W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para Clarinete K.622 / Adágio e Fuga K.546 / Quinteto para Clarinete K.581

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande repertório e um grande CD! Os clarinetistas são pessoas de sorte. Mozart e Brahms começaram a compor obras para o instrumento quando estavam em seus auges como compositores. O Concerto e o Quinteto para Clarinete de Mozart merecem estar em quaquer panteão de grandes obras. Ambos são esplêndidos e nesta gravação a DG teve o bom gosto de separar os dois monstros com outra bela obra da maturidade de Mozart, o Adágio e Fuga, K. 546. É música para você ouvir quinhentas vezes até decorar cada notinha, tá? E esses italianos são muito bons. O que tá esperando para ouvir?

W. A. Mozart (1756-1791): Concerto para Clarinete K.622 / Adágio e Fuga K.546 / Quinteto para Clarinete K.581

Mozart: Clarinet Concerto In A, K.622
01. Allegro
02. Adagio
03. 3. Rondo (Allegro)
Fabrizio Meloni
Artkronos
Ezio Rojatti

Mozart: Adagio and Fugue in C Minor, K.546 – Orchestral version
04. Adagio
05. Fugue
Artkronos
Ezio Rojatti

Mozart: Clarinet Quintet in A, K.581
06. Allegro
07. Larghetto
08. Menuetto
09. Allegretto con variazioni
Danilo Rossi
Fabrizio Meloni
Giovanni Gnocchi
Laura Bortolotto
Marco Rizzi

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Bonito armário, Meloni!

Bonito armário, Meloni!

PQP

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo / Kim Kashkashian e Keith Jarrett

Aqui nós temos uma derrapada. A culpa não é de Jarrett, mas da viola de Kashkashian. Kim é impecável, coloca as notas todas em seus lugares, mas não faz mágica e aqui nós estamos em terreno de deuses; ou seja, é requerida a magia. Nós temos muitíssimas gravações melhores do que esta com na duplas de cravo e gamba ou piano e violoncelo. Acho que a escolha da viola foi fatal. Além da sonoridade alienígena, também há um sotaque moderno na viola de Kim que não combina com o cravo de Jarrett. Parece um registro… transdisciplinar (?). O cravo e a viola (por que tal escolha?) e, porra, Shosta, Bartók, Carter, Berio, Schnittke, Kodály, Hindemith… — estes parecem ser compositores bem mais Kashkashian-like, not Bach. A qualidade da música é extraordinária, por isso é que esperávamos um extraordinário CD.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola Da Gamba e Cravo

1. Sonata in G BWV 1027 – Adagio
2. Allegro ma non tanto
3. Andante
4. Allegro moderator
5. Sonata in D BWV 1028 – Adagio
6. Allegro
7. Andante
8. Allegro
9. Sonata in G minor BWV 1029 – Vivace
10. Adagio
11. Allegro

Kim Kashkashian, viola
Keith Jarrett, cravo

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Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.

Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.

PQP

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Palestrina (1525-1594): Missa Papae Marcelli & Missa Brevis: HABEMUS PAPAM!! HABEMUS PAPAM!!!

vjgjtHABEMUS PAPAM!! HABEMUS PAPAM!!!
Originalmente postado em 13.03.13, dia da eleição do Papa Francisco.

Missa Papae Marcelli ou Missa do Papa Marcelo é uma missa composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina em homenagem ao Papa Marcelo II. É a missa mais conhecida e mais executada de Palestrina. Frequentemente, é ensinada em cursos de música. Foi tradicionalmente cantada em todas as missas de coroações papais até a coroação de Paulo VI, em 1963.

A Missa Papae Marcelli consiste, como grande parte das missas renascentistas, de Kyrie eleison, Gloria in Excelsis Deo, Credo, Sanctus/Benedictus e Agnus Dei, embora o Agnus Dei seja em duas partes, em vez das três usuais. A composição da missa é livre, sem se basear em um cantus firmus nem parodiar outra peça. Talvez por causa disso, essa missa não tem a consistência temática típica das peças de Palestrina baseadas em modelos. É, a princípio, uma missa a seis vozes (há oito no Agnus Dei, devido a divises). Entretanto, o uso do conjunto completo fica reservado a porções específicas, sujeitas ao clima requerido pelo texto. Além disso, as combinações de vozes variam ao longo da peça. A textura é basicamente homorrítmica, em estilo declamatório, com pouca sobreposição de textos e uma clara preferência por acordes em bloco, de modo que o texto possa ser ouvido nitidamente, ao contrário do que acontece em diversas missas polifônicas do século XVI. Como em grande parte do trabalho contrapontístico de Palestrina, as vozes se movem predominantemente em grau conjunto e a condução de vozes segue estritamente as regras modais codificadas por Gioseffo Zarlino.

A missa foi composta em homenagem ao Papa Marcelo II, que reinou por apenas três semanas em 1555. Pesquisas recentes sugerem que a data provável da composição é 1562, quando foi copiada para um manuscrito que se encontra na Basílica de Santa Maria Maior em Roma.

Giovanni Pierluigi da Palestrina (Italy,1525-1594)
Missa Papae Marcelli – Missa Brevis
01. Missa Papae Marcelli – 01. Kyrie
02. Missa Papae Marcelli – 02. Gloria
03. Missa Papae Marcelli – 03. Credo
04. Missa Papae Marcelli – 04. Sanctus
05. Missa Papae Marcelli – 05. Benedictus
06. Missa Papae Marcelli – 06. Agnus Dei 1
07. Missa Papae Marcelli – 07. Agnus Dei 2
08. Missa brevis – 01. Kyrie
09. Missa brevis – 02. Gloria
10. Missa brevis – 03. Credo
11. Missa brevis – 04. Sanctus
12. Missa brevis – 05. Benedictus
13. Missa brevis – 06. Agnus Dei 1
14. Missa brevis – 07. Agnus Dei 2

Missa Papae Marcelli – Missa Brevis – 1987
Westminster Cathedral Choir
Regente: David Hill

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MP3 320 kbps – 171,1 MB – 1,1 h
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Boa audição.

33zed0m

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Alma Latina: Música Sul Americana do Século XVIII: barroco (mesmo!) do Brasil e do Peru (Acervo PQPBach)

1568r5fDia desses eu, Ranulfus, levei um vinil ao Avicenna e falei: “Olha aqui a mais antiga obra composta no Brasil já encontrada – e de resto a única propriamente barroca. Pois o Álvares Pinto que vamos postar daqui a uns dias ainda soa barroco em muitos pontos, mas ouvindo bem já não é mais, não. Aliás, preciso ser honesto, nem a peça deste disco é 100% barroca: o recitativo sim, mas a ária já se mozarteia um tanto…”

Aí o Avicenna questionou: “Mas não se fala tanto de barroco brasileiro?” E eu: “Rótulo puxado indevidamente de outras artes. Fora isto, é tudo clássico. No mínimo ‘galante’, ‘rococó’, ‘pré-clássico’; barroco não”. “Tá, mas então você pode explicar no blog, por que isto é barroco, aquilo não?” E aí eu: ‘Ih, rapaz… não me peça isso! De ouvido é tão claro, mas em palavras…”

Então tive uma idéia pra quem se interessa por essa transição tão misteriosa: pegar várias peças de mesmo gênero (p.ex., só vocal, só sacro, só instrumental solo, só concertos com orquestra), sendo algumas do barroco maduro (Vivaldi, Händel, Bach), outras de Haydn e de Mozart-quanto-mais-jovem-melhor, e ouvir, ouvir, ouvir. Depois pegar ainda Gluck e Carl Phillip Emmanuel Bach, nascidos no mesmo ano. Deste, sugiro especialmente a magnífica ‘Ressurreição e Ascensão’ (Auferstehung und Himmelfahrt) postada aqui pelo PQP: aí vocês vão poder ouvir um Bach Filho johansebastianando aqui e se mozarteando ali (antes do próprio!) – E daí? Aguarde o próximo post da série!

Mas passemos à peça descoberta nos anos 50 por Régis Duprat: um Recitativo-e-Ária composto em Salvador, com a rara particularidade de ser cantado em português.

Música dos primeiros tempos da colonização? Hehehe… Do descobrimento até essa peça se passaram 259 anos; dela até nós, só 241. A essa altura Salvador era uma capital colonial com séculos (vocês ouvirão: “esta cabeça do Orbe Americano…”), para onde o Marquês de Pombal enviou o desembargador José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Mello, ou José Mascarenhas (ufa!), para coordenar a perseguição e expulsão dos jesuítas do Brasil. Só que o Mascarenhas parece ter se enrolado com essa e outras questões, pois dali a pouco passaria 20 anos preso… Mas quando chegou a Salvador o poder ainda estava com ele – e portanto também os puxa-sacos.

