi proporcionado a partir de sua autoria e dedicação a este blog.
    Não estou aqui para ofender,nem defender,não ser contrário ou á favor, simplesmente fazendo minhas condolências a um dos grandes responsáveis pelos momentos de deleite em que passo com uma boa trilha sonora oriunda deste blog.
    Acho que acima de tudo o que eu disser nada podera expressar melhor o que penso do que uma frase ditado pelo próprio Marcelo “Quem quiser, escuta, e aprecia, ou não. Simples assim.”
    O que é lamentável é ver que as críticas chovem aos montes quando temos um tropeço ou fazemos algo que não agrada a maioria, já quando temos momentos de pleno acerto em nossas atitudes um simples tapinha nas costas é o que recebemos, e o número de cumprimentos é relativamente baixo.

  29. O legal do Malmsteen não o trabalho orquestral em si, mas sim um album como o “Rising Force” em que ele pega coisas típicas de Bach e Paganini e as insere de uma forma diferente, entre power chords e bumbo-duplo ^^.
    Se postar, posta só até o Trilogy xD

  30. Vlew FDP!!!
    To tentando procurar a partitura para piano da faixa nº 3 “Prelúdio VIII, Opus 32” faz um bom tempo. Essa música é de nos colocar um sorriso aleatório mesmo em um dia ruim, mesmo na situação em que o grêmio está =/.
    Outra coisa, ano passado havia feito um curso de dicção e oratória na faculdade onde estudo, e como o primeiro dia deveríamos falar sobre um assunto de livre escolha, falei sobre música clássica, instrumentos usados, andamentos e etc. Muitos ficaram maravilhados pq levei um cd com musicas para explicar cada compositor e acabaram adorando o que ouviram. O mais engraçado é que 2 pessoas compraram o livro que eu havia indicado (um guia de musica classica do jorge zahar) e me pediram onde poderiam se informar sobre determinado compositor, pois eh difícil(e irritante) buscar informações e albums de site em site, então acabei sugerindo este blog.
    Visto que temos moderadores de exímio conhecimento na área, não poderia alguém escrever uma espécie de “manual” para leigos? Digo, recomendando certos compositores no início e sugerindo outros conforme o leitor avance na sua pesquisa.
    Eu sei, muita escrita, desculpe =/

  31. Chega, que me desculpe quem gosta disso, mas este disco é uma merda, sub-cultura, blasfêmia contra a grande arte, sinceramente, o nível das postagens deste blog estão decaindo, se já não bastasse as postagens de jazz, agora aparece essa pérola de fusões horrendas, Bach deve estar se contorcendo em seu leito!!

  32. Este tópico veio pra provar que ainda pode existir discussões gigantes em posts que não são do John Cage, rá! hauahauhaeuaehuaehaeuehuaeh!

  33. Ao amigo Lucio Mesquita: se todas as peças escritas desde Bach, grandioso, e foram muitíssimas ao todo, levassem em consideração o que ele faria em seu leito ao saber delas, bem, nada seria criado. Vide Mozart que, tecem as más línguas, achava Bach um arquiteto caipirão do interior da Alemanha e só. Fato é que Bach foi e é único, mas francamente, não sejais lambe bolas do papai do PQP, né?

  34. Não vou falar do sueco porque não vou baixar (já o conheço e não faz o meu estilo), mas me chamou a atenção essa última postagem do Eduardo:

    “Vide Mozart que, tecem as más línguas, achava Bach um arquiteto caipirão do interior da Alemanha e só.”

    Poderias por favor citar a fonte, ilustre colega? É que, ao que se sabe, não era essa a opinião que Mozart tinha de Bach. Ao contrário, há registros históricos (Mozart escrevia muitas cartas, por isso podemos saber suas opiniões sobre muita coisa) de que o respeitava muito.

    Talvez eu esteja desinformado e tenha sido descoberta alguma fofoca da época, mas, com todo o respeito, se não for esclarecido quem disse, vai ficar parecendo que a má língua é você, amigo.

    1. Sim, a má língua sou eu, ora, especule melhor esse respeito parcial de certos compositores, Bach foi rechaçado até certo ponto inclusive por seus filhos compositores, no que creio excluir o PQP.
      E não mudemos de assunto.

  35. Não vou comentar o Malmsteen (já o conheço e não faz o meu estilo), mas sim a última postagem acima, do amigo Eduardo.

    Ele disse que “Vide Mozart que, tecem as más línguas, achava Bach um arquiteto caipirão do interior da Alemanha e só.”

