Amaral Vieira (1952): The snow country prince

cd-amaral-vieira-the-snow-country-prince-14078-MLB3661922692_012013-FPor fim, o encerramento da trilogia pianística de Amaral Vieira, com seu CD de obras mais nipófilas. Se eu disser que acabou por aqui, os fãs do compositor vão pedir mais – já sei como é. Então prometo outras postagens, mas não sei até quando (risos). E quem tiver discos dele ainda não postados, pode me mandar.

***

Amaral Vieira – The snow country prince (O príncipe do país das neves)

1. A Alvorada, op.268 (1983)
2-4. Três Retratos
1.Retrato de MR, op.98 (1977) – 2.Retrato de DS, op.98 (1977) – 3.Retrato de MPC, op.90 (1984)
5-11.Epigramas, op.246 (1988)
1.Molto marcato – 2.Energico – 3.Con monotonia – 4.Polichinelo – 5.Appassionato – 6.Con grazia – 7.Vivo
12. Toccata Festiva, op.285 (1997)
13. Sonatina em um movimento, op.165 (1982)
14. Prelúdio, op.220 (1987)
15. Tarantelle Fantasque, op.162 (1985)
16. Haha (Mãe, Melodia Japonesa), op.275 (1995)
17. Ningen Kakumei No Uta (Canção da Revolução Humana, Melodia Japonesa), op.272 (1995)
18-36. The Snow Country Prince (O Príncipe do País das neves) op.284 (1997)
Ciclo de 19 peças inspirado em conto de igual título de Daisaku Ikeda

1.In the land called Snow Country / Andante Misterioso – 2.The end of summer / Com simplicidade – 3.Last Winter / Cantilena – 4.Goodbye / Pequeno Improviso – 5.The first swans arrive / Divertimento – 6.We must feed the swans / Graciosamente – 7.The children lay in bed / Pastoral – 8.The Snow Country Prince / Humoresque – 9.After such a visit / Quase uma Valsa – 10.The swan mustn’t die / Romance – 11.Never give up / Scherzo – 12.Papa has had an accident / Meditação – 13.The sleigh took them all to the railway station / Ostinato – 14.Happier every day / Valsa Delicada – 15.Just like the swan / Fantasia – 16.Keep trying / Toccatina – 17.One evening / Agitado – 18.Oh, how lonely winter is / Noturno Elegíaco – 19.But winter was over / Rondó

Piano: Paulo Gazzaneo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Amaral Vieira
Amaral Vieira

CVL

25 comments / Add your comment below

  1. Que bom termos agora os três cds gravados pelo pianista Paul Gazzaneo com obras de Amaral Vieira. Mas a obra integral ainda não foi gravada. A Rádio Cultura apresentou certa vez o ciclo The Snow Country Prince na interpretação do próprio compositor, era a gravação ao vivo de um dos muitos recitais que ele tocou no Japão. Mas acho que essa gravação não foi lançada comercialmente. E o grande CVL está absolutamente correto: pediremos sempre mais (risos)… vou dar uma olhada nos discos que tenho ainda não postados. Estão completamente à disposição (mas como mandá-los para você?)
    Abraços,
    Maria Cristina

      1. Serviço de Utilidade Pública do PQPBach: quem tiver somente LP e não puder digitalizá-lo, pode me enviar que eu digitalizarei, enviarei o link para o CVL e prometo devolver o LP para o dono.

      2. CVL, mandei para o seu e-mail dois links com obras de Amaral Vieira para Órgão que eu postei no Rapidshare. Para quem não sabe grande coisa de informática como eu, isso é uma verdadeira proeza, contanto que você consiga fazer os downloads (risos).

  2. Qual é o significado das abreviaturas Retrato de MR, op.98, Retrato de DS e Retrato de MPC? Essas informações devem estar na brochura do cd. Gostaria também de saber onde posso encontrar o conto de Daisaku Ikeda “O Príncipe do País das neves” que serviu de inspiração para a obra de Viera. Obrigado

  3. Vou pedir algo vexatório: os títulos em português das faixas do Príncipe. Por tratar-se de obra programática, e desconhecedor que sou do inglês…Creio que não seja difícil atender este pedido e desde já agradeço.