E assim, “quis a mísera fortuna” (citando de novo) que a nossa obra preservada mais antiga fossem 16 minutos da mais deslavada puxação de saco a um administrador público de reputação duvidosa, a ser apresentada com soprano, violinos e contínuo numa festinha privada que comemorava seu restabelecimento de uma doença.

O compositor? Nosso disco diz “anônimo baiano”. Mais recentemente algumas fontes têm atribuído a peça ao Padre Caetano de Melo Jesus, autor de uma das mais importantes obras teóricas em Música já produzidas em português, nascido e residente em Salvador na época… mas o manuscrito não diz nada, não. Teria sido, já, um cuidado de não comprometer o nome com causas de futuro incerto?…

De Salvador o programa nos leva ao Peru – e mais uma vez os hermanos hispânicos ganham de nós em barroquismo (mesmo se na vida prática talvez seja o reverso): outro Recitativo e Ária, também em língua profana, porém não mundano: na melhor tradição da mística espanhola, o texto compara a alma a uma borboleta (mariposa) em seu esforço de se aproximar do Sol Divino. Desta vez de autor conhecido, Orejón y Aparicio, para mim é uma absoluta jóia – mas não quero influenciar o ouvir de ninguém…

E aí o programa volta ao Brasil assumindo-se clássico de vez, com uma das primeiras gravações, se não a primeira, do hoje consagrado Lobo de Mesquita: um brevíssimo porém belo Ofertório de Nossa Senhora – belo até para mim, tão mais fã do barroco que do clássico!

Sobre a qualidade técnica musical desta e de outra realização da Laudatória: no século XX o gosto brasileiro se distanciou tanto da antiga tradição do bel-canto, que por um bom tempo ficou impossível encontrar solistas suficientemente preparados para obras como estas. Hoje são um pouco menos raros, mas a dificuldade ainda existe. Creio que foi bem ousado, do Olivier Toni, gravar um programa que é 90% solo de soprano com as condições que tinha – mas também que a importância de fazer um primeiro registro audível destas obras mais que justifica a ousadia. E eu não digo que a solista é ruim: em muitos aspectos faz um belo trabalho. Mas, pelo menos na época, realmente não tinha o amadurecimento técnico necessário para enfrentar todas as exigências das obras. Então não espere embarcar na voz da soprano e relaxar: é outra a coisa que você foi convidado a apreciar aqui!

Há poucos anos o grupo Armonico Tributo, de Campinas também gravou a ‘Laudatória’ (se outros também gravaram, não sei). Encontra-se no CD duplo ‘América Portuguesa’, uma seleção notável da produção brasileira mais antiga (disponível em alguns outros blogs), e a solista (Elizabeth Ratzerdorf) se mostra mais que preparada para a tarefa. Mas infelizmente isso não significa que tenhamos aí uma realização satisfatória da obra, devido a um equívoco estilistico bastante comum hoje em dia: acreditar que todo barroco tem que ser acelerado e saltitante, e acabou. E onde fica o caráter próprio de cada peça? Será que não dá pra entender o caráter imposto a uma obra quando a primeira palavra do texto, enunciada com todo destaque, é “herói”? Não faz diferença que o herói fosse de mentira: a música não é!

Anônimo, Bahia, 1759 [Padre Caetano de Melo Jesus?]
(descoberta e revisão de Regis Duprat)
1. Laudatória para Canto, Violinos e Baixo-Contínuo: Recitativo e Ária

José de Orejón y Aparicio (Huacho, 1706-Lima,1765)
(descoberta e revisão de Andrés Sas)
2. Mariposa – Cantata Para Soprano, Violinos e Baixo-Contínuo: Recitativo e Ária

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
(descoberta e revisão de F. Curt Lange)
3. Ofertório de Nossa Senhora

Orquestra de Câmara de São Paulo – 1965
Olivier Toni, regente – Marília Siegl, soprano solista (faixa 1 e 2)
Grupo Coral do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, Walter Lourenção, diretor (faixa 3)
* Todas as obras aparecem aqui em primeira gravação mundial *

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XLD RIP | FLAC 184,3 MB | HQ Scans 10,9 MB |

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MP3 320 kbps – 72,7 MB – 31,6 min
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Textos e comentários do encarte disponíveis em PDF AQUI

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Boa audição!

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Texto: Ranulfus
Lay-out, digitalização e mouse conductor: Avicenna

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.: interlúdio :. Paul Bley / Gary Peacock / Tony Oxley / John Surman: In The Evenings Out There

Paul Bley estava em turnê pela escandinávia com seu velho companheiro Gary Peacock no baixo e dois brilhantes jazzistas ingleses, o baterista Tony Oxley e o sax barítono e o clarone de John Surman, quando Manfred Eicher interrompeu a excursão chamando-os para gravar em Oslo. Era o ano de 1991. O CD é muito bom, consistindo de sete solos de puro improviso, três duetos e duas faixas onde toca o quarteto completo. Os temas são lentos, quase solenes. Olha, só músicos excepcionais como estes podem manter um disco interessante com tão alto grau de improvisação. Nada parece ter sido programado e, no entanto, são mostradas profundidades vertiginosas.

Paul Bley / Gary Peacock / Tony Oxley / John Surman: In The Evenings Out There

Afterthoughts 4:04
Portrait Of A Silence 5:55
Soft Touch 3:38
Speak Easy 2:44
Interface 5:19
Alignment 3:47
Fair Share 6:01
Article Four 8:26
Married Alive 4:14
Spe-cu-lay-ting 1:24
Tomorrow Today 2:15
Note Police 7:54

Baritone Saxophone, Bass Clarinet – John Surman
Bass – Gary Peacock
Drums – Tony Oxley
Piano – Paul Bley

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Il capo Bley.

Il capo Bley.

PQP

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): 12 Fantasias para Violino Solo

Telemann gostava deste formato. Suas 12 Fantasias para Violino Solo foram publicadas em Hamburgo, no anos de 1735. É apenas uma das coleções de Telemann de música para instrumentos não acompanhados, sendo os outros as doze fantasias para flauta solo e as trinta e seis para cravo solo que foram publicados em Hamburgo em 1732-33. Há também um conjunto de doze fantasias para solo de viola da gamba que foi publicado em 1735, mas que hoje está perdido.

Telemann era um violinista autodidata. Muita das fantasias revelam a influência de sonatas e concertos italianos, mas o estilo-base é a polifonia alemã, tanto que as fantasias 2, 3, 5, 6, 10 incluem fugas.

Apenas dois anos depois da obra-prima de Jonathan Swift ser publicada, As Viagens de Gulliver foram musicadas na Alemanha. A suíte, escrita para dois violinos , se tornou uma sensação instantânea nos lares alemães. Afinal, quem não gostaria de seguir Gulliver em sua viagem emocionante?

Telemann interessava-se pela dança. A sátira de Swift deu-lhe ideia para uma diminuta suíte de danças programática, com cada um dos dedicados a cenas e personagens de Swift. Mais ousada do que imponente, é uma peça deliciosa.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): 12 Fantasias para Violino Solo

01 Fantasia in B-flat major (Largo—Allegro—Grave—Si replica l’allegro)
02 Fantasia in G major (Largo—Allegro—Allegro)
03 Fantasia in F minor (Adagio—Presto—Grave—Vivace)
04 Fantasia in D major (Vivace—Grave—Allegro)
05 Fantasia in A major (Allegro—Presto—Allegro—Andante—Allegro)
06 Fantasia in E minor (Grave—Presto—Siciliana—Allegro)
07 Fantasia in E-flat major (Dolce—Allegro—Largo—Presto)
08 Fantasia in E major (Piacevolumente—Spirituoso—Allegro)
09 Fantasia in B minor (Siciliana—Vivace—Allegro)
10 Fantasia in D major (Presto—Largo—Allegro)
11 Fantasia in F major (Un poco vivace—Soave—Da capo un poco vivace—Allegro)
12 Fantasia in A minor (Moderato—Vivace—Presto)

13 – Gulliver Suite (para dois violinos): Intrada
14 – Chaconne of the Lilliputians
15 – Gigue of the Brobdingngians
16 – Daydreams of the Laputians and their attendant flappers
17 – Loure of the well-mannered Houyhnhnms & Wilddance of the untamed Yahoos

Andrew Manze, violino
Caroline Balding, violino

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Vida complicada

Gulliver: Vida complicada entre os liliputianos para depois privar da educação e inteligência dos Houyhnhnms

PQP

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Modinhas Cariocas na corte de D. João VI (Acervo PQPBach)

u8mztAs modinhas cariocas na corte de        D. João VI

Repostagem com novos e atualizados links.