    Poderia citar a fonte, amigo? É que há registros históricos de muitas opiniões de Mozart (que escrevia muitas cartas), e, ao que consta, ele tinha a mais alta admiração por Bach.

    Por isso peço para, por favor, citar a fonte. Caso contrário, com todo o respeito, vai ficar parecendo que a má língua aqui é você.

  36. Parabéns ao PQP Bach pela honestidade intelectual. O problema está em não se dizer o que pensa, e não em dizer.

    “Influências clássicas”, nesse caso, realmente é um eufemismo para plágio descarado, o que, na verdade, ocorreu muito no heavy metal e rock progressivo dos anos 70 – e nem por isso aquela geração desenvolveu gosto pelos grandes compositores.

    E não pense que se trata de conservadorismo “tremendo as carnes”. Admiro muito bandas criativas e “não clássicas” como Black Sabbath, Led Zeppelin, Metallica, e outras, mas esse plagiarismo medíocre tem um valor bem menor.

    Se é pra ouvir um grande guitarrista, fico com Joe Satriani, que não tenta fingir o que não é.

    E se é pra valorizar os “divulgadores da música clássica”, que venha a Família Lima (argh!).

    1. Concordo plenamente. Muitas vezes o recurso sinfônico parece mais um apelo a algo tido como sofisticado, um complemento vazio para mostrar que determinada banda ou intérprete do rock’n roll atingiu status para isso. Assim foi, esses dias, na minha cidade, uma apresentação do grupo Roupa Nova com a sinfônica de minha cidade, bem, nada demais, puro cachê para os músicos eruditos, o que é direito deles, afinal todos têm contas para pagar no fim do mês.
      Nesse âmbito achei muito honesta a proposta dos Scorpions junto à Filarmônica de Berlim: eles não se fazem passar por eruditos, são declaradamente membros de uma outra vertente musical, mas fazem uso consciente da orquestra. Inclusive as músicas são as mesmas de seu repertório frequente, só que dotadas do muito bem vindo incremento da Filarmônica que, neste caso, não é mero acessório.
      Também dou muito mais valor às bandas “não clássicas”, mas já é pedir demais postá-las em lugar do Malmsteen porque foge ao escopo do blog.

      Fica uma impressão pessoal: ainda que se trate de um som conceitualmente pesado, nunca vi algo tão próximo do melódico (leia-se, semiclássico) que os álbuns ‘Keeper of the seven keys’ partes I e II, dos alemães do Helloween.

  37. Puxa Marcelo, eu queria estar em seu lugar agora, quanta atenção lhe dedicaram!! Esse deve ser o recorde de comentários do blog – Parabéns Marcelo, vc teve o privilégio da crítica (digo as criticas decentes, não aquelas destrutivas). Como disse Santo Agostinho, “Prefiro os que me criticam, pois esses me corrigem, do que os que me bajulam, pois esses me corrompem”. Abraço

    1. Obrigado, mas esse comentário, com certeza você colocou só pra completar os 80, né? Fala sério! Não considero essa, a postagem recorde, pois acho que metade dos comentários são meus.

  38. Parece um show dos Gun´s ´n roses, ou algo no estilo, só que com uma orquestra.
    Resumindo, isso está mais enquadrado no estilo rock, heavy metal.

  39. Gostaria de expressar meu apoio ao Marcelo que fez esse post (com muito atraso). Acho que o blog é excelente e quanto mais diversidades e tentativas houverem mais enriquecedor será.
    Acho ridículo alguém perder tempo de escrever comentários cheios de palavrão. Se você está com raiva ou não gosta desse som, tem gente que gosta. Eu gosto e admiro o Malmsteen. Se ele tem pouca técnica ou realiza plágios, ainda assim está fazendo muito mais do que muitos aqui. Tem bastante coisa excepcional no blog. Não gostou, acha algo melhor.
    Parábens pela postagem e, por favor, brinde-nos com mais.

  40. Um travesti não agrada necessariamente quem gosta de homem, nem quem gosta de mulher, e nem mesmo a quem gosta de homem E mulher. Dois gêneros em um formam simplesmente um outro gênero, que requer… um outro gosto.

    Mas… temos de fato um outro gênero? Rock sinfônico? Ou sinfonia com eletrificação? Isso pra mim só serviu (até hoje) como curiosidade. Quando ouvi Metallica num quarteto de violoncelos exclamei “ohhh!”, mas não ouvi uma segunda vez. Agora eu disse: “Olha, o Malmsteen fez um concerto sinfônico, que legal!”. Ok, baixei, ouvi e deletei.