    1. Não é nada vexatório, P.H., ninguém é obrigado a saber inglês. Vou fazer as traduções e depois eu posto aqui, ok? Só para adiantar, O Príncipe do País das Neves é uma fábula japonesa sobre gratidão e amor, com elementos mágicos, contada pelo poeta budista Daisaku Ikeda. Duas crianças cuidam de um cisne ferido enquanto o pai delas convalesce no hospital.

  4. Murilo, o booklet do cd contem as seguintes informações sobre os Três Retratos:

    Amaral Vieira emprega o tríptico como meio de organização musical em várias de suas obras para piano. No caso dos Três Retratos, podemos constatar pelas datas de composição e pelos números de opus, que o grupo resulta da combinação de peças concebidas de maneira mais independente. Os dois primeiros “Retratos”, escritos em 1977, faziam parte de um grupo de quatro peças escritas em homenagem aos compositores Maurice Ravel, Dmitri Shostakovitch, Francis Poulenc e Serge Prokofiev. Os dois “Retratos” aqui incluídos são concebidos como se fossem personalidades distintas, o primeiro lírico e melodioso, o segundo brincalhão, ágil e bem-humorado. O primeiro deles contem um motivo musical que seria mais tarde usado como o tema principal da Bagatela nº 4, escrita em 1983. Num sentido metafórico, podemos dizer que o mundo psicológico representado no primeiro “Retrato” refere-se a um ambiente interno, enquanto o segundo sugere a vida ao ar livre. O terceiro “Retrato ” tem um caráter mais impulsivo e apaixonado, expresso mediante uma escrita pianística mais densa e de sonoridades mais extrovertidas, e que o diferencia dos outros dois devido à sonoridade quase orquestral da escrita.

    O texto é assinado por James Melo, New York University.

    Desse modo, os dois primeiros seriam “Retrato de Maurice Ravel” e “Retrato de Dimitri Shostakovich”. Quanto ao terceiro, “Retrato de MPC”, infelizmente não sei responder

  5. Ainda sobre os Três Retratos, fiquei curioso e resolvi dar uma olhada no elepê que ainda tenho da pianista Marina Brandão com obras de Amaral Vieira (Amaral Vieira – Composições – Volume 6 – Selo Scorpius SPS5210). Nas notas de programa escritas pelo compositor pode-se ler que o terceiro Retrato foi composto em 1984 e dedicado a Mário Pimenta Camargo. Não sabia quem era essa pessoa e no Google descobri que foi advogado famoso e um dos maiores colecionadores de arte do Brasil, e morreu em 1996. Daí o título Retrato de MPC (Mário Pimenta Camargo).

  6. Obrigadão CVL!
    Fazia já algum tempo que não conseguia entrar no site, apesar do meu grande interesse em geral pelas postagens e, sem dúvida, pelas obras de Amaral Vieira.
    Tive uma surpresa muito muito muito agradável de encontrar as três postagens de suas obras para piano que são maravilhosas. Como sempre as criações de nosso querido compositor são vibrantes e nos passam uma energia daquelas que estão fazendo falta no mundo de hoje, sempre cheio de confusões… elas nos passam esperança, o que está difícil de sentir… Obrigada CVC e obrigada Amaral Vieira pelo presente.
    Mas… já que estou aqui… não custa pedir (desculpe CVL…) quando você vai conseguir postar o “Quinteto Fronteiras” linda obra que somente ouvi uma única vez em concerto e queria tanto poder escutar com calma e muitas vezes???

  7. Encontrei no site do selo Paulus a sinopse deste cd, que transcrevo esperando que seja útil para quem estiver baixando.

    O paulistano Paulo Gazzaneo, discípulo de Amaral Vieira (1952), elegeu a respeitável obra de seu mestre para compor a presente seleção musical. Neste terceiro CD da série de gravações das obras para piano de Amaral Vieira, Paulo Gazzaneo selecionou peças que, apesar de escritas em épocas diferentes, apresentam as particularidades técnicas e formais unificadas pelo estilo fortemente individual do compositor. Sem dúvida, o charme desta gravação está no grupo de peças inspiradas pela cultura japonesa: Haha (Mãe), Ningen Kakumei no Uta (Canção da Revolução Humana), The Snow Country Prince (O Príncipe do País das Neves), ciclo título deste CD. As duas primeiras são, no Japão, dois dos importantes hinos da Associação Soka Gakkai. Já o ciclo The Snow Country Prince foi inspirado no conto infantil de Daisaku Ikeda de igual título: “Iuki Guni-no Oojisama” (publicado pela Oxford Press, na Inglaterra, e Editora Record, no Brasil). Esta coleção de miniaturas poderia muito bem ser qualificada como uma espécie de ciclo de canções sem palavras, devido à qualidade altamente expressiva da linguagem musical e à uniformidade emocional de cada uma das miniaturas. Embora a inspiração para a composição tenha sido um texto japonês, o idioma musical é ocidental. A lista dos gêneros musicais que se segue a cada um dos títulos descritivos demonstra quão importante é a herança romântica à qual estas gemas musicais se afiliam. Neste CD encontram-se cinco primeiras gravações mundiais.