Quando D. João VI chegou ao Rio de Janeiro, em 1808, ficou surpreso ao ouvir a música sacra de José Maurício Nunes Garcia, tendo afirmado, segundo Taunay, que se espantava com a existência de “um músico desses em uma simples dependência de Portugal…”. Quanto a um outro gênero de música vocal, cantado nos salões e nas ruas, provavelmente o príncipe regente não deve ter se surpreendido: a modinha, que dominava no Brasil, já era cultivada também em Portugal. Esta canção de apelo sentimental, presença constante nas sociedades da colônia e da metrópole desde a segunda metade do século XVIII, desempenhava um considerável papel socializante, servindo para aproximar escravos e senhores.

Um outro gênero popular de canção no final do século XVIII, o lundu – originalmente uma dança africana – era igualmente apreciado nos salões cariocas e lisboetas. Os dois tipos de canção, que pertencem àquele campo de delicada definição – algo entre o popular e o erudito – são fundamentais para a música brasileira. A força da modinha fez com que continuasse a ser cultivada até nossos dias, tanto pelos chamados eruditos, como Camargo Guarnieri, Villa-Lobos e Cláudio Santoro, como também pelos melhores compositores da música popular brasileira, como Tom Jobim, Dorlval Caymmi e Chico Buarque.

Três dos mais destacados compositores cariocas de modinhas das primeiras décadas do século XIX estão presentes em nosso CD: Candido Ignacio da Silva, Gabriel Fernandes da Trindade e Joaquim Manoel da Camera. Ainda que fossem conhecidos e apreciados durante suas vidas, e que suas composições tenham sobrevivido, seja por edições impressas ou manuscritos preservados em bibliotecas, sabe-se muito pouco acerca de suas biografias.
(Marcelo Fagerlande, extraído do encarte)

Cândido Ignácio da Silva (1800-1838)
01. Lá no Largo da Sé (Lundu brasileiro)
Gabriel Fernandes da Trindade (c.1790-1854)
02. Batendo a linda plumagem
Joaquim Manoel Gago da Camera (Séc. XVIII)
03. Se queres saber a causa (poesia inspirada em Domingos Caldas Barbosa)
04. Estas lágrimas
05. Ouvi montes
06. Desde o dia em que eu nasci (poesia inspirada em Domingos Caldas Barbosa)
07. Vem cá minha companheira (poesia inspirada em Domingos Borges de Barros)
08. Nestes bosques

Anônimo
09. Si te adoro
Gabriel Fernandes da Trindade (c.1790-1854)
10. Graças aos ceos (Lundum)
11. Quando não posso avisar te

Joaquim Manoel Gago da Camera (Séc. XVIII)
12. Triste cousa
13. Foi o momento de ver-te

Cândido Ignácio da Silva (1800-1838)
14. Hum só tormento d’amor
Gabriel Fernandes da Trindade (c.1790-1854)
15. Erva mimoza do campo (poesia inspirada em Joaquim Antonio Magalhães)
16. Adorei hum’alma impura

Cândido Ignácio da Silva (1800-1838)
17. A hora que te não vejo (poesia inspirada em Magalhaens)
Joaquim Manoel Gago da Camera (Séc. XVIII)
18. Roxa saudade
Cândido Ignácio da Silva (1800-1838)
19. Quando as glórias que gosei
20. Busco a campina serena

Joaquim Manoel Gago da Camera (Séc. XVIII)
21. Porque me dises chorando

Modinhas Cariocas – 2007
Marcelo Fagerlande, direção e cravo construído por William Takahashi, São Paulo, SP, 1997; cópia de um original de Ioannes de Perticis, Itália, séc. XVII; um teclado, dois registros de 8′ e um registro de alaúde; temperamento desigual; diapasão: lá 3 = 438 Hz.
Luciana Costa e Silva, meio-soprano
Marcelo Coutinho, barítono
Paulo da Mata, flauta transversal, construída por Rudolf Tutz, Innsbruck, Áustria, 2004; cópia de um original de Wilhelm Liebel, Desdren, ca. 1830; instrumento de madeira (buxo), com dez chaves.
Marcus Ferrer, viola de arame construída por Barros, Volta Redonda, RJ, 2004; afinação Cebolão.
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Partituras e outros que tais? Clique aqui

Boa audição.

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Avicenna

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Alma Latina: Cuban Baroque Music of the 18th Century: Esteban Salas

Alma Latina: música das Américas sob o domínio europeu

Esteban Salas
Le Grandes Heures du Baroque Cubain

Repostagem com novos e atualizados links.

En 1995, les Éditions Jade exhumaient un trésor musical : les œuvres du compositeur cubain Esteban Salas. Trois CD furent réalisés à Cuba avec le Chœur Exaudi de Cuba, en première mondiale. Tous furent récompensés par les Quatre Clefs de Télérama.
« Le Chœur Exaudi nous offre avec un naturel inouï une musique qui lui ressemble, au goût de rhum et de canne à sucre, luxuriante, naïve et mystérieuse. » (Télérama)
« Une émotion tendrement physique. » (Diapason)
« La belle couleur vocale du Chœur souligne de façon sensuelle les incroyables trouvailles du compositeur. » (Le Monde de la Musique)

Cuban Baroque Music of the 187h Century
Esteban Salas (Cuba, 1725-1803)
01. Un musiquito nuevo
02. Pues logra ya
03. Una nave mercantil
04. Cándido corderito
05. Si al ver en el Oriente
06. Qué niño tan bello
07. Los bronces se enternezcan
08. Toquen presto a fuego

Cuban Baroque Music of the 187h Century – 1996
Chœur Exaudi de Cuba. Maestrina María Felicia Pérez

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MP3 320 kbps – 134,2 + 4,7 MB – 55,2 min
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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

caravela

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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Paul Hindemith (1895–1963): Sonatas for… (Várias Sonatas para alguma coisa e piano)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hindemith compôs mais de 30 sonatas para os mais diversos instrumentos e, vejam bem, ele podia tocar todas elas!!! Esta fascinante seleção de obras escritas entre 1935 (quando se tornou persona non grata na Alemanha nazista) e 1948 (a brilhante sonata de violoncelo para Piatigorsky) é interpretada por alguns dos melhores solistas de hoje, com o grande Alexander Melnikov ao piano. Quantas vezes alguém ouve uma Sonata para Althorn (uma trompa diferente, variando em forma, algo não muito agudo, mas não tão grave quanto um cello ou fagote), publicada junto com um poema escrito pelo compositor? Aqui temos também as notáveis Sonatas para Violino e para trompete. Felicidade completa.

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Paul Hindemith (1895–1963): Sonatas for… (Várias Sonatas para alguma coisa e piano)

Sonata for Althorn and Piano
01. I. Ruhig bewegt (02:05)
02. II. Lebhaft (03:30)
03. III. Sehr langsam (02:04)
04. IV. Das Posthorn (04:00)

Sonata for Violoncello and Piano
05. I. Pastorale (06:34)
06. II. Moderately fast – Slow – Tempo I (06:16)
07. III. Passacaglia (08:42)

Sonata for Trombone and Piano
08. I. Allegro moderato maestoso (02:54)
09. II. Allegretto grazioso (03:11)
10. III. Lied des Raufbolds (02:10)
11. IV. Allegro moderato maestoso (02:52)

Sonata for Violin and Piano
12. I. Ruhig bewegt (03:57)
13. II. Langsam – Sehr lebhaft – Langsam – Wieder lebhaft (06:34)

Sonata for Trumpet and Piano
14. I. Mit Kraft (05:22)
15. II. Mässig bewegt – Lebhaft – Wie zuerst (02:19)
16. III. Trauermusik (08:31)

Alexander Melnikov, piano
Teunis van der Zwart, althorn (1-4)
Alexander Rudin, violoncello (5-7)
Gérard Costes, trombone (8-11)
Isabelle Faust, violin (12-13)
Jeroen Berwaerts, trumpet (14-16)

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Hindemith não era nazista, mas apreciava torturar pianistas.

Hindemith não era nazista, mas apreciava torturar pianistas.

PQP

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.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra: All that Strauss

Um CD bem humorado de improvisações e brincadeiras sobre a música do ultra vienense Strauss. Pegue uma valsa de Strauss, adicione algumas expressões jazzísticas, técnica, improvisação, e você saberá o que é este All that Strauss. Claro que a projeto representava um desafio. Neste caso, o tratamento dado pelos arranjos foi muito bem concebido a fim de ficar bem longe dos conceitos sinfônicos. A coesão da Vienna Art Orchestra é notável. Acho que Strauss ficaria feliz de ouvir a loucura que esses vienenses fizeram com ele. Se o compositor tivesse vivido mais 25 anos, ouviria o jazz.

