Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Integral dos Quartetos de Cordas (CD 4 de 9)

IM-PER-DÍ-VEL !!! Quer todos? Clica aqui, ó.

E aqui começam as obras-primas de nossa integral. É através dos quartetos que notamos mais claramente a evolução beethoveniana. O quarteto Razumovsky Op. 59 Nro. 1 é esplêndido e se, para nossa alegria, fica anos-luz à frente do Op. 18, fica também, para nosso maior gáudio, muito aquém dos últimos quartetos, certamente um dos ápices da humanidade. Não, não há exagero.

Todos os três quartetos do Op. 59 “Razumovsky” são notáveis. Com os três quartetos deste opus, Beethoven marcaria definitivamente a cisão entre a música de câmara para amadores, anunciando um tipo de música camarística, reservado apenas aos profissionais. Eles são apelidados de “Quartetos Razumovsky” porque foram encomendados pelo conde Andreas Kyrilovich Razumovsky, embaixador russo em Viena desde 1792. Ele era um colecionador de arte, excelente violinista amador e suficientemente corajoso para pedir a Beethoven aulas de teoria musical e composição. Não foi admitido como aluno, mas, como segundo violino do Quarteto Schuppanzigh, participou da estréia em janeiro de 1809.

Há pessoas que elogiam o Allegro inicial, mas minhas preferências vão para os dois últimos movimentos, Adagio molto e mesto e o Tema Russo.

O quarteto Op. 95 não é um mero complemento deste CD. É protagonista. Trata-se de um furioso e sincero auto-retrato de Beethoven no momento em que ruíram seus planos amorosos de casar com Thérèse Malfatti. Alguns o comparam ao Quinteto K. 516 de Mozart ou ao terceiro quarteto de Bela Bartók – todos escritos em momentos de profundo desespero. Seu tema inicial é firme, afirmativo e irritado, dando o tom de um quarteto que nem sempre permanecerá neste humor, mas que é um belo exemplo do quanto Beethoven considerava o quarteto de cordas a formação mais adequada para expressar suas “Vozes Íntimas”.

Um grande e relevante CD.

Quartet in F, Op. 59 “Razumovsky” No. 1 
1 Allegro
2 Allegretto vivace e sempre scherzando
3 Adagio molto e mesto
4 Thème russe: Allegro

Quartet in F Minor, Op. 95 “Quartetto Serioso”
5 Allegro con brio
6 Allegretto ma non troppo
7 Allegro assai vivace ma serioso
8 Larghetto espressivo; Allegretto agitato – Allegro

Quarteto Kodály

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Ai, que brabo!
Ai, que brabo!

PQP

10 comments / Add your comment below

  1. Dessa vez não tem confusão: são 3 os quartetos Razumovsky e não tem como me confundir. rrrsssss.Bem,tenho esses quartetos em 2 CD´s interpretados pelo Alexander Quartet. Não sei se conheces PQP, mas a interpretação é ótima, assim como a qualidade do som: cristalino!!! No primeiro, o n°1 mais o quarteto (cujo opus não me lembro ¬¬)rotulado “Harpa”. No segundo, o n°2 e n°3.

  2. Sim, Sander, o Harp e o Serioso são os “perdidos” nas obras de Beeth. Os outros têm companhia. Op.18 (6), Op.59 (3) e os últimos (5, não?), opus cento e vinte e tantos para cima.P.Q.P. BachP.S.- Depois de muito peregrinar e gastar, fiquei com o Kodály baratinho da Naxos…

  3. O Quarteto Kodály não deixa a desejar, não para mim ao menos. Tenho gravações dele dos quartetos de Haydn e não penso em trocá-las pelas do Melos Quartet ou Amadeus Quartet. Por sinal, a Naxos é uma das minhas gravadoras preferidas: bom e barato (hoje nem tanto). Assim como a DG, EMI, Decca, RCA, Harmonia Mundi etc. possui gravações de todos os níveis, das exelêntes às péssimas.

  4. Olá Caro P. Q. P. Bach.

    Permita-me usar o “caro” antes de seu pseudônimo, mas não consigo tratá-lo de maneira menos informal que esta pois acesso o seu site mais do que o Google ou o e-mail, ou outro lugar na net. Há tempos vinha esquivando-me de fazer um comentário em uma postagem deste site ímpar, partilhar a minha paixão pela música clássica, mas as sucessivas veleidades de muitos dias somaram-se neste momento de descontração e resolvi levar a cabo este elogio ao seu esforço de divulgar a música clássica. Conheci o seu site através de uma busca, no Google, por Schoenberg, e eis que deparei-me com um acervo inesgotável desta música que aprendi a gostar com os discos de vinil de meu pai, que continuei a admirar comprando CDs aqui e ali, que foi mais forte que o gosto pelo Led Zeppelin. Supunha que o auge da paixão pela música clássica tinha passado, já que estava usando o E-mule para buscar mais Jazz e então conheci o seu site, e acabei deixando um pouco de lado o Beebop, o Hardbop, o Fusion e o Freejazz para mergulhar novamente no universo da música clássica. Comecei por Bach, Vivaldi (música que adoro a ponto de ter pensado em chamar um rebento deste nome), Mozart, depois redescobri Beethoven (estes Razumovski são realmente maravilhosos!),a 9ª de Toscanini, Brahms! Ah! a série de música de câmara do alemão baixei toda! entre tantos outros que você indicou e que gostei muito, por exemplo, Stockhausen, Xenakis… (conhecia até John Cage), Shostakovicht, que também não conhecia, o genial judeu asquenaze Gustav Mahler, o Quebra-nozes integral que nunca tinha ouvido, Bartók e seus quartetos de cordas! admiráveis! enfim, os diversos piano concertos (adoro Rachmaninoff também!), a lista é imensa dado que a cada dia encontro algo prazeroso para ouvir! Todos os dias durmo ouvindo música clássica, e como meu HD de 500 GB está ficando repleto (bem, ainda vai demorar! mas daí compro um de 1 TB) de seus downloads (você já deve ter visto meu IP nos relatórios de download), fui obrigado a comprar um bom MP3 para andar por aí ouvindo música clássica.
    A música clássica faz parte da minha vida de maneira inerente e o seu site é uma fonte de prazer para todos os amantes da música de Bach. Meus sinceros votos de admiração por esta empreitada tão valiosa.
    Este comentário era para ser breve mas não o foi, resta-me examinar o leitor para ver se ainda se interessa pelo que escrevo, enfim, o bom senso obriga-me a findá-lo aqui.

    Um abraço.

    PS.: mandei o link do teu site para todos os meus contatos e coloquei o mesmo link no meu site sobre literatura.

  5. Obrigado pelo post, caro pqpbach. Só não concordo com essa tendência de colocar o Beethoven intermediário (aquele supostamente “liberto” das amarras haydnianas e mozartianas) como o divisor de águas da história da música: os quartetos dos dois gênios que vieram antes dele seriam obras para amadores?
    No mais um grande abraço!

  6. Obrigado, caro pqpbach, pela mensagem. A cordialidade não poderia faltar, não fora por outros motivos (que os há), por este: o trabalho de vocês é maravilhoso, e sempre que posso o divulgo e recomendo. Parabéns a você e à equipe toda pelo presente que a cada dia nos é dado e renovado. E, portanto, um grande abraço ao grupo todo!

Deixe uma resposta