  8. É possível voltar a colocar os cds das obras corais? descobri recentemente este grande compositor e agora já não deixar baixar algumas obras, entre elas o Requiem…

    Se não der, obrigado na mesma.

  9. Descobri há pouco tempo este site que é uma jóia e estou alucinada de achar tanta coisa linda aqui.
    Sou, há muito tempo uma das inúmeras fãs de carteirinha de Amaral Vieira nosso grande compositor da atualidade.
    E, para mim, foi uma alegria descobrir suas composições aqui à disposição.
    Estou me deliciando com as postagens já existentes pelas quais agradeço.
    Queria pedir especialmente se seria possível colocar as duas versões das “Meditações sobre o Stabat Mater” para violino e orquestra. Sei que existem duas, mas não me lembro os intérpretes. Por favor, quem tiver, seja amigo e disponibilize, sim?
    Obrigada

  10. O Amaral Vieira tem diversas composições associadas a obras literárias de Daisaku Ikeda. Uma importante postagem dessa parceria é o CD Vieira’s World que está neste blog, mas o link precisaria ser revalidado (no momento não está dando para baixar). Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho e obra do pacifista Ikeda pode entrar no site http://www.daisakuikeda.org/ – está em inglês, mas vale a pena dar uma olhada. O conto O Príncipe do País das Neves foi publicado no Brasil pela Editora Record com belas ilustrações de Brian Wildsmith e pode ser encontrado no site do Submarino por menos de 30 reais. Arigato, Yuji

  11. Na verdade estou querendo colocar um comentário no post Amaral Vieira – Obras Completas para Órgão 1984-1996 mas não encontrei o campo Leave a Reply (como este que estou utilizando). Tentarei mais tarde. Desejo um bom fim de semana a todos.

  12. CVL, continuo sem conseguir escrever um comentário nas Obras Completas para Órgão de Amaral Vieira – conforme escrevi ontem aqui, não há um campo para Leave a Reply. Alguma coisa deve ter se desconfigurado na página. Poderia dar uma olhada, por favor? Eu consegui notas de programa sobre o Prólogo, Fuga e Final que gostaria de disponibilizar para quem estiver baixando essa gravação.

  13. Caro CVL,
    Estou desesperada para poder ouvir o Quinteto Fronteiras e também as “Meditações sobre o Stabat Mater” para violino e orquestra que já mencionei em fevereiro. Sei que você não pode ficar somente por conta do Amaral Vieira (embora ele o mereça…) Mas só queria saber se algum dia você poderia me atender – e tenho a certeza que muitos de seus admiradores adorariam também – não é verdade, gente?
    Grande abraço,
    Lisianne

  14. Olá, Lisianne, não precisa ficar desesperada (risos). Eu já enviei para o CVL o cd do Ensemble Capriccio com os Trios para Cordas de Villa-Lobos e Guarnieri e o Quinteto para piano e cordas “Fronteiras” de Amaral Vieira. O site tem com certeza uma programação e acredito que postará essa gravação oportunamente. Quanto às Meditações sobre o Stabat Mater para violino e cordas, há pelo menos duas gravações. Uma com o violinista Erich Lehninger, acompanhado pela Rio Camerata e outra com a violinista Elisa Fukuda, acompanhada pela Camerata Fukuda (o regente é Celso Antunes). As interpretações são muito diferentes, vale a pena ouvir as duas. Boa Páscoa a todos!

  15. Isso mesmo, Cristina. Recebi o arquivo e o postarei oportunamente, já que tem muita coisa na frente. Possuo tambám as duas gravações com as Meditações (linda obra) – e elas igualmente serão disponibilizadas.

Deixe uma resposta