A Vienna Art Orchestra

A Vienna Art Orchestra

Vienna Art Orchestra: All that Strauss

01. Wein, Weib und Gesang (09:12)
02. Process-Plolka (02:04)
03. Ein Morgen, ein Mittag, ein Abend in Wien (07:58)
04. Mit Extrapost (03:29)
05. Albion-Polka (03:52)
06. Gruss an Prag (03:16)
07. Lagunen-Walzer (09:00)
08. Persischer Marsch (03:20)
09. Hellenen Polka (04:40)
10. Marienklange walzer (07:09)
11. Eljen a Magyar (04:10)
12. Czardas (04:51)
13. Donauwalzer (10:51)

Vienna Art Orchestra

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Vienna Art Orchestra all that Strauss

PQP

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Cancões brasileiras recolhidas por Spix & Martius: Anna Maria Kieffer (canto) & Gisela Nogueira (viola de arame) & Edelton Gloeden (guitarra) – Acervo PQPBach

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Cancões brasileiras recolhidas por Spix & Martius entre 1817 e 1820, e outras melodias da época

Repostagem com novos a atualizados links.
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.Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
01. Beijo a mão que me condena
Cancões populares brasileiras recolhidas por Spix & Martius em S. Paulo, 1817
02. Acaso são estes
03. Perdi o rafeiro
04. Qual Será o feliz dia
05. Escuta formosa Márcia
Cancões populares brasileiras recolhidas por Spix & Martius em Minas Gerais 1818
06. No regaço da ventura
Cancões populares brasileiras recolhidas por Spix & Martius na Bahia, 1818
07. Uma mulata bonita
08. Vais-te Josino e me deixas
09. Prazer igual ao que sinto
Melodias indígenas recolhidas por Spix & Martius, 1818-1820
10. Dança dos Muras
11. Dança dos Purís
12. Dança dos Miranhas
13. Dança do Peixe
Danças populares brasileiras recolhidas por Spix & Martius, 1819
14. Lundu
Anônimo
15. Marília meu doce bem
Cândido Ignácio da Silva (Rio de Janeiro, 1800-1838)
16. Lá no Largo da Sé
Mussurunga (Salvador, 1807-1856)
17. Saudades fugi de mim
Dr. José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 1808-1884)
18. Fora o regresso
Francisco Manuel da Silva ( Rio de Janeiro, 1795-1865)
19. A marrequinha

Viagem pelo Brasil – 1990
Anna Maria Kieffer (canto) & Gisela Nogueira (viola de arame) & Edelton Gloeden (guitarra)

E mais outro CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
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Avicenna

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Alma Latina: Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia

2lnbko4Missa Brevis de la Catedral de La Plata (Sucre)
Letanía al Sagrado Corazón de Jesús de las Misiones de Moxos

Coro Ars Viva de la Universidad Mayor de San Simón & Camerata Concertante

Com instrumentos de época. On period instruments

Repostagem com novos e atualizados links.

Era julio de 1997 cuando el maestro Giovanni Silva, fundador y director del coro universitario de San Simón “Ars-Viva”, me pidió que lo supliera en sus funciones durante dos años en los cuales estaría ausente. Acepté con agrado, más aún al comprobar que se trataba de un simpático grupo en el cual reinaba lo amisitad, el afecto, y sobre todo un ávido deseo de superación, cualidades que acompañadas de disciplina y dedicación le había permitido alcanzar, ya para entonces, prestigio y renombre en lodo el país.

Poco tiempo después “Ars-Viva” rompe fronteras realizando el estreno mundial – paro nuestra época – de la Letanía al Sagrado Corazón de Jesús y la Missa Brevis, en el 8º Festival de Música Antigua y Barroca, en Juiz de Fora – Brasil. Ambas obras fueron perfeccionados con algunos cambios que permitieron alcanzar aún más el carácter interpretativo de la época en que fueron escritas y nuevamente presentados en el 2º Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” en Santa Cruz, con la Camerata Concertante (1998), ocasión en que recibimos orientación del musicólogo Dr. Piotr Nawrot, con mejoras aún más significativas. Ambas obras están presentes en este disco.

Como todo grupo artístico éste tiene su propia historia y también sus rasgos particulares, “Ars-Viva” nació en junio de 1993 como parte del programa de Extensión Cultural de la Universidad Mayor de San Simón. Desde su inicio y hasta la fecha se caracteriza por su gran versatilidad. Interpreta madrigales, motetes renacentistas, piezas corales del barroco, asi como jazz y también música folklórica latinoamericana o nacional. De este modo es posible investigar primero, y luego transmitir la música coral de distintos períodos de la cultura universal.

Mientras se realizaba la investigación sobre la música antigua y barroca, simultáneamente se preparaba y ejecutaba obras como el “Gloria’ de Francis Poulenc, en concierto aniversario, o la Cantata Escénica ‘Carmina Burana’ de Carl Orff en el 2º Festival Internacional COFES, así coma la presentación con el grupo “Ars Antigua” de México. El estreno del disco “Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia” se constituye en un gran logro paro “Ars-Viva” cuya proyección sigue rumbo hacia la realización de sus más caros anhelos, basados en el trabajo, la dedicación, la madurez y el talento de sus integrantes.

El trabajo investigativo en el campo de la música es muy amplio y se complementa en todas sus formas de expresión. Simultáneamente a la investigación realizada para la interpretación de las obras Letanía al Sagrado Corazón de ]esús y Missa Brevis, se organizó un grupo de jóvenes instrumentistas dispuestos o complementar dicho estudio, que a su vez vió la necesidad de crear una camerata que pudiese dedicar su arte a la interpretación de la música seria y de manera especial, a la ejecución auténtica de la música antigua y barroca, poco difundida en nuestro medio. Es así que en 1998 nace la Comerás Concertante.

Los componentes tocan instrumentos de la época tales como: Viola da gamba, una familia completa de flautas de pico, clavecín, entre otras, con la perspectiva de ampliar la gama.

En su corta existencia logró renombre con su participación en el 2º festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana “Misiones de Chiquitos” junto a “Ars-Viva” y en la actuación realizada con el grupo mexicano “Ars Antiqua”.

A partir de enero de 1999 la Camerata Concertante, subvencionada por la Fundación Arnoldo Schwimmer, se convierte formalmente en orquesta estable.

Tiene como meta principal seguir la investigación constante en este campo, y dar a conocer el tipo de música con el cual trabaja mediante presentaciones en plazas, barrios, parques, escuelas, zonas periurbanas, pueblas y sales de música en Bolivia, a fin de llegar al público más diverso.

En este disco, “Ars-Viva” y Camerata Concertante unen sus artes y se complementan brindando un disco que expresa el resultado de un largo proceso de trabajo, muy gratificante por los resultados obtenidos.

(Maestro Augústo Guzmán Alvarado, extraído do encarte).

Letanía al Sagrado Corazón de Jesús de las Misiones de Moxos
Anónimo. Archivo Musical de Moxos y Chiquitos
01. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: Kyrie Eleison
02. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 01. Cor Iesu in Eucharistia
03. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 02. Cor Iesu Incomprehensible
04. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 03. Cor Iesu Fidelium
05. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 04. Cor Iesu Animarum
06. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 05. Cor Iesu liiber, vita
07. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 06. Cor Iesu Afflictissimus
08. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 07. Cor Iesu Beatissima
09. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 08. Cor Iesu Schola Sanctitatis
10. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 09. Cor Iesu Salus
11. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 10. Cor Iesu Pignus
12. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 11. Cor Iesu Cultorum
13. Letaniae Sacratissimi Cordis Jesu: 12. Cor Iesu Delicia
Missa Brevis de la Catedral de La Plata (Sucre)
Anónimo. Archivo Nacional de Bolivia, Música 409
14. Missa Brevis: 01. Kyrie 1. Kyrie
15. Missa Brevis: 02. Kyrie 2. Christie
16. Missa Brevis: 03. Gloria in excelsis Deo 1. Et in terra pax
17. Missa Brevis: 04. Gloria in excelsis Deo 2. Laudamus te
18. Missa Brevis: 05. Gloria in excelsis Deo 3. Gratias
19. Missa Brevis: 06. Gloria in excelsis Deo 4. Domine
20. Missa Brevis: 07. Gloria in excelsis Deo 5. Domine Deus …. Adnus Dei
21. Missa Brevis: 08. Gloria in excelsis Deo 6. Quoniam
22. Missa Brevis: 09. Gloria in excelsis Deo 7. Iesu Christie
23. Missa Brevis: 10. Gloria in excelsis Deo 8. Cum Sancto Spiritu
24. Missa Brevis: 11. Credo 1. Patrem
25. Missa Brevis: 12. Credo 2. Et ex Patre
26. Missa Brevis: 13. Credo 3. Qui propter (Descendit)
27. Missa Brevis: 14. Credo 4. Et incarnatus
28. Missa Brevis: 15. Credo 5. Crucifixus
29. Missa Brevis: 16. Credo 6. Et resurrexit
30. Missa Brevis: 17. Credo 7. Et ascendit
31. Missa Brevis: 18. Credo 8. Qui cum Patre
32. Missa Brevis: 19. Credo 9. Et expecto
33. Missa Brevis: 20. Credo 10. Et vitam
34. Missa Brevis: 21. Sanctus