    Música (pra gente que gosta) é outra coisa. É mais do que fritar 300 notas por minuto. Aqui vão duas sugestões de um erudito tocado “em rock” e de um rock tocado “em erudito”. Perfeitas? Bom, pelo menos pra mim funcionam…

    http://www.youtube.com/watch?v=MC8cWvR153Q
    http://www.youtube.com/watch?v=yboUUmKZlxM

    Abraço a todos!

      1. Boa tarde.

        É certo que só há criação através de combinação, mas a rejeição à bizarrice é regra evolutiva. Mezzo Coca-Cola mezzo Malbec, mezzo homem mezzo mulher, mezzo heavy-metal mezzo sinfonia, sempre serão coisa de minoria. Graças à Mãe-Natureza.

        Você assistiu meus Youtube? Eu assisti o seu. Ok, tecnicamente impressiona, mas não há lugar para aquilo no meu coração. Camisas bufantes, glamour em reflexos dourados, Malmsteen’s World. Mas iluminamos bem a questão. Para mim, menos é mais. Para você, mais é mais.

        Espero não ter sido confuso, agora.

        1. Sim, vi os vídeos que você indicou e gostei bastante, mas achei mais interessante ainda, você dizer que aqueles vídeos (os seus), funcionam perfeitamente pra você, porém o vídeo que te indiquei não te agradou. Isso me remete a somente uma coisa: questão de gosto não se discute!
          Um abraço!

  41. Apenas para esclarecer:

    Enquanto desde a década de 20, musicos de jazz se empenhavam em produzir um material altamente técnico, o rock/metal chegava a meados dos anos 80 com uma abordagem simplista, popular e tecnicamente pobre.

    Isso mudou com a chegada do movimento “Shred”, surgiram nomes como Van Hallen, Stevie Vai, Malmsteeen e outros. Eram guitarristas empenhados em transformar a linguagem da guitarra elétrica tão sofisticada e técnica quanto a do piano ou violino por exemplo.

    De todos esse nomes Yngwie malmsteen foi o que mais se aproximou da musica erudita do período barroco, em sua obssessão por tentar reproduzir na guitarra frases que até então só eram escutadas no violino e piano, ele teve que reinventar a forma como as notas são digitadas na escala, criando desenhos que lhe permitiam fluir com mais rapidez e precisão.

    Ele foi o responsável por divulgar o uso de frases com “pedal point” algo típico da musica erudita e, para aproximar ainda mais a sonoridade do rock-metal à musica classica teve que reinventar a forma como o contra-baixo e teclado funcionavam nas composições.

    De todos os nomes do Shred ele é quem mais venera a musica erudita e graças a ele, hoje em dia todos os estudantes de guitarra que levam a sério o seu instrumento devem se empenhar também no estudo e análise da musica erudita.

  42. Ah! Tem gente que fica furibunda com os ‘conservadorizinhos’!
    Deve ser da patrulha nacional socialista-stalinista–maiosta-petista… Fazer o quê? Tem gente que não tolera opiniões contrárias. Irmãozinhos do Isis.
    Não tenha nada contra quem goste de ouvir isso, mas de fato, malmsteen parece ser mesmo muito ruim. Não preciso nem perder tempo ouvindo. Meus ouvidos não são penicos. Só de olhar para o ‘look’ do sujeito já sinto que não presta. Preconceito? Chame do que quiser. Eu chamo de conceito mesmo.
    Do meu baú de pérolas conservadoras: Não ouvi e não gostei!
    Se pelo menos um radicalzinho tiver tido um enfarte lendo o que escrevi, já saí no lucro.

  43. Não sabia quem era Malmsteen até agora. Ouvi e não gostei. Acho válidas as tentativas de confluência entre o clássico e o popular, mas o êxito dessas investidas varia muito. No caso do guitarrista sueco, a tendência ao virtuosismo-como-fim torna a música repetitiva e enfadonha. Vale como show, mas não é o tipo de obra que convida a uma segunda audição.

    Apesar de esdrúxula no conjunto do blog, essa postagem teve o mérito de apresentar Malmsteen e provocar debate. Imagino que por isso foi revalidada.

  44. Primeiramente, peço que refaçam se possível as faixas de números 24, 28 e 31, que foram cortadas antes do fim; assim poderei tocar este concerto num programa de música clássica que apresento numa web rádio e não lembro se já mencionei por aqui pelo blog – ver:
    http://visibilidadecegosbrasil.com.br/radio

    Quanto à obra, existe de fato um certo “exibicionismo virtuosístico”, mas no conjunto apreciei. Trata-se de obra para homens de nossa época, para o nosso “zeitgeist”, assim como o são, digamos, as obras de Mason Bates.

    [ ]s

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