J. S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Céus, que coisa linda este registro da Missa em Si Menor! A maior obra já escrita por um ser humano ganha aqui uma versão arrasadora de cabo a rabo, de cima a baixo. Nesta gravação destacada pela Gramophone inglesa, o que me deixou abobado foi a profunda compreensão da utilização dos corais. Nunca tinha-os ouvido tão claros. A Missa é uma obra para solistas e coral das mais espetaculares e o desempenho do Dunedin Consort permite um nível de clareza e de expressão que não são normais. Os cinco solistas, os sopranos Susan Hamilton e Cecilia Osmond, o contralto Margot Oitzinger, o tenor Thomas Hobbs e o baixo Matthew Brook, respondem com performances prenhes de musicalidade. Também as texturas orquestrais são perfeitas, transparentes. Uma coisa de louco. É CD para se ouvir muito e demais.

J. S. Bach (1685-1750): Missa em Si Menor, BWV 232

Disc 1
1 Kyrie eleison (Chorus) 9:39
2 Christe eleison (Soprano 1 and 2) 4:33
3 Kyrie eleison (Chorus) 2:45
4 Gloria in excelsis Deo (Chorus) 1:42
5 Et in terra pax (Chorus) 4:23
6 Laudamus te (Soprano 2) 4:08
7 Gratias agimus tibi (Chorus) 3:04
8 Domine Deus (Soprano 1, Tenor) 5:10
9 Qui tollis peccata mundi (Chorus) 2:45
10 Qui sedes ad dextram Patris (Alto) 3:57
11 Quoniam tu solus Sanctus (Bass) 4:09
12 Cum Sancto Spiritu (Chorus) 3:47

Disc 2
1 Credo in unum Deum (Chorus) 1:46
2 Patrem omnipotentem (Chorus) 1:54
3 Et in unum Dominum (Soprano 1, Alto) 4:11
4 Et incarnatus est (Chorus) 2:55
5 Crucifixus (Chorus) 3:02
6 Et resurrexit (Chorus) 4:02
7 Et in Spiritum Sanctum Dominum (Bass) 5:27
8 Confiteor unum baptisma (Chorus) 3:40
9 Et expecto resurrectionem mortuorum (Chorus) 2:07
10 Sanctus (Chorus) 4:58
11 Osanna (Double Chorus) 2:38
12 Benedictus (Tenor) 4:55
13 Osanna – Da capo (Double Chorus) 2:39
14 Agnus Dei (Alto) 4:26
15 Dona nobis pacem (Double Chorus) 3:15

Matthew Brook
Susan Hamilton
Thomas Hobbs
Cecilia Osmond
Margot Oitzinger
Dunedin Consort
Dunedin Players
John Butt

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Como conseguiste isso, Butt?
Como conseguiste isso, Butt?

PQP

4 comments / Add your comment below

  1. Como disse em outro post aqui deste blog, reputo esta versão como altamente recomendável, pelas razões expressas de maneira tão feliz por pqpbach, basicamente o equilíbrio perfeito entre solistas e coro. Agradeço a vocês terem dado a mim a possibilidade de conhecer esta maravilha de gravação. Para mim Leonhardt (ainda no topo), Butt e Cohen formam a trindade santa da interpretação da “maior obra já escrita por um ser humano”.

  2. Caros amigos,
    tratei de voltar a este post para confessar que, por culpa de vocês, fui realizar uma competição entre as versões que tenho desta que é, mesmo, a “maior obra já escrita por um ser humano”. Fui ouvindo, e afunilando: Harnoncourt, as duas versões do Gardiner e as do Bruggen, as várias do Herrewegue, o Parrott, o Minkowski, o Christophers, o Junghanel, o Savall (que pena…), o Pearlman, o Cohen, o Suzuki, o Veldhoven, o Hengelbrock… Bem, Koopman quase chegou lá, mas no final restaram Butt e Leonhardt. E devo dar a mão a palmatória: se o velho vence pela piedade e reverência luterano-católicas indispensáveis a uma obra como essa, o inglês arrasa no conjunto da obra. Certamente fez muita diferença a imensamente superior qualidade na tomada do som. Mas não é só isso: a opção por um grupo vocal que quase se resume aos solistas torna a clareza dos momentos corais algo meridiano. E cada um deles tem uma enorme vontade de cantar; às vezes não parece que são apenas dez cantores! Para mim a prova dos nove chegou no Sanctus: o que é aquele baixo (Matthew Brook), meu Deus!!! Faz uns dois dias que não paro de ouvir a última faixa do Credo, o Sanctus e o Osanna. Culpa de vocês, culpa de vocês: obrigadíssimo!!!

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