Barroco en Misiones y Catedrales de Bolivia – 1999
Coro Ars Viva de la Universidad Mayor de San Simón & Camerata Concertante.
Maestro Augusto Guzmán

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Giacomo Facco (1676–1753): Pensieri Adriarmonici / Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerto RV 157

Giacomo Facco foi um violinista, maestro e compositor barroco italiano. Mesmo sendo um dos mais famosos compositores italianos de sua época, foi completamente esquecido até 1962, quando seu trabalho foi redescoberto. O ciclo de concertos Pensieri Adriarmonici — para violino, cordas e órgão — são suas obras mais importantes. Facco também compôs cantatas e outras obras sacras. O curioso é que ele mesmo escrevia os textos. Era respeitado também como poeta. Facco é bom, mas lembra Vivaldi e isto é péssimo para o primeiro. Sem a inspiração de Totonho, Giacomo tem a leveza, o estilo e o som do mestre veneziano. Só que é muito inferior. A L’arte dell’arco e Federico Guglielmo dão mais uma demonstração de sua altíssima qualidade. O disco finaliza com Vivaldi, o que é uma tremenda sacanagem com Facco.

Giacomo Facco (1676–1753): Pensieri adriarmonici / Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerto RV 157

1 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: I. Allegro 3:38
2 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: II. Adagio 3:20
3 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: III. Allegro 2:43

4 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Allegro assai (I) 3:31
5 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Grave staccato (II) 2:39
6 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Allegro assai (III) 1:55

7 Concerto in E major, Op. 1/3: Allegro assai (I) 2:05
8 Concerto in E major, Op. 1/3: Adagio (II) 1:49
9 Concerto in E major, Op. 1/3: Allegro assai (III) 2:05

10 Concerto in C minor, Op. 1/4: Allegro (I) 4:46
11 Concerto in C minor, Op. 1/4: Grave (II) 4:27
12 Concerto in C minor, Op. 1/4: Allegro (III) 3:15

13 Concerto in A major, Op. 1/5: Allegro (I) 2:57
14 Concerto in A major, Op. 1/5: Grave (II) 4:03
15 Concerto in A major, Op. 1/5: Allegro (III) 2:21

16 Concerto in F major, Op. 1/6: Allegro (I) 4:23
17 Concerto in F major, Op. 1/6: Adagio cantabile (II) 3:44
18 Concerto in F major, Op. 1/6: Allegro (III) 2:58

19 Concerto in G minor, RV 157: Allegro (I) 2:02
20 Concerto in G minor, RV 157: Largo (II) 1:27
21 Concerto in G minor, RV 157: Allegro (III) 1:56

L’arte dell’arco
Federico Guglielmo

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My name is Facco, Giacomo Facco.

My name is Facco, Giacomo Facco.

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Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino

Mais um do repertório básico. Como concerto sinfônico para violino, esta obra-prima de Tchaikovsky só pode ombrear-se com outros gigantes como o concerto de Brahms, o de Beethoven, o de Sibelius, o de Berg e o segundo de Bartók. O resto fica atrás. A gravação de Mutter e Karajan não é uma referência. A gravação é de 1988, com HvK já com 80 anos e os tempos utilizados podem ser discutidos. Mutter está dramática, tentando dar expressividade à monotonia de Karajan. Os campeões estão, em sua maioria, mais ao oriente, o que é compreensível: procure por Oistrakh, Stern, Heifetz, Mullova e Ferras. Esses são os caras do concerto para violino de Tchai. O FDP Bach deve ter quase todos. O homem tem tudo. Peçam para ele e vocês tomarão um susto com a qualidade que este concerto pode ter.

Violin Concerto in D, Op.35
1) opening applause [0:23]
2) 1. Allegro moderato [19:19]
3) 2. Canzonetta (Andante) [7:18]
4) 3. Finale (Allegro vivacissimo) [10:09]
5) closing applause [1:18]

Anne-Sophie Mutter
Wiener Philharmoniker
Herbert von Karajan

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Tchaikovsky

Tchaikovsky

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Hostílio Soares: Missa São João Batista e As Sete Palavras (Acervo PQPBach)

sor1b5Hostílio Soares
(Visconde do Rio Branco, MG, 1898-1988)

Missa São João Batista e As Sete Palavras

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Hostílio Soares nasceu em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais (1898-1988). Ao que tudo indica, os seus estudos iniciais de composição foram autodidatas. Suas primeiras obras foram baseadas em conhecimentos parcos que ele aprimorou com a sua ida para o Rio de Janeiro (1924), capital nacional, principal centro cultural de então e foco dos principais músicos da época. A influência mais direta sobre ele foi a do seu único professor de composição, Francisco Braga. Desta forma, as obras de Hostílio, como as do seu professor, são essencialmente tonais com a harmonia cromática do alto romantismo. Neste período, compõe peças de envergadura, pensando em aparatos orquestrais amplos, como em sua ópera A Vida e na Sinfonia Annie Besant. É notável a fluência de escrita do compositor, pois as peças são enormes e foram escritas num intervalo relativamente curto de tempo, ou seja, entre 1926 e 1928.

Em determinado momento se deixa engajar no movimento nacionalista pós-1922, compondo na forma que rezava a cartilha de Mário de Andrade, ou seja, peças com estrutura e forma clássicas, utilizando elementos nacionalistas, principalmente melódicos e rítmicos, Nesse sentido, o que se pode observar de diferente no seu processo de escrita é um maior cuidado na elaboração rítmica e na busca por elementos melódicos notadamente brasileiros. Exemplos desta fase são: a Suíte Brasileira e a Sinfonia para Cordas Krishnamurti. A partir dessa fase, pode-se observar o seu cuidado em elaborar temas próximos de uma linguagem mais popular, como se pode notar na Grande Missa São João Batista, onde perfeitamente se percebe, no tema principal, influências dos temas de dobrados de banda.

Entre 1928 e1932, retorna a Visconde do Rio Branco, onde escreve principalmente peças de caráter sacro, destinadas ao Coro Santa Cecília, da Igreja Matriz de São João Batista, fundado e dirigido por ele. São peças funcionais curtas, com várias formações vocais, todas com texto em latim, conforme a maneira de celebração litúrgica da época. As duas principais peças desta época são a Missa São João Batista e a Missa de Sábado Santo.

No período seguinte, a partir de 1932, o compositor muda-se para Belo Horizonte, onde será, por 35 anos, professor de contraponto e fuga no Conservatório Mineiro de Música, atual Escola de Música da UFMG. Sua atuação, além do magistério e da composição, se estende à regência, onde, à frente de orquestras da época, executa obras suas, além de outros compositores. Em termos de linguagem composicional sua evolução acontece com aprimoramento, e conseqüente complicação, da linguagem contrapontística. São desta época: a ópera Príncipes Românticos (1942) e As Sete Palavras de Christus Cruxificatum (1945). Sua conquista mais significante desta época foi o primeiro prêmio no concurso de suítes brasileiras inspiradas no folclore nacional, com a Suite Brasileira para coro misto e banda, instituído pelo Departamento de Cultura de São Paulo, onde o presidente dos jurados era ninguém menos do que Mário de Andrade. Somente na década de 1960 é que Hostilio novamente estaria envolvido em concursos, vencendo várias edições do Concurso para Compositores residentes em Minas Gerais.

Aposenta-se compulsoriamente em 1968, aos 70 anos de idade, a partir de quando se dedica intensamente ao movimento teosofista, ao mesmo tempo em que preocupa-se em revisar suas obras, principalmente as de sua juventude. Faleceu em 1988, em sua cidade natal.

(Maestro Arnon Sávio Reis Oliveira, in O catalogo de obras de Hostilio Soares, Per Musi, Belo Horizonte, v.5.16, 2002. p. 167-168)

Hostílio Soares: Missa São João Batista e As Sete Palavras
Hostílio Soares (Visconde do Rio Branco, MG, 1898-1988)
As Sete Palavras de Christus Cruxificatum
01. 1. Pater dimite illis, non enim sciunt quid faciunt/Pai, perdoai-lhe porque não sabem o que fazem
02. 2. Hodie mecum eris in Paradiso/Hoje estarás comigo no Paraiso
03. 3. Mulier, ecce Filius tuus/Mulher, eis aqui o teu filho
04. 4. Deus meus, ut quid dereliquisti me?/Meu Deus, porque me abandonastes?
05. 5. Sitio/Tenho sede
06. 6. Consumatum est/Tudo está consumado
07. 7. Pater, in manus tuas comendo Spiritus Meus/Pai, em tuas mãos recomendo meu espírito
Missa de São João Batista
08. 1. Kyrie
09. 2. Gloria
10. 3. Credo
11. 4. Et incarnatus
12. 5. Et Ressurexit
13. 6. Et Vitam Venturi
14. 7. Gradual
15. 8. Sanctus et Benedictus
16. 9. Agnus Dei

Hostílio Soares: Missa São João Batista e As Sete Palavras – 2003
Coro Madrigale & Orquestra Clássica de Minas Gerais
Regência: Arnon Sávio Reis Oliveira

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Alma Latina: Música Sacra Venezolana – Orfeón Lamas & Orquesta Sinfônica

sm67mv Alma Latina: Música Sacra Venezolana
Desde la Colonia hasta el siglo XIX

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¡ IM-PER-DI-BLE !

Los Autores
José Ángel Lamas fue posiblemente el más importante compositor colonial venezolano. Nacido en 1775, desde muy joven ingresó al servicio de la tribuna de la catedral de Caracas, primero como tiple y luego como bajonista. Allí permaneció hasta su muerte, ocurrida en 1814. Su vida fue sencilla y siempre transcurrió al margen de los sucesos políticos y militares de su época. En cambio, su actividad creativa fue intensa y muy productiva. La obra musical de Lamas, más que la de ninguno de sus contemporáneos, es ante todo mística, sencilla y fluida, logrando expresar musicalmente el contenido de los textos sin romper con el equilibrio de la forma. El profundo contenido religioso de sus obras refleja sin duda la mística espiritualidad de este creador.

Cayetano Carreño fue una de las figuras más relevantes de la larga estirpe musical de los Carreño, que se extendió desde las primeras décadas del siglo XVIII hasta principios del siglo XX. Nació en 1774, ingresando como teniente de organista de la catedral en 1789, cuando su padre fue nombrado maestro de capilla. En 1792 ganó la plaza de maestro de la cátedra de canto llano de la Universidad de Caracas. En 1796, a los 22 años, fue nombrado maestro de capilla de la catedral, cargo que ocupó basta su muerte ocurrida en 1836. Además de su actividad en torno a la música religiosa, Cayetano Carreño también se destacó como profesor de piano, ejecutante y director de diversas orquestas, así como compositor de un gran número de obras de diversos géneros.

Juan Francisco Meserón fue el más joven de los compositores de la “Escuela de Chacao”. Meserón vivió entre 1779 y 1842, desarrollando su actividad artística en Caracas y en Petare. Se destacó como compositor, flautista, director de orquesta, profesor y maestro de capilla, además de haber sido el autor del primer libro de música editado en el país. Juan Francisco Meserón es autor de una importante producción musical que incluye numerosas obras religiosas, diversas canciones patrióticas, así como varias oberturas orquestales y sinfonías, que son las más antiguas obras de este género que se conservan de compositores venezolanos.

Henrique León fue un importante músico y compositor de la población de Guatire que vivió entre 1854 y 1895. Realizó sus estudios musicales en Caracas bajo la guía de José Ángel Montero y Federico Villena. Luego regresó a su pueblo para desempeñarse como maestro de capilla de la iglesia parroquial de Guatire, a la par de ocuparse de la enseñanza musical, la música popular y el teatro. Henrique León fue profesor de Régulo Rico, quién a su vez inició musicalmente a Vicente Emilio Sojo. La actividad artística de Henrique León no se limitó a la música religiosa, aunque en este género se encuentran sus obras de mayor envergadura. Dentro del renglón popular, Henrique León se dedicó en forma especial a la canción romántica serenatera y al teatro.

Sobre o “Popule meus”:

Na função litúrgica em si existe um elemento específico da Sexta-feira Santa, os Improperia. Seu texto se baseia no terceiro versículo do sexto capítulo do livro de Miqueias:
Povo meu, que te fiz, ou em que te contristei? Responde-me.

Sucessivamente os versos se alternam com o canto do Trisagion, em sua única aparição na Liturgia do Rito Romano. Abundantemente utilizado em outros ritos, o Trisagion deve seu nome à tripla invocação do Senhor:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós.

Popule meus, quid feci tibi?
Responde mihi.
Aut in quo contristavi te?
Responde mihi.
 
Quia eduxite de terra Aegypti:
parasti crucem Salvatori tuo.
Popule meus, responde mihi.

Agios, o Theos.
Sanctus Deus.
Agios ischyros.
Sanctus fortis.
Agios athanatos, eleison imas.
Sanctus et immortalis, miserere nobis.

Palhinha: ouça 1. Popule Meus **, reconhecido pela crítica mundial como um dos mais contundentes Popule meus.

Música Sacra Venezolana
José Ángel Lamas (Venezuela, 1775-1814)
1. Popule Meus **
2. Benedicta et Venerabilis **
Cayetano Carreño (Venezuela, 1774-1836)
3. Pésame a la Virgen *
Juan Francisco Meserón (Venezuela, 1779-1842)
4. Canción al Sacramento **
Cayetano Carreño (Venezuela, 1774-1836)
5. In Monte Oliveti *
Henrique León (Venezuela, 1854-1895)
6. O vos omnes *

Música Sacra Venezolana – 2004
Orfeón Lamas & Orquesta Sinfónica de Venezuela. Maestro Vicente Emilio Sojo
*  Gravado no Teatro Municipal de Caracas em 01.04.1955
** Gravado no Teatro Municipal de Caracas em 08.04.1960

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G.P. Telemann (1681-1767): Concerto in D Major / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture

Um grande disco com um belo concerto e três das melhores Aberturas (ou Suítes) de Telemann. Gosto muito de La Bouffonne e da Grillen, mas adoro mesmo é a Alster, com sua radical irreverência. A versão deste disco é mais comportada do que a da Akademie für alte Musik Berlin, mas ainda assim é muito digna. No vídeo abaixo, temos a Akademie dando um banho de conhecimento sobre como abordar o grande Telemann, compositor muito inferior a Bach, mas infinitamente mais popular do que o mestre em suas épocas. Ouçam por exemplo o vídeo abaixo a partir dos 8min30. A Akademie se esparrama, enquanto que O Collegium Musicum 90 apenas se deita.

Babem:

Telemann:
Concerto in D Major / La Bouffonne / Grillen-Symphonie / Alster Overture

1 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: I. Allegro 4:07
2 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: II. Grave 3:27
3 Concerto for 3 Corni da caccia, 2 Oboes and Violin in D Major, TWV 54:D2: III. Presto 2:45

4 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: I. Overture 7:09
5 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: II. Loure 2:17
6 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: III. Rigaudon I and II 3:11
7 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: IV. Menuett I and II 3:36
8 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: V. Entree 2:30
9 Overture (Suite) in C Major, TWV 55:C5, “La bouffonne: VI. Pastourelle 3:04

10 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: I. Etwas lebhaft 3:44
11 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: II. Tandelnd 2:38
12 Sinfonia in G Major, TWV 50:1, “Grillen-Symphonie”: III. Presto 3:05

13 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: I. Overture 5:15
14 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: II. Die canonierende Pallas (Pallas in canon) 3:01
15 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: III. Das Alster-Echo (Alster Echo) 1:56
16 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IV. Die Hamburgischen Glockenspiele (Hamburg Carillons) 2:37
17 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: V. Der Schwanen Gesang (Swan Song) 2:53
18 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VI. Der Alster Schaffer Dorff Music (Village music of the Alster shepherds) 2:03
19 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: VII. Die concertierenden Frosche und Krahen (Concertizing frogs and crows) 3:02
20 Overture (Suite) In F Major, Twv 55:F11, “Alster”: VIII. Der Ruhende Pan (Pan At Rest) 3:51
21 Overture (Suite) in F Major, TWV 55:F11, “Alster”: IX. Der Schaffer und Nymphen eilfertiger Abzug (The hurried departure of nymphs and shepherds) 3:29

Collegium Musicum 90
Simon Standage

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Telemann foi substituído pelos e-mails e pela internet em geral.

Telemann foi substituído pelos e-mails e pela internet em geral.

PQP

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas, Vol. 1 – Koopman

Papai faz anos e quem ganha o presente são vocês. Eu, FDP Bach, e meu irmão, PQP, estaremos hoje postando só obras de papai; afinal, não é todo dia que alguém completa 324 anos e continua tão vivo e emocionante.

Já cogitei em certa ocasião postar a integral das cantatas, mas, visto o tamanho da empreitada, acabei desistindo. Digo isso porque estou postando um dos melhores intérpretes de papai, Tom Koopman e sua Amsterdam Baroque Orchestra & Choir. Estou postando o primeiro box, que contém 3 cds. Ah, recomendo o excelente booklet, que traz um histórico das cantatas, além das letras das mesmas, traduzidas para o inglês e para o francês. As traduções para o português sugiro buscarem no site listado ao lado, Cantatas de Bach, feito por especialistas da área.

Quando consegui esta série fiquei me perguntando quando diabos teria tempo de ouvir tudo isso, afinal de contas são 67 cds. Mas passados 5 anos, posso dizer que já ouvi uma boa parte, e tiro o chapéu para a interpretação de Koopman, sempre correta, e sempre contando com excepcionais solistas,  além de uma orquestra montada por músicos especialistas no repertório não apenas bachiano, mas também barroco. Possuo outras duas integrais, a de Helmut Rilling, que não se importou com o aspecto “histórico” da interpretação, mas isso de forma alguma tira o mérito da empreitada, e aquela considerada por muitos a melhor de todas, dirigida por Nikolaus Harnoncourt, num projeto em que esteve envolvido durante mais vinte anos, e auxiliado simplesmente por Gustav Leonhardt. Coisa de gente grande que viveu e respirou a música de papai durante suas vidas inteiras.

Então, vamos ao que interessa:

“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21
PRIMA PARTE
1 Sinfonia 3’00
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Organo, Violone
2 Coro: “Ich hatte viel Bekümmernis” 3’44
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Vwlone, Organo
3 Aria (Soprano): “Seufzer, Tränen, Kummer, Not” 4’46
Oboe, Violoncello, Organo
4 Recitativo (Soprano): “Wie hast du dich, mein Gott” 1’34
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
5 Aria (Soprano): “Bäche von gesalznen Zähren” 6’34
Violini, Viola, Violone, Organo
6 Coro: “Was betrübst du dich, meine Seele” 3’35
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo
SECONDA PARTE
7 Recitativo (Soprano, Basso): “Ach Jesu, meine Ruh” 1’35
Violini, Viola, Violone, Organo, Fagotto
8 Duetto (Soprano, Basso): “Komm, mein Jesu” 4’26
Violoncello, Organo
9 Coro: “Sei nun wieder zufrieden” 5’39
Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Organo
10 Aria (Soprano): “Erfreue dich, Seele” 3’18
Violoncello, Organo
11 Coro: “Das Lamm, das erwürget ist” 2’53
Trombe, Timpani, Oboe, Violini, Viola, Fagotto, Violone, Organo

“Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” BWV 131 22’15
Penitential Service? – Bußgottesdienst? – Office de Pénitence?
12 Sinfonia-Choral: “Aus der Tiefe rufe ich, Herr, zu dir” 4’18
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
13 Aria (Basso, Choral): “So du willst, Herr, Sünde zurechnen” 4’20
Oboe, Violoncello, Organo
14 Coro: “Ich harre des Herrn” 3’35
Oboe, Fagotto, Violino, Viole, Violone, Organo
15 Aria (Tenore, Choral): “Meine Seele wartet auf den Herrn” 6’05
Violoncello, Organo
16 Coro: “Israel, hoffe auf den Herrn” 3’57
Oboe, Fagotto, Violine, Viole, Violone, Organo
“Ich hatte viel Bekümmernis” BWV 21 (Appendix):
17 Coro: “Sei nun wieder zufrieden'” 5’48
Oboe, Tromboni, Cornetto, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Contrabasso, Organo

“Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” (Actus tragicus) BWV 106 19’40
1 Sonatina 2’26
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo
2 a [Coro]: “Gottes Zeit ist die allerbeste Zeit” 8’24
b [Arioso] (Tenore): “Ach Herr, lehre uns bedenken”
c [Arioso] (Basso): “Bestelle dein Haus; denn du wirst sterben”
Flauto dolce, Viola da gamba, Violone, Organo
3 a [Aria] (Alto): “In deine Hände befehl ich meinen Geist” 5’56
b [Arioso – Choral] (Alto, Basso): “Heute wirst du mit mir im Paradies sein”
Viole da gamba, Flauti dolci, Violone, Organo
4 Coro: “Glorie, Lob, Ehr und Herrlichkeit” 2’54
Flauti dolci, Viole da gamba, Violone, Organo

“Der Herr denket an uns” BWV 196 10’54
Wedding cantata – Trauungskantate – Cantate de mariage
5 Sinfonia . 1’41
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
6 Coro: “Der Herr denket an uns” 1’53
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
7 Aria (Soprano): “Er segnet, die den Herrn fürchten” 2’35
Violino, Violoncello, Organo
8 Duetto (Tenore, Basso): “Der Herr segne euch” 2’09
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
9 Coro: “Ihr seid die Gesegneten des Herrn” 2’36
Violini, Viola, Violoncello, Violone, Organo
Eis Bongers, soprano
Richard Bryan, alto
Joost van der Linden, tenor
Matthijs Mesdag, bass

“Gott ist mein König” BWV 71 18’15
Ratswechsel – For the Town Council Inauguration – Pour le changement du Conseil municipal • Mühlhausen, 4.2.1708
10 Coro: “Gott ist mein König” 1’48
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo
11 Aria – Choral (T, S): “Ich bin nun achtzig Jahr” • “Soll ich auf dieser Welt” 3’29
Organo obbligato
12 Coro [a 4 voci]: “Dein Alter sei wie deine Jugend” 1’31
Organo
13 Arioso (Basso): “Tag und Nacht ist dein” 2’52
Flauti, Oboi, Fagotto, Violoncello, Organo
14 Aria (Alto): “Durch mächtige Kraft” I’ll
Trombe, Timpani, Organo
15 Coro: “Du wollest dem Feinde nicht geben” 3’51
Flauti, Oboi, Fagotto, Violini, Viola, Violoncello piccolo, Violone, Organo
16 Coro [Soli, Coro]: “Das neue Regiment” 3’33
Trombe, Timpani, Flauti, Oboi, Violini, Viola, Fagotto, Violoncello, Violone, Organo

“Nach dir, Herr, verlanget mich” BWV 150 14’34
Occasion unspecified – Ohne Bestimmung – Sans destination
17 Sinfonia 1’24
Fagotto, Violini, Violone, Organo
18 Coro: “Nach dir, Herr, verlanget mich” 3’08
Fagotto, Violini, Violone, Organo
19 Aria (Soprano): “Doch bin und bleibe ich vergnügt” 1’37
Violine, Violoncello, Organo
20 Coro: “Leite mich in deiner Wahrheit” 1’41
Fagotto, Violini, Violone, Organo
21 Aria (Terzetto: Alto, Tenore, Basso): “Zedern müssen von den Winden” 1’2O
22 Coro: “Meine Augen sehen stets zu dem Herrn” 2’03
Fagotto, Violini, Violone, Organo
23 Coro: “Meine Tage in dem Leide” 3’21
Fagotto, Violini, Violone, Organo
Anne Grimm, soprano
Peter de Groot, alto
Joost van der Linden, tenor
Donald Bentvelsen, bass

“Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” BWV 31 20’56
On the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
1 Sonata 2’33
Trombae, Timpani, Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Violone, Violoncello, Organo
2 Coro (Coro, Soprano, Alto): “Der Himmel lacht! die Erde jubilieret” 3’36
Trombe, Timpani, Oboi, Fagotto, Violini, Viole, Violone, Violoncello, Organo
3 Recitativo (Basso): “Erwünschter Tag! Sei, Seele, wieder froh” 2’05
Violoncello, Organo
4 Aria (Basso): “Fürst des Lebens, starker Streiter” 3’24
Violoncello, Organo
5 Recitativo (Tenore): “So stehe dann, du gottergebne Seele” l’O7
Violoncello, Organo
6 Aria (Tenore): “Adam muß in uns verwesen” 2’18
Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
7 Recitativo (Soprano): “Weil dann das Haupt sein Glied” 0’50
Violoncello, Organo
8 Aria (Soprano): “Letzte Stunde, brich herein” 4’04
Oboe, Violini, Viole, Violoncello, Violone, Organo
9 Choral (Coro): “So fahr ich hin zu Jesu Christ” 0’59
Oboi, Taille, Violini, Viole, Fagotto, Tromba, Violone, Organo

“Barmherziges Herze der ewigen Liebe” BWV185 14’30
For the 4th Sunday after Trinity – Am 4. Sonntag nach Trinitatis – Pour le 4ème Dimanche après la Trinité
10 Aria (Duetto: Soprano, Tenore): “Barmherziges Herze der ewigen Liebe” 4’05
Oboe, Violoncello, Soprani di Coro, Organo
11 Recitativo (Alto): “Ihr Herzen, die ihr euch” 1’58
Violini, Viola, Violone, Organo
12 Aria(Alto): “Sei bemüht in dieser Zeit” 3’43
Oboe, Violini, Viola, Violone, Organo
13 Recitativo (Basso): “Die Eigenliebe schmeichelt sich” I’ll
Organo, Fagotto
14 Aria (Basso): “Das ist der Christen Kunst” 2’19
Organo, Fagotto
15 Choral (Coro): “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ” 1’14
Oboe, Violini, Viola, Violone, Fagotto, Organo

«Christ lag in Todesbanden” BWV 4 18’50
For the 1st day of Easter – Am 1. Osterfeiertag – Pour la lère Fête de Pâques
16 Sinfonia 1’1O
Violini, Viole, Violone, Organo
17 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’42
Violini, Viole, Violone, Organo
18 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 3’45
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
19 [Aria] (Tenore) Versus III: “Jesus Christus, Gottes Sohn” 2’03
Violino, Violone, Organo
20 [Coro] Versus IV: “Es war ein wunderlicher Krieg” 2’08
Violone, Organo
21 [Aria] (Basso) Versus V: “Hier ist das rechte Osterlamm” 2’55
Violini, Viole, Violone, Organo
22 [Duetto] (Soprano, Tenore) Versus VI: “So feiern wir das hohe Fest” 1’57
Violone, Organo
23 Choral (Coro) Versus VII: “Wir essen und leben wohl” l’IO
Violini, Viole, Violone, Organo

“Christ lag in Todesbanden” BWV 4 (Appendix):
24 Sinfonia l’O9
Violini, Viole, Violoncello, Contrabasso, Organo
25 [Coro] Versus I: “Christ lag in Todesbanden” 3’47
Violini, Viole, Cornetto, Tromboni, Violoncello, Contrabasso, Organo
26 [Duetto] (Soprano, Alto) Versus II: “Den Tod niemand zwingen kunnt” 4’10
Cometto, Trombone, Violoncello, Organo
27 Choral (Coro): Versus VII: “Wir essen und leben Wohl” 1’18
Violini, Cornetto, Viole, Trombone, Violoncello, Contrabasso, Organo

The Amsterdam Baroque Orchestra & Choir

Simon Schouten, Choirmaster
Tom Koopman, Conduktor

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Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos

Ton Koopman manda um oizinho para todos os pequepianos

FDP

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Domingos Ferreira (1709-1771): Um violeiro português em Vila Rica (Acervo PQPBach)

Email recebido do Prof. Paulo Castagna:

Envio e agradeço divulgação do texto anexo e abaixo referido, sobre o “violeiro”, ou luthier português Domingos Ferreira (1709-1771), que produziu uma grande quantidade de violas em Vila Rica (atual Ouro Preto – MG), onde viveu de c.1730 até sua morte em 1771.

Resumo. A presença da viola de mão ou, simplesmente, viola, foi amplamente documentada nos ambientes jesuíticos brasileiros desde meados do século XVI, relacionada à catequese indígena. Apesar de suas transformações ao longo dos séculos, os instrumentos reconhecidos pelo nome viola difundiram-se bastante a partir do início do século XIX, principalmente devido à sua função no acompanhamento de modinhas e lundus.

No século XVIII, entretanto, após o declínio da atividade jesuítica e antes da fase das modinhas, os relatos sobre a prática das violas no Brasil são menos freqüentes e as informações sobre sua origem são bem mais raras. Os trabalhos de Anna Maria Kieffer, Gisela Pupo Nogueira e Rogério Budasz, que representam o ponto de partida para esta comunicação, atestam o fato de que, até o presente, não eram conhecidas informações substanciais sobre a prática e, principalmente, sobre a construção de violas no Brasil durante o século XVIII.

Visando levantar algumas questões sobre o assunto, este texto aborda o caso de Domingos Ferreira (1709-1771), um português natural da freguesia de Santa Maria de Aveleda, Arcebispado de Braga, que passou boa parte de sua vida em Vila Rica (Minas Gerais), onde “vivia de seu ofício de violeiro”, ou seja, construindo violas, até seu falecimento. A leitura de seu testamento e de seu inventário comprova que Domingos Ferreira produzia uma grande quantidade de violas e outros cordofones dedilhados, dando-nos uma idéia de que estes circulavam em meados do século XVIII, no Brasil, em uma proporção bem maior do que aquela até agora imaginada. A partir dos trabalhos já publicados sobre o assunto e de outros documentos manuscritos, tentar-se-á estabelecer uma relação entre a produção desses instrumentos e o tipo de uso e de repertório praticado em Minas Gerais no século XVIII.

CASTAGNA, Paulo; SOUZA, Maria José Ferro de; PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves. Domingos Ferreira: um violeiro português em Vila Rica. In: LUCAS, Maria Elisabeth; NERY, Ruy Vieira. As músicas luso-brasileiras no final do antigo regime: repertórios, práticas e representações; colóquio internacional, Lisboa, 7 a 9 de junho de 2008. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda e Fundação Calouste-Gulbenkian, 2012. p.667-704. ISBN: 978-972-27-2026-7.

ESTUDO COMPLETO: BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Arquivo em PDF, 33 páginas, 0,9 MB

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Avicenna

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Alma Latina: Cuban Baroque Sacred Music: Esteban Salas (1725-1803)

11hbcdgAlma Latina: música das Américas sob o domínio europeu

Cuban Baroque Sacred Music: Esteban Salas
Exaudi Choir of Cuba & The Benedictine Monks of Santo Domingo de Silos

Repostagem com novos e atualizados links.

La Grabación
Una vez más, Maria Felicia Pérez y el Coro Exaudi de La Habana han logrado la reconstruccion ideal, por lo directa y sencilla, de obras religiosas del grán compositor cubano. Han respetado el volumen instrumental de la Capilla de la Catedral de Santiago de Cuba, sin falso espíritu arqueológico, sino tan solo porque asi suena bico y con frescura. La grabación se realizó nuevamente en la iglesia de San Juan de Letran, de los PP. Dominicos en La Habana, en El Vedado mitad ciudad, mitad parque. A lo lejos están siempre los omniprensentes grillos del trópico, que también oirian Salas y sus feligreses. Los músicos de Exaudi dan una vez más evidencia de su extraordinario nivel artístico, y a ellos debemos agradecer de nuevo la resurección de la obra del grán músico clásico del continente americano, de cuyo conocimiento se va del asombro a la perplejidad, como ocurrió ante el redescubrimiento moderno de la obra de Vivaldi.

El organista Christian Mouyen, realizador dei contínuo de órgano, y los miembros de la Schola del coro beneditino de Santo Domingo de Silos, en España, realizan con su intervención esta primera grabación mundial de las misas barrocas de Esteban Salas.

The Recording
Once again, Maria Felicia Pérez and the Exaudi Choir of Havana have succeeded in making an ideal presentation of the religious works of this Ciuban composer. One must take into account the acoustic properties in the chapel of the Cathedral of Santiago de Cuba, where Ms. Pérez works with a choir few in number but high in quality – talented musicians who do not allow themselves to be influenced by the passing modes of interpretation concerning earlier music. The music was recorded in the convent of the Dominican Fathers Church of Sr. Jean Latran in Havana, situated in the district of El Vedado half city, half park. One can hear the song of the tropical crickets, which Salas and his parishioners must have heard as well. The musicians of the Exaudi Choir give proof of their high artistic quality, which places them among the most important choral groupsof the world. Thanks to them, the work of this great classical Cuban composer has been revived, and here recorded for the first time. The recent discovery of these works leaves us with as much astonishment as perplexity, as was the case when the early 20th century discovered the 18th centuty work of Vivaldi.

The organist Christian Mouyen, who realized the organ continuo, and the members of the Benedictine Monk’s Choir of Santo Domingo de Silos in Spain, contribute their remarkable talents on tracks 4, 5, 12, 14, 15 and 19.

Esteban Salas (1725-1803)
01. Salve Regina in D Minor
02. Salve Regina in C Minor
03. Mass in G Minor: 1. Kyrie
04. Mass in G Minor: 2. Gloria
05. Mass in G Minor: 3. Credo
06. Mass in G Minor: 4. Sanctus
07. Mass in G Minor: 5. Benedictus
08. Mass in G Minor: 6. Agnus dei
09. Pastorale: “¡Oh niño soberano!”
10. Cantada: “Tú, mi dios, entre galas”
11. Villancico: “Claras luces”
12. Requiem Mass: 1. Introito
13. Requiem Mass: 2. Kyrie
14. Requiem Mass: 3. Gradual
15. Requiem Mass: 4. Ofertorio
16. Requiem Mass: 5. Sanctus
17. Requiem Mass: 6. Benedictus
18. Requiem Mass: 7. Agnus Dei
19. Requiem Mass: 8. Comunión

Cuban Baroque Sacred Music: Esteban Salas – 1996
Exaudi Choir of Cuba & The Benedictine Monks of Santo Domingo de Silos
Regente: María Felicia Pérez

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XLD RIP | FLAC 328,4 MB | HQ Scans 5,6 MB |

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MP3 320 kbps – 153,0 + 5,6 MB – 1,0 h
powered by iTunes 11.0.2

CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

caravela

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

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